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Notícias

N.º 40 | Dezembro 2015

Revista trimestral • Informação Geral • Distribuição Gratuita

DESENVOLVIMENTO

NEGÓCIO DO RETALHO
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO

DESTAQUE

ACADEMIA SONANGOL
LÍDER NA FORMAÇÃO DE QUADROS

ENTREVISTA

PCE DA SONANGOL HIDROCARBONETOS


A PROJECÇÃO DA EMPRESA NO ESTRANGEIRO

REPORTAGEM

A INOVAÇÃO DOS DATA CENTERS


MSTelcom investe em Sistemas
de Monitorização de Rede
Índice

NOTÍCIAS
N.º 40 | dezembro 2015
O NEGÓCIO DO RETALHO
28
marketing

Assegurar a qualidade na comercializa-


ção e distribuição de combustíveis nos
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA Postos de Abastecimento da Sonangol
Distribuidora

10
ACTUALIDADE
38
CULTURA

COLABORADOR DA Nossa Senhora


SONANGOL DISTINGUIDO da Muxima
Artigo de Jacob Cruz foi o melhor de 2015 A Mamã de todos os angolanos

18
destaque
42
TURISMO

Academia Huíla
O viveiro da Sonangol Terras Altas da Chela

20
REPORTAGEM
44
DESPORTO
MSTelcom Petro - Andebol júnior
Data Centers melhoram
‘‘O futuro da equipa está garantido’’
telecomunicações

GRANDE ENTREVISTA
24 50
A FECHAR
Engª Anabela Fonseca Sonangol promove
“É gratificante ver a evolução
“Natal Sem Fome 2015”
da Sonangol”

Propriedade Conselho de Administração Administradores Não Executivos Supervisão Impressão


Sonangol, E.P. Presidente Albina Assis Africano, José Gime, Nadiejda Santos, Hélder Sirgado, Damer Gráficas, S. A.
Francisco de Lemos José Maria André Lelo e José Paiva. Paula Almeida, Kimesso Kissoka
Tiragem 5.000 exemplares

Sede Administradores Executivos


Gabinete de Comunicação Fotografia Design Gráfico,
Anabela Soares de Brito Fonseca, Ana
Rua Rainha Ginga, 29/31 e Imagem José Ribeiro Quarenta, Apoio Editorial
Joaquina Van-Dúnem Alves da Costa,
Caixa Postal 1316 Luanda hld.gci@sonangol.co.ao Henrique Lima Artur e Produção
Fernando Joaquim Roberto, Fernandes
Tel.: 226 643 342 / 226 643 343 Zwela Publishing
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www.sonangol.co.ao Fernando Carvalho Jerónimo Mateus Cristóvão Benza Carvalho Neto, Diogo Lino

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revista disponÍvel nos voos >>> dezembro 2015 | 3


Editorial

A ESPERANÇA NÃO «ARREIOU»!

C
hegámos ao fim de mais um ano. É tempo de balanço; de pessoas e organizações.
É o tempo de fazer contas; de equacionar ganhos e perdas; alegrias e tristezas;
sucessos e insucessos. É tempo ainda para repensar projectos adiados e voltar a
sonhar. É enfim, chegado o tempo de meditação.

O ano prestes a findar não foi dos melhores. Antes pelo contrário. Quando começávamos
a ganhar o gosto pelo pódio do reconhecimento, a familiarizarmo-nos com as tendências
e realidades de crescimento, aos olhares de admiração, e, ainda que muitas vezes
impercetível, à vénia dos que à distância sempre espreitaram a nossa Angola, os ventos
sopraram à popa, em sentido contrário aos nossos desejos.

Usando uma expressão quase exclusiva das zungueiras, o petróleo “arreiou” e, com ele,
arrearam muitas das nossas melhores expectativas. Não se goraram, mas travaram
alguns dos nossos projectos.

Diz-se que é na adversidade que surgem as melhores oportunidades e conquistas. Tal


presunção não é científica. É, isso sim, uma forma de consolo que convida ao arregaçar de
mangas e ao espreitar de janelas de oportunidade.

É assim e sempre foi a vida. Com altos e baixos.

O momento convida ao engenho e à mudança de hábitos e procedimentos para que todos


juntos, por mais uma vez, espantemos a crise, filiados na certeza de que o país já sobreviveu
com o petróleo a preços muito mais baixos.

Adversidade? Conhecemo-la bem. Já nos bateu à porta. Lidámos amiúde com ela e sempre
mantivemos o discernimento de não permitir que a maldita convivência destronasse a
nossa esperança.

O povo angolano nunca «arreiou»!

Que 2016 teremos? O futuro ao futuro pertence. Mas o presente é nosso e com ele podemos
construir um amanhã risonho.

Para superar um momento difícil nada melhor do que deitar a mão à esperança, matéria-
prima não dos mercados nem dos especuladores. É nossa e só nossa!

E como a esperança não morre a unidade será a nossa grande bandeira rumo ao progresso
e bem-estar de todos os angolanos.

Boas festas e que 2016 materialize os nossos legítimos anseios.

Mateus Cristóvão

4 | Sonangol Notícias
Actualidade

Oito grupos empreiteiros vão


explorar o “onshore”
Petrolíferas qualificadas, após processo de licitação, para explorar blocos de
petróleo nas bacias terrestres dos rios Kwanza e Baixo Congo
A Sonangol E.P. divulgou os resultados do
processo de licitação, por bloco, que constitui
os grupos empreiteiros para a exploração de
cinco blocos na bacia do Kwanza e três na
bacia do Congo.
Dos operadores definidos para cada bloco
fazem parte: a Somoil (CON1, com oito
empresas não-operadoras); EC&MDS (CON5,
com mais quatro empresas); Sunshine
(CON6, com mais oito empresas); Grupo
Simples Oil (KON6, com mais seis empresas);
Alfort Petroleum (KON8, com mais cinco
empresas); AIS (KON9, com mais seis
empresas) e Soconinfa (KON17, com mais
nove empresas).
Dos 10 blocos previstos inicialmente, os
grupos de empreiteiros contratados irão
explorar apenas 8. No entanto, estes
representam mais de metade das reservas
conhecidas do país, com cerca de 7 mil
milhões de barris.
De acordo com o comunicado de Imprensa
divulgado pela petrolífera nacional, as
empresas associadas terão de apresentar
garantias bancárias pelo valor do programa
mínimo de trabalho e efectuar o pagamento
de 1 milhão de dólares (USD) em cada bloco
onde têm participação, de forma a poderem
assumir legalmente a sua integração nos
grupos empreiteiros.
As propostas referentes às licitações de
2014/2015 tiveram início em Abril de 2014 e
pré-qualificaram 38 empresas petrolíferas,
entre as quais a Galp Energia, Eni, Chevron
e Ecopetrol, que não chegaram à fase final
do concurso, e ainda 47 empresas não-
operadoras.
Segundo um relatório do Ministério dos
Petróleos, a produção angolana de petróleo
aumentou cerca de 12% no primeiro semestre
de 2015, permitido arrecadar 679.232 milhões
de kwanzas em receitas fiscais.
Fotos: José Quarenta

dezembro 2015 | 5
PRESIDENTE DE MOÇAMBIQUE
VISITA REFINARIA DE LUANDA
Filipe Nyusi e a sua comitiva assistiram às várias fases
de produção de petróleo
Texto: Tatiana Baptista
Fotos: Malocha

O
Presidente da República de Moçam-
bique, Filipe Nyusi, efectuou de 8 a
10 de Novembro de 2015 uma visita de
Estado a Angola, a convite do seu homólo-
go José Eduardo dos Santos, no âmbito da
consolidação das relações de fraternidade,
solidariedade, amizade e cooperação entre
os dois países.
No dia 9 de Novembro o chefe de Estado
moçambicano visitou a Refinaria de Luanda,
onde foi recebido pelo Ministro angolano dos
Petróleos, José Maria Botelho de Vasconce-
los, e pelo administrador da Sonangol E.P.,
Mateus Neto, em representação do Presiden- rativas que produzem vapor de alta pressão. a referida, subsidiária da Sonangol E.P., ter
te do Conselho de Administração, Francisco Na sua deslocação à Refinaria de Luanda, sido uma das escolhidas para a visita de Fi-
de Lemos José Maria. Filipe Nyusi fez-se acompanhar da primei- lipe Nyusi. Na ocasião, Custódio Gonçalves
O estadista moçambicano recebeu cumpri- ra-dama, Isaura Ferrão Nyusi, e de distintos afirmou aos jornalistas presentes que a re-
mentos de boas-vindas do presidente da Co- membros do executivo do seu país, entre os finaria tem actualmente uma capacidade de
missão Executiva da Sonaref, João Ramos, quais os ministros dos Recursos Minerais e produção de cerca de 55 mil barris de de-
assim como dos vogais Ana Maria Fançony, Energia, dos Negócios Estrangeiros, do Inte- rivados de petróleo/dia e que o objectivo é
Osvaldo Mancoca, Augusto Bravo e Custódio rior e dos Transportes e Comunicações, para atingir os 65 mil em 2016.
Gonçalves, este último igualmente adminis- além de vários empresários do seu país. Fundada em 1958, a Refinaria de Luanda
trador-delegado da única refinaria do país. Ao dirigir-se ao Presidente moçambicano ocupa uma área de 75 hectares (um hectare
No decurso da visita, que registou ainda a e à sua comitiva, o administrador-delegado equivale ao tamanho de um campo de fute-
presença de outros membros do Governo de da Refinaria de Luanda, Custódio Gonçal- bol) e está situada a 14 quilómetros do cen-
Angola, entre os quais o Ministro das Rela- ves, manifestou-se orgulhoso pelo facto de tro da cidade de Luanda.
ções Exteriores, Georges Chikoti, o chefe de
Estado da República de Moçambique teste-
munhou de perto o funcionamento da Refi-
naria de Luanda.
Filipe Nyusi não escondeu o seu regozijo ao
tomar conhecimento da existência do Ciclo
Combinado Refinaria de Luanda (CCRL), uma
central concebida para gerar vapor de água a
partir de energia elétrica e que tem uma ca-
pacidade de 33 Mw, com possibilidade de ex-
pansão para 44 Mw. O excedente de energia
eléctrica do CCRL, que futuramente também
irá fornecer água desmineralizada, tem sido
disponibilizado à rede pública (subestação de
Cacuaco). A central, que possui um elevado
nível de automatização, tem duas turbinas a
gás e uma a vapor, com potência instalada
unitária de 11 Mw, e duas caldeiras recupe-

6 | Sonangol Notícias
Actualidade

COP 21 – Cimeira da ONU sobre alterações climáticas


Angola precisa de 15 mil milhões USD
para combater efeito estufa
Delegação angolana pede compensação para não ter de abdicar do petróleo
com o objectivo de reduzir as emissões de gases para a atmosfera
Texto: Maria João Fernandes
Fotos: Divulgação

A
ngola esteve no centro das negocia- Santos. futuro sustentável”, reforçou.
ções durante a 21ª Conferência do De acordo com Manuel Vicente, o país “já Na conferência analisou-se a “solução” para
Clima (COP 21) após ter sido divulgado sofre as consequências das alterações cli- o desafio climático através do investimen-
que o país vai precisar de cerca de 15 mil mi- máticas”, sendo, por isso, urgente a adopção to em energias renováveis, em particular
lhões USD para poder implementar as me- de um acordo universal que permita reforçar a electricidade produzida por novas barra-
didas com vista à redução do efeito estufa, a transição das sociedades e das economias gens, mas também a produção de energia
propostas durante a cimeira, que decorreu para um nível mais baixo de carbono. eólica, solar e a partir de biomassa.
no início de Dezembro em Paris. De forma a atingir os objectivos do ideal cli- Durante a conferência, a ONU divulgou que
A delegação de Angola, que presidiu ao mático é necessário ampliar a base da eco- irá financiar com 100 mil milhões de dólares
grupo dos 48 países menos desenvolvidos, nomia angolana, sensibilizar a população, anuais os países em desenvolvimento a par-
defende que a solução não passa por com- mas, sobretudo “agir agora para proteger
tir de 2020, enquanto a França assumiu um
prometer a utilização do petróleo, mas, sim, o desenvolvimento das comunidades mais
investimento de seis bilhões de euros para
pelo apoio dos países mais ricos na diversifi- pobres e vulneráveis”, afirmou a ministra do
cação da economia e em projectos de adap- a electrificação do continente africano nos
Ambiente, Fátima Jardim, realçando que as
tação climática. alterações climáticas já têm repercussões próximos cinco anos.
O encontro, que reuniu mais de 140 chefes visíveis em território nacional, em especial Angola, que poderá sair em breve do grupo
de Estado e de Governo, contou com a pre- no sul do país, com cerca de 31% do territó- dos países mais pobres das Nações Unidas,
sença do Vice-Presidente da República de rio angolano afectado pela seca e desertifi- comprometeu-se perante a ONU a reduzir
Angola, Manuel Vicente, em representação cação. “É preciso orientar os países para o entre 35% a 50% as emissões de gases até
do Presidente angolano, José Eduardo dos caminho de um ambiente mais seguro e um 2030.

dezembro 2015 | 7
Sonangol e ENI reforçam parceria
Empresas estão a avaliar projectos de potenciais campos de produção de gás

F
oi estabelecido um novo reforço da doméstico, permitindo um maior acesso da
parceria estratégica e operacional população à rede de energia. Neste sentido,
entre a petrolífera italiana ENI e a a Sonangol e a ENI estão a avaliar projectos
Sonangol E.P., durante um encontro, que de desenvolvimento de campos de gás, na
teve lugar em Roma, no dia 4 de Novembro, Bacia do Congo, para a produção de energia
e onde estiveram presentes o Presidente do eléctrica no país.
Conselho de Administração da Sonangol, A parceria entre as duas empresas consolida-
Francisco de Lemos José Maria e o CEO da se, igualmente, com a cooperação no
ENI, Cláudio Descalzi. desenvolvimento da Refinaria do Lobito,
A reunião serviu para abordar temas como o projecto que visa tornar Angola auto-
gás natural, cujo trabalho conjunto das duas suficiente no aprovisionamento de gás e
petrolíferas irá resultar na produção de gás petróleo.

Projecto inovador de bombas


multifásicas no Bloco 17
Estrutura permite a produção de mais 30 mil barris diários

O
novo projecto tecnológico “Bombas
Multifásicas (MPP)”, localizado no
Campo Rosa, no Bloco 17 do offshore
angolano, vai permitir adicionar 30 mil barris
por dia (30 kbbl/d) à produção actual deste
bloco.
O arranque do projecto foi anunciado no dia
30 de Outubro pela Sociedade Nacional de
Combustíveis de Angola – Sonangol E.P., a
Total E&P Angola e as suas associadas.
A produção actual do Bloco 17 é garantida
pelas seguintes Unidades Flutuantes de
Produção, Armazenamento e Descarga de
Petróleo: Girassol, Dália, PazFlor e CLOV.
O objectivo do projecto consiste na instalação,
no fundo do mar, de quatro bombas
multifásicas de alta pressão conectadas à
rede de produção submarina existente no
Campo Rosa. Estas bombas vão permitir a
recuperação de cerca de 42 milhões de barris
de reservas adicionais, através da aplicação de
tecnologia inédita a nível mundial. O projecto
inclui também a instalação de um cabo
eléctrico de ligação entre as FPSO Girassol
e Dália com vista a fornecer a electricidade
necessária ao funcionamento das bombas.
O Bloco 17, operado pelo Grupo Total, conta
com uma produção recorde de 2 mil milhões
Foto: Thierry Gonzales de barris em Abril de 2015.

