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10 LIVROS PARA DESENVOLVER

as habilidades socioemocionais

PREVISTAS NA BNCC
Por muito tempo, as escolas concentraram sua atenção no desenvolvimento
...
XD
de habilidades cognitivas, tais como analisar, calcular, memorizar.

+
Entretanto, essa forma de conhecimento focada na parte conceitual passou

:)
por uma revisão. Hoje, compreende-se que a função da escola vai muito
além de trabalhar essas habilidades com os estudantes.

As habilidades cognitivas continuam sendo parte essencial do aprendizado


e não serão deixadas de lado. Entretanto, entende-se que o ensino escolar
não pode ter como base apenas a transmissão unilateral de conhecimento
ou o aprendizado com enfoque em conteúdos fechados. O ensino
oferecido pelas escolas precisa englobar diferentes habilidades e formas de
conhecimento, entre elas estão as habilidades socioemocionais.
:D

+
Neste infográfico você entenderá melhor o que são as habilidades
socioemocionais e indicaremos alguns livros para trabalhá-las com os
alunos!
Boa leitura!

O QUE SÃO ...


habilidades socioemocionais
A educação socioemocional é um conceito desenvolvido há mais de 20 anos


por pesquisadores dos Estados Unidos. Desde então, diversos estudos têm
sido conduzidos na área, analisando os benefícios do desenvolvimento dessas
habilidades. Segundo a professora e doutora norte-americana Pamela Bruening:

“A quantidade de pesquisas que apoiam a educação


socioemocional e seu im­pacto no desempenho acadêmico
e na cultura escolar tornou comum a integração do
desenvolvimento dessas habilidades aos currículos escolares,
dando à Educação Socioemocional seu merecido lugar de
importância na educação.“

+
PESQUISADORA PAMELA BRUENING, EM ENTREVISTA À REVISTA EDUCAÇÃO EM 2018.
(https://revistaeducacao.com.br/2018/08/01/historia-os-pilares-e-os-objetivos-da-educacao-socioemocional/)

As habilidades socioemocionais se referem à capacidade de


entender e saber administrar as próprias emoções. Inteligência
emocional, bons hábitos, soft skilks e maturidade emocional são

*
algumas dessas competências. Desenvolver tais habilidades significa
ter maior autoconhecimento, entender seus próprios sentimentos,

*
desejos, vontades e tudo mais relacionado ao nosso psicológico e
emocional.

Muitas pessoas enfrentam problemas nas áreas acadêmica,


financeira, amorosa e social por terem dificuldade de compreender
e lidar com as suas próprias emoções. Esse conhecimento é
adquirido ao longo do tempo, ou seja, trata-se de um aprendizado
que precisa ser desenvolvido conforme crescemos e amadurecemos.
É importante lembrar que esse desenvolvimento emocional pode ser
iniciado em qualquer idade, no entanto, quanto mais cedo mais fácil
será para internalizá-lo e aplicá-lo ao longo da vida.

Tais habilidades são importantes para todos nós, tanto


individualmente quanto coletivamente. Ao desenvolvermos essas
competências, também aprendemos a compartilhar, a ter empatia,
compaixão, a respeitar os sentimentos de outras pessoas, a
entender as diferentes vivências e experiências de cada um.

HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS NA
Base Nacional Comum Curricular
(BNCC)
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um dos assuntos mais discutidos sobre
a educação brasileira nos últimos anos. O documento voltado para Educação Infantil
e Ensino Fundamental foi aprovado e homologado no final de 2017. Já a versão para
o Ensino Médio foi homologada um ano depois, em dezembro de 2018.

A BNCC é um documento norteador do ensino das escolas do Brasil, incluindo


assuntos de todas as etapas da educação básica. Não se trata de um currículo
fechado, funciona como um instrumento visando orientar a elaboração do currículo
específico de cada escola, que poderá seguir suas próprias particularidades
metodológicas, sociais e regionais. Entretanto, nesse documento estão previstas
habilidades e competências que devem conter no currículo de cada instituição de
ensino.


As habilidades socioemocionais, portanto, são apresentadas na BNCC como assunto
que deverá ser trabalhado pela escola com os estudantes. A BNCC diz:

“Independentemente da duração da jornada escolar, o conceito de educação


integral com o qual a BNCC está comprometida se refere à construção
intencional de processos educativos que promovam aprendizagens sintonizadas
com as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes e,
também, com os desafios da sociedade contemporânea.” 

(BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO, P. 14)


http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/historico/BNCC_EnsinoMedio_embaixa_site_110518.pdf

Os professores são essenciais no processo de desenvolvimento das habilidades


socioemocionais. Para isso, esses também precisam desenvolver o seu próprio
autoconhecimento para auxiliar seus alunos. Construir um ambiente acolhedor,
em que os discentes se sintam confortáveis para tentar, errar, expressar
seus sentimentos é fundamental para o desenvolvimento de competências
socioemocionais.

