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Lógica de relê (LADDER) para S7-300 Pág.

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Lógica de relê (LADDER) para S7-300

Índice:
1 Geral : ...................................................................................... Erro! Indicador não definido.
1.1 O que é o LADDER? .............................................................................................................2
1.2 O Objeto de Programação: ......................................................................................................2
2 Instruções LADDER: ...............................................................................................................3
2.1 Geral:..................................................................................................................................3
3 Instruções da linguagem LADDER: ........................................................................................4
3.1 Instruções como Elementos de contato sem endereço: ..................................................................4
3.2 Instruções e Elementos com Endereço: ......................................................................................4
3.3 Instruções e Elementos de contato com Endereço e Valor: .............................................................4
3.4 Caixas com Parâmetros: .........................................................................................................5
3.5 Parâmetros de Habilitação da Entrada (EM) e Habilitação da Saída (ENO): ......................................5
3.6 Funcionamento das entradas EM e ENO: ...................................................................................6
3.7 Restrições para Caixas e Bobinas:.............................................................................................6
3.8 Áreas de memória e suas Funções: ............................................................................................6
3.9 Ranges das áreas de memórias: ................................................................................................6
4 Memória Retentiva:..................................................................................................................9
4.1 Usando a NVRAM: ...............................................................................................................9
5 Lógica Booleana e Tabela Verdade .......................................................................................10
5.1 Fluxo de energia:.................................................................................................................10
5.2 Contato Normalmente Aberto: ...............................................................................................10
5.3 Contato Normalmente Fechado: ............................................................................................11
6 Instruções de Bit Lógico: .......................................................................................................12
6.1 Geral:................................................................................................................................12
6.2 Contato Normalmente Aberto: ...............................................................................................13
6.3 Contato Normalmente Fechado: .............................................................................................14
6.4 Saída de bobina de Relê: .......................................................................................................15
6.5 Relê de memória de retenção: ................................................................................................16
6.5.1 Relê de SET memória de retenção: ........................................................................16
6.5.2 Rele de RESET de memória: ..................................................................................16
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1 Geral:

1.1 O que é o LADDER?

LADDER é Lógica de Relê.


LADDER é uma linguagem de programação gráfica. A sintaxe das instruções é
semelhante a um diagrama de circuito. Com Lógica de Relê, o técnico pode seguir o fluxo da
energia entre ramos do circuito das entradas, saídas, e instruções. A linguagem de
programação LADDER tem todos os elementos necessários para a criação um programa
completo. A programação LADDER permite ao programador estruturar a sua programação
claramente. A programação LADDER permite ao técnico estruturar a sua programação
claramente através de caixas de Funções e Blocos de Funções. Estruturar um programa
consiste em: Dividir um programa de estrutura mais complexa em pequenos programas de
estrutura mais simples. As estruturas simples são programadas em objetos criados pelo
programador, tipo Blocos de Funções ou caixas Funções.

1.2 O Objeto de Programação:

O objeto de programação LADDER é uma parte integrante do software STEP 7. Isto


significa que é instalada junto com o software STEP 7, toda a função do editor, do compilador,
e teste (debug) para LADDER está disponível após a instalação do programa STEP 7. Há três
linguagens de programação no software standard, STL, FBD, e LADDER.
STL é a linguagem escrita na forma de um editor de instruções, nos moldes de
linguagem de alto nível como o “BASIC” ou a linguagem de programação “C”.
FBD é uma linguagem gráfica em que o técnico programador usa funções lógicas na
forma de blocos, permitindo-lhe montar circuitos de forma semelhante a um circuito eletrônico
digital.
LADDER significa lógica de relê, é um dos processos mais usados na programação do
CLP. Este também é um tipo de linguagem gráfica, em que o técnico programador desenha o
programa como se estivesse desenhando um circuito elétrico.
O técnico programador pode converter um programa de uma linguagem para outra
quase sem restrição, e escolhe o idioma mais apropriado para um bloco particular que esteja
programando. Se o programa for escrito em LADDER ou FBD, ele sempre pode ser trocado
para a Representação STL. Se o programa for escrito em LADDER podem ser convertidos em
FBD e vice-versa, no entanto nem sempre esta conversão pode ser feito, elementos de programa
que não podem ser representados na linguagem de destino são exibidos em STL. A entrada das
variáveis do bloco de dados, que trabalham bancos de dados, pode ser feita de forma simples
com o ajuda de janelas de edição.
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2 Instruções LADDER:

2.1 Geral:

Instruções LADDER consistem em elementos e caixas que estão conectados


graficamente formando redes (Network) de um circuito elétrico. As funções lógicas são tratadas
como circuitos elétricos contendo elementos do tipo contatos e caixas contendo circuitos
especiais, estas caixas possuem conexões de entrada e saída.
Um endereço é a descrição na programação LADDER que relaciona a instrução lógica,
na forma de contato ou caixa, com um endereço da memória interna do CLP. Esta memória
estar relacionada com o borne de entrada ou de saída do CLP. Do ponto de vista do endereço
existem instruções de entrada e de saída, a instrução de entrada lê o dado da memória e a
instrução de saída escreve o dado na memória. Mais tarde veremos como endereçar
corretamente uma instrução na linguagem STEP 7.
O CLP possui memória interna como um computador são registradores que armazenam
dados de operações lógicas e matemáticas. Existe um registrador chamado de status que
armazena uma palavra onde os bits dão informações sobre como a instrução se desenrolou. No
registrador Status existe um bit muito importante chamado de RLO (Resultado Lógico da
Operação) que, armazena o resultado lógico do fluxo lógico ao longo do circuito da network.
Como em um circuito lógico o que percorre o circuito é a corrente elétrica, na lógica
LADDER o que percorre o circuito é o Fluxo de Energia Lógico.
O fluxo de energia percorre o circuito da esquerda para a direita e de cima para baixo, o
programador deve imaginar que a fonte de alimentação do circuito está a esquerda da network.
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3 Instruções da linguagem LADDER:

Existem dois tipos de instruções na linguagem LADDER, uma representando contatos


de relê, outro representando um circuito completo chamado de caixa de programação, como um
circuito estas caixas possuem linhas de entradas e saídas. O programador pode usar caixas
prontas , que a linguagem STEP7 já oferece pronto ou criar as suas próprias caixas.
Os elementos de contato e caixas podem ser classificados nos seguintes grupos:

3.1 Instruções como Elementos de contato sem endereço:

O STEP 7 representa algumas instruções lógicas LADDER como elementos de contatos


individuais que não precisam de nenhum endereço ou parâmetros.
Neste caso o contato executa uma função interna do programa. No exemplo abaixo é
mostrado uma instrução deste tipo.

Elemento Nome Observação

Inversora. Endereço de
memória Interna.

3.2 Instruções e Elementos com Endereço:

STEP 7 representa algumas instruções lógicas LADDER como elementos individuais


para o qual o técnico programador precisa entrar com um endereço.

Elemento Nome Observação

Contato normalmente Endereço da


Aberto. instrução de entrada de
dados.

3.3 Instruções e Elementos de contato com Endereço e Valor:

O STEP 7 representa algumas instruções lógicas LADDER como elementos de contatos


individuais para o qual o técnico programador precisa entrar com um endereço e um valor (tais
como contadores e temporizadores).

Elemento Nome Observação

Bobina de <End> Endereço da


temporizador instrução (T1).
ON-Delay. valor indica o tempo
do atraso.
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3.4 Caixas com Parâmetros:

STEP 7 representa algumas instruções lógicas LADDER como caixas parametrizáveis.


Linhas indicam entradas e saídas dos parâmetros. As entradas estão no lado esquerdo da
caixa; as saídas estão à direita das caixas.
As entradas identificam os parâmetros de entrada da caixa.
Os valores dos parâmetros de saída, são determinados pelo resultado da lógica das
caixas. O programador preenche estas conexões com as variáveis do programa STEP 7 onde ele
armazenará estas informações para poder usar em outro local do programa.
Para introduzir os parâmetros de entrada, o programador tem que usar a anotação
especificada da caixa, com o mesmo tipo da variável declarado dentro da caixa, para que o
programa aceite a entrada dos dados. Caso o programador especifique um dado de entrada
diferente do declarado na caixa, o programa indicará um erro de programação, sublinhando a
variável e mudando a sua cor normalmente para vermelho.
O princípio da parametrização da entrada de habilitação (EN), e habilitação da saída
(ENO) são explicados mais adiante.

