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EPIDEMIOLOGIA

EM SAÚDE

Profa
EnfªMestranda
Débora Teles 1
EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE

Ciência que estuda o processo saúde-doença (Frequência e


distribuição) em agrupamentos humanos.

ANALISA: Distribuição e fatores determinantes das


enfermidades, danos à saúde e eventos associados

Propõem medidas de PREVENÇÃO, CONTROLE,


ERRADICAÇÃO das doençasl

Fornece ainda indicadores que sirvam de suporte no


planejamento, administração e avaliação das ações em saúde.

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EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
INDICADOR DE SAÚDE

Descrevem uma situação existente,


Avaliam possíveis mudanças ou tendência por um período
de tempo

CLASSIFICADOS EM:

▪ Demográficos.
▪ Morbidade.
▪ Mortalidade.
▪ Serviços.
▪ Saúde Ambiental.
▪ Vigilância Epidemiológica.
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EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
INDICADOR DE SAÚDE

LEI 6.259 DE 1975

“O conjunto de atividades que permite reunir a informação


indispensável para conhecer, a qualquer momento, o
comportamento ou história natural das doenças, bem como
detectar ou prever alterações de seus fatores
condicionantes, com o fim de recomendar oportunamente,
sobre bases firmes, as medidas indicadas e eficientes que
levem à prevenção e ao controle de determinadas
doenças”.

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EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
LEI nº8080

“Um conjunto de ações que proporciona o conhecimento,


a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores
determinantes e condicionantes de saúde individual ou
coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as
medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”

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EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
PROPÓSITOS E FUNÇÕES

COLETA DE DADOS PROMOÇÃO DAS AÇÕES


DE CONTROLE INDICADAS
PROCESSAMENTO DOS
DADOS COLETADOS AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA
E EFETIVIDADE DAS
ANÁLISE E
MEDIDAS ADOTADAS
INTERPRETAÇÃO DOS
DADOS PROCESSADOS

RECOMENDAÇÃO DAS DIVULGAÇÃO DE


MEDIDAS DE CONTROLE INFORMAÇÕES
APROPRIADAS PERTINENTES

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EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
ÁREAS DE ATUAÇÃO

COORDENAÇÃO E VIGILÂNCIA DOS


EXECUÇÃO DA POLÍTICA
ESTADUAL DE
AGRAVOS NÃO
IMUNIZAÇÃO TRANSMISSÍVEIS

VIGILÂNCIA DAS ANÁLISE DA


DOENÇAS SITUAÇÃO DE
IMUNOPREVENÍVEIS SAÚDE

VIGILÂNCIA DOS
COORDENAÇÃO E
AGRAVOS
EXECUÇÃO DA PPI-VS
TRANSMISSÍVEIS
EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
TIPOS DE DADOS

DADOS DEMOGRÁFICOS E
AMBIENTAIS

DADOS DE MORBIDADE

DADOS DE MORTALIDADE

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EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
TIPOS DE DADOS

DADOS DEMOGRÁFICOS E
AMBIENTAIS

Permitem quantificar a população:


1. Número de habitantes e características de sua
distribuição,
2. condições de:
➢ Saneamento.
➢ Climáticas.
➢ Ecológicas.
➢ Habitacionais.
➢ Culturais.
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EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
TIPOS DE DADOS

DADOS DE MORBIDADE

▪ Podem ser obtidos através de notificação de:


➢ Casos.
➢ Surtos.
➢ Produção de serviços:
✓ Ambulatoriais.
✓ Hospitalares.
➢ Investigação Epidemiológica.
➢ Busca ativa de casos de estudos amostrais e de
inquéritos.
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EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
TIPOS DE DADOS

DADOS DE MORTALIDADE

▪ São obtidos através das declarações de óbitos que são


processadas pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade.
▪ Mesmo considerando o subrregistro, que é significativo em
algumas regiões do país, e a necessidade de um correto
preenchimento das declarações, trata-se de um dado que
assume importância capital como indicador de saúde.
▪ Esse sistema está sendo descentralizado, objetivando o uso
imediato dos dados pelo nível local de saúde.

