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SUMÁRIO
COLONIZAÇÃO EUROPEIA NA AMÉRICA............................................................................................................ 2
INTRODUÇÃO............................................................................................................................................. 2
COLONIZAÇÃO ESPANHOLA ...................................................................................................................... 2
COLONIZAÇÃO PORTUGUESA .................................................................................................................... 4
COLONIZAÇÃO INGLESA ............................................................................................................................ 6

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COLONIZAÇÃO EUROPEIA NA AMÉRICA


INTRODUÇÃO
Povoamento e Exploração

O Sistema Colonial Europeu foi baseado na exploração e no povoamento. Esse sistema se


desenvolveu principalmente na América, entre os séculos XVI e XVIII. Tudo começou com as
grandes navegações de Portugal e Espanha. A motivação para explorar novos territórios surgiu
a partir de interesses do mercantilismo, em busca de capital, produtos e de colônias. A
exploração colonial teve basicamente dois tipos: as colônias de povoamento e de exploração.
Entenda:

 Colônia de Povoamento – Aconteceu principalmente na América do Norte, mais


especificamente nos Estados Unidos e no Canadá. Tinha uma organização
econômico-social e não buscava explorar as riquezas, mas sim estabelecer um
novo lar, com semelhanças às origens europeias.
 Colônia de Exploração – Foi predominante na América do Sul. Era baseada na
mão de obra escravista e na monocultora. As colônias de exploração eram
dependentes da Metrópole. Como exemplos de colônia de exploração podemos
citar Brasil e Haiti. As colônias da América do Sul exploravam pau-brasil, açúcar,
café, minérios e outros recursos naturais.

A economia colonial buscava suprir as necessidades econômicas do capitalismo europeu.


O mercantilismo e o acúmulo de capitais foram os dois principais conceitos do desenvolvimento
da colonização.

COLONIZAÇÃO ESPANHOLA
Cristóvão Colombo chegou à América em 1492. Uma América repleta de nativos e
sociedades já fortemente estabelecidas com seus costumes, religiões e rivalidades entre si. As
civilizações nativas eram sedentárias e apresentavam altos contingentes populacionais, além
de sistemas de produção agrícola e estruturas sociais próprias. As três mais notórias
civilizações que resistiram às pressões europeias foram os Maias, os Incas e os Astecas. Esses
povos pré-colombianos começaram a ser chamados de índios por conta de um erro, já que
Colombo achava que estava nas Índias.

Sobre suas riquezas naturais, a América Hispânica apresentava de sobra. Havia grandes
reservas de ouro e prata que eram de fácil acesso, o que chamou muito atenção dos espanhóis.
Com a descoberta das novas terras, o continente foi dividido entre Portugal e Espanha, primeiro
pela Bula Inter Coetera, depois pelo Tratado de Tordesilhas, que deixou o território na sua
grande maioria sob o controle da Coroa Espanhola.

A chegada do homem europeu no continente americano foi primeiramente vista como


uma chegada de um ser divino, e os europeus souberam tirar proveito disso, impondo a sua
influência. Contudo, os pré-colombianos passaram, em determinado momento, a resistir às
influências espanholas. Assim, a Espanha utilizou-se da violência para dominá-los e escravizá-
los, no intuito de conquistar as suas terras, impor os seus costumes e, claro, usufruir de seus
bens naturais.

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As novas terras descobertas passam, então, a ser vistas como um “novo mundo”, que os
espanhóis poderiam moldar da maneira que quisessem. E assim eles fizeram, dando início ao
processo da hispanização.

Hispanização

Trata-se da subjugação dos nativos e das suas culturas, impondo a cultura e a religião
espanhola na América. Os espanhóis não mediram esforços para alcançar o seu objetivo final e
os povos pré-colombianos não foram receptivos aos seus avanços. Houve intensos conflitos
entre os nativos e os hispânicos, que, mesmo em menor número, eram militarmente muito
superiores aos dos índios. Os espanhóis utilizavam armas de fogo, armaduras e cavalos, que
disseminavam terror e violência entre os nativos.

Além da superioridade bélica, os espanhóis sabiam das rivalidades entre os povos nativos
e utilizavam isso ao seu favor, aliando-se com povos rivais para somar forças e derrubar
civilizações mais consistentes. Foi o caso da civilização Inca (situada nos andes), que exercia
um forte controle sobre grupos mais fracos, a partir da cobrança de tributos. Assim, os
Espanhóis se aliaram aos povos mais fracos para derrubar a forte civilização Inca. O mesmo
aconteceu aos Astecas, que ocupavam a região do México.

