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MANUAL DO PROPRIETÁRIO

Semirreboque Carrega Tudo


Pescoço Fixo
Capacidade de carga: 45 TON (03 eixos)

Capacidade de carga: 35 TON (02 eixos)

TERMO DE GARANTIA

A Sergomel Mecânica Industrial LTDA, confere ao implemento especificado neste certificado uma garantia de
doze (12) meses, contados da data de entrega técnica ao Cliente, sem limites de quilometragem, contra
defeitos de fábrica. A garantia cobre apenas as partes, peças e componentes fabricados pela Sergomel. Para
os componentes adquiridos de terceiros, a Sergomel transfere a seus Clientes a garantia oferecida por seus
fornecedores.

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ÍNDICE

1 - Introdução ............................................................................................................................................... 3
2 - Composição / Operação .......................................................................................................................... 3
2.1 - Chassi principal ................................................................................................................................. 3
2.2 - Pescoço Fixo ..................................................................................................................................... 3
2.3 - Operação .......................................................................................................................................... 4
3 - Conjunto de freio .................................................................................................................................... 8
3.1 - Ajustador Automático ...................................................................................................................... 9
4 - Circuito de freio ..................................................................................................................................... 12
4.1 - Circuito pneumático de freio para Semirreboque 2 eixos s/ Suspensor ........................................ 13
4.2 - ABS ................................................................................................................................................. 14
5 - Circuito elétrico ..................................................................................................................................... 15
5.1 - Instalação do ABS ........................................................................................................................... 15
5.2 - Tomada iso 1185 ............................................................................................................................ 16
6 - Acessórios .............................................................................................................................................. 18
6.1 - Pino rei ........................................................................................................................................... 18
6.2 - Rodas .............................................................................................................................................. 19
7 CUIDADOS. À Serem Tomados ........................................................................................................... 20

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1 - INTRODUÇÃO

Parabéns pela sua melhor escolha. Agora para conhecer os detalhes importantes do seu equipamento,
leia este manual com atenção. As informações serão importantes para aumentar o desempenho e a vida
útil, além de possibilitar maior segurança.

Obs.: O descritivo e as imagens contidas neste manual, além de abordar as características do seu
equipamento, também são disponíveis para toda nossa linha de modelos, por consequência disso nem
todas as descrições são específicas do produto adquirido.

2 - COMPOSIÇÃO / OPERAÇÃO

O semirreboque carrega-tudo é composto pelos seguintes elementos:

2.1 - CHASSI PRINCIPAL

O chassi principal é o local onde a carga deverá ser acomodada podendo utilizar os alargadores laterais
para cargas mais largas ou a região da suspensão como complemento (opcional);

2.2 - PESCOÇO FIXO

Figura 1: Pescoço Fixo

O pescoço fixo possui na parte superior, um cavalete para o apoio do Elevador da Colhedora, na lateral
esquerda um Suporte de Estepe.

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2.3 - OPERAÇÃO

O Carrega Tudo Sergomel é um equipamento adequado para trafegar tanto em


rodovias pavimentadas como em estradas de terra. No entanto, alguns fatores são
importantes para que não ocorram danos ao equipamento durante o trajeto, para isso
é importante seguir as orientações abaixo:
 Evitar o atrito da base do chassi com o solo, quando passar por lombadas (levantes). A
altura dessas lombadas e a velocidade do equipamento farão com que os impactos e
torções causem esforços extras na estrutura.
Deformações e sinais de atrito na parte inferior chassi (cinta), indicam que o equipamento
trafega por locais com topografia desfavorável para a operação.

 Ter controle de velocidade, que seja adequado à qualidade da estrada em que trafegar. Pois, o excesso
de velocidade em estradas muito acidentadas (buracos e lombadas), dificultará ao motorista ter o
cuidado necessário para desviar dos obstáculos, que no atrito com o equipamento, exigirá um esforço
em 2.9 - Suspensão mecânica
Os semirreboques/ reboques com suspensão mecânica tipo balancim garantem uma maior capacidade
de carga entre eixos, que são homologados para 16TON.

Recomenda-se lubrificar / verificar regularmente a suspensão nos pontos e períodos abaixo, observando
os prazos máximos:

1 - rolamento do eixo: 30.000km;

2 - suporte do eixo “S”: 15 dias/5.000km;

3 - compensador de freio: 15 dias/5.000km;

4 - pinos dos balancins da suspensão: 15 dias/5.000km;

5 – Tambores de freio: Ao realizar as trocas de lona, verifique os desgastes dos tambores, caso o mesmo
apresente desgastes superiores a 3,0mm, trincas térmicas ou desgastes irregulares, substitua-os;

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Nota: A Sergomel orienta que os períodos acima são os máximos admitidos, podendo ser realizados em
tempos inferiores aos estabelecidos.

Nota: Sempre que houver manutenção das buchas e/ou do braço tensor, respeitar o torque de 70 a 80
Kgf m, na porca do parafuso do braço tensor.
Capacidade de carga das suspensões: 02 eixos = 35 toneladas / 03 eixos = 45 toneladas

MOLEJOS PARA PRANCHAS DOIS E TRÊS EIXOS

Figura 2: Molejo Central

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Figura 3: Molejo - Dianteiro e Traseiro

BALANÇA

Os suportes centrais são montados com balancins estampados com chapa única, onde as esfregas são
fabricadas com chapa de 1/2" e estampadas para facilitar a solda e dar maior resistência
Os pinos de articulação dos balancins são de diâmetro 50 mm, produzidos em aço ABNT 1045 trefilado e
temperado por indução.

Figura 4: Balança

BRAÇO TENSOR
Os braços móveis são os componentes que permitem executar o alinhamento dos eixos no semirreboque.

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Figura 5: Braço tensor móvel

Figura 6: Apoio deslizante

Figura 7: Bucha do braço tensor

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3 - CONJUNTO DE FREIO

Os freios utilizados Tipo Master / “S Came” / “Q Plus” alimentados por ar comprimido montados com
diâmetro 16.1/2”, com largura de 8”.

Recomenda-se verificar periodicamente os componentes do freio, sejam eles:


Lonas – Tambores – Rolamentos – Molas - Retentores, etc;
As lonas de freio devem ser substituídas quando apresentarem espessura mínima de 7mm, pois a partir
desta medida os rebites entrarão em contato com o tambor de freio podendo interferir no desempenho
da frenagem e até mesmo na vida útil do tambor de freio

FIGURA 8: MONTAGEM DO CONJUNTO DE EIXO

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3.1 - AJUSTADOR AUTOMÁTICO

Modelo Master

FIGURA 9: REGULAGEM DO AJUSTADOR PNEUMÁTICO MASTER

FIGURA 10: LUBRIFICAÇÃO DO AJUSTADOR PNEUMÁTICO

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Modelo Haldex

FIGURA 11: REGULAGEM DO AJUSTADOR PNEUMÁTICO HALDEX

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4 - CIRCUITO DE FREIO

O sistema pneumático de freio dos implementos está em conformidade com a legislação de trânsito em
vigor, sendo testado e aprovado na sua configuração original, atingindo a eficiência exigida pela
resolução 777/93 do CONTRAN.

O sistema pneumático de freio é constituído de duas linhas de ar que interligam o veículo-trator ao


implemento, com a finalidade de acionar os freios do implemento:

- Linha de serviço: Direciona o ar do reservatório para as câmaras de ar, através do acionamento pedal
ou alavanca manual de serviço;

- Linha de emergência: Transporta o ar do compressor do caminhão trator até o reservatório do


implemento;

Notas:

• O sistema pneumático do implemento está dotado de válvula de dupla Retenção (ver circuitos), a qual
evita a dupla atuação do freio, ou seja, da câmara de serviço e da câmara de emergência, em conjunto.

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4.1 - CIRCUITO PNEUMÁTICO DE FREIO PARA SEMIRREBOQUE 2 EIXOS S/ SU SPENSOR

Obs.: No caso do Semirreboque 3 eixos, aumentam as derivações de cada unidade.

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4.2 - ABS
Como funciona?
O Sensor trabalha em conjunto com a roda dentada, enviando sinal elétrico para a ECU, que faz a leitura
e interpreta este sinal como rotação da roda. Assim, toda vez que o sistema tender ao travamento
(desaceleração brusca da roda), a ECU irá atuar na linha de ar comprimido do circuito de freio principal,
através do solenoide, modulando a pressão do ar da linha para que não haja travamento das rodas. Esta
ação ocorre seguidamente até o veículo sair da situação de travamento ou atingir uma velocidade
mínima.

FIGURA 12: LEITOR ABS

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DURANTE A EXECUÇÃO DE SOLDA EM QUALQUER PONTO DA ESTRUTURA DO EQUIPAMETNO,
RECOMENDA-SE DESLIGAR O MÓDULO ELETRÔNICO DO ABS

SEGUEM INSTRUÇÕES:

CABO LATERAL
CABO CENTRAL
A TRAVA DEVERÁ
SER PRESSIONADA PUXAR A TRAVA PARA A REINSTALAÇÃO DOS CABOS, FAZER O
PARA A REMOÇÃO PARA A REMOÇÃO PROCESSO INVERSO

5 - CIRCUITO ELÉTRICO

5.1 - INSTALAÇÃO DO ABS

FIGURA 13: DIAGRAMA DE INSTALAÇÃO DO ABS

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5.2 - TOMADA ISO 1185

A Sergomel equipa seus equipamentos atendendo


as normas do conselho nacional de trânsito.

IMPORTANTE: Segue ao lado a imagem


ilustrativa da tomada 7 pinos de acordo com a
norma ISO 1185, para conferir a polaridade antes
de conectar o caminhão ao implemento.

Figura 14: Nomenclatura elétrica

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CIRCUÍTO ELÉTRICO

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6 - ACESSÓRIOS
Cuidados especiais devem ser tomados com estes componentes, pois são os mesmos que suportam
toda a carga de tração do equipamento acoplado.
Recomenda-se sempre, antes de iniciar viagem:
- Examinar os engates do sistema pneumático e elétrico e o acoplamento do reboque e veículo-trator;
- Examinar o sistema de segurança do acoplamento. Manter sempre engatadas as correntes de
segurança, caso possuir este sistema.
- Não desacoplar o equipamento em locais inadequados, em terrenos desnivelados, irregulares e não
compactados;
- Não colocar o veículo-trator em movimento, sem ter certeza de que o acoplamento se processou
corretamente.
Notas: Dependendo da utilização ou condições de trabalho, a lubrificação deverá ser realizada em
períodos inferiores.

Acarretará perda da garantia


 Violação ou troca de componentes eletrônicos;
 Manuseio incorreto em desacordo com as orientações da Sergomel;
 Danos físicos (arranhões, amassados, danos devido ao excesso de calor, umidade ou fogo);
 Quaisquer defeitos que não sejam classificados como: defeito de fabricação.

6.1 - PINO REI

Aplicação
O pino rei tem como função principal promover o acoplamento de implementos rodoviários com veículos tratores e outros
semirreboques.
O modelo e o dimensionamento com o semirreboque são especificados pelo fabricante do implemento.

Figura 15: Conjunto Pino rei

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6.2 - RODAS

Figura 16: Rodas

Para garantir o trabalho e consequente uma maior vida útil das rodas, é extremamente importante o aperto e
reaperto das rodas com o torque de 60 a 65 Kgfm.

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7 CUIDADOS. À SEREM TOMADOS

CUIDADOS À SEREM TOMADOS - CARREGA TUDO


RISCOS AÇÃO
Antes de iniciar as atividades a área a deve ser definida e isolada.
Colisão em manobras
Se for transitar próximo de redes elétricas, verifique se o raio de atuação não atingirá pontes, postes ou cabos

Proibir pessoas de se posicionar nas proximidades da operação (risco de queda do produto ou contato do implemento ou
máquinas que estão operando para carregar ou descarregar)
Atropelamento
O caminhão deverá possuir alarme sonoro de marcha à ré
Proibir a montagem de área de descanso no setor de operação

Acomodar a carga distribuindo-a uniformemente


Queda do material
transportado Não carregar com carga acima da altura estabelecida
Inspecionar periodicamente os componentes de amarração da carga (correntes/cabos de aço/cintas/ganchos/argolas)

O equipamento deverá ser operado somente por pessoas treinadas e autorizadas


Manter a velocidade estipulada em cada trajeto e atentar-se para os trechos em que as estradas estiverem em má condições.
Não ultrapassar o limite de carga estabelecido
Acidentes e danos ao Não transitar por lombadas (levantes), em que haja o atrito do chassi com o solo
equipamento por falha Jamais permaneça sob quaisquer partes do equipamento, enquanto este estiver em operação e manutenção
operacional
Evite a aceleração acima do estabelecida para a operação
Verifique os acoplamentos (pino rei / quinta roda, engates pneumáticos e elétricos),
No caso de pescoço removível, para o acoplamento, o pescoço deverá estar alinhado com o chassi
Verifique a calibragem dos pneus

Obedecer às velocidades estipuladas em curvas


Evitar trajetos em que o terreno é desnivelado
Tenha atenção para as condições estruturais e obedeça aos limites de desgaste da quinta roda, pino rei e os componentes de
Tombamento do acoplamento do pescoço removível
equipamento Evite concentração de carga em um dos lados do equipamento.
Na Susp. Mecânica: Pneus baixos, suportes de molejo, feixes de molas ou qualquer componente que possa causar o
desnivelamento lateral poderá ser o gatilho para o tombamento do equipamento.
Na Susp. Pneumática: Pneus baixos, molas pneumáticas com baixa pressão, buchas tri funcionais, amortecedores ou
qualquer componente que possa causar o desnivelamento lateral poderá ser o gatilho para o tombamento do equipamento.

Utilizar os EPIs necessários para a operação


Operadores deverão receber treinamentos para qualificação
Antes de soltar ou apertar terminais das mangueiras hidráulicas, verifique se há pressão no circuito e jamais faça isso com o
equipamento carregado.
Acidentes com operadores
E se essa ação acima for necessária, terá que utilizar de um sistema de retenção com trava mecânica, para evitar o
movimento acidental.
Evitar que pessoas não qualificadas, investiguem possíveis falhas de funcionamento do equipamento
Folguistas deverão receber os mesmos treinamentos

Importante que o dispositivo ABS esteja funcionando corretamente


Verificar se há vazamento de ar no circuito
Diversos
Verificar periodicamente os filtros de óleo e ar e substituí-los quando necessário.
Verificar se há contaminação do óleo ou água nas válvulas, pois essa condição poderá afetar o desempenho dos freios

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