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CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICA DE SANTA CATARINA

Pró-Reitoria Acadêmica
Setor de Pesquisa

FORMULÁRIO PARA INSCRIÇÃO DE PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA.

Coordenação/Colegiado ao(s) qual(is) será vinculado: Engenharia Civil

Curso (s) : Engenharia Civil


Nome do projeto: ESTUDO DA DENSIDADE DE MASSA EM ARGAMASSAS COM
AREIA DE FUNDIÇÃO E VERMICULITA EXPANDIDA
Nome do professor orientador: HELENA RAVACHE SAMY PEREIRA
Nome do professor co-orientador:
Nome do coordenador(a) do Curso: Helena Ravache Samy Pereira

Para a Fundação Educacional Regional Jaraguaense – FERJ, mantenedora do Centro


Universitário - Católica de Santa Catarina em Jaraguá do Sul e em Joinville, encaminhamos
anexo, Projeto de Iniciação Científica a ser submetido ao Edital nº .../2014 Programa de
Bolsas de Estudo da Educação Superior – UNIEDU, da Secretaria de Estado da Educação de
Santa Catarina, e declaramos nosso interesse e prioridade conferida ao desenvolvimento do
projeto ora proposto, assim como nosso comprometimento de que serão oferecidas as
garantias necessárias para sua adequada execução, incluindo o envolvimento de equipe,
utilização criteriosa dos recursos previstos e outras condições específicas definidas no
formulário anexo.

Jaraguá do Sul, 18 de novembro de 2015

____________________________________________ _________________________________________________
Professor orientador Professor coorientador

____________________________________________
Coordenador do Curso

1
Mantenedora: Fundação Educacional Regional Jaraguaense – FERJ
Rua dos Imigrantes, 500 – Bairro Vila Rau – Caixa Postal 251 – CEP: 89.254-430 – Jaraguá do Sul – SC
Fone: 0 xx 47 3275-8207 – Home Page: http://www.catolicasc.org.br – E-mail: proinpes@catolicasc.org.br
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2 – DESCRIÇÃO DO PROJETO

Estudo da Densidade de Massa em Tipo de Projeto ( 12 meses )


Título do Projeto:
Argamassas com Areia de Fundição e Vermiculita (X) Apresentado pelo professor;
Expandida

Resumo do Projeto

Atualmente, devido as novas políticas ambientais, existe uma preocupação em relação ao


destino dos resíduos industriais metalúrgicos gerados. O desenvolvimento de novos materiais que
permitam o retorno de resíduos para a cadeia produtiva e apresentem propriedades de isolamento
térmico e acústico é de extrema importância. Este projeto de pesquisa tem por objetivo caracterizar a
propriedade densidade de massa da argamassa com areia de fundição e vermiculita expandida
possibilitando desta forma conhecimentos técnicos e científicos sobre o uso deste resíduo e do
agregado leve. O resíduo areia de fundição será disponibilizada pela WEG Equipamentos Elétricos
S.A. Para analisar a propriedade serão produzidos quatro traços de argamassa na composição no qual
a areia natural será substituída por 100% de areia de fundição, 80% de areia de fundição e 20% de
vermiculita expandida, 60% de areia de fundição e 40% de vermiculita expandidada e 40% de areia
de fundição e 60% de vermiculita expandida. As argamassas serão caracterizadas em relação a
densidade de massa no estado fresco e endurecido. Por meio deste estudo, pretende-se obter
resultados experimentais que poderão ser úteis ao setor de construção civil da região, contribuindo
com a divulgação e melhor entendimento da influência da areia de fundição e da vermiculita
expandida na propriedade densidade de massa da argamassa.

Palavras-chave: densidade de massa; argamassa; areia de fundição; vermiculita expandida.

