Você está na página 1de 16

1

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO TOCANTINS – CAMPUS
PALMAS
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL INTEGRADA À
EDUCAÇÃO BÁSICA NA MODALIDADE DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

ADVALDO ALVES DE OLIVEIRA

UM ESTUDO ACERCA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS, APLICADAS NA


EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – PROEJA

Artigo apresentado ao Curso de Especialização


Lato Sensu em Educação Profissional Integrada à
Educação Básica na Modalidade de Educação de
Jovens e Adultos do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Tocantins – Campus
Palmas - como requisito parcial para obtenção do
título de Especialista.

Orientador: Prof. MSc. Gerson Pesente Focking

Palmas, Dezembro - 2010


UM ESTUDO ACERCA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS, APLICADAS NA
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – PROEJA
2

Autor:1 Advaldo Alves de Oliveira


Orientador:2 Gerson Pesente Focking

RESUMO: O presente artigo analisa através de pesquisas bibliográficas, as políticas públicas


e a legislação aplicada na Educação de Jovens e Adultos no Brasil, enfocando o processo de
redefinição do PROEJA. Decretos, Leis e Medidas Provisórias desencadeadas pelo
reconhecimento da diversidade sócio-cultural dos educandos, representam um conjunto de
políticas públicas necessárias e têm sua origem histórica no interior de outras políticas da
educação escolar no Brasil. Tendo a concepção da educação continuada ao longo da vida,
detectando os impasses e os desafios das políticas públicas no governo do Presidente Lula,
enfatizando a posição anterior de fracasso ocupado pela educação de Jovens e Adultos no
mundo moderno, onde as novas perspectivas, vem sendo encaradas através do diálogo e dos
movimentos em prol da educação, com articulação entre profissionalização e ensino médio.
As estratégias educacionais das políticas do Governo Federal implementadas a partir de
2002, fomentou a jornada educativa na modalidade de Educação de Jovens e Adultos
PROEJA. Desta forma, houve uma elevação no número de cursos oferecidos e
consequentemente a expansão do número de matrículas, obrigando o poder público a
elaborar políticas públicas adequadas e dirigidas para aprovação e liberação de verbas e
capacitação de pessoal técnico e docente, visando dotar de qualidade os novos rumos da
Educação de Jovens e Adultos no Brasil.

Palavras - chave: Legislação, Políticas Públicas, Educação PROEJA.

1 INTRODUÇÃO

1
Professor da rede Estadual e Municipal de Educação em Palmas/TO – Escola Estadual Novo
Horizonte. Graduado em Licenciatura Plena em História e Pós-Graduando em Educação Profissional
Integrada à Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos.
2
Professor do Instituto Federal do Tocantins Campus Palmas – Coordenação de informática –
Doutorando em Engenharia Elétrica – (UFCG) – Mestre em Ciência da Computação pela
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (2000).
3

A educação é um dos bens mais preciosos da humanidade e quando falamos deste


assunto é preciso pensar em qualidade e eficiência. Vivemos e fazemos parte de um mundo
globalizado e tecnológico, onde a concorrência e a versatilidade fazem parte da vida do
indivíduo. Baseado neste contexto, o presente trabalho tem como objetivo geral realizar
levantamentos bibliográficos, estatísticos e de informações acerca da legislação vigente, além
de apresentar o crescimento no número de matrículas e recursos aplicados no Programa
Nacional de Integração da Educação Profissional – PROEJA. Também enfatiza-se pontos
específicos da importância da qualidade na formação do educando. Analisa-se o
desenvolvimento das transformações inovadoras propostas na área educacional, como
produção do conhecimento, desafios e possibilidades de novos horizontes nos últimos oito
anos, justificando portanto a elaboração deste artigo.
Com a posse do presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, houve
significativas mudanças nas políticas educacionais do país, com a criação de Decretos, Leis e
Medidas Provisórias que muito contribuíram para o desenvolvimento da educação
profissionalizante, modalidade PROEJA. Através do Decreto nº 5.840/06, sancionado em 13
de Julho de 2006, tendo como enfoque as instituições federais, estaduais e municipais,
verdadeiros agentes de transformação da Educação de Jovens e Adultos no cenário nacional,
permitiu-se a universalização da educação básica aliada à formação para o mundo do trabalho.
Nessa perspectiva permeou um eixo histórico cultural da formação humana, com
organização dos conhecimentos gerais e específicos, com um olhar voltado para a formação
do sujeito crítico, autônomo e reflexivo, que até então era penalizado por não ter concluído
seus estudos na fase correta de sua adolescência ou juventude, sendo muitas vezes obrigado a
conviver com este preconceito de que adulto não é capaz, uma vez que as tentativas anteriores
de corrigir tais situações não prosperavam. O PROEJA desmascarou as facetas, quebrando
tabus e provando que a educação é o melhor caminho para a transformação.

