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Comandos Elétricos

1
Apre s e nta ç ã o
D ispositivos de Pro te ç ã o
e Se g u ra n ç a
Situação Prática

Dispositivos de Pro te ç ã o
e Se gura nç a
Fusíveis
Os fusíveis são dispositivos destinados à proteção elétrica. Eles servem para
Reso lução d a
Situação Prática interromper ou desligar o circuito e proteger a instalação elétrica, em situações de
curtos circuitos e sobrecargas de longa duração. Uma vez rompidos, não é possível
Referências reestabelecer novamente o funcionamento sem que os mesmos sejam substituídos,
Bibliográficas
pois eles não são reaproveitáveis. Veja abaixo a simbologia empregada pelas Normas
NBR e IEC para representar os fusíveis:

Simbologia Norma

NBR 12523
IEC 60617-7

Os fusíveis são classificados e especificados de acordo com a velocidade de atuação,


podendo ser de ação retardada, rápida ou ultrarrápida. As aplicações mais utilizadas são:
» Fusíveis de ação retardada (recebem a especificação “aM”): oferecem proteção
contra curtos-circuitos aos circuitos sujeitos a picos elevados de corrente, tais como

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circuitos que alimentam os primários de transformadores ou eletroímãs, e circuitos
de partida de motores assíncronos.Toleram esses picos de corrente durante a
Apre s e nta ç ã o
energização, ou partida dessas cargas, sem queimar, porém, interrompem o circuito
em casos de curto-circuito. Esses fusíveis são inadequados para proteção dos
Situação Prática circuitos contra sobrecarga.
» Fusíveis de ação rápida (recebem a especificação “gG”): oferecem proteção
Dispositivos de Pro te ç ã o
e Se gura nç a contra curtos-circuitos nos circuitos que não estão sujeitos a picos de corrente
consideráveis, tais como: circuitos resistivos de fornos elétricos e outros sistemas
Reso lução d a
de aquecimento por resistência elétrica. Esse fusível também protege contra
Situação Prática sobrecargas. Sua especificação antiga era gL, por isso encontramos ainda a
especificação gL-gG indicada na face dos fusíveis.
Referências
Bibliográficas » Fusíveis de ação ultrarrápida (especificação “aR”): são destinados à proteção de
circuitos com equipamentos eletrônicos tiristorizados4, como os circuitos de
sistemas de controle de velocidade de motores elétricos. As formas construtivas dos
fusíveis que são empregados nos painéis elétricos são:
- Tipo D – conhecido como Diazed;
- Tipo NH.

Fusíveis Tipo D
São fusíveis de baixa tensão que abrangem a faixa de corrente nominal de 2 A até 63
A que possuem capacidade de interromper de modo seguro (capacidade de ruptura)
correntes de até 70 kA. Veja abaixo o aspecto construtivo do fusível tipo D:

Assíncron os
Que não é sincrôno, que não apresenta sincronia. Que gira com uma
velocidade diferente do sincronismo.

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Apre s e nta ç ã o

Situação Prática

Dispositivos de Pro te ç ã o
e Se gura nç a Esses fusíveis são muito utilizados para proteção do circuito de comando e de motores
elétricos, devido a sua ação de efeito retardado que suporta o pico da corrente de
Reso lução d a partida. Os fusíveis com corrente nominal de até 25 A tem um diâmetro que se
Situação Prática encaixa na base com uma rosca E27, que é igual a dos receptáculos (soquetes) das
lâmpadas comuns. Já os fusíveis com corrente nominal de 35 A a, 63 A possuem um
Referências
Bibliográficas diâmetro maior, padrão DIII e não se encaixam na base Padrão DII, só se encaixam
nas bases com rosca E33 (iguais aos soquetes de lâmpadas industriais de vapor de
sódio). O conjunto formado por base, parafuso de ajuste, anel, fusível e tampa, facilita a
instalação do componente em trilhos do tipo DIN de painéis de comandos elétricos:

Parafuso
de ajuste

Base
Tampa

Anel

Fusível

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Com uma chave especial, é possível rosquear o parafuso de ajuste na base de
porcelana:
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Situação Prática

Dispositivos de Pro te ç ã o
e Se gura nç a

Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

Fusíveis tipo NH
São usados em baixas tensões e possuem elevada capacidade de ruptura, chegando
até 120 kA. São indicados para circuitos aos quais o usuário comum não tenha
acesso, porque contém partes metálicas expostas energizadas que podem provocar
acidentes graves. Para manipular este tipo de fusível, é necessário utilizar ferramentas
adequadas para sua instalação e manutenção.

Estes fusíveis são mais robustos e abrangem uma faixa de corrente de 4 A à 1000
A. Esses fusíveis possuem em seus dois extremos terminais tipo “faca” para serem
encaixados na base NH:

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Situação Prática

Dispositivos de Pro te ç ã o
e Se gura nç a

Reso lução d a
Situação Prática

Referências Para encaixar ou retirar o fusível NH da base, você deve usar uma ferramenta
Bibliográficas
apropriada chamada de “punho para fusível NH”. Esse punho possui um gatilho na
parte superior que serve para engatar um fusível:

Os fusíveis NH, assim como as bases NH, são fabricados em quatro tamanhos
padronizados NH00, NH1, NH2 e NH3, cada um com sua faixa de corrente e de
tamanhos diferentes, sendo o NH00 o de menor tamanho, e o NH3 de maior corrente.

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Disjunto res
Apre s e nta ç ã o
O disjuntor é um dispositivo de manobra e proteção capaz de estabelecer, conduzir
e interromper correntes em condições normais de circuito, assim como estabelecer,
Situação Prática conduzir por tempo especificado e interromper correntes em condições anormais
especificadas no circuito, tais como as de curto-circuito.
Dispositivos de Pro te ç ã o
e Se gura nç a
D isjuntores Termoma gn ét ic os
Reso lução d a
Situação Prática Os disjuntores termomagnéticos são dispositivos eletromecânicos destinados a
proteger as instalações elétricas contra curtos-circuitos e sobrecargas de longa
Referências
Bibliográficas duração.

Ao contrário dos fusíveis, que podem ser utilizados apenas uma vez, os disjuntores
permitem o reestabelecimento do funcionamento do circuito após a ocorrência de
alguma falha elétrica. Veja abaixo a simbologia para este dispositivo:

Simbologia Norma

NBR 12523

IEC 60617-7

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Os disjuntores podem ser classificados de acordo com o número de polos, como:
Apre s e nta ç ã o » monopolares: para instalação em circuitos monofásicos, pois interrompem apenas
uma fase;
Situação Prática » bipolares: para circuitos bifásicos, nos quais interrompem duas fases
simultaneamente;
Dispositivos de Pro te ç ã o
e Se gura nç a » tripolares: para instalação em redes trifásicas, pois interrompem simultaneamente
as três fases;
Reso lução d a » tetras polares: para circuitos trifásicos com neutro. Interrompem-se as três fases e o
Situação Prática
neutro, simultaneamente.
Referências
Bibliográficas

Os disjuntores podem ser de quatro tipos de curvas: A, B, C e D. O disjuntor de curva A


é indicado para cargas com características eletrônicas, como semicondutores, mas é
pouco utilizado no país. Para você fixar o disjuntor na placa de montagem, basta você
encaixá-lo no trilho, pois ele já possui suporte para instalação:

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Situação Prática

Dispositivos de Pro te ç ã o
e Se gura nç a

Reso lução d a
Situação Prática
D isjuntores D iferenciais Residuais (DR)
Referências
Bibliográficas
Os disjuntores DR são dispositivos que, além de ter a proteção contra curto-circuito,
também possuem proteção contra choque elétrico ou proteção dos equipamentos
contra incêndio:

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Em relação à instalação de um disjuntor DR, é preciso levar em consideração:
Apre s e nta ç ã o » o valor de corrente em Amperes (A) do circuito a ser protegido pelo disjuntor;
» o tipo de curva de disparo do disjuntor, curva A, B, C ou D em função do tipo de carga
Situação Prática a ser instalada;
» o tipo de proteção em função do que se deseja proteger:
Dispositivos de Pro te ç ã o
e Se gura nç a
- Pessoas contra o choque elétrico. A corrente diferencial residual do DR deve ser de
no máximo 30 mA (alta sensibilidade);
Reso lução d a
Situação Prática - Equipamentos contra incêndio, devido às faíscas provocadas pelas correntes de fuga
ou proteção contra consumo excessivo de energia elétrica. A corrente diferencial
Referências residual do DR pode ser de: 100 mA, 300 mA ou 500 mA.
Bibliográficas

Para que o DR funcione corretamente, e fundamental um aterramento de boa


qualidade com bom contato elétrico nas conexões e baixa resistência elétrica de
aterramento. Veja na figura abaixo a simbologia para um DR:

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Relés Térmicos
Apre s e nta ç ã o
São dispositivos elétricos que tem a finalidade de desenergizar o circuito e proteger o
motor no caso de uma corrente acima dos limites que o motor foi projetado a suportar
Situação Prática (sobrecarga). Também são chamados de relés de sobrecarga. Os relés possuem
terminais que são conectados às três fases, que funcionam como sensores de corrente
Dispositivos de Pro te ç ã o e terminais dos contatos NA e NF, que atuam abrindo ou fechando o circuito de
e Se gura nç a
comando. Os relés térmicos possuem um ponto de ajuste da corrente que o instalador
vai ajustar com o mesmo valor da corrente nominal (In) do motor:
Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

A instalação física do relé térmico é feita conectando os terminais principais de saída


do contato às entradas do relé térmico, e as saídas principais do relé térmico ao motor.
Veja abaixo a simbologia para o relé térmico:

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Simbologia Norma
Apre s e nta ç ã o

Situação Prática NBR 12523

Dispositivos de Pro te ç ã o
e Se gura nç a

Reso lução d a IEC 60617-7


Situação Prática

Referências
Bibliográficas
Disjunto r- m o tor
O disjuntor-motor incorpora as funções de um disjuntor e de um relé térmico no
mesmo dispositivo. Você já sabe como funcionam o disjuntor termomagnético e o relé
térmico. Os disjuntores-motores são dispositivos que, além de proteger as instalações
elétricas contra curtos-circuitos, protegem o motor contra sobrecargas. Veja alguns
modelos de disjuntores-motores:

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Como o disjuntor-motor exerce a função de relé térmico, ele possui um dispositivo
para regulagem de corrente. Você deve verificar a corrente nominal indicada na placa
Apre s e nta ç ã o
de identificação do motor e regular o mesmo valor de corrente no disjuntor motor.
Veja abaixo a simbologia do disjuntor-motor:
Situação Prática
Simbologia Norma
Dispositivos de Pro te ç ã o
e Se gura nç a

Reso lução d a
Situação Prática
IEC 60617-7
Referências
Bibliográficas

Apesar de o disjuntor-motor ser tripolar,você pode instalar em motores monofásicos,


interligando dois polos do disjuntor-motor em série com um terminal do motor,
conectando o último polo diretamente ao outro terminal do motor. Veja o esquema de
conexão do disjuntor motor para o sistema trifásico, bifásico e monofásico:

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R S T
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Situação Prática F1

Dispositivos de Pro te ç ã o
e Se gura nç a 1L1 3L2 5L3
13

Reso lução d a Q1
Situação Prática 14

I> I> I> S1 13


Referências
Bibliográficas
14
2T1 4T2 6T3

K1
A1
K1
A2
M1 F2
3~

Trifásico

O disjuntor-motor possui também a função de seccionamento do circuito, ou seja,


ligar, desligar e proteger o equipamento diretamente.

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Apre s e nta ç ã o L1 L3 L1 N

Situação Prática 1L1 3L2 5L3 1L1 3L2 5L3

Dispositivos de Pro te ç ã o
e Se gura nç a

Reso lução d a
Situação Prática

Referências I> I> I> I> I> I>


Bibliográficas

2T1 4T2 6T3 2T1 4T2 6T3

Bifásico M2 Monofásico M1
2~ 1~

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D ispositivos de Manobra,
A c i o n a m e n to e Contro le
Situação Prática

Dispositivos de Manobra,
Aciona me nto e Contro le
Chaves Seccionadoras
As chaves seccionadoras são utilizadas para energizar e desenergizar equipamentos e
Reso lução d a
Situação Prática máquinas industriais:

Referências
Bibliográficas

Exercem a função de chave geral, porque permitem o desligamento da tensão,


normalmente trifásica, do painel elétrico de comando da máquina. A figura a seguir
mostra a simbologia de uma chave seccionadora:

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Apre s e nta ç ã o

Situação Prática

Dispositivos de Manobra,
Ac io na me n to e Contro le

Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

Botões e Chaves Fim de Curso


Os botões e as chaves fim de curso são dispositivos que funcionam sob o mesmo
princípio, ou seja, quando acionados, movimentam seus contatos internos. No botão,
o acionamento é feito manualmente, enquanto que as chaves fim de curso são
acionadas por partes da máquina que se movimentam durante seu funcionamento.

Botões
Os botões possuem contatos que podem ser normalmente abertos (NA) e
normalmente fechados (NF):

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» contatos normalmente abertos são conhecidos como contatos NA ou contatos que se
fecham (fechadores). Em inglês, se usa a sigla NO (Normally Open);
Apre s e nta ç ã o
» contatos normalmente fechados são conhecidos como contatos NF ou contatos que
se abrem (abridores). Em inglês, se usa a sigla NC (Normally Closed):
Situação Prática

Dispositivos de Manobra,
Ac io na me n to e Contro le

Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

A norma utiliza dois dígitos para cada contato NA ou NF, sendo que o primeiro digito
da identificação, que é a dezena, significa a sequência. A ordem de numeração do
contato: 1º contato, 2º contato e assim por diante. O segundo dígito, a unidade, significa
a função, ou seja, o tipo de contato, se ele é NA ou se é NF. Se no segundo dígito
tivermos 1e 2, significa que o contato é NF, e se for 3 e 4, significa que é NA.

No quadro a seguir, é possível ver a foto do tipo de botão, sua simbologia e as


características:

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Situação Prática

Dispositivos de Manobra,
Ac io na me n to e Contro le

Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

Botão Simbologia Característica

Botão pulsador de uso


NBR 12523 geral. É pressionado
IEC 60617-7 manualmente e retorna
por mola.

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Apre s e nta ç ã o Botão com trava do tipo
NBR 12523 cogumelo. É travado
Situação Prática IEC 12519 quando pressionado e
somente se o usuário girar
Dispositivos de Manobra, no sentido anti-horário
A é que o mesmo destrava.
c io na me n to e Contro le
IEC 60617-7 Usado como botão de
Reso lução d a emergência.
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

NBR 12523

Chave giratória pode ser


IEC 60617-7 fabricada com duas ou
três posições, retornável
por mola, ou com trava.
Algumas destas chaves
possuem posição central
NBR 12523 em zero.

IEC 60617-7

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Chaves Fim de Curso
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As chaves de fim de curso, também conhecidas por interruptor de posição, ou por
limite, foram criadas para “avisarem” ao comando quando o came da máquina atinge
Situação Prática uma determinada posição no curso de deslocamento. As principais partes das chaves
de fim de curso são: acionador e contatos. O acionador recebe o movimento do
Dispositivos de Manobra, processo e o transmite aos contatos elétricos NA e/ou NF, que mudam de posição.
Ac io na me n to e Contro le

Rolete
Reso lução d a
Situação Prática Mecânico
Contato NF
Referências
Bibliográficas

Bornes Bornes

Contato NA
Mola

As chaves de fim de curso são muito utilizadas em aplicações de grande porte devido
a sua robustez, característica que permite a instalação em ambientes industriais. São
instaladas por meio de parafusos e devem estar bem fixadas:

Robustez
Forte, sólido, firme

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Situação Prática

Dispositivos de Manobra,
Ac io na me n to e Contro le

Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas Em muitos casos, as chaves de fim de curso são instaladas com a função de segurança,
assim, os testes após a instalação devem ser rigorosos, considerando todas as possíveis
condições de funcionamento para evitar acidentes. As chaves de fim de curso
também são utilizadas em outras aplicações não industriais. Um exemplo disso são os
portões automáticos deslizantes instalados na portaria das empresas. Nesse caso,
temos sempre uma chave de fim de curso para indicar ao comando que o portão está
fechado, e outra para indicar que o portão está aberto.
Simbologias utilizadas para fim de curso:

13 11

14 12

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C o n ta to res
Apre s e nta ç ã o
A norma NBR IEC 60947-4-1define que “os contatores são destinados a fechar e abrir
circuitos elétricos.” Os contatores são chaves eletromagnéticas destinadas a ligar ou
Situação Prática desligar cargas elétricas como lâmpadas, motores, válvulas, entre outras. Uma grande
vantagem desse dispositivo é permitir o acionamento a distância, por comando
Dispositivos de Manobra, remoto. Veja na figura abaixo um exemplo de contator:
Ac io na me n to e Contro le

Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

Contatores Principais ou de Po tência


O contator principal é utilizado para comandar cargas do circuito principal, também
conhecido por circuito de potência, tais como motores elétricos, resistências de
fornos, transformadores, geradores, entre outros. Na área industrial ele é muito
utilizado em painéis elétricos no comando das máquinas. Por exemplo, para