Problematizacão

A argamassa é o nome genérico atribuído a uma mistura de aglomerantes, agregado miúdo e


água, podendo ter ainda aditivos químicos e minerais. O agregado miúdo normalmente utilizado na
produção de argamassas pode ser areia natural, cuja extração é ambientalmente problemática. Dentre
os impactos ambientais identificados nas áreas de extração de areia natural, destaca-se perda da
biodiversidade, o comprometimento do regime de vazão dos cursos de água, além do assoreamento
dos mesmos pela destruição das margens e matas ciliares. Neste contexto surge como alternativa o
uso da areia de fundição em substituição a areia natural em argamassas.
Argamassas leves podem ser obtidas a partir de agregados leves, como a vermiculita
expandida, que é um mineral pertencente à família das argilas micácias hidratadas magnesianas. A
vermiculita quando aquecida entre 650ºC e 1000ºC expande até quinze vezes o seu volume original
por exfoliação das delgadas lâminas que a constituem, originando a vermiculita expandida. Após a
expansão da vermiculita, esta obtém características físicas excepcionais de flutuação, isolamento
acústico e térmico (Neville, 2013).
Por se tratar de um agregado leve, a vermiculita expandida apresenta elevada porosidade e
baixa massa específica aparente, que é uma característica comum dos isolantes térmicos.
Atualmente, devido as novas políticas ambientais, existe uma preocupação em relação ao
destino dos resíduos industriais metalúrgicos gerados. O desenvolvimento de novos materiais que
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permitam o retorno de resíduos para a cadeia produtiva e apresentem propriedades de isolamento


térmico e acústico é de extrema importância. Na construção civil, o aproveitamento de resíduos
torna-se vantajoso ambientalmente e economicamente, pois é possível produzir materiais adequados
ao uso com um custo mais reduzido.
Justificativa

Os agregados podem ocupar em torno de 60% a 70% do volume da argamassa e tem influência
nas propriedades da argamassa no estado fresco e no estado endurecido. Além da influência nas
propriedades importantes, os agregados também tem papel relevante na determinação do custo e
trabalhabilidade das misturas de concreto.
O estudo das características de argamassas produzidas com resíduos de fundição obtidos na região
de Jaraguá do Sul e vermiculita expandida traz benefícios a toda sociedade, pois os conhecimentos
técnicos e científicos adquiridos na pesquisa podem influenciar na escolha de materiais que
apresentem as propriedades requeridas com contribuição ambiental.

Objetivo Geral:

Caracterizar a propriedade densidade de massa da argamassa com areia de fundição e vermiculita


expandida possibilitando desta forma conhecimentos técnicos e científicos sobre o uso deste resíduo
e do agregado leve.

Objetivos específicos

Em relação aos objetivos específicos pode-se destacar:


Dosar e produzir as argamassas utilizando os materiais caracterizados;
caracterizar a argamassa em relação ao índice de consistência (Flow Table);
caracterizar as argamassas no estado fresco em relação a densidade de massa;
caracterizar as argamassas no estado endurecido em relação a densidade de massa;
avaliar a adequação ao uso das argamassas em relação a densidade de massa.
Metodologia

A pesquisa proposta é viável devido à disponibilidade de utilização do resíduo areia de fundição


da empresa WEG Equipamentos Elétricos S.A. bem como os outros materiais necessários para a
produção da argamassa. Os equipamentos utilizados nas caracterizações dos materiais e da argamassa
estão disponíveis no Laboratório de Materiais de Construção do Centro Universitário Católica de
Santa Catarina de Jaraguá do Sul.
O procedimento experimental pode ser resumido em cinco etapas (ver Quadro 01) e deverá ser
acompanhado de revisão bibliográfica.

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Quadro 01 – Etapas da pesquisa


Etapa Descrição
1 Dosagem e produção das argamassas
2 Determinação do índice de consistência
3 Caracterização da densidade de massa das argamassas no estado fresco
4 Caracterização da densidade de massa das argamassas no estado endurecido
5 Produção de texto científico
Fonte: produção da própria autora, 2015

1 Dosagem e produção das argamassas

Para a formulação das argamassas será utilizado um traço pré-fixado adequado sugerido pela
literatura (ver Quadro 02). O preparo das misturas deve seguir o procedimento descrito da norma
brasileira NBR 13276 (ABNT, 2005) utilizando o misturador mecânico (argamassadeira). Haverá
variação na composição do agregado miúdo no qual a areia natural será substituída por 100% de
areia de fundição, 80% de areia de fundição e 20% de vermiculita expandida, 60% de areia de
fundição e 40% de vermiculita expandidada e 40% de areia de fundição e 60% de vermiculita
expandida.

