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ÍNDICE DE MINUTAS

n.º Tema Págs.


1 Apresentação à Insolvência - Empresa 2a7
2 Insolvência requerida por terceiro 8 a 13
3 Reclamação de Créditos 14 a 15
4 Reclamação de Créditos com Pedido de Restituição e 16 a 18
Separação de Bens
5 Apresentação à Insolvência – Pessoa Singular 19 a 24
6 Auto de Apreensão de Bens 25
7 Inventário 26
8 Relação de Bens 27
9 Relatório 28 a 31
10 Relação Provisória dos Créditos 32 a 33
11 Reclamação de créditos com pedido de restituição de 34 a 35
separação da massa insolvente

1
Minuta n.º 1
APRESENTAÇÃO À INSOLVÊNCIA - EMPRESA

Ex.mo Senhor Juiz de Direito do Juízo


Cível competente da Comarca de
Campo Maior:

“…, LDA.”, com sede na…., concelho de …, titular do cartão de


identificação de pessoa colectiva n.º … … …, matriculada na Conservatória
do Registo Comercial de Campo Maior sob o n.º …, com o capital social de €
…;
vem, ao abrigo do disposto nos art.ºs 18.º, n.º 1, e 23.º, n.ºs 1 e 2, do Código
da Insolvência e da Recuperação de Empresas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º
53/2004, de 18 de Março, e alterado pelo Decreto-lei n.º 200/2004, de 18 de
Agosto,

APRESENTAR-SE A ESTE TRIBUNAL, REQUERENDO A


DECLARAÇÃO DA SUA INSOLVÊNCIA

o que faz nos termos e pelos fundamentos seguintes:

1.º
A Apresentante constituiu-se por escritura pública celebrada no dia … de
……….. de ………., no Cartório Notarial de …………………., com o capital
social de ……………… (Cfr. Doc. n.º 1).

2.º
Posteriormente, por escritura lavrada junto do ……….. Cartório Notarial de
…………., em …/…/…, foi o capital social aumentado para ………….., o
qual se mantém na presente data (Cfr. Doc.º n.º 2).

3.º
O objecto social da Requerente é, conforme consta do artigo …...º do
respectivo pacto, “……………………...” (Cfr. Doc.º n.º 3).

4.º
Desde a data do início da sua actividade - ………….. -, a Apresentante
dedica-se ao exercício de ….

5.º
Ao longo da sua actividade e até …………, a Requerente atravessou diversas
fases de desenvolvimento e expansão, sempre em ritmo crescente, tendo-se

2
imposto no mercado pela qualidade dos produtos fabricados, sendo certo que
estes se afirmaram como altamente prestigiados.

Sucede, porém, que:

6.º
Nos últimos três anos, a Requerente efectuou avultadíssimos investimentos
destinados à modernização e aumento da capacidade dos seus meios
produtivos, designadamente, mediante a construção de uma “fábrica de …”.

7.º
A fim de permitir os investimentos em apreço, a Requerente contraiu, junto de
diversas Instituições bancárias, vários financiamentos.

8.º
Porém, e apesar de todos os esforços empreendidos pela Requerente junto das
Instituições bancárias em causa, não foi possível a celebração de contratos de
financiamento a médio/longo prazo.

9.º
Tal facto, acompanhado de um crescimento de vendas inferior ao
perspectivado, determinou uma enorme depressão na tesouraria da
Apresentante, a qual originou a situação extremamente precária em que se
encontra actualmente.

10.º
A Requerente efectuou, no início do corrente ano, esforços consideráveis
tendentes à alteração da maturidade dos financiamentos contraídos junto das
entidades bancárias para médio/longo prazo.

11.º
As diversas negociações desenvolvidas não foram, porém, suficientes para
que todas as entidades bancárias dessem o seu assentimento à pretensão da
Apresentante, designadamente o “Banco…”, o qual promoveu a execução de
……………, a qual corre seus termos pelo …… do Tribunal Judicial de
………., sob o n.º ………..

12.º
A Apresentante enfrenta, na presente oportunidade, gravíssimas dificuldades
financeiras.

13.º
Do exposto resulta que a Requerente se encontra, desde há mais de ……..
meses, muito especialmente desde meados de ……………, numa situação

3
económico-financeira muito precária, estando impossibilitada de cumprir as
suas obrigações vencidas.

14.º
No último mês, as dificuldades financeiras agravaram-se extraordinariamente.

15.º
São de avultadíssimo montante - ascendendo a um total de cerca de €
……………. - as dívidas da ora Requerente para com a …………………… e
o …………………….. - cerca de € ………………. -, alguns Bancos - cerca
de € ………………….. -; fornecedores e outros credores - cerca de €
……………… - e trabalhadores – cerca de € ……………...

16.º
A situação deficitária da Requerente tem-se agravado a um ritmo crescente e
galopante.

17.º
A Requerente tem um passivo exigível que atinge valores elevados, vindo a
acumular substanciais dívidas, de cujo montante resulta inequivocamente a
impossibilidade de cumprir a generalidade das suas obrigações, isto sendo
certo que o seu activo disponível é insuficiente para o efeito da satisfação
daquele passivo.

18.º
A Requerente sofre de carência de meios próprios - capitais próprios
negativos -, bem como de total falta de crédito.

19.º
Por tal motivo, a Requerente encontra-se absolutamente impossibilitada de
cumprir pontualmente as suas obrigações vencidas.

20.º
Por outro lado, em face das circunstâncias expostas e da tão grave situação
criada, a Requerente é economicamente inviável, não se considerando
possível, em tais condições, a sua recuperação financeira.

21.º
A Requerente acha-se, pois, em situação de insolvência, tal como esta se
encontra configurada no art.º 3.º, n.º 1, do Código da Insolvência e da
Recuperação de Empresas.

4
22.º
Consequentemente, estão preenchidos os requisitos legais de que depende a
declaração de insolvência da Requerente - art.ºs 3.º, 18.º, 19.º e 23.º do citado
Código.

23.º
De harmonia com o preceituado no art.º 7.º do Código de Insolvência e da
Recuperação de Empresas, o Tribunal da Comarca de………………………, é
o territorialmente competente para o presente processo, pois que a sede, a
unidade industrial e o estabelecimento da Requerente situam-se na área da
dita comarca e de jurisdição do referido Tribunal.

24.º
Em face de tudo quanto fica exposto, e sendo certo que se encontra totalmente
impossibilitada de cumprir as suas obrigações vencidas, “…, Lda.” apresenta-
se a este Tribunal, requerendo a declaração da sua insolvência, mediante o
competente processo.

Termos em que requer a V. Ex.ª a declaração da sua


insolvência, ao abrigo do disposto no art.º 18.º, n.º 1, e de
harmonia com o preceituado nos art.ºs 3.º, n.ºs 1 e 2, 23.º, n.ºs 1 e
2, e 24.º do Código da Insolvência e da Recuperação de
Empresas.

