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TREINAMENTO DE SEGURANÇA

EM INSTALAÇÕES E SERVIÇO EM
ELETRICIDADE
NR-10 da Portaria 3.214/78
1. INTRODUÇÃO À SEGURANÇA COM ELETRICIDADE

A energia elétrica que alimenta as indústrias, comércio e nossos lares em sua fase de
GERAÇÃO no Brasil é produzida principalmente em usinas hidrelétricas, onde a
passagem da água por turbinas geradoras transformam a energia mecânica, originada
pela queda d’agua, em energia elétrica.

A partir da usina a energia é transformada, em subestações elétricas, e elevada a níveis


de tensão (69/88/138/240/440 kV) e transportada em corrente alternada (60 Hertz)
através de cabos elétricos, até as subestações abaixadoras, a esta fase chamamos de
TRANSMISSÃO.

Já na fase de DISTRIBUIÇÃO (11,9 / 13,8 / 23 kV), nas proximidades dos centros de


consumo, a energia elétrica é tratada nas subestações, com seu nível de tensão rebaixado
e sua qualidade controlada, sendo transportada por redes elétricas aéreas ou
subterrâneas, constituídas por estruturas (postes, torres, dutos subterrâneos e seus
acessórios), cabos elétricos e transformadores para novos rebaixamentos (110 / 127 /
220 / 380 V)

1.1 NÍVEIS DE TENSÃO

 Baixa tensão: a tensão superior a 50 volts CA ou 120 volts CC e igual ou


inferior a 1000 volts CA ou 1500 volts CC, entre fases ou entre fase e terra.
 Alta Tensão: a tensão superior a 1000 volts CA ou 1500 volts CC, entre fases
ou entre fase e terra.

1.2 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA / RISCOS


Os riscos na fase de geração de energia elétrica estão presentes em diversas atividades,
destacando-se as seguintes:
1. Instalação e manutenção de equipamentos e maquinários (turbinas, geradores,
transformadores, disjuntores, capacitores, chaves, sistemas de medição,etc.);
2. Manutenção das instalações industriais após a geração;
3. Operação de painéis de controle elétrico;
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4. Acompanhamento e supervisão dos processos;
5. Transformação e elevação da energia elétrica;
6. Processos de medição da energia elétrica.
7. As atividades características da geração se encerram nos sistemas de medição da
energia usualmente em tensões de 138kV a 500 kV, interface com a transmissão
de energia elétrica.

1.3 TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA/RISCOS


Os riscos na fase de transmissão de energia elétrica estão presentes em suas atividades
características, destacando-se:
1. Construção de Linhas de Transmissão;
2. Inspeção de Linhas de Transmissão;
3. Manutenção de Linhas de Transmissão;

1.4 DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA / RISCOS


Os riscos na fase de distribuição de energia elétrica estão presentes nas etapas de
trabalho, conforme descritas abaixo:
1. Recebimento e medição de energia elétrica nas subestações;
2. Rebaixamento ao potencial de distribuição da energia elétrica;
3. Construção de redes de distribuição;
4. Construção de estruturas e obras civis;
5. Montagens de subestações de distribuição;
6. Montagens de transformadores e acessórios em estruturas nas redes de
distribuição;
7. Manutenção das redes de distribuição aérea;
8. Manutenção das redes de distribuição subterrânea;
9. Poda de árvores;
10. Montagem de cabinas primárias de transformação;
11. Limpeza e desmatamento das faixas de servidão;
12. Medição do consumo de energia elétrica;
13. Operação dos centros de controle e supervisão da distribuição.

2 RISCOS EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM


ELETRICIDADE
2.1 CHOQUE ELÉTRICO
O choque elétrico é um estímulo rápido no corpo humano, ocasionado pela passagem da
corrente elétrica. Essa corrente circulará pelo corpo onde ele tornar-se parte do circuito
elétrico, onde há uma diferença de potencial suficiente para vencer a resistência elétrica
oferecida pelo corpo.
O caminho percorrido pela corrente elétrica no corpo humano é outro fator que
determina a gravidade do choque, sendo os choques elétricos de maior gravidade
aqueles em que a corrente elétrica passa pelo coração.

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2.1.1 MECANISMOS

São os meios através dos quais são criadas condições para que uma pessoa venha a
sofrer um choque elétrico.

2.1.1.1 Contato com um condutor nú energizado

Normalmente esse tipo de acidente ocorre por contato com condutores aéreos
energizados, equipamentos tais como: Guindastes; Caminhões Basculantes;
Plataformas Elevatórias; Andaimes; Escadas.
Ao tocar nos condutores, tornam-se parte do circuito elétrico; quando uma pessoa
localizada fora ou dentro dos mesmos, mantem contato simultâneo com a terra e o
mesmo, causa um acidente que pode vir a ser fatal.

2.1.1.2 Falha na isolação elétrica

Os condutores quer sejam empregados isoladamente, como nas instalações elétricas,


quer como partes de equipamentos, são usualmente recobertos por um material isolante

elétrico. No entanto, a deterioração por agentes agressivos, o envelhecimento natural ou


forçado ou mesmo o uso inadequado do equipamento podem comprometer a eficácia do
isolante elétrico.
Meios pelos quais o isolamento elétrico pode ficar comprometido:

a. Calor e Temperaturas Elevadas


A circulação da corrente em um condutor sempre gera calor e, por conseguinte,
aumento da temperatura do mesmo. Este aumento pode causar a ruptura de alguns
polímeros, de que são feitos alguns materiais isolantes, dos condutores elétricos.

b. Umidade
Alguns materiais isolantes que revestem condutores absorvem umidade, como é o caso
do nylon. Isto faz com que a resistência isolante do material diminua.

c. Oxidação
Esta pode ser atribuída à presença de oxigênio, ozônio ou outros oxidantes na
atmosfera. O ozônio torna-se um problema especial em ambientes fechados, nos quais
operem motores, geradores. Estes produzem em seu funcionamento arcos elétricos, que
por sua vez geram o ozônio. O ozônio é o oxigênio em sua forma mais instável e
reativa. Embora esteja presente na atmosfera em um grau muito menor do que o
oxigênio, por suas características, ele cria muito maior dano ao isolamento do que
aquele.

d. Radiação
As radiações ultravioleta têm a capacidade de degradar as propriedades do isolamento,
especialmente de polímeros. Os processos fotoquímicos iniciados pela radiação solar
provocam a ruptura de polímeros, tais como, o cloreto de vinila, a borracha sintética e
natural, a partir dos quais o cloreto de hidrogênio é produzido. Esta substância causa,

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então, reações e rupturas adicionais, comprometendo, desta forma, as propriedades
físicas e elétricas do isolamento.

e. Produtos Químicos
Os materiais normalmente utilizados como isolantes elétricos degradam-se na presença
de substâncias como ácidos, lubrificantes e sais.

f. Desgaste Mecânico
As grandes causas de danos mecânicos ao isolamento elétrico são a abrasão, o corte, a
flexão e torção do recobrimento dos condutores. O corte do isolamento dá-se quando o
condutor é puxado através de uma superfície cortante. A abrasão tanto pode ser devida à
puxada de condutores por sobre superfícies abrasivas, por orifícios por demais
pequenos, quanto à sua colocação em superfícies que vibrem, as quais consomem o
isolamento do condutor. As linhas de pipas com cerol (material cortante) também
agridem o isolamento dos condutores.

g. Fatores Biológicos
Roedores e insetos podem comer os materiais orgânicos de que são constituídos os
isolamentos elétricos, comprometendo a isolação dos condutores. Outra forma de
degradação das características do isolamento elétrico é a presença de fungos, que se
desenvolvem na presença da umidade.

h. Altas Tensões
Altas tensões podem dar origem à arcos elétricos ou efeitos corona, os quais criam
buracos na isolação ou degradação química, reduzindo, assim, a resistência elétrica do
isolamento.

i. Pressão
O vácuo pode causar o desprendimento de materiais voláteis dos isolantes orgânicos,
causando vazios internos e consequente variação nas suas dimensões, perda de peso e
consequentemente, redução de sua resistividade.

2.1.2 EFEITOS

O choque elétrico pode ocasionar contrações violentas dos músculos, a fibrilação


ventricular do coração, lesões térmicas e não térmicas, podendo levar a óbito como
efeito indireto as quedas, batidas, etc.
A morte por asfixia ocorrerá, se a intensidade da corrente elétrica for de valor elevado,
normalmente acima de 30 mA e circular por um período de tempo relativamente
pequeno, normalmente por alguns minutos.

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Efeitos Corrente elétrica (mA)- 60Hz

Homens Mulheres

Limiar de percepção. 1,1 0,7

Choque não doloroso, sem perda do controle


1,8 1,2
muscular.

Choque doloroso, limiar de largar. 16,0 10,5

Choque doloroso e graves contrações musculares,


23,0 15,0
dificuldade de respiração.

Fatores Determinantes da Gravidade

a. Percurso da Corrente Elétrica


Tem grande influência na gravidade do choque elétrico o percurso seguido pela
corrente no corpo. A figura abaixo demonstra os caminhos que podem ser
percorridos pela corrente no corpo humano.

b. Características da Corrente Elétrica


Para a Corrente Contínua (CC), as intensidades da corrente deverão ser mais
elevadas para ocasionar as sensações do choque elétrico, a fibrilação ventricular e
a morte.
As correntes alternadas de freqüência entre 20 e 100 Hertz são as que oferecem
maior risco. Especificamente as de 60 Hertz, usadas nos sistemas de fornecimento
de energia elétrica, são especialmente perigosas, uma vez que elas se situam
próximas à freqüência na qual a possibilidade de ocorrência da fibrilação
ventricular é maior.

c. Resistência Elétrica do Corpo Humano


A resistência que o corpo humano oferece à passagem da corrente é quase que
exclusivamente devida à camada externa da pele, a qual é constituída de células
mortas. Esta resistência está situada entre 100.000 e 600.000 Ohms, quando a pele
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encontra-se seca e não apresenta cortes, e a variação apresentada é função da sua
espessura.
As diferenças da resistência elétrica apresentadas pela pele à passagem da
corrente, ao estar seca ou molhada, podem ser grande, considerando que o contato
foi feito em um ponto do circuito elétrico que apresente uma diferença de
potencial de 120 volts, teremos:

 Quando Seca; = I = 120 / 400.000 = 0,3 mA


 Quando molhada; = I= 120 / 15.000 = 8 mA

2.2 ARCO ELÉTRICO


O arco elétrico caracteriza-se pelo fluxo de corrente elétrica através do ar, e geralmente
é produzido quando da conexão e desconexão de dispositivos elétricos e também em
caso de curto-circuito.

