Você está na página 1de 74

PSICOLOGIA E

COMUNICAÇÃO
INTERPESSOAL
Módulo 8932 - ESTIMULAÇÃO COGNITIVA E
APRENDIZAGEM NO IDOSO

2020/2021
ESCOLA PROFISSIONAL PROFITECLA
PROF. SARA FERREIRA
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Módulo 8932 “Estimulação cognitiva e aprendizagem no idoso”

Índice

Índice.....................................................................................................................1
Objetivos...............................................................................................................2
Metodologias de Avaliação...................................................................................3
Introdução.............................................................................................................5
Aprendizagem como fator promotor do desenvolvimento pessoal......................7
• Papel das Universidades Sénior (US)
• Atividades desenvolvidas nas US
• Importância das US na qualidade de vida do idoso
Aprendizagem ao longo da vida.........................................................................13
• Papel das Universidades Sénior (US)
• Atividades desenvolvidas nas US
• Importância das US na qualidade de vida do idoso
Estimulação cognitiva.........................................................................................31
Atividades educativas para o idoso....................................................................36
• Leitura
• Escrita
• Matemática funcional
• Aprendizagem de instrumentos musicais
• Grupos corais
• Aprendizagens de línguas não materna
• Ginástica
• Informática
• Lavores
• Outras atividades
Tecnologias da informação e comunicação (TIC).............................................61
• Papel das redes sociais na vida do idoso
• Perigos das TIC na população idosa
• Softwares de estimulação e
aprendizagem Ensino da leitura e escrita nos
idosos
(alfabetização)....................................................................................................64
Bibliografia e Netografia..............................................................................................69
Anexos….......................................................................................................................70

-1-
Objetivos

 Descrever os benefícios das Universidades Séniores na qualidade de

vida do idoso.

 Selecionar e preparar atividades educativas em função do perfil

de funcionalidade do idoso.

 Aconselhar o idoso acerca dos benefícios e malefícios das

tecnologias de informação e comunicação.


Metodologias de Avaliação

Instrumentos de Avaliação Ponderação


(Saberes e competências) 60%

Observação de Aulas Ponderação


(Atitudes e Empenho) 40%
Conteúdos

 Aprendizagem como fator promotor do desenvolvimento pessoal


 Aprendizagem ao longo da vida
 Papel das Universidades Sénior (US)
 Atividades desenvolvidas nas US
 Importância das US na qualidade de vida do idoso
 Estimulação cognitiva
 Atividades educativas para o idoso
 Leitura
 Escrita
 Matemática funcional
 Aprendizagem de instrumentos musicais
 Grupos corais
 Aprendizagens de línguas não materna
 Ginástica
 Informática
 Lavores
 Outras atividades
 Tecnologias da informação e comunicação (TIC)
 Papel das redes sociais na vida do idoso
 Perigos das TIC na população idosa
 Softwares de estimulação e aprendizagem
 Ensino da leitura e escrita nos idosos (alfabetização)
Introdução
Idoso | Envelhecimento

IDOSO - pessoa que tem muita idade VELHO - pessoa que perdeu a jovialidade

A idade causa a degenerescência das células

A velhice causa a degenerescência do espírito

Por isso, nem todos os idosos são velhos e há velhos que ainda nem chegaram
a ser idosos.

Envelhecimento
É um fenômeno do processo da vida, assim como a infância, a adolescência e
a maturidade, e é marcado por mudanças biopsicossociais específicas,
associadas à passagem do tempo. No entanto, este fenômeno difere de indivíduo
para indivíduo, podendo ser determinado geneticamente ou ser influenciado pelo
estilo de vida, pelas características do meio ambiente e pela situação nutricional
de cada um.
Embora o envelhecimento seja um processo normal que faz parte da vida do
ser humano, o desconhecimento sobre o envelhecimento por parte sociedade conduz
a falsas perceções que acabam por associar a velhice à doença, ao aborrecimento,
ao egoísmo, à dependência, à perda de estatuto social, da sexualidade, às rugas
e cabelos brancos, que acabam por levar os idosos à solidão, acelerando o
processo de envelhecimento.

A Gerontologia tem vindo, recentemente, nas suas investigações, a dissipar


alguns destes estereótipos face ao idoso, enquanto pessoa frágil, dependente, pobre,
assexuado, esquecido, infantil, e contribuído para uma descrição mais realista do que
é o adulto na última fase do ciclo vital.
Os mitos e estereótipos relativos à terceira idade são muitos e apresentam
se em frases, expressões que estão tão enraizados que por vezes se tornam numa
realidade.
Alguns dos mitos da velhice por parte da sociedade estão associados:

Proposta de
Atividade: Já ouviste falar do racismo etário?
Visualiza o discurso da Ashton Applewhite
(escritora e ativista) numa das conferências
da TED Talks e descobre um pouco mais
sobre o racismo etário.
Link do vídeo:
https://www.ted.com/talks/ashton_applewhit
e_let_s_end_ageism?language=pt
Aprendizagem como fator promotor do desenvolvimento pessoal

O ser humano é um ser aprendiz. Desde o momento do nascimento até o


seu momento final, a vida “cobra” que estejamos constantemente numa
aprendizagem contínua, sobretudo para que possamos sobreviver, mas também para
viver com qualidade.
Os idosos são seres socioculturais e a aprendizagem é um fenômeno
central no seu processo de existência. Quanto melhor “equipados” estiverem para
viver em sociedade, e quanto mais atualizados e conectados estiverem com as
rápidas mudanças do mundo atual, mais aptos estarão para desfrutar da vida.

Falar em aprendizagem e conhecimento implica falar em:


• aprender sobre algo

• aprender com alguém

• aprender sobre si próprio.

O que envolve o ato de aprender?

Aprender envolve relações sociais, palavras, modelos e implica acima de


tudo saber transformar o que aprendeu em ações. Aprender engloba incorporar
eventos diferentes, em diferentes momentos. Assim, para cada pessoa e
certamente para diferentes idades esses “eventos” produzem efeitos e significados
diversos.

