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Paper do estágio de pedagogia

Pedagogia
Centro Universitário Leonardo da Vinci (UNIASSELVI)
12 pag.

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PAPER DE ESTÁGIO

O LÚDICO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM NA


EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS
Autor: MÁRCIO ROGÉRIO LOPES
Tutora: MARIA DAS GRAÇAS PASSOS DA SILVA
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Curso: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA PARA GRADUADOS EM
PEDAGOGIA
Turma: FGP0164/1- FEIRA DE SANTANA/BA
29/05/2019

RESUMO

Esta pesquisa tem como objetivo principal mostrar como a utilização de atividades
lúdicas no contexto da educação infantil e anos iniciais podem colaborar para o
desenvolvimento da aprendizagem.

As atividades lúdicas despertam nos alunos a curiosidade e a vontade de participar


das atividades propostas fazendo com que os mesmos se desenvolvam de forma satisfatória.

Foi salientado também que os professores precisam incluir na sua prática


pedagógica atividades lúdicas, fundamentadas nos interesses dos alunos, e apresentar os
conteúdos de maneira que as crianças sintam satisfação.

Sem dúvida ao utilizarmos os recursos lúdicos promovemos de forma atraente a


troca de saberes. Através das brincadeiras as crianças aumentam a sua independência,
desenvolvem habilidades motoras, socializam, integram, exercitam sua criatividade e
imaginação, estimulam a sua necessidade em saber, produzindo assim conhecimento.

Palavras-chave: Ludicidade, brincadeira, prática pedagógica, aprendizagem, brincar.

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1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho aborda o seguinte tema: O LÚDICO NO PROCESSO DE
APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS

O objetivo desse trabalho consiste em compreender como o lúdico traz diversos


benefícios no desenvolvimento e aprendizado das crianças, mostrando que a brincadeira
tem o seu papel fundamental no desenvolvimento da coordenação motora, explorando na
criança a criatividade e as soluções de problemas, especificando a diferença entre o jogo,
brinquedo e a brincadeira.

O lúdico tem como origem a palavra em latim “ludos” que significa “jogo” ou
“brincar” e conforme o dicionário brasileiro da língua Portuguesa, a palavra “lúdico” vem
com os seguintes sentidos: relativo a jogo, brinquedo ou divertimento, qualquer atividade
que distrai ou diverte. (AURÉLIO, 2007)

Diante de tantas formas de se trabalhar a educação, destacamos o uso do lúdico


como uma das peças principais no processo de aprendizagem. Lúdico é a forma de
desenvolver o conhecimento, unindo a criatividade, através de jogos, músicas e danças.
Dessa forma a criança aprende a desenvolver a coordenação, a atenção, o equilíbrio, a
imaginação e a memória.

A atividade lúdica muito similar ao brincar tem na educação o compromisso de


produzir prazer e diversão ao aluno, despertando a sua curiosidade, facilitando o seu
entendimento, consequentemente o aprendizado.
A educação exige mudanças e o lúdico sem dúvida está inserido nesse contexto. É
necessário que essa prática, a ludicidade, seja entendida como educação e não apenas
diversão.

Os professores não devem se preocupar somente com o conteúdo, o silêncio e a


organização na sala de aula, eles devem se conscientizar que o jogo não é simplesmente
para distrair os alunos, e sim, é mais uma ferramenta para transformar o espaço escolar
num espaço de criatividade, de imaginação, de descobertas, enfim, em um local onde as
crianças terão prazer pelo ato de aprender.

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Educadores e pais necessitam ter clareza quanto aos brinquedos, brincadeiras e/ou
jogos que são necessários para as crianças, sabendo que eles trazem enormes contribuições
ao desenvolvimento da habilidade de aprender e pensar. No jogo, ela está livre para
explorar, brincar e/ou jogar com seus próprios ritmos, para autocontrolar suas atividades,
muitas vezes é reforçada com respostas imediatas de sucesso ou encorajada tentar
novamente, se da primeira alternativa não obteve o resultado esperado (SANTOS, 2000, p.
166).