2 DESENVOLVIMENTO

Para transformarmos a sociedade em que vivemos, a educação deve estar voltada para
a formação de indivíduos atuantes; o mundo moderno é exigente, cobra-se muito do outro,
embora nós mesmos não somos capazes de enfrentar as transformações e, neste contexto nos
4

deparamos com o paradoxo da educação brasileira, onde cada vez mais são criadas leis e
decretos na tentativa de melhorar a qualidade do ensino e acabar com o fantasma do fracasso
e da exclusão escolar e social que ronda as instituições no país. Amparado pela Constituição
Brasileira de 1988 e pelo Decreto nº 5.840/06 de 13 de julho de 2006, esse panorama vem se
modificando após a criação do PROEJA, que visa preparar a sociedade para os novos
paradigmas da Educação Profissional e amenizar as diferenças sociais na conquista do
mercado de trabalho. O PROEJA chegou com uma prospecção de políticas inovadoras, exigiu
dos gestores mecanismos, ações e programas no campo educacional, pautando na
compreensão de que, não é possível superar os desafios da educação, se não houver uma
parceria entre governos e sociedade. Segundo Freire “ensinar exige a convicção de que a
mudança é possível” (Caderno pedagógico nº 02 f. 75). Afim de que as mudanças efetivem-
se, a qualificação do docente é talvez, o desafio maior a ser enfrentado pelo sistema de ensino
com profissionais em áreas específicas.
Para Arruda (Artigo, 2000, p. 1286), “A qualificação profissional emerge no cenário
contemporâneo como um elemento fundamental na composição dos fatores que regem a
competitividade dos países, das organizações e dos indivíduos”.
Em 2006 foi instituído o programa do Proeja que tem como base o decreto nº 5.840/06
e os atos normativos que o fundamentam: Lei 9394, de 20 de Dezembro de 1996, Decreto nº
5154, de 23 de Julho de 2004; os Pareceres CNE/2004 e as Resoluções CNB/CEB Nº 04/99 e
nº 01/20. A SETEC/MEC, com o objetivo de estimular as ações de implementação do
PROEJA, constituiu um grupo de trabalho que elaborou um documento denominado
documento base MEC/2006, contendo as propostas gerais para elaboração de projetos
pedagógicos de cursos de especialização voltados para a formação de profissionais do ensino
público. Segundo esse documento base (BRASIL, MEC, 2006), revela a decisão
governamental de atingir Jovens e Adultos pela oferta integrada de educação profissional
técnica de nível médio.
Assim, permitindo que o sujeito participante do ensino médio tenha a possibilidade
de ser um profissional técnico de nível médio, alicerçado numa concepção de mundo,
comprometido com a construção de uma sociedade coerente com os ideais de cidadania.

3 POLÍTICAS PÚBLICAS
5

Entende-se políticas públicas como um conjunto de ações coordenadas entre estados


e sociedade, é compreendê-la como algo em constante transformação pelas necessidades
socioeconômicas, consideradas como fenômeno multidimensional e por articular o
desenvolvimento dos futuros jovens e adultos enquanto cidadãos com direitos, sonhos e
construção de caráter, por estarem passando por transformações biológicas, psicológicas e a
postura como ser humano, que tem identidade própria, pela abertura de novas perspectivas e
de conduta coletiva como trabalhador. Homens com oportunidades, para as novas gerações,
vitimadas por uma realidade fragilizada com tantos desníveis sociais. Por serem os alunos do
PROEJA, formados por jovens e adultos; há uma evasão em grande escala, devido a jornada
de trabalho extensiva, o que torna-se o maior agravante de permanência desse aluno no
contexto escolar.
A partir de 1996, o Brasil teve oportunidade de participar da V Conferência
Internacional de Educação de Jovens e Adultos na Alemanha. Em 1997, organiza no Brasil
um movimento com órgãos governamentais, não-governamentais, empresas privadas,
universidades, sindicatos estaduais, municipais, alunos e professores, que debateram a
importância da formação que esses jovens e adultos precisam para a qualificação
profissional. Consequentemente esses alunos eram excludentes e o PROEJA veio resgatar
esses homens e mulheres para uma nova realidade que é prepará-los para viver as mudanças
que a sociedade exige.
As experiências que esses alunos trazem é fundamental para formação da cultura. E
as políticas públicas tem o significado eficaz do respeito pelas diferenças, a elevação do
ensino, que fornece um novo impulso à percepção de mundo e torna mais significativa essas
políticas, quando escola, professores e governo, derem a devida importância ao que é
aprender no sentido de superar o analfabetismo, com uma qualificação de qualidade.
Nos anos 90 as instituições escolares conclamaram um novo olhar para a importância
da escola como espaço social e político, para a formação de cidadãos autônomos, críticos e
reflexivos. Os nexos entre função social, gestão e políticas públicas na concepção de
Canivez, (1991, p. 33), diz que:

Se toda comunidade política se caracteriza pela coexistência de várias tradições, a


escolaridade tem significado particular. A escola de fato institui a cidadania. É ela, o lugar
onde o aluno institui (na escola) a coabitação de seres diferentes sob a autoridade de uma
mesma regra.
6

No entanto, é a vivência que vai proporcionar à sociedade o saber global, onde o


homem constrói sua identidade, adquire os valores e aprende os limites com respeito ao outro.
Ao elaborar o Projeto Político Pedagógico da unidade escolar, as normas internas, a clientela
imbuída nesse contexto, tem a responsabilidade no coletivo, de propor ações que melhor se
adapte as necessidades dos alunos. Elas surgem para completar um conhecimento que diante
de tanta fragilidade construa uma vida digna nas realizações pessoais e sociais.
Bobbio (1993), tem a concepção de políticas públicas, como:

“A forma de atividade ou práxis humana ligada estritamente como um conceito de poder, ou


seja, significa ocupar o espaço político, como categoria social de construção de direitos à
cidadania”.

Ainda segundo Bobbio (1993), o poder é a forma que o indivíduo vivência para tornar-
se um agente ativo, atuante, capacitado com legitimidade na Constituição, com direitos e
deveres sociais. Em contrapartida, é importante que o sujeito tenha a capacidade de analisar a
realidade para situar-se no mundo, enfrentando as desigualdades políticas, econômicas e
sociais.
No início do século XXI, as políticas de urbanização e políticas públicas, buscaram
efetivar a acessibilidade de todos, sem distinção social. O Brasil recebeu apoio de iniciativas
internacionais com o objetivo de inclusão social, através de projetos inseridos nas instituições
escolares, por serem o canal de formação cidadã que o indivíduo precisa para promover-se,
buscando o bem-estar de todos.
O governo federal, dispõe de benefícios, só que ele ainda se encontra incapaz de
cumprir as metas estabelecidas. Mesmo assim, houve um crescimento favorável da clientela,
sendo esta, uma das maiores preocupações do atual governo, em manter ativa essas políticas
públicas, visando uma melhor qualidade na aquisição do conhecimento diante das
transformações globais.
A profissionalização de educadores é outro fator preocupante para o governo. Vários
mecanismos contribuem para o resgate de uma educação de qualidade, com formações
continuadas, cursos tecnológicos e criação de sindicatos.

4 PROEJA E AS POLÍTICAS PÚBLICAS


7

No trajeto dessas políticas públicas do PROEJA, várias mudanças aconteceram. Um


programa instituído pelo Decreto 5.478/05, revogado pelo Decreto 5.840/06 no governo Lula,
com um atendimento dos Jovens e Adultos do ensino médio à profissionalização técnica que
institui:
Um desafio político pedagógico, para todos aqueles que desejavam transformar esse
país dentro de uma perspectiva de desenvolvimento de justiça social. Compreende
a construção de um projeto possível de uma sociedade mais igualitária, e
fundamentada nos eixos norteadores das políticas de educação profissional do atual
governo. O desenvolvimento de estratégias de financiamento público, que permitam
a obtenção de recursos para um atendimento de qualidade; a oferta de educação
profissional dentro da concepção da formação integral do cidadão, que combine na
sua prática e nos seus fundamentos científico-tecnológicos e históricos sociais,
trabalho, ciência e cultura – é o papel estratégico da educação profissional nas
políticas de inclusão social.