Aprender
É incorporar um novo comportamento, é também um processo pelo qual se
altera o comportamento. Alteração, essa que é permanente e duradoura e que
ocorre pela experiência, treino, exercício ou estudo.
Comportamento
Ato humano, com sentido, uma forma de comunicar e expressar desejos
humanos. Cada idoso é único, logo atribui significado próprio a cada um dos seus
comportamentos que diferem do significado atribuído pelos outros idosos. Deste
modo, é necessário entender as aprendizagens incluídas em cada um dos
comportamentos.

Existem comportamentos que façam parte da nossa matriz genética?


Sim, nem todo o comportamento e alterações deste
são resultado de aprendizagens, uma vez que há todo um
conjunto de comportamentos que fazem parte da nossa
matriz genética, tais como: respirar, fazer a digestão,
pestanejar, etc.

Aprendizagem é uma ação intencional ou não


intencional?
É uma ação intencional, isto é, toda a aprendizagem
é dirigida para um objetivo. O sujeito não aprende
casualmente ou de forma caótica, uma vez que quando se
aprende há um empenho, um desejo de aprender e dar
significado ao comportamento.
Características básicas da aprendizagem

1. Processo dinâmico - a aprendizagem só se faz através da atividade do


aprendiz, envolvendo a participação total e global do idoso.
2. Processo continuo - a aprendizagem está sempre presente, desde o início da
vida. Por exemplo, ao sugar o seio materno, a criança enfrenta o primeiro
problema de aprendizagem: terá que coordenar movimentos de sucção,
deglutição e respiração.
3. Processo global ou compósito - inclui sempre aspetos motores, emocionais
e ideativos ou mentais. Assim, a aprendizagem, ao envolver uma mudança de
comportamento, exigir a participação total e global do idoso, para que todos os
aspetos constitutivos da sua personalidade entrem em atividade no ato de
aprender, a fim de que seja restabelecido o equilíbrio vital que foi
“interrompido” pelo aparecimento de uma situação problemática.
4. Processo pessoal - a aprendizagem é considerada intransferível de um idoso
para outro: ninguém pode aprender por outrem. Deste modo, a maneira de
aprender e o próprio ritmo da aprendizagem variam de idoso para idoso, face
ao carater pessoal da aprendizagem.
5. Processo gradativo - cada aprendizagem realiza-se através de operações
crescentemente complexas, ou seja, cada nova situação envolve um maior
número de elementos. Então, para cada nova aprendizagem acresce novos
elementos à experiencia anterior.
6. Processo cumulativo - além da maturação, a aprendizagem resulta de
atividades anteriores, ou seja, da experiência individual, onde ninguém
aprende senão por si e em si mesmo - pela auto modificação. A
aprendizagem constitui um processo cumulativo, em que a experiência atual
“aproveita-se” das experiencias anteriores. E a acumulação das
experiencias leva à organização de novos padrões de comportamento que são
incorporados pelo sujeito.
Aprendizagem e emoções

A interação entre emoção e aprendizagem é importante para entenderem como se dá


a construção do conhecimento ao longo da vida.
As emoções servem como guias da cognição e ajudam os idosos a
tomarem decisões todos os dias. Um rosto triste, marcado por raiva, ou
um rosto alegre, com medo ou que evidencie “nojo” dão-nos pistas sobre
diferentes comportamentos e o que pode estar a afetar aquela pessoa
naquele momento.
As nossas experiências são moldadas pelas emoções. É assim que aprendemos a
ficarmos alegres numa festa, a consolar um amigo triste, a mostrar preocupação numa
situação de grande aflição, a evidenciar ansiedade aquando de um exame medico, etc.
A aprendizagem ganha valor em relação às experiências vividas e em relação à
construção da realidade feita por cada um.
Algumas emoções têm um efeito positivo na aprendizagem, e outras podem bloquear
o processo de aprendizagem.
Ao viver emoções negativas os idosos evitam determinados assuntos e sentem-se
vulneráveis. Deste modo, as emoções também influenciam a autoestima e a autoconfiança no
momento de aprendizagem.
É importante trabalhar a autoestima e a autoconfiança dos idosos.
Quando falamos em aprendizagem no idoso, falamos sobretudo em ajuda-los
em aprenderem a lidar com as dificuldades relacionadas ao fator envelhecimento,
aprender a lidar com as dificuldades de:
• Andar

• Ouvir

• Visão

• e outras capacidades e competências que podem comprometer o seu


desempenho cotidiano em relação à agilidade, à destreza e à capacidade em
resolver problemas.
Todos esses fatores provocam, no idoso, a necessidade de novas
aprendizagens, processos de negociação e adaptação em relação a si próprio e
em relação ao mundo.

Proposta de Atividade:
Visualiza o filme Divertida-Mente
(Inside Out) e observa como as
memórias são fixadas pelas
emoções.

Durante o filme, os cinco sentimentos ficam


dentro de uma sala, onde acompanham tudo o
que acontece com a Rilley. Os principais eventos
do dia são guardados em esferas — a
representação das nossas memórias. Cada uma
delas tem uma cor e está relacionada com o
sentimento mais forte daquele momento. Pode ser
alegria, tristeza, raiva, etc. “Todas as recordações
que temos, sejam elas boas ou más, trazem
consigo sentimentos”, explica a neuropsicóloga
Cleide Lopes, do Centro de Longevidade do
Hospital 9 de Julho, em São Paulo.
Aprendizagem ao longo da vida

Universidade Sénior (US)

Vários estudos nacionais e internacionais demonstraram, assim, que as US


para além de um projeto educativo e formativo, são igualmente um projeto social e
de saúde, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos idosos, assim
como profilaxia para o isolamento e exclusão social
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Módulo 8932 “Estimulação cognitiva e aprendizagem no idoso”