Além de estimular o crescimento, as faculdades intelectuais, o desenvolvimento, a


iniciativa individual, a coordenação muscular; as atividades lúdicas também estimulam a
criança a observar e conhecer as pessoas e as coisas do ambiente em está inserida.

As brincadeiras, os jogos, proporcionam a uma criança crescimento, ocasionando na


maioria das vezes conhecimento propício ao aprendizado, soluções como um todo; dando
junto com as alternativas, desenvolvimento de forma prazerosa ao que lhe é
proposto. Estudos psicológicos e educacionais revelam que é fundamental na
construção do pensamento, brincar, pois além da criança aprender a se expressar e lidar
com suas próprias emoções, a brincadeira contribui para o desenvolvimento da auto estima.
(SANTOS, et al. 2017, s/p).

Para Vygotsky, a brincadeira pode ter papel fundamental no desenvolvimento da


criança. Brincar é muito importante em todas as fases da vida, mas na infância ela
desenvolve um papel extremamente relevante, pois não é apenas um entretenimento, mas
também aprendizagem. No momento em que a criança brinca, ela expressa sua linguagem
por meio de gestos e atitudes, as quais são repletas de significados. Diante dessa relevância
a brincadeira deve ser encarada como algo sério e que é essencial para o desenvolvimento
infantil.

2 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

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Por volta do século XIX, os principais teóricos que estudaram sobre o lúdico foram
os psicólogos Jean Piaget e Lev Vygotsky, o filósofo Jean Jacques Rousseau, os pedagogos
e educadores Friedrich Frobel, Johann Henrich Pesttalozzi e Maria Montessori. Estes
teóricos foram de grande importância nos estudos pedagógicos que tornaram o lúdico como
método fundamental para o desenvolvimento e aprendizagem da criança (CARLETO,
2018).

O indivíduo forma conceitos, seleciona idéias , estabelece relações, integra


percepções e se socializa por meio das atividades lúdicas. A ligação dessas atividades com
a aprendizagem proporciona o estabelecimento de relações cognitivas, simbólicas e
produções culturais.

O brincar é uma das atividades principais do período da infância. De acordo com


Vygotsky (1991), a brincadeira é entendida como atividade social da criança, cuja natureza
e origem específicas são elementos essenciais para a construção de sua personalidade e
compreensão da realidade na qual se insere. Vygotsky (1991) salienta que a brincadeira
apresenta três características: a imitação, a regra e a imaginação, presentes em todos os
tipos de brincadeiras, podendo ser de faz-de-conta, tradicional ou outra atividade lúdica.

Os atos de brincar e jogar no processo educacional faz com que o indivíduo seja
capaz de pensar, interpretar, analisar, lhe dando autonomia, concentração e visão crítica
sobre diversas situações, consequentemente ajudando a solucionar um determinado
problema.

Através desses atos, a criança desenvolve a iniciativa e a capacidade de enfrentar


desafios. As regras e a imaginação fazem com que as crianças, através do faz de conta,
reelaborem criativamente situações vividas em seu cotidiano, surgindo assim novas
interpretações de realidade.
A criança que joga está reinventando grande parte do saber humano. Além do
valor inconteste do movimento interno e externo para os desenvolvimentos
físicos, psíquicos e motor, além do tateio, que é a maneira privilegiada de
contato com o mundo, a criança sadia possui a capacidade de agir sobre o
mundo e os outros através da fantasia, da imaginação e do simbólico, pelos quais
o mundo tem seus limites ultrapassados: a criança cria o mundo e a natureza, o
forma e o transforma e, neste momento, ela se cria e se transforma (REDIN
2000, p.64).

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Para as crianças as brincadeiras despertam muitas sensações: prazer, satisfação,
interesse, dentre outras e podem muito bem fazer parte do contexto escolar, a partir do
momento que possibilita a produção do conhecimento, da aprendizagem e do
desenvolvimento.

