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Modelo gentilmente cedido por Marlete Ferreira Martins

EXCELENTISSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA VARA


CRIMINAL DE OLHO DA PEDRA PRETA – IMPEROSA
(10 espaços)
Processo nº70111226/06
O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE IMPEROSA, nos autos
do processo-crime que move contra ANTÔNIO JOSÉ SILVA, vem,
respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento
no art. 500 do Código de Processo Penal Brasileiro, apresentar suas
ALEGAÇÕES FINAIS
nos seguintes termos:
Os fatos imputados ao réu na denúncia foram integralmente
comprovados ao longo da instrução e há provas mais que suficientes
para condenação.
Comprova-se que o réu se encontrava no dia 20 de agosto de 2004
às 22h30min (vinte e duas horas e trinta minutos), na saída do
Teatro Vila Lobinhos, nesta Cidade, mediante grave ameaça, subtraiu
para si R$ 150,00 (Cento e Cinqüenta Reais) e um anel de brilhantes
no valor de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) uma vez que foi
visto por testemunhas que confirmaram suas características físicas e
fizeram completa descrição do meio de fuga: um automóvel marca
Chevrolet, modelo Chevette, cor vermelha, identificado pelas chapas
ABC-1234, cuja propriedade foi comprovada pelo órgão competente
como sendo do réu.
O réu, ANTONIO JOSÉ SILVA, em seu depoimento confessou a
autoria do delito, narrando o fato com riqueza de detalhes, o que
comprova, de forma irrefutável, sua autoria. Destaca-se, ainda, que o
réu não sofreu nenhuma coação e estava em pleno gozo de suas
faculdades mentais e encontrava-se devidamente acompanhado de
seu advogado, para ratificação do que foi dito.
Ora, Excelência, é inegável que o uso de arma causa maior temor à
vítima, o que enseja causa de aumento de pena. O réu preocupou-se
em fazer uso de uma réplica fiel de arma de fogo, o que fez surgir a
necessidade de exame pericial na mesma. Não obstante a perícia ter
excluído a periculosidade da arma utilizada, pois a mesma era de
brinquedo, não se diferencia a sensação por ela causada como é
pacífico na doutrina dominante, tratando-se, então, de crime comum,
de dano material, comissivo, doloso e instantâneo, tendo o início da
execução na prática da ameaça e da violência no meio de inibir a
vítima, objetivando a subtração da res.
Quanto ao uso de arma de brinquedo que faz com que a finalidade do
roubo seja atingida, a jurisprudência diz:
“A ameaça com arma ineficiente ou com arma de brinquedo, quando
ignorada tal circunstância pela vítima, constitui causa especial de
aumento de pena, prevista no art. 157, § 2º, I, CP, pois tal conduta é
suficiente para causar a intimidação da vítima” (STJ, Resp, Rel.
Vicente Leal, RT, 733:534)
Observa-se que o réu premeditou o crime, uma vez que o mesmo se
dirigiu a um local específico, portando um capuz, visando ocultar sua
identidade, e empunhando uma arma, com o fim de intimidar sua
possível vítima e atingir o fim desejado. Com estes fatos comprova-se
o animus dolandi, pois o réu premeditou o crime visando proveito
próprio.
Ante o exposto, requer-se a Vossa Excelência a CONDENAÇÃO do
réu, nos termos da denúncia, acrescidos dos argumentos expostos
nesta peça, pois assim fazendo, estará Vossa Excelência realizando
JUSTIÇA
Olho da Pedra Preta, 4 de novembro de 2004
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Maria de Fátima Acusationes
Promotora de Justiça

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