A seguir são apresentados diversos dados que pautaram esta pesquisa e permitiram
organizar conclusões relacionadas ao aumento de investimentos públicos bem como na
expansão no número de matrículas nos diversos novos cursos criados em diversas instituições
de ensino no Brasil.

5 RECURSOS FINANCEIROS

Os números estimados para o Programa de Integração da Educação Profissional com a


Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA, prevêem um
investimento nos anos de 2007 à 2011, conforme tabela abaixo, de:
Tabela 01: Investimentos Federais no PROEJA entre 2007 e 2011
ANOS VALORES TOTAL
2007 R$ 22 milhões
2008 R$ 48,42 milhões
2009 R$ 94,72 milhões R$ 558 milhões
2010 R$ 178,02 milhões
2011 R$ 238,78 milhões
Fonte: MEC/SETEC

Tais recursos, devem financiar a formação de profissionais docentes e gestores, para


atuar no programa, distribuídos da seguinte forma:
1- Construção de núcleo de pesquisas. 2- Rede de colaboração acadêmica. 3- Material
de custeio. 4- Cursos em andamento ou a serem implantados. 5- Material didático
e publicações nas instituições da Rede Federal de Educação Profissional e
8

Tecnológica, incrementadas na ação nº 2.994. 6- Assistência ao Educando da


Educação Profissional previsto no programa nº 1.062. 7- Desenvolvimento da
Educação Profissional no Plano Plurianual (2008-2011).
2- Não estão sendo computados nesses recursos, os valores referentes aos
investimentos em infra-estrutura, (obras e equipamentos), objetos de
financiamento a serem contemplados em instrumento específico no projeto de
expansão e modernização das redes públicas da Educação Profissional e
Tecnológica. Tal orçamento, não prevê os valores necessários ao quadro de
pessoal contratados (professores), ao PROEJA, conforme demonstra a tabela
abaixo:

Tabela 02: Investimentos Federais no quadro de pessoal


MONTANTE
Professores – Gestores – Técnicos R$ 360 milhões
Alunos da Rede Federal R$ 134 milhões
Fonte: MEC/SETEC

6 FORMAÇÃO DO EDUCADOR
A prática cotidiana do professor, representa um insumo essencial para efetivar o
conhecimento do aluno no Ensino Profissionalizante, no exercício da cidadania e como
subsídio ao aprender a aprender e a atualização precisa ser permanente e diária. É
fundamental portanto, conhecer as limitações de cada aluno.

“Ninguém educa ninguém. Ninguém educa a si mesmo.


As pessoas se educam entre si, mediatizadas pelo mundo”. (FREIRE, Caderno
Pedagógico n.2 f. 7).

Para Freire, o metabolismo intelectual, a história individual de cada um, por querer
próprio, consegue realizar seus sonhos de acordo com a expectativa do outro. Muito se fala
em educação em nosso país, mas o que presenciamos é um amontoado de leis elaboradas por
uma minoria que impõem métodos sufocantes, que dita regras, sem saber a real situação dos
alunos. O que falta, é um projeto de educação bem definido e concreto.
Segundo Gadotte (2010, p. 62),
Refletir sabre as funções do educador, rever estratégicas de ação, trocar
experiências, propor políticas, e até mesmo assumir a Pedagogia da Integração, só é
eficaz no coletivo, pois as atitudes isoladas, além do enfraquecimento da ação,
9

podem gerar a arrogância ou se transformar numa lamentação, que ninguém toma


a sério.

Portanto, é bem normal que reflitamos nossas experiências, pois são elas que vão
garantir o futuro das novas gerações. A internet, a tecnologia, a globalização são sem dúvida
o meio que o homem concebe a si e ao mundo, não permitindo que o aluno se robotize e não
isole do meio coletivo.
O PROEJA, veio contribuir e oferecer oportunidades educacionais na última etapa da
educação básica, a uma formação profissional, constituído por Jovens e Adultos que
concluíram o ensino fundamental. Para Crispum (2001, p. 64):

O importante na educação tecnológica é o trabalho da cidadania, propiciando ao


cidadão os requisitos básicos para viver em uma sociedade em transformação, com
novos impactos tecnológicos, novos instrumentos na produção e relações sociais.

