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MERCANTILISMO

Mercantilismo

O Mercantilismo foi o conjunto de ideias e práticas econômicas, adotadas e desenvolvidas na Europa


durante a fase do capitalismo comercial.

Origem do Mercantilismo

O mercantilismo começou a surgir na Baixa Idade Média (X a XV), época em que teve início o pro-
cesso de formação das monarquias nacionais.

Porém, foi somente na Idade Moderna (XV a XVIII) que ele se firmou como política econômica nacio-
nal e atingiu o seu desenvolvimento.

Ao passo que as monarquias europeias foram se firmando como Estados modernos, os reis recebiam
o apoio da burguesia comercial, que buscava a expansão do comércio para fora das fronteiras do
país.

Além disso, o Estado lhe concedia o monopólio das atividades mercantis e defendia o comércio naci-
onal e colonial da interferência de grupos estrangeiros.

Principais Características do Mercantilismo

Embora as práticas e ideias não tenham sido aplicados de maneira homogênea, o mercantilismo
apresentou alguns elementos comuns nas diferentes nações europeias:

Controle estatal da economia – os reis com o apoio da burguesia mercantil foram assumindo o con-
trole da economia nacional, visando fortalecer ainda mais o poder central e obter os recursos neces-
sários para expandir o comércio. Dessa forma o controle estatal da economia tornou-se a base do
mercantilismo;

Balança comercial favorável – consistia na ideia de que a riqueza de uma nação estava associada a
sua capacidade de exportar mais do que importar.

Para que as exportações superassem sempre as importações (superávit), era necessário que o Es-
tado se ocupasse com o aumento da produção e com a busca de mercados externos para a venda
dos seus produtos;

Monopólio – controladores da economia, os governos interessados numa rápida acumulação de capi-


tal, estabeleceram monopólio sobre as atividades mercantis e manufatureiras, tanto na metrópole
como nas colônias.

Donos do monopólio, o Estado o transferia para a burguesia metropolitana por pagamento em di-
nheiro.

A burguesia favorecida pela concessão exclusiva comprava pelo preço mais baixo o que os colonos
produziam e vendiam pelo preço mais alto tudo o que os colonos necessitavam. Dessa forma, a eco-
nomia colonial funcionava como um complemento da economia da metrópole;

Protecionismo – era realizado através de barreiras alfandegárias, com o aumento das tarifas, que ele-
vava os preços dos produtos importados, e também através da proibição de se exportar matérias-pri-
mas que favorecessem o crescimento industrial do país concorrente;

Ideal metalista – os mercantilistas defendiam a ideia de que a riqueza de um país era medida pela
quantidade de ouro e prata que possuíssem. Na prática essa ideia provou não ser verdadeira.

Tipos de Mercantilismos

A Espanha adotou o mercantilismo metalista e enriqueceu com o ouro e a prata, explorados no conti-
nente americano, mas como não desenvolveu o comércio, a agricultura e a indústria, passou a impor-
tar produtos pagos com ouro e prata.

Como as importações superavam as exportações (déficit), a economia espanhola no século XVII, en-
trou numa crise que durou um longo período.

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Na França o mercantilismo estava voltado para o desenvolvimento de manufaturas de luxo para aten-
der ao mercado espanhol e procurou expandir suas companhias de comércio, bem como a constru-
ção naval.

Essa política econômica ficou conhecida como mercantilismo industrial ou colbertismo, referência ao
ministro Colbert, quem mais a incentivou.

Portugal foi o país que demonstrou maior flexibilidade na aplicação do mercantilismo. No século XVI,
com a descoberta do caminho marítimo para as Índias, pois em prática o mercantilismo comercial,
comprando e revendendo mercadorias do Oriente.

Com a exploração das terras americanas, se tornou o pioneiro do mercantilismo de plantagem, base-
ado na produção destinada ao mercado internacional.

No século XVIII, com o ouro de Minas Gerais, praticou o mercantilismo metalista. Com a crise do
ouro, surgiu o mercantilismo industrial, com a produção de artigos destinados ao abastecimento do
mercado colonial.

