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Serviço Público Federal

Universidade Federal do Oeste do Pará


Campus Juruti

MECÂNICA DAS
ROCHAS I
AULA 05 – Critérios Empíricos de Ruptura
(Resistência) de Rochas e Maciços Rochosos
Prof. Me. Eng. Michael Santos
Premissas de um Critério de Resistência

• Descrição adequada do comportamento de uma amostra de rocha sob


diferentes condições de tensões (como as encontradas no maciço rochoso)

• Prever a influência de um ou mais planos de descontinuidades no


comportamento de uma amostra de rocha - comportamento anisotrópico

• Predizer o comportamento de um maciço rochoso contendo várias famílias


de descontinuidades
Premissas de um Critério de Resistência

• O maciço rochoso não é homogêneo


• A resistência ao cisalhamento do maciço rochoso
• Comportamento das descontinuidades
• Resistência a ser estudada é dependente das descontinuidades

• Descontinuidades
• Interrupção física ou plano de fraqueza
• Fraturas
• Planos de acamamento, foliação, xistosidade
• Contatos entre derrames, intrusões magmáticas e encaixantes
Definição de Critérios de Ruptura

Estabilidade
Ao construir uma estrutura geotécnica ou
realizar escavações em um maciço rochoso é
necessário saber se as tensões atuantes
ultrapassarão o nível de tensão admissível.

• os critérios de ruptura: equações que


limitam os estados de tensões possíveis e os
estados de tensões impossíveis.
Principais Critérios de Ruptura
Critérios para descrever o comportamento da
resistência ao cisalhamento da rocha intacta e
maciço rochoso:
• Mohr-Coulomb
• Hoek-Brown (versão original, versão atual-2002)

Critérios para descrever o comportamento da


resistência ao cisalhamento de descontinuidades
• Mohr-Coulomb
• Patton
• Barton-Bandis
Critérios de Ruptura para Maciço Rochoso
MOHR-COULOMB (1776)
Combinação de conceitos:
• Coulomb: conceito de resistência ao cisalhamento representado pela COESÃO e
ATRITO
• Mohr: representação da relação entre as tensões principais (𝝈 1 e 𝝈 3) e as tensões
cisalhante (𝝈) e normal (𝝈 n) no plano de ruptura, através dos círculos de Mohr

Critério clássico amplamente usado na mecânica dos solos e das rochas:


• Inicialmente proposto para a condição de tensões compressivas
• Melhores resultados sob tensões confinantes mais elevadas
Critérios de Ruptura de MOHR-COULOMB

Determinação dos parâmetros de resistência


Ensaio de cisalhamento direto (≠ 𝝈  ≠ 𝛕)
Pares de tensões no diagrama 𝝈 x 𝛕 definem a envoltória de resistência
calculam-se:
c = coesão (≠ 0 quando há cimentação no plano da fratura)
𝛟 = ângulo de atrito no plano da descontinuidade
𝛟r = ângulo de atrito “residual” no plano da descontinuidade
Critérios de Ruptura de MOHR-COULOMB
• Ruptura de maciço rochoso pela combinação das tensões mecânicas:
• Tensão normal
• Tensão cisalhante
Através da intensidade e direção das 2 tensões
principais é possível calcular:
• tensão normal
𝝈𝟏 + 𝝈𝟑 𝝈𝟏 − 𝝈𝟑
𝝈𝜽 = + 𝒄𝒐𝒔 𝟐𝜽
𝟐 𝟐
• tensão tangencial
𝛕𝛉= Coesão
𝛔𝟏 − 𝛔𝟑
µ𝛉= coeficiente de atrito 𝛕𝛉 = 𝐬𝐞𝐧𝟐𝛉
𝟐
O objeto de interesse nos planos é a maior e a menor tensão principal (σ1 e σ3) que são positivas
e compressivas. A relação (σ1 – σ3) é chamada de diferença de tensões.
Critérios de Ruptura de MOHR-COULOMB
expressão da resistência em termos de tensões cisalhantes e normais:
diagrama 𝝈 x 𝛕
equação geral da envoltória: 𝛕 = c + 𝝈 n * tan (𝛉)
Tensão (𝛕)
Coesão (c)
Coeficiente
de atrito (𝝈 n )
Tangente do
ângulo de
atrito (𝛉)
• Cada cor significa um ensaio diferente
Critérios de Ruptura de MOHR-COULOMB

• Os resultados do ensaio triaxial, na forma de pares (s1,s3), podem ser utilizados


para determinação da envoltória de resistência do material, com critérios como
Mohr-Coulomb.

