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Folha 1

ESTADO DO PARANÁ
Órgão Cadastro: CIDADAO Protocolo:
Em: 04/05/2021 03:24
CPF Interessado 1: 876.831.729-87
17.598.757-6
Interessado 1: MANOEL JOSÉ DE SOUZA NETO
Interessado 2: -
Assunto: ADMINISTRACAO GERAL Cidade: CURITIBA / PR
Palavras-chave: CIDADAO
Nº/Ano -
Detalhamento: SOLICITAÇÃO

Código TTD: -
Para informações acesse: https://www.eprotocolo.pr.gov.br/spiweb/consultarProtocolo
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Assunto: ADMINISTRACAO GERAL


Protocolo: 17.598.757-6
Interessado: MANOEL JOSÉ DE SOUZA NETO

Solicitação
Para a casa civil, assunto referente as irregularidades em Processo
licitatório viciado. Suspeita de irregularidades na definição de recursos das
verbas da Lei Aldir Blanc pela Superintendência Estadual de Cultura do
Paraná da Secretaria de Comunicação e Cultura do Paraná e Fundação
Cultural de Curitiba. O caso do lobby de agentes e produtores culturais na
composição de editais públicos em conflito de interesses entre,
representantes, conselheiros, sindicalistas e os beneficiários, que são os
próprios, ao olhar da lei 8.666/93 e outras. 

O Fórum de Cultura do Paraná, recebeu por meio da classe


trabalhadora de artistas, técnicos, produtores e manifestações do
segmento cultural, diversos questionamentos, da participação de
determinados agentes na elaboração dos editais, e usos dos recursos da
lei Aldir Blanc no Estado do Paraná e na capital Curitiba, impactando no
processo em causa própria, o que fere a lei de licitações 8.666/1993, que
veda a participação, não apenas de agentes públicos, parentes, mas
também de qualquer um que tenha potencial de influenciar em causa
própria ou de outrem nos resultados do edital, isso conforme as posições
de TCE e outros órgãos e decisões sobre a aplicação da lei 8.666
/93,  registrada no sistema e-protocolo do governo do Paraná
(processo_17.537.573-2). Diante dos indícios vastos dessa práticas, o
Fórum de Cultura do Paraná, reunido em assembleia ocorrida em 15 de
Fevereiro de 2021, decidiu pela apuração e envio para as autoridades,
exigindo explicações, sindicância, processos administrativos e punição aos
responsáveis se for o caso.
Estas denúncias se repetem ano após ano, desde 1999, nos diversos
fóruns de cultura que existiram (Fórum Permanente de Cultura do Paraná,
FEC- Fórum das Entidades Culturais do Paraná, Fórum Permanente de
Música do Paraná, etc), desde que tomamos conhecimento destes
mecanismos de incentivo à cultura, sejam por meio de fundos, editais,
prêmios ou renúncia fiscal. No entanto a falta de transparência dos órgãos
de cultura, e a recusa de fornecer informações, permitiu que tudo ficasse
recalcado por todos estes anos. Mas agora durante a pandemia, as
contradições deste modelo de fomento excludente e que gera
favorecimentos e vantagens para poucos, em detrimento de quase todos,
ficaram mais nítidos, conforme pode ser lido e-protocolo do Estado do
Paraná (Processo_17.085.751-8).
Ainda que as denúncias envolvam um órgão estadual e outro

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
municipal, a aproximação dos agentes localizados, atuando em ambas
às frentes no processo decisório (estadual e municipal), como lobistas, é o 3
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mesmo, por este motivo somamos as duas denúncias para pedido de
apuração simultânea de ambas as situações, pois ao que revelam os
documentos, são situações relacionadas envolvendo as mesmas pessoas.

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Processo licitatório viciado. Suspeita de irregularidades na definição de recursos das


verbas da Lei Aldir Blanc pela Superintendência Estadual de Cultura do Paraná da
Secretaria de Comunicação e Cultura do Paraná e Fundação Cultural de Curitiba. O
caso do lobby de agentes e produtores culturais na composição de editais públicos em
conflito de interesses entre, representantes, conselheiros, sindicalistas e os
beneficiários, que são os próprios, ao olhar da lei 8.666/93 e outras.

Ao MP, promotoria de patrimônio público.

Curitiba, 03 de Maio de 2021

Jogo da cartas marcadas! - Imagine, você, artista, produtor, das culturas


populares, das culturas periféricas, dos grupos minoritários, das cidades
distantes da capital do Paraná, nunca foram premiados em nada, nunca
acessaram recursos de editais da cultura, sempre rebaixados, tratados como
inferiores, como se não tivessem qualidade, apenas esperando uma chance
para estudar, aprimorar e divulgar o seu trabalho, o que sempre lhe foi
recusado. E se soubessem vocês, que existe um agrupamento, de pessoas,
que é recebido pelo poder público as portas fechadas, para definir regras dos
editais, agindo em causa própria, gerando sua exclusão, enquanto as verbas
caem nas mãos deles próprios que definiram as regras dos editais? Você
acharia isso justo, com a sua própria carreira? Foi isso, que trouxeram por
denúncia até o Fórum de Cultura do Paraná, e que a análise documental,
comprova!

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O Fórum de Cultura do Paraná, recebeu por meio da classe trabalhadora de artistas,


técnicos, produtores e manifestações do segmento cultural, diversos questionamentos,
da participação de determinados agentes na elaboração dos editais, e usos dos recursos
da lei Aldir Blanc no Estado do Paraná e na capital Curitiba, impactando no processo em
causa própria, o que fere a lei de licitações 8.666/1993, que veda a participação, não
apenas de agentes públicos, parentes, mas também de qualquer um que tenha potencial
de influenciar em causa própria ou de outrem nos resultados do edital, isso conforme
as posições de TCE e outros órgãos e decisões sobre a aplicação da lei 8.666/93,
registrada no sistema e-protocolo do governo do Paraná (processo_17.537.573-2).
Diante dos indícios vastos dessa práticas, o Fórum de Cultura do Paraná, reunido em
assembleia ocorrida em 15 de Fevereiro de 2021, decidiu pela apuração e envio para as
autoridades, exigindo explicações, sindicância, processos administrativos e punição aos
responsáveis se for o caso.

Estas denúncias se reptem ano após ano, desde 1999, nos diversos fóruns de cultura
que existiram (Fórum Permanente de Cultura do Paraná, FEC- Fórum das Entidades
Culturais do Paraná, Fórum Permanente de Música do Paraná, etc), desde que tomamos
conhecimento destes mecanismos de incentivo à cultura, sejam por meio de fundos,
editais, prêmios ou renúncia fiscal. No entanto a falta de transparência dos órgãos de
cultura, e a recusa de fornecer informações, permitiu que tudo ficasse recalcado por
todos estes anos. Mas agora durante a pandemia, as contradições deste modelo de
fomento excludente e que gera favorecimentos e vantagens para poucos, em
detrimento de quase todos, ficaram mais nítidos, conforme pode ser lido e-protocolo
do Estado do Paraná (Processo_17.085.751-8).

Ainda que as denúncias envolvam um órgão estadual e outro municipal, a aproximação


dos agentes localizados, atuando em ambas às frentes no processo decisório (estadual
e municipal), como lobistas, é o mesmo, por este motivo somamos as duas denúncias
para pedido de apuração simultânea de ambas as situações, pois ao que revelam os
documentos, são situações relacionadas envolvendo as mesmas pessoas.

Esta rede pressionou, acordou com poderes públicos municipais e estadual, para
integrarem na elaboração dos editais da Fundação Cultural de Curitiba, e
Superintendência Estadual de Cultura, que distribuíram as verbas da lei Aldir Blanc, que

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se arvorou da representação de todos os segmentos da cultura, excluindo de reuniões,


fóruns de cultura, de música, demais organizações associativas, e pior, os sindicatos
como SATED (Das cênicas), autarquias como OMB (da música). Exclusões de
representações que violam a legislação do trabalho, ao qual, numa crise de
empregabilidade e proibições por lockdown numa pandemia, as decisões de políticas
setoriais e coletivas, junto a empregadores e Estado se faz necessário, com participação
obrigatória de seus órgão sindicais, federativos, confederativos, autárquicos, pois
segundo o Artigo Oitavo da Constituição Federal, “VI - é obrigatória a participação dos
sindicatos nas negociações coletivas de trabalho”. E as verbas da lei Aldir Blanc, são
recursos para proteção dos trabalhadores da cultura, em um período de interrupção do
trabalho, por causa de uma crise de saúde pública. Ainda assim, as entidades oficiais de
trabalhadores da música e das cênicas, não só não foram convidadas, como foram
rifadas, tratadas em atas localizadas com desdém. E em alguns casos, tratados por
membros da Rede Coragem, com violência, conforme testemunhos registrados em
vídeo por membros da comissão executiva da OMB-PR (registrado no
Processo_17.571.644-0 relacionado ao 17.129.953-5 - apensado vídeo reunião OMB 09-
03-2021).

Enquanto entidades de classe foram excluídas do processo decisório, organizações


informais sem estatuto, sem responsabilidade legal, que não precisam prestar contas
para ninguém, criadas de última hora, ninguém sabe com qual proposito, foram
chamadas pelo poder público para mediar interesses coletivos. Se diversas
organizações, fóruns, associações, sindicatos, de todos os segmentos artísticos tivessem
participado das proposições dos editais, e até consultas públicas, conferências, ou
qualquer outro meio tivesse sido aplicado, para garantir a isenção, neutralidade e
transparência do processo, seria possível afirmar, que não ocorreu vantagem indevida,
em edital com processo viciado, conflito de interesses, entre outras situações que os
documentos denotam. Mas, o que fica evidente é que um grupo privilegiado, tomou a
frente de todo o processo de proposição dos editais tanto na FCC como na SECC, sendo
parte interessada nos benefícios, e que depois disso, foram premiados (eles e familiares)
nos recursos destes editais, em que eles próprios negociaram as regras.

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A primeira observação das denúncias que chegaram, revelam que o grupo ajudou a
desenhar de forma unitária, sem ampla participação, em sigilo, editais em causa própria.
(As atas e documentos até aqui são parciais posto que se espera liberação dos demais
que foram solicitados através do e-protocolo do Estado do Paraná
Processo_17.085.751-8 e Processo_17.510.185-3, bem como outros ofícios enviados a
FCC aos quais se recusam em responder, mesmo de uso da LAI – Lei de Acesso à
Informação). O mais grave, é que as atas só foram acessadas, por terem sido vazadas
por pessoas envolvidas no processo, que acharam imoral o que ocorreu. Pois das
dezenas de atas e documentos localizados, as mais importantes desse GT da Lei Aldir
Blanc, entre Coragem e Conselho Municipal de Cultura, na FCC e correspondências entre
Coragem e Superintendência da Cultura do Paraná, não foram publicadas no site da
Rede Coragem, e nem pelos respectivos órgãos públicos. Qual o motivo dessas atas e
correspondências de interesse público terem sido mantidas ocultas, ainda que não
exista regime qualquer de sigilo, nem risco de violação de informações que possam
prejudicar o processo licitatório, que se encerrou há muitos meses?

As políticas do uso das verbas públicas emergenciais da lei Aldir Blanc para combate da
pandemia, acabaram por estes motivos aqui expostos, delimitando políticas excludentes
com editais segmentados, que resultaram no dirigismo dos recursos, para poucos
agrupamentos, em reuniões ocultas, causando exclusão de milhares de técnicos e
artistas (Processo_17.519.479-7). Vale ressaltar, que os recursos citados foram dirigidos
aos seus apoiadores e aliados, uma rede de classe média alta, de artistas e produtores
com reconhecimento, mérito e currículo, CNPJs, certidões negativas, um verdadeiro
luxo, num momento em que a classe cultural está na miséria e precisa escolher entre
um kg de arroz e pagar uma taxa da prefeitura, métricas, que foram utilizadas na seleção
como linha de corte, sendo que os recursos federais repassados eram assistenciais e
emergenciais (Processo_17.519.479-7), fato, que está denunciado em outras peças
registradas, que expõem descumprimento da aplicação dos recursos, comparado a
origem dos recursos, finalidade, objetivos e quem foi atendido.

Outro agravante, é o despropósito dessas redes, chamadas de movimentos


indentitários, que ao estabelecerem os critérios dos editais, bateram na tecla nas redes
sociais com um discursos, de que nada errado fizeram, de que batalharam por cotas,

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LBTQI, Afrodescendentes, Indígena, caiçara, etc, quando, não trataram da desigualdades


social, econômica, de acesso a internet, acesso à educação, compreensão de
formulários, acesso a empresas, CNPJs, certidões negativas, recursos básicos para se
organizar e concorrer em editais, entre outros assuntos, que geraram assimetria e
recorte de classe social. Entre cartas e atas da FCC e SECC, a rede Coragem fala de cotas
indenitárias, o que é correto, mas totalmente ineficaz se ignorado aspectos econômicos
e sociais somados a excessiva burocracia que se tornam impeditivos para os grupos
economicamente mais frágeis dentro dessas minorias.

De que adianta solicitar cotas “de diversidade”, com valores e normas que exigem
processo licitatório e exigências super burocráticas (lei 8.666/93), que são impeditivos
aos de baixa renda, e se aqueles que vão acessar os recursos, vindos da minorias, são
cotistas de classe alta e grau superior? Tanto que esses editais e cotas, não atingiram a
meta, ficando esvaziadas pois os detentores de direitos não conseguiram atender a
burocracia exigida e desistiram de concorrer conforme relatos (assembleia do Fórum de

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Cultura do Paraná 15-02-2021, audiência pública da comissão de cultura da ALEP, em 22


de Abril, entre outros depoimentos). Fica evidente, que ou era uma mentira a defesa de
cotas, uma manobra, ou desconhecimento socioeconômico das assimetrias sociais e
exclusões que essa propostas iriam causar, como ficou comprovado.

Organismos públicos envolvidos?

● Fundação Cultural de Curitiba (FCC);


● Conselho Municipal de Cultura;
● GT Lei Aldir Blanc do Conselho Municipal de Cultura da FCC;
● Superintendência Estadual de Cultura do Paraná da Secretaria Estadual de
Comunicação e Cultura;
● Conselho Estadual de Cultura (CONSEC);

Que esferas de representação externas e internas estão envolvidas?

● Conselho Municipal de Cultura;


● GT Lei Aldir Blanc do Conselho Municipal de Cultura;
● Conselho Estadual de Cultura (CONSEC);
● Rede Coragem; (e seus braços Frente Movimento; I Fórum Emergencial)

O que foi decidido?

Conforme atas abaixo, anexas, ofícios e protocolos, são reveladas que os representantes
da Rede Coragem, ajudam o poder público Municipal e Estadual nas decisões dos usos
dos recursos da Lei Aldir Blanc. Negociam abertamente de tudo, que tipos de editais,
que normas se aplicariam, que tipo de empresas poderiam concorrer, que categorias
profissionais seria beneficiadas e quais não seriam (por exclusão direta ou por serem
ignoradas), quais valores seriam distribuídos, que critérios de seleção (mérito e
currículo), que obrigações (certidões negativas, documentos) que critérios de inclusão
(limitados), quem participa das decisões (que entidades seria um problema participar),
e muito mais, demonstrando, que estavam dentro da esfera decisória, daquilo que é
conhecido no processo licitatório e na lei 8.666/93 como integrantes do corpo técnico
que determinou, influenciou ou foi “o autor do projeto, básico ou executivo”.
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E conforme os protocolos citados, (Processo_17.519.479-7) os resultados das políticas


foi catastrófico, excludente, gerando concentração entre determinada classe de artistas,
concentração de 80% de premiados na capital do Estado em detrimento das demais
cidades do interior, no caso da SECC, e uma evidente, mais subjetiva constatação, de
que nos editais de Curitiba, ocorreu recorte de classe social e regiões da cidade, com
maior número de beneficiados (dados que demandam a transparência da FCC para
serem confirmados). Essa situação revela que ocorreu também assimetria e recorte de
classe social, e que a concentração, não foi apenas da capital, para com o interior, mas
dentro da cidade, em bairros nobres em detrimento da capital, e de todas as cidades do
Estado. Em suma, a escrita do processo licitatório, na fase de elaboração, beneficiou o
próprio grupo que escreveu os editais, com regras e exigências estruturais, capital,
acesso a bens, serviços, equipamentos, certidões, negativas, empresas, formação,
currículo, reconhecimento da crítica, de que estes grupos dispunham e sem a menor
vergonha na cara, não se importaram de ficar com os recursos ao concorrer e vencer os
editais, sabendo que essas normas (que eles ajudaram a determinar) prejudicariam
milhares de vítimas, artistas e técnicos de baixa renda que não dispõem dessas
vantagens, e de que as verbas da pandemia, não foram utilizadas em salvaguarda dos
que mais precisavam, especialmente por causa das decisões equivocadas de uns poucos.

Existem ainda mais indícios disso, relatado em ofícios trocados entre poder público e
essas redes, infelizmente, os pedidos de informações registrados no
Processo_17.085.751-8 e Processo_17.510.185-3 do e-protocolo do governo do Paraná,
solicitando essas informações, não foram respondidas, bem como as informações de
juris, editais, comissões, eleições de conselheiros, premiados, etc, que foram solicitadas
tanto para a FCC como para a SECC. Por este motivo, uma das medidas solicitadas por
este protocolo, é que sejam divulgadas as informações anteriormente solicitadas, para
que seja possível averiguar as denúncias feitas pela classe ao Fórum de Cultura do
Paraná.

Quem participou

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Um pequeno agrupamento de pessoas atuou diretamente em ambos os casos,


municipal e Estadual, sem ampla consulta de propostas, antes de enviadas, e sem ampla
divulgação do que foi encaminhado.

Este grupo, no caso da FCC, no GT Lei Aldir Blanc, reunia, basicamente alguns
funcionários da Fundação Cultural de Curitiba, somando com dois ou três membros do
conselho, conforme a reunião, sendo um deles ao mesmo tempo presidente do
conselho e liderança da Rede Coragem Adriano Esturilho, e inclusive sua companheira
e parceira/sócia de produções Bella Souza, além de Isadora Flores, Jaqueline Mancebo,
Bernardo Beduino, Teo Ruiz.1 E que todos foram contemplados, ora nos editais
municipais ou estaduais em que influíram, bem como parentes. Pior, existem
sobreposição orçamentária de recursos do Estado e do Município nos mesmos nomes
de parceiros de trabalhos e companheiros afetivos, com diferentes produtos, mas com
conteúdo premiados nos mesmos editais. Somente uma família recebeu
aproximadamente 10 prêmios nos recursos “emergenciais” da lei Aldir Blanc. Existem
denúncias informais, de outras pessoas que influenciaram nos processos de elaboração
de editais. Mas, não constam nomes em atas, e somente uma investigação apurada,
pelos órgãos responsáveis, poderia comprovar esses demais agentes, que manipularam
o sistema em causa própria.

Que conflitos existem

 Conflito de interesses s leis nº 12.813, de 16 de maio de 2013 e nº 8.112, de 11


de dezembro de 1990,
 Da lei 8.666 de 1993
 Da improbidade administrativa Lei 8429 de 02 de julho de 1992
 Conflito da aplicação das verbas da lei Aldir Blanc com a origem dos recursos
(Processo_17.519.479-7)
 Violação da participação social ampla e democrática dos trabalhadores nas
decisões públicas, garantido na constituição, “Art. 10. É assegurada a
participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos
públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de
discussão e deliberação”.

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Os nomes foram protegidos devido a possível exposição pública dos documentos, visando proteger a
dignidade humana, bem como, dar o amplo direito a defesa e o contraditório. Por este motivo será
enviada em outro processo, mais documentos que serão apensados em regime de sigilo para apuração.

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 Isenção e neutralidade processo (Artigo 37, lei de licitações 8.666/93, e lei do


processo administrativo lei Complementar 101/2000 – Lei de Responsabilidade
Fiscal, Lei 8.666/93 – Lei de Licitações e Contratos da Administração Pública, Lei
4.320/64, Lei 9.784/99)
 Da desmoralização dos respectivos conselhos de cultura, estadual e municipal,
que tem prioridade no debate, decisão, e responsabilidade de fiscalização, etc.
lei 11.834, de 4 de julho de 2006. O Conselho Municipal de Cultura de Curitiba.
Lei 17.063/12 o CONSEC – Conselho Estadual de Cultura do Paraná.
 Desrespeito à legislação trabalhista, que obriga a participação sindical “Art. 3o
São prerrogativas dos sindicatos: a) representar, perante as autoridades
administrativas e judiciárias, os interesses da profissão e os interesses individuais
dos associados, relativos à atividade profissional;” Decreto-lei nº 1.402, de 5 de
julho de 1939.
 A obrigatoriedade de participação dos sindicatos na negociação coletiva (art. 8o,
VI, da CF).
 Dos princípios da administração pública, art 37 da constituição federal, princípios
de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Quem foi beneficiado? Os próprios citados, são beneficiários, diretos e indiretos

Todos envolvidos, citados na coordenação desta Rede Coragem, os membros


diretamente engajados nas reuniões, conselheiro municipal envolvido e até sua
companheira, bem como namoradas, namorados, cunhados e outros parentes dos
envolvidos. Todos atuaram diretamente no processo decisório da forma dos editais e
foram beneficiados com prêmios. O cruzamento de nomes dos documentos anexos
comprovam essa situação.

Nos editais localizados abaixo, fruto de suas próprias influencias no processo decisório
dos editais, violando o processo licitatório, decisórios, revelando que o processo tem
vícios.

Qual a base legal – solicitação de apuração, por meio de inquérito, sindicância e outros
meios.

A legislação do processos licitatório e administrativo, conforme apresentado em


denunciar anterior feita no e-protocolo (Processo_17.537.573-2).

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O artigo 37 da constituição, define alguns princípios fundamentais da administração


pública, entre eles, legalidade, moralidade, impessoalidade e isonomia, mas também
outros como moralidade, publicidade, eficiência, razoabilidade, exigindo da
administração pública de todos os níveis da União, a transparência e bom uso dos
recursos e do patrimônio público. Segundo Marcos Rek, estes princípios obrigatórios,
são delimitados:

“Para a obtenção do êxito de seu dever-fazer, essencialmente quanto à


aplicação de recursos, caracterizada como a efetivação de despesas com a
aquisição de bens, serviços, recursos humanos, obras e todo o necessário ao
fim a que se propõe, a Administração Pública submete-se aos princípios
administrativos, os quais vêm disciplinar sua atividade, estabelecendo,
destarte, limites ao seu poder/dever, evitando excessos ou abusos, sejam
eles decorrentes de ilegalidades ou de atos discricionários. Os princípios
administrativos consubstanciados essencialmente na Constituição Federal e,
esparsamente em normas infraconstitucionais, bem como, os princípios
básicos aplicados às licitações (...) observados e aplicados por todo e
qualquer administrador ou agente público, visando à transparência,
legalidade, economia e respeito ao patrimônio público.”

A partir da constituição, se dá a base que orienta um conjunto de leis que tem origem
na Constituição de 1988, em seu Capítulo VII – Da Administração Pública,
especificamente em seu artigo 37, “Caput”, que assim estabelece:

“A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União,


dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios
de legalidade, 7 - A administração pública direta e indireta de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: […]” (CF, 1998)

Além dos Princípios Constitucionais que regem a Administração Pública, outros marcos
legais em leis infraconstitucionais, tais como a Lei Complementar 101/2000 – Lei de
Responsabilidade Fiscal, Lei 8.666/93 – Lei de Licitações e Contratos da Administração
Pública, Lei 4.320/64, Lei 9.784/99 – Regula o Processo Administrativo no Âmbito da
Administração Pública Federal, dentre outras (REK):

“Da legalidade: O Princípio da Legalidade decorre imediatamente do


expresso na Constituição Federal em seu Art. 5º, II que dispõe: ‘Ninguém
será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de
lei.’ O Princípio da Legalidade é considerado o mais importante princípio da
Administração Pública, do qual decorrem os demais. Caracteriza-se como

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diretriz e limitador da atuação do gestor público, ao qual só é permitido fazer


o que a lei expressamente autoriza. Neste prisma, a atuação do agente
público e da Administração dar-se-á exclusivamente se houver alguma
previsão legal para tanto e, todos os atos administrativos efetivados além do
permissivo positivado, caso não sejam discricionários, serão considerados
ilegais. (...) Princípio da Impessoalidade É o princípio que obriga a
Administração em sua atuação, a não praticar atos visando aos interesses
pessoais ou se subordinando à conveniência de qualquer indivíduo, mas sim,
direcionada a atender aos ditames legais e, essencialmente, aos interesses
sociais. (...) Princípio da Moralidade O Princípio da Moralidade atribui ao
administrador e agente público, a obrigação de atuar com moral, ética, boa-
fé e lealdade. (...) Princípio da Publicidade O Princípio da Publicidade é um
dos que confere maior credibilidade ao gestor público e manifesta-se como
objeto ou instrumento de controle interno e externo. Será por meio da
publicação dos atos administrativos que o cidadão terá conhecimento das
atividades e ações executadas, o que proporciona transparência aos atos
emanados da administração. (...) Princípio da Eficiência Finalmente, dentre
os princípios elencados pelo artigo 37 da CF/88, evidencia-se o da Eficiência,
o qual, num grau não inferior aos demais, vem ditar ao gestor público o
dever de celeridade, eficácia, economicidade, efetividade e qualidade por
ocasião da concretização de seus atos administrativos. (REK)

Um dos fundamentos do repasse de recursos públicos, é a transparência e


estabelecimento de normas de licitação, contratos e meios de fiscalização, controle e
acompanhamento, para eficácia dos objetivos estabelecidos nas políticas de Estado,
para atendimento dos interesses populares. Seriam princípios Basilares Aplicados às
Licitações segundo REK:

“De demandas identificadas derivarão as despesas públicas, as quais, a


exemplo de todo ato administrativo, não se excetuam à sujeição aos
requisitos e princípios da administração, afinal, o que se administra é o
patrimônio público, subordinando-se, desta maneira, aos
supraespecificados princípios, bem assim, aos da economicidade,
oportunidade, conveniência e, ainda, ao processo licitatório. A licitação
surge neste cenário como regra e, com rigor, visa à obtenção de proposta
mais vantajosa à Administração Pública quando de suas contratações,
possibilitando ampla concorrência e tratamento isonômico aos
fornecedores, atendendo ao interesse público e à legalidade. (...) a melhor
proposta e a moralidade administrativa. (...)DI PIETRO leciona que ‘a própria
licitação constitui um princípio a que se vincula a Administração Pública. Ela
é uma decorrência do princípio da indisponibilidade do interesse público e
que se constitui em uma restrição à liberdade administrativa na escolha do
contratante; a Administração terá que escolher aquele cuja proposta melhor
atenda ao interesse público.’ (2002, p. 301)”. (Marcos Rek, 2013) fonte:

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Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-administrativo/os-
principios-basilares-da-administracao-publica-e-os-aplicaveis-as-licitacoes/

Aqui o autor expõem questões centrais para a análise do caso em questão, da Lei Aldir
Blanc no Paraná e em sua capital, Curitiba. Foram limitados os objetivos de assistencial
social na pandemia, aplicando regras que estão enquadradas na lei 8.666/93,
descumprindo o objetivo de atender ao máximo de pessoas vitimadas pela pandemia,
dentre trabalhadores da cultura, objetivo da lei (não efetivado, posto que 15% do
recurso foi aplicado conforme comprovado no Processo_17.519.479-7 – e-protocolo
governo do Paraná), portanto não atingindo a eficiência não atendendo a população
numa pandemia. Mas do outro lado, se ignorou os princípios de razoabilidade, da
moralidade, da legalidade, da transparência premiando funcionários públicos, que
tendo seus salários garantidos (conforme Processo_17.537.573-2, registrado no e-
protocolo do governo do Paraná), não se enquadram dentre as pessoas, que possam
estar precisando dos recursos para sobreviver, mas que neste novo caso aqui registrado,
denota processo licitatório viciado, pois sendo “o autor do projeto, básico ou
executivo”, sequer deveriam estar entre os inscritos. Mas neste caso, da atual denúncia,
com agravante, que estes mesmos editais, prestigiaram membros de GTS (Grupos de
trabalho), comissões e agrupamentos que ajudaram a determinar os editais, em que
foram premiadas nos mesmos, bem como, seus parentes e companheiros.

A LEI 8.666/93, regulamenta o artigo 37 – XXI, da Constituição Federal, com relação a


licitações e contratos da administração pública no Brasil, delimita as condições em que
o Estado se relacionará com os possíveis candidatos a prestações ou fornecimento de
serviços ou produtos, criando limitações, direitos e deveres, conforme o cabeçalho da
lei:

“Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos


administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade,
compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (...) Artigo 2º, As obras,
serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões,
permissões e locações da Administração Pública, quando contratadas com
terceiros, serão necessariamente precedidas de licitação, ressalvadas as
hipóteses previstas nesta Lei. (...) A licitação destina-se a garantir a
observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta

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mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento


nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade
com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da
moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da
vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que
lhes são correlatos.”

Até aqui, foram expostas leituras relacionadas aos princípios da boa administração
envolvidas no caso, como referência para expandir o argumento, que será desdobrado
ao final desta denúncia, sendo fundamental para tal, passarmos por outro aspecto
relevante do argumento, que é a regulamentação do artigo 37 da constituição, que
encontra na Lei 8.666/93. Nesta lei, o Art. 9o afirma que “Não poderá participar, direta
ou indiretamente, da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de
bens a eles necessários”:

I - o autor do projeto, básico ou executivo, pessoa física ou jurídica;


II - empresa, isoladamente ou em consórcio, responsável pela elaboração do
projeto básico ou executivo ou da qual o autor do projeto seja dirigente,
gerente, acionista ou detentor de mais de 5% (cinco por cento) do capital
com direito a voto ou controlador, responsável técnico ou subcontratado;
III - servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável
pela licitação;

Mas como poderá ser comprovado na análise dos editais, tanto conselheiros, seus
parentes, como membros da comissão que elaborou o edital, ou seja “o autor do
projeto, básico ou executivo” e seus parentes e companheiros (as), foram premiados,
portanto violação cabal da lei 8.666/93.

DAS DECISÕES, JULGAMENTOS, JURISPRUDÊNCIAS E ORIENTAÇÕES DOS ÓRGÃOS DE


CONTROLE
Segundo o TCE PR, citado em notícia a respeito do Processo nº: 839610/17, emitido pela
Diretoria de Comunicação daquele órgão, citando Acórdão nº 2290/19 - Tribunal Pleno,
tendo por relator o Conselheiro Ivan Lelis Bonilha “Consulta: empresa de servidor não
pode participar de credenciamento público”, diversas questões apensadas ao
argumento do conselheiro, para justificar questão semelhante. Nesta posição do TCE
PR, o órgão se manifesta relacionado a legalidade, ilegalidade, imoralidade da
participação de funcionários públicos serem beneficiários, em de editais e concorrências

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públicas, o que se estende aos conselheiros, bem como o “autor do projeto, básico ou
executivo”, ou seja, o grupo privilegiado, que as portas fechadas deliberou sobre o
edital.

O artigo 9º, III, da Lei nº 8.666/93 (Lei de Licitações e Contratos) veda a


participação de empresas que tenham sócios, dirigentes ou empregados
com parentesco com agentes públicos do órgão ou ente contratante, até o
terceiro grau, ainda que a contratação seja realizada por meio de
credenciamento. Também é vedada a participação de empresa que tenha
vínculo com dirigente ou servidor integrante da unidade responsável pela
licitação, ou com qualquer servidor que, de acordo com a autoridade
administrativa competente, tenha poder de influência sobre o certame.
Essas vedações incidem sobre servidores públicos efetivos, temporários ou
comissionados; e aplicam-se também na hipótese de contratação direta,
inclusive nos processos de credenciamento mediante inexigibilidade de
licitação.
A proibição incide mesmo quando o servidor do órgão ou entidade
contratante figurar como mero sócio cotista, sem poderes de
administração, e ainda que não seja responsável pela prestação direta do
serviço; e também na hipótese em que o servidor seja responsável pela
prestação do serviço contratado, mesmo sem constar no quadro societário
da empresa contratada.
(Essa é a orientação do Pleno do TCE-PR, artigo 9º, inciso III, da Lei nº
8.666/93. (TCE-PR). (O Acórdão nº 2290/19 - Tribunal Pleno, 22 de agosto,
na edição nº 2.127 do Diário Eletrônico do TCE-PR, veiculado no portal
www.tce.pr.gov.br.) fonte:
https://m.tce.pr.gov.br/noticias/noticia.aspx?codigo=7197
Portanto, seja conselheiro, ou o autor do projeto, básico ou executivo, todos ficam
proibidos de participar do processo licitatório, bem como parentes e companheiros
(as), “inclusive nos processos de credenciamento mediante inexigibilidade de licitação”.
Ainda segundo o TCE-PR:

“Decisão
O relator do processo, (...) Bonilha afirmou que a vedação é válida para
todos os agentes públicos estatais e servidores públicos estatutários,
temporários e comissionados, mesmo que o servidor seja sócio-gerente,
administrador ou sócio cotista, tendo ou não poderes de administração da
empresa. E acrescentou que também é proibido que o servidor ou seu
familiar seja prestador de serviço, o que caracterizaria participação
indireta do servidor. (O Acórdão nº 2290/19 - Tribunal Pleno, 22 de agosto,
na edição nº 2.127 do Diário Eletrônico do TCE-PR, veiculado no portal
www.tce.pr.gov.br.)

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3

fonte: https://m.tce.pr.gov.br/noticias/noticia.aspx?codigo=7197
No caso da premiação de funcionários públicos, conselheiros e “o autor do projeto,
básico ou executivo”, com recursos de licitação, não se aplica a regra, artigo 24, IV, da
Lei nº 8.666/93, que isenta o gestor da responsabilidade de contratar empresa da qual
participe funcionário público, por motivação de emergência, posto, que a própria lei é
emergencial e assistencial, voltada a atender as vítimas da pandemia e não uma licitação
comum, tampouco um concurso. Premiar quem não precisa, ou quem tem influência no
processo e tem informações privilegiadas neste caso, seria como destinar recurso da
merenda aos autores do projeto básico de licitação, coordenadores de pregão, ou gestor
dos recursos, ao invés de destinar os recursos aos estudantes que por direito deveriam
estar sendo atendidos.

Falta a razoabilidade, moralidade e eficácia dos pagamentos aos funcionários públicos,


conselheiros e “o autor do projeto, básico ou executivo”, premiados com recursos
licitados via lei Aldir Blanc, por ser uma verba emergencial, para quem precisa dos
recursos, não se aplicando ao artigo 24, IV, da Lei 8.666/93, posto que os funcionários
citados seguem com salários em dia, e demais, influenciaram-nas decisões e tinham
informações que lhes garantiam vantagens indevidas de informação, violando a
competição, e portanto, o processo pode ser (e deve) considerado viciado.

Sendo portanto recurso dado a quem não poderia concorrer, ou não precisa de auxílios
de verbas públicas criadas para a finalidade de “ações emergenciais destinadas ao setor
cultural a serem adotadas durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo
Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020.” (LEI Nº 14.017, DE 29 DE JUNHO DE
2020) que visam, segundo o cabeçalho da lei, distribuição das verbas emergências
através de uma comissão criada, segundo parágrafo § 2º, para: “avaliar a situação fiscal
e a execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas à emergência de
saúde pública de importância internacional relacionada ao coronavírus (Covid-19).
Como pode uma lei, criada para esta finalidade, distribuir recursos, que não tenham por
objetivo, razoabilidade e eficácia, de proteger as pessoas da pandemia, em um
momento em que estão sem renda devido a paralização das atividades culturais? Podem
receber esses recursos, funcionários públicos, conselheiros e “o autor do projeto,
básico ou executivo”? Isso não fere a moralidade? Nas próximas páginas vamos analisar

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o caso, comparando com Processo do TCE ES, relator SEBASTIÃO CARLOS RANNA DE
MACEDO PARECER EM CONSULTATC0002/2019DOEL-TCEES 08.4.2019 –Ed. nº 1345, p.
209:

A existência de vínculos específicos Deve-se nortear a interpretação do


dispositivo por um princípio fundamental: existindo vínculos entre o autor
do projeto e uma empresa, que reduzam a independência daquele ou
permitam uma situação privilegiada para essa, verifica-se o impedimento.
Por isso, a vedação aplicar-se-á mesmo quando se configurar outra hipótese
não expressamente prevista. Isso se dará em todas as hipóteses em que a
empresa estiver subordinada à influência do autor do projeto. (...) Em suma,
sempre que houver possibilidade de influência sobre a conduta futura de
licitante, estará presente uma espécie de “suspeição”, provocando a
incidência da vedação contida no dispositivo. A questão será enfrentada
segundo o princípio da moralidade. É desnecessário um elenco exaustivo por
parte da Lei. O risco de comprometimento da moralidade será suficiente
para aplicação da regra.” (SEBASTIÃO CARLOS RANNA DE MACEDO PARECER
EM CONSULTATC0002/2019DOEL-TCEES 08.4.2019 –Ed. nº 1345, p. 209).

Lembremos, que o meio artístico e cultural é uma rede de amizades, e que no caso, dos
funcionários públicos, conselheiros e “o autor do projeto, básico ou executivo”,
localizados que foram premiados pela verbas da Lei Aldir Blanc, todos residentes em
Curitiba, são também no geral sindicalistas, conselheiros, líderes de base de cultura em
partidos políticos, com participação nas suas entidades de classe, responsáveis pelas
propostas de políticas culturais e pela eleição de membros da CONSEC, posto, que pelo
repertório e capital simbólico, como centrais do campo (teorias de Pierre Bourdieu), tem
grande influência em seu meio, pois ditam as normas socialmente aceitas a cada época,
do mundo da arte. Portanto, seriam, pelas redes de influência, esses funcionários
públicos, conselheiros e “o autor do projeto, básico ou executivo”, pessoas com
enorme capacidade de pressão no meio, e até nos juris, funcionalismo público,
conselheiros, etc, posto que usam de influência para determinar as regras do processo
licitatório. Estes funcionários públicos, conselheiros e “o autor do projeto, básico ou
executivo”, sendo premiados fora dos objetivos do regramento superior, que distribuiu
os recursos da Lei Aldir Blanc, que são as verbas da PEC 10/2020, chamado orçamento
de guerra, teriam capacidade de influir, inclusive ainda na fase de origem da
regulamentação do edital, como se comprova, posto que nas atas, e nas cartas
localizadas vinda de movimentos da sociedade civil, que sugerem os modelos de editais,

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foram escritas por lideranças da Rede Coragem, formada por líderes, que são os
membros do conselho e “o autor do projeto, básico ou executivo”, que depois também
foram premiados, nos mesmos editais que ajudaram na elaboração. O cruzamento das
atas e ofícios trocados entre sindicatos, movimentos e associações com a
Superintendência da Cultura e Fundação Cultural de Curitiba, ao qual acessamos apenas
parte, reveladora, mas que nos foi recusado a leitura das demais correspondências,
pode revelar o que se afirma aqui, de que o cruzamento de autores e propostas da
formulação dos editais, como suas redes, formação e parcerias, são notórias para quem
é da classe cultural, e levam diretamente ao elo com os próprios premiados. Existe
moralidade nestes atos, em se tratando de verbas assistenciais de combate a pandemia?

TCU:13. A princípio, ressalto que o § 3.º transcrito confere ao caput do art.


9.º amplitude hermenêutica capaz de englobar inúmeras situações de
impedimento decorrentes da relação entre autor do projeto e licitante ou
entre aquele e executor do contrato. Nesse sentido, a norma, ao coibir a
participação de licitante ou executor do contrato que possua ‘qualquer
vínculo’ de natureza técnica, comercial, econômica, financeira ou
trabalhista com o autor do projeto, elasteceu as hipóteses de impedimento,
uma vez que não se faz necessária a existência de vínculo jurídico formal,
mas, tão somente, uma relação de influência entre licitante ou executor do
contrato e autor do projeto.(...) 37. Além disso, o art. 9.º da Lei 8.666/1993
é claro ao dispor, independentemente da ocorrência efetiva do dano, que
não poderá participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução
de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários as pessoas
elencadas nos incisos deste artigo e em seu § 3.º, no qual estão abrangidos
os vínculos constatados nestes autos. É suficiente, portanto, a mera
suspeição para provocar a incidência das vedações contidas nesse
dispositivo e, por conseguinte, anular o certame que ofender a essas regras.
(Acórdão 1.170/2010, Plenário, rel. Min. Benjamin Zymler). TCU:9. A
despeito de não haver, na Lei 8.666/1993, vedação expressa de contratação,
pela Administração, de empresas pertencentes a parentes de gestores
públicos envolvidos no processo, a jurisprudência desta Corte tem se
firmado no sentido de considerar que há um evidente e indesejado conflito
de interesses e que há violação dos princípios constitucionais da moralidade
e da impessoalidade. Além dos Acórdãos 1.632/2006 e 1.893/2010, ambos
do Plenário, mencionados pelo titular da Secex/MG, essa posição foi
adotada em diversas outras deliberações. (Acórdão 1.941/2013, Plenário,
rel. Min. José Múcio Monteiro). (SEBASTIÃO CARLOS RANNA DE MACEDO
PARECER EM CONSULTATC0002/2019DOEL-TCEES 08.4.2019 –Ed. nº 1345,
p. 209).
Entre os casos localizados, existem empresas premiadas, das quais sócios são
funcionários públicos, conselheiros e “o autor do projeto, básico ou executivo”,

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revelando que “há um evidente e indesejado conflito de interesses e que há violação


dos princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade”.

TCE-PR: Posteriormente, outrossim, nos autos de Consulta n.º 22816-7/10,


esta C. Corte votou, por unanimidade e, consequentemente, com efeito
vinculante 7 , em responder ao questionamento formulado pelo Município
de Arapongas: “....pela impossibilidade de empresa participar de licitação
se o sócio, cotista ou dirigente for servidor do órgão licitante, ou cônjuge,
companheiro, parente em linha reta e colateral, consangüíneo ou afim de
servidor público do órgão ou entidade licitante2, que nele exerça cargo em
comissão ou função de confiança, seja membro da comissão de licitação,
pregoeiro ou autoridade ligada à contratação.” Diante de todo o exposto,
verifica-se que a decisão contida no Acórdão combatido não padece de
qualquer vício, mostrando-se absolutamente correto o entendimento nela
esboçado, visto que, do confronto dos fatos ofertados na Denúncia com o
entendimento vinculante deste E. Tribunal, de forma clarividente e objetiva,
houve nepotismo na contratação da [...], em decorrência da afronta aos
princípios da impessoalidade em decorrência da contratação de sociedade
empresarial do cunhado do vice-prefeito à época dos fatos [...]. (Acórdão
6.166/2016 –Tribunal Pleno). (Processo nº: 839610/17, citando Acórdão nº
2290/19 - Tribunal Pleno do TCE PR).
O nepotismo, ou conflito de interesses, muitas vezes fica recalcado por outras formas
de relações de influência de processos públicos. Por exemplo, caso em que professores
universitários, são considerados especialistas nas regras, práticas, normas, daquele
segmento em que atua, e por isso, faz parte por décadas, do conjunto seleto grupo que
determina as normas públicas de premiações do campo cultural. Caso aqui, que vai se
comprovando na análise dos nomes citados, professores, concursados (no caso do
Processo_17.537.573-2) e dos conselheiros e “o autor do projeto, básico ou executivo”,
premiados com recursos assistenciais de editais da lei Aldir Blanc, e que historicamente
em suas associações profissionais, movimentos, fóruns, redes, partidos políticos, tem

2
Existem denúncias informais, que chegaram ao Fórum de Cultura do Paraná que implicam jurados e
premiados em redes de relações diretas, vinculantes. Infelizmente, corre há mais de 5 meses solicitações
de informações sobre os jurados, comissões, editais, resultados dos editais, entre outros, no e-protocolo
(Processo_ 17.085.751-8), se valendo da LAI – Lei de Acesso à Informação, a qual o órgão
Superintendência da Cultura da SECC-PR, que demora excessivamente em responder. No caso da
Fundação Cultural de Curitiba, existem acúmulos de anos de pedidos de informação sem respostas. As
denúncias portanto terão de ser encaminhadas ao CGE, TCE, CGU, TCU, MP para apuração, posto que
transcende a competência do cidadão níveis acima nesta investigação, que implica cada vez mais o órgão
público, por suas posturas arredias recorrentes diante de solicitações de informações.

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vínculo3 direito com o estabelecimento das normas públicas de premiação de projetos


culturais, e portanto, capazes de ditar as normas, que ao final, lhes beneficiaram, ainda
que aparentem imorais, e possam ser inclusive ilegais, dado o conjunto completo da
análise, se observado desde a origem dos recurso e suas finalidades.

Nessas circunstâncias, não há, como desenvolvido acima, um impedimento


para o particular licitar e contratar, mas há para o servidor atuar, em razão
dos impedimentos de sua ação, com base nos princípios da impessoalidade
e da moralidade. Esses princípios não são protegidos ao se estender a
interpretação do art. 9º, da Lei 8.666/93, aprioristicamente, como visto
acima, mas pela observância de diversas regras, como a da descrição precisa
e suficiente do objeto licitado, do julgamento objetivo, e da imparcialidade
dos agentes públicos envolvidos. Nesse sentido, cite-se, mais uma vez,
Guilherme Salgado Lage: Porém, diante da impossibilidade de criação de
regra geral e abstrata e da já verificada taxatividade do art. 9º da Lei
8.666/93, como preservar os princípios da moralidade e da impessoalidade
em licitações, sem gerar tal conflito com outros princípios igualmente
relevantes?[...]Desta forma, podemos concluir que, para a adequada
aplicação do princípio da moralidade às licitações, cabe ao Administrador e
aos órgãos de controle, ponderando os valores envolvidos, verificar, no caso
concreto, se há indícios de ação ou omissão do servidor(ou pessoa que tenha
poder de mando sobre ele, como um político, por exemplo), ocorrida a em
qualquer momento do procedimento, desde a fase interna até o
encerramento do certame, que possa ter influído ilicitamente no resultado
da licitação, beneficiando licitante com quem o servidor mantenha relação
de parentesco. Pode-se verificar, por exemplo, se não houve detalhamento
excessivo do objeto visando beneficiar parente ou se o servidor cujo parente
apresentou proposta omitiu-se no dever de pedir seu afastamento da
comissão de licitação, conforme previsto nos artigos 18 a 20 da Lei de
processo administrativo, que assim dispõem: Lei nº 9.784/99: Art. 18. É
impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade
que: I -tenha interesse direto ou indireto na matéria; II -tenha participado
ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais

3
Todas as provas dessas afirmações, estão nas cartas enviadas por movimentos e entidades que influíram
nos ditames dos editais, os cargos dos líderes, seus vínculos, probatórios, comparado posteriormente com
as listas de premiados nos mesmos editais. Essas informações vão poder ficar esclarecidas, quando a
Superintendência Estadual de Cultura do Paraná responder outro protocolo, o de número
(Processo_17.510.185-3), que trata do pedido de informação da lei Aldir Blanc para fins comparativos e
do controle social externo, cidadão, acesso à informação ampla, de todas as partes interessadas tratando
de qualquer aspecto relacionado a Lei Aldir Blanc no Estado do Paraná, bem como as respostas dadas por
ofícios e cartas emitidas pela Superintendência da Cultura do Paraná a estes protocolos. Portanto as
dúvidas levantadas neste documento, não são levianas, e nem são falaciosas como o conselheiro do
CONSEC Laércio Lopes de Araujo, afirmou em reunião virtual daquele organismo no dia 13 de abril de
2021. Os cruzamentos destes dados podem dar as respostas necessárias, as denúncias que nos vem sendo
enviadas pela classe, que nos pede apoio para que sejam esclarecidas essas questões.

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situações ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até


o terceiro grau; III - esteja litigando judicial ou administrativamente com o
interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro. Art. 19. A autoridade ou
servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade
competente, abstendo-se de atuar. Parágrafo único. A omissão do dever de
comunicar o impedimento constitui falta grave, para efeitos disciplinares.
Art. 20. Pode ser argüida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha
amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com
os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro
grau. (g.n.)O impedimento dos servidores que atuem diretamente na
licitação de que participa ou no contrato que assina sociedade empresário
de que seu cônjuge é sócio, decorre da regra geral que os artigos 18 a 21, da
Lei 9.784/99 estatuem. Essa regra consiste na abstenção de participação em
processo administrativo no qual possa haver conflito de interesses do
servidor ou da autoridade, em homenagem aos princípios da
impessoalidade e da moralidade. A Lei 9.784/99, embora se enuncie como
de abrangência apenas federal, possui aplicação nacional, seja quando da
ausência de lei de processo administrativo do ente, como entende o STJ8,
mas também quando do estabelecimento de regras gerais pela Lei 9.784/99,
como as relativas ao impedimento e à suspeição. (SEBASTIÃO CARLOS
RANNA DE MACEDO PARECER EM CONSULTATC0002/2019DOEL-TCEES
08.4.2019 –Ed. nº 1345, p. 209).
Novamente, aqui em decisão de TCE (TCE-ES) envolvendo sentença de interesse a este
caso aqui relatado, pode ser observada a crítica, de que as formas não objetivas de
influência em um processo, que venham a ferir a moralidade do objeto do processo
licitatório, não estão relegados ao órgão promotor da concorrência, mas as relações
externas de todos os envolvidos, que tenham capacidade de influir na moralidade do
processo. O que comprovadamente, diante das atas anexas, listas de presentes na
comissão responsável por negociar as regras dos editais, cartas, ofícios, e listas de
premiados, se comprova, em todo seu conjunto como um processo licitatório viciado.

A determinação dessas normas e sua aplicabilidade aos processos licitatórios, partindo


do artigo 37 da constituição, e sua regulamentação na lei 8.666/93, é ampliada com a
Lei 9.784/99, instituindo o processo administrativo:

Quanto ao entendimento de que a Lei 9.784/99 é de âmbito nacional em


suas regras gerais, confira-se a exposição de Bruno Santos Cunha, fundada
no trabalho de grandes administrativistas: Neste trabalho, no entanto,
defende-se uma processualidade administrativa ampla, como parte
integrante de uma doutrina processual em caráter ainda mais amplo. Desta
feita, vê-se o processo administrativo como subespécie processual capaz de
enquadrar-se no gênero processo emanado a partir das competências de

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âmbito nitidamente nacional encartadas no já citado art. 22, I, da


Constituição Federal de 1988. Na mesma linha, Carolina Caiado Lima aponta
que embora haja entendimentos contrários, entendemos que é possível
inserir o processo administrativo no “direito processual” a que se refere o
art. 22, I, da Constituição Federal de 1988, o permitira a existência de uma
lei geral de processo administrativo, aplicável a todos os entes da federação,
e veiculadoras das principais diretrizes regedoras do processo
administrativo. A existência de uma lei geral não violaria o princípio
federativo e tampouco impediria a existência de leis específicas sobre
processo administrativo, como é o caso da Lei Federal 8.666/1993, que trata
dos processos licitatórios. A prevalecer tal entendimento, o que se pretende
é uma valorização do processo administrativo enquanto instrumento de
garantia de direitos e interesses fundamentais constitucionalmente
elencados, sobretudo no tocante ao inarredável tratamento isonômico a ser
dispensado aos cidadãos-administrados em sua relação com a
Administração. Assim, uma disciplina nacional da matéria encontraria
espaço no afã da uniformização da atuação administrativa, ao menos em
suas linhas gerais, tal qual versa a Lei Federal nº 9.784/99, que, sóbria em
sua regulamentação, é capaz de abarcar as distintas esferas da federação.
Restaria aos entes subnacionais, pois, eventual complementação
procedimental, com espeque no art. 24, XI da Constituição Federal. É que,
conforme anota Francisco Xavier da Silva Guimarães, “nesse sentido a lei
federal tem nítido caráter de lei geral que fortalece a autonomia federativa,
preserva a unidade processual sem impedir que situações peculiares e
próprias de determinados Estados sejam por eles atendidas
procedimentalmente.” E continua o aludido autor, ao dispor que a Lei
Federal nº 9.784/99 veio estabelecer regras, a meu sentir, de obrigatória
abrangência nacional, portanto, sem as restrições de seu equivocado
enunciado ao pretender regular o processo administrativo tão-só no âmbito
da Administração Pública Federal. Realmente, as normas constitucionais
sobre Direito Processual de competência legislativa exclusiva da União são
de eficácia plena e de aplicabilidade ampla a todos os entes federativos, não
sendo, portanto, passíveis das limitações que a Lei nº 9.784/99 quer impor
ao restringir sua abrangência ao âmbito federal. (SEBASTIÃO CARLOS RANNA
DE MACEDO PARECER EM CONSULTATC0002/2019DOEL-TCEES 08.4.2019 –
Ed. nº 1345, p. 209).
Portanto, a institucionalização de processos licitatórios, deve segundo o relator, ter por
base um conjunto maior de referências, e não apenas o artigo 37 mas também o artigo
22, I, da constituição, e as leis Lei Federal nº 9.784/99, e 8.666/93, mas também, tendo
em vista para o regramento ter eficácia, moralidade, razoabilidade, ter o gestor, o
entendimento de que o processo licitatório, não se encerra em si mesmo, mas deve
estar sujeito ao conjunto de outras normas, leis, bem como origem dos recursos e seus
objetivos.

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A análise de toda documentação e a soma dos protocolos com às denúncias que


constam de outros documentos complementares a este, revela uma sucessão de
violações da lei 8.666/93, em duas direções, no desrespeito a situação de emergência,
com excesso de uso da lei na hora dos repasses, dificultando o acesso de quem mais
necessitou dos recursos, ignorando as exceções, exclusões e possibilidades de
inexigibilidade do processo licitatório lei 8.666/93 (artigos 24 e 25 da lei), portanto
prejudicando o atendimento dos sujeitos de direito, necessitados que demandava os
recursos, por excesso de exigências, mas do outro, flexibilizando e ignorando vedações
(Art. 9º da lei 8.666/93), que proíbem que funcionários públicos e agentes que
participaram da delimitação dos editais “o autor do projeto, básico ou executivo”
pudessem concorrer e acessar os recursos. Portanto, o que ocorreu, conforme o
conjunto total das denúncias (neste e nos demais protocolos enviados pelo Fórum de
Cultura do Paraná), foi o favorecimento de quem não deveria ser favorecido, enquanto
do outro, causaram dolo, prejuízo e exclusão dos alvos prioritários da política em
questão da lei Aldir Blanc, que são os artistas e técnicos de baixa renda.

Processo viciado e Conflito de interesses

Resta portanto, tanto com base argumentativa, como base legal, normas, vedações,
diante das provas, a afirmativa cabal, de que o processo licitatório de editais da lei Aldir
Blanc no Paraná, seja da Fundação Cultural de Curitiba, seja da Superintendência da
Cultura do Paraná, devem ser considerados processos licitatórios viciados, devido ao
evidente Conflito de Interesses registrado na documentação anexa, devendo as
autoridades, rever os processos, decisões, apurar responsabilidades e tomar as decidas
providências dentro da razoabilidade (se necessário revogar editais, pedir devoluções
de recursos), diante do peso dos fatos ocorridos, e suas respectivas e proporcionais
punições, tanto aos funcionários públicos que permitiram essa situação, como aqueles
que participaram da elaboração, ou influíram como partes da autoria dos editais, e até
como “autor do projeto, básico ou executivo”, e que depois foram beneficiados nos
editais. Cabe aos órgãos fiscalizadores, sugerir aos órgãos públicos, alteração de leis,
normas internas, proibindo a participação de funcionalismo, conselheiros, e qualquer

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um que tenha participado da fase de elaboração dos editais, e “o autor do projeto,


básico ou executivo” em editais futuros.

Solicita essa denúncia ainda, que a FCC e Superintendência da Cultura do Paraná,


atendendo a LAI – Lei de Acesso a Informação, respondam todos ofícios e protocolos
registrados, como parte de fase de apuração desta denúncia, pois somente a fiel
reciprocidade da informação solicitada, poderá confrontar os fatos e promover a correta
apuração da verdade.

Resumo das solicitações:

 Averiguação das denúncias.


 Averiguação das relações da Rede Coragem que integrou as reuniões de
formulação dos editais com grupos de trabalho, com as normas dos editais, com
as comissões e juris, bem como os premiados (e seus parentes e companheiros
e companheiras) que tenham participado da elaboração dos editais.
 Averiguação das supostas irregularidades.
 Averiguação da legalidade diante dos princípios e leis citadas.
 Averiguação da transparência, e pedidos de melhoria do acesso à informação.
 Da instrução de regras que exijam em casos futuros, que sejam consultados
profissionalmente especialistas isentos, distantes das redes premiadas e não
lobistas na elaboração desses editais.
 Da participação de sindicatos, federações, confederações, ordens em futuras
negociações coletivas.
 De que os órgãos de controle, emitam TAC – Termos de ajustamento de conduta
aos órgãos públicos, para que providenciem soluções dos fatos ocorridos e se
comprometam em melhorias para editais futuros.
 Solicitação de abertura de inquérito para apuração de todos os editais lançados
pela Superintendência da Cultura do Paraná, da Fundação Cultural de Curitiba, e
também de todos os municípios do Estado que fizeram uso da lei Aldir Blanc.
 De que sejam tomadas providências aos olhares das leis citadas.

CONCLUSÃO

Pede-se investigação interna e externa, inquérito e sindicância para apuração de


irregularidades cometidas nas relações de conflito de interesses que deixam dúvidas e
põem a lisura do processo dos editais e resultados em suspeita, seja a atuação de
comissões, convidados na elaboração de editais, sejam os juris indicados, o
funcionalismo público responsável pela gestão dos recursos, bem como os premiados
em editais que tenham exercido influência sobre a normas dos editais, e por fim, o que

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coloca o próprio resultados de todos os editais envolvendo a Lei Aldir Blanc no Paraná
(estadual e municipais) sob suspeita de processo licitatório viciado.

Motivo, posto que se em um único destes editais (Processo_17.537.573-2 registrado no


e-protocolo do estado do Paraná) se comprovou 28 funcionários públicos, premiados
com 20 mil cada, no valor total de 560 mil reais utilizados a margem do interesse dos
objetivos da legislação Aldir Blanc (LEI Nº 14.017, DE 29 DE JUNHO DE 2020), e na
elaboração dos editais, conforme a documentação anexa comprova, estavam os
próprios premiados, o que viola a lei 8.666/93, existe margem, para supor, que se
repetiram diversas outras irregularidades, por todos demais editais da lei Aldir Blanc da
Fundação Cultural de Curitiba e Superintendências Estadual da Cultura, as mesmas
irregularidades.

O que se confirma, em outras situações denunciadas informalmente por membros da


classe, e inclusive por membros do CONSEC – Conselho Estadual de Cultura do Paraná,
em reunião ocorrida no dia 14 de abril de 2020, divulgada por meio digital (Vídeo oficial:
https://www.youtube.com/watch?v=RQCs9U4aeqU&t=9s), situações repetidas em
editais do Estado do Paraná e também em municípios que aderiram aos fundos
emergenciais, e portanto, que todos sejam apurados.

Existem princípios de moralidade na gestão pública e decoro de cargos, como de


presidente de sindicato, conselheiro de cultura, membros de comissões e juris, que
precisam ser respeitados. Ao assumir essas funções de participação nos espaços
decisórios, de editais públicos, automaticamente ficam em impedimento esses
representantes. Tanto os representantes como o poder público deveriam saber disso.

