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MATEMÁTICA
FINANCEIRA

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Auditoria Contábil
Matemática Tributária
Financeira
Didática no Ensino
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Neto, Fernando, 2020.


Matemática Financeira - Belém, PA: Faculdade Estratego.
20 páginas.

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Auditoria
MatemáticaContábil Tributária
Financeira
Didática no Ensino
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO...................................................................................................................................................3
MATEMÁTICA FINANCEIRA.....................................................................................................................4
1.1 - JUROS SIMPLES E COMPOSTOS....................................................................................6

s
1.2 VALOR PRESENTE E VALOR FUTURO.............................................................................12
1.3 DESCONTOS....................................................................................................................................13
1.4 TAXA NOMINAL E TAXA EFETIVA......................................................................................15
1.5 EQUIVALÊNCIA ............................................................................................................................17
BIBLIOGRAFIA .................................................................................................................................................19

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Matemática Financeira
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INTRODUÇÃO

O mundo dos negócios não deveria se dissociar da academia e vice-


versa. Desde a Administração Científica de Taylor até os dias de hoje, o mundo
empresarial tem buscado suporte nas Ciências Exatas para resolver seus inúmeros
problemas. O domínio de conceitos matemáticos, que abrange fenômenos tanto
determinísticos quanto probabilísticos, vem-se evidenciando como competência
básica para o profissional bem-sucedido.
Pensando nesse contexto, esta disciplina introduz noções de Matemática
Financeira e de Estatística Aplicada, que são essenciais para entender conceitos
afins a essas áreas e solucionar problemas.

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MATEMÁTICA FINANCEIRA

Ao administrar uma pequena ou grande empresa com fins lucrativos, um dos


objetivos principais é a maximização dos resultados da atividade produtiva, seja ela
uma empresa comercial, de bens ou de serviços. Para isso acontecer, sabemos que
é necessário um excelente controle do processo produtivo, além de criatividade
e motivação de seus funcionários, com o uso de inovação e disponibilidade da
tecnologia da informação, com uma demanda crescente dos produtos através de
excelentes campanhas publicitárias, etc.
Entretanto, sabemos que para a empresa ser competitiva em todas essas
áreas ela deverá ser, antes de tudo, competitiva em suas finanças!
A disciplina de MATEMÁTICA FINANCEIRA irá justamente fornecer estas
ferramentas básicas que irão desde os fundamentos básicos da matemática
financeira até avançados conceitos de análise de investimentos, o que é
fundamental para o conhecimento de um profissional que deseja fazer a gestão
de uma organização.
E uma ótima informação poderia dar a você estudante da disciplina de
MATEMÁTICA FINANCEIRA: as aplicações de gestão financeira em empresas
são também muito úteis para auxiliar em nossa vida pessoal! Poderemos utilizá-
la ao comprar um eletrodoméstico, ao fazer o financiamento de um veículo, no
planejamento de uma aposentadoria, no financiamento da casa própria e em
inúmeras situações como auxiliar do planejamento financeiro de nossa vida
pessoal.
Você bem sabe que os empreendimentos, os negócios, as empresas, o
governo, as pessoas, enfim, todos nós – querendo ou não – estamos inseridos em
um sistema que regula as relações de troca com base em dinheiro. Nesse contexto,
é muito importante entendermos as regras que regem o sistema financeiro e
como ocorre o processo de transformação do valor ao longo do tempo. O domínio
dessas normas pode ajudar um agente decisor na escolha do melhor caminho
a ser trilhado no desenvolvimento de algum negócio. Afinal, a sobrevivência de
um empreendimento está associada, muitas vezes, à habilidade de decisão do
gerente, de forma oportuna e com base em estudos de viabilidade econômica.
Para darmos início a esta disciplina, vamos conhecer, primeiro, alguns
conceitos básicos e os principais fundamentos que norteiam o estudo da
Matemática Financeira.
Já sabemos da importância que a gestão eficiente e eficaz de suas finanças
representa para uma empresa. E para que isso aconteça é fundamental que
você conheça os princípios da Matemática Financeira. Não poderemos estudar
conceitos mais avançados, como, por exemplo, fazer a seleção e a análise da
viabilidade financeira de um projeto de investimentos para a empresa, sem que
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antes conheçamos conceitos e princípios como os de taxas de juros e regimes de


