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capítulo 1

Coordenadas, eixos
e movimento
A maior parte de um programa é composta das coordenadas dos pontos que se referem às
distâncias para os eixos. Junto com as declarações que determinam como a máquina é usada,
essas coordenadas X, Y e Z são empregadas tanto para o movimento da ferramenta como
para o posicionamento da ferramenta em relação à peça, bem como para referência. Os eixos
se referem aos mesmos que já aprendemos em fresadoras e tornos (Capítulos 3 e 4 do livro
FITZPATRICK, M. Introdução aos processos de usinagem Porto Alegre: AMGH, 2013), mas aqui, no
Capítulo 1, vamos formalizá-los. Estas quatro unidades são os alicerces de conhecimento para
tudo em CNC e para o restante deste livro.

Objetivos deste capítulo


Identificar X, Y e Z – eixos lineares primários e secundários da máquina CNC.
Identificar A, B e C – eixos de rotação primários.
Identificar U, V e W – eixos lineares secundários.
Identificar pontos geométricos usando coordenadas cartesianas absolutas.
Identificar pontos geométricos usando coordenadas cartesianas incrementais (relativas).
Selecionar o valor da coordenada correto com base nas dimensões de desenho.
Definir movimento rápido e interpolações linear e circular.
Comparar os movimentos de dois, de dois e meio e de três eixos.
Identificar as características de desenho definidas com dimensionamento polar.
Usar coordenadas polares para definir os pontos únicos.

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Planos discretos
Unidade 1-1 Um dos três planos originais definidos pelos eixos
que se encontram sobre ele: XY, YZ ou XZ.

Mundo dos eixos Regra da mão direita


Utilizada para determinar as letras de identificação
normalizados dos eixos dentro de um sistema de eixos ortogonais.
Há nove eixos pa- Regra da orientação (polegar)
Conversa de chão drão universalmen- Utilizada para determinar o valor de sinal de eixos
de fábrica te utilizados na rotativos.
EIA-RS267-B O movimento usinagem CNC. Três
Sistema de eixos ortogonais
e a posição axial são são os familiares
Três eixos que se orientam a 90° uns dos outros.
padronizados pela Electronic eixos lineares primá-
Industries Association rios, com movimen-
(EIA) na América do Norte
tos (em linha reta)
Os eixos lineares primários
com base em seu padrão
recomendado EIA267-B. X, Y e Z. Os três eixos X, Y e Z
Há também um padrão de rotação primários Os eixos de base utilizados para definir um espaço
paralelo da ISO (International (A, B e C) são usados de três dimensões (tridimensional) encontram-se
Standards Organization). para identificar um situados a 90° uns em relação aos outros e, como
Esses padrões, de fato, arco ou movimen- tal, são chamados de um sistema de eixos orto-
incluem 14 eixos definidos
para movimento e posição,
tos circulares, tais gonais. Usando a mesma raiz da palavra (“orto”)
no entanto, utilizando os como um fuso de que em projeção ortográfica, o sistema é composto
nove descritos aqui, estamos um torno giratório de linhas de eixo orientadas a 90° umas das outras e
contemplando todos os programável ou que se cruzam em um ponto de referência comum
equipamentos de CNC uma articulação de (Fig. 1-1).
normais.
cabeçote de fre-
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

sadora com movi- Três planos primários


mento de punho (movimento de rotação, mas não Combinando quaisquer duas linhas de eixo primá-
completo). rias, define-se uma superfície plana. Há três planos:
Por fim, temos três eixos secundários em linha reta, XY, XZ e YZ (Fig. 1-2). Por exemplo, ao visualizar
chamados de eixos lineares auxiliares (U, V e W). Eles uma peça colocada em uma fresadora vertical, a
são adicionados ao sistema para uma produção mesa representa o plano XY, enquanto um objeto
multiaxial, algumas vezes chamada de multitarefa. em um torno é visto no plano XZ – geralmente a
partir de cima.
Termos-chave:
Eixo Z
Articulação
Ação do tipo punho que se move em arco, mas não Y
em um círculo completo. Cabeçotes de fresadoras Eixo X
Eixo
possuem articulação.
Fresadora de cinco eixos
Máquina vertical ou horizontal com um cabeçote que Sistema
se articula nos eixos A e B. ortogonal de 90°
X Z
Orientação global
A relação do sistema de uma máquina definida Y
considerando-se o chão e o operador. Figura 1-1 Os três eixos lineares primários: X, Y e Z.

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Três planos discretos Orientação global do eixo
Plano
XZ Z
Y
Y X Z X
Fresadora Fresadora
vertical horizontal

Plano
XY
Plano
YZ

Torno
X Z

Figura 1-2 Os três planos primários: XY, XZ e YZ. Figura 1-3 Os eixos principais se aplicam às três
máquinas habituais.

Quando o comando da máquina é capaz de cortar


as curvas em mais do que um desses três planos Essas são as diretrizes convencionais, não um pa-
discretos (únicos), o programador deve inserir um drão. Para uma determinada máquina CNC, o siste-
código para definir em qual plano o movimento ma de eixos não precisa ter uma relação com a re-
deve ocorrer. Aprenderemos os códigos mais tarde. ferência global. Embora o sistema de eixos
permaneça ortogonal e os eixos estejam na mes-
Ponto-chave: ma posição um em relação ao outro, o sistema de
Por enquanto, saiba que mudar para um corte eixos pode ser rotacionado para qualquer posição
curvilíneo dentro de um plano principal dife- global.
rente requer que seja digitado um novo código Tente você mesmo.
Conversa de chão
para indicar qual plano desejado. Use a regra da mão Coordenadas, eixos e movimento
de fábrica
direita em uma
fresadora da sua Opa! Tempos atrás, a
Identificação do eixo em uma oficina. Dependen- alguns dos primeiros
máquina CNC do da perspectiva tornos programados, foram
atribuídos valores com sinal
Ao se deparar com uma máquina CNC pela primei- geral do sistema
inverso apenas para o eixo Z.
ra vez, a orientação global do seu sistema de ei- de eixos, você po- A grande ideia era eliminar a
xos (em relação ao chão e ao operador) pode ser derá verificar a sua maioria dos sinais negativos
frequentemente identificada deste modo, nesta mão em qualquer nas coordenadas do eixo
ordem (Fig. 1-3): posição, mas ela Z e, assim, criar programas
mais curtos. Contudo, essa
Z O eixo paralelo e oposto ao eixo-árvore se ajustará à regra.
“melhoria” levou a tantos
Quase não há ex- acidentes graves, devido
X Normalmente, o eixo mais longo, geral-
capítulo 1

ceções ao sistema ao sistema de eixos fora do


mente paralelo ao chão ortogonal, mas ele padrão, que eles nunca mais
Y O eixo perpendicular tanto a X como a Z pode ser observa- foram produzidos.

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O exemplo mais comum de orientação global incli-
Dica da área nada, mostrado nas Figuras 1-5 e 1-6, é uma base
Quando confrontado com uma máquina CNC inclinada do torno, na qual o eixo X foi inclinado
desconhecida, sempre olhe primeiro para o eixo em relação ao chão. Essa modificação faz o cavaco
Z, pois será o mais fácil de identificar. O eixo Z e a ejeção do fluido refrigerante mais eficientes e
traz a ferramenta para a peça, como em um tor- melhora o acesso do operador para configurar as
no, ou a peça para o fuso ou vice-versa em fre-
ferramentas.
sadoras. Em seguida, com o eixo Z identificado,
aplique a regra da mão direita para identificar
os outros dois eixos (Fig. 1-4).
Os eixos de rotação primários
A, B e C
Algumas máquinas CNC apresentam eixos progra-
Z
máveis que giram ou são articulados. De acordo
com o padrão EIA267-B, existem três eixos rotati-
vos primários:
Y
A, B e C
Cada um é identificado pelo eixo central primário
em torno do qual gira:
O eixo A gira em torno de uma linha paralela a X
X O eixo B gira em torno de uma linha paralela a Y
O eixo C gira em torno de uma linha paralela a Z

Ponto-chave:
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

Os eixos de rotação primários são identificados


Figura 1-4 A regra da mão direita ajuda a pelo seu eixo central.
identificar os eixos da máquina.

Torno CNC com barramento inclinado


Ponto-chave: (visto de cabeçote móvel)
Regra da mão direita
Apontando o dedo polegar de sua mão direi- Torre
porta-ferramenta
ta ao longo da direção positiva do eixo X, o seu
dedo indicador aponta para a direção positiva do
eixo Y. Por fim, o dedo médio aponta para o eixo
Z positivo. X Guias do eixo Z
Eixo

Chão

Figura 1-5 Um barramento de um torno com


do inclinado em algumas posições diferentes em inclinação possui um eixo X inclinado em relação ao
relação ao mundo, especialmente em equipamen- chão para melhorar a remoção de cavaco e o acesso
tos CNC avançados e robôs. do operador às ferramentas.

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Eixo X

Figura 1-6 O eixo X de um torno com barramento inclinado é rotacionado em relação ao solo para melhorar a
refrigeração e a remoção de cavaco e para auxiliar o acesso do operador durante a preparação.