2.2.1 QUEIMADURAS

2.2.1.1 Queimadura por contato

Quando se toca uma superfície condutora energizada, as queimaduras podem ser locais
e profundas atingindo até a parte óssea, ou por outro lado muito pequenas, deixando
apenas uma pequena “mancha branca na pela”. Em caso de sobreviver à morte, é
bastante importante, e deve ser verificado no exame necrológico, para possibilitar a
reconstrução, mais exata possível, do caminho percorrido pela corrente.

2.2.1.2 Queimaduras por arco voltaico

Provoca queimaduras de segundo ou terceiro grau. O arco elétrico possui energia


suficiente para queimar as roupas e provocar incêndios, emitindo vapores de material
ionizado e raios ultravioletas.

2.2.1.3 Queimadura por radiação

Produzidas em arcos produzidos por curtos-circuitos.

2.2.1.4 Queimadura por vapor metálico

Na fusão de um elo fusível ou condutor, há a emissão de vapores e derramamento de


metais derretidos (em alguns casos prata ou estanho) podendo atingir as pessoas
localizadas nas proximidades.

2.2.2 QUEDAS

Fator de risco para o trabalhador que realiza trabalho com eletricidade em altura, a
queda motivada pelo choque elétrico pode levar o trabalhador a morte, trabalhos
realizados em altura deverá obedecer o que determina a NR 35.

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2.3 CAMPO ELETROMAGNÉTICO

Os efeitos possíveis no organismo humano decorrente da exposição ao campo


eletromagnético são de natureza elétrica e magnética. Onde o empregado fica exposto
ao campo onde seu corpo sofre uma indução, estabelecendo um diferencial de potencial
entre o empregado e outros objetos inerentes às atividades.
Cuidados especiais devem ser tomados por trabalhadores ou pessoas que possuem em
seu corpo aparelhos eletrônicos, tais como marca passo, aparelhos auditivos, dentre
outros, pois seu funcionamento pode ser comprometido na presença de campos
magnéticos intenso.

3. TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCO


3.1 RISCOS

3.1.1 DEFINIÇÕES
Risco: capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde
das pessoas. Os riscos podem ser eliminados ou controlado.

Perigo: situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou dano
à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle.

Causa de acidente é a qualificação da ação, frente a um risco/perigo, que contribuiu


para um dano seja pessoal ou impessoal.
Ex.: A avenida com grande movimento não constitui uma causa do acidente, porém o
ato de atravessá-lá com pressa, pode ser considerado como uma das causas.

Controle é uma ação que visa eliminar/controlar o risco ou quando isso não é possível,
reduzir a níveis aceitáveis o risco na execução de uma determinada etapa do trabalho,
seja através da adoção de materiais, ferramentas, equipamentos ou metodologia
apropriada.

3.1.2 RISCOS DE ORIGEM ELÉTRICA

 Choque elétrico;
 Campo elétrico;
 Campo eletromagnético.

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3.1.3 RISCOS DE QUEDA

As quedas, conseqüência de choques elétricos, de utilização inadequada de


equipamentos de elevação (escadas, cestas, plataformas), falta ou uso inadequado de
EPI, falta de treinamento dos trabalhadores, falta de delimitação e de sinalização do
canteiro do serviço e ataque de insetos.

3.1.4 RISCOS NO TRANSPORTE E COM EQUIPAMENTOS


Veículos a caminho dos locais de trabalho em campo, o deslocamento diário dos
trabalhadores até os efetivos pontos de prestação de serviços.
Esses deslocamentos expõem os trabalhadores aos riscos característicos das vias de
transporte.

3.1.5 RISCOS DE ATAQUES DE INSETOS, ANIMAIS


PEÇONHENTOS / DOMÉSTICOS
Na execução de serviços em torres, postes, subestações, usinas, leitura de medidores,
serviços de poda de árvores e outros pode ocorrer ataques de insetos, tais como abelhas
e formigas.

3.1.6 RISCOS OCUPACIONAIS

Consideram-se riscos ocupacionais, os agentes existentes nos ambientes de trabalho,


capazes de causar danos à saúde do empregado.

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3.1.7 RISCOS ERGONÔMICOS

Biomecânicos: posturas inadequadas de trabalho, levando a intensas solicitações


musculares, levantamento e transporte de carga, etc.

Organizacionais: “pressão psicológica” para atendimento a emergências ou a situações


com períodos de tempo rigidamente estabelecidos, pressões da população com falta do
fornecimento de energia elétrica.

Psicossociais: elevada exigência cognitiva necessária ao exercício das atividades.


Ambientais: risco ambiental compreende os físicos, químicos e biológicos; esta
terminologia fica inadequada, deve-se separar os riscos provenientes de causas naturais
(raios, chuva, terremotos, ciclones, ventanias, inundações, etc.).

3.2 PLANEJAMENTO
Antes da fase de execução, serão analisados os riscos potenciais. Este trabalho é
realizado através da Análise Preliminar de Risco – APR, no mínimo, as seguintes
informações:
 Descrição detalhada das etapas dentro de um serviço, operação ou
atividade;
 Identificação dos riscos existentes em cada etapa;

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 Medidas de segurança para a realização de todas as etapas dos serviços,
no sentido de reduzir e/ou eliminar riscos existentes (técnicas de
execução, equipamentos a serem utilizados, EPC, EPI, etc.);
 Número de profissionais necessários para a execução dos serviços com
segurança.

3.3 ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO (APR)


Trata-se de uma técnica de análise prévia de riscos.

Análise Preliminar de Risco é uma visão do trabalho a ser executado, que permite a
identificação dos riscos envolvidos em cada passo da tarefa, e ainda propicia condição
para evita-los ou conviver com eles em segurança.
Por se tratar de uma técnica aplicável à todas as atividades, a técnica de Análise
Preliminar de Risco é o fato de promover e estimular o trabalho em equipe e a
responsabilidade solidária.

3.3.1 EXEMPLO DE UMA APR

3.4 CHECK LIST


O objetivo é criar o hábito de verificar os itens de segurança antes de iniciar as
atividades, auxiliando na prevenção dos acidentes e no planejamento das tarefas,
enfocando os aspectos de segurança.
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Será preenchido de acordo com as regras de Segurança do Trabalho. “A Equipe somente
iniciará a atividade, após realizar a identificação de todos os riscos, medidas de controle
e após concluir o respectivo planejamento da atividade”.

3.4.1 EXEMPLO DE CHECK LIST

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3.5 ELIMINAÇÃO / CONTROLE DO RISCO

Alto Risco, Risco presente.

Controle do Risco, Risco ainda presente.

Eliminação/controle do risco,“Risco isolado”

4. MEDIDAS DE CONTROLE DO RISCO ELÉTRICO

4.1 DESENERGIZAÇÃO

A desenergização é um conjunto de ações coordenadas, sequenciadas e controladas,


destinadas a garantir a efetiva ausência de tensão no circuito, trecho ou ponto de
trabalho, durante todo o tempo de intervenção e sob controle dos trabalhadores
envolvidos.

Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para


trabalho, mediante os procedimentos apropriados e obedecida a sequência a seguir:

1. Seccionamento;
2. Impedimento de Reenergização;
3. Constatação da Ausência de Tensão;
4. Instalação de Aterramento Temporário com Equipotencialização Dos
Condutores Dos Circuitos;
5. Proteção dos Elementos Energizados Existentes na Zona Controlada;
6. Instalação da Sinalização de Impedimento de Reenergização.

4.1.1 SECCIONAMENTO

É o ato de promover a descontinuidade elétrica total, com afastamento adequado entre


um circuito ou dispositivo e outro, obtida mediante o acionamento de dispositivo
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apropriado (chave seccionadora, interruptor, disjuntor), acionado por meios manuais ou
automáticos, ou ainda através de ferramental apropriado e segundo procedimentos
específicos.

4.1.2 IMPEDIMENTO DE REENERGIZAÇÃO


É o estabelecimento de condições que impeça, de modo reconhecidamente garantido, a
reenergização do circuito ou equipamento desenergizado, assegurando ao trabalhador o
controle do seccionamento.
Na prática trata-se da aplicação de travamentos mecânicos, por meio de fechaduras,
cadeados e dispositivos auxiliares de travamento ou com sistemas informatizados
equivalentes.

4.1.3 CONSTATAÇÃO DA AUSÊNCIA DE TENSÃO

É a verificação da efetiva ausência de tensão nos condutores do circuito elétrico. Deve


ser feita com detectores testados antes e após a verificação da ausência de tensão, sendo
realizada por contato ou por aproximação e de acordo com procedimentos específicos.

4.1.4 INSTALAÇÃO DE ATERRAMENTO TEMPORÁRIO COM


EQUIPOTENCIALIZAÇÃO DOS CONDUTORES DOS
CIRCUITOS
Constatada a inexistência de tensão, um condutor do conjunto de aterramento
temporário deverá ser ligado a uma haste conectada à terra. Na seqüência, deverão ser
conectadas as garras de aterramento aos condutores fase, previamente desligados.
OBS.: Trabalhar entre dois pontos devidamente aterrados.

4.1.5 PROTEÇÃO DOS ELEMENTOS ENERGIZADOS


EXISTENTES NA ZONA CONTROLADA

Define-se zona controlada como, área em torno da parte condutora energizada,


segregada, acessível, de dimensões estabelecidas de acordo com nível de tensão, cuja
aproximação só é permitida a profissionais autorizados, como disposto no anexo II da
Norma Regulamentadora Nº10. Podendo ser feito com anteparos, dupla isolação
invólucros, etc.

4.1.6 INSTALAÇÃO DA SINALIZAÇÃO DE IMPEDIMENTO DE


REENERGIZAÇÃO
Deverá ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à
identificação da razão de desenergização e informações do responsável.
Os cartões, avisos, placas ou etiquetas de sinalização do travamento ou bloqueio devem
ser claros e adequadamente fixados.

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Somente após a conclusão dos serviços e verificação de ausência de anormalidades, o
trabalhador providenciará a retirada de ferramentas, equipamentos e utensílios e por fim
o dispositivo individual de travamento e etiqueta correspondente.

Os responsáveis pelos serviços, após inspeção geral e certificação da retirada de todos


os travamentos, cartões e bloqueios, providenciará a remoção dos conjuntos de
aterramento, e adotará os procedimentos de liberação do sistema elétrico para operação.

A retirada dos conjuntos de aterramento temporário deverá ocorrer em ordem inversa à


de sua instalação.

