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RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA

– RCC/BRASIL –
MINISTÉRIO DE PREGAÇÃO

MÓDULO QUERIGMÁTICO

APROFUNDAMENTO DE DONS

ROTEIROS PARA PREGAÇÕES

ORGANIZAÇÃO
Tarcísio Augusto Reis da Silva1, NSDN
Comunidade de Aliança e Vida Nossa Senhora Desatadora de Nós

1
Diocese de Bragança - Pá
1º TEMA
O ESPÍRITO SANTO – PESSOA DOM

I – INTRODUÇÃO

− Pedir Oração

1 – Apresentação do Pregador

2 – Motivação

3 – Apresentação da Pregação
a) Tema: O Espírito Santo – Pessoa Dom
b) Itens:
b.1) A Salvação
b.2) A Operacionalização da Salvação – Obra do Espírito Santo
b.3) Justificação e Graça
b.4) O Espírito Santo é dom
b.5) Os Dons do Espírito Santo
b.6) Utilidade dos Dons

II – DESENVOLVIMENTO

1 -A SALVAÇÃO

a) Fundamentação

- Gl 4,4-7

= Na plenitude dos tempos Deus veio do homem para realizar a


obra da Redenção.

b) Prometido pelos profetas

- O Pai de Amor envia seu filho Unigênito – “o verbo” – ao mundo


para nos salvar (redimir, resgatar, perdoar, libertar).

- Através de sua morte e ressurreição o homem tem acesso ao céu


pela qual estava completamente rompido e a criação estava
desfigurada pelo pecado.

- Assim todo aquele que crer (aderir, amar, submeter-se, seguir) no


Filho Único de Deus – Jesus Cristo – não perecerá, mas terá a
vida eterna - cf. Jo 3,16.

2 – A OPERACIONALIZAÇÃO DA SALVAÇÃO – OBRA DO ESPÍRITO


SANTO

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a) A Obra da Salvação

- Conquistada por Jesus só se torna vital, visível e palpável ao


homem pela ação do Espírito Santo.

b) A ação do Espírito Santo em nós:

- Transforma o coração de pedra em coração de carne. Ez 36,26;


- Faz brotar no deserto um vergel. Is 32,15;
- Restaura os sonhos e amplia a visão. Jl 3,1-2;
- Ensina e recorda todas as coisas. Jo 14,26;
- Convence a respeito do pecado, da justiça e do juízo. Jo 16,7-8;
- Nos dá força para sermos testemunhas. At 1,8;
- Aquele que dá vida. Rm 8,11;
- Aquele que intercede por nós. Rm 8,26-27;
- Aquele que revela. 1 Cor 2,10-12.

3 – JUSTIFICAÇÃO E GRAÇA

a) Justificação:

- A graça do Espírito Santo que nos é dada tem o poder de nos


justificar.

= Purificar-nos de nossos pecados e comunicar-nos a justiça de


Deus pela fé em Jesus Cristo e pelo batismo. Catec. n. 1987.

= Participamos da Paixão de Cristo, morrendo para o pecado e


da ressurreição nascendo para uma vida nova: Catec. n. 1988.

= “A graça é antes de tudo e, principalmente, o dom do Espírito


que nos justifica e nos santifica” Catec. n. 2003.
b) Graça:

- Graça é favor, socorro gratuito que Deus nos dá para


respondermos a seu convite. Catec. n.1996.

= É participação na vida divina;

= Nos introduz na intimidade da vida trinitária. Catec. n. 1997.

= A graça é infundida pelo Espírito Santo em nossa alma, para


curá-la do pecado e santificá-la.

= Chamamos de Graça santificante ou deificante e é recebida


através do Sacramento do Batismo. Catec. n. 1999.

35
c) O que vem ser graça santificante:

- Catec. n. 2000 “A graça santificante é um dom habitual,


uma disposição estável e sobrenatural para aperfeiçoar a
própria alma e a tornar capaz de viver com Deus, agir por
seu amor”.

d) Os Dons do Espírito Santo

- Pela graça do Espírito Santo recebemos os sete dons.

= Sabedoria, entendimento (Inteligência), prudência (Conselho),


coragem (fortaleza), ciência, temor de Deus e piedade. Is 11,1-
4a.

= São chamados de dons infusos, hierárquicos ou simplesmente


dons de santificação.

- “Mas a graça compreende igualmente os dons que o


Espírito nos concede para nos associar à sua obra,
para nos tornar capazes de colaborar com a
salvação dos outros e com o crescimento do corpo
de Cristo, a Igreja”. Catec. n. 2003.

- Os dons de santificação e os carismas estão ordenados à graça


santificante.

4 – O ESPÍRITO SANTO É DOM

a) O Espírito Santo (Pessoa Dom) dado pelo Pai e pelo Filho. Jo 16,7.

b) Dom que nos vem pela oração: Lc 11,13.

c) Consubstancial ao Pai e ao Filho

- É inseparável das duas outras pessoas da Santíssima Trindade.


CIC 689.

- Terceira pessoa da SS. Trindade.


- Possui os mesmos atributos que o Pai e o Filho.

= São eternos, onipotente, onisciência e onipresente.

d) No credo niceno-constantinopolitano:

- “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e


procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é
adorado e glorificado”.

35
= Sendo uma Pessoa:
- ensina (Lc 12,12);
- fala (Atos 10,19);
- conduz (Jo 16,13);
- sela (Ef 1,13);
- convida (Ap 22,17);
- testifica (1 Jo 5,7s).
- O Espírito Santo age e faz, realiza tudo como uma pessoa;
- Pode ser "entristecido" (Ef 4,30);
- "resistido" (At 7,51), sendo a blasfêmia contra Ele o mais
grave pecado (Mc 12,31).
- Pode ser extinguido ( 1Ts 5,19)

5 – OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

a) Dons naturais:

= considerados os talentos que o Senhor nos dá para nossos a fazeres


do dia a dia, como: cozinhar, costurar, dirigir, ler, escrever, orar...

b) Dons infusos ou de santificação/Messiânicos:

= Recebemos em decorrência de nossa filiação divina no dia do nosso


Batismo.

