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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL – UNICSUL

CAMPUS ANÁLIA FRANCO

Curso de Direito – 2º Semestre

AS FONTES DO DIREITO

São Paulo

2017
Introdução ao estudo do direito – Prof. Tercius Zychan de Moraes

Ingrid Braga Gomes RGM 1771459-1

AS FONTES DO DIREITO

São Paulo

2017
Sumário

1. Fontes do direito ...................................................................................... 3


1.1 Lei ..............................................................................................................4
1.2 Analogia .....................................................................................................4
1.3 Costumes....................................................................................................4
1.4 Doutrina .....................................................................................................4
1.5 Jurisprudência............................................................................................5
1.6 Súmula .......................................................................................................5
1.7 Princípios gerais do direito.........................................................................5
2. Ausência de norma.....................................................................................6
3. Conclusão ..................................................................................................7
Referências ......................................................................................................8
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1 Fontes do Direito
A fonte do direito é conceituado por Machado da seguinte forma:
“A fonte de uma coisa é o lugar de onde surge essa coisa. O lugar de
onde ela nasce. Assim, a fonte do Direito é aquilo que o produz, é algo de onde
nasce o Direito. Para que se possa dizer o que é fonte do Direito é necessário
que se saiba de qual direito. Se cogitarmos do direito natural, devemos admitir
que sua fonte é a natureza humana. Aliás, vale dizer, é a fonte primeira do
Direito sob vários aspectos.”
Conforme exposto acima, fonte de direito significa “o lugar de onde o
direito surgiu”, ou seja, podemos falar do direito natural, que surgiu
naturalmente, sem alguém propriamente dizer que aquilo era uma lei, o povo
daquele local simplesmente respeitava algumas regras de convivência e aquilo
caracterizou-se como lei, nascendo assim, as primeiras leis que tivemos.
Del Vecchio afirma:
“Fonte de direito in genere é a natureza humana, ou seja, o espírito que
reluz na consciência individual, tornando-se capaz de compreender a
personalidade alheia, graças à própria. Desta fonte se deduzem os princípios
imutáveis da justiça e do Direito Natural.”
Assim sendo, podemos afirmar que os valores e os princípios de um
determinado povo é fonte do direito, ressaltando que cada povo tem seus
próprios costumes.
As fontes do direito estão previstas no artigo 4.º da Lei de Introdução ao
Código Civil que estabelece: "Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de
acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito". Assim, o
intérprete é obrigado a integrar o sistema jurídico, ou seja, diante da lacuna (a
ausência de norma para o caso concreto), ele deve sempre encontrar uma
solução adequada. Basta analisar o verbo “decidirá” para entender que o
sistema jurídico ordena a decisão do caso concreto.
O artigo supracitado permite que o juiz decida um caso conforme os
costumes de um determinado povo somente se a lei for omissa e houver
impossibilidade da aplicação da analogia, se valendo da jurisprudência para
casos semelhantes. Podemos concluir que a lei é a fonte principal e a analogia,
os costumes, os princípios gerais do direito, a doutrina e a jurisprudência são
fontes secundárias.
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1.1 Lei

A lei é a norma jurídica escrita, emanado do legislador e dotado de


caráter legal e obrigatório. Podemos dizer que é através da lei que a sociedade
é controlada, pois, por exemplo, tem lei para não acelerarmos tanto nas ruas,
tem lei para não ferir os direitos humanos, tem lei para quem infringe uma
norma e assim vai, toda ação tem uma reação. Para Del Vecchio, lei “é o
pensamento jurídico deliberado e consciente, formulado por órgãos especiais,
que representam a vontade predominante numa sociedade.” Assim, a lei, nada
mais é que a vontade do povo, criada por um legislador que foi eleito pela
população para representá-la.

1.2 Analogia
Analogia é um método de integração das lacunas da lei, ou seja, a
aplicação das mesmas normas para casos parecidos. A analogia tem como
base o princípio da igualdade e afirma que deve ter a mesma solução para a
mesma infração.