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EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
NOTIFICAÇÃO DE SURTOS E EPIDEMIAS

▪ A detecção precoce de surtos e epidemias ocorre


quando o sistema de vigilância epidemiológica local
está bem estruturado, com acompanhamento
constante da situação geral de saúde e da ocorrência de
casos de cada doença e agravo sujeito à notificação.

▪ Essa prática possibilita a constatação de qualquer


indício de elevação do número de casos de uma
patologia, ou a introdução de outras doenças não
incidentes no local, e, consequentemente, o
diagnóstico de uma situação epidêmica inicial para a
adoção imediata das medidas de controle.
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EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
NOTIFICAÇÃO DE SURTOS E EPIDEMIAS

▪ A detecção precoce de surtos e epidemias ocorre quando o


sistema de vigilância epidemiológica local está bem estruturado,
com acompanhamento constante da situação geral de saúde e da
ocorrência de casos de cada doença e agravo sujeito à notificação.

▪ Essa prática possibilita a constatação de qualquer indício de


elevação do número de casos de uma patologia, ou a introdução
de outras doenças não incidentes no local, e, consequentemente,
o diagnóstico de uma situação epidêmica inicial para a adoção
imediata das medidas de controle.

▪ Em geral, devem-se notificar níveis superiores do sistema para que


sejam alertadas as áreas vizinhas e/ou para solicitar colaboração,
quando necessário.
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EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
NOTIFICAÇÃO DE SURTOS E EPIDEMIAS

ASPECTOS IMPORTANTES
PARA NOTIFICAÇÃO

▪ Notificar a simples suspeita da doença.


▪ Não se deve aguardar a confirmação do caso para se efetuar a
notificação, pois isto pode significar perda da oportunidade de adoção
das medidas de prevenção e controle indicadas.
▪ A notificação tem que ser sigilosa, só podendo ser divulgada fora do
âmbito médico sanitário em caso de risco para a comunidade,
respeitando-se o direito de anonimato dos cidadãos.
▪ O envio dos instrumentos de coleta de notificação deve ser feito mesmo
na ausência de casos, configurando-se o que se denomina notificação
negativa, que funciona como um indicador de eficiência do sistema de
informações.
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EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
NOTIFICAÇÃO DE SURTOS E EPIDEMIAS

SISTEMAS NACIONAIS DE
INFORMAÇÃO

▪ Sistema de Informação de Mortalidade (SIM).


▪ Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos
(Sinasc).
▪ Sistema de Informação Nacional de Agravos de
Notificação (Sinan).
▪ Sistema de Informações Hospitalares (SIH).
▪ Sistema de Informações Ambulatoriais (SAI).
▪ Sistema de Informações da Atenção Básica (Siab).
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EPIDEMIOLOGIA EM SAUDE
NOTIFICAÇÃO DE SURTOS E EPIDEMIAS

SISTEMAS NACIONAIS DE
INFORMAÇÃO

▪ Sistema de Informação de Mortalidade (SIM).


▪ Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos
(Sinasc).
▪ Sistema de Informação Nacional de Agravos de
Notificação (Sinan).
▪ Sistema de Informações Hospitalares (SIH).
▪ Sistema de Informações Ambulatoriais (SAI).
▪ Sistema de Informações da Atenção Básica (Siab).
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Vigilância sanitária

LEI 8080/90 Art 6º

É conjunto de ações capaz de:


➢ Eliminar.
➢ Diminuir.
➢ Prevenir riscos à saúde.
➢ Intervir nos problemas sanitários decorrentes do
meio ambiente, da produção e circulação de bens
e de prestação de serviços de interesse da saúde

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Vigilância sanitária

FUNÇÕES DE VIGILÂNCIA
SANITÁRIA

1. Normatização e controle de bens, da produção,


armazenamento, guarda, circulação, transporte,
comercialização e consumo de substancias e
produtos de interesse da saúde, suas matérias-
primas, coadjuvantes de tecnologias, processos e
equipamentos.