Para tanto, requer a V. Ex.ª se digne:

a) Deferir o presente pedido de declaração de insolvência, proferindo a


respectiva sentença declarativa da situação de insolvência da empresa ora
Requerente, nos termos do art.º 36.º do citado Código; e

b) Promover e ordenar as competentes diligências legais subsequentes.

A fim de dar cumprimento ao disposto no art.º 23.º, n.º 2, alínea b), do Código
acima citado, a seguir se identificam os actuais gerentes da Requerente, bem
como os cinco maiores credores da mesma empresa:

- GERENTES:

- ……………………………………, estado civil, residência; e


- ……………………………………, estado civil, residência; e

5
Relação de Credores
(art.º 24º, n.º 1, alínea a) do CIRE)
(por ordem alfabética)

1
Indicação do Credor Banco Tal
NIPC 123 456 789
Domicílio/Sede Rua do tal, n.º 01
1000-000 Lisboa
Natureza do Crédito Empréstimo de tal
Referência Contratual Empréstimo 0000-AAAA
Total do crédito em dívida 0.000,00 €
Data Vencimento última prestação Mês e ano

2
Indicação do Credor Empresa Tal
NIPC 000 000 000
Domicílio/Sede Av. do Tal, n.º 02
1000-000 Lisboa
Natureza do Crédito Fornecimento matéria prima
Referência Contratual Contrato fornecimento n.º 987 654 321
Total do crédito em dívida 0.000,00 €
Data Vencimento última prestação Mês e ano

- Declara-se:
- Nesta data, não existe na empresa requerente Comissão de Trabalhadores.

A seguir se identificam os Delegados Sindicais:

- …………………………, estado civil, residência;


- …………………………, estado civil, residência;
- …………………………, estado civil, residência;

- Para a eventual necessidade de prova testemunhal dos factos que integram


os pressupostos da requerida declaração de insolvência, a Requerente
apresenta as seguintes

Testemunhas:

1 - ………………………………, estado civil, profissão, residência;


2 - ………………………………, estado civil, profissão, residência;
3 - ………………………………, estado civil, profissão, residência;

6
Junta: Os documentos exigidos pelas alíneas a), b), c), d), e), f) e i) do n.º 1 e
a) do n.º 2 do art.º 24.º do indicado Código – 16 documentos; Procuração
Forense; Duplicados legais.

Valor: 00000 € (tal e tal)


- valor do activo - art.º 15.º do citado Código.

O ADVOGADO

7
Minuta n.º 2
INSOLVÊNCIA REQUERIDA POR TERCEIRO

Ex.mo Senhor Juiz de Direito do Juízo


Competente do Tribunal de Comércio de Vila
Nova de Gaia:

“…, LDA”, com sede na Rua …, n.º …, …, …-… Maia, titular do cartão de
identificação de pessoa colectiva n.º … … …,

vem, ao abrigo e nos termos do disposto nos artigos 20.º, n.o 1, 23.º e 25.º do
Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, aprovado pelo
Decreto-Lei n.º 53/2004, de 18 de Março, e alterado pelo Decreto-lei n.º
200/2004, de 18 de Agosto, requerer a

DECLARAÇÃO DE INSOLVÊNCIA

de

“…, LDA”, com sede na Rua …, n.º …, 4200 Gondomar, titular do cartão de
identificação de pessoa colectiva n.º … … …,

nos termos e pelos fundamentos seguintes:

I- Do crédito da Requerente:

1.º
A Requerente é credora da Requerida, sendo certo que, nesta data, o
respectivo crédito totaliza € …,00 (… mil, … euros e … cêntimos).
§ Na origem de tal crédito, encontram-se os factos e as circunstâncias que a
seguir se indicam:

2.º
O crédito ora reclamado tem origem na falta de pagamento das facturas
abaixo discriminadas, respeitantes a artigos vendidos pela Requerente à
Requerida, no exercício da sua actividade comercial, as quais se juntam por
fotocópia e cujo conteúdo se dá aqui como integralmente reproduzido para
todos os efeitos legais (Doc.º n.º 1 a 5):

8
Factura n.º Emissão Vencimento Valor (€) Doc. n.º
123456789 01.01.2010 01.03.2010 0.000,00 1
987654321 01.02.2010 01.05.2010 0.000,00 2
1111111111 01.03.2011 01.05.2011 0.000,00 3
9999999999 01.08.2011 01.10.2011 0.000,00 4
22222222222 01.10011 01.12.2011 0.000,00 5

3.º
Para além das facturas referidas no anterior artigo 2.º, o crédito ora reclamado
tem também origem na falta de pagamento das letras a seguir discriminados
as quais se juntam por fotocópia e cujo conteúdo se dá aqui como
integralmente reproduzido para todos os efeitos legais (Doc.º n.º 6 a 9):

Letra n.º Emissão Vencimento Valor (€) Doc. n.º


123456789 01.01.2010 01.03.2010 0.000,00 6
987654321 01.02.2010 01.05.2010 0.000,00 7
1111111111 01.03.2011 01.05.2011 0.000,00 8
9999999999 01.08.2011 01.10.2011 0.000,00 9

4.º
O valor das facturas e das letras identificadas nos anteriores art.º 2.º e 3.º
totaliza o montante de € …,00 (… mil e … euros e … cêntimos).

5.º
Não obstante as sucessivas e inúmeras diligências e tentativas extrajudiciais
efectuadas pela Requerente, a Requerida não pagou as quantias em dívida.

No entanto,
6.º
Sempre a Requerida admitiu a existência e o valor do débito, tendo por
diversas vezes solicitado prorrogações nos prazos de pagamento, por não ter
possibilidade de pagar o mesmo.

7.º
Sobre os montantes em débito são devidos juros à taxa anual de 12% e 9,09%,
desde as datas de vencimento dos documentos referidos no art.º 2.º, e à taxa
legal de 4%, desde a data de vencimento dos documentos referidos no art.º
3.º, até à data da entrada em juízo do presente requerimento (…-…-…) -
artigo 559.º, n.º 1, do Código Civil, art.º 102.º do Código Comercial e Portaria
n.º 262/99, de 12 de Março, Portaria 1105/2004 de 16 Outubro, Aviso DGT
10097/04 e Despacho DGT 310/05 e Portaria n.º 291/2003 de 8 de Abril.

8.º
Tais juros ascendem, nesta data, a € …,00 (… mil … euros e … cêntimos).

9
9.º
O crédito referido é, assim, do montante de € …,00 (€ …,00 + € …,00).

10.º
A Requerente, na qualidade de Credora da Requerida, goza de legitimidade
para requerer a declaração de insolvência desta, ao abrigo do disposto no art.º
20.º do Código da Insolvência e Recuperação de Empresa.

II- Da situação de insolvência da Requerida:

11.º
A Requerida deixou de ser capaz de cumprir as suas obrigações vencidas,
facto que resulta explícito de um conjunto de sintomas que a seguir se
discriminam.

