Você está na página 1de 12

FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DO PORTO

RÉGINE PERNOUD

O MITO DA IDADE MÉDIA

Trabalho de Literatura Portuguesa Medieval


Elaborado por Margarida Isabel
Fernandes Gil Pires

Porto, 22 de Novembro de 2007

12
INTRODUÇÃO

O presente trabalho terá como objectivo fazer uma apresentação


analítica da obra de Régine Pernoud , “O Mito da Idade Média”,(edições
Europa-América,), com o título original “Pour en finir avec la Moyen
Âge” (Seuil, 1977). Título engenhosamente escolhido já que o fito da
autora com esta obra é precisamente esse: acabar com a Idade Média.
Mas acabar com Idade Média em termos de conceito estereotipado que
a sociedade actual dela faz, entenda-se. Mme. Pernoud fala-nos então,
dos erros cometidos em relação a esse período tão rico da história.
Com um livro de estilo panfletário, Régine Pernoud apresenta-nos a
Idade Média sob um prisma diferente, recorrendo a comparações com
outras épocas, nomeadamente o Renascimento e mesmo a era
moderna, e a exemplos, tanto de factos como daquilo que é o “senso
comum” de hoje em dia em relação a esse mil anos da nossa história.
Utilizando uma divisão por capítulos temática, a historiadora fala-nos
sobre vários assuntos desde as letras às relações feudais e terminando
com uma apresentação da sua ideia de História e de como esta deveria
ser ensinada. Tudo isto pautado por uma brilhante ironia, notória na
própria escolha dos títulos dos capítulos.

1
BREVE APRESENTAÇÃO DA AUTORA

Régine Pernoud foi uma figura de relevo no


plano dos estudos medievais. Nascida em 17 de
Junho de 1909 em Château-Chinon, faleceu em
22 de Abril de 1998 aos 88 anos de idade.
Licenciou-se em letras pela Universidade de
Aix-en-Provence em 1929, doutorando-se em
seguida. Foi curadora do museu de Reims em
1947, do museu de História da França, em 1949,
do Centro Jeanne D’Arc de Orleães, fundado por
ela em 1974. Mas foi o cargo de curadora nos
Arquivos Nacionais que mais influenciou as suas obras por ser uma
excelente fonte de dados para os seus estudos.
Especialista em estudos sobre Joana D’Arc e sobre a Idade Média,
Régine Pernoud interessou-se pela análise da condição feminina na
época em questão, tendo publicado várias obras relativas ao tema.
A historiadora recebeu o “Grand Prix de la Ville de Paris” em 1978 e
foi recompensada pela Academia Francesa pelo conjunto da sua obra.

Entre as suas obras contam-se:


• Lumère du Moyen Age, Grasset, 1944
• Jeanne D’Arc par elle-même et par ses témoins, Seuil, 1962
• L’Histoire racontée à mes neveux, Stock, 1969
• La Femme au temps des cathédrales, Stock, 1980
• Villa Paris: souvenirs, Stock, 1992
• Histoire et Lumière, Éd. du Cerf, 199
• Visages des Femmes au Moyen Âge, Zodiaque, 1998

