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ESCOLA PILOTO DE ENGENHARIA DA UFPB

SIMULAÇÃO DE PROCESSOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS USANDO


OS SOFTWARES COCO E CHEMSEP

JEFFERSON VERÍSSIMO

João Pessoa – PB
Setembro de 2020
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO.................................................................................................................................. 3

2. COCO SIMULATOR ........................................................................................................... 4

3. VANTAGENS E DESVANTAGENS DO COCO SIMULATOR............................ 7

3.1. VANTAGENS ................................................................................................................ 7

3.2. DESVANTAGENS ....................................................................................................... 8

4. ETAPAS DE IMPLEMENTAÇÃO DE SIMULAÇÕES DE PROCESSOS ......... 8

5. SIMULAÇÕES NO COCO ..............................................................................................10

6. CHEMSEP .............................................................................................................................22
INTRODUÇÃO

No atual cenário da indústria química mundial, é indiscutível que os profissionais


que atuam diretamente nessa área precisam estar se adaptando constantemente às
mudanças e evoluções sofridas pelas empresas que tentam inovar cada vez mais nesse
setor. Em particular, os Engenheiros Químicos são peças fundamentais para o
funcionamento e crescimento das indústrias, uma vez que esses profissionais são
responsáveis por projetar e operar instalações de uma planta química.
A simulação de processos é usada desde a concepção do projeto até a operação
da planta química, incluindo estudos de viabilidade técnica e econômica do processo. A
validação da integridade do projeto industrial e a sua operabilidade prática requerem a
simulação de toda planta com o uso de modelos rigorosos.
Nas últimas décadas, o interesse das indústrias em técnicas e pacotes
computacionais para a modelagem e simulação de processos tem crescido
exponencialmente, sendo influenciado por diversos fatores, tais como fatores
econômicos e a necessidade de otimizar os processos. Por todos esses motivos, a
simulação de processos é atualmente um dos pilares da engenharia química, ajudando
no estudo e análise de novos processos e/ou na otimização de processos conhecidos.
Em contraste com a elevada quantidade de softwares ofertados pelo mercado
atualmente, seus preços se tornam um grande empecilho para a maior parte dos
estudantes de engenharia em todo o mundo. Afinal, não é muito comum um estudante
possuir a licença de programas que chegam a custar milhares de dólares. Para contornar
isso, o ideal "Open Source", desenvolvido por Eric Raymond em 1998, vem ganhando cada
vez mais força e tem gerado bons frutos na disseminação de softwares gratuitos em todo
o mundo.
Na área de engenharia química, mais especificamente, em simulação de processos
químicos, a tendência é que também surjam diversos softwares baseados no ideal Open
Source, com o objetivo de fazer frente aos principais simuladores do mercado. Contudo,
essa é uma tarefa bastante difícil, uma vez que os programas comerciais existentes são
tão robustos e completos, que diminuem as perspectivas de desenvolvimentos de novos
softwares, a fim de competir com os existentes.

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Na simulação de processos industriais, os softwares gratuitos que mais se
destacam são o COCO Simulator (que será abordado em detalhes nesta apostila), EMSO
e o DWSIM. Todos esses programas demonstram ser bastante eficientes nos cálculos de
diversas operações unitárias, propriedades termodinâmicas, reatores, entre outros.
Alguns deles apresenta grande versatilidade ao permitir a comunicação com outros
softwares, expandindo as possibilidades de cálculo, os tornando mais robustos.

2. COCO SIMULATOR

O COCO™ é um simulador de processos em estado estacionário, gratuito e de


código aberto e, que opera de forma sequencial. Desenvolvido pela AmsterCHEM e
colaboradores, o software oferece ao usuário uma interface simples e didática. Quando
comparado a outros programas comerciais pagos, tais como o Aspen Hysys™ ou
PRO/II™, o COCO se destaca especialmente por apresentar bons resultados de
simulação exigindo pouco poder computacional.
O nome "COCO" significa "CAPE-OPEN to CAPE-OPEN", um padrão de interface,
idealizado por Richard Baur em 1994, que consiste em uma série de especificações para
expandir o alcance da aplicação das tecnologias de simulação de processos. Desta
maneira, este simulador permite a integração com outros programas, à exemplo do
ChemSep (simulador de processos de separação), MATLAB™, Excel™ e SciLab™.
O COCO Simulator contém os seguintes componentes principais
(cocosimulator.org, 2020):
• COFE: é um ambiente gráfico onde o usuário pode construir fluxogramas
químicos. COFE tem algoritmo de solução sequencial usando fluxos lacrimais
automáticos. COFE exibe propriedades de fluxos, lida com conversão de
unidades e fornece recursos de plotagem.
• TEA: é baseado no código da biblioteca termodinâmica da ChemSep e inclui
um banco de dados de mais de 430 produtos químicos comumente usados. O
pacote exibe mais de 100 métodos de cálculo de propriedade com seus
derivados analíticos ou numéricos.