Pergunta sagem, um cabeçote de ferramenta acionado é co-


locado na torre de ferramentas (Fig. 1-8).
Para identificar um eixo rotativo, primeiro encontre
o seu eixo central. Por exemplo, um torno equipa- Eixos rotativos de fresagem
do com um fuso posicionável que pode parar em
qualquer ângulo de rotação facilita a abertura de Quando superfícies inclinadas ou curvadas são
furos espaçados ao redor do perímetro de uma necessárias, mas não podem ser cortadas com
peça torneada (Fig. 1-7). Como esse eixo é chama- equipamentos de fresagem padrão, voltamo-nos
do? para máquinas de eixo rotativo. Há duas maneiras
Coordenadas, eixos e movimento
Resposta
A placa indexadora gira sobre um eixo paralelo em
Eixo de furação auxiliar
torno do eixo Z, portanto, é um eixo C rotativo. Se
ele pode parar apenas em um determinado local e
não permite a realização de um avanço por meio
de um arco durante a usinagem, trata-se de um
Eixo
eixo de posicionamento. Z ce
ntr
al
O mesmo eixo C também pode ser capaz de girar
em rotações programadas com lentas taxas de Eixo “C” com
avanço, o que possibilita as operações de fresagem movimento rotativo
em seguida, assumindo que um cabeçote de fre-
capítulo 1

Figura 1-7 Um fuso do torno capaz de posicionar-se


sagem foi adicionado. Esse eixo é conhecido como em uma localização exata seria denominado um eixo
um eixo de avanço. Para facilitar a operação de fre- “C”, de acordo com as normas EIA.

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Cabeçote de fresagem articulado AB

Rotação
do eixo B

A
eixo
ção do
Rota
Z Y

X
A

Figura 1-9 Uma fresadora de cinco eixos apresenta


Figura 1-8 Tornos multitarefa apresentam fresas dois movimentos articulados – A e B.
acionadas em sua torre de ferramentas, chamadas
muitas vezes de ferramentas ativas.

como uma fresadora CNC pode empregar um eixo


de rotação programável: girando a peça ou pela ro-
tação do cabeçote de corte (ou uma combinação
dos dois).
Cabeçotes de fresagem articulados Estas
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

máquinas estão equipadas com um cabeçote no


eixo, que pode girar em um ou dois planos duran-
te um corte (A ou A  B). A articulação promove
uma rotação semelhante ao cabeçote da fresadora
Bridgeport, mas, permite o avanço seguindo um
arco (Fig. 1-9). Figura 1-10 Esta turbina de alta velocidade está
Cabeçote de usinagem de cinco eixos Máqui- sendo usinada por um eixo A/B com cabeçote de
nas com essa capacidade são conhecidas como fresagem que inclina.
fresadoras de cinco eixos com eixos X, Y e Z e A
e B (Fig. 1-10).
Agora é a sua vez
Movimento de rotação positivo Questões importantes sobre partes cur-
ou negativo – Regra de orientação vas: A peça mostrada na Figura 1-11 deve ter
(polegar) o perfil usinado por uma fresagem concor-
Para definir a direção em que o movimento de ro- dante (da direita para a esquerda na página).
tação deve ocorrer, no sentido horário ou anti-ho- Para tornar essa superfície curva, um cabeçote
rário, usamos um sinal de positivo ou de negativo A/B articulado deve seguir o percurso, mu-
na coordenada. Tente você mesmo. Use a regra do dando a curvatura à medida que a fresadora
polegar para resolver as questões a seguir sobre o se move sobre os eixos X e Y. Use a regra do
corte de uma superfície curvada. polegar (Fig. 1-12) para determinar a direção

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em que o cabeçote tem que girar nas direções c. O eixo B começa com uma inclinação de
A e B positivas ou negativas. zero grau. No final do corte, sua rotação é
positiva ou negativa? (Ver o lado esquerdo
da figura.) As respostas estão na página 9.
Fresagem de uma superfície curva inclinada

Eixo oX
Y Eix Regra do polegar – Valor de entrada no eixo de
rotação Para identificar se a direção do eixo de
rotação é positiva ou negativa (no sentido horário
ou anti-horário), use a regra do polegar (Fig. 1-12).
Em primeiro lugar, identifique o sentido positivo do
eixo central em torno do qual a rotação ocorre (X,
Y ou Z). Então, posicionando o polegar da sua
mão direita ao longo dessa direção positiva, os de-
dos se curvam no sentido positivo do eixo rotativo. O
5° Corte por baixo a 15°
movimento de rotação negativo seria contra os seus
Figura 1-11 Para realizar a fresagem concor- dedos.
dante, esta peça requer articulação nos eixos
A e B. Em que direção eles estão (positiva ou Rotação de peça e indexação
negativa)? Use a regra do polegar para resolver.
A segunda maneira pela qual um centro de usina-
gem ou uma fresadora CNC pode conseguir um eixo
rotativo ou de indexação é movendo a peça, e não o
cabeçote de corte. Isso pode ser feito com um aces-
sório programável do eixo A (método mais comum),
como se mostra na parte direita da Figura 1-13, ou
um eixo embutido no meio da mesa. Existem tam-
bém várias outras maneiras de indexar a peça de
maneira programável e versões de acessórios que
permitem a rotação da peça.
Indexação da peça Uma maneira muito eficien-
te para indexar peças é uma mesa de paletização Coordenadas, eixos e movimento
de quatro faces (Fig. 1-14). Aqui, as peças são co-

Eixos rotativos CNC


Figura 1-12 A regra do polegar ajuda a identi-
ficar o sinal do valor no eixo rotativo (senso de
direção).

a. Antes do corte, o eixo A está rotacionado


na direção positiva ou negativa em rela-
ção à vertical? (Isso é mostrado na parte Eixo X
capítulo 1

direita da Fig. 1-11.)


Figura 1-13 Eixos rotativos programáveis podem
b. De que maneira A se movimenta durante ser adicionados aos acessórios ou integrados a partes
o corte? da máquina.

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Figura 1-14 Equipamentos de fixação com pallets para a produção giram a peça para criar um acesso seguro
e eficiente a mais de um lado da peça de trabalho.

locadas aos quatro lados de uma resistente torre


vertical de fixação de trabalho. Cada lado pode Ponto-chave:
Para fins de programa, a acessórios com rotação
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

ser indexado e bloqueado na direção do fuso. Por


exemplo, a peça recebe todos os cortes de fresa- de peça e a alguns acessórios de indexação deve
gem de face em uma só estação, e, em seguida, ser atribuída uma letra de identificação no eixo.
Quando isso é feito, a identificação segue a regra
a mesa de paletização é indexada para que fresa-
do polegar, com base na regra da mão direita.
gens periféricas e laterais sejam feitas na segunda
face. A furação e o mandrilamento são feitos na
terceira etapa. Três lados da peça podem ser usi-
nados em uma preparação. Outra vantagem desse Os eixos lineares secundários
tipo de sistema de fixação e posicionamento das
U, V e W
ferramentas é que as peças podem ser trocadas
de forma segura, no quarto lado, do lado oposto O dispositivo de furação para torno na Figura 1-7
ao eixo, enquanto acontece a usinagem. A terceira ilustra outro sistema de eixos. Máquinas CNC rece-
vantagem é que as torres inteiras podem ser pre- bem, ocasionalmente, eixos em linha reta secundá-
definidas com os dispositivos de fixação corretos rios para adicionar guias de ferramentas auxiliares
quando “preparadas” (configuradas para um novo ou mangotes para mandrilamento e outras funções
trabalho), o que torna apenas alguns minutos para de usinagem, de acordo com a sua capacidade.
remover um pallet e substituí-lo por um segundo,
completamente pronto para usar com as peças
Regra do eixo linear secundário
pré-carregadas! Esse é um bom exemplo de como Para identificar os eixos lineares secundários, de-
remover os cavacos constantemente de forma lu- termine os eixos lineares primários paralelos (X, Y
crativa! Veremos mais no Capítulo 2. ou Z). Se o eixo secundário é paralelo a

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X, é o eixo U
Y, é o eixo V
Revisão da unidade 1-1
Z, é o eixo W
Revise os termos-chave
Articulação
Por exemplo, a pequena fresadora vertical mostra-
Ação do tipo punho que se move em arco, mas
da na Figura 1-15 tem o seu mangote programável
não em um círculo completo. Cabeçotes de
designado como o eixo Z, portanto, o consolo que
fresadoras possuem articulação.
também se move verticalmente torna-se o eixo
“W”, de acordo como EIA267-B. Fresadora de cinco eixos
Máquina vertical ou horizontal com um cabeço-
Agora é a sua vez te que se articula nos eixos A e B.

Respostas do eixo curvo Orientação global


A relação do sistema de uma máquina definida
a. O programa começa com o eixo A inclina-
considerando-se o chão e o operador.
do a 15º (positivo).
b. Em seguida, começa a rotação do cabeço- Planos discretos
te na direção negativa de A. Um dos três planos originais definidos pelos
eixos que se encontram sobre ele: XY, YZ ou
c. O eixo B termina com uma rotação negativa.
XZ.
Não entendeu? Lembre-se: o polegar aponta
para o lado positivo do eixo central – oposto a Regra da mão direita
cada aresta X e Y da peça. Utilizada para determinar as letras de identifi-
cação dos eixos dentro de um sistema de eixos
ortogonais.
Regra da orientação (polegar)
Eixo linear auxiliar Utilizada para determinar o valor de sinal de
eixos rotativos.
Sistema de eixos ortogonais
Três eixos que se orientam a 90° um do outro.
Eixo Z
Reveja os pontos-chave
• Para mudar de um plano discreto para ou-
Coordenadas, eixos e movimento
Mangote tro, uma palavra de código deve ser inserida
no programa.
• Os eixos de rotação são identificados pelo
seu eixo central.
Consolo
programável Responda
1. Em uma folha de papel, utilizando a
regra da mão direita, complete o siste-
Eixo W
ma de eixos ortogonais no desenho da
Figura 1-16.
2. Qual eixo linear principal é paralelo ao
Figura 1-15 O consolo programável da fresadora eixo do fuso principal? Qual eixo é central
capítulo 1

seria chamado de eixo W, uma vez que ele se move para um movimento de eixo B?
paralelamente ao eixo Z.

