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Realização: Parceiros: Co-financiador:

AVALIAÇÃO EXTERNA DE PROJETO


Número de Referência: CSO-LA/2016/379-688
Caminhos de resiliência: ações políticas de pescadores/as
Título do projeto:
artesanais no enfrentamento das mudanças climáticas no Território dos
Inhamuns Crateús – Ceará
Organização coordenadora do projeto: Cáritas Diocesana de Crateús
Duração do Projeto: 54 meses
Data de Início e Fim das atividades: 01/03/2017 à 31/08/2021

TERMOS DE REFERÊNCIA

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1. MANDATO DE AVALIAÇÃO

A avaliação sistemática e oportuna dos projetos financiados pela União Europeia é uma
prioridade. Nos contratos de subvenção, em geral, existem recursos que são disponibilizados
pela União Europeia para a realização de avaliação dos projetos. O objetivo das avaliações é
verificar os resultados e a qualidade das ações no contexto de uma estratégia de cooperação
em constante evolução, que se baseia cada vez mais em enfoques orientados a resultados. A
avaliação deverá permitir a compreensão da relação causa-efeito entre as atividades e os
resultados.

A avaliação tem como objetivos principais Contratação de consultor/a, pessoa Jurídica, para a
elaboração de Avaliação Externa final do projeto “Caminhos de resiliência: ações políticas de
pescadores/as artesanais no enfrentamento das mudanças climáticas no Território dos
Inhamuns Crateús – Ceará” a fim de contribuir para a tomada de decisões, identificar as lições
aprendidas, melhorar a gestão.

 ANTECEDENTES

Projeto

O Projeto “Caminhos de resiliência: ações políticas de pescadores/as artesanais no


enfrentamento das mudanças climáticas no Território dos Inhamuns Crateús –
Ceará”, busca reafirmar e visibilizar a identidade dos e das pescadoras dos territórios
Crateús e Inhamuns. Busca, também, evidenciar e reconhecer o papel da mulher dentro
do universo da pesca artesanal promovendo espaços de formação e discussão no intuito
de suscitar e capacitar novas lideranças, em especial jovens e mulheres. Além disso,
esforça-se em garantir o acesso às políticas estabelecidas e que não são acessadas devido
à desinformação dos e das pescadoras. Visa intensificar os processos de negociação
política a fim de garantir a continuidade da atividade da pesca artesanal no Ceará.

A proposta é desenvolvida nas regiões de Crateús e Inhamuns do Estado do Ceará,


localizado no nordeste do Brasil, e intervém em comunidades tradicionais de pesca
artesanal em águas interiores, ou seja, água doce. As regiões envolvidas são parte da
área geográfica do Semiárido Brasileiro, que atualmente sofre com o sexto ano
consecutivo da pior seca em 50 anos. As reservas de água do estado vêm para apenas
6,5% da sua capacidade, e quase 75% dos municípios declararam estado de emergência.

O presente projeto propõe articular com distintos grupos de pescadores e pescadoras


artesanais de outras regiões do Ceará e do Semiárido. E mais ainda, esforça-se em
garantir o acesso às políticas estabelecidas e que não são acessadas devido à
desinformação dos e das pescadoras. Também visa intensificar os processos de
negociação política a fim de garantir a continuidade da atividade da pesca artesanal no
Ceará.

O Projeto “Pescadoras e pescadores artesanais construindo o bem viver” é realizado pela


Cáritas Diocesana de Crateús, em parceria com Comunità Impegno Servizio Volontariato
(CISV) e Conselho Pastoral dos pescadores (CPP) e é co-financiado pela União
Europeia.
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Seus objetivos são:

Objetivo geral 1. Contribuir com o fortalecimento da organização social, política e


econômica de grupos socialmente vulneráveis sob a ótica do bem viver, no Semiárido do
Nordeste brasileiro frente aos desafios das mudanças climáticas na região.