Seguem em anexos:

● Processo 17.519.479-7 que se refere a análise da origem e finalidade dos


recursos da Lei Aldir Blanc.
● Artigo Conceito de Mérito nas Leis de Incentivo à Cultura
● Documentos Rede Coragem (serão enviados em separado)
● Atas do GT da Lei Aldir Blanc do Conselho Municipal de Cultura da FCC
● Correspondências da Rede Coragem para FCC e para Superintendência
Estadual de Cultura do Paraná

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● Resultados Editais da Superintendência Estadual de Cultura do Paraná


● Resultados Editais da Fundação Cultural de Curitiba
● Ofícios de pedidos de informação de juris e editais para FCC e SECC
(Processo_17.085.751-8 e 17.510.185-3)

ATT:.

Manoel J de Souza Neto

(Conselheiro Nacional de Cultura, membro dos setoriais de música e diretor da CF-OMB


entre 2005 e 2020)
Aqui subscrevendo como cidadão, respondendo pelo Fórum de Cultura do Paraná que
nos elegeu em assembleia para este fim especifico.

Documento registrado no Fórum de Cultura do Paraná em 03 de Maio de 2021.

Anexos

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Irregularidades na elaboração, lançamento e pagamento de editais, com recursos da


Lei Aldir Blanc pela Superintendência Estadual de Cultura do Paraná da Secretaria de
Comunicação e Cultura do Paraná. O caso da origem dos recursos públicos e do
descumprimento do objetivo de editais.

“Se ninguém viu, então não é crime?”. Superintendência Estadual de Cultura


do Paraná, falta de transparência, razoabilidade, gestão temerária e
ingerência com recursos das verbas emergências de combate a pandemia na
lei Aldir Blanc, resultando em dezenas de milhões de reais aplicados com
desvios de finalidade”.

Curitiba, 08 de Abril de 2021

Aos Conselheiros da CONSEC e a Superintedência da Cultura do Paraná da Secretaria


de Comunicação e Cultura.

Em investigação realizada por membros do Fórum de Cultura do Paraná e chanceladas


pelo Observatório da Cultura do Brasil, foram descobertos em diversos editais da Lei
Aldir Blanc no Paraná, critérios excludentes, antagônicos aos objetivos da legislação e
origens dos recursos, verbas de uma lei emergencial, com origem no chamado
orçamento de Guerra federal de combate ao COVID.

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O Estado do Paraná recebeu repasses de quase 72 milhões de reais.

(A lista completa de repasses de recursos dos estados e municípios pode ser lida no
documento anexo: Processo 1 - Pagamento a Estados - SEI_72031.008428_2020_04)

Para efeito de informação da movimentação financeira dos recursos, seguem os dados


do empenho da Superintendência Estadual de Cultura do Paraná:

Acerca dos princípios basilares norteadores da administração, nomeadamente Legalidade,


razoabilidade, impessoalidade, isonomia, moralidade e eficácia, afronta-se ab initio a
impessoalidade com isonomia, onde a noção de que se deve tratar todos sem

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discriminações. Uma vez era que somente segmentos da classe artística teve acesso aos
recursos, suprimindo parte desta. Além do princípio da eficiência que concentra em si
a boa administração, sendo dever do servidor público atuar a fim de oferecer o melhor
serviço possível preservando os recursos públicos, logo a administração pública deve
sempre priorizar a execução de serviços com ótima qualidade, evitando desperdícios e
favorecendo sempre a população.

Erros de origem na lei, não justificam a má interpretação de gestores, diante do conjunto


legal e dos princípios da administração pública.

Apesar do texto da lei Aldir Blanc ser confuso, ao deixar portas abertas para muitos tipos
de ações culturais variadas, em momento algum, afirma que a função da lei, possa ser
de promover exclusão, ao invés de atendimento de vítimas de uma pandemia, como diz
todo o conjunto legal amarrado, que permitiu a liberação desses recursos.

Art 2º.
I - renda emergencial mensal aos trabalhadores e trabalhadoras da cultura;
II - subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais,
microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições e
organizações culturais comunitárias que tiveram as suas atividades
interrompidas por força das medidas de isolamento social; e
III - editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços
vinculados ao setor cultural e outros instrumentos destinados à manutenção
de agentes, de espaços, de iniciativas, de cursos, de produções, de
desenvolvimento de atividades de economia criativa e de economia
solidária, de produções audiovisuais, de manifestações culturais, bem como
à realização de atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas
pela internet ou disponibilizadas por meio de redes sociais e outras
plataformas digitais. (Lei Aldir Blanc)
Especialmente o inciso III da lei, é contraditório com os objetivos do combate a
Pandemia, posto, que promovem atividades presenciais e contraditórias como o
objetivo do distanciamento social, citando “de produções, de desenvolvimento de
atividades de economia criativa e de economia solidária, de produções audiovisuais, de
manifestações culturais,” mas em seguida, reafirmando que sejam “à realização de
atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou
disponibilizadas por meio de redes sociais e outras plataformas digitais”, portanto

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favorecendo atividades que contribuam com o distanciamento social, o que não


ocorreu.

O uso dos recurso presava não apenas uma função de promover o distanciamento das
pessoas, para impedir o avanço do contágio, mas também, para prover segurança
financeira para todos trabalhadores dos setores culturais, que tanto estavam proibidos
de trabalhar, como aqueles que tiveram renda paralisada. A função social da lei é
assistencial, conforme iremos demonstrar.

Da origem dos recursos:

Segundo o Observatório da Cultura do Brasil, no cabeçalho da lei Aldir Blanc (LEI Nº


14.017, DE 29 DE JUNHO DE 2020), afirma de que se tratam de verbas públicas criadas
para a finalidade de “ações emergenciais destinadas ao setor cultural a serem adotadas
durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de
20 de março de 2020.” E por sua ver esse decreto legislativo número 6 cita que:
Reconhece, para os fins do art. 65 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000,
a ocorrência do estado de calamidade pública, nos termos da solicitação do Presidente
da República encaminhada por meio da Mensagem nº 93, de 18 de março de 2020. - §
2“ ºavaliar a situação fiscal e a execução orçamentária e financeira das medidas
relacionadas à emergência de saúde pública de importância internacional relacionada
ao coronavírus (Covid-19), indicativo, de que a lei Aldir Blanc, tem por origem e definição
de usos de recursos, oriundos de uma comissão criada para avaliar a pandemia. Essa
origem é reforçada em correspondência (EM nº 00249/2020 ME) do Ministro da
economia, enviada ao presidente, onde afirma:

“Senhor Presidente da República, 1. Submetemos à sua apreciação, proposta


de Medida Provisória que estabelece a forma de repasse pela União dos
valores a serem aplicados pelos Poderes Executivos locais em ações
emergenciais de apoio ao setor cultural durante o estado de calamidade
pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020,
bem como regras para restituição ou suplementação por meio de outras
fontes próprias de recursos pelos Estados, Municípios ou Distrito Federal. 2.
Para fins de ações emergenciais destinadas ao setor cultural a serem
adotadas durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo
Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020, foi prevista em Lei a

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transferência pela União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios,


em parcela única, no exercício de 2020, do valor de R$ 3.000.000.000,00
(três bilhões de reais) para que promovam políticas assistenciais voltadas
para profissionais do ramo cultural. 3. Quanto à ajuda aos trabalhadores da
cadeia produtiva dos setores artísticos são previstas duas ações. A primeira
é uma renda emergencial em formato similar à Lei nº 13.982, no valor de R$
600,00 (seiscentos reais) pelo período de três meses. A segunda é a oferta
de linha de crédito aos trabalhadores e microempresas e empresas de
pequeno porte, vinculadas ao setor cultural, mediante compromisso de
manter os níveis de emprego no mesmo nível anterior ao Decreto Legislativo
nº 6 de 2020. 4. Quanto ao auxílio emergencial cultural, trata-se de benefício
muito similar ao previsto na Lei nº 13.982 de 2020. A similaridade se verifica
inclusive pela previsão constante do artigo 5º, §2º de que a prorrogação
da Lei nº 13.982 ensejará a prorrogação também do benefício cultural. 5.
A proposta não repete, contudo, os meios definidos na Lei nº 13.982 para
identificação das pessoas que tem direito ao benefício, o que pode ocasionar
sombreamentos na política pública em razão do relaxamento na distribuição
do benefício. 6. Sabe-se que para financiar o auxílio emergencial de
proteção social no âmbito da Lei nº 13.982 de 2020, foi editada a Medida
Provisória nº 937, de 2020, que abriu crédito extraordinário no valor de R$
98,2 bilhões, razão pela qual é fundamental que sejam criados mecanismos
que permitam a previsão em regulamento da forma e prazos para o
repasse dos valores para aplicação junto ao setor cultural. 7. Nesse sentido,
propõe-se a inserção de § 1° ao art. 14 para que fique estabelecido que o
repasse do valor de R$ 3.000.000.000,00 (três bilhões de reais) aos Estados,
ao Distrito Federal e aos Municípios se dará na forma e no prazo definidos
em regulamento. 8. Por sua vez, a Lei previu no § 2° de seu art. 3º
mecanismo que impõe a reversão automática ao Estado dos recursos
descentralizados aos Municípios e que não tenham sido objeto de
programação no prazo de 60 (sessenta) dias. Porém, deixo de fazê-lo quando
a omissão se da pelo Estado ou pelo Distrito Federal, razão pela qual se
propõe que inclusão de § 2° ao art. 14 para que reste explicitado que os
recursos repassados que não tenham sido destinados ou que não tenham
sido objeto de programação publicada pelos Estados ou pelo Distrito
Federal, no prazo máximo de 120 (cento e vinte) dias após a
descentralização realizada pela União, serão restituídos na forma e no prazo
do regulamento. 9. Considerando ainda as limitações decorrentes do
próprio valor previsto pela Lei para fins de transferência, propõe-se a
inclusão de § 3° que, sem descurar do limite dos valores a serem entregues
pela União, faculte aos entes subnacionais a possibilidade de suplementá-
los por meio de outras fontes próprias de recursos. Tal dispositivo ainda
elimina eventual risco de que os valores a serem aportados pela União para
os fins da citada Lei superem os R$ 3 bilhões originalmente previstos, o que
se mostra adequado em razão dos valores elevados que a União já destinou
ao combate dos efeitos da pandemia em curso. 10. Por fim, considerando
reconhecer-se que o setor cultural sofreu forte impacto em decorrência
das ações que objetivaram a contenção da transmissão do vírus e a

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redução do número de casos, a toda evidência a presente proposta se


reveste de urgência e relevância, notadamente para que, desde a sanção
da Lei citada, as alterações a ela aqui veiculadas tenham vigência, bem
como para permitir que os Poderes Executivos locais apliquem os recursos
com a maior brevidade possível em ações emergenciais de apoio ao setor
cultural durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto
Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020, 11. São essas, Senhor Presidente,
as razões que justificam o encaminhamento da presente Medida Provisória
à sua apreciação. Respeitosamente, PAULO ROBERTO NUNES GUEDES”
(Brasília, 27 de Junho de 2020)
A mesma relação entre a Lei Aldir Blanc, e demais legislações, relacionadas ao
orçamento de combate a pandemia, se repetem em todos os documentos, as vezes de
forma complementar, mas sempre no mesmo sentido. Por exemplo o DECRETO Nº
10.464, DE 17 DE AGOSTO DE 2020, que regulamenta a Lei nº 14.017, de 29 de junho de
2020 (Lei Aldir Blanc), “que dispõe sobre as ações emergenciais destinadas ao setor
cultural a serem adotadas durante o estado de calamidade pública” cita a seguir, que se
trata de decreto “reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020”.
Seria o reforço da afirmativa, vista em todos demais trechos legais, de que são
instrumentos do estado, que remetem a uma legislação especifica, que “Reconhece,
para os fins do art. 65 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, a ocorrência
do estado de calamidade pública, nos termos da solicitação do Presidente da República
encaminhada por meio da Mensagem nº 93, de 18 de março de 2020.”

O artigo 65 da lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, que dispõem sobre


responsabilidade legal, determina:

Art. 65. Na ocorrência de calamidade pública reconhecida pelo Congresso


Nacional, no caso da União, ou pelas Assembléias Legislativas, na hipótese
dos Estados e Municípios, enquanto perdurar a situação:
I - serão suspensas a contagem dos prazos e as disposições estabelecidas nos
arts. 23 , 31 e 70;
II - serão dispensados o atingimento dos resultados fiscais e a limitação de
empenho prevista no art. 9o.
§ 1º Na ocorrência de calamidade pública reconhecida pelo Congresso
Nacional, nos termos de decreto legislativo, em parte ou na integralidade do
território nacional e enquanto perdurar a situação, além do previsto nos
inciso I e II do caput: (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)

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I - serão dispensados os limites, condições e demais restrições aplicáveis à


União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como sua
verificação, para: (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
a) contratação e aditamento de operações de crédito; (Incluído pela Lei
Complementar nº 173, de 2020)
b) concessão de garantias; (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de
2020)
c) contratação entre entes da Federação; e (Incluído pela Lei
Complementar nº 173, de 2020)
d) recebimento de transferências voluntárias; (Incluído pela Lei
Complementar nº 173, de 2020)
II - serão dispensados os limites e afastadas as vedações e sanções previstas
e decorrentes dos arts. 35, 37 e 42, bem como será dispensado o
cumprimento do disposto no parágrafo único do art. 8º desta Lei
Complementar, desde que os recursos arrecadados sejam destinados ao
combate à calamidade pública; (Incluído pela Lei Complementar nº
173, de 2020)
III - serão afastadas as condições e as vedações previstas nos arts. 14, 16 e
17 desta Lei Complementar, desde que o incentivo ou benefício e a criação
ou o aumento da despesa sejam destinados ao combate à calamidade
pública. (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
§ 2º O disposto no § 1º deste artigo, observados os termos estabelecidos no
decreto legislativo que reconhecer o estado de calamidade pública:
(Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
I - aplicar-se-á exclusivamente: (Incluído pela Lei Complementar nº 173,
de 2020)
a) às unidades da Federação atingidas e localizadas no território em que for
reconhecido o estado de calamidade pública pelo Congresso Nacional e
enquanto perdurar o referido estado de calamidade; (Incluído pela Lei
Complementar nº 173, de 2020)
b) aos atos de gestão orçamentária e financeira necessários ao atendimento
de despesas relacionadas ao cumprimento do decreto legislativo;
(Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
II - não afasta as disposições relativas a transparência, controle e
fiscalização. (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
§ 3º No caso de aditamento de operações de crédito garantidas pela União
com amparo no disposto no § 1º deste artigo, a garantia será mantida, não
sendo necessária a alteração dos contratos de garantia e de contragarantia
vigentes. (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)

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Comprovando, que os Estados e municípios recebem os recursos, mas desde que sejam
estritamente aplicados no combate da calamidade pública. O que nos leva a perguntar
novamente, editais com produtos finais, voltados a peças de teatro, realização de filmes,
discos, e outras produções, combatem a pandemia de que forma, se não geram
garantias de renda a toda a classe, e também, não cooperam com o distanciamento
social, e não foram distribuídos para toda a classe artística e de técnicos, que acabam
por esse motivo, buscando trabalhos para sobreviver, se arriscando em locais, que são
considerados pelo sistema público de saúde, como os espaços mais perigosos, prováveis
zonas de contágios, que são bares, teatros, cinemas, eventos em geral? Como podem
ter contribuído editais com essas finalidades antagônicas, diante da possibilidade
alternativa da criação de bolsa sociais (por doação civil no próprio Inciso III da lei que
permitia várias modalidades de repasses), ou auxílio emergencial (Inciso I), para que
estes trabalhadores ficassem em casa?

No cabeçalho dessas leis, é citado ainda a Mensagem nº 93, de 18 de março de 2020, do


poder executivo, que solicita ao legislativo:

“Em atenção ao disposto no art. 65 da Lei Complementar nº 101, de 4 de


maio de 2000, denominada de Lei de Responsabilidade Fiscal, solicito a
Vossas Excelências o reconhecimento de estado de calamidade pública com
efeitos até de 31 de dezembro de 2020, em decorrência da pandemia da
COVID-19 declarada pela Organização Mundial da Saúde, com as
consequentes dispensas do atingimento dos resultados fiscais previstos no
art. 2º da Lei nº 13.898, de 11 de novembro de 2019, e da limitação de
empenho de que trata o art. 9º da Lei de Responsabilidade Fiscal.”
Portanto, todo o caminho legislativo, e da origem dos recursos, não trata da lei Aldir
Blanc, como legislação avulsa, com suas próprias bases, mas ao contrário, com clara
responsabilidade no combate a emergência de saúde pública causada pela pandemia.

Ao seguir nos papéis oficiais a origem dos recursos da Lei Aldir Blanc, o caso vai se
explicando. Ainda segundo os relatórios abaixo: do Observatório da Cultura do Brasil
publicados no Fórum de Cultura do Paraná:

“O Congresso Nacional promulgou a Proposta de Emenda à Constituição


10/2020 (PEC 10/20), que trata do Orçamento de Guerra, para combater a
crise gerada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19)." (emenda
constitucional no 106 de 7 de maio de 2020). A fonte vem da própria câmara
que detalha que os recursos da Lei Aldir Blanc, são para o combate a COVID:

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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https://www.camara.leg.br/noticias/697906-pagamentos-no-orcamento-
para-combate-a-pandemia-superam-75-diz-consultoria/

Na notícia abaixo com fonte da própria câmara dos deputados, é delimitado os uso do
orçamento de guerra:

“O orçamento criado neste ano para combater a pandemia de Covid-19


acumulou até 2 de outubro quase R$ 587 bilhões em despesas autorizadas.
Desse total, mais de R$ 441 bilhões (75,2%) foram pagos, calculou a
Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados.

O chamado “orçamento de guerra”, aprovado pelo Congresso Nacional no


começo da pandemia, possibilitou a criação do auxílio emergencial de R$
600 destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade. Dos mais de R$ 254
bilhões, 88% já chegaram a esse grupo.
Já começaram também os pagamentos do auxílio emergencial residual de
R$ 300. Serão até três parcelas até dezembro deste ano. Dos quase R$ 67
bilhões reservados a essa finalidade, 19,7% já chegaram aos beneficiários.
Detalhamento
Outras quatro ações tiveram um percentual pago ainda maior do que o
auxílio emergencial, segundo o relatório da consultoria, elaborado a partir
de dados divulgados pelo Tesouro Nacional até a última sexta-feira (2).
A isenção dada aos beneficiários da tarifa social de energia elétrica entre
abril e junho (Medida Provisória 950/20) consumiu todos os R$ 900 milhões
reservados pelo governo. Com a medida, as famílias não precisaram pagar a
conta de luz naquele período.
O financiamento da folha salarial das empresas consumiu todos os R$ 17
bilhões alocados. Inicialmente, o governo havia aberto crédito
extraordinário de R$ 34 bilhões (MP 943/20), mas essa linha acabou
reduzida pela metade em meio a ajustes no socorro ao setor privado.
O auxílio financeiro aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, no
montante de quase R$ 60,2 bilhões, já foi praticamente todo quitado. A Lei
Complementar 173/20 compensa os entes federativos por perdas
econômicas em razão da pandemia.
No caso das medidas de apoio a micro, pequenas e médias empresas, com
valor autorizado de R$ 47,9 bilhões, foram pagos 89,6%. O objetivo dessas
ações é prover recursos para capital de giro e quitação de salários nessas
firmas, que juntas mais empregam no País.
Fonte: Agência Câmara de Notícias”

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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3

No mesmo artigo, a Câmara dos Deputados informa que o orçamento da lei Aldir Blanc,
faz parte do orçamento de guerra, e são fontes do tesouro nacional.

Fonte: https://www.camara.leg.br/noticias/697906-pagamentos-no-orcamento-para-
combate-a-pandemia-superam-75-diz-consultoria/

A informação acima, confirma que os recursos vieram do tesouro nacional, associando


as verbas da lei Aldir Blanc a fonte destinada ao combate ao Covid, na própria página da
Câmara dos Deputados. Informação que retornaremos adiante.

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
39
3

Nessa emenda do orçamento de guerra, sua finalidade fica clara no segundo artigo: "Art.
2º Com o propósito exclusivo de enfrentamento do contexto da calamidade e de seus
efeitos sociais e econômicos, no seu período de duração, o Poder Executivo federal, no
âmbito de suas competências, poderá adotar processos simplificados de contratação de
pessoal, em caráter temporário e emergencial, e de obras, serviços e compras que
assegurem, quando possível, competição e igualdade de condições a todos os
concorrentes, dispensada a observância do § 1º do art. 169 da Constituição Federal na
contratação de que trata o inciso IX do caput do art. 37 da Constituição Federal, limitada
a dispensa às situações de que trata o referido inciso, sem prejuízo da tutela dos órgãos
de controle." Esse orçamento foi regulamentado pelo decreto 10.360 de 21 de Maio de
2020, que reforça a finalidade puramente social e econômica de combate aos efeitos da
pandemia, no cabeçalho da lei:

“Dispõe sobre a forma de identificação das autorizações de despesas


relacionadas ao enfrentamento de calamidade pública nacional decorrente
de pandemia e de seus efeitos sociais e econômicos.”
E em seu primeiro artigo:

"Art. 1º As autorizações de despesas relacionadas ao enfrentamento de


calamidade pública nacional decorrente de pandemia, de que trata o art. 1º
da Emenda Constitucional nº 106, de 7 de maio de 2020, observarão os
seguintes critérios: I - as programações orçamentárias cuja finalidade seja
exclusivamente o enfrentamento da covid-19 e de seus efeitos sociais e
econômicos deverão conter o complemento "covid-19" no título ou no
subtítulo da ação orçamentária, sem prejuízo de sua combinação com o
marcador de que trata o inciso II; II - as autorizações de despesas constantes
da Lei nº 13.978, de 17 de janeiro de 2020, e de seus créditos adicionais
abertos, que sejam direcionadas ao enfrentamento dacovid-19 e de seus
efeitos sociais e econômicos,..."
O que foi reforçada na instrução normativa no 41 de 29 de maio de 2020, do Ministério
da Economia/Secretaria Especial de Fazenda/Secretaria de Orçamento Federal: "Art. 3º
Em observância ao disposto no art. 5º da Emenda Constitucional nº 106, de 2020, as
dotações identificadas na forma do Decreto nº 10.360, de 2020, e desta Instrução
Normativa deverão ser destinadas exclusivamente ao enfrentamento da Covid-19 e de
seus efeitos." (Fontes dos dados acima: Observatório da Cultura do Brasil).

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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3

As correspondências acima e leis citadas neste estudo, comprovam, que os valores não
vieram do Fundo Nacional de Cultura (apenas passaram por este), que em verdade
vieram da fonte gerada pela “Lei nº 13.982 de 2020, foi editada a Medida Provisória nº
937, de 2020, que abriu crédito extraordinário no valor de R$ 98,2 bilhões”, recursos
do tesouro nacional para fins emergências, assistenciais!

Como podem ser tratadas verbas emergenciais, criadas para quem tem pressa, incluindo
regras e montantes, que obrigam os gestores na aplicação da lei de licitações 8.666,
contra populações indefesas de artistas carentes, indígenas, afro-brasileiros, artesãos,
músicos de bar, circenses, ribeirinhos, caiçaras, e muitos outros, que viviam da cultura,
turismo e entretenimento, mas que para concorrer as verbas precisavam apresentar
excessiva burocracia, além do currículo padrão mundo da arte (usado por formados em
belas artes), mérito (crítica, reconhecimento de imprensa, justificativas teórica e
fundamentações), certidões negativas, CNPJ, MEI, EI, ERELI, planejamento e prestações
de contas, típicas de concorrências públicas. Falta razoabilidade em tudo que foi feito
pelas pastas da cultura do Paraná.

Esses recursos não foram alocados para o fomento da arte nos moldes das políticas de
cultura através dos famosos editais de exclusão (ao estilo Lei Rouanet, editais da
Funarte, ou semelhantes pelo Estados e municípios brasileiros), que ao invés de incluir
os cidadãos nos recursos, selecionam por meio de currículo, mérito, formação superior,
fama, reconhecimento de crítica, aqueles que vão gozar de vantagens públicas na
valorização da história e belas artes nacionais, conceito ultrapassado dos Estados
Nacionais do Século XIX.

3 – Estes editais estabelecem regras com base em códigos próprios e


restritos ao campo dominado por determinada camada das classes,
portanto “elites de classe” no conceito de Perissinoto e Codato[viii], que por
sua vez controlam as indicações dos jurados que irão usar como critérios os
currículos profissionais e de formação que estabeleçam vinculo pessoal e
social com suas classes ditas “superiores”, ou seja, o próprio mundo da arte,
mas deste somente serão beneficiados os “artistas instituídos” no conceito
atribuído por Teixeira Coelho[ix], pois não se trata apenas do valor artístico
o critério, mas o que determina a aprovação é a rede de relações que o
artista estabelece com o grupo dominante e a burocracia. ( ..) Os critérios de
julgamento observados são estabelecidos dentro da lógica pessoal do
reconhecimento de que características que determinariam afinidade entre

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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3

jurados e grupos artísticos que se enquadrariam dentro das expectativas dos


formuladores dos editais, que possam assegurar a manutenção das
tradições culturais destas elites, eliminando as chances dos demais. E isso
ocorre anteriormente ainda na elaboração dos editais que teriam uma única
função – não determinar vencedores, mas criar limitações para a ampla
maioria da população, portanto função de exclusão. (SOUZA NETO, Mérito
no julgamento de projetos nas leis de incentivo à cultura, 2012)
https://vermelho.org.br/2012/08/10/merito-no-julgamento-de-projetos-
nas-leis-de-incentivo-a-cultura/
Ao contrário, esses recursos da Lei Aldir Blanc foram criados para serem inclusivos,
atendendo a todas as gamas de atividades reconhecidas como culturais, os chamados
trabalhadores da cultura, o que pode ser entendido através dos artigos 215, 216 e 216-
A da constituição, e das leis do Plano Nacional de Cultura (Lei n° 12.343, de 2 de
dezembro de 2010), o que compreende enorme gama de atividades, somadas ainda as
leis que tem profissões regulamentadas, como caso das 6533/1978 (Dispõe sobre a
regulamentação das profissões de Artistas e de técnico em Espetáculos de Diversões) e
das 3857/1960 que trata das atividades dos músicos profissionais.

A questão da origem dos recursos argumentada nos parágrafos anteriores é


fundamental, pois as leis da arte, editais são baseadas em seleção, mérito, currículo,
bonito ou feio, mais reconhecido, mais inovador, de grande valor estético, histórico, e
tendo “suas próprias leis”, gestores replicaram essas mesmas normas em parte do
Brasil, ignorando, primeiro o Artigo 216-A da constituição A Convenção sobre a Proteção
e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, assinada em Paris, em 20 de
outubro de 2005, do qual o Brasil é signatário, e da entendimento mais social e
antropológico para a cultura. Segundo, ignoraram, que essa verba da Lei Aldir Blanc,
tinha outra finalidade, assistencial e inclusiva, nunca exclusiva, seletiva e com qualquer
método de escolha subjetiva a critérios do gosto dos jurados, como se fossem prêmios,
fato que ocorreu em larga escala na aplicação e seleção dos que receberiam esses
recursos.

A própria autora da lei, Deputada Jandira Feghali em live da Frente Movimento, quando
descobriu o que ocorreu no Paraná foi categórica ao afirmar:

"Agora, fazer exigência de currículo, numa lei emergencial, dentro de uma


pandemia, aí é um absurdo, cada momento é um momento. Num momento
em de as pessoas terem que sobreviver, um monte de gente passando fome,

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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sem trabalho, você fazer exigência de currículo, aí sinceramente é um


absurdo! Acho que não cabe. Tem momentos que um edital, a depender, do
tipo de produto ou de processos e produção que você quer, cabe
determinadas exigências. Mas num momento como esses, eu acho um
absurdo você ficar exigindo currículo vitae e uma série de parâmetros para
se fazer um edital, para se fazer um auxilio num momento como esse. Aí
realmente não cabe" (Deputada Jandira Feghali, PCdoB, co-autora da lei
Aldir Blanc).
https://www.facebook.com/groups/forumdeculturadoparana/permalink/3
732821396812506

Até aqui, todas as situações, vão revelando da parte dos gestores uma série de violações
de princípios da razoabilidade, isenção, neutralidade, isonomia, entre outros.

Tanto os recursos não foram de origem no Fundo Nacional de Cultura, o que teria gerado
a confusão de sua forma de gasto antagônica ao momento de grave crise, que o próprio
técnico, que deu as deputadas autoras da lei a ideia do projeto, Célio Turino, confirmou
em redes sociais.

Rede social da assessora parlamentar Inti Queiroz do gabinete da deputada federal


Sâmia Bonfim do PSOL (SP), 18 de janeiro de 2021.

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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3

A própria informação foi reforçada no diálogo, quando os mesmos citados confirmaram


a informação diretamente do portal da transparência (Através de envio de link:
http://www.portaltransparencia.gov.br/orgaos/34902-fundo-nacional-de-
cultura?fbclid=IwAR3Ezjb3Qnw39xYOeiERZGpYXwpKjuKsXp1fmfwioRZC2SNFqmQ1SAP
QSE8), onde pode ser lido, que os recursos gastos, tinham origem de orçamentos de
terceiros, no valor de 3 bilhões, que são os recursos da Lei Aldir Blanc, que na origem,
vieram “Lei nº 13.982 de 2020, foi editada a Medida Provisória nº 937, de 2020, que
abriu crédito extraordinário no valor de R$ 98,2 bilhões”:

Essa informação faz toda a diferença, diante do que gestores e agentes culturais
pregaram na elaboração de editais, na hora de distribuir, de que eram verbas para a
arte, que não favoreceram as vítimas da pandemia, mas asseguraram vantagens para
agentes em melhores condições de enfrentar a pandemia, do que aqueles que foram
excluídos.

Essa informação foi confirmada, quando foi localizado o processo completo de gastos
da união com a Lei Aldir Blanc, material com mais de 1.000 páginas (anexo), onde se

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3

revelam categoricamente, que os gastos tiveram origem em títulos de responsabilidade


do tesouro, referente a fonte 144. O que segundo o advogado Gehad Hajar, “contrasta
com as fontes de recursos que vão ao Fundo Nacional de Cultura, que possui fonte de
recursos próprias, a fonte 118 - Contribuições sobre Concursos de Prognósticos”.

Na documentação do processo de repasses da Lei Aldir Blanc, consta do arquivo o


descritivo da origem e da finalidade “TRANSFERÊNCIA DE CRÉDITO ORÇAMENTÁRIO
CONFORME ENTENDIMENTOS SUPERIORES” : Processo 3 - Empenhos e Comunicados -
SEI_72031.007803_2020_91__4_ consta

Fonte: Processo 3 - Empenhos e Comunicados - SEI_72031.007803_2020_91__4_


consta

No mesmo arquivo consta a origem, “GESTAO EMITENTE : 00001 - TESOURO


NACIONAL”, e a UG/GESTAO FAVORECIDA : 540035 / 00001 - FNC/MTUR – SECDC,
demonstrando que os recursos passaram pelo FNC, mas para atender, segundo
Observação “TRANSFERENCIA DE CREDITO ORÇAMENTÁRIO CONFORME
ENTENDIMENTOS SUPERIORES (SPOA / SGFT)”, ou seja, remetendo a funções e
objetivos pré-estabelecidos, ou seja, todo o conjunto legal aqui apresentado, no
combate a PANDEMIA. Na página seguinte do mesmo relatório, consta o resultado LEI

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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“PRIMÁRIO OBRIGATÓRIO”. Na página 11, a ação orçamentária descrita consta como

“0058 – auxílio financeiro aos estados, ao distrito federal e aos municípios relacionado
ao apoio emergencial do setor cultural devido a pandemia da covid-19”.

Tanto a informação de que o a fonte do FNC – Fundo Nacional de Cultura, foram as


verbas emergências do tesouro nacional, já citadas, na “Lei nº 13.982 de 2020, foi
editada a Medida Provisória nº 937, de 2020, que abriu crédito extraordinário no valor
de R$ 98,2 bilhões”, que na data da escrita deste argumento, consta vazios os recursos
do FNC, que receberam em 2020 aporte de 3 bilhões, e que mesmo tendo sido gastos
apenas 1 bilhão pelos estados e municípios, restavam 2 bilhões sem uso, mas que
retornaram ao caixa da união, como prevista na própria lei, confirmado no portal da
transparência:

Os recursos que retornaram, foram sacados e devolvidos ao tesouro, ficando o caixa a


zero. Conforme as palavras do Ministro da Economia Paulo Guedes:

“§ 2° ao art. 14 para que reste explicitado que os recursos repassados que


não tenham sido destinados ou que não tenham sido objeto de
programação publicada pelos Estados ou pelo Distrito Federal, no prazo

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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máximo de 120 (cento e vinte) dias após a descentralização realizada pela


União, serão restituídos na forma e no prazo do regulamento”.
O que foi feito, conforme podem ser observados, após 120 dias, os 2 bilhões restantes
foram resgatados pela União, pois não pertenciam ao Fundo Nacional de Cultura, mas
as verbas de combate ao COVID. O que implica em dizer, que sempre foram para o
combate da pandemia, e portanto, para proteção das vítimas da pandemia, no setor
cultural.

Ainda assim, ao menos no Estado do Paraná, o que se testemunhou, foram agentes


culturais privilegiados em acordos registrados com o poder público, juntos, promovendo
e definindo as regras editais com regras de exclusão e burocracia excessiva, impedindo
que as pessoas que mais necessitavam acessassem os recursos através de mecanismos
simplificados, que permitissem que as verbas fossem aplicadas conforme sua origem e
intenção.

O resultado da ingerência e gestão temerária é gritante. Devido a excessiva burocracia,


a classe se sentiu previamente excluída, e apesar de levantamentos apontarem para a
existência de dezenas de milhares de trabalhadores da cultura em atividade no Paraná,
beneficiados pela lei Aldir Blanc, foram 2.148, respectivamente incisos I (668) e III
(1480), e inciso II, menos de uma centena.

A proposta de Doação Civil por meio de bolsas, sugerido pelo Conselheiro Gehad Hajar,
fez levantamentos de que quase 12 mil técnicos e artistas poderiam ter recebido os
recursos no Paraná. A estimativa é de que menos de 20% dos técnicos e artistas
receberam algum auxílio, isso fora todos os demais, esquecidos que não aparecem nos
números.

Segundo dados fornecidos por membros do CONSEC – Conselho estadual de cultura do


Paraná.

Do total de R$ 71.915.814,94 liberado pelo Governo Federal ao Paraná, os valores que


sobraram dos 3 incisos da lei Aldir Blanc:

 Incisos. 1 e 2 - Sobrou R$ 26.678.325,98 (92,75%)

 Incisos. 3 - Sobrou R$ 28.917.647,00 (67,01%)

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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 Total Restante: R$ 55.595.972,90.

Portanto 77% dos recursos disponíveis na Lei Aldir Blanc não foram aplicados no Paraná.

Mas os números podem ser ainda piores, pois segundo relatório do Ministério do
Turismo, datado de 16 de março de 2021, disponível na página do Sistema Nacional de
Cultura, apotam o Paraná recebeu:

 PGTO ORIGINAL : R$ 71.915.815


 REVERSÃO: R$ 13.047.158
 REPASSE TOTAL: R$ 84.962.972
 SALDO CONTA: R$ 72.140.061
 % EM CONTA: 84,91%
 % EXECUTADO: 15,09%
 Fonte: Ministério do Turismo.
Esses resultados revelam falta de eficácia da administração pública em promover os
repasses, deixando sobrar 84,91% dos recursos em caixa.

(Fonte: Relação do saldo dos Estados e do Distrito Federal nas contas da Aldir Blanc,
16/03/2021, Ministério do Turismo)

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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3

O Observatório da Cultura do Brasil apontou alguns detalhes deste relatório que


chamam atenção.

“RELATÓRIO DO MINISTÉRIO DO TURISMO REVELA O DESASTRE QUE FOI A


GESTÃO DOS RECURSOS DA LEI ALDIR BLANC NO PARANÁ. FATOS JÁ
APURADOS PELO OBSERVATÓRIO DE CULTURA DO PARANÁ.
Governo do Paraná através de sua Superintendência da Cultura obteve os
piores resultados na execução da Lei Aldir Blanc no Brasil, ficando a frente
apenas dos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul.
Só para comparativo, segundo o Ministério, estados como de Alagoas, Rio
de Janeiro, Rio Grande do Sul e Roraima executaram próximo de 99% das
verbas, enquanto o Paraná teria pago apenas 15,09% dos recursos. A média
nacional foi de 70% de pagamentos de recursos da lei Aldir Blanc.
Mas aqui no Paraná, sabe-se, nos bastidores, que teve produtor que queria
edital no valor de 100 mil reais, e tanto pressionaram que às verbas em
forma de edital caíram na complicada e burocrática lei 8.666 de licitações.
A excessiva burocracia, exigência de mérito, currículos, certidões negativas,
CNPJ etc, afastaram a classe, que não teve como concorrer às verbas da Lei
Aldir Blanc.
O resultado vocês podem observar no relatório do próprio Ministério da
Cultura anexo nessa publicação. Esse relatório nos apresenta números, mas
assim como nas mortes por covid, esses números tem rosto, endereço e
história. São milhares de trabalhadoras e trabalhadores que ficaram
passando fome porque a Lei não chegou neles.

A inépcia dos gestores e movimentos envolvidos em decidir como seria a


distribuição dos recursos é responsável direta por sofrimento de muitos
colegas nossos.” (Observatório da Cultura do Brasil)

A catástrofe nos repasses da lei Aldir Blanc no Paraná, foram ampliadas devido a baixa
adesão de municípios na assinatura da plataforma Mais Brasil para receber os recursos:

 247 municípios = 61,9% aderiram a LAB;


 129 municípios = 32,33% não se cadastraram;
 16 municípios = 9,01% estavam em cadastro;
 6 municípios = 1,5% em analise;
 1 município rejeitado.

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Outra questão que precisa ser apurada, se refere a grave concentração de premiados na
capital com recursos estaduais, com números apurados pelos conselheiros, que podem
chegar até 80% de premiados concentrados na capital Curitiba em alguns editais, mas
são números que não puderam ser confirmados, pois o poder público se recusa em
fornecer dados ou simplesmente responder ofícios, mesmo de uso da LAI – Lei Aldir
Blanc. O que pode ser conferido no Protocolo 17.085.751-8 do sistema de informação
do Estado que corre há quase 5 meses aguardando por dados solicitados que poderiam
ajudar a esclarecer essas questões.

O resultado catastrófico é entendido em resumo através dos números:

 A maior parte dos recursos emergenciais não foram usados, sobrando em caixa
e devolvidos ao governo federal por inépcia de 77,30% (segundo membros da
CONSEC), mas 84,91% (segundo relatório do Ministério do Turismo), enquanto a
Superintendência da Cultura do Paraná não fornece os dados abertos para
comparação;

 As estimativas iniciais apontam para 80% da classe de trabalhadores da cultura


que poderiam ter sido atendidos não recebeu qualquer tipo de auxílio. Mas os
números das entidades de trabalhadores da cultura são 10 vezes maiores e por
falta de dados e indicadores ningúem sabe ao certo a dimensão da catástrofe
social;

 As verbas não chegaram em 38,01% dos municípios do Paraná (e os dados


podem ser piores, pois não foram confirmados todos os municípios que podem
ou não ter executado os recursos);

 E ao que se sabe até aqui, pela analise primaria dos editais, ainda que sem
confirmação das informações oficialmente, a maior parte dos recursos foram
aplicados aos moradores de Curitiba, e que pela análise inicial, sugerem ser
moradores de bairros centrais e bairros nobres da capital.

Um cabedal de despropósitos, descumprimento de princípios da administração pública,


como razoabilidade, eficácia, além da gestão temerária de recursos com origem no
combate a pandemia que as notícias não mentem, estão fazendo muita falta para os

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trabalhadores da cultura, que estão morrendo as pencas, na miséria, por COVID, ou em


decorrências de outros efeitos da pandemia, portanto, indícios de crimes de direitos
humanos.

Diante dos fatos apresentados, e das provas, que são os próprios editais da
Superintendência Estadual de Cultura do Paraná, que constam os vícios nas regras e
exigências excessivas de burocracia, mérito, currículo etc. em total oposição aos
objetivos da legislação, pede-se investigação interna e externa, inquérito, e sindicância
para apuração de todos os editais, posto que aparentemente foram utilizados a margem
do interesse dos objetivos da legislação Aldir Blanc (LEI Nº 14.017, DE 29 DE JUNHO DE
2020) e seu conjunto legal e origens das verbas, que visavam a proteção das vítimas da
pandemia, erros cometidos em editais do Governo do Estado do Paraná e também em
todos os municípios que aderiram aos fundos emergenciais da cultura, que todos sejam
apurados, recursos ressarcidos, medidas protetivas e compensatórias apresentadas, e
que as verdadeiras vítimas, sejam atendidas por critérios de direitos humanos e
cidadania.

ATT:.

Manoel J de Souza Neto Gehad Hajar

Aqui subscrevendo como cidadãos, respondendo pelo Fórum de Cultura do Paraná que
nos elegeu em assembleia para este fim especifico.

Documento registrado no Fórum de Cultura do Paraná em 08 de Abril de 2021.

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CULTURA (HTTPS://VERMELHO.ORG.BR/CULTURA/)

Mérito no julgamento de projetos nas leis de


incentivo à cultura
O discurso de “mérito”[v] apresentado como uma escolha racional[vi], com critérios
objetivos para escolha de projeto em editais de lei de incentivo pode ser entendido
como apenas uma mentira que tenta se apropriar de legitimidade, ao criar um
sistema de exclusão que, no entanto através do discurso procurar iludir que não
existe manipulação e que não existe apropriação que bloqueie os demais sujeitos.

Por Manoel J de Souza Neto*, em Observatório da Cultura

Publicado 10/08/2012 13:02

Nas políticas culturais, a verdade (o real[vii]) das relações intimas entre classes
bene ciadas, o discurso do mérito, júris e burocracia é outro, diferente de se tratar
de cultura, revelando o ser um debate que esta no centro das relações de poder.

2 – Onde, a burocracia age em consonância com elites no poder, os fatos se


revelam, comprovando-se esta a rmativa na medida em que a principal
contrapartida destes projetos não são as políticas publicas, mas apenas dar
publicidade em bene cio das gestões publicas, servindo ainda aos interesses de
amigos e parceiros que apoiaram campanhas eleitorais. Isso pode ser veri cado
em qualquer projeto cultural, cujas logomarcas de realização das gestões públicas
e seu parceiros cam obrigatoriamente em destaque.

3 – Estes editais estabelecem regras com base em códigos próprios e restritos ao


campo dominado por determinada camada das classes, portanto “elites de classe”
no conceito de Perissinoto e Codato[viii], que por sua vez controlam as indicações
dos jurados que irão usar como critérios os currículos pro ssionais e de formação
que estabeleçam vinculo pessoal e social com suas classes ditas “superiores”, ou
seja, o próprio mundo da arte, mas deste somente serão bene ciados os “artistas
instituídos” no conceito atribuído por Teixeira Coelho[ix], pois não se trata apenas
do valor artístico o critério, mas o que determina a aprovação é a rede de relações
que o artista estabelece com o grupo dominante e a burocracia.

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4 – De fato, existe ainda uma mobilidade social, que pode elevar alguns poucos
nomes periféricos para dentro dos grupos centrais, considerando que a estrutura
não é um simulacro permitindo que novos artistas sejam estrati cados pela
estrutura, o que ocorre justamente no sentido atribuído por Althusser[x], como
forma de eliminar a ação de agentes mais capacitados dos movimentos sociais
periféricos, para que não se tornem lideres de classe, sendo absorvidos pelo
sistema, portanto mais claramente cooptados.

5 – O discurso do mérito serve como instrumento para mascaramento do real,


estando na verdade a serviço da legitimação das elites de classes, com intenção de
gerar vantagens para que o poder seja mantido pelas elites, suas supostas
tradições, e “diferenciação” no conceito de Pierre Bourdieu no livro A distinção[xi],
portanto uma fabricação de valores para se estabelecerem diferenças com demais
classes para a rmativa de grupo social. Todos os grupos descontentes são
desquali cados em seus discursos, erros de português, vestimentas, valores,
visões políticas, no mesmo sentido atribuído por Elias[xii], como con ito entre
centrais e periféricos como sendo uma forma de organização e separação entre os
grupos, feita através de violência simbólica, novamente citando Bourdieu[xiii].

6 – O que foi veri cado em todos os casos de grupos bene ciados pelas verbas
públicas de cultura que foram estudados, é a concentração de vantagens nos
mesmos nomes enquanto não mudar o grupo político no poder[xiv]. A competição
pelos postos, e cargos na democracia conforme o conceito de participação de
Pateman[xv] e de competição nos espaços democráticos segundo Schumpeter[xvi]
determinariam que a vitoria do grupo dominante, se da previamente na conquista
nos espaços de representação política junto ao poder publico, mas que somente
são reconhecidas como lideranças, aqueles que ocuparem posição consonante
com a burocracia, os demais continuaram excluídos, pois não são reconhecidos
como representativos pelo grupo no poder.

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7 – Os critérios de julgamento observados são estabelecidos dentro da lógica


pessoal do reconhecimento de que características que determinariam a nidade
entre jurados e grupos artísticos que se enquadrariam dentro das expectativas dos
formuladores dos editais, que possam assegurar a manutenção das tradições
culturais destas elites, eliminando as chances dos demais. E isso ocorre
anteriormente ainda na elaboração dos editais que teriam uma única função – não
determinar vencedores, mas criar limitações para a ampla maioria da população,
portanto função de exclusão. Vencer é só um detalhe desde que o grupo
dominante continue vencendo, seja lá quem for, mas que pertença ao mesmo
grupo social.

8 – Na essência o principio de “demagogia” atribuído por Aristóteles[xvii] como a


Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
corrupção da “democracia”, é a única de nição adequada para analogia ao sistema
53
estabelecido nas leis de incentivo à cultura, com seus colegiados, conselhos, júris e 3

demais entes da estrutura de participação democrática. A corrupção velada é


tratada como sistema méritocrata e legitimador, que na essência exerce
absolutamente o contrário das funções constitucionais das políticas públicas de
cultura, posto que as leis de incentivo resultam em processos seletivos cuja única
função é justamente a exclusão mencionada.

9 – A estrutura que determina, é lingüística, por estabelecer códigos e signi cados


que denotam os vencedores desde a formulação dos editais até as regras de
julgamento dos júris. Os editais excluem possíveis concorrentes das classes
culturais periféricas com normas, regras, documentos, portfólio e apresentações
teóricas que nem sempre são possíveis para as manifestações culturais, o que em
nada desquali ca a manifestação, mas impede o acesso destes aos editais. Por
outro lado as regras de escolha dos vencedores nos júris são sempre subjetivas, na
verdade inexplicáveis e injusti cadas. Os jurados convidados pelos grupos que
estabelecem as regas supõem-se serem altivos portadores de valores iguais as dos
demais membros do grupo dominante e que o mesmo ira satisfazer as

expectativas de determinação de uma vitória coletiva de classe, portanto


garantindo a supremacia absoluta de todas as etapas do processo. Se ao acaso o
jurado não cumprir com estas funções esperadas será descartado como jurado em
editais seguintes.

10 – A escolha do jurado pressupõe, em um acordo prévio, ao qual não requer


nenhuma combinação ou fraude, pois é estabelecida nos código de conduta
simbólico que se espera de um elemento da mesma classe, que este fará a defesa
do grupo. Porem a corrupção não pode ser descartada como hipótese, dada a
constatação da existência de uma sociedade baseada em compadril, coronelismo
associada a uma burocracia patrimonialista e corrupta no Brasil[xviii].

11 – Estes editais carregam costumes, cultura institucional, valores dos gestores


públicos, determinada dentro de um conjunto de leis, estruturas burocráticas,
corpos de funcionários, protegidas por equipamentos culturais e estrutura de
ensino, que consolidam o poder simbólico existente, dentro daquilo que Althusser
chama de Aparelhos Ideológicos de Estado. Sendo esta combinação entre
organismos públicos de cultura, seus programas, editais e os signos que carregam,
determinantes no conjunto de exclusão, pois neles se a rma um conjunto de
poderes aos quais as classes excluídas não conseguem combater, reforçando em
parte o conceito de lutas de classes defendida por Marx[xix].

12 – As políticas culturais não atendem os periféricos o que ca evidente com os


números que demonstram que a lei de incentivo não é distributiva, ao contrario,
em todos os níveis gera distorções e assimetrias sociais e concentração, isso
segundo
Inserido ao protocolo 17.598.757-6 dados José
por: Manoel atualizados do IBGE,
de Souza Neto do IPEA03:24.
em: 04/05/2021 e do próprio MINC[xx].
54
3

13 – As classes periféricas, no entanto sustentam e defendem o modelo vigente


(que se replica desde a lei federal até leis estaduais e municipais) por acreditarem
na promessa do “mérito” e de que um dia alcançarão o bene cio apenas pela
qualidade de seus trabalhos. O fetiche da mercadoria[xxi] “edital” e a esperança da
aprovação e captação da lei de incentivo, e a perspectiva do endossamento de
uma carreira através da marca pública carimbada em seu projeto, o que de ne um
suposto padrão de qualidade e todos os benefícios simbólicos que este prêmio
acarreta para o artista, em seu conjunto atrativo são justamente o que sustentam
o sistema injusto em funcionamento. Pois diante desta ilusão a classe não se
rebela. A Mercadoria “edital” é a única mercadoria entendida e almejada pelas
classes inseridas no mundo do mecenato, não se consegue ver mais nada além
desta mercadoria, no sentido atribuído por Debord[xxii].

14- O individualismo dos membros das classes revela a preferência de tais editais
do que a defesa de políticas públicas de cultura. As classes artísticas periféricas são
tão responsáveis quanto os poderes públicos por outra exclusão ainda mais
profunda, que é o da própria cultura em suas dimensões simbólicas e sociais, que
apesar de garantidas na constituição jamais alcançam qualquer atendimento nas
políticas públicas, porque diante das oligarquias culturais e do sonho de benefícios
dos artistas periféricos, se concentra capital político su ciente para impedir a
realização de políticas sociais de cultura que atinjam toda a população, dado o
desejo de monopólio dos grupos já bene ciados.

15 – A cultura em sua dimensão simbólica é tratada como periférica às próprias


políticas e programas, esquecida logo na formulação de planos de gestão. Este
tratamento periférico e xenófobo, dado pelos órgãos de cultura para com os
populares, reforça o motivo pelos quais estes organismos não obtêm recursos,
tanto por responsabilidade das gestões como por conta das elites e dos periféricos
do mundo da arte, que juntos excluem o restante da população do direito

constitucional ainda não realizado da garantia de expressão da diversidade cultural


e do acesso da população à cultura, o que se enquadra conceito de Cultura como
direito fundamental de CUNHA FILHO[xxiii].

16 – Isso corre, porque a esfera da política que determina o orçamento reconhece


a função do sistema, como mentira e por conta disso não amplia os recursos, por
saber que as leis de incentivo não cumprem seu papel constitucional de promoção
ao acesso, eternizando a fala repetida de que a cultura é a cereja do bolo. Porque
Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
cultura de elites em um Estado pobre, só pode mesmo ser enfeite, a não ser que
f
55
esta cultura seja amplamente difundida e acessada. 3

17 – Os mesmos princípios das leis de incentivo à cultura são funções de exclusão


estabelecidas por outros critérios de interesses, no que tange outra exclusão ainda
mais profunda, vinda dos grupos que dominam a mídia e os direitos autorais.
Porem esta decorre de uma nova camada de inversão de vencidos e vencedores,
que abafa todas as anteriores, pois à dominação internacional sobre todos os
meios de produção, difusão e direitos autorais somam a outra que é a propriedade
de empresas sobre a carreira dos artistas elevados a categoria de
mainstream[xxiv], formando o conjunto de artistas e indústrias ligadas ao capital
internacional, que excluem todas as demais categorias citadas, gerando uma
dicotomia entre o produzido e o divulgado, que impede o sucesso de quem lança
produtos via leis de incentivo, já que não chegam à nem 1% da população
(PRESTES[xxv]) e que também não são executados pela mídia que só reproduz
produtos ligados à indústria cultural em seu viés mais comercial, os tais “Hits”
(ADORNO)[xxvi].

18 – Nisso se funda uma nova categoria de exclusão, com zonas de assimetrias que
tornam as elites inseridas do mundo da arte excluídas e periféricas com relação
aos artistas estrati cados pela indústria cultural nacional e internacional que
efetivamente fazem parte do imaginário coletivo, mesmo sendo a maior parte de
seus produtos artísticos e culturais, absolutamente banais.
19 – Esta estrutura de dominação estrangeira que contrata artistas brasileiros tem
por regras gerar vantagens para um grupo ainda menor. O resultado é conhecido,
mais para quem já tem e nada para quem não tem nada, em escalas, sempre
repetidas, com funções de exclusão assimétricas de uma camada para a outra logo
abaixo e sucessivamente, até chegar aos níveis mais periféricos com relação aos
centrais. Portanto a lei de incentivo, ao contrário do que deveria promover, apenas
aumenta a desigualdade.

20 – As leis de incentivo, não precisam ser apenas revistas, mas completamente


reinventadas[xxvii] para cumprirem os princípios culturais previstos na CF/88 nos
artigos
Inserido ao protocolo 17.598.757-6 215
por: e 216.
Manoel JoséAinda assim
de Souza Neto cabe admitir, 03:24.
em: 04/05/2021 que quaisquer mudanças legais,
podem no máximo promover pequeno ajuste social diante de algo muito maior e
p p p q j g 56

que não tem solução, que é a prática socialmente aceita de apropriação das 3

relações de poder, o discurso mestre no conceito atribuído por Jaques


Lacan[xxviii].

21 – A cultura apesar das leis de incentivo, da mídia, da industria cultural, ainda


existe, na verdade resiste.

[i] Este ensaio nada mais é do que um conjunto de re exões sobre o verdadeiro
papel das leis de incentivo à cultura diante das relações de poder, manifestadas no
conjunto de dominação dos códigos que forjam o con ito entre bene ciados e não
bene ciados.

[ii] Este ensaio foi escrito após a pergunta de uma colega sobre os códigos restritos
de linguagem que denotam vencidos e vencedores ainda na formulação de editais
de lei de incentivo. Baseado em nossa conversa, e na tese de mestrado que a
mesma esta preparando, resolvi me debruçar sobre o tema para contribuir com
minha amiga Inti Queiroz na re exão deste tema. Dedico ainda a grupos
conservadores que defendem com muita vontade a tese que o sistema de
incentivo à cultura no Brasil é justo. Dedico também aos injustiçados, os “sem
mecenas”.

[iii] Trocadilho entre Espetáculo no sentido de apresentação artística e Espetáculo


Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
no sentido do livro Sociedade do Espetáculo de Guy Debord.
57
3

[v] O Mérito é o critério das leis de incentivo, que a rmam que a qualidade cultural
e artística determinam os vencedores, no mesmo sentido atribuído pela
competição da sociedade liberal por Adam Smith. Defende-se que o mérito é a
melhor forma de distribuição de recursos de cultura, sem no entanto revelar que
as escolhas dos jurados são subjetivas e relacionadas aos seus universos culturais.

[vi] Escolha Racional no sentido atribuído por Max Weber

[vii] O Real no sentido atribuído a psicanálise Lacaniana

[viii] PERISSIONOTTO, Renato e CODATO, Adriano. Classe social, elite política e elite
de classe.

[ix] COELHO, Teixeira. Dicionário Crítico de Política Cultural. Verbete Artista


Instituído, pág 62. Iluminuras, São Paulo, 2004.

[x]ALTHUSSER, Louis. Os Aparelhos Ideológicos de Estado.

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
58
3

[xi] BOURDIEU, Pierre. A Distinção: crítica social do julgamento, Porto Alegre,


Editora Zouk, 2007

[xii] ELIAS, Norbert. The Established and the Outsiders. A Sociological Enquiry into
Community Problems, Londres. Frank Cass & Co. 1965.

[xiii] BOURDIEU, Pierre. A Economia das Trocas Simbólicas. Perspectiva, São Paulo
2003.

[xiv] Em Ku-Town (cidade ctícia), apenas 30 pessoas, de 3.000 projetos musicais


concentram a arrecadação de quase todas as verbas publicas distribuídas nos 15
anos observados.

[xv] PATEMAN, Carole. Participação e Teoria democrática. Páginas de 9 à 35.


Editora Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1992.

[xvi] SCHUMPETER, Joseph in PATEMAN, Carole. Participação e Teoria democrática.


Pág 13. Editora Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1992.

[xvii] ARISTOTELES in BOBBIO, Norberto. A Teoria das Formas de Governo;


tradução Sérgio Bath. – Brasília: UnB, 1980.

[xviii] DaMata, O que faz o Brasil, Brasil?

[xix] MARX, Karl. Manifesto do Partido Comunista.

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
59
3

[xx] Cultura em Números. Minc, 2010.


http://culturadigital.br/ecocultminc/ les/2010/06/Cultura-em-N%C3%BAmeros-
web.pdf

[xxi] MARX, Karl. Manifesto do Partido Comunista.

[xxii] DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo, parágrafo 43 páginas 30 e 31.


Contraponto, Rio de Janeiro 2004.

[xxiii] CUNHA FILHO, Francisco Humberto. Direitos Autorais como Direitos


Fundamentais. Pag 41. Brasília, Brasília Juridica, 2000.

[xxiv] Mainstream, nome atribuído as estrelas reconhecidas dentro da Industria


Cultural

[xxv] PRESTES FILHO, Luis Carlos. Cadeia Produtiva da Economia da Música, PUC,
Rio de Janeiro, 2004.

[xxvi] ADORNO, Theodor. Introdução à Sociologia da Música. Pag 109. UNESP, São
Paulo, 2009.

[xxvii] As propostas contidas no PróCultura que ira substituir a lei Rouanet se


demonstram insu cientes para dar respostas as indagações feitas neste ensaio.
Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.

Como todas as demais leis estaduais e municipais se derivam desta o Pró Cultura
60
Como todas as demais leis estaduais e municipais se derivam desta, o Pró Cultura
3
precisa ser reformulado.

[xxviii] LACAN, Jaques. Livro 17, o Avesso da Psicanálise. Zahar, Rio de Janeiro, 2007.

* Manoel J. de Souza Neto é produtor cultural, pesquisador, escritor e agitador.


Membro do Conselho Nacional de Políticas Culturais.

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Bienal começa com homenagem


Há 50 anos
a Jorge
morria
Amado
o escritor
Bienal
Hermann
vai discutir
Hesseprojetos
Jean
sobre
Mello:
biografias
Racionais e as m
e Nelson Rodrigues (https://vermelho.org.br/2012/08/09/ha-
não-autorizadas homem leal
(https://vermelho.org.br/2012/08/09/bienal-
50-anos-morria-o-escritor-hermann-
(https://vermelho.org.br/2012/08/09/bienal-
(https://vermelho.org.br/2
comeca-com-homenagem-a-jorge-amado-e-
hesse/) vai-discutir-projetos-sobre-biografias-nao-
mello-racionais-e-as-mil-f
nelson-rodrigues/) Prêmio Nobel de
autorizadas/) homem-leal/)
A 22ª Bienal Literatura de 1946, O acesso de leitores Saiu o novo trabalho
Internacional do Livro Hermann Hesse é um brasileiros às dos Racionais,
será aberta na manhã dos autores alemães biogra as de guras Sobrevivendo no
de hoje (9) com 37% mais lidos em todo o públicas poderá ser Inferno, disse
mais expositores, mundo. Quando irrestrito. Isso porque Esquerdinha, meu
somando 480, em morreu, em 1962, era dois projetos de lei, da melhor amigo na
relação à edição um dos mais deputada Manuela época, quando me viu
anterior (350). O menosprezados. D'Ávila (PCdoB-RS) e voltando da escola em
aumento foi do deputado Newton 1997. Com uma ta K7
impulsionado Lima (PT-SP), visam na mão nem esperou
principalmente pela abolir a proibição às eu ir pra minha casa
maior presença de biogra as não para guardar o
editoras autorizadas. O tema material, logo ligou o
internacionais. será discutido durante som de sua casa, no
o painel "Lei das último volume.
Biogra as", nesta
Por Jean Mello, em seu
quinta-feira (9), na
blog
Bienal do Livro de São
Paulo.