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3. Identifique os eixos de rotação na fresa- 4. Um torno CNC multitarefa capaz de cortar
dora de cinco eixos da Figura 1-17 e em os dois lados da peça apresenta duas torres
que direção eles estão se movendo (posi- de ferramentas programáveis. Cada uma
tiva ou negativa). delas pode deslocar-se individualmente
em duas direções. Identifique os eixos que
faltam nesta máquina e o valor do sinal
(positivo ou negativo) (Fig. 1-18).

Torre dupla do torno

Z

Fresa
vertical Torno

Figura 1-16 Identifique o sistema de eixos


utilizando a regra da mão direita.

Figura 1-18 Identifique o eixo primário e os


Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

dois eixos auxiliares deste torno.

5. Os eixos principais correspondem um ao


outro. Preencha esta tabela.
Z
Eixo linear primário Y

Eixo linear secundário U

Eixo rotativo primário C

X 6. Esta fresadora de cinco eixos na Figu-


Y
ra 1-19 está girando com o cabeçote de
corte na direção indicada. Esse é um mo-
vimento de eixo A ou B positivo ou nega-
tivo, de acordo com a regra do polegar?
Figura 1-17 Identifique os dois movimentos 7. Complete o sistema de eixos ortogonais
rotativos neste cabeçote de fresagem articula- para a fresadora CNC horizontal na Figura
dor de cinco eixos. 1-20.

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Resolva usando a regra do polegar Unidade 1-2

Sistemas de coordenadas e
pontos
O cartógrafo espanhol Cartes utilizou uma grade
de linhas que se cruzam em 90° para a identifica-
ção de qualquer ponto sobre os seus mapas geo-
gráficos. Quatro séculos depois, ainda estamos as
usando em mapas de rua. Muito além da sua inten-
oX
ção, matemáticos e mecânicos as adaptaram para
Eix a programação e as chamaram de coordenadas
cartesianas, o que nos ajuda a tornar a usinagem
CNC possível. Duas coordenadas cartesianas (X e
Y) identificam pontos bidimensionais no plano. Ao
Figura 1-19 Este é um movimento dos eixos A
adicionar uma terceira (X, Y e Z), é possível identi-
e B positivo ou negativo?
ficar qualquer ponto em três dimensões, chamado
de espaço tridimensional. Elas também são chama-
Nomeie estes eixos
dos de coordenadas retangulares.
O ponto identificado pode ser usado como refe-
rência, como, por exemplo, o centro de um círculo.
Também pode ser utilizado como um local no qual
um furo vai ser brocado ou para definir um deter-
minado ponto sobre uma superfície da peça. Ou
uma coordenada pode ser o alvo de uma instrução
de movimento, de tal modo que a ferramenta se
dirige a ele a um determinado avanço.
Coordenadas cartesianas não atendem a todas as
identificações de pontos necessárias. Às vezes, a in- Coordenadas, eixos e movimento
formação chega até nós em um desenho de enge-
nharia que não está em X, Y e Z. Como um foguete
deixando a Terra, às vezes, pensamos em pontos de
identificação em termos de quão longe ele já via-
jou desde a origem (raio  R) e em qual ângulo (A).
Essas são conhecidas como coordenadas polares.
Por exemplo, um círculo de furos é muito mais fácil
de definir usando coordenadas polares do que X
por localizações Y.
capítulo 1

Figura 1-20 Complete o sistema de eixos para


esta fresadora horizontal.

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Padrão (condição CNC)
Ponto-chave: Valor ou modo esperado ou predefinido.
Em desenhos de CAD e programação CNC ma-
Ponto zero do programa ou ponto zero peça (PZP)
nual ou por software CAM, nós usamos principal-
Origem principal para o programa e a geometria da
mente coordenadas retangulares, mas, de vez
peça. Escolhido pelo programador, o PZP é coordena-
em quando, é possível mudar para coordenadas
do pelo operador durante a preparação. Ele pode ser
polares. Estas podem economizar muitos cálcu-
colocado em qualquer lugar dentro do envelope em
los quando as dimensões do desenho são apre-
máquinas modernas.
sentadas em função do raio e do ângulo em vez
de das distâncias retangulares das referências. Quadrante
Um dos quatro possíveis segmentos com 90° situa-
dos sobre uma superfície plana, criados pela interse-
A Unidade 1-2 é sobre três tipos de coordenadas ção dos dois eixos que definem o plano. Os valores
utilizadas em CNC, bem como sobre a nossa forma absolutos das coordenadas dependem do quadrante
de atribuir valores a elas para determinar a direção. no qual se encontra um ponto.
Referência da máquina (RM)
Termos-chave: Posição que nunca muda, utilizada para instalação se-
Coordenadas absolutas gura, reajuste da precisão e para fins de configuração.
Valores com base na origem do sistema de eixos – o Referência flutuante completa
PZP. Capacidade de posicionar o PZP em qualquer lugar
Coordenadas cartesianas dentro do envelope da peça (e, às vezes, ainda além
Conjunto de coordenadas retangulares que se refere em situações especiais).
aos pontos dos eixos de referência. Referenciamento (a máquina CNC)
Coordenadas da máquina Conduzir a máquina a uma posição fixa (referência da
Conjunto de coordenadas que sempre se referem à máquina – [RM]).
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

RM, e não ao PZP. Valor incremental (valor relativo)


Coordenadas polares Coordenadas com base em uma entrada anterior.
Identificação do ponto usando deslocamento radial e Valores ponto a ponto. Às vezes, chamado de coor-
angular da origem. denadas relativas, porque cada entrada é baseada na
última.
Coordenação (eixos CNC)
Mover fisicamente a ferramenta para uma posição
conhecida em relação à geometria da peça e, em
Coordenadas absolutas e
seguida, configurar o registro do eixo para represen- incrementais
tar essa posição. Há duas maneiras diferentes de usar as coorde-
Entidade nadas cartesianas e polares. Como vamos usá-las
Linha reta ou arco curvo com um ponto com coorde- dependerá de a coordenada se referir à origem
nadas de início e fim. (o que é mais comum) ou levar a sua referência a
Entrada nula partir do ponto anterior, chamado de coordena-
Modo de comando, ou de coordenadas, que foi das incrementais. A Figura 1-21 mostra exemplos
definido anteriormente e pode ser opcionalmente de dois tipos diferentes de dimensionamento.
omitido da instrução do programa. Note que, no mundo real, eles não seriam mistu-
rados como no exemplo do desenho por causa do
Espaço tridimensional
conflito entre as tolerâncias.
Envelope de trabalho tridimensional definido por X, Y
e Z ou por coordenadas esféricas ou polares.

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Dimensionamento incremental mentais, muitas vezes,
Conversa de chão de
economiza cálculos e
0,75
0,75
tempo durante as pre-
fábrica
0,75 0,75
parações e a edição de Inventada nos Estados
programas. Unidos, a tecnologia CNC
está liderando nossa área
Coordenadas de atuação, mas está longe
de ser um assunto novo!
absolutas Mecânicos têm usado formas
de programação rígidas
Agora, vamos desen-
B em máquinas comandadas
volver uma capacidade numericamente desde 1950.
0,75
A de trabalho por meio Os mecânicos mais antigos
1,50
2,25
de coordenadas. Va- estão na frente dos demais
mos começar com as que surgiram na estrada da
3,00
informação, mas nós fazemos
Dimensionamento absoluto
mais utilizadas: as coor-
mais do que transferir dados,
denadas retangulares nós geramos cavacos e
Figura 1-21 Exemplos de dimensionamentos abso- absolutas. fazemos peças complexas
luto e incremental (também chamado de relativo). de helicópteros e aviões
Referenciadas à com nossos programas e
origem – Ponto computadores. Contudo,
Ponto-chave: mesmo antes da usinagem,
zero do programa outras indústrias usavam
Normalmente, o projetista usaria um tipo ou
Todas as coordenadas cartões perfurados para
outro de dimensionamento – absoluto ou in- controlar teares na fabricação
cremental. absolutas referem-se
de tecidos perfeitos com
a um ponto de partida padrões complexos. A
único – a origem local. automação programada já
No trabalho CNC, ele tem seu lugar na manufatura
Definições há mais de 50 anos.
é chamado de ponto
Coordenadas absolutas zero do programa ou
simplesmente ponto zero peça (PZP), a origem
Uma coordenada absoluta é aquela em que cada
da grade. O PZP é o ponto de referência principal
entrada representa a distância do ponto a partir da
no qual o programa e a preparação são baseados. Coordenadas, eixos e movimento
origem: X  0, Y  0 e Z  0. Usamos com mais
Selecionar a localização PZP relativa às caracterís-
frequência a identificação do ponto absoluto nos
ticas geométricas da peça está entre as primeiras
trabalhos com CNC porque desenhos geralmente
decisões importantes de planejamento.
referem suas características às origens do desenho
(referências A e B, por exemplo). Elas são mais po-
pulares porque os valores absolutos se tornaram Ponto-chave:
convencionais para programas gerados com CAM. Seja o desenho GDT (dimensionamento por to-
lerâncias geométricas) ou não, o PZP deve ser
Coordenadas incrementais baseado nas prioridades geométricas.
Elas se referem a um conjunto de coordenadas em
que cada entrada representa a distância do ponto
Definição do PZP na máquina
capítulo 1

identificado a partir do ponto anterior. Esses pontos


podem ser imaginados como saltos a partir da loca- Quando a máquina é preparada, o PZP deve estar lo-
lização atual para a próxima. Usar os valores incre- calizado na mesma posição sobre a peça física que foi

