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GRANDE LOJA DE

SANTA CATARINA
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NOÇÕES GERAIS DE FILOSOFIA PARA APRENDIZ-MAÇOM

2006
INDICE

- O Conhecimento ou “Gnose” ....................................... 5


- Os graus de conhecimento .......................................... 10
- Os campos ou áreas do conhecimento ......................... 11
- Critérios conceptuais de Filosofia ................................. 15
- Objeto da Filosofia ..................................................... 18
- Noção de objeto ........................................................ 18
- O Método em Geral e o da Filosofia ............................. 19
- Divisão da Filosofia .................................................... 22
- Bibliografia selecionada e recomendável ...................... 23
1. O CONHECIMENTO OU „GNOSE‟

Irmão Aprendiz:

O que é “conhecimento” ou “gnose”? (do grego, „gnosis‟, com igual significado).


Desde os filósofos gregos pré-cristãos até a Renascença (1400/1500 d.C.), a preocupação central dos pen-
sadores voltava-se para o “ser” (em grego, „ontós‟) 1 , e daí, em Filosofia, o que se chama por ONTOLOGIA ou
“estudo do ser”.
A partir da Renascença e em particular com o espontar das obras de IMMANUEL KANT 2, somando-se a
esse fato o então já existente e revolucionário sistema cosmológico ou heliocêntrico copernicano 3 oposto ao pto-
lomaico 4, os filósofos daquela época deixaram de lado a preocupação com o “ser” para dedicá-la ao “conhecer”.
Nascia, assim, a GNOSEOLOGIA ou “estudo do saber”.
Atualmente a pesquisa filosófica abarca esses dois campos, tomando o nome de ONTOGNOSEOLO-
GIA ou “estudo do ser e do saber ou conhecer”.
Respondendo á pergunta inicial, portanto, ainda que pela maneira mais assimilável possível, conhecimen-
to é a representação de um objeto cognoscível 5 dentro do sujeito cognoscente, de tal forma que este, através de
um processo dinâmico de interdependência, possa distinguir, discriminar e relacionar tal objeto.
Esta é a noção mais simples, mais rudimentar possível, para dar uma ideia pálida sobre o conhecimento
humano.
Mas as dificuldades – e grandes! – começam quando são levantados problemas desta ordem:
Como nasce o conhecimento no interior do sujeito cognoscente? – ou seja, onde estão a origem, as fon-
tes do conhecimento?
Até onde é possível conhecer? – isto é, até onde alcança o conhecimento humano, há um limite para
ele?
O que é que pode ser conhecido? – vale dizer, qual é a essência do conhecimento?
Como o ser humano, sob certo prisma, é composto de sentidos (através dos quais ele entra em contato
com o mundo que o rodeia pela visão, audição, olfato, tato e gustação) e de intelecto (pelo qual são constituídas as
ideias), percebe-se que todo o universo do conhecimento nucleariza-se nesses dois componentes: sentidos e intelec-
to ou inteligência.
Primariamente, a mecânica de conhecimento de um objeto (material) é simples de entender: Colocado an-
te o sujeito, o órgão da visão é por ele motivado, produzindo uma sensação, um estímulo ou impressão que é con-
duzida ao cérebro pela inervação. Retirado o objeto, desaparece o estímulo, isto é, aquela visão, ficando em seu lu-
gar a lembrança dele. Essa lembrança é que leva o nome de imagem ou representação mental do objeto.
A diferença objetiva entre visão e imagem está em que, na primeira, o sujeito cognoscente tem a posse
de todos os caracteres que individualizavam o objeto, ao passo que, na segunda, esses caracteres terão desapareci-
do, restando deles apenas uma recordação, cuja intensidade ficará na dependência do tempo decorrido, ou seja,
quanto mais recente a separação entre o sujeito e o objeto, tanto mais intensa e próxima será a lembrança deste úl-
timo; e inversamente, tanto mais pálida e distante será ela, quanto mais longo for o tempo de separação entre ditos
sujeito e objeto.
Aí está o mecanismo básico do conhecimento sensível.
Já o intelectual ou intelectivo – fruto exclusivo das operações da inteligência – é o conhecimento que
prescinde6 de características individualizadoras do objeto, isto porque sobre ele não se trabalhará com sua imagem,
mas sim com a(s) ideia (s) que a inteligência formará sobre ele.
A diferença, também aqui, é facilmente perceptível: No conhecimento sensível a imagem do objeto refle-
te uma sua representação individualizada; por exemplo, a imagem de uma bola.
No conhecimento intelectual, a ideia sobre a bola conduz à representação genérica de “esfera”, dentro da
qual cabem todas as “bolas” e independentemente de suas características individualizadoras, como a cor, o materi-
al, o tamanho, etc., que são abstraídas7 nessa modalidade de conhecimento. Sai-se do particular e ingressa-se no