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acionarmos o motor de uma bomba de abastecimento a distância precisamos de um
contator trifásico. O funcionamento é o seguinte: quando o usuário aperta um botão
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no painel, a bobina do contator é energizada e produz um campo eletromagnético que
puxa o núcleo móvel e o conjunto de contatos móveis, que, quando se fecham, enviam
Situação Prática energia para ligar o motor trifásico e, então, a bomba inicia o deslocamento de água
para a caixa. Os contatores são compostos basicamente de: núcleo magnético fixo e
Dispositivos de Manobra, móvel, bobina eletromagnética, contatos fixos e móveis, bornes ou terminais, molas e
Ac io na me n to e Contro le
o invólucro externo ou carcaça. A figura a seguir mostra as principais partes internas
de um contator:
Reso lução d a
Situação Prática
Contato móvel Bornes
Referências
Bibliográficas

Núcleo
Contato fixo magnético
móvel

Núcleo
magnético
fixo

Bobina Mola
eletromagnática

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A bobina de um contator é representada por um código alfanumérico:
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Situação Prática

Dispositivos de Manobra,
Ac io na me n to e Contro le

Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

Quando a bobina for de tensão alternada e a alimentação da rede tiver um condutor


fase e outro neutro, devemos conectar a fase no A1, e o neutro no A2. Se o sistema
de alimentação tiver duas fases, ligamos a primeira fase no terminal A1e a segunda
no terminal A2. No caso de a bobina ser de tensão contínua, é interessante conectar
o positivo no A1, e o negativo, ou GND ou 0 V, no A2. Os terminais dos contatores
principais ou de potência, de acordo com a mesma norma, são identificados pela
seguinte sequência: um número, uma letra maiúscula e um número.

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Número do primeiro Primeiro condutor
terminal (entrada) de da rede (L1)
potência do contator
(impar) 1 / L1
Apre s e nta ç ã o

Situação Prática

Dispositivos de Manobra,
Ac io na me n to e Contro le

Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

Número do
primeiro terminal 2 / T1
Primeiro condutor (T1)
(de saída) de potência a ser conectado ao
do contator (par) terminal 2 da carga

Veja abaixo a simbologia para os contatores de potência:

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C o n tatores Auxiliares
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Os contatores auxiliares, ou de comando, são aqueles usados para ligar e desligar
circuitos de baixa potência, pois tem capacidade de corrente da ordem de no máximo
Situação Prática 10A. São utilizados, também, para fazer a lógica de comando, acionando bobinas
dos contatores de potência, lâmpadas do painel e solenoides (bobinas) de válvulas.
Dispositivos de Manobra, A identificação da bobina do contator auxiliar é igual a do contator de potência, e a
Ac io na me n to e Contro le
identificação de seus terminais segue a mesma norma vista anteriormente, NBR IEC
60947-4 (2008).
Reso lução d a
Situação Prática
Contatos NAs Contatos NFs
normais normais
Referências abertos fechados
Bibliográficas

(ordem do contato)
1º 2º 3º 4º contato

Tipo do contato
NA = 3 e 4
13 21 33 43 NF = 1 e 2

KA1

14 22 34 42

Contatos NAs Contatos NFs


normais normais
abertos fechados

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Quando necessitamos de mais contatos de comando do que o contator dispõe,
podemos acrescentar blocos aditivos de contatos em alguns modelos de contatores.
Apre s e nta ç ã o
Os blocos adicionais mais comuns são: 2NAs, 1NAe 1NF e, em um mesmo bloco: 2NAs
mais 2NFs, ou ainda 4NAs.
Situação Prática

A1
Simbologia Norma
Dispositivos de Manobra,
Ac io na me n to e Contro le

Reso lução d a NBR 12523


Situação Prática

IEC 60617-7

A2
Referências
Bibliográficas

21
13

33

41
22
14

34

42
Sinalizadores
A sinalização é normalmente utilizada a serviço da segurança e é um recurso eficiente
para advertir as pessoas sobre riscos que surjam durante algum momento do trabalho
com máquinas ou equipamentos. Basicamente, encontramos dois tipos de sinalização:
a sonora e a luminosa.

Sinalizador So n o ro
Quando precisamos de maior potência sonora, as sirenes são utilizadas, ou buzzers
quando necessitamos de menor intensidade de som.

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Situação Prática

Dispositivos de Manobra,
Ac io na me n to e Contro le

Esse tipo de sinalização é mais vantajoso comparado à sinalização luminosa, pois


Reso lução d a
Situação Prática chama a atenção mesmo quando a pessoa não está visualizando o processo ou a
máquina. Um cuidado que você deve ter ao instalar um sinalizador é observar o tipo
Referências da tensão de trabalho. Se for tensão alternada, verifique o valor da tensão da rede e do
Bibliográficas
sinalizador e, se for tensão contínua, observe também a polaridade, ou seja, se tem um
terminal exclusivo para a conexão do positivo e outro para o negativo. Normalmente,
o fio positivo (+) é vermelho e o negativo (-) é preto.

Veja abaixo a simbologia para os sinalizadores sonoros:

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Sinalizador Lu mi n o s o
Apre s e nta ç ã o
Os sinalizadores luminosos são muito utilizados em máquinas e sistemas industriais
devido a sua grande variedade de aplicações. Encontramos esses sinalizadores de
Situação Prática várias cores, com lâmpadas incandescentes, lâmpadas neon, luz LED, entre outras.
Os modelos que vamos exemplificar aqui são os de embutir em painel e os de
Dispositivos de Manobra, sobrepor, tipo coluna para máquinas. Ao montar um painel, você deve observar, na
Ac io na me n to e Contro le
especificação, qual tipo de sinalizador deve usar: de lâmpada incandescente, de neon
ou de LED; o tipo de tensão de funcionamento: alternada ou contínua; e qual é seu
Reso lução d a valor de tensão: se é de 24 V, 127V ou 220 V, por exemplo. Caso a tensão seja contínua,
Situação Prática
lembre-se da polaridade correta, conforme já explicado no item anterior acerca do
Referências sinalizador sonoro.
Bibliográficas

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Simbologia utilizada para os sinalizadores:
Apre s e nta ç ã o

Situação Prática

Dispositivos de Manobra,
Ac io na me n to e Contro le

Reso lução d a
Situação Prática
Temporizado res
Referências
Bibliográficas O temporizador tem a função de temporizar, como o próprio nome sugere “contar
tempo”, ou seja, ele controla eletronicamente o tempo de abertura ou de fechamento
de seus contatos. Alguns modelos temporizam quando são energizados, e outros
quando são desenergizados. Eles possuem os terminais A1e A2 para conexão dos
condutores que fazem a energização da parte eletrônica e terminais para conexão
dos contatos de comando do temporizador. Um temporizador possui elemento de
comando e contatos de acionamento.

Muitos modelos de temporizadores possuem contatos comutadores ou reversíveis.


Nesse caso, o terminal identificado por 15 é o terminal comum, de modo que os
terminais 15 e 16 fazem a função de contato NF, e os terminais 15 e 18 fazem a função
de contato NA.

16/20
Apre s e nta ç ã o

Situação Prática

Dispositivos de Manobra,
Ac io na me n to e Contro le

Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas
Simbologia e Norma Descrição

A1
NBR 12523 Bobina do Temporizador ativado
IEC 60617-7 na energização.

A2
Contato do temporizador ativado
IEC 60617-7
na energização.

17/20
Simbologia e Norma Descrição
Apre s e nta ç ã o

A1
Situação Prática NBR 12523 Bobina do Temporizador ativado
IEC 60617-7 na desenergização.
Dispositivos de Manobra,
Ac io na me n to e Contro le

A2
Reso lução d a
Situação Prática
Contato do temporizador ativado
Referências IEC 60617-7
Bibliográficas
na desenergização.

18/20
Apre s e nta ç ã o
D iagramas Elétricos de Potência e
Comando
Situação Prática

D iagramas Elétricos d e O diagrama elétrico é um desenho que mostra como as várias partes de um
Potência e C o ma nd o
dispositivo, rede, instalação, grupo de aparelhos estão interconectados. É uma
representação por meio de símbolos definidos nas normas NBR 5259, NBR 5444, NBR
Reso lução d a 12519, entre outras.
Situação Prática

Referências É importante conhecer os diagramas elétricos de potência e o quanto os diagramas


Bibliográficas de comando são essenciais para realizar montagens e executar manutenções na
indústria. Um projeto de potência e comando pode possuir dezenas de páginas, por
isso é imprescindível saber interpretar corretamente os símbolos, os métodos de
organização e estruturação de um projeto.

Os diagramas podem ser multifilar completo, funcional ou de execução.