É nesse sentido, portanto, que o educador e a educadora devem entender que os


alunos são indivíduos em constante desenvolvimento e aprendizado. O estudante
precisa ser visto em sua integralidade, enquanto pessoa. A forma como as conversas
acontecem, a atenção no momento de explicar, a capacidade de ouvir quando
o outro fala, tudo isso também faz parte do papel que os docentes precisam
desempenhar. Por isso é preciso ter cuidado com tudo que é ensinado aos alunos em
sala de aula, não apenas com relação ao conteúdo. isso não significa deixar de lado
o ensino de Língua Portuguesa, Matemática, Química, Física, apenas integrar esses
conteúdos de outras formas.

O ENSINO DAS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS


por meio da literatura
A literatura pode ser grande aliada nesse processo. Ao ler, estamos
realizando um exercício de reflexão e desenvolvendo capacidade
crítica. Para muitas pessoas, a leitura é uma forma de melhorar as


relações.

Para Lima Barreto, por exemplo, um escritor deve se atentar para


que sua obra colabore para a construção de uma sociedade mais
justa e fraterna:

“[…] difundir as nossas grandes e altas emoções em face do mundo e do


sofrimento dos homens, para soldar, ligar a humanidade em uma maior,
em que caibam todas, pela revelação das almas individuais e do que elas
têm em comum e dependente entre si.”
(BARRETO, Lima. Amplius! In: BARRETO, Lima. Histórias e sonhos. São Paulo: Brasiliense, 1956, p. 33).

Ler é uma ferramenta essencial de raciocínio, pois além de


auxiliar no desenvolvimento da criatividade e da capacidade de
interpretação, os livros nos apresentam diferentes culturas, vivências


e experiências. As histórias expõem realidades que serão somadas
às nossas. Uma pesquisa do Portal Aprendiz relata que as crianças
aprendem mais por meio de enredos fantásticos do que por enredos
realistas. A publicação no Portal diz:

“Por muito tempo, tanto pais como pesquisadores supuseram que esses
“voos de fantasia” eram, na melhor das hipóteses, inofensivos episódios
de diversão – talvez necessários para a descontração de quando em
quando, mas sem qualquer propósito real. Na pior das hipóteses, alguns
defendiam que tais momentos eram distrações perigosas da importante
tarefa de entender o mundo real, ou manifestações de uma confusão
pouco saudável sobre a barreira entre realidade e ficção. Mas agora, novos
trabalhos no campo da ciência do desenvolvimento mostram que não
apenas as crianças são plenamente capazes de separar realidade e ficção,
mas também que a atração por situações fantásticas pode na verdade ser
bastante útil para o aprendizado.”

https://portal.aprendiz.uol.com.br/2016/08/05/porque-criancas-aprendem-mais-com-contos-de-fantasia-
que-com-historias-realistas/

O desenvolvimento das habilidades socioemocionais acontece analisando situações


em que essas habilidades são exigidas. Portanto, no caso de adolescentes e jovens,
ao observar as experiências de outros – no caso, as personagens dos livros –, os
estudantes têm acesso a uma forma concreta de investigar quando essas habilidades
serão exigidas e como agir diante delas.

LIVROS PARA TRABALHAR


habilidades socioemocionais

1
EM SALA DE AULA

E N S I N O I N FA N T I L ( C R I A N Ç A S D E 0 A 5 A N O S)

Medo, Anna Claudia Ramos


Os quatro livros da coleção “Todo mundo tem” foram criados para tratar de
diferenças. A partir dos temas família, amigo, medo e casa, a autora busca mostrar
que existem jeitos diferentes de ser, de fazer, de sentir, de viver… cada um desses
temas. Além de falar sobre essas diferenças, cria um espaço (uma página interativa)
para o leitor mostrar seu ponto de vista a respeito do tema. Este livro aborda os tipos
diferentes de medo: do bicho-papão, do escuro, de elevador, de enfrentar coisas
novas, de avião, de tantas outras coisas.

Diga paz, Mique Moriuchi


e Sam Williams
Respeitar a cultura e os costumes de diferentes povos, promover a
tolerância e a solidariedade. Este livro convida o pequeno leitor a refletir
sobre esses temas e reconhecer sua importância para a preservação da
paz no mundo.

2
3
F U N D A M E N TA L I E I I (1º A O 9º A N O)

A borboleta e a tartaruga,
Liliana Iacocca e Michele Iacocca


Para a borboleta, não há nada pior do que a vida da tartaruga, que fica o tempo todo
parada. Já a tartaruga acha um horror a borboleta viver voando sem descanso. Será
que as duas podem se entender?
O que será aquilo?”, pensou a borboleta quando viu a tartaruga. E
imediatamente pousou sobre ela. — Pronto! Eu sabia que este meu
sossego não ia durar! — reclamou a tartaruga. — Xô! Xô! Vai incomodar

4
outra! Se você não consegue ficar um minuto parada, deixa em paz quem
quer ficar tranquila no seu canto!