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• COUSCOUS: é o pacote de unidade de operações, incluindo misturador,
trocadores de calor, bombas e reatores, entre outras operações unitárias.
Também inclui o ChemSep-LITE, uma versão limitada do ChemSep com um
máximo de 40 compostos e 300 estágios, pode servir como uma operação de
unidade de destilação de equilíbrio.
• CORN: é o pacote de reações que vem com o COCO, facilitando a
especificação de qualquer tipo de reação cinética ou de equilíbrio. Contém
reatores simples, como reatores de conversão, CSTRs e reatores de fluxo
pistonado.

COUSCOUS
CAPE-OPEN Unit-
operations Simple
package
TEA CORN
Thermodynamics CAPE-OPEN
for Engineering Reaction Numerics
Applications package

COFE
CAPE-OPEN
Flowsheet
Environment

Figura 1 - Componentes do COCO Simulator

Fonte: Adaptado de DE LA O (2017)

De La O, Cristina Marcela Cortez. Aplicación del Programa “Coco Simulator” en la Simulación de Componentes de
Procesos de Industrias Químicas en el Salvador, Como una Herramienta Didáctica para la Ingeniería Química. 2017.

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O COCO ainda possui os seguintes pacotes adicionais (cocosimulator.org, 2020):

Water: um pacote de propriedades autônomo para cálculo de propriedades


de água e vapor, com base no padrão industrial IAPWS-97.

OATS: Permite a execução de pacotes de propriedades físicas. Também inclui


um amplo registro de comunicação CAPE-OPEN entre o ambiente de
simulação e modelos de clientes. Inclui COULIS, o registrador de operações da
unidade CAPE-OPEN.

COFE.xlt: é um modelo de planilha do Microsoft Excel projetado para incluir


um documento COFE em uma pasta de trabalho do Excel. Isso permite acessar
dados de operação de fluxo e unidade de um fluxograma, bem como realizar
cálculos termodinâmicos e de propriedades físicas no Excel.

JUIcE: é o Editor de Ícones de Operação de Unidade. Para a criação e


manutenção de ícones de operação da unidade usados com COFE.

TERNYP: este componente serve para a criação de diagramas de fases,


gráficos de propriedades e curvas de resíduos de sistemas ternários.

ConfigureTEA: este aplicativo é responsável por configurar e manter pacotes


de propriedades TEA.

ConfigureCORN: este aplicativo é responsável por configurar e manter pacotes

de propriedades CORN.

Online help: extensa documentação online.

COFEStand: utilitário de linha de comando autônomo para resolver


fluxogramas COFE.

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CUP: executa atualizações online para todos os pacotes incluídos no COCO.

3. VANTAGENS E DESVANTAGENS DO COCO SIMULATOR

Para analisar as vantagens e desvantagens do uso deste software é necessário


fazer a comparação com outros programas semelhantes. Outro ponto importante a
considerar é o objetivo desta apostila e o minicurso, que procura abordar simulações de
processos industriais de maneira clara, simples e objetiva, utilizando recursos gratuitos
e acessíveis, no que diz respeito ao hardware ou poder computacional necessário para
executar o COCO e seus pacotes adicionais.