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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3

CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE CURITIBA

Reunido de maneira remota, usando a plataforma Google Meet, o Conselho


Municipal da Cultura realizou sua segunda reunião ordinária no dia 9 de
junho de 2020, com a presença de 18 Conselheiros e Conselheiras Titulares,
6 Suplentes e 8 representantes dos movimentos de acompanhamento da Lei
Emergencial da Cultura para debater a seguinte pauta: 1- informações sobre
o Edital Emergencial da Fundação Cultural de Curitiba – FCC Digital; 2-
debate sobre a Lei Emergencial federal; 3- Eleições das cadeiras vagas do
Conselho Municipal de Cultura. Dando início à reunião, a presidente da
Fundação Cultural e do Conselho Municipal de Cultura, Ana Cristina de
Castro, falou sobre o edital lançado pela FCC, reconhecendo que ele não
consegue dar conta da amplitude do problema gerado pela pandemia de
covid-19 na área da cultura da cidade, e afirmando que somente a Lei
Emergencial federal conseguirá ter melhores resultados no setor e, mesmo
assim, não nas proporções necessárias. Segundo Ana Cristina de Castro, a
Fundação Cultural de Curitiba lançou o edital para a seleção de conteúdos
audiovisuais individuais para serem veiculados em suas redes sociais. O
objetivo é apoiar os artistas curitibanos afetados pelo cancelamento de
espetáculos e fechamento de espaços culturais e, ao mesmo tempo, oferecer
produtos culturais para a população via internet, especialmente durante o
período de quarentena de enfrentamento do coronavírus. O valor total do
edital é de R$ 450 mil, para contemplar 300 projetos no valor de R$ 1.500,00
cada. Todos os proponentes são pessoas físicas ou pessoas jurídicas
enquadradas nas modalidades MEI (micro-empreendedor individual), EI
(empreendedor individual) e EIRELI (empresa individual de responsabilidade
limitada). Podiam participar artistas que tivessem vídeos autorais próprios
nas áreas de artes visuais, cinema, dança literatura, música, patrimônio
cultural, teatro, circo e manifestações culturais tradicionais, como curtas-
metragens, videoclipes, monólogos, leituras, contação de histórias,
clipoemas, videodança ou espetáculos de dança, teatro e música, arte digital,
animações, exposições virtuais, documentários, números de circo e comédia
filmados, e também vídeo-aulas de técnicos da área da cultura, como
produtores, iluminadores, técnicos de som, cenotécnicos, cenógrafos,
maquiadores, figurinistas, roadies, entre outros. Ana Cristina de Castro falou
que já está se pensando no segundo edital que, acolhendo sugestões deste
conselho, deve ser mais efetivo, porém ainda insuficiente para dar conta das
necessidades do setor cultural de Curitiba. Propôs que o conselho organize
dois Grupos de Trabalho provisórios do Conselho Municipal de Curitiba: o
primeiro para debater a efetivação e o acompanhamento da Lei Emergencial
Federal em Curitiba, bem como sugerir alterações do novo edital emergencial
da Fundação Cultural; e o segundo grupo para debater as eleições para as
vagas de titular e suplente da área da Música, e os suplentes das áreas de
Artes Cênicas, Folclore e da Regional do Portão. Vários conselheiros e
1

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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conselheiras usaram da palavra levantando os limites do edital lançado e da


importância vital do acompanhamento e de se dar transparência à aplicação
da Lei de Emergência da Cultura em Curitiba. O vice-presidente do
Conselho, Adriano Esturilho, falou sobre a importância dos dois temas
tratados nesta reunião, ou seja, os Editais da Fundação Cultural e a
aplicação da Lei Emergencial da Cultura, mas ressaltou a relevância da
eleição das vagas ainda não preenchidas do Conselho Municipal.
Encaminhando a questão, o secretário executivo do Conselho Municipal de
Cultura, Elton Barz, colocou para apreciação a proposta feita pela presidente
Ana Cristina de Castro sobre a constituição dos dois Grupos de Trabalho a
serem compostos por membros governamentais e da sociedade civil do
Conselho, abrindo-se para o Grupo de Trabalho dos Editais da Fundação
Cultural e da Lei Emergencial a participação de representantes das
organizações que já estão se mobilizando para acompanhar a Lei Federal. A
votação foi aprovada por todos os 18 Conselheiros e Conselheiras presentes
na reunião. Na seqüência Elton Barz consultou os Conselheiros e
Conselheiras interessados em participar dos Grupos de Trabalho, ficando
assim constituídos: 1 - Grupo de Trabalho do Edital da Fundação Cultural de
Curitiba e da Lei Emergencial da Cultura, representantes governamentais:
LOISMARY ANGELA PACHE; JOSE ROBERTO LANCA; MARIA ANGÉLICA
DA ROCHA CARVALHO; representantes da Sociedade Civil: ADRIANO
ESTURILHO; BRUNO FREDDI MANCUSO; PAULA ALESSANDRA GOMES;
PAULO SANDRINI, lembrando que este Grupo de Trabalho terá a
participação de representantes dos movimentos de acompanhamento da Lei
Emergencial Cultural e do procurador da Fundação Cultural de Curitiba. 2 –
Grupo de Trabalho para preenchimento das vagas remanescentes,
representantes da sociedade civil: PAULA ALESSANDRA GOMES;
MARCUS FLAVIO SANTOS ALVES; e TANIA MARIA DOS SANTOS; e
representante governamental, Elton Barz. Este Grupo de Trabalho também
será acompanhado pelo procurador da Fundação Cultural de Curitiba. Sem
mais para o momento eu, Elton Barz encerrei a reunião do Conselho
Municipal de Cultura e lavrei a presente Ata que segue com a minha ciência
e dos demais presentes, relacionados abaixo.

ELTON LUIZ BARZ

ANA CRISTINA DE CASTRO

JOSE ROBERTO LANCA

LOISMARY ANGELA PACHE

MARCELO SALDANHA SUTIL

TATIANA TURRA KORMAN

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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3

RICARDO ANTONIO DE ALMEIDA BINDO

MARGARETH CALDAS FUCHS

FABIO FRANCO DE FREITAS JUNIOR

TANIA MARIA DOS SANTOS

BRUNO FREDDI MANCUSO

GABRIELA NUNES AZONI FERREIRA

CÉLIO JOACIR REPETSKI

MICHAEL GOMES DE OLIVEIRA GENOFRE

ADRIANO ESTURILHO

VALDELIS GUBIÃ ANTUNES

NADIA RITA BOSCARDIN BORGHETTI

PAULO SANDRINI

LUZIA SIMPLICIO DA SILVA

MARIA ANGELICA DA ROCHA CARVALHO

LUCIANO KAMPF

MARCUS FLAVIO SANTOS ALVES

MARCOS ROBERTO TRINDADE

PAULA ALESSANDRA GOMES

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CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE CURITIBA

No dia 10 de março de 2020, nas dependências do Teatro Londrina, no


Memorial de Curitiba, tomaram posse os novos membros do novo Conselho
Municipal de Cultura de Curitiba para o biênio 2020/2021. A cerimônia foi
conduzida pela presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de
Castro, que também preside o colegiado e foi empossada no cargo. O
Conselho Municipal de Cultura, órgão que institucionaliza a relação entre a
administração municipal e os setores da sociedade ligados à cultura,
instituído pela lei 11.834 de 2006, tem 50 membros entre titulares e
suplentes. Os membros são representantes da sociedade civil organizada, da
comunidade artística e cultural, do Poder Executivo Municipal e da Câmara
Municipal de Curitiba. O mandato é de dois anos. A presidente da Fundação
Cultural e do Conselho Municipal de Cultura, em seu pronunciamento de
abertura, falou que o Conselho permite que a sociedade civil e os segmentos
culturais sejam ouvidos, cria visibilidade a tudo o que está sendo realizado no
âmbito da cultura do município, possibilita reconhecer as práticas culturais
realizadas, fortalece o que os artistas e coletivos culturais estão produzindo,
recebe demandas locais, enfim, cria uma sinergia muito importante entre o
poder público, os setores da sociedade civil e a comunidade artística. De
acordo com Ana Cristina, muitas ações foram implementadas nos últimos
três anos. Destacou a retomada já no primeiro ano de gestão dos editais do
Fundo Municipal da Cultura, que de 2017 a 2019 alcançou o valor total de R$
14,7 milhões de investimentos que atenderam diversas linguagens artísticas,
enquanto o Mecenato Subsidiado disponibilizou mais de R$ 53,5 milhões,
entre 2017 e 2020, na gestão do prefeito Rafael Greca. Na sequência, o
produtor Adriano Esturilho, representante do segmento das artes cênicas,
lembrou que o Conselho é palco de debates importantes, como a
reformulação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, que foi um dos temas
tratados pela composição anterior. Segundo ele, um dos desafios dos novos
conselheiros é ampliar o diálogo com a Câmara dos Vereadores, como forma
de fazer com que as demandas se concretizem mais rapidamente. Em nome
dos conselheiros governamentais falou Elton Barz, representando o poder
público municipal. Destacou que o Conselho existe para promover o
encontro, que é um conselho valorizado, atuante, que tem uma casa – o
Palácio dos Estudantes – para se reunir e debater os aspectos da cultura.
Acrescentou que, no atual momento, o início das atividades deste novo
colegiado significa a continuidade da democracia, a continuidade do encontro
e da conversa. Lembrou que isso tem sido raro no país e por isso precisa ser
comemorado. Ficou decidido que a primeira reunião deliberativa do Conselho
Municipal de Cultura está marcada para o dia 24 de março de 2020, no
Palacete dos Estudantes. Sem mais para o momento eu, Elton Barz encerrei
a reunião do Conselho Municipal de Cultura e lavrei a presente Ata que

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
65
3

segue com a minha ciência e dos demais presentes, relacionados abaixo.

ELTON LUIZ BARZ

ANA CRISTINA DE CASTRO

Representantes do Poder Executivo Municipal

Titulares:

JOSE ROBERTO LANCA

LOISMARY ANGELA PACHE

MARCELO SALDANHA SUTIL

ANDRESSA WOELLNER DUARTE PEREIRA

TATIANA TURRA KORMAN

RICARDO ANTONIO DE ALMEIDA BINDO

Suplentes:

LUCIANO KAMPF

ANGELINA NETSKA BALAGUER

LUZIA SIMPLICIO DA SILVA

MARIA ANGELICA DA ROCHA CARVALHO

MARGARETH CALDAS FUCHS

EDLE TATIANA LESSNAU DE FIGUEIREDO NEVES

GUILHERME FELIPPE KLOCK

Representantes da Sociedade Civil:

Regional Bairro Novo

Titular: FABIO FRANCO DE FREITAS JUNIOR

Suplente: EDEVALDO FELIX DA SILVIA

Regional Boa Vista

Titular: JOSÉ BENEDITO DE OLIVEIRA

Suplente: MICHAEL GOMES DE OLIVEIRA GENOFRE

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
66
3

Regional do Boqueirão

Titular: LARISSA MOSKO HACK BORNANCIN

Suplente: MARLON SCHENBERGER MARQUES

Regional do Cajuru

Titular: TANIA MARIA DOS SANTOS

Suplente: MARCUS FLAVIO SANTOS ALVES

Regional da CIC

Titular: ALESSANDRO ADELINO OTTO

Suplente: DIEGO NERES BATISTA

Regional Fazendinha/Portão

Titular: GABRIELA NUNES AZONI FERREIRA

Regional da Matriz

Titular: BRUNO FREDDI MANCUSO

Suplente: MARCOS ROBERTO TRINDADE

Regional Pinheirinho

Titular: CÉLIO JOACIR REPETSKI

Suplente: ELOÁ AMANDA DA CRUZ

Regional Santa Felicidade

Titular: GUILHERME KENDRICK FIUZA

Suplente: NATHALY STHEFFANY YANNE MULLER SCHELLIN

Representantes da Comunidade Artística:

Artes Cênicas

Titular: ADRIANO ESTURILHO

Artes Visuais

Titular: CAROLINA DAROS

Suplente: PAULO ROBERTO CASTELANO

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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3

Audiovisual

Titular: VALDELIS GUBIÃ ANTUNES

Suplente: PAULA ALESSANDRA GOMES

Folclore, Artesanato, Cultura Popular e demais Manifestações Culturais


Tradicionais

Titular: VANESSA TOREZIN RIBEIRO

Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural

Titular: NADIA RITA BOSCARDIN BORGHETTI

Suplente: MARIO BARBOSA

Literatura

Titular: PAULO SANDRINI

Suplente: DAMILA MEDEIROS

Representantes da Câmara Municipal de Curitiba

Titulares:

FABIANA DELISIE CABRAL DA ROSA

TITO ZEGLIN

Suplentes:

MARCOS ANTONIO VIEIRA

ADILSON ALVES LEANDRO (MESTRE POP)

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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3

CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE CURITIBA

Reunido de maneira remota, em videoconferência por meio da plataforma


Meet, o Conselho Municipal da Cultura fez sua terceira reunião ordinária no
dia 18 de agosto de 2020, com a presença de 18 conselheiros e conselheiras
titulares, 3 suplentes e 8 representantes dos movimentos de
acompanhamento da Lei Emergencial Cultural de Curitiba para debater a
seguinte pauta: 1 - Validação do Regimento Interno; 2 - Eleições
complementares das vagas em aberto do Conselho Municipal; 3 - Lei
Emergencial Cultural e seus desdobramentos; 4 - Conferência Municipal de
Cultura; 5 - Pequeno Expediente.Abrindo a reunião, o vice-presidente do
Conselho, Adriano Esturilho, notificou que a presidente Ana Cristina de
Castro encontrava-se naquele momento na Prefeitura Municipal, tratando de
assuntos correlatos à Lei Emergencial, já que no dia anterior havia saído o
decreto regulamentador da lei, e que chegaria no decorrer da reunião. Com
isso, até a chegada da presidente, o próprio vice-presidente coordenou os
trabalhos. Adriano Esturilho e o secretário executivo Elton Barz propuseram a
inversão de pauta, colocando o debate da Lei Emergencial Cultural como
primeiro ponto. Propuseram também que o debate sobre o Regimento
Interno ficasse para uma Reunião Extraordinária a ser convocada para a
próxima semana, de forma a garantir tempo hábil para os debates das duas
outras pautas apresentadas, ou seja, a Conferência Municipal e a eleição
das vagas não ocupadas do Conselho Municipal. As propostas foram
colocadas em votação e a inversão de pauta foi aprovada. Dando início ao
primeiro ponto de pauta, o vice-presidente Adriano Esturilho apresentou os
componentes do Grupo de Trabalho da Lei Emergencial e da Carta ao
Prefeito e logo depois fez um relato dos trabalhos. Na sequência, passou a
palavra para Bella Souza e Teo Ruiz apresentarem os resultados dos
trabalhos do GT. Bella Souza fez as propostas sobre o Item III, que versa
sobre o Fomento. Para o grupo, as principais diretrizes devem ser a inclusão,
a abrangência, a descentralização e a desburocratização. O modelo ideal
seria o Edital Único de Chamamento com 30% direcionado para o fomento,
com um total de R$ 3.705.000 (três milhões, setecentos e cinco mil reais),
sendo importante facilitar o acesso, uma vez que há poucos campos
acessíveis a celulares e aplicativos, disponibilizando pontos de apoio nas
Administrações Regionais, Faróis do Saber e CRAS. Quanto aos
equipamentos se propôs uma equipe para fazer o mapeamento e análise dos
espaços, devendo-se facilitar a prestação de contas, tendo em vista o estado
de calamidade pública. Outro ponto importante é o de relativizar o mérito
artístico, valorizando o artista/trabalhador da cultura. Padronizar as
contrapartidas, de modo que os contemplados se comprometam a realizar
uma apresentação, um bate-papo, masterclass etc. O grupo sugeriu também
que seja possível haver remanejamento entre as categorias, de modo que
não se perca nenhum recurso alocado e que se restrinja um projeto por
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proponente e que não se tenha uma linha de corte. Propôs também que se
tenham ações afirmativas como estabelecimento de cotas para o acesso ao
fomento da Lei Emergencial. O Grupo de Trabalho colocou como importante
o fato de que os recursos sejam disponibilizados ainda no ano de 2020,
dentro dos 60 dias estabelecidos pela Lei Aldir Blanc, e que os editais
subsequentes do Fundo Municipal de Cultura sejam lançados para
complementar as necessidades do setor cultural da cidade e servir como
complementação dos recursos da Lei Emergencial. Quanto à categoria e
valores do Licenciamento, o valor de cada projeto seria de R$ 1.500,00 (um
mil e quinhentos reais). O valor destinado a esta categoria seria de R$ 225
mil e o número de projetos contemplados seria de 150. Quanto à categoria e
valores da Bolsa de Desenvolvimento e/ou Pesquisa Individual, o valor de
cada projeto seria de R$ 3.000,00 (três mil reais), o valor destinado a esta
categoria seria de R$ 450 mil e o número de projetos contemplados seria de
150. Quanto à categoria e valores da Bolsa de Desenvolvimento e/ou
Pesquisa Coletiva o valor de cada projeto seria de R$ 5.000,00 (cinco mil
reais), o valor destinado a esta categoria seria de R$ 750 mil e o número de
projetos contemplados seria de 150. Quanto à categoria e valores da
Produção de Conteúdo Artístico o valor de cada projeto seria de R$ 3.000,00
(três mil reais), o valor destinado a esta categoria seria de R$ 300 mil e o
número de projetos contemplados seria de 100. Quanto à categoria e valores
da Produção para Técnicos seria o valor de cada projeto de R$ 3.000,00
(três mil reais), o valor destinado a esta categoria seria de R$ 450 mil e o
número de projetos contemplados seria de 150. Quanto à categoria e valores
da Produção para Produtores seria o valor de cada projeto de R$ 3.000,00
(três mil reais), o valor destinado a esta categoria seria de R$ 450 mil e o
número de projetos contemplados seria de 150. Quanto à categoria e valores
da Formação e ou Performance LGBTQIA+ seria o valor de cada projeto de
R$ 3.000,00 (três mil reais), o valor destinado a esta categoria seria de R$
540 mil e o número de projetos contemplados seria de 180. Quanto à
categoria e valores da Formação e ou Performance Artista de Rua seria o
valor de cada projeto de R$ 3.000,00 (três mil reais), o valor destinado a esta
categoria seria de R$ 540 mil e o número de projetos contemplados seria de
180. Depois de apresentada a proposta do Grupo de Trabalho, foi aberto o
debate. Ao final foi feita a votação, tendo sido aprovadas as sugestões do
Grupo de Trabalho, que passam a ser consideradas como propostas do
Conselho Municipal de Cultura a ser destinada à Fundação Cultural de
Curitiba. O segundo ponto de pauta foi a Conferência Municipal de Cultura, a
ser realizada ainda este ano, entre outubro e dezembro, nos formatos
adotados nas últimas edições, com Conferências Setoriais e as Regionais,
nas quais são escolhidos os delegados para a etapa final. Neste ponto, a
presidente do Conselho Municipal de Cultura e da Fundação Cultural de
Curitiba, Ana Cristina Castro, coordenou os debates. Teve a informação

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sobre o compromisso da Fundação Cultural de Curitiba em realizar a


Conferência Municipal de Cultura, devendo ser formado o Grupo de Trabalho
para estudar o regimento da Conferência e fazer a previsão de seu
calendário. Depois de inúmeras manifestações dos participantes a respeito
da questão, foi formada o seguinte Grupo de Trabalho: Sociedade Civil -
ADRIANO ESTURILHO, ALESSANDRO ADELINO OTTO, PAULO
SANDRINI, CÉLIO JOACIR REPETSKI, BRUNO FREDDI MANCUSO,
VALDELIS GUBIÃ ANTUNES; Fundação Cultural de Curitiba: ELTON LUIZ
BARZ, ANGELINA NETSKA BALAGUER e LUZIA SIMPLICIO DA SILVA.
Encerrado este ponto, teve início o debate sobre as eleições das vagas não
preenchidas do Conselho Municipal de Cultura de Curitiba. Elton Barz, em
nome do Grupo de Trabalho, relatou que, comandada pelo conselheiro
suplente da Regional do Cajuru, Marcus Alves, que trabalha com tecnologia
da informação, foi feita uma pesquisa para se verificar um programa que
possa ser usado nas eleições. O programa adotado teria que obedecer às
recomendações da Administração Municipal, ser de código aberto e gratuito.
A pesquisa apontou o Programa Hélios, desenvolvido pelo Instituto Federal
de Santa Catarina. Elton Barz propôs se fazer simulações e acertar com o ICI
o funcionamento dentro da Fundação Cultural de Curitiba. Para poder
operacionalizar este processo, foi acolhido dentro do Grupo de Trabalho o
conselheiro e funcionário do IPPUC, RICARDO ANTONIO DE ALMEIDA
BINDO. Será vista a possibilidade de se usar esta ferramenta para depois se
construir o edital para regrar as eleições. Ficou decidido que até o início de
setembro vai se averiguar a possibilidade do uso de tal programa.
Finalizando a pauta, decidiu-se pela realização de uma reunião extraordinária
deste Conselho Municipal de Cultura na quinta-feira, dia 27 de agosto, às
14h30 pela plataforma Meet. Sem mais para o momento eu, Elton Barz
encerrei a reunião do Conselho Municipal de Cultura e lavrei a presente Ata
que segue com a minha ciência e dos demais presentes, relacionados
abaixo.

ELTON LUIZ BARZ

JOSE ROBERTO LANCA

LOISMARY ANGELA PACHE

MARCELO SALDANHA SUTIL

TATIANA TURRA KORMAN

RICARDO ANTONIO DE ALMEIDA BINDO

MARGARETH CALDAS FUCHS

FABIO FRANCO DE FREITAS JUNIOR

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TANIA MARIA DOS SANTOS

BRUNO FREDDI MANCUSO

GABRIELA NUNES AZONI FERREIRA

CÉLIO JOACIR REPETSKI

FABIO FRANCO DE FREITAS JUNIOR

MICHAEL GOMES DE OLIVEIRA GENOFRE

ADRIANO ESTURILHO

VALDELIS GUBIÃ ANTUNES

NADIA RITA BOSCARDIN BORGHETTI

PAULO SANDRINI

LUZIA SIMPLICIO DA SILVA

MARCUS FLAVIO SANTOS ALVES

PAULA ALESSANDRA GOMES

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CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE CURITIBA

Reunido de maneira remota, em videoconferência por meio da plataforma


Meet, o Conselho Municipal de Cultura fez sua quarta reunião ordinária no
dia 27 de agosto de 2020, com a presença de 20 conselheiros e conselheiras
titulares, 6 suplentes e 8 representantes dos movimentos de
acompanhamento da Lei Emergencial Cultural de Curitiba para debater a
seguinte pauta: 1- Eleições complementares das vagas em aberto do
Conselho Municipal; 2 - Lei Emergencial Cultural e seus desdobramentos; 3 -
Conferencia Municipal de Cultura; 4 - Pequeno Expediente. Abrindo a
reunião, o vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura, Adriano
Esturilho, pediu uma inversão de pauta para que os assuntos relacionados à
Lei Emergencial fossem tratados em primeiro lugar em função da urgência
das decisões. Depois de um debate sobre o assunto, foi aprovado o pedido,
ficando a Lei de Emergência Cultural como o primeiro ponto de pauta. Ana
Cristina de Castro, presidente da Fundação Cultural e do Conselho Municipal
de Cultura, falou sobre o movimento nacional dos gestores de cultura das
capitais e comentou que é previsto ainda para este mês o decreto
regulamentador da Lei Aldir Blanc por parte do Ministério do Turismo. Ana
Cristina de Castro passou a palavra para o Grupo de Trabalho da Lei Aldir
Blanc para apresentação dos resultados das sugestões para os editais
relativos à Lei Emergencial. Como na última reunião, coube a Bella Souza e
Teo Ruiz apresentarem os resultados dos trabalhos do GT, com
compartilhamento de tela, abordando questões jurídicas trazidas nas
discussões que podem afetar o acesso aos benefícios da Lei Emergencial.
Reafirmaram que esse material também será enviado oficialmente à
presidente da FCC. Finalizadas as apresentações, Adriano Esturilho relatou
que, em diversas conversas sobre as dificuldades da Lei Emergencial, o
acesso às informações é uma questão recorrente, sendo necessária uma
reflexão de como poderá ser realizada uma boa divulgação em Curitiba,
existindo possibilidade, talvez, de utilizar verba de apoio para algumas ações.
Acrescentou a importância de ter uma equipe de apoio também na
divulgação do mapeamento, adequar a contrapartida prevista nos editais à
realidade atual, flexibilizar a linha de corte para atender aos mais
necessitados, e reforçar as ações afirmativas. Bella Souza colocou que o GT
concorda com a importância das ações afirmativas e da divulgação do
mapeamento, e pensa em dar um peso maior na avaliação dos projetos
apresentados pelos artistas que se enquadram na chamada “minoria”,
tentando assim equiparar o acesso à Lei Emergencial. Com relação ao
mapeamento, relembrou a ideia da “Kombi” para divulgação e falou da
possibilidade de filmar as inscrições, facilitando para aqueles que não têm
habilidade com formulários on-line. O Sistema Nacional de Promoção da
Igualdade Racial – SINAPIR traz subsídios legais para a adoção de ações
afirmativas. Paula afirmou que a facilitação de acesso também deve ser
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pensada para a modalidade II da Lei Emergencial, pois muitos espaços


culturais carecem de atenção especial. Reforçou a necessidade de
facilitadores para auxiliar nas inscrições e principalmente intensificar a
divulgação. Disse que para garantir a democratização do acesso é
necessário ter uma divulgação ampla e em canais diversos, a exemplo de
pontos de ônibus, rádios e etc, e que a inscrição por celular e pontos físicos
com facilitadores para quem não tem internet também deve ser considerada.
Comentou que o artigo 215 da Constituição Federal garante a todos o
exercício dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura. Reforçou a
necessidade de ampliação do acesso ao mapeamento e do engajamento das
lideranças comunitárias como facilitadores. Considera que a Lei Aldir Blanc
possa ser a abertura da política pública para os menos favorecidos. Após a
apresentação, deu-se início aos debates que mostraram a preocupação dos
conselheiros e conselheiras em adotar como orientação um processo que
tenha como base a Universalização, a Descentralização e a Simplificação de
todo o processo dos Editais e das ações relativas à Lei Aldir Blanc em
Curitiba. Depois do debate os conselheiros e conselheiras aprovaram as
recomendações para que a Fundação Cultural de Curitiba tenha como
orientação o respeito à diversidade, universalidade e a simplificação do
processo da Lei Aldir Blanc na cidade de Curitiba. Com isso foi encerrado
este ponto de pauta. No segundo ponto de pauta, o secretário executivo
Elton Barz falou sobre os resultados do GT sobre as eleições suplementares.
Elton Barz expôs que o processo de eleição por Conferência Municipal de
Cultura seria o ideal, por estar coadunado com o Sistema Nacional de
Cultura. O secretário executivo informou que há uma proposta de lei em
trâmite na Câmara Municipal que pode alterar o processo de escolha dos
conselheiros e conselheiras. Em não havendo esta opção e em época de
pandemia, o Grupo de Trabalho apontou para o que foi indicado pelo
conselheiro suplente da regional do Cajuru, Marcos Alves, ou seja, a adoção
do sistema de votação desenvolvido pelo Instituto Federal de Educação de
Santa Catarina, denominado Helios, como foi relatado na reunião anterior
deste Conselho. Explicitou que a implantação do sistema enfrenta problemas
no processo de certificação e aprovação pelo Instituto Cidades Inteligentes
(ICI ) para que o programa possa ser instalado nas máquinas da Fundação
Cultural de Curitiba. Elton informou que o assunto já foi levado ao Instituto de
Planejamento e Pesquisa Urbana de Curitiba e que se aguarda agora a
certificação de tal programa, apto a realizar eleições nos mais diversos
modelos, inclusive os que possam ocorrer numa Conferência Municipal de
Cultura. Ana Castro apontou que é necessário aguardar este processo e,
uma vez realizado, volta-se para este Conselho para a deliberação do
regimento e forma de eleição das vagas suplementares. Encerrou-se assim o
segundo ponto de pauta, passando-se para o terceiro ponto, que versa sobre
a Conferência Municipal de Cultura. Ana Castro passou a palavra a Elton

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Barz , membro do Grupo de Trabalho da Conferência Municipal para relatos.


Elton Barz dividiu com Adriano Esturilho as exposições sobre este ponto de
pauta. Foi informado que o Grupo de Trabalho prefere uma Conferência
Municipal que tenha um temário e adote o sistema usado na V Conferência
Municipal de Cultura. O que se propõe é que a VI Conferência Municipal de
Cultura seja realizada no ano de 2021 e que seu planejamento tenha início
ainda este ano. O Grupo de Trabalho defende que sejam feitas pré-
conferências setoriais e uma etapa final, e não vê possibilidade de ser
realizada neste formato ainda neste ano. Mesmo assim, se for necessário
realizá-la este ano , que seja feita com um temário. O grupo tem uma
proposta alternativa de regimento caso a Conferência tenha que ser
realizada ainda em 2020. Foi aberto o debate e a maioria dos presentes se
posicionou no sentido de aguardar o entendimento das instâncias
responsáveis para que a Conferência seja realizada em 2021, e que o Grupo
de Trabalho continue voltado a produzir uma proposta de uma Conferência
nos moldes última. Encerrado este ponto de pauta, iniciou-se o pequeno
expediente. Fizeram uso da palavra os conselheiros Adriano Esturilho e
Michael Genofre. Esturilho falou sobre a importância do acompanhamento da
nova Lei do Conselho e da Conferência que está na Câmara Municipal e
aproveitou para perguntar como se encontrava o debate sobre a Nova Lei de
Incentivo debatida por este Conselho. Ana Castro informou que a gestão
está acompanhando o processo da nova Lei do Conselho e da Conferência,
acreditando que seja votada ainda neste ano. Quanto à Lei de incentivo,
informou que ela se encontrava no Conselho Fiscal da Prefeitura Municipal
de Curitiba para debate e deliberação. Na sequência, Michael Genofre
lembrou que as eleições municipais poderiam paralisar as reuniões gerais do
Conselho Municipal de Cultura. Pediu que os trabalhos dos GTs sejam
informados aos conselheiros e conselheiras e que aqueles que sejam
candidatos e candidatas possam apresentar para o coletivo suas propostas
para a área de cultura. A presidente de Conselho Municipal de Cultura, Ana
Castro, informou que as reuniões plenárias serão paralisadas durante o
processo eleitoral municipal, mas que toda movimentação nas questões
relativas à Lei Aldir Blanc e o andamento dos Grupos de Trabalhos serão
informados a todos conselheiros e conselheiras. Não havendo mais a ser
tratado, a reunião foi encerrada e sua convocação será feita para se aprovar,
após as eleições, a estruturação e funcionamento da Conferência Municipal
de Cultura. Sem mais para o momento eu, Elton Barz encerrei a reunião do
Conselho Municipal de Cultura e lavrei a presente Ata que segue com a
minha ciência e dos demais presentes, relacionados abaixo.

ELTON LUIZ BARZ

ANA CRISTINA DE CASTRO

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JOSE ROBERTO LANCA

LOISMARY ANGELA PACHE

MARCELO SALDANHA SUTIL

TATIANA TURRA KORMAN

RICARDO ANTONIO DE ALMEIDA BINDO

MARGARETH CALDAS FUCHS

FABIO FRANCO DE FREITAS JUNIOR

TANIA MARIA DOS SANTOS

BRUNO FREDDI MANCUSO

GABRIELA NUNES AZONI FERREIRA

CÉLIO JOACIR REPETSKI

GUILHERME KENDRICK FIUZA

FABIO FRANCO DE FREITAS JUNIOR

MICHAEL GOMES DE OLIVEIRA GENOFRE

ADRIANO ESTURILHO

VALDELIS GUBIÃ ANTUNES

NADIA RITA BOSCARDIN BORGHETTI

PAULO SANDRINI

LUZIA SIMPLICIO DA SILVA

MARIA ANGELICA DA ROCHA CARVALHO

MARCUS FLAVIO SANTOS ALVES

MARCOS ROBERTO TRINDADE

NATHALY STHEFFANY YANNE MULLER SCHELLIN

PAULA ALESSANDRA GOMES

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CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE CURITIBA

Reunido de maneira remota usando a plataforma Zoom, a nova gestão do


Conselho Municipal da Cultura, que tomou posse no dia 10 de março de
2020, realizou na tarde de terça-feira, dia 28 de abril de 2020, a sua primeira
reunião ordinária. A presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana
Cristina de Castro, que é também a presidente do Conselho, dirigiu os
trabalhos a partir de uma das salas com recursos de multimídia do Cine
Passeio, possibilitando que o encontro se realizasse de forma virtual. O único
ponto de pauta da reunião foi a eleição do secretário executivo e do vice-
presidente do Conselho Municipal de Cultura. A presidente convidou os
pretendentes a candidatos a secretário executivo a se colocarem para
apreciação e eleição. Apresentou-se como candidato o funcionário de
carreira da Fundação Cultural de Curitiba, Elton Barz, que expôs que vem
exercendo esta função há três mandatos consecutivos, considerando-se apto
a continuar contribuindo com esse trabalho. Logo na sequência foi realizada
a eleição e Elton Barz teve a votação de 18 conselheiros titulares presentes.
Em seguida, Ana Cristina de Castro fez a mesma colocação quanto aos
postulantes a vice- presidente do Conselho Municipal de Cultura. Colocou-se
como candidato Adriano Esturilho, conselheiro representante das Artes
Cênicas. Realizada a votação, 17 dos conselheiros titulares presentes na
reunião aprovaram a condução de Adriano Esturilho para o cargo. Assim,
foram reeleitos o produtor cultural Adriano Esturilho como vice-presidente e o
servidor público Elton Barz, da FCC, como secretário. Acompanharam os
trabalhos os demais membros do Conselho Municipal da Cultura. Na
sequência, a presidente da Fundação Cultural de Curitiba ainda enfatizou o
papel do conselho na política de cultura do município. “O Conselho permite
que a sociedade civil e os segmentos culturais sejam ouvidos, cria
visibilidade a tudo o que está sendo realizado no âmbito da cultura do
município, possibilita reconhecer as práticas culturais realizadas, fortalece o
que os artistas e coletivos culturais estão produzindo, recebe demandas
locais, enfim, cria uma sinergia muito importante entre o poder público, os
setores da sociedade civil e a comunidade artística.” A presidente do
Conselho apontou os temas que deverão pautar esta nova gestão do
colegiado. Destacou os grandes desafios e as pautas importantes, como a
nova redação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e a reforma da própria
lei do conselho. A presidente apresentou ainda um panorama das principais
medidas adotadas pela FCC a partir da decretação da situação de
emergência em saúde pública, que exigiu o fechamento de todas as
unidades culturais do município. Ana Cristina relatou as alternativas que
foram implementadas para apoiar os artistas e manter uma programação de
qualidade para a população durante o período de isolamento social. Ana
Cristina de Castro explicou que a Fundação Cultural está trabalhando para
que as atividades culturais não sejam interrompidas, mesmo que de forma
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virtual, permitindo que a população tenha acesso aos serviços, bem como
que os artistas continuem produzindo, divulgando sua arte e dando
continuidade ao seu trabalho. A presidente citou como principais ações o
edital para seleção de conteúdos audiovisuais, no valor de R$ 450 mil; o
programa FCC Digital, que além do edital contempla inúmeras atividades que
estão sendo veiculadas nas redes sociais, e ainda o encaminhamento nos
prazos previstos de todas as etapas do edital do Mecenato Subsidiado,
lançado em dezembro de 2019. O edital habilitou 754 projetos nas
modalidades iniciante e não iniciante, que no momento passam pela análise
de mérito das comissões. O vice-presidente, Adriano Esturilho, expôs que,
além da pauta legislativa, a nova gestão tem como proposta melhorar a
comunicação das ações do conselho, que já tem feito a interface entre o
poder público e a classe artística. A ideia é estruturar um canal para que as
ações e iniciativas que estão sendo tomadas, especialmente nesse momento
de pandemia, sejam divulgadas e estejam acessíveis para quem quer
acompanhar. Adriano Esturilho considerou que o conselho deve ser um
espaço de debate e encontro entre as diversas áreas artísticas e também de
demandas da população dentro da nossa área. Propôs que os Conselheiros
se aproximem das regionais. O vice-presidente destacou ainda que a nova
gestão pretende intensificar a convocação de audiências públicas por setor
cultural, a exemplo do que já foi feito com a música e a literatura. Ficou
decido que se tentará realizar uma reunião presencial do Conselho Municipal
de Cultura no início da segunda quinzena de maio, se a pandemia permitir,
ou se não for possível, novamente de modo virtual. Sem mais para o
momento eu, Elton Barz encerrei a reunião do Conselho Municipal de Cultura
e lavrei a presente Ata que segue com a minha ciência e dos demais
presentes, relacionados abaixo.

ELTON LUIZ BARZ

ANA CRISTINA DE CASTRO

JOSE ROBERTO LANCA

LOISMARY ANGELA PACHE

MARCELO SALDANHA SUTIL

ANDRESSA WOELLNER DUARTE PEREIRA

TATIANA TURRA KORMAN

RICARDO ANTONIO DE ALMEIDA BINDO

LUCIANO KAMPF

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ANGELINA NETSKA BALAGUER

LUZIA SIMPLICIO DA SILVA

MARIA ANGELICA DA ROCHA CARVALHO

MARGARETH CALDAS FUCHS

FABIO FRANCO DE FREITAS JUNIOR

TANIA MARIA DOS SANTOS

ALESSANDRO ADELINO OTTO

BRUNO FREDDI MANCUSO

GABRIELA NUNES AZONI FERREIRA

CÉLIO JOACIR REPETSKI

GUILHERME KENDRICK FIUZA

FABIO FRANCO DE FREITAS JUNIOR

LARISSA MOSKO HACK BORNANCIN

ADRIANO ESTURILHO

VALDELIS GUBIÃ ANTUNES

NADIA RITA BOSCARDIN BORGHETTI

PAULO SANDRINI

CAROLINA DAROS

VANESSA TOREZIN RIBEIRO

LUZIA SIMPLICIO DA SILVA

MARIA ANGELICA DA ROCHA CARVALHO

MICHAEL GOMES DE OLIVEIRA GENOFRE

DAMILA MEDEIROS

PAULA ALESSANDRA GOMES

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CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE CURITIBA

Grupo de Trabalho Conferência Municipal de Cultura

Reunido de maneira remota, em videoconferência por meio da plataforma


Google Meet, o Grupo de Trabalho do Conselho Municipal de Cultura sobre a
Conferência Municipal de Cultura realizou sua segunda reunião no dia 1º de
setembro de 2020. Estiveram presentes todos os conselheiros e conselheiras
indicados para compor este Grupo de Trabalho, ou seja, Alessandro Otto,
conselheiro titular da Regional do CIC; Paulo Sandrini, conselheiro titular de
Literatura; Celio Repestki, conselheiro titular do Pinheirinho; Bruno
Mancusso, conselheiro titular da Matriz; Valderis Antunes, conselheiro titular
do Audiovisual; Luzia Alves, conselheira suplente governamental
representando a Fundação Cultural de Curitiba; Elton Barz, conselheiro titular
governamental representando a Fundação Cultural de Curitiba; e Paula
Gomes, conselheira suplente do Audiovisual. Elton Barz abriu reunião e
relembrou os encaminhamentos da última reunião do Conselho Municipal de
Cultura no dia 27 de agosto de 2020, onde se decidiu que a Fundação
Cultural de Curitiba tentará um termo de ajuste para que a VI Conferência
Municipal de Cultura seja realizada no decorrer do primeiro semestre de
2021. Caso não se obtenha esta autorização, terá que ser feita
provavelmente nos dias 18, 19 e 20 de dezembro e com uma única etapa.
Foi aberto o debate, deliberando-se que, mesmo sendo feita em uma única
etapa, deverá ter um tema e, neste caso, que seja o Plano Municipal de
Cultura e os Planos Setoriais de Cultura. Elton Barz apresentou um modelo
adaptado de Regimento para a Conferência realizada numa única etapa,
para que se for necessário já se tenha um regramento para debate e
aprovação do Conselho. O modelo a ser apresentado será de uma
Conferência presencial e, se não puder ser realizada por motivos da
pandemia, que se adapte para um modelo remoto ou mesmo híbrido.
Deliberou-se que este Grupo de Trabalho fica à disposição para debater
outros modelos de Conferência. Outra decisão foi o apoio às tratativas da
presidência da Fundação Cultural de Curitiba no sentido de transferir o
processo de conferência para o ano de 2021. Anexo a esta ata o modelo de
Regimento debatido nesta reunião.Sem mais para o momento eu, Elton Barz
lavrei a presente Ata que segue com a minha ciência e dos demais
presentes, relacionados abaixo.

Elton Barz

Alessandro Otto

Bruno Mancusso

Celio Repestki

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Luzia Alves

Paula Gomes

Paulo Sandrini

Valderis Antunes

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ANEXO ATA DE 1º DE SETEMBRO 2020

REGIMENTO INTERNO DA VI CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA

Art. 1º. A Fundação Cultural de Curitiba (FCC), através de seu representante


legal e conforme o disposto nos artigos 15 a 19, da Lei Municipal n 11.834,
de 04 de julho de 2006 e, considerando a deliberação do Conselho Municipal
de Cultura, que aprovou as etapas preparatórias realizadas pelos Setoriais
de Linguagens Culturais, pelos Regionais de Cultura, pelas áreas de
Diversidade Cultural, pelos Servidores Municipais da Cultura e pelas Teias e
Redes de Identidades da Cultura Viva, as quais se constituirão em
ferramentas para este evento, bem como a publicação no DOM nº. de de
novembro de 2020 da Portaria nº. CONVOCA a VI Conferência Ordinária
de Cultura de Curitiba.

CAPITULO I

DOS OBJETIVOS

Art. 2º. A VI Conferência Ordinária de Cultura de Curitiba terá por objetivo


elaborar um conjunto de Estratégias, Diretrizes, Objetivos, Metas e Ações
para o Plano Municipal de Cultura de Curitiba, mediante:

I – Apresentação de Estratégias, Diretrizes, Objetivos, Metas e Ações para o


Plano Municipal de Cultura de Curitiba propostas pelas regionais, setoriais e
áreas que estejam organizados os fazedores e fruidores de cultura;

II – Promoção da convergência entre as demandas e proposições das


regionais, setoriais de linguagens, áreas de diversidade e da cultura viva.

Art. 3º. A VI Conferência Ordinária de Cultura de Curitiba terá como texto


básico a Minuta do Plano Municipal de Cultura de Curitiba- PMCC disponível
no site da Fundação Cultural e que foi aprovada na V Conferencia Municipal
de Cultura de dezembro de 2015

Art. 4. A VI Conferência Ordinária de Cultura de Curitiba ocorrerá em sessão


plenária municipal para elaborar o Relatório Preliminar do Plano Municipal de
Cultura e realizar-se-á nos dias 19 e 20 de dezembro de 2020.

Art. 5º. Posteriormente à Conferência e, visando compor o Plano Municipal


de Cultura, será realizada, com a participação e o acompanhamento do
Conselho Municipal de Cultura, a fase de elaboração dos planos setoriais,
planos de áreas da Diversidade, planos regionais e o Plano da Cultura Viva,
Metas do Plano e Plano dos Espaços, Equipamentos e programas da
Fundação Cultural de Curitiba através de deliberação dos Setoriais de

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Linguagens Culturais, Regionais de Cultura, Áreas da Diversidade Cultural,


dos Servidores Municipais da Cultura de Curitiba e de Teias e Redes de
Identidade da Cultura Viva

Parágrafo primeiro. As deliberações a que se referem este artigo não


poderão alterar conteúdo de deliberação da VI Conferência Ordinária de
Cultura de Curitiba, mas integrarão na forma decidida pela Fundação Cultural
e pelo Conselho Municipal de Cultura, o Plano Municipal de Cultura.

Parágrafo segundo. Tais reuniões visando as deliberações deverão ser


concluídas até o mês de junho de 2021, de forma a não comprometer o envio
da proposta final do Plano Municipal de Cultura à Câmara Municipal ainda no
primeiro semestre do citado ano.

CAPÍTULO II

DA REALIZAÇÃO

Art. 6º. A organização e coordenação da VI Conferência Ordinária de


Cultura de Curitiba caberá à Comissão Organizadora, designada em Portaria
nº. publicada no DOM nº. de de novembro de 2020, pela presidente da
FCC.

Parágrafo Único

Compete à Comissão Organizadora a realização do evento, bem como a


execução das atribuições previstas no art. 3º da Portaria citada no “caput” do
presente artigo.

Art. 7º. Quanto à Elaboração do Plano Municipal de Cultura e de seu


Relatório Preliminar, deverá ser observado:

I - O Plano Municipal de Cultura dever conter os tópicos Estratégias,


Diretrizes, Objetivos, Metas e Ações.

II - A Comissão Organizadora apresentará o Projeto de Relatório Preliminar


do Plano Municipal de Cultura elaborado a partir do recolhimento das
resoluções das conferências já realizadas:

a) A Comissão Organizadora poderá fundir e reescrever tópicos comuns


ou assemelhados, mas deverá preservar a essência das proposições.

b) A Comissão Organizadora poderá incluir tópicos ou sugestões que


complementem proposições da Etapa de Elaboração a ser feita Pelo
Conselho Municipal de Cultura a ser realizado no ano de 2021.

III - A Comissão Organizadora consolidará as resoluções da VI Conferência


no Relatório Preliminar do Plano Municipal de Cultura; elaborará a

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sistematização dos programas, das linhas conceituais e de ação dos


principais programas e dos espaços culturais administrados pela Fundação
Cultural de Curitiba, bem como consolidará o Projeto de Plano Municipal de
Cultura, mediante relatório, que será submetido ao Conselho Municipal de
Cultura e depois será submetido à apreciação da Diretoria da Fundação
Cultural de Curitiba.

CAPÍTULO III

DO REGIMENTO DA VI CONFERÊNCIA ORDINÁRIA DE CULTURA DE


CURITIBA

Art. 8º. Poderão participar da VI Conferência Ordinária de Cultura de Curitiba


como delegados:

I - Delegados feitos através de inscrição a ser disponibilizada pela FCC;

II - Integrantes do Conselho Municipal de Cultural, cuja inscrição será


providenciada pela FCC;

III – os observadores credenciados para tal fim;

IV - aos delegados credenciados terão direito a:

a) voz nas sessões plenárias

b) voto nos processos deliberativos

c) solicitar questões de ordem e encaminhamento

d) solicitar e apresentar destaques

e) fazer a defesa favorável ou contrária aos destaques

IV - Ao Público em geral será permitido o acesso às solenidades de abertura,


às palestras, aos painéis e atividade artístico-culturais.

V - Participantes poderão se inscrever como observadores no mesmo


período de credenciamento de delegados e terão direito a voz para fazer a
defesa favorável ou contrária aos destaques.

Art. 9º. No Ato do credenciamento, os delegados e observadores atestarão o


conhecimento e acatamento dos termos do presente Regimento, sendo que
somente poderão cadastrar-se da forma indicada no presente Regimento.

Parágrafo único. Será permitido o credenciamento do suplente, somente na


ausência do titular, ou vice-versa, até o início dos trabalhos do sábado
(dia.19 de dezembro. O credenciamento de quem não participou nas fases

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anteriores é que poderá ser feito no domingo (dia 20 de dezembro)

Art. 10º. Todos os componentes do Conselho Municipal de Cultura, titulares


e suplentes serão automaticamente credenciados como delegados da VI
Conferência Municipal de Cultura Conferência, sendo excluídos de tal
credenciamento os membros da Comissão Organizadora da Conferência,
com exceção daqueles que já tenham sido credenciados.

Art. 11. A VI Conferência Ordinária de Cultura de Curitiba não poderá ser


instalada sem a presença de número mínimo de trinta por cento (30%) dos
delegados .

Art. 12. Todas as deliberações da Plenária Final da VI Conferência Ordinária


de Cultura de Curitiba deverá ser tomada com a presença mínima 40% dos
delegados credenciados.

Art. 13. Os trabalhos da Plenária Final da VI Conferência Ordinária de


Cultura de Curitiba a serem desenvolvidos no ano de 2020, serão
coordenados pela Mesa Diretora, presidida pela Presidente do Conselho
Municipal de Cultura.

Parágrafo primeiro: A mesa diretora será composta por:

a) presidente do Conselho Municipal de Cultura,

b) vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura,

c) presidente da Comissão Organizadora e

d) um componente escolhido pelo Conselho Municipal de Cultura.

Parágrafo segundo: Caberá à Mesa Diretora conduzir as atividades durante


todo o dia de realização da VI Conferência Ordinária de Cultura de Curitiba,
respeitando e fazendo respeitar o disposto neste Regimento Interno e
solucionando os casos omissos surgidos no decorrer do dia.

Parágrafo terceiro: A Vice-Presidente do Conselho Municipal de Cultura


será o vice-presidente da Conferência e auxiliará a Presidente na suas
atribuições que assumirá as atribuições em sua ausência.

Art. 14. O credenciamento de delegados e suplentes e o credenciamento de


observadores será realizada nas seguintes datas:

a) Dia 19/12 - 14h00min às 17h00min - Credenciamento dos


Delegados;

b) Dia 20/12 - 10h00min às 11h00min – Credenciamento dos


Delegados ;

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Art. 15. Será lavrada Ata da VI Conferência, bem como consignadas nesta
as Moções, as quais deverão ser apresentadas por escrito, o dia 22 de
dezembro e subscrita por pelo menos cinco (5) delegados.

Art. 16. Pauta da Plenária da VI Conferência Municipal de Cultura


considerará:

a) Aprovação das Estratégias, Diretrizes, Objetivos, Metas e Ações para


o Plano Municipal de Cultura de Curitiba, considerando as deliberações
da Etapa Preparatória;

b) Discussão e aprovação de Moções da VI Conferência Municipal de


Cultura;

c) Aprovação da Ata da V Conferência Municipal de Cultura.

CAPÍTULO VI

DOS ANDAMENTOS DOS TRABALHOS

Art. 17. A Conferência será aberta pela Presidente do Conselho Municipal de


Cultura.

Art. 18. A Mesa Diretora procederá a aprovação do Regimento de


Funcionament da VI Conferência, apresentado no capitulo VI, deste
regimento.

a) A Mesa Diretora procederá a Leitura do Regimento da VI Conferência


Municipal de Cultura;

b) Os Delegados deverão comunicar à mesa os itens que desejam


destacar para discussão;

c) A Mesa Diretora encaminhará os procedimentos de discussão e


votação dos destaques, conforme normas fixadas no Art.19.

Art. 19. A Mesa Diretora procederá à discussão e aprovação do Projeto de


Relatório Preliminar do Plano Municipal de Cultura

a) A Mesa Diretora procederá a Leitura do Projeto de Relatório


Preliminar do Plano Municipal de Cultura

b) Os Delegados deverão comunicar a mesa os itens que desejam


destacar para discussão

c) A Mesa Diretora encaminhará os procedimentos de discussão e


votação dos destaques, conforme normas fixadas no Art.19.

Art. 20. Procedimento de Discussão de votação e destaques do regimento e

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do Projeto de Relatório Preliminar do Plano Municipal de Cultura

a) A Mesa Diretora convocará o delegado solicitante do destaque que


terá no máximo dois minutos (2) para fundamentar o destaque e propor
a supressão ou substituição do texto destacado.

b) O delegado que apresentar substitutivo de texto ao Relatório


Preliminar deverá apresentá-la oralmente e entregar a Mesa Diretora a
redação da proposição.

c) A Mesa Diretora solicitará a manifestação simples de delegados que


defendam a manutenção do texto original do Projeto de Relatório
Preliminar.

d) Nas situações em que nenhum delegado se manifeste pela


manutenção do texto original do Projeto de Relatório Preliminar, a Mesa
Diretora deverá proceder à votação do destaque pelo plenário.

e) Nas situações em que ao menos um delegado se manifeste pela


manutenção do texto original do Projeto de Relatório Preliminar, a Mesa
Diretora solicitará um defensor do destaque e outro do texto original,
para que nesta ordem e no máximo três (3) minutos apresentem os
argumentos ao plenário.

f) Após os argumentos em defesa e contrário ao destaque, a Mesa


Diretora instalará o regime de votação, e ordenará a votação por
contraste de crachás.

g) Em caso de dúvida na votação por contraste, a Mesa Diretora


organizará nova votação com a contagem dos votos.

h) A Mesa Diretora comunicará o plenário o resultado da votação.

i) Na abertura do Regime de Votação, delegados que considerem que


ainda não estão esclarecidos poderão fazer manifestação simples desta
condição à Mesa Diretora. A Mesa Diretora deverá solicitar a plenária
manifestação por contraste, e considerando representativo, mesmo que
minoritário, o número de delegados que não se consideram
esclarecidos, deverá instalar nova rodada argumento em prol das
proposições em debate.

Parágrafo primeiro. Para a votação será indispensável a apresentação do


crachá, sendo que caso venha a ser extraviado, somente permitirá a
participação de seu titular como observador.

Parágrafo segundo. Se constatado por qualquer meio que durante o regime


de votação o membro credenciado repassou seu crachá para terceiro realizar

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o voto, não será mais permitida a participação dos mesmos na Conferência,


não sendo reconhecida a partir do fato, a condição de Delegado daquele.

Art. 21. Delegados poderão encaminhar à Mesa Diretora, por escrito,


declarações de voto, até a última sessão de votação do Relatório Preliminar,
indicando o tópico e texto de sua Declaração de Voto.

Art. 22. - As Moções apresentadas durante deverão ser apresentadas por


escrito e assinadas por dez (10%) dos Delegados da VI Conferência.

Parágrafo único. Não serão admitidas para discussão ou aprovação


moções, por decisão da mesa, que adotem termos ofensivos ou que, por seu
conteúdo, promovam qualquer forma de discriminação ou menosprezo contra
pessoas e instituições.

CAPÍTULO VIII

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 23. A Comissão Organizadora elaborará documento, contendo os


diagnósticos, as diretrizes e as metas aprovadas na VI Conferência Municipal
de Cultura, o qual será emendado e revisado pela FCC e submetido ao
Conselho Municipal de Cultura.

Art. 24. Terão direito ao certificado de participação os inscritos que tenham


freqüentado pelo menos 80% (oitenta por cento) da Conferência, sendo que
para tanto, deverão requerer a referida certificação por meio do endereço
eletrônico www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br\contatos.

Art. 25. Será considerado descredenciado o delegado que entregar o crachá


para Terceiros.

Art. 26. Eventuais denúncias ou solicitação de vetos a participação de


qualquer delegado serão analisados pela Mesa Diretora que definirá,
segundo as especificidades do caso concreto, os parâmetros para o
equacionamento do problema, consultando a Comissão Organizadora e
submetendo a proposta à deliberação do Plenário.

Parágrafo primeiro: As denuncias e solicitações de veto a delegados


deverão ser formalizadas à Comissão Organizadora do evento,
evidenciando-se o nome do Delegado sob suspeição e os motivos.

Parágrafo segundo: A Comissão Organizadora convocará o denunciado


para manifestar-se quanto à denúncia.

Parágrafo terceiro: A Comissão Organizadora diligenciará através dos


meios pertinentes, a fim de configurar a veracidade da denúncia, remetendo

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suas conclusões à Mesa Diretora que decidirá acerca da impugnação da


inscrição do denunciado.

Parágrafo quarto: Ao denunciado, uma vez declarada a impugnação de sua


inscrição perderá seu direito de voto podendo optar para ser credenciado
como observador.

Art. 27. A VI Conferência Ordinária de Cultura de Curitiba será avaliada


pelos seus delegados em instrumento apropriado em até 10 (dez) dias após
a realização da sua Etapa Final, através de ofício relatando suas conclusões
sobre o evento, conforme formulário disponibilizando no endereço eletrônico
www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br\conferencia.

Art. 28. As despesas de cunho administrativo havidas com a organização e a


realização da VI Conferência Ordinária de Cultura de Curitiba correrão à
conta dos recursos orçamentários da Fundação Cultural de Curitiba.

Art. 29. A Comissão Organizadora poderá baixar normas adicionais,


complementares às estabelecidas por este Regimento Interno, visando
resolver os casos omissos, as quais serão anunciadas à Plenária da
Conferência, pelo Presidente da Mesa Diretora, no momento da abertura ou
durante o andamento dos trabalhos, conforme faça necessário.

Art. 30. Constituem parte integrante do presente instrumento as regras


constantes na Portaria nº. , publicada no DOM nº. de de dezembro de 2020,
que institui e convocou a VI Conferência Ordinária de Cultura de Curitiba.

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CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE CURITIBA

Grupo de Trabalho Conferência Municipal de Cultura

Reunido de maneira remota, em videoconferência por meio da plataforma


Google Meet, o Grupo de Trabalho do Conselho Municipal de Cultura sobre a
Conferência Municipal de Cultura realizou sua primeira reunião no dia 21 de
agosto de 2020. Estiveram presentes todos os conselheiros e conselheiras
indicados para compor este Grupo de Trabalho, ou seja, Alessandro Otto,
conselheiro titular da Regional do CIC; Paulo Sandrini, conselheiro titular de
Literatura; Celio Repestki, conselheiro titular do Pinheirinho; Bruno
Mancusso, conselheiro titular da Matriz; Valderis Antunes, conselheiro titular
do Audiovisual; Luzia Alves, conselheira suplente Governamental
representando a Fundação Cultural de Curitiba; Elton Barz, conselheiro titular
governamental, representando a Fundação Cultural de Curitiba; e Paula
Gomes, conselheira suplente do Audiovisual. Iniciando a reunião, Elton Barz
explicou o processo das últimas Conferências Municipais de Cultura e que
nelas foram realizadas etapas preparatórias em todas as Administrações
Regionais e com as mais diversas linguagens artísticas e funcionais, bem
como com representantes de manifestações tradicionais e outras
comunidades culturais do município de Curitiba. Num segundo momento
realizou-se a etapa final, onde se deliberou sobre tudo o que foi debatido nas
fases anteriores. Elton Barz também explicou como foram organizadas as
Conferências que eram realizadas somente com a etapa final. A partir de
então, os conselheiros e as conselheiras iniciaram o debate sobre atual
estado do processo de conferência e sobre o melhor modelo para se adotar.
Primeiro, foi levantado o problema da pandemia e também o período
eleitoral. Consideraram que seria muito prejudicial fazê-la antes da realização
do pleito municipal. Também se falou sobre a importância dos processos de
Conferência, a qual deve ter uma temática central e um conjunto de
documentos que sirvam de base para o debate. As conselheiras e
conselheiros propuseram a retomada dos debates feitos na V Conferência
Municipal de 2016. A V Conferência Municipal de Cultura teve como tema
central o Plano Municipal de Cultura e os Planos Setoriais e o Regional de
Cultura, acompanhando assim os ditames do Sistema Nacional de Cultura,
que indica que os planos de cultura devem ser revisados nos processos de
conferências. O Grupo de Trabalho manifestou preferência por uma
conferência feita em etapas, nos moldes do que foi feito em 2016, contanto
que se tenha tempo para tal. A preocupação do coletivo foi não haver, depois
da eleição municipal, tempo hábil para a realização de uma conferência bem
estruturada. O debate levou à decisão do Grupo de Trabalho no sentido de
que se levaria para a reunião do Conselho Municipal de Cultura essas
preocupações, propondo que a Fundação Cultural de Curitiba negociasse a
realização da VI Conferência Municipal de Cultura no ano de 2021, usando-

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se todas as etapas preparatórias, mesmo iniciando o processo ainda em


2020 e concluindo no decorrer do primeiro semestre de 2021. Se esse
entendimento não for aceito, o Grupo de Trabalho debaterá, numa próxima
reunião, a formatação da VI Conferência Municipal de Cultura.Sem mais para
o momento eu, Elton Barz lavrei a presente Ata que segue com a minha
ciência e dos demais presentes, relacionados abaixo.