Objetivo geral 2. Contribuir com a promoção do aumento das capacidades das


Organizações da Sociedade Civil brasileiras para reforçarem sua presença na cena pública
do Semiárido do Nordeste brasileiro

Objetivo específico. Consolidar a organização social, política e econômica de 2.600


pescadores/as artesanais de águas continentais, sob a ótica do bem viver, em 07
municípios do Território dos Sertões dos Inhamuns Crateús, Estado do Ceará.

Duas missões de ROM de monitoramento da União Europeia aconteceram em março de


2018 e outra em setembro de 2020, focando sobre relevância, efetividade, eficácia e
sustentabilidade do projeto até o período. E uma avaliação externa intermediaria em junho
a agosto de 2019.

O projeto iniciou em março de 2017, finalizando em agosto de 2021.

A União Europeia considera que a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável


(Agenda 2030), adotada pela ONU em setembro de 2015, representa um novo e ambicioso
programa para enfrentar os desafios globais surgidos desde a adoção da Declaração do
Milênio, em 2000. Por isso, todos os projetos co-financiados pela União Europeia devem
reforçar e explicitar suas contribuições para a implementação dos Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS), o cerne da Agenda 2030.

Dentre os 17 ODS listados no quadro a seguir, identifique aqueles para os quais o projeto deu
uma contribuição relevante:

1 Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares X


2 Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e
promover a agricultura sustentável
3 Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades
4 Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover
oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos
5 Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas X
6 Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos
7 Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia
para todos
8 Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego
pleno e produtivo e trabalho decente para todos
9 Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e
sustentável e fomentar a inovação
10 Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles X
11 Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e
sustentáveis
12 Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis
3
13 Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos X
14 Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para
o desenvolvimento sustentável
15 Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir
de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a
degradação da terra e deter a perda de biodiversidade
16 Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável,
proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis
e inclusivas em todos os níveis
17 Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o
desenvolvimento sustentável
1. Para maiores detalhes, ver https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/

 OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO E PRINCIPAIS USUÁRIOS

O principal objetivo da avaliação é oferecer ao contratante e ao público em geral:


Objetivo Geral

Fornecer parâmetros para a avaliação do projeto “Caminhos de resiliência: ações políticas


de pescadores/as artesanais no enfrentamento das mudanças climáticas no Território
dos Inhamuns Crateús – Ceará”, a partir dos diversos olhares das organizações que o
compõe, quais sejam CPP, CISV, identificando e qualificando a situação atual e a anterior à
intervenção da ação.

Objetivos Específicos

1. Analisar a relevância, a qualidade e o grau de implementação das atividades em


relação ao Quadro Lógico, ao cronograma inicial e as necessidades evidenciadas durante
o diagnóstico sobre a situação territorial e sobre desenvolvimento institucional e
organizacional das instâncias representativas.
2. Avaliar o funcionamento e a qualidade dos mecanismos de coordenação do projeto e
monitoramento pelas organizações envolvidas.
3. Evidenciar o grau de alcance dos resultados esperados em relação a proposta inicial.
4. Analisar o acesso das pescadoras e pescadores às Políticas Públicas nos níveis local,
estadual e federal, em particular àquelas relacionadas aos direitos das mulheres após a
implementação da ação.

 ALCANCE DA AVALIAÇÃO, LÓGICA DE INTERVENÇÃO E PERGUNTAS DA AVALIAÇÃO

4.1. ÂMBITO DE APLICAÇÃO


Deverá ser elaborado um relatório de Avaliação do Projeto “Caminhos de resiliência: ações
políticas de pescadores/as artesanais no enfrentamento das mudanças climáticas no
Território dos Inhamuns Crateús – Ceará .

O relatório deverá ser apresentado às organizações co-requerentes do projeto para


contribuições e validação do mesmo.

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O relatório será objeto de restituição, em forma de oficina participativa, para as organizações
beneficiárias, entidades representativas das pescadoras e dos pescadores artesanais. Na
ocasião focalizará a análise do desenvolvimento institucional e organizacional das mesmas.