3.1. VANTAGENS

A primeira grande vantagem do COCO, e talvez a mais importante, é o fato do


programa ter código livre, o que significa que qualquer pessoa pode estudar o código e
realizar contribuições para a melhoria do software. Isso amplia bastante as possibilidades
de manipulação do simulador, pois o usuário pode modificar o código a fim de otimizar o
funcionamento do COCO e a sua capacidade de simulação, além de que, pelo fato de ser
código livre, está em constante atualização, através de uma grande comunidade de
contribuições.
Outro aspecto muito interessante no COCO é que este programa não exige
grandes configurações de hardware para ser executado. Na verdade, o COCO é um dos
simuladores mais leves encontrados, sendo necessário pouquíssima memória no disco
rígido para a instalação do programa. Contudo, as vantagens não param aí, apesar de o
software só estar disponível para o sistema operacional Windows, com configurações
simples, o usuário consegue executar o programa e as simulações sem dificuldade. É
recomendado que o usuário tenha um computador de mesa ou notebook com as
seguintes configurações mínimas: 2000 MB de memória disponível no HD; 2 GB de
memória RAM e S. O. Windows XP ou Superior e não é necessária placa de vídeo
dedicada.

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O COCO oferece uma interface simples e didática, permitindo que os usuários
aprendam a usar o software facilmente, mesmo com a escassez de materiais na internet
ou em livros, sendo uma ótima ferramenta para o ensino e aprendizado de simulações de
processos para alunos e professores.
Esse software permite a importação ou compartilhamento de banco de dados de
substâncias, permitindo uma maior integração entre os usuários e a melhoria do
programa. Além disso, o COCO permite o reaproveitamento de pacotes termodinâmicos
ou de substâncias de outros projetos, sem a necessidade de o usuário ter que refazer
todos os procedimentos a cada nova simulação. Permite também a integração com
outros softwares através do padrão CAPE-OPEN, o tornando muito mais versátil e
completo.

3.2. DESVANTAGENS

O COCO ainda é bastante limitado em relação a quantidade de equipamentos


disponíveis, quando comparados a outros simuladores comerciais. E, apesar da
possibilidade de integração com outros softwares como o MATLAB, como mencionado
anteriormente, adicionar outros equipamentos ainda é uma tarefa complexa.
Da mesma forma que acontece com os equipamentos, o COCO ainda possui uma
base de dados de substâncias relativamente pequena e básica, e o processo de adição de
novas substâncias é complexo e requer diversos parâmetros.
O programa apresenta algumas instabilidades na execução de alguns cálculos,
fechando repentinamente, especialmente em processos muito complexos e que
requerem um poder computacional maior.

4. ETAPAS DE IMPLEMENTAÇÃO DE SIMULAÇÕES DE PROCESSOS

Durante a utilização de qualquer simulador de processos, o usuário


necessariamente deve interagir com a interface gráfica do programa para poder
construir o processo desejado. Contudo, o usuário deve ser algumas cosias definidas
antes de iniciar as etapas de construção do fluxograma, tais como: qual será o processo
a ser simulado, quais as substâncias envolvidas, se existe ou não reação química, qual

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modelo termodinâmico será adotado, quais os equipamentos envolvidos no processo,
quais as análises deverão ser realizadas após a simulação, entre outras.
No COCO, não é diferente, inclusive é uma tarefa até mais fácil em alguns
aspectos, como a seleção de pacotes de reações ou termodinâmicos, pois a interface
amigável do software permite que o usuário desenvolva as etapas do processo de
maneira simples.

Figura 2 - Metodologia para Implementação de Simulações

Fonte: Adaptado de DE LA O (2017)

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5. SIMULAÇÕES NO COCO

Como visto anteriormente, para qualquer processo que se deseja simular,


podemos seguir alguns passos para conseguir implementar a simulação, essas etapas vão
desde a concepção do processo, substâncias e equipamentos até a análise final.
No geral, as seguintes etapas podem ser seguidas:
• Estudo e Análise do Processo;
• Divisão e Organização;
• Criação do Pacote de Substâncias;
• Criação do Pacote de Reações Químicas;
• Implementação dos Equipamentos e Inserção dos Parâmetros e Variáveis;
• Execução e Análise dos Resultados da Simulação.

Como exemplo, iremos implementar parte do processo de produção de


Etilbenzeno a partir de Benzeno e Etileno.
A Figura 3 mostra a tela inicial do COCO, onde aparece, no lado esquerdo, os
botões “flowsheet” e “settings”. Toda a simulação computacional realizada no COCO
(equipamentos, correntes, etc) aparece no flowsheet, enquanto em settings são definidas
as opções como componentes utilizados no processo, pacotes termodinâmicos e
métodos numéricos.