2
O MITO DA IDADE MÉDIA

Régine Pernoud principia a sua obra explanando o seu objectivo no


capítulo I e expondo alguns dos conceitos errados que se
estabeleceram na mentalidade das pessoas ao longo dos séculos.
A Idade Média é para a grande maioria das pessoas “época de
ignorância, de embrutecimento, de subdesenvolvimento
generalizado…”1Neste capítulo podemos ver já o método de Régine
Pernoud. A recorrência a exemplos e a contra exemplos. Refere vários
monumentos franceses, tais como a catedral de Notre Dame, como
exemplos das grandes construções medievais.
No capítulo II, ao qual dá o título de “Desajeitados e inábeis”, a autora
começa por nos falar do Renascimento, termo utilizado por Vasari no
século XVI pela primeira vez. Contrapõe aspectos renascentistas com
aspectos medievais, dando uma visão mais “clara” da Idade das Trevas
e uma visão mais “negra” da Idade das Luzes. Isto sem um certo
exagero tendencioso.
Entre a Antiguidade Clássica e o Renascimento teria havido um
período intermédio em que nada se passou, assim era entendida a Idade
Média. Contudo, nesta era já os autores gregos e latinos, objecto de
imitação do Renascimento, eram conhecidos. Ou seja, se os medievais
não tivessem conservado os textos antigos, nunca teria havido um
Renascimento. Mas o que para a Idade Média era apenas um legado dos
antigos, para os Humanistas do séc. XVI eram modelos a imitar. É na
imitação que essa época se baseia, daí a sua grande diferença da época
anterior.
Ora, esta visão “não admitia outro esquema, outro critério, senão a
antiguidade clássica”2, “ tudo o que não estava conforme a plástica

1
Pernoud, Régine, O Mito da Idade Média , pag.13
2
Idem, ibidem, pag. 21

3
grega ou latina era impiedosamente rejeitado”3. Houve, assim, um surto
de destruição dos legados medievais, que não foi totalmente levada a
cabo. Para os medievais, a arte era invenção, não imitação. O termo
“trovador” significa o “encontrador”, ou por outra, o “inventor”. A
própria arquitectura é vista sob o ponto de vista funcional. Os ornatos
servem variados propósitos além do simples ornar. Existe também
nesta época uma forte ligação da arte ao sagrado. Muitas das pinturas e
iluminuras medievais representam vidas de santos, quadros da Bíblia e,
sobretudo, quadros apocalípticos, sendo a sociedade da época marcada
por um profundo medo da morte e do inferno.
Das artes passamos às letras, às quais é dedicado o capítulo III.
Também na Idade Média se buscava inspiração na Antiguidade. Foi na
Alta Idade Média que se expandiu o livro em codex, forma nossa tão
bem conhecida. Igualmente nesta época houve uma grande expansão
das composições musicais. Aliás, as trovas estavam intimamente
ligadas à música, como é óbvio, já que foram feitas para serem
cantadas, não lidas, “ embora nem toda a gente aprendesse a ler, toda a
gente aprendia a cantar”4.
Sendo Régine Pernoud francesa, é mais que lógico mencionar nas
suas obras o império de Carlos Magno. Com este imperador houve uma
estabilização do Ocidente, o que proporcionou um novo gosto pelas
letras. Surgiu então a epopeia francesa. O que proporcionou o
aparecimento, no século XI, da “ Chanson de Roland”, espalhada
oralmente pelos jograis. Em relação a esta literatura oral, Régine
Pernoud afirma que os historiadores literários cometeram um erro de
análise que foi associarem ao período feudal a preocupação das origens
e dos modelos que só se fez sentir na época clássica.
E mais importante do que isto é a poesia cortês, que é talvez a forma
de literatura medieval com a qual estamos mais familiarizados. Nesta
forma de poesia via-se a mulher como um ser todo-poderoso a quem o
trovador servia. O trovador procurava conseguir o favor da sua
“senhor”. Mas esta relação era toda ela pautada por rígidas regras de