8 | Sonangol Notícias
Notícias

Deputados recebem sede imponente


A nova sede da Assembleia Nacional foi inaugurada pelo Presidente da República,
José Eduardo dos Santos, no ano e mês dos 40 anos de independência

A obra
Início: Maio de 2010;
Custo: 185 milhões USD
Área de implantação: 72 mil m2;
Pisos: 4
Localização: Distrito da Ingombota,
Centro Político Administrativo
Mão-de-obra: 5.176 trabalhadores (88%
nacionais e 12% expatriados)
Capacidade: Pode albergar 1.200
pessoas nas várias salas de reuniões.
Conta também com 4.600 assentos, dos
quais 1.400 destinados a convidados.
Estacionamento: Mais de 494 lugares

N
o dia 10 de Novembro, os deputados riam ter motivos para estar animados. aspecto majestoso deste edifício”, concluiu
mostraram-se satisfeitos com a Por seu lado, o líder do grupo parlamentear o Almirante André Mendes de Carvalho
imponente obra do novo edifício da da UNITA, Raúl Danda, admitiu que se pre- (Miau) que esteve presente na inauguração.
Assembleia Nacional, em Luanda. O Pre- cisava, efectivamente, de melhores instala- A cerimónia contou com a presença do Pre-
sidente do Grupo Parlamentar do MPLA, ções para desenvolver o trabalho de forma sidente da Assembleia Nacional, Fernando
Virgílio de Fontes Pereira, disse que o novo mais produtiva. da Piedade Dias dos Santos e de represen-
edifício só pode vir a beneficiar as tarefas “Esperamos que a organização e o funcio- tantes dos poderes político, legislativo e ju-
do parlamento e que, por isso, todos deve- namento do parlamento correspondam ao dicial e diversos convidados.

dezembro 2015 | 9
COLABORADOR DA
SONANGOL DISTINGUIDO
EM EVENTO INTERNACIONAL
Artigo de Jacob Cruz foi o melhor de 2015

O
colaborador da Direcção de Produção mento de Risers em Angola. sobre os Sistemas acima referidos, feito pela
da Sonangol E.P., Jacob Cruz, foi re- Refira-se que Risers são tubos que fazem ADC (Angola Deepwater Consortium), uma
centemente premiado no decorrer da a ligação entre os poços de petróleo, no associação entre a Sonangol E.P. e a Doris
conferência da DOT (Deep Offshore Techno- fundo do mar, e as plataformas ou navios, na Engineering.
logy), realizada no Texas (Estados Unidos da superfície. A Sonangol vê assim mais um dos seus cola-
América), como resultado da sua excelente O artigo de Jacob Cruz, considerado o boradores ser distinguido internacionalmente,
elaboração e consequente apresentação de melhor da edição de 2015 da conferência facto que dignifica não só a petrolífera nacio-
um artigo sobre os Sistemas de Monitora- da DOT, foi produzido no âmbito do estudo nal, mas também o país de um modo geral.

10 | Sonangol Notícias
Notícias

ESCRITOR MOÇAMBICANO
VENCE GRANDE PRÉMIO SONANGOL
DE LITERATURA 2016
A obra “A carta da Mbonga”, do escritor moçambicano Suleimane Cassoma
Abdulremane, com o pseudónimo literário de Peniwaku Sassa, é a vencedora
da edição de 2016 do Grande Prémio Sonangol de Literatura

O
António Fernandes da Costa, do
veredito do júri, anunciado
recentemente em Luanda, Ministério da Cultura de Angola,
pela União dos Escritores integrou Cornélio Caley, em repre-
Angolanos (UEA), teve em conta sentação da Sonangol, a empre-
vários factores, nomeadamente sa patrocinadora do concurso,
a qualidade temática e o valor Manuel Muanza, da UEA, Carlos
educativo da obra, o ritmo da Paradona (Moçambique), Fátima
prosa, a linguagem aprimorada, Fernandes (Cabo Verde), Francisco
assim como o poder criativo e Conduto de Pina (Guiné Bissau) e
a originalidade. O júri concedeu Frederico Gustavo dos Anjos (São
também uma menção honrosa Tomé e Príncipe).
à obra “A dança da Chuva”, de
autoria do escritor angolano Entretanto, o prémio será entregue
Fragata de Morais (pseudónimo ao seu vencedor apenas no dia 25
Soma Yinene). de Fevereiro de 2016, data do 40º
O corpo de jurado, presidido por aniversário da Sonangol.

Suleiman Cassamo
Mini-Biografia

S
uleiman Cassamo nasceu em 1962, em Marracuene, Sul
de Moçambique. Possui larga colaboração na imprensa do
país, tendo como influências literárias autores como Edgar
Alan Poe, Ernest Hemninguay, William Saroyan, Rúben Braga,
Dalton Trevison e, particularmente, o mexicano Juán Rulfo, per-
cursor do chamado realismo mágico na América Latina.

A sua obra mais conhecida, O Regresso do Morto (contos), saiu


em Moçambique, Angola, Portugal, Espanha e França. Em 1994,
foi apontada pela UNESCO “obra representativa da literatura mo-
çambicana no património literário universal”. Também publicou
Amor de Baobá (crónicas) e Palestra Para Um Morto (novela).

Em 1994, venceu o Prémio Guimarães Rosa, RFI e União Latina,


Paris, e, muito recentemente, o Grande Prémio Sonangol de
Literatura 2016, da petrolífera angolana Sonangol, aberto aos
escritores africanos de língua portuguesa.

dezembro 2015 | 11
ANGOLA 40 ANOS
Sonangol comemora Independência
Foram várias as actividades patrocinadas pela empresa no âmbito das
celebrações dos 40 Anos de Independência

A
Sonangol E.P. festejou os 40 anos de que até 2026 a petrolífera angolana almeja representação do Benfica de Luanda. O atleta,
Independência de Angola através da tornar-se a maior companhia do sector em filho do renomado ciclista angolano, Alberto da
realização de várias actividades come- África. Silva “Pepino”, conquistou 5 etapas e classificou-
morativas, entre as quais se destacaram: a Por ocasião da Independência, mas no campo se em primeiro lugar na prova em circuito
Olimpíada Caça-Talentos”, o Torneio de futebol desportivo, foi também promovido um torneio fechado, realizada na Praça da Indepedência,
“Angola 40 Anos” e a primeira Volta a Angola de futebol, no Estádio Nacional 11 de Novembro, na capital. A competição, decorreu de 7 a 18
em Bicicleta. em Luanda, de onde a selecção angolana saiu de Outubro de 2015, abrangendo um percurso
A “Olimpíada Caça-Talentos” premiou 18 jovens vencedora derrotando a equipa da República total de 1.176Km, divididos pelas localidades do
talentos nacionais que se destacaram nas Democrática do Congo por 1-0. Na competição Kuito (Bié), Huambo, Ganda, Benguela, Lobito,
disciplinas de Matemática, Física e Química, participaram também as selecções da Namíbia Sumbe, Gabela, Dondo, N’Dalatando, Malanje,
e que pelo devido mérito, participaram do e da Zâmbia. Camabatela, Uíge, Quibaxe, Caxito e Luanda.
projecto “Fale com o PCA”. Para finalizar o calendário de actividades No evento participaram 12 equipas, entre as
Durante cerca de 45 minutos os cinco primeiros patrocinadas pela Sonangol no quadro dos 40 quais seis nacionais e seis estrangeiras, com
classificados do concurso nacional tiveram a Anos da Independência, seguiu-se a Volta a atletas provenientes de Cabo-Verde, São Tomé e
oportunidade de fazer perguntas ao PCA sobre Angola em Bicicleta, de onde saiu mais uma Príncipe, Moçambique, República Democrática
a Sonangol, tendo ficado a saber, por exemplo, vitória angolana, em nome de Igor Silva, em do Congo, Portugal e França.

Fotos: José Quarenta

12 | Sonangol Notícias
Notícias

Gás Rural chega


ao Ícolo e Bengo
Habitantes da Comuna de Cabiri já podem cozinhar em fogão a gás
Texto: Maria João Fernandes
Foto:Orlando Zumbi

Com a proximidade do posto de abasteci-


mento, a população passa a ter o acesso
facilitado à compra da botija, deixando de
percorrer vários quilómetros para ir buscar
lenha.
O preço da garrafa de 12 kg (capacidade má-
xima de enchimento) é o definido por tabela
(660 AKZ) mas, de acordo com a Adminis-
tradora da Sonangol, Eng.ª Ana Joaquina,
“a grande vantagem está no facto de o povo
poder pedir o enchimento consoante aquilo
que pode pagar, ou seja, vem com uma
botija e abastece com 100 ou 200 AKZ, por
exemplo. Além de ficar mais barato, é mais
seguro para a população adquirir uma botija
certificada do que comprar no mercado
informal”, adiandou.
Durante os próximos oito meses o projec-
to “Gás Rural” será testado em Cabiri. O

N
o dia 17 de Setembro a comuna de biomassa e do queimador. objectivo é estender o projecto a todas as
Cabiri, no município do Ícolo e Bengo, “Tivemos o cuidado de saber como as pes- províncias do país.
inaugurou o primeiro posto de abaste- soas vivem e durante as visitas das equipas O posto de abastecimento desta comuna
cimento e venda de gás butano da região, na de sensibilização verificámos que ainda há irá funcionar durante oito horas diárias e
presença de vários quadros da direcção da muita gente que utiliza o gás sem respeitar tem uma capacidade de enchimento até 710
Sonangol, da Sonagás e do Administrador do as condições mínimas de segurança”, con- botijas por dia.
Ícolo e Bengo, Adriano Mendes de Carvalho. cluiu a Eng.ª Bernardina Costa, Coordenado-
A iniciativa “Gás Rural”, implementada pela ra do Projecto Gás Rural.
Sonagás, tem como objectivo “reduzir o con- Em Cabiri, menos de 15% da população
sumo de carvão e lenha, que ainda é muito utilizava gás. Das 5.380 pessoas catalogadas
frequente nos meios rurais e, acima de tudo, no projecto as primeiras 3.000 irão receber
permitir que o gás chegue a todas as popu- um kit de oferta composto por uma botija,
lações”, assegurou Rúben Costa, Presidente redutor, mangueira e fogão.
da Comissão Executiva da subsidiária da Uma das principais vantagens do gás é que
Sonangol. é um produto limpo, não provoca problemas
Esta iniciativa-piloto tem também a res- de saúde, ao contrário da lenha, é mais fácil
ponsabilidade de instruir a população sobre de transportar, permite cozinhar com maior
como utilizar o gás de cozinha e, nesse sen- rapidez e não prejudica o meio ambiente.
tido, a Sonagás efectuou previamente uma Dona Helena é natural de Cabiri e sempre
campanha de sensibilização junto das 14 cozinhou com lenha. É uma das contempla-
povoações de Cabiri, exemplificando a forma das com o kit Gás Rural e diz-se “contente”
correcta de funcionamento da botija de gás com a oferta, “vou deixar de apanhar com o
e alertando para os perigos da utilização da fumo”, exclamou.

dezembro 2015 | 13
II Conferência
de Petróleo e Gás
O Petróleo ainda é o principal suporte da economia angolana.
Vários quadros e especialistas do sector petrolífero reuniram-se em Luanda
para debater novas medidas com vista a uma maior diversificação da economia
nacional. O objectivo consiste em promover a sustentabilidade, diminuindo a
dependência externa
Texto: Nélson Cantos
Foto: Orlando Zumbi

14 | Sonangol Notícias
Especial Notícias

lífero, na perspectiva de incentivar os outros ramos da economia,


tem vindo a identificar as necessidades e capacidades das empre-
sas nacionais em fornecer bens e serviços, criando condições para
promover parcerias, impulsionando a cooperação com as operadoras
e prestadoras de serviços e com empresas de outras áreas com
capacidade para participar na actividade da indústria.
Adicionalmente a estas medidas, prosseguiu o Ministro, compete
ao sector promover e identificar potenciais investidores estrangei-
ros, contribuir para a capacitação do empresariado nacional, assim
como identificar potenciais bancos comerciais interessados em
financiar as empresas nacionais e incentivar a formação de qua-
dros nas áreas das geociências, e outras, que suportem a indústria
petrolífera.
“Foram identificadas algumas áreas de actividades para o arranque
do processo de forma sustentada e experimental, aproximando o
sector da agricultura e das pescas como principais fornecedores de
produtos às empresas de refeições ao serviço da indústria petro-
lífera, para além de outros segmentos prestadores de serviços”,
asseverou Botelho de Vasconcelos.
O Ministro considerou, ainda, o conteúdo local como instrumen-
to para a geração de riqueza, emprego, tecnologia, investigação e
desenvolvimento, fortalecimento do parque industrial e promoção da
competitividade, induzindo a redução dos custos dos empreendimen-
tos e consequentemente a diminuição cadenciada da dependência
externa.

O
sector petrolífero angolano mantém-se como principal
suporte do crescimento da economia nacional, com um peso
interno bruto de cerca de 35%, acima de 90% nas importações,
afirmou, em Luanda, o Ministro dos Petróleos, José Maria Botelho
de Vasconcelos.
Segundo este governante, que falava na abertura da II edição da Con-
ferência e Exposição de Petróleo e Gás, que decorreu em Luanda,
nos dias 22 e 23 de Outubro, o facto de o petróleo ser ainda o princi-
pal produto de exportação leva o Governo a tomar medidas económi-
cas e jurídicas para garantir a mudança da estrutura económica de
forma sustentável e acelerada, com base nas políticas públicas e nos
seus instrumentos identificados no Plano Nacional de Desenvolvi-
mento de 2013/2017.
Para o Ministro, o Ministério dos Petróleos, como órgão responsável
para o fomento de conteúdo nacional do sector, propõe-se apresen-
tar o projecto de estratégias para a inserção e fomento do empre-
sariado nacional, com vista à redução das importações de bens e
serviços, e garantir a diversificação da economia, bem como identi-
ficar as fragilidades e os riscos associados à política de produção de
conteúdo local de maneira a que estas sejam sustentáveis.
“Aproveitamos o ensejo para informar que a problemática do conteú-
do local foi tema de análise no último Conselho do Ministério, do
qual resultou um conjunto de importantes recomendações que tem
estado a merecer o devido tratamento”, informou o titular da pasta.
Botelho de Vasconcelos acrescentou, também, que o sector petro-

dezembro 2015 | 15
PA’s DA SONANGOL, ÚNICOS PONTOS
COM OS TESTES DE QUALIDADE DE
COMBÚSTIVEIS!
«CONTROLO +», os Laboratórios móveis que garantem a qualidade e
fiabilidade dos combustíveis nos Postos de Abastecimento da Sonangol
Texto: Sonangol Distribuidora
Fotos: Malocha

A
preocupação de garantir produtos
fiáveis, e de alta qualidade para a
satisfação do cliente, e, consequen-
temente a segurança dos equipa-
mentos e veículos, bem como a diferencia-
ção dos combustíveis comercializados nos
postos de abastecimento da empresa, levou
a Sonangol Distribuidora a implementar, em
2007, um programa de controlo da qualidade
de combustíveis nos seus postos de abaste-
cimento, introduzindo laboratórios móveis,
denominados CONTROLO+.