Figura 3 - Tela inicial do COCO

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Escolha dos Componentes e Modelo Termodinâmico

Na maioria dos simuladores de processos, o primeiro passo antes de iniciar a


simulação propriamente dita é a escolha dos componentes do sistema e do pacote
termodinâmico que será usado para o cálculo das propriedades como entalpia, energia
livre de Gibbs, entropia, entre outras. No COCO, essas opções são definidas no botão
“settings”, situado no lado esquerdo superior da tela inicial. A seguir são mostrados os
passos para a definição desses pacotes.

Componentes

A partir da tela inicial, dando um duplo clique no botão “settings” será mostrada
uma nova tela com as principais opções a serem determinadas (ver Figuras 4 e 5). Os
próximos passos são: Add > Selecionar Pacote TEA > New > Add > Escolher
Componentes e Selecionar Modelo Termodinâmico.

Figura 4 - Criação do pacote de substâncias no COCO

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Figura 5 - Configuração do Pacote TEA

No momento de selecionar os componentes, é possível adicionar o nome e a descrição


do pacote de propriedades que está sendo criado. Após isso, podemos selecionar os
componentes, como mostrado abaixo.

Figura 6 - Seleção dos Componentes

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O usuário pode arrastar a lista e procurar pelo componente de interesse ou
simplesmente digitar o nome da substância (em inglês) na caixa de pesquisa, e clicar em
OK. Depois, basta repetir o processo caso seja necessário adicionar mais substâncias.
A próxima etapa é selecionar o modelo termodinâmico a ser utilizado. É
recomendado fazer isso somente após a seleção dos componentes, pois, caso o usuário
não esteja familiarizado com essa etapa, o simulador dá dicas de qual modelo usar, caso
o usuário selecione algum que não consiga descrever bem as interações que ocorrem no
sistema escolhido.
O COCO disponibiliza vários Modelos de Coeficiente de Atividade como
UNIFAC, UNIQUAC e NRTL, e Equações de Estado como PENG-ROBINSON e SOAVE-
REDLICH-KWONG.

Figura 7 - Seleção do modelo termodinâmico

Em nosso caso, utilizaremos a equação de estado de Peng-Robinson. O usuário


também pode fazer alterações avançadas dos modelos termodinâmicos, mas isso será
abordado com detalhes durante o curso.
Após selecionar o modelo, basta clicar em OK e passar para a próxima etapa.

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Criação do Pacote de Reações Químicas

Depois de selecionar corretamente as substâncias do processo e o modelo


termodinâmico, o próximo passo é criar um pacote para adicionar as reações químicas.
Clicando novamente em “settings” (canto esquerdo, em Document Explorer),
selecionamos a opção “Reaction packages”, e depois em “Add”. Ao abrir a nova aba,
selecionamos o pacote “CORN Reaction Packeage Manager”.

Figura 8 - Criando o pacote de reações

Em seguida, basta clicar em “New” e adicionar


as reações, será criado um pacote com o nome
“New Reaction Package”. Então, selecionamos e
clicamos e “Edit”.

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Agora, inserimos o nome do pacote e a descrição, e clicamos a aba “Compounds” e
depois em “Add”. Em seguida, clicamos em “From material template” e damos OK.

Figura 9 - Adição dos componentes da reação

Então, aparecerá uma janela com os componentes a serem selecionados para a reação
específica. Devemos selecionar os componentes e clicar em OK.

Figura 10 - Seleção das substâncias da reação.

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O próximo passo é selecionar a aba “Reactions” e clicar em “Create” para podermos
adicionar as reações, suas respectivas estequiometrias, lei de velocidade, fase, etc. Será
aberta a janela “Enter reaction ID”, ou seja, devemos nomear a reação e clicar em OK.
No caso do nosso exemplo, a produção de Etilbenzeno a partir de Etileno e
Benzeno possui três reações principais, as quais são mostradas a seguir:

𝐶2 𝐻4 + 𝐶6 𝐻6 → 𝐶8 𝐻10 (1)

𝐴+𝐵 →𝐶

𝐶8 𝐻10 + 𝐶2 𝐻4 → 𝐶10 𝐻14 (2)

𝐶+𝐴 →𝐷

𝐶10 𝐻14 + 𝐶6 𝐻6 → 2𝐶8 𝐻10 (3)

𝐷 + 𝐵 → 2𝐶

Assim, precisamos adicionar três reações no COCO, cujo processo é mostrado a


seguir.