O meu, o seu, o nosso: refletindo


sobre atitudes e espaços de
convivência, Michele Iacocca

5
Por meio de cartuns e textos explicativos, o autor estimula as crianças a refletir
sobre seu espaço no mundo. A viagem começa no quarto e vai sendo ampliada até
chegar ao planeta Terra. O leitor descobre ainda como se articulam as partes que
formam as cidades, os estados e o país, conhece a história da formação dos centros
urbanos e recebe dicas de cidadania.

12 Fábulas de Esopo,
Hans Gärtner


Esopo foi um escritor da Grécia Antiga a quem são atribuídas diversas fábulas populares
e que é reconhecido como o primeiro criador de fábulas da história. As doze histórias
deste livro transmitem mensagens relacionadas ao cotidiano e conselhos de como não
trapacear, não tirar vantagem dos outros, acreditar em si mesmo…

Um Rato do Campo convidou seu amigo, o Rato da Cidade, para jantar. Só


havia ervas e grãos de trigo para comer. – Sabes, amigo, que levas uma

6
vida de formiga? – perguntou o Rato da Cidade. – Eu, pelo contrário, tenho
bens em abundância. Estão todos à tua disposição. Combinaram então um
jantar na cidade.

Nó na garganta, Mirna Pinsky


Tânia tem 10 anos. Seus pais decidiram trocar a vida pobre e difícil da cidade grande
por uma nova oportunidade no litoral, e ser caseiros na casa de dona Matilde. No
novo ambiente, Tânia aprende e inventa novas brincadeiras, faz novos amigos e
sofre muito preconceito pelo fato de ser negra. Ao mesmo tempo, vai nascendo
dentro dela uma consciência até então desconhecida, uma vontade de mostrar às
pessoas sua verdadeira personalidade.

7 A infância acabou,
Renato Tapajós
Um adolescente de classe média vai morar com o pai desempregado e

o tráfico e o preconceito.

Acostumado a ter tudo que queria, Marcos viu seu mundo virar de
cabeça para baixo depois que o pai perdeu o emprego. E a dificuldade
para arrumar um trabalho depois dos 50 anos abate em cheio seu pai,
que tinha sido vice-presidente de uma empresa renomada.

ENSINO MÉDIO (1º AO 3º ANO)


acaba descobrindo uma realidade bem diferente: a periferia, a violência,

8
A cidade e as serras,
Eça de Queirós
O consumismo, a poluição, o caos urbano são temas que já incomodavam Eça
de Queirós no final do século XIX. Neste romance, Jacinto, ávido entusiasta do
progresso, vive em Paris se entupindo com as últimas novidades tecnológicas,
muitas inúteis. Mas uma viagem para as serras de Portugal, em meio à natureza,
o levará a uma inquietação cada vez mais contemporânea: será que o culto à
tecnologia e o ritmo de vida moderno não estariam nos afastando de nossa

9 ”
verdadeira essência?

Penélope manda lembranças,


Marina Colasanti
Um adolescente de classe média vai morar com o pai desempregado e
acaba descobrindo uma realidade bem diferente: a periferia, a violência,
o tráfico e o preconceito.

“Coisa de que logo gostei foi a largura das paredes. Iguais as da casa
da minha avó quando eu era criança e me escondia para brincar entre
cortina e janela, como em uma casa secreta em que só eu cabia. Na
villa, a mesma coisa. Paredes da largura de um passo. E um silêncio no
quarto tão grande, que às vezes abria os vidros só para ter os sons do

10
jardim me fazendo companhia. Assim mesmo:

– Está difícil trabalhar aqui – me disse Sei.


– Difícil – estranhei.
– Muito barulho. “

O alienista,
Machado de Assis
Existem normas que definem o que é sanidade e o que
é loucura? A busca e a aplicação de tais normas são as
principais razões da vida de Simão Bacamarte. Médico da
provinciana Itaguaí, ele vai gerar medo e veneração ao
tentar encontrar o parâmetro da normalidade.

O desenvolvimento socioemocional, além de ser importante para estabelecer e garantir


uma melhor convivência com as pessoas com quem nos relacionamos, também é um
instrumento auxiliar para a vida em comunidade. Indivíduos que desenvolvem essas
habilidades têm maior empregabilidade, menos problemas com a justiça e são adultos
capazes de interagir socialmente de maneira equilibrada. Solidariedade, amizade,
cidadania, ética, honestidade são características que fazem parte das habilidades
socioemocionais e são importantíssimas para o convívio social.

Quer saber mais sobre como trabalhar as habilidades socioemocionais com os


estudantes? Leia nosso material sobre “A formação de professores e o trabalho com as
habilidades socioemocionais na Educação Básica”. O material foi produzido com o apoio
especializado do autor, terapeuta, educador e artista Rodrigo Usba, especialista em
habilidades socioemocionais. Acesse o e-book!

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incentivar profissionais da educação e disseminar a literatura em sala de aula. Assim, dialogamos
sobre a importância da leitura para o desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças
e jovens. Em nosso espaçovirtual, publicamos semanalmente textos que abordam assuntos de
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Oferecemos dicas e orientações sobre como os professores podem disseminar a literatura em
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entre outros temas que se tornam determinantes para a formação do adulto. Além disso, no
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