Critério de
t Mohr-Coulomb

s3a s3b s3c s1a s1b s1c s


O ensaio de compressão simples é um caso particular de um ensaio triaxial (s3=0).
Critérios de
Ruptura

• Variáveis
• Ângulo de atrito
• coesão
Resistência das rochas – Deformabilidade

Esforços não desviatórios (σméd):


• São esforços exercidos igualmente em todas as direções, tratando-se de um estado
hidrostático de esforços. Geralmente não causam deformações nas rochas.

Esforços desviatórios (σdev):


• são os esforços normais e de cisalhamento, diminuídos do esforço hidrostático. São
responsáveis por deformações e destruição de rochas.
Critérios de Ruptura de MOHR-COULOMB
• O estado de tensões em um ponto pode ser dividido em uma componente
hidrostática ou volumétrica e uma componente desviatória ou distorcional.

s 1 0 0  s m 0 0  s 1  s m 0 0 
     
s   0 s2 0    0 sm 0    0 s2  sm 0 
 0 0 s 3   0 0 s m   0 0 s 3  s m 

onde sm=(s1+ s2+ s3)/3.


1 Eixo
Hidrostático
(s1=s2=s3)
2

3
Resistência das rochas – Deformabilidade

• Para uma solicitação hidrostática (𝝈3=𝝈2=𝝈1) o círculo de Mohr fica reduzido


a um ponto, e o ponto no sistema 1,2,3 situa-se sobre o eixo hidrostático.
s1
t
Eixo
Hidrostático

s s2
s3= s2= s1
s3
Critérios de Ruptura de MOHR-COULOMB
O aumento da componente
O aumento da componente desviatória
desviatória é representada também
é representada por um aumento do
por um afastamento do ponto do
diâmetro do círculo de Mohr.
eixo hidrostático, no sistema1,2,3.
t s1
Eixo
Hidrostático

s2
s3 s2 s1 s s3
Critérios de Ruptura de MOHR-COULOMB
• expressão da resistência em termos de tensões cisalhantes e normais:
diagrama 𝝈 x 𝛕
• equação geral da envoltória: t = c + sn * tan () s c  2 * c * tan(45   2 )

  2  90

sc
c
2 * tan(45   )
2
Critérios de Ruptura de MOHR-COULOMB
Equações em função de 𝝈3 e 𝝈1 são equações para expressar a
resistência em termos de tensões principais: diagrama 𝝈3 x 𝝈1
• equação geral da envoltória:
cos  1  sen
s1  2 * c * s3 *
1  sen 1  sen
• equações deduzidas:
s c * (1  sen ) cos 
c sc  2*c*
2 * cos  1  sen
Melhores resultados:
• Esse critério se encaixa melhor para rochas intactas
• Resistência ao cisalhamento de descontinuidades em rocha
Critérios de Ruptura de MOHR-COULOMB
• O critério de ruptura de Mohr-Coulomb é também usado para representar a
resistência residual ao esforço (esforço mínimo oferecido pelo material após o
pico de deformação).
Esforço residual, quando:
• coesão ≡ 0
• relação entre τr e σn
Critérios de Ruptura para maciço rochoso
Os diversos critérios de ruptura tem sido elaborados para as rochas, estes critérios
levam em conta o efeito de atrito (aumento da resistência com o confinamento). O
problema é visto maioritariamente do ponto de vista bidimensional, e os critérios
usualmente escritos através de relações entre
• as tensões principais (𝝈1 e 𝝈 3) ou
• tensão normal e cisalhante (𝝈, 𝛕) na ruptura.

