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Tirinhas Educativas – Caruso & Silveira

TIRINHAS EDUCATIVAS

CARUSO, Francisco1
francisco.caruso@gmail.com

SILVEIRA, Cristina2
mariacristinasilveira@gmail.com

1. INTRODUÇÃO

Ao se pensar na atual situação da Educação brasileira, com um olhar voltado para o trabalho
pedagógico, é impossível não questionar as metodologias de ensino e não procurar entender como e
porque elas não estão “dando conta do recado”. Por que tantos de nossos alunos apresentam
inúmeras dificuldades de aprendizagem? Dificuldades que alguns chegam a arrastar por toda a vida
acadêmica. Não é nosso objetivo aqui buscar identificar culpados, mas sim partir para ações práticas
que possam levar a soluções, o que é urgente! A presente proposta de utilização de tirinhas e HQs na
educação vai neste sentido.
É fato comprovado que, em disciplinas tais como Física, Química, Biologia e Matemática,
grande parte dos alunos do ensino médio tem "medo destas disciplinas", não alcançando um
rendimento satisfatório, o que eleva as taxas de repetência e de evasão escolar, engrossando as
fileiras dos excluídos social e culturalmente.
Por outro lado, ao se procurar um material didático que possa atender às especificidades e
necessidades reais desses alunos, pouco se encontra, tornando ainda mais difícil qualquer mudança
significativa nesse quadro.
Assim, torna-se urgente a criação e o desenvolvimento de material didático diversificado para
aquelas e outras disciplinas, com a intenção de dinamizar as aulas, motivando os alunos a
participarem ativamente na construção do próprio conhecimento. Esse material será mais um
instrumento funcional nas mãos dos professores, sendo uma opção a mais na sua prática pedagógica
cotidiana. Consideramos as tirinhas um material lúdico muito apropriado para esse fim.
Veremos a seguir: uma breve justificativa da escolha das tirinhas como material motivacional;
um relato de como se deu a organização da Oficina EDUHQ (Oficina de Educação Através de
Histórias em Quadrinhos e Tirinhas), cujo material será nossa fonte de inspiração; uma explicação
sobre a natureza das tirinhas e algumas orientações sobre como fazer tirinhas em sala de aula com
os alunos.

2. O PORQUÊ DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

Em qualquer lugar de nossa convivência cotidiana estamos em constante contato com


diversas linguagens: verbal, facial, escrita, gestual etc. Através dessas linguagens “lemos” o mundo e
com ele dialogamos, aprendendo diariamente com essa interação. A escola, por receio de inovar ou
por desconhecimento das inúmeras possibilidades de uso das imagens – histórias em quadrinhos, no
caso – pouco se utiliza desse recurso para motivar ou levar informação aos alunos, abrindo mão do
que poderia ser um grande trunfo na alfabetização científica dos alunos.
As imagens nos transportam para uma comunicação que vai além do nosso consciente. Ao
“lermos” uma determinada imagem, desacompanhada de texto, podemos até não ter consciência da
mensagem que ela nos transmite, mas nosso inconsciente guarda esta leitura. Haja vista as coisas
1
Pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e Professor do Instituto de Física da Uerj.
2
completar

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que vemos durante o dia e acreditamos não ter dado importância, mas, durante a noite, estando em
estado de inconsciência, sonhamos com elas. As imagens evocam nossa inconsciência, o que o texto
nem sempre faz. Ao vermos uma história em quadrinhos escrita em outro idioma, que
desconhecemos, procuraremos, sem dúvida, nos apoiar nas imagens para tentar atribuir significado
ao texto, pois as imagens são excelentes intérpretes.
Ao analisarmos uma tirinha como esta...

... a pessoa (o aluno) faz uma leitura global da cena, criando em sua mente todo um cenário – com
seqüência lógica, discurso e movimento que não estão presentes no desenho – e formulando um
julgamento da ação (certa ou errada) a partir dos seus próprios valores. Assim, muito mais do que
uma informação (NÃO JOGUE LIXO NO CHÃO), o aluno recebe um estímulo à sua imaginação, à
sua criatividade, pois, na passagem de um quadrinho para o outro, ele é “obrigado” a fazer hipóteses,
montando mentalmente uma cena dinâmica, a partir de um desenho estático. Da mesma forma que,
para o aluno chegar a criar uma tirinha semelhante (sem nenhuma linguagem escrita), ele também
terá que formular essas hipóteses mentais.
Já, ao analisarmos esta outra,...

...podemos observar a angústia que o aluno sente em relação aos conteúdos da Matemática, os
quais não consegue entender (talvez por não ver a relação entre eles e seu cotidiano); sua falta de
motivação para estudar; seu desprezo pela metodologia utilizada pela professora (“cuspe e giz”). E
ele “relata” essa situação com poucas palavras, que, na verdade, não estão dizendo nada disso, mas

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é a “leitura” que podemos fazer da cena. E o pior é que retrata uma cena muito recorrente em nossas
escolas, não nas mesmas circunstâncias, mas em situações similares.