Os serviços a serem executados em instalações elétricas desenergizadas, mas com


possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão, devem atender ao que
estabelece o disposto no item 10.6. da NR 10, que diz respeito a segurança em
instalações elétricas desenergizadas.

4.2 ATERRAMENTO FUNCIONAL (TN / TT / IT); DE PROTEÇÃO,


TEMPORÁRIO.

Definição: ligação intencional à terra através da qual correntes elétricas podem fluir.

Funcional: ligação através de um dos condutores do sistema neutro;


Proteção: ligação à terra das massas e dos elementos condutores estranhos à instalação;
Temporário: ligação elétrica efetiva com baixa impedância intencional à terra,
destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente durante a
intervenção na instalação elétrica.

4.2.1 ESQUEMA DE ATERRAMENTO


Conforme a NBR-5410/2004 são considerados os esquemas de aterramento TN / TT /
IT, cabendo as seguintes observações sobre as ilustrações e símbolos utilizados:
Nas figuras são utilizados os seguintes símbolos:

4.2.1.1 Simbologia dos esquemas de aterramento:

Primeira letra — Situação da alimentação em relação à terra:


T = um ponto diretamente aterrado;
I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto
através de impedância.
Segunda letra — Situação das massas da instalação elétrica em relação à terra:
T = massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento eventual de um
ponto da alimentação;

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N = massas ligadas ao ponto da alimentação aterrado (em corrente alternada, o ponto
aterrado é normalmente o ponto neutro).
Outras letras (eventuais) — Disposição do condutor neutro e do condutor de proteção:
S = funções de neutro e de proteção asseguradas por condutores distintos;
C = funções de neutro e de proteção combinadas em um único condutor (condutor
PEN).

4.2.1.2 Esquema TN

A. Esquema TN-S, no qual o condutor neutro e o condutor de proteção são distintos,


figura abaixo:

B. Esquema TN-C, no qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um


único condutor, na totalidade do esquema, figura abaixo:

NOTA: As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas num único condutor, na
totalidade do esquema

C. Esquema TN-C-S, em parte do qual as funções de neutro e de proteção são


combinadas em um único condutor, figura abaixo:

NOTA: As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas num único condutor em parte
dos esquemas.

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4.2.1.3 Esquema TT

O esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, estando as massas


da instalação ligadas a eletrodo(s) de aterramento eletricamente distinto (s) do eletrodo
de aterramento da alimentação, figura abaixo:

4.2.1.4 Esquema IT

No esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da alimentação é


aterrado através de impedância. As massas da instalação são aterradas, verificando-se as
seguintes possibilidades:
* massas aterradas no mesmo eletrodo de aterramento da alimentação, se existente;
* massas aterradas em eletrodo(s) de aterramento próprio(s), seja porque não há
eletrodo de aterramento da alimentação, seja porque o eletrodo de aterramento das
massas é independente do eletrodo de aterramento da alimentação.

Sem aterramento da alimentação Alimentação aterrada através de impedância

Massas aterradas em eletrodos separados e Massas coletivamente aterradas em eletrodo


independentes do eletrodo de aterramento da independente do eletrodo de aterramento da
alimentação alimentação

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Massas coletivamente aterradas no mesmo eletrodo da alimentação

4.2.2 Aterramento Temporário

O aterramento elétrico de uma instalação tem por função evitar acidentes gerados pela
energização acidental da rede, propiciando rápida atuação do sistema automático de
seccionamento ou proteção. Também tem o objetivo de promover proteção aos
trabalhadores contra descargas atmosféricas que possam interagir ao longo do circuito
em intervenção.
Esse procedimento deverá ser adotado antes e depois do ponto de intervenção do
circuito e derivações se houver, salvo quando a intervenção ocorrer no final do trecho,
devendo ser retido ao final dos serviços.

4.2.3 Energização Acidental / Causas

 Erros na manobra;
 Fechamento de chave seccionadora;
 Contato acidental com outros circuitos energizados, situados ao longo do
circuito;
 Tensões induzidas por linhas adjacentes ou que cruzam a rede;
 Fontes de alimentação de terceiros (geradores);
 Linhas de distribuição para operações de manutenção e instalação e colocação
de transformador;
 Torres e cabos de transmissão nas operações de construção de linhas de
transmissão;
 Linhas de transmissão nas operações de substituição de torres ou manutenção de
componentes da linha;
 Descargas atmosféricas.

4.2.4 Aterramento Temporário / Kit Padrão

 vara ou bastão de manobra em material isolante, com cabeçotes de manobra;


 grampos condutores – para conexão do conjunto de aterramento com os
condutores e a terra;
 trapézio de suspensão - para elevação do conjunto de grampos à linha e conexão
dos cabos de interligação das fases, de material leve e bom condutor, permitindo
perfeita conexão elétrica e mecânica dos cabos de interligação das fases e
descida para terra;
 grampos – para conexão aos condutores e ao ponto de terra;
 cabos de aterramento de cobre, extraflexível e isolado;

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 trado ou haste de aterramento – para ligação do conjunto de aterramento com o
solo, deve ser dimensionado para propiciar baixa resistência de terra e boa área
de contato com o solo.
Atenção:
Nas subestações, por ocasião da manutenção dos componentes, se conecta os
componentes do aterramento temporário à malha de aterramento fixa, já existente.

4.3 EQUIPOTENCIALIZAÇÃO
É o procedimento que consiste na interligação de elementos especificados, visando
obter a equipotencialidade necessária para os fins desejados.
Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção.

4.4 SECCIONAMENTO AUTOMÁTICO DA ALIMENTAÇÃO

O seccionamento automático possui um dispositivo de proteção que deverá seccionar


automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento por ele protegido sempre
que uma falta no circuito ou equipamento der origem a uma corrente superior ao valor
ajustado no dispositivo de proteção, levando-se em conta o tempo de exposição à tensão
de contato.

O seccionamento automático é de suma importância em relação a:


 proteção de contatos diretos e indiretos de pessoas e animais;
 proteção do sistema com altas temperaturas e arcos elétricos;
 quando as correntes ultrapassarem os valores estabelecidos para o circuito;
 proteção contra correntes de curto-circuito;
 proteção contra sobre tensões.

4.5 DISPOSITIVOS A CORRENTE DE FUGA

Esse dispositivo tem por finalidade desligar da rede de fornecimento de energia elétrica,
o equipamento ou instalação que ele protege, na ocorrência de uma corrente de fuga que
exceda determinado valor, sua atuação deve ser rápida, menor do que 0,2 segundos
(Ex.: DDR), e deve desligar da rede de fornecimento de energia o equipamento ou
instalação elétrica que protege.

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Um transformador de corrente detecta o aparecimento da corrente de fuga. Numa
instalação sem defeitos, a somatória das correntes no primário do transformador de
corrente é nula, conforme mostra a figura acima.

Em caso de uma fuga de corrente à terra, como é mostrado na figura acima a somatória
das correntes no primário do transformador de corrente passa a ser diferente de zero,
induzindo, desta forma, uma tensão no secundário que está alimentando o disparador e
que, num tempo inferior a 0,2 s, acionará o interruptor.

Valores das correntes de fuga detectados pelos dispositivo de proteção.

Corrente Nominal (A) Corrente Nominal de fuga (mA)

40 30

63 30

70 300

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100 300

160 300

4.6 EXTRA BAIXA TENSÃO


Defini-se como:
 SELV (do inglês “separated extra-low voltage”): Sistema de extra baixa tensão
que é eletricamente separada da terra de outros sistemas e de tal modo que a
ocorrência de uma única falta não resulta em risco de choque elétrico.

 PELV (do inglês “protected extra-low voltage”): Sistema de extra baixa tensão
que não é eletricamente separado da terra mas que preenche, de modo
equivalente, todos os requisitos de um SELV.
Os circuitos SELV não têm qualquer ponto aterrado nem massas aterradas. Os circuitos
PELV podem ser aterrados ou ter massas aterradas.

4.6.1 PROTEÇÃO BÁSICA DE UM SISTEMA SELV OU PELV


 Limitação da tensão;
 Isolação básica ou uso de barreiras ou invólucros;
 Condições ambientais e construtivas em que o equipamento esta inserido.
As partes vivas de um sistema SELV ou PELV não precisam necessariamente ser
inacessíveis, podendo dispensar isolação básica, barreira ou invólucro, no entanto para
atendimento a este item deve atender as exigências mínimas da norma NBR 5410/2004.

4.7 BARREIRAS E INVÓLUCROS


São dispositivos que impedem qualquer contato com partes energizadas das instalações
elétricas. São componentes que visam impedir que pessoas ou animais toquem
acidentalmente as partes energizadas, garantindo assim que as pessoas sejam advertidas
de que as partes acessíveis através das aberturas estão energizadas e não devem ser
tocadas.

4.8 BLOQUEIOS E IMPEDIMENTOS

Dispositivos de bloqueio são aqueles que impedem o acionamento ou religamento de


dispositivos de manobra. (chaves, interruptores), É importante que tais dispositivos
possibilitem mais de um bloqueio, ou seja, a inserção de mais de um cadeado, por
exemplo, para trabalhos simultâneos de mais de uma equipe de manutenção.
Toda ação de bloqueio deve estar acompanhada de etiqueta de sinalização, com o nome
do profissional responsável, data, setor de trabalho e forma de comunicação.

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As empresas devem possuir procedimentos padronizados do sistema de bloqueio,
documentado e de conhecimento de todos os trabalhadores, além de etiquetas,
formulários e ordens documentais próprias.

4.9 OBSTÁCULOS E ANTEPAROS


Os obstáculos são destinados a impedir o contato involuntário com partes vivas, mas
não o contato que pode resultar de uma ação deliberada e voluntária de ignorar ou
contornar o obstáculo.
Os obstáculos devem impedir:
A. Uma aproximação física não intencional das partes energizadas;
B. Contatos não intencionais com partes energizadas durante atuações sobre o
equipamento, estando o equipamento em serviço normal.

Distâncias Mínimas

Situação Distância

1. Distância entre obstáculos, entre manípulos de dispositivos elétricos


(punhos, volantes, alavancas etc.), entre obstáculos e parede ou entre 700 mm
manípulos e parede.

2. Altura da passagem sob tela ou painel. 2.000 mm

NOTA: As distâncias indicadas são válidas considerando-se todas as partes dos painéis
devidamente montadas e fechadas
Obstáculos e Anteparos

4.10 ISOLAMENTO DAS PARTES VIVAS


São elementos construídos com materiais dielétricos (não condutores de eletricidade)
que têm por objetivo isolar condutores ou outras partes da estrutura que esta
energizadas, para que os serviços possam ser executados com efetivo controle dos riscos
pelo trabalhador.
Exemplos:
 Coberturas circular isolante (em geral são de polietileno, polipropileno e
polidracon);
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 Mantas ou lençol de isolante;
 Tapetes isolantes;
Coberturas isolantes para dispositivos específicos (Ex. postes).

