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Termodinâmica
Tema 04 – Ciclos Termodinâmicos
Bloco 1

Maikon Bressani
Ciclos Termodinâmicos

Ciclos de Potência
Ciclos Termodinâmicos
Ciclos de Refrigeração

Segundo a fase do fluido Ciclos a gás


de trabalho
Ciclos a vapor
Ciclos Termodinâmicos

Ciclos fechados
Segundo o tipo de sistema
Ciclos abertos

De combustão interna
Máquinas térmicas
De combustão externa
Ciclos de potência a vapor

• Utilizados para converter calor em trabalho.


• Fazem uso de fluidos capazes de mudar
de fase (líquido-vapor) nas faixas de
temperatura requeridas. Ex.: água.
• Ciclo de Carnot: não é um modelo
adequado para os ciclos de potência a
vapor reais, pois ele não pode ser
aproximado na prática.
Ciclos de potência a vapor

• Ciclo de Rankine: ciclo termodinâmico que


mais representa o processo de geração de
energia a partir do vapor d´agua.
Ciclos de potência a vapor

• Principais elementos:
§ Gerador de vapor;
§ Turbina;
§ Condensador;
§ Bomba.
Ciclo de Rankine ideal

o Estabelece um limite superior para o


desempenho de um ciclo de Rankine real.
Ciclo de Rankine ideal

1-2: Compressão
isentrópica na bomba;
2-3: Adição de calor à
pressão constante na
caldeira;
3-4: Expansão isentrópica
na turbina;
Fonte: Çengel (2007,p.447).
4-1: Rejeição de calor à
pressão constante no
condensador.
Ciclo de Rankine

O uso de um super-aquecedor na saída da


caldeira apresenta as seguintes vantagens:
• Terá sempre uma eficiência térmica
superior;
• Reduz e/ou evita a presença de umidade
na saída da turbina. As gotículas de
líquido causam erosão na turbina;
Ciclo de Rankine

• Para uma mesma potencia líquida, o


ciclo com super-aquecedor irá
requerer uma vazão mássica menor
do fluido de trabalho.
Ciclo de Rankine

Rendimento do ciclo de Rankine tende a


aumentar com:
• Aumento da temperatura média do
vapor;
• Diminuição da temperatura, na qual o
calor é rejeitado;
• Aumento da pressão na caldeira;
• Redução da pressão no condensador.
Ciclo de Rankine real

Fatores que afastam os ciclos reais dos ciclos


ideias de Rankine:
• Transferência de calor pelas superfícies
externas dos componentes do ciclo;
• Perdas de pressão na caldeira,
condensador e conexões, devido ao atrito;
Ciclo de Rankine real

• Subresfriamento do líquido de trabalho na


entrada da caldeira;
• Processo de expansão na turbina;
• Processo de compressão na bomba.
Reaquecimento

• Modificação no ciclo básico de Rankine que


visa reduzir a umidade na saída da turbina.
• Vapor se expande parcialmente num
primeiro estágio da turbina, é reaquecido,
expandindo-se novamente em um segundo
estágio até a pressão do condensador.
• Aumenta o título da mistura na saída
na turbina.
Ciclos de potência a
vapor regenerativos
• Método para aumentar o rendimento
térmico das plantas de potência a vapor.
• Aquecimento da água de alimentação.
• Utilizam vapor que sai do primeiro
estágio da turbina para aquecer a água
de alimentação da caldeira.
• Existem aquecedores abertos (mistura
dos fluxos) ou fechados (trocador de
calor casco-tubo).
Cogeração

• Geração conjunta de energia elétrica


(ou mecânica) e de calor.
• Permitem um melhor aproveitamento da
disponibilidade energética da fonte primária.
• Muito utilizado na indústria papeleira, por
apresentar uma grande necessidade de
ambas formas de energia.
• Utiliza o vapor extraído da turbina para
algum processo indústria que o requeira.
Ciclos de potência a gás

• Utilizados para combustíveis gasosos


como o gás natural.
• Expansão direta dos gases de combustão
em uma turbina ou em um conjunto
cilindro-êmbolo.
• Exemplo de ciclos motores a gás:
§ Ciclo Brayton;
§ Ciclo Otto;
§ Ciclo Diesel.
Turbinas a gás

• Dispositivo mecânico que engloba um


compressor, uma câmara de
combustão e uma turbina.
• Ar comprimido é introduzido continuamente
na câmara de combustão, onde é misturado
ao combustível. A combustão da mistura
gera produtos com elevada entalpia. Estes
produtos expandem-se através da turbina e
por fim são descarregados na atmosfera.
Turbinas a gás

• Plantas de potência a gás são em geral


mais leves e compactas que as plantas
a vapor.
• Utilizadas em grande escala em
veículos de transporte.
Ciclo Brayton

• Ciclo de ar frio.
• Aplicações:
§ Modelos de turbojatos;
§ Geração de potência elétrica: o uso de
turbinas a gás é muito eficiente;
§ Engenharia naval (grandes embarcações).
Ciclo Brayton

• Rendimento do ciclo Brayton reversível:


1
η = 1− k −1
⎛ p2 ⎞ k
⎜ p1 ⎟
⎝ ⎠
Sendo:
p2 e p1 as pressões na entrada e saída
do compressor; k = c p 0 cv 0
Ciclo Brayton

• Efeito das irreversibilidades:


§ Potência diminui na turbina;
§ Potência aumenta no compressor.
• Turbinas a gás regenerativas:
§ Aproveitam a energia dos gases de
combustão antes de descartá-los
para pré-aquecer o ar na saída
do compressor.
Ciclo Brayton