Breve historial do serviço de “CONTROLO +


“efectuado pela Sonangol Distribuidora com início em 2007;

Com a evolução do parque automóvel


e industrial a nível nacional, não só em
quantidade mas, também, em termos
tecnológicos, exige-se maior preocu-
pação com a qualidade do combustível.
Nesta conformidade houve a necessida-
de de se criar o programa denominado:
“CONTROLO +” – CONTROLO DE QUALI-
DADE DOS COMBUSTÍVEIS.

Até chegar ao depósito do veículo o


combustível passa por várias etapas,
tais como: tubagem (pipelines), tanques
de armazenagem, camiões-cisternas,
tanques de postos de abastecimento e
tanques de clientes, percurso que pode
constituir um risco à qualidade dos
combustíveis.

16 | Sonangol Notícias
Desenvolvimento

Controlo de qualidade: São 16 o número de


São efectuadas acções relacionadas com
a medição da qualidade para diagnosticar
tos fornecidos aos nossos clientes esteja
salvaguardada de acordo com as normas e
carros que operam como
se os requisitos estão a ser respeitados. especificações nacionais e internacionais; e laboratório do «CONTROL0
Estas visam atingir os seguintes objectivos: identificar problemas de não conformidade
a qualidade dos combustíveis até ao con- a fim de direcionar acções de Controlo de +» ao nível de todas as
sumidor final; que a qualidade dos produ- Qualidade eficazes.
províncias do país:
VIATURAS PROVÍNCIA

1 Cabinda

1 Bíe/ K.Kubango

1 Cunene

1 Huíla/ Namibe

1 Huambo

4 Luanda/ Bengo

1 Malanje/ L. norte

1 K.Norte

1 Moxico/ L.Sul

1 K.Sul

1 Benguela
Formações Actividades desenvolvidas 1 Uíge

Para o êxito operacional são realizadas


pelos técnicos:
1 Zaire
formações a colaboradoras de PA’s,
clientes de consumo e parceiros da SNL • Inspecionar os tanques na carga e
e disponibilizados kits de análise para descarga de produtos (combustíveis);
efetuar os testes de campo. • Tratar reclamações de clientes sobre
O programa conta também com o apoio a qualidade de produtos;
das subsidiárias e laboratórios do grupo • Inspecionar as instalações de armaze-
Sonangol. nagem de combustíveis para verifica-
ção do cumprimento das normas de
controlo de qualidade;
• Fazer recomendações para eliminação
das não conformidades;
• Acompanhar as auditorias externas
para garantia da qualidade dos produ-
tos nos aeroportos, desde a armaze-
nagem à entrega ao cliente; Em termos de recursos humanos o
• Desenhar e realizar acções de for- programa conta com oito técnicos de
mação, internas e externas, sobre controlo de qualidade e oito partilhados
normas de controlo de qualidade para (negócio do retalho e consumo) dis-
o pessoal que manuseia os produtos tribuídos nas diversas províncias que
SNL; monitorizam os combustíveis comer-
• Contribuir para solucionar problemas cializado nos postos de abastecimento
de impacto ambiental causados por Sonangol e clientes de consumo, desde
resíduos de produtos petrolíferos. a recepção no PA, até ao cliente final.

dezembro 2015 | 17
Academia

O viveiro da Sonangol
Em entrevista exclusiva à Sonangol Notícias, o presidente da Comissão
Executiva da Academia Sonangol, Baltazar Miguel, considera a escola o
viveiro da petrolífera angolana e o único centro de caça-talentos tendo
em vista as metas de exploração e produção de petróleo. Estão criadas as
condições para elevar as competências dos colaboradores
Texto: Euclides Seia
Foto: Malocha e Academia Sonangol

Sonangol Notícias: Qual o papel da Aca-


demia nos desafios de desenvolvimento e
crescimento da Sonangol?
Baltazar Miguel: De acordo com o Pro-
grama de Desenvolvimento Corporativo e
Empresarial (PDCE) 2013-2022, os desafios
da Sonangol apontam para uma necessida-
de de aumento das reservas petrolíferas,
da capacidade produtiva e rentabilidade
dos seus negócios. O sector de oil & gas
caracteriza-se por complexidade tecnoló-
gica sistemática e por riscos. Por isso há
necessidade de qualificação e actualização
constante dos seus quadros em diversos ní-
veis de actuação. Existe, também, a neces-
sidade de identificação de futuros colabo-
radores para substituição dos que passarão
à reforma no decorrer da implementação
do PDCE. É neste sentido que a Academia
Sonangol se posiciona como viveiro dos fu-
turos colaboradores da Sonangol e o único
centro de caça-talentos e de contratação. A numa média diária de 2 milhões de barris res e instrutores, dos quais cinco foram
Academia assegura a promoção de forma- de petróleo/dia até Janeiro de 2016, bem subcontratados.
ção e desenvolvimento do capital humano como sustentá-la por um período de 5 anos. SN: Quantos colaboradores formam por
da Sonangol E.P. e das suas subsidiárias SN: Que cursos estão disponíveis na Aca- ano?
através do desenvolvimento e implementa- demia? BM: A Academia Sonangol forma, por ano,
ção de políticas e estratégias que fomentem BM: Para o ano de 2016, e através das suas 2.200 colaboradores em cursos de educa-
desenvolver aptidões, habilidades e conhe- escolas, a Academia ministrará cursos de ção corporativa e mais de 20.000 formandos
cimento nos trabalhadores. conversão de carreira no campo das Geo- em cursos marítimos e de segurança.
SN: Qual o impacto esperado com a im- ciências e Engenharia de petróleos, lideran- SN: Quais as vantagens da existência da
plementação destas estratégias na actual ça, segurança, gestão e cursos industriais, Academia para o grupo Sonangol?
actividade do grupo Sonangol? como a condução defensiva, trabalho de BM: Com a existência da Academia Sonan-
BM: Com a implementação das estratégias resgate em altura e habilitação eléctrica. gol, as iniciativas ou acções de formação
de actuação da Academia pretende-se con- SN: Quantos formadores fazem parte da passaram a estar agregadas num único
tribuir para a materialização dos objectivos Academia? ponto, o que traz à empresa uma vantagem
estratégicos da Sonangol, tornando-a uma BM: A Escola Petrotécnica e de Engenharia em termos de organização, desenvolvimen-
empresa líder no mercado regional, com- conta com 38 formadores e monitores, a to das competências-chave, assim como
petitiva e sustentável. O objectivo é garantir, Escola de Gestão e Liderança conta com 34, críticas e optimização de recursos. Além de
assim, o alcance das metas de produção e a Escola de Segurança com 19 formado- aprimorar o capital intelectual, a cultu-

18 | Sonangol Notícias
Destaque

ra organizacional, a descoberta de novos licenciaturas no âmbito da execução do rios individuais encaminhando-os para a
talentos e a educação pautada por valores seu programa estratégico, de aumento de Direcção de Recursos Humanos da Sonan-
humanos para atender os objectivos estra- produção, e da sua responsabilidade social, gol E.P que, posteriormente, faz a gestão
tégicos da empresa. alinhada com a política de “angolanização” dos candidatos até à admissão efectiva nas
SN: No âmbito da sua actividade de gestão, do sector petrolífero. empresas do grupo.
quantos bolseiros existem actualmente e SN: Qual o papel da Academia no processo SN: Porquê a criação de uma Academia
em que países estão distribuídos? de recrutamento da Sonangol? Sonangol?
BM: Actualmente, o Programa de Bolsas de BM: Resume-se na identificação, atracção BM: A Academia foi criada em 2013, à luz da
Estudo da Sonangol conta com aproxima- e recrutamento de candidatos de elevado orientação do Conselho de Administração
damente 2.000 bolseiros, maioritariamente potencial, com perfil adequado às necessi- da Sonangol, E.P., no âmbito dos objectivos
nos cursos de geociências, engenharia e dades da Sonangol E.P. e das suas subsi- e metas do PDCE. Foi pensada numa pers-
tecnologias. Os estudantes estão distribuí- diárias. Nesta perspectiva, o nosso papel pectiva de congregação de todas as inicia-
dos pelos vários países do mundo: E.U.A, começa logo que recebemos o Plano de tivas de formação até então identificadas,
Portugal, Brasil, França, Canadá, Chile, Necessidade Global Aprovado. Para o efeito, e com o objectivo de criação de políticas e
Cuba, Namíbia, África do Sul, Espanha e a Academia elabora e divulga o anúncio estratégias de desenvolvimento de compe-
Reino Unido. Em Angola estão distribuídos do concurso público através do Jornal de tências dos colaboradores da petrolífera, de
entre Benguela, Huíla e Luanda. Angola e recepciona as candidaturas. De modo a reduzir o défice de competências.
SN: Que destino é dado aos bolseiros? seguida, efectuamos a triagem com base Por outro lado, e atendendo ao quadro
BM: O programa de bolsas visa atrair os nos requisitos predefinidos pelas áreas elevado de reformas previstas, no mesmo
melhores estudantes para apoiar no ajus- requisitantes e convocamos os candidatos ano iniciou-se a execução do Programa de
tamento gradual da dinâmica da mobilida- aptos para outra avaliação, como testes Recrutamento Externo de Pessoal para a
de dos recursos humanos da Sonangol, e psicotécnicos e de personalidade, provas Sonangol, no qual se inserem os Programas
garantir a melhor qualidade dos candidatos de conhecimento e entrevistas por compe- de Bolsas de Estudo Externas como forma
no mercado trabalho. Através de concurso tências. Depois da realização de todas as de aumentar a oferta de colaboradores
público, a Sonangol oferece bolsas para avaliações, a Academia elabora os relató- qualificados.

dezembro 2015 | 19
MSTelcom

Data Centers melhoram


telecomunicações
A MSTelcom continua a investir forte nas tecnologias de informação e
comunicação. Os Data Centers que surgem em Luanda constituem o virar de
página no negócio das telecomunicações e vêm juntar-se a serviços como o
Centro de Monitorização e Operação de Rede e a Net One

Texto: Euclides Seia


Fotos: Orlando Zumbi e Malocha

20 | Sonangol Notícias
Reportagem

Â
ngelo Gama, responsável pela área de Monitorização e Operação de Rede e
de desenvolvimento de negócio também à Net One.
da subsidiária da Sonangol E.P., No Centro de Monitorização e Operação de
disse que o surgimento dos Data Centers Rede, mais conhecido pela sigla inglesa
“é um virar de página” no negócio das “NOC”, os técnicos da MSTelcom visua-
telecomunicações. “Não importa só lizam toda a rede num só ecrã, onde se
vender serviços de comunicações aos conseguem trocar informações e acompa-
clientes a nível de voz, como de outros nhar em tempo real tudo o que está acon-
segmentos das transmissões. Importa, tecer com os clientes e com o sistema de
também, oferecer um serviço de valor fibra óptica. Ângelo Gama afirma que “se
acrescentado”, adiantou. houver algum problema de comunicação
Na opinião do dirigente da MSTelcom, o com um cliente, activam-se, imediatamen-
cliente empresarial não vai precisar mais te, todos os mecanismos para resolver o
de ter a sua própria infraestrutura, como problema identificado ou apresentado».
servidores e pessoal para gestão de rede e A monitorização e operação de rede é feita
manutenção de e-mails, internet e outros. 24h sob 24h durante todos os dias do ano.
Questões como a falta de comunicação “Os serviços que vendemos aos nossos
devido à queda do sinal ou do sistema, clientes são muito importantes para o de-
deixam assim de ser preocupação do senvolvimento e também para a qualidade.
cliente passando a ser da MSTelcom. As comunicações nas operações de uma
“Nós garantimos tudo o que é essencial empresa são uma componente indispen-
para os nossos clientes institucionais, in- sável, por isso não podemos descuidar-
clusive máquinas, caso não tenham. Nesta
situação o cliente deve apenas instalar
-nos”, justificou o líder da pasta do desen-
volvimento de negócio da MSTelcom.
Os jovens operadores
as suas aplicações nas nossas máquinas Por outro lado, a parceira com a Net One Sílvia Alberto, 27 anos, três dos quais
porque a gestão nós fazemos”, garantiu o compreende uma unidade de negócio da MS- dedicados à MSTelcom, afirmou que
responsável. É nisso que reside a impor- Telcom que está dedicada a outro segmento quando o cliente anuncia a existência
tância dos Data Centers: o cliente passa do mercado: “enquanto nós atendemos em- de um problema na comunicação, em
a preocupar-se mais com aquilo que sabe presas, a Net One dá solução aos problemas 15 minutos a equipa procura fazer o
fazer, se a empresa cliente for uma fábri- de comunicação a nível residencial, como monitoramento e saber realmente
ca preocupa-se apenas com a produção e telefone e internet. Essa divisão de tarefas qual o problema: “se nós, equipa da
se for uma transportadora com os trans- é feita em função das exigências do cliente primeira linha, não encontrarmos
portes, por exemplo. corporativo”, frisou o interlocutor. a solução, passamos a questão aos
O objectivo da subsidiária consiste na bus- Apesar de atender organizações dos técnicos da segunda linha que têm
ca incessante da melhoria da qualidade diversos sectores socioeconómicos, e de outros equipamentos”, explicou a
dos seus produtos e serviços de forma a o seu foco principal ser o cliente da área estudante do 5.º ano de electrónica e
satisfazer as necessidades e expectativas de petróleo e gás, a MSTelcom não exclui telecomunicações.
dos clientes e, nesse sentido, os Datas potenciais clientes, vendendo números de João Panguila, formado em elec-
Centers juntam-se aos serviços do Centro telefone fixo também a particulares. trónica de telecomunicações pela
Universidade Agostinho Neto, asse-
gurou que trabalham como advoga-
dos da empresa e dos clientes: “a
nossa tarefa é manter os serviços
ininterruptos, por isso temos todas a
ferramentas para satisfazer o cliente,
desde a transmissão da informação
via fibra óptica, satélite e micro-on-
da”, reiterou o jovem de 29 anos.
O objectivo do gestor de rede consis-
te em gerir os níveis de qualidade de
serviços que a instituição presta aos
clientes. “O que não pode acontecer
é o cliente ficar privado dos nossos
serviços nem que seja por um curto
período de tempo”, garantiu o técnico
que se tornou quadro da MSTelcom
por intermédio de um estágio acadé-
mico.

dezembro 2015 | 21
Novidade
Na MSTelcom as inovações continuam a acrescentar valor à subsidiá-
ria que opera no campo das telecomunicações. Para fechar o ano com
chave de ouro, a organização lançou no final de Novembro o portal da
MSTelcom e está a construir mais Data Centers para que os clientes
possam telefonar e ter maior acesso aos seus serviços. Em Dezembro
são lançadas duas campanhas: a de internet, onde os preços baixam
até 50%, e a de unificação dos preços de serviços de comunicação,
independentemente da localização do cliente no território nacional.

Novas Oportunidades de Negócio


Face à actual conjuntura económica do país, a MSTelcom
está a apostar fortemente no negócio dos Data Centers e no
projecto de expansão da rede de fibra óptica.
Líder das comunicações em Angola, a empresa garantiu a
operação de envio de faxes durante as eleições de 2008; os
números de telefone utilizados no processo de contagem
dos votos das províncias para a capital do país; e as comu-
nicações durante o Afrobasktet e o campeonato africano de
andebol, realizados em Angola. Actualmente, divide a rede
de fibra óptica para as operadoras telefónicas Movicel e
Angola Telecom.