4.11 ISOLAÇÃO DUPLA OU REFORÇADA


Este tipo de proteção é normalmente aplicado a equipamentos portáteis, tais como
furadeiras elétricas manuais, os quais por serem empregados nos mais variados locais e
condições de trabalho, e mesmo por suas próprias características, requerem outro
sistema de proteção, que permita uma confiabilidade maior do que aquela oferecida
exclusivamente pelo aterramento elétrico.

Símbolo que identifica a proteção por isolação dupla ou reforçada em equipamentos

4.12 COLOCAÇÃO FORA DE ALCANCE


Aqui será apresentado os critérios das distâncias mínimas a serem obedecidas nas
passagens destinadas a operação e/ou manutenção, quando for assegurada a proteção
parcial por meio de obstáculos.
Partes simultaneamente acessíveis que apresentem potenciais diferentes devem se situar
fora da zona de alcance normal.

1. Considera-se que duas partes são simultaneamente acessíveis quando o afastamento


entre elas não ultrapassa 2,50 m.

2. Define-se como “zona de alcance normal o volume indicado na figura abaixo”.

Onde: S = superfície sobre a qual se postam ou circulam pessoas.


Zona de alcance normal

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4.13 SEPARAÇÃO ELÉTRICA

“Proteção por Separação Elétrica", se faz com uso de um transformador de separação


cujo circuito secundário é isolado (nenhum condutor vivo aterrado, inclusive neutro.
A(s) massa(s) do(s) equipamento(s) alimentado(s) não deve(m) ser aterrada(s) e nem
ligada(s) a massas de outros circuitos e/ou a elementos condutivos estranhos à
instalação.

Exige que as massas do circuito separado (quando a fonte de separação alimenta mais
de um equipamento) sejam interligadas por um condutor PE próprio, de
equipotencialização.
Exemplo de instalações que possuem separação elétrica são salas cirúrgicas de
hospitais, em que o sistema também é isolado, usando-se igualmente um transformador
de separação, mas todos os equipamentos por ele alimentados têm suas massas
aterradas.
O circuito separado constitui um sistema elétrico "ilhado". A segurança contra choques
que ele oferece baseia-se na preservação dessas condições.

5. NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR DA ABNT


5.1 NBR-5410 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO

5.1.1 OBJETIVO

Esta Norma estabelece as condições que as instalações elétricas de baixa tensão devem
satisfazer a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento
adequado da instalação e a conservação dos bens.
Esta Norma aplica-se principalmente às instalações elétricas de edificação, residencial,
comercial, público, industrial, de serviços, agropecuário, hortigranjeiro, etc.

5.1.2 ESTA NORMA APLICA-SE ÀS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS:

A. em áreas descobertas das propriedades, externas às edificações;


B. reboques de acampamento (trailers), locais de acampamento (campings), marinas e
instalações análogas;
C. canteiros de obra, feiras, exposições e outras instalações temporárias.
D. aos circuitos elétricos alimentados sob tensão nominal igual ou inferior a 1.000 V
CA, com frequências inferiores a 400 Hz, ou a 1.500 V CC;
E. aos circuitos elétricos, que não os internos aos equipamentos, funcionando sob uma
tensão superior a 1.000 V e alimentados através de uma instalação de tensão igual ou
inferior a 1.000 V em corrente alternada (por exemplo, circuitos de lâmpadas a
descarga, precípitadores eletrostáticos etc.);
F. a toda fiação e a toda linha elétrica que não sejam cobertas pelas normas relativas aos
equipamentos de utilização;
G. às linhas elétricas fixas de sinal (com exceção dos circuitos internos dos
equipamentos).

Esta Norma aplica-se às instalações novas e a reformas em instalações existentes.

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NOTA: Modificações destinadas a, por exemplo, acomodar novos equipamentos
elétricos, inclusive de sinal, ou substituir equipamentos existentes, não caracterizam
necessariamente uma reforma geral da instalação.

5.1.3 ESTA NORMA NÃO SE APLICA A:


A. - instalações de tração elétrica;
B. - instalações elétricas de veículos automotores;
C. - instalações elétricas de embarcações e aeronaves;
D. - equipamentos para supressão de perturbações radioelétricas, na medida em que não
comprometam a segurança das instalações;
E. - instalações de iluminação pública;
F. - redes públicas de distribuição de energia elétrica;
G. - instalações de proteção contra quedas diretas de raios. No entanto, esta Norma
considera as consequências dos fenômenos atmosféricos sobre as instalações (por
exemplo, seleção dos dispositivos de proteção contra sobre tensões);
H. - instalações em minas;
I. - instalações de cercas eletrificadas.

5.2 NBR-14039 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE MÉDIA TENSÃO

5.2.1 OBJETIVO
Esta Norma estabelece um sistema para o projeto e execução de instalações elétricas de
média tensão, com tensão nominal de 1,0kV a 36,2 kV, à frequência industrial, de modo
a garantir segurança e continuidade de serviço.
Esta Norma aplica-se a partir de instalações alimentadas pelo concessionário, o que
corresponde ao ponto de entrega definido através da legislação vigente emanada da

Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Esta Norma também se aplica as


instalações alimentadas por fonte própria de energia em média tensão.

5.2.2 ESTA NORMA APLICA-SE:


Na construção e manutenção das instalações elétricas de média tensão de 1,0 a 36,2 kV
a partir do ponto de entrega definido pela legislação vigente incluindo as instalações de
geração, distribuição de energia elétrica. Devem considerar a relação com as instalações
vizinhas a fim de evitar danos às pessoas, animais e meio ambiente.

5.2.3 ESTA NORMA NÃO SE APLICA:


 Às instalações elétricas de concessionários dos serviços de geração, transmissão e
distribuição de energia elétrica, no exercício de suas funções em serviço de
utilidade pública;
 Às instalações de cercas eletrificadas;
 Trabalhos com circuitos energizados.

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6. REGULAMENTAÇÕES DO MTE
6.1 NR 01

1.1. As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e medicina do trabalho,


são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos
públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes
Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis
do Trabalho - CLT.
1.1.1. As disposições contidas nas Normas Regulamentadoras - NR aplicam-se, no que
couber, aos trabalhadores avulsos, às entidades ou empresas que lhes tomem o serviço e
aos sindicatos representativos das respectivas categorias profissionais.

6.2 NR 10 (Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade)

10.1 - Objetivo e Campo de Aplicação

10.1.1 Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece os requisitos e condições


mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos,
de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou
indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade.

10.1.2 Esta NR se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo,


incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das
instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades,
observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na
ausência ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis.
10.8 - Habilitação, Qualificação, Capacitação e Autorização dos Trabalhadores.

6.2.1 QUALIFICAÇÃO
10.8.1 É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso
específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino.

6.2.2 HABILITAÇÃO

10.8.2 É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente


qualificado e com registro no competente conselho de classe.

6.2.3 CAPACITAÇÃO

10.8.3 É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições,


simultaneamente:
a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e
autorizado; e
b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado.
10.8.3.1 A capacitação só terá validade para a empresa que o capacitou e nas condições
estabelecidas pelo profissional habilitado e autorizado responsável pela capacitação.
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6.2.4 AUTORIZAÇÃO
10.8.4 São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e os
profissionais habilitados, com anuência formal da empresa.

7. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC)


7.1 EPC

São instrumentos de uso coletivo cuja finalidade é a de neutralizar, atenuar ou sinalizar


determinados riscos de um trabalho.
O EPC deve ser usado em qualquer situação em que o risco é coletivo, deve-se na
medida do possível darmos preferência a utilização de EPC´s a EPI’s.

7.2 Exemplos de EPC

Conjunto para Aterramento Provisório


Equipamento destinado a execução de
aterramento temporário, visando a
equipotencialização, e proteção pessoal contra
energização indevida do circuito em
intervenção.

Tapetes de Borracha Isolantes


Acessório utilizado principalmente em
subestações, sendo aplicado para
executarmos a isolação contra contatos
indiretos, minimizando assim as
conseqüências por uma falha de isolação nos
equipamentos.

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Detector de AT com Vara de Manobra
Instrumento leve, robusto e compacto para
detecção de linha viva por contato ou
proximidade de baixa, média e alta tensão.
Ideal para linhas de transmissão, distribuição
e sub-estações.

Fitas, Cones e Correntes de Sinalização


Anteparos destinados a fazermos a isolação de
uma área que estejam sendo executadas
intervenções.

Placas de Sinalização
São utilizadas para sinalizarmos perigos
(perigo de vida, etc), e situações dos
equipamentos (equipamentos energizados, não
manobre este equipamento sobre carga, etc),
visando assim a proteção de pessoas que
estiverem trabalhando no circuito, e de
pessoas que venha a manobrar os sistemas
elétricos.

Protetores de máquinas
Anteparos destinados a impossibilitar contatos
acidentais com partes energizadas ou partes
móveis de equipamentos.
Protetores isolantes de borracha para redes
elétricas anteparos destinados a proteção
contra contatos acidentais em redes aéreas,
utilizados na execução de trabalhos próximos
a ou em redes energizadas.

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8. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
8.1 EPI

6.1. Considera-se Equipamento de Proteção Individual (EPI), todo dispositivo ou


produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos
suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

6.2. O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só


poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação –
CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no
trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

6.3. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao


risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os
riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e,
c) para atender a situações de emergência.

8.2 EXEMPLOS DE EPI

LUVAS ISOLANTES

Equipamento destinado a execução de manobras, sendo usadas geralmente a


complementar a utilização de varas de manobra.

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9. ROTINAS DE TRABALHO – PROCEDIMENTOS

9.1 INSTALAÇÕES DESENERGIZADAS

9.1.1 OBJETIVO

Definir procedimentos básicos para execução de atividades/trabalhos em sistema e


instalações elétricas desenergizadas.

9.1.2 ÂMBITO DE APLICAÇÃO


Aplica-se às áreas envolvidas direta ou indiretamente no planejamento, programação,
coordenação e execução das atividades, no sistema ou instalações elétricas
desenergizadas.

9.1.3 IMPEDIMENTO DE EQUIPAMENTO


Isolamentos elétricos do equipamento ou instalação, eliminando a possibilidade de
energização indesejada, indisponibilizando à operação enquanto permanecer a condição
de impedimento.