Características do Mercantilismo

Vigente durante o Absolutismo Monárquico, sistema de governo centrado exclusivamente na figura do


rei / rainha. Assim, o Estado controlava totalmente a economia;

Acúmulo máximo de metais preciosos, prática que ficou conhecida como Metalismo ou Bulionismo;

Estado exporta mais do que importa, tática aplicada para fortalecer a indústria nacional. Esta prática
ficou conhecida como Colbertismo (em referência ao ministro das finanças francês Jean-Baptiste Col-
bert, que impulsionou a ideia) ou Balança Comercial Favorável;

Acúmulo de capitais oriundos do comércio marítimo pelos países europeus, graças as grandes nave-
gações.

Graças a este sistema, os países podiam comprar barato e vender caro, através dos Pactos Coloni-
ais;

Incentivo e desenvolvimento de indústrias locais, principalmente nos países mais ricos, dificultando a
necessidade de importar produtos de outros Estados e evitando a saída de moedas;

Não significa, no entanto, que todas essas características eram seguidas em todos os países. Cada
Estado dava preferência para um tipo de mercantilismo, seja ele o Metalista (como o adotado pela
Espanha, por exemplo), ou o Colbertismo (que era mais comum na França).

Um dos países que mais mostrou versatilidade na aplicação do Mercantilismo foi Portugal que, de
acordo com a situação econômica, criava um novo método de exploração que pudesse garantir a pro-
teção da riqueza do Estado.

Porém, pode-se afirmar que a ideia do protecionismo e do metalismo foram comuns e estiveram pre-
sentes em praticamente todos os tipos de mercantilismo.

Absolutismo e Mercantilismo

Como dito, o Mercantilismo foi o principal sistema econômico durante o Absolutismo monárquico eu-
ropeu, entre os séculos XV e XIII.

O regime absolutista, como o próprio nome sugere, concentrava o poder absoluto do Estado nas
mãos de apenas uma pessoa: um rei ou uma rainha, geralmente.

Durante este período, a realeza mostrou-se aliada da alta burguesa, incentivando a exploração marí-
tima e a ampliação do comércio por parte desta.

Assim, o Mercantismo representava sinônimo de aumento de poder, pois quanto maior a expansão
territorial, maior seriam os impostos cobrados pela Coroa.

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Colonização do Brasil

A colonização portuguesa no Brasil se efetivou a partir da exploração, povoamento, extermínio e con-


quista dos povos indígenas (povoadores) e das novas terras.

Sempre que ouvimos falar da colonização portuguesa na América, lembramos logo da colonização do
Brasil. Será que o Brasil foi realmente descoberto pelos portugueses? Ou o processo de colonização
portuguesa foi uma conquista?

A colonização portuguesa no Brasil teve como principais características: civilizar, exterminar, explorar,
povoar, conquistar e dominar. Sabemos que os termos civilizar, explorar, exterminar, conquistar e do-
minar estão diretamente ligados às relações de poder de uma determinada civilização sobre outra, ou
seja, os portugueses submetendo ao domínio e conquista os indígenas. Já os termos explorar, po-
voar remete-se à exploração e povoamento do novo território (América).

A partir de então, já sabemos de uma coisa, que o Brasil não foi descoberto pelos portugueses, pois
afirmando isto, estaremos negligenciando a história dos indígenas (povoadores) que viviam há muito
tempo neste território antes da chegada dos europeus.

Portanto, o processo de colonização portuguesa no Brasil teve um caráter semelhante a outras colo-
nizações europeias, como, por exemplo, a espanhola: a conquista e o extermínio dos indígenas.
Sendo assim, ressaltamos que o Brasil foi conquistado e não descoberto.

A Coroa portuguesa, quando empreendeu o financiamento das navegações marítimas portuguesas


no século XV, tinha como principal objetivo a expansão comercial e a busca de produtos para comer-
cializar na Europa (obtenção do lucro), mas não podemos negligenciar outros motivos não menos im-
portantes como a expansão do cristianismo (Catolicismo), o caráter aventureiro das navegações, a
tentativa de superar os perigos do mar (perigos reais e imaginários) e a expansão territorial portu-
guesa (territórios além-mar).

