Você está na página 1de 11

Josephine Paterson (Teoria Humanistica)

[pic 1][pic 2]

Dra. Josephine Paterson nasceu em 1 de dezembro de 1924, na Cidade de


Freeport, Nova Iorque. Formou-se na Universidade Johns Hopinks dos Estados
Unidos, fez pós graduação e recebeu título de mestre. Tempos mais tarde,
doutorou-se em Ciência da Enfermagem, atuou na área de enfermagem
psiquiátrica e saúde mental como especialidade. Paterson considera a saúde
como um processo de encontrar sentido na vida, assim, a pessoa pode estar em
estado de saúde, mesmo na presença de uma patologia.

Preopada com o modelo de saúde vivenciado em sua época, Josephine


Paterson (1924), explorando suas experiências com uma visão reflexiva, passa a
valorizar o significado da sua prática para existência do homem, elaborando e
criando a partir disto sua teoria, influenciada por psicólogos, filósofos,
humanistas e fenomenólogos destaca a vida como ela é vivida, enfatizando o
diálogo e a importância da percepção, surgindo então, a Teoria e Praticada
Enfermagem Humanistica, a qual torna-se tema de obra literária publicada em
1976, juntamente com outra teorista, enfermeira Loreta Zderad, ambas, com as
mesma linha de pensamento, as quais fundamentam sua teoria com idéia de que
o ser humano, a saúde, a enfermagem e a comunidade são pilares em questão,
onde o homem, ser humano como tal pode desenvolver suas próprias idéias,
mas não está só, portanto se relaciona de forma independente com outros
indivíduos. Para sua existência plena, necessita de saúde, que além de ser um
aspecto importante para a vida humana é a meta da enfermagem, esta um ato
humano cujo foco é o bem-estar de uma pessoa. Assim, o enfermeiro ajuda o
outro em um momento partucular de sua vida. O qual atuando junto ao
paciente, constituem uma comunidade, pois enfermeiro e paciente são duas
pessoas que agem unidas para o mesmo fim, ocorrendo um partilhar
intersubjetivo, onde ambos ensinam e aprendem. É a partir do encontro de duas
pessoas ou mais quase relacionam e partilham suas experiências e elaboram
significados para suas experiências e deixam de ser EU e TU e passam a ser
NÓS. Com grande significado e importâcia verificamos até os dias atuais sua
teoria utilizada em instituições, projetos, artigos científicos com embasamento
para uma melhor qualidade de vida e promoção de saúde à todos, enfatizando o
cuidar efetivo.

Biografia
Josephine Paterson nasceu em 1 de Dezembro de 1924,
formou-se na universidade dos Estados Unidos, fez pós
graduação e recebeu o título de mestre, tempos mais tarde
doutorou-se em Ciência da Enfermagem, atuou na área de
enfermagem psiquiátrica e saúde mental como especialidade.

Teoria Humanística
A Teoria da Enfermagem Humanística surgiu na década de 70
motivada pela decepção ocasionada no campo da docência e
assistência em Enfermagem.
Fundamentando sua ideia com Loreta Zderad de que o ser
humano, a saúde, a enfermagem e a comunidade são os
pilares em questão, onde o homem ser humano como tal pode
desenvolver suas próprias ideias, mas não está só,portanto se
relaciona de forma interdependente com outros indivíduos.

Desenvolvendo a metodologia em cinco fases.


