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Hebert de Oliveira Santos

Ubiratan Alves Barros

RESENHA:
O QUE É COMUNICAÇÃO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS – PUC GOIÁS


GOIÂNIA/2011
Hebert de Oliveira Santos
Ubiratan Alves Barros

O QUE É COMUNICAÇÃO

Resenha elaborada para fins de avaliação


parcial da disciplina Linguagem e
Comunicação, do curso de especialização
em docência do ensino superior, da
Pontifícia Universidade Católica, sob a
orientação da Professora Ms. Estelamaris
Brant Scarel

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS – PUC GOIÁS


GOIÂNIA/2011
O QUE É COMUNICAÇÃO1

Hebert de Oliveira Santos2


Ubiratan Alves Barros3

O livro O que é comunicação?, de autoria de Juan E. Braz


Bordenave, integra a coleção primeiros passos que se destaca por abordar temas
polêmicos, refletindo as ideias de intelectuais acerca dos mais diversos ramos do
conhecimento, sendo um convite à reflexão. O autor, que é paraguaio, embora
agrônomo, tem mestrado em Jornalismo Agrícola pela Universidade de Wisconsin e
é PhD em Comunicação pela Universidade de Michigan, ambas nos USA.
A obra é composta por nove capítulos. O primeiro aborda a
necessidade de se questionar o que é comunicação e como ela influi no
desenvolvimento da sociedade. Em seguida, aborda os diversos ambientes em que
se dá o processo comunicacional e sua influência na vida das pessoas, servindo, por
vezes, de alento, refúgio e segurança aos interlocutores. Após, trata da evolução da
comunicação, desde a atribuição de significados a determinados símbolos, o que foi
decisivo para a perpetuação e transmissão do conhecimento, até ao surgimento e
desenvolvimento da indústria da informação. No capítulo seguinte, explica o
processo comunicacional entre as pessoas, apresentando os elementos da
comunicação (espaço físico, interlocutores, mensagens, signos e os meios), as
fases do processo (pulsação vital, interação entre as pessoas, seleção do conteúdo,
a decodificação, interpretação, incorporação e reação) e as funções da comunicação
(instrumental, interacional, de expressão pessoal, heurística, imaginativa, de
indicação de qualidade). Visto o processo comunicacional, passa a discorrer sobre a
impossibilidade de não se comunicar, sustentando que os movimentos corporais,
conscientes ou não, o tom de voz, a intensidade de uma gesticulação e até mesmo o
silêncio dos interlocutores transmitem uma mensagem, inclusive como querem que
sua mensagem seja intepretada/decodificada, o que o autor denomina de

1 BORDENAVE, Juan E. Braz. O que é comunicação. 10.ed. São Paulo. Brasiliense, 1987. (Coleção
Primeiros Passos, v. 67)
2 Bacharel em direito pela UniEvangélica, especializando em Docência do Ensino Superior 2011/1
3 Bacharel em direito pela UniAnhanguera, especializando em Docência do Ensino Superior 2011/1
metacomunicação. Posteriormente, aborda o processo de significação, aduzindo que
sem ele a comunicação seria impossível entre os interlocutores, na medida em que
“significar” seria dar sentido social ao signo através dos conceitos ou imagens
formados na mente das pessoas, a depender do contexto em que se insere. Nos
capítulos finais aborda o poder da comunicação, sobretudo alertando para a
possibilidade de sua utilização para manipulação das pessoas.
No livro em questão, cujo título é “O que é comunicação”, embora
produzido com rigor científico, aborda o tema comunicação de forma clara e objetiva,
é de se dizer, didática, tornando sua leitura acessível a todos aqueles que se
interessem pelo assunto, seja do meio acadêmico ou não, seguindo a tônica da
coleção “Primeiros Passos”, sujo o objetivo é instigar o leitor a refletir sobre temas
de interesse geral.
Na confecção desta obra, o autor trata do tema comunicação citando
suas primeiras manifestações, começando pela idade da pedra lascada, ao
surgimento do papel, da eletrônica, até chegar à tecnologia dos dias atuais,
atribuindo a esse conjunto de acontecimentos a responsabilidade pelo
desenvolvimento da comunicação.
A obra surge no cenário como uma produção que está apta a
alcançar o resultado a que se propõe, qual seja, levar o leitor a repensar o processo
comunicacional, sobretudo no que diz respeito ao poder de manipulação que pode
ser exercido através da linguagem. Nessa ótica, a obra é um convite aos seres
humanos a lançarem um olhar crítico sobre os meios de comunicação, sobretudo
quanto à possibilidade do seu uso indevido como instrumento de dominação pela
classe dominante. Doutro norte, chama a atenção para a urgente necessidade de
melhor entender esse processo tão complexo.
Na perspectiva de que o entendimento do processo comunicacional
é de grande relevância para o sucesso na comunicação, ou seja, para que se evite
os chamados “ruidos”, o livro encontra ressonância nas palavras de BERLO (1991)
que em sua obra Fidelidade da Comunicação: determinantes de efeito, discorre
sobre a necessidade do entendimento dos conceitos de codificação/emissor,
decodificação/receptor, mensagem e canal.