No ano de 1500, os primeiros portugueses chegaram ao chamado “Novo Mundo” (América), e com
eles o navegador Pedro Álvares Cabral desembarcou no litoral do novo território. Logo, os primeiros
europeus tomaram posse das terras e tiveram os primeiros contatos com os indígenas denominados
pelos portugueses de “selvagens”.

Alguns historiadores chamaram o primeiro contato entre portugueses e indígenas de “encontro de cul-
turas”, mas percebemos com o início do processo de colonização portuguesa um “desencontro de
culturas”, começando então o extermínio dos indígenas tanto por meio dos conflitos entre os portu-
gueses quanto pelas doenças trazidas pelos europeus, como a gripe e a sífilis.

Entre 1500 a 1530, os portugueses efetivaram poucos empreendimentos no novo território conquis-
tado, algumas expedições chegaram, como a de 1501, chefiada por Gaspar de Lemos e a expedição
de Gonçalo Coelho de 1503, as principais realizações dessas expedições foram: nomear algumas lo-
calidades no litoral, confirmar a existência do pau-brasil e construir algumas feitorias.

Em 1516, Dom Manuel I, rei de Portugal, enviou navios ao novo território para efetivar o povoamento
e a exploração, instalaram-se em Porto Seguro, mas rapidamente foram expulsos pelos indígenas.

Até o ano de 1530, a ocupação portuguesa ainda era bastante tímida, somente no ano de 1531, o
monarca português Dom João III enviou Martin Afonso de Souza ao Brasil nomeado capitão-mor da
esquadra e das terras coloniais, visando efetivar a exploração mineral e vegetal da região e a distri-
buição das sesmarias (lotes de terras).

No litoral do atual estado de São Paulo, Martin Afonso de Souza fundou no ano de 1532 os primeiros
povoados do Brasil, as Vilas de São Vicente e Piratininga (atual cidade de São Paulo). No litoral pau-
lista, o capitão-mor logo desenvolveu o plantio da cana-de-açúcar; os portugueses tiveram o contato
com a cultura da cana-de-açúcar no período das cruzadas na Idade Média.

As primeiras experiências portuguesas de plantio e cultivo da cana-de-açúcar e o processamento do


açúcar nos engenhos aconteceram primeiramente na Ilha da Madeira (situada no Oceano Atlântico, a
978 km a sudoeste de Lisboa, próximo ao litoral africano). Em razão da grande procura e do alto valor

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agregado a este produto na Europa, os portugueses levaram a cultura da cana-de-açúcar para o Bra-
sil (em virtude da grande quantidade de terras, da fácil adaptação ao clima brasileiro e das novas téc-
nicas de cultivo), desenvolvendo os primeiros engenhos no litoral paulista e no litoral do Nordeste
(atual estado de Pernambuco), a produção do açúcar se tornou um negócio rentável.

Para desenvolver a produção do açúcar, os portugueses utilizaram nos engenhos a mão de obra es-
crava, os primeiros a serem escravizados foram os indígenas, posteriormente foi utilizada a mão de
obra escrava africana, o tráfico negreiro neste período se tornou um atrativo empreendimento junta-
mente com os engenhos de açúcar.

Colonização na América Portuguesa: a chegada

Dia 9 de março de 1500 partiu de Lisboa uma expedição, com cerca de 1500 homens, navegadores
experientes, cosmógrafos, frades franciscanos e funcionários reais com destino às Índias. O comando
da empreitada estava nas mãos do fidalgo português Pedro Álvares Cabral.

Em 22 de abril, os portugueses pisaram pela primeira vez em terras brasileiras, na região do atual es-
tado da Bahia. Ao desembarcarem, os portugueses encontraram-se com os nativos. O primeiro con-
tato foi amistoso. Foi rezada ali uma missa e depois o comandante mandou uma mensagem ao rei de
Portugal relatando o ocorrido.