Exemplo de caixa de instrução que executa a operação matemática da divisão:

3.5 Parâmetros de Habilitação da Entrada (EM) e Habilitação da Saída


(ENO):

Quando o fluxo lógico ativa a entrada (EN) de uma caixa LADDER esta executa a função
programada. Se a caixa conclui a execução da sua função sem erro, a saída (ENO) é ligada e o
fluxo lógico é passado para a próxima instrução do circuito, se a caixa não consegue executar
a instrução, então a saída (ENO) se mantém desligada interrompendo o fluxo lógico.
Os parâmetros que o programador pode usar em uma caixa lógica LADDER que
possuem EN e ENO, são do tipo de dados BOOL (dados do tipo booleano possuem a forma de
bit 0 ou 1) e pode estar ser declarados como área de memória do tipo I, Q, M, D, ou L. Onde I
são entradas, Q são saídas, M são endereços internos de memória auxiliar, D são dados de um
banco de dados interno, L são endereços Locais de memória usados dentro de uma Função ou
Bloco.
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3.6 Funcionamento das entradas EN e ENO:

EN e ENO funcionam de acordo com os seguintes princípios:

• _ Se EN não é ativado pelo fluxo lógico (quer dizer, se tem um estado


lógico 0), a caixa não executa a sua função e ENO não é ativado (quer dizer, também
tem um estado lógico 0).
• _ Se EN é ativado (quer dizer, se tem um estado lógico 1) e a caixa para o
qual EN pertence executa sua função sem erro, ENO também é ativada (quer dizer,
também tem um estado lógico 1).
• _ Se EN é ativado (quer dizer, se tem um estado lógico 1) e um erro
acontece enquanto a caixa (para a qual pertence EN ) estiver executando sua função ,
ENO não é ativado (quer dizer, seu estado notável é 0).

3.7 Restrições para Caixas e Bobinas:


O programador não pode colocar uma caixa ou uma bobina em uma lógica LADDER
diretamente à esquerda como primeiro elemento do circuito.
As instruções de Comparação são exceções.

3.8 Áreas de memória e suas Funções:

A maioria dos endereços em LADDER relaciona uma área de memória. A tabela seguinte
mostra os tipos e suas funções. Se a instrução for de saída, ela irá alterar o valor do endereço
da área de memória especificado na instrução. Se a instrução for de entrada, ela irá ler o valor
contido na área de memória especificada na instrução.

3.9 Ranges das áreas de memórias:


Abaixo são listados os máximos ranges de valor de endereço para várias áreas de
memória.. Para a gama de endereço possível com sua CPU, recorra ao Manual de CPU S7-300
apropriado.
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Tabela com a descrição das áreas de memória:


Nome Área Área de função Tamanho da palavra Abreviatura
de memória de a cesso a área de memória.
Processo-imagem No começo do ciclo de varredura, Input bit I
Entrada o operando faz leituras das Input byte IB
PII entradas e registra os valores Input word IW
nesta área. O programa ira usar Input double word ID
estes valores em seu processo
cíclico.
Processo-imagem Durante o ciclo de varredura, o Output Q
Saída programa calcula os valores das Output bit QB
PIO saída e os coloca nesta área. Ao Output byte QW
final do ciclo de varredura, o Output word QD
sistema operacional, faz a leitura Output double word
dos valores contidos nesta área
e os envia aos bornes do CLP.
Memória de Bit . Esta área serve para armazenar Memory bit M
momentaneamente os resultados Memory byte MB
calculados no programa. São Memory word MW
conhecidas como memórias Memory double word MD
auxiliares.
I/O: Esta área permite ao programa Peripheral input byte PIB
Entrada externa ter direto acesso às entradas e Peripheral input word PIW
saídas dos módulos periféricos Peripheral input double PID
do CLP, como contadores
I/O: rápidos, temporizadores, Peripheral output byte
Saída externa módulos analógicos etc.. Peripheral output word PQB
Peripheral output double PQW
PQD
Timer (Temporizador) São funções da programação Timer (T) T
LADDER interna. Esta área
serve para armazenar o valor
dos temporizadores.
Nesta área, o relógio do
temporizador é atualizado
através de decremento do valor
do tempo. Instruções de
temporização acessam esta
célula.
Counter (contador) Contadores são elementos de Counter (C) C
programação LADDER.
O programa usa esta área para
armazenar o valor da contagem.
As instruções de contagem
acessam esta área.

