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456 SiGraDi2006 / Arte y Cultura Digital

Event: Architecture E vent context.


Arquitetura e arte como evento. A questão,

and Art in the central dentro do contexto contemporâneo de


expansão das tecnologias digitais e sua inserção

Era of Mediatized nas diversas esferas do cotidiano, mobiliza


mutuamente duas variáveis básicas: espaço e
tempo - o espaço que se temporaliza e o tempo
Experience. que se espacializa. E é exatamente a partir
de um campo comum no tratamento de tais
David Sperling variáveis que tratar-se-á aqui de arquitetura e de
Department of Architecture and arte como produções vinculadas e em processo
Urbanism, Engineering School of Sao de hibridização pelo menos desde os anos
Carlos, University of Sao Paulo, Brazil. 1960. As margens em fusão são delineadas pela
sperling@sc.usp.br crescente abertura à investigação da experiência
do espaço pelo sujeito em um determinado
tempo: espaço e tempo, ao invés de variáveis
quantitativas abstratas de uma obra, passaram
a designar variáveis qualitativas constituintes
da existência de um sujeito situado em uma
SURSRVLomRDUTXLWHW{QLFDDUWtVWLFD4XHVW}HV
FRPRRKDELWDWÁH[tYHOSHORODGRGDDUTXLWHWXUD
e do campo expandido, pelo lado da arte de
então, são apenas alguns dos movimentos
daquele período que apontaram para a
7KHÀHOGRIWKLVWH[WLVWKH sensibilização do espaço ao tempo inerente à
experiência do sujeito.
problematization, by the
philosophic concept of event, Se a designação espaço-evento posiciona
of the basis of the artistic and criticamente as proposições arquitetônicas
architectural practices amplied IUHQWHjÀ[LGH]TXHKLVWRULFDPHQWHFDUDFWHUL]RX
by digital means inside the o habitat e as proposições artísticas frente
às categorias vigentes, dá margem a uma
contemporary cultural context. One DPSOLWXGHGHVLJQLÀFDo}HVTXHQmRGHOLPLWDD
FDQGHOLQHDWHDÀHOGFRPSRVHG singularidade da questão, ainda mais a partir de
in one side, by the philosophical sua ampliação pelos meios digitais. Acreditamos
concepts and, in other side, by que, pela centralidade que ocupa na cultura
the current senses in the cultural contemporânea, a questão do evento demanda
uma problematização crítica.
sphere – oscillating between
them, emerge the senses in No limite, a esfera da cultura confere a toda
architecture and art. The event produção pelo imaginário, seja ela objeto ou
as an unforeseeable and not subjetividade, a condição de “evento”, tornando-
o termo corrente. De modo criticamente
programmable rupture, central
distinto, evento comparece em formulações
to the philosophies of Gilles GDÀORVRÀD1DDUWHHQDDUTXLWHWXUDHYHQWR
Deleuze and Alain Badiou, is a aporta por via dupla – a da reprodução do
critic concept to the contemporary cultural e a da produção crítica de conceitos
context habited by programmed - conformando um campo de disputa de
sentido. Em linhas gerais, pode-se para o
and prescribed events of momento delinear um campo composto de
performance. The emergence of XPODGRSHORVFRQFHLWRVÀORVyÀFRVHGHRXWUR
effective evental sites, promoting pelos sentidos correntes na esfera do cultural
rupture with the contemporary – oscilando entre eles, aparecem os sentidos
impressos nos campos da arquitetura e da arte.
performing quotidian, is the main
Problematizar as bases sobre as quais se instalam
challenge to the digital and hybrid DVSUiWLFDVDUTXLWHW{QLFDVDUWtVWLFDVDPSOLDGDV
artistic/architectural practices, pelos meios digitais dentro do campo cultural
based in operations of regulated FRQWHPSRUkQHRDSDUWLUGRFRQFHLWRÀORVyÀFRGH
(un)foreseeability. evento é o recorte deste artigo.
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Event: rupture or performance maximization? Por sua vez, o evento, para Badiou é o resultado
1RVJXLDUHPRVSHODÀORVRÀDGH*LOOHV'HOHX]H de mudança de conexão entre a situação
(1998, 2006) e pela ontologia de Alain Badiou contingente, o mundo dos fatos e a liberdade
(1996). Ciente das distinções existentes entre de escolha do ser humano. É o que ocorre de
RVFRQWUXFWRVÀORVyÀFRVGH'HOHX]HH%DGLRX modo imprevisível na estrutura do ser, não como
interessa-nos a posição crítica inerente ao algo extrínseco, mas proveniente de sua própria
conceito de acontecimento de Deleuze e ao inconsistência intrínseca, potencialmente
conceito de evento de Badiou – tomados como criadora e subversiva (Costa, 2000), como efeito
sinônimos do termo francês événement. É a da multiplicidade original do ser, entendida
SDUWLUGDSRVLomRFUtWLFDGRFRQFHLWRÀORVyÀFR por ele como situação. A imprevisibilidade é
de evento e das possibilidades de transformação necessariamente inerente ao evento: “... um
que aponta que se pretende construir a evento só é um evento se é imprevisível. Se
problematização dos termos em que o evento podemos dizer ‘vai ocorrer no ano que vem’,
tem se transformado em “motor cultural” e em então não é um acontecimento, é um mero
“lógica espacial”. cálculo.” (Badiou, 2000a: 7).