Figura 11 - Descrição da reação

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Depois de nomear a reação, devemos fornecer a estequiometria da reação, lei de
velocidade e outras informações que forem necessárias.
Os coeficientes estequiométricos dos reagentes são negativos e os do produto
positivos.

Figura 12 - Inserindo reações químicas

Em seguida, devemos adicionar a expressão de velocidade para a reação, fase e


calor de reação, sendo esta última opcional.
Para adição da Lei de Velocidade, caso seja necessário, basta clicar no botão da
opção “Rate”, como mostrado acima em vermelho. Irá abrir outra janela para
adicionarmos a expressão. É importante estar atento às unidades da equação de
velocidade do COCO.
Basta repetir o processo para as três reações e clicar em OK para finalizar.

Seleção de Equipamentos

A planta de produção de Etilbenzeno possui diversos equipamentos, mas só será


demonstrado nesta apostila os equipamentos disponíveis no COCO, não como
implementá-los, uma vez que tudo isso será mostrado em detalhes no curso.
Para inserir um equipamento no COCO, basta clica em “Insert” e depois em “Unit
Operation”, como mostrado na figura abaixo.

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Figura 13 - Inserindo operação unitária

Na janela que será aberta, é possível visualizar todas as operações unitárias


disponíveis no COCO.

Figura 14 - Equipamentos disponíveis no COCO.

A seguir, serão listados todos os equipamentos, suas descrições e parâmetros


necessários para implementá-los.

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EQUIPAMENTO FIGURA DESCRIÇÃO PARÂMETROS
Este equipamento permite a Pressão de saída;
liberação de pressão a partir de
Queda de pressão;
VÁLVULA DE um fluxo de matéria. Um
EXPANSÃO expansor utiliza a queda de Geração de energia;
pressão de um gás para gerar
Eficiência isentrópica.
energia.
As turbinas geram energia a
partir de uma queda de pressão Pressão de saída;
de um fluido líquido entre a Queda de pressão;
TURBINAS entrada e a saída do
equipamento. A queda de Geração de energia;
pressão ou pressão de saída Eficiência adiabática.
devem ser especificadas.
O uso desse equipamento tem
por objetivo promover a Temperatura de saída;
AQUECEDOR/ mudança de temperatura de
Entrada de calor;
RESFRIADOR uma determinada corrente.
Queda de pressão.

Esses equipamentos são


projetados para permitir a troca Troca de calor;
de calor entre dois fluidos com
Temperatura;
TROCADOR DE diferentes temperaturas. O
CALOR trocador de calor opera LMTD;
adiabaticamente, podendo
Queda de pressão.
operar com correntes paralelas
ou contrárias.

Combina duas ou mais


correntes do processo,
MISTURADOR permitindo a mistura. Opera Queda de pressão
adiabaticamente e com
composição constante.

Queda de pressão;
Separa uma única corrente em
SEPARADOR
duas ou mais. Número de divisões.

Um make-up é utilizado para


misturar correntes em excesso,
MISTURADOR que posteriormente não Vazão de reciclo;
MAKE-UP afetarão o balanço de massa Vazão de excesso.
global do processo.

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Aumento de pressão;
Pressão de saída;
É usado para aumentar a Razão de pressão;
COMPRESSOR pressão de um sistema para
Razão de volume;
fluidos em estado gasoso.
Demanda de energia;
Eficiência isentrópica.

Aumento de pressão;
É usado para aumentar a Pressão de saída;
BOMBA pressão de um sistema para
fluidos em estado líquido. Demanda de energia;
Eficiência adiabática.

CSTR: Reator de Tanque


Queda de pressão;
Continuamente Agitado,
assume algumas aproximações. Temperatura;
REATOR
A principal delas é que a mistura
CSTR Entalpia;
dentro do reator está
perfeitamente agitada e opera Fase da reação.
com uma única fase.

O reator de equilíbrio é um
modelo de reator simplificado e Queda de pressão;
onde reações de equilíbrio
Temperatura;
REATOR DE podem ser especificadas. Este
EQUILÍBRIO equipamento implementa um Entalpia;
flash reativo, onde o equilíbrio
Geração de calor.
de fases é calculado junto com o
equilíbrio reativo.
PFR (reator de fluxo pistonado)
Fase da reação;
é um modelo de reator
unidimensional simplificado em Diâmetro e
que se considera que as
comprimento;
concentrações, temperatura e
pressão só variam ao longo do Propriedades do
REATOR
comprimento. O PBR (reator de
PFR/PBR catalisador (PBR);
leito fixo) tem as mesmas
simplificações, com a diferença Direção do fluxo;
que é usado em reações
Tolerância de
heterogêneas, sendo preciso
especificar as propriedades do integração.
catalisador.