Bloco de dados Esta área contém dados que Bloco de dados abertos com
podem ser acessados de as instruções:
qualquer bloco. "OPN DI":
Se o técnico precisar ter dois Data bit DIX
blocos de dados diferentes Data byte DIB
abertos ao mesmo tempo, ele Data word DIW
pode abrir um com a Data double word DID
declaração" OPN DB"
e um com a declaração" OPN
DI."
A anotação dos endereços, por
exemplo L DBWi e L DIWi,
determina o bloco de dado a ser
acessado.
Enquanto o técnico pode usar a
declaração " OPN DI" para abrir
qualquer bloco de dados, o uso
principal desta instrução é abrir
blocos de dados de instancia que
são associado com blocos de
função (FBs) e blocos de função
de sistemas (SFBs). Para mais
informação sobre FBs e SFBs,
veja o STEP 7 Online Help.
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Áreas de memória e as ranges seus de Endereços:


Nome da Área Acesso para a Área
Range de máximo
Endereço : Range de Endereço de
Unidade Abreviatura máximo:

Entrada Input bit I 0.0 to 65,535.7


Input byte IB 0 to 65,535
Input word IW 0 to 65,534
Input double word ID 0 a 65,532

Saída. Output bit Q 0.0 to 65,535.7


Output byte QB 0 to 65,535
Output word QW 0 to 65,534
Output double word QD 0 to 65,532

Bit de memória Memory bit M 0.0 to 255.7


interna. Memory byte MB 0 to 255
Memory word MW 0 to 254
Memory double word MD 0 to 252

I/O Periférico: Peripheral input byte PIB 0 to 65,535


Entrada externa. Peripheral input word PIW 0 to 65,534
Peripheral input double PID 0 to 65,532
word
I/O periférico: Peripheral output byte PQB 0 to 65,535
Saída externa. Peripheral output word PQW 0 to 65,534
Peripheral output PQD 0 to 65,532
double word

Temporizador Timer (T) T 0 to 255

Contador Counter (C) C 0 to 255

Bloco de Dado Bloco de dados abertos


com a instrução DB ––
(OPN) DBX 0.0 to 65,535.7
Data bit DBB 0 to 65,535
Data byte DBW 0 to 65, 534
Data word DBD 0 to 65,532
Data double word

Bloco de dados abertos


com a instrução DI –– DIX 0.0 to 65,535.7
(OPN) DIB 0 to 65,535
Data bit DIW 0 to 65, 534
Data byte DID 0 to 65,532
Data word
Data double word
Dados Locais Temporary local data L 0.0 to 65,535.7
bit LB 0 to 65,535
Temporary local data LW 0 to 65, 534
byte LD 0 to 65,532
Temporary local data
word
Temporary local data
double word
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4 Memória Retentiva:
Se uma queda de energia acontecer ou a memória de CPU for desligada (MRES),
memória interna do tipo RAM e a memória de sistema do CLP S7-300 serão perdidas e todos
os dados previamente contidos nestas. Com o CLP S7-300. Outro aspecto é quanto aos
estados lógicos dos contatos e valores das variáveis do tipo contadores e temporizadores.
Quando o equipamento é desligado, estes dados são perdidos. Existem situações em que isto
pode representar um sério problema, neste caso o técnico programador deverá declarar
previamente aquelas variáveis cujo valor será mantido, mesmo após a máquina ter sido
desligada. Estes valores serão mantidos em uma memória interna não volátil, esta memória
pode ser de vários tipos, descritos abaixo:
• O programa pode ser gravado em um módulo de EPROM montado em um
cartão de memória na CPU.
• Na área de memória interna não volátil chamada NVRAM.