Telecomunicações e saúde
O bem-estar e a segurança dos colaboradores são, igual-
mente, preocupações da empresa. Na sua sede, localizada
na estrada de ligação ao Farol das Lagostas, por trás da
Refinaria de Luanda, existem um posto médico e um ginásio
equipados para atender os trabalhadores.
A médica Belita do Céu Chieque considera importante a
existência do posto de saúde nas instalações: “porque deste
modo prevenimos as doenças do fórum ocupacional em fun-
ção da radiação eletromagnética”, afirma. Além disso, “as
patologias frequentes no atendimento médico são as doen-
ças respiratórias agudas, hipertensão arterial e diabetes”,
mencionou a médica do centro que conta com quatro camas,
uma farmácia, um enfermeiro e um assistente social.
O professor do ginásio, Tito Francisco, salientou também a
necessidade de os funcionários fazerem exercício físico para
correcção postural, acautelar o desvio da coluna e eliminar
o stress.

22 | Sonangol Notícias
Reportagem

dezembro 2015 | 23
Engª Anabela Fonseca

“É gratificante ver
a evolução da Sonangol”
Começou por trabalhar no Ministério dos Petróleos ainda como estudante e
está há quase duas décadas nos quadros da Sonangol. Passou pelas áreas de
refinação e comercialização. Não temeu os desafios e a trajectória de “apren-
dizagem” que a levaram até ao Conselho de Administração da empresa. Vê
na refinação um negócio de futuro, “de independência e de benefícios” para o
país. A engenheira Anabela Fonseca admite que ainda há muito por fazer mas
que é na “persistência” que se vêem as grandes mudanças
Texto: Sonangol
Fotos: José Quarenta

24 | Sonangol Notícias
Grande
Entrevista

Sonangol Notícias (SN): Tradicionalmente o externa. No Ministério trabalhava na área produção de petróleo bruto para 1.800.000,
sector petrolífero é dominado por homens. de refinação e vim para a área de comer- e até já chegámos aos 2.000.000, adquiri-
Porque escolheu uma carreira na indústria cialização da Sonangol. Trabalhei algum mos 10 navios “Suezmax”, 3 navios de LNG,
petrolífera? tempo como técnica de análise de políticas melhorámos as infraestruturas das nossas
Anabela Fonseca (AF): Eu não escolhi uma do mercado, na direcção de comercialização. instalações por Angola fora, muitas ainda
carreira na indústria petrolífera. Eu sou na- Depois subi a chefe desse departamento não estão bem definitivamente, mas temos
tural do Bié e vim para Luanda estudar. No (Análise de Políticas do Mercado). Houve outras que funcionam. Contribuímos para a
2.º ano da universidade comecei a procurar uma reestruturação, deixou de existir a formação do país, formámos bolseiros que
emprego e arranjei-o no Ministério dos Pe- Direcção de Comercialização Externa, que podem exercer funções em qualquer sec-
tróleos, como trabalhadora estudante. Nessa passou para Gabinete de Operações de tor., e olhando para estes acontecimentos
altura escolhi engenharia, antes de pensar Comercialização (GOC) e eu assumi o cargo eu digo sim, ainda que modestamente, fiz
sequer na indústria petrolífera. Com a minha de directora desse gabinete. Daí passei um pouco parte de tudo isso. É gratificante.
formação podia ter ido para a indústria, para directamente para o Conselho de Adminis- Provavelmente existem algumas coisas que
a energia, há vários sectores que podem tração (CA) da Sonangol. A função que eu não estão bem-feitas e trabalhadores que
empregar uma engenheira química, por mais gostei de desempenhar foi a de técnica estão insatisfeitos. É impossível agradar a
isso o sector petrolífero foi um mero acaso. de análise de políticas do mercado, porque toda gente, mas acho que valeu a pena.
Entrei para o Ministério dos Petróleos ainda uma pessoa trabalha naquilo que gosta, tem
estudante e fiquei na indústria petrolífera até toda a liberdade para fazê-lo, não está a SN: Sabemos que trabalhou durante algum
hoje. ser alvo de avaliação a todo o momento por tempo na área de refinação e inclusivamen-
toda a gente. Nós somos constantemente te presidiu a Associação de Refinadores
SN: O que a levou a escolher engenharia? avaliados, pelos nossos chefes, pelos nossos Africanos (ARA). Foi na área de refinação da
AF: Na verdade, não sei porque escolhi en- colegas, mas também somos avaliados por Sonangol onde trabalhou mais tempo?
genharia e, às vezes, faço-me a mesma per- todos os outros trabalhadores. Na Análise AF: Na verdade, nunca trabalhei na Sonangol
gunta, porque eu não gosto de escritórios, de Políticas do Mercado isso não acontece, na área de refinação, mas, sim, no Ministério
e estou num. Acredito que sou um pouco é uma área muito activa. A pessoa tem que dos Petróleos. Quando vim para a Sonangol
agitada para ficar parada, por isso eu queria fazer as coisas acontecerem, o carregamen- fiz parte do grupo técnico que esteve envolvi-
uma profissão que me colocasse ao ar livre e to é feito, tem que ser vendido e ao melhor do em projectos de refinação. Durante algum
a engenharia tem essa vantagem. preço, e segue até à refinaria onde será pro- tempo fui administradora do pelouro de refi-
cessado. É um processo contínuo. Isso torna nação, altura em que também fui presidente
SN: Que outras áreas profissionais conside- a actividade dinâmica e muito prazerosa. da ARA. Trabalhei com um grupo de técnicos
rou? no processo de transferência da refinaria de
AF: A minha paixão inicial era a Medicina, SN: Em que cargos teve mais desafios? Luanda, que era propriedade da Total, para
mas, por diversas razões, segui outra área AF: Como administradora, sem dúvida. Vim a Sonangol. Nessa altura a Sonangol passou
que gostava, a engenharia química. para o CA com cerca de seis anos de gestão. a ser uma empresa integrada, com a cadeia
Foram três anos mais ou menos como completa: exploração, produção, transporte,
SN: Já é Administradora Executiva da chefe de departamento. Um departamento comercialização, refinação e distribuição.
Sonangol há mais de cinco anos. Desde que não tinha dez pessoas. Depois passei a Em paralelo, fiz parte do grupo e supervisio-
quando é que está nos quadros da empresa? directora e devíamos ser umas 40 pessoas. nei também o projecto da nova refinaria do
AF: Desde Janeiro de 1996. Quem sai desse mundo sem ter a expe- Lobito.
riência necessária e vai para um cargo na
SN: Como descreveria a sua trajectória administração da Sonangol, uma empresa SN: Como foi trabalhar nessa área?
dentro da empresa? de grande dimensão, não é fácil. Na altura AF: Foi muito bom, foi um grande desafio.
AF: É uma trajectória com momentos bons, estava a coordenar a Comercialização, uma Hoje, posso dizer que pensei que não iria
como quando se trabalha em determinado das áreas do meu pelouro. Deixei de estar sair do projecto enquanto ele não estivesse
projecto, com uma determinada questão, naquele mundo restrito e passei para um concluído. Os desafios profissionais e as
e se vê a solução para essa questão. Com ambiente muito mais amplo, onde não do- estratégias da empresa e do CA levaram-me
muitos desafios, às vezes frustrantes, mas minava todas as matérias e tinha algumas a outras dinâmicas e eu deixei o projecto So-
diria que é uma trajectória de muita aprendi- inseguranças e algumas incertezas. Foi um naref. Mas foi um desafio muito grande. Tive
zagem. Aprendizagem nas matérias em que desafio muito grande. Tenho feito o meu alguns momentos prazerosos, outros muito
estou envolvida, mas aprendizagem também melhor. Tenho-me dedicado a tentar fazer frustrantes. Durante algum tempo víamos
na forma de lidar e relacionar-me com as as coisas com empenho. Se dissesse que o projecto a andar e depois parava, voltava
pessoas. Aprendi a conhecer as pessoas. não estou satisfeita estaria a mentir. Quan- para trás. Foi neste período em que estava
Desiludi-me com algumas, tive gratas do nós olhamos para a Sonangol, há muitas como supervisora da área de refinação que
surpresas com outras, resumindo: foi um coisas que as pessoas criticam. Não está fui presidente da ARA. Eles escolhiam um
percurso de muita aprendizagem. tudo perfeito. Mas, se olharmos positiva- quadro da empresa do sector petrolífero
mente conseguiremos ver coisas boas, bo- que estivesse com a área de refinação para
SN: Quais foram as funções que mais gostou nitas e grandes que acontecem na Sonan- presidente da ARA e, como o processo é ro-
de desempenhar? gol. Passámos do anterior edifício para este tativo, o cargo estava com a Argélia e depois
AF: Eu entrei para a área de comercialização novo, passámos de 400/500.000 barris de passou para Angola.

dezembro 2015 | 25
até às grandes empresas de manutenção. tiver nenhuma reunião programada (as sub-
Podem prestar serviços a uma refinaria, sidiárias têm reuniões mensais programa-
desenvolvendo a região onde estiverem inse- das) olho para os e-mails, vejo o que entrou,
ridas. Os trabalhadores melhoram a renda e, respondo ao que for urgente e depois vejo os
assim, desenvolvem os restantes negócios. papéis que entraram. Normalmente procuro
Compram mais, gastam mais, vão mais ao despachar tudo o que entra e depois dedico
cinema, vão comer fora porque a renda é tempo àquilo que ficou pendente, e leio os
maior. Tudo isso cria desenvolvimento, o que documentos que tenho de ler. Não tenho
é bom. O governo arrecada mais impostos e uma agenda rígida, não sou muito organiza-
principalmente deixa de ser dependente do da, posso até fazer planos de limpar a minha
abastecimento de combustíveis, de fora, tem caixa de correio e informar a secretária que
a matéria-prima e passa a ter os produ- não vou receber ninguém, mas se chegar
tos que vão abastecer o mercado, por isso alguém e disser que são só dois minutos, eu
torna-se independente. Traz tecnologia para recebo, o que me desorganiza o que já não
o país, traz emprego, traz desenvolvimento e está muito organizado.
acima de tudo cria independência. Tudo isso
é muito bom. SN: A Direcção de Qualidade, Segurança
e Ambiente, que está sob o comando da
SN: Hoje em dia é a administradora respon- Sra. Daniela Matos, está dentro das suas
sável pelos activos e investimentos interna- atribuições. Como vê a evolução da DQSA da
cionais. Tem sob a sua supervisão subsi- Sonangol, que é vital para qualquer empre-
diárias muito importantes do grupo, como a sa petrolífera?
Sonip, SonAir, Sonangol Logística e Sonaci. AF: Como disse, é vital. Tem um longo cami-
Como divide o seu tempo de trabalho para nho a percorrer e já demos alguns passos,
poder responder a todas estas empresas? mas o caminho é longo. Fizemos muitas
AF: Eu dedico a cada empresa aquilo que ela coisas relativamente à Qualidade, Segurança
me pedir, não divido o tempo. Aquela que me e Ambiente, mas ainda falta muito e o maior
solicitar mais tempo em determinada sema- desafio é trabalhar a cabeça das pessoas.
na ou determinado dia é aquela a que dedico A nossa mentalidade para questões que
mais tempo. Posso não olhar sequer para pensamos que não têm importância e que
uma subsidiária hoje e amanhã dedicar-lhe julgamos não serem da nossa responsabi-
todo o dia, como posso olhar para todas ao lidade, mas que merecem a preocupação
mesmo tempo. Umas são mais fáceis que de todos, principalmente dos gestores.
as outras, numas eu estou mais confortável Há coisas que só se aprendem através do
que noutras, porque estou há mais tempo, exemplo e dando o exemplo. Não vale a pena
porque conheço melhor as matérias. Outras, dizermos para os nossos filhos não usarem
por não estar há muito tempo, requerem lilás se nós usarmos lilás... Com as ques-
muito mais atenção, mais estudo, como é o tões da Qualidade, Segurança e Ambiente
caso da SonAir que é uma subsidiária que também é assim. Se dermos o exemplo os
é uma área nova para mim, que estou há nossos colaboradores terão atitudes seguras
pouco tempo a supervisionar. Não faço uma que preservem o ambiente e actuem dentro
divisão propriamente dita. daquilo que é norma, que é procedimento,
que é processo. A gestão por processos é
SN: Qual das suas responsabilidades requer feita por quase todas as empresas no mundo
mais tempo e dedicação? que procuram a Certificação da Qualidade,
AF: Neste momento é a SonAir. Diria que que depende disso mesmo. Nós organizamo-
a Sonaci também requer um pouco mais -nos por processos, trabalharmos dentro da-
de tempo, porque é uma subsidiária rela- quilo que são as normas, mas, muitas vezes,
tivamente nova, só tem três anos. Ainda julgamos que isso é perda de tempo, porque
SN: Como vê os dois projectos das novas estamos a ajustar estruturas, procedimentos temos outras tarefas para fazer: descarregar
refinarias em Angola? e normas. Estamos a trabalhar no modelo um navio, vender um carregamento, fazer
AF: Eu diria que a refinação é um negócio de negócio, tínhamos chegado a um, mas um memorando, e achamos que tudo isso é
muito difícil, mas é um negócio que traz pareceu-nos não funcionar muito bem, por mais importante do que qualquer questão de
muitos benefícios para o país. Cria empre- isso vamos agora iniciar uma nova análise de Qualidade, Segurança e Ambiente. O maior
go, faz desenvolver outros negócios, outros negócio. desafio da direcção é justamente esse:
serviços, porque não é só a refinação em si, conseguir fazer com que toda a empresa, do
é tudo o que vem junto com a refinação. É a SN: Como é a sua agenda semanal? topo à base, pense e respire Qualidade, Se-
pequena empresa de jardinagem, a pequena AF: De manhã, depois de chegar ao escritó- gurança e Ambiente. Temos que pensar que
empresa de limpeza, a empresa de catering, rio, tomo o meu café, abro o correio, se não com Qualidade a nossa tarefa fica mais fácil,