O alinhamento com os povos que se encontravam insatisfeitos com o controle das


civilizações mais fortes foi uma estratégia crucial para os espanhóis, pois, assim, eles
conseguiam compensar o seu baixo número de soldados. Ao passo que o processo de
dominação, imposta por violência ia se desenvolvendo, mais as terras da América tornavam-se
sujas de sangue: estima-se que mais de 30 milhões de índios foram mortos durante o processo
de colonização espanhola.

Grande parte desse número de mortos se deu, também, por conta das doenças que os
europeus trouxeram do seu continente (como gripe, varíola e sífilis), que assolou grande parte
da população, pois os índios não tinham defesas naturais contra essas doenças. Assim, suas
civilizações foram dizimadas e seus povos escravizados. O processo de hispanização se
intensificou na metade do século XVI. Os pré-colombianos já se encontravam muito devastados
pelo poder da Coroa Espanhola, e isso favoreceu a intensificação das práticas de evangelização
impostas pelos espanhóis nesses povos, que já aconteciam desde 1492.

A exploração de indígenas por grupos de espanhóis que vinham até o continente em busca
de novas terras se tornou mais usual. A prática mais conhecida era a encomienda, que se
tratava da divisão e entrega de indígenas para o trabalho escravo em obras espanholas, em
troca da sua evangelização. A escravização dos índios era predominante no processo de
colonização espanhola, mas depois foi alvo de debate e críticas: pela liderança do frade
Bartolomeu de las Casas, surgem defesas aos índios que fazem, posteriormente, com que
práticas como a encomienda terminem.

Uma das modalidades de trabalho utilizada pelos espanhóis foi a mita, que
também era conhecida pelos nomes de “repartimiento” e “cuatéquil”. Nesse
sistema, amplamente empregado na extração e beneficiamento de minérios, os
índios eram escalados por sorteio para uma temporada de serviços compulsórios. Por
sua vez, os trabalhadores recebiam uma baixa compensação salarial pelo trabalho
desenvolvido nas minas. Após o fim da jornada, ainda recebiam uma quantidade de
minério conhecida como partido. As lastimáveis condições de vida proporcionadas

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por esse tipo de relação de trabalho acabou gerando uma severa diminuição na
população indígena dessas regiões. Com o passar do tempo, a mita foi sendo
paulatinamente substituída pela adoção da mão de obra livre. Nas regiões em que a
escassez da mão de obra indígena se agravou, os espanhóis optaram pela utilização
de escravos africanos trazidos pelos traficantes europeus.

A principal consequência da hispanização foi a consolidação das colônias espanholas por


todo o território americano. Para isso:

 As grande civilizações nativas, bem como os seus símbolos políticos, foram


apagadas;
 Cuzco (capital Inca) e Tenochittalán (capital Asteca) foram devastadas, e prédios
espanhóis foram erguidos em seus lugares;
 Os povos pré-colombianos foram completamente subjugados e englobados nos
costumes e na cultura espanhola, ocupando posições marginais na sociedade
colonial;
 A colônia espanhola era de exploração, logo, era empregada a mão de obra escrava
indígena em atividades de exploração de recursos, como a mineração;
 A Coroa Espanhola muito enriqueceu com a exploração das suas colônias
americanas.

COLONIZAÇÃO PORTUGUESA
Cronologicamente, considera-se que a colonização do Brasil foi iniciada em 1500, quando
a expedição de Pedro Álvares Cabral avistou o Monte Cabral. A expedição chegou ao Brasil no
dia 22 de abril de 1500 e foi consequência das grandes navegações, as explorações oceânicas
realizadas por Portugal ao longo do século XV. A expedição de Cabral tinha dupla missão
quando partiu de Lisboa em março: verificar as possibilidades portuguesas na América e
comercializar nas Índias. Nas terras brasileiras, os portugueses permaneceram até o dia 2 de
maio, quando partiram na direção das Índias. Os maiores detalhes desse acontecimento foram
relatados pelo escrivão da expedição, Pero Vaz de Caminha.