= Is 11,1-2 - CIÊNCIA, SABEDORIA, INTELIGÊNCIA, FORTALEZA,


CONSELHO, PIEDADE, TEMOR DE DEUS);

= São para nossa santificação. CIC 1830/1831

c) Dons hierárquicos:

= Relativos à condução da Igreja (INFALIBILIDADE DO PAPA, ABSOLVER


OS PECADOS, TRANSUBSTANCIAÇÃO...);

d) Dons carismáticos ou efusos:

= São ferramentas de construção e edificação da Igreja, são dados a nós


para servimos o irmão.

= São eles: LÍNGUAS, INTERPRETAÇÃO, PROFECIA, PALAVRA DE


CIÊNCIA, PALAVRA DE SABEDORIA, DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS,
FÉ, CURA E MILAGRES. I Cor 12,4-11; CIC 2003.

6 – UTILIDADE DOS DONS


a) Utilidade:

35
= CIC 1803/1832

- Para nossa santificação pessoal contamos com os dons infusos e


as virtudes ( Teologais e Cardeais).

- Para sermos instrumentos na construção da civilização do amor,


somos agraciados com ferramentas úteis chamadas de Dons
Carismáticos. CIC 2003.

b) A Experiência do Espírito Santo:

- “ No NT e na Igreja primitiva era tido como certo que o dom do


Espírito Santo não era mera doutrina, mas um acontecimento de
experiência...”2

- Doc. de Aparecida nº 150 “A partir de Pentecostes, a Igreja


experimenta de imediato fecundas irrupções do Espírito,
vitalidade divina que se expressa em diversos dons e
carismas (cf. 1 Cor 12,1-11) e variados ofícios que
edificam a Igreja e servem à evangelização (cf. 1 Cor
12,28-29). Através destes dons, a Igreja propaga o
ministério salvífico do Senhor até que Ele de novo se
manifeste no final dos tempos (cf. 1 Cor 1,6-7".

- Discurso do Santo Padre o Papa João Paulo II aos líderes da


Renovação no Espírito na Itália Roma, 4 de Abril de 1998. “Como
não dar graças pelos preciosos frutos espirituais que a
Renovação gerou na vida da Igreja e de tantas pessoas?
Quantos (...) puderam experimentar na própria vida o
maravilhoso poder do Espírito e dos seus dons! (...)”

- Bento XVI no domingo de Pentecostes de 2008 “ que nós


possamos redescobrir a beleza de sermos batizados no
Espírito Santo”3.

c) Frutos do BES:

= No livro Batismo no Espírito Santo, Comissão Doutrinal do ICCRS, Ed.


RCCBRASIL. 2012, pág. 18-21(Descreve os frutos dessa experiência).

2
Livro - Batismo no Espírito Santo, Comissão Doutrinal do ICCRS, Ed. RCCBRASIL. 2012 – pág.
69.
3
Livro - Batismo no Espírito Santo, Comissão Doutrinal do ICCRS, Ed. RCCBRASIL. 2012.

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- Conversão interior radical e transformação profunda da vida;
- Luz poderosa para compreender melhor o Mistério de Deus e seu
plano de salvação;
- Novo compromisso pessoal e comunitária;
- Amor ardente à Palavra de Deus na Escritura;
- Busca viva dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia;
- Amor verdadeiro e autentico à Igreja e às suas instituições;
- Descobrimento de uma verdadeira opção preferencial pelos
pobres;
- Entrega generosa o serviço dos irmãos na fé;
- Força Divina para dar testemunho de Jesus em todas as partes.

III – PERORAÇÃO4 (Conclusão):


- Precisamos acolher o Espírito Santo em nosso coração – Como Pessoa
e Dom da Trindade Santa.
- Convite à ação:
= Deixemos o Espírito Santo agir em nós.
- Oração Final (Oração com a Assembleia pedindo o Batismo no Espírito
Santo para que esta graça seja movimentada e liberada nos
corações).
- Dinâmica – pág. 17 (Aprofundamento de Dons, RCC/BRASIL)

Amém. Muito obrigado. Deus os abençoe.

Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva.


4

Oratória Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova, 2005).

35
2º TEMA
DONS DE SANTIFICAÇÃO OU INFUSOS

I – INTRODUÇÃO

− Pedir Oração

1 – Apresentação do Pregador

2 – Motivação

3 – Apresentação da Pregação
a) Tema: Dons de Santificação ou Infusos
b) Itens:
b.1) A Missão do Espírito Santo
b.2) A Santidade
b.3) Os Dons de Santificação Intelectuais
b.4) Os Dons de Santificação Afetivos

II – DESENVOLVIMENTO

1 – A MISSÃO DO ESPÍRITO SANTO

a) Fazer que tomemos posse da salvação que nos foi conquistada pelo
preço do Sangue e pela Ressurreição de Jesus.

b) Como se dá sua ação em nós:

- Nos santificando e transformando nosso coração e nossa


mentalidade,

- Convertendo, convencendo-nos acerca do pecado,

- Restaurando em nós a imagem e semelhança de Deus, que foram


desfiguradas pelo pecado.

c) Vocação do homem

- Operacionalizar e interiorizar a salvação em nós.

= “O homem tem, pois, uma vocação, a vida no Espírito”. Catec.


1699).

- Pelo pecado o Homem foi atingido no seu todo: Bio (Corpo),


Psíquico (Mente) e Espiritual.

= A Inteligência ficou obscurecida;

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= A Vontade foi enfraquecida;

= A Liberdade foi abalada (Escravos de vícios, mazelas, falsa


concepções de liberdade);

= O Emocional ficou desequilibrado (Carências, inconstâncias,


desamor, falta de perdão)

2 – A SANTIDADE

a) O que é:

- Ser santo é ser semelhante a Jesus, tê-lo como modelo de vida

= “Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus,


tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna ”. Rm
6,22.

- A santidade é uma exigência, Ele não exige nada de nós sem


antes nos dar as condições de o atendermos.

= “O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis, como num


templo (cf. I Cor 3,16; I Cor 6,19). Leva a Igreja ao conhecimento
da verdade total... Dota-a e dirige-a com diversos dons
hierárquicos..”. (Constituição Dogmática Lumem Gentium n. 4).

b) Fundamentação:

- A Igreja nos exorta que todos na Igreja, quer pertençam à


Hierarquia quer por ela sejam pastoreados, são chamados à
santidade.