Os habitantes da Terra de Vera Cruz

O rei D. Manuel recebeu uma carta de Pero Vaz de Caminha com notícias da Ilha de Vera Cruz
(como eram chamados os territórios portugueses na América). A “Carta de Caminha” é um dos docu-
mentos mais conhecidos da história brasileira, já que é considerado o primeiro registro oficial sobre o
Brasil.

Nas 27 páginas manuscritas, Pero Vaz descreve os que os portugueses encontraram aqui: a natu-
reza exuberante, a abundância de águas, pessoas amistosas, mas que “não tinham nenhuma crença,
não lavravam, nem criavam animais”.

Esse último trecho descreve o ponto de vista que um português tinha dos indígenas que aqui encon-
trou. Pela lógica cristã europeia, se eles não tinham crença era preciso cristianizá-los e se não prati-
cavam agricultura, pecuária ou trocas comerciais nos moldes mercantilistas, podiam ter suas terras
dominadas.

O termo “índio” empregado pelos portugueses era genérico e servia para se referir a todas as popula-
ções que habitam o território das Américas.

Só no Brasil havia mais de 1000 grupos indígenas, entre eles estavam guaranis, tupinambás, os poti-
guaras, os caetés, chavantes e aimorés. Populações diferentes entre si, tanto linguística quanto cultu-
ralmente. Alguns viam de caças, outros de pescas ou coletas dependendo das regiões que habita-
vam.

As Capitanias Hereditárias

O primeiro projeto político e econômico da Coroa Portuguesa para colonização de suas terras na
América foi o Sistema de Capitanias Hereditárias.

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Os territórios pertencentes a Portugal, segundo o Tratado de Tordesilhas, foi dividida em 15 lotes


destinados a 12 donatários (nome daqueles que recebiam as terras).

Os donatários eram, em geral, pequenos membros da nobreza ou funcionários da coroa. O rei doava
as capitanias por meio da Carta de Doação, editada junto com o Foral. Dessa forma era permitido aos
capitães doar lotes de terras (as sesmarias) para serem exploradas e cultivadas, desde que o benefi-
ciado professasse a religião católica.

Cada donatário era responsável por sua jurisdição e cabia a ele recolher os impostos que seriam re-
passados à coroa.

O sistema de Capitanias Hereditárias, no entanto, fracassou. Com exceção de São Vicente, Porto Se-
guro, Ilhéus e Pernambuco que prosperaram, todas as demais sucumbiram.

Com isso, passou a existir, em conjunto com as capitanias que sobreviveram, o Governo-Geral, que
de certa forma, dava início a centralização do poder na colônia.

Renascimento Cultural

O Renascimento Cultural foi um movimento que teve seu início na Itália no século XIV e se estendeu
por toda a Europa até o século XVI.

Os artistas, escritores e pensadores renascentistas expressavam em suas obras os valores, ideais e


nova visão do mundo, de uma sociedade que emergia da crise do período medieval.

Na Idade Média, grande parte da produção intelectual e artística estava ligada à Igreja. Já na Idade
Moderna, a arte e o saber voltaram-se para o mundo concreto, para a humanidade e a sua capaci-
dade de transformar o mundo.

Origem do Renascimento

O Renascimento teve sua origem na península Itálica, que era o centro do comércio mediterrâneo.
Com a economia dinâmica e rica, os excedentes eram investidos em produção cultural.

A burguesia oriunda das camadas marginais da sociedade medieval, tornaram-se mecenas, inves-
tindo em palácios, catedrais, esculturas e pinturas, buscando aproximar seu estilo de vida ao da no-
breza.

A Itália, favorecida pelo grande número de obras da Antiguidade, inspirou os artistas do Renasci-
mento. A literatura e o pensamento da Antiguidade greco-romana serviram de referência para os es-
critores renascentistas e contribuíram para a formação de seus valores e ideais.

Os renascentistas rejeitavam os valores feudais a ponto de considerar o período medieval como a


"Idade das Trevas", e por isso a época obscura seria abolida por um "renascimento cultural". Assim,
opunham-se ao teocentrismo, ao misticismo, ao geocentrismo e ao coletivismo.