Problemática do Isolamento Social

Pessoa Idosa Isolada Pessoa Idosa Sozinha

Pessoa Idosa Isolada- estado objetivo de ter o mínimo de contacto e


interação com os outros e um baixo nível de envolvimento na vida da comunidade.
Envolve poucas inter-relações sociais combinadas com a experiência de solidão

Fatores que promovem o Isolamento Social

- 14 -
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Módulo 8932 “Estimulação cognitiva e aprendizagem no idoso”

Pessoa Idosa Sozinha - a solidão implica que esta resulta de deficiências nas
relações sociais da pessoa sozinha e, também, que a solidão é vista como um
fenómeno psicológico subjetivo. Os sentimentos de solidão, podem ser independentes
do contexto onde se vive, mas que este está intimamente relacionado com:
1) Isolamento físico e geográfico
2) Estilo de vida solitário
3) Doença grave ou incapacitante
4) Perda
5) Morte iminente
6) Dificuldades em exprimir sentimentos acerca da respetiva condição de vida.

Outros Fatores que promovem a Solidão

- 15 -
Contextualização

As Universidades Sénior enquadram-se no projeto europeu de formação ao longo da


vida ou educação permanente. Assim, uma aprendizagem ao longo da vida aponta
simultaneamente à aprendizagem que vai do ensino pré-escolar até à pós-reforma, e abrange
qualquer tipo de educação (formal, informal ou não formal).

Existem a nível internacional dois grandes modelos de US:

• Modelo francês - onde são as universidades tradicionais que organizam as US, existe critérios
de admissão, os professores são profissionais e há certificação.
 Modelo português - US são organizados por grupos de voluntários, não há critérios de
admissão, nem fins de certificação.

Universidade Sénior em Portugal

A partir do ano 2000 dá-se o verdadeiro “boom” de US,


que atingem em 2008 perto de 100.
Caracterização jurídica:
 a maior parte são associações sem fins lucrativos
 40% delas foram criadas pelos próprios seniores.
 há também US que são geridas pelas autarquias, IPSS,
Rotários, Misericórdias ou Escolas Profissionais.

As US funcionam todas fora do sistema escolar, mantendo-se


fiéis aos princípios básicos da aprendizagem informal e grande
maioria trabalha com professores voluntários.
- Existem atualmente 305 US em Portugal associadas à RUTIS*;
- As US têm mais de 45.000 alunos e 6.000 professores voluntários;

- A maioria das US (75%) utiliza a denominação Universidade Sénior ou da Terceira Idade ou


Academia Sénior;

- Cada US tem uma média de 150 alunos e 22 professores;

- Os alunos têm na maioria mais que o 9º ano e entre os 60-70 anos;

- 70% dos alunos são mulheres;

- A média das mensalidades é de 12 euros.


*Rede de Universidades Séniores

RUTIS (Associação Rede de Universidades da Terceira Idade)

A RUTIS (Associação Rede de Universidades da Terceira Idade) é uma


Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e de Utilidade Pública de apoio à
comunidade e aos seniores, de âmbito nacional e internacional, com sede em
Almeirim, criada em 2005. A RUTIS tem
atualmente 305 UTIs como membros,
45.000 alunos seniores e 5.000 professores
voluntários nas universidades seniores.
Curiosidade

Quem
O mo
organizaçãomundialnão-governamentalque tem como objetivos gerais a promoção da paz, a educação e
membros, divididos em centenas de clubes em diferentes pontos do país.
Normalmente a entrada é por convite, embora as pessoas também se possam

propor ao clube da sua zona.

A ponte com a juventude é um dos eixos da estrutura. Cátia Tomé,


arquiteta de 28 anos, faz parte de um dos braços jovens dos Rotários, o
Rotaract (o Rotaract é para jovens dos 18 aos 30; o Interact para adolescentes
entre os 14 e os 18, os Rotários para maiores de 30). "Ainda não sou rotária,
mas estou no Rotaract há sete anos. À partida vamos ser rotários, esse é o
percurso natural, mas pode não ser assim, porque o objetivo do Rotaract não é
ser rotário, mas sim preparar jovens líderes para o futuro", diz a arquitecta,
precisando que Rotaract significa Rotary in action [rotário em acção]. O
Rotaract junta jovens de diferentes áreas: "O lema é servir as nossas
comunidades", diz Cátia Tomé que, durante a semana que antecedeu ao
encontro, andou a coordenar e a dar formação aos 60 jovens voluntários
portugueses, "rotaractistas e interactistas", que vão prestar apoio durante os
dias da reunião.
Então em que consiste uma Universidade Sénior?

É uma resposta social, que visa criar e dinamizar regularmente


atividades sociais, culturais,
educacionais e de convívio,
preferencialmente para e pelos
maiores de 50 anos. Quando existirem
atividades educativas devem ser em
regime não formal, sem fins de
certificação e no contexto da formação ao
longo da vida. Ou seja, pretendem-se
combater a solidão, o isolamento dos mais
idosos atrás do conhecimento e do
convívio. Mais que um projeto
educativo/formativo, as US são um projeto social.

Objetivos das Universidades Sénior

1.A melhoria da qualidade de vida dos seniores.

2. A realização de atividades sociais, culturais, de ensino, de formação, de desenvolvimento


social e pessoal, de solidariedade social, de convívio e de lazer.

3. A participação cívica e a auto-organização dos seniores, principalmente após a reforma.

4. A educação para a cidadania, para a saúde, para a tolerância, para o voluntariado e para a
formação ao longo da vida.

5. Colaborar na investigação académica e cientifica na área da gerontologia e da andragogia


(orientar adultos a aprender).

6. A divulgação dos serviços, deveres e direitos dos seniores.

7. A fomentação do voluntariado na e para a comunidade.


Atividades Sociais das Universidades Sénior

1. As US devem fomentar o convívio, o voluntariado, a participação cívica, a interajuda, a


solidariedade, a cidadania e o apoio social entre os seniores e a comunidade.

2. As US devem promover visitas a


cidades, monumentos, parques
naturais, cinemas, teatros, exposições e
museus e a organização de palestras,
colóquios, cursos, festas e concursos.

3. As US devem promover a divulgação


dos conhecimentos, dos saberes, das
tradições dos e para os seniores.
Exemplo de um horário semanal

Atividades Formativas das Universidades Sénior

◦ As US são autónomas na construção dos seus conteúdos programáticos;


◦ As US devem ter porém, pelo menos, três das seguintes áreas temáticas:
a) Ciências Sociais e Humanas (Português, Línguas, História, Sociologia, Saúde,
Psicologia, Biologia, Antropologia, Cultura Geral, Literatura, Cidadania, etc.).
b) Informática e novas tecnologias.
c) Artes (Música, Canto, Teatro, Artes decorativas. Pintura, Tapeçaria, Cerâmica,
etc.)
d) Mobilidade e desporto (Ginástica, Marcha, Yoga, Dança, Hidroginástica,
Natação, etc.)

- Os conteúdos programáticos devem privilegiar a divulgação do património cultural


nacional, promover a mobilidade assim como incentivar a utilização das novas tecnologias
pelos seniores;

- As US podem criar um Conselho Pedagógico, que incluirá elementos da direção da


associação, dos professores e dos alunos, para organizar a componente pedagógica da US;

- A componente formativa é sempre em regime não-formal, considerando-se esta como um


processo educativo ou formativo mais ou menos organizado que acontece fora do sistema
escolar tradicional, sem fins de certificação ou reconhecimento oficial, e que tem por objetivo
o desenvolvimento integral de um determinado grupo;

- As aulas teóricas devem ter a duração de 50 minutos por semana e as praticas 100 minutos.

Proposta de Atividade:

Visualiza a reportagem do link e


descobre importância das US no combate à solidão.
Link da reportagem: https://tvi.iol.pt/vocenatv/videos/a- universidade-senior-ajuda-a-combater- a-solidao/5
Importância das US na qualidade de vida do idoso

Para reconhecermos a importância das US na promoção da qualidade de vida do idos,


é importante definir dois conceitos: envelhecimento ativo e qualidade de vida.
Envelhecimento ativo
- “processo pela qual se otimizam
as oportunidades de bem‐estar
físico, social e mental durante toda
a vida com o objetivo de aumentar
a esperança de vida saudável, a

produtividade e a qualidade de
vida na velhice”

- “processo de otimização das


oportunidades de saúde, participação e segurança visando a

melhoria do bem-estar das pessoas à medida que envelhecem”.

Qualidade de vida
 medida composta de Bem- Estar físico,
mental e social;
 resulta da satisfação ou insatisfação com
dimensões da vida que são importantes
para o mesmo;
 uma das dimensões da vida humana,
desejada e perseguida por todos os
indivíduos desde a infância até à velhice.
 perceção que o indivíduo tem do seu lugar na vida, no contexto da cultura e do
sistema de valores nos quais vive, em relação com os seus objetivos, os seus desejos,
as suas normas e as suas inquietudes.
Qualidade de Vida do idoso
Compreende a consideração de diversos critérios de natureza biológica, psicológica e
sociocultural, diversos elementos são determinantes ou indicadores de Bem-Estar na velhice:

Qualidade de vida e a
satisfação com a vida dos idosos
varia na medida em que variam os
fatores determinantes no
envelhecimento bem-sucedido:
serviços sociais e de saúde,
características comportamentais e
pessoais, meio físico, características
sociais e económicas.
Para que melhorem a sua qualidade de vida, em promoção de um melhor
envelhecimento ativo, emergem determinadas medidas com vista à promoção da saúde, da
autonomia e da educação para o envelhecimento. É neste intuito que surgem as
Universidades Seniores ou Universidades da Terceira Idade.

Segundo a Organização Mundial de Saúde e a Comissão da União Europeia, “para se


envelhecer saudavelmente, o indivíduo deve conseguir manter-se autónomo, ter presente a
sua aprendizagem ao longo da vida, assim como manter-se ativo”.
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Módulo 8932 “Estimulação cognitiva e aprendizagem no idoso”

Vamos ler com atenção!

- 27 -
J. PLÁCIDO JÚNIOR
JORNALISTA
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Módulo 8932 “Estimulação cognitiva e aprendizagem no idoso”

Vamos colocar em
Prática!

Tendo em consideração o texto anterior e os conteúdos estudados, desenvolva


a seguinte atividade:
Imagine que é o(a) responsável pela planificação das aulas de uma
universidade sénior e que deve estruturar as aulas tendo por base que estas se
realizam em regime virtual, devido à situação de pandemia. Sendo assim
idealize uma aula, de entre as áreas temáticas que já sabe que devem constar
nas atividades formativas das US, onde refira os seguintes pontos:
 Área temática/Nome da disciplina
 Objetivos da Aula
 Materiais
 Atividades Propostas

Use a imaginação para estruturar uma aula dinâmica e criativa!

- 29 -
Exercícios
de
Aplicação

Tendo por base os conteúdos já estudados responda às seguintes


perguntas:

1 – Diga por palavras suas quais entende serem as caracteristicas


básicas da aprendizagem.

2 – Quais são os objetivos da Universidade Sénior?

3 – Defina por palavras suas “Qualidade de Vida” e “Envelhecimento


Ativo”.
Estimulação Cognitiva
É estimulação cognitiva é uma intervenção estruturada com a finalidade de eliminar
ou atenuar dificuldades cognitivas, em função do grau de comprometimento existente ou
prevenir sua ocorrência.
O treino/estimulação cognitiva consiste em propor um programa de atividades
através do qual são estimuladas diversas funções cognitivas como atenção, memória,
linguagem, velocidade de processamento, etc. Deve ser planeado de modo a responder ao
perfil cognitivo de cada pessoa.
Neste âmbito é importante conhecer o conceito de Plasticidade cerebral. Esta consiste
na capacidade do cérebro de modificar-se em função de uma dada influência. Ou seja, trata-
se de um processo adaptativo, em que ocorrem alterações físicas e estruturais no cérebro –
produção de novas sinapses – como resultado da estimulação repetitiva.
“...estimular é criar meios de manter a mente, as emoções, as
comunicações e os relacionamentos em atividade. A
estimulação é o melhor meio para minimizar os efeitos
negativos do envelhecimento e levar as pessoas a viverem em
melhores condições.” Zimerman (2000, p. 133)

Atividades para a rotina de estimulação do idoso

Ler: estimula capacidades cognitivas como a compreensão e o raciocínio,


nomeadamente o reconhecimento de letras, sílabas e palavras, processamento de frases e
parágrafos e compreensão do texto.
“De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul
odrem as lrteas de uma plravaa etãso; a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia
lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem
pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa como um tdoo.”
Conhecendo esta curiosidade, fica mais fácil entender a complexidade da leitura para nosso
cérebro.
Ouvir música: permite por exemplo a estimulação cognitiva, emocional e física: bater
palmas, assoviar ou bater os pés ao ritmo da música, sendo uma forma de “perceber” o corpo
e de estimular o ritmo. A memória semântica e episódica também pode ser estimulada,
sabemos que todos temos músicas significativas e ao ouvi-las e canta-las estamos a estimular-
nos física e cognitivamente.
Ver fotografias: ter fotos
emolduradas e álbuns de fotografia para
observar diversas vezes permitem
estimular a memória, desde o
reconhecimento dos rostos, de lugares e
de situações. Discutir lembranças através
de fotografias, objetos familiares e
músicas permite atingir benefícios cognitivos, emocionais e comportamentais.
Estimular o uso objetos familiares: manter objetos familiares à vista ajudam o idoso a
orientar-se, diminuindo o risco de confusão e agitação, e também trazem lembranças
importantes. Ao permitir a manipulação de objetos familiares mantemos o idoso ativo durante
mais tempo. Por exemplo: se ele é capaz de pentear os cabelos, mesmo que precise de
supervisão ou que o cuidador ao final precise de pentear novamente, é importante que o
idosos o faça para manter a memória de como realizar as atividades; se ele é capaz de
“arrumar” a gaveta, deve ser estimulado para tal. Estas atividades devem ser vistas não
somente como estratégias para preservar as memórias como também atitudes positiva para o
sentimento de autoeficácia e até de autoestima.
Estimular o contato do idoso com amigos e parentes: faz parte do processo de
envelhecimento, em alguns casos o distanciamento social, pois as capacidades necessárias
para socialização vão sendo comprometidas. Como tal devemos manter o máximo possível o
convívio social, pois este é importante também do ponto de vista cognitivo. Socializar é uma
oportunidade de usar as capacidades cognitivas.
Atividade física: permite a estimulação cognitiva, emocional e física contribuindo para
a redução das placas amiloides (responsáveis pelo desenvolvimento de demências).
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Módulo 8932 “Estimulação cognitiva e aprendizagem no idoso”

Curiosidade

Como já referido o treino/estimulação


cognitiva consiste em propor um
programa de atividades através do
qual são estimuladas diversas funções
cognitivas, de entre elas a memória.
Tendo isso em mente realiza o seguinte
exercício, que poderá utilizar na sua
prática profissional, para perceber como pode a atividade de
estimulação cognitiva, atual ao nível da memória.

Atividade

Técnica: Associar cheiros a imagens.


Objetivo: Trabalhar a memória remota, raciocínio e formação de conceitos.
Aplicação: Responder a que associa os seguintes odores.

O que é que o faz lembrar o…


1. Cheiro a queimado

2. Cheiro a iodo

3. Cheiro a lavado

4. Cheiro a amoníaco

- 34 -
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Módulo 8932 “Estimulação cognitiva e aprendizagem no idoso”

5. Cheiro a caramelo

6. Cheiro a mofo

7. Cheiro a podre

8. Cheiro a enxofre

9. Cheiro a flores

10. Cheiro a álcool

11. Cheiro a cloro

12. Cheiro a fruta

- 35 -
Atividades educativas para idosos

Hoje em dia e educação não está apenas direcionada para a infância e juventude, mas
sim presente ao longo de toda a vida do ser humano. Com o aumento da população reformada
e idosa a educação passou a ser fundamental não só como formação inicial, mas também
como formação continua. A educação pode ser entendida como um processo permanente
uma vez que acompanha o individuo ao longo de todas as suas fases da vida, sendo
importante em todas elas.
A educação procura desenvolver capacidades e potencialidades nos indivíduos. Assim,
esta deve ser encarada como um processo que visa promover o bem-estar e qualidade de vida
bem como a autorrealização pessoal. Na terceira idade a intervenção educativa através de
atividades artísticas lúdicas e culturais, proporciona condições e conhecimentos que
favorecem a preservação das capacidades cognitivas e físicas, e também dos relacionamentos
interpessoais promovendo a integração e adaptação social melhorando assim o bem-estar dos
idosos.
A educação na terceira idade é mais do que uma simples ocupação dos tempos livres, são
momentos de aprendizagens de novos conhecimentos e de criação de laços de amizade que
proporcionam uma diferente maneira de vivenciar o processo de envelhecimento sendo este
mais saudável, ativo e participativo.
Leitura
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Módulo 8932 “Estimulação cognitiva e aprendizagem no idoso”

- 39 -
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Módulo 8932 “Estimulação cognitiva e aprendizagem no idoso”

Escrita

- 40 -
Matemática Funcional
Instrumentos musicais
Telefone sem fios
Os idosos sentam-se em círculo. É escolhido um instrumento e um idoso é escolhido
para começar. O próprio idoso propõe uma célula
rítmica simples, por exemplo 3 batidas: tá tá táa.
Depois este passa o instrumento para o colega que
tem que reproduzir a mesma batida sem alteração.
Quando todos terminarem, passa-se para outro idoso
iniciar mas propondo uma batida mais complexa, se
todos conseguiram realizar a anterior sem
dificuldades.
Objetivo: Estimular a atenção e a memória, esta atividade proporciona integração social,
treino motor, amplitude de movimentos e coordenação motora.
Lavores
Grupos corais

 Produção da voz para o canto coral


O homem pode transmitir suas ideias e emoções através da voz, seja ela falada ou
cantada. Porém, os órgãos fona articulatórios que participam da produção vocal sofrem
modificações fisiológicas diferentes para a fala e para o canto. No canto, a respiração é
programada de acordo com as frases musicais e pausas, o que não ocorre na fala, quando a
entrada e saída de ar variam de acordo com a emoção e a mensagem transmitida.
• Na voz cantada, a respiração é exclusivamente oral principalmente pelo fato de ser
muito rápida, ao contrário da fala que ocorre por meio de um modo respiratório
misto.
• A inspiração deve ser tomada pelas narinas e pela boca simultaneamente, evitando o
ruído em cada inspiração que, visando à estética e à técnica, deve ser curta e oral,
agindo nas costelas inferiores, favorecendo a expansão da caixa torácica e
assegurando o ar pleno (soma do ar residual e do ar inspirado).
• professor/técnico orientador de canto deve orientar os idosos cantores, não apenas
a respeito de conhecimentos básicos de fisiologia, mas também sobre os fundamentos
da respiração, uma vez que a adequada impostação vocal depende de um controle
respiratório eficiente.
Para a Constituição de um grupo coral de idosos a voz deve ser trabalhada
cuidadosamente através de técnicas de relaxamento, aquecimento e desaquecimento vocal,
articulação, respiração e projeção vocal, sendo realizados exercícios preparatórios
direcionados ao repertório proposto. Além da preparação da voz, nos ensaios, deve existe um
momento de troca de experiências e relatos pessoais. O grupo coral também procura a
reintegração social dos idosos através de apresentações em eventos.
A frequência dos idosos em corais permite observar melhorias as seguintes melhorias:
 relação ao tipo articulatório
 ataque vocal
 gama tonal habitua
 Pitch
 Intensidade
 Ressonância
 velocidade de fala
 qualidade vocal
 coordenação
pneumofono-articulatória e
tipo respiratório
 vocalização e projeção
vocal
Ginástica
A ginástica para idosos acarreta diversos benefícios para a saúde como:
• aumento da densidade óssea
• fortalecimento dos músculos
• aumento da resistência
• melhoria dos reflexos
• diminuição de infeções
• fortalecimento dos músculos das pernas, braços e costas
• redução das dores no corpo
• controle da diabetes, artrite, artrose
• cardíacos e do colesterol
• diminuição os índices de depressão, uma vez que na ginástica em grupo o idoso
passa a se relacionar com outras pessoas da mesma idade e com os mesmos objetivos
• “instrumento” de manutenção para uma melhora memória, pois a repetição exigida
para a realização dos exercícios trabalha diretamente a concentração, atenção e o
raciocínio.
Objetivos da ginástica
Sabe-se que com o envelhecimento uma série
de alterações fisiológicas ocorrem no organismo de
uma pessoa, como o surgimento de doenças crônicas,
degenerativas entre outros tantos problemas. Em
virtude desses fatores, a ginástica para idosos poderá
influenciar positivamente no processo de
envelhecimento melhorando assim a qualidade de
vida do idoso. O objetivo da ginástica é melhorar a
flexibilidade, coordenação, velocidade e força, além da manutenção da gordura corporal em
padrões aceitáveis.
Isso tudo ocorre porque quando o idoso pratica ginástica, o organismo liberta uma
maior quantidade de hormonas da hipófise anterior, que acaba por proporcionar maior
sensação de bem-estar e prazer, prevenindo vários tipos de problemas.
O ideal para que os exercícios funcionem e tragam diferentes tipos de benefícios, o
idoso deve praticar no mínimo cerca de 45 a 60 minutos diários ou pelo menos 3 vezes por
semana.
Informática