Elton Barz

Alessandro Otto

Bruno Mancusso

Celio Repestki

Luzia Alves

Paula Gomes

Paulo Sandrini

Valderis Antunes

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CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE CURITIBA

Grupo de Trabalho Conferência Municipal de Cultura

Reunido de maneira remota, em videoconferência por meio da plataforma


Google Meet, o Grupo de Trabalho do Conselho Municipal de Cultura sobre a
Conferência Municipal de Cultura realizou sua terceira reunião no dia 28 de
outubro de 2020. Estiveram presentes todos os conselheiros e conselheiras
indicados para compor este Grupo de Trabalho, ou seja, Alessandro Otto,
conselheiro titular da Regional do CIC; Paulo Sandrini, conselheiro titular de
Literatura; Celio Repestki, conselheiro titular do Pinheirinho; Bruno
Mancusso, conselheiro titular da Matriz; Valderis Antunes, conselheiro titular
do Audiovisual; Luzia Alves, conselheira suplente governamental
representando a Fundação Cultural de Curitiba; Elton Barz, conselheiro titular
governamental representando a Fundação Cultural de Curitiba; e Paula
Gomes, conselheira suplente do Audiovisual. O objetivo da reunião foi
debater e aprovar um modelo para a realização da VI Conferência Municipal
de Cultura durante o primeiro semestre de 2021. O coletivo optou por fazer
uma proposta conforme a atual legislação, lembrando-se que tramita uma
proposta na Câmara Municipal que pode alterar a composição do Conselho
Municipal de Cultura, bem como do processo de conferência. Caso esta
legislação seja aprovada, este GT terá que se reunir novamente e fazer uma
nova proposta, seguindo-se o Plano Municipal de Cultura e os Planos
Setoriais de Cultura. Assim, optou-se por fazer a conferência em etapas
sendo elas:
⦁ Etapas dos Setoriais dos Regionais e todos os agrupamentos que no
decorrer do debate da V Conferência Municipal apresentaram seus
respectivos Planos;
⦁ Etapas das sete áreas que estão na legislação atual, ou seja:
2.1-Música
2.2-Artes Cênicas, compreendendo teatro, dança, circo e ópera
2.3-Audiovisual, compreendendo cinema, vídeo, internet, televisão e
rádio
2.4-Literatura, pesquisas, estudos de caráter científico no âmbito
literário
2.5-Artes Visuais, compreendendo fotografia, artes plásticas, design e
artes gráficas e tecnológicas
2.6-Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural compreendendo o
patrimônio material imaterial
2.7-Folclore, Artesanato, Capoeira, Cultura Popular e demais
Manifestações Culturais Tradicionais
Acrescentando-se o âmbito do Plano de Regionalidades
⦁ Etapa Final realizada em três dias para debater e deliberar sobre as
decisões da VI Conferência Municipal de Cultura.
Como cronograma, sugeriu-se que a VI Conferência Municipal de Cultura se
realize entre os meses de fevereiro a maio de 2021, iniciando com uma
reunião do Conselho Municipal de Cultura, quando o Executivo Municipal fará
o balanço da gestão e principalmente do que foi realizado dos Planos
Setoriais. Foi debatido e apontado que a Fundação Cultural de Curitiba

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pense numa estrutura de tecnologia de informação caso a VI Conferência


Municipal de Cultura tenha que ser realizada num momento de
distanciamento social. Outra questão importante foi que, uma vez escolhido o
modelo a ser seguido, seja realizada urgentemente uma nova reunião do
Conselho Municipal de Cultura para se deliberar sobre a estrutura e o
funcionamento da VI Conferência Municipal de Cultura.Sem mais para o
momento eu, Elton Barz lavrei a presente Ata que segue com a minha
ciência e dos demais presentes, relacionados abaixo.

Elton Barz

Alessandro Otto

Paulo Sandrini

Celio Repestki

Bruno Mancusso

Valderis Antunes

Luzia Alves

Paula Gomes

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE CURITIBA

Grupo de Trabalho Eleição de Vagas Remanescentes do Conselho


Municipal

Reunido de maneira remota, em videoconferência por meio da plataforma


Google Meet, o Grupo de Trabalho do Conselho Municipal de Cultura sobre
as Eleições das Vagas Remanescentes do Conselho Municipal de Cultura
realizou sua primeira reunião no dia 16 de junho de 2020. Estiveram
presentes todos os conselheiros e conselheiras indicados para compor este
Grupo de Trabalho, ou seja, Tânia Maria dos Santos, conselheira titular da
Regional do Cajuru; Marcos Flávio dos Santos Alves, conselheiro suplente da
Regional Cajuru; Elton Barz, conselheiro titular governamental,
representando a Fundação Cultural de Curitiba; e Paula Gomes, conselheira
suplente do Audiovisual. Iniciando a reunião, Elton Barz explicou que o não
preenchimento de todas as vagas do Conselho Municipal de Cultura decorre
do fato de não ter havido inscrições de candidatos ou candidatas a suplente
da Administração Regional do Portão, e a titular e suplente do Setorial de
Música. A suplência das Artes Cênicas teve candidatura, porém não obteve
nenhum voto, sendo assim a vaga não foi preenchida. O problema é como
realizar eleições para a ocupação das vagas remanescentes do Conselho em
época de pandemia. Pela atual legislação, as eleições das Administrações
Regionais são realizadas de maneira direta para os moradores da respectiva
região e são feitas nas dependências da própria Administração Regional. As
eleições das áreas previstas na Lei do Conselho e Conferência, que
estabelece a votação de entidades inscritas, somada com candidatos e
candidatas, são realizadas nas dependências do Palacete dos Estudantes,
sede do Conselho Municipal de Cultura (últimas quatro eleições). Elton
lembra que o Conselho tem insistido que as eleições sejam feitas em
processo de Conferência Municipal, como estabelece o Sistema Nacional de
Cultura, mas que, segundo orientações da Procuradoria Jurídica da
Fundação Cultural de Curitiba, não podem ser feitas sem a modificação da
legislação vigente. Já está na Câmara Municipal uma proposta que poderá
alterar este processo. A tarefa do grupo é estudar, dentro da legislação
vigente, como fazer o processo integralmente remoto ou de maneira híbrida.
Elton Barz expôs que se poderia fazer a eleição da Regional do Portão de
maneira remota e a das áreas, que envolve poucas pessoas, de maneira
presencial. Deu-se início ao debate e o conselheiro Marcus Alves se
apresentou dizendo que, além da sua ação na área cultural, trabalha em uma
empresa de consultoria de tecnologia da informação e que poderia fazer uma
pesquisa dos instrumentos e programas que poderiam ser usados para tal
tarefa. Segundo Marcus, seria adequado que o programa a ser usado fosse
de fonte aberta e gratuito, por tratar-se de uma ação pública e pelas
facilidades de uso. Todos se manifestaram a favor de que o conselheiro

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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Marcus faça a pesquisa sobre os programas e instrumentos que poderiam


ser adotados e de que na próxima reunião volte-se ao debate, inclusive para
decisão se a eleição será realizada de maneira totalmente remota ou de
maneira hibrida. Para encerrar, foi marcada a próxima reunião do Grupo de
Trabalho para o dia 23 de junho .Sem mais para o momento eu, Elton Barz
lavrei a presente Ata que segue com a minha ciência e dos demais
presentes, relacionados abaixo.

Elton Barz

Marcos Flávio dos Santos Alves

Paula Gomes

Tânia Maria dos Santos

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PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA


FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA

ATA DO GRUPO DE TRABALHO


CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Aos dois de julho de dois mil e vinte (02/07/2020), em virtude da Decretação da


Situação de Emergência em Saúde Pública para prevenção ao contágio pelo
COVID-19 e da Portaria Conjunta nº 01 de 20/03/2020, o Grupo de Trabalho
constituído em reunião do Conselho Municipal de Cultura realizada por
videoconferência em 09 de junho, realizou a sexta reunião de forma remota
com a presença de Adriano Esturilho, Paulo Sandrini, Paula Gomes, Isadora
Flores, Bernardo Beduino, Téo Ruiz, Giselle Lima, Bella Souza, Jossane
Ferraz, Waldir Rangel, Loismary Pache, José Roberto Lanza, Maria Angélica
da Rocha Carvalho, Ana Cristina de Castro (Presidente da FCC). Adriano abre
a reunião agradecendo a presença de Ana Cristina e passando a palavra à
mesma. Ana Cristina registra que, tendo em vista contato com Adriano
Esturilho para alteração de pauta da reunião realizada em 30 de junho, onde
seriam discutidos apenas pontos da Lei Emergencial, a representante do
Gabinete do Prefeito, Cibele Fernandes, não foi convidada para a referida
reunião. Justificando assim ao GT sua ausência, Ana Cristina completa que
todos os assuntos aqui discutidos são levados para a ciência do Gabinete do
Prefeito e acompanhados semanalmente. Segue com informes sobre a Lei
Emergencial, segundo o Ministério do Turismo o repasse dos recursos aos
estados e municípios será realizado em 30 dias, a abertura de crédito especial
já foi enviada ao Ministério da Economia em 22 de junho e a Plataforma Mais
Brasil está em fase final de elaboração. A reunião que aconteceria com o
Ministro de Turismo foi reagendada para o dia 7 de julho às 15h30, com o
Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura e o Fórum
Nacional de Secretários e Gestores de Cultura das Capitais e Municípios
Associados, após a realização da referida reunião o GT terá informações
atualizadas. Informa que a diretoria da FCC realizou reunião na manhã de hoje,
para alinhar e organizar as estruturas e ações necessárias para todos os
trâmites referentes à Lei Emergencial. Diz acreditar que as definições quanto
ao cadastramento são mais urgentes, ficando na continuidade a discussão
sobre os editais, Beto Lanza vai relatar sobre isso na sequência. Pede ao GT
que mantenha foco no encaminhamento da reunião de hoje com discussões
principalmente sobre o Cadastro, para agilizar o processo e posteriormente já
avançar para a discussão de Editais. Abre para perguntas e informa que se
ausentará da reunião do GT por já estar comprometida com outra
videoconferência, mas que Beto e Lois darão andamento aos trabalhos.
Adriano abre para questões pontuais com Ana Cristina. Isadora questiona se a
Plataforma Mais Brasil será direcionada apenas para a modalidade I da Lei
Emergencial, ou se as modalidades II e III também serão contempladas. Ana
Cristina esclarece que a Plataforma atenderá as três modalidades e deverá
funcionar como um cadastro único da cultura, funcionando como um sistema
completo, incluindo inclusive a fase de prestação de contas. Téo diz acreditar
que se a Plataforma Mais Brasil realmente funcionar da maneira que foi
colocado aqui, será perfeito, pergunta se existe um protótipo disponível para
consulta. Lembra que existem iniciativas da sociedade civil para cadastramento
e pergunta se será tudo integrado. Ana Cristina esclarece que a intenção é que
a Plataforma seja integrada sim, que vai verificar link e acesso para consulta e

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA


FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA

envia para o GT. Ana Cristina se despede de todos e informa que Beto Lanza
passará os detalhes. Adriano solicita que o GT foque na discussão do cadastro
e mapeamento. Téo sugere que Beto relate o que já foi discutido na FCC, daí
passamos para as questões genéricas e por fim aos detalhamentos. Beto
passa a relatar a reunião realizada pela Diretoria da FCC com foco na
organização de equipe para montar estratégias de ação para os trâmites
referentes à Lei Emergencial. Informa que foi criado um GT interno onde Beto e
Lois vão capitanear, Diretoria de Ação Cultural - a parte conceitual, a Diretoria
de Incentivo à Cultura - a parte de operacionalização e as demais balizando as
decisões. Esse GT formado pelo Conselho Municipal de Cultura irá apresentar
sugestões factíveis para as modalidades II e III da Lei Emergencial, as quais
serão trabalhadas tecnicamente pela FCC e retornarão com devolutiva.
Importante discutir ainda hoje, com objetividade, recortes da linha II, para assim
chegar a um parâmetro de valores. O ideal seria não realizar triagem por mérito
na modalidade II, tentar contemplar todos os espaços cadastrados, desde que
obedeçam regras de um edital de credenciamento. Com um pré-cadastro
temos uma ideia de valores necessários para a modalidade II e saldo
disponível para a modalidade III. Realizar esse pré-cadastro pelo
SISPROFICE, para assim ter um mapa objetivo dos espaços culturais. Beto
pergunta quem aqui do GT está inserido na modalidade II, quem tem espaço
com características contempladas na referida modalidade. Importante ouvir
essas pessoas e ter uma visão do horizonte dos critérios na prática. O que
seria um cadastro de fácil acesso? CPF ou CNPJ? Currículo de gestão em
local próprio, locado ou compartilhado? Portfólio ou currículo com 2 anos de
atuação? Considerando que esse GT envie as propostas para um formulário
para a FCC até segunda-feira, na próxima quinta-feira retornaríamos com a
proposta pronta. Adriano abre para fala dos inscritos. Paula declara achar
muito legal que a FCC já está se reunindo e se organizando, mas questiona os
2 anos de atuação, não lembra que na Lei Emergencial conste este prazo, fala
também da importância de se considerar pessoas físicas, contemplando assim
quilombolas e indígenas que não tem CNPJ. Téo afirma ter ficado animado
quando recebeu o documento do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes
Estaduais de Cultura, onde fica claro que a modalidade I será de
responsabilidade do Estado, essa diretriz facilita o trabalho. Dúvida que ainda
tem, Curitiba vai receber próximo de 12 milhões, sendo 20%, no mínimo, para a
modalidade III? Sabe que os editais são operacionalizados pela FCC, mas
pede que exista um compromisso que as sugestões enviadas por esse GT
sejam consideradas. Que mesmo que se trate de um GT consultivo, as
sugestões sejam acatadas. Lois lembra que como trata-se de recurso do Fundo
Municipal de Cultura, a aprovação dos editais é realizada por Comissão
específica, designada por ato legal, a qual conta também com representantes
da sociedade civil, conforme a Lei 57/05. Isadora agradece o espaço
democrático e de discussão, diz que a FCC está sendo muito responsável
nesse momento histórico e se orgulha de participar de tudo isso. Sugere
separar o GT em pequenos grupos para facilitar e agilizar os trabalhos,
podendo ser: critérios de mapeamento e valores; pesquisa e mapeamento de
Curitiba e flexibilização jurídica (desburocratização). Fala que alguns estados
flexibilizaram, abriram mão de certidões, processo mais simplificado, mais ágil.
Informa da formação recente do Grupo Teia, frente de espaços culturais

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independentes. Jossane passa a relatar sua experiência na gestão de espaço


cultural, conta que seu espaço é novo, que não foi nem formalmente
inaugurado devido a pandemia. Em março teve dificuldades em achar um
espaço para apresentar uma peça que faria parte do Festival de Teatro, diante
disso e outras questões resolveu empreender e abrir um espaço cultural.
Porém a pandemia chegou junto, fizeram alguns ensaios, mas não iniciaram as
atividades efetivamente. Hoje arca com todas as despesas, ficando bem
pesado, o espaço não tem lucro com nada. Tem um contrato de 2 anos com a
imobiliária e em caso de rescisão pagaria multa, também não quer desistir e
pra isso precisa de ajuda. Relata que existem outros espaços com a mesma
situação, então acredita que deixar como um dos critérios a atuação de 2 anos
no mínimo, vai prejudicar todos esses espaços novos. Acredita que espaços
que já tem uma trajetória histórica possuem mais estrutura para se sustentar,
contam com apoios de leis de incentivo e outros patrocínios. Os mais novos
não tem apoio nenhum, são espaços totalmente independentes, de pessoas
físicas ou microempresas. São experiências muito diferentes dos espaços já
estabelecidos e dos novos. Giselle concorda que a realidade é bem distinta
entre os espaços novos e os antigos, mas que todos estão com os mesmos
problemas e correndo o risco de fechar. Pergunta a Beto se o que ele gostaria
seriam sugestões práticas para o formulário de cadastramento ou relato da
vivência do espaço cultural. Beto explica que em um primeiro momento
solicitou sugestões para formulário, mas que esse fórum é de escuta, isso até
já responde aos questionamentos do Téo. Todas as falas aqui trazidas
agregam valor as nossas ideias e são muito válidas. Aproveita e já remete à
fala de Paula esclarecendo que considerar o mínimo de 2 anos de atuação é
um padrão de Curitiba, mas depois do relato de Jossane reconhece a
necessidade de estudos para alterar isso. Independente de qualquer
inquietação desse GT, a FCC está aqui para fazer um trabalho conjunto.
Giselle retoma sua fala relatando que o Pé no Palco tem 25 anos de existência,
dos quais, 18 anos, estabelecido no bairro Rebouças. Foram para lá na gestão
do Prefeito Cassio Taniguchi, no Projeto de revitalização do bairro Rebouças.
São privilegiados porque também trabalham com a população que não tem
acesso a arte e a cultura, isso que os diferencia de outras escolas de teatro da
cidade. Hoje atendem muitas pessoas que procuram a arte como instrumento
de desenvolvimento humano e profissional, além do artístico. E relata que
também depende das mensalidades para pagar as contas, tem um espaço de
um mil metros quadrados que dá muita despesa. Os alunos pagantes
desistiram dos cursos, e agora o espaço tem que se reinventar, sem recursos
para enfrentar a nova realidade. Seguem esperançosos em voltar logo, mesmo
dentro de um novo normal. Acredita que a união desse GT agora não será
apenas para esse período de emergência, mas que seguirá para que todos
aprendam uma nova prática da vivência cultural. Esse GT foi criado para
atender uma demanda de urgência, mas criará ferramentas para um novo olhar
da prática, do fazer cultural. Com relação ao mapeamento cita a mobilização
realizada pelo Grupo Teia (formado basicamente por 4 Ventos, Selvática,
Alfaiataria e Galeria Ponto de Fuga), com respostas a um questionário bem
simples, com perguntas básicas, que tem a intenção de fazer um levantamento
inicial de espaços culturais, sugestão tomá-lo como base. Afirma que muitos
artistas dependem exclusivamente da renda que tem no Pé no Palco, e que

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muitas CIAs utilizam o espaço em parceria, então as dificuldades são grandes.


Jossane complementa que sabe da necessidade de todos os artistas, mas
defende os espaços culturais, pois eles são responsáveis por uma cadeia
produtiva expressiva na área da cultura, geram empregos, criam
oportunidades, movimentam a vida cultural, são muito importantes para a
comunidade e contribuem com o desenvolvimento da cidade. Téo considera a
proposta de encaminhamento de Isadora ótima, mas reforça a importância de
que as sugestões elaboradas pelo GT sejam acatadas. Declara ter ciência,
como todos aqui, que este GT é consultivo, mas afirma que a sociedade civil
aqui presente representa muitos coletivos e artistas e também é cobrada por
todos. Assim seria muito gentil que, dentro da legalidade, as propostas desse
GT fossem acatadas como diretrizes para os editais. Não tem críticas aos
processos elaborados pela equipe da FCC, mas nesse momento peculiar a
participação da sociedade civil é muito importante. Entende que a presença do
Procurador nessas discussões é interessante, pois assim ele já pode limitar as
sugestões dentro da legalidade. Enfim, pede que as ações do GT façam parte,
que a FCC acate. Adriano se reporta especificamente ao pré-mapeamento,
como Giselle colocou alguns grupos independentes já estão trabalhando nisso,
pensa que podem servir de base, mas alerta ser importante que esse
mapeamento seja formal, vinculado ao poder público, acompanhado e validado
pela FCC. Cita como outro ponto importante a divisão de valores entre as
modalidades II e III, seria ótimo a possibilidade de seguir a ideia do Beto, de
dividir o recurso entre todos os cadastrados, mas não acredita que seja factível,
imagina que teremos muitos espaços interessados em receber estes valores.
Tem a informação que só escolas de dança somam aproximadamente 80
estabelecimentos em Curitiba, temos ainda os espaços gastronômicos, bares e
outros. Se todos se cadastrarem e tiverem direito não haverá verba para
atender a demanda, então é importante criar critérios e percentual de
distribuição de recursos bem claros. Paulo valida as propostas trazidas pelo GT
e reforça o posicionamento de que as sugestões devem ser acatadas pela
FCC, dentro da legalidade. Lembra que os representantes da sociedade civil
são cobrados pelos coletivos e artistas e tem que dar um retorno. Quanto a
modalidade II da Lei Emergencial acha importante verificar os mapeamentos
que já estão em andamento, mas levanta a necessidade de garantir que esse
mapeamento chegue na ponta, nas regionais. Lembra também do retorno
social que esse investimento trará, importante deixar isso claro nos critérios.
Bernardo diz se sentir muito contemplado com a fala de Téo e Paulo, tem que
nos ouvir. Reforça a necessidade de fazer o mapeamento chegar na ponta, diz
que rapidamente lembra de vários espaços culturais que não são conhecidos e
que devem constar nesse mapeamento, como home studios e outros.
Concorda com a proposta de Isadora da divisão em grupos menores para
melhorar a discussão. Isadora corrobora com a importância da validade das
sugestões trazidas pelo grupo, de que são cobrados pelos coletivos e estão
aqui para auxiliar a FCC a cumprir seu papel. Adriano alerta da necessidade de
critérios claros para não cair na situação de atender espaços comerciais
estruturados e não conseguir beneficiar os que realmente precisam. Beto
passa a responder às questões anteriores, para Paula fala da necessidade de
parametrizar algum tipo de documentação comprobatória de atividade cultural,
pensar em portfólio com experiências em um primeiro momento pareceu viável,

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mas agora com o depoimento de Jossane acredita que caiu por terra.
Considerar talvez espaços formalizados antes de 17 de março, que é o marco
do início da quarentena. Enfim, como trabalhar com espaços que já tem
histórico de atividade cultural e espaços novos. Necessário aguardar a
regulamentação federal para decidir quanto à flexibilização de prazos e outros.
Quanto à fala de Bernardo sobre os espaços culturais bem específicos,
diferentes dos espaços de Giselle e Jossane, e do Adriano quando se refere
aos espaços gastronômicos e bares, terá que existir uma delimitação, como por
exemplo contemplar uma trajetória cultural. Assegura a Téo que tanto ele
(Beto), quanto Lois e Angélica estão aqui para construir estratégias conjuntas,
fazer a ponte do GT com as instâncias devidas, cuidar da parte operacional,
como sempre foi feito. Tudo que for factível será considerado. Lembra que
Adriano coordena esse GT e irá enviar formalmente as sugestões. Esse GT é
muito qualificado e tem clareza do que pode ou não ser realizado, e o que
depender da FCC será realizado. Vai levar para Ana Cristina a situação de não
prejudicar espaços abertos recentemente e tentar sensibilizar o Fórum
Nacional para que na regulamentação federal contemple essa questão. Lois
lembra que a regulamentação municipal depende da regulamentação federal e
diz esperar que nas regras federais existam recortes mais claros de quais
espaços serão considerados culturais. Téo reforça que a sociedade civil está
junto com o poder público e que o trabalho realizado aqui é muito importante do
ponto de vista da participação da sociedade. Adriano relata que com a
experiência que tem no Conselho Municipal de Cultura pode afirmar que as
discussões estão mais qualificadas e os GTs acabam tornando-se referência,
que historicamente tem suas solicitações acatadas, tanto pela FCC quanto pela
Comissão do Fundo. Passa então para a votação para a divisão do GT em
grupos sendo: GT Pesquisa Fóruns:1. Critérios, 2. Mapeamento CWB, 3.
Valores pagamento mensal; GT Pesquisa e mapeamento: busca de espaços
culturais formais e informais, expressões em espaços públicos/ ONGs/
divulgação e articulação; GT Desburocratização/articulação CMC/pesquisa de
outros decretos e editais simplificados. Divisão aprovada por todos, sendo que
os representantes não governamentais vão compor os grupos e deverão se
manifestar por whatsapp por qual GT tem preferência. Beto sugere que o GT
de mapeamento local seja priorizado e traga, se possível, já na próxima
reunião, uma ideia de espaços culturais em Curitiba. Angélica pergunta sobre
aprovação da Ata da reunião de 30 de junho, todos estão de acordo e a Ata
fica aprovada, lembra também da importância das atas como documento de
registro dos trabalhos desenvolvidos pelo GT. Adriano encerra a reunião
agradecendo a presença de todos, ficando a próxima agendada para o dia 07
de julho, 15h. Sendo o que havia, eu, Maria Angélica da Rocha Carvalho, lavrei
a presente Ata que segue com a minha ciência e dos demais presentes,
relacionados abaixo.

Adriano Esturilho
Ana Cristina de Castro
Bella Souza
Bernardo Beduino
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Giselle Lima
Isadora Flores
José Roberto Lanza
Jossane Ferraz
Loismary Pache
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes
Paulo Sandrini
Téo Ruiz
Waldir Rangel

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ATA DO GRUPO DE TRABALHO


CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Aos quatro de agosto de dois mil e vinte (04/08/2020), em virtude da


Decretação da Situação de Emergência em Saúde Pública para prevenção ao
contágio pela COVID-19 e da Portaria Conjunta nº 01 de 20/03/2020, o Grupo
de Trabalho constituído em reunião do Conselho Municipal de Cultura realizada
por videoconferência em 09 de junho, realizou a décima segunda reunião de
forma remota com a presença de Adriano Esturilho, Paula Gomes, Isadora
Flores, Bernardo Beduino, Téo Ruiz, Bella Souza, Jossane Ferraz, Giselle
Lima, Loismary Pache, José Roberto Lanza, Maria Angélica da Rocha Carvalho
e Ana Cristina de Castro (Presidente da FCC). Adriano abre a reunião
lembrando que a pauta para hoje é a apresentação das conclusões do GT
sobre os editais da Lei Emergencial, mas antes passa a palavra para informes
da Presidente da FCC. Ana Cristina cumprimenta a todos e informa sobre o
descontingenciamento de verbas do Fundo Municipal de Cultura, como parte
do plano de recuperação anunciado hoje pelo Prefeito, onde a cultura recebe 3
milhões de apoio. Comunica que a próxima reunião do Conselho Municipal de
Cultura será convocada para o dia 18 de agosto, e a ratificação dos trabalhos
desenvolvidos pelo GT estará na pauta. Anuncia que a Plataforma Mais Brasil
deve estar disponibilizada até o dia 14 de agosto e que a equipe da FCC está
paralelamente realizando estudos, consultas, trabalhando a legislação para as
adequações necessárias ao atendimento da Lei Emergencial, porém ressalta
que é fundamental a regulamentação federal para a finalização dos trâmites
municipais. Comenta sobre o mapeamento que está aberto, até a data de
ontem já havia 87 inscritos, a FCC vai intensificar a divulgação, mas também é
necessário o engajamento da sociedade civil para uma boa comunicação sobre
o referido mapeamento. Parabeniza a todos pelo trabalho desenvolvido pelo
GT e principalmente pelo diálogo, e lembra que agora é o momento em que a
equipe da FCC precisa estar focada nos trâmites internos para viabilizar a Lei
Emergencial. Téo pede esclarecimento sobre o valor do FMC, realmente viu
uma notícia sobre 3 milhões, mas acredita que os dois editais lançados pela
FCC já estão nesse valor. Pergunta se não houve algum erro na divulgação
dos dados, pois os editais FCC Digital 1 e 2, de acordo com informações
passadas pela FCC, usaram verba de emendas parlamentares e não do
Fundo. Dando continuidade, compartilha com o GT uma apresentação em
powerpoint com as diretrizes, justificativas, sugestões e conclusões gerais
sobre a Lei Aldir Blanc, as quais serão enviadas oficialmente à Presidente da
FCC. Na sequência Isadora apresenta, também com compartilhamento de tela,
questões jurídicas trazidas nas discussões, que podem afetar o acesso aos
benefícios da Lei Emergencial. Reafirmando que esse material também será
enviado oficialmente à Presidente da FCC. Finalizadas as apresentações,
Adriano relata que em diversas conversas sobre as dificuldades da Lei
Emergencial, o acesso às informações é uma questão recorrente e faz uma
reflexão de como poderá ser realizada uma boa divulgação em Curitiba, talvez
exista possibilidade de utilizar verba de apoio para algumas ações. Acrescenta
a importância de ter uma equipe de apoio também na divulgação do
mapeamento. Acrescenta que a contrapartida prevista nos editais deve ser
adequada à realidade atual, a linha de corte flexibilizada para atender aos mais

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necessitados e reforçar as ações afirmativas. Ana Cristina relembra a


necessidade da regulamentação federal, tendo assim a questão jurídica bem
desenhada. Adriano esclarece que pensaram em algumas formas jurídicas que
seguirão detalhadas na proposta oficial. Bella diz estar contemplada na fala de
Adriano, mas reforça a importância das ações afirmativas e da divulgação do
mapeamento. Pensa em dar um peso maior na avaliação dos projetos
apresentados pelos artistas que se enquadram na chamada “minoria”, tentando
assim equiparar o acesso à Lei Emergencial. Com relação ao mapeamento,
relembra a ideia da “Kombi” para divulgação e fala da possibilidade de filmar as
inscrições, facilitando para aqueles que não tem habilidade com formulários on-
line. Jossane afirma que o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial
– SINAPIR traz subsídios legais para a adoção de ações afirmativas. Paula
afirma que a facilitação de acesso também deve ser pensada para a
modalidade II da Lei Emergencial, pois muitos espaços culturais carecem de
atenção especial. Reforça a necessidade de facilitadores para auxiliar nas
inscrições e principalmente intensificar a divulgação. Fala que para garantir o
acesso e democratização é necessário ter uma divulgação ampla e em canais
diversos, a exemplo de pontos de ônibus, rádio e etc., e que o acesso à
inscrição por celular e pontos físicos com facilitadores para quem não tem
acesso à internet também deve ser considerado. Comenta que o artigo 215 da
Constituição Federal garante a todos o exercício dos direitos culturais e acesso
às fontes de cultura. Isadora concorda com a necessidade de ampliação de
acesso ao mapeamento e do engajamento das lideranças comunitárias como
facilitadores e pensa que a Lei Aldir Blanc possa ser abertura da política
pública para os menos favorecidos. Pergunta se existe a possibilidade da FCC
promover cursos on-line para auxiliar nas inscrições e, mesmo sabendo que o
cadastro de pessoas físicas é de responsabilidade do Estado, questiona se não
seria possível a FCC realizar. Ana Cristina responde que a elaboração de
cursos on-line e tutoriais já está em estudos e será realizada. Lembra que
poderemos contar também com os tutoriais do Governo Federal. Reafirma que
a FCC ficou responsável pelo mapeamento dos espaços culturais, o qual já
está em andamento, já o cadastro de pessoa física é realmente de
responsabilidade do Estado. Téo diz sentir-se contemplado com a fala dos
colegas e comenta ter ficado otimista quando viu a matéria da Câmara
Municipal de Curitiba sobre as alterações da Lei 57/05. Com relação às ações
afirmativas tem certeza que é uma questão que não pode ficar fora das
discussões. Ana Cristina informa que já conversou com a assessora da
igualdade racial da PMC, Marli Teixeira, e com o Conselho Municipal do
Patrimônio Cultural de Curitiba, e que foi organizado um GT para apresentar
sugestões. Téo afirma que o papel desse GT é apresentar sugestões, mas
existem outras pessoas que têm experiência e podem auxiliar, vê esse
momento como histórico, pois não se recorda de nenhum edital anterior que
contemple ações afirmativas. Pergunta como poderá acontecer o
remanejamento de valores entre as modalidades caso exista saldo. Beto
responde que é viável a transferência de saldos remanescentes dentro do
mesmo edital. Angélica reforça a viabilidade, desde que dentro do mesmo
edital. Adriano fala sobre manter linhas individuais para facilitar o caráter
unitário, mas entende que pode ser produtivo haver uma modalidade que
permita a mediação entre produtores e aqueles artistas que não tem

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conhecimento ou interesse em participar dos editais. Afirma ainda que os


espaços culturais serão contemplados na modalidade II da Lei Emergencial,
não sendo necessário uma divisão específica para essa categoria na
modalidade III. Ana Cristina responde o questionamento anterior de Téo e
esclarece que o valor total do apoio à cultura será de 3 milhões, sendo que o
descontingenciamento do Fundo Municipal de Cultura ficará em 2,4 milhões.
Adriano dá os encaminhamentos finais da reunião solicitando aos
representantes da Sociedade Civil agilidade no envio das sugestões oficiais
para a Presidente da FCC e entende que as reuniões ordinárias deste GT,
todas as terças e quintas, ficam suspensas, uma vez que as atribuições dadas
pelo Conselho Municipal de Cultura foram cumpridas. Assim, reuniões
extraordinárias poderão ser agendadas se necessário. Gisele informa que, por
solicitação dos artistas, foi agendada com a Câmara Municipal de Curitiba
audiência pública entre a classe e os vereadores para uma aproximação e
convida a Presidente Ana Cristina para participar, será no dia 13 de agosto às
14h. Angélica fica responsável por verificar disponibilidade de agenda da
Presidente da FCC e/ou indicar representante na referida reunião, na
sequência pergunta sobre aprovação da Ata da reunião de 23 de julho, todos
estão de acordo e a Ata fica aprovada. Pede ainda para que fique registrado
que como não está agendada próxima reunião do GT, a validação da Ata de
hoje será realizada por whatsapp. Ana Cristina faz um agradecimento ao grupo,
enaltecendo a importante participação e o diálogo fundamental nesse momento
de crise. Os demais presentes também agradecem a oportunidade e
reconhecem a importância do trabalho conjunto. Adriano encerra a reunião
agradecendo a ativa participação de todos e parabenizando pelos resultados
obtidos. Sendo o que havia, eu, Maria Angélica da Rocha Carvalho, lavrei a
presente Ata que segue com a minha ciência e dos demais presentes,
relacionados abaixo.

Adriano Esturilho
Ana Cristina de Castro
Bella Souza
Bernardo Beduino
Giselle Lima
Isadora Flores
José Roberto Lanza
Jossane Ferraz
Loismary Pache
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes
Téo Ruiz

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ATA DO GRUPO DE TRABALHO


CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Aos nove de julho de dois mil e vinte (09/07/2020), em virtude da Decretação


da Situação de Emergência em Saúde Pública para prevenção ao contágio
pelo COVID-19 e da Portaria Conjunta nº 01 de 20/03/2020, o Grupo de
Trabalho constituído em reunião do Conselho Municipal de Cultura realizada
por videoconferência em 09 de junho, realizou a sétima reunião de forma
remota com a presença de Adriano Esturilho, Dito Salgado, Paulo Sandrini,
Paula Gomes, Isadora Flores, Bernardo Beduino, Téo Ruiz, Bella Souza,
Jossane Ferraz, Loismary Pache, José Roberto Lanza, Maria Angélica da
Rocha Carvalho e Ana Cristina de Castro (Presidente da FCC). Adriano abre a
reunião passando a palavra para Ana Cristina que comunica o agendamento
da reunião com o Prefeito Rafael Greca, por videoconferência, dando
continuidade ao atendimento aos pedidos da “carta aberta” enviada
anteriormente, e ressalta que haverá boas notícias. A reunião virtual será dia
15 de julho às 11h e o link será enviado oportunamente. Relata sobre a reunião
ocorrida na terça-feira (07/07) com o Ministério do Turismo e a Secretaria
Especial da Cultura, com a presença do Secretário Executivo Adjunto, Higino
Vieira, e o Secretário de Economia Criativa, Aldo Valentim, além de 5 técnicos
do Ministério, e representantes do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes
Estaduais de Cultura; Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Cultura
das Capitais e Municípios Associados; Associação Brasileira dos Municípios
(ABM); Confederação Nacional dos Municípios (CNM); Fórum Nacional dos
Conselhos Estaduais de Cultura / ConeC. Do encontro saíram os seguintes
informes e encaminhamentos: a avaliação da proposição da partilha de
competências entre os entes federados foi bem recepcionada pelo Ministério e
está em análise para lastreamento jurídico na Regulamentação Federal; a MP
dos créditos extraordinários já passou por todas as análises técnicas e jurídicas
do Ministério da Economia e deve ser editada ainda esta semana; permanecem
os contatos com a Secretaria Especial de Cultura para o alinhamento do
processo cadastral, que será realizado de maneira descentralizada, mas com a
uniformidade necessária para o cruzamento de dados, garantindo ainda o
acesso aos dados cadastrais exigidos na Lei; a Minuta da Regulamentação
Federal está sendo construída e, tão logo esteja finalizada - ou já bem madura
- será compartilhada com os Fóruns e representantes dos entes federados.
Complementa que Beto vai relatar sobre o seminário realizado pelo Estado, do
qual ele e Lois participaram, e trará mais informações sobre o cadastramento,
pauta principal desta reunião e finaliza dizendo que espera bons resultados
deste encontro de hoje, para avançarmos nos editais. Téo apresenta uma
dúvida quanto a Plataforma Mais Brasil perguntado se será utilizada para os
repasses de fundo a fundo e não para cadastro de artistas. Ana responde que
realmente a ideia é em um primeiro momento ser direcionada para os
repasses, mas futuramente se transformar em um cadastro único da cultura.
Ana se despede desejando uma boa tarde de trabalhos. Adriano pede para
Beto dar continuidade com as informações sobre a reunião realizada com o
Estado. Beto relata que Luciana, Superintendente da Cultura, fez uma bela
fala, muito perspicaz, dizendo que se tem uma grande oportunidade de
trabalho conjunto com o Governo Federal, que não se pode deixar passar. Foi

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uma apresentação com o objetivo de informar o status da implantação da Lei


Emergencial, a nível estadual. Beto diz poder se notar a vontade do Estado em
garantir a presença dos pequenos municípios, e que se tem uma forte frente de
trabalho para isso. Pede a Angélica o envio para o grupo, por chat ou
whatsapp, dos materiais em PDF e power point, referentes ao seminário em
questão. Angélica encaminha no chat o link
https://m.youtube.com/watch?v=me1q_QkqEAw e dois arquivos para o
whatsapp do GT. Afirma que este grupo é privilegiado com o acesso às
informações referentes aos trâmites da Lei Emergencial, a nível Federal e
Estadual, porque Ana Cristina é vice-presidente do Fórum Nacional de
Secretários e Gestores de Cultura das Capitais e Municípios Associados e
sempre atualiza as informações. Mas ressalta que para os demais municípios o
seminário promovido pelo Estado foi muito importante. Lembra que existe um
acordo informal, que deve ser formalizado na regulamentação da Lei, onde a
modalidade I (subsídio) ficará a cargo do Estado, assim o foco aqui são as
sugestões para as modalidades II e III, sendo mais importante no momento
definições das sugestões para o cadastro dos espaços culturais. Volta a relatar
sobre a fala da superintendente Luciana, onde a mesma insiste na importância
da mobilização de todos para dar suporte no cadastramento, facilitando o
acesso de todos, cita inclusive o cadastro geral dos trabalhadores que teve
apoio das instituições sociais para divulgação e auxílio direto nos cadastros. A
questão aqui fica, como vamos apoiar os artistas para que não percam o
cadastramento e consequentemente o direito ao benefício. Em Curitiba temos a
vantagem de uma prática institucional mais evoluída, já existe um termo de
cooperação entre o Estado e a FCC, operando com o SISPROFICE. Beto
informa que a Coordenação de Incentivo do Estado já está em fase avançada
da elaboração do cadastro e que possivelmente se trabalhará com um
cadastramento exclusivo para a Lei Emergencial. Acrescenta que o trabalho
deste GT será complementar o cadastro desenvolvido pela Superintendência
de Cultura do Estado. Reforça a importância do papel do Estado no
acompanhamento do uso correto dos benefícios, evitando contratempos com
pagamentos indevidos, em duplicidade entre outros. Complementa falando da
apresentação realizada pela funcionária Eliete sobre o Sistema de Cultura e diz
que nos arquivos enviados para o grupo existem informações que podem
auxiliar na elaboração dos editais locais. Finaliza afirmando que deu um
panorama geral e os detalhes encontram-se nos materiais encaminhados via
chat e whatsapp. Isadora pede esclarecimento se o cadastro do SISPROFICE
será mantido e haverá um novo cadastro para a Lei Aldir Blanc. Beto responde
que sim, que será um cadastramento customizado para a Lei Emergencial,
tanto para agentes quanto para espaços culturais. Isso devido as diferenças
regionais no Paraná, um espaço cultural no litoral é muito diferente de um
centro cultural em Curitiba. Cita como exemplo Guaraqueçaba, que tem uma
atividade muito forte ligada ao patrimônio cultural e a cultura tradicional.
Isadora pergunta se seu entendimento está correto sendo, quem participará
das modalidade I e II fará cadastro específico para a Lei Aldir Blanc, já os
enquadrados na modalidade III continuarão utilizando o cadastro normal do
SISPROFICE. Lois afirma que sim. Beto informa que a Superintendência de
Cultura e a Celepar estão em fase final de elaboração do cadastro, então é
prudente aguardarmos um pouco mais para maiores esclarecimentos de

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funcionamento. Angélica informa, a pedido de Ana Cristina, que a reunião com


o Prefeito será dia 16 de julho às 11h. Téo agradece os esclarecimentos
trazidos até o momento, diz que aguardava a utilização do SISPROFICE, mas
não era uma certeza, assim fica mais confortável. Informa que continuam com
contatos diversos, inclusive realizaram uma reunião com o setorial estadual de
música, com isso existem propostas práticas tanto para o cadastramento
quanto para os editais. Considerando que o cadastro será via SISPROFICE é
importante repassar as sugestões para o Estado, como também é importante
que os já cadastrados atualizem seus cadastros com base nas normas da Lei
Emergencial. Téo passa a apresentar algumas telas ao GT, dentre elas o mapa
da cultura, e discorre sobre as mesmas. Fala sobre facilitações nas inscrições
e modelos de editais de Maceió. Sugere a elaboração de sugestões de critérios
e novos campos para composição do cadastro do SISPROFICE, mas ressalta
a importância de serem ações imediatas, acredita que o cadastro deveria ser
feito já a partir de segunda-feira. Beto esclarece que a Superintendência de
Cultura trabalha em um cadastro geral, baseado na Lei Aldir Blanc, e que
detalhes importantes para Curitiba deverão constar nos editais. Lembra que
tanto ele (Beto) quanto a Lois podem fazer a interlocução com a SECC e com a
Celepar, que já existe uma relação muito tranquila com a FCC e acredita que
algumas alterações serão possíveis de se incluir. Mas reforça que o cadastro é
geral, e situações muito específicas deverão constar nos editais. Paulo
pergunta a Beto qual o prazo para a SECC finalizar o formulário e para o GT
enviar as sugestões. Beto esclarece que a SECC está elaborando o formulário
com base nas regulamentações e diretrizes da Lei Emergencial. Por respeito
institucional é importante a FCC trabalhar em parceria com a SECC,
poderíamos iniciar um cadastro local, mas a SECC está realizando um ótimo
trabalho. Para Paulo, Beto reafirma que o cadastro é geral e situações pontuais
deverão constar nos editais locais. Téo reforça que muitos municípios estão
trabalhando com o mapa da cultura. Diz que a questão não é usar o
SISPROFICE, mas sim inserir as sugestões do GT no cadastro. Acha que o GT
deve montar as sugestões para Beto e Lois intermediarem com a SECC e
Celepar. Beto faz sugestões práticas de encaminhamento instruindo que
Adriano deve encaminhar formalmente a FCC, no e-mail de Ana Cristina, as
sugestões finais do GT e as mesmas serão encaminhadas institucionalmente
para a Superintendência de Cultura. Téo retoma que já foi delimitada a
preocupação com os parâmetros da lei e a triagem que o SISPROFICE deve
fazer. Completa que tem claro que situações muito específicas devem estar
nos editais de Curitiba, mas sugere percentual de 40% para os espaços
culturais e 60% para os editais. Beto lembra que dependemos da
regulamentação federal para falarmos de percentuais, a Lei determina um
mínimo de 20% para os editais, mas se a regulamentação determinar
atendimento universal dos espaços cadastrados, teremos um tipo de recorte,
no momento não podemos impor percentual para as modalidades. Diz achar
ótima a ideia apresentada por Téo, mas até a regulamentação da Lei, não
podemos deliberar. Adriano pede foco na discussão sobre o cadastramento por
acreditar ser o item emergencial. Bella retoma as falas sobre cadastramento
demonstrando preocupação sobre a utilização efetiva do trabalho do GT no
cadastro final, considerando que hoje temos a informação que será pelo
SISPROFICE e que a SECC já está em fase final de elaboração, acredita ser

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muito importante as sugestões serem enviadas para a SECC e inseridas no


cadastro. Adriano se compromete em encaminhar oficialmente as sugestões
para a FCC, na pessoa da Presidente Ana Cristina, como também enviar para
a Superintendência de Cultura, mas lembra que para isso precisamos finalizar
o trabalho e estruturar as sugestões. Diz ter conhecimentos de pesquisas
realizadas por todos e pede que retomem as apresentações de propostas.
Jossane diz que uma coisa é a lista de inclusões para o cadastro do
SISPROFICE, e outra as sugestões para os editais. Ainda se tem o panorama
dos centros culturais em Curitiba. Então, como a prioridade é o cadastro, pede
que seja discutida essa questão em um primeiro momento, deixando os demais
assuntos para depois. Paulo se manifesta que tem questões importantes sobre
os outros assuntos, mas como o foco é o cadastro deixa sua fala para
momento oportuno. Jossane relata que acompanha o trabalho da “Teia” quanto
ao cadastro de espaços culturais, e que na semana já chegaram a 60 espaços,
com a constatação que a maioria deles é vinculado às artes cênicas. Conta que
ela (Jossane) e Bernardo pesquisaram uma definição para espaços culturais e
lê para o grupo a definição completa. Conta que concluíram que os locais mais
prejudicados hoje são aqueles que reúnem pessoas, realizam apresentações,
dão aulas, ou seja, aqueles que promovem aglomerações. Demonstra a
preocupação de como fazer o benefício chegar aos espaços que realmente
precisam. Faz a leitura de algumas perguntas importantes para constar no
formulário tais como: seu espaço se encaixa na definição de espaço cultural?
Quantas pessoas são beneficiadas pelas atividades promovidas no seu
espaço? Quantos artistas trabalham vinculados ao seu espaço? Entre outras.
Esclarece que respondidas as perguntas, deve-se ter uma pontuação para
cada uma e chegar a um escore final. Importante ter o cuidado de que o
benefício chegue a espaços que não tem outro tipo de apoio, e não aqueles
espaços que já contam com outras leis de incentivo ou patrocínios. Reforça o
alcance do cadastramento realizado pela “Teia” e finaliza dizendo que seria
mais democrático se a maior parte do valor fosse direcionada aos editais.
Paula propõe a formação de um grupo para interlocução com a SECC e
verificação imediata de quais dados constam no cadastro em elaboração e
encaminhamento de sugestões para complementar o formulário. Isadora coloca
algumas questões: que o momento deve ser aproveitado para e criar um
grande mapeamento; que as modalidades que vão atender subsídio aos
artistas e manutenção de espaços devem ser simples, sem burocracia, com
poucos itens para preencher; que as fundações e entidades públicas devem
fazer uma força tarefa com o objetivo de dar alcance e acesso ao
cadastramento. Continua dizendo que pensou em dividir em um cadastro
simples, para agilizar as questões da Lei Emergencial e outro cadastro mais
completo, para trazer subsídios para elaboração de políticas públicas de cultura
e passa a apresentar um modelo com compartilhamento de tela com os demais
participantes da reunião. Beto pontua que deve se ter um panorama geral, para
daí definir os percentuais por modalidade, se for possível atender a
universalidade com o percentual de 40% proposto anteriormente por Téo será
perfeito, sem critérios de seleção, apenas cadastro, contrapartida e prestação
de contas. Se existirem em torno de 300 espaços culturais entre novos e
aqueles já consagrados, acredita que ficamos no patamar de 40 %. Caso seja
necessário critérios de classificação, a Comissão do Fundo Municipal de

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Cultura que ratificará esses critérios, pois o edital será pelo Fundo Municipal de
Cultura. A ideia é um edital simples e único para as duas modalidades (II e III),
assim se sobrar verba de uma modalidade é possível transferir para a outra.
Isadora pergunta se no final de todo o processo aparecer algum artista ou
espaço que não realizou o cadastro, é possível fazer algo? Lois responde que
após finalizado o processo, quem não cumpriu todas as etapas determinadas
no edital, principalmente o cadastro, não terá com ser beneficiado e não há
nada que possa ser feito. Paulo questiona qual seria o entendimento do
conceito de universalidade. Como considerar atender a universalidade se
muitos nem sabem da existência dos editais, como isso será comunicado e
divulgado. Deve haver uma divulgação pública muito abrangente. Importante
garantir a democratização dos recursos e o acesso a participação dos
processos. Que as propostas aqui trazidas não sejam vãs. Universalizar
significa comunicar bem, como isso será feito? Bella passa a apresentar
formulário de cadastramento do município de Santa Luzia – MG, realizado pela
sociedade civil, informa link no chat para que todos possam acompanhar. Téo
concorda com a sugestão de Paula para criar um GT de interlocução com a
SECC, mas pede que as sugestões aqui trazidas sejam enviadas oficialmente
para a FCC. Fala que ainda aguarda a regulamentação da Lei Emergencial,
mas fica claro que o auxílio aos espaços culturais deve funcionar como o
subsídio aos artistas, ou seja, de forma bem simples. Comenta que a
CELEPAR citou até a possibilidade de ser via aplicativo de celular. Acredita
que o próprio cadastro para auxílio emergencial será o instrumento de repasse
dos valores e pensa que deve ser feito da mesma forma para os espaços
culturais, então não deve ter edital. Quanto a preocupação de divulgação
trazida por Paulo, registra aqui que vai roubar uma ideia do Adriano, que é de
fazer a “Kombi Aldir Blanc”, uma Kombi com 2 computadores, acesso a internet
e auxílio para os artistas fazerem seu cadastro. Tranquiliza Beto dizendo
acreditar que será possível atender toda a demanda dos espaços culturais, não
sendo necessário criar critérios de seleção. Dito relata ter a impressão que nem
sempre as coisas acontecem da maneira mais justa e que não tem certeza que
nessa hora tão emergencial será diferente, mas pensa que é importante
cadastrar e classificar, então se coloca a disposição para dar continuidade a
um cadastro único da cidade, mesmo depois da pandemia. Adriano acredita
que o grupo que está responsável por unificar as propostas para
cadastramento já tem bastante material para trabalhar. Lembra da importância
de como será feito o novo cadastro, hoje algumas pessoas tem dificuldade com
o SISPROFICE, talvez possa ser feito por celular, mas é importante registrar
que o acesso à internet não é tão universal quanto se pensa. Acredita ser
relevante levar essas questões para a CELEPAR. As Ruas da Cidadania
podem ser um suporte para os artistas, o projeto da Kombi citado por Téo pode
propiciar que o cadastro chegue até os artistas. Concorda com a Lois quando
se trata de artista que não realizou o cadastro e as outras exigências
editalícias, não há o que se fazer. Bella fala que o projeto “Kombi”, call center,
auxílio das Ruas da Cidadania e outras ações de apoio, foram inclusive
sugeridas e solicitadas pela Superintendência de Cultura do Estado, e são
muito importantes. Paulo reforça a importância da comunicação e afirma que
só digital não atinge a todos. Beto esclarece que é uma preocupação de todos
massificar a informação, e que será feito de forma integrada, lembra que a

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Superintendência de Cultura está subordinada a Secretaria Estadual de


Comunicação e Cultura (SECC), sendo um facilitador, mas alerta a importância
de cuidar com a segurança sanitária e a saúde de todos. Finaliza dizendo que
o Conselho Municipal de Cultura também terá papel fundamental na divulgação
de todos os processos. Paulo solicita que o grupo de interlocução com a SECC
já leve a eles a necessidade de se ter um plano de comunicação. Beto lembra
que a PMC estará com limitações por conta do período eleitoral, sendo assim o
Estado tem mais condições de agilizar as divulgações. Paula faz a proposição
final de criação de grupo para interlocução com a Superintendência de Cultura,
sendo aprovada e indicados Paula Gomes e Dito Salgado. Téo solicita que
conste em ata a necessidade de participação de um representante da
Procuradoria, para dar as diretrizes legais nas discussões do GT. Angélica
pergunta sobre aprovação da Ata da reunião de 02 de julho, todos estão de
acordo e a Ata fica aprovada. Adriano encerra a reunião agradecendo a
presença de todos, ficando a próxima agendada para o dia 14 de julho, 15h.
Sendo o que havia, eu, Maria Angélica da Rocha Carvalho, lavrei a presente
Ata que segue com a minha ciência e dos demais presentes, relacionados
abaixo.

Adriano Esturilho
Ana Cristina de Castro
Bella Souza
Bernardo Beduino
Dito Salgado
Isadora Flores
José Roberto Lanza
Jossane Ferraz
Loismary Pache
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes
Paulo Sandrini
Téo Ruiz

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ATA DO GRUPO DE TRABALHO


CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Aos doze de junho de dois mil e vinte (12/06/2020), em virtude da Decretação


da Situação de Emergência em Saúde Pública para prevenção ao contágio
pelo COVID – 19 e da Portaria Conjunta nº 01 de 20/03/2020, o Grupo de
Trabalho constituído em reunião do Conselho Municipal de Cultura realizada
por videoconferência em 09 de junho, se reuniu de forma remota com a
presença de Adriano Esturilho, Dito Salgado, Téo Ruiz, Paulo Sandrini, Paula
Gomes, Isadora Flores, Bernardo Beduino, Loismary Pache, José Roberto
Lanza e Maria Angélica da Rocha Carvalho. Por questão de ordem fica
decidido que: a reunião se encerrará às 16h, podendo se estender até no
máximo as 16h30. Paula Gomes e Angélica Carvalho ficam responsáveis por
secretariar os trabalhos. Adriano abre a reunião agradecendo a participação
dos representantes da FCC, agradece também a presença dos representantes
dos coletivos, e esclarece que os mesmos foram indicados temporariamente,
até que sejam escolhidos os representantes oficiais em reunião com o coletivos
que acontecerá na terça-feira, dia 16 de junho. Paula Gomes inicia as
inscrições para fala e controla o tempo máximo de 2 minutos. Adriano lembra
que todos os presentes já trazem posições de seus grupos e nossa função aqui
é otimizar e tentar deixar o trabalho mais produtivo, então a reunião de hoje
terá como pauta única a discussão das contribuições desse grupo para a
minuta de novo edital FCC digital. Pede ainda que já fiquem agendadas as
próximas duas reuniões para discussão das questões do Fundo Municipal de
Cultura e da Lei Aldir Blanc, o grupo define as datas de 16 e 18 de junho, no
mesmo horário. Téo Ruiz, considerando o teor da pauta das próximas reuniões,
solicita que estejam presentes representantes da Secretaria Municipal de
Finanças e do Gabinete do Prefeito. Beto Lanza contextualiza a situação do
edital 013 FCC Digital, lembra que a partir de 17 de março, devido a declaração
de pandemia, a gestão da FCC organiza a casa com providências no sentido
de interromper a programação cultural da cidade, principalmente de grandes
eventos já organizados com emendas parlamentares, cita a Paixão de Cristo,
fala das ações necessárias para atender a todos os envolvidos, comunidade e
vereadores. Conta da tentativa de transformar a dificuldade em oportunidade e,
com isso, a negociação com os vereadores envolvidos para que os recursos
destinados, via emenda parlamentar, para o evento Paixão de Cristo fossem
transferidos para um edital que amenizasse a situação de crise no setor
cultural. Uma situação emergencial que nos levou a ensaios de instrumentos
legais para um regramento possível seguindo a nova lógica das atividades, ou
seja, a que contemplasse o distanciamento social exigido pelas autoridades
sanitárias. Naquele momento não havia possibilidades de discutir propostas
com o Conselho Municipal de Cultura devido a urgência das ações, porém
recebemos propostas de diferentes linguagens que foram contemplá-las ao
máximo em um primeiro momento. Sugere que as discussões desse GT
partam do edital 013 FCC Digital com proposição de melhorias e ajustes
necessários. Lembra que trata-se de chamamento público pela FCC e não
edital do Fundo Municipal de Cultura, não havia um modelo, então criamos
mecanismos para adaptar a nova realidade, seguindo os trâmites legais.
Adriano pede informações sobre o andamento do edital 013 FCC Digital, Beto

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esclarece que a FCC fez uma força tarefa com os funcionários que não fazem
parte do grupo de risco e podem trabalhar presencialmente, e considerando as
dificuldades está em fase final de elaboração dos 300 contratos para dar
andamento aos demais trâmites legais. Téo e Adriano apresentam
apontamentos sobre questões do edital 013 FCC Digital informando que
enviaram questionamentos a FCC sobre a situação de proponentes com
projetos aprovados em pessoa física e outro em pessoa jurídica, para que seja
aprovado apenas o de maior nota. Outra questão é a aprovação de pessoa
jurídica ME. Ambos aguardam posicionamento oficial da FCC. Beto esclarece
que o funcionário Luciano é o gestor dos contratos e a pessoa correta para dar
as informações e que fará esse pedido. Aproveita para sugerir que para o
próximo edital sejam aceitas apenas inscrições de pessoas físicas ou no
máximo pessoas jurídica de natureza individual, com direito a ser contemplado
em apenas um projeto. Em tempo, esclarece que é exigência legal que a FCC
constitua uma comissão composta apenas por funcionários, responsável por
elaborar o edital e tratar de todos os trâmites, mas que as considerações deste
GT serão enviadas oficialmente a referida comissão. Dito Salgado lembra que
pessoas físicas podem tirar alvará de autônomo e poderíamos aproveitar esse
documento para garantir o nível dos projetos. Isabela pergunta se a proposta
seria obrigatoriedade da apresentação de alvará. Dito esclarece que é apenas
uma sugestão, pois com alvará não tem desconto. Paulo Sandrini coloca que
independente de ser apenas para pessoa física ou para MEI e ME, o
importante é ficar claro que poderá apenas ter um projeto contemplado por
pessoa. Téo conclui que ser exclusivo para pessoa física ou incluir MEI, desde
que fique claro apenas um projeto contemplado por pessoa, é consenso entre
os presentes. Concorda que quem foi contemplado no edital 013 FCC Digital
não deve ser contemplado em um próximo e informa que acredita que alvará
de autônomo gera tarifas talvez até maiores que para as MEIs. Diz que apesar
de todas as adequações técnicas necessárias a maior preocupação de
imediato é saber qual o valor financeiro que será disponibilizado para o edital.
É importante verificar as possibilidades de remanejamentos de emendas
destinadas a outros eventos da FCC, garantindo assim um aporte maior e
consequentemente mais beneficiados. Levanta a necessidade de discutirmos
maneiras de agilizar o pagamento aos contemplados, pois já estamos com
aproximadamente 80 dias de pandemia e a situação está se agravando.
Adriano reforça a necessidade de uma redação clara sobre a possibilidade de
contemplar apenas um projeto por pessoa, independente de física ou jurídica.
Paula Gomes diz que a iniciativa da FCC em fazer o edital 013 FCC Digital é
muito legal, mas que estão desconsiderados outros técnicos da cadeia
produtiva. Levanta a necessidade de contemplar outras formas de entrega de
produto final para dar possibilidade de acesso a outros profissionais da cultura.
Existe possibilidade de contemplar videoaula, podcasts e outros, mas se faz
necessária uma redação mais inclusiva, conteúdo on-line mais simples
proporcionando a inclusão de outros agentes. Beto relata que nas últimas
horas da elaboração do edital 013 FCC Digital esse assunto foi trazido e aí
tentamos contemplar videoaula. Coloca que a realidade atual já é um pouco
diferente, e com a possibilidade de contemplar outras ações, desde que
respeitados o distanciamento mínimo, o uso de máscaras e demais diretrizes
de segurança sanitária, pede assim a Paula para elaborar uma sugestão de

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novas ações que contemplem as diversas cadeias produtivas da cultura.