Desde logo,
12.º
A Requerida deixou de pagar voluntariamente não só à Requerente, como a
outros credores, alguns dos quais se viram forçados a recorrer aos meios
judiciais para o efeito, nomeadamente (Doc.os n.os 10 a 16):

Exequente Processo Tribunal Doc. n.º


Credor A 123/45.6ABCDE x.º Juízo Cível Tribunal 10
Judicial de Gondomar
Credor B 987/65.4EDCBA x.º Juízo Cível do Tribunal 11
Judicial de Oeiras
Credor C 111/22.3AAAAA x.ª Secção, x.º Juízo de 12
Execução de Lisboa
Credor D 222/33.4BBBBB x.º Juízo Cível do Tribunal 13
Judicial de Matosinhos
Credor E 555/44.1CCCCC x.º Juízo Cível do Tribunal 14
Judicial de Gondomar
Credor F 666/55.2DDDDD x.º Juízo Cível do Tribunal 15
Judicial de Loures
Credor G 777/66.3EEEEE x.º Juízo Cível do Tribunal 16
Judicial de Sintra

13.º
Verifica-se, assim, a suspensão generalizada do pagamento das obrigações
vencidas da Requerida.

Por outro lado,


14.º
O crédito que a Requerente detém sobre a Requerida encontra-se vencido há
mais de um ano e é demonstrador, pelo seu elevado montante e pelas
10
circunstâncias do incumprimento, da grave situação económico-financeira em
que a Requerida se encontra.

15.º
A Requerida tem um passivo exigível que atinge valores elevados, tendo
acumulado dívidas, nomeadamente para com a Requerente, de uma forma da
qual se conclui inequivocamente a impossibilidade de cumprir a generalidade
das suas obrigações, isto sendo certo que o activo é insuficiente para o efeito.

16.º
Com efeito, a Requerida sofre de carência de meios próprios e falta de
crédito.

17.º
Por tal motivo, a Requerida encontra-se impossibilitada de cumprir
pontualmente as suas obrigações.

18.º
A Requerida cessou totalmente a sua actividade, tendo abandonado as únicas
instalações onde a exercia e que constituíam a sua sede.
De facto,

19.º
A própria Requerida informou a Requerente da existência de um processo de
execução fiscal, no âmbito do qual todos os seus bens foram penhorados.

20.º
Existem pois elevadas dívidas tributárias da Requerida, que justificaram, só
por si, a apreensão de todos os seus bens.
Acresce que,

21.º
Estando legalmente obrigada a depositar e registar a prestação das suas
contas, em conformidade com o disposto nos art.º 70.º do Código das
Sociedades Comerciais art.º 3.º, n.º 1, alínea n) do Código do Registo
Comercial, verifica-se que, desde … até à presente data, a Requerida nunca
procedeu ao depósito e registo das mesmas, pelo que se encontra em muito
ultrapassado o prazo referido no art.º 20.º, n.º 1, alínea h) do Código da
Insolvência e da Recuperação de Empresa, como se extrai da certidão do
Registo Comercial que se junta (Doc.º n.º 17).

22.º
A “crise” da Requerida é de tal forma séria, grave e notória que a sua
apresentação a Tribunal deveria ter sido há muito promovida pelos seus
gerentes, nos termos do disposto no art.º 18.º do Código da Insolvência e da
11
Recuperação de Empresa, existindo pois culpa grave dos seus gerentes, ao
abrigo do disposto no art.º 186.º, n.º 3, alínea a) do Código da Insolvência e
da Recuperação de Empresa.

23.º
À Requerente, que é credora da Requerida do montante atrás indicado, assiste
o direito de requerer a declaração do seu estado de insolvência, atendendo a
que, por um lado, a mesma suspendeu de forma generalizada os seus
pagamentos, incumpriu com uma obrigação para com a Requerente que, pela
sua dimensão e circunstâncias do seu incumprimento revelam a
impossibilidade de satisfazer as suas obrigações, cessou a sua actividade e
abandonou as instalações onde tinha a sua sede, incumpriu de forma
generalizada obrigações tributárias e encontra-se atrasada em mais de nove
meses no registo e depósito das suas contas.

24.º
Acha-se, pois, em situação de insolvência, tal como a mesma se encontra
configurada no artigo 3.º, n.º 1, do Código da Insolvência e de Recuperação
de Empresas.

25.º
Consequentemente, encontram-se preenchidos os requisitos legais de que
depende a declaração de insolvência da Requerida (Cfr. Artigos 3.º, 20.º, 23.º
e 25.º do citado Código).

26.º
A Requerida tem a sua sede em Gondomar, pelo que o Tribunal de Comércio
de Vila Nova de Gaia é o competente para o presente processo, face ao
disposto no artigo 7.º do referido Código e 89.º da Lei de Organização dos
Tribunais Judiciais.

27.º
O Gerente da Requerida é …, casado em comunhão de adquiridos com …,
residente na Rua …, n.º …- 4420 Gondomar, como resulta da certidão do
Registo Comercial que se junta.

28.º
A Requerente desconhece quem são os maiores credores da Requerida, pelo
que não pode fazer as indicações referidas no art.º 23.º, n.º 2, alínea b) do
Código da Insolvência e da Recuperação de Empresa.

12
Termos em que requer a V. Ex.ª a declaração de
insolvência da Requerida, “…, LDA.”, ao abrigo do disposto no
artigo 20.º, n.º 1, e de harmonia com os artigos 3.º, n.º 1, 20.º, n.º
1, alíneas a), b), c, g) e h), 23.º, n.º 1 e 25.º, n.os 1 e 2, do CIRE.

Para tanto, requer a V. Ex.ª se digne:


a) Ordenar a citação da Requerida, nos termos e para os efeitos
previstos nos n.os 1 e 2 do artigo 29.º e n.º 3 do art.º 23.º do citado
Código;
b) Promover o prosseguimento do processo, nos termos estabelecidos
nos artigos 27.º e seguintes do aludido Código.

- Para o efeito de eventual necessidade de prova testemunhal dos factos que


integram os pressupostos da declaração de falência ora requerida, o
Requerente apresenta as seguintes

Testemunhas:
1) …, morador na Rua …, n.º …, …-… Sintra, director-geral, gerente;
2) …, morador na Rua …, n.º …, …-… Maia, director comercial; e
3) …, morador na Rua …, n.º …, …-… Póvoa de Varzim, director de
produção.

Valor: € 14.963,94 (catorze mil novecentos e sessenta e três euros e noventa e


quatro cêntimos)

Junta: 17 Documentos, Procuração, Documento Comprovativo do pagamento


de taxa de justiça inicial, Documento Comprovativo de envio em formato
digital, Duplicados Legais

Indicação de Solicitador de Execução:


Ex.mo Sr. …, portador da cédula profissional n.º …, com escritório na Rua
…, …- Porto (…@solicitador.net).