Segundo Crispum (2001), a formação técnica média, rompe a descontinuidade que


marcaram essa modalidade de ensino no Brasil, propiciando o reconhecimento dos cursos
oferecidos a todos os jovens e adultos do PROEJA. Para tanto, o MEC exige que a formação
técnica seja implementada dentro dos padrões das escolas da rede federal, para melhor
credibilidade profissional. O PROEJA, é um curso destinado a alunos que tiveram a trajetória
escolar interrompida e que voltam a ter oportunidades de inclusão no mercado de trabalho.
De acordo com os dados pesquisados, a busca por cursos profissionalizantes do PROEJA,
vem surpreendendo a cada ano, conforme podemos observar nas tabelas abaixo – 2005 a
2010.

Tabela 03: Número de matrículas efetuadas no PROEJA no Estado do Tocantins – 2005


à 2010.
Ano Estadual Federal Municipal Privada Total
2005 402 1.248 - 736 2.386
2006 3.650 759 - 961 5.370
2007 545 1.363 - 1.224 3.123
2008 2.861 1.251 - 1.485 5.597
2009 895 1.973 - 2.901 5.769
2010 807 2.002 - 2.785 5.594
Fonte: INEP
1

Nas próximas tabelas abaixo, apresenta-se no TOTAL, a expansão do número de


matriculas das redes Estadual, Federal, Municipal e Privada, no PROEJA, em alguns estados
de acordo dados do INEP.

Tabela 04: Expansão do número de matriculas no PROEJA

Ano Sergipe São Paulo

2005 2.997 255.332

2006 3.547 157.064

2007 3.305 246.656

2008 2.548 292.511

2009 2.654 314.574

2010 2.451 326.977


1

Espírito Distrito
Ano Maranhão Goiás Ceará
Santo Federal
2005 5.093 10.281 8.835 7.553 8.776
2006 4.476 11.835 14.399 8.465 8.386
2007 3.842 13.277 20.352 5.9111 11.572
2008 4.254 13.073 20.624 11.209 11.984
2009 5.283 15.561 20.401 12.633 16517
2010 5.115 16.115 20.684 12.666 16.092

Ano Bahia Amazonas Amapá Alagoas Acre


2005 12.535 7.469 1.193 3.833 1.622
2006 15.872 11.941 1.658 7.201 1.160
2007 14.122 10.427 1.524 2.429 859
2008 15.648 14.705 1.445 3.124 1.784
2009 16.511 15.316 1.768 3.006 1.877
2010 14.446 14.622 1.863 2.530 1.795

Conforme dados apresentados em 2006 a rede privada respondeu por 54,8% das
matrículas da educação profissional, enquanto a rede estadual ampliou sua participação de
26,6% em 2005, para 31,4% em 2006. Os dados das matrículas da educação profissional de
2006 revelam um crescimento de 5,3% em relação ao ano de 2005. Esse crescimento é
bastante acentuado nas matrículas na rede estadual, principalmente nos estados do Nordeste
(290,8%), com destaque para Pernambuco (900,9%), Alagoas (505,2%) e Paraíba (377,2%),
seguidos dos estados da Região Norte (161,1%), onde os maiores índices ocorreram em
Tocantins (808,0%) e no Amazonas (330,9%), de acordo mapa de Educação Profissional do
Brasil e Regiões e a planilha de matrículas por localização e dependência administrativa
identificados abaixo.
1

EDUCAÇÃO PROFISSSIONAL
Concomitante e Subseqüente
VARIAÇÕES ABSOLUTA E PERCENTUAL DA MATRÍCULA
BRASIL E REGIÕES
Norte
2005 - 2006
9.390
Nordeste
(47,0%)
25.371
Centro-Oeste (36,7%)
1.283
Sudeste
(4,6%)
Censo 2005 = 707 mil -5.762
Censo 2006 = 744 mil Sul (-1,3%)
Diferença Absoluta: 7.145

37.427 (5,0%) (4,7%)

Fonte: MEC/INEP

Fonte: MEC/INEP

Figura 01: Número de Matrículas na Educação Profissional, por Localização e Dependência Administrativa,
segundo a Região Geográfica e a Unidade da Federação, em 29/3/2006

Tabela 05: Ttal geral de matrícula em todos os estados da Federação

Matrículas na Educação Profissional


Unidade da
Federação Urbana Rural
Total
Total Federal Estadual Municipal Privada Total Federal Estadual Municipal Privada