Para Deleuze, o acontecimento é o instante %DGLRXpDLQGDPDLVHVSHFtÀFRTXDQWRDR


da diferenciação que se repete singularmente, caráter ontológico do evento e a relação que
sem generalização. É um instante notável, que sua emergência estabelece com a ordem
ocorre uma única vez, de modo inesperado, estabelecida: “Uma verdade é constituída
distinto da simples variação ou alteração da somente pela ruptura da ordem que a suporta,
aparência que caracteriza a generalidade, nunca como um efeito daquela ordem. Eu
é eterno em sua singularidade, mas não nomeei este tipo de ruptura que abre verdades
permanente. Deleuze aposta nos acontecimentos ‘o evento’” (Badiou, 2005: xii-xiii).
como engendradores de novas realidades: De Deleuze e Badiou tem-se que um evento
´$FUHGLWDUQRPXQGRVLJQLÀFDSULQFLSDOPHQWH estrito senso não é programável, prescrito nem
suscitar acontecimentos, mesmo pequenos, prescritível, pode apenas ser induzido, pois que
que escapem ao controle, ou engendrar novos é a pura imprevisibilidade e indecidibilidade, que
espaços-tempo, mesmo de superfície ou volume sempre excede os dados presentes na situação.
reduzidos” (Deleuze apud Pelbart, 1996). O O evento constitui-se então como experiência,
acontecimento não é o que acontece, o acidente, entendida como ruptura e transformação da
mas o expresso no que acontece; é o que deve situação e do sujeito.
ser compreendido, querido e representado no
que acontece (Deleuze, 1998: 152). Deste modo,
Deleuze distingue duplamente o acontecimento
da confusão dogmática do acontecimento
com a essência e da confusão empirista do
acontecimento com o acidente. O acontecimento
é da ordem do problemático, é por si mesmo
problemático e problematizante (Deleuze, 1998:
56-57). O acontecimento é um efeito, incorporal
(Deleuze, 1998: 9, 188) mobilizado pelo encontro
efetivo dos corpos, de suas misturas, ações e
paixões (Deleuze, 1998: 188, 217) presentes em
situação, mas não em uma relação puramente
Figura 1
causal. Não é uma reação ótima a causas
únicas e a composições de causas, pois que no
HQFRQWURGRVFRUSRVDÁRUDPVHQWLGRVP~OWLSORV Mas é com sinal trocado que o evento aparece
TXHHVFDSDPjXPDSRVVLELOLGDGHGHÀ[DomR hegemônico na esfera cultural contemporânea.
pretendida pelos discursos. O acontecimento Jorge Larrosa Bondía procura delimitar o que
está intimamente ligado à desprogramação pHVSHFtÀFRGDH[SHULrQFLDQRVHQWLGRTXH
das causas e dos efeitos e à abertura para a propôs Walter Benjamin frente ao contexto de
multiplicidade de desdobramentos dos seres, consumo das “experiências”, vinculando estas
como erupção de diferenças. É inerente ao à noção de experimento: “Se o experimento é
acontecimento a condição do “intempestivo”, “a genérico, a experiência é singular. Se a lógica
emergência de uma diferença desestabilizadora do experimento produz acordo, consenso ou
das formas vigentes, a qual nos separa do que homogeneidade entre os sujeitos, a lógica da
somos e nos coloca uma exigência de criação” experiência produz diferença, heterogeneidade
(Rolnik, 1995a: 2-3). e pluralidade.
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Por isso, no compartir a experiência, trata- lógica dos oxímoros correntes, associa-se o evento
se mais de uma heterologia do que de uma a algo a ser produzido, programado e repetido,
homologia, ou melhor, trata-se mais de uma pois que ele será percebido como original,
dialogia que funciona heterologicamente do que imprevisto, irrepetível. Mesmo quando é patente
uma dialogia que funciona homologicamente. que o evento transformou-se em “um aquilo
que acontece programado”, é a possibilidade da
Se o experimento é repetível, a experiência é “diferença” na repetição mecânica (iteração)
irrepetível, sempre há algo como a primeira que prevalece em seu consumo. Frente ao novo,
vez. Se o experimento é preditível e previsível, singular, obtém-se na verdade mais do mesmo,
a experiência tem sempre uma dimensão de o que se repete “sendo sempre outro”, apenas
incerteza que não pode ser reduzida. Além disso, pela incorporação de pequenas novidades - as