Para Piaget (1978) os jogos não são apenas para fins de entretenimento, também
contribuem para o desenvolvimento intelectual, físico e mental dos indivíduos, fazendo
com que os mesmos assimilem o que percebem da realidade.

Piaget (1998), considera o brincar a linguagem típica da criança por ser mais
expressiva que a linguagem verbal. Esta razão levou-o a atribuir ao jogo um papel de
complemento imprescindível à análise da criança. O jogo representa, ainda, o equivalente
ao lúdico da fantasia, além do que, atualiza suas imaginações inconscientes, sexuais e
agressivas, seus desejos e suas experiências vividas. As tarefas lúdicas despertam o
interesse do indivíduo, pois este canaliza sua energia para cumprir com os objetivos
propostos, produzindo um sentimento eufórico e de entusiasmo.

Diante de situações lúdicas, a criança aprende o significado real da brincadeira, o


que vai lhe proporcionar oportunidades para atingir determinados objetivos, avaliar suas
habilidades e eficácia no decorrer nas resoluções das diversas situações reais.

O uso do brinquedo/jogo educativo com fins pedagógicos remete-nos para a


relevância desse instrumento para situações de ensino-aprendizagem e de
desenvolvimento infantil. Se considerarmos que a criança pré-escolar aprende de
modo intuitivo,adquire noções espontâneas, em processos interativos evolvendo
o ser humano inteiro com suas cognições, afetividade, corpo e interações
sociais. O brinquedo desempenha um papel de grande relevância para
desenvolvê-la. (KASHIMOTO, 1996, p.36)

O significado de lúdico vai muito além do que muitos definem apenas como lazer,
podemos relacioná-lo ao prazer, já que não esta preso ao um tempo definido. No dicionário
Aurélio, prazer é a sensação ou sentimento agradável, harmonioso, alegria, contentamento,
satisfação.

Vejamos a importância do prazer enfatizada por Rubem Alves (1987).

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“O lúdico privilegia a criatividade e a imaginação, por sua ligação com os
fundamentos do prazer. Não comporta regras pré-estabelecidas, nem velhos caminhos já
trilhados, abre novos caminhos, vislumbrado outros possíveis”.

É preciso que os professores repensem suas práticas pedagógicas, e a escola precisa


ser um local de alegria, prazer intelectual, satisfação. É necessário substituir a rigidez e a
monotonia, pelo entusiasmo de aprender, pela maneira de ver, compreender e reconstruir o
conhecimento.

Almeida (1995, p. 41), ressalta que:

A educação lúdica contribui e influencia na formação da criança, possibilitando um


crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integrando-se ao mais alto espírito
democrático enquanto investe em uma produção séria do conhecimento. A sua prática exige
a participação franca, criativa, livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em vista
o forte compromisso de transformação e modificação do meio.

Mas será que as escolas estão preparando seus professores para


lidar com o ensino lúdico? Falta em muitas escolas um planejamento de
um projeto organizado para aliar jogos e brincadeiras ao conteúdo
teórico. Sem esse projeto o professor fica com toda a responsabilidade
de planejar atividades atrativas que facilitem o aprendizado dos
conteúdos teóricos pelos alunos. Com isso, a educação precisa levar em
consideração a idade e as necessidades de seus alunos para selecionar
os materiais adequados que devem ser suficientes na quantidade e
diversidade, respeitando e favorecendo sempre a criatividade das
crianças, possibilitando-as a descobrir, vivenciar, modificar e recriar
regras.

Fialho, (2007), diz que:

“A exploração do aspecto lúdico pode tornar-se uma técnica facilitadora na elaboração de


conceitos, no reforço de conteúdos, na sociabilidade entre os alunos, na criatividade e no
espírito de competição e cooperação, tornando, esse processo transparente, ao ponto em
que o domínio sobre os objetivos propostos sejam assegurados.”

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3 VIVÊNCIA DO ESTÁGIO
Sem dúvida, o estágio é a etapa mais importante para a formação acadêmica de um
professor, uma vez que o mesmo possibilita a união da teoria adquirida ao longo do curso
de licenciatura com a prá�ca aplicada em sala de aula, contribuindo assim para a
construção da iden�dade profissional.
Para a conclusão desse trabalho, realizei os estágios na Escola Municipal Áureo de
Oliveira Filho e no CMEI – Luzia de Almeida Souza, nos quais man�ve contato direto com
as gestoras e com as professoras que me acompanharam nesse processo.
Iniciei o estágio no fundamental 1 na Escola Municipal Áureo de Oliveira Filho, no
qual a observação e a regência foram realizadas na turma do 2º ano.
A unidade �sica é composta de: 1 sanitário masculino, 1 sanitário feminino, 5 salas
de aula, 1 sala mul�uso, 1 sala para a gestora, 1 secretaria, 1 copa cozinha.
Os Recursos Humanos contemplam: 1 gestora, 8 professoras, 2 estagiárias
(educação), 1 merendeira, 1 cooperada (serviços gerais), 1 porteiro.
Durante as observações na escola citada acima, par�cipei de varias a�vidades nas
disciplinas de Português e Matemá�ca. A turma era composta por alunos 25 alunos, com
faixa etária de sete anos.
A professora �nha uma ro�na com oração, música, fazia a chamada, apresentava
o conteúdo a ser estudado. Em seguida era o recreio e no segundo momento ela fazia uma
a�vidade no livro ou impressa ou fazia brincadeiras para avaliar se realmente o
aprendizado foi adquirido pela classe.
No decorrer dos dias, percebi um grande esforço por parte da professora em
tentar passar o conteúdo aos alunos, pois alguns demonstravam o total desinteresse em
aprende, eram desobedientes e conversavam constantemente.
Finalizei o período regendo uma aula de Português e outra de Matemá�ca.
Depois de observar a ro�na diária da professora adotei algumas de suas prá�cas,
iniciando as aulas com acolhida (música ou dinâmica), oração e chamada. Na aula de
português, trabalhei com leitura e interpretação. Como foi na semana da Páscoa, escolhi o
texto “ Símbolos da Páscoa “. Iniciei com a brincadeira “caça aos ovos com desafio” , no
qual os alunos se envolveram e se diver�ram bastante. Depois fiz o levantamento do
conhecimento prévio, fazendo algumas perguntas sobre o conteúdo a ser estudado.
Distribui uma cópia do texto e pedi que fizessem a leitura oral, nesse momento
observei que 4 alunos ainda não sabiam ler e consequentemente não sabiam escrever.
Conversamos sobre o tema abordado e para ver se realmente eles �nham assimilado o
assunto, fiz o jogo da memória com os desenhos dos símbolos da Páscoa. O jogo