1º : Preparação da enfermagem para vir a conhecer a si
própria;
2º: O ser que cuida conhecendo o outro claramente.
3º: Quem cuida conhecendo cientificamente o outro;
4º: O Enfermeiro sintetiza realidades vividas e conhecidas;
5º: O ser que cuida em um processo paradoxal.
1. Josephine G. Paterson & Loretta T. Zderad Humanistic Nursing Theory
2. . About Paterson: • Born: September 1, 1924, in Freeport, New York • A graduate of
Lenox Hill Hospital School of Nursing and St. John’s University. • She received her
Master’s degree from John Hopkin’s University School of Hygiene and Public Health,
Baltimore, Maryland. • Her Doctor of Nursing Science (1969) is from Boston
University School of Nursing, Boston, Massachusetts, where she specialized in Mental
Health and Psychiatric nursing. • Dr. Paterson conceptualized and taught humanistic
nursing to graduate students, faculty and staff in a variety of settings. • She also served
on the faculty of the State University of New York at Stonybrook. • She retired in 1985
as a clinical nurse specialist at the Northport Veterans Administration Medical Center at
Northport, New York.
3. About Zderad: • Born: June 7, 1925, Chicago, Illionis • She is a graduate of St.
Bernard’s Hospital School of Nursing and of Loyola University. • She received her
Master of Science degree from Catholic University, Washington DC, and a Doctor of
Philosophy (1968) from Georgetown University, Washington, DC. • She has taught in
several universities and has lead groups on humanistic nursing. • Dr. Zderad also served
as a faculty of the State University of New York at Stonybrook. • She retired in 1985 as
the Associate Chief for Nursing Education at the Northport Veterans Administration
Medical Center, Northport, New York.
4. Humanistic Nursing • It is a nursing practice that is developed from lived experiences of
the nurse and the person receiving care. • It is the articulated vision of experience. • It is
concerned with the Phenomenological experiences of individuals and the exploration of
human experiences. It requires entering the nursing situation fully aware of the “lenses”
that we wear. • It is knowing what values, biases, myths, and expectations we bring to
the nursing experience. And we need to fully appreciate the values, biases, myths and
expectations others bring to the nursing experience.
5. Humanistic Nursing • The practice of humanistic nursing is rooted in existential
thought. Existentialism is a philosophical approach to understanding life. Individuals
are faced with possibilities when making choices. These choices determine the direction
and meaning of one’s life. Since individuals are faced with freedom of choice, there is
always a possibility of making errors. • As a philosophy, Existentialism is particularly
applicable to nursing within the framework of holistic health because of the emphasis
on self-determination, free choice, and self-responsibility.
6.  Humanistic Nursing • Phenomenology – the study of the meaning of a phenomenon to
a particular individual. It describes data of the immediate situation that help people
understand the phenomena in question. • - it is also describing human methods and
primarily concerned with describing human experience in such a way that the fullness
of experience is absorbed. • Humanistic nursing is an existential-phenomenological-
humanistic approach referring to a reverence for life that values the need for human
interaction in order to determine the meaning that comes from the individual’s unique
way of experiencing the world.
7.  Humanistic Nursing • Nursing occurs within the context of relationship. It is a
nurturing response of one person to another in a time of need that aims toward the
development of well being and more being. • Nursing is a unique blend of Theory and
Methodology. Theory cannot exist without the practice of nursing, for it depends on the
experience of nursing and the reflection of that experience. Its methodology, is a unique
blend of art and science. Science which consists of rules, laws, principles and theories
that guide us and give direction to the nursing practice remain meaningless unless they
are applied to living situations which becomes the art of nursing. • The process of
nursing as “quality care based in the concept of community”
8.  Elements of Framework for Humanistic Nursing • Incarnate men (patient and nurse)
meeting (being and becoming) in a goal-directed (nurturing well-being and more-
being), intersubjective transaction (being with and doing with) occurring in time and
space (as measured and lived by patient and nurse) in a world of men and things.
9. . 3 concepts that provide basis (or components) of nursing • Dialogue • Community •
Phenomenologic Nursology
10.  Dialogue • It is a nurse-nursed relating creatively. Humans need nursing. Nurses need
to nurse. Nursing is an intersubjective experience in which there is real sharing. •
MEETING – is the coming together of human beings and is characterized by the
expectation that there will be a nurse and a nursed. • RELATING – the process of
nurse-nursed “doing” with each other is relating, being with each other. It may be
Subject – Object relating which refers to how we use objects and know others through
abstractions, conceptualizations, categorizing, labeling, and so on or Subject-Subject
relating when both nurse and the client are open to each other as fully human, beyond
the role of nurse and client, but as struggling, joyful, confused, and hopeful individuals
facing the next moment.
11. Dialogue • PRESENCE – the quality of being open, receptive, ready, and available to
another person in a reciprocal manner. • CALL AND RESPONSE – are transactional,
sequential and simultaneous. Must be done “all at once”. Community • It is two or more
persons striving together, living-dying all at once. • Humanistic Nursing leads to
community, it occurs within a community, and is affected by the community. • It is
through the intersubjective sharing of meaning in community that human becomings are
comforted and nurtured. • Community is the experience persons, and it is through
community, persons relating to others, that it is possible to become. • Humanistic
nursing proposes that the nurse needs to be fully prepared to work in and with a
community, exploring and valuing its reality.
Phenomenologic Nursology 1. Preparation of the nurse knower for coming to know. 2.
Nurse knowing the other intuitively. 3. Nurse knowing the other scientifically. 4. Nurse
complementarily synthesizing known others. 5. Succession within the nurse from the
many to the paradoxical one.