Período Pré-Colonial

De 1500 até por volta de 1530-35, o Brasil ocupou uma posição secundária para a Coroa
portuguesa porque, nesse momento, a prioridade de Portugal era manter o comércio de
especiarias. Esse momento é conhecido como Período Pré-Colonial, uma vez que os
portugueses não tinham estabelecido ações de colonização consistentes no Brasil. A presença
portuguesa nesse período consistia em explorar o pau-brasil, árvore nativa que tinha valor para
os portugueses por causa de um corante extraído de sua madeira. A principal mão de obra nesse
tipo de exploração foram os índios, sobretudo quando a árvore começou a ficar escassa no
litoral.

Para explorar o pau-brasil, os portugueses mobilizavam os índios por meio do escambo,


isto é, pela troca. Os índios localizavam, extraíam e carregavam as toras até as feitorias
construídas pelos portugueses no litoral brasileiro, e, em troca, recebiam objetos variados,
como machados. A partir da década de 1530, essa atividade perdeu fôlego, assim como o
comércio de especiarias, e os portugueses decidiram estabelecer medidas mais efetivas de
colonização.

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Capitanias Hereditárias

As capitanias hereditárias foram a primeira grande medida tomada pelos portugueses


para sistematizar a colonização da América Portuguesa. Entretanto, essa medida funcionava
basicamente como uma “terceirização” das obrigações, em que terceiros investiam com seus
próprios fundos no desenvolvimento da capitania. As capitanias foram criadas, em 1534, por
ordem do rei d. João III. Os portugueses decidiram dividir o território brasileiro em 15 faixas de
terra, sendo cada uma responsabilidade do capitão-donatário, a autoridade máxima dessas
capitanias. Os direitos e deveres dos donatários constavam em documentos chamados Carta de
Doação e Carta Foral.

Os donatários tinham a obrigação de garantir o desenvolvimento de suas capitanias, além


de defendê-las de indígenas e de estrangeiros. Os franceses eram a grande ameaça para os
portugueses porque era comum que suas terras fossem invadidas por eles no século XVI. Os
franceses inclusive tinham boas relações com indígenas que eram inimigos dos portugueses.
Aqui no Brasil, os donatários recebiam uma sesmaria, um lote de terra para instalar-se. Após
mais de uma década desse sistema, os portugueses identificaram que ele não tinha prosperado
como se esperava, e só duas capitanias tiveram resultados significativos: São Vicente e
Pernambuco. Falta de recursos e inexperiência administrativa foram dois fatores que
contribuíram para o fracasso delas.

Governo-geral

A partir de 1548, Portugal decidiu centralizar a administração da colônia, e para isso foi
criado, por D. João III, o governo-geral. Continuaram existindo algumas capitanias no Brasil,
mas outras foram retomadas pela Coroa (como a capitania de Baía de Todos os Santos). Ainda
assim, os donatários agora deveriam responder a uma autoridade central, nomeada por
Portugal. Essa nova autoridade ficou conhecida como governador-geral, e o primeiro
governador-geral do Brasil foi Tomé de Sousa. O governador-geral contava também com um
grupo de burocratas que o auxiliava na administração da colônia. Os primeiros cargos criados
foram o de ouvidor-mor (justiça), provedor-mor (finanças) e capitão-mor (segurança).

Tomé de Sousa chegou ao Brasil em 1549, e, durante sua gestão, foi iniciada a construção
da primeira capital do Brasil: Salvador. Com Tomé de Sousa vieram os primeiros jesuítas para
o Brasil, e sua missão era pacificar e catequizar as populações indígenas. Os jesuítas
permaneceram no Brasil durante mais de dois séculos, sendo expulsos daqui em 1759, pelo
marquês de Pombal.

Economia

Tradicionalmente, os historiadores esquematizaram a economia colonial em três grandes


ciclos, que foram: ciclo do pau-brasil, ciclo do açúcar e ciclo do ouro. Uma importante
observação é que dizer que a colonização ficou marcada por esses três grandes ciclos não
significa que não houve nenhuma outra atividade econômica no Brasil.

Esses três ciclos corresponderam às principais atividades econômicas da colonização, no


entanto, a América Portuguesa tinha uma grande variedade de atividades econômicas. Era
praticada a pecuária, a agricultura, sobretudo voltada para a subsistência, e havia também
outros itens produzidos para exportação, como o fumo. Havia também um pequeno comércio,
exceção feita para o comércio de escravizados, consideravelmente próspero. Apesar dessa

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diversificação, não havia nenhuma espécie de manufatura no Brasil, uma vez que não era
permitido por Portugal.