= 1 Ts 4,3; Ef 1,4

= LG 39 e 41

= Carta Apostólica Novo Millenio Ineunte, nº 31

3 – OS DONS DE SANTIFICAÇÃO

a) Fundamentação Bíblica

- Os dons de Santificação são sete. Is 11.1-4a.

b) Para fins didáticos, dividimos os 7 dons de santificação:

- Em dons intelectuais

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= São aqueles que atuam predominantemente em nossa psique,
em nossa mente.

= São eles: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Ciência

- Os dons afetivos

= São aqueles que atingem nossos sentimento e emoções, isto é,


nosso coração.

São eles: Fortaleza, Temor de Deus, Piedade.

c) Dons Intelectuais:

- São dons intelectuais: sabedoria, Entendimento (Inteligência),


Prudência (Conselho) e ciência.

= Sabedoria:

- Dá-nos gosto espiritual pela coisas de Deus.

- Dá sabor espiritual para viver com o Senhor.

- Impulsiona-nos a fazer o que é bom: amar.

- Tira-nos do relativismo espiritual e leva-nos ao profundo e


maduro fervor para buscarmos o Senhor e as coisas do alto. Col
3,2

= Entendimento ou Inteligência:

- Dá-nos a graça de entender sem explicar.

- Faz-nos ver o que é divino sob a aparência do que é material.

= Ex: crer em Jesus na hóstia Consagrada.

- Leva-nos a acatar e acolher a vontade de Deus em nossa vida


como sendo o melhor para nós.

- Tira-nos da cegueira e dá-nos a visão espiritual.

- Pelo Dom de Entendimento, o Espírito Santo nos faze entender as


verdades divinas, sem que seja necessário um milagre para
produzir prova.

35
= Prudência ou Conselho:

- Dá-nos o equilíbrio para agir de acordo com a vontade de Deus.


Discerne, isto é, separa, divide o certo do errado.

- Leva-nos a viver sob a orientação do Espírito Santo.

- Tira-nos da inconseqüência de nossos atos e leva-nos à vigilância.

- Dá-nos saber o que convém dizer e/ou o que convém fazer nas
diversas circunstâncias da vida.

- O Dom do conselho nos faz caminhar com segurança, sem


tropeços ou timidez pelo caminho do Senhor.

- Falamos e/ou agimos com toda confiança, com a audácia dos


santos.

= Ciência ou Conhecimento:

- Leva-nos a reconhecer Deus como Criador de todas as coisas e a


valorizar a criação:

= Ex: São Francisco de Assis.

- Ficamos fascinamos apenas pelas coisas criadas.

= Voltamo-nos inteiramente para o criador,

= louvando-O juntamente com todas as criaturas, nós que somos


por excelência por sermos a imagem e semelhança de Deus.

- Afastamos os ídolos de nossa frente, reconhecendo Deus como


único Senhor de nossas vidas, o único digno de nossa profunda
adoração.

4 – DONS DE SANTIFICAÇÃO DE AFETIVOS

a) Podemos contar com os dons de Santificação (também chamados de


Infusos), que são pés de sustentação da nossa santidade.

= Vejamos:

- São dons afetivos de santificação: Fortaleza (Coragem), Temor de


Deus e Piedade.

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= Fortaleza ou Coragem

- Age sobre nossa vontade, ajudando à santidade.

- Dá-nos força sobrenatural para suportar e superar dificuldades,


problemas, tribulações, e se necessário, realizar atos
sobrenaturalmente heróicos.

= Por atos heróicos entendemos os grandes feitos, mas


igualmente aqueles do nosso dia a dia como perseverar na oração
diária por um filho viciado durante anos, por um marido
alcoólatra, tudo por amor a Deus e doação aos irmãos.

= Faz-nos perseverantes.

- O Dom da Fortaleza se opõe ao comodismo que impede de


caminhar para frente apesar dos obstáculos, da visão espiritual de
que Deus prepara a estrada.

= Temor de Deus

- É um termo designado, pois temos a falsa idéia de que se refere a


medo de Deus.

= É o reconhecimento do grande amor de Deus para conosco.

= É o respeito amoroso do filho para com o Pai.

- Leva-nos ao arrependimento e a busca do Sacramento da


Reconciliação com o firme propósito de emenda.

- Tira-nos da indiferença a Deus e leva-nos à coerência.

- O temor do Senhor expulsa o pecado.

= Piedade

- Produz em nós grande afeição filial para com Deus.

= Leva-nos a viver a fraternidade.

= Enxerga-nos todos como filhos do mesmo Pai.


= Leva-nos a respeitar e aceitar o próximo como ele é, com suas
qualidades e limitações.

= Principio da unidade.

35
= Conduz-nos a relacionamento autênticos e sólidos com os
irmãos.

= Dá-nos a graça de pagar o mal com o bem.


III – PERORAÇÃO5 (Conclusão):
- Pelo Sacramento do Batismo o Senhor infunde em nós os seus dons
em virtude de nossa santificação.
- Convite à ação:
= Deixemos florescer em nós os Dons de Santificação: Intelectuais e
Afetivos
- Oração Final (Pedir ao Senhor que libere seus dons em nós).

- Dinâmica – pág. 23 (Apost. Aprofundamento de Dons,


RCCBRASIL):Refletir em silêncio por alguns momentos sobre qual
ou quais destes dons mais estou precisando.

- Oração 3x3 pedindo que o Senhor aflore (desenterre) estes Dons de


Santificação em nosso corações para que possamos ser santos como
o Pai é santo.

Amém. Muito obrigado. Deus os abençoe.

3º TEMA
Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva.
5

Oratória Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova, 2005).