Humanism
Robert Adamowicz

1. Josephine G. Paterson e
Loretta T. Zderad Teoria
Humanística de Enfermagem
2.. Sobre Paterson: • Nasceu em 1
de setembro de 1924, em Freeport,
Nova York. • Graduou-se na Escola
de Enfermagem do Lenox Hill
Hospital e na St. John’s
University. • Ela recebeu seu
diploma de mestre da Escola de
Higiene e Saúde Pública da
Universidade John Hopkin,
Baltimore, Maryland. • Seu
doutorado em Ciências da
Enfermagem (1969) é pela Escola
de Enfermagem da Universidade de
Boston, Boston, Massachusetts,
onde se especializou em Saúde
Mental e Enfermagem Psiquiátrica.
• O Dr. Paterson conceituou e
ensinou enfermagem humanística
para alunos de pós-graduação,
professores e funcionários em uma
variedade de ambientes. • Ela
também atuou no corpo docente da
State University of New York em
Stonybrook. • Ela se aposentou em
1985 como enfermeira especialista
clínica no Northport Veterans
Administration Medical Center em
Northport, Nova York
3. Sobre Zderad: • Nasceu em 7 de junho de 1925, Chicago, Illionis • Ela se formou na Escola
de Enfermagem do Hospital St. Bernard e na Loyola University. • Ela recebeu seu grau de
Mestre em Ciências da Universidade Católica, Washington DC, e um Doutor em Filosofia (1968)
da Universidade de Georgetown, Washington, DC. • Ela lecionou em várias universidades e
liderou grupos de enfermagem humanística. • Dr. Zderad também atuou como professor da
State University of New York em Stonybrook. • Ela se aposentou em 1985 como Chefe
Associada de Educação em Enfermagem no Northport Veterans Administration Medical
Center, Northport, Nova York.

4. Enfermagem Humanística • É uma prática de enfermagem que se desenvolve a partir das


experiências vividas pelo enfermeiro e pela pessoa cuidada. • É a visão articulada da
experiência. • Preocupa-se com as experiências fenomenológicas dos indivíduos e a
exploração das experiências humanas. Requer entrar na situação de enfermagem com plena
consciência das “lentes” que usamos. • É saber quais valores, preconceitos, mitos e
expectativas trazemos para a experiência da enfermagem. E precisamos apreciar plenamente
os valores, preconceitos, mitos e expectativas que os outros trazem para a experiência da
enfermagem.

5. Enfermagem Humanística • A prática da enfermagem humanística está enraizada no


pensamento existencial. O existencialismo é uma abordagem filosófica para compreender a
vida. Os indivíduos se deparam com possibilidades ao fazer escolhas. Essas escolhas
determinam a direção e o significado da vida de uma pessoa. Visto que os indivíduos se
deparam com a liberdade de escolha, sempre existe a possibilidade de cometer erros. • Como
filosofia, o existencialismo é particularmente aplicável à enfermagem no âmbito da saúde
holística por causa da ênfase na autodeterminação, livre escolha e auto-responsabilidade.

6. Enfermagem Humanística • Fenomenologia - estudo do significado de um fenômeno para


um determinado indivíduo. Descreve dados da situação imediata que ajudam as pessoas a
compreender os fenômenos em questão. • - também descreve métodos humanos e preocupa-
se principalmente em descrever a experiência humana de tal forma que a plenitude da
experiência seja absorvida. • A enfermagem humanística é uma abordagem existencial-
fenomenológica-humanística que se refere a uma reverência pela vida que valoriza a
necessidade da interação humana a fim de determinar o significado que vem da maneira única
do indivíduo de experimentar o mundo.