@ ADVOGAD@

13
Minuta n.º 3
RECLAMAÇÃO DE CRÉDITOS

Tribunal do Comércio de Lisboa


Proc. n. 1111/01.1AAAAA
Ex.mo Senhor Administrador
Judicial de Insolvência
Dr. …:

"…, S.A.", com sede na Rua …, …, …-… …, titular do cartão de


identificação de pessoa colectiva n.º … … …, nos autos de insolvência da
sociedade “…, LDA”, à margem referenciados, vem, ao abrigo e nos termos
do disposto no artigo 128.º, do Código da Insolvência e da Recuperação de
Empresas,

RECLAMAR A VERIFICAÇÃO DO SEU CRÉDITO

nos termos e pelos fundamentos seguintes:

1.º
A ora Reclamante é credora da Insolvente pela quantia total de € …,00 (…
mil … euros e … cêntimos).

2.º
O crédito ora reclamado tem origem na falta de pagamento das facturas, a
seguir discriminadas, as quais se juntam por fotocópia e cujo conteúdo se dá
aqui como integralmente reproduzido para todos os efeitos legais (Doc.os n.os
1 a 5):
Factura n.º Emissão Vencimento Valor (€) Doc. n.º
123456789 01.01.2010 01.03.2010 0.000,00 1
987654321 01.02.2010 01.05.2010 0.000,00 2
1111111111 01.03.2011 01.05.2011 0.000,00 3
9999999999 01.08.2011 01.10.2011 0.000,00 4
22222222222 01.10011 01.12.2011 0.000,00 5

3.º
As facturas referidas no anterior artigo 2.º totalizam o montante de € …,00
(… mil, … euros e … cêntimos).

4.º
O crédito da Reclamante sobre a Insolvente não ficou sujeito a qualquer tipo
de condição, suspensiva ou resolutiva.

5.º
14
Sobre o montante de capital em dívida titulado pelas facturas referidas no
anterior artigo 2.º incidem juros de mora, calculados às taxas de 12%, 9,01%,
9,7% e 9,05%, a partir da data de vencimento das mesmas até à data da
sentença que decretou a insolvência (…-…-…) – € …,00 - artigo 559.º do
Código Civil, 102.º do Código Comercial, Portaria 262/99, de 12 de Abril e
Portaria 597/2005, de 19 de Julho.

6.º
É, assim, de € …,00 (€ …,00 + € …,00) o crédito total da Reclamante sobre a
Insolvente.

Nestes termos e nos de direito, deve o crédito da


Reclamante sobre a Insolvente, no montante de € …,00 (…
mil … euros e … cêntimos), ser considerado reclamado e
verificado, como comum, com todas as consequências
legais.

Valor: O dos autos

Junta: 5 Documentos, Procuração Forense, Duplicados legais

O ADVOGADO

Minuta n.º 4
15
RECLAMAÇÃO DE CRÉDITOS COM PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E
SEPARAÇÃO DE BENS DA MASSA INSOLVENTE

Tribunal do Comércio de Lisboa


x.º Juízo
Proc. n.º 111/11.1AAAAA

Ex.mo Senhor Administrador


Judicial de Insolvência
Dr. …:

“…, LDA.”, com sede na Via …, n.º …, … Porto, titular do cartão de


identificação de pessoa colectiva n.º … … …, nos autos de insolvência da
sociedade “…, LDA.”, à margem referenciados, vem, ao abrigo e nos termos
do disposto no artigo 128.º, do Código da Insolvência e da Recuperação de
Empresas,

RECLAMAR A VERIFICAÇÃO DO SEU CRÉDITO,

nos termos e pelos fundamentos seguintes:

1.º
A ora Reclamante é credora da Insolvente pela quantia total de € …,00 (…
mil … euros e … cêntimos).

2.º
O crédito ora reclamado equivale à soma total dos montantes adiante
indicados, cujas origem e natureza a seguir se discriminam:

3.º
- A verba de € …,00 provém da falta de pagamento de 4 letras sacadas pela
Reclamante e aceites pela Requerida, dos valores e com as datas de
vencimento abaixo indicadas, conforme consta dos referidos títulos que se
juntam e cujo conteúdo se dá aqui como integralmente reproduzido para todos
os efeitos legais (Doc.s n.ºs 1 a 4):

Letra n.º Vencimento Valor (€) Doc. n.º


123456789 01.03.2010 0.000,00 1
987654321 01.05.2010 0.000,00 2
1111111111 01.05.2011 0.000,00 3
9999999999 01.10.2011 0.000,00 4

4.º
16
- O montante de € …,00, provém da falta de pagamento dos avisos de
lançamento com os valores e datas de vencimento abaixo discriminadas,
conforme se observa dos documentos que se juntam e cujo conteúdo se dá
também aqui como integralmente reproduzido para todos os efeitos legais
(Docs. n.ºs 5 a 8):

Aviso de Vencimento Valor (€) Doc. n.º


Lançamento n.º
123456789 01.03.2010 0.000,00 5
987654321 01.05.2010 0.000,00 6
1111111111 01.05.2011 0.000,00 7
9999999999 01.10.2011 0.000,00 8

5.º
Pelos montantes do capital em dívida referidos no anteriores artigos são
devidos juros de mora, calculados às taxas legal e comercial, consoante os
títulos a que respeitam, desde o dia dos vencimentos dos títulos até à data da
declaração da insolvência – …-…-… - artigo 559.º do Código Civil, 102.º do
Código Comercial, Portaria 262/99, de 12 de Abril e Portaria 597/2005, de 19
de Julho.

6.º
Tais juros totalizavam, naquela data, a quantia de € …,00.

7.º
É, assim, de € …,00 (€ …,00 + € …,00) o crédito total da Reclamante sobre a
Insolvente.

8.º
Acresce referir que, no exercício da sua actividade comercial a Reclamante
celebrou com a Insolvente dois contratos de compra e venda a prestações
referentes às viaturas com as matrículas …-…-… e …-…-….

9.º
Como forma de garantir o integral pagamento do preço acordado pelas
viaturas, as mesmas foram vendidas com reserva de propriedade a favor da
Reclamante.

10.º
Em face da falta de pagamento das prestações acordadas, a Reclamante viu-se
forçada a resolver os contratos celebrados com a Insolvente.

11.º

17
E a Insolvente ficou obrigada a restituir os veículos em causa e a pagar à
Reclamante as quantias em dívida nessa data.

12.º
Tendo em conta que a Insolvente não pagou até à presente data o valor em
dívida referente aos contratos de compra e venda, a Reclamante mantém a
reserva da propriedade sobre as referidas viaturas, pelo que estas devem ser
separadas da massa insolvente e entregues à Reclamante por lhe pertencerem.

Nestes termos e nos mais de Direito, deve o crédito da


Reclamante sobre a Insolvente, no montante de € …,00, ser
considerado reclamado e verificado, como comum, com todas as
consequências legais.

Mais requer a V. Exa. que se digne ordenar, nos termos dos


artigos 141.º e segs. do C.I.R.E., a restituição à ora Reclamante e a
consequente separação da massa insolvente das viaturas identificadas
no art.º 8.º do presente articulado, caso as mesmas tenham sido ou
venham a ser apreendidas para a massa insolvente.