capitalização.
Estudaremos nesta aula princípios como o do valor do dinheiro no tempo e
o de equivalência de capitais, importantes para falarmos sobre valor presente e
valor futuro.
Existem problemas que solicitam a divisão de um número em partes
diretamente proporcionais a outro grupo de números, assim como aqueles que
pedem a divisão em partes inversamente proporcionais. Temos também os casos
onde em uma mesma situação um número de ser dividido em partes diretamente
proporcionais a um grupo de números e em partes inversamente proporcionais a
um outro grupo de números.
A divisão proporcional é muito usada em situações relacionadas à Matemática
Financeira, Contabilidade, Administração, na divisão de lucros e prejuízos
proporcionais aos valores investidos pelos sócios de uma determinada empresa,
por grupos de investidores em bancos de ações e contas bancárias. São questões
sempre presentes em concursos públicos por isso faremos uma abordagem
cuidadosa e detalhada desse mecanismo.
Podemos definir uma DIVISÃO PROPORCIONAL, como uma forma de
divisão no qual se determinam valores que, divididos por quocientes previamente
determinados, mantêm-se uma razão constante (que não tem variação).
Vamos imaginar que temos 120 bombons para distribuir em partes diretamente
proporcionais a 3, 4 e 5, entre 3 pessoas A, B e C, respectivamente:
Num total de 120 bombons, k representa a quantidade de bombons que cada
um receberá.

Pessoa A - k k k = 3k
Pessoa B - k k k = 4k
Pessoas C - k k k = 5k
Se A + B + C = 120 então 3k + 4k + 5k = 120
3k + 4k + 5k = 120 logo 12k = 120 e assim k = 10
Pessoa A receberá 3 x 10 = 30
Pessoa B receberá 4 x 10 = 40
Pessoa C receberá 5 x 10 = 50

Dividir o número 810 em partes diretamente proporcionais a 2/3, 3/4 e 5/6.


Primeiramente tiramos o mínimo múltiplo comum entre os denominadores 3, 4 e
6.
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Depois de feito o denominador e encontrado frações equivalentes a 2/3, 3/4 e


5/6 com denominador 12 trabalharemos apenas com os numeradores ignorando
o denominador, pois como ele é comum nas três frações não precisamos trabalhar
com ele mais.
Podemos então dizer que:
8K + 9K + 10K = 810
27K = 810
K = 30.

Por fim multiplicamos cada parte proporcional pelo valor encontrado de k e


assim obtemos:
240, 270 e 300.
8 x 30 = 240
9 x 30 = 270
10 x 30 = 300

Dividir um número em partes proporcionais a uma lista de números é dividi-


lo de forma que cada uma das partes resultantes seja proporcional aos números
dados. Exemplo: Dividir 100 em partes diretamente proporcionais a 2, 3 e 5.
Solução:

1.1 - JUROS SIMPLES E COMPOSTOS


Por definição, a Matemática Financeira corresponde à área da matemática
que descreve as relações entre o binômio tempo e dinheiro. Essas relações
permitem realizar operações de equivalência de capitais visando amparar
decisões de ordem financeira. Fundamentalmente, a Matemática Financeira
estuda os procedimentos utilizados em pagamentos de empréstimos, bem como
os métodos de análise de investimentos em geral.
Isso não impede, porém, que alguns conceitos da Matemática Financeira,
como o de porcentagem, por exemplo, possam ser utilizados em problemas que

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não envolvem dinheiro. Exemplo: Podemos calcular o percentual de aumento na


altura de uma planta em determinado intervalo de tempo.
Juro, também denominado de interesse, é definido como a remuneração
efetuada tanto a um dinheiro tomado emprestado como ao capital empregado
em atividade produtiva ou aplicação financeira. Ao ser pactuada uma operação
financeira, alguns parâmetros devem ser estabelecidos:
A taxa de juros referente ao período da operação;
O prazo de carência;
O período de capitalização ou contabilização dos juros;
O índice de correção monetária do saldo devedor;
O sistema de remuneração do capital.
A remuneração de um capital pode ser efetuada sob dois sistemas que
diferem conforme a incidência dos juros sobre o capital: o dos juros simples e o
dos juros compostos.