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promoveu a socialização entre os alunos, desenvolveu a atenção e possibilitou o
aprendizado do conteúdo de maneira prazerosa.
Já na aula de Matemá�ca trabalhei adição com o jogo das tampinhas, os alunos
�veram contato com material concreto, construíram o seu conhecimento matemá�co,
despertando assim o raciocínio lógico. Separei a turma em grupos, distribui a cópia da
a�vidade contendo operações de soma. As crianças foram colocando as tampinhas
conforme o número correspondente ao final da soma.
O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-
motor e de simbolismo, uma assimilação do real á atividade própria, fornecendo
a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das
necessidades múltiplas do eu, por isso, os métodos ativos de educação das
crianças exigem todos que se forneça as crianças um material conveniente, a fim
de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem
isso, permanecem exteriores á inteligência infantil. (Piaget 1976, p.160).
Posteriormente fui estagiar no CMEI Luzia de Almeida Souza, na classe do grupo 4,
na educação infantil composta por 17crianças com faixa etária de 5 anos .
Durante a observação e a regência, participei de algumas atividades da rotina
pedagógica que favoreceram uma maior proximidade com as crianças e com o ambiente
escolar, foram executados atividades de pintura com tinta e esponja, modelagem, contação
de história, brincadeiras, jogos, cantigas de roda, entre outros..
A direção apóia a valorização da ludicidade nas atividades elaboradas com as
crianças, ela entende que o lúdico está presente na contexto escolar, principalmente na
educação infantil, que é uma das etapas essenciais no desenvolvimento da criança. As
brincadeiras, jogos e brinquedos desenvolvem a identidade e a autonomia da criança como
também a capacidade de socialização e interação.
Através do dedoche, desenvolvi uma atividade de contação de história. Eu comecei
e pedi que as crianças me ajudassem. Essa experiência foi muito enriquecedora, criando
histórias com os personagens, as crianças embarcaram em um mundo de criatividade e
imaginação, desenvolveram a oralidade, prestaram bastante atenção e se divertiram muito.
Trabalhar com o teatro na sala de aula, não apenas fazer os alunos assistirem as
peças, mas representá-las, inclui uma série de vantagens obtidas: o aluno
aprende a improvisar, desenvolve a oralidade, a expressão corporal, a
impostação de voz, aprende a se entrosar com as pessoas, desenvolve o
vocabulário, trabalha o lado emocional, desenvolve as habilidades para as artes
plásticas (pintura corporal, confecção de figurino e montagem de cenário),

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oportuniza a pesquisa, desenvolve a redação, trabalha a cidadania, religiosidade,
ética, sentimentos, interdisciplinaridade, incentiva a leitura, propicia o contato
com obras clássicas, fábulas, reportagens; ajuda os alunos a se desinibirem-se e
adquirirem autoconfiança, desenvolve habilidades adormecidas, estimula a
imaginação e a organização do pensamento. Enfim, são incontáveis as vantagens
em se trabalhar o teatro em sala de aula (ARCOVERDE, 2008).
Em ambas escolas, salvo em algumas situações, percebi que a relação de professor
e aluno era de respeito, afeto, interação e responsabilidade. Percebi também que as
professoras possuem domínio do conteúdo e mostraram profissionalismo e habilidade nos
seus ofícios.

4 IMPRESSÕES DO ESTÁGIO

Esse estágio veio oportunizar uma experiência marcante na formação do futuro


pedagogo, permitindo-o confrontar as teorias aprendidas na faculdade com a realidade
vivida nas escolas, uma vez que a prática perpassa a teoria e será através do percurso
prático da regência que se pode pensar sobre a ação docente, tornando-a uma vivencia
desafiadora, pois ao assumir uma postura crítica e reflexiva diante da realidade, pode-se a
partir da mesma buscar uma educação de qualidade como visa e LDB ( lei nº 9394/96).
Foi muito significante vivenciar uma relação de amizade e carinho com estas
crianças. Os saberes profissionais são construídos durante a prática em sala de aula, e
através da experiências os professores criam suas estratégias de ensino e organizam as suas
aulas para que o ambiente escolar tenha uma clima envolvente.
Durante o estágio na educação infantil e nos anos iniciais a metodologia foi
permeada pelo lúdico, uma ferramenta essencial no processo de ensino e aprendizagem ,
que fez com que as crianças aprendessem com prazer, alegria, e entretenimento. Por meio
dos jogos e brincadeira, os alunos se socializaram , aprenderam a trabalhar em equipe,
aprenderam a lidar com as diferenças, com os conflitos e aprenderam a superar os desafios
apresentados a eles.
Sem dúvida, o lúdico no desenvolvimento da criança é fundamental para o seu
aprendizado, tornando as aulas mais dinâmicas e atrativas, e possibilitando a criança a
ampliação do conhecimento.
O brincar ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e
social, pois, através das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona

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ideias, estabelece relações lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal,
reforça as habilidades sociais, reduz a agressividade, integra-se a sociedade e
constrói o seu próprio conhecimento (SANTOS, 1997, p. 20)
Nas duas escolas, através de jogos e brincadeiras as professoras proporcionavam
aos alunos oportunidade de se expressarem possibilitando emitirem seus anseios, opiniões
e dúvidas. As atividades lúdicas eram desenvolvidas em sala de aula como forma de
motivação para propiciar aos alunos aprender de forma espontânea.
As atividades desenvolvidas nessas duas escolas proporcionaram momentos de
grande significação, pois ensinei e também aprendi. Esses estágios me deram a
oportunidade de entender que a missão de ensinar deve estar de acordo com atitudes éticas
abertas a ação e reflexão sobre o que realizamos no nosso dia a dia na escola e que
precisamos estar sempre abertos ao novo, refletir sobre o que e como devemos melhorar.
Alguns problemas foram enfrentados (indisciplina, dificuldade de aprendizagem,
etc), mas aos poucos fui percebendo o que surtia efeito e o que não surtia, compreendi com
isso que não existem receitas prontas, que cada dia a sala de aula apresenta novidades e
que o mais importante é que estejamos preparados para lidar com esses espaço variado e
aptos a mudanças necessárias para tornar as nossas aulas atrativas, e consequentemente
assim teremos uma aprendizagem significativa.
Durante as atividades lúdicas desenvolvidas em sala de aula, todos os alunos
participaram ativamente, desenvolveram as atividades propostas. Percebi que eles se
sentem muito mais felizes ao realizar esse tipo de atividade, prestam mais atenção,
mostram interesse e apresentam um melhor aprendizado.
O professor tem a necessidade de ampliar as vivências da criança com jogos,
brincadeiras e brinquedos, porque quanto mais rica a experiência vivida pela criança maior
será o material disponível na sua imaginação.
“[...] os estagiários percebem a importância do planejamento no momento da
regência e, quando refletem sobre ela, ao escreverem o relatório final, revelam
aprendizagem do conhecimento pedagógico e conhecimento pedagógico do
conteúdo”. (PASSOS, et al, 2012, p.60)
Enfim e importante desenvolver na formação dos futuros professores / pedagogos
que atuaram na educação infantil ou nos anos iniciais a utilização do lúdico em suas aulas,
inovando assim sua pratica pedagógicas e possibilitando aos alunos uma forma diferente
de pensar , refletir, questionar, e discutir as suas idéias nas atividades realizadas.

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5 REFERÊNCIAS

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infancia/56099

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http://editorarealize.com.br/revistas/fiped/trabalhos/
cdf30e04b75aea6ca84b9f9a35177bbb_548.pdf

http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/4499/1/
MD_EDUMTE_2014_2_129.pdf
http://nead.uesc.br/jornaped/anais_2015/estagio_na_formacao_de_professores/
ENTRE_JOGOS_E_BRINCADEIRAS_-
A_EXPERIENCIA_DO_ESTAGIO_SUPERVISIONADO_NO_ENSINO_FUNDAMENT
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https://psicopedagogiaearteterapiacognoart.wordpress.com/2013/08/03/inclusao-
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http://www.movimentodown.org.br/2013/05/inclusao-de-alunos-com-sindrome-de-
down-no-ensino-fundamental/

file:///C:/Users/M%C3%A1rcio%20Lopes/Downloads/CasaGrandeR.M.pdf

http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?down=20829

https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/esporte/teoria-de-piaget/
45255

http://www.marilia.unesp.br/Home/Eventos/2015/jornadadonucleo/indisciplina-
escolar-nos-anos.pdf

http://www.uel.br/ceca/pedagogia/pages/arquivos/2016%20AnaFerrarini..pdf

http://portal.mec.gov.br/index.php?
option=com_docman&view=download&alias=7697-revistacrianca-seb44-
pdf&Itemid=30192

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