4.1 Usando a NVRAM:

O CLP possui uma área de memória não volátil onde o programador pode guardar
aquelas variáveis que julga importante ter seu estado ou valor preservados mesmo quando o
CLP seja desligado.
Esta área preserva os valores das variáveis mesmo quando o CLP entra em STOP.
O programador pode configurar PLC>Module Information quais as variáveis serão
armazenadas na NVRAM quando o computador for desligado.
Os seguintes dados podem ser salvos na memória não volátil:
• Dados contidos nos Blocos de Dados (DB).
• Valores de temporizadores e contadores.
• Dados salvos na memória de Bit.
A quantidade de dados que o programador pode especificar como memória retentiva
deve ser especificada durante a montagem do programa.
O endereço da conexão MPI do seu CLP é salvo na NVRAM, isto habilita o CLP manter a
comunicação mesmo depois da energia ter sido desligada e religada.
A quantidade de endereços de memória que o programador pode salvar depende de cada
tipo de CPU.
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5 Lógica Booleana e Tabela Verdade

5.1 Fluxo de energia:

Uma programa LADDER rastreia o fluxo lógico de energia iniciando em uma tomada
de energia e passando por várias entradas, saídas, caixas e outros elementos.
Muitas instruções LADDER trabalham de acordo com os princípios de lógica Booleana.
Cada uma das instruções de lógica Booleana verifica se o estado do sinal do contato
elétrico tem o valor 0 ( não ativado, desligado) ou 1 ( ativado, ligado) e a partir daí determina a
seqüência do fluxo. A instrução pode então armazenar este resultado ou usá-lo para executar
uma operação de lógica Booleana. O resultado da operação lógica é armazenado em uma
variável interna chamada de RLO.
Uma demonstração dos princípios de lógica Booleana, aplicada à linguagem de
programação LADDER, pode ser visto abaixo, em um circuito básico com contatos normalmente
aberto e normalmente fechado.

5.2 Contato Normalmente Aberto:


A figura mostra duas condições de um circuito lógico de relê com um contato entre uma
tomada de energia e uma bobina.
O estado normal deste contato é aberto.
Se o contato não é ativado, permanece aberto.O estado lógico do contato aberto é 0 (não
ativou). Se o contato permanecer aberto, o fluxo de energia não irá ligar a bobina ao término
do circuito.
Se o contato for ativado (o estado do contato 1) o fluxo de energia flui até a bobina.
O circuito na esquerda da Figura mostra um contato de relê normalmente aberto como
às vezes é representado em um
diagrama elétrico. Com a
finalidade de exemplo, é indicado
no circuito à direita o contato
fechado.
O técnico programador
pode usar uma instrução de
Contato Normalmente Aberto
para monitorar o estado lógico de
um contato de relê ligado a
entrada do CLP.
Ao ser processada a instrução determina se o fluxo de energia pode fluir pelo circuito
lógico ou não.
Se o fluxo de energia pode fluir , a instrução produz um resultado lógico 1;
Se o fluxo de energia não pode fluir, a instrução produz um resultado lógico 0.
A instrução tanto pode armazenar este resultado ou usar este resultado para
executar uma operação de lógica Booleana em um contato sem endereço ou em uma caixa de
função.
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5.3 Contato Normalmente Fechado:

A figura abaixo mostra duas representações de um circuito lógico de relê com um


contato entre uma tomada de energia e uma bobina. O estado normal deste contato é
fechado.
Se o contato não é ativado, permanece fechado. O estado lógico do é 0 (não ativo).
Se o contato permanecer
desativado (fechado), o fluxo de
energia pode cruzar o contato para
ligar o relê ao término do circuito.
Ativando o contato (estado
lógico do contato passa para 0) este
abre o contato, interrompendo o
fluxo de energia ao relê.
O circuito na esquerda da
Figura mostra um contato
normalmente fechado de relê como às vezes é representado em diagramas elétricos. Com a
finalidade de exemplo, o desenho a direita indica o circuito quando o contato foi ativado e está
então aberto.
O técnico pode usar uma instrução de Contato Normalmente Fechado para monitorar o
estado lógico de um contato de relê do tipo normalmente fechado.
Monitorando o estado lógico, a instrução determina se o fluxo de energia pode fluir pelo
contato ou não. Se o fluxo de energia puder fluir, a instrução produz um resultado 1; Se fluxo
de energia não puder fluir, a instrução produz um resultado 0.
A instrução ou pode armazenar este resultado ou pode usá-lo o para executar uma
operação de lógica Booleana.

