Você está na página 1de 43

Estrutura e diversidade

Introdução

A descrição e análise da vegetação são fundamentais, por três razões básicas:


1. A vegetação é a mais óbvia representação de um ecossistema.
2. A vegetação é resultado da vegetação primária, ou seja, é a base da cadeia trófica.
3. A vegetação é o habitat em que os organismos vivem na natureza
Ganhando espaço a fitossociologia, que pode ser definida como sendo a ciência das
comunidades vegetais ou o conhecimento da vegetação em seu sentido mais amplo.
Ela serve para explicar os fenômenos que se relacionam com a vida das plantas dentro
das unidades ecológicas.

Métodos de estudos voltados para as espécies que ocupam a comunidade e de que


forma compartilham o espaço
Parte da ecologia quantitativa de comunidades vegetais, envolvendo as
inter-relações de espécies vegetais no espaço e, em alguns casos, no
tempo.

Seus objetivos referem-se ao estudo quantitativo da composição florística,


da estrutura, do funcionamento, da dinâmica, da distribuição e das
relações ambientais da comunidade vegetal.
Finalidades

 Conservação e restauração de ecossistemas


 Avaliação de impactos ambiental
 Exploração florestal sustentável

Os inventários florísticos e fitossociológicos prestam-se também para inferir acerca de


volume, sortimentos, área basal, altura média das árvores dominantes, biomassa e diâmetro
médio quadrático.
Os atributos de uma comunidade vegetal podem variar entre locais ou entre momentos
dentro de um mesmo local.
A estrutura pode ser diferenciada por ...
1. Densidade;
A diversidade pode ser maior ou menor
2. área basal;
dependendo da riqueza de espécies e da
3. Biomassa. proporção entre ela (equabilidade)
4. altura do dossel;
5. porte dos indivíduos maiores;
6. distribuição dos indivíduos em classes de tamanho.

A composição florística e a distribuição espacial da população podem também podem


variar no tempo e no espaço.
Quais são os fatores que determinam a estrutura e a composição da
vegetação ou provocam modificações.

 Fatores determinantes:
 Naturais: capacidade de suporte do meio:
 clima, solo, relevo, disponibilidade hídrica (regional ou global); topografia, entre outros ...
 Fatores modificadores:
 Antrópicos: efeitos de borda (fragmentação); fogo; cortes seletivos;
 Distúrbios naturais: ventos, deslizamentos de terra, inundações e assoreamentos.

Tais fatores desestruturam as comunidades e desencadeiam processos de cicatrizações,


geralmente, relacionados a sucessão secundária.
Desenho amostral

 A análise da vegetação pode partir de um censo, ou seja, de uma enumeração completa


(100%) dos indivíduos presentes em uma comunidade florestal.
 Existe também as amostragens feitas para fornecer uma representação segura da
composição da comunidade.
 A escolha do método a ser adotado em um levantamento florestal depende
primeiramente do que se pretende responder sobre a vegetação.

O desenho amostral ( tamanho, formato, número e distribuição de unidades) para


caracterização de comunidades vegetais deve ser estabelecidos para uma
representatividades da comunidades estudada
As unidades amostrais devem ser claramente distinguíveis;

 A forma e o tamanho das unidades devem ser as mais uniformes possíveis;

As regras de inclusão e exclusão do material botânico em cada unidade


devem ser previamente estabelecidas e respeitadas

Pode-se ocorrer a uma amostragem estratificada, aleatória,


sistemática, em transectos, grades ou ate mesmo sem área
Método de parcelas fixas

O método de parcelas consiste no estabelecimento em campo de pequenas


unidades amostrais distribuídas pela área de estudo, possibilitando uma
representação adequada da diversidade local (Durigan, 2003).

As unidades amostrais devem possuir forma e tamanho predefinidos.