É importante ressaltar que a taxa de juros efetivamente paga é aquela


que incide sobre o capital efetivamente recebido ou disponível para o próprio
manuseio.
Em operações financeiras é comum serem cobradas do tomador: taxas
de abertura de crédito; juros pagos antecipadamente ao haver uma operação
de desconte de título de crédito; o pagamento de uma entrada no caso de
financiamento de bens de consumo. Em todos esses casos, sob quaisquer dos
dois sistemas de juros acima mencionados, o princípio a ser estabelecido é que
a remuneração do capital tomado emprestado, isto é, os juros, sejam sempre
calculados sobre a importância efetivamente recebida.
Observando esse princípio, é possível verificar quando a taxa de juros
pactuada e a efetivamente praticada são idênticas ou distintas.
A expressão por cento é indicada pelo sinal %. Ao se efetuar cálculos de
porcentagem, se está efetuando um simples cálculo de proporção. A porcentagem
é uma razão cujo denominador é igual a 100. Esta razão é também chamada razão
centesimal

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Taxa percentual e unidade de tempo


Os juros são fixados por meio de uma taxa percentual que sempre se refere
ama unidade de tempo. Por exemplo:
10% ao ano (a.a.);
5% ao semestre (a.s.);
2% ao mês (a.m.) etc.
Quando desejamos obter o valor dos juros de um período, em unidades
monetárias, aplicamos a taxa de juros sobre o capital, conforme o exemplo a seguir:

Capital aplicado -> R$ 100,00


Taxa de juros -> 6% a.a.
Valor de juros ao final de um ano -> 6% x R$ 100,00 = (6/100) x 100,00 = R$
6,00
Por definição, no sistema de remuneração de capital sob a matemática de
juros simples somente o principal rende juros durante todo o tempo em que foi
pactuado o financiamento. Esquematicamente representado abaixo.

Partindo da definição de juros simples, o montante de juros a ser pago na data


de quitação da operação financeira é igual ao produto do principal tomado, pela
taxa de juros pactuada e pelo número de períodos contratados.
Considerando que os juros gerados após um único período de aplicação
de um capital equivalem à taxa de juros pactuada multiplicada pelo capital.

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Matematicamente: J = P x i. A taxa de juros, indicada por i (do inglês interest, que


significa juros), é expressa como porcentagem do capital. Ela representa os juros
numa certa unidade de tempo, normalmente indicada da seguinte forma: ao dia
(a.d.), ao mês (a.m.), ao ano (a.a.), etc.
No caso do capital ser aplicado por “n” períodos, o montante dos juros a
serem pagos é diretamente proporcional a esse número de períodos. De modo
geral, os juros no período são iguais ao produto do capital pela taxa, isto é:
J = C ∙ i (juros no período da taxa)

Se o pagamento do empréstimo for feito numa única parcela, ao final do prazo


do empréstimo, o tomador pagará a soma do capital emprestado com o juro, que
chamaremos de montante e indicaremos por M.
M=C+J

Nesta modalidade, os juros são sempre calculados sobre um valor fixo (o


capital). Assim, considerando um capital C aplicado a uma taxa i por período e
durante t períodos de tempo, os juros simples da aplicação serão iguais à soma de
t parcelas iguais a C ∙ i, ou seja:

J = C ∙ i + C ∙ i + C ∙ i + ... + C ∙ i

Portanto:
J = VP . i . t

Temos uma dívida de R$ 1.000,00 que deve ser paga com juros de 8% a.m.
pelo regime de juros simples e devemos pagá-la em 2 meses. Os juros que pagarei
serão:
J=Pxixn
J = R$ 1.000,00 x 0.08 x 2
J = R$ 160,00

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Ao somarmos os juros ao valor principal temos o montante.