Resultado da lógica de contatos normalmente fechada e normalmente aberta:


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6 Instruções de Bit Lógico:

6.1 Geral:

Instruções de bit lógico trabalham com dois dígitos, 1 e 0. Estas duas formas de dígitos
são a base de um sistema de número chamada de: Sistema Binário. Os dois dígitos são
chamados dígitos binários 1 e 0 ou bits. No mundo de contatos e relês, um 1 indica ativado
ou ligado, e 0 indicam não ativado ou não desligado. As instruções bit de lógica interpretam os
estados lógicos 1 e 0 e os combinam de acordo com lógica Booleana.
Estas combinações produzem um resultado de 1 ou 0 isso é chamado de: " resultado da
operação lógica (RLO)”..
As operações de bit lógico que são ativadas pelas instruções de bit lógico podem
executar uma variedade de funções, como:
• Contato Normalmente aberto e Contato Normalmente Fechado:
Verifica o estado lógico de um contato e produz um resultado lógico que; ou é copiado
ao resultado de operação de lógica (RLO) ou é combinado com o RLO. Se estes contatos
estiverem conectados em série, a combinação deles resulta em um estado lógico de
acordo com a Tabela Verdade da função “E”. Se eles estiverem conectados em paralelo,
a combinação deles resultado resulta em estado lógico de acordo com a Tabela
Verdade da função “Ou”.
• Saídas de Relê e Saídas de conexão: Armazena o estado contido no RLO
temporariamente para mais tarde ser usada como uma variável ou comandar uma
saída do CLP, ou se for uma conexão, altera simplesmente o RLO.
As seguintes instruções reagem ligando ou desligando o endereço associado à instrução,
quando o RLO for 1 na altura da instrução:
• Set bobina e Reset bobina (liga e desliga bobinas de retenção ou
memória).
• Set Reset e Reset Set Flip-Flop (Liga e desliga caixas de memórias).

Outras instruções reagem a uma transição de borda positiva ou negativa do RLO, isto é
reagem quando o estado do RLO no ciclo de máquina atual é diferente do estado do RLO no
ciclo de máquina anterior. Estas instruções poderão executar uma das seguintes funções:
• Incrementa ou decrementar o valor de um contador.
• Liga um temporizador.
• Produza uma saída igual a 1 por um único ciclo de varredura.
As instruções restantes afetam o RLO diretamente dos seguintes modos:
• Negando (invertendo) o RLO.
• Salvando o resultado binário do RLO em uma palavra de status, que
poderá ser usada pelo programador para verificar o resultado das funções lógicas,
matemáticas, verificar erros nas instruções.
Neste capítulo, o contador e bobinas de relês de temporizadores são mostrados em sua
maioria na forma internacional.
Lógica de relê (LADDER) para S7-300 Pág.-13

6.2 Contato Normalmente Aberto:

O técnico programador pode usar a instrução de Contato Normalmente Aberto para


verificar o estado lógico do contato com o endereço especificado na instrução.
Se o estado lógico do endereço especificado for 1, o contato está fechado e a instrução
produz um resultado 1 no RLO. Se o estado lógico do endereço especificado for 0, o contato está
aberto e a instrução produz um resultado de 0 no RLO.
Quando o Contato Normalmente Aberto é a primeira instrução em uma lógica, esta
instrução armazena o resultado de seu sinal diretamente no RLO (Resultado de Operação de
Lógica).
Qualquer instrução de Contato Normalmente Aberto (Endereço) que não é a primeira
instrução em um fluxo lógico, combina o resultado de seu estado lógico com o valor que está
armazenado no bit de RLO.
A instrução faz a combinação em um dos dois seguintes modos:
• Se a instrução for usada em série, a combinação do seu resultado lógico
será de acordo com a Tabela Verdade “E”.
• Se a instrução for usada em paralelo, a combinação do seu resultado
lógico será de acordo com a Tabela Verdade da função “OU”.
Contato Normalmente Aberto: Instrução e parâmetro.