7. Enfermagem Humanística • A enfermagem ocorre no contexto do relacionamento. É uma


resposta estimulante de uma pessoa para outra em um momento de necessidade que visa o
desenvolvimento do bem-estar e mais ser. • A enfermagem é uma mistura única de teoria e
metodologia. A teoria não pode existir sem a prática da enfermagem, pois depende da
experiência da enfermagem e do reflexo dessa experiência. Sua metodologia é uma mistura
única de arte e ciência. A ciência que consiste em regras, leis, princípios e teorias que nos
orientam e direcionam a prática da enfermagem permanecem sem sentido a menos que sejam
aplicados a situações de vida que se tornam a arte da enfermagem. • O processo de
enfermagem como “cuidado de qualidade baseado no conceito de comunidade”

8. Elementos da Estrutura para Enfermagem Humanística • Homens encarnados (paciente e


enfermeira) encontrando-se (sendo e tornando-se) em uma transação intersubjetiva (nutrir o
bem-estar e mais-estar) direcionada a um objetivo (estar com e fazer com) ocorrendo no
tempo e espaço (medido e vivido por paciente e enfermeira) em um mundo de homens e
coisas.
9. 3 conceitos que fornecem a base (ou componentes) da enfermagem • Diálogo •
Comunidade • Enfermagem fenomenológica

10. Diálogo • É uma enfermeira amamentada se relacionando de forma criativa. Os humanos


precisam de enfermagem. Enfermeiros precisam amamentar. A enfermagem é uma
experiência intersubjetiva em que há um compartilhamento real. • ENCONTRO - é a
aproximação do ser humano e caracteriza-se pela expectativa de que haja uma enfermeira e
uma amamentada. • RELACIONAR-SE - o processo de “fazer” do enfermeiro-enfermeiro é
relacionar-se, estar com o outro. Pode ser sujeito - objeto relacionado que se refere a como
usamos objetos e conhecemos outros por meio de abstrações, conceituações, categorização,
rotulagem e assim por diante ou sujeito-sujeito relacionado quando a enfermeira e o cliente
estão abertos um ao outro como totalmente humanos, além o papel de enfermeira e cliente,
mas como indivíduos lutando, alegres, confusos e esperançosos diante do próximo momento.

11. Diálogo • PRESENÇA - a qualidade de estar aberto, receptivo, pronto e disponível para
outra pessoa de forma recíproca. • CHAMADA E RESPOSTA - são transacionais, sequenciais e
simultâneas. Deve ser feito “de uma vez”. Comunidade • São duas ou mais pessoas lutando
juntas, vivendo-morrendo ao mesmo tempo. • A enfermagem humanística conduz à
comunidade, ocorre dentro de uma comunidade e é afetada pela comunidade. • É por meio do
compartilhamento intersubjetivo de significado em comunidade que os devires humanos são
confortados e nutridos. • Comunidade são as pessoas da experiência, e é através da
comunidade, pessoas relacionadas com outras, que se pode tornar-se. • A enfermagem
humanística propõe que o enfermeiro precisa estar plenamente preparado para atuar na e
com a comunidade, explorando e valorizando sua realidade.

Enfermagem Fenomenológica 1. Preparação do enfermeiro conhecedor para o conhecer. 2.


Enfermeiro conhecendo o outro intuitivamente. 3. Enfermeiro conhecendo o outro
cientificamente. 4. Enfermeiro sintetizando complementarmente outros conhecidos. 5.
Sucessão dentro do enfermeiro do muitos ao paradoxal.

JOSEPHINE E. PATERSON

 Josephine Paterson foi uma enfermeira nascida em 1 de Dezembro de 1945


em Nova York.

 Formou- se na Linox Hill Hospital e na ST John's University.

 Conquistou um mestrado na escola de higiene John’s Hopkins.

 Doutorou-se em Ciências da Enfermagem, na escola de enfermagem da


Boston University.

TEORIA HUMANÍSTICA
TEORIA

HUMANÍSTICA

 Publicada em 1976 por Josephine Paterson e Loretta Zderad.

 A enfermagem é uma resposta confortadora de uma pessoa a outra em um


momento de necessidade.

 Importância da Humanização.

TEORIA HUMANÍSTICA

 Relação direta do paciente e do enfermeiro.

 Necessidade de afeto e da confiança.

 Experiências vividas pelo paciente e o enfermeiro.

 Cada paciente é único.

 Beneficência recíproca.

 Existencialismo e fenomenologia.

Contribuição da Teoria de Paterson e Zderad na Enfermagem

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO

 O conhecimento e aprendizado para o profissional de enfermagem, tem como


base em seus estudos, a relevância sobre a teoria humanística de Peterson e
Zderad apresentada.

 Ao realizar o conceito e a praticabilidade da teoria é possível obter um olhar


diferenciado, as ações do cuidado, inseridas na perspectiva humanística.