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Este equipamento é um
dispositivo de separação ideal, Queda de pressão;
pois divide os compostos em
SEPARADOR DE Fração de divisão por
frações específicas definidas.
COMPONETES
Pode ser aproximado de um componente.
decantador e opera
isotermicamente.
Separa a corrente em duas fases, Queda de pressão;
uma líquida e uma vapor. Os
cálculos de equilíbrio são Pressão de saída;
SEPARADOR realizados com base na pressão Geração de calor;
FLASH de saída, depois de uma queda
de pressão na corrente de Temperatura de saída;
entrada ou aumento de Fração de vapor;
temperatura.
Eficiência de separação
de sólidos;
Tem o objetivo de separar os
SEPARADOR DE
sólidos das demais fases, é um Eficiência de separação
SÓLIDOS
modelo simplificado de ciclone. de não-sólidos;

Queda de pressão.
Tipo de operação:
destilação, absorção ou
extração;

O ChemSep é um programa
integrado com o COCO que Número de estágios;
serve para realizar os cálculos Estágio de alimentação;
CHEMSEP
de operações de colunas de
destilação, absorção ou Razão de refluxo;
extração. Pressão de operação;
Queda de pressão;
Entre outros.

Fonte: cocosimulator.org, 2020.

Esses são praticamente todos os equipamentos disponíveis no COCO Simulator.


Vale ressaltar que ainda é possível expandir as capacidades do software por meio da
integração com outros, podendo ser importado o modelo de outros equipamentos
através de códigos do MATLAB™ ou Scilab™, por exemplo.

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6. CHEMSEP

O ChemSep é um simulador de coluna para operações de destilação, absorção e


extração. Ele combina o modelo de coluna de estágio de equilíbrio clássico com um
modelo de coluna de não-equilíbrio (baseado em taxa) em uma interface fácil e intuitiva.
O software é gratuito e conta com uma versão básica, ChemSep LITE, que permite
realizar cálculos com 40 componentes e 300 estágios de equilíbrio usando um banco de
dados que cobre mais de 400 produtos químicos (chemsep.org, 2020).
Como mencionado em outra seção, uma das desvantagens do COCO é o seu
banco de substâncias relativamente pequeno, quando comparados a outros simuladores
comerciais, sendo necessário inserir novos compostos em alguns casos. É através do
ChemSep que podemos contornar o problema, pois ele permite a adição de novos
componentes. As etapas para adicionar uma nova substância é a seguinte:

Execute o ChemSep

Ao abrir o ChemSep, devemos clicar na opção “Open pure component data


manager”, como mostrado na figura abaixo.

Figura 15 - Ambiente gráfico do ChemSep

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Uma nova janela será aberta, nela devemos clicar em “Add New”. Depois, basta
adicionar o nome do componente e clicar em OK. Assim, ele vai ficar registrado na base
de dados.

Figura 16 - Inserindo novo componente no ChemSep

Após isso, o novo componente já estará disponível para preencher algumas


informações. Alguns parâmetros são opcionais, outros obrigatórios. Ao selecionar o
novo componente, teremos os campos opcionais como CAS number, Smiles, Structure,
etc.

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Figura 17 - Informações do novo composto

Nas outras demais abas têm novos parâmetros que devem ser adicionados, como
propriedades críticas, correlações para o cálculo de propriedades termodinâmicas, entre
outras. Após completar as especificações, a nova substância está pronta para uso no
COCO.

Figura 18 - Parâmetros para os cálculos de propriedades termodinâmicas

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Exemplo de uma simulação no COCO: Planta de Estireno

Figura 19 - Planta de Estireno

Processo retirado da seguinte referência:

LUYBEN, William L. Design and Control of the Styrene Process. Industrial & Engineering Chemistry
Research, v. 50, n. 3, p. 1231-1246, 2011.

O site do COCO Simulator disponibiliza uma biblioteca onde o usuário pode baixar e estudar diversas
simulações de plantas industriais. Para acessar o conteúdo, basta entrar no endereço abaixo.

cocosimulator.org

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