13

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selecionada para o programa. Essa é uma tarefa de
configuração importante tanto em fresadoras como Ponto-chave:
em tornos. Vamos usar um exemplo com fresadora. A ferramenta apenas tocando a superfície de tra-
balho é a maneira mais simples para ilustrar a po-
A ação é semelhante a definir alguma coisa (Fig. sição zero Z. Isso funciona bem para programas
1-22) a ser furada em uma fresadora manual. Em que usam apenas uma ferramenta de corte. Mais
primeiro lugar, a morsa está indicando verdadeiro tarde, vamos aprender que a origem Z em uma
em relação ao eixo da máquina e aparafusada no configuração com várias ferramentas de corte
lugar. Não importa onde a morsa está localizada pode estar na referência da máquina ou em qual-
sobre a mesa, porque o PZP pode ser fixado em quer outra altura fora da peça, a fim de permitir
qualquer posição dentro do envelope de trabalho ferramentas de comprimentos diferentes.
em equipamentos modernos. Isso é conhecido
como referência flutuante completa.
Com a coordenada PZP, todos os movimentos ab-
Quando o operador define o PZP relativo à peça,
solutos dos eixos da máquina referem-se a esse
morsa, placa ou no dispositivo de fixação, a ação
ponto. Em uma peça da fresadora, o PZP geral-
é chamada de coordenação da máquina. O eixo-
mente é colocado em um canto, como na Fig. 1-22,
-árvore situa-se acima de um dos cantos da peça
enquanto, em uma peça do torno do PZP, é muitas
de trabalho neste exemplo. A próxima ação é de-
vezes colocado na ponta externa e central.
finir o mostrador digital e/ou anéis graduados
para ler zero nessa posição na fresadora manual. O PZP, em circunstâncias especiais, pode ser colo-
Em CNC ocorre o mesmo, os registros do comando cado fora do envelope de trabalho. Primeiro, o fuso
são definidos para X0.0 e Y0.0. Em seguida, depois ou a ferramenta é posicionado sobre a peça. Mas,
de coordenar os eixos X e Y, a ferramenta de corte desta vez, os eixos não estão ajustados na origem;
poderia ser tocada no topo da peça e definir seu em vez disso, a sua posição em relação ao PZP é
registro como Z  0,0000, assumindo que é onde o escrita nos registradores da máquina. Nem todos
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

PZP do eixo Z foi escolhido para o programa (uma os controladores permitirão essa ação. No entanto,
prática comum). isso é possível, uma vez que a máquina refere co-
ordenadas, mas não necessita mover o eixo-árvore
ou a ferramenta de corte até ele.
PZP coordenada
Por uma convenção em engenharia, o PZP é re-
Posição absoluta registrada presentado como um círculo de alvo, como na
como zero Figura 1-23.

X 00.000
Pos
Y 00.000
Abs
Z 00.000 1,54

B A

Segundo Primeiro quadrante 1,13


CL Sym
Terceiro Quarto
Ferramenta tocando o topo no C D
canto de referência da peça

Figura 1-22 Coordenar o PZP para a peça física


CL Sym
requer ajuste dos registros do eixo para zero quando
a ferramenta está na posição PZP. Figura 1-23 Valores absolutos nos quatro quadrantes.

14

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Valor absoluto nos quatro Ponto-chave:
quadrantes Este conceito pode ser estendido para um es-
Dependendo de paço tridimensional (XYZ), criando um univer-
Conversa de chão qual lado do PZP so de oito possíveis locais (octantes). A Figura
de fábrica uma coordenada 1-24 mostra uma posição absoluta para a broca
está, o seu valor coordenada. Seus valores de X e Y são positivos,
Dependendo do costume
será positivo ou mas o Z é negativo.
local, você também pode
ouvir o PZP ser referido como negativo. Usando
origem do programa, ponto o plano XY para
de referência do programa,
o exemplo, a in-
Quadrantes do torno
zero do programa ou zero
terseção dos dois Durante a programação de trabalho para o torno, a
XYZ. Independentemente
de como você chamá-lo, eixos cria quatro peça é vista no plano XZ – de cima. O PZP é geral-
lembre-se de que é o ponto possíveis zonas mente colocado no eixo de extremidade exterior
a partir do qual todas as denominadas qua- – face da peça (mas nem sempre). Se ele estiver
coordenadas absolutas drantes. Eles são localizado nesse local fácil de coordenar, toda a
foram originadas ou a que se
numerados a partir trajetória a ser usinada está dentro do segundo
referem.
do canto superior quadrante, fazendo todos os valores de Z negati-
direito no sentido anti-horário (Fig. 1-23). Cada vos, mas todos os valores de X positivos, como se
ordenada (X ou Y) combina-se para compor uma vê na Figura 1-25.
coordenada e cada uma tem um valor positivo ou Na Figura 1-25, as coordenadas para o ponto A são
negativo.
A  X1.0000, Z0.0000
Quais são as coordenadas para os pontos B, C e D?
Ponto-chave:
Um pouco diferente das instruções matemáticas, Resposta
para coordenadas CNC, colocamos o sinal de ne- B  X1.000, Z–2.7500
gativo () após a letra para indicar um valor ne-
C  X1.8750, Z–2.7500
gativo. Nós não usamos o sinal de positivo ().
Nenhum sinal indica valor positivo. D  X1.8750, Z–4.0000

Coordenadas, eixos e movimento


X – é negativo X é positivo

Cada valor de X e Y é um valor único em função do


quadrante em que está localizado. Tal como mos-
trado na Figura 1-23, o ponto B está no segundo
quadrante, então, as suas coordenadas são
B  X–1.5400, Y1.1300
Símbolo PZP
Na Figura 1-23, quais são as coordenadas absolutas
para os pontos C e D? X 02.250
Pos
Y 01.000
Resposta Abs
Z–01.000
C  X–1.5400, Y–1.1300
capítulo 1

Figura 1-24 X e Y são valores absolutos positivos,


D  X1.5400, Y–1.1300 mas Z é negativo.

15

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se situam na peça sobre a linha do eixo ou no
primeiro quadrante e, portanto, todos os valores
são positivos. Essa é uma manipulação de dados
apenas. A prioridade do referencial de projeto é
um fator primordial para a colocação PZP.

4,000  1,875 Pontos para geometria e/ou


2,750
referência
D C
A Coordenar pontos recai em duas categorias de
B
como eles irão ser utilizados no programa. Alguns
 1,000
pontos podem ter dupla função. Na Figura 1-22, o
PZP também estava na peça como um ponto de
Figura 1-25 Os quadrantes para os eixos X e Z em geometria a ser usinada.
um trabalho no torno.
Pontos de geometria
Programação em diâmetro Pontos de geometria são aqueles que você preten-
Uma segunda convenção do torno está ilustrada de usar para posição ou movimento – um local a ser
na Figura 1-25. Em quase todos os programas para usinado. Eles estão no final de um corte ou em uma
torno, as coordenadas do eixo X são baseadas no posição central para um furo ou, ainda, em um pon-
diâmetro. to intermediário sobre uma superfície (Fig. 1-26).
Identificação da geometria dos pontos A geo-
metria do ponto ocorre na junção entre duas entida-
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

Ponto-chave: des quaisquer (Fig. 1-27). Uma entidade é um termo


Para a programação do torno, os valores de X são familiar para aqueles com formação em CAD. Elas são
convencionalmente escritos como diâmetros. linhas individuais retas ou arcos. Cada uma tem uma
coordenada do ponto do início e do ponto final.

Em alguns comandos e software CAM, é possível Um arco também deve ter um ponto de referên-
programar com valores de raio, mas apenas de- cia do centro. Onde duas entidades quaisquer se
pois de especificar o valor do raio na coordenada juntarem, tornarem-se tangentes, formarem in-
X; X  diâmetro é uma condição padrão para a
maioria dos centros de torneamento. (Padrão, aqui,
significa valor ou condição predeterminado.) Pontos de
geometria Ponto de referência
para o raio

Dica da área
Seleção do PZP para valor do quadrante
Quando conveniente para o trabalho na fresa-
dora, tente girar a peça bruta, como na Figura
1-22, de tal forma que a localização selecionada PZP Geometria dos pontos
do PZP esteja no canto esquerdo mais baixo em a serem furados
relação à peça. Quando é colocado dessa manei- Figura 1-26 Pontos de geometria ocorrem em locais
ra, todos os valores das coordenadas absolutas importantes.

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Pontos de tangência mesa. A condução da máquina à RM é chamada
Interseção de referenciamento.
Trata-se de uma localização útil usada principal-
Vista superior mente para as funções de preparação e coorde-
nação de precisão de máquinas mais antigas que
não possuem a capacidade de manter a sua posi-
Dois pontos ção quando estão desligadas. Deixaremos a RM de
Ponto de empilhados
interseção na interseção lado até olharmos as responsabilidades do opera-
dor nos Capítulos 3 e 4.
Figura 1-27 Os pontos podem ser coaxiais (empi-
lhados em cima uns dos outros ao longo de um eixo Pontos de referência locais Ao escrever um
principal). programa, é possível mudar o PZP para um local
com ponto zero de referência local temporário (PRL),
que fica a uma distância conhecida a partir do
terseção ou se cruzarem, há também um ponto de
geometria único a ambos. PZP. Uma vez que as características são usinadas
em relação ao PRL, ele é cancelado, e o referencial
Pontos de referência retorna novamente ao PZP. Referências locais são
utilizadas por alguns motivos:
Além do PZP, existem dois outros tipos de pontos
de referência utilizados em CNC. Um, que não é 1. Um motivo possível é que uma característica
normalmente utilizado para a execução do pro- geométrica, ou grupo de características, este-
grama, é a referência da máquina (RM). A RM ja referida a uma referência que não seja o PZP
não é um ponto flutuante, porém, fica em uma (Fig. 1-28). Muitos cálculos seriam necessários
posição fixa e exata (repetível) dentro do envelo- para escrever o valor absoluto das coordena-
pe da máquina, normalmente com todos os eixos das para cada corte que se refere ao PZP de
totalmente removidos para longe da placa ou da cada coordenada. Porém, criar um ponto de

Referencial
43,0 local (3)

Coordenadas, eixos e movimento


19,5
9,6

10,4
26,7  4,75
A
B  0,25 broca

2,5  8

Detalhe  2 tamanho

Painel de Adequado para a utilização


capítulo 1

instrumentos de referências locais

Figura 1-28 A matemática necessária para escrever as coordenadas para as características deste painel de
instrumentos pode ser simplificada usando uma referência local temporária para cada padrão de corte.