1.3 Costumes
O costume no âmbito do direito é uma lei que existe na consciência de
cada cidadão de uma determinada comunidade. Não tem a necessidade do
poder público escrever essa lei, pois todos respeitam. Para Rizzatto, “o
costume jurídico é norma jurídica obrigatória, imposta ao setor da realidade que
regula, possível de imposição pela autoridade pública e em especial pelo poder
judiciário.” Neste contexto, os costumes são a fonte do direito, pois o próprio
costume impõe as leis da sociedade.
1.4 Doutrina

É a construção jurídica elaborada por juristas, ou seja, são os textos,


livros produzidos que tratam de determinados temas do direito e ajudam a
sistematizar as normas jurídicas, interpretando textos legais e criando novos
institutos jurídicos. Assim, a doutrina tem uma importante função. Não só
ordenadora do sistema, como criativa.
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1.5 Jurisprudência

Em sentido amplo, significa um conjunto de decisões judiciais. Em


sentido estrito, significa o entendimento resultante de um conjunto de decisões
judiciais, em determinado sentido, sobre algum tema específico. Essa
característica da jurisprudência tem tido cada vez mais importância no sistema
jurídico brasileiro, e acaba podendo gerar uma súmula, quanto uma súmula
vinculante

1.6 Súmula

São diversas decisões do tribunais em determinado sentido específico,


que gera um enunciado, que pode orientar futuras decisões judiciais. Essa
súmula não é vinculante, isso significa que um juiz que for julgar determinado
caso, pode observar a súmula, mas não obrigatoriamente.

Já no caso da súmula vinculante, que surgiu após a emenda


constitucional 45, o Supremo Tribunal Federal pode editar uma súmula que
trate de temas constitucionais e já tiveram determinadas decisões em certo
sentido. Nesse caso, após a edição da súmula vinculante, ela terá observância
obrigatória, tanto para os demais órgãos do poder judiciário, quanto para a
administração pública direta e indireta. Isso significa que quando nós tratarmos
de determinado assunto jurídico que já tem uma súmula vinculante, não há
escolha de seguir ou não segui-la.

1.7 Princípios gerais do direito

São postulados que se encontram implícita ou explicitamente no sistema


jurídico, contendo um conjunto de regras.

Para Diniz, princípios gerais do direito pode ser definido como “Quando
a analogia e o costume falham no preenchimento da lacuna, o magistrado
supre a deficiência da ordem jurídica, adotando princípios gerais do direito,
que, às vezes, são cânones que não foram ditados, explicitamente, pelo
elaborador da norma, mas que estão contidos de forma imanente no
ordenamento jurídico.”

Podemos entender então, que os princípios do direito deve ser a última


opção para o juiz tomar uma decisão.
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2 Ausência de norma
Sempre que houver lacuna, ou seja, a ausência de uma lei para
determinado caso, o juiz deve valer-se das fontes do direito para a resolução
do processo. Para explicar como a verificação da lacuna ocorre, Diniz
explica: “A constatação da lacuna resulta de um juízo de apreciação, porém
o ponto decisivo não é a concepção que o magistrado tem da norma de
direito, nem tampouco sua Weltanschauung do conteúdo objetivo da ordem
jurídica, mas o processo metodológico por ele empregado.”
Quando o juiz se depara com uma situação em que não há lei que prevê
solução para o caso, ele deve procurar uma resolução para o caso nas
fontes do direito e este processo só existe devido à interpretação do
magistrado, e ele terá competência o suficiente para entender que para
aquele caso não tem lei que preveja solução.
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3 Conclusão
Através de pesquisa realizada, pude aprender qual a importância das
fontes do direito, analogia, jurisprudência e súmula no sistema jurídico
brasileiro. Também tive a oportunidade de saber qual a necessidade do
magistrado saber interpretar uma lei, pois uma vez interpretada de forma
equivocada, será necessário tomar providências que não seriam necessárias
se a lei fosse interpretada de forma correta, para isso, precisam ler o contexto
como um todo e dar a decisão coerente com o caso.
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Referências
https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/5763/As-fontes-do-direito-e-a-sua-
aplicabilidade-na-ausencia-de-norma

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