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Vigilância sanitária

FUNÇÕES DE VIGILÂNCIA
SANITÁRIA

2. Normatização e controle de tecnologias médicas,


procedimentos e equipamentos e aspectos da
pesquisa em saúde.

3. Normatização e controle de serviços direta ou


indiretamente relacionados com a saúde, prestados
pelo estado e modalidades do setor privado.

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Vigilância sanitária

FUNÇÕES DE VIGILÂNCIA
SANITÁRIA

4. Normatização e controle específico de portos,


aeroportos e fronteiras, contemplando veículos,
cargas e pessoas.
5. Normatização e controle de aspectos do ambiente, e
processos de trabalho, e saúde do trabalhador.

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V i g i l â n c i a AMBIENTAL

▪ É a estratégia de ação ambiental, basicamente


preventiva e participativa em nível local, que
reconhece o direito humano de viver em um ambiente
saudável e adequado, e a ser informado sobre os
riscos do ambiente em relação à saúde, bem-estar e
sobrevivência, ao mesmo tempo em que define suas
responsabilidades e deveres em relação à proteção,
conservação e recuperação do ambiente e da saúde.

▪ Composta por um conjunto de ações que


proporcionam o conhecimento e a detecção de
qualquer alteração no meio ambiente com a finalidade
de desenvolver medidas de prevenção e controle dos
fatores de risco.
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Vigilância sanitária

RESPONSABILIDADES

1. Planejar, coordenar e avaliar.


2. Acompanhar, fiscalizar e inspecionar.
3. Levantar dados.
4. Encaminhar amostra aos laboratórios.
5. Promover intercâmbios de experiências.
6. Desenvolver estudos, ações educativas, orientações
e socializar conhecimentos.

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Vigilância sanitária

CONTROLE DE RISCO

1. Água contaminada.
2. Ar.
3. Solo.
4. Desastres naturais.
5. Acidentes com produtos tóxicos.

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PRINCIPAIS INDICADORES DE
SAÚDE PÚ B L IC A
▪ Para o planejamento de ações de prevenção e
controle de doenças e agravos, é importante:
1. Conhecer o perfil dos problemas de saúde da
população assistida e das doenças
apresentadas:
➢ Quais as que mais acometem a população.
➢ Quais as que mais matam.
➢ Quantas pessoas morrem.
▪ Para o conhecimento de aspectos de saúde não
diretamente observáveis foram criados os
indicadores de saúde, que representam e tentam
medir os aspectos normalmente não percebidos. 24
INDICADORES DE S A Ú D E

MORBIDADE

▪ Refere-se ao comportamento das doenças numa


população exposta ao adoecimento.
▪ Seus índices permitem conhecem que doenças
existem habitualmente na área, no período e na
população estudada (prevalência) e quais novos
casos das doenças na mesma área, período e
população (incidência).
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INDICADORES DE S A Ú D E

MORTALIDADE

▪ É a relação entre os números de óbitos e o número


de pessoas expostas ao risco de morrer.
▪ Dados que podem ser agrupados por características,
como sexo, idade, estado civil, lugar, condição,
entre outras.
▪ Os óbitos ocorridos podem estar classificados
segundo a associação de duas ou mais dessas
características.
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INDICADORES DE S A Ú D E

LETALIDADE

▪ Permite conhecer a gravidade de uma doença,


considerando seu maior ou menor poder de
causar a morte.
▪ A determinação da letalidade permite avaliar a
eficiência de estratégias e terapias
implementadas.

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OBRIGADA!
Parabéns por todo esforço e dedicação!
Com certeza vocês serão recompensados.

Profa EnfªMestranda Débora Teles


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