Valor: € …,00 (… mil … euros e … cêntimos)

Junta: 8 Documentos, Duplicados Legais e Procuração Forense.

@ ADVOGAD@

Minuta n.º 5
18
APRESENTAÇÃO À INSOLVÊNCIA – PESSOA SINGULAR

Ex.mo Senhor Juiz de Direito do Juízo


Cível Competente da Comarca do Porto

… (NIF … … …) e … (NIF … … …), casados no regime da comunhão


geral, residentes na Rua …, n.º …, no Porto,
vêm, ao abrigo e nos termos do disposto no Código da Insolvência e da
Recuperação de Empresas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 53/2004, de 18 de
Março, e alterado pelo Decreto-lei n.º 200/2004, de 18 de Agosto,

APRESENTAR-SE A ESTE TRIBUNAL, REQUERENDO A


DECLARAÇÃO DA SUA INSOLVÊNCIA

nos termos e pelos fundamentos seguintes:

1.º
Os Requerentes são casados entre si, no regime matrimonial da comunhão
geral de bens, tendo contraído matrimónio em …/…/19… (Docs.º n.ºs 1 e 2).

2.º
O Requerente Marido é reformado, tendo por únicos rendimentos:
(a) a pensão de reforma que aufere, pago pela Segurança Social, no valor
mensal de € …,00;
(b) a remuneração paga pelo facto de integrar o Conselho Fiscal da sociedade
“…, S.A., no valor de € …,00 mensais (Doc.º n.º 3);
(c) a remuneração que aufere na qualidade de administrador da sociedade “…,
S.A.”, de cerca de € …,00 por ano.

3.º
A Requerente Mulher não é titular de qualquer rendimento.

Sucede que,
4.º
O Requerente-Marido foi, ao longo da sua vida activa, empresário e
administrador de diversas empresas.

5.º
No âmbito dessa sua actividade, participou o Requerente-Marido num
conjunto de negócios, destinados à construção e instalação de unidades fabris
de produção de … em … e em ….
Explique-se,
6.º
19
Entre meados e final da década de 19…, integrou um conjunto de
investidores, o qual era encabeçado pelo Sr. Eng. … e que incluía os Srs. Dr.
…, … e Eng. ….

7.º
Os exactos contornos dos financiamentos obtidos para efeitos dos
investimentos em causa foram, na sua quase totalidade, negociados com a
Banca, em especial com o “Banco …, S.A.”, pelo Eng…..

8.º
Foi também o Eng. … quem conduziu a gestão da implementação do projecto
de negócio, a ele se devendo a maior parte das opções de investimento, os
timings de realização dos mesmos, etc.

9.º
Tais investimentos, traduzidos nos normais custos de licenciamento, relações
públicas, construção e aquisição de equipamentos e maquinarias, destinavam-
se à criação de um conjunto de sociedades comerciais, na sua maioria,
anónimas, algumas meras sociedades gestoras de participações sociais e
outras sociedades fabris, nomeadamente, a “…, S.A.”, a “…, Lda.”, a “…,
Lda.”, a “…, S.A.” e a “…, S.A.”.

10.º
No âmbito dos contratos de financiamento celebrados, o Requerido Marido
participou, juntamente com os demais investidores, na qualidade de garante
da obrigação assumida pelas sociedades criadas do reembolso das quantias
mutuadas pelas diversas instituições bancárias envolvidas no projecto (Doc.º
n.º 4 e 5).

11.º
Note-se que, em especial, o aludido “Banco …” manteve sempre um
acompanhamento muito próximo relativamente às diferentes fases do
processo;

12.º
Tendo, além do mais, ficado depositários de um conjunto de acções
representativas de todas as acções dos grupos de sociedades envolvidas, dadas
de penhor para garantia do referido reembolso,

Bem como,
13.º
Tendo ainda sido designado mandatário das sociedades mutuárias para efeitos
de venda das acções dadas em penhor.

14.º
20
O acompanhamento que os Requeridos mantiveram relativamente à vida
societária das sociedades envolvidas, embora interessado, foi silencioso, não
lhes cabendo qualquer responsabilidade nas decisões tomadas.

15.º
Os investimentos em causa mantêm o seu interesse, possuindo ainda a
virtualidade de vir a gerar rendimentos significativos, sendo certo que a maior
parte dos projectos colheu interesse de grandes multinacionais e de entidades
nacionais e internacionais de grande prestígio.

Assim,
16.º
Os Requerentes tiveram conhecimento de ofertas de aquisição do activo da
sociedade “…” por parte da “…, S.A.”, pelo preço de € …,00 (doc.º n.º 6)

17.º
Por sua vez, a “…, S.A.” é participada, directa ou indirectamente, pela
“Fundação …”.

Certo é que,
18.º
Os Requerentes já há vários anos cederam a sua participação nos assuntos da
“…” e assistiram com optimismo à entrada no capital da “…” daquela
Fundação e de diversas outras entidades empenhadas em fazer avançar o
investimento.

Mais,
19.º
Sempre lhes vinha sendo dito que as novas entidades envolvidas iriam
assumir as responsabilidades financeiras e de garantia que os Requerentes
haviam assumido perante a Banca.

Sucede que,
20.º
Apesar disto, até á data as unidades produtivas permanecem inactivas, vendo
os Requerentes fortemente reduzido o seu valor.

Por sua vez,


21.º
Os Bancos detentores de penhores sobre participações sociais quer dos
Requerentes, quer das sociedades de que estes eram sócios, terão procedido à
execução extra-judicial dos referidos penhores, nunca tendo informado os
Requerentes dos potenciais interessados ou dos valores propostos.

22.º
21
Souberam apenas os requerentes que as acções representativas de …% do
capital da “…” foram vendidas pelo “Banco …” pelo irrisório preço de €
…,00.

Consequentemente,
23.º
Viram-se os Requerentes, durante o início do ano de 2006, confrontados com
um conjunto de execuções, fundadas em letras ou livranças por si avalizadas
ou sacadas no âmbito de tais acordos.

Assim é que
24.º
O Requerente Marido é executado na execução que move a “Caixa …, CRL”
e que corre os seus termos na ….ª Secção da ….ª Vara Cível de Lisboa, sob o
proc. n.º …/…….TVLSB, ascendendo a quantia exequenda a € …,00
(…euros e … cêntimos) (Doc.º n.º 7).

Bem como,
25.º
Na execução que move a “Caixa …, CRL” e que corre os seus termos na ….ª
Secção do ….º Juízo de Execução de Lisboa, sob o proc. n.º …/….0YYLSB,
ascendendo a quantia exequenda a € …,00 (… euros e … cêntimos) (Doc.º n.º
8).

26.º
Ambos os Requerentes são ainda executados nas seguintes execuções (Doc.º
n.º 9 e 10):
a) execução que move o “Banco …, S.A.” e que corre os seus termos na ….ª
Secção do ….º Juízo de Execução de Lisboa, sob o proc. n.º …/….0YYLSB,
ascendendo a quantia exequenda a € … (… euros e … cêntimos);
b) execução que move a “Caixa …, CRL” e que corre os seus termos na ….ª
Secção do ….º Juízo de Execução de Lisboa, sob o proc. n.º …/….2YYLSB,
ascendendo a quantia exequenda a € …,00 (… euros e … cêntimos).