3
Idem, ibidem, pag. 21

4
comportamento, como a fidelidade e a “mezura” ou comedimento. É,
igualmente, nesta época que nascem os romances de cavalaria e as
histórias fantásticas.
Passamos então a uma análise do feudalismo. Aqui Pernoud tem,
talvez, uma visão um pouco radical. Não se considera o feudalismo
como um regime com poder centralizado. A ordem estatal da
actualidade é mais centralizada. O feudalismo surgiu após a queda do
Império Romano do Ocidente. Há uma exteriorização dos poderes locais
e o feudo forma-se a partir da reunião de um grupo de companheiros à
volta de um chefe. As trocas tinham-se tornado difíceis; o sustento
vinha da terra; as pessoas sentiam-se inseguras. Então, um cultivador
mais pequeno procurava a ajuda de um senhor poderoso, que lhe
garantia protecção. Criaram-se assim as relações entre senhores e
servos, baseadas na fidelidade através do juramento. Ainda hoje se
podem encontrar relações deste tipo na sociedade, sobretudo em zonas
mais desprotegidas onde as máfias locais controlam as populações.
Com o seu cunho radical, Régine Pernoud afirma que na Idade Média
não houve escravatura, esta acabou no século IV.
O servo da Idade Média não era um escravo, pois consideravam-no
como um homem e não como uma coisa. Ele era uma pessoa de pleno
direito. O senhor não tinha direito de vida ou morte sobre o servo,
contudo tinha deveres a cumprir. Não podia abandonar os domínios do
senhor e tinha de cuidar da terra, cultivá-la, mas, podia constituir
família, ao contrário do escravo. Também a sua terra e os seus bens
passavam para os seus filhos. É esta diferença entre servidão e
escravatura que marca o desaparecimento do direito romano. Régine
Pernoud apresenta a propósito deste assunto um exemplo caricato do
que se pensa dos servos da Idade Média, que consiste em se considerar
que o servo “passava o melhor do seu tempo a bater os lagos para fazer
calar as rãs que impediam o seu senhor de dormir”5. No entanto, como a
sociedade medieval era fortemente hierarquizada, um homem livre,

4
Idem, ibidem, pag. 56
5
Idem, ibidem, pag. 79

5
principalmente nobre, que casasse com uma serva, descia na
hierarquia.
Para Régine Pernoud só houve verdadeiramente exploração do
camponês no século XVIII, quando os burgueses compraram as terras
pertencentes anteriormente a senhores feudais. Estes procuraram os
antigos direitos que pesavam sobre as propriedades, muitos dos quais
já estavam em desuso. Cobravam, assim, impostos aos camponeses
que não tinham maneira de provar que já tinham sido resgatados dessa
obrigação pelos antigos senhores. Pernoud contraria mesmo Marx, que
afirma que foi a burguesia que acabou com o feudalismo, já que entre o
fim deste e a Revolução francesa decorre um longo período.
A autora consegue suavizar as causas das várias guerras que se
verificavam à época. As pessoas regulavam-se por costumes e laços
pessoais. Quando esses laços eram quebrados recorria-se à disputa
armada para vingar a ofensa.
No capítulo IV, trata-se dos castelos e do rei. Os castelos surgiram
como órgãos de defesa e refúgio da população rural, que, aliás, era a
maioria da população. Era na “cour” (pátio) que as pessoas se reuniam,
derivando daí o termo “cortês”, que associamos àquele código de honra
e maneiras que existia na época e que aí nasceu. Foi nos castelos que
se começou a difundir a cultura, muito ligada à terra, e a civilização,
para a qual também contribuíram os mosteiros como centros de ensino.
Passemos a falar do rei. Régine Pernoud estabelece a diferença entre
realeza medieval e monarquia clássica. O rei feudal é apenas um senhor
entre senhores. Administra o seu feudo pessoal e defende-o. É como
que um árbitro nos conflitos. Os outros senhores devem prestar auxílio
militar ao rei. Porém, o seu poder económico e militar não é maior que o
dos restantes. Não pode ditar leis gerais, nem receber impostos do
reino inteiro, nem formar um exército. É aqui que reside a diferença
entre rei feudal e monarca. Este último passa a possuir todos aqueles
poderes aquando da recuperação do direito romano no Renascimento.
O retorno ao direito romano trouxe variadíssimas alterações à
sociedade. A mulher foi, segundo Pernoud, uma das mais afectadas.