3. COMO TUDO COMEÇOU

Tudo começou quando Francisco Caruso resolveu propor a Luisa Daou, então estudante do
primeiro ano do ensino médio no Colégio Bennett, no Rio de Janeiro, iniciar um projeto para fazer
"Tirinhas de Física". Luisa foi selecionada para participar do projeto de Vocação Científica do CBPF,
sob orientação de Caruso, e foi bolsista de agosto de 2000 a fevereiro de 2002. No primeiro ano
recebeu o prêmio de melhor apresentação na III Jornada de Vocação Científica e, ao final do seu
trabalho, foi agraciada com a "Menção Honrosa" na V Jornada de Vocação Científica daquela
Instituição, pelo conjunto de seu trabalho. Ao todo foram 72 tirinhas na área de Física. Esse projeto
foi apresentado com sucesso em algumas reuniões anuais da SBPC e foi bem divulgado na mídia
impressa. Na televisão foi divulgado pela TV Futura, em 2 programas.
Em 2001, Caruso foi procurado na UERJ pela Professora Sandra Helena de Moraes, que
havia mudado seu modo de preparar e de dar suas aulas de Química no ensino médio, depois de ter
tomado conhecimento de nosso trabalho com as tirinhas. Sua nova experiência explorando a
linguagem dos quadrinhos foi muito positiva, conseguindo que seus alunos se motivassem bastante
para o estudo da Química, disciplina muitas vezes considerada muito árida pela maioria. Mais do que
isso, os alunos passaram a criar, em sala de aula e em casa, parte de seu próprio material didático.
De todos os trabalhos que Sandra apresentou naquela época, um chamou muita atenção: o
de Anderson Jairo Santos de Souza. Caruso convidou então Marco Antônio da Costa, do Instituto de
Química da UERJ, e esse grupo publicou, com recursos próprios, em dezembro de 2002, as "Tirinhas
de Química e Meio Ambiente".
Paralelamente a isso, Caruso deu uma palestra sobre as tirinhas de Física, em agosto de
2001, no CIEP 169, em São João de Meriti. Lá conseguiu motivar dois alunos, Diego Souza e
Gleidson de Castro Araújo, que foram os primeiros alunos a integrar o grupo da Oficina que seria
criada em novembro desse ano. A Orientadora Pedagógica da escola, Cristina Silveira ocupou-se de
divulgar o projeto na escola e em outras e de selecionar alunos para o projeto.
A partir daí, Caruso e Cristina perceberam que poderiam produzir tirinhas para qualquer área
do conhecimento. Convidaram vários amigos, professores e pesquisadores de diversas áreas e,
assim, começou a funcionar a Oficina EDUHQ, em novembro de 2001, na sala 3017 do Bloco F, no
terceiro andar do prédio principal da UERJ, ocupado pelo Instituto de Física.
O trabalho na Oficina fez com que percebessem que na Educação, mais do que em qualquer
outra atividade humana, o tempo é uma medida cruel do que não foi feito. Conscientes disso e da
infinita dificuldade de se reformar a Escola, propõem dar uma pequena contribuição à questão da
educação básica, a partir não de um projeto voltado para as instituições, mas voltado para a
valorização do aluno e de suas habilidades. Esta mudança de enfoque não é meramente retórica; ela
espelha uma convicção de que é cada vez mais urgente pensar no aluno não como um mero receptor
ignorante dos conhecimentos transmitidos pelos professores e pelos livros (Cf. Cuidado, Escola!).
Através dessa nova ótica, o aluno passa a ser considerado o principal centro da difusão do
conhecimento na Escola e, portanto, deve ser estimulado a ir além da memorização e da repetição de
tarefas, a buscar o prazer nas descobertas, nas formulações de hipóteses e nas práticas
experimentais.

4. DA NATUREZA DAS TIRINHAS

As tirinhas representam uma parte expressiva do material produzido pela oficina, devido ao
seu poder de concisão. Um desafio a ter sempre em mente é a utilização de textos simples e curtos,
ressaltando a linguagem da imagem. Outro desafio é fugir de qualquer tipo de memorização e buscar
produzir um material que não apenas desperte a curiosidade do aluno, mas seja também capaz de
permitir que ele reflita e aprenda o conceito abordado, através de suas próprias deduções e
conclusões, mesmo que para isso ele necessite da ajuda de seu professor. Em outras palavras, as

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tirinhas não devem ser óbvias ou conter explicações que não deixem espaço para que o aluno infira
ou deduza alguma coisa a partir de seu contato com a tirinha.