26 | Sonangol Notícias
Grande
Entrevista

desenvolvemos tudo muito mais facilmente, Nunca senti discriminação por ser mulher. Como gosta de passar o seu tempo livre?
perdemos menos tempo, com Segurança Infelizmente, eu sei que muitas mulheres AF: Eu faço muitas coisas. Às vezes fico em
corremos menos riscos, não colocamos em se sentem discriminadas, hoje em dia, mas casa, embora não ache que arrumar gavetas
risco a vida de outras pessoas, não preju- aqui no CA da Sonangol não. Nunca me senti seja tempo livre... Se não estou a traba-
dicamos a segurança dos nossos arquivos, inibida por causa do meu género. lhar, vejo um bom filme com uma tigela de
e com o Ambiente seguro poluímos menos pipocas ao lado, leio um bom livro... tenho no
e preservamos a Natureza que é de todos SN: Que conselhos daria a uma jovem que meu iPad um joguinho que me distrai muito.
nós. Já fizemos algumas coisas, mas falta esteja a entrar ou a pensar numa carreira Gosto de plantas e, como tenho algumas
muito. Todos os dias tentamos capacitar as na indústria do petróleo em Angola? plantas, trato delas sempre que tenho tempo
pessoas, os colaboradores, incutindo-lhes AF: Persistência, honestidade, empenho, e paciência. Gosto muito de orquídeas e
que a nossa vida enquanto trabalhadores é dedicação. Acho que são valores que se tenho algumas, porque são plantas muito
mais fácil se trabalharmos com processos. deve preservar. Deve assumir uma postura sensíveis. Gosto muito de cinema. Faço ioga
Que poupamos dinheiro e preservamos o isenta e leal, ser ela própria, não dissimu- duas ou três vezes por semana, dependendo
Ambiente se tivermos atitudes como, por lada. Se assim o fizer, vai ter sucesso em da disponibilidade, porque é uma coisa que
exemplo, apagar a lâmpada ao sair, fechar qualquer sítio onde estiver. Essa é a postura me dá prazer. Quando posso também vou à
a torneira depois de lavar as mãos, reduzir que qualquer mulher deve ter. Por natureza praia.
o número de folhas de papel para limpar as mulheres são muito mais lutadoras do
as mãos... Se todos tivermos este tipo de que os homens, empenham-se muito mais, SN: Quais são seus hobbies?
atitudes tornamos o pouco em muito. Quanto talvez fruto de nos terem passado sempre AF: Gosto muito de cozinhar e se tenho
menos papel gastarmos menos árvores o rótulo de que somos menos capazes, por tempo e tenho gente em casa, vou para a
cortamos e se todos pensarmos assim es- isso lutamos sempre e temos conseguido. cozinha e faço alguma coisa boa para as
taremos no bom caminho. Nós, na direcção Eu costumo usar uma frase da ex-primeira- pessoas comerem. Gosto de festas, gosto
de Qualidade, Segurança e Ambiente, temos -ministra britânica, Margareth Thatcher, de dançar, mas gosto ainda mais de ver
pensado assim. Temos tentado passar isto que dizia muitas vezes: “se quer ter um dançar. Não sou uma grande dançarina, mas
a todos os colaboradores. É um motivo de trabalho feito, peça-o a uma mulher, se gosto de conviver, gosto de uma tacinha de
orgulho mas precisamos de muito mais, sem quer que alguma coisa seja dita, peça-o a champanhe bem geladinha. Dependendo do
dúvida. um homem”. Isto tem um significado com o momento, gosto de vários estilos de música,
qual eu concordo porque a nós, quando nos e hoje temos músicas angolanas muito boas
SN: Onde pensa que a Sonangol ainda tem pedem alguma coisa, nós vamos e fazemos. para dançar. Gosto particularmente das
que melhorar? Creio que os homens têm a vida bem mais músicas de Paulo Flores, Matias Damásio,
AF: Em termos de Qualidade, em tudo. Já facilitada, chegam a casa têm tudo feito, Jacinto Tchipa e dos mais antigos como
fizemos dois simulacros e foi sempre uma se calhar até a roupa para o dia seguinte Carlos Burity, o malogrado Bangão...
luta para as pessoas participarem, não escolhida, e a mulher não, chega a casa e,
querem descer, questionam porque têm de provavelmente, ainda vai cuidar dos filhos, SN: É difícil conciliar a vida pessoal e labo-
fazê-lo, porque acham que é perda de tempo vai cuidar da casa, vai cuidar do marido. Hoje ral numa empresa com o seu estatuto na
e vão atrasar o seu trabalho, mas este é o já há maridos que não são tão exigentes, Sonangol, tendo um cargo tão importante?
nosso trabalho. Quando chegamos a uma mas ainda assim a mulher cuida dele e ainda AF: Às vezes é um pouco difícil. Se pudés-
empresa temos de ver se têm os processos consegue cuidar de si, e chegar ao traba- semos ter tudo programado, saber o que
mapeados, porque só assim é que podemos lho bonita. É verdade que existem as más vai acontecer e quando, saberíamos o que
ter a certificação 9.000, que é uma das certi- línguas que questionam sempre como é que fazer e quando fazer, tudo ficaria mais fácil,
ficações de Qualidade. As pessoas reclamam uma mulher chegou a determinado cargo e, porque poderíamos planear. Como não po-
que têm isto e aquilo para fazer e nós temos, às vezes, vão mais longe e especulam que demos ter tudo programado porque surgem
praticamente, de pedir por favor para as é pelos atributos físicos ou por amizade, eventos inesperados, isso mexe um pouco
pessoas colaborarem. porque para muitas pessoas as mulheres com a vida profissional e pessoal. Temos de
não têm capacidades. Esses comentários voltar a colocar tudo no carril. Quando está
SN: Há duas administradoras executivas na são muito frequentes. Quando olhamos para tudo programado é fácil conciliar. Os meus
Sonangol. Em algum momento teve algum a estatística vemos um pouco isso, mas hoje filhos estão grandes, já não tenho que trocar
obstáculo, sendo mulher, no desempenho já está a mudar, olhamos para o número de fraldas, levá-los ao dentista ou à vacina e
de sua vida profissional? mulheres que temos no Parlamento, olha- isso facilita-me muito a vida. O meu marido
AF: Não, nunca tive ninguém que dissesse mos para o número de mulheres ministras colabora bastante comigo, o que também
para não fazer alguma coisa por eu ser mu- aqui em Angola e vemos essa mudança. torna a conciliação mais fácil.
lher, nem fui posta de lado por ser mulher. Todas temos que contribuir um pouco para
O facto de eu ter ido para o CA é uma prova isso, pautando-nos por requisitos mais SN: Como definiria a sua missão de vida?
disso. Eu fui durante muitos anos a única relevantes, marcando posição e ignorando AF: Trabalhar, contribuindo para que Angola
mulher do CA e ouvia muitas vezes os meus certas atitudes de terceiros, porque é como seja um lugar bom para se viver.
colegas a conversar, entre homens, e diziam: tudo, é a lei da vida.
“a Anabela agora também já é homem”, mas
tirando isso, que era a brincar, é um ambien- SN: Queremos saber um pouco mais sobre Entrevista concedida à Revista Sonangol
te agradável, muito saudável entre nós. a engenheira quando não está a trabalhar. Universo

dezembro 2015 | 27
Foto: Malocha
O NEGÓCIO DO RETALHO
Assegurar a qualidade na comercialização e distribuição de combustíveis nos
Postos de Abastecimento da Sonangol Distribuidora é uma das directrizes
internas da Unidade de Negócio de Retalho da empresa. Com base numa
estratégia corporativa direccionada para o cliente, trabalha-se na gestão e
melhoria contínua dos produtos e serviços. Um negócio que já conta com 496
postos de abastecimento espalhados por todo o território nacional
Texto: Sonangol Distribuidora
Fotos: Malocha e José Quarenta

A
estrutura orgânica e funcional da SONANGOL Distribuidora • Processos Transversais: Participam de forma transversal em todos
contempla cinco Unidades Independentes de Negócio, a os processos de cadeia de Gestão Corporativa e serviços de suporte.
saber: Unidades de Retalho, Consumo, Lubrificantes, Aviação
e Marinha, que têm responsabilidade directa e plena pela A Unidade de Negócio de Retalho é a responsável pela actividade de
execução e os resultados dos seguintes processos da organização: comercialização e distribuição de combustíveis nos Postos de Abaste-
cimento da Sonangol. O seu alinhamento com a Estratégia Corporativa
• Processos Chaves (Primários): Marketing Estratégico, Marketing da empresa, assenta nos seguintes pilares:
Operacional e Vendas Operacionais;
Missão: Gerir o Negócio de Retalho da Sonangol Distribuidora, asse-
• Processos de Apoio (Secundários): Desenvolvimento e Investigação gurando “Alta Qualidade” no atendimento dos clientes do segmento
de Produtos, Assistência Técnica ao Produto e Clientes, Planeamen- e apostando continuamente na satisfação dos mesmos no acto de
to da Cadeia de Abastecimento, Aprovisionamento e Distribuição; compra de produtos e serviços.

28 | Sonangol Notícias
Marketing

Estrutura Orgânica: A estrutura orgânica do identificação de oportunidades de mercado, cumprimento dos projectos de engenharia
Negócio do Retalho comporta os seguintes Identificação de potenciais clientes, e no e propor eventuais ajustes sempre que for
departamentos: desenvolvimento de propostas de valor para necessário;
os clientes do segmento;
1. Departamento Comercial: Tem a mis- • Gerir a elaboração e avaliação do funcio-
são de aplicar a estratégia comercial do •M
 anter contacto e desenvolver a relação namento da rede de modo a torná‐la mais
Negócio de Retalho, de modo a impulsioná- com partes interessadas, parceiros nacio- eficiente e operacional;
-lo a nível nacional e atingir altos níveis nais, estrangeiros, fornecedores e clientes
de rentabilidade de acordo com o Plano estratégicos; • Assegurar a realização de estudos e análi-
Estratégico da empresa. ses sobre a necessidade de reabilitação ou
•C
 olaborar estreitamente com a Direcção de construção de novos postos;
Funções do Departamento Logística e a Unidade de Lubrificantes para
As funções-chave do departamento incluem: o aprovisionamento, distribuição e o aperfei- • Velar pela análise da rentabilidade dos
çoamento da logística de produtos. postos de abastecimento e estações de
• Participar na formulação da Estratégia do serviço, de forma a propor ajustes às taxas
Negócio de Retalho da SONANGOL Dis- 2. Departamento de Planeamento da Rede de exploração ou a sua alienação;
tribuidora, proporcionando insumos para As funções-chave do departamento incluem:
um planeamento sólido, desenho da rede • Gerir os estudos de mercado à rede de re-
e a concretização de condições comerciais • Gerir o Planeamento e Gestão da Rede talho, com vista a sustentar as informações
propiciais para o negócio a nível nacional; de Retalho da SONANGOL Distribuidora e económicas que contribuem para a defini-
acompanhar as necessidades de desenvol- ção dos procedimentos necessários para a
• Colaborar com a Direcção de Marketing na vimento e expansão, bem como verificar o elaboração dos objectivos e planos.

PROPOSTA DE VALOR Proposta de Valor para os Segmentos de Clientes de Retalho

SEGMENTAÇÃO CONSUMIDORES DE HIDROCARBONETOS CLIENTES DODO E CODO SERVIÇOS DE CONVENIÊNCIA

A
QUALIDADE QUALIDADE
fim de melhor satisfazer os clientes, DISPONIBILIDADE DISPONIBILIDADE
o negócio do Retalho agrupou-os em DIVERSIDADE QUALIDADE MIX DE PRODUTOS
segmentos distintos com base em QUALIDADE SEGURANÇA QUALIDADE
PROPOSTA DE VALOR SEGURANÇA IMAGEM DISPONIBILIDADE
necessidades comuns, desenvolvido IMAGEM MARCA SEGURANÇA
um pacote de benefícios que atende às suas MARCA RAPIDEZ NO ATENDIMENTO IMAGEM
exigências, em torno de uma forte compreen- RAPIDEZ NO ATENDIMENTO ASSISTÊNCIA PERSOLANISADA
são das suas necessidades específicas. SERVIÇOS ADICIONAIS MANUTENÇÃO DE PA´S
PREÇO
A Proposta de Valor (oferta) para os clientes
LOCALIZAÇÃO
do Retalho, descreve o pacote de produtos e
serviços que vão de encontro às expectativas Clientes DODO: (Propriedade e Gestão de Terceiros)
dos clientes. Clientes CODO: (Compania Proprietária e Gestão por Concessão)

POLÍTICAS DE GESTÃO DO NEGÓCIO


Para uma melhor gestão, o Negócio do Reta- to DODO: Visa fornecer directrizes sobre orientações estratégicas e procedimentos
lho definiu algumas políticas de Marketing: como a Sonangol Distribuidora deve actuar que regulem o negócio e outras áreas inter-
no mercado, por forma a angariar e passar venientes na definição e gestão de preços
• Política de Exploração de Postos CODO e para o seu conjunto de Postos de Abaste- de venda de produtos e serviços oferecidos
DODO: Define os requisitos necessários cimento (Embandeiramento de Postos de pela Sonangol Distribuidora.
para a comercialização de Combustíveis Abastecimento), Postos de Terceiros que
nos Postos de Abastecimento da Sonangol não tenham nenhum vínculo com a empre-
Distribuidora; sa.

• Política de Gestão Postos de Abastecimento • Política de Cobrança de Quota pela Explora-


COCO: Visa definir linhas de actuação que ção de Posição de Revenda (CODO): Define
assegurem uma maior rentabilidade, uma os critérios sobre a comparticipação do
imagem que sirva de exemplo a todos os Concessionário na exploração dos Postos de
Postos; Abastecimento e dos serviços agregados.

• Política de Gestão Postos de Abastecimen- • Política de Preços e Descontos: Prevê as Foto: José Quarenta

dezembro 2015 | 29
REPRESENTATIVIDADE DOS POSTOS

O
número de Postos da Sonangol Dis- Os Postos de Abastecimento Convencionais, O negócio de Retalho também tem parceria
tribuidora cresceu ao longo dos anos, asseguram a oferta de combustíveis (Gasoli- e atende em combustíveis e lubrificantes,
estando hoje dividido em Postos Con- na, Gasóleo e Petróleo); serviços agregados 330 Postos de Abastecimento de Terceiros
vencionais e Postos Contentorizados. (Loja de conveniência, Estação de Serviço, (Bandeira Branca), sendo 79 Convencionais e
Recauchutagem, Ar e Água). 251 Contentorizados. A sua relação com a So-
A Sonangol Distribuidora, possui um total de nangol Distribuidora é expressa em Contracto
496 Postos de Abastecimento geograficamen- Os Postos de Combustível Contentorizados, de fornecimento exclusivo de combustível e
te distribuídos, dos quais 378 são Conven- comercializam apenas os produtos Gasolina assistência técnica.
cionais e 118 são Postos Contentorizados. e Gosóleo.

Geograficamente, os Postos de Combustível da Sonangol Distribuidora, estão representados da seguinte forma:


11

Cabinda
496 Total de Postos SNLD
7
378 Postos Convencionais
Zaire 6 Uíge 118 Postos Contentorizados
9 10 22 Bengo...........................................................11
Benguela......................................................49
6
Luanda Bengo Bié................................................................19
81 20 7
Cuanza Norte
Cabinda........................................................18
Malanje Lunda Norte Cunene...........................................................8
40 3
6 Huambo........................................................53
5
14 Lunda Sul 4 Huila.............................................................43
25
4 8 C. Norte........................................................23
Cuanza Sul
C. Sul............................................................27
2
48 Angola C. Cubango.....................................................7
Luanda.......................................................121
38 Huambo
Bié Moxico L. Norte........................................................13
Benguela 5 2
11 L. Sul...........................................................12
2
17 Malange.......................................................18
6 10 Moxico..........................................................12
14
37 Namibe.........................................................15
3
Huíla 4 Uige..............................................................32
8 Zaire.............................................................15
Namibe
Cunene
1 Cuando Cubango 496

Fonte: Unidade de Negócio de Retalho da Sonangol Distribuidora

POSICIONAMENTO DO
NEGÓCIO NO MERCADO
A nível de mercado, o Negócio do Retalho
detém uma quota de 70%, cujo principal
desafio é manter este valor:
Os grandes constrangimentos registados
a nível do mercado estão relacionados
com:

• Disponibilidade financeira dos nossos


parceiros;
• Responsabilidade dos nossos parceiros
na prestação dos serviços;
• A segurança (assaltos) nos troços e
Fonte: Unidade de Negócio de Retalho da Sonangol Distribuidora Postos de Abastecimento.

30 | Sonangol Notícias
Marketing

ANÁLISE DE CONSUMO
A partir do ano 2010, período no qual a acti- a Sonangol Distribuidora descontinuou a
vidade de distribuição apresentou sinais de comercialização do produto nos Postos de
transformações visíveis, tanto do ponto de Combustível da Sonangol.
vista interno com a continuidade da transfor-
mação ao nível organizacional e no modelo de
negócio da empresa, como do ponto de vista
externo, assistindo-se à entrada de novos
players no mercado de distribuição, dando
início à concorrência efectiva.
 
