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EDUCAÇÃO/SOCIEDADE E PRÁTICA ESCOLAR

O aprendizado se faz por meio de duas fontes básicas:


• A experiência individual, que conduz a uma descoberta independente;
• Conhecimentos adquiridos. Esta fonte tornou-se a grande arma do homem na luta pela
conservação da vida, a qual ofereceu ao homem aprendiz a possibilidade de se aproveitar de
seus contemporâneos e antepassados, sem precisar descobri-la novamente.

As correntes educacionais contemporâneas defendem, de maneira geral, que a finalidade da educação


é proporcionar um harmonioso desenvolvimento da personalidade. Trata-se da educação como
ajustamento do homem ao meio em que vive, para que ele saiba aceitar, compreender e reagir
adequadamente às circunstancias físicas, sociais e culturais do seu ambiente.

Assim, os objetivos educacionais são bastante diversos no decorrer da historia, pois refletem a
situação econômica, social e político de cada época e as necessidades humanas desses períodos.

Platão: cabe à educação um papel de fundamental importância na reorganização da sociedade.

Sócrates: seu método de ensino era a Maiêutica, que significa trazer a luz, ou seja, ajudar os
discípulos a trazer ao mundo duas próprias idéias.

Kant: a educação precisa se tornar um interminável experimento planejado e controlado, no qual cada
geração seguinte avança a cada passo no aperfeiçoamento da humanidade.

Herbart. Reporta-se à Platão no sentido de que a educação é um processo no qual a humanidade


educa a si mesma. Herbart atribui prioridade absoluta à teoria, já que somente ela poderia chegar à
compreensão do objetivo da educação do qual a práxis deverá se aproximar.

Hegel – a tarefa final da escola é preparar a juventude para o mundo real e não apenas torná-la
competente para este ou aquele negocio da vida profissional, mas para que possa se colocar a mais
alta das obrigações, ser membro do Estado.

Marx: Para ele teoria e prática devem estar unidas. Dessa forma a educação pode ser uma força de
mudança social. Trabalho e educação devem estar associados (educação politécnica).

Althusser: A escola é um aparelho ideológico do Estado e serve para reproduzir as formações sociais
convenientes às estruturas econômica e de poder.

Bordieu e Passeron: O capital cultural é distribuído desigualmente entre grupos e classes. Como
resultado, aqueles que tem mais capital cultural vão melhor na escola. Assim, a educação se torna
apenas um processo de reprodução das diferenças culturais e sociais.

Bowles e Gintis: As relações sociais de produção determinam as relações sociais de educação.

Gramsci:

Illich: A escolarização é incompatível com a liberdade e perpetua as diferenças. A sociedade como


um todo deve ser descolarizada.
Freire: Entrelaça temas cristãos e marxistas. Refre-se a Buber, Hegel e Marx. Educação como
experiência dialética da libertação humana, ou seja, educação libertadora que pode levar os oprimidos
à liberdade.

Berger:

Weber e os neoweberianos: a educação serve como status e moeda utilizado pelos grupos sociais em
sua competição pela riqueza, prestigio e poder.

Durkheim: a educação é o mecanismo básico para a constituição de sistemas sociais e de manutenção


e perpetuação dos mesmos em forma de sociedade.

Dewey: a educação é um processo de contínua reconstrução da experiência, com o propósito de


ampliar e aprofundar o seu conteúdo social, enquanto, ao mesmo tempo, os indivíduos ganham
controle dos métodos envolvidos.