27.º
Para além destas e pelos mesmos motivos, os Requerentes são ainda
devedores, por montantes semelhantes, pelo menos também ao “Banco …,
S.A.”.

28.º
Os Requerentes vêem-se, assim, devedor de valores da ordem dos €
……….,00 (… milhões, … mil e … euros).

29.º
22
O Requerente tem … anos de idade, não tendo bens ou rendimentos
susceptíveis de responder por dívidas daquele montante.

30.º
A Requerente tem … anos de idade, não tendo bens ou rendimentos
susceptíveis de responder por dívidas daquele montante.

31.º
Embora os Requerentes não sejam os únicos responsáveis pelas dívidas
referidas, as mesmas são solidárias, por resultarem de títulos de crédito que se
encontram em poder das entidades exequentes.

Acresce que,
32.º
Os restantes devedores não se apresentam, também, capazes de pagar aquelas
dívidas.

Assim,
33.º
As sociedades mutuárias, como se disse, não apresentam ainda actividade
susceptível de gerar rendimentos para pagar as dívidas garantidas, também,
pelos Requerentes.

34.º
Dos restantes investidores, verifica-se que o Eng. … e sua mulher … foram
declarados falidos por sentença de … de … de 200… (Doc.º n.º 11).

35.º
Quanto aos restantes, sabem os Requerentes que se encontram nas mesmas
condições que eles, incapazes de fazer face aos volume de dívidas com que a
má gestão dos projectos de investimento os confrontou.

36.º
Os valores de que os Requerentes se tornaram devedores, por via do
incumprimento das sociedades mutuárias, relativamente ao qual não tiveram
qualquer responsabilidade, encontram-se titulados por letras que aqueles
avalizaram em branco.

37.º
Os Requerentes encontram-se impossibilitados de cumprir aquelas suas
obrigações vencidas, pelo que são insolventes, nos termos do disposto no art.º
3.º do Código de Insolvência e da Recuperação das Empresas.

38.º
23
A situação de insolvência dos Requerentes é actual.

39.º
Os maiores credores dos Requerentes são:
a) A “Caixa …, CRL”.;
b) O “Banco …, SA”;
c) O “Banco …, S.A.”;
d) O “Banco …, S.A.”
e) A “Caixa …, CRL”.

40.º
Os Requerentes pretendem a exoneração do passivo restante, nos termos do
disposto no art.º 235.º e seguintes do Código de Insolvência e da Recuperação
das Empresas, declarando expressamente preencher os requisitos
estabelecidos nos artigos 238.º do mesmo Código.

Termos em que requerem a V. Ex.ª a DECLARAÇÃO DA


INSOLVÊNCIA dos Requerentes, ao abrigo do disposto no
artigo 20.º, n.º 1, e de harmonia com o Código da Insolvência e
da Recuperação de Empresas.

VALOR: € 14.963,95 (catorze mil novecentos e sessenta e três euros e


noventa e cinco cêntimos)

Junta: 16 documentos, Procurações Forenses, Duplicados Legais, Documento


comprovativo do pagamento da taxa de justiça inicial.

O ADVOGADO,

OS REQUERENTES,

(...)

(…)

Minuta n.º 6
24
AUTO DE APREENSÃO DE BENS

Insolvência de Pessoa Colectiva


n.º 123/45.6ABCDE
x.º Juízo do Tribunal de Comércio
de Vila Nova de Gaia

Auto de Apreensão do produto da venda de bens móveis no processo de


execução fiscal

Aos … dias do mês de … de 200…, eu, …, na qualidade de Administrador da


Insolvência de “…, LDA”, nomeado no processo que corre os seus termos no
….º Juízo do Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia sob o n.º
…/06.7TYVNG, procedi à apreensão para a Massa Insolvente do seguinte
produto de venda:

VERBA ÚNICA
Produto da venda de bens móveis constantes no auto de penhora, que foram
vendidos no processo de Execução Fiscal n.º … e Apensos, no valor de
…………………………………………………………………………………
…….,00€

Para o efeito já foi apresentado requerimento no processo de execução (cfr.


Doc.1).

Nesta altura e dado não haver mais produto de vendas em outros processos a
apreender para a Massa Insolvente, deu-se por finda a diligência.

Para constar se lavrou o presente, que depois de lido e conferido vai ser
assinado.----------------------------------------------------------------------------

O Administrador de Insolvência

Minuta n.º 7
25
INVENTÁRIO

Insolvência de pessoa colectiva


N.º …/06.7TYVNG
....º Juízo do Tribunal de Comércio
de Vila Nova de Gaia

INVENTÁRIO DE BENS DA MASSA INSOLVENTE NOS TERMOS


DO ART.153.º DO C.I.R.E.

Aos … dias do mês de … de 200…, eu, …, na qualidade de Administrador da


Insolvência de “…, LDA”, nomeado no processo que corre os seus termos no
….º Juízo do Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia sob o n.º
…/06.7TYVNG, elaborei o seguinte inventário de bens existentes na Massa
Insolvente:

BEM MÓVEL SUJEITO A REGISTO

VERBA 1
- 1 Veículo da marca “…” com a matrícula …-…-…, avariado, no valor de
…………………………………………………………………………………
………………………,00€
(no qual falta pagar…,00 € referente ao valor residual – Cfr.doc.1 anexo).

PRODUTO DA VENDA DE BENS MÓVEIS EM PROCESSO DE


EXECUÇÃO FISCAL

VERBA 2
Produto da venda de bens móveis constantes no auto de penhora, que foram
vendidos no processo de Execução Fiscal n.º … e Apensos, no valor de
…………………………………………………………………………………
……..,00€

Junta: 1 Documento.

O Administrador de Insolvência

Minuta n.º 8
26
RELAÇÃO DE BENS

Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia


Processo de Insolvência
Proc. N.º 11/06.7 TYVNG
x.º Juízo

Relação de bens integrados na massa insolvente


Insolvência de
“…, Lda.”

Aos … dias do mês de … do ano de dois mil e …, pelas …:00 horas, nos
termos e para os efeitos dos artigos 149º e 151º do C.I.R.E., o Administrador
de Insolvência promoveu a diligência para arrolamento dos bens conhecidos
da insolvente e que se encontravam na sua sede sita na Rua …, n.º …, em ….
Os bens foram identificados da seguinte forma:

Verba única
1 Veículo da marca “…” com a matrícula …-…-…, avariado;
(mas do qual falta pagar …,00 € referente ao valor residual – Cfr. doc. 1 que
anexa)
Ao qual se atribui o valor de € …,00

Dado não haver mais bens móveis a apreender para a massa insolvente, deu-
se por finda a diligência às …:00 horas.