O traço marcante do Renascimento era o racionalismo. Baseado na convicção de que tudo se podia
explicar pela razão e pela observação da natureza, tentava compreender o universo de forma calcu-
lada e matemática.

O elemento central foi o humanismo, no sentido de valorizar o ser humano, considerado a obra mais
perfeita de Cristo.

Daí surge o antropocentrismo renascentista, ou seja, a ideia do homem como centro das preocupa-
ções intelectuais e artísticas.

Outras características do movimento renascentista foram o naturalismo, o hedonismo e o neoplato-


nismo.

O naturalismo pregava a volta à natureza.

O hedonismo defendia o prazer individual como o único bem possível.

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O neoplatonismo defendia uma elevação espiritual, uma aproximação com Deus através de uma inte-
riorização em detrimento de qualquer busca material.

Renascimento Artístico

A arte do renascimento expressou as preocupações surgidas em sua época, com o desenvolvimento


comercial e urbano. A dignidade, a racionalidade e a individualidade do homem eram seus principais
temas.

Um grande precursor do Renascimento literário na Itália foi Dante Alighieri (1265-1321), autor da "A
Divina Comédia". Apesar de criticar a Igreja, sua obra ainda apresenta forte influência medieval.

A consolidação do Renascimento na Itália ocorreu basicamente no século XIV, período conhecido


com Trecentro, ou seja, nos anos 1300.

As primeiras manifestações da nova arte surgiram comGiotto di Bondoni(1266-1337). Suas obras re-
presentavam figuras humanas com grande naturalismo, inclusive Cristo e os Santos.

Na literatura generalizou-se a utilização do dialeto toscano, que seria matriz da língua italiana con-
temporânea. Mas foi Francesco Petrarca (1304-1374) o "pai do humanismo e da literatura italiana".

Foi ele o autor de "África" e "Odes a Laura", ainda expressando uma forte inspiração greco-romana e
uma religiosidade medieval.

Outro grande nome do Trecentro foi Bocaccio e sua obra Decameron, com seus contos satíricos que
criticavam o ascetismo medieval.

O Quattrocento (1400), segundo período do renascimento italiano, surge em Florença com o pintor
Masaccio (1401-1429), um mestre da perspectiva.

Outro destaque foi Sandro Botticelli (1445-1510), que acreditava que a arte era mesmo tempo uma
representação espiritual, religiosa e simbólica.

Destacou-se também o arquiteto Felippo Brunelleschi, autor da cúpula da catedral de Santa Maria del
Fiore, o escultor Donatello e os pintores Paolo Uccello, Andrea Mantegna e Fra Angelico.

No terceiro período, o Cinquecento (1500), Roma passou a ser o principal centro da arte renascen-
tista. Foi construída a basílica de São Pedro, no Vaticano, projeto do arquiteto Donato Bramante.

Na literatura, sistematizou-se o uso da língua italiana através de Francesco Guiciardini, Torquato


Tasso, Ariosto e principalmente com Nicolau Maquiavel, com sua obra "O Príncipe".

Na pintura despontaram:

Leonardo da Vinci (1452-1519), com a "Mona Lisa" e a "A Santa Ceia";

Rafael Sanzio (1483-1520) conhecido como o "pintor das madonas";

Ticiano, o mestre da cor, que imprimiu sua marca na escola de Veneza;

Michelangelo, escultor e pintor conhecido como "o gigante do Renascimento", responsável pelos mo-
numentais afrescos da Capela Sistina. São também dele as esculturas de "Davi", "Moisés" e a "Pi-
etá".

Renascimento Literário

O Renascimento deu origem a grandes gênios da literatura, entre eles:

Dante Alighieri: escritor italiano autor do grande poema "Divina Comédia".

Maquiavel: autor de "O Príncipe", obra precursora da ciência política onde o autor dá conselhos aos
governadores da época.

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Shakespeare: considerado um dos maiores dramaturgos de todos os tempos. Abordou em sua obra
os conflitos humanos nas mais diversas dimensões: pessoais, sociais, políticas. Escreveu comédias e
tragédias, como "Romeu e Julieta", "Macbeth", "A Megera Domada", "Otelo" e várias outras.

