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GRUPO III

ISOLAMENTO GEOGRÁFICO/ISOLAMENTO SOCIAL

Viver em sociedade ou em comunidade é aquilo que se espera de qualquer ser humano,


sendo uma tarefa que exige de cada um de nós um conjunto de saberes que resultam das
aprendizagens que fazemos no contacto que estabelecemos com os outros.
Efetivamente, e apesar de todos termos consciência de que a sociedade condiciona os
nossos comportamentos e molda a nossa personalidade, a verdade é que atualmente existem
muitas zonas marcadas pelo isolamento geográfico que condicionam a vida das pessoas que
se estabeleceram lá. Neste sentido, o fator geográfico pode fazer-nos viver mais fechados
sobre nós mesmos e menos aptos socialmente. Adicionalmente, nestas regiões o acesso às
tecnologias é, por vezes, difícil, o que pode agravar o desfasamento social.
Convém, todavia, não esquecer o isolamento geográfico também tem algumas
vantagens, nomeadamente a possibilidade de vivermos uma vida mais tranquila, longe da
confusão dos grandes centros, do trânsito, do barulho, do stress, da criminalidade, dos vícios
humanos denunciados pelo grande orador Padre António Vieira (a arrogância, o parasitismo, a
ambição ou a traição).
Ao contrário do que muitos pensam, isolamento não é sinónimo de solidão, até porque
podemos viver na cidade mais populosa do planeta e, ainda assim, sentirmo-nos sozinhos e
abandonados. Temos que ter em mente que, desde que não estejamos completamente
sozinhos, conseguimos sempre sentir que fazemos parte de uma comunidade que partilha os
mesmos objetivos e ideais.
Em suma, talvez esteja na hora de mudar comportamentos e de pensar que as pessoas
que vivem afastadas das outras não têm necessariamente que ser menos felizes ou
comunicativas, até por que viver numa zona mais resguardada pode ter sido opção sua.

IMPORTÂNCIA DA MEMÓRIA COLETIVA NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL

A memória coletiva é um fator preponderante no domínio da identidade


nacional, dando relevo ao sentido patriótico e de pertença.
Os símbolos primordiais da nacionalidade são, como é do conhecimento geral,
a bandeira e o hino. O Hino Nacional, também conhecido pela “Portuguesa”, foi
composto em 1890 como uma canção de protesto na sequência do ultimato inglês.
Adotada pelos republicanos, veio a transformar-se no hino em 1911. O facto destas
informações terem ficado para sempre na memória das gentes faz com que nos
identifiquemos ainda mais com a sua mensagem e que nos sintamos orgulhosos de
sermos portugueses.
  Já a bandeira nacional é detentora de diversos valores simbólicos que foram
passando de geração em geração até aos dias de hoje. Neste sentido, na memória
coletiva do povo português, a cor verde simboliza a esperança num amanhã melhor;
o vermelho o sangue derramado pelos portugueses; a esfera armilar o mundo que os
portugueses descobriram nos séculos XV e XVI; as Quinas, os cinco reis mouros
vencidos por D. Afonso Henriques na Batalha de Ourique e os sete castelos as
conquistas de D. Afonso III aos mouros.
Para além destes dois pilares históricos, a nossa identidade nacional resulta
igualmente dos feitos grandiosos realizados pelo povo português desde os primórdios
da nacionalidade. Neste sentido, o que nos define enquanto povo é o orgulho que
sentimos pelo nosso passado histórico, associado a um complexo de inferioridade que
foi ganhando força após a queda do império, que nos faz acreditar que estamos na
cauda da Europa e que jamais vamos conseguir alcançar novamente a grandiosidade,
Em suma, e recordando o grande poeta Fernando Pessoa, temos que deixar
de ser comodistas e acreditar que podemos ser ainda um país distinto em termos
culturais e civilizacionais, a sede do Quinto Império. Para abraçar este sonho de
grandeza, basta sermos um pouco loucos, à semelhança de D. Sebastião.