Quanto à sua natureza, as tirinhas podem versar sobre:

Conteúdo específico curricular, contendo um determinado conceito de uma dada disciplina que
integre o currículo do ensino fundamental ou médio a ser explorado e explicado. Exemplo:

Conteúdo específico extracurricular, tendo como meta conceitos, fatos e notícias de avanços
científicos, tecnológicos e de outras áreas, que, muitas vezes, só chegam ao aluno através da mídia
impressa e televisiva, e não através de livros didáticos ou do ensino formal. Exemplo:

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Conteúdo específico interdisciplinar, enfatizando, através de situações-exemplos que envolvem


disciplinas curriculares, o sentido e a importância da interdisciplinaridade. Exemplo que mistura meio-
ambiente (envolvendo animais brasileiros em extinção) e física:

Conteúdo interdisciplinar extracurricular, envolvendo áreas do conhecimento não contempladas


nos currículos.
Exemplo: As bactérias magnetotáticas, aludindo a outros animais que têm a característica de
saberem se orientar pelo campo magnético terrestre.

Contextualização histórica, mencionando alguma descoberta científica e relacionando-a a algum


outro fato histórico marcante ou apresentando situações que reflitam relações entre ciência e
sociedade. Exemplo:

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Cidadania, focalizando as questões e os conceitos considerados pelo grupo como indispensáveis


para a alfabetização científica, para a formação humanística básica do cidadão, incluindo conceitos
ligados à prevenção de doenças, saúde pública em geral, preservação do meio ambiente, dentre
outros. Exemplo:

Ordem de grandeza, focalizando situações a partir das quais o aluno terá idéia de ordem de
grandeza, desde o infinitamente pequeno (o mundo das partículas elementares) até o infinitamente
grande (o cosmo). Exemplo:

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Método experimental, dando ênfase à descrição de experimentos simples. Exemplo:

Método científico, discutindo-se os princípios gerais das ciências e aspectos epistemológicos


ligados à metodologia científica:

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Crítica à escola, expressa a visão crítica dos alunos em relação à Escola e ao Ensino. Exemplo:

5. CONFECCIONANDO AS TIRINHAS EM SALA

Para confeccionar as tirinhas os alunos precisam ter: informações quanto mais claras possíveis
sobre o conteúdo a ser representado na tirinha, poder de síntese para transmitir idéias de maneira
concisa e habilidades mínimas para desenhar, não sendo necessário nenhum talento extraordinário
para desenho e pintura.
O professor deve estimular a participação e a criatividade de todos os alunos na confecção das
tirinhas, não importando o estilo de desenho nem seu aspecto. Com o tempo e a prática, os alunos
aperfeiçoam suas técnicas de desenhos, principalmente se o professor fizer intervenções e for
orientando o trabalho ao longo do processo. Para os alunos mais “resistentes” aos desenhos, que
insistem no discurso de que não sabem desenhar, o professor pode optar pela técnica de recorte e
colagem, fazendo assim, com que todos se envolvam nesse entusiasticamente no processo criativo.
Ao propor a confecção de uma tirinha pelos alunos, o professor deve explicar, com riqueza de
detalhes, todos os procedimentos a serem seguidos, partindo do princípio de que nada é óbvio.
Todas as informações devem ser esmiuçadas exaustivamente, a fim de que nenhuma dúvida paire
sobre o “como fazer”.

Quanto ao formato: sugerimos que sejam feitas com as mesmas dimensões das tirinhas que são
apresentadas no site da EDUHQ (www.cbpf.br/eduhq), ou seja, 10 × 19 cm; isso facilitará a inclusão
das mesmas em nosso acervo, caso o professor queira fazê-lo, nos enviando por e-mail

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(oficinaeduhq@gmail.com) a tirinha digitalizada como um arquivo tif com 300 dpi ou pelo correio (a/c
Francisco Caruso, Rua São Francisco Xavier, 524, Bloco A, 3º andar, sala 3025,
CEP: 20.550-110, Rio de Janeiro – RJ – Brasil). Não é necessário colocar a margem branca que
aparece nas tirinhas impressas, pois elas são inseridas no computador, após o tratamento da
imagem. É importante que as tirinhas sejam feitas na horizontal.

Quanto aos personagens: os alunos da EDUHQ são orientados a criar seus próprios personagens
(um ou mais), nomeá-los e utilizá-los em suas histórias. Estes personagens não devem possuir
muitos detalhes, pois isto facilita muito sua reprodução nos quadrinhos seguintes e em outras tirinhas.

Quanto aos balões: Eles devem ser de tamanho compatível com os personagens: nem muito
grandes, nem muito pequenos, com um tamanho de letra que dê boa leitura e devem conter pouco
texto - quanto menos palavras para expressar uma idéia, melhor. Essa deve ser uma regra geral. Os
balões não devem extrapolar os limites das divisórias dos quadros, a menos que seja esta a intenção
do desenhista, por algum motivo de estilo ou para melhor se fazer entender.