Os critérios são comumente aplicáveis à rocha, podendo ser estendidos para o


maciço rochoso. Em alguns casos, o maciço pode ser representado por parâmetros
equivalentes. Usualmente, a anisotropia não é considerada explicitamente.
Comportamento geomecânico anisotrópico

A variação da resistência com a direção dos esforços aplicados é denominado


“anisotropia de resistência”. Uma forte característica de anisotropia pode ser
observada em rochas compostas de arranjos dispostos paralelamente de
materiais como mica, argila ou minerais longos.
q1 q2
q1 < q 2

onde q1 e q2 são a resistência


a compressão simples.
Comportamento geomecânico anisotrópico
Critérios de Ruptura para maciço rochoso
Os critério foram desenvolvidos de formas diferentes: fenomenologicamente,
empiricamente, matematicamente ou mecanicisticamente. Alguns dos vários
critérios são ilustrados abaixo, sendo que os mais utilizados são o deCoulomb e
o critério empírico de Hoek & Brown.

a) Coulomb; b) Poncelet; c) Griffith; d) Expressão potencial.


O critério de Hoek-Brown

Hoek & Brown (1980a) e Hoek & Brown (1980b), revisando os dados
disponíveis sobre resistência de rocha intacta propuseram um critério empírico
para rochas. Para o desenvolvimento do critério buscou-se:

• um critério que reproduzisse bem os resultados de ensaios de laboratório;


• um equacionamento simples, que trabalhe com parâmetros adimensionais;
• o critério poderia ser estendido para descrever a ruptura de maciços fraturados.
O critério de Hoek-Brown
O critério foi criado a partir dos resultados de pesquisas sobre a ruptura frágil
de rocha intacta conduzidas por Evert Hoek e estudos sobre o comportamento
de maciços rochosos fraturados conduzidos por Edwin T. Brown.

Condições de laboratório que o critério busca representar.


O critério de Hoek-Brown – rocha intacta
• O critério de ruptura de Hoek-Brown para um maciço intacto pode ser
expresso da seguinte forma:
1
 s 
' 2

s 1  s 3  s c  mi
' ' 3
 1
 sc 
onde:
s1 é a tensão principal maior efetiva na ruptura,
s3 é a tensão principal menor efetiva na ruptura,
sc é a resistência a compressão simples do material intacto,
mi é uma constante do material para a rocha intacta. Os
valores de mi podem ser estimados com o auxílio de tabelas.
O critério de Hoek-Brown
Valores de mi – rochas sedimentares.
Tipo de Classe Grupo Textura
Rocha Grossa Média Fina Muito Fina
Conglomerado Arenito Siltito Argilito
(22) 19 9 4
Clástica Grauvaca
(18)
SEDIMENTAR

Giz
7
Orgânica Carvão
Não- (8-21)
Clástica Brecha Calcáreo Calcáreo
Carbonata (20) Esparítico Micrítico
(10) 8
Química Gipsito Anidrito
16 13
Os valores entre parênteses são estimativas.
O critério de Hoek-Brown
Valores de mi – rochas Metamórficas.
• Valores de mi, rochas metamórficas.
Tipo de Classe Textura
Rocha Grossa Média Fina Muito Fina
Não-foliada Mármore Hornfels Quartizito

METAMÓRFICA
9 (19) 24
Levemente foliada Migmatito Afibólito Milonito
(30) 31 (6)
Foliada * Gnaisse Xisto Filito Ardósia
33 (10) (10) 9

* Os valores referem-se a ensaios realizados na direção


normal a foliação. Os valores de mi serão significativamente
diferentes caso a ruptura ocorra no plano de foliação.
O critério de Hoek-Brown Valores de mi – rochas Ígnea.

• Valores de mi, rochas ígneas. Tipo de Classe Textura


Rocha Grossa Média Fina Muito Fina
Granito Riolito Obsidiana
33 (16) (19)
Ácida Granodiorito Dacito
(30) (17)
Diorito Andesita

íGNEA
(28) 19
Básica Gabro Dolerito Basalto
27 (19) (17)
Norito
(22)
Piroclástica Brecha vulcânica Brecha Turfa
extrusiva (20) (18) (15)
O critério de Hoek-Brown Valores de mi – rochas Ígnea.