posto que não se pode antecipar o resultado, novidades são intercambiantes e recombinantes.
a experiência não é o caminho até um objetivo Na cultura contemporânea, produzir os eventos
previsto, até uma meta que se conhece de prescritivos tornou-se o equivalente a produzir
antemão, mas é uma abertura para o as experiências.
desconhecido, para o que não se pode antecipar
nem ‘pré-ver’ nem ‘pré-dizer’” (2002: 28). O evento, que reside sua ontologia na ruptura
imprevisível, é convertido em performance
Uma tal diferenciação se, por um lado, prescritiva. São dois os mecanismos que operam
evidencia o sentido de falta da experiência no sentido da maximização das performances,
contemporânea, ao apresentar os pólos segundo Lyotard (2002: 28, 29): regulagens
antagônicos, permite que por meio de e deslocamentos. Os primeiros, funcionando
um exercício de associação de contrários, sempre por meio de reajustamentos, permitem
encontre-se o sentido potente de seu modo de deslocamentos dentro de certos limites que
operação: o deslizamento próprio ao oxímoro. garantam a melhora das performances do
Experiência e experimento, pólos com os sistema. Dentro dos limites, os deslocamentos
quais trabalha Bondía, são amalgamados “não esperados” combatem a entropia
pela cultura do consumo a qual postula do sistema, fornecendo “suplemento de
estrategicamente, sob a mesma denominação desempenho que ele não cessa de requisitar
de “experiência”, um genérico que se faz e de consumir”. Seguindo pelo conceito de
singular, o consenso ou a homogeneidade da performance de Lyotard, podemos dizer
diferença, da heterogeneidade e da pluralidade, que os “eventos” são “lances” que, em uma
uma homologia que se passa por heterologia, imprevisibilidade regulada, conformam elos que
uma iteração repetível que se passa por realizam a manutenção do movimento corrente
irrepetibilidade (uma sempre “primeira vez”), – em oposição direta à noção de evento como
uma produção predita e prevista consumida “ruptura imprevista” que defendem Deleuze
como incerta, um “caminho até um objetivo e Badiou. O “evento imprevisto regulado”
previsto” que se veste de “abertura para o como ato de consumo de tempo, de idéias e
desconhecido”. Via Deleuze, poderia-se dizer de objetos transforma-se na partícula mínima
de uma repetição nua que se transveste em das performances contemporâneas, como
repetição vestida: “... num caso a diferença motor cultural e lógica espacial, no sentido da
é posta somente como exterior ao conceito, constante reinvenção das experiências - pois é
diferença entre objetos representados sob dela, no fundo, que depende a maximização das
o mesmo conceito, caindo na indiferença do performances. Delineada a questão de fundo,
espaço e do tempo. No outro caso, a diferença qual posição assumem como espaços-eventos as
é interior à idéia, ela se desenrola como puro práticas arquitetônicas e artísticas, sejam elas
movimento criador de um espaço e de um híbridas ou “digitais”? (Figura 1 – FreshH2O eXPO,
tempo dinâmicos que correspondem à Idéia. Lars Spuybroek)
A primeira repetição é repetição do mesmo e
se explica pela identidade do conceito ou da Event-Driven Architecture/Art.
representação: a segunda é a que compreende Para Badiou (1996), a ontologia da arte é ser um
a diferença e compreende a si mesma na sujeito de um sítio eventural. Na experiência
alteridade, na heterogeneidade de uma midiatizada pelos espaços-eventos híbridos ou
‘apresentação’” (Deleuze, 2006: 49). digitais – seja na arte, seja na arquitetura - a
designação da “ação”, do sujeito e ou da “obra”,
O lapso entre a instância da produção e a desloca-se para o termo inter-ação. O evento,
instância da percepção e do consumo se faz muito neste contexto, passa a ser o que surge dos
evidente: algo é produzido como experimento processos de interação. É nesta relação, entre a
para ser fruído como experiência. Dentro da interação e o evento, que desdobraremos três
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questões de base e que são ontologicamente Event-Driven Architecture é um termo corrente


