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INVERSÃO TÉRMICA

Introdução

Este fenômeno climático ocorre principalmente nos grandes centros urbanos, regiões
onde o nível de poluição é muito elevado. A inversão térmica ocorre quando há uma
mudança abrupta de temperatura devido à inversão das camadas de ar frias e quentes.

Como ocorre a Inversão Térmica

A camada de ar fria, por ser mais pesada, acaba descendo e ficando numa região
próxima a superfície terrestre, retendo os poluentes. O ar quente, por ser mais leve, fica
numa camada superior, impedindo a dispersão dos poluentes.

Este fenômeno climático pode ocorrer em qualquer dia do ano, porém é no inverno que
ele é mais comum. Nesta época do ano as chuvas são raras, dificultando ainda mais a
dispersão dos poluentes, sendo que o problema se agrava.

Nas grandes cidades, podemos observar no horizonte, a olho nu, uma camada de cor
cinza formada pelos poluentes. Estes são resultado da queima de combustíveis fósseis
derivados do petróleo (gasolina e diesel principalmente) pelos automóveis e caminhões.

Problemas de Saúde

Este fenômeno afeta diretamente a saúde das pessoas, principalmente das crianças,
provocando doenças respiratórias, cansaço entre outros problemas de saúde. Pessoas
que possuem doenças como, por exemplo, bronquite e asma são as mais afetadas com
esta situação.

Soluções

Soluções para estes problemas estão ligados diretamente à adoção de politicas


ambientais eficientes que visem diminuir o nível de poluição do ar nos grandes centros
urbanos. A substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis ou energia elétrica
poderia reduzir significativamente este problema. Campanhas públicas conscientizando
as pessoas sobre a necessidade de trocar o transporte individual (particular) pelo
transporte público (ônibus e metrô) também ajudaria a amenizar o problema. A
fiscalização nas regiões onde ocorrem queimadas irregulares também contibuiria neste
sentido.

Inversão térmica

Inversão térmica é uma camada atmosférica de espessura da ordem de uma centena de


metros que ocorre no topo da camada limite planetária (CLP), a uma altitude da ordem
de 1 km sobre áreas continentais, e onde o gradiente térmico (gradiente vertical da
temperatura do ar) decresce com a altura, numa razão inferior a 10 graus por km
(gradiente adiabático).
O fenômeno da inversão térmica[1], capaz de confinar grandes quantidades de poluentes
numa estreita camada da atmosfera, é um fenômeno onde a convecção natural é
dificultada pela inversão do gradiente de temperatura em função da altitude necessário
para a livre dispersão dos solutos do ar que formam a poluição, confinando-os a uma
estreita camada fluida, rica em poluentes. Na inversão térmica, o gradiente da
temperatura do ar segue um perfil aproximadamente adiabático, tipicamente de
-1ºC/100m, até determinada altitude onde há um aumento da temperatura em função da
altitude.

Essa inversão no gradiente de temperatura inviabiliza a formação da convecção natural


entre essas camadas de ar. A partir de uma altitude um pouco maior, a gradiente de
temperatura do ar volta a seguir a aproximação adiabática da atmosfera que se estende
até altitudes de 10 km. As inversões térmicas podem ocorrer em várias altitudes da
atmosfera[2], contudo as mais preocupantes são as inversões em baixa altitude (100 a
300 metros) por sua capacidade de dificultar a dispersão dos poluentes gerados nos
centros urbanos.

Clima

O clima é constituído de vários elementos: temperatura, chuva, umidade, ventos, massas


de ar e pressão atmosférica.
Esses elementos do clima sofrem a influência de vários fatores, como, por exemplo: a
posição astronômica e geográfica da região ou país, a configuração do território, as
altitudes e as linhas mestras do relevo, a latitude, a altitude, a proximidade do mar, a
vegetação e a continentalidade.

Se uma parcela de ar ascender de forma adiabática, i.e., sem trocar calor com o
ambiente, ela esfriará a uma taxa de 10 graus por km, aproximadamente. Assim, dentro
de uma camada de inversão térmica, ela se encontrará mais fria que o ambiente e
portanto com uma densidade relativa maior que a do ar ambiente. A parcela sofrerá uma
aceleração retardante e por isso tenderá a voltar para o seu nível de partida (que pode ser
considerado seu nível de equilíbrio estático). É um caso de estabilidade estática.