Quadro 02 – Traços recomendados por algumas entidades normalizadoras


Tipo de argamassa Traço em volume Referências
cimento cal areia
Revestimento de paredes interno e de fachada NBR 7200
1 2 9 a 11 (ABNT, 1982)
Assentamento Alvenaria em contato com o
de alvenaria solo 1 0-1/4
estrutural Alvenaria sujeita a esforços de 2,25 a 3 x
flexão 1 1/2 (volume de ASTM
Uso geral, sem contato com o cimento + cal) C 270
solo 1 1
Uso restrito, interno/baixa
resistência 1 2
Fonte: Caraseck, 2007

2 Determinação do índice de consistência

Após a preparação das argamassas deve ser realizado o ensaio para a determinação do índice de
consistência indicado na NBR 13276 (ABNT, 2005). Deve ser preenchido um molde tronco-cônico
com argamassa fresca em três camadas sucessivas e aplicado em cada camada, respectivamente, 15,
10 e 5 golpes com o soquete, de maneira a distribuí-las uniformemente. Após a retirada do molde
deve ser efetuado 30 golpes da mesa de consistência com acionamento elétrico.
Imediatamente após a última queda da mesa deve ser medido com o auxílio de uma escala o
espalhamento do molde tronco-cônico original de argamassa. O índice de consistência da argamassa
corresponde à média de três medidas de diâmetro, expressa em milímetros e arredondada ao número
inteiro mais próximo.

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3 Caracterização da densidade de massa das argamassas no estado fresco

Para a determinação da densidade de massa deve ser utilizada as orientações da norma NBR
13278 (ABNT, 2005). O procedimento deve ser realizado para todas as misturas utilizando areia de
fundição e vermiculita expandida.
Imediatamente após o preparo da argamassa, deve ser introduzido com uma colher, porções de
argamassa em um recipiente cilíndrico calibrado com capacidade aproximada de 400cm3, altura
aproximada de 85mm e diâmetro aproximado de 80mm. Devem ser formadas três camadas de alturas
aproximadamente iguais.
Em cada camada deve ser aplicado 20 golpes com espátula ao logo do perímetro da argamassa.
Após o golpeamento de cada camada, devem ser efetuadas três quedas do recipiente na mesa de
consistência. O recipiente deve ser rasado e a massa do molde com a argamassa foi pesada em
balança com resolução de 0,1g.
A densidade de massa da argamassa no estado fresco foi calculada através da equação 01.

mc − mv
d= .1000
vr (01)

Onde:
d: densidade de massa da argamassa no estado fresco (kg/m3)
mc: massa do recipiente cilíndrico contendo a argamassa de ensaio (g)
mv: massa do recipiente cilíndrico vazio (g)
vr: volume do recipiente cilíndrico (cm3)

4 Caracterização da densidade de massa das argamassas no estado endurecido

A determinação da densidade de massa aparente no estado endurecido segue as recomendações


de procedimento de ensaio da norma NBR 13280 (ABNT, 2005). O ensaio deve ser realizado para
três corpos-de-prova de cada uma das misturas. Os corpos-de-prova devem ser moldados, adensados
e curados e a realização do ensaio deve acontecer com a idade de 28 dias.
Para o preparo dos corpos de prova no estado endurecido deve-se após o preparo da mistura de
cada argamassa, com o molde fixo à mesa de adensamento, deve ser aplicada uma fina camada de
óleo mineral nas faces internas do molde e posteriormente introduzido uma porção de argamassa em
cada compartimento. Com o auxílio do nivelador de camadas deve ser feito o espalhamento da
argamassa no molde. Em seguida deve ser aplicado 30 quedas através da mesa de adensamento.
Posteriormente deve ser colocada mais uma camada de argamassa no molde, e depois de
uniformizar o espalhamento, deve ser aplicado novamente mais 30 quedas na mesa de adensamento.
Todos os corpos de prova deve ser moldados em formas prismáticas metálicas 4cmx4cmx16cm
(ver Figura 01a). Os corpos-de-prova devem ser desmoldados (48 ± 24) horas após a moldagem e a
cura deve acontecer ao ar livre (ver Figura 01b).