35
DONS DE INSPIRAÇÃO – 1ª PARTE
DOM DAS LÍNGUAS
I – INTRODUÇÃO

− Pedir Oração

1 – Apresentação do Pregador

2 – Motivação

3 – Apresentação da Pregação
a) Tema: Dons Carismáticos ou Efusos
b) Itens:
b.1) Propósito dos Dons Espirituais
b.2) Importância dos Carismas
b.3) Fundamentação Bíblica - Doutrinária
b.4) Como são classificados os Carismáticos
b.5) O Dom das Línguas

II – DESENVOLVIMENTO

1 – PROPÓSITO DOS CARISMAS

a) Finalidade do dons do Espírito Santo

= Os Dons Carismáticos são dados pelo Espírito Santo para que as


pessoas coloquem a serviço (edificar, construir, encorajar, confortar) o
corpo de Cristo.

= 1 Cor 14,3-5 (Ler)

b) Conceito

= Dom em grego é “kharismata” favor dado livremente para quem o


Senhor escolher.

= CIC 799 “Quer extraordinários quer simples e humildes, os


carismas são graças do Espírito Santo que, direta ou
indiretamente, têm urna utilidade eclesial, pois são ordenados à
edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do
mundo”.

c) Em sentido geral:

= Os dons do Espírito Santo manifestam a presença e poder de Deus em


nosso meio. At 1,8.
= A palavra "poder" vem do grego é dynamis, e dela vem a palavra
"dinamite".

35
= O Espírito Santo "explode" em sinais e prodígios

2 – A IMPORTÂNCIA DOS CARISMAS

a) Quais são?

- 1 Cor 12,1.4-11 (Ler)

b) O que são?

- “Carismas são graças especiais e significam favor, dom


gratuito, beneficio, ordenam-se, todos, à graça santificante, ou
seja, nós recebemos em nosso Batismo, e têm como meta o bem
comum da Igreja”. CIC 2003

3 – FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA E DOUTRINÁRIA

a) Bíblicos:

- A Igreja é essencialmente carismática desde as suas origens, a


começar pelo seu fundador, Jesus Cristo.

- No Livro dos Atos dos Apóstolos e nos escritos biográficos e


reflexivos de tantos Padres da Igreja dos séculos I ao VII os
carismas eram comuns no inicio da Igreja.

b) Os carismas na RCC

- A Renovação Carismática Católica não traz, portanto, a novidade


dos carismas, posto que são normativos para toda a Igreja.

- A RCC não é um movimento de carismas e sim uma vida plena no


Espírito Santo.

c) Doutrinários:

= MAGISTÉRIO DA IGREJA

- CIC 800, 2003; AA, 3; LG, 12; AG, 23; AA, 3

4 – COMO SÃO CLASSIFICADOS OS DONS CARISMÁTICOS

a) Para fins didáticos, podemos dividi-los em 3 (três) grupos, a saber:

A) CARISMAS DE INSPIRAÇÃO

35
- Línguas
- Profecia
- Interpretação

B) CARISMAS DE REVELAÇÃO

- Palavra de Ciência
- Palavra de Sabedoria
- Discernimento dos Espíritos

C) CARISMAS DE PODER OU DE OBRA

- Fé
- Cura
- Milagres

b) Dons de Inspiração

= O que são:

- Por Inspiração entende-se o “estado da alma quando influenciada


por uma potência sobrenatural divina. (Profecia. Línguas e
Interpretação das Línguas).

- Inspirar significa fazer nascer no coração, no espírito, fazer nascer


o entusiasmo criador.
= O que é o Dom das Línguas?6

- 1Cor 12,10; Rm 8,26-27 (Ler)

- "O dom das Línguas é um dom de oração cujo valor, enquanto


'linguagem de louvor', não depende do fato de que um linguista
possa ou não identificá-lo como linguagem no sentido corrente do
termo. É uma linguagem a-conceitual (...). Não supõe
absolutamente um estado de 'transe' para praticá-la, não
corresponde a um estado 'extático'. E nem a uma exagerada
emoção, permanecendo aquele que a pratica no total domínio de
si mesmo e de suas emoções, pois o Espírito Santo jamais se
apossa de alguém de modo a anular-lhe a personalidade. É um
dom que leva os fiéis a glorificar a Deus em uma linguagem não
convencional, inspirada pelo Espírito Santo. É uma forma de
louvar a Deus e uma real maneira de se falar e se entreter com
6
Em 2006, Dom Rafael Liano Cifuentes, hoje Bispo emérito de Nova Friburgo - RJ fez algumas
interrogações a Dom Alberto Taveira, então Arcebispo de Palmas - TO e atual Arcebispo de
Belém - PA, Assistente Espiritual do Conselho Nacional da RCC, o que lhe permitiu, com o apoio
das lideranças nacionais do Movimento, levar ao Conselho Permanente da CNBB (Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil) alguns esclarecimentos, dentre os quais citamos aquele relativo
ao Dom das Línguas.

35
Ele. Quando o homem está de tal maneira repleto do amor de
Deus que a própria língua e as demais formas comuns de se
expressar se revelam como que insuficientes, dá plena liberdade à
inspiração do Espírito, de modo a 'falar uma língua' que só Deus
entende". (...) quando se deve orar em línguas? (...) Sendo um
dom do Espírito e um dom de oração, ele deveria ser permitido
onde sempre é permitido orar”.
- Padre A. Monléon, citado pelo Cardeal Yves Congar 7, descreve o
dom das línguas da seguinte forma:

 "Não é uma oração da razão, da inteligência, mas do espírito:


'Se eu oro em línguas, o meu espírito está em oração (1 Cor
14,14). A oração em línguas é uma oração do coração. Essa
forma de oração é essencialmente um louvor concedido pelo
Espírito Santo como sinal de uma nova irrupção da graça. Ela
contribui muito, entre aqueles que a praticam, não somente para
fazê-los entrar numa oração contínua, uma oração do espírito
segundo o Espírito, mas para fazê-los crescer na edificação
pessoal, isto é, nessa lenta transformação, frequentemente
insensível, onde todo o ser, toda a vida se tornam oração,
expressão da filiação divina."

 É uma oração em linguagem não vernácula ( ou seja, que não se


pode entender com as nossas faculdades ou com nosso idioma
pátrio); mas com gemidos inexprimíveis inspirados pelo Espírito
Santo e que só a Santíssima Trindade entende.

 O Dom das Línguas é o dom da unidade; promove a unidade


entre os cristãos, atraindo a Igreja e a Jesus Cristo. At 2,1-6.

c) Variedade das Línguas:

= Glossolalia:

- Sons ininteligíveis compreensíveis apenas pela SS. Trindade.