De forma similar,uma parcela que se desloque para baixo sem trocar calor com o
ambiente externo (de forma adiabática) tenderá a se aquecer mais rapidamente que o
ambiente (aquecimento adiabático) de forma que sofrerá a ação de uma aceleração
retardante que tenderá a colocá-la em seu nível original. Por essa razão parcelas de ar
(poluído ou não) que entrem na camada de inversão térmica tendem a não ultrapassá-la.

Sobretudo devido à presença de ilhas de calor, nas metrópoles a inversão térmica de


altitude (no topo da CLP) funciona como uma tampa para os poluentes emitidos dentro
da CLP. Somente a formação de uma nuvem de grande desenvolvimento vertical
consegue liberar o ar poluído para os níveis superiores da atmosfera livre (média e alta
troposfera). Note-se que no topo da troposfera há também uma inversão térmica de
altitude, ainda mais intensa que a encontrada no topo da CLP.

Quando um cumulonimbus alcança a tropopausa, as parcelas de ar são impedidas de


ascender mais pelas condições de estabilidade estática encontradas na camada de
transição entre a troposfera e a estratosfera. Na estratosfera predomina escoamento
laminar e condições de estabilidade estática intensas, i.e., a temperatura do ar aumenta
com a altura e comprimento.

Problemas de saúde

Este fenômeno afeta diretamente a saúde das pessoas, principalmente das crianças,
provocando doenças como a pneumonia, bronquite, enfisemas, agravamento de doenças
cardíacas, mal-estares, irritação nos olhos, entre outros.

Soluções

As soluções para estes problemas estão ligados à adoção de políticas ambientais


eficientes que visem diminuir o nível de poluição do ar nos grandes centros urbanos. A
substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis ou energia elétrica poderia
reduzir este problema. Campanhas públicas conscientizando as pessoas sobre a
necessidade de trocar o transporte individual (particular) pelo transporte público (ônibus
e metrô) também ajudaria a amenizar o problema. A fiscalização nas regiões onde
ocorrem queimadas irregulares também contribuiria neste sentido.

Conclusão

A maneira mais comum na qual a inversão de superfície se forma, é através do ar gelado


perto do chão à noite. Quando o sol se põe, o chão perde calor muito rápido e isso
esquenta o ar que está em contato com o chão. Entretanto, desde que o ar é um fraco
condutor de calor, o ar logo acima da superfície continua quente. Condições que
favorecem o desenvolvimento de fortes inversões de superfície são: ventos calmos, céu
claro e longas noites. Ventos calmos previnem que o vento ar quente acima da
superfície se misture com o do chão, e céus limpos aumentam a taxa de resfriamento da
superfície terrestre. Noites longas permitem que o ar gelado no chão continue por um
longo período, resultando em uma diminuição maior da temperatura da superfície.

Desde que noites no inverno são muito mais longas que as do verão, inversão térmica de
superfície são mais fortes e comuns nos meses de inverno. Uma forte inversão implica
em uma substancial diferença entre o ar gelado de superfície e o ar quente acima.

Durante o dia, as inversões térmicas tendem a se tornarem fracas e normalmente


desaparecem. Entretanto, entre certas condições meteorológicas, como uma alta pressão
sobre a área, essas inversões podem se estender por vários dias.

Nos primeiros 10 quilometros da atmosfera, normalmente, o ar vai se


resfriando à medida que nos distanciamos da superfície da terra.
Assim o ar mais próximo à superfície, que é mais quente, portanto mais
leve, pode ascender, favorecendo a dispersão dos poluentes emitidos
pelas fontes, conforme se verifica na figura 1.
A inversão térmica é uma condição meteorológica que ocorre quando
uma camada de ar quente se sebropõe a uma camada de ar frio,
impedindo o movimento ascendente do ar, uma vez que, o ar abaixo
dessa camada fica mais frio, portanto, mais pesado, fazendo com os
poluentes se mantenham próximos da superfície, como pode ser
observado na figura 2.
As inversões térmicas são um fenômeno meteorológico que ocorre
durante todo o ano, sendo que, no inverno elas são mais baixas,
principalmente no período noturno.
Em um ambiente com um grande número de indústrias e de circulação
de veículos, como o das cidades, a inversão térmica pode levar a altas
concentrações de poluentes, podendo ocasionar problemas de saúde.

REFERENCIAS

http://www.cetesb.sp.gov.br/Ar/anexo/inversao.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Invers%C3%A3o_t%C3%A9rmica

http://www.suapesquisa.com/cienciastecnologia/inversao_termica.htm