M=P+j
M = R$ 1.000,00 + R$ 160,00
M = R$ 1.160,00

Conceitos Básicos de Matemática Financeira Juros Simples – Exemplo a uma


Taxa de 10%

O regime de juros composto, também denominado de regime de capitalização


ou anatocismo, é caracterizado pela incorporação ao capital dos juros gerados
num período, ou seja, capitalizados, passando a gerar juros no período seguinte.
Estudos de análise de viabilidade de investimentos são lastreados na matemática
dos juros compostos, pois parte-se do princípio que investidores e empresas
reaplicam os lucros e os saldos de fluxos de caixa gerados a cada período, fato
que contribui para aumentar os lucros esperados futuros.
Pelo acima exposto, torna-se inconsistente a adoção da matemática dos juros
simples em estudos de viabilidade e, além disto, vem de encontro ao estabelecido
na primeira premissa que estabelece a maximização do lucro dos proprietários.
O principal questionamento nesse sistema de capitalização é quanto ao
montante a ser recebido pela aplicação de um capital, após certo número de
períodos de tempo e conhecidos os juros pactuados.
Visando calcular o montante a ser percebido, será adotada a seguinte
nomenclatura: n, representando o número de períodos de capitalização
pactuados; Sn = Montante a ser recebido após “n” períodos de capitalização; P =
Capital inicialmente aplicado ou principal; J = Montante dos juros a serem pagos;

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i = Taxa de juros pactuados. Ver Figura

Nesta modalidade os juros são calculados de acordo com o montante


acumulado até o período anterior, ou seja, o montante após uma quantidade t de
períodos de tempo é:
Mt = Mt − 1 + Mt − 1 ∙ i
Em resumo:
FV = PV ∙ (1 + i)n
A fórmula acima é indicada habitualmente sem o índice, escrevendo-se
simplesmente:
M = C ∙ (1 + i)t

No regime de juros compostos, os juros produzidos em um período de


capitalização e não pagos são integrados ao capital no início do período seguinte,
para produzirem novos juros, ou seja, os juros incidem sobre o capital inicial e
sobre os próprios juros.

Qual o montante produzido por um capital de R$ 7.000,00 aplicados a uma


taxa de juros mensais de 1,5% durante um ano?
M = C x (1 + i)t
M = R$ 7.000,00 x (1 + 0,015)12
M = R$ 7.000,00 x (1,015)12
M = R$ 7.000,00 x 1,195618
M = R$ 8.369,33

Calcular o montante de um capital de R$ 100.000,00 aplicado durante 6


meses, à taxa de juros compostos de 2% a.m.
M = C (1 + i)^n
M = 100.000 x (1 + 0,02)6

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M = 100.000 x 1,1261624
M = $ 112.616,24
Conceitos Básicos de Matemática Financeira Juros Compostos – Ex. a uma
Taxa de 10%

1.2 VALOR PRESENTE E VALOR FUTURO


Como já comentado, a matemática dos juros compostos é a adotada nos
estudos financeiros, a exemplo da determinação do valor de ativos produtivos,
investimentos em ações, títulos de capitalização e etc.
A assertiva acima ocorre devido ao entendimento que investidores e empresas
reaplicam os capitais disponíveis, sendo, então, a matemática dos juros compostos
a mais adequada para avaliar e analisar investimentos. Para tanto, ela se ampara no
princípio da equivalência de capital e operar dois conceitos largamente utilizados
nos estudos financeiros, quais sejam, o valor presente – VP e o valor futuro – VF
equivalente a um dado montante e vice versa.

Assim sendo, dado nesta data um principal expresso pelo seu valor presente,
P=VP, após certo número de períodos e aplicado a taxa de juros i, gerará uma
soma financeiramente equivalente ou seu valor futuro: S=VF. Ver Figura 2.5 –
Equivalência: Valor Futuro.
Deste modo, considerando o conceito de equivalência de capital pode-se
escrever: VP% = VF.
Financeiramente, então, denomina-se VP de VALOR PRESENTE do
montante de VF. De modo análogo, VF é denominado de VALOR FUTURO do
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capital aplicado, VP.


