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Nesse fórum 1, debata com seus colegas de turma acerca do cotidiano de como

conhecer e analisar os modelos de regimes de capitalização existentes na matemática


financeira. Aproveite o fórum, também, para tirar dúvidas da parte teórica e dos
exercícios propostos nessa etapa e troque ideias com seus colegas e tutor.

O ato de conceber uma ideia e colocá-la em prática sem dúvidas é uma das
habilidades mais belas que o ser humano desenvolveu. O homem primitivo sempre
observou pedras nos ambientes em que estava, mas em algum momento tal objeto
simples passou a ser visto como uma ferramenta que coadjuvasse e facilitasse suas
tarefas, como a confecção de machados primitivos, facas, pontas de lança etc. Tal
habilidade não se restringiu a criação de objetos, transcendeu a conceitos,
pressupostos que explicam fenômenos da natureza, noções necessárias para o
desenvolvimento humano e que auxiliam na vida cotidiana. Um exemplo intrigante
desse tipo de avaliação e transformação é a própria noção do juro, que surgiu a
partir do momento em que o ente humano contemplou uma relação direta e objetiva
entre o dinheiro e o tempo. Nesse contexto, chaga-se a pontos importantes, que não
são deveras enfatizados como mereciam ser no currículo escolar, o conhecimento dos
regimes de capitalização e noções fundamentais existentes na Matemática Financeira.

Frequentemente vemos nas mídias sociais ou na própria televisão, notícias


relacionadas a Bolsa de Valores, ao preço do dólar, enfim, aspectos que alguém com
ensino médio completo, por exemplo, de modo geral, não sabe suas consequências na
dinâmica financeira do país, seja no preço dos produtos alimentícios ou mesmo o
poder aquisitivo que o próprio dinheiro utilizado dispõe. Eis então a importância
de conhecer de maneira satisfatória tais conteúdos, para compreender tais
implicações, saber lidar com negociações tão rotineiras ao homem, como qual a forma
mais vantajosa de adquirir um produto em uma compra, a prazo ou a vista. Desde
simples compras a negociações bancárias, como empréstimos, taxas de cartão de
crédito, juros de pagamentos, enfim, frequentemente estamos lidando com o dinheiro,
por isso devemos ter uma habilidade satisfatória para dominá-lo e buscar os
melhores caminhos para evitar decisões onerosas.

O interessante desse assunto é que existem muitas menções a este em livros


históricos, entre eles destaco as Escrituras Sagradas que nos afirma: "Quem de vós,
querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são
necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la? Para que, depois que tiver
lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a
zombar dele, dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar"
(Lucas 14. 28-30). Diante de tal comparação, percebe-se a importância de saber
lidar com os gastos, levar em consideração aquilo que será utilizado de forma
lógica e coerente. Diante disso, e olhando para o cenário educacional, percebe-se
que os alunos possuem muitas dúvidas sobre esse assunto pelo fato de, em muitos
casos, o conteúdo ser exposto sem um elo direto com a realidade, sem transmitir sua
real relevância, isto é, como citado pela Ricátila, é necessário favorecer o
desenvolvimento dessas atividades baseadas em situações reais, das quais preparará
o discente para saber lidar com seus gastos e ter uma visão abrangente das melhores
iniciativas, seja na escolha da melhor taxa de juros de cartão de crédito, o melhor
banco para, se necessário, solicitar um empréstimo, etc.

Embasado no que foi mencionado anteriormente, uma boa porta de entrada para todos
esses pontos é o conhecimento dos Regimes de Capitalização, que são caracterizados
por uma forma de se verificar o crescimento do capital, podendo ser pelo regime
simples ou composto. Um bom fundamento para estudar esse assunto é ter uma noção
sobre progressões, assim quando o aluno estiver assimilando tal conteúdo, possa
observar que em cada regime existe um padrão, uma razão que se comporta no capital
de maneira distinta. De um lado, temos um juro que sempre incide no Capital Inicial
(Juros Simples), que forma uma PA e do outro um "juros sobre juros", que se
comporta em forma de PG. Quero finalizar minha contribuição com uma frase atribuída
a Albert Einstein que diz: "O juro composto é a oitava maravilha do mundo. Aqueles
que o entendem, ganham. Aqueles que não entendem, pagam".

Fontes de Pesquisa

Matemática Comercial e Financeira. Fabiano Porto de Aguiar; Coordenação Cassandra


Ribeiro Joye. Fortaleza: UAB/IFCE, 2011.

<http://www2.unemat.br/eugenio/files_planilha/3_capitalizacao.htm>. Acesso em:


11/06/2020.

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