9.1.4 RESPONSÁVEL PELO SERVIÇO

Empregado da empresa ou de terceirizada que assume a coordenação e supervisão


efetiva dos trabalhos.
É responsável pela viabilidade da execução da atividade e por todas as medidas
necessárias à segurança dos envolvidos na execução das atividades, de terceiros, e das
instalações, bem como por todos os contatos em tempo real com a área funcional
responsável pelo sistema ou instalação.
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9.1.5 PROCEDIMENTOS GERAIS DE SEGURANÇA
 Todo serviço deve ser planejado antecipadamente e executado por equipes
devidamente treinadas e autorizadas e com a utilização de equipamentos
aprovados pela empresa e em boas condições de uso.
 O responsável pelo serviço, deverá estar devidamente equipado com um sistema
que garanta a comunicação confiável e imediata com a área funcional
responsável pelo sistema ou instalação durante todo o período de execução da
atividade.

9.2 LIBERAÇÃO PARA SERVIÇOS

9.2.1 OBJETIVO
Definir procedimentos básicos para execução de atividades/trabalhos em sistema e
instalações elétricas desenergizadas.

9.2.2 ÂMBITO DE APLICAÇÃO


Aplica-se às áreas envolvidas direta ou indiretamente no planejamento, programação,
liberação, coordenação e execução de serviços no sistema ou instalações elétricas.

9.2.3 PROCEDIMENTOS GERAIS


Constatada a necessidade da liberação de determinado equipamento ou circuito, deverá
ser obtido o maior número possível de informações para subsidiar o planejamento.
No planejamento será estimado o tempo de execução dos serviços, adequação dos
materiais, previsão de ferramentas específicas e diversas, número de empregados,
levando-se em consideração o tempo disponibilizado na liberação.
Antes de iniciar qualquer atividade o responsável pelo serviço deve reunir os envolvidos
na liberação e execução da atividade e:

A. Certificar-se de que os empregados envolvidos na liberação e execução dos serviços


estão munidos de todos os EPI’s necessários;
B. Explicar aos envolvidos as etapas da liberação dos serviços a serem executados e os
objetivos a serem alcançados;
C. Transmitir claramente as normas de segurança aplicáveis, dedicando especial atenção
à execução das atividades fora de rotina;
D. Certificar de que os envolvidos estão conscientes do que fazer, onde fazer, como
fazer, quando fazer e porque fazer.

9.3 SINALIZAÇÃO
A sinalização de segurança consiste num procedimento padronizado destinado a
orientar, alertar, avisar e advertir as pessoas quanto aos riscos ou condições de perigo
existentes, proibições de ingresso ou acesso e cuidados e identificação dos circuitos ou
parte dele.

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Os materiais de sinalização constituem-se de cone, bandeirola, fita, grade, sinalizador,
placa, etc.

9.3.1 EXEMPLOS DE PLACAS:

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9.3.2 SITUAÇÕES DE SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

Restrições e impedimentos de acesso Delimitações de áreas

Sinalização de áreas de circulação, de vias públicas, de veículos e de movimentação de cargas

Sinalização de Impedimento de Identificação de Equipamento ou Circuito Impedido


Energização

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9.4 INSPEÇÕES DE ÁREAS, SERVIÇOS, FERRAMENTAL E
EQUIPAMENTO

Consistem em um dos mecanismos mais importantes de acompanhamento dos padrões


desejados, cujo objetivo é a vigilância e controle das condições de segurança do meio
ambiente laboral, visando à identificação de situações “perigosas” e que ofereçam
“riscos” à integridade física dos empregados, contratados, visitantes e terceiros que
adentrem a área de risco, evitando assim que situações previsíveis possam levar a
ocorrência de acidentes.

9.4.1 INSPEÇÃO DE ÁREA


Deverá ser inspecionada a área quanto a limpeza, e visando manter a integridade das
instalações e pessoas, tomando assim os procedimentos cabíveis, deverá ser verificado
também a influência dos serviços a pessoas externas ao mesmo.

9.4.2 SERVIÇOS
Os mesmos devem ser executados mediante planejamento criterioso, verificando-se o
grau de conhecimento dos envolvidos, ferramental e equipamentos de proteção
adequados. Deve-se sempre executar os testes elétricos referente ao trabalho executado
antes da colocação em serviço dos mesmos.
Por exemplo:
Serviço – substituição de isolador
Após a substituição do isolador deverá proceder ao devido teste de isolação do mesmo,
constatando-se a eficiência do isolador quanto ao quesito, o mesmo estará pronto para
voltar a ser utilizado.

9.4.3 FERRAMENTAL E EQUIPAMENTOS


As ferramentas e equipamentos para execução dos trabalhos têm que ser os apropriados
a execução dos mesmos e devem ser utilizados obedecendo-se as seguintes instruções:
 Verificar se as ferramentas normais estão eletricamente isoladas, principalmente
aquelas destinadas a serviços em instalações elétricas sob tensão;
 É expressamente proibido efetuar qualquer alteração, descaracterização ou
improvisação nas ferramentas adequadas a cada tarefa;
 Utilizar as ferramentas adequadas a cada tarefa;
 Vistoriar as ferramentas e solicitar a sua imediata substituição quando da
constatação de defeitos (lascas, rachaduras, encaixes incorretos, etc.)
 Comunicar ao responsável pela equipe ou pelo serviço a ocorrência de mau
desempenho da ferramenta para providências;
 Efetuar a subida ou descida de ferramentas através de carretilha ou corda, sendo
proibido transportá-las no cinturão de segurança ou jogá-las, devendo as mesmas
ser transportadas em sacola apropriada;
 Proteger as ferramentas cortantes com capa de couro ou material similar;Manter
as ferramentas não utilizadas na sacola e nunca sobre estruturas ou
equipamentos;
 Nunca se posicionar embaixo das ferramentas e equipamentos que estão sendo
içados ou arriados.
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9.4.3.1 Processo de reenergização
O estado de instalação desenergizado deve ser mantido até a autorização para
reenergização, devendo ser reenergizada respeitando a sequência dos procedimentos
abaixo:

a) Retirada de todas as ferramentas, equipamentos e utensílios;


b) Retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de
energização;
c) Remoção da sinalização de impedimento de energização;
d) Remoção do aterramento temporário da equipotencialização e das proteções
adicionais;
e) Destravamento se houver, e religação dos dispositivos de seccionamento.

Observação
As medidas constantes acima de desenergização e reenergização podem ser alteradas,
substituídas, ampliadas ou eliminadas, em função das peculiaridades de cada situação,
por profissional legalmente habilitado, mediante justificativa técnica formalizada, desde
que seja mantido o mesmo nível de segurança originalmente preconizado.

10. DOCUMENTAÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS


10.1 PROJETO ELÉTRICO

O termo projeto é apresentado como definição qualitativa e quantitativa dos atributos


técnicos, econômicos e financeiros de uma obra de engenharia e arquitetura, com base
em dados, elementos, informações, estudos, discriminações técnicas, cálculos,
desenhos, normas, projeções e disposições especiais.

Em um projeto de instalações elétricas, são fundamentais que fiquem caracterizados e


identificados todos os elementos ou as partes que compõem o projeto. Basicamente
qualquer projeto elétrico em uma edificação se constitui em:

 Quantificar e determinar os tipos e localizações dos pontos de utilização da


energia elétrica;
 Fazer o dimensionamento definindo o tipo e o percurso de cabos e eletrodutos;
 Fazer o dimensionamento definindo o tipo e a localização dos pontos de medição
de energia elétrica com malha de aterramento (conforme normas da
concessionária local), dispositivos de manobras e de proteção, e, demais
acessórios inerentes a instalação.

10.2 MEMORIAL DESCRITIVO

Descreve sucintamente o projeto incluindo os dados e a documentação do projeto.


Deve conter:
1. Apresentação;
2. Normas Técnicas de Referência;
3. Descrição do Projeto Elétrico, com:
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Níveis de tensão, Centros de Distribuição (CD) e Disjuntores; Supressores de Surto;
Tomadas; Interruptores; Eletrodutos; Cabos; Iluminação; Iluminação de Emergência;
Caixas; Observações; Generalidades.

10.3 DIAGRAMA UNIFILAR

10.4 PRONTUÁRIO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

O PIE é um sistema organizado de informações pertinentes às instalações elétricas e aos


trabalhadores que sintetizará o conjunto de procedimentos, ações, documentações e
programas que a empresa mantém ou planeja executar para proteger o trabalhador dos
riscos elétricos.
Todas as empresas com potência instalada superior a 75 kw devem manter o PIE
atualizado.
O PIE deve conter um conteúdo mínimo que dependerá do porte e da complexidade das
instalações elétricas, de forma a garantir que:

 As instalações elétricas da empresa estejam adequadas;


 A empresa adquira somente os equipamentos e materiais adequados;
 Procedimentos sejam elaborados e aplicados pelos trabalhadores;
 Ordens de Serviços sejam emitidas;
 Só sejam utilizados equipamentos ensaiados e testados;
 Toda atividade seja precedida de uma Análise de risco;
 Toda situação de Emergência seja atendida de forma padronizada;
 As instalações elétricas sejam atestadas por meio de um laudo independente;
 A empresa estabeleça os procedimentos administrativos necessários para uma
eficiente gestão da segurança elétrica;

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 As especificações de EPI, EPC e demais equipamentos estejam disponíveis a
todos os trabalhadores;
 As instalações elétricas sejam mantidas adequadamente através de um plano de
manutenção preventiva e / ou preditiva;
 Sejam realizadas auditorias periódicas no sistema de segurança elétrica.

11. RISCOS ADICIONAIS


11.1 ALTURA – NR 35

35.1.1 Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o


trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a
garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com
esta atividade.

CONCEITO
35.1.2 Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m (dois
metros) do nível inferior, onde haja risco de queda.
35.1.3 Esta norma se complementa com as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos
Órgãos competentes e, na ausência ou omissão dessas, com as normas internacionais
aplicáveis.

 Seleção;
 Inspeção;
 Conservação;
 Limitação de uso.

11.2 ESPAÇOS CONFINADOS – NR33

DEFINIÇÃO: Área de trabalho em que se encontram as seguintes características:


 Possui tamanho e a configuração em que é possível adentrar e executar um
trabalho;
 Não foi construído para trabalho contínuo;
 Possui entrada e/ou saída limitados ou restritos;
Provável existência de riscos à saúde, especialmente riscos atmosféricos.