Os valores referem-se a ensaios realizados na direção normal a foliação. Os valores de


mi serão significativamente diferentes caso a ruptura ocorra no plano de foliação.

Tipo de Classe Textura


Rocha Grossa Média Fina Muito Fina
Não-foliada Mármore Hornfels Quartizito
METAMÓRFICA

9 (19) 24
Levemente foliada Migmatito Afibólito Milonito
(30) 31 (6)
Foliada * Gnaisse Xisto Filito Ardósia
33 (10) (10) 9
Critério para maciços fraturados
A forma mais geral do critério de Hoek-Brown é
representada pela equação:
a
 s  '
s 1  s  s c  mb
' '
 s 3
3
 sc 
onde:
s1 é a tensão principal maior efetiva na ruptura,
s3 é a tensão principal menor efetiva na ruptura,
sc é a resistência a compressão simples do material intacto,
mb é a constante de Hoek-Brown para o maciço,
s e a são constantes que dependem das características do
maciço.
Estimando os parâmetros do critério de Hoek-Brown

Os parâmetros do critério de Hoek-Brown podem ser estimados com auxílio das


classificações geomecânicas. Um índice chamado GSI (Geological Strength
Index) foi introduzido, sendo as relações entre mb/mi, s e a dadas por:

mb/mi = exp ( GSI - 100)/ 28);

- para GSI > 25 (maciços indeformados):


s = exp (( GSI - 100)/ 9);
a = 0.5
- para GSI < 25 (maciços indeformados):
s = 0;
a = 0.65 - GSI/200
Estimando os parâmetros do critério de Hoek-Brown
O valor do índice GSI pode ser determinado pelo resultado das classificações
geomecânicas modificadas de Bieniawski e Barton.

O RMR’, denominado RMR modificado, é determinado pela soma dos quatro


primeiros parâmetros da classificação de Bieniawski de 1976.

Para valores de RMR’76 >25:

GSI = RMR’76

Para RMR’76 <25 a classificação de Bieniawski não pode ser utilizada, assim
pode-se utilizar a classificação de Barton para estimativa.
Estimando os parâmetros do critério de Hoek-Brown
Estimando os parâmetros do critério de Hoek-Brown
O índice Q’, índice Q modificado, é definido por:

RQD J r
Q' 
Jn Ja

RQD - Índice RQD,


Jn - Índice relativo ao número de famílias de descont.,
Jr - Índice relativo a influência da rugosidade das descont.,
Ja - Índice relativo a alteração das paredes das descont.

O valor do GSI pode ser estimado por:

GSI  9 log e Q'44


Rugosa, superfície s leveme
Muito rugosa, superfícies n

preenchimento de argila m
Estriadas, superfícies altam

Estriadas, superfícies altam


ento frágil. Para

CONDIÇÃO DAS DESCONTI

Lisa, superfícies moderada

preenchimento compacto
75, a ruptura será
efinidos
k-Brown não
tas condições.
GSI

MUITO POBRE
MODERADA
MUITO BOA
cerca de 10 m de
0 m. Para

POBRE
ere reduzir o GSI

BOA
da interação.

DIMINUI A QUALIDADE DA SUPERFÍCIE


40
maciço pouco
DIMINUI A INTERAÇÃO ENTRE BLOCOS

blocos cúbicos, 35
la interseção de
idades
30
ço parcialmente
blocos angulares 25
or quatro ou mais
es

RQD/2
20
TURBADO - maciço
res formados por
15
nuidades.