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Figura 16 – (a) Moldes prismáticos metálicos preenchidos com argamassa e (b) corpos-de-prova desmoldados
(a) (b)
CORPOS DE PROVA
MOLDES

Deve ser determinado com o auxílio do paquímetro com resolução de 0,1mm, a altura, a
largura de cada corpo-de-prova em duas posições. Em seguida deve ser determinada a massa de cada
corpo-de-prova com uma balança de resolução de 0,1g. A densidade de massa é calculada pela
equação 02.

m
d= .1000 (02)
V

Onde:
d: densidade de massa (Kg/m3)
m: massa (g)
V: volume do corpo-de-prova (cm3)

5 Produção de texto científico

Para finalizar a pesquisa será produzido um texto científico com objetivo de publicação em
congresso ou periódico, onde será feita a descrição da etapa experimental e análise dos resultados
obtidos.

Fundamentação Teórica

1 Argamassas

Entre as definições de argamassa pode-se citar o conceito segundo a norma NBR 13281
(ABNT, 2005), que afirma que a argamassa é uma mistura homogênea de agregado miúdo,
aglomerante inorgânico e água, contendo ou não aditivos ou adições, com propriedades de aderência

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e endurecimento, podendo ser dosada em obra ou em instalação própria. Já Carasek (2007) define
argamassa como um material de construção, com propriedades de aderência e endurecimento,
obtidos a partir da mistura homogênea de um ou mais aglomerantes, agregado miúdo (areia) e água,
podendo conter ainda aditivos e adições minerais.
Existem várias aplicações na construção civil para as argamassas. As mesmas podem ser
utilizadas para a construção de alvenarias, para o revestimento de paredes e tetos, para revestimentos
de pisos, para revestimentos cerâmicos e para a recuperação de estruturas. O quadro 03 apresenta a
classificação das argamassas segundo sua função na construção civil.

Quadro 03 – Classificação das argamassas segundo as suas funções na construção


Função Tipos
Para construção de alvenarias Argamassa de assentamento
Argamassa de fixação (ou encunhamento)
Para revestimento de paredes e tetos Argamassa de chapisco
Argamassa de emboço
Argamassa de reboco
Argamassa de camada única
Argamassa para revestimento decorativo
monocamada
Para revestimento de pisos Argamassa de contrapiso
Argamassa de alta resistência para piso
Para revestimento cerâmicos Argamassa de assentamento de peças cerâmicas -
colante
Argamassa de rejuntamento
Para recuperação de estruturas Argamassa de reparo
Fonte: Carasek, 2007

2 Densidade de massa

A massa específica ou densidade das argamassas depende principalmente da massa específica


do agregado miúdo e do teor de ar incorporado na massa. No caso de aplicação manual da
argamassa, quanto mais leve será mais trabalhável ao longo prazo, pois reduz o esforço na aplicação.
As argamassas quanto à densidade no estado fresco podem ser classificadas segundo o quadro 04
(CARASECK, 2008).

Quadro 04 – Classificação das argamassas quanto à densidade no estado fresco


Argamassa Densidade - A(g/cm3)
Leve <1,40
Normal 2,30 1,40
Pesada >2,30
Fonte: Caraseck, 2007

A massa específica da argamassa no estado endurecido, devido à saída de parte da água é um


pouco menor do que o valor no estado fresco. Os quadros 05 e 06 classificam as argamassas de
assentamento de paredes e revestimentos de tetos segundo a NBR 13281 (ABNT, 2005) em relação a
densidade de massa no estado fresco e endurecido.

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Quadro 05 – Classificação das argamassas de assentamento e revestimento de paredes e tetos em relação à


densidade de massa do estado fresco
Classe Densidade de massa no Método de ensaio
estado fresco (kg/m3)
D1 ≤ 1400
D2 1200 a 1600
D3 1400 a 1800 ABNT NBR 13278
D4 1600 a 2000
D5 1800 a 2200
D6 >2000
Fonte: ABNT/NBR 13281, 2005

Quadro 06 – Classificação das argamassas de assentamento e revestimento de paredes e tetos em relação à


densidade de massa aparente no estado endurecido
Classe Densidade de massa no Método de ensaio
estado endurecido (kg/m3)
M1 ≤ 1200
M2 1000 a 1400
M3 1200 a 1600 ABNT NBR 13280
M4 1400 a 1800
M5 1600 a 2000
M6 >1800
Fonte: ABNT/NBR 13281, 2005