Exemplo de contato Normalmente Aberto:


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6.3 Contato Normalmente Fechado:

O técnico programador pode usar a instrução de Contato Normalmente Fechado para


verificar o estado lógico do contato com o endereço especificado na instrução. Se o estado
lógico do endereço especificado for 0, o contato está fechado e a instrução produz o resultado 1
no RLO. Se o estado lógico do endereço especificado for 1, o contato está aberto e a instrução
produz um resultado 0 no RLO.
Quando Contato Normalmente Fechado é a primeira instrução em uma lógica, esta
instrução armazena o resultado de seu sinal diretamente no RLO (Resultado de Operação de
Lógica).
Qualquer instrução de Contato Normalmente Fechado (Endereço) que não é a primeira
instrução em um fluxo de lógica, combina o resultado de seu bit lógico com o valor que está
armazenado no bit lógico do RLO.

A instrução faz a combinação em um dos dois seguintes modos:


• Se a instrução usada for em série, combina o resultado de seu bit lógico
de acordo com a Tabela Verdade da função “E”.
• Se a instrução for usada for em paralelo, combina o resultado de seu bit
lógico de acordo com a Tabela Verdade da função “OU”.
Contato Normalmente Fechado:

Exemplo de contato normalmente fechado:


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6.4 Saída de bobina de Relê:

A instrução de bobina de relê trabalha exatamente como uma bobina de relê em um


circuito elétrico. Uma bobina de relê pode significar o acionamento direto de uma saída do
CLP, ou a bobina está associado a um contato do relê auxiliar, e ser usada em uma lógica em
outro ponto do programa.
A bobina do relê ao final do circuito ou está ligada ou não está ligada, a partir dos
seguintes critérios:
• Se o fluxo de energia pode fluir pelo circuito até alcançar a bobina do
relê (quer dizer, o estado lógico do RLO é 1na altura da bobina), o fluxo lógico liga o
relê.
• Se o fluxo de energia não pode fluir pelo circuito para alcançar a bobina
do relê (quer dizer, o estado lógico do circuito é 0 na altura da bobina), o fluxo lógico
não pode liga o relê e este é desligado.
A instrução de bobina de relê é afetada pelo Controle Seqüencial de Relê (MCR- Master
Control Relay ). Como o MCR funciona será descrito mais tarde.
Você só pode colocar uma bobina de relê ao fim de uma lógica LADDER.
Bobina de relê múltiplas são possíveis (em paralelo). Você não pode colocar uma bobina
de relê dentro de uma lógica vazia. A bobina tem que estar ligada a uma entrada anterior.
Você pode criar uma saída negada usando a instrução de inversão.

Saída de Bobina de Relê:

Exemplo de saída de bobina de relê:


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6.5 Relê de memória de retenção:

6.5.1 Relê de SET memória de retenção:

Uma instrução de SET relê (Liga relê de memória de retenção) é executada se o RLO for
1. Se o RLO for 1, esta instrução liga o endereço especificado na instrução. Se o RLO for 0, a
instrução não tem nenhum efeito sobre o endereço especificado. O endereço permanece
inalterado, se estava ligado permanece ligado esse estava desligado permanece desligado.
Este tipo de instrução é semelhante a um flip-flop do tipo RS, sendo este o comando que
liga a saída do flip-flop.
A instrução de SET relê é afetada pela instrução de Controle (MCR).
Lógica de SET relê de memória:

Exemplo de SET relê de memória:

6.5.2 Rele de RESET de memória:

A instrução de RESET relê de memória só é executada se o RLO = 1, esta instrução


desliga seu endereço especificado. Se o RLO = 0, a instrução não tem nenhum efeito em seu
endereço especificado. O endereço permanece inalterado.
Esta instrução funciona como a entrada de reset (desliga) de um flip-flop do tipo RS.
A instrução de RESET de relê de memória é afetada pelo (MCR).
Lógica de RESET de relê de memória:

Exemplo de lógica de RESET de relê de memória: