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GEOGRAFIA DE ALAGOAS

INTRODUÇÃO

A bandeira de Alagoas foi criada por meio da Lei Estadual nº 2.628, de 23 de setembro de 1963. O brasão simboliza as
primeiras cidades alagoanas, Porto Calvo e Penedo, bem como suas riquezas agrícolas: a cana-de-açúcar e o algodão. As
cores das faixas (vermelho, branco e azul), escolhidas por estarem presentes no brasão estadual, remetem à tricolore,
simbolizando os ideais da Revolução Francesa: liberdade, igualdade e fraternidade.
Os escudos representativos das três vilas formadoras do Estado, as vilas de Alagoas (atual Marechal Deodoro), Porto
Calvo e Penedo, possuem também uma significação histórica e ao mesmo tempo geográfica e cultural.
Os três peixes tainhas postas em pala, isto é, uma por sobre a outra, representam as três principais e maiores lagoas da
então povoação: a Lagoa Mundaú ou do Norte, a Lagoa Manguaba ou do Sul e a Lagoa de Jequiá, que fica isolada mais ao
sul do estado próxima ao município de Barra de São Miguel. Representam igualmente uma das maiores riquezas da região:
a pesca. Os ramalhetes verdes do brasão inserido na bandeira representam outras principais fontes de riquezas do estado:
as culturas do coqueiro (Cocus Nucifera) e da cana-de-açúcar.
A estrela de prata de cinco pontas - posta no alto do escudo como timbre - é uma tradição da heráldica brasileira onde
faz referência a uma das estrelas que estão no brasão e na bandeira do Brasil. Seu significado simbólico faz referência ao
hino de Alagoas, demonstrando o estado como uma "estrela radiosa que reluz ao sorrir das manhãs...", e quer dizer
também que Alagoas é uma das unidades da Federação Brasileira.

Bandeira de Maceió

A bandeira do município de Maceió, foi instituída pela Lei nº 868, sancionada a 29 de maio de 1962. É assim
explicada:"Bandeira terçada em faixa, de verde, branco e azul. Na faixa branca, uma divisa ondada, de vermelho. No centro
um círculo branco contendo o brasão de armas oficial do município de Maceió, sem o listel de azul".
EXPLICAÇÃO: A bandeira procura representar as cores do brasão, - verde, branca, azul e vermelha - na mesma
disposição em que nele se encontram. O brasão reproduzido num círculo, ao centro reforça a simbologia das cores e
partições. Com se trata de bandeira, não deve o brasão de armas levar o listel com o nome Maceió.
Fonte: www.frigoletto.com.br

Alagoas

Alagoas é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado no leste da região Nordeste e tem como limites
Pernambuco (N e NO), Sergipe (S), Bahia (SO) e o Oceano Atlântico (L). Ocupa uma área de 27.778,506 km², sendo
ligeiramente maior que o Haiti. Sua capital é a cidade de Maceió e a sede administrativa é o Palácio República dos
Palmares. O atual governador é Renan Filho (PMDB).

Penúltimo estado brasileiro em área (mais extenso apenas que Sergipe) e 16º em população, é um dos maiores
produtores de cana-de-açúcar e coco do país e tem na agropecuária a base de sua economia. Terra do
sururu, marisco das lagoas que serve de alimento à população do litoral, e da água de coco, Alagoas possui também um
dos folclores mais ricos do país.

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O estado tem o menor índice de desenvolvimento humano (IDH), e índice de alfabetização do país. É o penúltimo
colocado quanto à expectativa de vida, e antepenúltimo colocado quanto à renda per capita. O estado ainda possui o
maior índice de mortalidade infantil, e evasão escolar. Tais indicadores sociais revelam que o estado é o pior colocado
do Brasil quanto ao desenvolvimento social e humano.

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Inicialmente, o território alagoano constituía a parte sul da Capitania de Pernambuco, só vindo a conquistar sua autonomia em
1817, como punição imposta por D. João VI aos pernambucanos pela chamada "Revolução Pernambucana", movimento separatista.
Sua ocupação decorreu da expansão para o sul da lavoura de cana-de-açúcar da Capitania de Pernambuco, que
necessitava de novas áreas de cultivo. Surgiram, assim, Porto Calvo, Alagoas (atual Marechal Deodoro) e Penedo, núcleos que
orientaram, por muito tempo, a colonização e a vida econômica e social da região. A invasão holandesa em Pernambuco estendeu-
se a Alagoas em 1631. Os invasores foram expulsos em 1645, depois de intensos combates em Porto Calvo, deixando a economia
local totalmente desorganizada. A fuga de escravos negros durante a invasão holandesa criou um sério problema de falta de mão de
obra nas plantações de cana. Agrupados em aldeamentos denominados quilombos, os negros só foram dominados completamente
no final do século XVII, com a destruição do quilombo mais importante, o de Palmares. Durante o Império, a Confederação do
Equador (1824) movimento separatista e republicano, recebeu o apoio de destacadas figuras alagoanas.

Na década de 1840, a vida política local foi marcada pelo conflito entre os lisos, conservadores, e os cabeludos, liberais. No início
do século XX, o sertão alagoano viveu a experiência pioneira de Delmiro Gouveia, empresário cearense que instalou, em Pedra
(atualmente, Delmiro Gouveia), a fábrica de linhas Estrela, que chegou a produzir 200 mil carretéis diários. Delmiro Gouveia foi
assassinado em outubro de 1917 em circunstâncias até hoje não esclarecidas, depois de ser pressionado, segundo consta, a vender
sua fábrica a firmas concorrentes estrangeiras. Depois de sua morte, suas máquinas teriam sido destruídas e atiradas na cachoeira
de Paulo Afonso.

Evolução dos Municípios Alagoanos

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Fonte: www.frigoletto.com.br

Cerca de 86% do território alagoano se encontra abaixo de 300m de altitude, e 61% abaixo de 200m. Apenas 1% fica
acima de 600m. Cinco unidades compõem o quadro morfológico:

1) a baixada litorânea, com extensos areais (praias e restingas) dominados por elevações de topo plano (tabuleiros
areníticos);
2) uma faixa de colinas e morros argilosos, imediatamente a oeste, com solos espessos e relativamente ricos;
3) o pediplano, ocupando todo o interior, com solos ricos, porém rasos, e uma topografia levemente ondulada, da qual
despontam as serras de Mata Grande e Água Branca, no extremo oeste do estado;
4) a encosta meridional do planalto da Borborema, no centro-norte, parte mais elevada de Alagoas;
5) e planícies aluviais (várzeas), ao longo dos rios, inclusive o delta e a várzea do baixo São Francisco (margem
esquerda), com solos anualmente renovados por cheias periódicas.

A rede hidrográfica do estado é constituída por rios que correm diretamente para o oceano Atlântico (como, por
exemplo, o Camaragibe, o Mundaú, o Paraíba do Meio e o Coruripe) e por rios que deságuam no São Francisco (como o
Marituba, o Traipu, o Ipanema, o Capiá e o Moxotó).

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FONTE: www.frigoletto.com.br
Três tipos de cobertura vegetal, em grande medida modificados pela ação do homem, revestiam o território alagoano: a
floresta tropical na porção úmida do estado (microrregião da mata alagoana); o agreste, vegetação de transição para um
clima mais seco, no centro; caatinga, no oeste.

Toda a metade oriental do estado possui clima do tipo As, de Köppen, quente (médias anuais superiores a 24 °C), com
chuvas de outono-inverno relativamente abundantes (mais de 1 400 milímetros). No interior dominam condições
semiáridas, clima BSh, caindo a pluviosidade abaixo de 1 000 milímetros; essa região está incluída no chamado Polígono
das Secas. As estações do ano são perfeitamente definidas pela periodicidade das chuvas. O verão tem início em setembro
e termina em fevereiro e o "inverno" começa aproximadamente em março, terminando em agosto. A temperatura não sofre
grandes oscilações, variando, no litoral, entre 22,5 e 28 °C, e no sertão, entre 17 e 33 °C.
O estado encontra-se com 44,36% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das
Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

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Demografia

Fonte: PNAD

A população branca do estado é descendente em sua grande parte de portugueses. Os pardos são compostos da
mistura entre negros, índios e brancos. Os índios não apareceram na pesquisa, embora haja presença indígena no interior
do estado. Os autodeclarados negros perfazem o menor grupo étnico alagoano. Atualmente, um expressivo número de
estrangeiros, principalmente da Itália, Portugal, Espanha e Inglaterra, tem procurado residência em Alagoas,
estabelecendo-se principalmente na região litorânea, atraídos pelas belezas naturais.
De acordo com um estudo genético de 2013, a composição genética da população de Alagoas é 54,7% europeia, 26,6%
africana e 18,7% ameríndia.

Indicadores
As pessoas na faixa etária de 0 a 14 anos representam 40,3% do total da população; os habitantes na faixa etária de 15
a 59 anos respondem por 53,3% do total e aqueles de 60 anos ou mais representam apenas 6,4% da população. Um total
de 58,3% da população vive nas zonas urbanas, enquanto 41,7% encontram-se na zona rural. A população de mulheres
corresponde a 51,2% do total de habitantes e os homens somam 48,8%. O índice de mortalidade do Estado é de 6,2 por
mil habitantes e a taxa de mortalidade infantil é de aproximadamente 66 óbitos antes de completar um ano de idade, para
cada mil crianças nascidas vivas.
Alagoas apresenta o menor IDH do Brasil: 0,677, equivalente ao IDH do Gabão, 119º do mundo. As cidades do Litoral e
o centro do estado apresentam IDH médio, que varia de 0,551 a 0,750. Enquanto as cidades do oeste, mais conhecido
como "sertão", apresentam IDH baixo, que varia de 0,460 a 0,560.

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Crescimento populacional
Ano Habitantes

1872 348 009


1890 511 440
1900 649 273
1920 978 748
1940 951 300
1950 1 093 137
1960 1 258 107
1970 1 588 109
1980 1 982 591
1991 2 512 991
1996 2 633 251
2000 2 819 172
2007 3 037 103
2010 3 120 922
2013 3 300 938

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Municípios mais populosos de Alagoas (estimativa 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

Povos Indígenas.

Aconã, Carapotós, Cariris-xocós, Caruazus, Catokinn, Jeripancó, Kalankó, Koiupanká, Tingui-botós, Uassu-cocal e
Xucurus-cariris.

Religiões

Fonte: IBGE 2010.

ECONOMIA

Ver artigo principal: Economia de Alagoas

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SETOR PRIMÁRIO
Entre os principais produtos agrícolas cultivados no Estado, encontram-se o abacaxi, o coco, a cana-de-açúcar, o
feijão, o fumo, a mandioca, o algodão, o arroz e o milho. O estado Alagoas é o maior produtor de cana-de-açúcar do
nordeste e um dos maiores produtores de açúcar do mundo, A Rússia é seu maior comprador, 75% do açúcar consumido
na Rússia é alagoano.
Na pecuária, destacam-se as criações de aves, equinos, bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos.
Existem, também, no estado, reservas minerais de sal-gema. Alagoas é o maior produtor de gás natural do Brasil
ALGÁS, além do petróleo.

SETOR SECUNDÁRIO

A atividade industrial tem, como subsetores predominantes, o químico, a produção de açúcar e álcool, de cimento, e o
processamento de alimentos. Ultimamente tem crescido bastante a instalação de novas indústrias em Alagoas.
Atualmente, as empresas que se instalam em Alagoas estão em um franco desenvolvimento, caracterizando um estado
sólido para investimento na região Nordeste.
A participação da indústria da cultura canavieira na economia do estado atinge 45 por cento. As outras atividades que
possuem contribuição significativa são o turismo, com 23%, a indústria alimentícia, com 20% e a de química e mineração,
com 12%.