Miguel de Cervantes: autor espanhol da obra "Dom Quixote", uma crítica contundente da cavalaria
medieval.

Luís de Camões: teve destaque na literatura renascentista em Portugal, sendo autor do grande po-
ema épico "Os Lusíadas".

Renascimento Científico

O Renascimento foi marcado por importantes descobertas científicas, notadamente nos campos da
astronomia, da física, da medicina, da matemática e da geografia.

O polonês Nicolau Copérnico, que negou a teoria geocêntrica defendida pela Igreja, ao afirmar que "a
terra não é o centro do universo, mas simplesmente um planeta que gira em torno do Sol".

Galileu Galilei descobriu os anéis de Saturno, as manchas solares, os satélites de Júpiter. Perseguido
e ameaçado pela Igreja, Galileu foi obrigado a negar publicamente suas ideias e descobertas.

Na medicina os conhecimentos avançaram com trabalhos e experiências sobre circulação sanguínea,


métodos de cauterização e princípios gerais de anatomia.

Os Valores

O movimento renascentista envolveu uma nova sociedade e, portanto, novas relações sociais em seu
cotidiano. A vida urbana passou a implicar um novo comportamento, pois o trabalho, a diversão, o
tipo de moradia, os encontros nas ruas, implicavam por si só um novo comportamento dos homens.
Isso significa que o Renascimento não foi um movimento de alguns artistas, mas uma nova concep-
ção de vida adotada por uma parcela da sociedade, e que será exaltada e difundida nas obras de
arte.

Apesar de recuperar os valores da cultura clássica, o Renascimento não foi uma cópia, pois utilizava-
se dos mesmos conceitos, porém aplicados de uma nova maneira à uma nova realidade. Assim como
os gregos, os homens "modernos" valorizaram o antropocentrismo: "O homem é a medida de todas
as coisas"; o entendimento do mundo passava a ser feito a partir da importância do ser humano, o
trabalho, as guerras, as transformações, os amores, as contradições humanas tornaram-se objetos
de preocupação, compreendidos como produto da ação do homem.

Uma outra característica marcante foi o racionalismo, isto é, a convicção de que tudo pode ser expli-
cado pela razão do homem e pela ciência, a recusa em acreditar em qualquer coisa que não tenha
sido provada; dessa maneira o experimentalismo, a ciência, conheceram grande desenvolvimento. O
individualismo também foi um dos valores renascentistas e refletiu a emergência da burguesia e de
novas relações de trabalho.

A idéia de que cada um é responsável pela condução de sua vida, a possibilidade de fazer opções e
de manifestar-se sobre diversos assuntos acentuaram gradualmente o individualismo. É importante
percebermos que essa característica não implica o isolamento do homem, que continua a viver em
sociedade, em relação direta com outros homens, mas na possibilidade que cada um tem de tomar
decisões.

Foi acentuada a importância do estudo da natureza; o naturalismo aguçou o espírito de observação


do homem. O hedonismo representou o "culto ao prazer", ou seja, a idéia de que o homem pode pro-
duzir o belo, pode gerar uma obra apenas pelo prazer que isso possa lhe proporcionar, rompendo
com o pragmatismo.

O Universalismo foi uma das principais características do Renascimento e considera que o homem
deve desenvolver todas as áreas do saber; podemos dizer que Leonardo da Vinci é o principal mo-
delo de "homem universal", matemático, físico, pintor e escultor, estudou inclusive aspectos da biolo-
gia humana.

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O Berço do Renascimento

Esse é uma expressão muito utilizada, apesar de a Itália ainda não existir como nação. A região itali-
ana estava dividida e as cidades possuíam soberania. Na verdade, o Renascimento desenvolveu-se
em algumas cidades italianas, principalmente aqueles ligadas ao comércio.

Desde o século XIII, com a reabertura do Mediterrâneo, o comércio de várias cidades italianas com o
oriente intensificou-se, possibilitando importantes transformações, como a formação de uma camada
burguesa enriquecida e que necessitava de reconhecimento social.

O comércio comandado pela burguesia foi responsável pelo desenvolvimento urbano, e nesse sen-
tido, responsável por um novo modelo de vida, com novas relações sociais onde os homens encon-
tram-se mais próximos uns dos outros.

Dessa forma podemos dizer que a nova mentalidade da população urbana representa a essência
dessas mudanças e possibilitará a Produção Renascentista.

Podemos considerar ainda como fatores que promoveram o renascimento italiano, a existência de di-
versas obras clássicas na região, assim como a influência dos "sábios bizantinos", homens oriundos
principalmente de Constantinopla, conhecedores da língua grega e muitas vezes de obras clássicas.
A Produção Renascentista

É necessário fazer uma diferenciação entre a cultura renascentista; aquela caracterizada por um novo
comportamento do homem da cidade, a partir de novas concepções de vida e de mundo, da Produ-
ção Renascentista, que representa as obras de artistas e intelectuais, que retrataram essa nova visão
de mundo e são fundamentais para sua difusão e desenvolvimento.

Essa diferenciação é importante para que não julguemos o Renascimento como um movimento de
"alguns grandes homens", mas como um movimento que representa uma nova sociedade, urbana ca-
racterizada pelos novos valores burguesas e ainda associada à valores cristãos.

O mecenato, prática comum na Roma antiga, foi fundamental para o desenvolvimento da produção
intelectual e artística do renascimento. O Mecenas era considerado como "protetor", homem rico, era
na prática quem dava as condições materiais para a produção das novas obras e nesse sentido pode
ser considerado como o patrocinador, o financiador.

O investimento do mecenas era recuperado com o prestígio social obtido, fato que contribuía com a
divulgação das atividades de sua empresa ou instituição que representava. A maioria dos mecenas
italianos eram elementos da burguesia, homens enriquecidos com o comércio e toda a produção vin-
culada à esse patrocínio foi considerada como Renascimento Civil.

Encontramos também o Papa e elementos da nobreza praticando o mecenato, sendo que o Papa Jú-
lio II foi o principal exemplo do que denominou-se Renascimento Cortesão.

A Expansão do Renascimento

No decorrer do século XVI a cultura renascentista expandiu-se para outros países da Europa Ociden-
tal e para que isso ocorresse contribuíram as guerras e invasões vividas pela Itália. As ocupações
francesa e espanhola determinaram um conhecimento melhor sobre as obras renascentistas e a ex-
pansão em direção a outros países, cada um adaptando-o segundo suas peculiaridades, numa época
de formação do absolutismo e de início do movimento de Reforma Religiosa.

O século XVI foi marcado pelas grandes navegações, num primeiro momento vinculadas ao comércio
oriental e posteriormente à exploração da América. As navegações pelo Atlântico reforçaram o capita-
lismo de Portugal, Espanha e Holanda e em segundo plano da Inglaterra e França. Nesses "países
atlânticos" desenvolveu-se então a burguesia e a mentalidade renascentista.

Esse movimento de difusão do Renascimento coincidiu com a decadência do Renascimento Italiano,


motivado pela crise econômica das cidades, provocada pela perda do monopólio sobre o comércio de
especiarias.

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A mudança do eixo econômico do Mediterrâneo para o Atlântico determinou a decadência italiana e


ao mesmo tempo impulsionou o desenvolvimento dos demais países, promovendo reflexos na produ-
ção cultural.

Outro fator fundamental para a crise do Renascimento italiano foi a Reforma Religiosa e principal-
mente a Contrarreforma. Toda a polêmica que se desenvolveu pelo embate religioso fez com que a
religião voltasse a ocupar o principal espaço da vida humana; além disso, a Igreja Católica desenvol-
veu um grande movimento de repressão, apoiado na publicação do INDEX e na retomada da Inquisi-
ção que atingiu todo indivíduo que de alguma forma de opusesse a Igreja. Como o movimento protes-
tante não existiu na Itália, a repressão recaiu sobre os intelectuais e artistas do renascimento.

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