• Turbinas a gás com reaquecimento:


§ Reaquece os gases de combustão após
passarem por um estágio da turbina;
§ Produz um trabalho líquido maior que o
obtido sem reaquecimento;
Ciclo Brayton

§ Não aumenta, necessariamente, o


rendimento térmico, pois calor deve
ser gasto para reaquecer os gases;
§ Aumenta o potencial do uso
da regeneração.
Ciclo Brayton

• Compressão com resfriamento


intermediário (intercooling)
§ Redução do trabalho de compressão
aumenta o trabalho líquido de uma
turbina a gás;
§ Pode ser obtido utilizando
compressão com múltiplos estágios
e resfriamento entre eles;
Ciclo Brayton

§ Trocadores de calor entre os estágios


do compressor são chamados de
intercoolers;
§ Reduz a temperatura de saída do
compressor;
§ Aumenta o rendimento térmico
quando utilizado em conjunto com
um regenerador.
Termodinâmica
Tema 04 – Ciclos Termodinâmicos
Bloco 2

Maikon Bressani
Motores de combustão interna

• Combustível é queimado dentro do


próprio motor.
• Mais complexos de analisar
termodinamicamente.
• Ciclo OTTO
§ Ciclo termodinâmico de quatro fases;
§ Motor Otto é encontrado na maioria
dos automóveis.
Motores de combustão interna

• Ciclo OTTO
§ Admissão;
§ Compressão;
§ Ignição;
§ Descarga.
Motores de combustão interna

Fonte: Çengel (2007, p.401).


Motores de combustão interna

• Rendimento térmico do ciclo OTTO


1
η = 1− k −1
⎛ v1 ⎞
⎜ ⎟
⎝ v2 ⎠
• Rendimento aumenta com o aumento
da compressão.
• Compressão muito alta pode provocar
autoignição do combustível.
Motores de combustão interna

Fatores que afastam o ciclo Otto real


do ideal:
• Calores específicos aumentam com o
aumento da temperatura;
• Trabalho é gasto nos processos de
alimentação e descarga;
• Transferência de calor entre os gases de
combustão e as paredes do cilindro;
• Processos reais altamente irreversíveis.
Motores de combustão interna

O motor Diesel:
• Diferencia-se do motor Otto pela natureza
do combustível utilizado;
• Diesel possibilita que a temperatura, ao
final da compressão, seja suficientemente
alta para que haja combustão espontânea;
• Trabalham com razões de compressão
maiores que os motores Otto.
Ciclos de refrigeração

• Caracterizam-se pela transferência de calor


de um reservatório a baixa temperatura
para outro a temperatura mais elevada.
• Aplicações:
§ Conservação de alimentos;
§ Condicionamento térmico de ambientes.
Ciclos de refrigeração

• Ciclos:
§ Ciclo por compressão de vapor;
§ Ciclo de absorção.
Ciclo de refrigeração por
compressão do vapor
• Ciclo mais usado nos dias de hoje.
• Componentes básicos:
§ Evaporador;
§ Compressor;
§ Condensador;
§ Válvula de expansão.
• Fluido de trabalho: refrigerante.
Ciclo de refrigeração por
compressão do vapor
• Mistura líquido-vapor, a
baixa temperatura,
ingressa no evaporador.
• Calor é transferido
espontaneamente do
meio frio ao fluido
refrigerante.
Fonte: Çengel (2007, p.493).
Ciclo de refrigeração por
compressão do vapor
• Vapor saturado ou levemente
superaquecido sai do evaporador e é
comprimido no compressor que aumenta
a pressão e a temperatura do fluido.
Ciclo de refrigeração por
compressão do vapor
• Calor é rejeitado
espontaneamente
no condensador,
do fluido para o
meio quente.
Fonte: Çengel (2007, p.493).
Ciclo de refrigeração por
compressão do vapor
• Na saída do condensador o fluido se
apresenta como líquido saturado, ou
levemente subresfriado, a alta pressão.
Ciclo de refrigeração por
compressão do vapor
• O refrigerante tem sua
temperatura reduzida
por meio da diminuição
de sua pressão na
válvula de expansão.
Fonte: Çengel (2007, p.493).
Refrigeração por absorção

• Não utiliza compressor entre o


evaporador e o condensador.
• Utiliza uma solução líquida, como a água
(absorvente) e amônia (refrigerante).
• Solução é bombeada ao invés de
comprimida, o que consome menos
trabalho.
Refrigeração por absorção

• Calor é utilizado para separar o


refrigerante e o absorvedor.
• Muito utilizado em indústrias que tenham
grande disponibilidade de calor residual.
Refrigeração por absorção

• O sistema de absorção absorve vapor de


baixa pressão em um líquido absorvente
apropriado. Incorporado no processo de
absorção há a conversão de vapor em
líquido (processo similar ao de
condensação), onde calor precisa ser
rejeitado. O próximo passo é elevar a
pressão do líquido com uma bomba, e o
passo final é liberar o vapor do líquido
absorvente por adição de calor.
Fluidos refrigerantes

• CFCs (clorofluorcarbonos): R-11 e R-12.


Muito utilizados no passado, porém,
por causarem dano a camada de ozônio,
foram proibidos.
• R-134a (tetrafluoretano);
• Amônia: muito utilizada nos ciclos de
refrigeração por absorção.
Fluidos refrigerantes

Fatores relevantes na escolha do refrigerante:


• Pressão e temperatura de evaporação e
condensação adequadas;
• Estabilidade química;
• Toxicidade;
• Potencial de corrosão;
• Custo.

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