A Sonangol Distribuidora, no cumprimento
da sua Missão actuou e actua em todo o
Território Nacional com vendas planificadas
anualmente de acordo com o mercado, em
desdobrada pela Unidade de Negócio do
Retalho.

Assistimos a uma redução no consumo


do Petróleo a partir de 2011, altura em que

DESAFIOS DO NEGÓCIO
• Optimizar a rede de Retalho, buscando a cobertura do território nacional e competitividade a curto e médio prazo;
• Diversificar a gama de produtos e serviços em função das exigências do mercado;
• Manter a cultura de desenvolvimento de competências para o negócio (Direccionar a formação para os domínios da ética, abordagem ao
cliente, negociação, gestão da conta corrente e logística de distribuição);
• Procurar incessantemente a excelência e a melhoria contínua;
• Desenvolver competências técnicas e de liderança;
• Modernização tecnológica dos equipamentos e meios;
• Garantir que o produto chegue ao seu destino num curto espaço de tempo;
• Melhoria da qualidade de serviços na Rede de Postos de Abastecimento, em particular a redução das filas de espera;
• Melhorar a parceria com os Postos de Abastecimento de Terceiros.

SERVIÇOS DISPONÍVEIS CONTROLO +


NOS POSTOS DE
A utilização de combustíveis fora de especificação causa danos ao motor, injectores e
ABASTECIMENTO filtros, provocando um baixo rendimento e perda de potência de motor, bem como o

SONANGOL aumento do consumo de combustível. Neste contexto, a Sonangol deu um passo im-
portante na garantia da qualidade dos seus produtos, criando o Controlo +, um serviço
de monitorização da qualidade dos combustíveis em toda a rede de postos de abasteci-
mento e tanques de armazenagem de clientes.
• LOJA DE CONVENIÊNCIA

• ESTAÇÃO DE SERVIÇO
CARTÃO FLEX
• RECAUCHUTAGEM O cartão Flex é um cartão de pagamento automático que permite pagar o combustível
nos postos da Sonangol Distribuidora. Este serviço possibilita uma redução da circula-
ção de somas avultadas em dinheiro, permitindo assim um incremento da segurança e
• AR E ÁGUA maior facilidade na gestão de frotas.

dezembro 2015 | 31
Engº Frederico Domingos

“Queremos ser o principal


veículo de projecção
da Sonangol no
estrangeiro”
A Sonangol Hidrocarbonetos Internacional (SHI), subsidiária da Sonangol
E.P. está vocacionada para a actividade de pesquisa, prospecção e produção
de hidrocarbonetos no estrangeiro. O engenheiro Frederico Domingos, PCE
da empresa, afirma que estão a ser implementadas medidas que prevêem o
aumento dos níveis de produção e a consolidação do quadro de activos.
Texto: Sonangol
Fotos: José Quarenta

Sonangol Notícias (SN): Quando, como e à preparação, coordenação e execução das sendo a SHI tem como principais objectivos
porque foi estabelecida a SHI? actividades relativas ao reposicionamento do estratégicos: o aumento dos níveis de pro-
Frederico Domingos (FD): A Sonangol Hi- Grupo Sonangol a nível internacional. dução de forma sustentável e a consolidação
drocarbonetos Internacional é uma empresa da organização SHI. Para concretização des-
de direito angolano, constituída a 11 de Maio SN: Qual a sua missão corporativa? tes objectivos foram traçadas as seguintes
de 2012, conforme escritura no 4.º Cartório FD: A SHI tem como missão explorar, de- metas: melhoria operacional da produção;
Notarial da Comarca de Luanda, concebi- senvolver e produzir hidrocarbonetos líqui- iniciar actividade de desenvolvimento; atingir
da com o fito de acomodar a estratégia de dos e gasosos de forma eficiente e rentável. os níveis de produção esperados e rever/de-
internacionalização do Grupo Sonangol, finir processos do negócio.
sustentada pela gestão dos activos interna- SN: Quais são as suas principais metas e
cionais detidos pela empresa e a aquisição objectivos? SN: Quais são os maiores desafios da em-
de activos ligados à pesquisa e produção FD: Actualmente, o principal foco da SHI presa e como são solucionados?
de hidrocarbonetos em jurisdições estran- está direcionado para o ajustamento e redi- FD: A SHI está actualmente numa fase de
geiras. Enquanto subsidiária legalmente mensionamento da empresa, tanto do ponto relançamento da sua actividade. Foram de-
constituída e mandatada pela Sonangol E.P de vista organizacional bem como do seu finidas linhas de orientação que enquadram
para gerir os activos Internacionais de E&P, posicionamento, procurando novas oportu- a futura actuação da Sonangol Hidrocarbo-
tem vindo a assegurar e acompanhar todos nidades para melhorar a qualidade do seu netos Internacional para os próximos anos,
os assuntos conexos à gestão dos referidos poretfólio de activos, actuando preferencial- visando a consolidação do portefólio de
activos, desenvolvendo acções conducentes mente como empresa não operadora. Assim activos da Sonangol:

32 | Sonangol Notícias
Entrevista

• Promover a sustentabilidade da So-


nangol Hidrocarbonetos Internacional;
• Assegurar a qualidade dos investimen-
tos, no sentido de gerarem cash flow
suficiente para cobertura das suas ope-
rações e criar valor para Sonangol E.P.;
• Posicionar-se como principal veículo
de projecção internacional da Sonan-
gol no estrangeiro;
• Assumir as regras de governação das
sociedades definidas no Código de
Governo das subsidiárias indirectas da
Sonangol E.P.

Visando concretizar a intenção estratégica


de posicionar a Sonangol no estrangeiro
como “player” no segmento de exploração
e produção, e à luz dos desafios preconi-
zados, foram definidas as estratégias para
cada uma das unidades de negócio, assim
como um conjunto de acções visando a sua
materialização:

• Modelo organizacional integrado e


ajustado às operações no estrangeiro
• Projectos sustentáveis, economi-
camente viáveis e agregadores de
know-how
• Privilegiar parcerias com empresas
de reconhecida capacidade técnica
(operadoras (IOC´s e prestadoras de
serviço) para minimizar o risco;
• Investimentos em activos de reconhe-
cido potencial;
• Portefólio equilibrado e com foco no
core business;
• Governação assente no modelo do
Grupo Sonangol.

SN: Qual é a situação actual das operações


e parcerias da empresa SHI nos seguintes
países/regiões (Cuba, Venezuela, Golfo do
México e Brasil)?  
FD: A situação operacional das Unidades
de Negócio da SHI está caracterizada da
seguinte forma: Em Cuba – estamos a
desenvolver estudos de geologia. Na Ve-
nezuela – 20% de participação na empresa
Mista Venangocupet, dois campos (Migas e
Melones) em fase de produção. No Golfo do
México – procura de novas oportunidades de
exploração e/ou produção. No Brasil – 30%
de participação nos campos SDM e SOB
na categoria de operador, os dois campos
encontram-se em fase de produção, 20%
de participação no Bloco Guanabi em fase
de desenvolvimento, em parceria com a
Petrobrás.

dezembro 2015 | 33
SN: Está a SHI a estudar a possibilidade de sões petrolíferas adquiridas e a optimização dos
operar noutros países, como Timor Leste? Mercados com acordos bilaterais entre resultados para a SHI a médio e longo prazo.
FD: Tendo em conta os objectivos de longo Estados
prazo da SHI, de se posicionar como o • Argélia SN: Que outras parcerias tem a SHI actual-
principal veículo de projecção da SONANGOL • Timor Leste mente e onde?
no estrangeiro, foram identificados alguns • Vietnam FD: A SHI detém um interesse participativo de
mercados de actuação, que serão alvo do • Indonésia 30% no Bloco 2, ZEE em fase de exploração, em
interesse da SHI, no sentido do estabeleci- S. Tomé e Príncipe, operador, parceria com a Si-
mento da sua presença. A selecção destes Novos mercados noangol STP e ANP STP; participou na 5.ª Ronda
mercados teve como factores de eleição o • América Latina de Licitações em Moçambique em parceria com
potencial deste mercados em termos de • África Subsariana a empresa Total, para exploração de hidrocar-
reservas de petróleo e gás, a presença de bonetos na Bacia de Angoche, onde se espera
áreas prolíferas nestas regiões, bem como adquirir um interesse participativo de 15%, caso a
a presença das IOC com as quais se espera SN: Quais são os maiores ganhos da SHI nos proposta apresentada seja a vencedora.
estabelecer parcerias. As regiões abaixo, dias de hoje?
são os mercados-alvo da Sonangol Hidro- FD: Os principais ganhos da SHI podem ser SN: Que tipo de investimento faz a SHI para
carbonetos Internacional, nos quais preten- resumidos no seguinte: a internacionalização da realizar as suas actividades?
de investir, considerando preferencialmente Sonangol E.P; a titularidade dos activos noutras FD: À luz da estratégia de relançamento
uma de actuação de não operador e uma geografias; a possibilidade de intensificar as em curso, a SHI dispõe de uma carteira de
participação não superior a 20%. actividades de pesquisa e produção nas conces- investimentos que inclui projectos de explo-

34 | Sonangol Notícias
Entrevista

ração e de desenvolvimento dos campos, nas upstream, alguns deles com mais de  três de activos reestruturado, e com uma nova
unidades de negócio onde detém interesses décadas de experiência. Os desafios actuais filosofia na abordagem aos novos mercados
participativos. Relativamente aos projec- exigem a actualização constante dos conhe- tendo sempre em conta a redução do nível
tos de exploração realçamos a aquisição e cimentos e é aí que entra o plano corporativo de exposição ao risco.
interpretação de dados sísmicos 2D e 3D, de capacitação de quadros, particularmente
estudos de impacto ambientais, estudos para os sediados em Angola. SN: Que papel deve ter a SHI dentro da
G&G, e ainda a perfuração e testes de poços Sonangol E.P.?
de pesquisa e de avaliação (Brasil, Moçam- SN: Qual é o perfil dos trabalhadores? FD: A SHI deve posicionar-se como o prin-
bique e S. Tomé e Príncipe). Os projectos de FD: Se olharmos para o conceito do CHA cipal veículo de projecção internacional da
desenvolvimento abrangem os investimentos (Conhecimento, Habilidades e Atitude), os Sonangol no estrangeiro.
com a sondagem dos poços de desenvolvi- colaboradores da SHI têm um perfil que
mento e o re-desenvolvimento dos campos demonstra o conhecimento e a habilidade. SN: Qual gostaria que fosse o seu legado
(Brasil e Venezuela). Consideramos ainda os Há um trabalho ainda pela frente no que como PCE da empresa?
investimentos com a aquisição de interesse concerne à atitude. Como em qualquer FD: A SHI tem como missão explorar, desen-
participativo em activos por via farm in ou organização inserida no mercado competi- volver e produzir hidrocarbonetos líquidos e
licitacões, dentro da perspectiva das novas tivo e multinacional estamos concentrados gasosos de forma eficiente e rentável. Sendo
oportunidades. na recuperação da atitude e no projecto geólogo de profissão, gostaria que no final
corporativo “Vestir a Camisola”, que vem da minha missão na SHI a companhia fosse
SN: Quais são os planos para investimentos contribuir em grande escala para o res- reconhecida e valorizada por possuir no seu
futuros no estrangeiro? gate deste valor. Continuamos a investir portefólio activos valiosos, detentora de um
FD: Relativamente aos investimentos futu- no desenvolvimento de competências e os volume de reservas robustas capazes de con-
ros, a SHI pretende dar continuidade aos modelos de avaliação de desempenho e de tribuírem na alavancagem dos objectivos da
projectos existentes e intensificar a pesqui- carreiras bem implementados que vão com casa-mãe. Gostaria de deixar uma empresa
sa de novas oportunidades de exploração certeza proporcionar-nos uma composição devidamente estruturada, reposicionada com
e produção nos mercados actuais e novos de força de trabalho com o perfil requerido as suas unidades de negócio, do ponto de
mercados, a fim de desenvolver um porte- no segmento de actuação da SHI, na prosse- vista organizacional e operacional.
fólio sustentável, resumidamente: aquisição cução do alcance dos objectivos da Linha de
de novos activos com potencial petrolífero; Orientação Estratégica n.º 3. SN: Qual era a sua função antes de ser
crescimento assente em licitações e aquisi- nomeado PCE da SHI?
ções; reestruturar o portefólio dos mercados SN: Para terminar gostaríamos de saber FD: Exerci por um período de três anos as
actuais e abordar novos mercados para funções de Vogal da Comissão Executiva da
como vê a SHI nos próximos dois anos.
pesquisa de novas oportunidades. Sonangol Pesquisa & Produção S.A.
FD: De acordo com aquilo que é o pla-
no estratégico da SHI nos próximos dois
SN: Devido à queda do preço do barril do pe- anos teremos uma empresa devidamente Entrevista concedida à revista Sonangol
tróleo, qual é a actual estratégia da empresa ajustada e redimensionada, com o portefólio Universo
para os seus investimentos a curto prazo?
FD: A queda do preço do barril do petróleo
leva-nos a todos nós a ser mais cautelosos
e criativos em todas as nossas acções. Nos
nossos investimentos com certeza teremos que CUBA
GOLFO DO MÉXICO
considerar sempre a matriz de risco em primei-
ro lugar, de forma a que cada dólar investido VENEZUELA
traga retorno e valor agregado para a empresa.

SN: Qual a sua avaliação sobre o staff que


trabalha na SHI?
FD: Antes de responder directamente à
BRASIL
questão colocada, gostaria de realçar que
há um plano corporativo de capacitação
dos quadros técnicos do Grupo Sonangol
sob coordenação da Direcção de Educa-
ção Corporativa da Academia Sonangol. As
bases estão lançadas e os passos estão a
ser dados no sentido de serem alcançados
os objectivos preconizados. Respondendo à
pergunta, diria que o staff que trabalha na
SHI, actualmente, é multicultural e multina-
cional dada a nossa actuação global, e reúne
as competências requeridas no segmento do

dezembro 2015 | 35
O cliente
construtivo

36 | Sonangol Notícias
XXXXXXXXXXXXX
Crónica

O cliente é indubitavelmente
a razão da existência de uma
empresa/instituição, quer seja
pequena, média, multinacional,
instituição local ou internacional.
Texto: Roberto da Graça
Foto: Arquivo

O
cliente não se apresenta pura e 1. A possibilidade de apresentar reclamações ição, despertando nela a necessidade de criar
simplesmente sob a forma de ser construtivas, isto é, não reclamar por reclamar, internamente sectores que velem, em primeira
humano, pois, existem empresas, mas, sim, reclamar apresentado soluções/sug- instância, pela sua satisfação.
instituições locais ou internacionais que são, estões que poderão servir de guidelines para Após esta breve, mas construtiva incursão,
ou podem ser, clientes umas das outras. a empresa/instituição visada em termos de sobre o papel do cliente, creio que o leitor já
Podemos tomar como exemplo o facto de melhoria na sua valorização do cliente; deve ter percebido que, na verdade, o papel do
Angola ter relações estratégicas, do ponto 2. A possibilidade de elogiar um serviço devi- cliente é de extrema importância, não somente
de vista financeiro, com o Fundo Monetário damente prestado que, mesmo sendo positivo, na salvaguarda dos seus direitos, ou interesses,
Internacional e com o Banco Mundial, a TAAG pode ser aproveitado por uma empresa/institu- mas também na influência de estratégias
ser um cliente da Sonangol e o cidadão “A” ser ição para a médio ou longo prazo, em termos de comerciais de instituições, quer sejam estatais,
cliente do banco “Y”. análise e exploração do mercado, melhorar a privadas ou transnacionais.
Na relação “cliente-prestador de serviços” performance dos serviços prestados, desen- De uma forma conclusiva, neste artigo pretendi
raramente o primeiro elogia os serviços do volver estratégias de marketing ou criar parce- focar o facto de o cliente ter o poderoso «papel
segundo pelo facto de, erradamente, perce- rias com empresas/instituições afins, sempre construtivo» que não se deve limitar à apre-
ber o seu papel. Isto serve para realçar que o no intuito de melhorar a sua imagem e serviços. sentação de reclamações, quer sejam lógicas
cliente se limita, na maior parte das vezes, a Desta forma uma empresa/instituição olhará ou infundadas. Acima de tudo, o cliente deve
fazer uso da máxima popular, “o cliente tem para o cliente numa perspectiva diferente e terá dar inputs sobre a sua visão no que tange ao
sempre razão1”, deixando de fora a possibili- sempre em mente que “a melhor maneira de funcionamento de uma empresa/instituição.
dade de ir mais além do que a apresentação de manter os clientes é descobrir constantemente Esta atitude, que a priori, pode parecer insig-
reclamações. como dar-lhes mais por menos”. nificante aos olhos do cliente comum, poderá
Neste contexto, a expressão acima usada, Realço, assim, uma ferramenta para que o ser aproveitada e valorizada por uma empresa/
“ir mais além do que a apresentação de cliente não seja simplesmente visto como tal, instituição idónea para a elaboração de uma
reclamações” refere-se aos seguintes dois mas sim como um factor impulsionador na estratégia de melhoria da satisfação dos seus
aspectos: política comercial de uma empresa/institu- clientes internos ou externos.