744. 709.16 62.88 22.26 403.26 35.53 16.99 81


Brasil 690 0 2 220.746 3 9 0 6 12.964 1 4.759

29. 27.58 4.94 6 9.53 1.77 41 36


Norte 362 5 6 13.038 3 8 7 8 4 - 995
2. 1.61 38 1.23 42 20
Rondônia 039 6 - 6 - 0 3 4 - - 219
1. 1.01 85 15 15 15
Acre 160 0 - 3 - 7 0 - 0 - -
11. 11.79 2.06 5.81 3.91 14
Amazonas 941 2 4 3 - 5 9 - - - 149
1. 1.09 1.06 3 5 5
Roraima 150 9 1 - - 8 1 1 - - -
6. 5.84 1.22 1.83 6 2.72 19 19
Pará 044 7 5 1 3 8 7 - 7 - -
1. 1.29 52 76 36
Amapá 658 1 - 2 - 9 7 - - - 367
5. 4.93 59 3.63 70 44 16 1
Tocantins 370 0 6 3 - 1 0 3 7 - 260
1

94. 86.71 22.24 1.58 33.80 7.76 5.00 1.90 25


Nordeste 480 1 7 29.070 6 8 9 6 1 7 605
4. 3.92 1.21 5 78 1.87 55 51 3
Maranhão 475 3 8 0 0 5 2 7 - - 5
4. 4.49 2.36 57 32 1.24 40 6
Piauí 899 6 3 0 0 3 3 9 - - 334
11. 10.23 1.56 45 8.21 1.02 85
Ceará 262 4 5 6 - 3 8 5 - - 173
4. 4.34 1.62 2.71 30 30
R. G. do Norte 647 3 8 - - 5 4 4 - - -
9. 7.95 4.12 2.35 1.47 1.11 47 63
Paraíba 068 5 7 1 - 7 3 7 6 - -
33. 32.30 5.76 8.78 1.20 1.19 1
Pernambuco 509 0 3 17.756 - 1 9 3 - 6 -
7. 6.71 67 3.94 2.09 48 48
Alagoas 201 8 5 6 - 7 3 3 - - -
3. 2.82 1.80 6 95 72 41 30
Sergipe 547 2 0 9 - 3 5 9 6 - -
15. 13.92 3.10 3.87 48 6.45 1.95 68 95 24 6
Bahia 872 0 8 2 6 4 2 9 9 1 3

431. 417.58 21.99 18.18 265.53 13.89 5.74 6.93 29


Sudeste 480 6 9 111.868 7 2 4 7 0 6 921
86. 80.24 8.13 2.65 4.20 65.24 6.19 4.86 98 24 9
Minas Gerais 437 5 7 2 8 8 2 9 6 6 1
14. 13.39 3.25 1.14 9.00 1.00 87
Espírito Santo 399 8 2 4 - 2 1 8 - - 123
82. 81.73 9.93 1.90 34.92 29 24 4
Rio de Janeiro 032 9 4 34.978 2 5 3 - 5 8
248. 242.20 67 12.07 156.35 6.40 5.69
São Paulo 612 4 6 73.094 7 7 8 - 9 2 707

160. 153.16 11.28 2.36 78.41 7.26 3.32 3.38 7


Sul 434 7 8 61.106 1 2 7 0 0 4 493
48. 47.27 2.71 16.95 76 17 46
Paraná 030 0 0 27.607 - 3 0 3 2 - 125
34. 31.62 2.79 8.82 65 19.34 2.91 1.63 1.13
Santa Catarina 546 8 9 8 9 2 8 1 2 - 155
77. 74.26 5.77 1.70 42.11 3.58 1.51 1.78 7
R. G. do Sul 858 9 9 24.671 2 7 9 6 6 4 213

28. 24.11 2.40 5.66 6 15.97 4.82 2.50 38 18


Centro-Oeste 934 1 2 4 6 9 3 5 9 4 1.745
4. 3.96 61 3.34 51
M. G. do Sul 478 4 - 5 - 9 4 - - - 514
4. 3.51 1.39 1.42 69 63 37 18 7
Mato Grosso 156 9 2 9 - 8 7 5 - 4 8
11. 8.55 1.01 46 6 7.01 3.28 2.13
Goiás 835 2 0 4 6 2 3 0 - - 1.153
8. 8.07 3.15 4.92 38 38
Distrito Federal 465 6 - 6 - 0 9 - 9 - -

Fonte: MEC/INEP.