- Quando for uma profecia necessita do dom da interpretação.

= Xenoglassia:

7
CONGAR, Cardeal Yves. Creio no Espírito Santo 2. Ele é o Senhor e dá a vida. São Paulo: Ed.
Paulinas, 2005, p. 232.

35
- Oração em língua desconhecida de quem ora ou fala em línguas,
mas que existe ou existiu e é de domínio do conhecimento
humano como, por exemplo, o inglês, o francês.

d) Modalidade do dom das línguas:

- Há uma diferença entre orar em línguas8, o falar em línguas9,


o cantar em línguas10 e a profecia em línguas.

- Profetizar ou proclamar uma mensagem de Deus em línguas

- É uma mensagem profética em linguagem não vernácula, o


que necessitará de outro carisma que é o dom da
Interpretação das Línguas. 1 Cor. 14,13.27.

- A profecia em Línguas, assim como a Profecia em


vernáculo, requer ordem. 1 Cor 14,27-29.

e) Frutos do Dom das Línguas

- A oração em línguas é a oração do Espírito que nos leva a um


grande enriquecimento espiritual (intimidade com Deus);
- A buscar a santidade de vida;
- favorece o louvor a Deus, a falar com Deus com o coração;
- um carisma de bênçãos e de ações de graças.
- Aquele que se abre ao dom das línguas tem o Espírito Santo
orando nele, por ele e com ele.
a) Como acolher

- No Batismo no Espirito Santo nos recebemos esse dom;


- Prepara para receber os demais dons;
- Depende de nossa vontade, da disponibilidade de nossos
aparelhos: Respiratório e Fonador;
- Damos a matéria-prima (decisão, ar, voz, língua) e o Espírito
Santo ora poderosamente. Mc 16,16,17.

III – PERORAÇÃO11 (Conclusão):

8
Orar em línguas: É orar a Deus por meio de sons vocais que não entendemos e nem as pessoas,
somente Deus entende – não requer interpretação – Rm 8,26-27, 1 Cor 14,2
9
Falar em Línguas: Consiste falar por meio de sons vocais que a gente não entende mas são entendidas
pelos que nos ouvem, mas que são entendidos por Deus – At 2,1-6 – ela tem uma entonação de discurso –
requer interpretação 1 Cor 14,13.28
10
Cantar em Línguas:Elevar uma oração cantada não entendidas por ninguém que pode ser pessoal e
comunitária de maneira harmoniosa – 1º Cor 14,15; Ef 5,19-20; Cl 3,16b-17.
11
Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva.
Oratória Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova, 2005).

35
- Na RCC somos cumulados por muitos dons entres eles os DonsEfusos
 Já que os carismas são para todos nós, convidamos cada um
que aqui está para recebê-los. Quem os desejar, fique de pé.
- Convite à Ação:

= Deixemos florescer em nós os Dons Carismáticos de serviço.


- Oração Final (Pedir ao Senhor que libere seus dons em nós).
 Oraremos para que o Senhor nos abra o coração para recebê-
los e praticá-los.

Amém. Muito obrigado. Deus os abençoe.


Dinâmica – pág. 30 (Aprofundamento de Dons, RCC/BRASIL)

4 º TEMA
DONS INSPIRAÇÃO – 2ª PARTE
PROFECIA E INTERPRETAÇÃO DAS LINGUAS

35
I – INTRODUÇÃO

− Pedir Oração

1 – Apresentação do Pregador

2 – Motivação

3 – Apresentação da Pregação
a) Tema: Dons de Inspiração – 2ª Parte
b) Itens:
b.1) Dom de Profecia
b.2) Interpretação das Línguas

II – DESENVOLVIMENTO

1 – CARISMA DE PROFICIA

a) Fundamento Bíblico

- 1 Cor 12,10; 14,3; 2,17-18

b) O que é profetizar?

- Profetizar significa falar ou cantar uma mensagem de Deus sob a


unção do Espírito Santo.

c) O que é o Dom de Profecia

- Profecia é o dom pela qual Deus manifesta seus pensamentos e


intenções para com determinada pessoa ou grupo de pessoas no
momento presente, utilizando-se de um instrumento humano. 1
Cor. 14,3.

- É o dom pelo qual Deus esclarece sua vontade a nosso respeito


para o momento presente, extensivo ao futuro.

d) Os tipos de Profecia

- Não profecia:

= Sentimentos, palavras piedosas, mas que não são de Deus. São


movidas por anseios ou problemas emocionais.

- Falsa Profecia:

= Influenciada pelo Demônio.

35
= Ela contradiz a Escritura ou Tradição da Igreja e o Magistério da
Igreja. Ela causa um mal estar espiritual na comunidade.

- Profecias Verdadeira:

= Profecia verdadeira é a que vem de Deus, de Jesus ou do


Espírito Santo

e) Quanto a forma

- Sempre na 1ª pessoa do singular (EU), tendo em vista que é Deus


mesmo falando através do profeta, que, por sua vez, tem livre
arbítrio para proclamar ou reter a profecia.

- O homem não perde o controle de suas faculdades no exercício


de qualquer carisma.

- Ela pode vir acompanhada de manifestações espirituais


(profunda paz, audácia apostólica, amor de Deus) e até
mesmo físicas (quentura pelo corpo, aceleração cardíaca).

- A profecia é precedida pela unção que se manifesta em sensações


físicas, que com o tempo e prática do carisma tendem a
desaparecer.(Pe. Robert De Grandis)

- Pode ser proclamada em língua vernácula, ou seja, no idioma


pátrio da assembleia, ou em línguas. 1 Cor 14,5.

= Será necessária a manifestação de um terceiro carisma, a


Interpretação das Línguas, para tornar a Palavra de Profecia
inteligível.

f) Ciclo Carismático:

- O ciclo carismático é composto da oração de louvor ou prece, pela


oração em línguas e pelo momento de escuta.

= Oração, cânticos, preces espirituais, louvor (Individual e


Coletiva), oração línguas.

=Silencio e escuta profética

= Sempre precedida pela unção do Espírito Santo.