Métodos de amostragem
Amostragem Aleatória Simples

Esta área hipotética tem 50 hectares, onde as linhas tracejadas representam estradas e a linha cheia representa um
curso d’água.
 Definir o tamanho da unidade amostral: se tivermos uma unidade amostral de
200m2 , em uma área de 50 ha teremos 2500 unidades amostrais potenciais.
 Sorteia-se 50 unidades amostrais (que no exemplo corresponde a 1ha de área
amostrada).
 Áreas pequenas e de bom acesso, sem grandes dificuldades para locar as
unidades amostrais. Evitar Áreas de Preservação Permanente e Bordaduras.
 Consiste em locar as unidades amostrais ao acaso.
 Cada unidade da população tem igual probabilidade de fazer parte da
amostra.
 Permite estimar a média e a precisão da amostragem.
Procedimentos:
 Dividir a área amostral (sobre uma planta)
em parcelas de igual tamanho.
 Numerar estas parcelas.
 Sortear determinado número de parcelas a
serem levantados.
 Marcar estas parcelas sorteadas na planta e
locá-las no campo. Condições para uso:
 Áreas pequenas e homogêneas.
 Áreas de fácil acesso.
 Áreas com topografia pouco acidentada.
Vantagens:
 Cálculo e análise simples.
 Apresenta maior precisão para inventário em
pequenas áreas.
Amostragem estratificada
 Divide-se a área em subpopulações ou estratos e efetua-se uma amostragem
independente de cada uma delas;
 Baseia-se no princípio de que o agrupamento de indivíduos com características similares
fazem com que a variância por estrato seja menor que a variância da população;
 Podem-se reduzir custos e melhorar a precisão, de modo que a população satisfaça as
seguintes condições:
 Unidades amostrais dentro de cada estrato devem ser tomadas como se cada estrato fosse
uma população independente.
 Deve-se limitar com boa precisão a área dos estratos para que se possa avaliar
corretamente o tamanho dos mesmos.
Vantagens:
 Redução dos custos de transporte e deslocamento, pois as amostras se concentram nos
mesmos estratos;
 Redução no tempo de amostragem devido à redução e concentração do número de
unidades amostrais;
 Aumento da precisão, pois se homogeneíza a variância da população dividindo-a em
estratos, havendo redução no erro de amostragem.
Restrições:
 Dificuldade em delimitar e medir o tamanho dos estratos, principalmente quando a
variação entre estratos ocorre de forma gradual.
Amostragem Sistemática
 Consiste em alocar unidades amostrais em um padrão regular na área de estudo.
 Permite detectar variações espaciais na comunidade.
 A instalação no campo é mais fácil.
 Utilização obrigatória para plano de manejo de espécies nativas.
Recomendações de uso:
 Áreas extensas
 Áreas em que não se dispõe de plantas
 Planos de manejo
Locação de Unidades:
 Deve-se ter conhecimento prévio da variabilidade da população ou do número de amostra a locar.
Vantagens:
 Pode ser mais representativa que a amostragem aleatória.
 A locação das unidades no campo é mais fácil.
 Maior facilidade de localização das unidades amostrais futuramente.
Desvantagens:
 Se existirem variações cíclicas nas populações e não forem detectadas, pode apresentar baixa
precisão.
Parcelas múltiplas

 É o método mais utilizado; Consiste em estabelecer diversas parcelas em vários locais de


uma comunidade;
 Usa-se a média de valores obtidos para cada espécie em cada unidade amostral, as quais
são generalizadas para toda a comunidade.
 Permite avaliar a variabilidade dos parâmetros estimados;
 Pode fornecer informações sobre o padrão espacial da distribuição dos indivíduos na
população.
Parcela Única

 Consiste em estabelecer uma única parcela que se considera representativa de toda


fitocenose;
 Dificulta a quantificação da variância dos parâmetros;
 Utiliza-se neste caso, a área mínima da comunidade ou a área de 1 há de amostragem;
 Apresenta vantagens na locação, pois não há perda de tempo com deslocamento.
 É menos precisa, pois não absorve as pequenas variações dentro da comunidade.
Sem parcela (área variável) ou Método de Quadrantes

Deve-se determinar a direção das linhas do levantamento;


 Determinar a intensidade das linhas;
 Distância entre linhas depende:
 da extensão;
 da homogeneidade considerada;
 transecto (uma só linha);
 distância entre pontos de 20 a 50 m;
 densidade de árvores (uma árvore não pode ser medida em 2 pontos amostrais).

 Percorre-se a linha de levantamento e traça-se uma linha imaginária perpendicular a ela,


de tal forma que o ponto de amostragem passa a ser o vértice de quatro quadrantes
gerados;
Em cada quadrante determina-se à
distância dos indivíduos que se encontra
mais próximo do ponto de amostragem,
considerando o limite de CAP e DAP
estipulado;

 A precisão aumenta com o número de pontos levantados;


 São recomendados no mínimo 20 pontos;
 A intensidade amostral pode ser determinada pela curva espécie/ponto;
 Permite o cálculo de todos os parâmetros fitossociológicos;
 Deve-se medir a distância de cada árvores ao centro e, obter a média para calcular a densidade;
 A regeneração natural pode ser obtida com uma subunidade em cada ponto
SUFICIÊNCIA AMOSTRAL

A suficiência amostral é um conceito quantitativo para informar se a amostra utilizada é


representativa da comunidade vegetal em estudo.
A área mínima necessária ao estudo da vegetação deve ser determinada, em primeira
instância, por meio da análise da homogeneidade e do status de fragmentação da cobertura
vegetal.
Algumas técnicas para avaliar o grau de efetividade da amostragem em um levantamento
florestal:
 curva de acumulação de espécies (ou curva espécies área, ou curva do coletor)
 métodos apoiados em regressão linear de platô
 algoritmos matriciais.
“curva de acumulação de espécies”
A análise consta de figuras relacionando o esforço amostral (número de
indivíduos amostrados ou área amostral) cumulativo (eixo X) com o número
cumulativo de espécies amostradas (eixo Y).
A. C. Schilling & J. L. F. Batista, 2008

o número de espécies aumenta rapidamente; em seguida, os ingressos vão sendo menores, até que, por fim, a
curva tenda à estabilização, assumindo uma forma assintótica, ou seja, quase paralela ao eixo X.
 Este modelo tem sido geralmente utilizado para verificar o que muitos chamam de área
mínima de amostragem.