Quanto às divisões dos quadros da tirinha: Os alunos devem ser orientados a dividir a tirinha em
dois ou três quadrinhos no máximo, pois, mais que isso prejudica a confecção do desenho e a
visualização do mesmo. E um só quadro, a rigor, não é uma tirinha, mas sim uma charge. Tendo o
aluno optado por dois quadros, deverá apresentar a idéia inicial no primeiro quadro e seu desfecho no
seguinte. Tendo dividido em três, começo no primeiro quadro, meio no segundo e fim no terceiro. Em
ambos os casos, sempre da esquerda para a direita, da mesma forma como se processa a leitura.

6. O PASSO-A-PASSO DAS TIRINHAS

1º) Leve informações abundantes sobre o assunto que deseja trabalhar. Utilize, para isso, meios que
sejam atraentes e lúdicos, como vídeos, músicas e toda sorte de material audiovisual disponível;

2º) Promova muitas e ricas discussões, esgotando as possibilidades do tema;

3º) Apresente algumas tirinhas para que os alunos se familiarizem com elas. Visite o site da EDUHQ e
veja se há material disponível sobre o tema que está trabalhando. Isso ajudará na compreensão dos
alunos e servirá de inspiração para as tirinhas produzidas por eles;

4º) Forneça informações sobre a divisão dos quadros (diferencie uma charge de uma tirinha e estas
de uma história em quadrinhos), sobre os tipos de balões (fala, pensamento, grito, fala coletiva,
medo, frio, espanto etc.), sobre a síntese do texto, sobre a animação das personagens, sobre o
cenário etc;

5º) Desafie os alunos a criarem suas próprias tirinhas;

6º) Dê informações detalhadas e claras sobre o processo de criação: dimensões da tirinha, divisão
dos quadros, posição dos personagens e dos balões, ânimo dos personagens (tudo pode falar e ter
vida), modo de colorir (forte e com contorno preto), texto dos balões (conciso e claro), seqüência
lógica (começo, meio, fim, da esquerda para a direita, de cima para baixo), conteúdo claro e com
humor (sem necessidade de explicações ulteriores para a compreensão);

7º) Acompanhe todo o processo, fazendo as intervenções que forem necessárias;

8º) Compartilhe os resultados com todos, expondo-os para os demais alunos.

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7. A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

A avaliação da aprendizagem poderá ser observada na facilidade para apresentar de forma


correta o conteúdo assimilado na tirinha e no poder de síntese demonstrado nela. Quanto mais
elaborada for a tirinha e quanto menos palavras o aluno usar para apresentar a idéia (o conteúdo
proposto), maior sua compreensão e assimilação.
O professor pode utilizar as tirinhas para promover uma atividade de avaliação da
aprendizagem, trocando as tirinhas entre os alunos, para que cada um comente sobre a lógica do
colega e a estratégia utilizada por ele para criar a tirinha e apresentar o conteúdo. Podem ainda ser
estimulados a avaliar a tirinha, dizendo se o colega conseguiu ou não alcançar o objetivo da atividade
proposta. Com isso, poderá ter um parâmetro para julgar se os demais alunos de outras turmas
compreenderão as tirinhas desses alunos, tornando o material viável para uso futuro.

8. CONHEÇA MAIS UM POUCO NOSSO TRABALHO

F. Caruso, M. de Carvalho & M. Cristina de Oliveira Silveira, ENSINO NÃO-FORMAL NO CAMPO DAS
CIÊNCIAS ATRAVÉS DOS QUADRINHOS, Ciência & Cultura – Temas e Tendências: Educação não-formal
– ano 57, nº 4, outubro-dezembro de 2005, p. 33-35.
F. Caruso & M. Cristina Silveira, EDUCAR É FAZER SONHAR, Princípios 83, p. 67-72, fevereiro/março de
2006.

Francisco Caruso & Cristina Silveira (Eds.), QUESTÕES AMBIENTAIS EM TIRINHAS. São Paulo, Livraria
da Física, dezembro de 2007, 128 p. (indicado para o prêmio Jabuti 2008).
Francisco Caruso & M. Cristina Silveira, QUADRINHOS: UMA PROPOSTA DE RELEITURA DOS
SABERES. Aceito para publicação nas Atas do V Encontro com a Literatura Infantil e Infanto Juvenil: leitura e
crítica. Faculdade de Letras da UFRJ, em abril de 2008.
Francisco Caruso & M. Cristina Silveira, QUADRINHOS PARA A CIDADANIA. Aceito para publicação na
revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos, em abril de 2008.

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