SETOR TERCIÁRIO

Nos últimos anos, Alagoas se destaca por ser um dos estados mais procurados no Brasil pelos turistas, inclusive
estrangeiros vindos sobretudo da Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha e Argentina. O turismo tem crescido nas
praias do estado com a chegada de brasileiros e também de estrangeiros, graças a melhorias no aeroporto de Maceió e
na infraestrutura hoteleira. O litoral norte, especialmente Maragogi e Japaratinga tem recebido nos últimos anos grandes
empreendimentos de resorts. Segundo a maior companhia de viagens da América Latina CVC, Maceió é a terceira
capital mais procurada do Brasil.

EXPORTAÇÕES

O estado do Alagoas tem uma pauta de exportação bastante concentrada tendo, em 2012, negociado com o exterior,
principalmente açúcar in natura (91,45%) e álcool etílico (7,47%).

TRANSPORTES

O Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares (Foto 1) está localizado na Região Metropolitana de Maceió, entre a
capital e a cidade de Rio Largo e é um dos maiores (tamanho do terminal de passageiros) aeroportos do Nordeste. Foi o
desenvolvimento econômico e comercial do Porto de Jaraguá (Foto 2), próximo às margens da lagoa Mundaú, chamada
maçaio, que fez surgir uma grande povoação que recebeu o nome de Maceió. O Porto de Jaraguá é considerado um
"porto natural" que facilita o atracamento de embarcações, por onde os produtos mais exportados na época da
colonização foram açúcar, fumo, coco e especiarias. E, hoje, o porto de Maceió é o 3º principal do nordeste, e o 8º do
Brasil. Planos do Governo federal pretendem ampliar o espaço para navios cargueiros e os cruzeiros que sempre
atracam na cidade.

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CULTURA

Pontos turísticos

Praia de Pajuçara, em Maceió.

Praia de Carro Quebrado, Alagoas, Brasil.

Os destinos mais procurados atualmente são: Maceió, Maragogi, Japaratinga, Barra de São Miguel, Piaçabuçu, Marechal
Deodoro e Penedo, esse último tem um grande potencial turístico e histórico. Além dos festejos de Bom Jesus dos Navegantes
que começam de 8 a 15 janeiro com balsas que atravessam desde Alagoas até Sergipe e voltam a Penedo, depois em terra
começam os fogos sinalizando a chegada das embarcações e assim as festas com os shows de bandas musicais.
Outros pontos visados pelos turistas são as praias do estado. Dentre as mais procuradas estão: Praia de Pajuçara, Praia de
Ipioca, Praia da Sereia e Praia de Cruz das Almas, todas em Maceió. Além disso, uns dos destinos mais procurados na cidade
são: Mercado do Artesanato, Museu Pierre Chalita, Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore e Museu do Esporte.
Outros locais procurados pelos turistas incluem: Passeio às Galés, em Maragogi, Igreja de Nossa Senhora do Livramento,
Ecopark, Foz do Rio São Francisco, Mirante da Praia do Gunga, Museu da Imagem e do Som, Catedral Metropolitana, Teatro
Deodoro e Mirante, ambos em Maceió.

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Outras cidades que recebem intensa movimentação turística são: Cajueiro, Quebrângulo, Santana do Ipanema, Santana do
Mundaú, São Miguel dos Campos, Satuba, Taquarana, União dos Palmares, Viçosa, Paripueira, Boca da Mata, Barra de Santo
Antônio, Branquinha, Capela, Lagoa da Canoa, Delmiro Gouveia, Olivença, Olho d'Água das Flores, Murici, Maravilha e
Coruripe.

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