Isadora Flores registra que tem acompanhado a participação da FCC, na
pessoa de sua presidente Ana Cristina de Castro, para aprovação da Lei
emergencial Aldir Blanc e agradece o empenho. Menciona estar de acordo com
a decisão de que contemplados no edital 013 FCC Digital não devem ser
contemplados em outro edital. Acredita que critérios exigidos nos editais são
excludentes e que em tempos de pandemia é importante flexibilizar. Pensar em
aulas virtuais para capacitar aqueles que não tem conhecimento de como
apresentar projetos, alguns não sabem nem como acessar a plataforma. A
FCC poderia pensar em produzir material de suporte para acessar o portal,
escrita de projetos e outros, para minimizar as diferenças. Em relação ao
produto cultural sugere que pudesse ser definido pelo proponente do projeto, e
poderia ser uma performance virtual, publicação de artigo entre outros. Adriano
concorda com Isadora sobre outras formas de apresentação de produto final e
sugere algo como lives e/ou podcasts com estrutura fornecida pela FCC,
contemplando assim aqueles que não tem condições de produzir um vídeo,
editar e tudo mais. Assim a FCC ficaria responsável por organizar essas lives e
podcasts e os proponentes receberiam por participação. O Conselho Municipal
de Cultura também pode auxiliar de alguma forma. Registra também a intenção
de alguns vereadores, entre eles Bruno Pessuti, em redirecionar as emendas
de eventos para o novo edital. Por fim coloca que a flexibilização para facilitar o
acesso ao edital é importante, que concorda que contemplados no edital 013
FCC Digital não devem ser contemplados em outro edital. Sugere pensarmos
talvez em criar cotas para algumas classes, como por exemplo artistas de rua.
Reforça a necessidade de rever critérios de avaliação para equilibrar a
participação de artistas excluídos e fala sobre a possibilidade de criar
modalidade que contemple artistas com baixa renda, por comprovação de
renda, acredita que legalmente não seja possível, mas pede para
considerarmos a questão. Paulo concorda com a necessidade de tornar o edital
mais inclusivo, mas fala da importância do produto que será gerado, deve
pesar mais na pontuação o produto que será entregue do que a experiência do
artista. Téo concorda com Paulo e fala sobre desburocratizar o edital dentro do
possível. É complicada a exigência de certidões negativas sendo que muitos
artistas estão inadimplentes e, por não terem renda no momento, não
conseguem regularizar a situação. Sugere que a documentação seja exigida
apenas dos aprovados no mérito e que haja uma flexibilização na apresentação
das certidões negativas, talvez por decreto do Prefeito, caso momentâneo
considerando a situação emergencial. Importante também flexibilizar os
critérios de análise, deixar o edital o mais próximo possível de pagamento de
renda emergencial. Retorna a questão de renegociar emendas com vereadores
e se coloca à disposição para falar com Bruno Pessuti, se necessário. Diz que
seria muito importante a possibilidade de contemplar todos os aprovados no
edital. Adriano cita o exemplo de Maranhão onde o edital contempla uma
categoria que pode contar com um pequeno estúdio para gravações, quem não
tem condições de acesso a nenhum estúdio pode usar essa estrutura, sugere
que a FCC pense se é possível uma estrutura como essa. Dito Salgado
comenta que a FCC deve saber quem são os artistas e acredita que as
regionais tem acompanhado os artistas locais, então é preciso tentar
regionalizar as vagas do edital, cada regional tem seu potencial. Bernardo fala

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sobre tratar o edital como renda emergencial, diminuir barreiras de acesso e


realizar campanha de capacitação para artistas realizarem suas inscrições.
Para isso tem que existir uma parceria, vontade da FCC em diminuir as
barreiras e vontade dos representantes da classe artística em realizar as
capacitações. Talvez propiciar que projetos de capacitação possam fazer parte
do edital. Beto esclarece que quase tudo que foi colocado até o momento é
possível de se levar à comissão responsável pela elaboração do edital e
prosperar. Várias modalidades podem ser contempladas e existe a vontade,
tanto da FCC quanto de vereadores, em acomodar emendas para contemplar o
novo edital. Professor Euler e Bruno Pessuti já se manifestaram favoráveis e
está em negociação um possível acréscimo de recursos. Pensar um novo edital
como edital de inclusão e estudar como aferir qualidade para contemplar todas
as áreas. Concorda que os contemplados no edital 013 FCC Digital não devem
ser contemplados em outro edital, mas é necessário verificar possibilidade
legal. Paulo responde a Beto que quanto a aferir qualidade, pensa que a
comissão de análise de mérito deve estar capacitada para tanto. Reforça que é
uma situação emergencial e que devemos pensar em como incluir todos os
profissionais ligados a cultura, os “novos atores culturais”. Isadora questiona
sobre a possibilidade de se acrescentar valores financeiros ao edital após sua
publicação, assim poderíamos garantir o benefício de um maior número de
artistas. Beto esclarece que trata-se de um chamamento público e que para
sua publicação é necessário um documento da Secretaria de Finanças que se
chama autorização para licitar, e que uma vez publicado o edital não é possível
alteração de valores. Informa ainda que por tratar-se de chamamento seus
prazos são de 15 dias para conhecimento do edital e 5 dias de inscrição.
Completa dizendo que acredita possível a inversão de fases, sendo que os
documentos só seriam apresentados pelos aprovados na análise de mérito.
Lois comunica que vai solicitar ao funcionário Cláudio a elaboração de
explicações sobre acesso a inscrição no edital e que vamos disponibilizar o
material. Adriano pergunta a Beto o cronograma para minuta de novo edital e
para Lois sobre portaria de flexibilização dos projetos do PAIC. Lois informa
que será publicada portaria com novo prazo para solicitação de alterações em
projetos e que o procurador, Dr. Paulo de Tarso, está verificando a viabilidade
de contemplar as solicitações de pedidos de alteração. Beto esclarece que o
ideal é partir do texto do edital 013 FCC Digital e propor ajustes necessários de
acordo com o consenso do GT, daí enviamos as propostas para a comissão
que será responsável pela elaboração do edital. Importante não perdermos o
foco que devemos estar alinhados com o “novo normal”, tanto agora para o
novo edital quanto para outras possibilidades, pensando em retorno das
atividades culturais. Téo concorda com Beto sendo pertinente a preocupação
com o retorno das atividades culturais, como estimular as pessoas a voltar a
frequentar os espaços culturais. Fala do manual da ABRAB sobre protocolos
de funcionamento de espaços culturais, que pode ser um início de estudo.
Finaliza dizendo que fez várias anotações sobre os outros assuntos,
principalmente com relação ao Fundo Municipal de Cultura, mas vai abordar
nas outras reuniões. Reforça a necessidade de representantes da Secretaria
Municipal de Finanças e do Gabinete do Prefeito no GT lembrando que ainda
não houve retorno oficial das demandas apresentadas em carta ao Prefeito.
Acredita na boa vontade e agilidade da FCC, mas é urgente retorno da PMC

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quanto aos valores disponíveis para o FMC, é necessário uma resposta clara.
Paula reforça a importância de ter um recorte por regional, talvez uma proposta
de percentual por regional. Adriano pede a Angélica que leve a Ana Cristina a
necessidade de indicação de representantes da Secretaria Municipal de
Finanças e do Gabinete do Prefeito no GT e reforça o pedido de agenda com o
Prefeito Rafael Greca. Lembra também da importância de renegociação com
vereadores quanto ao redirecionamento dos valores de emendas para o novo
edital. Angélica informa que a FCC já está em contato com os vereadores, mas
que irá reforçar a urgência para a Presidente da FCC. Coloca ainda a
preocupação de deixar a pauta da próxima reunião exclusiva para o novo
edital, para assim podermos finalizar as propostas que serão enviadas a
comissão. Todos concordam e Téo lembra que dia 16 de junho haverá
audiência com os coletivos para indicação dos representantes efetivos no
Grupo de Trabalho. Adriano encerra a reunião ficando a próxima agendada
para o dia 16 de junho, 15h, pauta: considerações para novo edital. Sendo o
que havia, eu, Maria Angélica da Rocha Carvalho, lavrei a presente Ata que
segue com a minha ciência e dos demais presentes, relacionados abaixo.

Adriano Esturilho
Bernardo Beduino
Dito Salgado
Isadora Flores
José Roberto Lanza
Loismary Pache
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes
Paulo Sandrini
Téo Ruiz

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ATA DO GRUPO DE TRABALHO


CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Aos quatorze de julho de dois mil e vinte (14/07/2020), em virtude da Decretação da


Situação de Emergência em Saúde Pública para prevenção ao contágio pelo COVID-19
e da Portaria Conjunta nº 01 de 20/03/2020, o Grupo de Trabalho constituído em
reunião do Conselho Municipal de Cultura realizada por videoconferência em 09 de
junho, realizou a oitava reunião de forma remota com a presença de Adriano Esturilho,
Dito Salgado, Paula Gomes, Isadora Flores, Bernardo Beduino, Téo Ruiz, Bella Souza,
Jossane Ferraz, Loismary Pache, José Roberto Lanza e Maria Angélica da Rocha
Carvalho. Adriano abre a reunião falando sobre o tempo exíguo para finalizar as
sugestões para o cadastramento, conta que os representantes da sociedade civil do GT
realizaram uma videoconferência na data de ontem para finalizar uma proposta e
apresentar na reunião de hoje para considerações do grupo. O próximo encaminhamento
será o envio de ofício à FCC com a proposta final aprovada aqui. Conta que falou com
Ana Cristina e a mesma se comprometeu em levar a proposta do GT para a
Superintendência de Cultura do Estado. Adriano relata que também tem conversado
com Conselheiros Estaduais e que irá encaminhar as sugestões do GT como
representante da sociedade civil. Pede para que as discussões sobre o tema sejam
finalizadas hoje, tendo em vista a importância de enviar o quanto antes a proposta
oficial, para que chegue às mãos da Superintendente de Cultura, e a mesma possa
avaliar mesmo antes da regulamentação federal. Paula faz a apresentação da proposta
com compartilhamento de tela para facilitar o acompanhamento de todos. Cita que com
relação aos agentes, além dos dados obrigatórios de identificação e renda, a sugestão é
que sejam coletados nos formulários de cadastro as seguintes informações: 1.Gênero
(incluir opção “outro” com campo para preenchimento facultativo); 2. Orientação
Sexual (incluir as opções:, “Lésbica”, “Gay”, “Bissexual”, “Assexual”, “Panssexual”,
“Heterossexual”, “Outros”, “não quero responder”); 3.Cor ou Raça (“Amarela”,
“Branca”, “Preta”, “Parda”, “Indígena”, “não quero responder”); 4.Possui alguma
deficiência?; 5.Endereço (tornar obrigatório); 6.Possui acesso à internet na sua
residência?. Passa a falar das sugestões para cadastro dos espaços culturais que além dos
dados obrigatórios de identificação e renda devem ser coletados nos formulários de
cadastro as seguintes informações: 1.Nome do Espaço Cultural; 2.Espaço físico
dedicado EXCLUSIVAMENTE à atividade cultural? Sim/ Não; 3.Este espaço é próprio
ou alugado? Próprio/Alugado/Cedido/Não possui; 4.Qual o tipo de espaço (possibilitar
assinalar mais de 1 opção): I - pontos e pontões de cultura; II - teatros independentes; III
- escolas de música, de capoeira e de artes e estúdios, companhias e escolas de dança;
IV - circos; V - cineclubes; VI - centros culturais, casas de cultura e centros de tradição
regionais; VII - museus comunitários, centros de memória e patrimônio; VIII -
bibliotecas comunitárias; IX - espaços culturais em comunidades indígenas; X - centros
artísticos e culturais afro-brasileiros; XI - comunidades quilombolas; XII - espaços de
povos e comunidades tradicionais; XIII - festas populares, inclusive o carnaval e o São
João, e outras de caráter regional; XIV - teatro de rua e demais expressões artísticas e
culturais realizadas em espaços públicos; XV - livrarias, editoras e sebos; XVI -
empresas de diversão e produção de espetáculos; XVII - estúdios de fotografia; XVIII -
produtoras de cinema e audiovisual; XIX - ateliês de pintura, moda, design e artesanato;
XX - galerias de arte e de fotografias; XXI - feiras de arte e de artesanato; XXII -
espaços de apresentação musical; XXIII - espaços de literatura, poesia e literatura de
cordel; XXIV - espaços e centros de cultura alimentar de base comunitária,
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agroecológica e de culturas originárias, tradicionais e populares; XXV - outros espaços


e atividades artísticas e culturais, validados nos cadastros aos quais se refere o art. 7º da
Lei Aldir Blanc; 5.Qual atividade principal do seu espaço/empresa? (deixar campo
aberto); 6.Quais áreas/setores da cultura são atendidos no espaço: I - música; II – teatro;
III – dança; IV – circo; V – ópera; VI - audiovisual, compreendendo cinema, vídeo,
internet, televisão, rádio.etc.; VII – literatura (pesquisas, estudos de caráter científico no
âmbito literário, dentre outros); VIII - artes visuais, compreendendo fotografia, artes
plásticas, design, e artes gráficas e tecnológicas, etc.; IX - patrimônio histórico, artístico
e cultural; X - folclore, artesanato e demais manifestações culturais tradicionais. XI -
Outros/ Especifique; 7.Promove apresentações e/ou atividades abertas ao público neste
espaço? Sim/Não; 8.Promove atividades gratuitas de ação social (não apenas aquelas
vinculadas às contrapartidas sociais de projeto de Mecenato, Fundo entre outros)?;
9.Recebe ou recebeu nos últimos 12 meses patrocínio ou investimento de iniciativa
pública ou privada para a manutenção do espaço ou de suas atividades? Sim/Não;
10.Quantos m2 tem o espaço?; 11.Quantos postos de trabalho foram mantidos neste
espaço direta e indiretamente nos últimos 12 meses?; 12.Quantos desses funcionários
têm carteira assinada (CLT)? 13.Quantas pessoas são atendidas em média por mês no
seu espaço?; 14.Quantos projetos foram realizados por meio de Leis de Incentivo
(Municipal, Estadual ou Federal) nos últimos 12 meses?; 15.Qual a arrecadação média
mensal da empresa/espaço nos últimos 12 meses? E 16.Qual custo médio mensal para
manutenção do espaço nos últimos 12 meses? (Pedir planilha de custos da empresa -
subir modelo de planilha de custos). Finalizada a apresentação Beto registra que é
importante deixar claro questões como: se o espaço atende ao público ou não?, entre
outros, recortes que devem ser afinados. Paula diz acreditar que os pontos trazidos na
sugestão contribuem para evitar a ação de aproveitadores e democratiza o acesso aos
recursos. São critérios de cadastramento que possibilitam recortes que venham a ser
necessários. Téo acrescenta que hoje não existe nenhum mapeamento, assim as
discussões do GT partem de uma realidade desconhecida. A partir desses levantamentos
existirão respostas para poderem ser definidos critérios para os editais. Trata-se de um
mapeamento detalhado para subsidiar o estabelecimento de critérios e propostas, com a
tentativa de ser mais abrangente e democrático possível. Beto faz uma pergunta com
relação ao item I, embora em um primeiro momento seja responsabilidade do Estado,
não seria importante ser em forma de autodeclaração se é agente cultural formal ou não?
Pensa nisso com o intuito de salvaguardar profissões regulamentadas. Talvez possa ser
sugerido alguma pergunta específica de profissão regulamentada. Paula esclarece que as
sugestões apresentadas são complementares às questões já previstas na Lei
Emergencial, e que a questão trazida pelo Beto já está contemplada na Lei. Adriano
concorda e complementa que a questão de trabalho formal já está contemplada nos
regramentos da Lei. Acrescenta que acredita que no momento, devido a situação
precária dos artistas, deverá ser flexibilizado para atender a todos, inclusive artistas
informais. Beto diz ter o mesmo entendimento que Adriano e afirma que Paula
esclareceu sua dúvida. Téo se manifesta com relação a importância da colocação de
Beto, relata sobre a OMB (Ordem dos Músicos do Brasil) contando que existe uma
discussão na área de música sobre a obrigatoriedade de filiação, ele mesmo declara não
ser filiado. E reafirma a necessidade de ampliar e não restringir. Beto diz ter entrado
nesse assunto, pois sabe que é uma questão que lidaremos em algum momento, então já
é importante colocar em pauta. Beto pede que Paula confirme se seu entendimento está
correto, o cadastro pede informações que possibilitam estabelecimento de critérios de
seleção, mas se for possível contemplar a universalidade dos inscritos não serão

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necessários critérios, todos serão atendidos. Paula afirma que o entendimento de Beto
está correto, é essa a intenção. Beto diz que em um primeiro momento as sugestões
serão enviadas a SECC para possível inserção no cadastro, e futuramente poderão ser
usadas para auxiliar a definir critérios nos editais. Téo levanta a possibilidade de,
mesmo pensando em atender cem por cento dos inscritos, poderá se pensar em faixas de
valores e aí será necessário criar pontuações e estabelecer critérios para distribuição nas
faixas. Lois sugere a apresentação de planilha de custos para manutenção dos espaços,
assim a mesma seria usada tanto para definir o enquadramento nas faixas de valores,
quanto para futura prestação de contas. Adriano questiona que em se tratando de edital
da Lei Emergencial, se a prestação de contas não será mais simples, acredita que o ideal
é aguardar a regulamentação federal. Lois concorda que é necessário aguardar a
regulamentação federal e lembra da obrigatoriedade de contrapartida, que deve ser
comprovada no final da execução do projeto. Paula afirma que a prestação de contas já é
exigência prevista na Lei Emergencial, sendo que a regulamentação deve ser feita pelos
estados e municípios. Beto relata que pensa a estruturação em três partes sendo,
apresentação, planilha de custos e contrapartida. Tanto a planilha de custos quanto a
proposta de contrapartida são passíveis de análise no caso da necessidade de
estabelecimento de critérios de seleção, isso se não for possível atender cem por cento
dos inscritos. Mas afirma que o ideal será atender a todos, sem competição. Isadora
pergunta se o subsídio para os espaços culturais vai passar pela Lei 57/05. Lois afirma
que sim, pois se trata de transferência de fundo a fundo, assim os valores destinados
para Curitiba serão regrados pela Lei do Fundo, ou seja a 57/05. Lois ressalta que já
foram solicitadas alterações na lei 57/05 com relação a prazos e inclusão de despesas de
custeio. Isadora pergunta que, sendo pela Lei 57/05, a avaliação será feita pela
Comissão do Fundo Municipal de Cultura. Lois diz que sim e esclarece que para a
modalidade II, se for possível atender a todos, a própria Comissão será responsável pela
validação do resultado. Já no caso dos editais será feita a contratação de pareceristas
para realizar a análise de mérito. Paula pergunta se vale apenas a nota dos pareceristas
ou se a Comissão deve validar. Beto explica que a Comissão é soberana e responsável
pelas notas finais, podendo ratificar ou retificar o resultado dado pelos pareceristas. A
Comissão também é a responsável pela análise e deliberação dos pedidos de recursos.
Lembra que na revisão da Lei realizada em 2005, foi incluída a possibilidade de
contratar pareceristas para dar subsídio técnico às decisões da Comissão. Lois completa
explicando que os pareceristas lançam as notas no SISPROFICE, e que o sistema
automaticamente excluí a maior e a menor nota, calculando assim a nota final, a qual é
encaminhada para a validação da Comissão. Fala ainda que o pedido de alteração na lei
57/05, pontualmente para atender o momento de pandemia, reduz a possibilidade de
recurso para uma única instância, assim garante o direito do proponente em discordar do
resultado e ao mesmo tempo dá agilidade ao processo. Adriano pergunta se mais alguém
quer completar as informações para podermos encaminhar para o encerramento da
reunião. Téo fala da importância de se encaminhar as sugestões oficialmente para a
FCC, mas também solicitar a SECC agilidade na publicização do cadastramento, pensa
que o ideal é já estar disponível na próxima semana. Adriano pede que seja incluído na
proposta um parágrafo que fale da situação emergencial e da necessidade de publicação
imediata do cadastramento. Na sequência coloca a proposta apresentada por Paula em
votação, a qual é aprovada por unanimidade. Adriano informa os próximos
encaminhamentos dizendo que irá enviar oficialmente a proposta final aprovada para
Ana Cristina e também fará um contato direto com a mesma solicitando envio e
intermediação junto a Superintendência de Cultura. Relata que tem a preocupação com

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a agilidade no andamento do cadastro, pois em contato com os Conselheiros Estaduais,


sente que talvez não estejam tão organizados e prontos para publicar o cadastro. Beto
afirma a competência da Superintendência de Cultura, mas tranquiliza a todos que, caso
o cadastro não seja publicado em tempo hábil, iremos incluir o formulário nos editais do
Fundo Municipal de Cultura, assim resolvemos a situação. Reforça ainda a importância
de um edital único, assim possibilitando a transferência de recursos entre as
modalidades, caso não se esgotem os recursos com as propostas apresentadas em cada
módulo. Acredita que assim trabalha-se com todas as variáveis. Angélica pergunta sobre
aprovação da Ata da reunião de 09 de julho, todos estão de acordo e a Ata fica
aprovada. Adriano informa que na reunião com o Prefeito, dia 16 de julho, devem estar
presentes os mesmos representantes da reunião que foi realizada com o Gabinete e se
compromete em avisar a cada um. Angélica informa que o Gabinete da FCC fará o
comunicado da reunião a Eliane Berger – SATED e aos representantes do poder
público, ficando os demais a cargo de Adriano. Adriano encerra a reunião, ficando a
próxima agendada para o dia 16 de julho, 15h, com a pauta: editais Lei Aldir Blanc.
Sendo o que havia, eu, Maria Angélica da Rocha Carvalho, lavrei a presente Ata que
segue com a minha ciência e dos demais presentes, relacionados abaixo.

Adriano Esturilho
Bella Souza
Bernardo Beduino
Dito Salgado
Isadora Flores
José Roberto Lanza
Jossane Ferraz
Loismary Pache
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes
Téo Ruiz

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ATA DO GRUPO DE TRABALHO


CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Aos dezesseis de julho de dois mil e vinte (16/07/2020), em virtude da


Decretação da Situação de Emergência em Saúde Pública para prevenção ao
contágio pela COVID-19 e da Portaria Conjunta nº 01 de 20/03/2020, o Grupo
de Trabalho constituído em reunião do Conselho Municipal de Cultura realizada
por videoconferência em 09 de junho, realizou a nona reunião de forma remota
com a presença de Adriano Esturilho, Dito Salgado, Paulo Sandrini, Paula
Gomes, Isadora Flores, Bernardo Beduino, Téo Ruiz, Bella Souza, Jossane
Ferraz, Giselle Lima, Waldir Rangel, Loismary Pache, José Roberto Lanza e
Maria Angélica da Rocha Carvalho. Adriano abre a reunião relatando que fez
algumas interlocuções com os Conselheiros Estaduais de Cultura e tem alguns
informes. Conta que a Superintendência de Cultura formou grupos de trabalho
específicos para discutir a Lei Aldir Blanc, sendo que um deles debate a
modalidade I e seu cadastro e outro a modalidade II e seu cadastro. Foi
informado que a Superintendência já apresentou uma proposta preliminar aos
grupos e que acredita que o formulário já está em fase de fechamento. Soube
também que parece não estar contemplado um debate aberto sobre o
cadastramento, pelo menos até que a regulamentação federal seja publicada.
Pelas informações que obteve, entendeu que o cadastro será colocado em
prática sem maiores debates, assim demonstra preocupação que as sugestões
enviadas por este GT não sejam nem avaliadas, quem dirá contempladas.
Pondera a sugestão de novos encaminhamentos para a garantia de agilidade
no processo e aceite das propostas do GT. Registra que Bella trouxe algumas
informações sobre a interface e acredita que Giselle também tem contribuições.
Paula reforça que se está havendo desinformação na Superintendência de
Cultura concorda em alterar o encaminhamento. Bella passa a falar sobre a
interface para cadastro, traz como exemplo a plataforma “juntos contra o
COVID” que pode ser acessada pelo link:
https://www.juntoscontraocovid.org/form.html e compartilha a tela para
acompanhamento de todos. Acredita que trata-se de um programa com
facilidade na criação de formulários e com possibilidade de integração com o
SISPROFICE. É de fácil preenchimento pelo celular, diminuindo assim as
dificuldades de acesso. Finaliza dizendo que parece ser uma ferramenta de
fácil produção. Giselle relata fazer parte de um grupo de estudos com a
presença de dois técnicos da CELEPAR e, informalmente, perguntou se
alterações e adequações no SISPROFICE são fáceis e a resposta que teve foi
que sim, desde que a solicitação seja bem completa e detalhada. Inclusive
existe a possibilidade de adaptação para uso em celular. Adriano reforça o
debate sobre a interface, pois parece claro a todos que a inscrição por celular
vai possibilitar a inclusão de muito mais artistas. Lembra que muitos não têm
acesso a internet de banda larga e deve-se pensar em ferramentas para
facilitar e garantir o acesso ao cadastramento. Pensa em um formulário mais
inclusivo, mas se não houver espaço de interlocução junto à Superintendência
de Cultura, seria interessante realizar o cadastro em separado para Curitiba.
Téo afirma que este GT fez um trabalho coletivo bem completo e que deve ser
considerado. Propõe cadastro específico, desvinculado do Estado.
Considerando que a Lei Emergencial permite cadastros separados, pensa que

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Curitiba pode sair na frente e lançar seu cadastro independente. Acredita que
não existem boas perspectivas com o Estado, tanto de interlocução quanto de
agilidade e relata que os artistas já estão cobrando o cadastro local. O ideal é
um cadastro único, mas considerando a atual conjuntura, pede a Presidente da
FCC um encaminhamento direto com a CELEPAR para lançamento de
cadastro local. Isadora diz ter gostado muito da plataforma apresentada por
Bella e concorda com o cadastro Curitiba, mas ressalta a importância de uma
conversa entre os programadores para alinhar e a base de dados poder ser a
mesma. Paulo acredita que tudo é muito simples, observando a plataforma
apresentada por Bella vemos que até o layout é simplificado. Dito acredita que
o cadastro local é importante tanto para as ações imediatas, quanto para as
ações futuras. Téo ressalta que o sistema automatizado tem condição de já
fazer uma triagem. Beto considera que de fato a regulamentação federal tem
atrasado os processos, mas não se pode esquecer que falamos de uma
política de alinhamento federal, estadual e municipal, e não de uma ação local.
A Superintendência de Cultura deve se preocupar inclusive com questões
como sobreposição de benefícios, prestação de contas e outras exigências
legais, por isso é importante aguardar a regulamentação federal. A
Coordenação de Incentivo à Cultura do Estado e a CELEPAR devem se
preocupar com todos os cruzamentos de dados. Nada impede que Curitiba
trabalhe com um pré-cadastro, mas lembra que usar o SISPROFICE traz
segurança para todos, gestores e artistas. Sugere aguardar conversa de Ana
Cristina com Luciana para daí avaliar a necessidade de desenvolver um
cadastro local em separado. Alerta que pode ser mais árduo envolver o ICI em
tempos de pandemia, não acredita que prospere. Outra possibilidade é o
Conselho Municipal de Cultura realizar um pré-cadastro, mas reforça a
preocupação de necessidade de cruzamento de dados oficiais. Pensando em
controle, cruzamento de dados, o SISPROFICE é o mais seguro. A plataforma
trazida por Bella realmente é simples, mas a CELEPAR consegue cruzar dados
com Caixa Econômica Federal, Receita Estadual e outros, evitando alguns
problemas futuros. Paralelo a tudo isso, já está montando, com Lois e a equipe
da Diretoria de Incentivo (PAIC), um formulário que poderá ser usado
diretamente no edital, se for necessário. Se o caminho for um pré-cadastro,
sugere que seja informal e realizado pelo Conselho, só para balizar o edital. Diz
que é necessário que Adriano articule com Ana Cristina e verifique a relação
institucional com a SECC e reafirme que o cruzamento de dados é fundamental
para garantir a lisura do processo. Sobre a fala de Giselle com relação as
ações junto à CELEPAR esclarece que em uma conversa informal é mais fácil,
mas que na realidade não é tão simples assim, cada contrato tem um centro de
custos, limitações contratuais. A PMC tem contrato com o ICI e não com a
CELEPAR. Soluções de internet podem ser informais aqui pelo GT ou pelo
Conselho, mas institucionalmente não. Angélica corrobora com a fala de Beto e
completa que o responsável pelo contrato com a CELEPAR, e
consequentemente o autorizado a gerar demandas é o Estado, a FCC tem um
termo com a SECC para uso do SISPROFICE, que é sempre atendida em suas
demandas, mas que não tem autoridade para tratar diretamente com a
CELEPAR. Quem atende a PMC e a FCC é o ICI, que não tem nenhuma
ligação com o SISPROFICE. Lois concorda com Beto e Angélica. Adriano
questiona se oficial é só o SISPROFICE. Beto diz que em um primeiro

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momento sim, mas que dependemos de definições que vem com a


regulamentação, dependendo da base implantada no Brasil, teremos que estar
em plataforma oficial reconhecida, para interlocução. Reafirma que
informalmente, para base de informações, pode ser criado um cadastro
informal, mas para a transferência de recursos é importante a interlocução.
Bella esclarece que entende que existem restrições contratuais e legais, mas
que a proposta que trouxe não foi para o GT desenvolver uma ferramenta, mas
sim para a CELEPAR fazer isso, de forma simples e de fácil acesso. Que a
Superintendência de Cultura crie um formulário com base no exemplo trazido
aqui hoje, e com possibilidade de triagem, no momento do preenchimento o
artista já recebe a informação se tem direito ou não ao benefício. Beto diz não
discordar de Bella, mas lembra que se a modalidade I ficar sob a
responsabilidade dos estados estará vinculada à SECC. Paula levanta que
independente da Lei Aldir Blanc, Curitiba não tem nenhum tipo de cadastro, e é
importante fazer. Isadora fala da acessibilidade no SISPROFICE, não está
preparado para deficientes visuais. Téo concorda com as falas de Paula e
Bella, e esclarece que não propõe que a FCC faça um edital ou um novo
contrato para um cadastro, que realmente isso vai demorar. A proposta foi
SISPROFICE desde o início, uma aba única para Curitiba e que o próprio
sistema faça triagem automática. Essa aba Curitiba deve estar disponível já na
próxima semana, não se tem mais tempo para esperar. Lembra que Foz do
Iguaçu já fez seu cadastro e questiona porque Curitiba ainda não fez.
Necessário trabalhar com redução de danos. Impossível aguardar a
regulamentação federal, pode demorar mais do que o esperado. Angélica
reafirma que a FCC não tem autonomia sobre o SISPROFICE, que o contrato
da CELEPAR é com o Estado, da PMC/FCC é com o ICI. Téo então questiona
se o ICI não pode fazer esse cadastro. Angélica informa que para tanto seriam
necessários trâmites legais, como aditivo de contrato e outros, o que leva
tempo. Adriano sugere que Ana Cristina fale com Luciana para intermediar
junto a CELEPAR. Paula reforça que o cadastro é urgente, que deve ser
acessível para celular, pensar também em acesso físico com os CREAS e
CRAS, ampla divulgação (carro de som, outdoor...). É importante que os
artistas de rua, de circo, tenham acesso ao cadastro e ao benefício. Importante
também se ter um panorama da Cidade. Paulo lembra que estamos debatendo
há um mês e que não vê a palavra emergência tendo peso por aqui, será que o
ICI não pode trabalhar em caráter de urgência. Os artistas não tem mais
condições básicas, tem dificuldade de moradia, alimentação. Verificar se existe
a possibilidade dentro do contrato do ICI de realizar o cadastro com urgência. A
PMC deve apoiar e reforçar essa urgência. Téo acha difícil, o GT pensa em
soluções, o pessoal da FCC escuta os demais toda a semana, nada
apresentado aqui está fora da legalidade, a FCC tem o maior respeito de todos,
na reunião de hoje enalteci a Presidente Ana e o trabalho dos funcionários. A
verdade é que a PMC não instrumentaliza a FCC, não apoia, não se preocupa
com a situação dos artistas. É sabido que não é descaso da FCC, é a PMC que
não quer ouvir os artistas. É sabido que a saúde precisa de atenção, mas é
preciso saber que a cultura também precisa. Paulo reforça que não é a
intenção culpar a FCC, que é a PMC que não escuta os artistas, não é nada
pessoal. Adriano relata as três propostas concretas trazidas aqui para
validação do GT sendo, sugestão de Paula: que a FCC apresente na próxima

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reunião cronograma de implantação do cadastro local, com detalhamento de


acesso por celular, meio físico e divulgação; proposta de Téo e Paulo: pedir
desenvolvimento de cadastro em regime de urgência pelo ICI, se não for
possível pelo SISPROFICE; proposta de Adriano: levar pedido para Ana
Cristina enviar à Superintendência de Cultura sobre interface simplificada
vinculada ao SISPROFICE. Propostas validadas pelo GT. Paula solicita que as
atas das reuniões e a composição do GT sejam publicadas no site da FCC e
que se estabeleça um canal de comunicação para tirar dúvidas gerais sobre a
Lei Emergencial. Beto lembra que existem restrições pela Lei Eleitoral e que no
momento a FCC está impedida de criar qualquer canal de comunicação novo.
Havendo base legal faremos, mas no momento não temos legalidade para tal
ato. Paula pede para constar em ata a necessidade do acompanhamento do
Procurador nas reuniões do GT. Lois se manifesta quanto à solicitação de
criação de canal de comunicação para esclarecimentos sobre a Lei
Emergencial, lembra que a referida Lei é nova para todos e que não temos,
ainda, um técnico capacitado para esclarecer todas as dúvidas dos artistas, na
realidade o poder público ainda tem dúvidas que espera-se sejam sanadas na
regulamentação da Lei. Paula pede então que seja disponibilizado o texto da
Lei Emergencial no site. Lois acredita não ter problema e que intermediaremos
junto à Secretaria de Comunicação. Beto lembra que no site da SECC todas as
informações estão disponíveis, o texto da Lei, um fascículo explicativo, e canal
para dúvidas e reforça que o Estado não tem limitações de divulgação
vinculadas a período eleitoral, então é mais prudente centralizar lá. Paulo
pergunta se o site da FCC vai sair do ar. Beto esclarece que segundo a Lei
Eleitoral sim, hoje para a FCC é um problema, pois os espaços estão fechados
e a programação é toda digital, qualquer publicidade pode ser entendida como
eleitoral. Reafirma que um canal de comunicação institucional é muito sério e
deve trazer informações precisas. Canal de comunicação, formulário de
cadastramento, edital, todos devem estar o mais próximo da realidade. Se for
possível desenvolver um cadastro ágil pelo ICI será feito, mas registra que pelo
SISPROFICE é melhor para todos. Paula declara ter entendido que um canal
para “tirar dúvidas” seria inviável e retira a proposta, mas pede publicidade das
Atas do GT. Angélica pergunta sobre aprovação da Ata da reunião de 14 de
julho, todos estão de acordo e a Ata fica aprovada. Adriano encerra a reunião
agradecendo a presença de todos, ficando a próxima agendada para o dia 21
de julho, 15h. Sendo o que havia, eu, Maria Angélica da Rocha Carvalho, lavrei
a presente Ata que segue com a minha ciência e dos demais presentes,
relacionados abaixo.

Adriano Esturilho
Bella Souza
Bernardo Beduino
Dito Salgado
Giselle Lima
Isadora Flores

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José Roberto Lanza


Jossane Ferraz
Loismary Pache
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes
Paulo Sandrini
Téo Ruiz
Waldir Rangel

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ATA DO GRUPO DE TRABALHO


CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Aos dezesseis de junho de dois mil e vinte (16/06/2020), em virtude da


Decretação da Situação de Emergência em Saúde Pública para prevenção ao
contágio pelo COVID – 19 e da Portaria Conjunta nº 01 de 20/03/2020, o Grupo
de Trabalho constituído em reunião do Conselho Municipal de Cultura realizada
por videoconferência em 09 de junho, realizou a segunda reunião de forma
remota com a presença de Adriano Esturilho, Dito Salgado, Paulo Sandrini,
Paula Gomes, Isadora Flores, Bernardo Beduino, Loismary Pache, José
Roberto Lanza e Maria Angélica da Rocha Carvalho. Adriano abre a reunião
lembrando que a pauta será a continuidade e finalização das discussões sobre
as sugestões para o novo edital, lembrando que traríamos sugestões escritas.
Informa que Isadora quer fazer colocações sobre as flexibilizações nas
alterações de projetos do PAIC e pergunta para Beto se existe algum trâmite
necessário para obter retorno dos questionamentos que fez ao Luciano quanto
às MEs contempladas no edital 013 FCC Digital, pois até o momento não teve
resposta. Beto esclarece que o procedimento está correto, que os
questionamentos devem ser feitos ao gestor e à Comissão responsável pelo
edital e que vai insistir no retorno. Paula Gomes relata que pesquisou alguns
editais que já foram publicados com a mesma situação de emergência para
atender os artistas, e cita o edital do Distrito Federal, onde contempla todos os
agentes culturais (envia link de acesso a todos pelo chat) e pergunta se os
presentes acreditam viável tomarmos por base o edital para encaminhar as
sugestões. Isadora pede confirmação dos valores disponíveis para o edital.
Beto informa que serão R$420.000,00 (quatrocentos e vinte mil reais),
aproveita para informar a confirmação de presença de Ana Cristina,
representante da Secretaria Municipal de Finanças e do Gabinete do Prefeito
na reunião de quinta-feira (18/06). Fala para Paula que entende que não
devemos nos furtar em enviar todas as nossas sugestões, por intermédio do
Adriano, para a Comissão que será responsável pela elaboração do edital, mas
pensa que por questão de urgência não deveríamos sair muito do modelo do
edital 013 FCC Digital, deixando o desenvolvimento para editais vinculados à
Lei Aldir Blanc. Isadora diz que acha muito bom a confirmação das presenças
informadas por Beto na próxima reunião, concorda que não devemos fugir
muito do modelo do edital 013 FCC Digital, mas entende que a Comissão deve
ser instruída para tornar o texto do edital mais simples, acessível. Outra
questão que devemos considerar é a possibilidade de não exigir assinatura de
contrato, uma vez dado o aceite as regras do edital bastam, e insistirmos com a
entrega da documentação apenas para os contemplados. Lembra a
importância de que a trajetória do artista não pese mais que o produto a ser
entregue. Beto diz que podemos incluir as sugestões nas diretrizes para a
Comissão, mas acrescenta que acha improvável a possibilidade de não ter
contrato, que devemos submeter a consulta à Procuradoria para ver a
viabilidade. De qualquer forma a equipe da FCC já está se preparando para
afinar os procedimentos e agilizar os trâmites internos. Acredita que já tivemos
um ganho com a liberação dos contratos dos contemplados no edital 013 FCC
Digital por PDF. Adriano pede para discutirmos o que em tese é possível ou
não para daí tirarmos as sugestões. Levanta se é possível entrega de outros

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produtos (podcasts, artigos...). Beto diz pensar ser viável, que podemos propor
modalidades de produtos já concebidos, produtos concebidos durante as
inscrições e produtos para produção futura. Acredita que as duas primeiras
modalidades podem estar no edital futuro da FCC, sendo que a última
(produtos para produção futura) devam ficar para editais vinculados à Lei Aldir
Blanc. No modelo atual não temos a previsão de desenvolvimento, apenas a
apresentação de produtos prontos. Adriano comenta que a exigência de
entrega de produto pronto na inscrição foi ruim porque aqueles que não foram
contemplados tiveram gastos com a produção do produto e não foram
remunerados por isso, ficando no prejuízo. Beto sugere que o desenvolvimento
fique para contemplarmos nos editais vinculados à Lei Aldir Blanc, nosso
recurso é restrito sendo melhor seguirmos os mesmos moldes do edital 013
FCC Digital. Podemos sugerir modalidade desenvolvimento, mas ficará
condicionado ao parecer do Procurador, se não for possível contemplar
aproveitamos a discussão e já deixamos como sugestão para os editais da Lei
Aldir Blanc. Isadora aborda a diferença de qualidade dos produtos já prontos,
editados e produzidos antes da pandemia, dos produtos produzidos
caseiramente durante o período de isolamento social, os recursos não são os
mesmos tendo consequente diferença na qualidade. Paula questiona se no
edital necessariamente o recebimento de valores tem que ser atrelado a
entrega de produto. Beto esclarece que o edital 013 FCC Digital era
direcionado para conteúdo pronto, alterações nesse formato devem ser
consultadas com a Procuradoria. Se for possível considerar desenvolvimentos
na modalidade chamamento público poderemos alterar, se não já fica a ideia
para os editais Lei Aldir Blanc. Paula retoma informações sobre suas pesquisas
e fala sobre modelo de edital que contempla apresentações on-line em três
modalidades: - qualificação básica, formação on-line (videoaulas); -folclore e
apresentações tradicionais e – exibição on-line (conteúdo audiovisual). Aborda
ainda a divisão por regional e sugere estabelecer um percentual mínimo de
vagas por regional. Isadora concorda em regionalizar, mas acha complicado
por não existir mapeamento das ações culturais nas regionais. Paula reforça
que acredita ser possível, talvez pelas inscrições, para conseguirmos uma
melhor distribuição de recursos. Isadora sugere modelo de edital que traz
critério de análise pela condição socioeconômica. Paula acredita difícil esta
análise e não acredita que a PMC ou FCC consigam avaliar estes dados. Paulo
Sandrini coloca que para gerar isonomia se faz necessário que o produto final
tenha mais valor que o currículo do proponente. Afirma que concorda com
Adriano quanto aqueles proponentes que produziram o produto e não foram
contemplados no edital. Pergunta se podem ser contemplados produtos já
vinculados anteriormente, se puder a regra deve valer para todos, incluindo
artigos, textos já publicados. Beto faz um aparte sobre a busca de alternativas
com a compra de direitos autorais para o Curitiba Lê Digital, compensando um
pouco a falta dessa previsão no edital já publicado, e podemos sugerir a
inclusão agora no novo edital. Paulo acredita ser complicado, pois o autor fica
prejudicado com a venda de direitos autorais uma vez que não poderá
comercializar o mesmo produto com as editoras. Beto esclarece que para os
conteúdos do Curitiba Lê Digital houve negociação com os autores e editoras,
e que o conteúdo fica exclusivo por um prazo podendo ser comercializado
depois, assim não prejudica os autores. Paulo acrescenta a possibilidade de

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aceitar assinaturas digitais e Beto diz acreditar que com a necessidade de


estender a quarentena essas questões serão pensadas pelos órgãos
responsáveis (Procuradoria, Tribunal de Contas), mas que até que exista uma
liberação e uma legislação para isso ficamos sem muita saída. Trabalhamos
com tentativas de exceções justificadas pela pandemia, como é o caso de
aceite pela Procuradoria dos contratos em PDF para o edital 013 FCC Digital e
continuaremos seguindo essa linha. Bernardo concorda com a fala de Isadora
quanto a dificuldade de comparar qualidade do produto já consolidado com
produto recém-produzido, acha importante a divisão em categorias. Sugere
também a criação de uma modalidade para “iniciantes”, proponentes que não
tenham apresentado projetos em editais anteriores. Beto lembra que trata-se
de chamamento público e que alterações passarão por consulta à
Procuradoria, mas é viável incluir nas sugestões. Dito Salgado diz que quando
fala de cultura lembra mais de seus alunos e outros professores de música,
que não tem a visão mais ampla como todos e agradece a compreensão.
Conta que trabalha muito com a regional e acredita que é esse o caminho.
Sugere a criação de projetos não remunerados para aqueles artistas que
queiram participar e não precisem do recurso financeiro. Acredita que os
projetos prontos não condizem com a realidade atual, de isolamento social,
estamos em outro momento. Acha importante a FCC ceder um espaço para
fazer as gravações, para aqueles que não tem condições. Beto lembra que até
sexta-feira passada essa sugestão poderia ser viável, hoje com o avanço da
pandemia e o agravamento das condições de isolamento fica difícil, não temos
como prever. Paula levanta que devemos nos empenhar para deixar o edital
mais inclusivo, mas continuaremos falando de licenciamento de produto,
enquanto o ideal seria ajuda de custo. Como licenciamento de produto
deixamos um prejuízo em recebimentos futuros no produto apresentado. O
edital deveria ser mais para ajudar diretamente as pessoas, não atrelado a
produto cultural. Outra questão seria poder deixar uma categoria aberta para
que o próprio proponente sugerisse seu produto final, considerando que
existem muitas possibilidades que talvez nem tenhamos pensado aqui. Beto
reforça que o modelo do edital é de chamamento público com base na lei de
licitações e para compra de produto, e que temos que verificar os parâmetros
de difusão possíveis dentro das plataformas on-line que dispomos. Relata
ainda que se fazem necessárias uma série de justificativas para os valores
pagos para os produtos finais, exigidas pela Procuradoria. Insiste em ser mais
producente considerarmos produtos já prontos ou produzidos ainda durante o
período de inscrições no edital. Paula pergunta se haveria suporte técnico da
FCC para fazer exibições ao vivo dentro das plataformas da FCC. Beto diz que
na modalidade de chamamento público não é possível porque seria uma venda
de uma ideia e não de um produto, a modalidade seria para produto já pronto.
Tudo o que for considerado desenvolvimento é melhor que seja contemplado
nos editais da Lei Aldir Blanc. Entende que pode ser por regional, mas reafirma
a necessidade de avaliação pela Procuradoria. A PGM sempre defende o não
cerceamento de participação, podendo condicionar a regionalização da ação
cultural, mas não da inscrição, dependemos de parecer da PGM. Adriano
pondera quanto a não contemplar proponentes já contemplados no edital 013
FCC Digital. Fala do edital do Distrito Federal onde o currículo tem nota mais
baixa do que o tempo de serviço, não considera premiações já recebidas pelo

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proponente e dá maior nota para os proponentes que não foram contemplados


em editais anteriores. Diz que vai acabar advogando contra si mesmo, mas que
acredita que o correto é tentar contemplar os menos favorecidos. Cita sua
situação como exemplo, tem uma produtora, já recebeu diversos prêmios, está
com três projetos contemplados em editais diversos, ou seja, está em uma
situação consideravelmente melhor do que aquele que não possui estrutura
nenhuma. Assim finaliza dizendo que os mais estruturados devem ter menos
acesso ao edital. Paula concorda com a fala de Adriano e que se faz
necessário nesse momento uma inversão de valores, lembrando que o
problema é não estarmos tratando de ajuda de custo. Paulo pontua que a
explanação de Adriano foi maravilhosa e que concorda plenamente. Quem teve
produtos contemplados em outros editais não deve participar do novo edital.
Que o valor de R$ 1.500,00 faz muita diferença para aqueles que não tem
nada, mas para os que tem alguma estrutura não é tão importante. Necessário
critérios bem delineados para os valores chegarem em quem realmente
precisa. Beto pergunta se a sugestão de Paulo é não permitir inscrição de
nenhum proponente contemplado em qualquer edital da FCC e do PAIC. Paulo
diz que entende ser difícil analisar essa situação, mas entende que é
necessário. Beto lembra que o fato de termos considerado apenas pessoa
física e/ou pessoa jurídica individual já foi pensando em atender essa situação,
sendo que muitos contemplados no edital 013 FCC Digital fazem parte das
pessoas menos favorecidas. Temos que cuidar para que as novas regras não
cometam injustiças. Beto resume sugestões: não permitir inscrições de
proponentes contemplados em outros editais; criar modalidade de produtos já
consolidados e produtos novos; contemplar iniciantes; regionalizar vagas e
alterar fases de análise ficando a entrega de documentos apenas para os
aprovados na análise de mérito. Paula diz que fazer o corte apenas por
contemplados não poderem participar possa realmente causar injustiças, o
melhor talvez seja pensar em atuação na carreira. Paulo diz que o edital deve
contemplar os mais vulneráveis, difícil será definir quem é mais vulnerável
nesse momento. Isadora levanta que hoje será a última reunião com essa
pauta e temos algumas divergências, como chegamos a um consenso? Por
votação? Beto esclarece que a função do GT é levantar as sugestões, mas a
Comissão é responsável por elaborar o edital, assim podemos enviar todas as
sugestões, mesmo sem consenso, e a Comissão decide o que será possível
acatar dentro da legalidade. Paula sugere como encaminhamento a elaboração
de documento com os pontos discutidos para validação do GT e envio formal a
Comissão. Paula e Isadora ficam responsáveis por elaborar o documento que
será validado no início da reunião de quinta-feira (dia 18/06). Angélica pergunta
sobre aprovação da Ata da reunião de 12 de junho, todos estão de acordo e a
Ata fica aprovada. Isadora fala sobre a flexibilização nas alterações dos
projetos do PAIC, lembra que com isso muitos artistas poderão voltar a
trabalhar. Lois esclarece que todos serão avaliados caso a caso pelas
comissões responsáveis, com o respaldo do Procurador Dr. Paulo de Tarso,
que não é uma questão linear. Que devemos ter a preocupação de uma análise
consciente para evitarmos problemas futuros tanto para os avaliadores quanto
para os empreendedores. Isadora pergunta se com um decreto do Prefeito não
seria resolvido e Lois explica que da Lei de Incentivo se trata de lei
complementar, não sendo possível alterações por decretos. Completa que as

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análises serão feitas com todo o esforço e cuidados para resolver a situação no
momento sem prejudicar no futuro. Lois finaliza falando que a Portaria 30
suspende os prazos que serão retomados após a pandemia, mas aqueles que
tiverem interesse em executar agora poderão pedir alterações. Beto explica
que estamos tentando adequar situações possíveis, cita como exemplo o edital
Dança no Solar, terá agora uma reunião de alinhamento para discutir
alterações possíveis, dentro da legalidade. Adriano encerra a reunião ficando a
próxima agendada para o dia 18 de junho, 15h. Sendo o que havia, eu, Maria
Angélica da Rocha Carvalho, lavrei a presente Ata que segue com a minha
ciência e dos demais presentes, relacionados abaixo.

Adriano Esturilho
Bernardo Beduino
Dito Salgado
Isadora Flores
José Roberto Lanza
Loismary Pache
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes
Paulo Sandrini

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ATA DO GRUPO DE TRABALHO


CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Aos dezoito de junho de dois mil e vinte (18/06/2020), em virtude da


Decretação da Situação de Emergência em Saúde Pública para prevenção ao
contágio pelo COVID – 19 e da Portaria Conjunta nº 01 de 20/03/2020, o Grupo
de Trabalho constituído em reunião do Conselho Municipal de Cultura realizada
por videoconferência em 09 de junho, realizou a terceira reunião de forma
remota com a presença de Adriano Esturilho, Dito Salgado, Paulo Sandrini,
Paula Gomes, Isadora Flores, Bernardo Beduino, Téo Ruiz, Loismary Pache,
José Roberto Lanza, Maria Angélica da Rocha Carvalho, Ana Cristina de
Castro (Presidente da FCC), Breno Lemos (superintendente da Secretaria
Municipal de Finanças) e Cibele Fernandes Dias (chefe de gabinete do
Prefeito). Adriano abre a reunião agradecendo a presença de Ana Cristina e
demais convidados e passa a palavra para apresentações. Ana Cristina
cumprimenta os presentes, parabeniza pelo trabalho desenvolvido pelo GT, o
qual tem otimizado o tempo e trazido contribuições importantes e pertinentes.
Comunica que a SGM está em negociação com os vereadores quanto às
emendas parlamentares e apresenta o superintendente Breno, para o qual
passa a palavra. Breno agradece a oportunidade de estar presente e lembra
que em reunião realizada em maio se comprometeu em monitorar a situação
do Fundo Municipal de Cultura, fala sobre a resolução de abril da SMF onde,
devido a uma projeção de frustração de receita em torno de 600 milhões,
realizaram um contingenciamento geral de 500 milhões, e desde lá trabalham
com o orçamento de acordo com a estrita obediência à Lei de
Responsabilidade Fiscal, principalmente tratando-se de ano eleitoral. A
situação não mudou muito, assim não tem firmeza em mudar o entendimento
de abril, em que pese o auxílio federal por conta da COVID-19, estão atentos
para garantir o uso desses recursos para sua finalidade principal, assim
continuando na mesma situação. Adriano sugere abrir para falas para
aproveitar a presença do Breno e assim altera a pauta, iniciando pelas
questões do Fundo Municipal de Cultura. Adriano pede a Paula que inicie as
inscrições para falas e solicita a Téo que explique sobre as discussões que
estão acontecendo com os coletivos. Téo agradece a presença dos
representantes da Secretaria Municipal de Finanças e do gabinete do Prefeito e
ressalta a importância da abertura para o diálogo, relata que separou alguns
pontos de reflexão discutidos por ele e várias outras pessoas para deixar claro
porque estão aqui neste diálogo com a Prefeitura. Diz que sabem que o
orçamento é uma escolha de gestão, que sabem da legalidade e em nenhum
momento foram contrários a isso e reconhecem que os funcionários aqui
presentes são técnicos e entendem muito de tudo isso, mas volta a frisar que
orçamento é escolha de gestão. Relata que a FCC, mesmo com a falta de
pessoal e outras carências, faz um ótimo trabalho, reconhecido por todos. Mas
como sociedade civil tem que atentar para a política pública de cultura, que é
mais do que programação, editais e incentivos. Assim fez uma elucubração
com alguns valores, como um exercício mesmo, sem entrar em um estudo
mais aprofundado, e acredita que estão falando em torno de 40/45 milhões em
projetos aprovados pelo PAIC, entre FMC e MS, bons projetos. Sabem que a
lei determina 50% dos valores para FMC e 50% para MS, e na LOA tem em

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torno de 12/14 milhões para cada, mas que só atingiram esse valor no MS, o
FMC sempre sofre contingenciamento e não chega nem perto dos valores
previstos na LOA. Essa gestão aumentou os investimentos no FMC, mas
ainda fica muito abaixo do mercado ideal. Pergunta, porque o FMC não
consegue ficar próximo ao MS? Em 2020 os valores destinados ao MS se
esgotaram em janeiro, os projetos são bons e captam rápido, assim pedem
uma flexibilização na execução dos projetos nesse ano, para injetar recursos
na economia da cultura. Já para o FMC tem uma previsão em LOA de 14
milhões, algo já foi usado, mas teriam ainda pelo menos 11 milhões, se
descontingenciados. Agora falando da Lei Emergencial, o recurso do PL deriva
de recursos superavitários do fundo nacional, no total de 3 bilhões e 600
milhões, destes 12 milhões para Curitiba. Resumindo, se somar os valores do
MS, FMC (totalmente descontingenciado) e Lei Emergencial, ainda assim não
chegariam ao valor necessário no mercado (40/45 milhões). Somado a isso
tem-se a dificuldade de não saber-se ao certo como será distribuído esse valor
pelas esferas de governo, assim fica mais árdua a organização. Por exemplo,
como será feito com os R$ 600,00 de subsídio direto, não sabem, não tem
diálogo com a esfera estadual. Ana Cristina faz um aparte para esclarecer que
o auxílio de R$ 600,00 será de responsabilidade do governo estadual, ficando a
cargo dos municípios os editais e ajudas a espaços culturais. Téo dá
continuidade reafirmando que nem em uma situação tão precária conseguiu-se
chegar a valores razoáveis para a cultura. Reconhece a importância dos editais
da FCC, mas lembra que está muito aquém da necessidade. Comenta sobre
Recife que tem Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Cultural, com um
orçamento geral em torno de 130 milhões, só para comparação. Acha que o
sistema de fomento de Curitiba é muito bom, mas precisa de mais recursos.
Fala de uma pesquisa do Reino Unido ou Estados Unidos, onde os artistas
aparecem em primeiro lugar nas profissões consideradas inúteis e declara que
tem certeza que a Prefeitura de Curitiba não pensa da mesma forma, que
reconhece a importância da cultura e dos artistas. Estão aqui somando
esforços, sem desrespeitar as leis, para dialogar e encontrar saídas para o
descontingenciamento do FMC, que somado aos valores da Lei Emergencial,
possam amenizar a situação tão crítica. Acredita que a Prefeitura de Curitiba
tem a oportunidade de sair na frente e valorizar a cultura. Finaliza afirmando
que a situação está desesperadora e pede para ouvir a Prefeitura e a
Secretaria Municipal de Finanças, sendo que com a FCC já existe uma
conversa constante. Isadora deixa claro que a situação da COVID é
complicada para todas as áreas, não só a cultura, mas que tem-se que ter a
consciência que os artistas foram os primeiros a parar de trabalhar e serão os
últimos a voltar, sendo assim mais prejudicados. Tem que lembrar dos colegas
que estão passando fome. Falando dos recursos da Lei Emergencial, existe
uma expectativa que o Presidente assine até 01 de julho, mas a situação
precária já vem desde março. Chama a atenção que a cultura, além de ser
símbolo da nossa cidade, gera renda e movimenta a economia, principalmente
no turismo e gastronomia. O Prefeito fala sempre em seus discursos da
Curitiba que ele tanto gosta, e os artistas trabalham para isso. Questiona se os
60 milhões de empréstimos para asfalto retornam economicamente para a
cidade. Financiamento em cultura também é investimento que gera outros
recursos. Finaliza falando sobre o contrato de gestão com o ICAC, 40 milhões

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para três anos, sendo que recebe valores para programação e a mesma foi
cancelada, não seria possível o ICAC realizar editais para auxílio aos artistas?
Breno toma a palavra para responder a questionamentos anteriores, mas antes
esclarece que em toda sua fala não quis de maneira nenhuma ser legalista,
não estando se defendendo nas leis, só quis dar um panorama geral para
entenderem as dificuldades, a situação de COVID é um agravante mas,
infelizmente, não estão liberados das amarras legais. Se solidarizam muito
com a situação e não está aqui apenas para falar de regras. Com relação ao
FMC não trata-se apenas de disponibilidade orçamentária, tem que casar com
a disponibilidade financeira. Tem recursos que já são carimbados e não podem
ser usados em outras ações, os controles internos e externos acompanham, e
isso não é ruim, mas na situação atual tem-se que ficar atentos. Quanto a fala
da Isadora esclarece que quando fala de recurso de investimento, o mesmo
não pode ser utilizado para custeio ou folha de pagamento. E no caso de
empréstimos é permitido apenas para investimento. O empréstimo do Banco do
Brasil é específico para execução de asfalto, inclusive com detalhamento do
objeto, nada pode sair disso. Sabe que trata-se de uma situação de
emergência, mas as regras os deixam de mãos atadas. Infelizmente não é tão
simples assim, tudo passa por orçamento, financeiro e por vezes o
entendimento por parte do cidadão fica difícil. Ana Cristina comenta que teve
uma informação que deve-se aguardar o segundo semestre. Breno concorda e
completa que precisa aguardar a retomada para avaliar-se o impacto real na
arrecadação, não se está falando da normalidade, mas pelo menos uma
retomada que possibilite uma análise da possibilidade de
descontingenciamento, ou a necessidade de novos contingenciamentos. Não é
o que se quer, mas depende da estabilidade para análise de fluxo de caixa e
daí poder tomar as decisões. Por fim pede paciência, que tentemos zelar por
todos, mas deve-se obedecer a legalidade. Ana Cristina complementa que
devemos persistir na Lei Emergencial, e nesse ínterim verificar o que se
consegue a nível municipal. Adriano coloca algumas dúvidas específicas: o
financiamento do asfalto é recente ou já foi liberado antes da pandemia? Existe
algum financiamento possível para apoiar a área da cultura? Após a
estabilidade, quanto tempo será necessário para ter uma posição com relação
ao FMC? Insiste na possibilidade de financiamento, existe algum estudo da
PMC para empréstimos que beneficiem outras áreas, como a cultura? Cibele
Fernandes Dias, chefe de gabinete do Prefeito, entra na reunião. Breno retoma
a explicação quanto aos empréstimos, que os recursos são liberados com
autorização prévia do poder executivo e liberação das instituições financeiras,
com finalidades explícitas em lei. Os bancos só permitem empréstimos para
investimento, custeio não é permitido. Tem algumas manutenções como
pintura, por exemplo, que são consideradas custeio, e não podem receber
financiamentos para sua execução, é bem complexo. Financiamento só para
capital, não para despesas de custeio, independente da área. Quanto a
previsão de data para retorno sobre as verbas do FMC relata que tem-se
atualização semanal sobre o cenário, previsão de receitas e sua frustração. Na
medida que tenham uma situação melhor do que a que prevista, vai se
descontingenciar. Semana que vem pode fazer um update, mas hoje não
estaria sendo sincero em uma previsão de data. Ana Cristina apresenta Dra.
Cibele Fernandes Dias e esclarece que a presença dela foi solicitada para