Por definição, o valor futuro – VF associado a uma determinada importância
P e aplicada durante um período n, é equivalente a esta importância quando
capitalizada a taxa de juros pactuada, i%.
A expressão do montante dos juros compostos capitalizados define o VALOR
FUTURO a ser recebido pela aplicação de um capital, P, denominado de VALOR
PRESENTE, quando pactuado à taxa de desconto, i%, após “n” períodos de
rendimento.
VF ≡ VP (1 + i)^n
Essa operação, comercialmente denominada de capitalização, é utilizada em
operações financeiras de título de capitalização, ou seja, de atualização monetária
de capital.
A expressão (1+i)n é denominada de Fator de Capitalização ou Fator de Valor
Futuro de um Principal, cuja representação pode ser efetuada sob as seguintes
nomenclaturas:
VF = VP (1 + i)^n

Em operação inversa, o VALOR PRESENTE – VP, nesta data, correspondente


a uma determinada importância futura, VF, é equivalente a esta importância
quando descontada durante certo período de tempo n a taxa de juros pactuada,
i%. Partindo da fórmula do montante dos juros compostos, obtém-se o VALOR
PRESENTE, VP, equivalente a um dado montante futuro, VF, quando descontado
à taxa de juros i%, durante certo período, n.
Sabendo-se que VF ≡ VP (1 + i)^n, a expressão da equivalência de uma importância no presente,
conhecido seu montante numa data futura é dada por:

VP ≡ VF / (1 + i)^n

Essa operação também é denominada de desconto de um capital a valor


presente e realizada quando se deseja conhecer o valor atual relativo a um capital
no futuro. A expressão 1/(1+i)^n é denominada de Fator de Desconto ou Fator
de Valor Presente de um capital, cuja representação pode ser efetuada sob as
seguintes nomenclaturas:
VP ≡ VF / (1 + i)^n

1.3 DESCONTOS
O desconto simples, racional ou comercial são aplicados somente aos títulos
de curto prazo, geralmente inferiores a 1 ano. Quando os vencimentos têm prazos
longos, não é conveniente transacionar com esses tipos de descontos, porque
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podem conduzir a resultados que ferem o bom senso. O cálculo do desconto


refere-se ao valor de um título numa data antes de seu vencimento;
O desconto é a diferença entre o valor de resgate e o valor presente do título
na data da operação.

Calcular o desconto comercial de um título de R$ 100.0000,00 com resgate


para 5 anos, à taxa de 36% ao ano.
SOLUÇÃO
Fórmula: d = VF x i x n
d = 100.000 . 0,36 . 5 =
desconto de R$ 180.000
Como vemos, o valor do desconto é superior ao valor nominal do título, o que
é um absurdo!!!

Uma duplicata de $70.000,00, com vencimento para 90 dias, foi


descontada por um banco à taxa de 2,7% ao mês. Calcular o valor líquido
entregue ou creditado ao cliente.
D = VF . I . n
D = 70.000 x 3 x 0,027 = R$ 5.670,00
VP = VF – D
VP = 70.000,00 – 5.670,00 = R$ 64.330,00
Calcular o desconto composto efetuado sobre um título, cujo valor de face

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é de 1000,00, com vencimento em 90 dias à taxa de 2% ao mês.


D1 = VF . i = 1000 x 0,02 = 20,00
VP1 = 1000 - 20 = 980,00
D2 = 980 x 0,02 = 19,60
VP2 = 980 – 19,60 = 960,40
D3 = 960,40 x 0,02 = 19,21
VP3 = 960,40 – 19,21 = 941,19
D = D1+D2+D3 = R$ 58,81

Uma duplicata no valor de R$ 8.000,00 foi descontada para quatro meses


antes do vencimento, a uma taxa de desconto comercial composto igual a 3% a.m.
Calcule o valor líquido da operação e o desconto sofrido pelo título.
4

VP = R$ 7.082,34

D = VF – VP
D = R$ 8.000,00 - R$ 7.082,34
D = R$ 917,66

1.4 TAXA NOMINAL E TAXA EFETIVA


Você sabe o que são taxas nominais e efetivas e onde elas são aplicáveis?
Vejamos:
Taxas nominais
O uso da expressão taxa nominal é aplicável no regime de juros compostos.
Taxa nominal é a taxa de juro contratada
Um exemplo seria considerar uma taxa de juros de 15% a.a., capitalizados
mensalmente. Nesse caso, podemos observar que a taxa é anual, mas a
capitalização é mensal.