O diagrama multifilar completo representa o circuito elétrico da forma como é


montado. Este tipo de diagrama é difícil de ser interpretado e elaborado, pois torna os
circuitos muito complexos. Veja o exemplo de um diagrama multifilar:

1/8
PE
L1
L2
L3

Apre s e nta ç ã o

F.C1
START REVERSÃO
Situação Prática 3 3 1
S1_C1 S2_C2 F.C2
STOP
FUSÍVEIS 20A 4 4 2

D iagramas Elétricos d e
Potência e C o ma nd o

Reso lução d a
Situação Prática

A1 13 21 A1 13 21
Referências C1 C1 C1 C2 C2 C2
Bibliográficas A2 14 22 A2 14 22

95
RELÉ TÉRMICO
98

PE

M
3

O diagrama que representa os circuitos de uma forma prática, separando-os segundo


a sua função, é o diagrama funcional. O diagrama funcional em comandos elétricos é
formado pelo diagrama de potência e o diagrama de comando.

Os diagramas de potência apresentam os circuitos de potência, com os motores


instalados, banco de resistências, banco de capacitores, transformadores ou, ainda
qualquer outra carga que estiver ligada à potência. Neste diagrama podem ser

2/8
inseridos a instrumentação para medição de grandezas em painéis, como voltímetros
e amperímetros, transformadores de potencial e de corrente associados a estes
Apre s e nta ç ã o
instrumentos. Veja o exemplo de um diagrama de potência (funcional):

Situação Prática L1
L2
D iagramas Elétricos d e
L3
Potência e C o ma nd o 1 3 5
PE Q1

Reso lução d a
Situação Prática
I> I> I>
Referências 2 4 6
Bibliográficas

1
1 3 5 3 5
K10
K20

2 4 6 2 4 6

U1 V1 W1 PE

M1
M
3 ~

Os diagramas de comando apresentam a lógica do acionamento das cargas


instaladas, e a sequência de funcionamento é definida no sistema de controle. A

3/8
lógica de controle pode ser desenvolvida com lógica de contatores e relés, ou com
controladores lógicos programáveis (CLP). Veja a seguir o exemplo de um diagrama de
Apre s e nta ç ã o
comando:

Situação Prática +24 VDC

F1 95
D iagramas Elétricos d e
Potência e C o ma nd o
Q1
I>
96
Reso lução d a 11
Situação Prática
S0
Referências 12
Bibliográficas

13 13 13 13
S1 K10 K20
14 14 14 14

11 11
S2
12 12
11 11 23 23
K20 K10 K10 K20
12 12 24 24
A1 A1
K10 K20 E1 E2
F2 A2 A2
0V

4/8
Em ambos os diagramas é possível verificar que existem etiquetas nomeando cada
um dos componentes. Estas etiquetas, ou rótulos, são importantes para identificar
Apre s e nta ç ã o
os componentes, a quantidade deles dentro do circuito e a localização no esquema.
Exemplo:
Situação Prática
1K2 – Contator K2, ou contator 2, na página 1;

D iagramas Elétricos d e 3F0 – Elemento de proteção 0 na página 3.


Potência e C o ma nd o

Segue abaixo alguns exemplos de tags que podem ser utilizadas:


Reso lução d a
Situação Prática » Contatores e relés – K1,K2, K3...

Referências » Relés Temporizadores – DT1,DT2, DT3, ou dT1, dT2, dT3...


Bibliográficas
» Elementos de proteção – F0, F1,F2...
» Elementos de sinalização – H1, H2, H3 ou E1,E2, E3...
» Botões pulsadores e chaves – S0, S1,S2...
» Motores – M1,M2, M3...
» Disjuntor-motor – Q1,Q2, Q3...

5/8
Situação P rática p ar a Exercitar
Um estagiário está em dúvida sobre os esquemas elétricos que foram passados pelo
seu supervisor. Ele sempre utilizou em sua escola um diagrama que representava
a função de cada componente. Analise os diagramas abaixo e responda com a
alternativa que representa corretamente os tipos de diagrama.
QDF-2
R
S
T
PE
F1,2,3
F21
Bornes para ligação
da chave boia

F22
0

1 3 5 95
M1 M2
FT
SH1

1
96 98 22 1 2
2 4 6 22
0
K2 K1
21 21
A1 A1
K1 K2
A2 A
2

1 3 5 A1 1 3 5 A1
K1 K1
2 4 6 A2 2 4 6 A2

1 2 3 1 2 3

M1 M2
3~ 3~

6/8
5 6
R
S S

1 3
T T

4
2
F1

F3
Q1 Q2

95
F2
96
1 3 5 1 3 5 1

2
K1 K2
2 4 6 2 4 6 SD
2

3
13
S1 K1 S2
K2
4
1 3 5 14
F2
2 4 6 21 21
I1 1 K2 K1
2 22 22
U1
3
V1
M A1 A1
ML V1 3 ~
K1 K2
A2 A2

( ) a) O diagrama 1representa um diagrama funcional e o diagrama 2 representa um


diagrama multifilar completo.
( ) b) O diagrama 1representa um diagrama multifilar e o diagrama 2 representa um
diagrama funcional.
( ) c) Ambos representam um diagrama funcional.
( ) d) Ambos representam um diagrama multifilar.

Assista agora à videoaula sobre Dispositivos de Manobra, Acionamento e Controle.

7/8
Apre s e nta ç ã o
Tipos de Partida e
Máquinas Elétricas
Situação Prática

Tipos de Partida e
Máquinas Elétricas
Partida Dire ta
A partida direta é aquela que põe o motor elétrico em funcionamento de imediato ou
Reso lução d a
Situação Prática no menor tempo possível. É o tipo de partida por meio da qual energizamos um
motor elétrico trifásico diretamente pela tensão nominal da rede elétrica. A partida
Referências do motor é o espaço de tempo compreendido entre o instante em que o motor está
Bibliográficas
desenergizado, ou seja, com o rotor parado até o instante em que o motor atinge
plena velocidade ou rotação nominal. Esse sistema é indicado para máquinas e
equipamentos que partem sob carga, pois, nesse caso, o motor desenvolve o torque
nominal. No entanto, a corrente de partida é elevada e pode atingir valores de até dez
vezes o valor da corrente nominal do motor.

Observe o diagrama de potência para uma partida direta. É possível verificar pelo
diagrama que o motor será ligado à rede elétrica através de um contator (K1):

1/23
3~220 V/60 Hz
L1
Apre s e nta ç ã o
L2
L3
Situação Prática
PE
Tipos de Partida e
Máquinas Elétricas F1, 2, 3

Reso lução d a 1 3 5
Situação Prática
K1
Referências
Bibliográficas 2 4 6

1 3 5
F10
2 4 6

U1 V1 W1 PE

M1 M 4
3

2/23
Q11 Q11
220 V/60 Hz 220 V/60 Hz
Apre s e nta ç ã o L1 L1
95 95
F10 F10
Situação Prática
96 96
Tipos de Partida e
Máquinas Elétricas 11 11
S0 S0
Reso lução d a 12 12
Situação Prática

Referências 13 13 23 13 13 23
Bibliográficas
S1 K1 K1 S1 K1 K1
14 14 24 14 14 24

A1 A1
K1 E1 1 K1 E1
A2 A2
Q12 Q12

L2 L2

Botão S1 sendo pressionado Fechamento dos contatos de comando

Veja no gráfico a seguir que a corrente de partida do motor é alta, depois de algum
tempo ele atinge a corrente nominal.

3/23
Corrente
do motor
Apre s e nta ç ã o
Ip
Situação Prática

Tipos de Partida e
Máquinas Elétricas

Reso lução d a Partida


Situação Prática do motor

Referências
Bibliográficas

In
Pleno funcionamento

Tempo

O sistema de partida direta é muito utilizado nas industrias, nas máquinas equipadas
com motores de pequenas potências. A Norma Brasileira Regulamentadora 5410
(NBR 5410) recomenda que, para partida de motores alimentados pela rede pública
de baixa tensão com potência acima de 5cv, devemos consultar a concessionária local
de fornecimento de energia. Para potências superiores, dependendo da orientação
da fornecedora de energia, é importante e obrigatória a utilização de um sistema
alternativo para reduzir a corrente do motor na partida. Um dado importante e
disponível na placa de identificação do motor é o Ip/In, que indica quantas vezes a
corrente de partida (Ip) é maior que a corrente nominal (In) do motor.