Vejamos algumas observações a respeito desses três grandes ciclos:

 Pau-brasil: como vimos, sua exploração visava ao corante extraído da madeira. Sua
extração era realizada pelos índios, e o pagamento dava-se pelo escambo, ou seja,
pela troca: o trabalho indígena era pago pelos portugueses com objetos e
ferramentas.
 Açúcar: o açúcar foi o produto mais importante produzido no Brasil durante parte
do século XVI e durante todo o XVII. Até onde se sabe, a intenção dos portugueses
de instalar engenhos no Brasil para produzir açúcar remonta ao ano de 1516, mas
só em 1535 foram instalados os primeiros engenhos no Brasil (na capitania de
Pernambuco).
 Ouro: terceiro grande ciclo econômico durante a colonização. Quantidades
expressivas de ouro foram encontradas em Minas Gerais, em 1695, e as primeiras
pedras de diamante foram encontradas em 1730. O ouro atraiu milhares de
pessoas ao Brasil e transformou Minas Gerais no grande centro da América
Portuguesa. Houve também quantias expressivas de ouro em Goiás e no Mato
Grosso. Os portugueses regulavam a extração do ouro por meio de impostos, como
o quinto.

COLONIZAÇÃO INGLESA
A colonização inglesa no continente americano se deu em um processo um tanto diferente
da exercida por outros países da Europa. O século XV foi marcado pelas grandes navegações.
Nesse período a navegação marítima foi uma ferramenta encontrada para que os países
expandissem seu território e consequentemente pudessem crescer economicamente. Portugal
e Espanha foram os primeiros países da Europa a investir nesse negócio, cruzando os oceanos
na busca de metais preciosos, terras e matéria prima. O resultado desse processo foi a
colonização de várias regiões da América.

Ao notar que os primeiros aventureiros alcançaram sucesso, outros países também foram
em busca de terras e na expansão do comércio, a exemplo da Inglaterra. Os ingleses passaram
a investir na construção naval. A política mercantilista que pregava o acúmulo de riquezas para
o reino parecia bastante atrativa para a coroa. Para realizar essa empreitada, tanto a família
real quanto a burguesia juntaram esforços e investiram financeiramente no financiamento das
expedições marítimas. Na época, várias companhias de comércio foram fundadas para
encontrar as regiões que seriam colonizadas.

A colonização inglesa não deu certo na primeira tentativa. Entre os anos de 1584 e 1587,
sir Walter Raleigh comandou uma expedição ordenada pela Rainha na tentativa de conquistar
o território da América do Norte. Ele chegou a fundar a primeira colônia nos Estados Unidos,
chamada de Virgínia, mas o que Raleigh não esperava era encontrar uma forte resistência
imposta pelos nativos. Derrotado pelos povos que já viviam ali, sir Walter retornou à Inglaterra,
adiando a tão sonhada conquista inglesa.

Porém, em 1607, um outro grupo se aventurou no território novamente, eram as


Companhias de Comércio, criadas com o objetivo de explorar as colônias e aumentar os lucros
comerciais. Uma delas, a London Company, voltou à América para recuperar a colônia da
Virgínia e iniciar a colonização inglesa. Na Virgínia havia produção de tabaco, um produto que

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dava muitos lucros no mercado europeu. Ao perceber o sucesso dessa colônia, os ingleses
passaram a investir em outras regiões. Nesse período nasceram as colônias da Geórgia, Carolina
do Norte e do Sul, Maryland e Delaware, todas com potencial agrícola.

À medida que as colônias iam surgindo, desenvolviam suas próprias características, que
se diferiam quanto ao tipo de povoamento e a economia. A região Sul era composta pela colônia
de exploração. Nesse sistema, o lucro obtido através da exportação dos produtos agrícolas era
o grande objetivo dos colonos e para que eles pudessem garantir que a produção chegasse à
Europa em grande escala, se utilizavam da mão de obra escrava. Esse foi o mesmo tipo de
colonização utilizado pela coroa portuguesa no Brasil. Já na parte norte ficava a colônia de
povoamento. Diferente do que acontecia no Sul, o objetivo desse tipo de colônia era o de
realmente fazer dela um lugar para viver. O povoamento aconteceu no Norte por conta de dois
elementos importantes, o primeiro refere-se ao fato de que a maioria das pessoas que foram
naquela direção eram refugiados.