DEZEMBRO 2015 | 37
Nossa Senhora da Muxima

A Mamã de todos os angolanos


Todos os anos milhares de peregrinos de todos os cantos do país fazem parte
daquele que é considerado o maior encontro de fiéis católicos em África.
Durante dois dias rezam, festejam, suplicam e entregam à Mamã Muxima todas
as suas preces e aflições. Escrevem cartas, deixam ofertórios, fazem promes-
sas e, sobretudo, agradecem pelos milagres concedidos. Asseveram os fiéis que
quem entra de mãos vazias sai de coração cheio, ou não fosse a Nossa Sr.ª da
Muxima a mãe do coração do povo angolano
Texto: Maria João Fernandes
Fotos: Malocha

38 | Sonangol Notícias
Cultura

T
odos os anos a vila da Muxima, que sua devoção à padroeira: “tudo o que pedir fere Miguel Jorge, voluntário na peregrinação.
em quimbundo significa “coração”, com bom coração e boa vontade a Mamã não São cerca de 900 os escuteiros que fazem
enche-se de peregrinos que se esquece”, diz Eva António, 52 anos, natural parte da Organização, avança o Padre
reúnem para celebrar um encontro de Malanje. Há 7 anos que vem à Muxima Albino Reyes-Gonzales, Missionário e Reitor
espiritual com a Nossa Senhora da Concei- fazer as suas orações. Pede trabalho e do Santuário da Muxima. Desde 2010 que
ção, mais conhecida como Nossa Senhora saúde para os filhos. Um, conseguiu um coordena a peregrinação, tendo assistido à
da Muxima. novo emprego, o outro terminou a Faculdade evolução do Santuário: “houve tempos em
Situada no município da Quiçama, nas “graças à Mamã”, reforça. que não havia ponte nem estradas, tínhamos
margens do rio Kwanza, a praça central da Na Muxima, por entre cânticos e orações, de vir de jangada. A missa era celebrada
vila torna-se pequena para acolher todos os o ambiente é de alegria. Quem o garante dentro da capela pois eram muito poucos os
que vêm rezar à padroeira a quem tratam é Eva Gaspar, 57 anos, e que há 4 vem da fiéis que conseguiam chegar à Muxima, por
carinhosamente por Mamã. A peregrinação província do Cuanza Norte para “dar graças” falta de acessos”, recorda. Hoje, são cerca
começa cedo e, à medida que se dá início à à padroeira que lhe tem dado saúde e que de um milhão os que chegam, o espaço
missa, celebrada pelo Pároco da Capela, são no último ano a ergueu de várias situações tornou-se pequeno para acolher tanta gente.
cada vez mais os peregrinos que vão che- complicadas: “consegui superar as dificulda- Já está em curso um projecto de requalifica-
gando ao recinto. As “mamãs”, com os seus des graças à fé e à Mamã”, revela, enquanto ção que prevê a edificação de uma basílica,
lenços com a imagem da Nossa Sr.ª da Mu- deixa o seu ofertório na caixa colocada para uma praça, e que contempla ainda a cons-
xima à cintura, pintam um cenário de cor e o efeito, dentro da capela. trução da Vila de Nossa Senhora da Muxima,
de fé, entrelaçando os terços, que guardam Este ano inicia-se a construção de uma nova transformando o Santuário no primeiro com
nas mãos cerradas, com que manifestam a capela e “todas as ajudas são bem-vindas”, re- o estatuto nacional em Angola.

A esperança do povo realizada por D. Joaquim, sobre o tema da peregrinação “O Papel


do Leigo na Igreja”. O ponto alto acontece por volta das 20h com a
Procissão da Luz.
Entre os peregrinos, o espírito é de celebração, mas, também de O espaço ao redor do Santuário torna-se cada vez mais pequeno
devoção, silêncio, oração. Elisa, 27 anos, está sentada nos degraus à medida que vai entardecendo. Os caminhos que vão dar à praça
da capela, concentrada na carta que escreve com um pedido muito principal são apertados, sendo necessário contornar vários obstá-
especial à Mamã Muxima: a cura para o problema de visão da culos para conseguir passar por entre os milhares de peregrinos
filha, ainda bebé. Todas as semanas chegam mais de 5000 cartas que foram chegando durante todo o dia. Em cada esquina vendem-
ao Santuário da Muxima com pedidos dos peregrinos. Muitos fiéis -se velas, terços, os tradicionais panos e t-shirts com a imagem
chegam carregados com as mágoas causadas pelas vicissitudes da Mamã, incensos, bíblias, medalhas, crucifixos, poções milagro-
da vida e, nessas alturas, a Igreja intervém com um papel impor- sas que prometem a cura para todos os males. A praça central co-
tante “aconselhar e escutar”, adianta o Padre Domingos, um dos meça a ficar sem espaço para todos os que se juntam à Procissão
responsáveis pela Organização da Peregrinação. “O objectivo é da Luz. Alguns chegam com o seu pequeno banco à cabeça “para
proporcionar aos peregrinos momentos de espiritualidade profun- marcar lugar”, justificam. Anoitece na Muxima. No chão, os panos
da, de reflexão da sua própria condição, para que possam crescer com a imagem da Mamã ganham ainda mais cor, a vila ilumina-
na fé e voltar a casa cheios daquilo que vieram procurar à Mamã -se sobre o rio Kwanza, à luz das velas. Os terços nas mãos, as
Muxima”, assegura. orações, o silêncio e os cânticos serenos ditam o encontro com
Lazi, 35 anos, faz descalço a caminhada pelo recinto da Fortaleza, o divino e, lá no alto, a Mamã continua a olhar a Muxima, serena,
o ponto mais alto da Muxima. Em fila, segue o corredor de dezenas certa de que os que nela depositam a fé têm razões para voltar no
de fiéis que vão pedir a bênção diante da imagem da Virgem Maria ano seguinte.
e de São João. Com a obra de D. Bosco, “A Família Salesiana”
firme na mão, diz ter “orgulho” em ser um dos poucos homens
devotos à Mamã Muxima. Veio pela segunda vez do Cuanza Norte
para pedir saúde e trabalho para a família, e continuará a vir todos
os anos até que lhe sejam concedidas as suas preces: “é preciso
ter esperança, tudo é possível na vida”, garante. Lazi prossegue as
suas orações em silêncio, entre choros e lamentações de alguns
fiéis: “me ajuda Mamã!”, suplica uma voz feminina.
A fila de peregrinos que esperam pela entrada na Fortaleza é cada
vez maior. No meio da multidão encontramos Tia “Nenga” Paulina,
65 anos, que veio à Muxima acompanhada pelas irmãs da Paróquia
do bairro do Cazenga, onde reside. Os males da idade já começa-
ram a fustigar Tia “Nenga”, que, em dialecto quicongo, confessa a
uma das irmãs estar “muito feliz” com a visita ao Santuário.
Na praça central tem início a Via Sacra, “Jesus é nosso Rei” ouve-
-se cantar em uníssono, por meio de danças e celebrações. O
programa da peregrinação prossegue com a Missa de Abertura,

dezembro 2015 | 39
Centro Cultural Paz Flor

Um espaço de excelência
no coração de Luanda
Situado junto ao desvio para o embarcadouro da Ilha do Mussulo, o Centro Cul-
tural Paz Flor dispõe de jardins, ginásio, quadras desportivas, espaços de lazer
e restauração. O objectivo é proporcionar o bem-estar de todos os sócios e
utentes. Depois de um processo de requalificação, a infraestrutura surge com
uma imagem renovada e aposta em novas actividades desportivas e culturais
para 2016
Texto: Maria João Fernandes
Fotos: Malocha

40 | Sonangol Notícias
Em Foco

N
a estrada da Samba, em direcção Sonangol e 270 externos à empresa.
a Talatona, está localizado um dos Por entre jardins, com recantos de floresta
espaços culturais de referência da tropical, encontram-se pequenos lagos que
capital. Aberto ao público desde envolvem a infraestrutura num ambiente
2011, o Centro Cultural Paz Flor, propriedade acolhedor e que convida a ficar. A área de
da Sonangol E.P, é uma associação de lazer comporta dois restaurantes abertos
âmbito nacional, sem fins lucrativos, que ao público, um parque infantil, uma tenda
tem como objectivo a promoção cultural, de eventos, com capacidade para 1.000
através da prática do desporto e de pessoas e um open-space para realização de
actividades lúdicas e recreativas. celebrações diversas.
Construído a pensar no universo Sonangol, “A ideia é proporcionar a todos os visitantes
nos seus trabalhadores e agregados as condições necessárias para a prática
familiares, está também aberto ao público do desporto e demais actividades de lazer,
disponibilizando vários espaços de lazer procurando sempre o bem-estar dos
a todos os visitantes. O Centro possui 570 utentes”, refere o Director-Geral do Paz
sócios, dos quais 300 são trabalhadores da Flor, Pedro Gomes.

Espaços e equipamentos 2013. A requalificação da piscina olímpica,


um dos espaços mais imponentes do Paz
melhorados Flor, estará concluída no início de 2016,
Recentemente foram várias as quadras permitindo a adultos e crianças desfrutar
desportivas que sofreram requalificação, de de aulas de natação ou, simplesmente,
forma a corresponder às necessidades dos usufruir deste espaço de lazer. O Centro
praticantes das várias modalidades que ali dispõe também de um pavilhão multiusos,
se podem praticar. Para além do campo de onde é possível praticar basquetebol e
Futsal, que cresceu em tamanho e recebeu outras actividades de sala como o karaté e
um piso sintético, também a quadra de Jiu-Jitsu, que têm tido bastante procura.
Voleibol de Praia dispõe, agora, de uma O ginásio é o espaço com maior adesão
vedação. Nos campos de Ténis e de Futebol do Paz Flor, com 305 sócios da Sonangol
foi feita a reabilitação de todo o sistema e 268 utentes externos. Dividido em dois
de iluminação, dado que a maior parte das pisos oferece aulas das mais variadas
actividades desportivas são realizadas à noite. modalidades entre as quais: Spinning;
“Conseguimos atingir até agora, quase Pilates; Step; Zumba; e dispõe de sala de
90% daquilo que pretendemos em jacuzzi, sauna e banho turco. No complexo
infraestruturas com a reabilitação destes junto ao ginásio, existe um campo de
espaços”, afirma o responsável, que bowling, que estará aberto ao público a
assumiu a direcção do Centro em Junho de partir de 2016.

Inscrições abertas para de ballet, ténis, danças de salão, música


e teatro, “a nossa intenção é sermos um
novas actividades serviço multicultural, não só direcionado
Com uma taxa de utilização de 90%, o Centro para a prática do desporto mas também
disponibiliza os seus espaços desportivos para a área cultural”, adianta o Diretor-geral
diariamente à Sonangol e a várias empresas, do Centro. Do calendário de actividades para
para realização de treinos e torneios. De 2016 fazem também parte as Escolinhas
acordo com a direcção do Centro tem-se de futebol, basquetebol e andebol, cujas
verificado um aumento de visitantes devido à
inscrições estão a decorrer. O objectivo é
variedade de ofertas e serviços, assim como
que as actividades desportivas sejam um
um aumento do número de utentes que
complemento para os mais novos, embora
solicitam as infraestruturas para a prática
das diferentes modalidades. Pedro Gomes vá mais longe e revele um dos
Através da requalificação dos espaços, projectos que mais gostaria de colocar em
o Paz Flor pretende atrair mais utentes prática: o funcionamento do Centro como
e, posteriormente, implementar o colónia de férias para crianças e jovens,
associativismo já a partir de 2016. Neste no âmbito da promoção das actividades
sentido, estão abertas inscrições para aulas desportivas e culturais em Angola.

dezembro 2015 | 41
Huíla
Terras Altas da Chela
Natureza
O território da Huíla encontra-se localizado
sob um conjunto de superfícies de planalto,
com altitudes que variam entre os 1.000 e
os 2.300 metros. O planalto da Humpata é a
área de superfícies mais elevada, chegando
até aos 2.300 metros de altitude. Banhado
pelos rios Cunene e Kuvango o território
da Huíla esconde áreas de floresta, mata
densa, e de estepe. As espécies que mais se
destacam na região são o elefante, o leão, a
palanca, o olongo, o guelengue e o búfalo.
A capital da província, Lubango, é a cidade
mais elevada de Angola, estando situada a
cerca de 1790 metros acima do nível do mar.