 A enfermagem humanística é uma meta a ser alcançada diariamente.

A Teoria Humanística de Enfermagem(5-6) propõe ser a enfermagem desenvolvida


como uma experiência existencial. Após vivenciá-la, a enfermeira reflete sobre ela e
descreve, fenomenologicamente, os chamados e respostas ocorrentes na relação, e
também o conhecimento adquirido por meio da experiência, reconhecendo, assim,
o outro em sua singularidade, como alguém que luta para sobreviver, vir-a-ser,
confirmar sua existência e entendê-la. Nesse sentido, o papel da enfermeira é
estabelecer com o paciente um diálogo, conduzindo um relacionamento terapêutico,
como meta assistencial.

Essa teoria recebeu a influência de pensadores humanistas, fenomenologistas e


existencialistas, a exemplo de Marcel, Nietzsche, Hesse, Chardin, Bérgson, Jung e
Buber, que enfocam a presença genuína do diálogo autêntico entre as pessoas. A
enfermagem insere-se nesse contexto quando o profissional, ao cuidar de
determinada pessoa, sente ser sua presença valiosa e produz um intercâmbio com
quem está sendo cuidado.

Referida teoria contempla a prática da enfermagem humanística; o seu significado;


a experiência existencial; a descrição fenomenológica; o fenômeno da enfermagem
com o bem-estar; o potencial humano; a transação intersubjetiva; o diálogo vivo
desenvolvido pelo encontro; a relação; a presença e o fenômeno da comunhão (8).

O diálogo, nessa concepção, significa comunicação; seu emprego não está restrito à
noção de enviar e receber mensagens verbais e não verbais, mas, sim, em
chamados e respostas, confirmando-se que a enfermagem humanística é,
realmente, um tipo especial do diálogo vivo. Ademais, o diálogo implica uma esfera
ontológica, uma forma particular de relação intersubjetiva mediante a qual pode-se
ver o outro como ser distinto e único, em mútua relação (5-6).

Na teoria, utiliza-se uma forma de diálogo para descrever o "diálogo de


enfermagem". Apresenta o todo, explica-o (enfermagem humanística) por meio das
partes (conceitos) e as partes por meio do todo(4).

É uma teoria da prática. Nela, as respostas à experiência fenomenológica tornam-


se uma perspectiva filosófica, originada do encontro existencial da enfermeira no
mundo do atendimento à saúde. Daí esse interrelacionamento da teoria com a
prática, na enfermagem humanística, depender da experiência, concepção,
participação e do ponto de vista particular de cada enfermeira em relação às suas
vivências no mundo e na enfermagem.

Envolvido nesse diálogo está o encontro, influenciado pelos sentimentos que o


antecedem. Este, ao ser planejado, dá origem a expectativas passíveis de
influenciar o diálogo, surgindo, então, eventuais sentimentos de temor, ansiedade,
medo, esperança, impaciência, dependência e outros. Ao mesmo tempo, gera o
grau de controle e escolha com que se chega ao encontro. Desse modo, o encontro
é único, pois cada participante vai a ele como o indivíduo singular que é, com suas
próprias expectativas e capacidades para dar e receber ajuda(5-6).

O relacionamento é o processo de fazer e ser da enfermeira, estar um com o outro.


Ao profissional, cabe relacionar-se como sujeito e com o sujeito, permanecendo
aberto como pessoa e como sujeito com o objeto, quando usa abstrações,
categorizações e rótulos. Entre esses rótulos inclui-se a transação intersubjetiva, a
qual consiste em uma situação compartilhada por duas ou mais pessoas,
relacionando-se com seu modo de ser. Isso requer autoconsciência, sensibilidade,
auto-aceitação e atualização das potencialidades, a fim de desenvolver uma relação
em que ambos são sujeitos, quer dizer, cada um é originador de atos e de
respostas humanas para o outro. Nesse sentido, são independentes(5-6).
REFERÊNCIAS

REFERÊNCIAS
1. Negri MDX, Labronici LM, Zagonel IPS. O CUIDADO INCLUSIVO DE
ENFERMAGEM AO PORTADOR DA SÍNDROME DE DOWN SOB O OLHAR
DE PATERSON E ZDERAD. Rev Bras Enferm, Brasília (DF), 678-682/ 2003
nov/dez