17

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referência local no centro e, então, referir-se a
ele para esse grupo poupa tempo de progra- de deslocamento é lido, a máquina começa a agir
mação e cálculos ao escrever o programa sem sobre a localização de referência armazenada na
o CAM. página de deslocamento de ponto zero. Muitas
oficinas carregam G53 com todos os zeros, sendo
2. Um PRL também pode ser utilizado para re- essa uma maneira fácil de voltar para a (ou se re-
petir um programa inteiro, ou uma parte de ferir à) máquina. O G53 depois cancela qualquer
um programa, em outro local dentro do en- deslocamento de ponto zero. Assim, para a sub-
velope de trabalho. A repetição pode ser, em -rotina com duas morsas, a lógica possível seria
uma parte, como recortes de instrumento, ou G54  morsa 1, G55  morsa 2. Aprenderemos
poderíamos usinar duas peças iguais em duas mais sobre deslocamentos de ponto zero no Ca-
morsas. A segunda parte poderia utilizar uma pítulo 6 deste livro.
referência local, a uma determinada distância
a partir da primeira (Fig. 1-29). PRL a uma distância
3. Nós também usamos PRL em peças muito conhecida a partir PZP
grandes, como longarinas de asas, por exem-
plo, nas quais o PZP principal pode estar a
PZP
centenas de pés de distância. Um ponto tem-
porário pode ser estabelecido, o que é muito
mais conveniente para o trabalho de prepara-
ção. O barramento da fresa pórtico na Figura
1-30 é de 200’ de comprimento.
Figura 1-29 Um PRL pode ser usado para exe-
cutar o mesmo programa em duas morsas.
Dica da área
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

No trabalho CNC, há quase sempre mais de uma


maneira de fazer um trabalho usando códigos.
Sub-rotinas que contenham todos os comandos
para um corte do instrumento podem ser usadas
para simplificar o programa do painel de instru-
mentos. Tal seria escrito usando coordenadas in-
crementais (a seguir). Então, só precisamos mo-
ver para o local central para iniciar a sub-rotina.
Vamos aprender sobre sub-rotinas em coman-
dos lógicos no Capítulo 7 deste livro.
Outro método de gravação de duas fixações de
morsa, na Figura 1-29, é chamado de desloca-
mento de ponto zero. A maioria dos comandos
consegue se lembrar de vários PZP dentro do
envelope de trabalho. Dada a instrução correta,
os registradores podem mudar de PZP1 para
PZP2, e assim por diante. A maioria dos controles
armazena de 6 a 10 PZP locais, com referência à Figura 1-30 Uma referência da máquina e o
referência da máquina. Os códigos usados são PZP podem ter 20 pés de distância (à esquerda)
G53, G54, G55, G56, e assim por diante, depen- ou 200 pés nesta gigante fresa de pórtico de 3
dendo do fabricante. Uma vez que o novo código fusos e 5 eixos.

18

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Coordenadas incrementais Ponto-chave:
As coordenadas cartesianas incrementais repre- Usando coordenadas incrementais
sentam um método útil para identificar um ponto. Não existe diferença na exatidão usando valores
Elas podem ser chamadas de coordenadas relati- incrementais ou absolutos, visto que o comando
vas, porque cada movimento da ferramenta está executa o programa internamente, sempre de
relacionado com a última posição da ferramenta forma absoluta. No entanto, quando entradas in-
ou do fuso. A coordenada é a distância a partir da devidas são feitas, os valores incrementais podem
posição atual para a próxima. Valores incremen- criar grandes problemas. Veremos exemplos a se-
tais são escolhidos por várias razões. Por exemplo, guir. Contanto que isso não viole as políticas da
quando: oficina, é possível alternar livremente entre valores
absolutos ou incrementais dentro do programa,
O desenho, ou uma parte dele, está dimensionado ou mesmo em uma única sentença de programa.
de forma incremental e o programa será escri- Contudo, o código correto de programação deve
to sem software CAM. Neste caso, utilizar va- ser inserido para que o comando saiba se os valo-
lores absolutos vai exigir muita matemática. res inseridos são absolutos ou incrementais. Fre-
Por outro lado, os valores incrementais estão quentemente usamos coordenadas incrementais
todos ali – sem fazer qualquer cálculo. em modo de edição, onde devemos introduzir um
Entradas no teclado manual foram usadas, por movimento extra ou quando escrevemos uma pre-
exemplo. Um programa de ferramenta curto, paração rápida ou um programa para geração de
escrito no comando para usinar castanhas ferramental diretamente do comando.
moles ou para mover um relógio compara-
dor com uma quantidade exata usando en-
tradas digitadas, seria simplificado usando Valores incrementais de movimento
entradas com coordenadas incrementais. O valor do eixo, positivo ou negativo, descreve a
Soluções incrementais são necessárias. Quando direção em que o movimento da ferramenta deve
uma solução de um cálculo de programação ser feito a partir da posição atual para a próxima. O
produz um valor incremental. Em outras pa- centro da ilustração na Figura 1-31 não é necessa-
lavras, a solução para a próxima posição de riamente o PZP, mas deve ser visualizado como a
referência ou local cria a distância incremen-
Y
Coordenadas, eixos e movimento
tal. Para calcular a distância absoluta, seriam 1,0
necessários cálculos adicionais.
Valores incrementais são necessários. Alguns co-
mandos específicos devem estar em valores 2
incrementais. Veremos comandos para gera-
ção de curvas nos quais o centro do círculo
1
deve ser identificado com coordenadas incre- X
mentais.
3
Movimentos extras devem ser editados. Um progra- 4 5
ma escrito pode exigir uma edição. Muitas ve-
zes, é mais fácil deslocar em movimentos in-
crementais para corrigir alguma coisa em um
capítulo 1

programa escrito em valores absolutos.


Figura 1-31 Identifique estes pontos de forma
incremental, em sequência.

19

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presente localização da ferramenta. Por exemplo, alertar o comando se as unidades que estão sendo
nessa posição, as coordenadas X10.0 Y1.0 levam a introduzidas são métricas ou imperiais. Apesar de
ferramenta para a posição 1. Ambos são movimen- não ser uma boa prática, as duas unidades podem
tos positivos. No entanto, um X–10.0 Y–1.0 levaria ser misturadas no programa. Isso só acontece se
à direção oposta. um desenho maluco as misturar!
Como você sabe, um milímetro é 25,4 vezes menor
Agora é a sua vez do que uma polegada. Assim, as coordenadas são
Questão de pensamento crítico Partindo geralmente escritas com três casas decimais; por
do ponto 1, determine as coordenadas incre- exemplo, X3.750.
mentais para mover do ponto 1 para o ponto
2 e, em seguida, para os pontos 3, 4 e 5 na se-
quência. Atente à escala de uma polegada no Ponto-chave:
desenho. Há um código para coordenadas com valores mé-
tricos e um para dizer ao comando que o progra-
RESPOSTA ma está em unidades imperiais (polegadas). Ele
pode, por exemplo, ser G20  Imperial e G21 
Ao ponto Incrementais Coordenadas
métrica, ou G70  Imperial e G71  Métrica.
2 X–1.600 Y1.000
3 X–0.600 Y–1.400
4 X1.200 Y–0.600 G21 X2.000
5 X1.400 Y0.000 Essa linha define coordenadas em sistema métrico
e que a entrada é de 2 mm.
G20 X2.0000
Ponto-chave:
Note que o ponto 5 de coordenadas X1.400, Y0.000 Essa linha diz ao comando para retornar a valores
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

pode ser resumido para X1.400 sem entrada Y, já imperiais e que a entrada é de 2 polegadas.
que não há movimento do eixo Y do ponto 4 ao Comandos modernos permitem flexibilidade com-
ponto 5. Isso é chamado de entrada nula. Coorde- pleta de unidades e valores. A maioria pode aceitar
nadas nulas podem ser deixadas de fora ou não. valores absolutos ou incrementais e nos sistemas
métrico ou imperial com facilidade, desde que
acompanhados pelos códigos corretos. Mais uma
Dica da área vez, apesar de isso ser uma má ideia, as unidades
Uma boa maneira de visualizar coordenadas in- e os valores (G90  absoluto ou G91  incremen-
crementais é pensar na posição atual como um tal) podem ser alterados dentro do programa ou
mini-PZP, “só naquele momento”. Isso significa até mesmo dentro de um único comando, sem
que os valores das coordenadas (positivo ou ne- perda de precisão. Atrás da tela de vídeo, os con-
gativo) do próximo ponto seguirão o princípio troles modernos mantêm o controle da posição da
quadrante, mas usando a posição atual como ferramenta de forma absoluta, utilizando valores
referência, não a origem absoluta. métricos, desconsiderando os valores do programa
e o que você vê na tela. A mudança de unidades e
valores só muda a maneira de ver os dados.
Coordenadas métricas
Coordenadas no sistema métrico são tão simples Quais coordenadas estão corretas?
como as entradas em polegadas. Mas, também Esse não será um problema se você estiver progra-
aqui, o código correto deve ser fornecido para mando com o software CAM. O software irá conver-

20

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ter as dimensões no desenho CAD em distâncias
Facilmente modificado pela adição
equivalentes em quaisquer unidades e valores que
de dois blocos que se estendem, se o
você tenha selecionado para o programa de saída programa é escrito em valores incrementais
(quase sempre valores absolutos). No entanto,
-1
quando estiver programando com entrada de da-
1,97 Adicionar comando
dos digitados, como em um PC ou no teclado do
extra ao programa
comando, o bom programador seleciona a iden-
tificação de coordenadas que exige o mínimo de -2 G91  0,400
cálculo e, portanto, proporciona menor chance de 2,37
Para estender esta linha
erro. Cálculos, às vezes, são inevitáveis na progra-
mação, mas, quando um grande número de contas
-3
está surgindo baseado na conversão de localização
de pontos em valores absolutos ou incrementais, 2,77
ou cartesianos para polares (estudaremos a seguir) Figura 1-32 Usando coordenadas incremen-
ou vice-versa, converta as unidades e os valores tais, o programa traço 1 pode ser facilmente
para evitar os cálculos de conversão. editado para a usinar o traço –2.