6
As mulheres vêem, então a sua liberdade reduzida, pois, o direito
romano assenta na pessoa do “pater familias”. Este tem direito de vida
e morte sobre a mulher e os filhos. Passaram a ser propriedade dos pais
e, depois de casadas, dos maridos. A idade de maioridade aumenta para
os vinte e cinco anos e paralelamente aumenta o tempo de influência
dos pais sobre os filhos. Na época medieval isto não sucedia. O pai era
um administrador, não um proprietário absoluto. A tarefa de protecção,
educação dos filhos e administração dos bens era desempenhada
conjuntamente por pai e mãe. Mais, se o casal não tivesse herdeiros
directos os bens do pai e os bens da mãe iam para o flanco da família
respectivo. Bens do pai, lado paterno; bens da mãe, lado materno. Com
o Código de Napoleão a situação muda radicalmente. A mulher não
passa de uma subalterna sem direito de opinião sobre os assuntos da
casa, nem sobre os filhos.
Apresentam-se ainda os casamentos arranjados a partir do berço dos
tempos feudais como argumento a favor da falta de liberdade da mulher
da época. Mas, na realidade, tanto a noiva como o noivo são afectados.
A favor da liberdade e poder das mulheres nos tempos feudais, a autora
apresenta-nos diversos casos. As mulheres que tinham poder
pertenciam sobretudo à Igreja. Muitas abadessas eram verdadeiros
senhores feudais. Tinham total controlo sobre o seu território. E mais,
por pertencerem à Igreja eram (das raras) mulheres instruídas. Todas
aquelas que queriam desenvolver os seus conhecimentos optavam por
uma vida eclesiástica. A enciclopédia mais conhecida do século XII foi
escrita por Herrade de Landsberg. Porém, no século XIII, o Papa
Bonifácio VIII decreta total clausura para as monjas. A par disto, as
universidades eram apenas para homens. A mulher foi então, a pouco e
pouco, excluída da vida eclesiástica e intelectual.
Além das abadessas, havia várias mulheres que tinham uma
profissão. Registos do século XIII mostram mulheres professoras,
médicas, boticárias, tintureiras. Muitas mulheres casadas abriam um
negócio sem ter de “prestar contas” ao marido. Além disso, as
mulheres tinham direito de voto nas comunas.

7
No plano da realeza, a coroação da rainha teve tanta importância
como a do rei até por altura do século XIV, em que as necessidades
militares ultrapassaram todas as outras, sendo então preferido o rei
como chefe de guerra.
Segue-se o tema da Inquisição e da caça às bruxas. Neste ponto,
Régine Pernoud volta a atacar o século XVI. Diz que este foi aquele em
que os processos de feitiçaria cresceram, e foi o século - tido como
século da razão – que julgou Galileu. A historiadora consegue mesmo
atenuar a gravidade da Inquisição na Idade Média afirmando que “foi a
reacção de defesa duma sociedade para a qual, com razão ou sem ela, a
preservação da fé parecia tão importante como nos nossos dias a saúde
física”6, mas “ isto não impede que a instituição da Inquisição seja para
nós o traço mais chocante de toda a história da Idade Média”7.
Os cátaros foram os maiores alvos desta instituição, bem como os
heréticos em geral. No entanto, até ao século XIII, não sentiam
necessidade de se esconderem, pregavam em pleno dia. A Inquisição
funcionou como uma justiça regular, evitando, assim, que os populares
fizessem justiça “pelas próprias mãos”. Porém, os castigos infligidos
eram horrendos. A tortura foi oficializada nesta altura.
Foi no século XIII que começou a surgir uma certa confusão entre o
poder temporal, do rei, e o espiritual, do papa. A Inquisição do século
XVI estava nas mãos dos reis, o que levou ao aumento do número de
vítimas. Procuravam-se heréticos dentro da própria igreja. Na realidade,
nos séculos XII e XIII os papas viveram cento e vinte e dois anos fora de
Roma. Para aumentar a confusão entre poderes, o papa Bonifácio VIII
tinha tanto poder como Filipe, o Belo e a Concordata de Bolonha de
1516 iria atribuir ao rei o direito de nomear os bispos e os abades.
Régine Pernoud insere aqui um exemplo de uma amiga que dizia que
na era actual “finalmente a igreja tinha entendido que servir o próximo é
servir a Deus”8. A isto diz, ironicamente, Régine Pernoud :” perguntei-
lhe como podia um espírito simples como o meu compreender as