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São Exemplos de Espaços Confinados:

Carretas de Produtos Perigosos Tanques de Combustíveis

Caixas D'água e Silos Dutos e Galerias

Riscos Atmosféricos
Composição do ar Atmosférico:
 78% Nitrogênio – N²
 21% Oxigênio – O²
 01% Outros – (CO²)

Atmosfera Deficiente em Oxigênio:


 Concentração Menor que 19,5%

Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida (IPVS):

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23%
Risco de Incêndio e Hiperoxia

21%
Normal

19,5%
Limite de Segurança

16%
Fadiga, Confusão Mental

12%
Pulso Acelera, Respiração Profunda

06%
Coma, Morte em minutos

11.3 ÁREAS CLASSIFICADAS


10.8.8.4 Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento
especifico de acordo com risco envolvido.
Conceito: É um local sujeito a “probabilidade” da formação/existência de uma
atmosfera explosiva.

Os pontos principais para classificação das áreas são:


 verificar presença de substâncias inflamáveis (gases, vapores ou poeiras).
Verificar características das substâncias presentes, como:
 ponto de fulgor, limite de inflamabilidade e temperatura de auto inflamação.
 verificar equipamentos e instalações.

11.4 UMIDADE
Antes de efetuar testes elétricos ou abertura de equipamentos elétricos para manutenção,
verifique que a umidade relativa do ar esteja inferior a 70%.
Respeite as distâncias mínimas de segurança entre os locais de trabalho e partes
energizadas com sinalização apropriada, levando em consideração o quadro abaixo:

Tensão Nominal (kV) Distância Mínima (metros)


13,8 0,60

34,5 1,00

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69,0 1,10
138,0 2,80

230,0 2,00

11.5 CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS.


 Chuva/Tempestade;
 Descarga atmosférica (raios);
 Vento (ciclone, furacão, tufão, vendaval, etc.)

12. PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS


12.1 BRIGADA DE INCÊNDIO
Grupo organizado de pessoas voluntárias ou não, treinadas e capacitadas para atuar na
prevenção, abandono e combate a um princípio de incêndio e prestar primeiros socorros,
dentro de uma área preestabelecida.”
Definição do item 3.4 da NBR 14.276 (Programa de Brigada de Incêndio)

12.2 MÉTODOS PREVENTIVOS

São métodos utilizados a fim de evitar um princípio de incêndio.


 Fazer a manutenção periódica na parte elétrica e nos equipamentos que forem
necessários para evitar o atrito entre as peças ou os desgastes das mesmas;
 Não faça ligações elétricas improvisadas, chame um eletricista qualificado;
 Nunca use tomadas defeituosas;
 Não sobrecarregar a rede elétrica, evitar o uso do benjamim e extensões de má
qualidade;
 Desligue o equipamento elétrico diretamente da tomada, principalmente em caso
de viagem;
 Não guarde equipamento elétrico sem antes resfriar;
 Não substitua fusível por arame;
 Evite acumulo de lixo ou entulho combustível;
 Não guarde combustíveis líquidos ou gasosos em excesso ou em locais sem
ventilação;
 Utilize os cinzeiros para apagar os cigarros;
 Respeite as placas de proibido fumar;
 Cuidado para não dormir com o cigarro acesso;
 Cuidado com uso de velas, lampiões, fogos de artifícios, produtos químicos,
etc.;
 Manter o material de combate à incêndio sempre em boas condições, de acordo
com o planejamento ou necessidade de cada empresa.
 Dar treinamento a todos os funcionários direcionado à prevenção e combate a
incêndios.

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ATENÇÃO: A melhor forma de combater o incêndio é evitar que ele ocorra através da
PREVENÇÃO.

12.3 CAUSAS DE INCÊNDIO


 Falta de Prevenção;  Acidentes de Trabalho;
 Falha na rede elétrica;  Vazamento de gás;

 Pontas de cigarro mal apagadas;  Brincadeiras de criança;


 Estocagem de material inadequado;  Balões, fogos de artifícios;
 Negligência no Trabalho;  Ações Criminosas;
 Negligência doméstica;  Causas naturais (terremoto, sol, vento).

12.4 ESTADO FÍSICO DA MATÉRIA


 MATÉRIA – É tudo o que tem massa e ocupa lugar no espaço. Matéria é a
substância que liberará radicais livres para que possa ocorrer a combustão.
Portanto devemos verificar que podemos encontrar a matéria em três estados
físicos:
 ESTADO SÓLIDO – É quando os átomos das moléculas constituintes da
matéria estão em um estado de agitação baixo, podendo ser concentrados mais
átomos em um mesmo espaço físico. A sua forma e volume são fixos. Ex.:
papel, madeira, ferro, aço, tecido, etc.
 ESTADO LÍQUIDO – Ocorre quando as moléculas já estão um pouco mais
dispersas, em relação à mesma matéria no estado sólido. Substâncias no estado
líquido tem volume fixo, porém a sua forma pode variar. Ex.: a água. Se estiver
em um copo, toma a forma do copo, se estiver na jarra, fica na forma da jarra.
 ESTADO GASOSO – Acontece quando as partículas que formam a matéria
estão bastante afastadas, dispersas no espaço. Por isto elas podem ter a forma e o
volume variável. Exemplo, ar atmosférico. O ar de uma sala inteira pode ser
comprimido dentro de um cilindro, e tomando a forma do mesmo.

12.5 CONDIÇÕES PROPÍCIAS PARA A COMBUSTÃO

Além dos elementos essenciais do fogo, há a necessidade de que as condições em que


esses elementos se apresentam, sejam propícias para o início da combustão.
Se uma pessoa trabalha em um escritório iluminado com uma lâmpada incandescente de
100 watts e, além disso ela fuma haverá no ambiente:
1. COMBUSTÍVEL: Mesa, cadeira, papel, etc.
2. COMBURENTE: Oxigênio presente no ar ambiente;
3. CALOR: Representado pela lâmpada acesa e pelo cigarro aceso.

Mesmo que os três elementos estejam presentes no ambiente, só ocorrerá incêndio se,
por distração da pessoa, se esta encostar o cigarro acesso no papel, por exemplo.

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Se este combustível estiver no estado sólido ou líquido, haverá a necessidade de que
seja aquecido para que comece a liberar radicais livres, Ex.:

 SÓLIDO aquecimento VAPOR Ex.: Papel.


 LÍQUIDO aquecimento VAPOR Ex.: Óleo combustível
 SÓLIDO aquecimento LÍQUIDO aquecimento VAPOR Ex.: parafina
 GÁS: (estado físico adequado à combustão) Ex.: Acetileno.

12.6 COMBURENTE

Para que ocorra a combustão o comburente deve estar a uma determinada porcentagem
no ar, normalmente esta porcentagem é de 21%, pois nosso ar é composto de:

 77% de nitrogênio (N2);


 21% de oxigênio (O2);
 1% de vapor d’água (H2O);
 0,93% de argônio (Ar); e,
 0,07 de outros gases.

12.7 DEFINIÇÃO DO FOGO


“Defini-se fogo como consequência de uma reação química entre dois elementos,
denominada combustão, que produz luz, calor e substâncias, formado pelo
realinhamento dos átomos das substâncias originais.”

12.8 TRIÂNGULO DO FOGO / TETRAEDRO DO FOGO

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Triângulo do fogo
Para que se inicie a combustão, é necessário a união de três elementos essenciais:
 COMBUSTÍVEL;
 COMBURENTE;
 CALOR.

Reação em cadeia
É o processo de transferência de calor de molécula para molécula do combustível,
gerando radicais livres, os quais reagirão com o comburente, gerando a combustão e
incentivando a propagação.”

12.9 MÉTODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO

12.9.1 Abafamento / Retirada do Oxigênio (O2)


É um método de extinção mais difícil, pois, consiste na retirada do oxigênio, a não ser
em pequenos incêndios que podem ser abafados com tampas, panos, cobertores, etc.

12.9.2 Resfriamento / Retirada do Calor


É o método de extinção mais usado, consiste em diminuir o calor do material
incendiado abaixo do seu ponto de combustão, nesta temperatura o material não se
inflama.

12.9.3 Retirada do Material / Isolamento


É o método de extinção mais simples na sua realização, sendo executado de forma
mecânica, geralmente não se exige equipamentos especiais.
Consiste na retirada, diminuição ou interrupção, com uma certa margem de segurança
de todo material ainda não atingido pelo fogo.

12.10 CLASSES DE INCÊNDIO

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12.10.1 Classe A – Sólidos Inflamáveis
Compreende os incêndios em combustíveis sólidos, como madeira,
papel, papelão, plásticos, borrachas, fibras, tecidos, etc.
Tem a propriedade de queimar tanto em superfície, quanto em
profundidade e se caracterizam por deixar resíduos.
O agente extintor mais utilizado para combater esse tipo de incêndio
é o de Água, encontrado em abundância na natureza.
Jamais deve ser utilizado em equipamento elétrico energizado

12.10.2 Classe B – Líquidos Inflamáveis


Compreende os incêndios em combustíveis inflamáveis,
caracterizam-se por não deixarem resíduos e queimarem somente na
superfície.
Ex.: Derivados do petróleo (óleo diesel, graxa, gasolina, naftalina e
outros), e produtos químicos.

Os processos de extinção indicado para os incêndios de classe B é o


abafamento (com posterior resfriamento).
Os incêndios em gases inflamáveis também se enquadram nesta
classe.

12.10.3 Classe C – Equipamentos Elétricos Energizados


Compreende os incêndios em equipamentos elétricos energizados ou
com energia atuante que possa oferecer perigo em sua extinção.
A extinção desse tipo de incêndio deve ser feito por agentes
extintores não condutores de eletricidade (CO2 e PQS), devendo agir
por abafamento ou resfriamento.
Ex.: Painéis elétricos, fusíveis, curto-circuito em fiações, super
aquecimento e outros.

12.10.4 Classe D – Metais Pirofóricos


Compreende os incêndios em metais pirofóricos, tais como
magnésio, titânio, zircônio e outros.

Para combater esse tipo de incêndio necessitamos de agentes


extintores especiais que atuem por abafamento.
Ex.: Pó Químico Seco Especial, Areia, Terra, Granalhas de ferro e
outros.

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12.11 EXTINTORES DE INCÊNDIO

12.11.1 ÁGUA PRESSURIZADA


Apresenta como característica principal a capacidade de diminuir a
temperatura dos materiais em combustão, agindo por resfriamento. Pode
ser utilizada com jatos sólidos ou aspergida em forma de neblina
(gotículas).
Sua utilização em incêndios se faz principalmente com equipamentos
hidráulicos (bombas, hidrantes, sprinklers e outros).Esse agente extintor
deve ser utilizado somente para incêndios de Classe A (Sólidos
Inflamáveis). Sua pressão é de 10,5 Kgf/cm² (aprox. 150 lbs/pol²).