4/23
Vejamos o funcionamento de cada um dos componentes do diagrama de comandos:
Apre s e nta ç ã o
D isjuntor Termomagnético (Q11)
Situação Prática Protege o circuito de comando de sobrecorrentes na instalação, principalmente nos
casos de curto-circuito em dispositivos do comando. Quando a corrente ultrapassar
Tipos de Partida e o valor nominal do disjuntor, ele se desliga, interrompendo a passagem da corrente e
Máquinas Elétricas
inativando o circuito. Quando for solucionado o problema da instalação, e só rearmar
o disjuntor e o circuito voltará a funcionar.
Reso lução d a
Situação Prática
Contato de comando do relé térmico (F10):
Referências
Bibliográficas
Abre o contato 95-96 e desliga a alimentação do circuito de comando, caso seja
detectado sobrecorrente no circuito de potência. Depois de solucionado o problema
da sobrecarga, basta rearmar o térmico pressionando o botão azul, na parte frontal do
relé térmico, para que o circuito possa funcionar novamente.

Botão Desligar (S0):

Serve para desligar o motor. Quando pressionado, o botão abre o contato 11-12 (NF),
interrompendo a tensão. Esse botão é do tipo pulsador e é vermelho.

Botão Ligar (S1):

Serve para ligar o motor. Quando pressionado, o botão fecha o contato 13-14 (NA),
permitindo que a bobina K1 seja energizada. Esse botão é do tipo pulsador e é verde.

5/23
Bobina de comando do contator (K1):
Apre s e nta ç ã o
Fecha os contatos de potência, quando recebe tensão, para alimentar o motor, e fecha
os contatos auxiliares 13-14 e 23-24 no comando.
Situação Prática
Contato 13-14 do contator (K1):
Tipos de Partida e
Máquinas Elétricas
Após soltar o dedo do botão S1, o contator fecha o contato 13-14, que serve para manter
o caminho para a passagem da corrente. Esse contato é chamado de contato de selo
Reso lução d a ou de manutenção.
Situação Prática

Referências Contato 23-24 do contator (K1):


Bibliográficas

O contator fecha o contato 23-24 (NA) quando a bobina Q1 é energizada. Veja que no
diagrama da figura mostrada anteriormente, esse contato foi usado para alimentar o
sinalizador luminoso (lâmpada) E1.

Sinalizador luminoso (E1):

Acende uma luz verde ao receber tensão, indicando que o motor está em
funcionamento.

Partida D ireta com Reversão


Na partida direta com reversão, note que no diagrama de potência foi acrescentado
um contator adicional. Este contator (K20) é responsável pela inversão do motor, visto
que ele está invertendo pelo menos uma das fases do motor de indução trifásico (MIT):

6/23
L1
L2
Apre s e nta ç ã o
L3
PE 1 3 5
Situação Prática Q1

Tipos de Partida e
Máquinas Elétricas I> I> I>
2 4 6
Reso lução d a
Situação Prática

Referências 1
Bibliográficas 1 3 5 3 5
K10 K20

2 4 6 2 4 6

U1 V1 W1 PE

M1 M
3 ~

Diagrama principal

No diagrama de comando, é possível notar uma simetria nos componentes utilizados


para realizar a partida, porém agora temos um botão S1 para a partida direta no
sentido horário e o botão S2 para a partida no sentido anti-horário:

7/23
+24 VDC

Apre s e nta ç ã o F1 95
Q1
Situação Prática I>
96
11
Tipos de Partida e
Máquinas Elétricas S0
12
Reso lução d a
Situação Prática 13 13 13 13
S1 K10 K20
Referências
Bibliográficas 14 14 14 14

11 11
S2
12 12
11 11 23 23
K20 K10 K10 K20
12 12 24 24
A1 A1
K10 K20 E1 E2
F2 A2 A2
0V

É possível notar que nas botoeiras S1 e S2, houve um intertravamento, ou seja, quando
for acionado S1,se o contator K20 estiver energizado pelo contato de selo de K20,
então este será desenergizado. Note que, neste circuito, não é necessário um botão
“liga e desliga” para o sentido horário e um botão “liga e desliga” no sentido anti-
horário; da mesma forma isto acontece para o botão S2. Veja a representação a seguir:

8/23
+24 VDC

Apre s e nta ç ã o F1 95
S1
13 13
Q1
I>
96 K10 K20
Situação Prática 11 14 14
S0 11 11
Tipos de Partida e 12
Máquinas Elétricas S2
12
S1
13 13 13 13
Reso lução d a K10 K20
Situação Prática Primeiro abre o N.F. 11-12
14 14 14 14
Depois fecha o N.A. 13-14
Referências 11 11
Bibliográficas Detalhe do diagram A -
S2 Ordem de acionamento
12 12 dos contatos
11 11 23 23
K20 K10 K10 K20
12 12 24 24
A1 A1
K10 K20 E1 E2
F2 A2 A2
0V

Existem dois tipos de intertravamento elétrico: por contatos de botão e por contatos
do contator.

Partida Estrela-Triângulo (Y∆)


Dependendo da potência de um motor, é obrigatório o uso de um sistema indireto de
partida que reduza o pico de corrente durante o tempo da partida do motor elétrico.
Nos casos em que a bitola dos condutores da instalação é insuficiente para suportar
a corrente de partida do motor, o sistema estrela-triângulo é uma boa alternativa.
9/23
Assim, seja por imposição da concessionária de energia, seja pelas limitações da
própria instalação elétrica, o fato é que a redução do pico de corrente traz vantagens
Apre s e nta ç ã o
aos usuários das instalações elétricas – consumidores ou fornecedores –, já que a
queda de tensão, ou a interferência, por exemplo, faz com que os outros equipamentos
Situação Prática instalados na mesma rede funcionem de forma deficiente.

Tipos de Partida e Outra vantagem do sistema de partida estrela-triângulo é que ele permite a utilização
Máquinas Elétricas
de condutores de bitola menores, o que reduz o custo da instalação. Ou, ainda, no
caso de uma instalação já existente, possibilita o uso de motores de maior potência,
Reso lução d a sem a necessidade da troca dos condutores por aqueles de maior bitola. Esse tipo de
Situação Prática
partida pode ser aplicado em motores de qualquer potência, desde que possa receber
Referências as tensões indicadas – a menor tensão é do mesmo valor da tensão da rede, e a maior
Bibliográficas tensão corresponde a 3 (raiz de três) vezes maior do que a primeira. Como exemplos,
temos motor que se liga às tensões 220 V/380 V, motor para tensões 440 V/760 V ou,
ainda, motores especiais indicados para tensões como 380 V/660 V.

O sistema de partida estrela-triângulo é recomendado para partida de motores


em máquinas que partem em vazio ou sem carga, tais como tornos, fresadoras,
retificadoras, furadeiras e outras máquinas. Esse sistema também pode ser aplicado
a cargas ou máquinas com baixo conjugado resistente, por exemplo, dobradeiras e
exaustores. A partida estrela-triângulo proporciona uma redução de corrente a um
terço o valor da corrente de partida se comparada ao sistema de partida direta em
triângulo, ou seja, há uma redução muito significativa. Veja a comparação da corrente
de partida em uma partida direta e em uma partida estrela-triângulo.

10/23
Corrente (Ip)
de partida
Apre s e nta ç ã o do motor (A)
Comutação
Situação Prática
de Estrela
Ip para Triângulo
direta
Tipos de Partida e
Máquinas Elétricas
Partida
direta
Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

Ip
Y/∆
Partida
Estrela - Triângulo
In
Pleno funcionament o

0 > 90% rpm % Velocidade


nominal (rpm)

Para entender o funcionamento da partida Y∆, é preciso relémbrar a ligação do motor


trifásico em 380 V e 220 V:

11/23
L1 L2 L3 L1 L2 L3
Apre s e nta ç ã o

Situação Prática 1 2 3 1 2 3

Tipos de Partida e
Máquinas Elétricas

4 5 6 4 5 6
Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas Estrela (Y) Triângulo (∆ )
380 V 220 V

Nessa partida, o motor trifásico, por meio dos contatores de potência, fica inicialmente
fechado em estrela, com os terminais 4-5-6 curto-circuitados, ou seja, preparado para
receber 380 V, tensão maior. No entanto, só aplicamos 220 V conectando R, S, T da rede
elétrica nos terminais 1,2 e 3 do motor. Depois de energizado, o motor começa a girar
e, quando atinge no mínimo 90% da rotação nominal, o temporizador faz a comutação
dos contatores. Assim, o motor passa a ser fechado em triângulo, recebendo 220 V nos
seguintes terminais e com as respectivas fases: 1-6 R, 2-4 S, 3-5 T. Note que R, S e T já
alimentavam respectivamente os terminais 1,2 e 3 e que, na ligação em triângulo, só
conectou o terminal 6 com o 1,o 4 com 2 e o 5 com o 3. Veja os diagramas de potência e
comando para uma partida Y∆:

12/23
3~60 Hz 220 V
L1
Apre s e nta ç ã o
L2
L3
Situação Prática

F10
Tipos de Partida e
Máquinas Elétricas

Reso lução d a
Situação Prática
1 3 5 1 3 5 1 3 5
Referências
K1 K3 K2
Bibliográficas 2 4 6 2 4 6 2 4 6

1 3 5
F7
2 4 6

U1 V1 W1
3 6
2 M 4
3 ~
1 5
M1

13/23
2~60 Hz 220 V
L1
Apre s e nta ç ã o F10 95
F7
96
Situação Prática
11
Tipos de Partida e
S0
Máquinas Elétricas 12

Reso lução d a 13
Situação Prática S1
14
Referências
Bibliográficas
31 13 23
K1
32 24
14
13 31
23
K2
14 24 32

11
K3
12
15
KT
A1 16
A1 A1 A1
KT K2 K1 K3
A2 A2 A2 A2
F11
L2

14/23
Note, pelo diagrama de comando, que existe um temporizador. Transpassado o tempo
determinado em que o motor atingir 90% de sua rotação nominal, o temporizador
Apre s e nta ç ã o
atua comutando os contatores de Ypara ∆.