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retorno da possibilidade de agenda com Prefeito e resposta à carta aberta


enviada à PMC, mas que ela irá acompanhar toda a reunião. Cibele
cumprimenta os presentes e relata que faz a organização da agenda do
Prefeito e no momento aguarda apenas um breve relato da SMF e da FCC,
sobre as questões aqui trazidas, para agendar com o Prefeito. Isso se deve a
necessidade de otimizar o tempo das reuniões por conta das regras de
segurança devido a pandemia. Paula pergunta se os valores do FMC são
específicos e carimbados para a cultura, e foram contingenciados para criar
superávit? Diz entender todas as ações de cuidados da PMC, mas ressalta que
os artistas estão em situação de vulnerabilidade e não dá pra esperar esse
“tempo” da PMC. Breno esclarece que o FMC é orçamentário destinado a
cultura, mas reafirma que é necessário ter o lastro financeiro. Na medida em
que a arrecadação não acontece como o previsto, é necessário o
contingenciamento orçamentário. Paulo pergunta se os financiamentos são
direcionados só para investimentos. Breno reafirma que sim, são apenas
capital e não custeio. Paulo conclui então que para cultura nada de
financiamento e pergunta: na gestão do Greca qual foi a área mais afetada por
contingenciamento e onde podem ser encontrados esses dados. Breno diz ter
uma resolução que acompanha o Decreto e foi publicada em Diário Oficial do
Município. Explica que não é fácil realizar o contingenciamento tentando
sempre prejudicar o mínimo possível, minimizar os danos. Beto contribui com o
esclarecimento sobre empréstimo/financiamento dando o exemplo do Centro
Cultural da CIC, relata que trata-se de um investimento com recursos de um
financiamento de um projeto de moradias, onde a contrapartida é a construção
de um centro cultural. Téo declara serem muito importantes os esclarecimentos
de Breno e muito bom a presença de Cibele, mas enfatiza que tudo depende
da maneira que a prefeitura leva seu orçamento, escolhas. Acha muito bom
que a prefeitura seja cautelosa e imagina quão complexo deve ser tudo isso.
Justamente quer entender porque nesse momento não é possível flexibilizar
pela cultura, queria saber se existe outro setor onde os trabalhadores pararam
em março e só voltam em 2021. Se precisar do apoio da Câmara de
Vereadores vão atrás, tem o apoio deles. Falam muito do FMC, renda básica
pelo FMC, porque é o fundo que conhecem, mas não será possível usar outros
fundos? De assistência social talvez. Com participação e acompanhamento da
FCC, algum cadastro, validação, podem migrar para a assistência social, a
FAS pode ajudar de alguma maneira. Estão falando desse momento
emergencial, especificamente de urgência, não é uma situação normal.
Comentou da FAS, mas pode ser qualquer outro setor que a prefeitura entenda
viável. O importante é entender que a situação é muito séria, as pessoas estão
passando necessidades. Adriano comenta que entende as amarras que tanto o
Breno quanto a Ana Cristina tem em suas funções legais. Dirige-se então a
Cibele para intermediar uma reunião com o Prefeito, entende que tratam-se de
decisões políticas, definição de prioridades, só assim para conseguir um
auxílio. Precisam sensibilizar o Prefeito para priorizar a cultura. Pergunta se por
tratar-se de uma situação de calamidade pública não existe alguma
flexibilização possível. Ana Cristina fala da parceria que já existe com a FAS na
distribuição de cestas básicas para os artistas, pede ao grupo auxílio na
indicação de nomes de artistas que precisam desse apoio. Breno fala que uma
situação de calamidade pública está mais atrelada a área jurídica do que

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financeira, que os recursos do FMC tem rubricas muito especificas, dificultando


sua utilização. Paula Gomes sai da reunião justificando a ausência por
compromissos já assumidos e agradece a participação dos convidados.
Isadora pergunta sobre o planejamento das ações do ICAC, se existe alguma
maneira de gerar recursos para os artistas e se existe a possibilidade de
estreitar a relação com o estado, também visando mais recursos. Ana Cristina
informa que, devido ao contingenciamento das verbas da FCC, o ICAC também
teve cortes, que priorizam a manutenção dos funcionários justamente para
preservar a cadeia produtiva, e que Beto pode falar um pouco mais do contrato
de gestão e das ações do COVID. Quanto a relação com o estado, informa
que tem contato direto com a superintendente Luciana e que já combinou com
a mesma de realizar um GT com representantes do Conselho Municipal de
Cultura de Curitiba e participantes de outros municípios do Paraná, para juntos
discutir a Lei Aldir Blanc. A nível municipal já estão trabalhando em um
alinhamento com a Câmara de Vereadores para alterações pontuais na Lei de
Incentivo Municipal para viabilizar repasses de fundo a fundo. Ana Cristina
ainda sugere que o GT realize uma reunião exclusiva para debater a Lei Aldir
Blanc e suas regulamentações, para viabilizar recursos sem prejudicar os
artistas e gestores públicos quando da prestação de contas desses valores.
Beto contextualiza a situação atual do ICAC concordando com Ana Cristina
onde o desafio foi fazer o possível para não haver prejuízo de pessoal,
migraram tudo o que foi possível de ações presenciais para execução on-line,
mantendo assim grande parte do que está previsto no contrato de gestão,
garantindo a manutenção de pessoal e mantendo injeção de recursos na
cadeia da economia da cultura. Exemplifica com o projeto “Passeio em Casa”
onde houve uma reorganização na programação para compra de licenciamento
de filmes de Curitiba para exibição. Basicamente o que era feito no mundo
físico foi para o mundo digital. Reforça o esforço em se manter os postos de
trabalho, mesmo diante do contingenciamento imposto. Isadora agradece a
resposta e reforça a necessidade de abertura para alterações nos projetos do
PAIC, pois assim contribuem para manter a cadeia produtiva da economia da
cultura. Paulo volta para outros pontos já abordados anteriormente, que esta é
uma situação emergencial, que não são um setor que costuma fazer pressão,
mas quando o Prefeito cede a pressões da associação comercial do Paraná,
dos bares e outros, ficam prejudicados, uma vez que com a abertura
precipitada do comércio tiveram um agravamento da pandemia e isso pode
refletir em um retorno tardio para área da cultura. Pede que suas
considerações cheguem ao Prefeito. Téo cita a fala de Ana Cristina quanto a
distribuição de cestas básicas, diz que é uma ação muito necessária, mas não
pode ser a única. Reforça a possibilidade de ajuda de custos emergencial se
possível pela FAS ou por outra secretaria determinada pelo Prefeito. Quanto a
coordenação com o Estado acha imprescindível e extremamente necessária
reunião do GT sobre a Lei Aldir Blanc, mas lembra que precisam de um plano
B caso a Lei não seja sancionada ou sofra vetos. Sobre a fala do Beto declara
ser muito importante os esforços em se manter os postos de trabalho. Reforça
a fala de Paulo para reunião com o Prefeito para que priorize as ações em
benefício dos artistas, outros setores flexibilizam, conseguem diálogo rápido,
mas os artistas não conseguem. Por fim declara que a classe artística depende
do Estado, sendo Prefeitura, Governo Estadual e Governo Federal. Cibele

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esclarece que em um primeiro momento o decreto de fechamento de


shoppings e academias foi determinado pelo Estado, com o agravamento da
pandemia a PMC publicou o Decreto 774/2020 com determinações sobre
fechamento de vários locais públicos. Avisa que o Estado ficou de publicar
novo decreto na data de amanhã (19/06) e dependendo das determinações do
novo decreto estadual o decreto 774 poderá ser revisto. Esclarece ainda que
todas as áreas estão sendo recebidas pela prefeitura na figura de seus
secretários, por exemplo as academias foram recebidas pelo Secretário de
Esporte e Lazer, a Cultura pela Presidente da Fundação Cultural e assim por
diante. Mas reforça que assim que recebido relatório da área cultural
elaborado pela FCC e SMF passará as informações para o Prefeito e que a
PMC se solidariza com as demandas da classe, e nesse momento as
prioridades são direcionadas para a saúde, mas todos são atendidos. Ana
Cristina agradece a possibilidade de diálogo, elogia a atuação do GT, um grupo
muito maduro. Fala da importância da união de todos, que os integrantes da
classe tenham em nós da PMC pessoas que sempre estão para dar apoio e
trabalhar em conjunto. Pede agenda de reunião exclusiva sobre a Lei Aldir
Blanc para o início da próxima semana, se possível. Beto solicita a Angélica
que organize o documento com as sugestões do GT para o novo edital para
dar prosseguimento o quanto antes. Angélica esclarece que a relatoria do
documento é de Paula e Isadora, mas acredita que já está finalizado. Isadora
informa que o documento está pronto e que a intenção era validar na reunião
de hoje, mas devido o tardar da hora vai enviar por whatsapp para
considerações do GT. Isadora agradece Ana Cristina pelos esforços para
aprovação da Lei Aldir Blanc, diz ter acompanhado o trabalho e elogia a
dedicação. Adriano encaminha então a ratificação do documento oficial com as
sugestões para o edital FCC por whatsapp até o inicio da tarde de amanhã
(19/06) e se compromete em enviar o documento final formalmente para a
Presidente da FCC, por e-mail, até amanhã final da tarde. Adriano convida a
todos para participarem da reunião com os coletivos que ocorrerá hoje às 20h
por vídeo conferência, importante encontro com 50 coletivos que terão voz e
possibilidade de participação. Téo reforça o convite de Adriano e agradece a
presença dos convidados e dos diretores da FCC. Paulo também agradece a
presença dos convidados e os esclarecimentos dados por Beto. Angélica
pergunta sobre aprovação da Ata da reunião de 16 de junho, todos estão de
acordo e a Ata fica aprovada. Adriano encerra a reunião agradecendo a
presença de todos, em especial dos convidados, ficando a próxima agendada
para o dia 23 de junho, 15h, com pauta única - Lei Aldir Blanc e presença de
Ana Cristina de Castro. Sendo o que havia, eu, Maria Angélica da Rocha
Carvalho, lavrei a presente Ata que segue com a minha ciência e dos demais
presentes, relacionados abaixo.

Adriano Esturilho
Ana Cristina de Castro
Bernardo Beduino
Breno Lemos

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FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA

Cibele Fernandes Dias


Dito Salgado
Isadora Flores
José Roberto Lanza
Loismary Pache
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes
Paulo Sandrini
Téo Ruiz

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FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA

ATA DO GRUPO DE TRABALHO


CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Aos vinte e um de julho de dois mil e vinte (21/07/2020), em virtude da


Decretação da Situação de Emergência em Saúde Pública para prevenção ao
contágio pela COVID-19 e da Portaria Conjunta nº 01 de 20/03/2020, o Grupo
de Trabalho constituído em reunião do Conselho Municipal de Cultura realizada
por videoconferência em 09 de junho, realizou a décima reunião de forma
remota com a presença de Adriano Esturilho, Dito Salgado, Paula Gomes,
Isadora Flores, Bernardo Beduino, Téo Ruiz, Bella Souza, Jossane Ferraz,
Giselle Lima, Loismary Pache, José Roberto Lanza, Maria Angélica da Rocha
Carvalho e Ana Cristina de Castro (Presidente da FCC). Adriano abre a reunião
informando da ausência justificada de Paulo Sandrini, assim Bella assume a
titularidade, passa a palavra para Ana Cristina dar informes sobre a Lei Aldir
Blanc. Ana Cristina cumprimenta os presentes e fala da grande tristeza da FCC
no dia de hoje com a perda de Lúcia Camargo, foi uma pessoa muito
importante para a cultura nacional e que deu uma grande contribuição no
cenário municipal, sentiremos muitas saudades. Relata sua conversa com a
Superintendente de Cultura, Luciana, informando que os ofícios 5 e 6 do GT
foram enviados à SECC no dia 17 e houve a confirmação de recebimento.
Luciana já encaminhou as sugestões do GT para sua equipe técnica
responsável pela elaboração do formulário e estão em análise, realizará
reunião no dia 22 de julho, com a mesma equipe, para discutir as sugestões.
Comunica que na quinta-feira, dia 23 de julho, acontecerá uma reunião com o
Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, para
discussões sobre o cadastramento. Quanto ao cadastro Estadual, Ana Cristina
informa que a previsão da Superintendência de Cultura é disponibilizar o
formulário no dia 31 de julho. Fala que a FCC discutiu a possibilidade de
realização de mapeamento local, mas deixa claro que trata-se de mapeamento
e não cadastramento. Esse procedimento servirá como um diagnóstico para
balizar decisões importantes sobre os editais, como também um norteador para
planejamentos futuros, mas não tem vínculo com o cadastro oficial para os
processos da Lei Emergencial. Reforça que é importante este entendimento e
conta que a equipe da FCC já tem um modelo para o mapeamento, passa a
palavra para Beto relatar sobre isso. Beto conta que o modelo foi construído
com base nas informações que acredita-se que irá compor o cadastro estadual,
somado às sugestões recebidas pela FCC deste GT. É mais amplo por tratar-
se de mapeamento dos espaços culturais no cenário de Curitiba, já existe um
desenho básico para envio à equipe de TI e pede a Angélica que disponibilize o
referido modelo no grupo de whatsapp para acesso de todos. Reforça tratar-se
de mapeamento específico de espaços culturais. Paula diz entender que trata-
se de mapeamento, mas questiona se futuramente este mapeamento poderá
ser utilizado como cadastro oficial para acesso aos benefícios da Lei
Emergencial. Beto responde que não e esclarece que para se valer do
recebimento dos benefícios será imprescindível o preenchimento do cadastro
oficial. Trata-se de mapeamento local e não de cadastro oficial. Ana Cristina
reforça tratar-se de mapeamento para diagnóstico e não cadastro para
recebimento de benefícios. Ana Cristina retoma com outros informes dizendo
que com relação à solicitação de publicização das atas do GT, está em estudo

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a disponibilização no Portal dos Conselhos, que é o sítio oficial dos Conselhos


Municipais. Informa que não temos um prazo definido porque o Portal sofreu
um ataque de hackers e passa por manutenção, mas que o IMAP, órgão
responsável pelo Portal, já está tomando as providências cabíveis. Com
relação aos recursos do FMC e outros editais, serão publicadas notícias na
semana. Finalizando as respostas às solicitações feitas pelo GT, informa a
dificuldade de participação do Procurador nas reuniões do GT, conta que hoje
a FCC conta apenas com um Procurador, responsável por analisar a
integralidade dos processos, ficando assim inviável estar em todas as reuniões,
mas que o GT pode formular questionamentos que serão levados para análise.
Relata que tanto no Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de
Cultura quanto no Fórum de Secretários e Dirigentes de Cultura das Capitais e
Municípios Associados, foi pactuado que o Estado ficará responsável pelas
modalidades I e III da Lei Emergencial, ficando com os municípios as
modalidades II e III. Pretende-se também que a regulamentação traga a
possibilidade de transferência de recursos entre as modalidades, no caso de
saldo. Informa que a previsão de finalização da Plataforma Mais Brasil é dia 25
de julho, então até sexta-feira deve-se ter novidades. Conta que existe uma
pendência que ainda está em discussão, sobre a liberação de recursos
também para CPF ou apenas para CNPJ. Sabe que a proposta hoje é a
discussão dos editais, mas pede que o GT se concentre na análise do modelo
de formulário trazido pela FCC. Angélica compartilha na tela o modelo do
formulário e Ana Cristina passa apresentar item a item. Isadora alerta sobre
uma pequena correção nos itens 1.3 e 1.4, onde lê-se “respresentantes” leia-se
“representantes”. Téo diz achar difícil o entendimento de “é formalizada” no
item 2.4 e Lois sugere que seja alterado para “tem registro como Pessoa
Jurídica”. Téo e Isadora pedem que nos itens 3.5 e 3.6 seja incluído a sigla
CNAE, para ficar mais claro. No item 4.8, Téo sugere que seja incluído item
que contemple o espaço que não tenha nenhum funcionário contratado CLT,
com o qual Jossane concorda. Bella diz entender que o item 4.7 contempla
informações de postos de trabalho, mas reforça a necessidade de previsão
para nenhum funcionário contratado por CLT o item 4.8. Paula sugere que a
pergunta fique aberta para qualquer resposta e Beto esclarece que o
preenchimento de itens fica mais fácil quando o acesso se der por celular.
Jossane fala do item 4.11, se não é interessante incluir a informação de valores
e não apenas se sim ou não e também no item 4.12 seria importante a
informação de valores. Bella lembra que nem sempre os valores arrecadados
por meio de leis de incentivo são destinados para manutenção dos espaços, na
sua maioria são para ações culturais, então é importante uma maneira de
esclarecer essa situação. Ana Cristina concorda que a informação de valores
vai enriquecer o diagnóstico e sugere a separação do item 4.11 em 2, um que
contemple manutenção de espaços e outro para ações culturais, ambos com
valores. Beto completa que é uma informação simples para saber a circulação
da economia naquele espaço, informações complementares podem ser
exigência do edital. Adriano sugere abrir espaço nos anexos facultativos para
link de site do espaço cultural. Lois sugere que nas declarações obrigatórias
seja suprimida aquela que fala sobre a solicitação de apenas este benefício no
território nacional, acredita que esta declaração deve estar no edital e Beto
concorda com a retirada. Beto alerta quanto a importância de informar bem a

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todos que trata-se de um mapeamento, para preservação inclusive dos


membros deste GT, evitando problemas futuros. Explica que como
provavelmente o cadastro de agentes culturais, modalidade I, dará direito direto
ao subsídio, é importante esclarecer a todos que aqui trata-se apenas de um
mapeamento, não gerando direito a recebimento de nenhum valor. Ana Cristina
fala da importância da participação do Conselho Municipal de Cultura e demais
na divulgação do mapeamento. Bella fala da necessidade de clareza no item
4.12, talvez seja preciso reformular o texto. Lois esclarece que o subsídio é
destinado para “sobrevivência” do espaço, manutenção do espaço e é
importante saber qual as outras rendas que o local obteve com locação,
bilheteria entre outros. Acredita que inserindo “no espaço cultural” fica mais
claro. Bella acredita que no primeiro parágrafo onde consta espaços,
cooperativas e outros, seria importante espaço para sinalizar se tem espaço
cultural ou não. Beto cita a opção de colocar no edital as características do
espaço cultural, se recebe público ou não, e assim criar faixas de valores. Lois
coloca a necessidade de um dispositivo declarando se a empresa é sediada
em Curitiba. No edital sugere que, em não sendo sediada no Município, não
seja possível seguir com a inscrição. Téo diz ter achado bem produtiva a
reunião, que a proposta de mapeamento apresentada ficou bem completa,
parabeniza a todos pelo trabalho e questiona se não é possível que as
informações do mapeamento migrem para o SISPROFICE, considerando que o
formulário será criado pela TI de Curitiba. Ana Cristina esclarece que
infelizmente não temos tempo hábil para criar este dispositivo porque teríamos
que usar outra plataforma, envolver outras pessoas, e é preciso agilizar o
processo. Beto lembra que o mapeamento irá servir de base para os editais da
Lei Emergencial. Téo diz que tem estudado a Lei Aldir Blanc e conversado com
várias pessoas, consultores, advogados, e que existe um entendimento que
não cabe edital para a modalidade II, que seria apenas um cadastro. Beto
tranquiliza Téo e esclarece que edital é uma ferramenta legal para viabilizar
repasses de recursos, existem editais de chamamento, de credenciamento e
outros diversos, a FCC tem prática nessa rotina, esse recurso será todo pela
Lei 57/05 e pela Lei Emergencial e o edital será a regulamentação das duas.
Adriano diz que o desenho do cadastro ficou ótimo, que estamos em um
momento especial do GT, parabeniza a todos porque ficou muito bom mesmo.
Lamenta não ser da mesma maneira com o Estado, por conta de prazo e tudo
mais. Ana Cristina reitera a fala de Téo e Adriano e parabeniza a equipe pelo
resultado do trabalho. Paula pergunta se não existe a possibilidade de fazer
este mapeamento para os agentes culturais também. Beto esclarece que existe
um fluxo de informações estratégicas que envolvem os agentes culturais, e o
rastreamento e cruzamento de dados, nesse momento, só é possível pelo
SISPROFICE e que em um segundo momento podemos pedir uma atualização
de dados para o Estado. Isadora pergunta sobre os prazos dados pelo Estado
e Ana Cristina responde que o cadastro deve estar disponível no dia 31 de
julho. Téo lembra que as sugestões desse GT já estão com a Superintendência
de Cultura e que ainda podem ser consideradas. Angélica pergunta sobre
aprovação da Ata da reunião de 16 de julho, todos estão de acordo e a Ata fica
aprovada. Pede ainda para que fique registrado que o ofício 05 deste GT,
datado de 15 de julho, foi recebido pela FCC no dia 16 de julho e o ofício 06
recebido no dia 17 de julho, informa que ambos foram enviados para a SECC

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já no dia 17 de julho, com confirmação de recebimento pela Superintendente


Luciana. Adriano encerra a reunião agradecendo a presença de todos, ficando
a próxima agendada para o dia 23 de julho, 15h. Sendo o que havia, eu, Maria
Angélica da Rocha Carvalho, lavrei a presente Ata que segue com a minha
ciência e dos demais presentes, relacionados abaixo.

Adriano Esturilho
Ana Cristina de Castro
Bella Souza
Bernardo Beduino
Dito Salgado
Giselle Lima
Isadora Flores
José Roberto Lanza
Jossane Ferraz
Loismary Pache
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes
Téo Ruiz

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Aos vinte e três de julho de dois mil e vinte (23/07/2020), em virtude da


Decretação da Situação de Emergência em Saúde Pública para prevenção ao
contágio pela COVID-19 e da Portaria Conjunta nº 01 de 20/03/2020, o Grupo
de Trabalho constituído em reunião do Conselho Municipal de Cultura realizada
por videoconferência em 09 de junho, realizou a décima primeira reunião de
forma remota com a presença de Adriano Esturilho, Paula Gomes, Bernardo
Beduino, Téo Ruiz, Bella Souza, Jossane Ferraz, Giselle Lima, Loismary
Pache, José Roberto Lanza e Maria Angélica da Rocha Carvalho. Adriano abre
a reunião informando a ausência justificada de Isadora, assim Bella assume a
titularidade. Na sequência lembra que já foram vencidas as etapas de
sugestões ao edital Digital FCC 2 e ao formulário de cadastramento, ficando
pendente para esse GT apenas a elaboração das sugestões para edital da Lei
Emergencial. Demonstra preocupação com o ritmo de publicação dos editais,
cita que já existe um atraso na regulamentação federal e entende ser
importante que haja agilidade na elaboração e envio das sugestões deste GT
para a Presidente Ana. Sugere que nesta reunião sejam debatidas as proposta
já estruturadas e sanadas algumas dúvidas com relação à Lei 57/2005, e assim
na próxima reunião já apresentar as sugestões finais. Destaca que este GT é
legitimado pelo Conselho Municipal de Cultura para alinhar sugestões aos
editais de cultura, no caso das propostas para a Lei Emergencial, por tratar-se
de edital do Fundo Municipal de Cultura, serão encaminhadas oficialmente para
a Presidente da FCC e a mesma tramitará para a Comissão do Fundo
Municipal de Cultura, responsável legal pelos editais. O GT apresenta
sugestões que serão encaminhadas para as instâncias competentes. Beto fala
de prazos, acredita no lançamento do edital na segunda quinzena de agosto,
concorda que as sugestões formais do GT sejam enviadas com brevidade para
passar pelos devidos trâmites. O ideal é que a sociedade civil trabalhe na
finalização da proposta e a equipe FCC na parte técnica da Lei Emergencial
para agilizar o andamento. Téo apresenta propostas gerais que foram
discutidas pela sociedade civil, pertinentes nesse momento e com a
perspectiva de chegar a uma sugestão que leve a um edital simplificado, com
abrangência para atender o maior número de pessoas, respeitando a lei e os
trâmites burocráticos. Relata que foram debatidas várias ideias pensando em
critérios inclusivos, ações afirmativas, tentando se aproximar ao máximo de um
auxílio, compartilha a tela e passa a apresentar a proposta. Alerta para
alteração importante no artigo 11 da Lei 57/05, para que os projetos
contemplados na Lei Emergencial não contabilizem para o limite de no máximo
dois projetos por ano apoiados pelo PAIC. Lois acredita que como trata-se de
edital vinculado à Lei Aldir Blanc possa haver esse entendimento, mas deve-se
consultar a Procuradoria a respeito. Téo finaliza a apresentação citando o edital
de Brasília como exemplo. Adriano diz ter algumas semelhanças entre o edital
de Brasília e o FCC Digital, pensando em produto ser vídeo uma opção seria a
contrapartida ser a cessão do vídeo para a FCC. Por tratar-se de recurso da
Lei Emergencial verificar a possibilidade de ser prêmio, flexibilizar a análise de
mérito para garantir o atendimento dos artistas que estão em vulnerabilidade.
Considerando que a retomada da economia não ocorrerá nesse momento

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entende que o amparo ao artista é mais emergencial. O desafio é como chegar


a critérios justos sendo que existe uma diversidade muito grande de projetos.
Pensar em contemplar entrevistas para atender aqueles que não tenham
experiência em dar aulas, fazer vídeos. Lois relembra que a contrapartida é
exigência legal e deverá acontecer. Beto contextualiza o cenário atual e daqui
dois meses, quando deverá sair o resultado do edital. Independente de tudo o
que já sabemos sobre a saúde pública, entende que o exemplo de Brasília
contempla mais o cenário do início da pandemia e acredita ser razoável pensar
em um cenário daqui dois meses, possivelmente estaremos em uma condição
híbrida e com uma bandeira amarela ou talvez até azul, então deve-se prever
outras possibilidades. Pensar em ações no campo digital, mas também
contemplar aqueles que apresentem projetos que se encaixem nas normas de
segurança das bandeiras amarela e azul, respeitando as determinações da
saúde pública. Enfim, não pensar apenas na modalidade digital. Reforça que a
modalidade III da Lei Emergencial está vinculada a fomento, talvez com a
retomada da linha criativa, com o retorno de algumas atividades culturais,
semipresenciais considerar um panorama geral que permita várias abordagens.
Bella se reporta a fala de Beto e diz ser importante o compartilhamento de
informações e a troca de experiências, saber como a FCC está pensando, mas
alerta que muitos artistas não conseguirão acessar as modalidades I e II por
vários motivos, assim restando apenas a modalidade III para atendê-los.
Justificando que o edital seja mais simplificado, abrangente e democrático.
Mesmo que exista a perspectiva da faixa amarela e azul não existe garantia de
quando teremos uma retomada, então é preciso atender a emergência. Lois
esclarece que o auxílio emergencial está focado nas modalidades I e II, a III
exige apresentação de projeto e produção cultural, não é possível considerar
pagamento de despesas na modalidade III. Concorda que o edital deve ser
simplificado, mas não justifica-se a subsistência nessa modalidade. Bella
entende que o item III refere-se a fomento e criativo, mas acredita que deve ser
o mais abrangente possível. Téo acredita que o GT tem realmente esta função
de troca de informações para um melhor entendimento. Lembra que em
março/abril acreditava-se que em julho/agosto a normalidade estaria voltando,
mas não é a realidade. Então as sugestões devem estar focadas no pior
cenário, por não haver uma perspectiva de retomada. Entende que os recursos
da Lei Aldir Blanc devem atender o caráter emergencial e o
descontingenciamento do Fundo Municipal de Cultura atender a retomada das
ações culturais. Beto afirma que independente do formato do projeto o dinheiro
do edital vai circular, se for projeto individual beneficia o proponente, mas se for
um projeto mais abrangente beneficia equipe técnica também, assim atende
aos que precisam. O técnico que tem dificuldade em acessar o edital pode ser
contratado por um projeto apresentado por um produtor e ter sua necessidade
atendida. A geração de produto cultural também é uma forma de distribuição de
renda. Jossane acredita que deve manter o consenso que a Lei Aldir Blanc veio
para atender uma situação emergencial, os artistas encontram-se em situação
precária. A PMC e a FCC devem estar sensíveis a essa questão. Abranger
aqueles que não tem estrutura, equipamentos, não tem condições mínimas de
produzir produto cultural. Reconhece a importância de relançar a produção
cultural, mas acredita que isso é papel do Fundo e do Mecenato. Nesse
momento não dá pra levar em conta a qualidade do trabalho, deve ser um

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apoio para que os artistas possam continuar trabalhando com cultura. Adriano
reitera a condução para o seguinte consenso, que embora as modalidades I e II
se destinem ao auxílio, provavelmente não atenderão a todos, assim a
modalidade III também deve ser direcionada para um atendimento
emergencial. Não dá para favorecer aqueles que tem mais condições e mais
experiência em participar de editais, é necessário atender os que mais
precisam. Lois reitera que o trabalho da FCC é maximizar o atendimento, mas
existem todas as travas legais. A Presidente Ana sempre pede à equipe para
atender ao máximo as necessidades, mas não deixar de observar as
determinações legais. Jossane diz que Adriano resumiu muito bem, a realidade
é árdua, ficar um ano sem trabalhar é muito difícil. Entende os entraves e leis,
mas a sociedade civil pede que as leis sejam flexibilizadas nesse momento de
pandemia. Téo também afirma que desde o começo ficou claro que a
sociedade civil entende as leis e burocracia, mas é necessário flexibilizar
dentro das possibilidades legais. Passa a apresentar outra proposta que
entende ser mais híbrida, compartilhando a tela com todos. Finalizada
apresentação de Téo, Adriano pergunta se para o edital da Lei Emergencial
será necessário dividir em iniciante e não iniciante. Lois responde que não, pois
trata-se de edital do Fundo e não do Mecenato. Adriano pergunta ainda se
existe impedimento legal de ser prêmio. Beto relata que o edital para prêmio é
mais árduo, com prazos maiores, com justificativas específicas e motivação
para cada categoria, pode até parecer mais fácil por não ter prestação de
contas, mas na realidade é um trâmite mais complexo. Lembra que o PAIC
incentiva a cultura, não é restrito à arte, se faz necessário entender a diferença
entre arte e cultura. Lois complementa considerando que como a Lei 57/05 não
prevê prêmio, os prazos devem obedecer à Lei 8666 e implica em
concorrência. Beto considera que o desafio é encaixar tantas variáveis em um
edital simplificado, que deve atender os artistas mais necessitados, mas não
pode restringir a participação, pois isso é ilegal. A modalidade III é para
acomodar a todos, não restringir. Jossane entende e concorda com Beto, fala
que a falta de bom senso e empatia faz com que o desafio seja encontrar
maneiras legais de atender os mais necessitados. Adriano afirma que o papel
dos representantes da sociedade civil também é defender aqueles que não
conseguem espaço nas discussões. Reforça que a FCC receberá sugestões de
outros grupos e segmentos, por vezes contrarias as trazidas aqui. Beto
concorda e relata que a FCC escuta todas as áreas e também se preocupa em
evitar contratempos de natureza jurídica. Adriano recorda do embate havido
por conta da linha de corte do Mecenato Subsidiado, assunto que gerou muita
discussão e polêmica, mas mesmo com ameaças de processos no Ministério
Público, conseguiu-se atender o pedido da linha de corte e isso motiva a dar
continuidade aos debates, alinhar o pensamento da sociedade civil com o
poder público. Finaliza encaminhando que os representantes da sociedade civil
se reúnam e estruturem a proposta com as sugestões finais para na próxima
reunião e pede a presença de Ana Cristina na apresentação. Beto sugere que
a próxima reunião seja realizada na quinta-feira, dia 30 de julho, assim teremos
mais informações e esclarecimentos, todos concordam. Angélica fica
responsável por comunicar Ana Cristina da data e horário da reunião e
pergunta sobre aprovação da Ata da reunião de 21 de julho, todos estão de
acordo e a Ata fica aprovada. Adriano encerra a reunião agradecendo a

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FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA

presença de todos, ficando a próxima agendada para o dia 30 de julho, 15h.


Sendo o que havia, eu, Maria Angélica da Rocha Carvalho, lavrei a presente
Ata que segue com a minha ciência e dos demais presentes, relacionados
abaixo.

Adriano Esturilho
Bella Souza
Bernardo Beduino
Giselle Lima
José Roberto Lanza
Jossane Ferraz
Loismary Pache
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes
Téo Ruiz

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ATA DO GRUPO DE TRABALHO


CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Aos vinte e três de junho de dois mil e vinte (23/06/2020), em virtude da


Decretação da Situação de Emergência em Saúde Pública para prevenção ao
contágio pelo COVID – 19 e da Portaria Conjunta nº 01 de 20/03/2020, o Grupo
de Trabalho constituído em reunião do Conselho Municipal de Cultura realizada
por videoconferência em 09 de junho, realizou a quarta reunião de forma
remota com a presença de Adriano Esturilho, Dito Salgado, Paulo Sandrini,
Paula Gomes, Isadora Flores, Bernardo Beduino, Téo Ruiz, Giselle Lima, Bella
Souza, Jossane Ferraz, Waldir Rangel, Loismary Pache, José Roberto Lanza,
Maria Angélica da Rocha Carvalho, Ana Cristina de Castro (Presidente da
FCC). Adriano abre a reunião agradecendo a presença de Ana Cristina e fala
da realização da audiência com os coletivos, no dia 18 de junho, com a
presença de representantes de 48 coletivos, onde foram indicados os
representantes titulares e suplentes efetivos para este grupo de trabalho. Para
que todos se conheçam passa a palavra para apresentações, iniciando com os
titulares legitimados pela audiência. Téo Ruiz já está no GT desde o início,
integra o Coletivo Coragem. Isadora Flores, também integrante do Coletivo
Coragem, é da área de música e de teatro. Bella Souza produtora cultural,
trabalha com várias linguagens, representa a APAN – Associação dos
Profissionais do Audiovisual Negro e Teatro em Movimento. Bernardo Beduino,
fundador e organizador da batalha das casinhas, representa literatura e hip
hop. Adriano passa para apresentações dos representantes suplentes. Jossane
Ferraz é atriz, bailarina e produtora, também é responsável por um espaço
cultural recentemente criado, mas ainda não inaugurado por conta da
pandemia. Giselle Lima, Presidente da Associação dos Amigos Pé no Palco.
Waldir Rangel, integra o Grupo Contradição e encabeça o movimento Samba
Solidário que realiza lives itinerantes para arrecadar cestas básicas em prol dos
artistas. Na sequência segue a apresentação dos conselheiros representantes
do Conselho Municipal de Cultura não governamentais e governamentais,
nessa ordem. Paula Gomes, suplente da cadeira de audiovisual, distribuidora
de vídeos e diretora da AVEC. Paulo Sandrini, escritor, professor de literatura,
editor, músico, participou do grupo de trabalho que criou o Programa Curitiba
Lê em uma consultoria para a FCC entre 2007 e 2008, conselheiro titular da
área de literatura. Dito Salgado, professor de música, aluno do CMPB, líder do
Grupo Curitando, conselheiro da Regional Boa Vista. Beto Lanza, funcionário
da FCC há 27 anos, Diretor de Ação Cultural, conselheiro titular do Poder
Público. Angélica Carvalho, funcionária da FCC, hoje lotada na assessoria da
presidência, conselheira suplente do Poder Público. Loismary Pache é
apresentada por Adriano por problemas técnicos na videoconferência, Diretora
de Incentivo à Cultura da FCC, conselheira titular do Poder Público. Adriano
passa a palavra para Ana Cristina de Castro que cumprimenta a todos, em
especial os representantes dos coletivos, preside o Conselho Municipal de
Cultura, tendo Adriano Esturilho como seu vice e também é vice-presidente do
Fórum dos Secretários de Cultura. Sendo que todos os presentes já se
apresentaram Ana Cristina inicia explanação sobre a Lei Emergencial Cultural
Aldir Blanc, relata que existe um grupo de trabalho nacional para a
regulamentação da referida Lei com reunião agendada para a próxima semana.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA


FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA

Sobre as modalidades de repasse de valores, quais sejam: I – renda


emergencial mensal aos trabalhadores da cultura; II – subsídios mensais para
manutenção de espaços artísticos e culturais; e III – editais, chamadas
públicas, prêmios e outros, informa que a modalidade I (renda básica) deverá
ficar a cargo do Estado, assim o município centralizará seus recursos nas
modalidades II e III. Existe a proposta de viabilizar cadastramento por
plataforma única, Plataforma Mais Brasil, mas será necessário análise de
funcionalidade e de atendimento aos critérios locais. Relata que Beto Lanza
sugeriu que o munícipio faça esse cadastro, há preocupação com os dados
principalmente vinculados à modalidade II (espaços artísticos e culturais), tudo
está em fase de estudos e discussões. Sugere a participação neste GT da
representante da Secretaria Municipal da Educação no Conselho Municipal de
Cultura, Margarete, para auxiliar na contrapartida necessária aos projetos
apresentados para a Lei Aldir Blanc. Fala da preocupação na formatação do
termo de repasse de recursos e regras para prestação de contas, ressalta que
são situações nevrálgicas necessárias de alinhamento com tribunal de contas e
controles internos, para não correr o risco de prejuízo futuro aos gestores e
artistas. Outra questão é a forma de seleção considerando que o recurso não
seja suficiente para atender a todos os cadastrados, quais serão os critérios
técnicos, econômicos e sociais. Lembra que alguns municípios deverão
adequar suas leis locais para receber o recurso e restituí-lo em caso de não
uso. Importante analisar as possibilidades de flexibilização da burocracia para
facilitar o acesso, respeitando as normas legais, como exemplo cita a
apresentação de certidões negativas apenas no repasse de recursos, e não na
fase de seleção dos projetos. Demostra preocupação com o prazo de 60 dias
para viabilizar o repasse e a necessidade de reunir dados e informações para
serem discutidos nos fóruns estaduais e federal, auxiliando na regulamentação
da Lei. Por fim reafirma a importância dos critérios de seleção, principalmente
referentes aos espaços culturais e artísticos, como definir quais espaços
receberão 3 mil, quais receberão 10 mil, critérios de distribuição de recursos.
Relata que são algumas questões que já foram trazidas para discussão e abre
para falas. Téo agradece as informações trazidas por Ana Cristina, relata que
realmente é um grande desafio com muito trabalho a ser feito. Informa que leu
o projeto de lei e achou muito bom, mas tem preocupações com a prestação de
contas. Pede esclarecimento sobre a renda emergencial ficar sob a
responsabilidade do Estado, será deduzido dos quase 12 milhões destinados a
Curitiba? Ana Cristina diz que segundo informações do presidente do Fórum
dos Secretários de Cultura, Ney Carrasco, os valores que o Estado irá distribuir
como renda emergencial não serão descontados do montante que será
repassado aos municípios. Ainda esclarece que o Estado deverá atender as
três modalidades e o Curitiba ficará com as modalidades II e III. Téo considera
que, levando em conta que o Estado atenderá as modalidades II e III também,
é extremamente necessário uma conversa com a Superintendência de Cultura
para alinhar os editais estadual e municipal, e assim contemplar editais
complementares e não concorrentes. Fica a sugestão para convite a Luciana,
superintendente de cultura do Paraná. Ana Cristina lembra que Luciana está
reunindo o GT do Estado e quando as questões estiverem mais maduras será
realizada uma reunião geral. Téo solicita esclarecimento quanto as alterações
na Lei Municipal de Incentivo mencionadas por Ana Cristina. Ana Cristina

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informa que as alterações no momento são genéricas e serão detalhadas em


decreto regulamentador, assim que estejam definidas as regulamentações
federais e estaduais e estiverem conhecidas as diretrizes gerais. Lois
complementa informando que a alteração prevê a possibilidade de reduzir
prazos e adequar-se ao que será previsto na Lei federal. Isadora pergunta da
necessidade de aprovação da Câmara Municipal de Vereadores para as
alterações propostas na Lei de Incentivo e Ana Cristina informa que já foram
tomadas as providências para análise em regime de urgência. Isadora retoma a
preocupação com o cadastramento, como será feita a atualização cadastral e
como as informações chegarão nos artistas. Comenta que o próximo censo do
IBGE não contempla a cultura. Existe a dificuldade de entender o real impacto
sem um cadastro atualizado e confiável. Ana Cristina relata que o Brasil todo
sente a mesma dificuldade, por isso a discussão de um cadastro único, a
Plataforma Mais Brasil. Localmente pode ser feito um cadastro junto aos editais
que forem lançados e o acompanhamento da Plataforma Mais Brasil, o
SISPROFICE conta com um cadastro, mas desatualizado. Paulo relata estar
com a conexão da internet instável, assim pode ter perdido alguma informação,
então retoma algumas questões, quanto ao valor de aproximadamente 12
milhões que será repassado a Curitiba, já ficou definido como funcionará com
os espaços independentes, quais tipos de espaços culturais serão
contemplados. Ana Cristina esclarece que será uma construção em conjunto,
que ainda depende do cadastro e outras informações. Relembra que os
municípios serão responsáveis pelas modalidades II (espaços artísticos e
culturais) e III (editais, prêmios...) da Lei Emergencial, sendo de
responsabilidade do Estado a modalidade I (renda básica), essa metodologia
facilita o trabalho, pois o Estado tem melhores condições de cruzamento de
dados e atendimento às exigências legais. Tem-se muitas perguntas e poucas
respostas. Paula sugere levantar junto à Secretaria Municipal de Finanças o
CNAE (Código Nacional de Atividades Econômicas) que tem liberação de
espaços culturais. Reconhece que deve existir um compromisso com a
legislação pública, mas reforça que os mais necessitados não podem ser
prejudicados pela burocracia. Os processos devem ser simplificados, pensar na
possibilidade de autodeclaração. Manifesta interesse em participar da
elaboração de formulário para cadastramento e coloca que trata-se de um
momento ímpar para realizar um levantamento amplo na área da cultura. Ana
Cristina comenta que recebeu um modelo de cadastro e vai enviar para análise
do grupo. Adriano diz que naturalmente frente a tantos desafios pensasse no
tempo disponível para realização. Pergunta se existe um cronograma das
ações e quem será responsável pela organização da Plataforma Mais Brasil.
Comenta que existem algumas iniciativas da sociedade civil para
cadastramento de artistas e pede confirmação se existe alguma informação
sobre essas iniciativas estarem vinculadas à Plataforma Mais Brasil, explica da
preocupação dos artistas enviarem informações pessoais acreditando tratar-se
de cadastro único e na realidade ser apenas um cadastro informal. Ana Cristina
diz que com relação ao cronograma de ações a Lei tem até o dia 29/06 para
ser sancionada, 15 dias para regulamentação federal e 60 dias para estados e
municípios realizarem a destinação de recursos. Tudo isso com a precaução de
todas as situações estarem bem amarradas nos jurídicos, tribunais de contas e
controles internos. Deve-se ter muita astúcia na elaboração das

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regulamentações para não ficarem brechas legais causando prejuízo futuro


tanto para gestores quanto para artistas. Adriano reforça a pergunta sobre
cadastros da sociedade civil estarem vinculados a Plataforma Mais Brasil. Ana
Cristina afirma que a organização da Plataforma Mais Brasil é federal, mas que
até o momento não existe nenhuma ação oficial, lembra ainda que até a
sanção da Lei não é possível tomar nenhuma atitude legal, assim os
levantamentos cadastrais oficiais ainda não iniciaram. Beto chama atenção do
grupo pelo fato de ser uma característica dos espaços culturais curitibanos a
locação de imóvel de terceiro, assim o responsável legal pelo CNPJ não é
necessariamente o proprietário do imóvel onde se instala o espaço cultural, o
endereço do CNPJ não é o mesmo do imóvel locado. Assim temos um CNPJ
que poderá participar dos editais tanto para a modalidade II quanto para a III.
Será imprescindível ficar claro nos regramentos a possibilidade de estar nas
duas modalidades ou não. Cita ainda a Sociedade 13 de maio que é uma
situação diferente, por tratar-se de um prédio histórico e reconhecido pela
comunidade. Lembra que no passado, quando em situação semelhante, a
publicação de edital para apoio a espaços independentes foi muito complexa,
reforça assim a necessidade de clareza no regramento dos editais. Informa que
a pedido da Coordenação de Ação Cultural, da Superintendência de Cultura do
Estado, participou de discussão informal sobre a Lei Emergencial, e que as
dúvidas e problemas são semelhantes aos trazidos aqui no GT. Registra ainda
a dificuldades com o Tribunal de Contas do Paraná, que por vezes se mostra
mais rigoroso que o Tribunal de Contas da União. Ana Cristina comunica a
necessidade de se ausentar por compromissos anteriormente assumidos, fala
estar na torcida para que dia 29 de junho a Lei seja sancionada, que será
necessário o apoio de todos para com vários olhares e experiências construir
um instrumento melhor. Na próxima semana pode trazer notícias do Fórum dos
Secretários de Cultura. Deve-se esperar a regulamentação federal para
regulamentar a nível municipal, mas já está em organização uma força tarefa
FCC e PMC para vencer as etapas legais necessárias dentro dos 60 dias.
Reafirma que a FCC está aberta ao diálogo para contemplar e ajudar o maior
número de pessoas. Téo reconhece ser muito bom a abertura de diálogo e
sugere grupos de trabalhos separados para discussões de assuntos do FMC,
ações gerais da FCC e PMC e Lei Emergencial Aldir Blanc. Ana Cristina lembra
que esse GT foi criado com essa intenção, que já foi vencida a etapa de
sugestões para o próximo edital da FCC, as quais ela já recebeu oficialmente.
Téo conclui ser importante a Lei Aldir Blanc deixar para os municípios o
levantamento das necessidades e possiblidades de apoio, quanto aos critérios
ainda acredita ser difícil elaborar sugestões, vai conversar mais com os
coletivos. Para atender os espaços culturais deve-se pautar no artigo oitavo da
Lei e talvez pelo CNPJ, pela natureza das ações dos espaços. Levanta
novamente a necessidade de confirmar com a Superintendente de Cultura do
Estado, Luciana, a distribuição de recursos que está sendo pensada. Se o
Estado também pretende lançar processos para as modalidades II e III, ou se
isso vai ficar para a FCC. As ações Estado/Município devem ser casadas,
pensadas em conjunto, assim fica mais fácil direcionar os recursos da FCC.
Beto volta a falar da reunião com a Coordenação de Ação Cultural da
Superintendência de Cultura e explica que no Estado trabalha-se com
macrorregiões e deve-se seguir o mesmo formato para atender à Lei

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Emergencial, respeitando as diferentes características de cada macrorregião.


Fala da importância de, independente das relações institucionais, o Conselho
Municipal de Cultura estreitar contato com o Conselho Estadual de Cultura para
alinhar todas as questões. Paula reforça a fala de Beto e Téo quanto a
importância de trabalho integrado entre os Conselhos Municipal e Estadual de
Cultura. Quanto à questão de possibilidade de participação em apenas uma
das modalidades (II ou III), acredita não ser justo, pois cada uma é direcionada
para atender necessidades diferentes, e participar apenas de uma modalidade
pode prejudicar artistas mais necessitados. Aborda a questão de como definir
quais espaços poderão ser contemplados e como evitar que um mesmo projeto
seja beneficiado pelo Estado e pelo Município, sugere seguir a lógica do Fundo
Setorial de Audiovisual, onde até seria possível beneficiar o mesmo projeto,
mas não as mesmas despesas. Adriano informa que já iniciou contato com os
Conselheiros Estaduais e levantou que a tendência é que a Superintendência
de Cultura solicite maior verba para contemplar os editais, ficando uma
preocupação que o atendimento da modalidade I (renda básica) fique
prejudicado. Reforça ser fundamental que os editais Estadual e Municipal se
complementem e não sejam concorrentes e que um dos desafios será a forma
de distribuição dos recursos entre as modalidades a serem atendidas.
Demonstra preocupação em haver uma forma justa de possibilitar a
participação em todas as modalidades, sendo que um gestor de espaço possa
receber apoio para manter seu espaço cultural, mas que ele e seus
funcionários também possam receber renda básica, ou participar dos editais,
desde que para despesas diferentes. Beto complementa que não existe muito
como fugir disso, que será análise de caso a caso, despesas administrativas
um foco, produção cultural outro. Manutenção de espaços pela modalidade II e
produção de conteúdo pela modalidade III. Se considerar a fração proporcional
prevista em Lei, a maior fatia do recurso será para a modalidade II, ficando a
modalidade III com aproximadamente 2 milhões. Paulo levanta a necessidade
de definir muito bem o que será considerado como manutenção de espaços,
apenas despesas administrativas ou pagamento de pessoal também.
Pensando em aproximadamente 2 milhões para a categoria III, ficará algo em
torno de 10 milhões para a categoria II. Beto acredita que deve-se pensar em
contas de valores mais pra frente, quando já existir um levantamento de
espaços culturais e se será possível atender todos, ou se será feito seleção,
ou ainda se o Estado contribuirá com o apoio aos espaços. Paulo fala que
algumas situações estão previstas na Lei Emergencial mas deve-se ter o
cuidado de não elitizar o edital, respeitar as diferenças entre produção de
espaço cultural e a produção na ponta. Bella concorda de maneira geral, e
lembra a importância de estudos da forma de distribuição de recursos mais
democrática, pede para considerar critérios para aumentar a participação de
artistas negros, artistas de rua, aqueles profissionais, espaços culturais, que
não conseguem acessar os editais. Encontrar soluções conjuntas não
complexas para atender grupos menos beneficiados em editais de cultura. Téo
comenta que a fala da Bella chamou a atenção e que é consenso dos coletivos
a distribuição dos recursos de forma mais democrática e inclusiva. Declara que
não recorda de editais com quotas, que seria histórico e deve ser considerado.
Acredita que quanto maior o valor, dos 12 milhões, puder ser revertidos para
renda básica melhor, beneficia os mais necessitados e facilita, pois não exige

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prestação de contas, desonera inclusive a FCC. Um ponto de vista de mais


assistência social e menos burocracia. Verificar a possibilidade de incluir nas
alterações da Lei de Incentivo à assistência social especificamente no período
de pandemia. Entende que os espaços culturais são importantes, mas nesse
momento as pessoas estão mais necessitadas. Beto esclarece que os recursos
não utilizados pelo município automaticamente retornam para o Estado e
podem somar-se aos valores destinados para renda básica, que assim a
situação ficaria resolvida, que concorda, mas depende de entendimentos
institucionais, deve-se aguardar maiores definições. Adriano segue para o
encerramento devido ao adiantado da hora, passamos do horário combinado,
mas as discussões foram muito importantes. Complementa a fala de Beto
sugerindo a Lois que nas alterações da Lei de Incentivo Municipal enviadas à
Câmara em caráter de urgência já contemplem a possibilidade de subsídio aos
artistas via FMC, apenas durante a situação de pandemia. Lois relata que foi
pensado nessa possibilidade, mas poderia atrasar o trâmite nesse momento
considerando o recesso da Câmara Municipal, mas poderá ser retomado no
futuro. Isadora se dirige a Beto falando que algumas pessoas sugeriram que
não pudessem ser contemplados nos editais da FCC artista com emprego
formal. Beto de imediato esclarece que neste momento algumas pessoas com
emprego formal podem estar em situação suspensa e adotar este critério pode
prejudicar artistas que estão em vulnerabilidade, não sendo possível. Lois
complementa dizendo que os editais são elaborados dentro do bom senso e da
legalidade, mas precisamos contar com a conscientização das pessoas e o
olhar no próximo para amenizarmos as injustiças. Angélica pergunta sobre a
aprovação da Ata da reunião de 18 de junho, todos estão de acordo e a Ata
fica aprovada. Adriano encerra a reunião agradecendo a presença de todos,
ficando a próxima agendada para o dia 25 de junho, 15h. Sendo o que havia,
eu, Maria Angélica da Rocha Carvalho, lavrei a presente Ata que segue com a
minha ciência e dos demais presentes, relacionados abaixo.

Adriano Esturilho
Ana Cristina de Castro
Bella Souza
Bernardo Beduino
Dito Salgado
Giselle Lima
Isadora Flores
José Roberto Lanza
Jossane Ferraz
Loismary Pache
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes

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Paulo Sandrini
Téo Ruiz
Waldir Rangel

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ATA DO GRUPO DE TRABALHO


CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Aos vinte e cinco de agosto de dois mil e vinte (25/08/2020), em virtude da


Decretação da Situação de Emergência em Saúde Pública para prevenção ao
contágio pela COVID-19 e da Portaria Conjunta nº 01 de 20/03/2020, o Grupo
de Trabalho constituído em reunião do Conselho Municipal de Cultura realizada
por videoconferência em 09 de junho, realizou a décima terceira reunião de
forma remota com a presença de Adriano Esturilho, Paula Gomes, Isadora
Flores, Bernardo Beduino, Téo Ruiz, Bella Souza, Jossane Ferraz, Giselle Lima
e Maria Angélica da Rocha Carvalho. Adriano abre a reunião lembrando que a
pauta de hoje é a finalização das sugestões referentes à modalidade II da Lei
Emergencial, mais focado nos critérios, e demonstra a preocupação quanto à
forma de envio das sugestões finais à FCC. Diz que todos têm ciência que este
grupo é responsável por elaborar sugestões que devem ser ratificadas pelo
Conselho Municipal de Cultura, e que não podemos esquecer da legalidade
dos nossos atos. Sugere que as sugestões enviadas à FCC falem dos critérios
e priorização, mas não entre no detalhamento de pontuação, para evitar
questionamentos jurídicos. Angélica complementa dizendo que o
posicionamento de Adriano está correto, que todas as propostas recebidas pela
FCC, deste GT, ou de qualquer outro grupo, instituição e demais, passa
primeiramente por uma análise jurídica para daí seguir para as outras
instâncias competentes. Assim, é importante que sejam encaminhadas
sugestões, sem entrar em detalhamentos que possam ser interpretados como
favorecimento, ou acesso privilegiado a informações dos editais. Reforça que o
GT foi criado para abrir um canal de discussão com a sociedade civil, mas a
responsabilidade por elaborar o edital é exclusiva do Poder Público. Todos
concordam com o posicionamento de Adriano e Angélica e fica definido que as
apresentações, tanto para o GT, quanto para o Conselho, serão detalhadas
para melhor entendimento, mas a proposta final para a FCC será genérica. Téo
passa a apresentar a proposta com compartilhamento de tela com os
presentes. Todos aprovam a apresentação, que deverá ser realizada para o
Conselho Municipal de Cultura. Adriano passa a relatar que tem contato com
outros grupos, coletivos e instituições e percebeu que nem todas as propostas
são comuns entre os grupos. Diz achar importante repassar esta informação,
pois como é da ciência dos presentes, a FCC recebeu demandas de grupos
diferentes, com isso teremos questões que devem gerar discordância. Téo
afirma que este GT sempre foi consciente do seu papel em elaborar sugestões,
que podem ou não ser acatadas, e que demandas de outros grupos enviadas
diretamente à FCC são legítimas e serão consideradas da mesma forma.
Reforça ainda que todos aqui estão cientes que não terão acesso ao edital e
outros regramentos antes de publicado nos meios legais, e reforça que esta é
uma situação que o próprio grupo gostaria de registrar e deixar claro que
entende e respeita. Téo pergunta se já existe decreto regulamentador
municipal e se a FCC está pensando nas flexibilizações para facilitar o acesso.
Angélica informa que o decreto regulamentador municipal está em elaboração
e que a flexibilização será considerada dentro do permitido legalmente. Lembra
que a regulamentação federal não trouxe muitas possibilidades de
desburocratização, mas a FCC fará o possível, dentro dos preceitos legais.

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Paula conta que tentou acessar o Sisprofice para cadastro de espaço cultural e
que obteve uma resposta que Curitiba ainda não tinha aderido, pergunta como
funcionará. Angélica esclarece, que em que pese Curitiba ser o único município
que já tem termo de cooperação com a SECC para uso do Sisprofice, se faz
necessário assinatura de termo específico para uso do módulo da Lei Aldir
Blanc, mas já está em fase de assinatura e será regularizado. Isadora pergunta
sobre o cadastro do plano de ação e previsão dos recursos. Angélica diz que
quanto ao plano de ação a equipe da FCC está trabalhando para realizar o
cadastro, já quanto ao repasse dos recursos ainda não recebemos previsão
oficial. Não havendo inscritos para fala, Adriano encaminha para a finalização,
lembrando que na quinta-feira (27/08) às 14h30, será realizada reunião do
Conselho Municipal de Cultura e pede para que os representantes da
sociedade civil se organizem para realizar a apresentação das sugestões finais
para validação. Angélica pede para que a aprovação da Ata de hoje seja
realizada por whatsapp, considerando que não está agendada próxima reunião
do GT. Adriano encerra a reunião agradecendo a participação de todos e
reforçando a apresentação a ser realizada na reunião do Conselho Municipal
de Cultura. Sendo o que havia, eu, Maria Angélica da Rocha Carvalho, lavrei a
presente Ata que segue com a minha ciência e dos demais presentes,
relacionados abaixo.