12.11.2 ESPUMA MECÂNICA


É composto por extrato de espuma ou Líquido Gerador de Espuma
(LGE), adicionados a água, que sob pressão e através de um batimento
mecânico gera a espuma. Sua ação principal é a de abafamento, criando
uma barreira entre o combustível e o comburente (oxigênio). Compõe-se
de 97% de água e 3% de LGE. Esse agente extintor pode ser utilizado
para incêndios de Classe A e B (Sólidos e Líquidos Inflamáveis). No
interior de suas bolhas existe Oxigênio (O²).
É pressurizado a 13,5 Kgf/cm² (aproximadamente 203 lbs/pol²).

12.11.3 CO2 (Gás Carbônico)


Também conhecido como dióxido de carbono, estes agentes atua por
abafamento, eliminando o oxigênio do ambiente em combustão. É mais
pesado que o ar, não sendo muito indicado para combates em locais
abertos e ventilados, por se tratar de um gás acondicionado sob alta
pressão, atua também por resfriamento.
É pressurizado a 126 Kgf/cm² (aproximadamente 2.000 lbs/pol²).

Esse agente extintor pode ser utilizado também para incêndios de classe
A, B e C, sendo mais eficiente na classe C.

12.11.4 PÓ QUÍMICO SECO (PQS)


Atua por abafamento, pois, provoca a reação química eliminando o
oxigênio da combustão. Existem diversos tipos de pó químicos, os mais
conhecidos são: bicarbonato de sódio (o mais utilizado), monofosfato de
amônia e outros. É um agente extintor polivalente podendo ser
empregado em qualquer classe de incêndio.
Os Pó Químicos Especiais utilizados nos incêndios de classe D, se
fundem quando em contato com o metal pirofórico em combustão,
formando uma camada protetora que isola o oxigênio, interrompendo a
combustão.

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Pressurizado com 10,5 Kgf/cm² (aproximadamente 150 lbs/pol²).

12.11.5 GASES HALOGENADOS

Constítuidos por gases halogenados (Cloro, Bromo, Flúor, Carbono),


possui capacidade extintora elevada, sendo superior ao CO 2. Sua
fabricação foi proibida desde 1994, devido a seus gases afetarem a
camada de ozônio. Já existem no mercado extintores de gases
halogenados com outros princípios ativos que foram liberados e que já
estão a venda.

12.11.6 EXTINTORES DE INCÊNDIO / CARACTERÍSTICAS


Água Pressurizada

Capacidade 10 litros (portátil);


75 litros (sobre-rodas);
Unidade Extintora 10 litros;
Alcance do Jato 8 a 10 metros;
Tempo de Descarga 60 Segundos;
Forma de Extinção Resfriamento;

Gás Expelente N2.

Espuma Mecânica
Capacidade 09 Litros;
Unidade Extintora 09 Litros (Água e LGE);
Alcance Médio do Jato 08 Metros;
Tempo de Descarga 60 Segundos;

Forma de Extinção Abafamento;


Gás Expelente N2.

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Extintor de P.Q.S.

Capacidade 1, 2, 4, 6, 8 e 12 Kg (portáteis);
20, 30, 50, 70, 100 e 250 (sobre-rodas);
Unidade Extintora 04 Kg;
Alcance Médio do Jato 05 Metros;
Tempo de Descarga Para 04 Kg 15 Segundos;
Tempo de Descarga Para 12 Kg 25 Segundos;

Forma de Extinção Abafamento;


Gás Expelente N2.

Extintor de Co2

Capacidade 2, 4 e 6 Kg (portáteis);
10, 20, 25 e 50 (sobre-rodas);

Unidade Extintora 06 Kg;


Alcance do Jato 4 Metros;
Tempo de Descarga 16 a 25 Segundos;
Forma de Extinção Abafamento.

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13. ACIDENTES DE ORIGEM ELÉTRICA
13.1 CAUSAS DIRETAS E INDIRETAS
 Diretas: São aquelas imediatas que deram origem ao acidente, sem causa
intermediária.
Ex: Erro de procedimento.

 Indiretas: São aquelas que independentemente da ação direta do executor,


contribuem para a ocorrência do acidente.
Ex: Falha de equipamento.

Causadores de Acidentes

Forma Direta:
 Falha no cumprimento de procedimentos padrão;
 Falta de utilização de EPI´s ou EPC´s indispensáveis para a tarefa.

Forma Indireta:
 Falha de equipamento de proteção;
 Descargas atmosféricas;
 Erros de manobras (energização acidental);
 Explosão do Equipamento(Trafo);
 Acidente de percurso.

13.2 DISCUSSÃO DE CASOS (Estudo de Casos)

Fundacentro
O choque elétrico nos canteiros de obras tem sido apontado pelos especialistas da
Fundacentro, como uma das principais causas de acidentes graves e fatais na indústria

da construção. O motivo é a falta de segurança nas instalações elétricas provisórias que


expõem os trabalhadores a riscos.
Os canteiros de obras, precisam ter as instalações elétricas provisórias para fornecer
energia para o uso de aparelhos na construção. Porém, elas são feitas de maneira
precária, sem os cuidados adequados, resultando em ligações de vários equipamentos
em uma única tomada, emenda de fios, fiação em mau estado e falta de aterramento
elétrico apropriado.
Os choques são comuns desde a terraplanagem até a fase de acabamento da obra. O
acidentado está exposto a vários riscos, como parada respiratória, queimaduras externas
e internas, asfixia, problemas cardiovasculares e inclusive a morte.

Globo On – 09/06/2004
Acidente de trabalho – Eletrocutados em SP.
Homens são eletrocutados ao limpar fachada de posto de gasolina.
São Paulo – Dois homens foram eletrocutados nesta terça-feira quando trabalhavam na
limpeza da fachada de um posto de gasolina na avenida Bandeirantes, na zona sul da
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cidade. Com o choque, eles despencaram de uma altura de quase 10 metros. Eles foram
levados para hospitais da região pelos bombeiros e policiais do helicóptero Águia. Um
deles está internado em estado grave.

O Globo – 27/07/2003.
Entre cabos telefônicos, a morte.
De 1998 a 2003, acidentes vitimaram 49 trabalhadores terceirizados em redes de
telefonia fixa no país.
Rio, Brasília e Porto Alegre – Subir num poste para consertar ou instalar uma linha
telefônica e morrer eletrocutado: esse foi o destino de funcionários de empresas
terceirizadas de telefonia fixa nos últimos anos vítimas de acidentes.

Folha de São Paulo – 28/04/1999


Engenheiros condenados por acidente.
São Paulo – Dois engenheiros responsáveis pela instalação de enfeites de natal no Clube
Paulistano, na zona oeste de São Paulo, em 1997, foram condenados a pagar 20 cestas
básicas ao estudante Guilherme Orlando Günther, de 14 anos. O garoto recebeu um
choque elétrico quando brincava próximo à piscina do clube. O acidente provocou
danos cerebrais gravíssimos no estudante, que hoje nem sequer consegue tomar banho
sem ajuda.
Os dois colocaram os enfeites em uma palmeira perto de uma das piscinas do clube.
Encostado na palmeira tinha um andaime de ferro. A fiação da iluminação natalina, em
contato com o andaime, eletrificou o garoto, que brincava com uma bola de tênis.
Guilherme teve parada cardiorespiratória, entrou em coma e permaneceu internado por
quase dois meses.

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14. PRIMEIROS SOCORROS

14.1 INTRODUÇÃO

Os choques elétricos causam danos, porque nosso corpo funciona como uma resistência
à passagem da corrente elétrica. Quanto maior a intensidade dessa corrente, mais
intensos serão seus efeitos prejudiciais ao organismo. Na verdade, muitos deles são
fatais, porque provocam parada cardiorrespiratória. Ou seja, o coração para de bater e a
pessoa morre se não for socorrida a tempo. O pior é que, em determinadas situações, até
mesmo um choque de baixa voltagem pode deixar sequelas graves ou ser mortal.
Segundo levantamento realizado pela Secretária Estadual de Saúde em 2010, só no
Estado de São Paulo, morre uma pessoa a cada dois dias vítima de descargas elétricas. É
um engano pensar que elas atingem mais quem trabalha com eletricidade. No momento,
as pesquisas indicam que, a cada dia, quatro pessoas sofrem choques elétricos, que
deixam sequelas graves, dentro das próprias casas.

14.2 AVALIAÇÃO DA VÍTIMA DE CHOQUE ELÉTRICO

1. A primeira medida é interromper o contato da pessoa com a fonte elétrica. Desligue a


chave geral. Se isso não for possível, tente afastar a fonte elétrica com o auxílio de um
material não condutor de eletricidade, como panos secos, borrachas, um pedaço de
madeira, etc. Nunca tente afastar a pessoa da fonte de eletricidade com as mãos ou
qualquer outra parte do corpo para não se tornar mais uma vítima do acidente.

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2. Depois desses cuidados iniciais, verifique se a pessoa está respirando, chame
imediatamente o serviço de emergência e inicie a reanimação com massagem cardíaca e
a respiração boca a boca. O ideal é que sejam feitos cem movimentos por minuto: 30
compressões torácicas aplicadas bem no centro do tórax na altura de uma linha
imaginária traçada entre os dois mamilos e intercaladas com duas respirações boca a
boca. Se quem presta o primeiro atendimento não se sentir à vontade para realizar a
respiração boca a boca, basta que não interrompa os movimentos de compressão do
tórax até o socorro chegar.

14.3 REMOÇÃO E TRANSPORTE DE ACIDENTADOS

A remoção ou movimentação de um acidentado deve ser feita com um máximo de


cuidado, a fim de não agravar as lesões existentes. Antes da remoção da vítima, devem-
se tomar as seguintes providências:
Se houver suspeita de fraturas no pescoço e nas costas, evite mover a pessoa.
Para puxá-la para um local seguro, mova-a de costas, no sentido do comprimento com o
auxílio de um casaco ou cobertor.
Para erguê-la, você e mais duas pessoas devem apoiar todo o corpo e colocá-la numa
tábua ou maca, lembrando que a maca é o melhor jeito de se transportar uma vítima. Se
precisar improvisar uma maca, use pedaços de madeira, amarrando cobertores ou
paletós.
Apóie sempre a cabeça, impedindo-a de cair para trás.
Na presença de hemorragia abundante, a movimentação da vítima podem levar
rapidamente ao estado de choque.
Imobilize todos os pontos suspeitos de fratura.
Se houver suspeita de fraturas, amarre os pés do acidentado e o erga em posição
horizontal, como um só bloco, levando até a sua maca. No caso de uma pessoa
inconsciente, mas sem evidência de fraturas, duas pessoas bastam para o levantamento e
o transporte. Lembre-se sempre de não fazer movimentos bruscos.