Situação Prática Partida com Chave C o mp e n s a d o ra


Tipos de Partida e A partida com chave compensadora é um sistema indireto para reduzir a corrente de
Máquinas Elétricas
partida sem perder muito o torque de um motor. Serve para muitas aplicações em que
o sistema estrela-triângulo não pode ser usado devido à necessidade da máquina ou
Reso lução d a
Situação Prática ao processo de partir o motor sob carga que requer, portanto, um torque mais elevado,
como é o caso dos compressores de ar a pistão. A partida com chave compensadora
Referências é feita com o uso de um autotransformador, que fornece uma tensão menor para o
Bibliográficas
motor.

Se compararmos a partida por autotransformador com a partida Y∆, veremos


que o autotransformador é mais vantajoso. Mesmo no tape de 65%, a tensão que
alimenta o motor é, proporcionalmente, um pouco maior. O pico na comutação da
tensão reduzida do tap para a plena tensão da rede é bem menor devido ao fato de
a bobina do autotransformador ficar em série com o motor, funcionando como uma
reatância, no instante da comutação. Outra vantagem em relação a Y∆ é que, com o
autotransformador, o motor não desliga durante a comutação da tensão reduzida para
a plena tensão. Isso garante ao motor um funcionamento ininterrupto durante toda
a manobra desde a partida até a plena tensão. A questão fundamental que define a
necessidade de uso do autotransformador é a necessidade de o processo ou a máquina
partir com carga e exigir da máquina um bom torque ou conjugado do mo tor na
partida.

Veja a seguir os diagramas de potência e comando para um autotransformador:

15/23
L1
Apre s e nta ç ã o L2
L3
Situação Prática PE
F10
Tipos de Partida e 1 3
Máquinas Elétricas 5
F7
Reso lução d a 2 4 6
Situação Prática

Referências
Bibliográficas
1 3 5 1 3 5
K1 K2
2 4 6 2 4 6

T2

U1 V1 W1 PE
1 3 5
K3 M
M1
2 4 6 3 ~

16/23
Q11
Apre s e nta ç ã o L1
220 V/60 Hz 95
83
F7
Situação Prática 96 K2
1 84
Tipos de Partida e S0
Máquinas Elétricas 2
3 53 53
Reso lução d a
53
Situação Prática S1 K1 K2 K3
4 54 54 54
Referências
Bibliográficas 71
15
KT K2
16 18 72

61 71 83 83
K2 K1 K1 K3
62 72 84 84

A1 A1 A1 A1 X1
K1 K2 K3 KT E1
Q12 A2 A2 A2 A2 X2
L2

Partida com M o tor Dahalander


O motor Dahlander é um tipo de motor de indução trifásico que tem como objetivo
oferecer duas velocidades diferentes. Isso é possível graças às suas bobinas que são
conectadas de maneira não convencional, pois podem funcionar com polarização
ativa ou consequente. Na indústria, muitas máquinas do processo de fabricação
17/23
trabalham com mais de uma velocidade, às vezes duas, quatro, oito ou até mais. No
motor Dahlander, de um mesmo enrolamento obtemos duas velocidades distintas, e
Apre s e nta ç ã o
a maior velocidade é sempre o dobro da menor. Esse motor é muito utilizado em
tornos do tipo convencional que necessitam de diversas velocidades obtidas por
Situação Prática meio de alavancas que alteram engrenagens. Como o motor Dahlander oferece duas
velocidades, essa combinação resulta no dobro de velocidades que poderiam ser
Tipos de Partida e obtidas somente pelas engrenagens.
Máquinas Elétricas

Observe o diagrama de potência e comando de um motor Dahlander:


Reso lução d a
Situação Prática
3~60 Hz 220 V
L1
Referências
Bibliográficas L2
L3

F1, 2, 3

1 3 5 1 3 5 1 3 5
K1 K2 K3
2 4 6 2 4 6 2 4 6

1 3 5 1 3 5
F7 F8

2 4 6 2 4 6

2U 1U

2V M 1V
3 ~
2W 1W

18/23
2~ 60 Hz 220 V
L1
Apre s e nta ç ã o F21 95
F7
Situação Prática 96
95
Tipos de Partida e F8
Máquinas Elétricas
96
1
Reso lução d a S0
Situação Prática
2
Referências 1 1
Bibliográficas
S2 S1
2 2

3 13 3 13
S1 K2 S2 K1
4 14 4 14

31 31
K1 K2
32 32
31 23
K3 K1
32 24
A1 A1 A1
K2 K1 K3
F22 A2 A2 A2

19/23
Observe que no circuito de potência, o contator K2 é responsável por ligar o motor em
velocidade baixa, e K1 e K3, em velocidade alta. No comando, quando o usuário aperta
Apre s e nta ç ã o
o botão S1,primeiro abre-se S1,1-2, e depois se fecha S1,3-4, fazendo a energização
da bobina de K2. Enquanto isso acontece, K2, 31-32 se abre, intertravando K1 e K3, e
Situação Prática fechando o contato K2, 13- 14, de selo e mantendo K2 energizado, mesmo depois de
o usuário soltar o botão. No mesmo instante, no circuito principal, K2 liga o motor
Tipos de Partida e para funcionar em velocidade baixa. Para fazermos a mudança para a velocidade alta,
Máquinas Elétricas
devemos pressionar o botão S2 que, por meio do intertravamento, desliga K2 e, com
K2 desligado, as bobinas de K1 e K3 são energizadas e acionam o motor em velocidade
Reso lução d a alta.
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

20/23
Apre s e nta ç ã o
D ispositivos Eletrônicos
de Partida
Situação Prática

Dispositivos Eletrônicos
de Partida
Soft Starters
O motor elétrico é um elemento essencial dentro de uma indústria. No entanto,
Reso lução d a
Situação Prática para entrar em funcionamento ele traz efeitos indesejados quando acionado de
forma direta, dependendo da potência. O principal problema é a grande demanda
Referências de corrente solicitada da rede pelo motor na sua partida. Para enfrentar esse
Bibliográficas
problema, surgiram formas alternativas de partida de motores, tais como a partida
estrela-triângulo e a partida com autotransformador. Entretanto, esses sistemas de
partidas também possuem inconvenientes, como perda de torque na partida, custo
elevado, limitação do número de partidas por hora, desgaste dos componentes
eletromecânicos, entre outros.

O soft starter, ou equipamento de partida suave, foi desenvolvido para minimizar


alguns desses problemas. Esse equipamento é utilizado na partida de motores
elétricos trifásicos de indução sem causar picos elevados de corrente, além de
oferecer proteções ao motor. O soft starter recebe uma tensão trifásica fixa da rede
elétrica e fornece uma tensão variável para o motor, porém com a frequência fixa.