Estratégias para ensinar informática aos idosos

1. A primeira vez que estiver a ensinar o idosos a lidar com o computador, é importante que
se ensine o mais básico e mais fácil de executar, sem se utilizar linguagem “técnica”, mas sim
linguagem acessível. Há que ter em conta que, o idoso que está a ser ensinado pode nunca
ter tido a oportunidade de mexer num teclado, e não sabe o que é “enter”, “espaço” ou
“delete”, entre outros. É importante informar e esclarecer tudo ao idoso, dando informações
do género “Um computador funciona assim…, liga-se/desliga-se desta forma…”.
2. A primeira vez que estiver a ensinar o idosos a lidar com o computador, é importante que
se ensine o mais básico e mais fácil de executar, sem se utilizar linguagem “técnica”, mas sim
linguagem acessível. Há que ter em conta que, o idoso que está a ser ensinado pode nunca
ter tido a oportunidade de mexer num teclado, e não sabe o que é “enter”, “espaço” ou
“delete”, entre outros. É importante informar e esclarecer tudo ao idoso, dando informações
do género “Um computador funciona assim…, liga-se/desliga-se desta forma…”.
3. Aconselha-se a que quando ensinarmos os idosos (e aqui temos que ter em atenção
alguns problemas de memória que possam existir), que deve utilizar o rato para as
operações, e não os atalhos do teclado, pois podem ser mais confusos e desmotivar para a
aprendizagem.
4. Temos de ter a noção que ao ensinarmos pela primeira vez o idoso ele deverá demorar
algum tempo até conseguir escrever uma frase ou até 2/3 letras, isto porque nunca passou
pela experiência. Desta forma, quando estivermos a ensinar, devemos desafiá-lo a praticar a
escrever, ou seja pedir-lhes que escrevam uma frase ou duas por dia. Temos de ter em
mente (pois podem haver problemas de acuidade visual) que devemos colocar fontes
grandes e o texto sempre visível, para motivar e promover à continuação da prática.
5. Temos de ter a noção que ao ensinarmos pela primeira vez o idoso ele deverá demorar
algum tempo até conseguir escrever uma frase ou até 2/3 letras, isto porque nunca passou
pela experiência. Desta forma, quando estivermos a ensinar, devemos desafiá-lo a praticar a
escrever, ou seja pedir-lhes que escrevam uma frase ou duas por dia. Temos de ter em
mente (pois podem haver problemas de
acuidade visual) que devemos colocar
fontes grandes e o texto sempre visível,
para motivar e promover à continuação
da prática.
6. Internet. Nesta fase pode-se começar
por indicar como entrar na Internet
(indicar o Icon, por exemplo), e, uma vez
a navegar, mostrar alguns sites úteis (também adequados aos interesses do idoso que está a
ser ensinado), como por exemplo, sites de informação,
entretenimento, desporto, culinária e pesquisa. Mas, de forma geral, é importante informar
o que é a Internet, e de que forma é que, esta rede funciona.
7. Aconselha-se a que, quando nos dedicamos a ensinar o idoso a lidar com computadores e
Internet, os incentivemos à prática. É errado pensar-se que uma vez aprendido, nunca se
esquece, pois com os computadores não é assim. É necessário praticar-se para se saber e não
se esquecer. Então é importante que, em tempos livres, pedir aos idosos para irem explorar
algo no computador. A instalação de serviços de chat é
também um grande motivo para passarem mais tempo
no computador e irem percebendo mais a dinâmica
deste.
Aprendizagem de língua não materna
Outras Atividades
Vamos colocar em
Prática!

A intervenção educativa estimula intelectualmente o individuo idoso,


promovendo um melhoramento a nível cognitivo e consequentemente uma
maior eficácia na resolução dos problemas do dia a dia, encarando a
realidade de uma forma mais positiva. Nesta intervenção é essencial
desenvolver atividades que estimulem a mente pois a capacidade cognitiva
perdura independentemente da idade. As atividades se forem
desenvolvidas em grupos para além da estimulação ao nível cognitivo
também fortalece as relações com os outros proporcionando um bem-estar
pessoal e uma melhor qualidade de vida.

Tendo em consideração o texto e os conteúdos estudados, desenvolva a


seguinte atividade:
Construa o quadro apresentado nos anexos (Anexo 1), levando em consideração que
exerce o cargo de Diretor(a) de um Lar de Idosos.

Use a imaginação!
Exercícios
de
Aplicação

Tendo por base os conteúdos já estudados responda às seguintes


perguntas:

1 – Diga por palavras suas o que entende por “Estimulação Cognitiva”.

2 – Refira tres exemplos de atividades educativas para idosos.

3 – Quais são os benificos associados à estimulação da leitura?


Tecnologias da informação e comunicação
(TIC)
É a transmissão de informação através de redes de
computadores e meios de comunicação.
Infoexclusão
É o desconhecimento que origina falta ou impossibilidade de acesso a informação,
nomeadamente através das novas tecnologias de comunicação como a Internet.

Papel das redes sociais na vida do idoso


Com cada vez mais recursos, a Internet representa o espaço e a capacidade de
alteração nos meios e tipos de interação social entre as pessoas, fazendo com que o modo
como as pessoas se relacionam também se modifique. A tecnologia contribui para a interação
entre as pessoas, principalmente no caso dos idosos que frequentemente possuem a
mobilidade reduzida em função de problemas de saúde ou por questões acessibilidade dos
espaços. Esta interação somente é possível pela facilidade disponibilizada pela Internet em
adotar meios de comunicação síncronos ou assíncronos que viabilizam a aproximação com
amigos e familiares.
Assim, os idosos não irão somente receber notícias, mas também poderão vê-los e
escutá-los, fazendo com que se sintam parte da vida das pessoas de referência, mesmo
estando distantes. Portanto, embora muitos idosos vejam o computador e as redes sociais
como algo delicado e fora das suas condições e habilidades, frente a um dilema como a
distância de um ente querido, acabam colocando à prova, e tentando compreender o seu uso.

A importância Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC):


- cria maiores níveis de autonomia;

- contributo inestimável nas áreas do desenvolvimento cognitivo e psicomotor;

- constitui um meio alternativo de comunicação e facilitador da realização de inúmeras tarefas;


- contribui para uma mudança de estratégias que possibilitem encontrar respostas para idosos
que possam estar afastados da vida social;

- forma de ultrapassar barreiras físicas e sócio emocionais;

Perigo das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC):


- exposição às radiações dos telemóveis;

- exposição a conteúdos menos próprios através da televisão;

- comportamentos violentos associados a jogos


interativos;

- perigos da Internet, como os contactos, os conteúdos


ou as questões de privacidade;

- recolha de dados pessoais;

- risco do vício em qualquer uma destas tecnologias;

- problemas de saúde associados ao sedentarismo;

- riscos associados aos conteúdos (legais e ilegais,


publicidade enganosa );

- riscos relacionados com a participação em serviços


interativos;

- riscos ligados ao excesso de tempo de utilização, que


podem conduzir ao vício e ao isolamento social;
Software de estimulação e aprendizagem

Look to Learn
Software de treino de interfaces de dispositivos apontadores. Inclui 40 atividades
desenhadas para utilizadores que estão a iniciar a aprendizagem das seguintes interfaces para
o computador:
• Rato/Joystick;

• Ecrã táctil;

• Dispositivo apontador de cabeça;

• Sistema de controlo pelo olhar.