imbricadas. A primeira é de contexto. Em um na área de gerenciamento de sistemas
cenário midiatizado em que toda ação cotidiana informáticos como designação de um software-
do homem tende a se transformar em interação, agente dirigido à previsão e à resposta
convertendo-o em homo interactor e a interação inteligente a eventos, sejam eles os mais
em hábito, como se posiciona a arte como complexos, desde os fenômenos naturais até
evento? Ou ainda, qual a essência da interação dinâmicas econômicas. Fazem valer as palavras
que solicita? Pensamos no hábito a partir de de André Isaac: “Melhor esperar o previsível que
Deleuze (2006: 24) como a manifestação ora da ser surpreendido pelo inesperado.” (apud Paul
mudança de ação sob a constância da intenção Virilio. Ground Zero. New York, Verso, 2002).
ora da constância da ação em meio a intenções
e contextos distintos, produzindo somente É próprio de sua lógica computacional o trabalho
aperfeiçoamento e integração. sobre o cálculo e a previsibilidade, como
também o é a emulação da imprevisibilidade.
A segunda questão é ontológica. “Arquitetura (PGLUHomRRSRVWDRGHVDÀRTXHVHDSUHVHQWD
interativa” e “arte interativa” são termos que para a arte e para a arquitetura híbridas ou
comumente designam uma condição existencial digitais, nas quais estão embarcados algoritmos
LQWUDQVLWLYDLVWRpVLJQLÀFDPHPVLPHVPDV e processos randômicos que realizam ações com
ação, objeto e objetivo (a interação em si, por si (im)previsibilidade regulada, é o de instaurar
e para si), quando sua real condição existencial sítios eventurais (espaços-eventos) efetivos
é puramente transitiva, designando apenas de ruptura com o cotidiano contemporâneo
Do}HVPHLRVPDVQmRRVÀQV(QWHQGHPRV SHUIRUPiWLFR(YHQW'ULYHQ$UFKLWHFWXUH$UW
que em um contexto performático (Lyotard) a
interação intransitiva é a manifestação da crise References
GDWHOHRORJLDLVWRpDFULVHGRVÀQVVROLFLWDQGR BADIOU, Alain (1996). O Ser e o Evento. Trad.
da arte e da arquitetura como sítio eventural Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro,
a abertura para a transitividade (interação Jorge Zahar; UFRJ.
com), e ainda mais, o compromisso crítico de
TXHVWLRQDPHQWRGHVHXVÀQV LQWHUDomRSDUD  BADIOU, Alain (2000a). “Presentación
de la edición en castellano de El ser y el
$WHUFHLUDTXHVWmRpMXVWDPHQWHGHÀQV6HR acontecimiento”. Revista Acontecimiento, n.
evento é advento da interação, da experiência 19-20. Trad. Raúl J. Cerdeiras y Alejandro A.
midiatizada que promovem os espaços-eventos Cerletti. Buenos Aires, Manantial. Disponível
DUWtVWLFRVHDUTXLWHW{QLFRVFDEHDUHÁH[mR HPKWWSZZZJUXSRDFRQWHFLPLHQWRFRP
sobre a ontologia do evento que se tem como DUGRFXPHQWRVEDGLRX3')$FHVVRHPGH
ÀP(YHQWRSHUIRUPDQFHRXHYHQWRUXSWXUD" julho de 2006.
,GHQWLÀFDPRVRSULPHLURDR´LPSUHYLVWR
regulado”, à programação e à ação e reação, BADIOU, Alain (2000b). “¿Qué es la política?”
ação passiva (ação sem ação). O evento como (Transcrição de conferências proferidas em 24
“choque” promove a excitação da epiderme; e 25 de abril de 2000 no Encuentro Permanente
desviando estrategicamente da consciência, por un Nuevo Pensamiento: Movimiento Social
atinge em cheio o imaginário e converte-se em y Representación Política, Argentina). Revista
PHURHQWUHWHQLPHQWR,GHQWLÀFDPRVRVHJXQGR $FRQWHFLPLHQWRQ'LVSRQtYHOHPKWWS
com o que não pode ser programado, apenas ZZZJUXSRDFRQWHFLPLHQWRFRPDUGRFXPHQWRV
induzido; com o totalmente imprevisto, o badiou192.PDF. Acesso em 14 de agosto de 2006.
indecidível, a ação ativa (ação com ação) na qual
está implicada não apenas a crítica interna às BADIOU, Alain (2005). Being and Event. Trans.
linguagens da arte e da arquitetura, mas a ação Oliver Feltham. New York, Continuum.
crítica necessariamente política, entendendo BONDÍA, Jorge Larrosa (2002). “Notas sobre a
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distinto dos dominantes (Badiou, 2000b: 1-3).
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'LVSRQtYHOHPKWWSZZZSXFVSEU
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Keywords:
Event, Architecture, Art, Evental Site.

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