Na partida do motor, ele fornece uma tensão que vai aumentando cada vez mais,
proporcionando uma partida suave. No desligamento, o soft starter diminui a tensão
de funcionamento do motor, fazendo com que ele pare suavemente até que seja
completamente desligado. Também dispõe da opção de desligar diretamente o motor.
Ele faz esse processo por meio de componentes eletrônicos e, portanto, sem desgaste
mecânico, por isso também é conhecido por chave estática de partida. O soft starter

1/5
é uma opção interessante e eficaz para a partida de motores elétricos, pois supera
com vantagens os sistemas eletromecânicos convencionais de partida. Você deve
Apre s e nta ç ã o
instalar esses dispositivos em rede trifásica, protegidos por contadores e fusíveis ou
disjuntores.
Situação Prática

Dispositivos Eletrônicos
de Partida

Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas Entradas
digitais

Saídas
digitais
(a relé)

Nas entradas digitais (DI´s), você deve conectar os botões, chaves e sensores, e nas
saídas digitais (DO´s), os relés, contadores, sinalizadores e outras cargas de pequena
potência que são controladas pelo equipamento. Alguns soft starters mais sofisticados
possuem saída analógica na qual você pode conectar, por exemplo, instrumentos
de medição para indicar a corrente do motor. Outros modelos possuem entrada
analógica e nela você pode conectar, por exemplo, um sensor de temperatura do tipo

2/5
PTC instalado no motor, de forma que, ao chegar a uma determinada temperatura, o
soft starter desligue o motor ou sinalize seu alarme. Veja o exemplo de instalação de
Apre s e nta ç ã o
um soft starter:

Situação Prática R S T L N

Dispositivos Eletrônicos
de Partida 1 3 5
Q1

Reso lução d a 2 4 6
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

1L1 3L2 5L3 L N 4 5 8

2T1 4T2 6T3 X13 23 24

U1 V1 W1
V
M
M1
3~ 0 V a 10 V

+t°

3/5
O valor da tensão de alimentação do controle eletrônico dos soft starters varia de
acordo com o fabricante: uns trabalham com a tensão da rede de 110VCA ou 220 VCA,
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enquanto outros usam tensões contínuas de +24 VCC.

Situação Prática Parametrização


Dispositivos Eletrônicos Para que o soft starter possa controlar adequadamente a partida e a parada do motor, é
de Partida
preciso ajustar algumas variáveis para um melhor controle. Essas variáveis são
chamadas de parâmetros, e a ação de modificá-los é conhecida como configuração de
Reso lução d a
Situação Prática parâmetros ou parametrização do soft starter. Sempre que for instalar um soft starter,
é preciso configurar alguns parâmetros básicos para realizar os testes com segurança.
Referências Esses testes são necessários para que você possa validar a instalação. O ajuste de
Bibliográficas
parâmetros pode ser feito por meio de trimpots ou interface homem-máquina (IHM).

A configuração dos parâmetros por trimpots é muito simples e não varia,


independentemente do fabricante ou do modelo de soft start usado, pois eles têm
como características comuns:
» tempo de rampa de partida;
» valor inicial da tensão da rampa de partida (torque);
» rampa de tensão de parada ou desligamento natural (sem rampa de parada);
» tempo de rampa de parada.

Alguns soft starters possuem outros recursos, tais como limitação da corrente do
motor e frenagem do motor por injeção de corrente continua (CC).

Assist a agora à videoaula sobre Dispositivos Eletrônicos de Partida.

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Referências Bibliográficas

Se você desejar saber mais sobre Dispositivos Eletrônicos de Partida, consulte:

- Soft Starter : Entenda as Principais Configurações e Instalação do Soft Starter:


https://www.youtube.com/watch?v=H-qOQLoyhmk

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D ispositivos Eletrônicos d e
Partida e Controle de Velocidade
Situação Prática

Dispositivos Eletrônicos de
Partida e Cont role de Velocidade
Inversor de Frequência
O inversor de frequência ou conversor CA/CA é um equipamento que permite
Reso lução d a
Situação Prática controlar a velocidade de um motor elétrico trifásico de indução. Muitos fabricantes
denominam os inversores de drivers de controle de motores:
Referências
Bibliográficas

O inversor recebe a tensão alternada da rede com a frequência fixa de 60 Hz e fornece


tensão alternada com frequência variável para controlar a rotação de um motor
trifásico. Alguns inversores podem ser alimentados por tensão contínua, ao invés de
entrada de tensão alternada.
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Além do controle da velocidade, o inversor oferece outras vantagens, tais como:
proteção do motor, principalmente contra sobrecorrente, e partida com baixa
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corrente.

Situação Prática Os pontos de entrada e saída de potência são os terminais onde conectamos a entrada
da alimentação da rede elétrica, o condutor de aterramento, a saída para o motor
D ispositivos Eletrônicos de elétrico e, em alguns casos, o resistor de frenagem.
rtida e Controle de Velocidade
Pa

Os inversores de frequência são fabricados para receberem tensão trifásica, alternada


Reso lução d a ou contínua, de alimentação, e fornecerem uma tensão trifásica para o motor elétrico.
Situação Prática
Essa alimentação 220 V pode ser:
Referências
Bibliográficas » monofásica: com uma fase 220 V, conectada ao L/L1, e um neutro, ao N/L2; ou
» bifásica: com duas fases de 127V cada, conectadas aos bornes L/L1 e N/L2.

Veja abaixo estas ligações:

Entrada de alimentação Entrada de alimentação

Fase Neutro Fase Fase


220 V 127 V 127 V

L/L1 N/L2 L3 U V W L/L1 N/L2 L3 U V W

Aterramento Aterramento
Saídas para o motor Saídas para o motor

Além da rede de alimentação elétrica, é indispensável conectar o aterramento


elétrico à todas as partes metálicas dos equipamentos do sistema, para prevenir que

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a interferência eletromagnética produzida pelo inversor afete outros equipamentos.
Não é aconselhável instalar o inversor perto de equipamentos que possam sofrer
Apre s e nta ç ã o
interferência, tais como: controladores programáveis, interfaces homem-máquina
(IHMs), comandos numéricos computadorizados (CNCs) e equipamentos com
Situação Prática microprocessadores ou microcontroladores. Quanto maior a potência do inversor,
maior deve ser a distância em relação a esses dispositivos. As instalações elétricas
D ispositivos Eletrônicos de do circuito do inversor e do motor também emitem radiações eletromagnéticas
rtida e Controle de Velocidade
Pa que causam interferências em outros equipamentos. Por isso, os condutores desses
circuitos devem ser blindados ou instalados em eletrodutos metálicos devidamente
Reso lução d a aterrados.
Situação Prática

Referências
Bibliográficas
Parametrização
Os inversores são equipamentos que controlam várias grandezas de natureza elétrica
(como frequência, tensão e corrente elétrica), com a finalidade de controlar, além da
velocidade do motor, alguns aspectos importantes de seu funcionamento, tais como:
sentido de giro, torque, tempo de aceleração e desaceleração, entre outros. Quando
você instalar um inversor, deve configurar alguns parâmetros básicos para que o
conjunto inversor-motor funcione com segurança. Independente do modelo ou do
fabricante do inversor, os parâmetros que você deve configurar para testar e validar a
instalação são:
» liberar (senha) de acesso para alteração dos valores dos parâmetros;
» carregar os parâmetros com padrão de fábrica;
» limitar a corrente do motor;
» limitar a frequência (Hz) mínima e máxima de saída para o motor.

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Apre s e nta ç ã o

Situação Prática

D ispositivos Eletrônicos de
rtida e Controle de Velocidade
Pa

Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

Os parâmetros são alterados através da IHM, localizada na parte frontal do


equipamento. Os fabricantes indicam quais passos seguir para realizar a
parametrização. Com os parâmetros configurados, você pode fazer os testes básicos
para validar a instalação do inversor. Porém, para o pleno funcionamento em uma
máquina, é necessária uma leitura detalhada do manual do fabricante, visando
a configuração de outros parâmetros necessários ao funcionamento correto do
conjunto inversor-motor.

No caso de o inversor trabalhar com sinais de entrada ou saída analógicos, tipo


controle de velocidade por potenciômetro ou instrumento de medição, você tem
ainda que configurar os parâmetros referentes ao tipo de sinal analógico, verificando
se deve funcionar por tensão ou por corrente, e suas limitações de ganho. Veja no
exemplo abaixo, o desenho das entradas de um inversor da WEG (CFW08) e a tabela
com as parametrizações das entradas e saídas:
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1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Apre s e nta ç ã o

Situação Prática
DI-1 DI-2 DI-3 DI-4 0V AI-1 +10V AO-1
D ispositivos Eletrônicos de Com
rtida e Controle de Velocidade
Pa

Reso lução d a P1
Situação Prática RPM
S1 S2 S3
Referências
Bibliográficas de 0V a 10 V

Tipo de Entrada
Saída Analógica Função Parametrizada
Digital Analógica
DI-2 Seleção do sentido de giro (H ou AH)
DI-3 Resetar o inversor
DI-4 Ligar e desligar o motor
Receber tensão de 0V a 10V de referência
AI-1
da rotação
Fornecer tensão de 0 a 10V para
AO-1
instrumento de rotação do motor

Assist a agora à videoaula sobre Dispositivos Eletrônicos de Partida e Controle de


Velocidade.

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Apre s e nta ç ã o
Exemplos de Aplicações
Industriais de Acordo c o m as
Situação Prática

Exemplos de Aplicações
N ormas Técnicas Vigentes
Industriais de Acordo c om
as Norm a s Técnicas Vigentes

Reso lução d a
Situação Prática Atualmente não podemos falar de segurança em máquinas e equipamentos sem
mencionar a norma NR-12. A Norma Regulamentadora NR-12 do Ministério do
Referências Trabalho define princípios e medidas de proteção aos trabalhadores em máquinas
Bibliográficas
e equipamentos. Ela tem abrangência nas etapas de projeto, fabricação, importação,
comercialização e utilização de diversos tipos de máquinas e equipamentos. Além
de requisitos gerais de segurança descritos no texto principal, a NR-12 apresenta
instruções detalhadas em doze anexos a respeito de diversos tipos de equipamentos.