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15. RESPONSABILIDADES
15.1 O QUE DETERMINA A NORMA
10.13.1 As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias aos
contratantes e contratados envolvidos.
10.13.2 É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados
sobre os riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas
de controle contra os riscos elétricos a serem adotados.
10.13.3 Cabe à empresa, na ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo instalações
e serviços em eletricidade, propor e adotar medidas preventivas e corretivas.
10.13.4 Cabe aos trabalhadores:
a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por
suas ações ou omissões no trabalho;
b) responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e
regulamentares, inclusive quanto aos procedimentos internos de segurança e saúde; e
c) comunicar, de imediato, ao responsável pela execução do serviço as situações que
considerar de risco para sua segurança e saúde e a de outras pessoas.

15.2 GERÊNCIA IMEDIATA


 Instruir e esclarecer a seus funcionários sobre as normas de segurança do trabalho e
precauções relativas às peculiaridades dos serviços executados em Estações.
 Fazer cumprir as normas de segurança do trabalho a que estão obrigados todos os
empregados, sem exceção.
 Designar somente pessoal devidamente habilitado para a execução de cada tarefa.
 Manter-se a para das alterações introduzidas nas normas de segurança do trabalho,
transmitindo-as a seus funcionários.
 Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas
que possam evitar sua repetição.
 Proibir a entrada de menores aprendizes em estações ou em áreas de risco.

15.3 SUPERVISORES E ENCARREGADOS

 Instruir adequadamente os funcionários com relação às normas de segurança do


trabalho.
 Certificar-se da colocação dos equipamentos de sinalização adequados antes do
início de execução dos serviços.
 Orientar os integrantes de sua equipe quanto às características dos serviços a serem
executados e quanto às precauções a serem observadas no seu desenvolvimento
 Comunicar à gerência imediata irregularidades observadas no cumprimento das
normas de segurança do trabalho, inclusive quando ocorrerem fora de sua área de
serviço.
 Advertir pronta e adequadamente os funcionários sob sua responsabilidade, quando
deixarem de cumprir as normas de segurança de trabalho.
 Zelar pela conservação das ferramentas e dos equipamentos de segurança, assim
como pela sua correta utilização.
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 Proibir que os integrantes de sua equipe utilizem ferramentas e equipamentos
inadequados ou defeituosos.
 Usar e exigir o uso de roupa adequada ao serviço.
 Manter-se a par das inovações introduzidas nas normas de segurança do trabalho,
transmitindo-as aos integrantes de sua equipe.
 Providenciar prontamente os primeiros socorros para os funcionários acidentados e
comunicar o acidente à gerência imediata, logo após sua ocorrência.
 Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas
que possam evitar sua repetição.
 Conservar o local de trabalho organizado e limpo.
 Cooperar com as CIPA´s na sugestão de medidas de Segurança do Trabalho.
 Atribuir serviços somente à funcionários que estejam física e emocionalmente
capacitados a executá-los e distribuir as tarefas de acordo com a capacidade técnica
de cada um.
 Quando houver a interrupção dos serviços em execução, antes de seu reinicio
devem ser tomadas precauções para verificação da segurança geral, como foi feita
antes do início do trabalho.

15.4 FUNCIONÁRIOS

 Observar as normas e preceitos relativos à segurança do trabalho e ao uso correto


dos equipamentos de segurança.
 Utilizar os Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva.
 Alertar os companheiros de trabalho quando estes executarem os serviços de
maneira incorreta ou atos que possam gerar acidentes.
 Comunicar imediatamente ao seu superior e aos companheiros de trabalho,
qualquer acidente, por mais insignificante que seja, ocorrido consigo próprio,
colegas ou terceiros, para que sejam tomadas as providências cabíveis.
 Avisar a seu superior imediato quando, por motivo de saúde, não estiver em
condições de executar o serviço para o qual tenha sido designado.
 Observar a proibição da ocorrência de procedimentos que possam gerar riscos de
segurança.
 Ingestão de bebidas alcoólicas ou uso de drogas antes do início, nos intervalos ou
durante a jornada de trabalho.
 Brincadeiras em serviço.
 Porte de arma, excluindo-se os casos de empregados autorizados pela
Administração da Empresa, em razão das funções que desempenham.
 Uso de objetos metálicos de uso pessoal, tais como: anéis, correntes, bota com
biqueira de aço, isqueiros a gás, etc. no interior das Estações, afim de se evitar o
agravamento das lesões em caso de acidente elétrico.
 Uso de relógios, exceto quando indispensável no desempenho de suas funções.
 Uso de guarda-chuvas no interior da Estação.
 Uso de aparelhos sonoros.

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Glossário
1. Alta Tensão (AT): tensão superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts
em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.
2. Área Classificada: local com potencialidade de ocorrência de atmosfera explosiva.
3. Aterramento Elétrico Temporário: ligação elétrica efetiva confiável e adequada
intencional à terra, destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente
durante a intervenção na instalação elétrica.
4. Atmosfera Explosiva: mistura com o ar, sob condições atmosféricas, de substâncias
inflamáveis na forma de gás, vapor, névoa, poeira ou fibras, na qual após a ignição a
combustão se propaga.
5. Baixa Tensão (BT): tensão superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em
corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts
em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.
6. Barreira: dispositivo que impede qualquer contato com partes energizadas das
instalações elétricas.
7. Direito de Recusa: instrumento que assegura ao trabalhador a interrupção de uma
atividade de trabalho por considerar que ela envolve grave e iminente risco para sua
segurança e saúde ou de outras pessoas.
8. Equipamento de Proteção Coletiva (EPC): dispositivo, sistema, ou meio, fixo ou
móvel de abrangência coletiva, destinado a preservar a integridade física e a saúde dos
trabalhadores, usuários e terceiros.
9. Equipamento Segregado: equipamento tornado inacessível por meio de invólucro
ou barreira.
10. Extra-Baixa Tensão (EBT): tensão não superior a 50 volts em corrente alternada
ou 120 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.
11. Influências Externas: variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção
de medidas de proteção para segurança das pessoas e desempenho dos componentes da
instalação.
12. Instalação Elétrica: conjunto das partes elétricas e não elétricas associadas e com
características coordenadas entre si, que são necessárias ao funcionamento de uma parte
determinada de um sistema elétrico.
13. Instalação Liberada para Serviços (BT/AT): aquela que garanta as condições de
segurança ao trabalhador por meio de procedimentos e equipamentos adequados desde o
início até o final dos trabalhos e liberação para uso.
14. Impedimento de Reenergização: condição que garante a não energização do
circuito através de recursos e procedimentos apropriados, sob controle dos trabalhadores
envolvidos nos serviços.
15. Invólucro: envoltório de partes energizadas destinado a impedir qualquer contato
com partes internas.
16. Isolamento Elétrico: processo destinado a impedir a passagem de corrente elétrica,
por interposição de materiais isolantes.
17. Obstáculo: elemento que impede o contato acidental, mas não impede o contato
direto por ação deliberada.
18. Perigo: situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou
dano à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle.

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19. Pessoa Advertida: pessoa informada ou com conhecimento suficiente para evitar os
perigos da eletricidade.
20. Procedimento: seqüência de operações a serem desenvolvidas para realização de
um determinado trabalho, com a inclusão dos meios materiais e humanos, medidas de
segurança e circunstâncias que impossibilitem sua realização.
21. Prontuário: sistema organizado de forma a conter uma memória dinâmica de
informações pertinentes às instalações e aos trabalhadores.
22. Risco: capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à
saúde das pessoas.
23. Riscos Adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos elétricos,
específicos de cada ambiente ou processos de Trabalho que, direta ou indiretamente,
possam afetar a segurança e a saúde no trabalho.
24. Sinalização: procedimento padronizado destinado a orientar, alertar, avisar e
advertir.
25. Sistema Elétrico: circuito ou circuitos elétricos inter-relacionados destinados a
atingir um determinado objetivo.
26. Sistema Elétrico de Potência (SEP): conjunto das instalações e equipamentos
destinados à geração, transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição,
inclusive.
27. Tensão de Segurança: extra baixa tensão originada em uma fonte de segurança.
28. Trabalho em Proximidade: trabalho durante o qual o trabalhador pode entrar na
zona controlada, ainda que seja com uma parte do seu corpo ou com extensões
condutoras, representadas por materiais, ferramentas ou equipamentos que manipule.
29. Travamento: ação destinada a manter, por meios mecânicos, um dispositivo de
manobra fixo numa determinada posição, de forma a impedir uma operação não
autorizada.
30. Zona de Risco: entorno de parte condutora energizada, não segregada, acessível
inclusive acidentalmente, de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão,
cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados e com a adoção de técnicas
e instrumentos apropriados de trabalho.
31. Zona Controlada: entorno de parte condutora energizada, não segregada, acessível,
de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão, cuja aproximação só é
permitida a profissionais autorizados.

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ANEXO I

ZONA DE RISCO E ZONA CONTROLADA

Tabela de raios de delimitação de zonas de risco, controlada e livre.

Faixa de tensão Nominal Rr - Raio de delimitação Rc - Raio de delimitação


da instalação elétrica em entre zona de risco e entre zona controlada e
kV controlada em metros livre em metros

<1 0,20 0,70


1 e <3 0,22 1,22
≥3 e <6 0,25 1,25
≥6 e <10 0,35 1,35
≥10 e <15 0,38 1,38
≥15 e <20 0,40 1,40
≥20 e <30 0,56 1,56
≥30 e <36 0,58 1,58
≥36 e <45 0,63 1,63
≥45 e <60 0,83 1,83
≥60 e <70 0,90 1,90
≥70 e <110 1,00 2,00
≥110 e <132 1,10 3,10
≥132 e <150 1,20 3,20
≥150 e <220 1,60 3,60
≥220 e <275 1,80 3,80
≥275 e <380 2,50 4,50
≥380 e <480 3,20 5,20
≥480 e <700 5,20 7,20

Figura 1. Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre.

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Figura 2 - Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre, com
interposição de superfície de separação física adequada

ZL = Zona livre

ZC = Zona controlada, restrita a trabalhadores autorizados.

ZR = Zona de risco, restrita a trabalhadores autorizados e com adoção de técnicas,


instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho.

PE = Ponto da instalação energizado.

SI = Superfície isolante constituída com material resistente e dotada de todos os dispositivos


de segurança.

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