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Catalisadores Homogéneos e Heterogéneos

Energia de activação: Energia que é necessário fornecer a uma reacção, para quebrar as
ligações das moléculas dos reagentes, de modo a formar os produtos

Catalisador: Substância qulmica que actua numa reacção, diminuindo a energia de activação
das moléculas. Assim, será necessário fornecer menos energia para que haja ruptura das
moléculas dos reagentes, formando os produtos num reaçãc
processo mais rápido. A sua função traduz-se em aumentar Energia
não caíateaoa
a velocidade de uma reacção química. ./
• Não se consome na reaccão pois actua apenas 1__-"'--' reação
como intermediário numa sequência ciciica, sendo calalisaca
sempre regenerado. Hr ••••••
A
•••••••
"
• Actua em: - reacções completas
reacções de equilíbrio: aumenta a
velocidade da reacção tanto no sentido directo como no
sentido inverso, não havendo influência na composição do
sistema reaccionaf. Sentido da reação

Fig. 1: Influência de um catafisador numa reacção, pela diminuição da energia de activação.

Outras formas de aumentar a velocidade de uma reacção:

• Através do aumento da temperatura do sistema reaccional, as partículas adquirem


maior energia cinética, favorecendo o número de colisões entre elas, o que poderá ser
favorável para que a reacção ocorra a uma maior velocidade.

• No entanto, nem sempre é efic37, pois em reacções exotérmicas um aumento


da temperatura corresponde à diminuição da constante de equilíbrio da reacção, e
consequentemente, menor rendimento.

Catálise Homogénea

Um catalisador homogéneo é um ca1alisador que está na mesma fase/estado físico que os


reagentes. A forma de actuação destes catalisadores é a seguinte:
• Ocorre substituição de tigandos pelos reagentes, que se coordenam ao metal;
• Estes reagem entre si, sendo posteriormente o produto de reacção substituído,
normalmente pejos ligandos originais, o que regenera °
catalisador, que assim pode
reiniciar um novo ciclo catalitico.
Na catálise homogénea por transferência de electrões o catalisador é uma espécie química que
apresenta dois estados de oxidação, de tal maneira que numa primeira etapa pode oxidar-se e
numa segunda etapa pode reduzir-se, ou vice-versa, de modo que se formem os produtos e o
catalisador seja regenerado. Constituem exemplos de catálise homogénea as reacções
enzimáticas pois, normalmente, estas encontram-se em solução aquosa juntamente com os
substratos.
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Catá/ise Heterogénea

Utilizada em reacções que


ocorrem quer na fase líquida quer
na fase gasosa, a catálise
heterogénea é o tipo de catálise
mais comum na indústria química. Neste tipo de catá íise, os reagentes não precisam de estar
no mesmo estado flsico que os catalisadores e são adsorvidos à superflcie do catalisador. Esta
proximidade flsica entre o catalisador e os reagentes faz com que as ligações químicas sejam
enfraquecidas e acabem por quebrar. Os reagentes são, normalmente, sólidos porosos ou
sólidos finamente divididos, o que aumenta substancialmente a superffcie de contacto para a
reacção, tornando a ocorrência desta mais provável. Ex: Catálíse da síntese do amoniaco.
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I

Mecanismos de Catálise

Teoria das Colisões

É o movimento constante das moléculas que provoca a ocorrência de choques entre


elas. Segundo a teoria das colisões, para que duas moléculas reajam uma com a outra, é
necessário que colidam, sendo esta teoria aplicável a reacções de moléculas pequenas em
fase gasosa. Porém, nem todas as colisões são eficazes, ou seja, de duas moléculas de
reagente, nem sempre resulta a formação de produto. Então, a eficácia de uma reacção
depende:

• Da orientação relativa das moléculas


o Após a colisão de moléculas cujas orientações são desfavoráveis, as
moléculas afastam-se. Exemplo de orientação relativa favorável (a) e
desfavorável (b) à ocorrência da reacção:

a)

• Da energia de activação (Ea) - valor mínimo de energia necessário para que a colisão
seja eficaz em termos energéticos.

Portanto, podemos concluir que apenas as moléculas com energia cinética igualou superior a
Ea e que colidam com uma orientação adequada conseguirão transformar-se em produtos e
que a diminuição da Eafaz com que a fracção de moléculas com energia suficiente para reagir
aumente, tornando a reacção mais rápida.

Teona do Estado de Transição

Esta apresenta-se como uma hipótese mais válida para reacções que se dão quer em fase
gasosa, quer em solução. A mesma teoria estabelece que duas moléculas que se aproximam,
se tiverem energia suficiente e orientação adequada, formam uma espécie transiente
denoninada de complexo activado (ou estado de transição), na qual as ligações originais estão
enfraquecidas e as novas ligações apenas
parcialmente formadas. Descreve também as Cornplexn Activado
alterações estruturais sofridas pelas moléculas Energia
dos reagentes até se transformarem em
produtos. L_-+--'7 Barreira de Activação

N02{gJ+CO{~, --- R

Coordenada de reacção

)
liga~.ser
Reagentes ligaç~oa ser Produtos
formada
quebrada

ESTADO DE TRANSiÇÃO