A NR-12 foi publicada originalmente com a Portaria 3214, em 08 de junho de 1978. Em


dezembro de 2010 ela passou por uma profunda revisão, causando polêmica ao ser
considerada impraticável e inviável pelo empresariado nacional e por importadores
de máquinas e equipamentos. Houve, por exemplo, o aumento de 40 para 340 itens de
verificação obrigatória em alguns equipamentos, com ação retroativa. Alguns ajustes
pontuais visando um consenso entre as partes foram realizados desde então, inclusive
causando suspensões nas autuações.

Independentemente da polêmica ou eventuais exageros, onze tipos de máquinas


causam cerca de 10% de todos os acidentes de trabalho ocorridos no Brasil, o que
justifica a necessidade de se ter um padrão de segurança para atividades com
máquinas e equipamentos. Outro ponto de polêmica foi a possível perda de
produtividade em função do excessivo número de checagens e sistemas de segurança

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a serem acionados antes e durante a produção. Essa alegação vem sendo rebatida com
o argumento que um trabalho mais seguro torna os trabalhadores mais produtivos, e
Apre s e nta ç ã o
que as perdas, materiais e humanas, causadas por acidentes e incidentes em máquinas
e equipamentos são bem maiores que uma eventual diminuição da produtividade
Situação Prática ocasionada pela nova NR-12. A norma utiliza o conceito de falha segura, que significa
que caso haja uma falha de qualquer tipo durante a operação da máquina, ela será
Exemplos de Aplicações reduzida a um nível de segurança tolerável que não ofereça riscos elevados aos
Industriais de Acordo c om
as N orm a s Técnicas Vigentes trabalhadores. É o chamado intertravamento.

Reso lução d a A norma não se aplica a equipamentos movidos a força humana ou animal,
Situação Prática
eletrodomésticos, peças de museu ou exposição, desde que sejam tomadas medidas
Referências para proteção do público. Veja abaixo ao que se refere os 12 anexos da NR-12:
Bibliográficas
» Anexo I – Distâncias de Segurança e Requisitos para o Uso de Detectores de
Presença Optoeletrônicos: diz respeito a todo tipo de máquina e equipamento
onde há riscos quando acessadas as zonas perigosas, independente se por um dedo
ou pelo corpo inteiro. Também define como deve ser preparado um sistema de
detecção de presença, inclusive com modelo de corpo de prova.
» Anexo II – Conteúdo Programático da Capacitação: descreve como um trabalhador
que terá contato com uma determinada máquina ou equipamento deve ser treinado.
Inclui treinamento teórico e prático.
» Anexo III – Meios de Acesso Permanentes: se refere aos tipos de escadas e rampas,
além do guarda-corpo do equipamento.
» Anexo IV – Glossário: é um pequeno dicionário dos termos e nomes técnicos
utilizados no decorrer da norma, incluindo algumas figuras para melhor
visualização e padronização da nomenclatura.
» Anexo V – Motosserras: apresenta os dispositivos e atitudes de segurança para a
operação de motosserras, independente da atividade.

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» Anexo VI – Máquinas para Panificação e Confeitaria: o anexo traz especificações de
segurança para todo o maquinário utilizado em confeitarias e panificadoras, como
Apre s e nta ç ã o
amassadeiras, batedeiras, cilindros, modeladoras, laminadoras, fatiadoras para pães
e moinho para farinha de rosca. Divide esses equipamentos conforme a capacidade
Situação Prática e dá instruções a respeito da operação segura dos mesmos.
» Anexo VII – Máquinas para Açougue e Mercearia: cortadores, fatiadores e moedores,
Exemplos de Aplicações
Industriais de Acordo c om portanto de grande potencial para acidentes envolvendo cortes.
as Norm a s Técnicas Vigentes

» Anexo VIII – Prensas e Similares: são máquinas utilizadas na conformação e corte


Reso lução d a
Situação Prática
de materiais diversos, através da pressão, contínua ou intermitente, de um martelo
ou punção. Sobre as prensas e similares, há um programa específico de proteção, o
Referências Programa de Prevenção a Riscos em Prensas e Similares.
Bibliográficas
» Anexo IX – Injetoras de Materiais Plásticos: trata das máquinas que fazem a
conformação de plástico quente através da injeção do material em um molde resfriado.
» Anexo X – Máquinas para Fabricação de Calçados e Afins: considerado um trabalho
muito manual, a fabricação de calçados expõe os trabalhadores a diversos riscos,
especialmente as mãos e dedos. Este anexo traz vários esquemas desenhados para
ilustrar os sistemas de proteção necessários nas máquinas da atividade.
» Anexo XI – Máquinas e Implementos para Uso Agrícola e Florestal: ainda que o
conceito de máquinas e equipamentos esteja intimamente relacionado à indústria
e ao ambiente fabril, a NR-12 não deixa de abordar os equipamentos utilizados na
agroindústria, com especial atenção a tratores e similares.
» Anexo XII – Equipamentos de Guindar para Elevação de Pessoas e Realização de
Trabalho em Altura: trata das plataformas elevatórias que irão levar trabalhadores a
alturas elevadas para diversos tipos de atividades.

Muitos componentes eletroeletrônicos estão sendo desenvolvidos no intuito de


atender às normas da NR-12. Exemplo disto são os Relés de Segurança e de Movimento
Zero, utilizados nos painéis de comando já adequados segundo a norma. Os Relés de
3/5
Segurança são componentes apropriados para pequenas aplicações de segurança
onde se faz necessário promover o desligamento seguro de cargas, como motores
Apre s e nta ç ã o
ou válvulas, por meio da monitoração de dispositivos de segurança, como grades
de proteção, botões de emergência, dispositivos ópticos, como cortinas de luz, entre
Situação Prática outros. E o relé de movimento zero é utilizado para detectar a condição de parada de
motores elétricos, através da tensão residual das tensões nas bobinas devido a inércia
Exemplos de Aplicações do rotor, ele pode ser utilizado para detecção de movimento zero em qualquer tipo
Industriais de Acordo c om
as N orm a s Técnicas Vigentes de motor elétrico, CA ou CC, monofásico ou trifásico. Além disso, também pode ser
utilizado com inversores de frequência ou soft-starters. Veja abaixo o exemplo de um
Reso lução d a Relé de Movimento zero e um Relé de Segurança.
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

Assist a agora à videoaula Comandos Elétricos - Aplicações Industriais.

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Apre s e nta ç ã o
Softw ares para Projeto e
Simulação Virtual
Situação Prática

Softwares para Projeto e O CADe_SIMU é um programa de CAD eletrotécnico que permite inserir os diferentes
Simulação Virtual
símbolos organizados em bibliotecas e traçar um esquema de comandos elétricos de
uma forma fácil e rápida para posteriormente realizar a simulação. O programa em
Reso lução d a modo simulação visualiza o estado de cada componente elétrico quando está ativado,
Situação Prática
assim como ressalta os condutores elétricos sujeitos à passagem de corrente elétrica.
Referências
Bibliográficas

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O CADe SIMU dispõe das seguintes bibliotecas de simulação:
Apre s e nta ç ã o - Alimentações tanto de CA como de CC.
- Fusíveis e seccionadores.
Situação Prática - Interruptores automáticos, interruptores diferenciais, relé térmico e disjuntores.

S oftw ares para Projeto e


- Contatores e interruptores de potência.
Simulação Virtual
- Motores eléctricos.
Reso lução d a - Variadores de velocidade para motores de CA e CC.
Situação Prática
- Contatos auxiliares e contatos de temporizadores.
Referências
Bibliográficas - Contatos com acionamento, botões de pressão, alarmes, interruptores, fins de curso
e contatos de relés térmicos.
- Bobinas, temporizadores, sinalizações ópticas e acústicas.
- Detectores de proximidade e barreiras fotoelétricas.
- Ligação de cabos unipolares e tripolares, barramentos e réguas de bornes.

A figura abaixo mostra a posição das ferramentas existente no CADe SIMU:

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Após realizar o desenho elétrico através das ferramentas disponíveis do CADe SIMU, é
possível simular o circuito. O Botão para a simulação do circuito é apontado na figura
Apre s e nta ç ã o
abaixo:

Situação Prática

S oftw ares para Projeto e


Simulação Virtual

Reso lução d a
Situação Prática

Referências
Bibliográficas

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