 A “inspeção visual” da curva, para identificar o ponto em que se inicia o patamar de


estabilização.
 Há peculiaridade na curva: elas tendem a se estabilizar com um número
de indivíduos amostrados em uma mesma formação florestal.
 Entre 400 e 600 indivíduos amostrados em diversidade alfa
FISIONOMIA E FLORÍSTICA

A fisionomia é uma parte da Botânica que estuda as comunidades vegetais sem a


necessidade de identificar as espécies vegetais presentes na área de estudo.
A fisionomia é o estudo da ‘aparência’ da vegetação, devem ser consideradas as
características morfológicas das plantas constituintes, bem como a estrutura da
comunidade vegetal.
A Fisionomia manifesta-se pelas formas de vida (árvore, arbusto, ervas, cipós, etc) e
também pelo desenvolvimento fenológico, comportamento foliar (pereneidade ou
estacionalidade).
FISIONOMIA E FLORÍSTICA

 A composição florística visa a indicar o conjunto de unidades taxonômicas que compõem


a floresta, como as suas espécies e famílias.
 O objetivo de um levantamento florístico é listar as espécies vegetais ocorrentes em
determinada área.
 Estudos florísticos, geram informações sobre classificação e distribuição taxonômica no
nível de família e espécie de uma comunidade vegetal, também subsidiam informações
sobre atributos ecológicos das espécies, como ...
 formações de grupos ecológicos,
 síndromes de dispersão,
 fenologia e formas de vida,
 dentre outros.
RIQUEZA

 A biodiversidade refere-se ao estudo das relações quantitativas entre a riqueza de diferentes


categorias biológicas e a abundância relativa de espécies dentro das comunidades.
 Inclui variabilidade no nível local (diversidade alfa),
 Complementaridade biológica entre habitats (diversidade beta)
 variabilidade entre paisagens (diversidade gama)

 Poderia ser mensurada de forma direta, utilizando-se a riqueza de espécies, ou seja, o


número de espécies existentes em uma área de interesse.
 Forma indireta é a interpolação (rarefação) ou da extrapolação, a riqueza de espécies por
meio de diferentes índices de riqueza.
 Quando empregados em áreas delimitadas, no espaço e no tempo, os índices de riqueza
apresentam estimativas muito úteis, expressando de forma compreensível e instantânea a
diversidade
DIVERSIDADE

 O uso de índices de diversidade, os quais combinam dois atributos de uma


comunidade: riqueza de espécies e equabilidade (ou equitabilidade).
 duas florestas com cem árvores distribuídas em dez espécies:
 I - na primeira floresta, cada espécie é representada por dez indivíduos;
 II - na segunda floresta, uma das espécies teria 91 indivíduos e as espécies restantes teriam cada uma
apenas um indivíduo.

 Embora a riqueza de espécies seja a mesma (10), no segundo caso fica evidente a
‘sensação’ de menor diversidade ou de maior monotonia, já que ocorre o predomínio
de uma espécie em detrimento das demais.
 Os estimadores ser muito úteis para prever o número de espécies de uma área, com
simplicidade nos cálculos, são necessárias apenas as informações quanto ao número de
espécies que se apresentam em uma ou duas parcelas utilizadas na amostragem.
 Os índices de diversidade mais aplicados nos estudos ecológicos são os de Shannon (H’) e
Pielou (J).
 O índice de Shannon atribui um peso maior às espécies raras, enquanto o índice de Pielou
representa a proporção da diversidade de espécies encontradas na amostragem atual em
relação à diversidade máxima que a comunidade poderá atingir.
INDICES DE SIMILARIDADE

 A semelhança florística entre comunidades tem sido avaliada por dois índices:
 Jaccard e Sorensen – baseados em ausência e presença de espécies.
 Jaccard – porcentagem do total de espécies amostradas que ocorrem em dois lugares
 Sorensen – porcentagem de espécies comuns em relação a media. Seu valor é ligeiramente inferior (2x) a
Jaccard para a mesma comparação.
PARÂMETROS DA ESTRUTURA HORIZONTAL