REFERENCIAL TEÓRICO Sendo a humanização da atenção considerada uma das bases


transformadoras do cuidado em saúde, destaca-se nesse contexto a importância de se
considerar a individualidade e subjetividade de cada indivíduo envolvido, incluindo as
dimensões biopsicossociais, no desenvolvimento do processo diagnóstico-terapêutico. Nesse
cenário, salienta-se a necessidade em considerar o protagonismo e corresponsabilidades dos
sujeitos envolvidos, bem como o estabelecimento de vínculos e comunicações entre eles,
sendo necessário que se adote uma estratégia que possibilite o desenvolvimento dessas
relações (CRUZ; BOURGET, 2010). A Teoria Humanística de Enfermagem proposta na década
de 1960 pelas enfermeiras Josephine Paterson e Loretta Zderad tem o objetivo de incitar a
reflexão, exploração e questionamento sobre as experiências vivenciadas no campo da
Enfermagem, trabalhando com a experiência existencial do conhecimento humano (CRUZ et
al., 2017). De acordo com as teóricas, os conceitos que compõem a Enfermagem Humanística
também caracterizam-se por serem bases da enfermagem de modo geral, a saber: o diálogo, a
comunhão e a Enfermagem Fenomenológica. O diálogo trata-se de uma forma de relação
intersubjetiva, compreendida por meio de três dimensões, a relação Eu-Tu, isto é, sujeito-
sujeito, a relação Eu-Isso, ou seja, sujeito-objeto e a relação Nós, representada pela comunhão
entre duas ou mais pessoas, no qual as experiências determinantes na vida do indivíduo são
compartilhadas, sendo necessário para seu estabelecimento a existência de certos elementos,
a saber: encontro, relação, presença, chamado e resposta. A Enfermagem Fenomenológica,
por sua vez, apresenta-se como um método da prática da Enfermagem Humanística ao
permitir a descrição da situação clínica profissional da enfermagem experiência entre sujeitos
no mundo (LÉLIS; PAGLIUCA; CARDOSO, 2014). Ainda segundo as teóricas, a aplicação dessa
teoria como prática sistematizada favorece a prestação de uma assistência segura, efetiva e
holística, sendo dada a partir de cinco fases estruturadas. Na primeira fase, o enfermeiro busca
pelo autoconhecimento, e seu reconhecimento como ser no mundo, refletindo suas atitudes
em relação aos homens, preparando-se para a realidade a ser investigada através da realização
de estudo relacionado. A segunda fase é caracterizada pelo momento do encontro e da
presença, e estabelecimento da relação sujeito-sujeito (eu-tu), no qual o profissional busca
entender a visão do outro sobre o fenômeno estudado. A terceira fase é marcada pelo
estabelecimento da relação sujeito-objeto (eu-isso), momento no qual o conhecimento da
realidade do outro indivíduo leva à reflexão, análise, classificação, comparação, interpretação
e categorização do fenômeno investigado. Na quarta fase, o profissional reúne as realidades
envolvendo o fenômeno estudado a fim de alcançar uma visão ampliada. Por fim, na quinta
fase, o profissional alcança uma importante concepção, conquistando-se uma unidade ou um
conjunto (PATERSON; ZDERAD, 1979 apud LÉLIS et al. 2011).

REFERÊNCIAS BARROS, S.M.O. Enfermagem obstétrica e ginecológica: guia para a prática


assistencial. 2.ed. São Paulo: Roca, 2009. BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de
Incentivo ao Aleitamento Materno. Normas básicas para alojamento conjunto. Brasília:
Ministério da Saúde; 1993. Disponível em: Acesso em: 30 jul. 2017. COELHO, N.R.; VERGARA,
L.M. Teoria de Paterson e Zderad: aplicabilidade humanística no parto normal. Cogitare
Enferm. Paraná, v.20, n.4, 2015. Disponível em: Acesso em: 30 set. 2017. CRUZ, D. S. M. et al.
Vivências de mães de crianças diabéticas. Esc Anna Nery. Rio de Janeiro, v. 21, n.1, p. 1-8,
jan./mar. 2017. Disponível em:. Acesso em: 30 set.2017

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS (UFAL). Projeto Político Pedagógico do curso de


graduação em enfermagem do campus A.C. Simões. Maceió (AL): Colegiado do Curso de
Enfermagem da UFAL, 2007. Disponível em:. Acesso em: 26 set.2017.