As atividades foram criadas para promover uma


aprendizagem divertida e treinar o acesso ao computador de
forma lúdica, sem o esforço e a frustração que são inerentes a outros treinos.
Ensino da leitura e escrita nos idosos (alfabetização)

A alfabetização é um direito do ser humano e estabelece a base para muitas das


aprendizagens no ciclo de vida, tendo a capacidade de melhorar a qualidade de vida dos
indivíduos. Auxilia, ainda, no processo evolutivo da civilização, nomeadamente através da
erradicação da pobreza, da redução da mortalidade infantil, do crescimento populacional,
promove a igualdade de géneros, o desenvolvimento sustentável e democrático . Atualmente
a sociedade encontra-se definida com padrões que exigem o domínio das competências de
leitura e escrita e que colocam em maior evidência a vulnerabilidade do analfabetismo. Os
indivíduos que não possuem competências de literacia, reconhecem e sentem-se
marginalizados e dependentes numa sociedade moderna.
A alfabetização constitui-se assim uma poderosa ferramenta para a manutenção,
prevenção e/ou recuperação da saúde para qualquer indivíduo. No caso dos idosos, esta
importância aumenta em situações de indivíduos que vivem sozinhos, idosos que cuidam de
idosos, ou de familiares que passam a maior parte do dia longe dos seus idosos.
A Alfabetização de idosos consiste em ir além do ensinar a analisar signos. É conhecer
cada idoso, aproximar os saberes escolares das experiências que cada um pode trazer para a
sala de aula, e, desse modo, compartilhar ideias, tarefas, objetivos e significados.

Proposta de Atividade:Visualiza a reportagem do link e


descobre uma das ações de alfabetização desenvolvida no nosso
País.
Link do vídeo: https://sicnoticias.pt/pais/2018-06-07-Idosos- frequentam-oficinas-de-alfabetizacao-em- Co
EXEMPLOS DE ATVIDADES PARA PROMOVER A ALFABETIZAÇÃO DE
IDOSOS
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Módulo 8932 “Estimulação cognitiva e aprendizagem no idoso”

Vamos ler
com
atenção!

- 67 -
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Módulo 8932 “Estimulação cognitiva e aprendizagem no idoso”

Vamos colocar em
Prática!

Tendo em consideração os conteúdos estudados, desenvolva um trabalho de


grupo sobre uma das seguintes atividades educativas para idosos:
• Leitura
• Escrita
• Matemática funcional
• Instrumentos musicais
• Aprendizagem de língua não materna
Deve estruturar, em grupo, uma sessão com tarefas/exercícios relacionados com a
atividade educativa que foi atribuída ao grupo. Não devendo a sessão ter um tempo
superior a 15-20 minutos. Devem simular que a turma é o grupo de idosos a quem
iriam propor a realização das tarefas/exercícios. Cada grupo decide quais materiais a
utilizar, tanto para apresentar a atividade à turma, como para colocar em prática a(s)
tarefa(s) ou exercício(s) escolhidos.
Deve também ser entregue à professora, em formato Word, um trabalho onde conste:
 Capa
 Índice
 Desenvolvimento:
• Objetivos gerais da atividade educativa;
• Objetivos específicos da tarefa/exercício;
• Tarefa/exercício: matérias e etapas.
 Conclusão
 Bibliografia

Use a imaginação para estruturar uma sessão dinâmica e criativa!

- 68 -
Exercícios
de
Aplicação

Tendo por base os conteúdos já estudados responda às seguintes


perguntas:

1 – Identifique quatro (4) beneficios que a prática da ginástica proporciona à


saúde do idoso?

2 – Considera que a informática é importante para a população idosa? Justifique.

3 – Sobre quais perigos relacionados com as tecnologias de informação e


comunicação, devemos alertar os idosos?
Bibliografia
 A. Mateer, Catherine & Sohlberg, Mckay Moore (2008). Reabilitação Cognitiva- Uma
Abordagem Neuropsicológica Integrativa. Editora Santos
 Antunes, M. C. & Leandro, M. E. (2016). Envelhecimento: Perspetivas, Projetos e
práticas Antunes, M. C. (2015). Educar para um envelhecimento exitoso: Reflexiones y
propuestas de acción. Teoría de la Educación. Revista Interuniversitaria, 27 (2), 185-
201
 Cruz, V., Alvez, V.& Da Fonseca, V. (2002). Educação Cognitiva e Aprendizagem. Porto
Editora
 Dias, L. (2008). Recursos Multimédia na Alfabetização, Literacia e Inserção Social.
Dissertação de Mestrado em Expressão Gráfica, Cor e Imagem. Universidade Aberta,
Lisboa. Disponível em: http://hdl.handle.net/10400.2/1264
 Martins, E. (2013). Gerontologia & Gerontagogia e Animação em Idosos. Lisboa: Cáritas
Portuguesa
 Nunes, B. & Pais, J. (2014). Doença de Alzheimer - Exercícios de Estimulação (2.ª
Edição). Lidel
 Santos, Franklin Santana (2018). Estimulação Cognitiva para Idosos - Ênfase em
Memória- 2ª edição. Atheneu
 Unesco. (s.d.). Alfabetização para todos. Disponível em Unesco:
https://www.unescoportugal.mne.pt/pt/temas/educacao-para-o-seculo-
xxi/alfabetizacaopara-todos.

Netografia
 RUTIS (Associação Rede de Universidades da Terceira Idade): http://www.rutis.pt
 Direção Geral da Saúde: https://www.dgs.pt
 Organização mundial da Saúde: https://www.who.int
Anexos
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Módulo 8932 “Estimulação cognitiva e aprendizagem no


idoso”

Objetivos Recursos Cronograma


Atividades Tarefas
Humanos Materiais 1ª 2ª 3ª 4ª
Geral Especifico sem sem sem sem

- 71 -
DISCIPLINA: PSICOLOGIA E COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Módulo 8932 “Estimulação cognitiva e aprendizagem no idoso”

Objetivos Recursos Cronograma


Atividades Tarefas
Humanos Materiais 1ª 2ª 3ª 4ª
Geral Especifico sem sem sem sem

- 72 -

Você também pode gostar