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Bom dia, professora e colegas.

O filme que escolhi para apresentar hoje tem como título “O Rapaz do pijama às riscas” e foi realizado

pelo inglês Mark Herman, baseado no livro do escritor irlandês John Boyne.

Este filme conta a história de Bruno, um rapazinho de nove anos, filho de Ralf, um comandante nazi,

homem de confiança do próprio Hitler.

Bruno vive em Berlim com os pais e a irmã Gretel, uns anos mais velha do que ele. Embora comece a

notar que algo estranho se desenrola à sua volta, Bruno é tão pequeno que não se apercebe que o seu país,

liderado por Hitler, tinha declarado guerra contra os judeus. O filme começa quando o pai é deslocado de

Berlim para a cidade de Acho-Vil, onde fica responsável pelo campo de concentração.

Nem Bruno nem a irmã sabem o que é um campo de concentração e, menos ainda, percebem a questão

judaica. Uma vez que adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve

investigar até onde vai a vedação de arame que se esconde nas traseiras da sua casa, chegando a um local

desconhecido, onde vê homens, mulheres e crianças vestidas com um pijama às riscas.

Nesse dia, Bruno conhece Schmuel, um rapaz polaco judeu que se encontra do lado de lá da vedação.

Schmuel é da mesma idade e entre os dois vai surgindo uma oculta e perigosa amizade.

A partir daí, combinam encontrar-se todos os dias, conversando e fazendo jogos diversos, sempre

separados pela vedação. Nestas ocasiões, Bruno levava-lhe comida, pois apercebera-se de que o amigo não se

alimentava convenientemente.

Quando toma conhecimento que vai regressar a Berlim com a mãe e a irmã, Bruno fica triste pois nunca

mais vai ver o amigo. No momento da despedida, Schmuel pede um último favor a Bruno: ajudá-lo a procurar o

pai, que tinha desaparecido do campo há três dias. Bruno predispõe-se de imediato a ajudar o amigo, passando

para o outro lado da vedação pelo buraco que tinha escavado no solo e vestindo o pijama às riscas que Schmuel

lhe dera, para se misturar com os restantes prisioneiros.

Entretanto, começa a chover torrencialmente e Bruno decide regressar a casa, mas vê-se envolvido

numa marcha comandada por guardas nazis, encaminhando-os para uma sala fechada, que o rapaz alemão

pensava ser para abrigar as pessoas da chuva. Lá dentro, Bruno diz a Schmuel que ele é o seu melhor amigo e

dá-lhe a mão. Subitamente as luzes apagam-se e nunca mais se sebe nada dos dois amigos.

Não encontrando o filho em lado nenhum, os pais procuram-no desesperadamente e quando chegam ao

campo de concentração e veem as roupas de Bruno estendidas no chão e o buraco no solo, rapidamente se

apercebem que o filho tinha morrido na câmara de gás.


Adorei ver este filme do realizador Mark Herman, na medida em que ele explica, de uma forma simples,

os motivos que levaram à criação dos campos de concentração nazi, contando a história do ponto de vista de

uma criança de 9 anos. Fiquei também muito sensibilizada com a amizade genuína que nasceu entre aqueles dois

meninos, que, apesar de serem provenientes de mundos tão diferentes, acabarem por partilhar no final do filme

o mesmo destino trágico.


Este incrível filme é sem dúvida um dos grandes filmes de 2008, conquistando-nos com as
suas cenas verdadeiramente tocantes, onde a inocência e a curiosidade de duas crianças são
desafiadas pelos terrores do Holocausto.

Em suma, considero este um excelente filme, ficando muito valorizado pela excelente prestação
da atriz Vera Farmiga, não sendo de admirar, portanto, o prémio de Melhor Atriz no Festival
Independente de Prémios Britânicos e as nomeações de melhor realizador para Mark Herman e de
interpretação mais promissora para o ator estreante Asa Butterfield, pelo seu incrível desempenho na
pele do rapaz alemão Bruno. O realizador acabou por receber o merecido prémio no Festival
Internacional de Cinema de Chicago.

Antes de dar por terminada a minha exposição oral, gostaria de vos mostrar um excerto do filme.