Junta: 1 (um) Documento.

O Fiel Depositário

______________________________

O Administrador de Insolvência

______________________________

Minuta n.º 9
27
RELATÓRIO

Relatório
a que aludem os artigos 155.º e 156.º do Código da Insolvência e da
Recuperação de Empresa/C.I.R.E. (Decreto-Lei n.º 53/2004, de 18 de Março
alterado pelo Decreto-Lei n.º 200/2004, de 18 de Agosto)

I- Análise da situação patrimonial do insolvente

A insolvente …, LDA., NIF n.º … … …, com sede na Rua …, n.º …, …-000


Rio Tinto, veio requerer a insolvência em função da exploração deficitária
crescente, sem encomendas suficientes em número e preços, e impossibilitada
de paga as rendas e consequente impossibilidade de pagamento de débitos
relacionados com a sua actividade profissional.
É devedora, ainda, de contribuições ao sector Estado, designadamente, à
Fazenda Nacional e à Segurança Social por incumprimento de contribuições
sociais.
Incumprindo os planos de pagamento indexados às obrigações assumidas a
insolvente viu ser-lhe cerceada a capacidade de acesso ao crédito o que tornou
impossível a manutenção de uma situação de solvência.
A situação deficitária exposta através das reclamações de créditos alcança um
valor de, pelo menos, € …,00 (… mil … euros e … cêntimos), não obstante o
prazo para reclamação de créditos terminar apenas no dia 11 de Novembro.

À insolvente não é conhecido qualquer património, com excepção do bem


móvel sujeito a registo constante do Auto de Apreensão de Bens Móveis
Sujeitos a Registo. (doc.1).

Do exposto resulta a incapacidade da insolvente em fazer face às suas


obrigações e dívidas, não exercendo, a esta data e pelo menos desde finais de
200…, qualquer actividade susceptível de gerar receitas, razões
condicionantes do agravamento da sua situação patrimonial e do surgimento
dos débitos particulares, bancários e estatais que culminaram com a
declaração de insolvência, procedimentos estes que têm a sua génese pelo
menos no ano de 200….
O Administrador da Insolvência realizou as diligências necessárias à
averiguação patrimonial da situação da insolvente no intuito da apreensão dos
bens de sua propriedade, o que desenvolveu através de sucessivos contactos
com o Serviço de Finanças e Conservatória do Registo Predial da área
envolvente à da actividade da insolvência, tendo averiguado a inexistência de
património, tendo os bens da insolvente sido vendidos pela Fazenda Nacional
pelo valor de …,00€, o qual é apreendido para a massa insolvente e o qual já
foi solicitado à competente repartição de finanças.

28
No mais e dão-se aqui por reproduzidos os factos constantes da douta
sentença que decretou a insolvência.

Por fim saliente-se o seguinte:


- Actualmente na sede da insolvente labora uma empresa (…, LD.ª), cujos
actuais sócios são familiares dos sócios gerentes da insolvente, conforme
contrato de arrendamento de que se junta cópia – Doc. 2 e 3;
- o qual adquiriu os bens da insolvente num processo de execução fiscal
contra a mesma insolvente por €…,00 – Doc. 4 composto por 8 fls;
- o sócio gerente inicial da referida … (…) e também senhorio do arrendado é
também familiar dos sócios gerentes da insolvente;
- foi o referido … que fundou a insolvente há cerca de 20/ 30 anos;
- posteriormente em …/200… cedeu as quotas a três pessoas (…, … e …) por
valor não esclarecido mas a pagar em prestações de mais ou menos €
…,00/mês a cada um deles, os quais pagaram três ou quatro prestações;

Aquele “trio” abandonou a insolvente em 199…/199…, com muitas dívidas,


cedendo as quotas aos três sócios identificados na petição inicial do
requerimento de insolvência e que eram empregados da insolvente, que
desconheceriam na altura da cessão as citadas dívidas (alegam ter sido
enganados pelos patrões e antigos sócios gerentes);
Quando tiveram consciência das dificuldades, apresentaram-se à insolvência,
inicialmente num outro processo que terá sido liminarmente indeferido por
falta de apresentação de elementos contabilísticos.

II- Análise da contabilidade

O Administrador da Insolvência não possui qualquer elemento contabilístico


da insolvente, apesar de ter solicitado à respectiva gerência a entrega de tais
elementos.

III- Perspectivas de solvência

A insolvente detém, a esta data, obrigações vencidas no valor global de €


...,00 (… mil … euros e … cêntimos), sendo que não tem qualquer património
que garanta as dividas, com excepção do supra referido bem móvel e do
produto da venda dos restantes bens.

Segundo o art.º 3.º, n.º 1 do Código da Insolvência e da Recuperação de


Empresa/C.I.R.E. (Decreto-Lei n.º 53/2004, de 18 de Março alterado pelo
Decreto-Lei n.º 200/2004, de 18 de Agosto) “ É considerado em situação de
insolvência o devedor que se encontre impossibilitado de cumprir as suas
obrigações vencidas.“;

29
No contexto do processo de insolvência deve ser encarada a real viabilidade
económica e financeira da insolvente, de forma a legitimar a aposta que
constitui a sua eventual solvência.
Porém, o trabalho desenvolvido no presente processo aponta, inelutavelmente,
para a insolvência de “ …, Lda,” encontrando-se o Administrador da
Insolvência impossibilitado de optar por uma via de viabilização de um plano
de pagamento.

Conjugadas as viabilidades económica e financeira exigidas pelo C.I.R.E. –


cfr. art.º 3.º, n.º 3 e alíneas - ter-se-á de ter em linha de conta que a eventual
recuperação económica da insolvente é IMPOSSÍVEL, encontrando-se o
Signatário impedido de propor, latu sensu, a sua viabilidade.
Tal decisão, para a qual o presente documento constitui um índice de
referência, caberá, assim, à Assembleia de Credores, a qual, em função dos
elementos postos à sua disposição, tomará a posição que a votação legal
definir.

Paralelamente a Insolvência foi requerida pela própria devedora, que se vê


impossibilitada de apresentar/cumprir qualquer PLANO DE PAGAMENTOS
tal como o permitem as disposições conjugadas dos art.ºs 251.º, 252.º, «ex-vi»
dos art.ºs 253.º razão pela qual até tal possibilidade se encontra
definitivamente derrogada.