10
ochoso altamente
pobre, com
5
gulares e

0
45 40 35 30 25 20 15 10 5 0
1,5 JCond89
ndições

Lisa, superfícies moderadamente intemperizadas e alt

Estriadas, superfícies altamente intemperizadas com

Estriadas, superfícies altamente intemperizadas com


Muito rugosa, superfícies não intemperizadas frescas

preenchimento compacto de fragmentos angulares


ontinuidades,
s descrições nos

Rugosa, superfície s levemente intemperizadas


ternativamente,
dições das
Bieniawski,

CONDIÇÃO DAS DESCONTINUIDADES


+ RQD/2

GSI
nso.

preenchimento de argila mole


GSI > 75,
mento frágil. Para
75, a ruptura será
efinidos
ek-Brown não
tas condições.

MUITO POBRE
MODERADA
MUITO BOA

cerca de 10 m de
0 m. Para

POBRE
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BOA

da interação.

DIMINUI A QUALIDADE DA SUPERFÍCIE


40
maciço pouco
DIMINUI A INTERAÇÃO ENTRE BLOCOS

blocos cúbicos, 35
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des
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ADOS

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RQD/2

ares e
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inuidades,

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condições.

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ocos cúbicos,
escrições nos
nativamente,

reduzir o GSI

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to frágil. Para

ca de 10 m de
a ruptura será

interseção de

formados por
ocos angulares
quatro ou mais

hoso altamente
RBADO - maciço
DIMINUI A INTERAÇÃO ENTRE BLOCOS CONDIÇÃO DAS DESCONTINUIDADES

45
MUITO BOA

40
Muito rugosa, superfícies não intemperizadas frescas

35
BOA
Rugosa, superfície s levemente intemperizadas

30
GSI

25
MODERADA
Lisa, superfícies moderadamente intemperizadas e altera

20
1,5 JCond89
POBRE

15
DIMINUI A QUALIDADE DA SUPERFÍCIE
Estriadas, superfícies altamente intemperizadas com
preenchimento compacto de fragmentos angulares

10
MUITO POBRE

5
Estriadas, superfícies altamente intemperizadas com
preenchimento de argila mole

0
0
5
10
20
30
35

15
25
40

RQD/2
GEOLOGICAL STRENGTH INDEX (GSI)

Lisa, superfícies moderadamente intemperizadas e alteradas


PARA MACIÇOS ROCHOSOS FRATURADOS
A partir da litologia, estrutura e condições

Estriadas, superfícies altamente intemperizadas com

Estriadas, superfícies altamente intemperizadas com


Muito rugosa, superfícies não intemperizadas frescas

preenchimento compacto de fragmentos angulares


observadas da superfície das descontinuidades,
estima-se o GSI médio baseado nas descrições nos

Rugosa, superfície s levemente intemperizadas


GSI
cabeçalhos nas linhas e colunas. Alternativamente,
de valores de RQD e notas das Condições das
Descontinuidades (de acordo com Bieniawski,

CONDIÇÃO DAS DESCONTINUIDADES


1989), estima-se GSI = 1,5 JCond 89 + RQD/2
baseado nas escalas do ábaco apenso.

preenchimento de argila mole


Para rocha intacta ou maciça com GSI > 75,
verificar potencial para desplacamento frágil. Para
rocha pouco fraturada com GSI > 75, a ruptura será
controlada por blocos ou cunhas definidos
estruturalmente. O critério de Hoek-Brown não
deve ser usado para nenhuma destas condições.

MUITO POBRE
MODERADA
MUITO BOA
Este ábaco é aplicável a túneis de cerca de 10 m de
vão e taludes de altura inferior a 20 m. Para

POBRE
grandes cavernas e taludes considere reduzir o GSI

BOA
para levar em conta a diminuição da interação.

ESTRUTURA DIMINUI A QUALIDADE DA SUPERFÍCIE


40
FRATURADO EM BLOCOS – maciço pouco
DIMINUI A INTERAÇÃO ENTRE BLOCOS

perturbado constituído por blocos cúbicos, 35


boa interação, formados pela interseção de
três famílias de descontinuidades
30
MUITO FRATURADO – maciço parcialmente
perturbado, com interação, blocos angulares 25
multifacetados, formado por quatro ou mais
famílias de descontinuidades

RQD/2
20
MUITO FRATURADO E PERTURBADO - maciço
dobrado com blocos angulares formados por
15
muitas famílias de descontinuidades.