Adriano Esturilho
Bella Souza
Bernardo Beduino
Giselle Lima
Isadora Flores
Jossane Ferraz
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes
Téo Ruiz

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ATA DO GRUPO DE TRABALHO


CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Aos trinta de junho de dois mil e vinte (30/06/2020), em virtude da Decretação


da Situação de Emergência em Saúde Pública para prevenção ao contágio
pelo COVID – 19 e da Portaria Conjunta nº 01 de 20/03/2020, o Grupo de
Trabalho constituído em reunião do Conselho Municipal de Cultura realizada
por videoconferência em 09 de junho, realizou a quinta reunião de forma
remota com a presença de Adriano Esturilho, Dito Salgado, Paulo Sandrini,
Paula Gomes, Isadora Flores, Bernardo Beduino, Téo Ruiz, Giselle Lima, Bella
Souza, Jossane Ferraz, Loismary Pache, José Roberto Lanza, Maria Angélica
da Rocha Carvalho, Ana Cristina de Castro (Presidente da FCC) e Breno
Lemos (superintendente da Secretaria Municipal de Finanças). Adriano abre a
reunião agradecendo a presença de Ana Cristina e avisa que a Presidente da
FCC tem compromissos agendados assim será otimizado o tempo para
aproveitar a presença da mesma. Breno Lemos entra na reunião se
desculpando pelo atraso, pois está participando de três reuniões simultâneas e
diz imaginar que encontra todos mais animados pelas boas notícias de ontem,
referindo-se a Lei Emergencial Aldir Blanc. Segue informando que acompanha
diariamente os dados econômicos, a situação da pandemia, hoje com bandeira
laranja em Curitiba, como também as notícias do Estado. Existe um agravante
da possibilidade de novas medidas que devem ser divulgadas pelo Governo do
Estado ainda hoje, para daí analisar os impactos e as medidas locais
necessárias. Era esperado que em junho aconteceria a retomada gradativa da
economia, mas infelizmente não é essa a realidade. Do ponto de vista das
previsões está tudo paralisado, mesma análise de 15 dias atrás. Acompanha
as alterações de bandeiras para classificação COVID-19 que é atualizada de
sexta-feira para sábado, e pode-se esperar até a bandeira vermelha, não se
sabe ainda. Resumindo é preciso aguardar o Decreto Estadual e seus impactos
a nível municipal, como também a evolução da pandemia em Curitiba. Ana
Cristina sugere que Breno seja liberado para atender as demais reuniões, mas
ele se coloca à disposição para acompanhar o GT e responder questões.
Assim Téo dirige-se a Breno colocando que sabe da situação fiscal do
município e imagina as dificuldades, mas se a PMC foi pega de surpresa com o
agravamento da pandemia e o novo decreto estadual, imagine a área cultural.
É mais um indicativo que a produção cultural não será retomada em 2020,
sendo necessária uma atuação mais firme da Prefeitura para atender as
demandas da classe artística. Ressalta que o veto ao prazo de repasse de
recursos na Lei Aldir Blanc traz preocupação e pergunta quais serão as ações
da PMC que vão além da Lei Emergencial. Reforça que a Lei Emergencial é
para ser realizada em 60 dias, mas e depois, como fica o retorno
pós-pandemia. Reforça a necessidade de descontigenciamento do FMC e
afirma que não acredita que 11 milhões representam um valor tão expressivo a
nível de PMC, que faça tanta diferença no orçamento total. Pede que o Prefeito
se manifeste e apoie a área cultural. Fala da flexibilização de ritos e editais
lembrando da situação emergencial. Relata que com toda a humildade e
respeito aos profissionais da PMC, não consegue entender como que a
produção cultural, que representa 3% do PIB, não consegue ações positivas,
como a liberação do FMC. Considera que o descontingenciamento do FMC não

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fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, pois trata-se de orçamento já previsto na


LOA. Questiona quanto tempo mais a classe artística terá que esperar. Afirma
que a Lei Aldir Blanc representa um ganho, mas paira a dúvida do prazo de
repasse dos recursos aos estados e municípios. Como fica a situação da área
cultural até se efetivarem os repasses da Lei Emergencial, dependendo da
mobilização dos próprios artistas para cestas básicas, sendo que alimentação
não é a única necessidade, existem outras despesas. O Prefeito precisa ouvir
os artistas, nossa classe não faz buzinaço em frente a casa do Prefeito como
as demais, respeitamos e reconhecemos a situação atual, inclusive de se evitar
aglomerações. Finaliza deixando o registro que são apenas 11 milhões e que o
descontingenciamento não deve ser um esforço impossível para a PMC. Breno
declara ser solidário com os pleitos aqui colocados, mas lembra que existem
restrições orçamentárias, financeira e legais. Não utiliza as restrições como
justificativa, não é essa a intenção, não é o caso de entrar em detalhamentos
legais, mas a redução de receita infelizmente é uma realidade. Esclarece que
como técnico da PMC passa as informações trazidas pelo GT aos seus
superiores, assim como Ana Cristina também, não existe má vontade, existe
sim falta orçamentária e restrição legal para prever algumas ações.
Permanentemente os pleitos trazidos aqui são discutidos na PMC. Paulo
Sandrini coloca que após o envio da Carta Aberta ao Prefeito esse GT foi
montado para discutir vários assuntos, mas agora se faz necessário um retorno
do Prefeito Rafael Greca, não tem como esperar. Precisa de uma resposta
efetiva e da participação de representante do gabinete do Prefeito nas reuniões
do GT. Relata que Curitiba é o quinto PIB nacional e que municípios com PIBs
inferiores estão agindo e Curitiba não. Alerta que artistas que dão aula de
música estão para perder seus empregos, piorando a situação atual. Declara
que não quer acreditar que esse GT só está protelando uma resposta negativa
da PMC. Reforça que não é sabido quando será realizado o repasse dos
recursos da Lei Emergencial. Pede que o Prefeito não seja reflexo de
inoperância, precisa agir. Reforça que a classe artística não vai fazer buzinaço,
que reconhece que o trabalho da PMC é sério, com problemas sanitários e
econômicos, mas que os artistas não podem ser esquecidos. Finaliza dizendo
que a informação da urgência da classe artística tem que chegar ao Prefeito.
Isadora pede esclarecimentos a Breno sobre despesas realizadas pela PMC,
como inauguração do carrossel de led e aquisição de obras de arte, sabe que
são processos anteriores à pandemia, mas acredita que nesse momento de
urgência poderiam ter sido protelados, pede também informações sobre o Natal
2020. Ana Cristina informa que realmente os processos do Coreto Digital são
de 2019 e lembra que trata-se de um novo espaço cultural que também vai
beneficiar os artistas, os conteúdos digitais produzidos podem ser divulgados
lá, melhoria de espaço cultural sempre é um ganho. Quanto ao Natal 2020
relata que não se tem a programação por conta de toda a situação de
pandemia, ainda não se sabe ao certo como serão as condições em dezembro,
assim tudo está em discussão e estudos, incluindo orçamento. Cita as falas de
Téo e Paulo quanto a inércia do poder público afirmando que não houve, pois
lembra que o Edital FCC Digital foi o primeiro lançado entre as capitais, sendo
inclusive modelo para muitas e que o segundo edital já está em fase de
elaboração. Reconhece que o FMC é importante, mas é necessário aguardar o
cenário de arrecadação. Relata que mantém contato com Cibele para agendar

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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a reunião com o Prefeito, e será realizada em momento oportuno. Breno


esclarece o questionamento de Isadora informando que a SMF é responsável
pelas previsões de despesas em LOA, sendo de responsabilidade dos
ordenadores de despesas a execução efetiva. Entende o desabafo de todos,
mas reforça que a PMC não está parada, existem projetos de lei propostos
para avançar, contribuir e socorrer a todos, não existe inoperância. Declara
entender as reinvindicações e ser solidário, mas é importante se atentar ao
cumprimento das leis, para as quais existe respaldo federal e a possibilidade
legal de alteração, a mesma será realizada. A PMC está aguerrida para
atender a todos. Ana Cristina informa que esteve em reunião com a SGM para
remanejamento de recursos de emendas parlamentares, outra ação para
ajudar a área cultural. Téo relata saber do empenho e esforço de todos e diz
ser favorável a criação do Coreto Digital, concorda com Ana Cristina que um
espaço cultural é um ganho para todos, mas isso em situação normal.
Questiona se nesse momento de pandemia, onde a população não vai usufruir
imediatamente do Coreto, seria necessário a abertura. Fala que realmente não
é questão de inércia, que a FCC se empenha e faz acontecer, reconhece isso,
mas a burocracia atrapalha, os ritos processuais em tempos normais são
seguidos, mas em situação emergencial devem ser revistos. Sabe que os
editais da FCC são com recursos remanejados de emendas parlamentares e
pergunta até quando a cultura vai depender disso. Em situação emergencial
falta a ação do Prefeito, a FCC fica sem o suporte da PMC para que possa
trabalhar nos editais e projetos. Sabe do potencial e dos esforços da FCC, mas
o problema são os recursos, então tem que acontecer com mais apoio da PMC.
Questiona se a Procuradoria não pode flexibilizar nas questões legais por ser
momento de situação emergencial. Ana Cristina diz dividir essa angústia com
todos, a burocracia é árdua, mas por outro lado nos protege, gestores e
artistas. Comenta já ter solicitado ao Procurador, que assiste a FCC, estudos
que possam vir a viabilizar qualquer flexibilização, mas até o momento não
existe respaldo legal vindo do Governo Federal. Relata que foi informada que o
Presidente do Fórum Nacional de Secretários e Gestores de Cultura das
Capitais e Municípios Associados, Nei Carrasco, participa nesse momento de
reunião com o Governo Federal, inclusive com a presença do Ministro da
Economia, para discussões sobre a Lei Emergencial, na próxima reunião traz
mais informações. Comunica da realização, pela Superintendência de Cultura
do Estado, de seminário on-line sobre a Lei Emergencial no dia 8 de julho, e
que a FCC participará com dois representantes, sugere que este GT entre em
contato para tentar viabilizar a participação de representantes. Informa que a
FCC está organizando uma força tarefa junto a SGM, PGM e SMF para criar
velocidade e organizar todos os procedimentos legais dentro dos 60 dias de
prazo da Lei Emergencial. Existe um entendimento da Procuradoria que a
modalidade prêmio também trata-se de uma seleção, com prazos legais que
talvez sejam maiores que dos editais, estão estudando isso. Lois lembra da
alteração na Lei de Incentivo para adequações quanto a execução da Lei
Emergencial, onde pretende-se reduzir os prazos de acordo com a
regulamentação federal. Adriano pede esclarecimentos do processo de
alteração da Lei de Incentivo, se já foi enviado a Câmara Municipal e Ana
Cristina informa que seguirá essa semana. Ana Cristina relata ter conversado
com a Superintendente de Cultura para participação nas reuniões desse GT e

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FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA

foi informada por ela que realizaria uma agenda específica com o grupo,
pergunta se aconteceu. Isadora informa que a reunião será realizada amanhã
(01/07) com o Coletivo Coragem, para discutir vários assuntos. Adriano coloca
a importância de agendar uma reunião específica do GT com a
Superintendência de Cultura. Paula Gomes faz um reforço às falas anteriores
deixando claro que não trata-se de nada pessoal, mas que a sociedade civil
tem que cobrar as ações do poder público. Alega que a Lei Aldir Blanc não
deve ser muleta para a PMC se esquivar da obrigação dos recursos
municipais. A sociedade civil quer participar das decisões de uso do dinheiro
público. Paulo Sandrini reforça que realmente a crítica não é pessoal, que os
artistas sempre são bem recebidos pela FCC, mas é necessário um retorno da
PMC, os coletivos cobram um retorno dos representantes desse GT. Ana
Cristina fala da importância do trabalho conjunto, aprender juntos, que admira
esse GT por ter um olhar do coletivo, antigamente os artistas defendiam
interesses próprios, agora defendem o coletivo. Que as críticas trazidas aqui
são construtivas e ajudam na melhoria das ações. Lembra que foi realizado um
importante trabalho tanto no Mecenato Subsidiado quanto no Fundo Municipal
de Cultura, e que a previsão era alcançar aproximadamente 10 milhões em
2020, mas fomos surpreendidos com essa pandemia e houve a necessidade
de reorganização. Breno é um grande aliado, e todos juntos, comprometidos,
vamos superar essas dificuldades. Ana Cristina se despede informando que vai
para uma reunião para acertar reforços nas equipes da FCC por conta das
demandas da Lei Emergencial, agradece a Breno por não ter nos abandonado
e confirma presença na próxima reunião de quinta-feira (02/07). Breno também
se despede declarando que a PMC está aqui para servir, não se consegue
atender a tudo, mas se esforça para tanto. Contem comigo, batalharei por
todos. Adriano encaminha para o encerramento sendo que na próxima reunião
será discutida a Lei Aldir Blanc. Téo sugere mais estudos e retorno de
informações de Ana Cristina para as questões da Lei Aldir Blanc e pede para
constar em ata a ausência de representante do Gabinete do Prefeito,
solicitando que para as próximas reuniões tenhamos alguém com essa
representação. Reforça a fala de Paulo que os representantes dos Coletivos
aqui presentes são cobrados de retornos e que a presença de representante do
Gabinete do Prefeito, pelo menos uma vez na semana, é muito importante.
Lembra da fala sobre as ações do ICAC e sugere convite a Marino para falar
sobre o ICAC. Declara estar esperançoso, mas apreensivo, sabe do trabalho
de todos, mas é preciso um retorno definitivo da PMC. Além da Lei Aldir Blanc
se faz necessário uma direção clara da PMC de quais outros apoios a classe
artística pode ter, via FCC, FAS ou outro órgão. Beto lembra que não se pode
confundir metodologicamente as falas trazidas aqui, que assuntos gerais
devem ser pactuados com o Conselho Municipal de Cultura, que esse GT foi
indicado para atribuições específicas quais sejam, sugestões para o segundo
edital FCC Digital, FMC e Lei Aldir Blanc. Que já foi vencida a etapa das
sugestões para o edital, que com relação ao FMC deve-se aguardar e que o
foco agora são os estudos referentes a Lei Aldir Blanc. Recomenda que o
convite a Marino para falar sobre ICAC seja pelo Conselho. Sugere que todos
já pensem em recortes para as modalidades II e III e tragam suas contribuições
para agilizar os trabalhos. Levanta ainda a possibilidade de realizar um
credenciamento dos espaços culturais, talvez por CNAE vinculado a

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propriedade ou contrato de locação do espaço e apresentação de portfólio de


atividades culturais, um edital simples com a intenção de conhecer a demanda.
Solicita que todos analisem a proposta e elaborem sugestões de formulário de
cadastramento. Conhecendo a demanda é possível sugerir valores para
contemplar todos os cadastrados e o restante direcionar para os editais da
modalidade III. Finaliza comentando da fala de Paula Gomes e esclarecendo
que desde o início dessa gestão, todos os editais tem sido discutidos com a
classe e com os setoriais ou são elaborados com base no Plano Municipal de
Cultura, não é uma prática que surgiu agora na situação de emergência,
sempre foi feito dessa maneira. Adriano fala que vai solicitar reunião
extraordinária do Conselho Municipal de Cultura para convidar representante
do ICAC. Isadora informa da live que acontecerá amanhã (02/07) com Juca
Ferreira e convida a todos para prestigiar. Adriano encerra a reunião
agradecendo a presença de todos, ficando a próxima agendada para o dia 02
de julho, 15h. Sendo o que havia, eu, Maria Angélica da Rocha Carvalho, lavrei
a presente Ata que segue com a minha ciência e dos demais presentes,
relacionados abaixo.

Adriano Esturilho
Ana Cristina de Castro
Bella Souza
Bernardo Beduino
Breno Lemos
Dito Salgado
Giselle Lima
Isadora Flores
José Roberto Lanza
Jossane Ferraz
Loismary Pache
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes
Paulo Sandrini
Téo Ruiz

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4

INTRODUÇÃO

Como já é de amplo conhecimento, a pandemia está causando uma crise de saúde,


política e econômica sem precedentes no Brasil e no mundo. No que tange aos
aspectos sanitários e de isolamento social, entendemos e respeitamos todas as
diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e dos órgãos competentes do
Estado do Paraná e da Prefeitura Municipal de Curitiba, as quais norteiam todas as
propostas, critérios e ações propostas por este Grupo de Trabalho (GT). O setor cultural
enfrenta sérios problemas por estar impedido de realizar a maioria de suas atividades,
figurando entre os segmentos mais atingidos pela pandemia.

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4

INTRODUÇÃO

Vale lembrar que este GT foi criado no âmbito do Conselho Municipal de Cultura com a
participação de Conselheiros, membros do poder público e representantes da
sociedade civil eleitos e indicados por Coletivos e Entidades signatárias da Carta
Aberta ao Prefeito de Curitiba Rafael Greca de 27/05/2020.

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4

DIRETRIZES GERAIS

As diretrizes definidas pelo GT, não só para este inciso mas também para todas as
suas propostas, se fundamentam em quatro princípios básicos:

-  Inclusão

-  Abrangência

-  Descentralização

-  Desburocratização

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4

DIRETRIZES GERAIS

A justificativa é que tais princípios podem e devem nortear as ações de políticas


públicas para o setor cultural em qualquer situação, mas em um momento excepcional
de emergência estes princípios devem ser explorados, debatidos, ampliados e
aplicados de forma ainda mais enfática tendo em vista a profunda desigualdade social
evidenciada pela pandemia. Não podemos fugir da responsabilidade de tentar
minimizar ao máximo os prejuízos causados ao setor cultural especialmente para as
comunidades, pessoas e "grupos discriminados e vitimados pela exclusão social
ocorridos no passado ou no presente" (trecho extraído do site oficial do Ministério da
Educação e Fundação Cultural Palmares sobre ações afirmativas).

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4

CRITÉRIOS NORTEADORES

Edital único no formato de chamamento


A modalidade de chamamento tende a ser a menos burocrática e mais abrangente
dentre as opções existentes, e também permitiria mais flexibilidade para remanejar
eventuais sobras do Inciso II para o III e vice-versa.

Porcentagem e valores
Depois de muito debate, chegamos a conclusão de que a divisão dos recursos entre os
Incisos II (espaços culturais) e III (fomento) deveria ser de, aproximadamente, 65% e
35% respectivamente
Valor total espaços culturais: R$8.260.599,89 (Inciso II)
Valor total fomento: R$3.705.000,00 (Inciso III)

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4

CRITÉRIOS NORTEADORES
Facilitar a inscrição
Processo de inscrição através do SISPROFICE deve ser fácil e acessível, até mesmo por
celulares, aplicativos, etc, no intuito de facilitar o acesso à pessoas em situação de
vulnerabilidade social. Poucos campos obrigatórios, poucos anexos obrigatórios a
serem enviados, diminuir drasticamente, ao máximo, as certidões negativas exigidas

Unidade Móvel Aldir Blanc e facilitação do acesso


Entendemos que é dever do poder público facilitar o processo de inscrição não só para
o fomento, mas para todos os incisos previstos na Lei Aldir Blanc. Sendo assim,
sugerimos a disponibilização de veículos próprios ou alugados pela FCC, equipado com
computadores, acesso a internet e profissionais capacitados além de disponibilizar
pontos de acesso em Faróis do Saber, Ruas da Cidadania, CRAS, CREAS, etc

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4

CRITÉRIOS NORTEADORES

Facilitar a prestação de contas


A prestação de contas e a comprovação dos resultados deve também ser facilitada,
flexibilizando quando possível as exigências legais, porém não levando em conta
procedimentos padrão em editais de cultura convencionais, tendo em vista o estado de
calamidade pública que nos encontramos.

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4

CRITÉRIOS NORTEADORES
Ações afirmativas
Entendemos que as ações afirmativas, baseadas em critérios já estabelecidos por
órgãos municipais, estaduais e federais que possuem estudos e diretrizes quanto a
isso, deva ser obrigatório neste chamamento. Sendo assim, sugerimos que também
sejam acatadas as proposições defendidas pela Campanha Nacional Em Defesa Das
Cotas e Ações Afirmativas Na Lei Aldir Blanc, entendendo que essas proposições são
fruto de um extenso debate da sociedade civil, com real participação dos movimentos
negros e indígenas, principais prejudicados caso essas medidas não sejam
amplamente implementadas. Dessa forma acreditamos que estaríamos colaborando
com o processo de inclusão, facilitando a aplicação de políticas afirmativas de forma
auto declaratória em TODAS AS CATEGORIAS PROPOSTAS NESTE CHAMAMENTO,
seguindo o Artigo 215 da Constituição Federal.

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4

CRITÉRIOS NORTEADORES

Utilização dos recursos de forma emergencial


Acreditamos que os recursos da Lei Aldir Blanc são emergenciais e, dessa forma,
devem ser executados e repassados aos contemplados ainda em 2020, dentro do
prazo de 60 dias estipulados pela Lei Aldir Blanc para evitar devolução dos recursos
para o estado

Utilização dos critérios e informações do mapeamento


Para que esta proposta seja realmente efetiva, é preciso garantir que as informações
solicitadas no Mapeamento já lançado sejam reforçadas e ampliadas no cadastro
oficial que será no Sisprofice

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CRITÉRIOS NORTEADORES
Autodeclaração
As informações constantes no cadastro, que serão utilizadas para a triagem, devem ser
no formato de autodeclaração. Entretanto, fica naturalmente resguardado o direito da
FCC solicitar documentações comprobatórias das informações declaradas pelos
solicitantes.

Contrapartidas sociais
As contrapartida sociais dos espaços devem ser simplificadas e também não gerar
custos extras e incompatíveis para os espaços culturais. Alguns exemplos de
contrapartidas poderiam ser oferecer bolsas para alguns alunos de escolas públicas
para atividades, atividades formativas gratuitas, cotas de ingressos e/ou 1
apresentação gratuita em seus espaços próprios, e que também não seja critério de
pontuação

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PROPOSTA DE SELEÇÃO E TRIAGEM

A partir do mapeamento já realizado pela FCC, foram identificadas de forma preliminar


204 espaços culturais na cidade de Curitiba. Por ser ainda um mapeamento,
entendemos que quando o cadastro oficial for lançado esse número será
significativamente maior.

Desta forma, propomos a triagem dos espaços em 2 etapas, utilizando como base a
orientação lançada pelo Governo do Ceará para seus municípios:

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PROPOSTA DE SELEÇÃO E TRIAGEM


Primeira fase: PRIORIZAÇÃO

Os critérios presentes na Tabela 1 seriam a triagem que vai definir quais espaços e
empresas serão priorizados caso não haja recurso suficiente para atender todos os
espaços e empresas cadastrados, não configurando necessariamente uma etapa
eliminatória. A partir da pontuação atingida nesta fase os proponentes seriam
organizados em uma lista em ordem de classificação definindo a prioridade de
aplicação dos recursos.

A quantidade final de espaços e empresas contempladas será definida a partir de


uma equação entre o recurso disponível e a demanda de inscrições realizadas para
este Inciso.

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PROPOSTA DE SELEÇÃO E TRIAGEM

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PROPOSTA DE SELEÇÃO E TRIAGEM

Segunda fase: ENQUADRAMENTO DOS ESPAÇOS CLASSIFICADOS

A partir da lista e da equação gerada na Primeira Fase, os espaços que forem


efetivamente contemplados serão divididos em 3 faixas do subsídio mensal a partir
dos critérios presentes na Tabela 2.

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PROPOSTA DE SELEÇÃO E TRIAGEM

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PROPOSTA DE SELEÇÃO E TRIAGEM

Segunda fase: ENQUADRAMENTO DOS ESPAÇOS CLASSIFICADOS

Dependendo da pontuação atingida na Tabela 2, os espaços se dividiriam em 3


categorias para receber os subsídios de R$3.000, R$6.000 ou R$10.000 de acordo
com a Tabela 3.

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PROPOSTA DE SELEÇÃO E TRIAGEM

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PROPOSTA DE SELEÇÃO E TRIAGEM

Sugerimos também que o subsídio seja pago em ao menos 2 parcelas, podendo ser
mais dependendo da demanda de inscrições realizadas para este Inciso.

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Vale ressaltar que esta proposta para os espaços culturais foi apresentada em caráter
propositivo à Fundação Cultural de Curitiba no âmbito do Grupo de Trabalho vinculado
ao Conselho Municipal de Cultura, de caráter consultivo

As propostas são submetidas, além do Conselho, também aos Coletivos e Entidades


signatárias da Carta Aberta ao Prefeito de Curitiba Rafael Greca de 27/05/2020 para
considerações e complementações

A data de fechamento dessa proposta é 24/08/2020

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INTRODUÇÃO

Como já é de amplo conhecimento, a pandemia está causando uma crise de saúde,


política e econômica sem precedentes no Brasil e no mundo. No que tange aos
aspectos sanitários e de isolamento social, entendemos e respeitamos todas as
diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e dos órgãos competentes do
Estado do Paraná e da Prefeitura Municipal de Curitiba, as quais norteiam todas as
propostas, critérios e ações propostas por este Grupo de Trabalho (GT). O setor cultural
enfrenta sérios problemas por estar impedido de realizar a maioria de suas atividades,
figurando entre os segmentos mais atingidos pela pandemia.

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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INTRODUÇÃO

Vale lembrar que este GT foi criado no âmbito do Conselho Municipal de Cultura com a
participação de Conselheiros, membros do poder público e representantes da
sociedade civil eleitos e indicados por Coletivos e Entidades signatárias da Carta
Aberta ao Prefeito de Curitiba Rafael Greca de 27/05/2020.

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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4

DIRETRIZES GERAIS

As diretrizes definidas pelo GT, não só para este inciso mas também para todas as
suas propostas, se fundamentam em quatro princípios básicos:

-  Inclusão

-  Abrangência

-  Descentralização

-  Desburocratização

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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4

DIRETRIZES GERAIS

A justificativa é que tais princípios podem e devem nortear as ações de políticas


públicas para o setor cultural em qualquer situação, mas em um momento excepcional
de emergência estes princípios devem ser explorados, debatidos, ampliados e
aplicados de forma ainda mais enfática tendo em vista a profunda desigualdade social
evidenciada pela pandemia. Não podemos fugir da responsabilidade de tentar
minimizar ao máximo os prejuízos causados ao setor cultural especialmente para as
comunidades, pessoas e "grupos discriminados e vitimados pela exclusão social
ocorridos no passado ou no presente" (trecho extraído do site oficial do Ministério da
Educação e Fundação Cultural Palmares sobre ações afirmativas).

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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CRITÉRIOS NORTEADORES

Edital único no formato de chamamento


A modalidade de chamamento tende a ser a menos burocrática e mais abrangente
dentre as opções existentes pois visa, justamente, atender de forma mais rápida e com
a menor burocracia possível tanto os inscritos quanto os contemplados.

Porcentagem e valores
Fomento em Curitiba, no que tange os recursos emergenciais da Lei Aldir Blanc,
precisaria ser um pouco mais de 30% da verba total destinada ao município, ainda que
a lei preveja que sejam destinadas o percentual mínimo de 20%.
Valor total: R$3.705.000

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CRITÉRIOS NORTEADORES
Facilitar a inscrição
Processo de inscrição através do SISPROFICE deve ser fácil e acessível, até mesmo por
celulares, aplicativos, etc, no intuito de facilitar o acesso à pessoas em situação de
vulnerabilidade social. Poucos campos obrigatórios, poucos anexos obrigatórios a
serem enviados, diminuir drasticamente, ao máximo, as certidões negativas exigidas

Unidade Móvel Aldir Blanc e facilitação do acesso


Entendemos que é dever do poder público facilitar o processo de inscrição não só para
o fomento, mas para todos os incisos previstos na Lei Aldir Blanc. Sendo assim,
sugerimos a disponibilização de veículos próprios ou alugados pela FCC, equipado com
computadores, acesso a internet e profissionais capacitados além de disponibilizar
pontos de acesso em Faróis do Saber, Ruas da Cidadania, CRAS, CREAS, etc

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CRITÉRIOS NORTEADORES

Equipe de mapeamento e análise de espaços


Disponibilização de equipe responsável por mapeamento, cruzamento de dados,
mapeamento complementar, dados de pontos de cultura, dados do IPHAN,
SISPROFICE, ONGS, espaços comunitários e outras formas de triagem e inclusão.

Facilitar a prestação de contas


A prestação de contas e a comprovação dos resultados deve também ser facilitada,
flexibilizando quando possível as exigências legais, porém não levando em conta
procedimentos padrão em editais de cultura convencionais, tendo em vista o estado de
calamidade pública que nos encontramos.

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CRITÉRIOS NORTEADORES

Relativizar o mérito artístico


Nesse sentido, a proposta é para valorizar mais o artista/trabalhador da cultura e
menos o produto em si, considerando o contexto em que tal pessoa está inserido.
Considerar, também, o item sobre ações afirmativas desta proposta

Padronização das contrapartidas


Definir e padronizar a contrapartida dos proponentes contemplados de forma que
estes se comprometam a realizar 1 apresentação, bate-papo, master class, etc de
duração aproximada de 30 minutos, online ou presencial após a pandemia

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CRITÉRIOS NORTEADORES

Remanejamento de recursos entre as categorias


O chamamento deve prever remanejamento de recursos entre as categorias caso haja
sobra de valores em alguma delas, a fim de garantir a utilização total dos recursos
ainda em 2020.

Projetos por proponentes


Cada proponente só poderá aprovar 1 projeto neste chamamento do fomento (Inciso
III) e, se possível, não deverá haver linha de corte

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CRITÉRIOS NORTEADORES
Ações afirmativas
Entendemos que as ações afirmativas, baseadas em critérios já estabelecidos por
órgãos municipais, estaduais e federais que possuem estudos e diretrizes quanto a
isso, deva ser obrigatório neste chamamento. Sendo assim, sugerimos que também
sejam acatadas as proposições defendidas pela Campanha Nacional Em Defesa Das
Cotas e Ações Afirmativas Na Lei Aldir Blanc, entendendo que essas proposições são
fruto de um extenso debate da sociedade civil, com real participação dos movimentos
negros e indígenas, principais prejudicados caso essas medidas não sejam
amplamente implementadas. Dessa forma acreditamos que estaríamos colaborando
com o processo de inclusão, facilitando a aplicação de políticas afirmativas de forma
auto declaratória em TODAS AS CATEGORIAS PROPOSTAS NESTE CHAMAMENTO,
seguindo o Artigo 215 da Constituição Federal.

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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CRITÉRIOS NORTEADORES

Utilização dos recursos de forma emergencial


Acreditamos que os recursos da Lei Aldir Blanc são emergenciais e, dessa forma,
devem ser executados e repassados aos contemplados ainda em 2020, dentro do
prazo de 60 dias estipulados pela Lei Aldir Blanc para evitar devolução dos recursos
para o estado

Recursos do Fundo Municipal de Cultura


Editais complementares e subsequentes devem ser lançados, com recursos oriundos
do orçamento municipal destinados ao Fundo Municipal de Cultura e não com recursos
da Lei Aldir Blanc

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CATEGORIAS E VALORES

LICENCIAMENTO

Projetos já realizados e lançados anteriormente: livros, discos, peças, etc, sem lei de
incentivo nos últimos 24 meses

Não há necessidade de produção, só entrega do produto já produzido de forma virtual


(link, arquivo, programa do espetáculo, vídeo, conjunto de fotos, etc)

Valor de cada projeto: R$1.500


Valor destinado para esta categoria: R$225.000
Número de projetos contemplados: 150

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CATEGORIAS E VALORES
BOLSA DE DESENVOLVIMENTO E/OU PESQUISA INDIVIDUAL

Projetos individuais de imersão e criação: roteiros, textos de peças, músicas,


espetáculos, etc, a serem preparados durante a pandemia

Em um período determinado de 2 meses, o contemplado entregaria a produção


realizada em formato de texto, áudio, partituras, argumento, roteiro, arranjo, etc,
considerando que NÃO É O PRODUTO FINALIZADO, SOMENTE A AMOSTRA DA
PESQUISA OU DA CRIAÇÃO

Valor de cada projeto: R$3.000


Valor destinado para esta categoria: R$450.000
Número de projetos contemplados: 150

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CATEGORIAS E VALORES
BOLSA DE DESENVOLVIMENTO E/OU PESQUISA COLETIVA

Projetos de imersão e criação de 2 ou mais pessoas que não rompam o distanciamento


social (produções colaborativas pela internet, produções de artistas que comprovadamente
residam juntos, entre outras): roteiros, textos de peças, músicas, espetáculos, etc, a serem
preparados durante a pandemia

Em um período determinado de 2 meses, o contemplado entregaria a produção realizada


em formato de texto, áudio, partituras, argumento, roteiro, arranjo, etc, considerando que
NÃO É O PRODUTO FINALIZADO, SOMENTE A AMOSTRA DA PESQUISA OU DA CRIAÇÃO

Valor de cada projeto: R$5.000


Valor destinado para esta categoria: R$750.000
Número de projetos contemplados: 150

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CATEGORIAS E VALORES

PRODUÇÃO DE CONTEÚDO ARTÍSTICO

Projetos realizados online: aulas, cursos, apresentações online em geral de todas as


áreas

Edital mais parecido com o FCC Digital, exige a entrega de uma produção em link,
arquivo, etc, em um prazo de 2 meses, sendo aceito formato de produtos em vídeo
entregues neste prazo

Valor de cada projeto: R$3.000


Valor destinado para esta categoria: R$300.000
Número de projetos contemplados: 100

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
195
4

CATEGORIAS E VALORES
PRODUÇÃO PARA TÉCNICOS

Técnicos de cultura: apoio como forma de reconhecimento pelo trabalho de bastidores como luz,
som, contra-regra, carregadores, roadies, etc, etc

O tipo de produto a ser entregue no período de 2 meses deve ser uma vídeo-aula, uma
entrevista/depoimento em vídeo ou um texto/artigo de no mínimo 5 páginas, que exemplifique e
fale sobre a função técnica desempenhada levando em consideração o histórico do profissional,
trabalhos mais relevantes já realizados em Curitiba, descrição de sua atividade e explicação da
profissão técnica. Este produto tem como objetivo formar um banco de projetos que será
disponibilizado pela FCC para colaborar com a profissionalização do setor cultural bem como
acervo e patrimônio cultural da cidade

Valor de cada projeto: R$3.000


Valor destinado para esta categoria: R$450.000
Número de projetos contemplados: 150

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
196
4

CATEGORIAS E VALORES
FORMAÇÃO PARA PRODUTORES

Produtores da área cultural: apoio como forma de reconhecimento pelo trabalho de produção em
cultura, organização de eventos, organização e elaboração de projetos, etc

O tipo de produto a ser entregue no período de 2 meses deve ser uma vídeo-aula ou um artigo de
no mínimo 5 páginas, que exemplifique e fale sobre a função de produção desempenhada
levando em consideração o histórico do profissional, trabalhos mais relevantes já realizados em
Curitiba, descrição de sua atividade e explicação da profissão. Este produto tem como objetivo
formar um banco de projetos que será disponibilizado pela FCC para colaborar com a
profissionalização do setor cultural bem como acervo e patrimônio cultural da cidade

Valor de cada projeto: R$3.000


Valor destinado para esta categoria: R$450.000
Número de projetos contemplados: 150

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
197
4

CATEGORIAS E VALORES
FORMAÇÃO E/OU PERFORMANCE ARTISTA LGBTIQA+

Categoria voltada para o apoio a artistas, técnicos e fazedores de cultura


autodeclarados como LGBTQIA+

Pode ser produzido um vídeo-performance, uma entrevista/depoimento em vídeo ou


entrega de pesquisa/criação de artistas como produção de peças, roteiros, músicas,
etc em formatos variados (link, arquivo, programa do espetáculo, vídeo, conjunto de
fotos, etc)

Valor de cada projeto: R$3.000


Valor destinado para esta categoria: R$540.000
Número de projetos contemplados: 180

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
198
4

CATEGORIAS E VALORES

FORMAÇÃO E/OU PERFORMANCE ARTISTA DE RUA

Categoria voltada para o apoio a artistas de rua

Pode ser produzido um vídeo-performance, uma entrevista/depoimento em formatos


variados (link, arquivo, programa do espetáculo, vídeo, conjunto de fotos, etc), ou
ainda uma entrevista produzida pela própria FCC ou profissionais contratados para tal
com verbas de apoio

Valor de cada projeto: R$3.000


Valor destinado para esta categoria: R$540.000
Número de projetos contemplados: 180

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
199
4

CATEGORIAS E VALORES

Licenciamento
Bolsa Individual
Bolsa Coletiva
Produção Artística
Produção Técnicos
Formação Produtores
LGBTQIA+
Artistas de Rua

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
200
4

PROPOSTAS COMPLEMENTARES

Vale ressaltar que esta proposta para o fomento foi apresentada em caráter propositivo
à Fundação Cultural de Curitiba no âmbito do Grupo de Trabalho vinculado ao Conselho
Municipal de Cultura, de caráter consultivo

Ainda serão submetidas, além do Conselho, também aos Coletivos e Entidades


signatárias da Carta Aberta ao Prefeito de Curitiba Rafael Greca de 27/05/2020 para
considerações e complementações, que serão objeto de proposta complementar

A data de fechamento dessa proposta é 05/08/2020

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
201
4

Ampliação de acesso à Lei


Aldir Blanc em Curitiba

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
202
4

Ampliação da Divulgação (Lei Eleitoral)


Conseguir autorização da Justiça Eleitoral para a divulgação da Lei Aldir Blanc no Município

Lei nº 9.504 de 30 de Setembro de 1997 - Estabelece normas para as eleições.

Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a
igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais:

VI - nos três meses que antecedem o pleito:

b) com exceção da propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado, autorizar
publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais,
estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e
urgente
Inserido ao protocolo necessidade
17.598.757-6 pública,
por: Manoel José de Souza assim
Neto em: reconhecida
04/05/2021 03:24. pela Justiça Eleitoral;
203
4

Mudanças da Lei 57 via


Decreto da Fundação
Cultural de Curitiba:

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
204
4

1. Dispensa de Certidões
Mudar item da Lei 57 (Lei do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura):

Art. 9o. É vedada:

II – a apresentação de projeto por proponente que esteja inadimplente com o Fisco Municipal e com o PAIC.

Justificativa:

Considerando o estado de calamidade, mesmo com a não negativação dos documentos prevista em
decreto, quem estava inadimplente antes da pandemia não terá condições de quitar dívidas com a União,
Estado ou Município.
Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
205
4

1. Dispensa de Certidões
Justificativa:

Entendemos que os editais que atendam às exigências culturais em virtude da Covid-19 devam ter esta
exigência mitigada por conta do disposto no artigo 37, XXI da Constituição Federal: ressalvados os
casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante
processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com
cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos
termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis
à garantia do cumprimento das obrigações.

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
206
4

2. PF para projetos de artes cênicas


Mudar item da Lei 57 (Lei do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura):

§ 1o. Nos projetos da área de artes cênicas, somente poderão figurar como proponentes, pessoas
jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos, com comprovada atuação nesta área e sediadas
no Município de Curitiba há, no mínimo, 1 (um) ano.

Justificativa:

Permitir que pessoas físicas apresentem projetos cênicos, por respeito ao princípio da isonomia e por
observância à intenção do legislador da Lei Aldir Blanc.

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
207
4

3. Regulamentação para Bolsas de Estudos


Regulamentar item da Lei 57 (Lei do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura):

I – fomento à criação, produção e difusão artística e cultural, mediante:

a) realização de cursos de aprimoramento artístico e cultural ou concessão de bolsas de aperfeiçoamento e


pesquisa destinadas aos profissionais das áreas de atuação definidas nesta lei, segundo decreto
regulamentar;
Justificativa:

Para atender à proposta apresentada de entrega de produto não finalizado (pesquisa, criação)

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
208
4

4. Proponentes com projetos em trâmite


Mudar item da Lei 57 (Lei do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura):

§ 1o. Cada proponente poderá ter aprovado somente 2 (dois) projetos por ano, conforme critérios a serem
estabelecidos em Decreto Regulamentar.

Justificativa:

Para atender a situação emergencial de pessoas que não captaram seus projetos ou aguardam a
prestação de contas para encerramento do processo, que para a Lei Aldir Blanc esse item seja
reconsiderado.
Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
209
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5. Contrapartidas Sociais Fomento


Mudar item da Lei 57 (Lei do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura):

Art. 11 Para a obtenção dos recursos do FMC ou do Mecenato Subsidiado, os proponentes deverão
protocolizar projetos específicos, os quais serão selecionados de conformidade com os critérios
estabelecidos em decreto regulamentar, compreendendo as contrapartidas e demais especificações do
edital.
Justificativa:

Ao considerar a contrapartida como análise de mérito pela situação emergencial pode provocar uma
"concorrência desleal" para projetos desse tamanho de valor muito baixo.

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
210
4

6. Da Prestação de Contas de fomento


Flexibilizar o Manual de Prestação de Contas:

*conta corrente deve ser exclusiva e vinculada ao projeto, entre outros

Justificativa:

Alterar esse item e simplificar a prestação de contas, limitando à uma nota fiscal única ou recibo único de
prestação de serviços, sem conciliação bancária.

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
211
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7. Da Prestação de Contas de Espaços Culturais


Não seguir a Lei 57 para o subsídio aos espaços e fazer outro edital para os espaços:

(Lei do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura):

Justificativa:

Esse recurso deve entrar como benefício assistencial e não verba licitatória, dessa forma o valor seria pago
sem necessidade de nota fiscal, assim como o auxílio emergencial, amparado pela Lei 14.017 (Aldir Blanc)

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
212
4

PROPOSTA DOS REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL NO GT DA CRISE


CAUSADA PELO COVID-19 PARA O CADASTRAMENTOS DE ARTISTAS E ESPAÇOS
CULTURAIS DE CURITIBA PARA A LEI ALDIR BLANC

A democratização do acesso dos artistas de Curitiba aos recursos disponibilizados pela


Lei nº 14.017/2020, denominada Aldir Blanc, tem sido um tema constante no Grupo de
Trabalho formado pela Prefeitura de Curitiba com participação da Fundação Cultural de
Curitiba, Conselho Municipal de Cultura de Curitiba e representantes da sociedade civil
que trata da formulação e implementação das linhas de ação da referida lei. O grupo que
se reúne duas vezes por semana desde 12/06/2020 se mostra um espaço relevante de
diálogo e construção em torno das ações de mitigação do impacto da crise na área da
Cultura. O setor foi atingido de forma severa pela crise econômica causada pela
pandemia.

Através da Lei Aldir Blanc teremos cerca de 12 milhões em recursos para o Município
que ajudarão a reduzir a perda econômica do setor cultural e é importante que os nossos
esforços sejam no sentido de alcançar quem mais precisa de suporte neste momento.

Os debates que acontecem dentro do GT mostram o comprometimento de todos os


participantes com a isonomia e amplo acesso. Para que estes objetivos sejam atingidos
é imprescindível que tenhamos um retrato atual e profundo do setor cultural de Curitiba.
E imbuídos desse espírito de colaboração e coletividade, nós, membros deste grupo de
trabalho, apresentamos as seguintes observações e colaborações para o cadastramento
de agentes e espaços culturais:

● Em relação aos agentes, que além dos dados obrigatórios de identificação e renda
sejam coletados nos formulários de cadastro as seguintes informações. Vale lembrar
que todas as informações individuais devem permanecer como PRIVADAS no
SISPROFICE, sendo seu uso apenas para fins estatísticos e de mapeamento:

1. Gênero (incluir opção "outro" com campo para preenchimento


facultativo)
2. Orientação Sexual (incluir as opções:, "Lésbica", "Gay", "Bissexual",
"Assexual", "Panssexual", "Heterossexual", "Outros", "não quero
responder");
3. Cor ou Raça ("Amarela", "Branca", "Preta", "Parda", "Indígena", "não
quero responder")
4. Possui alguma deficiência?
5. Endereço (tornar obrigatório);
6. Possui acesso à internet na sua residência?

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
213
4

● Em relação aos espaços, que além dos dados obrigatórios de identificação e renda
sejam coletados nos formulários de cadastro as seguintes informações:

1. Nome do Espaço Cultural:


2. Espaço físico dedicado EXCLUSIVAMENTE a atividade cultural? Sim/
Não
3. Este espaço é próprio ou alugado? Próprio/Alugado/Cedido/Não
possui
4. Qual o tipo de espaço (possibilitar assinalar mais de 1 opção):
I - pontos e pontões de cultura;
II - teatros independentes;
III - escolas de música, de capoeira e de artes e estúdios,
companhias e escolas de dança;
IV - circos;
V - cineclubes;
VI - centros culturais, casas de cultura e centros de tradição regionais;
VII - museus comunitários, centros de memória e patrimônio;
VIII - bibliotecas comunitárias;
IX - espaços culturais em comunidades indígenas;
X - centros artísticos e culturais afro-brasileiros;
XI - comunidades quilombolas;
XII - espaços de povos e comunidades tradicionais;
XIII - festas populares, inclusive o carnaval e o São João, e outras de
caráter regional;
XIV - teatro de rua e demais expressões artísticas e culturais
realizadas em espaços públicos;
XV - livrarias, editoras e sebos;
XVI - empresas de diversão e produção de espetáculos;
XVII - estúdios de fotografia;
XVIII - produtoras de cinema e audiovisual;
XIX - ateliês de pintura, moda, design e artesanato;
XX - galerias de arte e de fotografias;
XXI - feiras de arte e de artesanato;
XXII - espaços de apresentação musical;
XXIII - espaços de literatura, poesia e literatura de cordel;
XXIV - espaços e centros de cultura alimentar de base comunitária,
agroecológica e de culturas originárias, tradicionais e populares;
XXV - outros espaços e atividades artísticos e culturais validados nos
cadastros aos quais se refere o art. 7º da Lei Aldir Blanc.

5. Qual atividade principal do seu espaço/empresa? (deixar campo


aberto)
6. Quais áreas/setores da cultura são atendidos no espaço
I - música;
II – teatro
III - dança

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
214
4

IV - circo
V - ópera
VI - audiovisual, compreendendo cinema, vídeo, internet, televisão,
rádio etc.;
VII – literatura (pesquisas, estudos de caráter científico no âmbito
literário,
dentre outros);
VIII - artes visuais, compreendendo fotografia, artes plásticas, design,
e artes
gráficas e tecnológicas, etc.;
IX - patrimônio histórico, artístico e cultural;
X - folclore, artesanato e demais manifestações culturais tradicionais.
XI - Outros/ Especifique:

7. Promove apresentações e/ou atividades abertas ao público neste


espaço? Sim/Não
8. Promove atividades gratuitas de ação social (não apenas aquelas
vinculadas às contrapartidas sociais de projeto de Mecenato, Fundo
entre outros)?
9. Recebe ou recebeu nos últimos 12 meses patrocínio ou investimento
de iniciativa pública ou privada para a manutenção do espaço ou de
suas atividades? Sim/Não
10. Quantos m2 tem o espaço?
11. Quantas postos de trabalho foram mantidos neste espaço direta e
indiretamente nos últimos 12 meses?
12. Quantos desses funcionários têm carteira assinada (CLT)?
13. Quantas pessoas são atendidas em média por mês no seu espaço?
14. Quantos projetos foram realizados por meio de Leis de Incentivo
(Municipal, Estadual ou Federal) nos últimos 12 meses?
15. Qual a arrecadação média mensal da empresa/espaço nos últimos 12
meses?
16. Qual custo médio mensal para manutenção do espaço nos últimos 12
meses? (Pedir planilha de custos da empresa - subir modelo de
planilha de custos)

Entendemos que apenas a partir de um panorama claro do setor cultural é que poderemos
fazer uma aplicação democrática dos recursos disponibilizados pela Lei Aldir Blanc.

Nesse sentido solicitamos que essas sugestões sejam encaminhadas para os gestores do
SISPROFICE e da Superintendência Estadual de Cultura com a maior brevidade possível.
Pedimos que seja enviado até 15/07/2020, tendo em vista o caráter de urgência em que nos
encontramos e, se possível, implementado e divulgado já para cadastramento dos agentes
e espaços a partir da próxima semana. Que as proposições aqui colocadas sejam

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
215
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implementadas, na certeza de que o diálogo entre a sociedade e as diferentes esferas do


governos irá assegurar o direito garantido a todo o setor cultural brasileiro.

Cordialmente,

GRUPO DE TRABALHO | CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Adriano Esturilho
Ana Cristina de Castro
Bella Souza
Bernardo Beduino
Dito Salgado
Giselle Lima
Isadora Flores
Jaqueline Mancebo
José Roberto Lanza
Jossane Ferraz
Loismary Pache
Maria Angélica da Rocha Carvalho
Paula Gomes
Paulo Sandrini
Téo Ruiz
Waldir Rangel

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
216
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Após discussões o GT do Conselho Municipal de Cultura de Curitiba encaminha à FCC as


contribuições para o 2º edital FCC Digital:

1 - Em relação à estrutura textual:

● Simplificar a linguagem para o edital, a exemplo do edital da Prefeitura de São Paulo


e do edital de Microprojetos Culturais do Funcultura/PE, links abaixo:
http://smcsistemas.prefeitura.sp.gov.br/promac/pdf/Edital_PROMAC_2020.pdf
http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/Funcultura-Edital-Microprojeto-Cult
ural-2018-2019-atualizado-23-outubro-2019.pdf

2 - Desburocratização do processo seletivo e de contratação:

● Solicitar as Certidões para os proponentes após a análise de mérito;


● Permitir que a Inscrição no Edital já sirva de aceite/ sem necessidade de contrato
posterior, a exemplo do edital FAC/ DF

3 - Em relação aos proponentes:

● No máximo 2 inscrições por pessoa física ou jurídica (MEI, EI, Eireli), sendo apenas
1 contemplado por pessoa física (cruzar dados societários das empresas inscritas);
● Contemplados na última edição do FCC não poderão participar;

4 - Em relação aos Critérios de Avaliação:

● Que haja critérios de pontuação para induzir novos entrantes e técnicos das áreas
artísticas, a exemplo do edital FAC Brasília -
http://www.cultura.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2020/05/FAC-Pr%C3%AAmios-Cultura-Bra
s%C3%ADlia-60.pdf
● Que haja critérios de indução afirmativos/ inclusivos de profissionais negros/as e/ou
indígenas e regionais de Curitiba. Estabelecendo um número mínimo de contemplados
por regional baseado em inscritos por regiões, a exemplo do 13º EDITAL DO
PROGRAMA DE FOMENTO À PRODUÇÃO AUDIOVISUAL DE PERNAMBUCO –
FUNCULTURA 2019/2020
http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/13%C2%BA-EDITAL-DO-PRO
GRAMA-DE-FOMENTO-DO-AUDIOVISUAL-2019-2020.pdf

5 - Em relação aos produtos objeto do edital, que se amplie o escopo de possibilidades,


incluindo, mas não se limitando a:

● Artigos
● Livros - versão online (ebook)
● Podcast
● Video online
● Video aula/ oficinas
● Atividades Educativas em outros formatos

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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● Entrevistas ao vivo
● Mostras ou espetáculos simplificados no formato online

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Ofício 05/2020

Curitiba, 28 de Agosto de 2020.


À Ilma.
Luciana Casagrande Pereira Ferreira​
Superintendente Geral de Cultura da Secretaria de Comunicação e Cultura do Paraná
Governo do Paraná
e Ilmo.
João Evaristo Debiasi
Secretário da Comunicação e da Cultura do Governo do Paraná
Presidente do Conselho Estadual de Cultura do Paraná (CONSEC-PR)
Membros do CONSEC-PR (Biênio 2020-2022)

Prezadas Senhoras e Senhores,


Inicialmente nos cabe agradecer vossa atenção que tem demonstrado com as pautas
apresentadas por nosso coletivo. Acreditamos na importância que o diálogo efetivo
entre sociedade civil e Estado tem na construção e na melhoria das políticas culturais e
no potencial que essas discussões têm em provocar mudanças importantes para o Setor
Cultural e para a sociedade.
Neste intuito, vimos respeitosamente através deste apresentar propostas relacionadas ao
Fomento da Lei Aldir Blanc no âmbito do Estado do Paraná, para apreciação desta
Superintendência de Cultura e pelos membros deste Conselho.
De nossa parte, seguimos disponíveis para diálogos e reflexões, aguardando vossas
considerações pelo exposto no presente, pelo que desde já também agradecemos.

Atenciosamente,

CORAGEM - Rede de Profissionais da Música de Curitiba

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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PROPOSTAS PARA O FOMENTO - LEI ALDIR BLANC NO ESTADO DO


PARANÁ

INTRODUÇÃO

Como já é de amplo conhecimento, a pandemia da Covid-19 está causando uma


crise de saúde, política e econômica sem precedentes no Brasil e no mundo. No que
tange aos aspectos sanitários e de isolamento social, entendemos e respeitamos todas as
diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e dos órgãos competentes do
Estado do Paraná e da Prefeitura Municipal de Curitiba, as quais norteiam todas as
propostas, critérios e ações aqui. O setor cultural enfrenta sérios problemas por estar
impedido de realizar a maioria de suas atividades, figurando entre os segmentos mais
atingidos pela pandemia.
No Brasil, vivemos um momento extremamente delicado, pois ainda estamos
vendo uma ascensão da curva de contágio e as estratégias de enfrentamento adotadas até
agora ainda não foram efetivas para achatar essa curva. Até o dia 23/08/2020 falamos,
infelizmente, em 114.744 mortos¹ e um total de 3.605.783 casos em território nacional.
No Paraná, chegamos a 2.940 mortes², totalizando 116.687 casos no estado. Tem sido
um desafio para todos encontrar estratégias para continuar desenvolvendo seus
trabalhos, planos e modos de viver nesse novo cenário.
Este documento se baseia na ​Lei 14.017 de 29/06/2020​, a Lei Aldir Blanc, que
dispõe sobre ações emergenciais destinadas ao setor cultural brasileiro a serem adotadas
durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº6 de
20/03/2020. No que diz respeito às competência estaduais de acordo com a
Regulamentação publicada através do Decreto 10.464, de 17/08/2020, publicado no
Diário Oficial da União de 18/08/2020, pela Presidência da República, Ministério da

coragem.redelivre.org.br
instagram @coragemrede
facebook.com/coragemcuritiba

1
Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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4

Economia e Ministério do Turismo para a referida lei, caberá, portanto, ao Governo do


Estado e, consequentemente à Superintendência Estadual de Cultura, atender e
viabilizar os Incisos I (auxílio) e III (fomento através de editais, chamamentos, prêmios,
etc).

DOS RECURSOS
Por não haver um mapeamento e um estudo continuado sobre a situação dos
agentes culturais paranaenses de fato (um legado importante que a Lei Aldir Blanc irá
deixar para as políticas culturais do Estado) apresentamos aqui uma proposição baseada
em uma suposição de divisão de recursos que necessita de estudos concretos, visto que
o inciso I (Auxílio Emergencial) precisa ser cumprido na íntegra atendendo toda uma
demanda de trabalhadoras e trabalhadores da cultura que estão há meses sem nenhum
apoio do Governo do Estado do Paraná. Gostaríamos de aproveitar o ensejo e registrar
nesse documento que até agora, praticamente Setembro de 2020, nenhum recurso de
Fomento à cultura do Estado do Paraná chegou de fato a essas pessoas, e que o ​"Pacote
de Medidas de Urgência", prometido para maio de 2020 pela Superintendência de
Cultura do Estado do Paraná ainda não foi publicado em sua totalidade.
Apresentamos aqui nosso apoio a algumas propostas apresentadas em reuniões
do Conselho Estadual de Cultura para o Inciso III - do Fomento à Cultura, e
acrescentamos sugestões e reflexões, com a estimativa da divisão de 60% dos recursos
para o auxílio emergencial (Inciso I) e 40% para o Fomento (Inciso III) como um
primeiro estudo.

Recurso total do Estado do Paraná: R$71.915.814,94

Inciso I (auxílio emergencial): R$43.149.488,90

Inciso III (fomento): R$ 28.766.325,60

coragem.redelivre.org.br
instagram @coragemrede
facebook.com/coragemcuritiba

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Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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4

INCISO I (AUXÍLIO EMERGENCIAL)

Baseado nos montantes citados acima, entendemos que o auxílio emergencial já


determinado de R$ 600,00 mensais possa ser pago durante 5 meses para atender
paranaenses que realizarem e se encaixarem nos critérios da lei. ​Sendo assim,
esperamos que por volta de 14.383 pessoas sejam atendidas diretamente por este
Inciso, recebendo o valor total de R$3.000,00 (Três Mil Reais).

INCISO III (FOMENTO ESTADUAL)

Após as diversas reuniões do Conselho Estadual de Cultura que pudemos acompanhar,


das propostas ali levantadas pela Superintendência, somado a várias discussões com
profissionais, coletivos, entidades e alguns membros do CONSEC, entendemos que o
mais apropriado seria seguir na linha dos Eixos propostos, porém com algumas
sugestões de alterações a seguir. Segundo a pactuação estimulada pela regulamentação
federal, entendemos que os fomentos municipais e estaduais devem ser
complementares, a fim de garantir a maior abrangência possível. Como por exemplo
para a cidade de Curitiba, o Grupo de Trabalho formado com representantes da gestão
pública, conselheiros e sociedade civil propôs linhas de fomento consideradas mais
individuais, ou seja, produções que contemplariam uma ou poucas pessoas dialogando
com a demanda e também recursos disponíveis. Consideramos que no âmbito estadual
podem e devem haver outros tipos de projetos contemplados, respeitando os valores
disponíveis e fomentando outras formas de produção, criação e movimento da cadeia
produtiva da cultura em nosso estado:

Eixo 1 – Chamamento público para artistas, técnicos, produtores de todas as áreas


artísticas (35% dos recursos do fomento estadual):

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Valor total deste Eixo: $10.068.210,00

Algumas possibilidades de produtos culturais:

● Video aula
● Pesquisa / Bolsa para Investigação Artística
● Artigos/ Textos
● Criação de Roteiros (não finalizado/ sem necessidade de publicação)
● Performance individual online
● Leitura dramática
● Contação de histórias
● Exposição de Fotografias online
● Exposição de Artes Visuais online
● Trabalhos em Processo
● Quadrinhos/ Charges/ não finalizado (​web comics)
● Croquis de Figurinos/ Estudos de Criação
● Outros formatos virtuais

O valor de cada projeto contemplado seria de R$3.000, atendendo, portanto, em torno


de 3.356 pessoas diretamente.

Os produtos culturais resultantes deste eixo, segue o padrão de difusão sob


responsabilidade do Estado publicizar as obras em suas plataformas.

Eixo 2 – Chamamento de projetos livres e variados, comprovadamente com uma equipe


de pelo menos 3 profissionais (envolvendo artistas, produtores, técnicos, etc) para
produção de conteúdo, mostras, festivais, espetáculos, lives, ocupação, etc, sempre
virtuais. Considerando ações afirmativas, projetos que tenham negros, indígenas,
pessoas com deficiência, LGBTQIA+, teriam uma pontuação maior no intuito de

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valorizar a inclusão e ampliar o acesso. Um dos critérios de seleção deste Eixo seria,
também, priorizar projetos com impacto econômico no maior número de profissionais
possível (35% dos recursos do fomento estadual):

Valor total deste Eixo: $10.068.210,00

Média de projetos sugerido por categoria:

100 projetos de R$10mil

100 projetos de R$15mil

100 projetos de R$20mil

100 projetos de R$30mil

50 projetos de R$50mil

Eixo 3 – Chamamento para prêmio de reconhecimento de trajetória, ou "Prêmio de


Reconhecimento de Trajetórias e Manutenção da Cultura Imaterial do Paraná" seria a
seleção de artistas, mestras e mestres no território paranaense (personalidades, grupos)
que tenham prestado relevante contribuição ao desenvolvimento artístico ou cultural do
Paraná. As categorias poderiam ser divididas entre cultura tradicional, cultura de povos
indígenas e comunidades tradicionais, cultura afro, cultura LGBTQIA+, cultura de
refugiados, migrantes e apátridas, cultura de arte de rua, artistas e mestres de notório
saber (30% dos recursos do fomento estadual):

Valor total deste Eixo: R$8.629.897,68

A sugestão seria criar duas faixas de valor da seguinte forma:

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Trajetória individual R$10mil (média de 400 prêmios)

Trajetória grupos R$20mil (média de 200 prêmios)

*O número de prêmios distribuídos em cada uma das faixas sugeridas seria dividido de
acordo com a demanda de inscrições

CONSIDERAÇÕES ACERCA DA INCLUSÃO E DESBUROCRATIZAÇÃO

Mais importante do que as categorias, dos eixos e dos valores propostos é a ​garantia de
inclusão, ampla divulgação, facilitação do acesso e a aplicação de políticas
afirmativas na distribuição dos recursos. Precisamos garantir, independente do
mecanismo jurídico adotado, que as inscrições sejam simples, sem exigência de muitos
documentos e, também, que as prestações de contas sejam simplificadas ao máximo
(quando necessárias). Entendemos que é papel e dever do poder público, ainda mais em
uma estado de calamidade pública e emergência, compreender a gravidade da situação e
flexibilizar, através de decretos estaduais, a exigência de certidões negativas, por
exemplo. A regulamentação federal da Lei Aldir Blanc não só permite como exige
regulamentações locais que poderia prever esse tipo de flexibilização excepcional.
Neste momento não podemos aplicar a lógica tradicional de editais e chamamentos que
sempre acontecem no âmbito do fomento para a cultura. É preciso garantir amplo e
rápido acesso aos recursos, ainda em 2020, seja qual for o formato, a categoria e o
processo burocrático adotado.