6
Idem, ibidem, pag.108
7
Idem, ibidem, pag.109
8
Idem, ibidem, pag.124

8
razões que tinham levado os cristãos da Idade Média a chamar ‘Palácio
de Deus’ ou ‘Casa de Deus’ não às igrejas, mas aos sítios onde se
acolhiam e tratavam gratuitamente os pobres, os doentes, os
miseráveis.”9
A obra termina com uma análise da história, de como ela é e deveria
ser vista e ensinada. Pernoud dá-nos a ver melhor nos dois últimos
capítulos a sua metodologia. Faz também uma crítica ao modo como a
história é manipulada.
Para Régine Pernoud, a história deixa de existir se não for a busca da
verdade. Para a encontrar, deve-se recorrer a fontes. Mas para Pernoud
essas fontes não poderão ser obras literárias, ou seja, obras de ficção,
pois, segundo ela, essas obras não representam os factos autênticos.
São mais espelho de mentalidades do que de realidades. Adoptar as
figuras dos romances de cavalaria como figuras reais seria o mesmo
que pensar que as personagens de um romance naturalista do século
XIX teriam existido. Muitos dos erros que existem acerca da Idade Média
provém do facto de não se consultarem as devidas fontes.
É neste ponto que Regine Pernoud chega ao seu objectivo de acabar
com a Idade Média. Para começar, ela considera o próprio termo “Idade
Média” extremamente redutor para designar um período de mil anos. É
quase como se se dissesse que durante esse tempo nada se passou,
era apenas um período mediano. Pernoud propõe, então, outra divisão
desse período com nomenclaturas diferenciadas. Principiar-se-ia por
um período franco que englobaria os trezentos anos que vão desde a
queda do Império Romano até meados do século VIII. Seguir-se-ia o
período imperial e depois, desde meados do século X até ao fim do XIII,
a Idade feudal. Por fim, deveria chamar-se “Idade Média” aos dois
últimos séculos, pois esses são, efectivamente, uma transição entre o
feudalismo e a monarquia. É a época de fomes, guerras e epidemias que
se associa a todos esses mil anos, (deve-se ter em conta que esta obra
está orientada para a realidade francesa). Aquilo que levou às grandes
mudanças que se deram entre a Idade Média e a época que se lhe

9
Idem, ibidem, pag. 124

9
seguiu foram as alterações climáticas do século XIV, como as secas que
provocaram fomes e pestes. A invenção e divulgação do relógio
mecânico no mesmo século, (o tempo, até esta altura, era medido,
apenas, pelas estações do ano, pelas épocas das colheitas e pelas
datas religiosas) levou, também, a alterações de mentalidade e de forma
de levar a vida.
Finalmente, Régine Pernoud propõe um ensino da história baseado
em unidades estruturadas e coerentes, não uma história leccionada por
partes entre as quais não se percebem muito bem as ligações. Propõe,
também, um ensino baseado no estudo da documentação adequada. e
adaptado à idade do aprendiz: crianças pequenas não têm a mesma
capacidade cognitiva que um adulto. Esta capacidade vai evoluindo.
Devia-se, então adoptar métodos inovadores de ensino. Há uma defesa
da história como modeladora de mentalidades. Ao conhecer-se os erros
do passado, pode evitar-se fazê-los no presente. “ A história não
fornece solução”10 mas permite a progressão do ser humano enquanto
pessoa ao conhecer os seus antepassados.

10
Idem, ibidem, pag.158

10
CONCLUSÃO

Régine Pernoud foi uma grande defensora da utilidade da história.


Produziu uma vasta obra, que contribuiu para o enriquecimento desta.
É o caso desta obra. Focada na época medieval (área privilegiada por
esta autora), forneceu-nos uma visão mais alargada deste período. Um
tanto ou quanto exagerada, é certo, devido ao modo demasiadamente
luminoso como expõe esta época, parecendo que tudo o que nela se
passou foi bom. Mas que nos permite afastarmo-nos daquelas ideias
feitas e preconceitos que sempre tivemos e olhar para esse período
com renovada simpatia.
Embora não concordemos com tudo que é apresentado, a obra
proporciona-nos a reflexão.

11