Para Frigotto (2005, p. 43), “Educação profissional é um conceito de ensino abordado


pela LDB Lei nº 9394, de 20/12/1996, complementada pelo decreto 2208/97 de, 17/04/97, e
reformado pelo decreto 5154/2004 de 23/07/2004”.
1

O que justifica o cumprimento das leis citada é a continuidade de freqüência desse


aluno, independente do contexto, partindo do professor, o incentivo à permanência desse
aluno no espaço escolar, cumprindo a carga horária de no mínimo 2400 horas/aulas, incluindo
aulas práticas e teóricas, descartando o mito de que o PROEJA é formador de profissionais de
baixa qualidade, pela rapidez que esse cidadão tem em concluir o curso.
O governo federal vêm ampliando as políticas sociais no sentido de reverter os
impasses, com aumento de vagas nas redes federal, estadual e municipal, com ações que
proporcionem melhor qualidade na inclusão desse sujeito no mundo, tanto é, que em 2008 foi
criado o PROJOVEM, integrando o cidadão ao mundo tecnológico.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A discussão sobre a política educacional envolvendo o PROEJA, pode ser entendida


como um programa que procura oferecer mais cursos profissionalizantes nesta modalidade de
ensino, focando a educação continuada. Sabe-se que muitos desafios estão sendo enfrentados
pelas instituições, visando garantir além do acesso, a permanência e a formação dos alunos
nesses cursos.
Para que esse processo obtenha êxito é necessário portanto, que vários atores,
professores, alunos, instituições e os diversos poderes, principalmente o governo federal
através de recursos financeiros, abasteça as instituições de ensino, por meio do incentivo na
criação de cursos, disponibilização de espaço físico e capacitação de docentes.
Por fim, os próprios estudantes devem encarar o curso como uma grande oportunidade
de modificação de seu nível intelectual, social, econômico e de formação profissional. Esta
possibilidade de transformar sua formação em qualidade de vida é o objetivo maior do
programa. A fim de que as mudanças se efetivem, a qualificação do docente é talvez o desafio
maior a ser enfrentado pelos sistemas de ensino com profissionais em áreas especificas,
integração curricular dos conteúdos informativos, para qualificação técnica-profissional que
vinculem ao contexto atual a um elo de proposição da educação integral, que suscite o
processo formativo potencializando no aluno as habilidades e competências que o momento
requer.
1

8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARROYO, Miguel Gonzalez. Educação de Jovens e Adultos: Diálogos na Educação de


Jovens e Adultos. Belo Horizonte, 2005.

ARRUDA, Thelny da Costa. A função política e social das Escolas Técnicas Federais.
ETFs – Brasília 1990.

ARRUDA, Maria da Conceição Calmom. A informação em questão ou a questão da


informação. Boletins técnicos do SENAC, Rio de Janeiro, V. 26, nº 09, p 29 – 35, 2000.

CASSEB, R. F. G. B., UFMT., Formação de Professores e Profissionalização Docente. O


PROEJA na visão dos professores de educação profissional do IFMT.

FRIGOTTO, G., CIAVATTA, M., RAMOS, M., A política de educação profissional no


governo Lula: Um percurso histórico controvertido. Acesso em 10 de Agosto de 2010.

FREIRE, Paulo – Caderno pedagógico 02.

FRIGOTTO, G. CIAVATTA, M., RAMOS, M. Educação e crise do trabalho. Petrópolis:


Vozes, 2000. P. 25 – 54.

FERREIRA, E. B., - UFES. RAGGI, D., CEFETES., GT: Trabalho e Educação. N. 09.

GADOTTI, M., ROMÃO, J. E., Educação de Jovens e Adultos: teoria, prática e proposta.
11ª Ed. – São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2010. – (Guia da Escola Cidadã; V. 5), p.
19-58.

MEC, INEP., Instituto Nacional de Estudos e pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.


(Resultados do Censo Escolar 2005 – Tocantins). Acesso em 05 de Novembro de 2010.

MOURA, D. H., O PROEJA e a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.


Acesso em 02 de Outubro de 2010.

NESSRALLA, M. R. D., CEFETE-MG. Onde está o público do PROEJA? Considerações


sobre a implantação do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a
Educação Básica na modalidade de educação de Jovens e Adultos.
1

SILVA, C. R. J. Caminhos precisos e imprecisos da caminhada a integração profissional


e tecnológica com a educação de Jovens e Adultos.

VENÂNCIO, J. C. Políticas Públicas Destinadas a Educação de Jovens e Adultos.