Vale ressaltar que a Lei Aldir Blanc também traz a oportunidade de fazer
emergir e difundir à sociedade bens culturais que dialoguem com seu tempo. Em um
momento de extrema vulnerabilidade da saúde da população, faz-se necessário
proporcionar o amplo acesso aos direitos culturais dos cidadãos através do encontro
com a arte e a diversidade das culturas. Acreditamos também na urgência e na potência

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transformadora que a Cultura tem nesse momento histórico, afirmando o direito da


população e como bem simbólico fundamental.

Entendemos que, acima de tudo, os recursos da Lei Aldir Blanc vem com o
intuito de universalizar, ampliar o acesso à cultura mas, sobretudo, garantir dentro de
um estado de calamidade pública, a manutenção e o socorro a um dos setores mais
duramente atingidos pela pandemia. Não podemos nos furtar da responsabilidade de nos
posicionar pela total aplicação destes recursos ​ainda este ano, de forma ampla e
irrestrita aos paranaenses, atingindo em especial comunidades caiçaras, povos
tradicionais e originários, e demais pessoas em situação de vulnerabilidade social
de forma ativa, ou seja, que o poder público se responsabilize pelo mapeamento e
cadastramento mesmo em situações em que as pessoas não tenham condições de
realizá-los.

Acreditamos que somente desta forma estaremos aplicando o conceito filosófico da Lei
Aldir Blanc e, acima de tudo, exercendo a cidadania.

"(...) ​A esperança equilibrista

Sabe que o show de todo artista

Tem que continuar

Aldir Blanc

Atenciosamente,

Coragem - Rede de Profissionais da Música de Curitiba

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EDITAL DE CONCURSO Nº 009/2020


PRÊMIO PESQUISADORES INDEPENDENTES: DIFUSÃO DE SABERES E
FAZERES TRADICIONAIS
AVISO DE RESULTADO PARCIAL

A SECC, por meio do CAC, informa a lista com o resultado final parcial das
propostas selecionadas no Edital de Concurso nº 009/2020, Prêmio Pesquisadores
Independentes: Difusão de Saberes e Fazeres Tradicionais.

Código Proponente Título do Projeto

Y’HOVY OHECHAÁRAMI: OFICINAS DE


32249 Ana Carolina Mira Porto
AUDIOVISUAL NA TEKOHA

LIMA BARRETO E OS INÉDITOS SOBRE A


30000 Cristiano Mello de Oliveira ESCRAVIDÃO NO BRASIL -Trabalho de
contribuição - matriz africana.

“Cada um no seu quadrado”: os Clubes


31526 Geslline Giovana Braga Sociais Negros e a imaterialidade do lugar na
produção cultural

ENCRUZILHADAS NEGRAS EM
ESCREVIVÊNCIA: KABURÉ MARACATU E
32313 Izabela Fernandes de Souza
ILE ASÉ BARU ENTRE FRONTEIRAS E
TRANSBORDA

De Boca Negra a Cidade Sorriso: políticas do


31194 Janaina dos Santos Moscal patrimônio afro-brasileiro nas periferias da
capital

28255 João Emerson da Costa A umbanda e a cultura POP

Saber e Fazer Artesanal em Guaraqueçaba: o


32345 Julio Cesar Ponciano
ensaio fotográfico enquanto narrativa visual

28672 LAYS GONÇALVES DA SILVA Reaproprio-me de mim

IMACULADA IEMANJÁ: A MULHER NEGRA


32172 Laysmara Carneiro Edoardo
COMO REFERÊNCIA DE SI

Contextualização do Fandango em Paranaguá


32285 Leandro de Souza Leal e Ilha dos Valadares, entre os anos 2000 e
2001.

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ATOS DE COLETAR: DO SAQUE À


31466 Luana Maria de Souza
BARGANHA DE OBJETOS XETÁ

Enredados de Ananse: territórios do axé na


31705 Mauricio dos Santos
Tríplice Fronteira

TÉCNICAS E PETRECHOS DA PESCA


31984 Simone Frigo CAIÇARA: LANÇO DA TAINHA DE
ENCANTADAS, ILHA DO MEL

SABERES-FAZERES TRADICIONAIS DA
27886 Tanize Tomasi CRQ PALMITAL DOS PRETOS, CAMPO
LARGO, PARANÁ

A imagem da mulher cigana em À Meia Noite


31226 THAIS BLANCO
Levarei sua Alma

Historia e Acervos dos 35 anos da Mostra Afro


32159 Vagner Nogueira
Brasileira

ARRUDA, REZA E AGULHA: O CAMINHO


32344 Victor Augustus Graciotto Silva DA CURA PELAS BENZEDEIRAS
TRADICIONAIS DE CURITIBA

Para mais informações acesse o site ​www.cultura.pr.gov.br ​e ​entre em contato


pelo e-mail ​labpr@seec.pr.gov.br​.

Curitiba, 08 de dezembro de 2020


Coordenação de Ação Cultural

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EDITAL DE CONCURSO Nº 005/2020


OUTRAS PALAVRAS – PRÊMIO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS

Projetos encaminhados à Comissão de Análise Técnica e de Mérito


Código Proponente Título
27073 ABC Projetos Culturais Ltda Memórias de Lelê
30378 Ademir Antunes dos Santos CALENDÁRIO PLÁTICO
27388 Adilson Aparecido de Andrade Meus retalhos
26441 Adnelson Borges de Campos Numa fração de tempo entre duas eternidades
31673 Adriana Socoloski Migalhas de papel
31836 ADRIANA SYDOR DE PAULA Do Amor e Outros Sufocos
31728 Adriano Almeida Gonçalves Presente para Mamãe
31594 ADRIANO COELHO DE OLIVEIRA Da Vida
PERI PHYSEOS: EXPERIMENTALISMO
31842 Adriano Felix Castro Junior
SEMIÓTICO SOB O CÉU DE CURITIBA
28692 Afonso Nilson Barbosa de Souza A declaração de amor do menino negro
31153 Agnan Siqueira de Oliveira O Segundo Gênese - Tratado dos Manequins
31670 Agnes Izumi Nagashima Ghelere Quadrantes - Poemas
28635 Alameda Teatral Ltda. Coletânea Alameda Cia. Teatral dramaturgias
29983 Alan Santiago Norões Queiroz Eu queria ser um piano de cauda ou um oboé
E depois vocês dizem que eu é que sou
31073 Alberto Schramm Portugal
dramático
27870 Alexandre Druczkowski Junior Contos das Bruxas
31879 ALEXANDRE LEAL DE ALMEIDA Mil olhos. Mil braços
27023 ALEXANDRE VINICIUS XAVIER PENHA MEI Malas Abertas - crônicas de alegria pelo mundo
26450 alexandre zampier dos santos lima Irmãos Viajantes
27022 ALEXANDRO MARTIN TUEROS LOPEZ - ME CONTOS DA ALMA
31733 Aléxia Hetka Dreamland: Onde os segredos se escondem
31915 Aline de Almeida Vale Uma Viagem
Narrativas audiovisuais de Eliana del Rosario e
31422 Aline Letícia Moraes Silva
Aline Letícia
31801 Aline Sviatowski Entre contos e crônicas
31235 Alisson Freyer Dissenha Dentre outros Pequenos Ilustres
31735 Alvaro Mariel Posselt Viagem ao horizonte
26822 Alysson Silva Muritiba Para minha amada morta
28732 Amanda Alberge da Rocha Leal Aproveitar a Queda como se fosse Dança
31860 Amanda Maria Damasio Teixeira À beira de um abismo espelhado
31768 Amanda Tintori Marco meu território aos gritos
31854 ANA CAROLINA GALVAO APPEL 07916275945 Lilo e a Origem dos Contadores de Histórias
29682 Ana Claudia Henrique Maba rasga a noite feito fio de navalha
31323 Ana Cristina de Souza Luz Ana Cristina - Cultura alimentar da minha família
Ensaios críticos: Arte Ocupação, práticas
30466 Ana Emilia Jung artísticas e a invenção de modos de
organização.
31156 Ana Paula Giannini Rydlewski Diversos seres em um mundo tão (des)igual
Ana Raphaella Shemany Carolino de Abreu
31516 Eu me chamo saudade
Nunes
29882 André Coelho O Colecionador de Momentos
31826 André Cúnico Volpato Deus Salve o Rei
26531 André Fernando Stürmer Rarefeito
31114 André Osna Sirkus e a Cidade dos Palhaços
Meditações em Catástrofes ou Sonhei que Parei
31758 Andrew Knoll Pereira
um Trem com meu Soutien
31201 Andrey Luna Giron Sol Noturno
31593 Angela Aparecida de Oliveira Gomes AS BORBOLETAS SÃO FLORES QUE VOAM

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EDITAL DE CONCURSO Nº 005/2020


OUTRAS PALAVRAS – PRÊMIO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS

Projetos encaminhados à Comissão de Análise Técnica e de Mérito


Código Proponente Título
30104 Ângela Stadler de Paula Macedo 2 Peças Absurdas
28462 Anibal Garcia Gonçalves Terra querida
28569 Anna Kniss Colcha de Retalhos
O PRINCIPAL SÃO AS PESSOAS: UMA
30122 Antoni Gonçalves Caetano COMPARAÇÃO DA COMUNICAÇÃO ENTRE
PAULO FREIRE E DOMINIQUE WOLTON
31471 Antonio Bonifácio dos Santos Poemas e Desenhos
31609 Antonio Carlos Cava A Última Estrevista
31206 Antonio Luiz Amato A Grande Aventura
31249 APARECIDA JAQUELINE RODRIGUES O Cardápio da Vó Olga
Aquelas coisinhas intrincadas que as pessoas
27561 Arzírio Alberto Cardoso
fazem
31246 Asaph Eleutério Cardoso Coletânea de Poesias - Asaph Eleutério
ENCONTROS, RISOS E OUTRAS MOLDURAS
31376 Associação Nariz Solidário - Um Breve Retrato da Arte da Palhaçaria em
Hospitais
29851 Associação Sou Arte de Campo Mourão IMAGINÓPOLIS
31718 Augustinho Pasko ENTRELINHAS
31805 Augusto Cesar Ribeiro Corrêa os olhos fincados no rio
31170 Bárbara Lia Soares OLHOS DE DIETRICH
26689 Bárbara Luisa Martins Wieler Manuela
30536 Basílio Kaliel Isolamento Social e Outros Paradoxos
27735 Beatriz da Paixão Freitas A Aposta
31530 BERNARDO SOARES BRAVO VIBRATO
28375 Bogdan Skorupa Ribeiro dos Santos Luteria em Diálogo e Reflexão
28001 Brinsan Ferreira N'Tchalá A Mulher que me habita
SEI QUE NADA DISSO É REAL MAS NÃO
31823 Bruna Rafaela Motta
SUPORTARIA A VERDADE - BRUNE
29746 Bruno Jose Reolon José rides to Metal Land
31539 Bruno Lopes Saling Filme Mudo
Essas pequenas ocasiões que nos fazem quem
31465 Bruno Palma e Silva
somos
31871 Caibar Pereira Magalhães Júnior Revoada
27098 Camila Aparecida Faustino Longa-Metragem: Além do Progresso
30401 Camila Mossi de Quadros Anticonstitucionalissimamente
27078 Capicua Filmes e Criações EIRELI Corpo de mãe
31328 Carla Gabriele Viccini Staron Guardiãs de encantamentos
26690 Carlos Alberto Mendonça Filho NEGO DRAMA
27342 Carlos Alexandre de Andrade Maria, a Antonieta
28296 Carlos Eduardo Cinelli Oliveira de Campos Percursos Afetivos - uma cartografia de histórias
26984 Carlos Eduardo Macagi O Lobo e a Raposa
31774 Carlos Eduardo Neppel Pacheco O Povo Criança
31650 Carlos Enéas Lour CONTOS DE VIDA, AMOR, MORTE e ARTE
29581 Carlos Machado Junior Balada de uma retina sul-americana
31218 Caroline Andressa de Biagi Breves Narrativas Audiovisuais
27885 Caroline Lima Ramalho Casagrande Fique Fique Fictício
31212 Cássia Maria Kesselring da França Fiar
31223 Cassiano Fonsaca Amor Perfeito
CAZUMBÁ PRODUÇÕES CULTURAIS EIRELI
31158 Agontimé
ME
28646 CELLULOID CINEVÍDEO LTDA Diário de um videomaker

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EDITAL DE CONCURSO Nº 005/2020


OUTRAS PALAVRAS – PRÊMIO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS

Projetos encaminhados à Comissão de Análise Técnica e de Mérito


Código Proponente Título
31834 Celso Alves Filho Desengenharia do Vazio
30450 CELSO GODOI NETO AMANHÃ, TALVEZ, FARÁ SOL
31615 Centro de Letras do Paraná Os Quatro Elementos: Crônicas
O COLECIONADOR DE ALMAS E A MENINA
26981 cesar aparecido da silva QUE NÃO ERA LIVRE: UMA HISTÓRIA
NAZISTA
31265 Christiane Tavares PRÓXIMA ESTAÇÃO
26476 Christine do Carmo Vianna Procuro um verso na minha escuridão
31563 Christofer Pallu Kickboxer Índio
26835 Christopher Faust Pereira Roteiros de Curtas de Christopher Faust
31637 Clarilene Salvadori Na vida e na Poesia, Irmãs.
31303 clarissa loyola comin O Museu e outros flashes
31910 clarisse ferreira de souza O Reino do Silêncio
30328 Clauber Ramos Costa dos Santos APRENDIZ DO INFINITO - Clauber Ramos
31240 Claudia Fabiana Bastos Ortiz Douglas Jeff - o menino do meio
27666 Cleonize Fagundes de Oliveira Retrato de infância (Literatura infantil)
31197 Cleusa Piovesan TODA FORMA DE AMOR...
31763 Clodoaldo Salustiano de Morais Alguém para se amar a vida inteira
27584 cristiane giamberardino rochavetz rosa GARGARRIA
31559 CRISTIANE ROBERTA XAVIER CANDIDO DO REAL AO IMAGINÁRIO
26548 Cristiano Nagel Olhares Ausentes
26443 Daniel Aparecido Pereira Morais Sobrenome
29141 Daniele Cristyne da Rosa VIVAS COMO NUNCA - Antalogia Membrana
31458 Daniele Luiza da Rocha Linhas da vida
31627 Daniélle Carazzai Destinatários e Destinos
26675 DANIELLE LOURENÇO HOEPFNER Entrelinhas de Mulher - Volume I
28394 Danilo Furlan e Cia LTDA "Quando o Cheiro da Chuva Vem"
29974 Danilo Serge Avelleda Tocando, Dançando e Dizendo Versos
28641 Darnes da Silva Porto Tempo de Ninguém
Príncipes e Espaçonaves: Contos de Fantasia e
31443 David Ehrlich
Ficção Científica
DAS CASAS DE PASTO AOS
27055 Deborah Agulham Carvalho RESTAURANTES: OS SABORES DA VELHA
CURITIBA
31835 Dédallo de Paula Neves Viagens fantásticas, pesadelos cruéis
31570 Deisi Giacomazzi Silva No Limiar da Saudade
31876 Denise Kasburg Philippsen Inverso
O corpo e outras histórias assombrosas para ler
31884 Diego Alexandre Matoso
à luz do dia
31603 Diego Gianni Gomes Jacinto Dores Crônicas
Humanismo Selvagem - Uma Tragicomédia
27834 Dimis Jean Soares
Karaíba
30331 Diogo Marques Memorabiliabirinto
31242 Diones Wilian de Almeida Leviatã
30472 Dirceu Herrero Gomes Cheiro de chuva, sabor de saudade
28401 Diviane Helena de Oliveira desejar te habita
31641 Divinéia Cristina Brisola história na mesa
26452 Edra Ferreira de Moraes Portas e Janelas para espiar | contos
31377 Eduardo Calegari O RIO DENTRO
28547 Eduardo Emilio Fenianos VINTE E SETE HISTÓRIAS BRASILEIRAS
27037 EDUARDO LUIZ BACCARIN COSTA APENAS TRÊS PALAVRAS

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OUTRAS PALAVRAS – PRÊMIO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS

Projetos encaminhados à Comissão de Análise Técnica e de Mérito


Código Proponente Título
31340 Eduardo Yuri Mada de Oliveira Memórias para o Joel
26460 Edward Charles Rodrigues Fão Coletânea Dramaturgia Encenadas
27134 Egon Zek de Oliveira TEXTUÁRIO
31866 Elaine Aparecida Teleken Tavares Vizinhança Gente de bem
29577 Eliane de Jesus Honorio Szpaler Coletânea de poesias Paranaenses
27938 ELIEGE CRISTINA PEPLER HISTÓRIAS ESQUECIDAS
31195 Élio Élvio Chaves Júnior Velhocão
26949 elisan correia da costa junior Roteiro Ultimo Ato
31150 Eliseu Pirocelli Ainda Te Amo - Poemas de Partidas e Retornos
O Armário Mágico - Uma Fantástica História na
27154 Eliton João de Oliveira
Segunda Guerra Mundial
Dramaturgia Teatral Infantojuvenil - Eliza e
31711 Eliza de Moraes Jung
Talissa Jung
31269 Emerson José de Camargo O Arcano Sem Número
30357 Érica Alessandra Paiva Rosa 07471996986 Dís(pares)
OS HERÓIS DA LIBERDADE - ERNANI
31863 ERNANI LOPES BUCHMANN
BUCHMANN
31832 Estrela Ruiz Leminski SOBRETUDO
Do roteiro à tela: Paranoia Doce e Terror
31128 Evandro Scorsin
Noturno
DICIONÁRIO DE SENTIMENTOS
31542 Evaristo Jaime Silveira Filho
BRASILEIROS
31629 EVELISE FERRETTI MANFRA 96247436904 O QUE DIZEM DE CARMEM - livro ilustrado
RIO NEGRO 150 ANOS - A linha do tempo da
31828 Everton Elton Lisboa Ribas
grandiosa história da cidade
31480 Fabiane de Cezaro A TORMENTA
31873 FABIANO VIANNA DA SILVA A festa da moça nova
31789 Fabiano Wunder A MÁSCARA
31460 Fábio Fernando Tavares de Macedo Duas vezes no mesmo lugar
27119 fabio gimovski 01587618982 Um conto de fandango caiçara
Diário dos Campos - memórias de um jornal
31230 Fábio Mauricio Holzmann Maia
centenário
31887 Fábio Silvester Thibes Poesia em Goles Iniciáticos
31335 FÁTIMA MARIA ORTIZ LOUR Dramaturgia para Crianças - Trilogia Exemplar
28490 FELIPE TEODORO DA SILVA Depois da Parede do Sono
31452 Felipe Uhlmann Feldhaus Coletânea de poesias do Mestre Chapeleiro
27386 Fernando Antonio Prado Gimenez A moças que libertava flamingos
29883 FERNANDO ANTÔNIO SALOMÃO LOCH Ad Victoriam
31512 FERNANDO CAVAZOTTI COELHO Agridoce
Os 100 Melhores Poemas de Fernando
29380 FERNANDO DE PAULO KOPROSKI
Koproski
28666 Fernando Gil Você é minha garota!
31261 Fernando Sérgio Vieira NADINE
a realidade é um gato escondido atrás da
31347 Flavia Renata Quintanilha
cortina
26762 Flávio Silveira Jayme As Crônicas de Miramar
31741 FRAGA & TRALDI LTDA ME João, o menino rei
26849 Francine Cruz Grison Quatro Vezes Primavera
31216 Francisco Cardoso Árvores de Curitiba
outra vez de novo - três dramaturgias de
28643 Francisco Inácio da Silva Mallmann
francisco mallmann
29321 Francisco José Franco dos Santos A Lenda da Mata

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EDITAL DE CONCURSO Nº 005/2020


OUTRAS PALAVRAS – PRÊMIO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS

Projetos encaminhados à Comissão de Análise Técnica e de Mérito


Código Proponente Título
29588 Gabriel Rigoni Vernek FOME CINZENTA
31799 GABRIELA DE CASTRO PEREIRA Agora sapiens now
28226 Gabriela Giannini Água que somos
31845 Gabriela Quadros Vernet de Beltrand Contos de Natal para Ler antes de Sonhar
31459 Gabriela Szabo A Jornada de Josefa
31907 Gabrieli Gudniak de Lima Floresta dos Esquecidos
Poeminhas - poesias para pessoas de todos os
28364 Giana Batista Guterres da Silva - MEI
tamanhos
O Julgamento - o poeta e a poesia no banco dos
31308 Gilmar Luiz Chiapetti
réus
31557 Gilson Crespo Anastácio Guardião da História - Memórias de vidas
31611 Giovana Cristina Soar Vida de Eloi
28308 Giulia Chagas Lacerda Molinari Famintas: casos de transtornos alimentares
O Guia da Pessoa Preguiçosa para Salvar o
27272 Giusy De Luca
Mundo
31289 GLÁUCIA GALVÃO DE SOUZA JESUS Singulares - Romance
29106 Graziella Calazans Schettini E quando é tudo mentira?
28473 Gregório Camilo Figueiredo Lima Sossélla esteve aqui
29489 Guido Viaro O Cubo Mágico
28466 guilherme de martino casado Temporada Freak
31855 Guilherme Ferreira Wenceloski AO ENSAIAR SOBRE O (A)MAR, AME.
26654 Guilherme Greca Marchesi Cores da Rua
Estéticas do cinema brasileiro nas disputas da
31818 Guilherme Luiz Lourenço Gomez
modernização: coletânea de ensaios
GUSTAVO HENRIQUE MAGNANI FERREIRA -
28241 EU SOU DO FIM DO MUNDO
ME
31689 Gustavo Krieger Vazquez Cheio, vazio
UM CONTO DE MAR E LUA E OUTRO DE
28425 Hardy Guedes Alcoforado Filho
PEDRA E FOGO
31356 Helena Volani Vermelho
29941 Helenice Silmara de Carvalho Além de Mim
26684 Henrique Luiz Fendrich Havia um outono invencível - Crônicas
31628 Hermar Augustinho da Cruz GRAFADOS
HORST FILHO E MOSCHEN NETO
26936 PRODUTORES AUDIVISUAIS ASSOCIADOS Magra de Ruim - O Filme
LTDA
31811 Hugo Daniel Mengarelli Agidi
27464 Humberto Pereira Gomes Fábulas Teatrais
31912 Igor Vieira Pinto Brandão Samaúma de Pedra
31585 Ingrid Talitha de Souza Pereira A Máscara Invisível
31571 Inventos Produtora Sociocultural Ltda-ME RIOS VOADORES
31816 Irapuan Luiz da Costa Silva Sopro do Céu
26759 Iriene Borges Da Silva Helena queria o chapéu
31896 Ivi Belmonte Machado Alegria audaz: haicais, mandalas e fotografias
Mulheres negras em teceres fronteiriços:
28403 Izabela Fernandes de Souza
caminhos, reflexões e interseccionalidades
O que sei sobre o planeta M.I.M.: a poética das
31739 Izabella Pucci
dragonas
31071 JANICE BERNARDO DA SILVA Férias na terra do ZYG
Roteiros originais X Filmes finais - quatro curtas
29265 Jarina Filmes LTDA
protagonizados por mulheres
31875 JEAN SANCHES GREMASCHI Os Contos de Zinderia

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EDITAL DE CONCURSO Nº 005/2020


OUTRAS PALAVRAS – PRÊMIO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS

Projetos encaminhados à Comissão de Análise Técnica e de Mérito


Código Proponente Título
31258 Jeferson Douglas Jeferson Bicudo (dez)esperadas
31738 Jessica Rosa Ramos do Amaral história de menino
31800 Jhessika Takassaki Singelo Caos
27333 Jhonny Maylon de Castro Paixão é uma Força da Natureza
Tíbeti, o Gnomo/Patraca, o Palhaço Astronauta -
28488 Joanita Aparecida Ramos
Textos para ler e encenar
28291 João Emerson da Costa Uma história indigena(Um romance Tapuia)
Curitiba, a capital vegana. Uma cultura alimentar
31825 João Felippe Carneiro
emergente.
29814 João Jordano Brandalise Pereira POEMAS ILUSTRADOS
31692 João José de Félix Pereira POEMAS CONTADOS
27587 João Luigi Costa De Franceschi SUMACA
31592 João Matheus Passos Guelsi O que consigo ser
26544 JOAO VICTOR ARCEGA SIMINO O Bêbado e o Búfalo
31393 Joel Aparecido Batista Efebo
Aquarelas e Querelas: retratos do Brasil na
31903 Joêzer de Souza Mendonça
canção popular
31553 Jordana Stella Botelho Dalla Vecchia Flechas invisíveis
SEIS FÁBULAS QUE VOU TE CONTAR, VIU!? -
31108 José Batella
mais uma Crônica da Natal Fabulosa
31461 José Carlos Muniz Histórias do povo do mar
31564 José Fernando da Costa Junior O PRISIONEIRO
28431 Jose Fernando de Meira ACORTESECO DRAMATÚRGIA REUNIDA
31401 Julia Raiz do Nascimento Plantar olhos pra depois
Ensaios críticos sobre a música gravada,
31095 Juliana Cortes Dias Moraes de Almeida escrita, ouvida e discutida em 2018: Curitiba em
jornal
A Padaria América e o pão das gerações
31413 juliana cristina reinhardt
curitibanas
31648 Juliane Caroline Fernandes Souto O Bairro ou Histórias de quem observa
O IDIÓLATRA - E OUTROS CONTOS
31561 JULMAR RUBENS LEARDINI
CRONICADOS
26414 JUNE SARAIVA MEIRELES A volta do tio Zezito - E outros delírios
Emaranhado de Mim - vivências poéticas de
31070 Kamylla Paola dos Santos
uma afroparanaense
31586 Karin Romano Santos CONTOS DE MULHERES EM CURITIBA
26400 Kauê Bragio Persona livro de dois: pontos
COLETÂNEA DE TEXTOS PARA CRIANÇAS E
31730 Kellyn Bethania Gomes da Silva
ADOLESCENTES
31302 Keythe Santos Tavares até o caroço
31168 KINOPUS AUDIOVISUAL LTDA - ME Leste Oeste
31849 Kleber Alessandro Bordinhão dos Santos Índice de primeiros versos
31273 Laine Assessoria e Treinamento LTDA - ME FUXICO - Enquanto a História não Vem
Ausências de cabeceira: uma antologia das
31491 Larissa Guedes Busnardo
gavetas
No coração talvez uma ferida ou quem sabe o
31279 Layse Barnabé de Moraes
amor
31715 Leomir Bruch terragentebicha
Dramaturgia # Léo Moita _ para toda infância e
31661 Leonardo Moita Bertoletti
juventude
31264 LIA MARCIA FINN 64139000910 Os Jardins da Terra
31558 Lígia Souza de Oliveira AS VOZES DELAS
26493 Lilyan Cristina de Souza Filipena e Filomena duas gatas bem pequenas

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OUTRAS PALAVRAS – PRÊMIO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS

Projetos encaminhados à Comissão de Análise Técnica e de Mérito


Código Proponente Título
31667 Lindsey Rocha Lagni Rezadeira
31751 Língua Produções Culturais LTDA Um Dois Textos Teatrais
31807 Lovejoy de Angelucci Santos Pétala de Água
31776 Lucas André Berno Kölln Indulgência
28474 LUCAS BUCHILE PINTO BONIFÁCIO - O MENINO AO AVESSO
31274 Lucas Sanches Lima VIDEOR ERGO SUM
31186 Luciana Cabral Teixeira Doneda Caminhos de Lidia
31085 Luciana de Freitas Brites Alimentação: tudo o que eu vivi, sei e ouvi
31869 Luciane Souza de Jesus PERSONAS CURITIBANAS
28459 Luciano Aurélio Ferreira Gatto Rodrigues Poesias e bytes
28349 Luciano Chinda Doarte Tó, Para-Tu: poemas para livrar a vida
31852 Luciano Maccio ...disse o Ladrão à Lua
28640 Luciano Schmidt Coelho Pipico Real no Mundo Virtual
31695 LUCIMARA GONCALVES DOS SANTOS ENTRE VOZES
26677 Luis Henrique Mioto CONTOS TRIDIMENSIONAIS
31112 LUIS MOLOSSI Entre os Molossi e o Vinho
27627 Luiz Augusto Glück Rachwal A Monstrocleta
31901 Luiz Carlos da Silva Puranjo
28359 Luiz Carlos Marinho OS HÓSPEDES
31587 LUIZ CARLOS PAZELLO A PRIMEIRA VISTA
28970 Luiz Claudio Soares de Oliveira Poesia inquieta em tempos intranquilos
31607 Luiz Felipe Leprevost Cafuné e Outros Poemas
Luiz Fernando Bertazzo Fernandes
31175 ALICE JÚNIOR
007.528.531-20
Cristais da Percepção - Citações de Luiz
26448 Luiz Francisco Guil
Francisco Guil para Teses de Doutorado
26748 Luiz Guilherme Delenski Giublin Formas
31309 Luiz Henrique Coelho O Testamento
31329 Luiz Rodolfo Annes No corpo da lesma
29754 Luiza Giostri Madeira Manual de Bolso das Trivialidades Ácidas
31579 Maicon Clenk VIK
29774 MARCELA CRISTINA BETTEGA Um tempo para olhar
31155 Marcelino da Silva Três Luzes no Palco das Ideias
Simbolismos dos animais com chifres na Idade
28715 Marcelo Cardoso Amato
Média
28668 Marcelo Corrêa Sandmann Poesia Até Aqui - Marcelo Sandmann
31857 Marcelo Felipe Garcia Alguns Absurdos
31668 marcelo weber macedo A GRAÇA DA GARÇA
31048 Marcia Adriane Pfleger A MULHER DO FIM DO MUNDO
31403 MARCIA APARECIDA PAGANINI CAVÉQUIA Existir, resistir
31478 Márcia Arantes Matos Dinheiro
31655 Márcia Eliza Széliga O Colecionador de Tempos e Passatempos
HQs, HERÓIS E MUSAS DA SESSÃO DA
30789 Marcio Davie Claudino da Cruz
TARDE
30271 Marcio Renato dos Santos Onde nem quando
31288 Marco Aurélio de Souza No coração onde me escondo
31893 MARCO AURELIO JACOBSEN FREITAS O Rapto das Cores
UM DRINK COM SONHOS, ANSEIOS E
31306 Marcos Aparecido Trindade
RECEIOS
31659 Maria de Lourdes Ferreira Descobertas na casa da vovó
31410 Mariane Elizabete de Freitas Encontro das Águas

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OUTRAS PALAVRAS – PRÊMIO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS

Projetos encaminhados à Comissão de Análise Técnica e de Mérito


Código Proponente Título
31511 MARIANNA CAMARGO Salto
31130 Mariele Alexandra Zanin Confissões de uma Quarentena
31770 Marina Sousa Lima Kalípodes: Entre engrenagens e petúnias
29368 Mario dos Santos Lima CRONICAS QUE O TEMPO NÃO APAGA
27804 Marisllene Romagnole de Araújo A Filha do Poeta
28417 Marivete Souta Chiquinho e as lendas do Paraná
28489 Martel Alexandre Del Colle "A LENDA DE HATHOR E NÚBIA"
31809 Matheus Eschiavo Kerniski Um Americano em Curitiba
29717 Matheus Mainardes de Oliveira da Silva Melancolia
31651 Matheus Petris da Silva TROCA TROCA
31664 Maureen Miranda Samuel & Sunny
30479 Maybe Cristina Milan Lemos Salada de Frutas
29179 Michele Müller Aquilo que nos move
31311 Michella Albuquerque França Coletânea Teatro - Peças Infantis
31838 Michelle Cerqueira César Tambosi Poplurall
30478 Miguel Joaquim das Neves ALÉM DA ESPERANÇA
29043 Moacir David MARIEEVA
31683 Mônica Andrade Luz Antologia a Cara de Curitiba
26810 Murilo Rodrigues Silvestrim Viagem ao início das coisas
26479 Myllena Pampuch da Silva As Saqueadoras de Voz
26652 Naja Kayanna Polichuk Livro Contos Menores
31757 Nara Fernanda Mattana dos Santos DRAMATURGIA: BONECA DE PANO
SÔ ZORIPES E A MOÇA COM ANEL DE
31200 NARÁ SOUZA OLIVEIRA
PEDRA VERDE
31584 Natanael de Lima de Souza Três faces de mim
31414 Nícolas Wolaniuk do Amaral Carvalho Medeia Retornada e outras peças
31625 Nicole Kollross Cultura Alimentar- Matriz Africana-Umbanda
31810 Nilson Carlos Sampaio Maribel Você estragou tudo
31198 OCHOA PRODUÇÕES ARTÍSTICAS LTDA TEATRO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
OLGA NENEVÊ - DRAMATURGIA: pontes
27014 Olga Everan Carvalho Nenevê Martins
narrativas entre a palavra e a fala
26744 Oly Cesar Wolf O Grande Niestéviski
Da corporalidade: concepções médicas sobre a
27092 Otavio Zucon
forma corporal, 1920-1945
28395 Otto Leopoldo Winck Fragmentos de caos ou mosaico - poemas
um ser quebrado, em um espaço também
31217 pablito kucarz do prado
quebrado, fala sobre uma ruptura no tempo
31307 Patricia Celli Grabowski O Livro de Leonora
31759 Paul Fernand Milcent Livro Ilustrado 'Maravilhas'
31326 Paul Franz Wegmann Pena Outras Palavras sobre Música
31280 Paulo Henrique da Cruz Sandrini Santa Bula de Todos os Remédios
31631 Paulo José Hamester Era Uma Vez...
o corpo é a matéria-prima do que vem a ser a
31785 Paulo Napoleão Ramos de Oliveira Guimarães
chuva depois
31429 Paulo Roberto Munhoz ENSAIOS AUDIOVISUAIS
Palcos em Fúria: três trenodias teatrais de Paulo
31445 Paulo Roberto Rego Barros Biscaia Filho
Biscaia Filho
31467 Pedro Monir Rodermel NÃO EXISTE O VAZIO NO LEITO DE UM RIO
PEDRO PAULO COSTA DE ALMEIDA
31454 Coletânea Corpo no Candomblé
05646967902
31375 Phellip William de Paula Gruber Acima de nós

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OUTRAS PALAVRAS – PRÊMIO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS

Projetos encaminhados à Comissão de Análise Técnica e de Mérito


Código Proponente Título
31808 PHILLIPE TADAO SAKAI sobre a liberdade e outras prisões
28608 Piera Paula Schnaider do Nascimento Sotaque do Mar
O Imaginário de Francisco Pinheiro - Cinco
30529 Pinheiro e Faria Ltda - ME
textos teatrais infantojuvenis
30284 Prosa Nova Editora de Livros LTDA Notícia de um Naufrágio
31169 R. SHIZUKO TAKAMATSU - FILMES Passagem Secreta
29692 Rafael Duarte Caputo Contando ninguém acredita
31744 Rafael Ferreira de Deus Menezes Possibilidades Dramatúrgicas
31111 Rafael Guilherme Waltrick Trágico Cotidiano Amoroso
26618 Rafaela Antunes Fortunato Liko poeta aloprado - Literatura infantil
27255 Rainha de 2 Cabeças Teatro e Dança Ltda Dramas Curitibanos
31626 Raphaela Fernandes Corsi Tupã Mirim e a sabedoria ancestral
31642 Raquel de Medeiros Deliberador O Prédio do Mundo: o livro ilustrado
31418 Regina Maria Ortiz Bruel Crueldade, Amor e Ficção
26727 Reginald ELYSEE NEGROSA
31850 Renan Andrade Holanda Antídoto Antitudo
Terra do pequeno pensador: 12 dramaturgias
31657 Renan Geraldo Pereira de Queiroz
infantis
Bullying: Autopercepção e análise do papel do
31451 Renata Corrêa Ramos
educador
O menino de areia e o dia em que uma árvore
31213 RENATA REGINA DEMBOGURSKI MACHADO
falou
28634 Renata Regis Florisbelo O bolso - onde a vida cabe
26636 Renata Santos Roel ME Guia prático para ativar o corpo
Um paranaense no Prêmio Jabuti - Samba de
26840 Renato Forin Junior
Uma Noite de Verão
31882 Renato Oliveira Alves Coletânea Literária - "Só de madrugada"
31379 Ricardo Alexandre Pozzo CyberSattwa
As Palavras que não te falei estavam nos meus
31202 Ricardo Francisco de Camargo Chagas
olhos
31247 Ricardo Miguel Corona Nuvens de bolso
31643 Rita de Cassia M. Cassitas C. de Lima Conectados
27300 rita maria kalinovski O LAMENTO DO RIO
31822 Roberson Hoberdan Corrêa Estrela do Sul
31241 ROBERTA FREIRE FECCHIO A Casa do Riacho
27503 roberto innocente O Mundo Novo
28697 Roberto Nicolato A noite sem tempo
28916 roberto prado de oliveira Tudo Até Agora - 1980 - 2020 - Roberto Prado
O horror é um gênero nobre - ensaios sobre o
31916 Rodolfo Stancki Silva
cinema de medo
31779 Rodrigo Alonso Corpo no Infinito
31880 RODRIGO DE JESUS QUINTILIANO TAPIRIBI, MARGENS PENADAS
27282 Rodrigo Madeira Barbosa Suítes para relógio
31784 Rodrigo Martins dos Santos O Primeiro Pato
31267 Rodrigo Tadeu Gonçalves Mergulho ancestral
28969 ROGÉRIO GERALDO LIMA CONTARIA
30017 Ronie Rodrigues Suizani Apagar histórias com a língua
31742 Rosana Coturnos, Temperos e outros escritos
29180 RYAN DE OLIVEIRA SOUZA A arte de florescer
31769 Samantha Danielly de Abreu Mulheres sob Descontrole
31829 Sandra Milena Toso Castro Acosta Para que varanda se a vista é feia?

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EDITAL DE CONCURSO Nº 005/2020


OUTRAS PALAVRAS – PRÊMIO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS

Projetos encaminhados à Comissão de Análise Técnica e de Mérito


Código Proponente Título
31421 selvatica acoes artisticas ltda me Alomorfia (mutações barrocas in process)
Música Brasileira de Concerto: um tesouro a ser
26685 Semitha Heloisa Matos Cevallos
descoberto
26755 Sérgio Luiz Conti de Morais Rainha Má
31773 Sergio Roberto Vieira Martins CARTAPÁCIO
26455 sidney correa junior 771490840-87 Last Hope
31580 Silviane Scliar Sasson O QUE EU VOU SER QUANDO CRESCER?
Dramaturgia Teatral Infantojuvenil de Simone
31716 SIMONE RAUTH HIDALGO
Hidalgo
30975 Sylvain Adrien Optat Bureau A Língua e o Território
31199 Tanta Produções Artísticas Ltda Coletânea do Teatro Necessário
26823 Tatiana Aline Barbosa Santana Manifesto Verborrágico
LIVRO ILUSTRADO A PRINCESA E O
31450 Thais Gomes Serpa 10310514657
TESOURO
31797 Tiago Leiria Lipka Sereis Uma Só Carne
31706 Tiago Tymniak Jornada Urgente Para Lugar Algum
31685 Tres Margens Produções Cinematográficas Ltda Vila Pérola
28170 Ulisses Iarochinski Saci - coletânea de poesias
Dramaturgias possíveis para um mundo
31569 VALDEIR DA SILVA 044.754.599-07
impossível
29474 Valter Cardoso Colorindo Giocondas e Outros Contos
31183 Vanessa Levien Strelow A Grande Recompensa
31663 veronica ferreira fukuda ribeiro Animais Literários
31486 VINICIUS AIRES STAUB Breguenaite Cometripa e outras febres
31918 Vinicius Krainer Sem Título
26853 Vinícius Samuel da Silva de Paula Do Caduceu
31363 walmir de assunção marques Livro de agradecimento
Imagem em questão: coletânea de críticas de
31120 Wellington Gilmar Sari
Wellington Sari
31504 WG7 Agenciamento e Produções Ltda. ME. Marte
26459 William Martins de Oliveira Celso's
31389 Wilson Inacio Arte e Design FRAGMENTOS DE UMA EXISTÊNCIA
27861 Yara Rossatto Wigineski A NOITE EM QUE O SOL NASCEU

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EDITAL 03/2020 – LICENCIAMENTO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS


RESULTADO FINAL

PROJETOS SELECIONADOS
Código Proponente Título do Projeto
28022 ABC Projetos Culturais Ltda Vindas - Memórias da Imigração
A Capoeira da roda, da ginga no registro e da
28284 Abíyán - Imagem, Pesquisa e Produção
mandinga na salvaguarda
28237 Adilson Aparecido de Andrade Meus retalhos
26596 Afonso Nilson Barbosa de Souza A voz sem som que ecoa em nossa sombra
Dolores e seus temores - Uma história bem
28270 Alameda Teatral Ltda.
assombrada
LUGAR DE GIGANTES - Criação e construção
26976 Alessandra Flores Ferreira de Souza coletiva de bonecos gigantes a partir de histórias
de vida
27662 Alexandre Lautert 4 Textos para Teatro
CONTOS MORAIS E O CINEMA DE ÉRIC
27473 Alexandre Rafael Garcia
ROHMER
26510 alexandre zampier dos santos lima Inunda, Céu do Rio Vermelho
ALEXANDRO MARTIN TUEROS LOPEZ -MONTAGEM DE ESPETÁCULO SOBRE A
27000
ME TEMÁTICA AMBIENTAL
Danças Circulares - Dançando o Prazer de estar
28298 Ana Paula Chizzolini Cervellini
cheio de Vida!
28223 Ana Paula Giannini Rydlewski A Árvore que divude o mundo
27032 Angela Aparecida de Oliveira Gomes O Mestre Verde Digital
O Universo e Tudo o Que Nele Está Contido ou
27379 Ângela Stadler de Paula Macedo
Deus e Seu Tempo
ARTE DA COMEDIA PRODUCOES
28217 Seis textos para Teatro em Máscara
ARTISTICAS E CULTURAIS EIRELI
OPORTUNIDADES DE RECURSOS PARA
28360 Associação Nariz Solidário GRUPO DE PALHAÇO ATUANTE EM
HOSPITAIS
27093 Camila Aparecida Faustino Além do Progresso
28294 Camila Mossi de Quadros O silêncio é sempre externo
A Construção do Poético no Roteiro
26914 Capicua Filmes e Criações EIRELI
Cinematográfico
28318 Carla Gabriele Viccini Staron Na sombra de uma árvore
27713 Caroline Lima Ramalho Casagrande A bananona, a cobra e os macaquinhos
28338 Cássio Aurélio Menin Silva 03550062940 Pensando Musicalmente
Coletânea de poesia em prosa: Espelho
28119 CELLULOID CINEVÍDEO LTDA
Selvagem/ Mapa Imúndi
26970 cesar aparecido da silva Livro Digital: O Mistério de Atlantis
27676 Ciliane Vendruscolo Fábulas de Monteiro Lobato
26824 CLB Produções Artísticas Ltda Histórias que eu gosto de contar
28343 CRISTIANE ROBERTA XAVIER CANDIDOAs histórias que ninguém conta
26549 Cristiano Nagel Ensaios para o 5 Ato - Livro Falado
26542 Daniel Aparecido Pereira Morais Ísis
Amiga, coloque a calcinha para dentro da calça e
26661 DANIELLE LOURENÇO HOEPFNER
outras conversas
Terrível Incrível Aventura - Um Musical
27821 Dimis Jean Soares
Fabulesco Marítimo!
Commedia dell'arte: Mito e Contemporaneidade,
27063 Douglas Kodi Seto Takeguma Uma breve (re)visão de um ator paranaense no
sec. XXI.
27112 Edmilson Pereira de Lacerda O menino ruivo: contra as forças de Helheim
26632 Edra Ferreira de Moraes Antologia Poética | Seleção da autora
28256 Eduardo Ramos Gonçalves Audiolivro Qanah

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EDITAL 03/2020 – LICENCIAMENTO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS


RESULTADO FINAL

PROJETOS SELECIONADOS
Código Proponente Título do Projeto
26530 Edward Charles Rodrigues Fão Dramaturgia Encenada
27968 Estrela Ruiz Leminski Livro digital POESIA É NÃO
27435 Eugenio Texeira Fim Sons binaurais e seus poderes curativos
Arte Esquiza: Manifestações Duma Estética
28339 Fabiele Lessa
Selvagem
As competências e o papel social do Artista
26749 Felipe Pacheco dos Santos Visual na prevenção do crime ambiental da
pichação
Intro Tec Art - Introdução à tecnologias open
28317 Felipe Santos Gomes
source para artistas
26673 Felipe Sauer Guelbke Arte Mágica para todos
Empreendedorismo e pequenas empresas:
26634 Fernando Antonio Prado Gimenez coisas que você não vai ler em livros
universitários
27336 Flávio Silveira Jayme O Livro dos Dias
e-book: Projeto Pêssanka - ovos escritos,
26698 Folclore Ucraniano Kalena
expressão da cultura ucraniana no Brasil
26850 Francine Cruz Grison Livro Falado: Amor, Maybe
27897 Francisco Inácio da Silva Mallmann haverá festa com o que restar
27485 Giana Batista Guterres da Silva - MEI Livro Eu, Passarinho
AUDIOBOOK O GUIA DA PESSOA
27253 Giusy De Luca
PREGUIÇOSA PARA SALVAR O MUNDO
27081 Graziella Calazans Schettini Fio Vermelho
27090 Hardy Guedes Alcoforado Filho CONVERSA DE MERCADOR
26958 HÉRCULES JOÃO LACOVIC O Dia Nu
27448 Hiamar Marc dHaese Preciosas Histórias da Bíblia
27457 Humberto Pereira Gomes A Fábula da Rosa dos Ventos
27704 IBS Cinematográfica Eireli Pérsefone EM Hades
27929 Ivã Ramon do Amaral Avi Livro Como é bom festa junina
28347 Ivi Belmonte Machado Sobre viver
27459 Jaqueline Mancebo Correa Sete de Vulvas, antologia poética
26503 Jeanine Geraldo Javarez As folhas vermelhas do outono
27280 Jhonny Maylon de Castro Duas Viagens
28324 João Felippe Carneiro Agricultura, Cultura e Cozinha
28363 JOAO VICTOR ARCEGA SIMINO Formas de enterrar pássaros
JOSSANE FERRAZ MAHIEU
27239 TERRA PODCAST
07244291906
28287 Juliana Castellain Poetizando Solidões
Diz-me o que comes e te direi quem és:
28258 juliana cristina reinhardt
alemães, comida e identidade
27006 Karin Romano Santos Contos de Mulheres de uma Família Curitibana
27106 Kauê Bragio Persona livro de dois: pontos
27343 Keythe Santos Tavares o que altera o peso das coisas?
28249 KINOPUS AUDIOVISUAL LTDA - ME A Arte da Fuga
Cooperativa Paulista de Teatro: modelo de
26831 Laura Ines Sada Haddad gestão cultural como processo intrínseco de
formação
28192 Leomir Bruch terragentebicha - Leomir Bruch
28267 Lia Marcia Finn A Madrasta: Entre o Espelho e a Maçã
27122 Lígia Souza de Oliveira O NOME DAS COISAS
26562 Lilyan Cristina de Souza A Menina dos Sonhos (livro falado)

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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EDITAL 03/2020 – LICENCIAMENTO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS


RESULTADO FINAL

PROJETOS SELECIONADOS
Código Proponente Título do Projeto
28269 Lucas Abdo Serrato Teoria Musical para Cantores Amadores
26590 LUCAS BUCHILE PINTO JORNADA DO TREM MENINO
28302 Luciana Lomando Cañete O livro da vida inteira (quarenta semanas)
28297 Luciane Demetrio de Oliveira Os Três Irmãos
26784 Luis Henrique Mioto Jussara, o besouro e o mundo - audiolivro
26951 Luiz Augusto Glück Rachwal Um Gato Avacalhado - eBook interativo
28320 Luiz Carlos da Silva Precursores
28350 Luiz Carlos Marinho ALELUIA EU!
27149 Maira Ortiz e Lour Insensatez
28248 Marcelo Puppi Munhoz Conversas sobre uma Ficção Viva
28211 Marcia Macedo d'Haese MEU CORPO É PRESENTE
27270 Maria Yvete Fontoura Livro Jogo de palavras
28110 Marina Camargo Pereira Acordeom Brasileiro
Em devir: transformação urbana e
28344 Maurício Savrassoff Oliveira
pertencimento; registro do processo de criação.
E-book "O caminho, a verdade" Como um All
28354 Mike Rodrigo Vieira da Silva
Star mudou a história da minha vida
28239 Moira Albuquerque Corrêa O Beijo em Grupo
26812 Murilo Rodrigues Silvestrim Livro falado: Memórias que viajam pelo som
26832 Myllena Pampuch da Silva Realidades pré-distópicas (& modos de usar)
27538 NADJA NAIRA FLUGEL O IMPOSTOR NO BAILE DE MÁSCARAS
Nati Bermúdez - Universos Partidos, Linhas
27727 Natalia Arezo Bermúdez 05009970988
Tortas
28275 Nathan Diego Milléo Gualda INGÁ, a menina canção
Cecilia Fernandez Conde: ideias, ações e
27879 Nicole Roberta de Mello Penteado
influências de uma educadora musical
27264 Olga Everan Carvalho Nenevê Martins B.R.A.S.I.L. 2022
26743 Oly Cesar Wolf ESCÂNDALOS & SUTILEZAS
Organização Cultural, Social e Ambiental
27869 Tecendo Raízes
Água Doce
ORLANDO BRASIL PRODUÇÕES TEATRO NAS EMPRESAS - A importância do
27756
ARTÍSTICAS LTDA. teatro nas empresas como formador de plateias
27781 pablito kucarz do prado Audiolivro O Arquipélago
ComVersas - Antologia panorâmica - Coletivo
28253 Paola Rodrigues da Silva
Versa
28231 Paulo Henrique da Cruz Sandrini Ficções nada realistas
Sem Licença: suporte e imagens fotográficas na
28251 Pedro José Sorroche Vieira
rua
27038 Prosa Nova Editora de Livros LTDA Carta para um velho vampiro
28352 R. SHIZUKO TAKAMATSU - FILMES Reflexo & Caos
26574 Rafaela Antunes Fortunato Intimamente Presente - Rafaela Fortunato
27316 Raquel Valença Ferramentas para a Economia Criativa
28348 Renan Andrade Holanda versos selvagens, versos domésticos
27591 Renata Regis Florisbelo Dentro da Cabeça
26837 Renato Forin Junior OVO - Renato Forin Jr.
28358 Ricardo Aristeu Araújo de Souza Dos Pedaços
26929 Roberta Gamborgi Vallim Lehmann CONTOS DOS IRMÃOS GRIMM
28304 Rodrigo Ferrarine Pereira Por Via Aérea
27477 Rodrigo Madeira Barbosa Paraguay
28245 Rogério Bealpino Santos Schwerz A Igreja do Diabo de Machado de Assis

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241
4

EDITAL 03/2020 – LICENCIAMENTO DE OBRAS LITERÁRIAS DIGITAIS


RESULTADO FINAL

PROJETOS SELECIONADOS
Código Proponente Título do Projeto
28293 Rosy Greca de Oliveira Carneiro Audiolivro Carruagem de histórias e canções
28346 Samantha Danielly de Abreu O coração e o voo, de Samantha Abreu
26809 sidney correa junior 771490840-87 Textos curtos para sala de aula
26773 Tatiana Aline Barbosa Santana Manifesto Verborrágico
Tatiana Zanelatto Domingues Manual Técnico e Artístico de Estudo de
28257
03290068943 Materiais e Superfícies
28038 Teo Massignan Ruiz A Autoprodução Musical
E-book Histórias em Movimento | Case
28240 TROPICO AUDIOVISUAL LTDA
Audiovisual de Impacto
28274 Victor Augustus Graciotto Silva As pregações de Francisco de Assis
26641 VILSON JOSÉ KOTVISKI E-book: Pêssanka - da Ucrânia para o Brasil
26851 Vinícius Samuel da Silva de Paula Cai do céu uma vértebra em brasa
Os Primeiros e os Últimos Dias - Primeiros
27024 Vitor de Almeida Sawaf
passos de um projeto de longa-metragem
28282 Wanderley Braga Quimeras Poéticas
Circularidade e Poesia no Cinema de Abbas
28260 Yasmin Gabrielle Rahmeier Souza
Kiarostami

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4

EDITAL 04/2020 – LICENCIAMENTO DE CONTEÚDO DIGITAL


RESULTADO FINAL

PROJETOS SELECIONADOS
Código Proponente Título do Projeto
ABMBC - PRODUCOES ARTISTICAS LTDA.
27797 Superlive: Uma Atriz
- ME
26866 Adelina Maria dos Santos Faria Cidade sob bandeiras
Plá Curitiba e Os Valentinos 5 Cordas -
27864 Ademir Antunes dos Santos
DIVIDILISMO - VIDEOCLIPE
27096 adenir hostin pandemia de solidão
27583 Adilto José de Paulo ANCESTRAL
A Banda de um homem só # 8 - Trompete de
26478 Adriana Pfeiffer Garcias
garrafa pet
26742 ADRIANO COELHO DE OLIVEIRA Bernard Só
27278 Adriano Fiorucci da Costa Silva Videoclipe de "Casa"
26668 Adriano Gouvella05469437990 Vikings e o Reino Saqueado
A vida é música: uma reflexão sobre músicas,
26730 Adriano Michalovicz
memórias e saberes ancestrais
26795 Adriel Nizer Silva Camila, agora
A dança polonesa entre a cultura paranaense
28158 Adrielle Caroline Krinski
no município de Mallet-PR
O justo dever dos homens de bem - leitura
27437 Afonso Nilson Barbosa de Souza
dramática de texto teatral e fala do autor
27957 Agenor Ventura Janela da Alma - Videoclipe Vulcanióticos
Histórias da Ailén em Monet e o dia em tudo
27293 AILÉN ROBERTO 01144364957
mudou!
28066 ALAN PEREIRA RAFFO 03139847947 Dona Rosangela
Realidade e ficcionalidade no Drama como
26876 Alefer Cristian dos Santos Soares
método de ensino
27321 Alessa Carolina Berti do Prado Videoclipe de A Falta de Um Caminho
27289 Alessandra Cristina de Lara Manequim
26699 Alessandra Flores Ferreira de Souza O Labirinto do Mundo
Alex Cordeiro interpreta "Longe de Tudo" -
27150 Alex do Nascimento Cordeiro
Banda Matadoro
27181 Alexandre Druczkowski Junior Vó Rita Conta a História da Festa no Céu
27262 Alexandre Rafael Garcia Pequenos (curta-metragem)
27758 Alexandre Roberto de Jesus Faria Bullying Não Tem Graça
27268 alexandre tosin gabardo Malabarizando em Curitiba
27019 ALEXANDRE VINICIUS XAVIER PENHA MEI O Auto do Circo Natalino
27065 alexandre zampier dos santos lima Bob Uilson
ALEXANDRO MARTIN TUEROS LOPEZ -
26664 Teatro Dança
ME
27417 Alexsander Ribeiro de Lara Momento Musical - Osvaldo Lacerda
26482 Aline de Almeida O que você precisa saber sobre mim
Espetáculo: Descobrindo Descobertas com
27798 ALINE GONÇALVES DA SILVA 04865155910
Duas Molecas
27729 Alini Maria Bianco Oficina de Teatro para Crianças
28104 Alisson William Ramal de Oliveira (esque)cer
27091 Allyson Willian Cavalaro de Lima 2020 LOCKDOWN
27521 Amanda Alberge da Rocha Leal Descaminhar
27902 Amanda Antunes Machado Ardlez - Teto Preto (Maps Edition: Take a Trip)
28058 AMANDA MENEZES FREIRE 33558411889 Avós do Brasil - "Breve Passeio Por Circos do

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4

EDITAL 04/2020 – LICENCIAMENTO DE CONTEÚDO DIGITAL


RESULTADO FINAL

PROJETOS SELECIONADOS
Código Proponente Título do Projeto
Paraná"
27048 AMANDA PEITER Introdução às teorias do teatro - Stanislavski
26912 Amanda Zemuner Cortes Branca Flor
26647 Amarildo Jose Martins - ME Roupa de Sair
27251 Amauri Ernani Vieira Contos Dramatizados
26425 Amilton José Kamaroski Junior A morte do ego
27349 Ana Beatriz Figueiredo Tavares TEZ
Ana Beatriz Sercunvius de Almeida
26526 O Mágico de Oss
10298136988
27186 Ana Cláudia Decker Videoclipe - Lição
Séerie Feijão com arroz: Dr. Augusto Ruschi,
27754 Ana Cristina Souza & Cia Ltda.
um beija flor de pessoa.
27190 ANA KAROLINA QUEISADA Introdução a maquiagem circense
26533 Ana Lucia Nichele TEREZOKA - Poema em vídeo
Oficina: Caminha para Pet - Com pneu
27930 Ana Luiza Kriger de Paiva
reciclado.
Oficina de Danças Circulares com Ana Paula
27824 Ana Paula Chizzolini Cervellini
Cervellini
27377 Ana Paula Giannini Rydlewski Como a vida - contos lidos
28175 Ana Rosa Genari Tezza A Dramaturgia do Cão Vadio
28205 Ana Viória Miotto Tahan videocarta
26725 Andercelly Christofolli Espaços Internos
27970 Anderson José Rosário De Lima Dinamite Combo - Blow Thy Horns
26988 Anderson Simão Dois Amores
27298 Andras Jucksch Ellendersen Sopro de Acalanto
Montando a cuíca: história, reciclagem e
26887 Andre Canali de Oliveira
toque
26506 André Demarchi Furebo e Pinduca em: respira, não pira
26918 André Fernando Stürmer Dias de Gabi
26978 André Ferreira Diniz Filho O que me resta
26571 Andre Lindolfo Gomez Filho O Sol Nasce Depois do Rio
27424 André Luis Miranda MORADA
26892 André Luiz Lopes Machado Capim Limão
27315 André Luiz Tuzini Freire Macaco Evoluído do Século XXI
27527 Andre Migliavacca "VOCÊ PISCA E JÁ SE FOI"
26741 André Ribeiro Daniel Você sabe o que é Quilombo?
27352 Andrei Cesar Moscheto Histórias Extraordinéditas
26944 Andrei Rufino de Lira LABIRINTO - Um filme de Donna Bagos.
27115 Angela Aparecida de Oliveira Gomes Tríade
27409 Angélica Cristina de Oliveira Videoaula: Roteiro e Forma Fílmica
27363 ANNE SIBELE CELLI Encontro Pós Pandêmico
28198 Antonio Augusto Favetti Videoclipe música "Terra terra"
27528 Antonio Carlos Domingues da Silva Aos que virão
27709 Antônio Cesar Ferreira OFICINA DE SUCATA
27372 Antonio Ricardo Farracha Labatut Filho ZEP TEP

Inserido ao protocolo 17.598.757-6 por: Manoel José de Souza Neto em: 04/05/2021 03:24.
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EDITAL 04/2020 – LICENCIAMENTO DE CONTEÚDO DIGITAL


RESULTADO FINAL

PROJETOS SELECIONADOS
Código Proponente Título do Projeto
27399 Antonio Rodrigues da Cunha Neto Anthony e Alex no Pesqueiro do Chiquinho
27291 Antonio Thadeu Wojciechowski As Aves do Estínfalo
ARAUJO E GUIMARAES PRODUCOES
26873 Peter Pan
ARTISTICAS LTDA
ARTE DA COMEDIA PRODUCOES
27642 Isabella, um percurso criativo
ARTISTICAS E CULTURAIS EIRELI
27695 Arthur Cazela Bellanda Elemento Principal - O Bagulho é Doido
28166 Arthur de Lima Jaime A Música do Cão Vadio
27651 Artis Colégium Associação Cultural os DIVERTIMENTOS
CAPOEIRA UNIÃO ENTRE POVOS
26665 ARY BERLIN DE SOUZA