Tendo em vista a realidade de pandemia vivenciada esta avaliação deverá ser conduzida de
forma virtual, considerando as especificidades dos sujeitos envolvidos, garantindo momentos
individuais e coletivos.

A atividade deverá ser composta:

- Entrevistas e reuniões com as organizações proponentes;


- Entrevistas e reuniões com as organizações representativas dos pescadores e das
pescadoras;
- Reuniões coletivas, se necessárias
- Elaboração do relatório de Avaliação.

O consultor será remunerado pelos produtos finais apresentados.

Para a construção do relatório, é necessário que o/a consultor/a leve em consideração as


seguintes recomendações:

- Participação dos representantes das organizações estaduais, com a participação de


mulheres e jovens;
- Se possível, participação das principais lideranças de cada grupo;

Meios à disposição

- O/a consultor/a contará com o apoio de técnicos/as da Cáritas Diocesana de Crateús,


que acompanharão as atividades e contribuíram com o desenvolvimento destas.

- Os meios necessários de articulação ocorrerão por conta da contratante em acordo com


planejamento entre as partes.

4.2. LÓGICA DE INTERVENÇÃO DO PROJETO (MARCO LÓGICO)

O Campo de intervenção do projeto é o da pesca artesanal em águas continentais (açudes, rios


e lagos), atividade exercida por comunidades tradicionais invisíveis e silenciadas aos olhos e
ouvidos da sociedade e dos poderes públicos. A área de atuação principal, são as regiões dos
Sertões dos Crateús e dos Sertões dos Inhamuns no estado do Ceara envolvendo 12
municípios, 03 colônias e 06 associações de pescadores e pescadoras, sendo 340 famílias e
832 pescadoras e pescadores envolvidos diretamente na ação.

4.3. PONTOS QUE DEVEM SER EXAMINADOS/PERGUNTAS DE AVALIAÇÃO

A avaliação analisará o projeto utilizando 5 critérios a saber, pertinência, eficiência, eficácia,


sustentabilidade e impacto.

Ademais, deve-se analisar na avaliação os critérios específicos relacionados com a União


Europeia:
5
 O valor agregado pela União Europeia no projeto, no que diz respeito ao desenho do
projeto e a sua aplicação.
 A coerência interna do projeto em relação à cooperação da União Europeia no país e
em relação a outras ações realizadas com apoio de outros doadores, se for relevante.

Os avaliadores deverão também analisar se foram consideradas as seguintes questões


transversais (gênero, aspectos ambientais) e que medidas foram tomadas na implementação
do projeto e em seu monitoramento.

Os critérios de avaliação se traduzem em perguntas específicas de avaliação, que na fase


inicial serão discutidas e definidas com a participação do avaliador e da equipe.

5. METODOLOGIA, FERRAMENTAS E PRODUTOS

A metodologia a ser utilizada deverá ser explicada pelos avaliadores. O enfoque proposto para
a metodologia é flexível. Em função do objetivo e dos resultados esperados da avaliação, da
abrangência do projeto e dos meios financeiros disponíveis. Os requisitos mínimos em termos
de produtos devem ser (1) a elaboração de um relatório preliminar, que deverá ser visto,
discutido e comentado pela equipe do projeto e a elaboração de um relatório final, que deverá
ser aprovado pelo(a) coordenador(a) do projeto. O processo descrito a seguir é exaustivo. O
projeto poderá modificar as diferentes etapas para adaptar a metodologia geral às
necessidades específicas da avaliação a ser contratada.

5.1. ENFOQUE DA AVALIAÇÃO E PRINCIPAIS PRODUTOS

O processo de avaliação se desenvolverá em cinco fases: uma fase inicial, uma fase
documental, uma fase de visita de campo das áreas incluídas no projeto, uma fase de síntese e
por último uma fase de difusão.