3 Utilização de resíduos de fundição em materiais cimentícios

Os estudos sobre materiais cimentício sustentáveis incluem aqueles que se dispõe a consumir
rejeitos industriais. Os rejeitos da indústria metalúrgica podem ser incorporados em materiais
cimentícios de forma geral. Pereira (2014) apresenta em sua pesquisa um referencial teórico sobre a
utilização de resíduos de fundição em materiais cimentícios.
A incorporação de areia de fundição em substituição parcial a areia natural é analisada nos
trabalhos de Monosi, Sani e Tittarelli (2010). Foi observado que a trabalhabilidade das argamassas
não foi alterada se a substituição for de até 10%. Em dosagens maiores é necessária a adição de
plastificantes para obtenção da mesma trabalhabilidade. Também foi observada uma diminuição da
resistência mecânica em torno de 20% até 30%.
Guney et al. (2010) investigam a utilização de areia de fundição em substituição parcial da areia
natural fina nas proporções de 0%, 5%, 10% e 15% em concreto. Foi observado que o concreto
contendo até 10% de areia de fundição apresentou resultados de resistência à compressão e tração e
módulo de elasticidade semelhante ao concreto sem areia de fundição.
Siddique e Singh (2011) apresentam uma visão geral de algumas das pesquisas publicadas sobre o
uso de areia de fundição em concreto. Os efeitos do uso da areia de fundição em propriedades como
resistência a compressão, resistência à tração, resistência ao congelamento e módulo de elasticidade
são apresentados.
Em outras pesquisas Singh e Siddique (2012a) descrevem os efeitos da utilização da areia de
fundição em substituição parcial ao agregado miúdo sobre a resistência e permeabilidade do
concreto. Foram feitas substituições em peso de 0%, 5%, 10%, 15% e 20% e foi verificado aumento
de resistência e permeabilidade. Os mesmos autores Singh e Siddique (2012b) em outro trabalho
analisam a resistência à abrasão e outras propriedades de resistência do concreto com areia de
fundição em proporções de substituição em relação ao agregado natural variadas. As propriedades
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analisadas foram resistência à compressão, resistência à tração, resistência à abrasão e módulo de


elasticidade. Os resultados mostram uma melhoria contínua destas propriedades com a substituição
parcial dos agregados por areia de fundição.
Khatib, Herki e Kenai (2013) investigam as propriedades do concreto com areia de fundição. O
agregado fino natural foi substituído em peso em porcentagens de 0%, 30%, 60% e 100%. As
propriedades estudadas foram absorção de água e resistência à compressão. Os resultados indicam
que há um aumento na absorção de água e uma diminuição na resistência à compressão em relação
ao aumento da quantidade de areia de fundição na mistura.

3. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO ETAPA OU FASE DO PROJETO

Objetivo Específico Etapa/Fase (O que?) Especificação (Como?) Início Término


Semanas e meses Semanas e meses

Dosar e produzir as Dosagem e produção -Revisão bibliográfica. 01/03/2016 01/04/2016


argamassas utilizando das argamassas -Realizar a dosagem e a
os materiais produção das
caracterizados argamassas conforme
normas técnicas.
Caracterizar a Determinação do índice -Revisão bibliográfica. 01/04/2016 01/06/2016
argamassa em relação de consistência -Realizar o ensaio de
ao índice de consistência
consistência (Flow
Table)
Caracterizar as Caracterização da-Revisão bibliográfica. 01/06/2016 01/08/2016
argamassas no estado densidade de massa das
-Realização do ensaio
fresco em relação a para a determinação da
argamassas no estado
densidade de massa fresco densidade de massa no
estado fresco
Caracterizar as Caracterização da Revisão bibliográfica. 01/08/2016 01/11/2016
argamassas no estado densidade de massa das -Realização do ensaio
endurecido em relação a argamassas no estado para a determinação da
densidade de massa endurecido densidade de massa no
estado endurecido.
Avaliar a adequação ao Produção de texto -Revisão bibliográfica. 01/11/2016 01/02/2017
uso das argamassas em científico -Analisar os resultados
relação a densidade de da propriedade estudada
massa e a viabilidade do uso
do resíduo de fundição.
-Produzir texto
científico.