Ponto-chave:
Um dos três tipos de coordenadas é usado para Política de coordenadas
identificar a maioria dos pontos no desenho: Para fins de uniformidade, muitas oficinas têm uma
cartesiano incremental, cartesiano absoluto ou política específica sobre a seleção de coordenadas
polar. que restringe os valores a um único tipo.

Convenções em comandos de
programa
Dica da área
As coordenadas incrementais podem ser úteis Eliminação de nulos (coordenadas
quando várias peças de tamanho ou forma se- absolutas repetidas)
melhantes são programadas (Fig. 1-32). Usando
Embora seja correto representar cada ponto de
um programa principal, a alteração pode ser
inserida quando necessário. Por exemplo, os
geometria ou de referência em um programa com Coordenadas, eixos e movimento
coordenadas X e Z ou X, Y e Z completas, nem toda
três puxadores podem ser feitos a partir de um
único programa com dois movimentos X adicio-
coordenada precisa conter todos os dados de en-
nais acrescentados para ajustar o comprimento trada para ser completa.
da peça e usinar com as versões traço 1, 2 ou 3.
Isso não funcionaria usando coordenadas abso-
Regra do nulo absoluto
lutas, porque a sequência seguinte retornaria à Se um determinado valor de coordenada absoluta
forma original. Por exemplo, adicionando alguns foi inserido em uma instrução de comando ante-
movimentos incrementais de 0,400 polegadas, o rior, então, a entrada da ordenada do eixo pode
traço 1 é alterado para a peça traço 2. ser ignorada. Chamada de entradas nulas, a parte
duplicada pode ser deixada de lado por conveniên-
cia e para criar programas mais curtos.
capítulo 1

21

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Por exemplo, compare os dois conjuntos de coor-
denadas mostrados a seguir, nos quais a fresa inicia há uma chance de seu trabalho exigir alguma
depuração, e nulos ajudam nessa tarefa. Have-
1,0 acima do PZP (X0.0, Y0.0, Z1.0). Em seguida, ela
rá outros momentos em que você irá escolher
é posicionada em coordenadas de absolutas para
deixá-los no programa também. Por exemplo,
tocar na peça. Na etapa seguinte, ela se posiciona
quando estiver programando curvas (Capítulo 6
lateralmente em X para o ponto A e, depois, muda
deste livro), ocorrerão nulos nos pontos de geo-
as posições Y e Z para o ponto B. Relacione as co-
metria e de referência; assim, eles são deixados
ordenadas completas ao conjunto abreviado que para uma boa manutenção de registros de seus
se segue no qual os valores nulos são omitidos. As cálculos.
ações da máquina permanecem as mesmas.
Coordenadas completas
Do início ao PZP X0.0 Y0.0 Z0.0 Os procedimentos e convenções a seguir se apli-
Ao ponto A X2.5 Y0.0 Z0.0 cam ao uso de ambas as coordenadas absolutas e
Ao ponto B X2.5 Y–2.0 Z–1.0 incrementais. Os comandos CNC de hoje são flexí-
Entradas nulas removidas veis em suas exigências de dados de entrada, tanto
Z0.0 para a ordem de entrada quanto para a colocação
X2.5 decimal, mas nem sempre foi assim. Também há
Y–2.0 Z–1.0 alguns comandos nos quais a ordem de entrada é
rigidamente definida, não importando a geração
de comando.
Ponto-chave:
Eliminação do valor nulo Ordem de entrada
Se o registro de posição (leitura de tela) para um Comandos modernos podem ser programados
movimento de eixo em particular não for mudar em qualquer ordem XYZ. A coordenada X1.0,
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

de uma entrada para outra, então, essa parte da


Y2.0 e Z3.0 poderia ser escrita Y2.0, X1.0, Z3.0 ou,
coordenada (X, Y ou Z) pode ser omitida na coor-
ainda, Z3.0, X1.0, Y2.0. A maioria dos comandos
denada seguinte. Isso funciona dessa forma para
não requer ordem nos dados, desde que eles
as coordenadas absolutas e incrementais.
estejam completos dentro de uma instrução. No
entanto, ordenar em ordem alfabética é o mais
comum.

Dica da área Zeros antes e depois


Anular ou não anular Quando estiver escreven-
Em comandos modernos, as entradas de números
do um programa sem assistência do CAM, deixar
os nulos de fora funciona especialmente bem decimais só precisam ter o seu ponto decimal no
para a programação incremental. Uma vez que lugar certo e os algarismos significativos correta-
cada nova instrução de comando é a quantidade mente arranjados. Por exemplo, X.37 e X0.37000
e a direção do movimento seguinte, remover os são ambas aceitáveis. No entanto, há três razões
nulos encurta programas longos, pois cria me- para que as entradas do programa sejam ordena-
nos dados enviados para armazenamento per- das convencionalmente. O programa é, muitas ve-
manente. Isso se torna importante para formas zes, mais fácil de editar. Compare estas:
3D complexas. Em alguns casos, é uma questão Desestruturada
de escolha. X1.37 Y1
Porém, há momentos em que é melhor dei- X.256
xar os nulos no programa. Como um novato,
X.037 Y1.125 Z.5

22

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Z–0.2500
X.037 Z–.05 Revisão da Unidade 1-2
Estruturada Revise os termos-chave
X1.3700 Y1.0000 Coordenadas absolutas
X0.2560 Valores com base na origem do sistema de eixos
X.03750 Y1.1250 Z0.5000 – o PZP.
Z–0.2500 Coordenadas cartesianas
X0.037 Z–0.0500 Conjunto de coordenadas retangulares que se
Ambos os conjuntos de coordenadas transmitem refere aos pontos dos eixos de referência.
os mesmos dados. No entanto, no segundo con- Coordenadas da máquina
junto, as colunas são alinhadas e os números são Conjunto de coordenadas que sempre se refe-
escritos com algarismos decimais até a resolução rem à RM, e não ao PZP.
da máquina. Todos os zeros não são necessários,
Coordenadas polares
mas definir de maneira uniforme facilita a verifica-
Identificação do ponto usando deslocamento
ção. Ordenar o programa é uma questão de esco- radial e angular da origem.
lha e da política da oficina.
Coordenação (eixos CNC)
Mover fisicamente a ferramenta para uma posi-
Ponto-chave: ção conhecida em relação à geometria da peça
Quando lhe é atribuído um novo comando para e, em seguida, configurar o registro do eixo para
operar, descubra quais são as convenções ne- representar essa posição.
cessárias para a entrada de dados. Controladores
Entidade
mais antigos muitas vezes requerem um formato
Linha reta ou arco curvo com um ponto com
fixo com ordem rígida.
coordenadas de início e fim.
Entrada nula
Quando números inteiros são Modo de comando, ou de coordenadas, que foi
obrigatórios definido anteriormente e pode ser opcional-
mente omitido da instrução do programa.
Algumas entradas devem ser inseridas como núme-
ros inteiros sem um ponto decimal. Por exemplo, Espaço tridimensional
Envelope de trabalho tridimensional definido Coordenadas, eixos e movimento
Os números de linha nunca têm um ponto por X, Y e Z ou por coordenadas esféricas ou
decimal polares.
N001 não pode ser N001.0
Padrão (condição CNC)
Números de ferramentas
Valor ou modo esperado ou predefinido.
T10 não pode ser T10.0
Mas podem ser T0010 se o controle tiver Ponto zero do programa ou ponto zero peça
muitas definições de ferramenta. (PZP)
Número de passagens para completar uma Origem principal para o programa e a geometria
forma da peça. Escolhido pelo programador, o PZP é
P12 não pode ser P12.0 coordenado pelo operador durante a prepara-
ção. Ele pode ser colocado em qualquer lugar
Essas situações serão aprendidas em uma base de dentro do envelope em máquinas modernas.
capítulo 1

comando a comando. Leia o manual do comando.