HERANÇA CULTURAL E FORMA COMO NOS INFLUENCIA NO PRESENTE

Valorizar a herança cultural assume uma importância vital no mundo em que


vivemos, na medida em que nos é dada a possibilidade de nos sentirmos orgulhosos
dos feitos grandiosos dos nossos antepassados e também de aprender com os erros
que foram cometidos no passado.
De facto, os exemplos que as gerações anteriores nos deixaram constituem um
ensinamento pragmático sobre a melhor atitude a tomar quando somos confrontados
com as mais diversas situações.
A herança cultural abrange a vida do homem ao longo dos tempos,
investigando o que os homens fizeram, pensaram e sentiram enquanto seres
sociais. Neste sentido, este conhecimento ajuda a compreender o homem enquanto
ser que constrói o seu tempo, servindo de alerta à condição humana de agente
transformador do mundo. Contudo, convém ter em mente que a história não se
resume à simples repetição dos conhecimentos acumulados. Ela deve servir como
instrumento de consciencialização dos homens para a tarefa de construir um mundo
melhor e uma sociedade mais justa.
Adicionalmente, o nosso legado histórico também ajuda a dizer quem somos,
de onde viemos e supor o caminho futuro a percorrer. Podemos afirmar, portanto,
que estudar a história é, sobretudo, um modo de compreender o presente. Por
exemplo, o despesismo de D. João V no século XVIII ensinou-nos que não se deve
esbanjar dinheiro quando a situação económica do país é favorável, pois o destino
pode trazer-nos tempos conturbados.
Por outro lado, as grandes figuras do passado podem também ser uma
inspiração para a sociedade atual, incentivando-nos a lutar pelos ideais em que
acreditamos, tal como fizeram antecessores marcantes como D. Afonso Henriques, D.
Manuel I ou D. Sebastião.
Em suma, o espólio cultural condiciona, de forma significativa, o momento
presente, ajudando-nos a fazer as escolhas mais acertadas. Contudo, esta herança
tem que ser “recriada”, ou seja, os conhecimentos armazenados na nossa memória
coletiva não servirão ao presente se não forem questionados, compreendidos e
interpretados.

Liberdade de expressão e poder da palavra

Ter liberdade é a condição daquele que é livre, é a revolta do indivíduo contra


todo o tipo de autoridade, é, no fundo, um direito inalienável do ser humano, como o é
o direito à vida.
De facto, o desejo de liberdade acompanhou desde sempre o ser humano que
teve, em muitas ocasiões, de lutar por esse direito, já que este conceito é vital para a
vida de uma nação.
Podemos então afirmar que tanto no presente como no passado, são muitas as
situações de conflito no mundo e, como tal, um pouco por todo o planeta as situações
de falta de liberdade existem, sejam ela falta de liberdade religiosa, política,
económica ou de expressão.
A constituição Portuguesa apela à liberdade de expressão, pelo que os
cidadãos podem dar a sua opinião, desde que tal não interfira com outras leis inscritas
no mesmo documento. Na televisão, jornais e outros meios de comunicação, muitas
notícias têm uma componente de subjetividade por vezes forte, permitindo a
expressão livre das ideias de cada um. Também, ao nível da literatura, os escritores
podem explicitar as suas crenças sobre os mais diversos assuntos, sem serem por
isso amordaçados.

A liberdade é, indubitavelmente, o caminho para a felicidade. Contudo, os


caminhos da liberdade nem sempre foram fáceis, como o não são ainda hoje. Basta
recordar alguns conflitos históricos que ocorreram ao longo dos tempos,
nomeadamente, a Revolução Francesa, a Independência dos Estados Unidos, a
queda da ditadura salazarista, entre outros.
José Saramago, Miguel Torga ou Manuel Alegre são exemplos de autores
perseguidos pelo regime por terem tido a coragem de denunciar o sistema de
governação opressivo que vigorou em Portugal durante 48 anos, construindo poemas
e textos recheados de subtilezas e truques para alertarem a população para a
importância de lutarem pela liberdade de expressão. A palavra tem, realmente,
um poder incomensurável, pois apela ao inconformismo, ao descontentamento, à
revolta, promovendo mudanças sociais inimagináveis.

Em suma, podemos concluir que a liberdade de expressão, que chega pela via
do esforço e do sacrifício, é uma condição dada às sociedades que optam por
escolher os caminhos que querem trilhar.

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