2 – INTERPRETAÇÃO DAS LÍNGUAS

a) Oração em línguas

35
- Esta oração é a que normalmente nós fazemos, pessoalmente, no
Grupo de Oração ou em grandes eventos da RCC.

b) Profecia em Línguas

- Na Profecia em Línguas, uma voz se destaca e os presentes


percebem a diferença, vão se calando para escutar o Senhor que
vai falar em Profecia, e aguardam que, pelo Dom da Interpretação
das Línguas o Senhor revele sua mensagem.
-
c) Como ouvir a voz de Deus:

- O Senhor se alegra mais em falar conosco do que nós em ouvi-lo.

- O Senhor se comunica conosco através de uma voz interior que


ouvimos dentro do nosso espírito.

- Ele pode nos dar uma impressão, visão, pensamento, sonhos,


textos bíblicos, circunstancia, de pessoas.

d) Discernimento da Profecia:

- Há quatros fontes de vozes que ouvimos no reino espiritual:

- Espírito Santo;
- Espírito Humano;
- Espíritos Malignos;
- As dos Santos Anjos

- O que diz a Palavra de Deus: 1 Jo 4,1; 1 Ts 5,19-21


.
= Práticas para Discernir as Profecias:

- Deve edificar e confortar (Se for negativa, não vem de Deus).


- Deve produzir bons frutos. Mt 7,19-20
- Deve estar fundamentada nas Escrituras. Jo 6,63
- Deve estar de acordo com os ensinamentos do Magistério da
Igreja Católica.
- Deve produzir paz. 1 Cor 14,33
- Deve ser para glória de Deus. 1 Cor 10,31
- Deve fortalecer a fé tanto daquele que proclama a profecia ou
daqueles que a ouvem. Rm 10,17.

III – PERORAÇÃO12 (Conclusão):

Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva.


12

Oratória Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova, 2005).

35
- Vimos que através do dom da profecia, Deus fala com os homens
edificando-os, exortando-os e encorajando-os.

- Seu conteúdo deve estar de acordo com a Tradição da Igreja, com a


Bíblia e com magistério, sua autenticidade deve ser julgada pelos
profetas..

- Convite à ação:

= Eu estou disposto a colocar em prática esse carisma do Espírito Santo


em meu GO, em meu Ministério, a serviço dos irmãos.
- Oração Final (Pedir ao Senhor que libere seus dons em nós).

Amém. Muito obrigado. Deus os abençoe.


Dinâmica – pág. 34 (Aprofundamento de Dons, RCC/BRASIL)

5º TEMA
DONS DE REVELAÇÃO – 1ª PARTE
DOM DO DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITO

35
I – INTRODUÇÃO

− Pedir Oração

1 – Apresentação do Pregador

2 – Motivação

3 – Apresentação da Pregação
a) Tema: Dons Carismáticos de Revelação – 1ª Parte
b) Itens:
b.1) O que são os Dons de Revelação
b.2) Dom do Discernimento dos espíritos
b.3) Jesus e o Dom do Discernimento dos Espíritos
b.4) O Dom do Discernimento dos Espíritos nas atitudes humanas

II – DESENVOLVIMENTO

1 – O QUE SÃO OS DONS CARISMÁTICOS DE REVELAÇÃO?

a) Revelar significa tirar o véu, deixar ver claro, mostrar o real, fazer
conhecer o que era ignorado ou secreto, manifestar a verdade.

b) São dons nos quais Deus dá ao homem uma parte de onisciência sobre
determinados fatos, situações(espirituais e psíquicas) que só Deus sabe
e as vezes a própria pessoa.

2 – DISCERNIMENTOS DOS ESPÍRITOS

a) Conceito:

- Discernir (Discernere) significa distinguir, perceber claramente, ir


a fundo, chegar ao cerne.

- No grego diacrisis – significa perceber claramente, conhecer


distintamente entre o bem e o mal, perceber claro por qualquer
sentido.

- O Discernimento dos espíritos é uma graça que provém da


presença e da ação do Espírito Santo em nós.

b) Finalidade

35
- O uso do dom do Discernimento dos espíritos nos ajuda a
conhecer claramente o espírito que move determinada situação,
pessoa ou até a nós mesmos.

- Com ele chegamos com facilidade, à origem de uma inspiração e


confirmar de onde esta pode vir:

= Se provém de Deus (espírito Santo), da natureza humana


(espírito humano), ou do maligno (espíritos maus).

= É um do Espírito Santo através do qual uma pessoa


percebe,intuitiva e instantaneamente quais espíritos estão
presente e operantes uma palavra, ação, situação ou pessoa
(santo, demoníaco, humano ou a mistura deles). Pe., Robert
De Grandis.

= São João da Cruz nos ensina que nossa alma tem três
grandes inimigos: O mundo, o demônio e nossa carne.
Eles fazem guerra e dificultam o caminho que nossa alma
deseja trilhar até Deus.
2 – JESUS E O DOM DO DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS
- Toda a vida de Jesus foi permeada por esse dom do discernimento dos
espíritos.

= Na profissão de Pedro – Mt 16,13-23


= Na cura do cego de nascença – Jo 9,1-7
3 – O DOM DO DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS NAS ATITUDES
HUMANAS
a) Quando deixamos conduzir pelo Espírito Santo passamos distinguir a voz
de Deus das outras vozes que tentam nos confundir.

b) A vida de Oração pessoal, vida sacramental, leitura e vivência na Palavra


de Deus.

c) Santa Tereza D’Ávila nos diz “quando oramos, nos tornamos tão
sensíveis ao discernimento que qualquer alfinetada, por menor
que seja, é percebida e discernida por nós”.

d) O Dom dos discernimento dos espíritos é o guardião e protetor de todos


os carismas.

35
III – PERORAÇÃO13 (Conclusão):
- É a capacidade que o Espírito Santo nos dá para distinguir,
interiormente, por um movimento dEle próprio (o Espírito Santo) em
nosso íntimo, que espécie de espírito move a nós e a comunidade; se
é o Espírito Santo, se é o nosso espírito (humano) ou se é outro
espírito (do mal).