IV- Outros elementos de apreciação

Em termos de elementos relevantes para a adequada interpretação e actuação


da Assembleia de Credores e atento a junção aos autos do INVENTÁRIO
(cfr. doc n.º 5) referido na norma, o Administrador da Insolvência menciona:
- o desconhecimento/inexistência de activo com excepção do supra referido
bem móvel agora constante do Inventário e do Auto de Apreensão de Bem
Móvel Sujeito a Registo (Cfr. doc. n.º 1 idem).
- desconhecimento de créditos susceptíveis de cobrança detidos pela
insolvente ;

V – Liquidação do Activo

No âmbito da tramitação processual referente à Liquidação do activo da


Insolvente e cabendo ao Administrador da Insolvência, nos termos do n,º 1 do
art.º 164.º do C.I.R.E. determinar a modalidade e proceder à alienação através
do uso das possibilidades insertas na norma citada, com a consequente
remissão para os artºs 886.º e seguintes do CPCivil, opta o Signatário

relativamente ao Bem Móvel,

30
pela venda extrajudicial, por negociação particular, por valor nunca inferior
ao que consta do Auto de Apreensão de Bem Móvel, atento o facto de tal
modalidade ser a que melhor defende os interesses da Massa Insolvente e dos
seus credores em termos de celeridade e redução dos custos de liquidação.
Mais solicito à assembleia autorização para efectuar o pagamento de € …,00
relativo ao valor residual do veículo apreendido.

…, … de Outubro de 200…

Junta: 2 (dois) documentos, Cópia de segurança

O ADMINISTRADOR DA INSOLVÊNCIA

31
Minuta n.º 10
RELAÇÃO DE CRÉDITOS PROVISÓRIA

Relação de Créditos Provisória de


“…, LDA.”

Processo de Insolvência de
Pessoa Colectiva n.º 111/01.1AAAAA
x.º Juízo do Tribunal de Comércio
de Vila Nova de Gaia

1-
Crédito Crédito
# Credor Capital Juros e Total
outros
1 Banco…, S.A. 42.597,56 10.262,00 52.859,56
Rua do …, n.º … em …
Dr. …
Rua …, n.º …
… – … Porto
22 … … … …
22 … … … …
e-mail: …@....com
2 Instituto de Segurança Social 50.837,20 18.502,15 69.339,35
Dr. …
Av. …, n.º … …-… Porto
22 … … … …
22 … … … …
3 Ministério Público do Tribunal de Comércio 28.676,90 4.957,75 33.634,65
de Vila Nova de Gaia

Av. …, n.º …
22 … … … …
22 … … … …
e-mail: …@....pt
Ministério Público do Tribunal de Comércio
de Vila Nova de Gaia
Av…., n.º … 145,85 146,85
4 22 … … … …
22 … … … …
e-mail: …@....pt
5 … seguros, S.A. 1.330,56 1.330,56
Av. …, n.º … – Porto
Dra. …
Av. …, n.º …- … – … Porto
22 … … … …
22 … … … …
32
6 … 6.773,50 82,69 6.856,19
Rua …, n.º … AP/… – …, … – … Rio
Tinto
Dr. …
Rua …, … – …-… Porto
22 … … … …
22 … … … …
e-mail. …@advogados.oa.pt
Totais 130.362,57 33.804,59 164.167,16
PROVISÓRIOS.................................................
...

2 – NÃO há CRÉDITOS que GOZEM de GARANTIAS e/ou PRIVILÉGIOS

3 – AVALIAÇÃO
a que se reporta o n.º 2 do art.º 154.º do C.I.R.E.

Em termos de elementos relevantes para a avaliação das dividas da


insolvência em função da hipótese de imediata liquidação do activo, o valor
dos bens apreendidos da insolvente conduz à consideração, para o efeito
previsto no n.º2 do art.º 154.º do C.I.R.E, da POSSIBILIDADE de pagamento
integral das dividas da Massa Insolvente tal como as mesmas se discriminam
no art.º 51.º do C.I.R.E..

…, … de … de 200…

O ADMINISTRADOR DA INSOLVÊNCIA

33
Minuta n.º 11
RECLAMAÇÃO DE CRÉDITOS COM PEDIDO DE RESTITUIÇÃO
DE SEPARAÇÃO DA MASSA INSOLVENTE

Tribunal do Comércio de Lisboa


x.º Juízo
Proc. n.º 111/11.1AAAAA

Ex.mo Senhor Administrador


Judicial de Insolvência
Dr. …:

“…, LDA.”, com sede na Via …, n.º …, … Porto, titular do cartão de


identificação de pessoa colectiva n.º … … …, nos autos de insolvência da
sociedade “…, LDA.”, à margem referenciados,
vem, ao abrigo e nos termos do disposto no artigo 128.º, do Código da
Insolvência e da Recuperação de Empresas,

RECLAMAR A VERIFICAÇÃO DO SEU CRÉDITO,

nos termos e pelos fundamentos seguintes:

1.º
A ora Reclamante é credora da Insolvente pela quantia total de € …,00 (…
mil … euros e … cêntimos).

2.º
O crédito ora reclamado equivale à soma total dos montantes adiante
indicados, cujas origem e natureza a seguir se discriminam:

3.º
- A verba de € …,00 provém da falta de pagamento de 4 letras sacadas pela
Reclamante e aceites pela Requerida, dos valores e com as datas de
vencimento abaixo indicadas, conforme consta dos referidos títulos que se
juntam e cujo conteúdo se dá aqui como integralmente reproduzido para todos
os efeitos legais (Doc.s n.ºs 1 a 4):
- € …,00, vencida em 20.06.04;
- € …,00, vencida em 20.07.04;
- € …,00, vencida em 20.08.04; e
- € …,00, vencida em 20.09.04;

4.º
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- O montante de € …,00, provém da falta de pagamento dos avisos de
lançamento com os valores e datas de vencimento abaixo discriminadas,
conforme se observa dos documentos que se juntam e cujo conteúdo se dá
também aqui como integralmente reproduzido para todos os efeitos legais
(Docs. n.ºs 5 a 8):
- Aviso de lançamento n.º …, no valor de € …,00, vencido em 20.08.02;
- Aviso de lançamento n.º …, no valor de € …,00, vencido em 20.06.02; e
- Aviso de lançamento n.º …, no valor de € …,00, vencido em 05.02.03.

5.º
Pelos montantes do capital em dívida referidos no anteriores artigos são
devidos juros de mora, calculados às taxas legal e comercial, consoante os
títulos a que respeitam, desde o dia dos vencimentos dos títulos até à data da
declaração da insolvência – …-…-… - artigo 559.º do Código Civil, 102.º do
Código Comercial, Portaria 262/99, de 12 de Abril e Portaria 597/2005, de 19
de Julho.

6.º
Tais juros totalizavam, naquela data, a quantia de € …,00.

7.º
É, assim, de € …,00 (€ …,00 + € …,00) o crédito total da Reclamante sobre a
Insolvente.

Nestes termos e nos mais de Direito, deve o crédito da


Reclamante sobre a Insolvente, no montante de € …,00, ser
considerado reclamado e verificado, como comum, com todas as
consequências legais.

Mais requer a V. Exa. que se digne ordenar, nos termos dos


artigos 141.º e segs. do C.I.R.E., a restituição à ora Reclamante e a
consequente separação da massa insolvente das viaturas identificadas
no art.º 8.º do presente articulado, caso as mesmas tenham sido ou
venham a ser apreendidas para a massa insolvente.

Valor: € …,00 (… mil … euros e … cêntimos)

Junta: 8 documentos, Duplicados Legais e Procuração Forense

@ ADVOGAD@

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