Lazer
Monumento do Cristo Rei – Considerada
património nacional a estátua de 30 metros de

C
altura, localizada no topo da Serra da Chela, foi
om uma população estimada em cerca povoavam o território, instalando a colónia construída em 1957. O Lubango faz parte das
de 3.334.456 milhões de habitantes, de Sá da Bandeira. No entanto, só em 1923, únicas três cidades no mundo que possuem a
a província da Huíla está situada no quando o caminho-de-ferro do Namibe estátua do Cristo-Rei.
sudoeste de Angola e é a segunda província chegou à zona de planalto é que Sá da Serra da Leba - também conhecida por Morro
com maior número de população, depois de Bandeira foi eleva a cidade. Em 1975, a antiga da Chela, separa as províncias da Huíla e
Luanda. colónia passa a ser denominada cidade do do Namibe. Ao longo de 20 kms a estrada
Localizada numa zona de planalto, é Lubango. É hoje a capital da província e asfaltada, em formato de serpente, vai do
composta por uma extensão de 79022 km². conta com cerca de 1.414.115 mil habitantes. Lubango ao Namibe e é um dos postais da
A cidade do Lubango é a capital da província província e do país.
que, por sua vez, é constituída por 14 Economia Parque da Nossa Senhora do Monte –
municípios: Lubango, Quilengues, Humpata, A agricultura, a indústria da madeira e Localizado no Lubango, alberga a capela de
Quipungo, Caconda, Matala, Caluquembe, a pecuária são as principais actividades Nossa Sr.ª do Monte, que foi construída em
Gambos, Cuvango, Jamba, Chicomba, da província. Contudo, a criação de gado 1919 pelos colonos portugueses.
Chipindo, Chibia e Cacula. Com uma mistura transformou-se, nas últimas décadas, na Fendas da Tundavala – Localizadas no alto da
de várias povos, a população da província actividade característica da região. Desde Serra da Leba, desenham um abismo de cerca
tem origens nos grupos: Nyaneca-Nkhumbi 1999 que se tem assistido a um crescimento de 1.200 metros, resultado da queda abrupta
(aos quais pertencem os povos Mwila, que do sector industrial privado, principalmente de altitude dos penhascos da Tundavala, área
estão em maioria), Ovimbundu, Ngangela e na produção de produtos alimentares de onde termina o planalto central de Angola.
Herero. Olunyaneka-Nkumbi é a língua mais subsistência, com a implementação de
falada entre os nativos. várias unidades fabris. Devido às condições A Fixar
climatéricas propícias à fertilidade dos As tradicionais festas da Nossa Senhora
História terrenos, tem surgido igualmente, um sector do Monte começaram a ser celebradas em
Foi em 1627 que os primeiros povos europeus privado emergente cujo objectivo é repor os 1901 e, desde então, realizam-se todos os
tiveram contacto com as terras da Huíla, níveis de produção das unidades agrícolas anos, na cidade do Lubango, no início do
mas foram os colonos Boers, originários da região. A principal produção baseia-se na mês de Agosto. As celebrações incluem um
da África do Sul, que fizeram as primeiras cultura do algodão, batata, banana, citrinos vasto leque de actividades, desde feiras e
tentativas de povoamento no município da e cana-de-açúcar. A província da Huíla é exposições de produtos e serviços da região
Humpata, em 1880. Pouco depois, em 1885, também rica em minerais como o ferro, a eventos desportivos, atraindo turistas de
os colonos portugueses da ilha da Madeira ouro, diamantes, granito e água. todas as partes do país.

42 | Sonangol Notícias
Turismo

dezembro 2015 | 43
Petro - Andebol júnior
‘‘O futuro da equipa está
garantido’’
Durante o mês de Novembro o técnico de andebol júnior
do Petro de Luanda garantiu que as atletas promovidas ao
escalão sénior estão a ser dotadas de competências técnicas e
novas tácticas para resgatarem os títulos e o brilho perdido há
algum tempo em Angola e no continente africano.
Texto: Euclides Seia
Foto: Orlando Zumbi

O
treinador das juniores, Luís Chaves, durante a época 2015, o 1.º de Agosto A capitã das juniores, Maura Galheta, dis-
assegurou à Sonangol Notícias que apresentou uma super equipa feminina se: “os técnicos, as colegas e direcção do
o Petro está a formar jogadoras de seniores. clube esperam de mim maior responsa-
que servirão a equipa sénior feminina de Apesar da diferença de plantel, o profes- bilidade em campo”, acrescentando que o
andebol do clube na próxima época. “As sor convida todos os amantes da moda- escalão de formação é uma grande escola
atletas estão a ser dotadas de competências lidade a analisarem os resultados dos para aprender o ABC final da modalidade
técnicas e novas tácticas para garantirem últimos jogos entre duas das melhores e ganhar experiência em alta competição.
a continuidade das conquistas e manterem equipas de Angola e de África, em que a Por sua vez, Rícia, concluiu que “ser
a hegemonia dentro e fora de portas”, vantagem militar não foi muito dilatada. sénior significa progressão, vontade de
enfatizou o técnico. Luís Chaves explicou ainda que as atletas querer aprender mais e deixar hábitos
No entanto, o treinador Chaves alerta que atingem a maturidade no andebol aos 22 negativos que tinha enquanto jogadora
é necessário assegurar a manutenção das anos, com muitos jogos no seu currículo. júnior”.
atletas consideradas nucleares na mano-
bra ofensiva e defensiva do conjunto da Atletas promovidas
petrolífera. “Não podemos permitir que
as nossas melhores jogadoras vão para o Segundo fonte ligada à direcção do clube,
nosso principal rival ou outro concorren- e ao próprio treinador, o escalão júnior
te da nossa praça. Para isso, temos de forneceu oito atletas à equipa sénior femi-
encontrar métodos para blindar o nosso nina que irá discutir os títulos na próxima
balneário”, sublinhou. temporada. A partir de 2016 serão definiti-
“É necessário, por exemplo, levar as atle- vamente seniores as seguintes jogadoras:
tas-chave a assinarem contratos longos, Rícia Enuane de Oliveira, Amélia Priscila
por exemplo, de quatro anos, de modo a Neto, Marisa José Kizelete, Délcia Mateus
quebrar o interesse de quem as alicia”, Sozinho, Joana Fortuna da Costa, Maura da
sugeriu Chaves, adiantando que com es- Costa Galheta, Vilma Pegado Nenganga e
tas juniores “o futuro da equipa sénior do Manuela Correia Paulo.
Petro de Luanda está garantido”. As atletas promovidas prometem lutar
Confiante e orgulhoso pelo clube onde pela titularidade com as mais experientes
é quadro técnico, o treinador afirma: do plantel e demonstrar maturidade e res-
“somos os detentores dos títulos nacio- ponsabilidade em campo durante a época
nais e africanos neste escalão. O Petro de 2016. Maura e Rícia, que foram para o
é a equipa com mais títulos a nível de clube do Catetão por influência dos seus
seniores e juniores”. Porém, admite que, familiares, são exemplos dessa promessa.

44 | Sonangol Notícias
Desporto

Perfil das promessas do


Petro

Maura da Costa Galheta


Nasceu a 28 de Novembro de 1995
Natural do Rangel – Luanda
Currículo Académico: Frequência do 2.º
ano do curso de Direito
Posição: ponta direita
Como veio para o Petro?
“A minha carreira no Petro começou em
2007, por intermédio do meu tio, depois de
assistir, pela televisão, a um jogo de ande-
bol da selecção nacional. Fiquei encantada
com a modalidade. De seguida, falei com
o meu tio e ele trouxe-me ao clube para
fazer a inscrição e testes. Logo após a ad-
missão senti uma enorme satisfação por,
naquela altura realizar mais um sonho”,
explicou a futura jurista.

A minha carreira no Rícia Enuane de Oliveira


Nasceu a 23 de Abril de 1995
Petro começou em Natural da Ingombota – Luanda
Currículo Académico: 2.º ano do curso
2007, por intermédio de Direito na Universidade Católica de

do meu tio, depois Angola


Posição: pivot

de assistir, pela Conselhos para as colegas: «Tenham o


máximo de humildade possível. Ouçam o
televisão, a um que as pessoas mais velhas dizem, por-
que elas têm muito para nos transmitir».
jogo de andebol da Sonhos: «Atingir o nível profissional mais
elevado possível, participar de olimpíadas
selecção nacional e jogos pan-africanos, no mundial de sé-
Maura da Costa Galheta nior, e reconquistar a Taça dos Campeões
perdida há dois anos.»
O que traz na bagagem?
«Com o colectivo, na dupla categoria de
Atingir o nível júnior e sénior, já conquistei a Taça dos
Clubes Campeões de África, o Campeona-
profissional mais to Africano de Juniores, pela selecção, o
Campeonato Nacional e a Taça Babacar
elevado possível, Fall.»
Como chegou ao Catetão?
participar de «Vim para o Petro de Luanda por inter-

olimpíadas e jogos médio da minha mãe. Pesou o facto de


ser filha única e de não haver ninguém

pan-africanos, no para cuidar de mim enquanto a mãe


estava ocupada com o trabalho, durante
mundial de sénior, o período da manhã. Ficar sozinha nesse
período, num bairro propenso à delin-
e reconquistar a quência, era um perigo. Deste modo, e
também para me socializar, a mãe procu-
Taça dos Campeões rou encontrar uma forma para preencher
o meu tempo livre e decidiu inscrever-
perdida há dois anos Rícia Enuane de Oliveira -me, em 2009, no Petro.»

dezembro 2015 | 45
Consumo de alimentos em
excesso causa doenças crónicas
Durante o período do Natal e do Ano Novo regista-se um
aumento do consumo de alimentos e de álcool. São cada vez
mais os pacientes que chegam à consulta de Nutrição, da
Clínica Girassol, com problemas de obesidade e diabetes

A
pesar de ser uma doença com pouca que provocam doenças do sistema endócri- alimentação para além das nossas necessi-
expressão no país, o número de an- no, como a diabetes, por exemplo. A tendên- dades. Com maior poder de aquisição com-
golanos que sofre de obesidade tem cia mundial é para que nos próximos anos pramos mais e comemos mais, mas, em
vindo a crescer nos últimos anos. O consu- o número de pacientes obesos, ou com dia- contrapartida, fazemos menos exercício.
mo de alimentos industrializados, onde se betes, venha a aumentar nos países em de- Não só durante a época das festas, mas tam-
incluem os refrigerantes e o fast-food em senvolvimento, pelo facto de não existir uma bém durante o resto do ano, é importante re-
geral, são uma das causas por detrás des- política preventiva em vigor. lembrar que tudo o que é em excesso não
te aumento. Segundo afirma a Dra. Evalina “Deveria existir mais informação sobre o beneficia a saúde. A solução é saber gerir a
Candumba, chefe do Departamento de Nu- consumo dos alimentos que não devemos relação com os alimentos e com a bebida.
trição da Clínica Girassol, o problema da consumir e sobre as consequências destes,
obesidade não é apenas estético, é, antes, a médio e longo prazo, na saúde”, adianta a
“uma porta aberta para o desenvolvimento médica.
de doenças crónicas”, assegura. O sedentarismo, uma das principais causas
A maior parte dos pacientes que acorrem à por detrás da obesidade, e de outras doen-
consulta de nutrição na Clínica “ou sofrem ças, é, no entanto, um problema que pode
de uma doença crónica ou são obesos”, re- ser combatido. Uma boa alimentação aliada
vela a especialista. No entanto, não é só a à prática regular de actividade física podem
má-alimentação, mas, também, o seden- ajudar a equilibrar o “consumo excessivo”.
tarismo e o aumento do consumo de álcool Entende-se por “consumo excessivo” uma

EVITE A INTOXICAÇÃO ALIMENTAR NA QUADRA FESTIVA!

Vias de Contaminação: Conserve os alimentos à temperatura adequada.


Má conservação dos alimentos Armazene de imediato os alimentos aquecidos
Reaquecimento incompleto dos alimentos ou refrigerados que não forem consumidos.
Consumo de alimentos contaminados
Consequências - diarreia, vómitos, febre e dores.
Observe a data de validade e o estado
de acondicionamento dos produtos.
Prevenção:
Higienização frequente das mãos.
Evite falar, tossir ou espirrar
em cima dos alimentos.
Lave e desinfecte os alimentos
consumidos crus (verduras,
legumes e frutas).

Evite o consumo excessivo de álcool.

46 | Sonangol Notícias
Saúde

dezembro 2015 | 47
A Discriminação
Positiva

48 | Sonangol Notícias
Crónica

Muitas são as palavras da


língua portuguesa que na sua
concepção inicial, quando
ditas isoladamente, têm uma
conotação negativa, mas que
em determinados contextos
adquirem sentido diferente.
Texto: Alfredo Tomás
Foto: Arquivo

P
ara este artigo, consideremos a usamos a faculdade de estabelecer a dife- Assim, estão a tratá-las de forma desigual,
palavra “discriminação” que, entre rença de que a idosa tem prioridade. mas, positiva.
vários sinónimos, é definida como o Estamos no aeroporto de Luanda, na fila Nos voos de passageiros da Sonair, ou
acto ou o efeito de discriminar; faculdade do check-in, para embarcar com destino a nos de qualquer outra companhia aérea,
de estabelecer diferenças; discernimento; Cabinda, numa aeronave da Sonair. Apare- é proibido fumar ao longo da viagem, ou
distinção; separação; destrinça; acção de ce uma senhora que se faz acompanhar de seja, os fumadores são “discriminados”,
tratar pessoas ou grupos de pessoas de uma criança e permitimos que ela passe mas, o positivo desta discriminação visa
forma desigual em relação a outras. à nossa frente. Usamos do discernimento preservar a sua própria saúde e a dos não
Mas, quando falamos em “discriminação de que ela merece embarcar primeiro, por fumadores.
positiva” aí, a nossa percepção é comple- razões óbvias. Na construção de edifícios modernos, como
tamente diferente pois, a palavra “posi- No edifício sede da Sonangol existe uma é o caso da sede da Sonangol, nos passeios
tiva” faz o papel de adjectivo a qualificar dependência de um banco comercial em e nos lancis, os arquitectos “discrimina-
positivamente o verbo discriminar, logo, o que muitas vezes nos dirigimos para reali- ram” as pessoas portadoras de deficiências
assunto é outro. zar operações. Se, eventualmente, alguém físicas, principalmente aquelas que se
Na nossa vida quotidiana existem muitas de mais idade aparecer, concedemos que locomovem por meio de cadeiras de rodas,
situações em que se evidencia a discrimi- seja atendido primeiro do que nós. Assu- colocando rampas de acesso. Estamos pe-
nação positiva, ou inúmeras oportunidades mimos uma atitude consentânea com a rante outro tipo de discriminação positiva.
para demonstrarmos essa discriminação. atenção e respeito que nos devem merecer Longe de querermos dar uma lição
Podemos enquadrá-la nas boas acções, os mais velhos. de moral com esta opinião, discutível,
boas práticas ou bom senso. Imaginemo- De um modo geral, as instituições públi- assegurem-se caros colegas/leitores que
-nos na sala de espera de um consultório cas, ou privadas, que lidam com o público, desejamos, apenas, lembrar que a discri-
médico, na Clínica Girassol. Chega uma estão sensibilizadas para atender, priorita- minação positiva deve fazer parte do nosso
senhora idosa e nós cedemos-lhe o lugar riamente, os idosos, as senhoras, as crian- dia-a-dia melhorando, assim, as relações
em que nos sentamos. Com este gesto ças e pessoas portadoras de deficiência. humanas.

dezembro 2015 | 49
A fechar

Sonangol promove
“Natal Sem Fome 2015”
A Campanha contou com a colaboração de “Os Tunezas” que
sensibilizaram os colaboradores da empresa para a entrega
de donativos

No âmbito do projecto “Mais do que humorístico “Os Tunezas”, que levaram a bens arrecadados irão ser distribuídos
um gesto”, promovido pela Direcção de campanha até às várias subsidiárias da por famílias das províncias do Bengo,
Responsabilidade Social e Corporativa empresa, com o objectivo de arrecadar Luanda, Malanje e Cuanza Norte.
(DRSC) da Sonangol E.P., a campanha o máximo de doações, entre géneros A campanha “Natal Sem Fome” é uma
“Natal Sem Fome 2015” irá proporcionar alimentares e brinquedos. manifestação de solidariedade e de
às famílias mais carenciadas de várias Em 2014 foram recolhidas cerca de 7 voluntariado, inserida no programa
províncias angolanas uma quadra festiva toneladas de alimentos não perecíveis, “Cidadania e Voluntariado” (PROCIVO),
com menos carências e mais conforto. que beneficiaram as populações representando uma mais-valia na
Este ano, as acções de sensibilização carentes das províncias do Huambo, promoção da responsabilidade social
contaram com a participação do grupo Benguela, Zaire e Luanda. Este ano, os interna da Sonangol.

50 | Sonangol Notícias

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