- Convite à ação:
= Estou disposto a receber e usar esse carisma de revelação.
- Oração Final (Pedir ao Senhor que libere seus dons em nós).
- Dinâmica:
 Promover momento de oração com a assembléia pedindo ao
Senhor o Dom do Discernimento dos espíritos, e que ele opere
nas mais diversas circunstâncias de nossas vidas.

Amém. Muito obrigado. Deus os abençoe.


Dinâmica – pág. 37 (Aprofundamento de Dons, RCC/BRASIL)

Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva.


13

Oratória Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova, 2005).

35
6º TEMA
DONS CARISMÁTICOS DE REVELAÇÃO – 2ª PARTE
PALAVRA DE CIÊNCIA E PALAVRA DE SABEDORIA

I – INTRODUÇÃO

− Pedir Oração

1 – Apresentação do Pregador

2 – Motivação

3 – Apresentação da Pregação
a) Tema: Dons Carismáticos de Revelação – 2ª Parte
b) Itens:
b.1) O que é a Palavra de Ciência
b.2) O que é a Palavra de Sabedoria

II – DESENVOLVIMENTO

1 – O QUE É A PALAVRA DE CIÊNCIA

a) Fundamentação

- 1 Cor 12,8b

b) O que é o Dom da Ciência

- Conhecido como Palavra de Conhecimento.

- É a revelação divina acerca de determinada situação, estado de


espírito, problema enfrentado, etc.

- É o conhecimento preciso daquilo que para o homens seria


inalcançável e velado.

- É o conhecimento (diagnóstico) que Deus nos dá a respeito de


pessoas, circunstancias e mesmo verdade bíblicas, dando-nos a
penetrar naquilo que é desejo Dele.

c) O que não é:

- Não é adivinhação e nem suposição;

- É a penetração no conhecimento de Deus e nas suas profundezas.


1 Cor 2,10-11

- Não é mecanismo da nossa inteligência e da nossa vontade.

35
- Não se refere ao conhecimento de Deus adquirido por meio dos
estudos da Teologia ou Filosofia.

d) Como ele age em nós:

- Ele age em nosso intelecto, razão, emoções e sensibilidade.

= Pode expressar-se por meio de sentimentos, emoções,


sensações, visualizações, pensamentos.

= Precisamos sempre distinguir se o conhecimento vem, de


fato, de Deus, ou se é sugestão humana ou diabólica.

= Nem sempre poderá expor a revelação recebida por causa


do foro íntimos das pessoas na assembléia ou mesmo não
esteja preparada para ouvir.

e) A palavra de ciência na Bíblia

- A Samaritana – Jo 4,41-42;

- A cura da Hemorroísa Mc 5,25-34;

- A cura do Paralítico – Lc 5,17-26

- A saudação de Isabel reconhecendo o salvador – Lc 1,39-45

- A mentira de Ananias e Safira – At 5,1-11

= Obs:

- O Dom da Palavra de Ciência não deve ser confundido com o Dom


da Ciência.

2 – O QUE É A PALAVRA DE SABEDORIA

a) O que é esse dom:

- É a revelação divina que nos mostra a melhor maneira de agirmos


para que a vontade de Deus se cumpra em nossas vidas e
sejamos felizes.

- Ela dá-nos a direção, indica-nos o que fazer e como fazer para


obtermos a melhor solução.

- É a orientação, o prognóstico divino.

35
b) O que não:

- Não se trata, evidentemente, de sabedoria humana ou experiência


de vida.

- Não é habilidade humana, nem sagacidade, esperteza ou


diplomacia.

- Tampouco, é previsão de futuro ou “fórmula mágica” para


alcançar objetivos humanos, como alguns tentam interpretar.

c) Como ele age em nós:

- Pode expressar-se por meio de sentimentos, emoções, sensações,


visualizações, pensamentos.

- Precisamos sempre distinguir se a orientação vem, de fato, de


Deus, ou se é sugestão humana ou diabólica.

- O intuito da palavra de sabedoria é revelar a orientação de Deus


em determinada situação.

d) A Palavra de Sabedoria no NT:

- Tributo a Cesar – Lc 20,21-26;

- Como devem agir os discípulos quando forem presos – Mt 10,19;

- Palavra de Jesus ao jovem rico – Mc 1,20;

- Orientação de Deus para Paulo e Timóteo onde deviam pregar –


At 16,6-10

= Obs:

- O Dom da Palavra de Ciência não deve ser confundido com o Dom


da Ciência infuso e assim também o Dom da Palavra de Sabedoria
com o dom infuso de Sabedoria.

III – PERORAÇÃO14 (Conclusão):


- A Palavra de Ciência: Diagnóstico de Deus, faz com que a mente
penetre numa verdade (ou na raiz de um problema) e Palavra de
Sabedoria como devemos colocar em prática o que ele nos revelou.

Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva.


14

Oratória Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova, 2005).

35
- Convite à ação:

 Eu estou disposto a colocar em prática esse carisma do Espírito


Santo em meu GO, em meu Ministério, a serviço dos irmãos.
- Oração Final (Pedir ao Senhor que libere seus dons em nós).

Amém. Muito obrigado. Deus os abençoe.


Dinâmica – pág. 40 (Aprofundamento de Dons, RCC/BRASIL)

35
7º TEMA
DONS CARISMÁTICOS DE OBRAS (PODER)
FÉ, CURA E MILAGRES
I – INTRODUÇÃO

 Pedir Oração

1 – Apresentação do Pregador

2 – Motivação

3 – Apresentação da Pregação
a) Tema: Os Carismas de Obras (Poder)
b) Itens:
b.1) O que são e quais os carismas de Obras
b.2) Dom Carismático da Fé
b.3) Dom Carismático da Cura
b.4) Dom Carismático dos Milagres

II – DESENVOLVIMENTO

1 – O QUE SÃO E QUAIS OS CARISMAS DE OBRAS

a) O que são?

- São carismas que manifestam de forma extraordinária a ação


poderosa de Deus em nosso meio, que mostram o poder, os
sinais e sua obras. Mt 10,1; Lc 9,1-2.

- Por Obra entende-se “construir algo novo, fazer existir ou ver o


que não existia, conjunto de atividades com as quais se altera a
aparência, reparo de certo vulto, resultado da ação, edificar”.