 Um estudo fitossociológico não se apoia somente no conhecimento das espécies que


compõem a flora, mas, acima de tudo, em como elas estão arranjadas, sua
interdependência, como funcionam e como se comportam no fenômeno de sucessão.
 A caracterização fitossociológica das florestas pode ser feita mediante cálculos de
abundância (densidade), frequência e dominância.
frequência
 A frequência é um descritor do número de observações realizadas pelo pesquisador de seu
objeto de estudo e é expressa normalmente em forma de porcentagem.
 Esse parâmetro pode ser absoluto, quando calculado em função de uma área amostral.
 Relativo, obtido pela proporção entre a frequência absoluta de determinada espécie e a
soma das frequências absolutas das demais espécies inventariadas

 Pi 
FA   .100
P

 FAi 
FR   .100
  FA 
 
Densidade
 A densidade é um parâmetro ecológico que revela a ocupação do espaço pelo indivíduo e,
assim como a frequência, podem ser calculadas tanto as densidades absolutas quanto as
relativas.
 Desidade absoluta, representa o número total de indivíduos de uma determinada espécie
em uma área/volume total amostrada,
 Densidade relativa é a relação entre a abundância total de uma determinada espécie na
amostra e a abundância total da amostra

n
DA 
Área
n
DR   .100
N
Dominância

 Dominância: do espaço que cada uma ocupa no terreno

gi  .DAP2
DoA  gi 
Área 4
Área basal
 É o melhor descritor para caracterizar estruturalmente uma comunidade e para fazer
comparações entre comunidades.
 Essa variável relaciona a biomassa da vegetação que exerce influência sobre o microclima, a
interceptação da água da chuva e a disponibilidade de abrigo e alimento para a fauna.
 É o somatório das secções dos troncos à altura do peito (m²/ha).
 Muitos erros grosseiros podem ser evitados, tomando por base as fisionomias estudadas.
 Campestre de cerrado - não ultrapassar a 8 m²/há
 Cerrado stricto sensu – 8 a 15 m²/há
 Cerradão - 15 a 22 m²/há
 Florestas tropicais – 35 m²/há, não ultrapassando 50 m²/há.
 Ao se transformarem os valores absolutos em valores relativos, é possível obter o Valor
de Cobertura (VC) e o Valor de Importância (VI), preteritamente conhecidos como Índice
de Valor de Cobertura (IVC) e Índice de Valor de Importância (IVI), respectivamente.

VI  FR  DR  DoR VC  DR  DoR
 IVC - permite estabelecer a estrutura dos táxons na comunidade e separar diferentes
tipos de uma mesma formação, relacionar a distribuição das espécies em função de
gradientes abióticos.
 IVI – Tem a finalidade de atribuir um valor para as espécies dentro da comunidade vegetal
a que pertencem
 Nenhum parâmetro fitossociológico isolado fornece uma ideia ecológica
clara da comunidade ou das populações vegetais.
 Em conjunto, podem caracterizar formações (e suas subdivisões) e suprir
informações sobre estágios de desenvolvimento da comunidade e das
populações, distribuição de recursos ambientais entre populações,
possibilidades de utilização dos recursos vegetais, etc.
 Elevados valores de Densidade, Frequência e Dominância: representam as espécies
mais importantes, quando analisada apenas a estrutura da comunidade;
 Densidade e Frequência elevadas: condição típica para as espécies de ocorrência
horizontal regular;
 Densidade elevada e baixa Frequência: fenômeno típico para espécies com certa
aglomeração local;
 Densidade e Dominância elevadas e baixa Frequência: indica espécies de grande porte;
 Densidade elevada e baixos valores de Frequência e Dominância: indica a presença de
espécies de povoamento auxiliar com tendência ao agrupamento;
 Baixa Densidade e elevados valores de Frequência e Dominância: condição típica para
árvores dominantes isoladas e em número reduzido, porém dispersas com certa
regularidade por áreas relativamente grandes.
Distribuição dos indivíduos em classes de tamanho
 A analise da distribuição dos indivíduos em classes de tamanho é ferramenta útil para a
compreensão das flutuações e avaliação da estabilidade das populações ou
comunidades.
 Considera-se estável uma comunidade se esta distribuição se enquanto no modelo
exponencial negativo “J invertido”.
PARÂMETROS DA ESTRUTURA VERTICAL

 Comunidades variam de acordo com o número de estratos que apresentam, dependendo


da variedade de formas de vida que estão presentes na comunidade, refletindo as
condições pedológicas, climáticas e as ações dos fatores bióticos que interagem no
ambiente.
 É comum notar uma diferenciação vertical ou estratificação determinada,
principalmente, pela resposta à redução da taxa de luminosidade pelo perfil vertical das
florestas.
 A análise da estrutura vertical infere sobre o estágio seral em que a espécie se encontra
dentro de uma comunidade florestal. A partir desta análise, é possível constatar a
importância da espécie, em cada estrato.
 Não existe um método confiável para estratificação de florestas tropicais

Você também pode gostar