Fases da avaliação Etapas metodológicas Produtos

1. Fase inicial  Estruturação da


 Relatório inicial
avaliação

2. Fase documental  Coleta de datos  Relatório


 Análises documental

 Relatório preliminar
ou nota preliminar
3.Fase de campo (área
 Coleta de dados  Apresentação de
 Análises resultados
geográfica de (sugestão:
 Comprovação das
abrangência do projeto) hipóteses e resultados apresentação Power
preliminares Point para discussão
com a equipe do
projeto)

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Fases da avaliação Etapas metodológicas Produtos

 Análise e critérios de
4. Fase de síntese avaliação
 Relatório final
 Redação e finalização do
relatório

5. Fase de difusão  Publicação do relatório  Seminário final do


 Difusão dos resultados projeto

5.1.1. Fase inicial

O proceso deverá ter início com uma sessão informativa com a equipe do projeto. Deve-se
reservar pelo menos a metade de um dia para uma reunião com os avaliadores.
Nesta fase inicial, serão examinados os documentos relevantes, os quais devem incluir no
mínimo o seguinte:
(1) Contrato de subvenção assinado com a União Europeia: condições especiais, Anexo I
(descrição da ação), quadro lógico e anexo III (orçamento).
(2) Elencar para os avaliadores os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e
solicitar que os avaliadores verifiquem na avaliação qual a contribuição do projeto para os
mesmos.
(3) Solicitar indicadores quantitativos desagregados por gênero sobre o número de
beneficiários do projeto.

Na fase inicial, os avaliadores deverão examinar os documentos pertinentes. Em seguida, a


equipe de avaliação deverá analisar a lógica da intervenção (marco lógico). Sobre a base da
informação colhida a equipe de avaliação deverá:
 Descrever o contexto da cooperação para o desenvolvimento;
 Comentar/analisar o marco lógico.
 Formular observações sobre as perguntas da avaliação ou, se for o caso, propor
perguntas alternativas ou complementares justificando sua pertinência.
 Comprovar a coerência e a validade das perguntas de avaliação, propor critérios de
valoração e identificar indicadores provisórios e os meios de comprovação
correspondentes.
 Apresentar uma metodologia orientadora para a avaliação do projeto..
 Descrever o enfoque utilizado para responder a cada uma das perguntas da avaliação.
 Propor um plano de trabalho.
 Confirmar o calendário definitivo para o exercício de avaliação.

5.1.2. Fase documental


Na fase documental, a equipe de avaliação deverá:
 Analisar sistematicamente os documentos disponíveis pertinentes.
 Entrevistar o coordenador do projeto e os parceiros principais.
 Proporcionar respostas preliminares a cada pregunta de avaliação, indicando a
informação já recolhida e suas limitações, identificar as questões pendentes e as
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hipóteses que devem ser vistas, e descrever um método completo para abordar cada
pergunta de avaliação.
 Identificar e apresentar a lista de ferramentas que devem ser utilizadas durante a fase
de campo.
 Elaborar a lista de todas as atividades preparatórias já realizadas e que devem ser
levadas a cabo para a fase de campo.

5.1.3. Fase de campo

Antes de realizar a visita de campo, a equipe de avaliação deverá apresentar seu plano de
trabalho detalhado, incluindo a lista de pessoas a consultar/entrevistar e outras ferramentas
para a coleta de dados que pensam utilizar, as datas das visitas e o itinerário. Em caso de que
se perceba uma divergência importante a respeito do plano de trabalho apresentado pelo
avaliador ou em relação ao calendário, que possa colocar em risco a qualidade ou a utilidade
da avaliação, deve-se tomar imediatamente as providências necessárias para minimizar os
riscos.

Nos primeiros dias da fase de campo, a equipe do projeto deve apoiar a equipe de avaliação
na organização de uma reunião informativa com a presença da coordenação do projeto, dos
parceiros e dos beneficiários.

Durante a fase de campo, a equipe de avaliação deverá organizar contatos e consultas


adequados, garantindo a participação de diferentes partes interessadas, colaborando
estreitamente com autoridades e organismos públicos competentes, e utilizando as fontes de
informação mais confiáveis e convenientes.