10
DESAGREGADO - maciço rochoso altamente
quebrado, com interação pobre, com
5
mistura de fragmentos angulares e
arredondados.
0
45 40 35 30 25 20 15 10 5 0
1,5 JCond89
Critério de Hoek-Brown

• Hoek et al. (2002) apresentam para uma nova expressão para mb, que é
um valor reduzido da constante do material mi, dada por:

 GSI  100 
mb  mi exp 
 28  14 D 

Resistência de Maciços Rochosos 39


Critério de Hoek-Brown
• Hoek et al. (2002) apresentam para uma nova expressão para s e a que
são constantes para o maciço rochoso dadas por:

 GSI  100 
s  exp 
 9  3D 
1 1 GSI
a  e
2 6
 15
e  20 3

Resistência de Maciços Rochosos 40
Critério de Hoek-Brown
• D é um fator que depende do grau de perturbação que o maciço
rochoso foi submetido devido ao dano causado pelo desmonte e
relaxação de tensões.

Resistência de Maciços Rochosos 41


D=0

Desmonte de excelente
qualidade ou escavação
por tuneladora resultando
em mínima perturbação
da rocha confinada
no entorno do túnel.

Resistência de Maciços Rochosos 42


D=0
Escavação mecânica ou
manual em maciço de
qualidade pobre (sem
desmonte) resultando
em perturbação mínima ao
maciço do entorno.

D = 0.5
Sem arco invertido
Quando problemas de
deformação lenta (squeezing)
resultarem em significativo
levantamento do piso,
a perturbação pode ser
severa a menos que
um arco invertido provisório
seja executado,
como mostrado na fotografia.

Resistência de Maciços Rochosos 43


D = 0.8
Desmonte de qualidade
muito ruim em rocha dura
resulta em dano local
severo, excedendo
2 ou 3 metros no maciço
do entorno.

Resistência de Maciços Rochosos 44


D = 0.7
Bom desmonte

D = 1.0
Desmonte pobre

Taludes de engenharia civil de


pequena escala resultam em dano
modesto no maciço rochoso,
particularmente se desmonte
controlado é utilizado como
mostrado no lado esquerdo da
fotografia. Entretanto, alívio de
tensões resulta em alguma
perturbação.
Resistência de Maciços Rochosos 45
D = 1.0
Desmonte de produção

D = 0.7
Escavação mecânica

Em minas a céu aberto


muito grandes os taludes
podem sofrer perturbação
significativa devido a
desmonte de produção
pesada e também a alívio
de tensões pela remoção
da sobrecarga.

Em algumas rochas brandas


a escavação pode ser realizada
por escarificação e transporte
e o grau de dano ao talude
é menor.
Resistência de Maciços Rochosos 46
Onde aplicar o critério de Hoek-Brown

• ROCHA INTACTA
• Utilizar critério para material intacto.
• UMA FAMÍLIA DE DESCONTINUIDADES
• Aplicar o critério ao material intacto e um critério específico para a
descontinuidade.
• DUAS FAMÍLIAS DE DESCONTINUIDADES
• Utilizar o critério com extremo cuidado.
• MUITAS FAMÍLIAS DE DESCONTINUIDADES
• Utilizar o critério para maciços fraturados.
• MACIÇO ALTAMENTE FRATURADO
• Utilizar o critério para maciços fraturados.

Resistência de Maciços Rochosos 47


Sistema RMR de BIENIAWSKI (1989).

D. DESCRIÇÃO DAS CLASSES

Número da classe I II III IV V

Tempo médio de 20 anos para 1 ano para 1 semana 10 horas 30 min. para
auto-sustentação do 15m de v. 10m para para 1m de v.
vão livre livre de v. livre 5m de v. 2,5m de v. livre
livre livre
Coesão do maciço >400 300-400 200-300 100-200 < 100
(kPa)
Ângulo de atrito do >45 35-45 25-35 15-25 < 15
maciço (o)

Resistência de Maciços Rochosos 48


Comparação entre os critérios de Ruptura

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