23

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Quadrante • Cada plano primário tem quatro quadrantes
Um dos quatro possíveis segmentos com 90° que determinam o sinal das coordenadas
situados sobre uma superfície plana, criados absolutas.
pela interseção dos dois eixos que definem o • Valores nulos podem ou não ser omitidos
plano. Os valores absolutos das coordenadas por escolha do programador.
dependem do quadrante no qual se encontra
• Equipamentos modernos CNC oferecem
um ponto.
flexibilidade em determinadas entradas de
Referência da máquina (RM) dados que podem ser utilizadas conforme a
Posição que nunca muda, utilizada para insta- escolha do operador.
lação segura, reajuste da precisão e para fins de
• Não há diferença na exatidão usando valo-
configuração.
res absolutos, incrementais ou sistema mé-
Referência flutuante completa trico ou imperial, pois o comando acompa-
Capacidade para posicionar o PZP em qualquer nha o progresso internamente e sempre de
lugar dentro do envelope da peça (e, às vezes, forma absoluta.
ainda além em situações especiais).
• Podemos alternar livremente entre absoluto
Referenciamento (a máquina CNC) e incremental, entretanto, a instrução corre-
Conduzir a máquina a uma posição fixa (referên- ta deve ser dada ao comando, de modo que
cia da máquina – [RM]). ele saiba qual está sendo utilizado.
Valor incremental (valor relativo) • Muitas vezes, usamos coordenadas incre-
Coordenadas com base em uma entrada ante- mentais para edição onde devemos inserir
rior. Valores ponto a ponto. Às vezes, chamado um movimento extra ou para escrever uma
de coordenadas relativas, porque cada entrada é preparação rápida ou programas de ferra-
baseada na última. mentas no comando da máquina.
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

Reveja os pontos-chave Responda


• Coordenadas absolutas se referem sempre à Resolva quaisquer mal-entendidos ou peça
distância X, Y e Z do PZP. ajuda para respostas que estejam incorretas
• Coordenadas incrementais identificam a ou pouco claras. Não vá além desta unidade
distância e a direção para o próximo ponto sem a compreensão de 100% do conteúdo.
usando o ponto presente como referência.
Coordenadas absolutas
• Pontos de coordenada são usados tanto para
1. Coordenadas cujos valores se referem ao
a geometria como para a referência, e, às ve-
PZP são conhecidas como coordenadas
zes, um ponto pode ser usado para ambas.
retangulares absolutas. Essa afirmação é
• O PZP é escolhido a partir da referência base
verdadeira ou falsa? Caso seja falsa, qual
dada no desenho.
seria a afirmação verdadeira?
• O PZP também existe no envelope físico
2. Nomeie em ordem de importância as duas
da máquina, e defini-lo é uma tarefa de
diretrizes básicas para a seleção do PZP.
preparação.
3. Desenhe um esboço do símbolo de PZP
• Se a máquina lê X0.0, Y0.0 e Z0.0 e a ferra-
sobre uma folha de papel. Qual parte
menta está posicionada no PZP, ela está co-
deve ser escolhida para a peça fresada
ordenada.
mostrada na Figura 1-33?

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2,83 no torno simétrico. O eixo Z é horizontal
2,29 na página, e o eixo X é vertical.
1,47 7. Em uma folha de papel para gráficos em
1,00 polegadas, desenhe um gráfico seme-
C D lhante ao mostrado na Figura 1-35 e, em
1,43
seguida, trace esses pontos e classifique-
R0,50 E F
0,89 -os em ordem. Então, ligue os pontos
A B J G 0,52 1,00
H
para chegar a uma forma familiar. Todas
I as linhas serão retas. Algumas podem ser
diagonais na página.
Figura 1-33 Perguntas e problema sobre
fresagem. Y
Pontos Coordenadas absolutas
A X2.00 Y0.83
B X0.83 Y2.00
4. Esboce o local correto do PZP para o tra- C X0.83 Y2.00
D X-2.00 Y0.83
X
balho no torno na Figura 1-34. Nota do E X-2.00 Y-0.83
F X-0.83 Y-2.00
aluno: Muitas vezes, apenas metade do G X0.83 Y-2.00
perfil é mostrado na peça torneada. H X2.00 Y-0.83

Figura 1-35 Use uma folha de papel para gráfi-


2,68 co para criar uma grade de programa como esta.
E D 1,32
1,06
Questões de pensamento crítico
1,63 C
B A 8. Este problema (Fig. 1-36) ilustra a grande
1,26 CL ,88
diferença entre as coordenadas absolutas e
Eixo X
incrementais. Vamos executar o problema
Z uma segunda vez, apenas para as coorde-
nadas incrementais. O sistema XY de coor-
Figura 1-34 Perguntas e problemas sobre
denadas absolutas para fresagem na Figura
torneamento.
1-36 tem um erro intencional que não pro-
duz a forma mostrada. Utilizando uma folha Coordenadas, eixos e movimento
5. Escreva um conjunto de coordenadas de papel para gráficos em polegadas (0,1
XY absolutas para os pontos indicados pol. ou 0,2 pol. de grade), passe-as para o
na Questão 3 (Fig. 1-33). Registre-os na papel e conecte-as em sequência usando
sequência mostrada e, em seguida, ve- uma cor contrastante para ver o que acon-
rifique suas respostas com os valores tece. Salve o seu desenho.
fornecidos. Note que os valores de Z não
são necessários para este exercício, mas
seriam necessário em um programa. Ponto-chave:
Para enriquecer este exercício, plote os pon-
6. Escreva um conjunto de coordenadas ab-
tos em um software simulador de CNC ou
solutas para o perfil torneado da Questão
usando parte da criação de geometria de um
4 (Fig. 1-34). Note que, normalmente, me-
sistema CAD/CAM.
capítulo 1

tade da peça é mostrada para o trabalho

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4,00 0,82 0,55
3,40
1,47
2,40
C D 0,55
1,76
B
A B F 0,37
D
1,43
A G
C F 0,50 0,52
B E 0,89 I
0,52
0,50 H
G
A
Pontos Coordenadas absolutas Figura 1-37 Escreva um conjunto de coordena-
A X 0.00 Y 1.43 das incrementais para esta peça.
B X 1.76 Y 1.43
C X 1.76 Y 0.89
D X 2.40 Y 0.52
E X 2.40 Y 0.52
F X 3.40 Y 0.52
H X 4.00 Y 0.00
PZP X 0.00 Y 0.00

Figura 1-36 Plote esses pontos para ver o


que o erro faz à forma. Salve seu desenho para
mm
análise posterior.

9. Encontre os valores nulos no conjunto de


coordenadas da Questão 5. Copie a pági-
na e, então, use um marcador de texto ou
circule aqueles que podem ser removidos
do programa. Figura 1-38 Sua grade plotada não precisa ser
Problemas em coordenadas incrementais em qualquer escala especial ou tamanho real.
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

Escolha uma escala que preencha a página com


10. Escreva um conjunto de coordenadas in-
as dimensões da peça.
crementais para o formato mostrado na
Figura 1-37. Note que a escala do desenho
não precisa ser em tamanho real. Assuma Número de
que a ferramenta está posicionada no PZP sequência (Bloco) Coordenadas
(canto inferior esquerdo) e prossiga para N005 Z–5.0 (toca o papel para
o ponto A, em seguida, em torno da peça formar a linha)
em sentido horário. Feche o formato do N010 Y10.0
ponto I ao ponto A. Nenhum movimento N015 X–5.0 Y10.0
no eixo Z é necessário para este exercício. N020 Z5.0
11. Trace, em sequência, as seguintes coor- N025 X10.0
denadas incrementais com um lápis. Es- N030 X–5.0
colha uma escala no gráfico semelhante N035 X–5.0 Y–10.0 (forma uma
à mostrada na Figura 1-38. O programa linha diagonal)
começa com a ferramenta (lápis, nes- N040 Z5.0
te caso) 5 mm acima do papel no PZP. A N045 X20.0 Y10.0 (diagonal)
ferramenta toca o papel para gerar uma N050 Z–5.0
linha quando Z está em 5,0 mm. As entra- N055 X–10.0
das nulas foram removidas. N060 Y–10.0

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13. O conjunto de coordenadas incrementais
N065 X2.5
XY na Figura 1-39 possui um erro que não
N070 X–2.5 (retraça a linha anterior)
produz o perfil mostrado – mais uma vez.
N075 Y–10.0
Inicie do PZP. Plote e conecte as coorde-
N080 X10.0
nadas na sequência usando uma cor con-
N085 Z5.0
trastante, para fazer o mesmo problema
N090 X10.0
em coordenadas absolutas. O que ocorre
N095 Z–5.0
com o perfil? Resolver este quebra-cabe-
N100 X10.0
ça irá lhe mostrar uma grande diferença
N105 Y10.0
entre os dois tipos de coordenadas quan-
N110 X–10.0
do um erro é cometido.
N115 Y10.0
N120 X10.0
N125 FIM 0,60

0,64 1,00

Questões de pensamento crítico 1,76 B


A
D 0,55
12. Depois de verificar sua compreensão sobre
C F 0,37
a Questão 11, retorne e modifique apenas B
E 0,52
as cinco primeiras linhas, inserido as entra-
G
das nulas que foram omitidas. Note que
este é um importante ponto de pensamen- A

to de autoaprendizado. Leia as respostas Ponto Coordenadas incrementais


A Y 1.44 (Soma 0,52  0,37  0,55)
com cuidado.
B X 1.76
C Y -0.55
D X 0.64 Y.0.37
E Y -0.37
F X 1.00
G Y 0.60 Y-0.52
Dica da área PZP X -4.0
No conjunto de coordenadas da Questão 11, fo-
ram adicionados números de sequência ou de Figura 1-39 Mais uma vez, o erro do progra-
bloco. Eles são uma ferramenta organizacional ma não produz a forma mostrada. Analise a Coordenadas, eixos e movimento
que você deve incluir na maioria dos programas. diferença entre os erros de forma absoluta e
No entanto, em muitos casos, eles são opcionais. incremental.
Numerar os cinco afastados entre si deixa espaço
para uma edição futura.
Números de bloco, às vezes, são exigidos quan-
do certas ferramentas de lógica de programação, Unidade 1-3
chamadas de loops, sub-rotinas e ciclos fixos, são
usados. Essas declarações preenchem ou pulam
o programa para frente, para trás ou para fora da Movimentos da
sequência normal. Isso é chamado de lógica de máquina CNC
ramificação, a qual vamos estudar mais tarde.
Nesses casos, números de bloco se tornam en-
Sempre que estiver preparando, operando ou
capítulo 1

dereços necessários para o salto e/ou retorno programando uma máquina CNC, os vários tipos
de volta para a sequência normal do programa de movimento que essas máquinas são capazes
seguindo a execução dos comandos ramificados. de realizar devem ser compreendidos. Observare-