Nesse período a Igreja Católica passou a perseguir os cristãos protestantes. Com medo de
sucumbir à intolerância religiosa, fugiram para a América do Norte em busca de novas
possibilidades. Foram os puritanos que fundaram a cidade de Plymouth em 1620. Em segundo
lugar, o clima no norte não era tão propício à agricultura, por isso não atraía os latifundiários.
Daí dá para perceber que a colonização inglesa foi muito diferente da colonização portuguesa,
por exemplo. A primeira resultou no desenvolvimento e autonomia das colônias, já a segunda,
que só se preocupava em explorar e garantir o lucro, tornou as colônias cada vez mais
dependentes da metrópole.

Organização das Treze colônias

O Novo Mundo ou a Nova Inglaterra era formada por pessoas de todos os lugares. Além
de ingleses, suíços, escoceses, irlandeses e alemães fundaram comunidades inteiras. Eram
grupos de imigrantes que fugiam da perseguição da Igreja Católica e também aqueles que
estavam com problemas econômicos e precisavam se reinventar. As comunidades foram se
estabelecendo na costa leste do litoral, à medida que as colônias eram formadas, iam
conquistando sua independência. Como elas ficavam muito distantes geograficamente, não
havia a possibilidade de uma unidade política, por isso, as colônias britânicas foram divididas
em colônias do norte, do centro e do sul.

Os colonos do norte não se preocupavam só em se reestabelecer, mas em possibilitar


meios de continuar a viver nas colônias, investindo para o seu desenvolvimento. Foram os
imigrantes protestantes que insistiam na valorização dos estudos, por exemplo. Graças ao
esforço coletivo do grupo, a primeira universidade norte-americana, Harvard, foi fundada em
Massachusetts em 1636. Outras religiões foram surgindo ao longo do tempo e também
buscavam se estabelecer. A Pensilvânia, por exemplo, surgiu como uma colônia Quaker, um
movimento religioso que havia se rebelado contra a política inglesa e pregava uma renovação
do cristianismo. Isso porque, na época, a Inglaterra estava sendo influenciada pelo
Anglicanismo.

Ao passo que iam se desenvolvendo, eram estabelecidas novas organizações políticas. As


colônias passaram a ter conselhos, assembleias e até governadores, estabelecendo um comando
inglês em detrimento da população nativa. É importante salientar que o desenvolvimento da
economia durante a colonização inglesa, se deu de formas diferenciadas, principalmente por
conta da geografia de cada região.

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A Nova Inglaterra, como eram chamadas as colônias ao norte, tinham um clima parecido
com o da Europa e, por isso, o interesse comercial naquela região era muito baixo. Dessa forma,
as colônias do norte desenvolveram um sistema pensando em abastecer o mercado interno,
geralmente, baseado na agricultura familiar ou trabalho assalariado.

Por ter um clima tropical, as colônias do sul atraíam a atenção dos comerciantes de toda
a Europa. A região desenvolveu a monocultura de tabaco, que era produzida em sua maioria
pela exploração da mão de obra de africanos trazidos pelo tráfico negreiro. A longo prazo, pode-
se dizer que as colônias do norte acabaram se desenvolvendo mais, pois a sua preocupação com
o povoamento e desenvolvimento da região, tornaram-nas mais autônomas. Ao sul, existia uma
total dependência da Inglaterra, que fornecia grande parte dos materiais que eram utilizados
no cotidiano, por isso, seu processo foi mais tardio.

Além das colônias do norte e sul, havia as colônias centrais. No início, elas estavam sob o
domínio dos holandeses, mas depois passaram para o controle inglês. As colônias do centro
tinham uma economia agrícola que era formada basicamente por trabalhadores de pequenas
propriedades. Assim, as regiões formadas devido ao processo de colonização inglesa ficaram
divididas em:

 Colônias do Norte: Massachusetts, Nova Hampshire, Rhode Island e Connecticut.


 Colônias do Centro: Nova Iorque, Pensilvânia, Nova Jersey e Delaware.
 Colônias do Sul: Maryland, Virginia, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia.

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