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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 11ª VARA DE

FAZENDA PÚBLICA DA CAPITAL.

Processo: 0205991-67.2020.8.19.0001

COSTA DO SOL HOTEL EIRELI-ME, neste ato representado pelo seu sócio
JOSEVAN LAVOISIER VIEIRA DUARTE, nos autos da Ação Indenizatória, que
move em face de ESTADO DO RIO DE JANEIRO, vêm à presença de V.Exa,
interpor tempestivamente o presente:

Destarte, por erro material o pedido não consta, qual seja, pedido de custas
ao final.

O pessoa jurídica em tela por via da COVID-19, está com suas atividades
suspensas, é sabido que Armação de Búzios, está fechada por ordem do Prefeito,
somente sendo frequentada por moradores.

Devendo ressaltar que parte autora está passando por algumas dificuldades
financeiras, que lhe impedem a antecipação das custas.

Outrossim, há dispositivo legal que ampara o pedido da autora, ou seja, o


enunciado 27 do FETJ garante a qualquer demandante em situação especial,
como a Autora, de ter o direito de recolhimento das custas ao final:

27. Considera-se conforme ao princípio da acessibilidade ao Poder Judiciário


(CF/88, art. 5º, XXXV) a possibilidade, ao critério do Juízo em face da prova que
ministre a parte autora comprovadamente hipossuficiente, desta recolher as custas
e a taxa judiciária ao final do processo, ou de parcelar o recolhimento no curso do

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processo, desde, em ambas as situações, que o faça antes da sentença, como
hipótese de singular exceção ao princípio da antecipação das despesas judiciais
(CPC, art. 19), incumbindo à serventia do Juízo a fiscalização quanto ao correto
recolhimento das respectivas parcelas. (NOVA REDAÇÃO) (grifo nosso)

E mais, a prevalência do princípio da legalidade no que se refere ao acesso


à jurisdição, além de dever do juiz, é o que se afigura eticamente mais compatível
com a função lhe atribuída de prestar a tutela jurisdicional e possibilitar o acesso
à justiça. Afinal, justiça é serviço essencial e deve ser prestado com continuidade
e, analogicamente a outros serviços prestados pelos entes públicos e seus
delegatários, é por maiores razões insuscetível de interrupção pela falta de
prestação do usuário (art. 22 da Lei 8078/90).

Por fim, o pedido Autoral está amparado por vários julgados do nosso
Tribunal, desta forma abaixo transcreveremos um julgado demonstrando a
relevância do pedido autoral:

2007.002.09124 - AGRAVO DE INSTRUMENTODES. HELDA LIMA MEIRELES -


Julgamento: 19/04/2007 - DECIMA QUINTA CAMARA CIVELAgravo de Instrumento.
Decisão que indefere o pedido de gratuidade de justiça. Segundo o Enunciado nº
27 do Fundo Especial do Tribunal de Justiça - FETJ, considera-se conforme ao
princípio da acessibilidade ao Poder Judiciário (CF/88, art. 5º, XXXV) a
possibilidade, ao critério do Juízo em face da prova que ministre a parte autora
comprovadamente hipossuficiente, desta recolher as custas e a taxa judiciária ao
final do processo, ou de parcelar o recolhimento no curso do processo, desde, em
ambas as situações, que o faça antes da sentença, como hipótese de singular
exceção ao princípio da antecipação das despesas judiciais (CPC, art. 19),
incumbindo à serventia do Juízo a fiscalização quanto ao correto recolhimento das
respectivas parcelas. Agravante que preenche as condições exigidas ao benefício
que postula, pois está caracterizada sua impossibilidade de custear, no momento,
as despesas para demandar em Juízo. Artigo 557, §1º-A, do CPC. Provimento do
agravo de instrumento para deferir o pedido de pagamento das custas ao final.

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Por todo o exposto, requer parte autora, o deferindo o recolhimento das
custas processuais ao final da lide;

Nestes Termos,
Pede Deferimento.

Rio de Janeiro, 19 de Janeiro de 2020.

ALEXANDRO DO NASCIMENTO
OAB/RJ 148.226

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