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Listamos, aqui, algumas taxas nominais:


12% ao semestre com capitalização bimestral;
14% ao quadrimestre com capitalização trimestral;
25% ao ano com capitalização semestral.
Esse é o caso dos rendimentos da caderneta de poupança. Costuma-se
informar que a poupança rende 6% a.a. mas também é usual ouvir que rende 0,5%
a.m. Portanto, podemos expressar a taxa da caderneta de poupança em termos
anuais da seguinte forma: 6% a.a. com capitalização mensal.
Nesse contexto, as taxas devem ser divididas pelo número de períodos de
capitalização (6% ÷ 12 = 0,5%), como se fossem taxas proporcionais de juros
simples, apesar de serem capitalizadas por juros compostos.
Taxas efetivas
Taxa efetiva é a taxa de juro do período de capitalização, que efetivamente
será paga ou recebida. Já estamos cientes de que a utilização do termo nominal
está associada a taxas de juros compostos como uma forma aproximada que
simula um comportamento proporcional de juros simples.
Em função disso, muitas vezes, é necessário saber mensurar o valor efetivo
de determinada transação financeira, até porque muitos fatores o mascaram.
Um deles é expressar a taxa praticada com referência nominal. Nesse caso,
o custo efetivo será maior do que o expresso nominalmente. Um exemplo
seria calcular o custo efetivo anual de uma taxa de 36% a.a. com capitalização
mensal. Com esse período de capitalização, precisamos dividir a taxa anual por
12, a fim de calcular quanto ela representa em termos mensais.
Sendo assim, temos:
36% / 12 = 3% a.m.
Logo, podemos obter o custo efetivo anual por meio do cálculo da taxa
equivalente, ou seja:
1 12
(1 + i) = (1,03)
(1 + i) = 1,425761
i = 1,425761 - 1
i = 0,425761 ou 42,5761% a.a.
Vamos aplicar o conhecimento que acabamos de adquirir através de um
exemplo?
Suponhamos que uma aplicação de R$ 10.000,00 tenha sido feita à taxa de
36 % a.a., capitalizada mensalmente. Vamos, agora, calcular o montante obtido no
final do ano. A taxa de 36% a.a. é nominal, pois seu período anual é diferente do
período de capitalização mensal.
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Logo, considerando a relação entre as unidades de tempo dessas taxas, a taxa


efetiva da operação é proporcional à taxa dada. Em outros termos, como 1 ano =
12 meses, então, a taxa efetiva i será dada por:

Portanto, o montante VF será obtido por:


12
VF = 10.000 × (1 + 0,03) = 10.000 × 1,42576 = R$ 14.257,60

Taxas equivalentes produzem taxas idênticas no mesmo período, mesmo que


estejam expressas em unidades de tempo diferentes.

1.5 EQUIVALÊNCIA

Em algumas situações relacionadas à Matemática Financeira temos que


realizar operações de equivalência das taxas de juros. Em situações de longo
prazo conhecemos a taxa mensal de juros, mas desconhecemos o valor da taxa
anual ou dos juros acumulados no período estabelecido.

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BIBLIOGRAFIA

ASSAF NETO, Alexandre. Matemática Financeira e suas aplicações. São


Paulo: Atlas, 2008.
ASSAF NETO, Alexandre e LIMA, Fabiano Guasti. Curso de administração
financeira. São Paulo, Atlas, 2008.
FARIA, Rogério Gomes. Matemática Comercial e Financeira. São Paulo:
Ática, 2007.
MATHIAS, Washington Franco; GOMES, José Maria. Matemática Financeira.
São Paulo: Atlas, 2009.
PUCCINI, Aberlado Lima. Matemática financeira objetiva e aplicada. São
Paulo: Saraiva, 2008

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Desenho Instrucional: Tiago Lobato


Design editorial/gráfico: Darlan Conrado
Revisão pedagógica: Aline Ramos
Revisão ortográfica: Adriana Morais

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