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4. REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 13276: Argamassa
para assentamento e revestimento de paredes e tetos – Preparo da mistura e determinação
do índice de consistência. Rio de Janeiro, 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 13278: Argamassa


para assentamento e revestimento de paredes e tetos – Determinação da densidade de
massa e do teor de ar incorporado. Rio de Janeiro, 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 13280: Argamassa


para assentamento e revestimento de paredes e tetos - Determinação da densidade de
massa aparente no estado endurecido. Rio de Janeiro, 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 13281: Argamassa


para assentamento e revestimento de paredes e tetos - Requisitos. Rio de Janeiro, 2005.

CARASEK, H. Argamassas. In: ISAIA, Geraldo Cechella. Materiais de Construção Civil e


Princípios de Ciência e Engenharia dos Materiais. São Paulo: Arte Interativa, 2007. Cap. 26,
p. 863-904

GUNEY, Y.; SARI, Y. D.; YALCIN, M.; TUNCAN, A.; DONMEZ, S. Re-usage of waste
foundry sand in high-strength concrete. Waste Management, n. 30, p.1705-1713, 2010.

KHATIB, J. M.; HERKI, B. A.; KENAI, S. Capillarity of concrete incorporating waste foundry
sand. Construction and Building, n. 47, p.867-871, 2013.

MONOSI, S.; SANI, D.; TITTARELLI, F. Used Foundry Sand in Cement Mortars and Concrete
Production. The Open Waste Management Journal, n. 3, p. 18-25, 2010.

NEVILLE, A. M.; BROOKS, J. J. Tecnologia do Concreto. 2. ed. Porto Alegre, 2013.

PEREIRA, H. R. S. Proposta de Formulação de Argamassas para Assentamento e


Revestimentos de Paredes e Tetos com Incorporação de Pó de Exaustão de Fundição. Tese
(Doutorado em Engenharia e Ciência dos Materiais) - UDESC, Joinville, 2014.

SIDDIQUE, R.; KADRI, E. Effect ofmetakaolin and foundry sand on the near surface
characteristics of concrete. Construction And Building Materials, n. 25, p.3257-3266, 2011.

SINGH, G.; SIDDIQUE, R. Abrasion resistance and strength properties of concrete containing
waste. Construction And Building Materials, n. 28, p.421-426, 2012b.

SINGH, G.; SIDDIQUE, R. Effect of waste foundry sand (WFS) as partial replacement of sand
on the strength, ultrasonic pulse velocity and permeability of concrete. Construction and
Building Materials, v.26, p. 416-422, 2012a.

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5. RESUMO DO ORÇAMENTO: VALOR MÁXIMO DE R$ 900,00

FERJ Contrapartida Total


Setor de Pesquisa (quando houver parcerias) R$
Elementos de Despesa Quantidade Preço Unitário Quantidade Preço Unitário
R$ R$
Participação em eventos1 900,00 900,00
Passagens e Despesa de
Locomoção.
Material de Consumo
( descrever todos os itens
ex: Papel A4,
disquetes,etc..)
Aquisição de Livros *
Cópias monocromáticas,
fotocópia colorida, fotos
aéreas, mapas, plotagens,
cópias em metro.
Equipamentos e Material
Permanente **
Outros ( Descrever
conforme padrão)
Total do Projeto 900,00

* O valor não poderá exceder a 15 % do valor total solicitado para a execução do projeto.
** O valor solicitado deverá respeitar os critérios dispostos no Edital.

6-CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO (R$) (Especificar o período em que os elementos de despesas serão


solicitados)

Objetivo Específico Elementos de despesas 05/2015 08/2015


Avaliar a adequação ao uso das argamassas em relação a Participação em eventos - 650,00
densidade de massa Inscrição
Avaliar a adequação ao uso das argamassas em relação a Participação em eventos - 250,00
densidade de massa Deslocamento

1
Deverá estar justificada a despesa na Metodologia do projeto e aprovada pela Coordenação do
PROINPES
11
Mantenedora: Fundação Educacional Regional Jaraguaense – FERJ
Rua dos Imigrantes, 500 – Bairro Vila Rau – Caixa Postal 251 – CEP: 89.254-430 – Jaraguá do Sul – SC
Fone: 0 xx 47 3275-8207 – Home Page: http://www.catolicasc.org.br – E-mail: proinpes@catolicasc.org.br
CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICA DE SANTA CATARINA
Pró-Reitoria Acadêmica
Setor de Pesquisa

12
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