No término da fase de campo, a equipe de avaliação deverá elaborar uma síntese de seus
trabalhos, examinar a confiabilidade e o alcance dos dados coletados e apresentar as
constatações preliminares no marco de uma reunião com a coordenação do projeto.

5.1.4. Fase de síntese


Esta fase se dedica principalmente à elaboração do esboço do relatório final. A equipe de
avaliação apresentará um único documento com seus resultados, conclusões e recomendações.

A equipe de avaliação deve assegurar-se que:


 Suas avaliações são objetivas e equilibradas, suas afirmações são exatas e
comprovadas e suas recomendações realistas.
 Na redação do relatório, deverá ser mencionado claramente se o projeto está
implementando as mudanças necessárias na direção desejada.

A equipe de avaliação apresentará à equipe do projeto um relatório final que será examinado
pela coordenação, com o objetivo de verificar conjuntamente os resultados, as conclusões e as
recomendações preliminares. Com base nas observações feitas pela equipe de coordenação
do projeto, a equipe de avaliação deverá modificar ou revisar o esboço de relatório final. Os
possíveis problemas de qualidade do relatório ou os erros ou problemas metodológicos
deverão ser corrigidos. Os comentários relacionados a opiniões divergentes sobre o projeto
poderão ser aceitos ou recusados. Neste último caso, a equipe de avaliação deverá justificar
os motivos de sua decisão por escrito.

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5.1.5. Fase de difusão

A difusão dos resultados da avaliação serão realizadas pelo projeto com o apoio da equipe de
avaliação, por ocasião do evento temático em agosto/2021, além de divulgar nas redes sociais.

5.2. GESTÃO E SUPERVISÃO DA AVALIAÇÃO

A gestão da avaliação ficará a cargo da coordenação do projeto, em alguns casos com o apoio
dos parceiros.
 Facilitar os contatos entre a equipe de avaliação, os parceiros e demais partes
interessadas externas.
 Garantir que a equipe de avaliação tenha acesso a toda informação e documentação
útil relativa ao projeto.
 Definir e validar as perguntas da avaliação.
 Examinar e comentar as notas e relatórios apresentados pela equipe de avaliação. A
equipe de avaliação reunirá as observações dos distintos membros do grupo de
referência num único documento.
 Participar na discussão das constatações, conclusões, lições aprendidas e
recomendações resultantes da avaliação.

6. REQUISITOS DO RELATÓRIO

Os relatórios deverão cumprir os critérios de qualidade. Caso seja pertinente, o texto do


relatório deverá incluir ilustrações como mapas, gráficos e quadros; deverá anexar (em forma
de anexo) um mapa da zona ou zonas de intervenção do projeto.

A equipe de avaliação apresentará os seguintes relatórios:

Número de Calendário de
páginas apresentação
Conteúdo principal
(excluídos os (ver página
anexos) …)
 Lógica de intervenção (se necessário)
 Perguntas de avaliação, critérios de
Relatório valoração e indicadores Fim da fase
10 páginas
Preliminar  Dificuldades encontradas ou previstas inicial
 Enfoque de avaliação detalhado e plano
de trabalho
 Resposta preliminar a cada uma das
perguntas de avaliação, indicando a
informação já coletada e suas
limitações
Relatório Fim da fase
40 páginas  Questões pendentes e hipóteses que
documental documental
devem ser analisadas
 Descrição completa da metodologia
utilizada para responder as perguntas
 Plano detalhado da fase de campo
Projeto de 60 páginas  Resposta às perguntas de avaliação Fim da fase

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relatório  Síntese de todos os resultados, de síntese
final conclusões e recomendações e uma
valoração global
 As mesmas especificações indicadas
anteriormente, com incorporação das
Relatório
observações ao projeto de relatório
final
recebidas das partes interessadas e que
foram aceitas.

Todos os relatórios serão redigidos na língua especificada no contrato e serão redigidos


utilizando as fontes Arial ou Times New Roman (de tamanho 11 e 12, respectivamente), com
espaço simples entre as linhas. Cada relatório deverá ser primeiro apresentado em versão
eletrônica, como rascunho.

Para cada relatório, a equipe de avaliação apresentará observações no prazo de 05 (cinco)


dias. Os relatórios revisados incorporando as observações recebidas das partes interessadas,
deverão ser apresentados no prazo máximo de até 10 dias após a data de recebimento das
observações e comentários do coordenador do projeto. A equipe de avaliação deverá informar
num documento separado como e onde foram incorporadas as observações da equipe do
projeto, ou a razão para não incorporar determinadas observações.

O relatório final (versão final) deverá ser entregue em 02 exemplares e em versão eletrônica.
O resumo executivo e o relatório deverão ser fornecidos em portugues.

7. EQUIPE DE AVALIAÇÃO

 Formação superior na área das Ciências Humanas (Sociologia, Antropologia,


Ciência Política, História, Direito ou afins);
 Experiência na elaboração participativa de avalições de Projetos Sociais e/ou de
Direitos Humanos;
 Experiência prévia nas temáticas: Direitos Humanos, Gênero, Juventude, Políticas
Públicas, Políticas para pescadores e pescadoras e/ou atuação junto aos movimentos
sociais;
 Experiência em metodologias de abordagem para os pescadores e pescadoras
artesanais;
 Conhecimento das questões relacionadas aos direitos humanos.

8. OFERTA TÉCNICA

Serão consideradas as propostas que condizem com as metodologias e objetivos constantes


nesse documento e o menor preço.

9. PLANO DE TRABALHO E CALENDÁRIO INDICATIVOS

Início previsto da missão: 06/2021

Duração máxima da missão: 45 dias úteis. Ademais dos dias/pessoa que forem indicados no
quadro que figura a seguir, deve-se incluir uma reserva de 10 dias
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Plano de trabalho

Duração Datas
Atividade Lugar
indicativa indicativas
Fase inicial
 Sessão informativa
 Redação e apresentação do
relatório da fase inicial
 Reunião do Grupo de
Referência (coordenação,
equipe do projeto e parceiros)
Fase documental
 Redação e apresentação do
relatório documental
 Reunião do Grupo de
Referência
Fase de campo
 Missão de terreno na área
geográfica de abrangência do
projeto
 Reunião informativa
Fase de síntese
 Elaboração do projeto de
relatório final
 Reunião com o Grupo de
Referência — Apresentação do
Relatório
 Finalização do Relatório
 Apresentação do Relatório
Final
Fase de difusão
 Preparação dos documentos de
difusão
 Seminários
TOTAL (máximo)

10. ASPECTOS ADMINISTRATIVOS

10.1. CONFLITO DE INTERESSES


A equipe de avaliação não deve ter desempenhado um papel direto no desenho e/ou
implementação do projeto “Caminhos de resiliência: ações políticas de pescadores/as

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artesanais no enfrentamento das mudanças climáticas no Território dos Inhamuns
Crateús – Ceará. Em caso de dúvida deve-se consultar o contratante e elucidar qualquer
possibilidade ou risco de conflito de intereses antes da assinatura do contrato.

10.2. PAGAMENTOS INTERMEDIÁRIOS

O Pagamento será realizado 50% na assinatura do contrato e 50% na entrega do relatório


final.

11. ANEXOS

11.1. ANEXO I: INFORMAÇÃO A SER FORNECIDA À EQUIPE DE AVALIAÇÃO

 Textos jurídicos e compromissos políticos relativos ao projeto (Base legal da União


Europeia que permitiu o financiamento, edital que selecionou o projeto).

 Documentos governamentais nacionais e de política setorial.

 Contrato de subvenção e seus anexos

 Planos operativos e de trabalho anuais do projeto.

 Relatórios técnicos e financeiros.

 Relatórios de monitoramento realizados pela União Europeia ou por serviços contratados


pela União Europeia.

 Relatório intermediário de avaliação ou outras avaliações e auditorias realizadas.

Nota: A equipe de avaliação deverá identificar e obter qualquer outro documento cuja análise
pode ser oportuna durante suas entrevistas com pessoas que participem ou tenham
participado no desenho, gestão ou supervisão do projeto.

11.2. ANEXO II: ESTRUTURA DO RESUMO E DO RELATÓRIO FINAL

O número de páginas do relatório final não deve ser superior ao indicado. As informações
complementares sobre o contexto geral, o programa ou projeto e os aspectos metodológicos
poderão ser incluídas nos anexos.

Na capa do relatório deverá figurar a seguinte informação:


«A presente avaliação foi realizada por (especificar o nome da empresa ou o nome da equipe de
avaliadores), no âmbito do projeto (especificar o nome do projeto e referência) financiado com
recursos da União Europeia. O relatório não reflete necessariamente as ideias e opiniões da
União Europeia."

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Incluímos a seguir as principais informações do relatório de avaliação:

Resumo executivo

O resumo executivo, que deverá ser redigido de forma concisa, precisa e independente, será
um elemento essencial do relatório. Deverá ser breve, ter no máximo cinco páginas. Deverá
centrar-se no objetivo e temas fundamentais da avaliação, descrever os pontos analíticos mais
destacados e indicar claramente as principais conclusões, lições aprendidas e recomendações
especificas.
Pede-se que no resumo executivo sejam incluidos dados quantitativos de indicadores
numéricos de resultados alcançados com base no quadro lógico ou na linha de base do projeto
financiado pela União Europeia.

Pede-se também que seja feita uma referência sobre a contribuição do projeto para os
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

1. Introdução

A introdução consistirá numa descrição do projeto e da avaliação, que proporcione ao leitor


uma explicação metodológica suficiente para que este possa avaliar a credibilidade das
conclusões e, se for o caso, reconhecer as limitações ou deficiências.

2. Respostas às perguntas / Resultados

Nesta parte do relatório serão apresentadas as perguntas da avaliação e as respostas, junto com
as provas e a argumentação.

3. Conclusões e Recomendações

4.1 Conclusões

Neste capítulo serão apresentadas as conclusões da avaliação. Estas deverão ser agrupadas
dentro do capítulo para proporcionar uma visão de conjunto do tópico avaliado.

Num subcapítulo separado, deverão ser apresentadas 3 ou 4 conclusões principais,


organizadas por ordem de importância e evitando repetição. Este sistema permitirá uma
melhor comunicação das mensagens de avaliação a serem transmitidas.
Se for possível, o relatório de avaliação destacará uma ou mais aprendizagens ou boas práticas
que poderiam ser replicadas, as quais deveriam ser destacadas no resumo executivo e
poderiam ser apresentadas em seminários ou outras atividades relevantes.

4.2 Recomendações

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As recomendações terão por objetivo melhorar ou reestruturar o projeto no marco do período
em curso, ou preparar uma nova intervenção ou projeto para o ciclo seguinte.

As recomendações deverão estar organizadas ou agrupadas por ordem de prioridade e ser


dirigidas a grupos específicos em todos os níveis, em particular tendo em conta os
financiadores, os coordenadores, os parceiros e os beneficiários, entre outros.

4. Anexos do relatório

O relatório de avaliação poderá incluir os seguintes anexos:


 Os termos de referência da avaliação
 Os nomes da equipe de avaliação e de suas empresas (com currículos resumidos de no
máximo uma página por pessoa).
 Uma descrição detalhada do método de avaliação, que inclua: as opções escolhidas, as
dificuldades encontradas e as limitações; e detalhes sobre as ferramentas e análise.
 A lógica da intervenção/o marco lógico (original e revisado).
 Um mapa da zona geográfica do projeto.
 Uma lista das pessoas e organizações consultadas.
 A bibliografía e documentação consultadas.
 Outros anexos técnicos (por exemplo, análises, índices e cifras).
 Resposta detalhada às perguntas de avaliação, os critérios de valoração e os
indicadores (matriz de avaliação).

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11.3. ANEXO III: TABELA DE APRECIAÇÃO DA QUALIDADE
A coordenação da avaliação avaliará a qualidade do relatório final com a ajuda da seguinte tabela de
avaliação da qualidade.

Legenda: muito ruim = critério principalmente não tratado ou ausente ruim= critério parcialmente tratado bom = critério tratado muito bom = critério
totalmente tratado excelente = critério totalmente tratado de uma forma clara e original

Em relação aos critérios e subcritérios seguintes, o relatório de avaliação se Muito


Ruim Bom Muito bom Excelente
qualifica da seguinte forma ruim

1. Cobertura das necessidades


 O relatório descreve com precisão o que é avaliado e inclui a lógica da intervenção?
 O relatório cobre o período requerido e inclui claramente os grupos e áreas abrangidas pelo projeto?
 A evolução do projeto tem em conta o proceso de avaliação?
 A avaliação aborda e responde a todas as exigências dos Termos de Referência?
Em caso negativo, a equipe de avaliação apresentou alguma justificativa?
2. Desenho apropriado
 O relatório explica a maneira que a avaliação tem em conta o projeto, as relações causa-efeito, os impactos no contexto politico, os interesses das partes
interessadas, etc.?
 O método de avaliação está descrito de forma clara e adequada e com precisão suficiente?
 Foram escolhidos indicadores bem definidos para proporcionar provas sobre o projeto e seu contexto?
 O relatório indica suas possíveis limitações, riscos e desvios associados ao método de avaliação?
3. Dados confiáveis
 O enfoque adotado para a coleta de dados é coerente e bem explicado em relação à concepção geral da avaliação?
 As limitações e desvios na coleta de dados foram explicadas e discutidas?
 As fontes de informação permaneceram definidas com clareza no relatório?
 As ferramentas para a coleta de dados (mostras, grupos de destinatários específicos (grupos focais) etc. Foram usadas de acordó com as normas aplicáveis?
 Os dados coletados foram objeto de uma comprovaçao cruzada?
4. Rigor da análise
 A análise é baseada nos dados coletados?
 A análise,enfoca claramente as principais hipóteses causa/efeito da lógica de intervenção?
 O contexto,se tem corretamente em conta na análise?
 As contribuições das principais partes interessadas são utilizadas de forma equilibrada?
 A análise identifica e apresenta suas limitações e contradições com os conhecimentos e informação disponiveil (se existem)?
5. Credibilidade dos resultados
 Os resultados obtidos são consistentes com os dados coletados e análise efetuada?
 Foi realizado algum debate sobre se os resultados podem ser generalizados?
As interpretações e extrapolações, são justificadas e apoiadas por argumentos sólidos?
6. Validade das conclusões
 As conclusões são coerentes e têm uma relação lógica com os resultados? ,
 O relatório extrai conclusões gerais sobre cada um dos critérios do CAD? (Pertinência, eficiencia, eficacia, impacto e sustentabilidade)
 As conclusões estão isentas de considerações subjetivas?
7. Utilidade das recomendações
 As recomendações são coerentes com as conclusões?
 As recomendações são operacionais, realistas e suficientemente explícitas para orientar no momento da intervenção?
 As recomendações incluem as diferentes partes interessadas da avaliação?
 Caso seja necessário, as recomendações foram agrupadas e classificadas por orden de prioridade?
8. Claridade do relatório
 O relatório inclui um resumo adequado e sucinto?
 O relatório está bem estruturado e adaptado aos distintos leitores?
 Os conceitos especializados são claramente definidos e seu emprego se limita ao estritamente necessário? Foi incluída uma lista de siglas?
 O tamanho dos diversos capítulos e anexos é equilibrado?

Muito
Ruim Bom Muito bom Excelente
ruim

Tendo em conta os oito critérios mencionados, qual é a


qualidade global do relatório?

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