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mos as máquinas CNC desde a mais simples até as produzir. Usado como um movimento de posiciona-
mais complexas. Entender os movimentos CNC e mento visando a uma maior eficiência.
as formas de peças que eles produzem melhorará Padrão (valores ou condições)
seus conhecimentos para escrever e ditar instru- Valor de retorno ao qual a máquina irá se referenciar
ções em programas e realizar as operações. quando as entradas excederem os limites de eixo ou
Por segurança, é importante saber como sua má- de controlador.
quina CNC responderá aos vários tipos de instru-
ções de movimento. Podem existir diferenças, Movimento dos eixos
dependendo da idade e da velocidade do pro- Existem quatro formas de movimentar uma ferra-
cessador. Comandos mais antigos com menos ca- menta em tornos e fresadoras.
pacidade de processamento se movem de forma
diferente em alguns casos ou quando acionados Movimento rápido
por computadores atualizados de alta velocida- O movimento rápido, geralmente chamado de
de. Quando for necessário, essas diferenças serão posicionamento rápido, é a velocidade máxima
apontadas, então, o operador experiente deve de- que a máquina pode produzir. O posicionamento
terminar qual versão de movimento seu comando rápido é uma movimentação eficiente de reposi-
deve produzir. cionamento para outros cortes ou para a troca de
ferramentas ou de peças. A faixa comum de velo-
Termos-chave: cidades varia de uma velocidade lenta de 100 pol.
Comando 2D
por minuto (ppm), em máquinas para treinamento,
Comando capaz de usinar um círculo usando dois a impressionantes 1.000 ppm, ou mais, em equi-
eixos ao mesmo tempo. pamentos industriais. O posicionamento rápido é
uma velocidade de uma única entrada – nenhu-
Comando 2½D ma velocidade é especificada. Caso a velocidade
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

Comando capaz de produzir interpolações circulares comprometa a segurança, o operador da máquina


em qualquer um dos dois eixos enquanto realiza
pode reduzi-la.
interpolação linear no terceiro eixo.
Comando 3D
Realiza interpolação circular em três eixos na velo- Ponto-chave:
cidade de avanço especificada. Não se limita a três O movimento rápido pode ser ajustado manual-
planos por arcos. mente abaixo da velocidade máxima utilizando
a função de sobrepassagem de movimento rápido
Distância de recuo (R) (Fig. 1-40). O posicionamento rápido não pode
Posição de segurança à qual a ferramenta é posicio- ser ajustado para acima do nível de 100% (as
nada com uma velocidade de posicionamento rápida velocidades de avanço, por sua vez, podem ser
ou recuada da peça antes do posicionamento rápido. ajustadas acima do nível de 100%).
Interpolação circular
Usinagem de um arco em dois ou mais eixos na
velocidade de avanço especificada. O operador opta por sobrepor a velocidade de po-
sicionamento durante uma nova programação de
Interpolação linear testes a fim de fornecer intervalos de tempo entre
Usinagem em um ou mais eixos em linha reta na os movimento para monitorar a segurança da fer-
velocidade de avanço especificada.
ramenta. Alguns comandos utilizam teclados nú-
Movimento rápido (posicionamento rápido) mericos para sobrepassagem em vez de um botão,
A velocidade axial máxima que uma máquina pode como mostrado na Figura 1-40.

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O movimento rápido estará a 50% Movimento rápido linear versus não linear O
trajeto que uma máquina CNC realiza durante a
% de sobrepassagem de movimento rápido
execução de movimento rápido se divide em duas
50
versões, dependendo da velocidade do micropro-
25 75 cessador do comando (Fig. 1-41). É importante co-
nhecer o trajeto que sua máquina segue. Máquinas
mais antigas seguem um deslocamento angulado.
0 100 Se esse trajeto estranho passa despercebido pelo
programa, a ferramenta pode colidir com a peça ou
com os dispositivos de fixação.

Figura 1-40 Um típico controle de sobrepassagem


Ponto-chave:
Todas as máquinas mais recentes com proces-
pode reduzir o movimento rápido abaixo da veloci-
sadores de 16 bits ou mais produzem um movi-
dade máxima.
mento fielmente linear.

Altura de posicionamento rápido ou distân-


cia de aproximação No planejamento de um Na ilustração, dois comandos reposicionam a fer-
ramenta de A para B com o movimento rápido.
programa, deve-se determinar a menor distância
Observe a diferença entre o traçado da CPU lenta e
em movimento rápido em direção à peça. A ve-
o traçado sólido da nova CPU. A CPU lenta não con-
locidade da ferramenta deve ser retardada para
segue processar dados de forma rápida o suficien-
a velocidade de avanço nessa determinada dis-
te para controlar os dois motores para produzirem
tância entre a peça e a ferramenta. A distância de
um trajeto reto da posição A até B.
segurança deve levar em conta grampos, morsas,
mordentes e outros dispositivos de fixação. Por Quando é dada uma instrução de movimento rá-
ser um programador iniciante, interrompa o mo- pido, o comando mais antigo rotaciona ambos os
vimento rápido da ferramenta de corte quando eixos dos motores de acionamento na sua veloci-
ela estiver a 12 mm ou 1/2 pol. da superfície da
peça. Para programações industriais, essa distân- Trajeto do eixo X apenas
cia é grande, porém segura. Posteriormente, ela para completar o comando Coordenadas, eixos e movimento
será modificada quando você tiver mais confiança Máxima movimentação do eixos X e Y
em seus programas. até que o eixo Y esteja posicionado

A altura de posicionamento de segurança acima


r
ea

da peça/ferramental é chamada, em fresadoras, de


lin
ão

distância de retração ou recuo (abreviada para


on

B
ido
t

ráp ar
aje

R), onde a ferramenta deve recuar várias vezes e, t o


en e line
Tr

nam t
em seguida, deve passar por cima da superfície da o s icio iramen
P a d e
peça, como no exemplo de furação de uma série A verd
de furos. Em tornos, ela também pode ser chama- Movimentação coordenada dos
da de ponto de partida em certos comandos nos eixos X e Y em linha reta até atingir B
quais a ferramenta deve ser recuada para um local Figura 1-41 Comandos mais antigos não acom-
capítulo 1

seguro de partida antes de se dar outro passo. O panham um trajeto em linha reta de ponto a ponto
movimento de recuo, ou seja, de afastamento da em modo de movimentação rápida. É fundamental
peça, é normalmente feito com movimento rápido. conhecer o trajeto que seu comando irá tomar!

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dade máxima até que um dos eixos atinja seu des- ta, cada um deles deve rotacionar a uma subtaxa
tino, produzindo um ângulo de 45° de distância. acima da especificada. A combinação dessas ve-
Então, o outro eixo continua girando a toda veloci- locidades produz o movimento da ferramenta na
dade até atingir seu destino. velocidade especificada. Isso é conhecido como in-
O comando com CPUs mais velozes proporciona terpolação (interpolação significa encontrar um va-
um controle da velocidade do motor tal que am- lor entre outros dois). Por exemplo, para interpolar
bos os eixos, X e Y, atinjam seus destinos ao mesmo linearmente uma linha reta com 20° indo de A até
tempo – gerando uma linha reta entre A e B. Esse B, o eixo Y deve rotacionar a 36,3% da velocidade
movimento em linha totalmente reta requer maior do eixo X (a relação de tangência da inclinação da
velocidade de processamento. linha).
Se a velocidade de avanço programada for de
Interpolação linear – Movimentação 400 mm por minuto (mm/min), por exemplo, o
em linha reta com velocidade de eixo X deve girar a 375,87 mm/min, ao passo que
avanço o eixo Y irá rotacionar 136,81 mm/min. A CPU con-
trola ambos os acionamentos de cada um dos eixo
A movimentação linear ocorre em velocidades de
para chegar em tal resultado.
avanço especificadas no programa. Girando, por
exemplo, os botões em um “traço mágico” ou ambas Suponha que as coordenadas absolutas de B sejam
as manivelas dos eixos X e Y em velocidades diferen- X2.5000, Y0.8750. Portanto, a seguinte linha de ins-
tes em uma fresadora, você poderia quase produzir trução se moveria de A para B.
uma linha diagonal semelhante à linha mostrada na G21 G01 F400. X2.5000 Y0.8750
Figura 1-42. O resultado não seria tão suave nem tão G21  valores métricos
preciso. Além disso, obter a velocidade de avanço G01  interpolação linear
desejada seria um desafio impossível. F400.  velocidade de avanço  400 mm/min
Conforme a Figura 1-42, quando a máquina CNC
Introdução à Usinagem com Comando Numérico Computadorizado

Novamente, não fique muito preso em memorizar


é comandada para se movimentar em um trajeto os códigos ainda. Vamos nos concentrar neles mais
com interpolação linear, um, dois, ou três eixos tarde.
devem se mover com velocidades coordenadas
para que se atinja a destinação em linha reta com Sobrepassagem da velocidade de avanço Si-
a velocidade de avanço especificada no programa. milar ao movimento de posicionamento, os mo-
vimentos de velocidade de avanço podem ser so-
No desenho, você pode observar que, quando brepassados pelo operador para afinar a ação de
mais de um eixo motor está acionando à ferramen- corte. Contudo, há uma diferença entre o posicio-
namento rápido e o controle de sobrepassgem de
Interpolação linear avanço. O ajuste usual da variação da velocidade
de avanço é de 0% até 150% da velocidade pro-
e B
idad gramada, a menos que a velocidade programada
v eloc /min
zem 00 mm esteja perto ou já seja a velocidade máxima da
odu 4
a s pr ta de
a d
bin rrame
n Eixo Y a máquina.
m
õ e s co da fe 137,81 mm/min
Aç vanço
de a
Eixo X movimenta-se Ponto-chave:
A a 375,87 mm/min
Na maioria dos controles CNC, a velocidade de
Figura 1-42 A ação combinada das diferentes velo- avanço pode ser aumentada até, no máximo,
cidades de avanço dos eixos X e Y cria o trajeto linear 150% do valor programado.
com uma velocidade de avanço programada.

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