- Por Poder entende-se “a faculdade de exercer autoridade,


capacitação para fazer uma coisa, posse do domínio ou da força
para agir”.

b) Quais são

- Fé
- Cura
- Milagres

2 – DOM CARISMÁTICO DA FÉ

a) Na doutrina católica encontramos alguns tipos de fé:

35
= Teologal (Doutrina), Fé confiante e Fé expectante (Carismática).

b) Os tipos de Fé:

- Fé Virtude Teologal (doutrinária) significa crer nas verdades


reveladas por Deus;

- Fé Confiante - é aquela que cresce na medida em que vou


conhecendo mais a Deus, vou me inserindo melhor na Igreja.

- A Fé Carismática – é o dom que o Espírito Santo nos concede para


que possamos ter a experiência do poder extraordinário e da ação
de Deus.

= Ele nos dá para que cumpramos os planos de Deus para


que Ele realize milagres e prodígios cooperando no plano de
salvação. Mc 16,30b

- A fé carismática é um carisma que auxilia todos os demais e nos


prepara para utilizarmos os outros dons, sobretudo os de Cura e
Milagres.

3 – DOM CARISMÁTICO DA CURA

a) A Missão de Jesus:

- Anunciar a Boa Nova que foi acompanhada de sinais de diversas


curas.

b) Livro Jesus de Nazaré

- Papa Emérito Bento XVI diz “ cura é uma dimensão essencial da


missão apostólica da fé Cristã geral”.

c) Os Sacramentos da Reconciliação e da Unção dos Enfermos

- São classificados como “Sacramentos de cura”. CIC 1520.

= As Enfermidades:

- Muitas doenças físicas tem suas causas em origem


psicossomáticas e espirituais.

- Para conduzir uma oração de cura física é importa discernimos


para ver qual é a origem da enfermidade.

35
= Contexto Bíblico e Teológico:

- No AT o povo de Deus lutava contra o problema do sofrimento e o


elo fundamental entre pecado, doença e redenção. Dt 28,21-35.

- Relatos de curas individuais:1 Rs 17,17-24; 2 Rs 4,18-37; 5,1-14;


Is 38,1-20; Tb 11,11-14.

- A cura das doenças eram prefiguração da vinda de Jesus: Is 35,5-


6; 53; 61,1-3; 65,19-20.

- Os primeiros ensinamentos dos apóstolos revelam os sinais na


vida Jesus. At 2,22, 10,38.

= As curas são sinais porque revelam a identidade de Jesus e sua


missão messiânica.

= Nos revelam seu poder divino em unidade com o Pai;

= Seu amor e compaixão pela humanidade sofrida;

= Antecipa sua vitória definitiva sobre todo tipo de mal.

= Os tipos de doenças:

- Há três espécies fundamentais de doenças:

 Física – Curas de doenças físicas e incapacidades humanas


físicas.

 Psicológicas – Curas de feridas na psique humana,


feridas emocionais. Traumas na gestação, familiares,
infância etc.

 Espirituais (Interior) - Curas principalmente


conseqüências do pecado, restaurando a pessoa e seu
relacionamento com Deus.

- Podem ser causadas por opressão demoníaca (diante disso


precisamos do discernimento) – e a oração neste sentido deve ser
de libertação ou mesmo a de exorcismo.

4 – DOM CARISMÁTICO DOS MILAGRES

a) Conceito

35
- É uma intervenção sobrenatural e inexplicável de Deus em
determinada situação.
- É a intervenção sobrenatural e inexplicável de Deus em
determinada situação, ou seja, algo que seria impossível de
acontecer torna-se realidade pela atuação do poder divino.

- Significa a mudança da ordem natural, a partir da oração


confiante de um ou mais de seus servos que pedem a intervenção
sobrenatural de Deus sobre determinada situação.

b) Os Milagres narrados no AT:

- Sara gera um filho na sua velhice, inúmeros fatos com Moisés,


Josué, Elias e David.

c) O Milagre está associado aos dons de fé e da cura.

- A Cura está associado ao ser humano (corpo, alma e espírito).

- O Dom dos Milagres abrange eventos fora do homem relacionado


às leis naturais.

- Os Milagres são intervenções diretas de Deus no homem ou na


ordem da criação.

d) No NT Jesus revela que iria conferir poder e autoridade para curas e


milagres:

- Quando orasse no seu nome;

- Naqueles que se deixam conduzir pelo seu Espírito Santo. Mc


17,19-20; Jo14,12.
III – PERORAÇÃO15 (Conclusão):
- Hoje constatamos em nossas vidas a manifestação destes sinais.
- O fiel leigo, os sacerdotes, as religiosas podem experimentá-los em
suas vidas.

- Convite à ação:

= Precisamos desses dons para o serviço dos irmãos.


- Oração Final (Pedir ao Senhor que libere seus dons em nós).
- Dinâmica:

15
Peroração é o nome técnico da conclusão de pregação (SILVA, Dercides Pires da Silva. Oratória
Sacra, Roteirização. Cachoeira Paulista-SP: Canção Nova, 2005).

35
 Conduzir um grande momento de oração pedindo ao Senhor
que realiza curas e milagres em favor da Assembléia. Propor
que se imponham as mãos (gesto bíblico indicativo de
caridade, de apresentação a Deus) sobre os irmãos pedindo a
manifestação da glória de Deus. Após a oração deve-se seguir
a um grande louvor a Deus e ação de graças a Ele.

 Propor um plenário com testemunhos de curas e milagres


ocorridos, bem como com testemunhos de todo o Seminário de
Dons.

Amém. Muito obrigado. Deus os abençoe.


Dinâmica – pág. 44 (Aprofundamento de Dons, RCC/BRASIL)
REFERÊNCIA

NÚCLEO NACIONAL DO MINISTÉRO DE FORMAÇÃO. Aprofundamento de Dons.


Canas/SP; RCCBrasil, 2014.

Roteiros Organizados:

Tarcísio Augusto Reis da Silva, NSND

Comunidade de Aliança e Vida Nossa Senhora Desatadora de Nós

Diocese de Bragança – Pará.

Contatos: E-mail: augustorccbraganca1@yahoo.com.br e


tarcisioaugustorcc@hotmail.com

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