geral – é a síntese da diferença entre esses dois tipos de conhecimento.
E quanto à origem, às fontes do conhecimento?
Existem duas correntes filosóficas entre si contrárias: a do empirismo e a do racionalismo.
A primeira sustenta a tese de que a fonte do conhecimento é a experiência, isto porque o homem quan-
do nasce tem o seu intelecto completamente vazio, como se fosse um papel em branco. Ao se desenvolver, depara-
se com fatos e objetos concretos a respeito dos quais vai adquirindo experiências que vão sendo inscritas no inte-
lecto.
A segunda, o racionalismo, advoga a tese de que na razão está a fonte principal do conhecimento hu-
mano, e portanto, é nela que radica a origem de todo saber (a filosofia socrática e platônica esteve baseada nessa
corrente de pensamento).
Intermediariamente, num posicionamento eclético8, está a corrente do intelectualismo afirmando que,
tanto o empirismo quanto o racionalismo são instrumentos hábeis para produzir o conhecimento, a experiência e a
razão (o fundador do intelectualismo foi ARISTÓTELES, cujas ideias iniciais vieram a ser desenvolvidas na Idade
Média por SANTO TOMÁS DE AQUINO).
Quanto à questão do limite do conhecimento, digladiam-se outras três correntes filosóficas: a do ceticis-
mo, a do dogmatismo e a do criticismo.
A primeira subdivide-se em absoluta ou pirronismo e acadêmica.
O pirronismo (seu idealizador foi PIRRO, de Eléia) argumenta a necessidade de não se formular qualquer
juízo porque é impossível conhecer as coisas, já que entre o sujeito e o objeto existe uma barreira intransponível, e
portanto, a impossibilidade de um relacionamento entre eles.
O acadêmico entende que pode haver o conhecimento derivado dessa relação sujeito-objeto, mas não ri-
goroso porque não se pode ter a certeza de que os juízos se harmonizem com a realidade.
Apenas noticiosamente: a Escola Cética, com MONTAI-GNE, HUME e DESCARTES, desdobrou-se em
ceticismo ético, metafísico e metódico, respectivamente; e na atualidade bifurcou-se em pragmatismo e economis-
mo filosófico.
Já o dogmatismo, que se opõe radicalmente ao ceticismo, sustenta que tudo é suscetível de conheci-
mento, podendo o homem chegar a alcançar a totalidade da Verdade, desde que vá até o âmago da essência
do ser.
O criticismo, à sua vez – do qual o arauto maior foi KANT – afirma que podemos conhecer as coisas
tais quais são postas sob nossos sentidos, pois assim nos será revelado o “fenômeno”. Mas, a coisa em
si, isto é, o “noumeno” (“Das Ding an sich”, na linguagem do próprio KANT), estará fora de apreensão pelo in-
telecto.
Merecem consideração, também, ainda quanto às fontes do conhecimento, o pragmatismo ou filosofia
da ação, cujo fundador foi WILLIAM JAMES 9, e o positivismo, estruturado por AUGUSTO COMTE.
O pragmatismo parte de um certo enfoque do ser humano e da modificação do conceito de Verdade e
conclui por sustentar que o homem, como um ente prático que é, deve valer-se do intelecto, não para investigar a
Verdade, mas para orientar-se utilmente no universo da realidade.
O positivismo, muito se aproximando do empirismo, defende a tese de que todo o conhecimento humano
deriva de resultados experimentais extraídos pelas ciências positivas, isto é, a Matemática, a Física, a Química, etc.
Por fim, no que toca à essência do conhecimento.
Dentro desse tópico os filósofos discutem as respostas possíveis a indagações desta ordem: O conheci-
mento é sempre uma resultante da relação entre o sujeito e o objeto? Para o conhecimento humano, qual é o seu fa-
tor determinante? O núcleo do conhecimento humano está no sujeito ou no objeto? O que se pode conhecer, em
derradeiro, do mundo real? As coisas conhecidas são realmente como elas são? São elas tais quais como as conhe-
cemos?
Uma corrente, chamada “pré-metafísica”, tenta encontrar as respostas, mas deixa à margem de considera-
ção o caráter ontológico do sujeito e do objeto, e por isso acaba nada respondendo.
Duas outras correntes de pensamento – uma, chamada subjetiva; a outra, objetiva – radicalizam suas po-
sições sobre o sujeito e o objeto, respectivamente, o que também não conduz a respostas integrais, dado o unilate-
ralismo de cada uma delas.
Se se interpuser o aspecto ontológico do objeto, acabar-se-á desaguando em outras duas teses: a do idealismo e a
do realismo porque, pela primeira, todo objeto terá em si um ser ideal, intelectivo, ao passo que, pela segunda,
afirmar-se-á que além dos objetos ideais também existem os reais, totalmente independentes do ato de pensar.
Existe, por fim, a solução teológica desse sério problema do sujeito e do objeto, que remonta ao “Princí-
pio do princípio das coisas”, isto é, ao Absoluto, dele partindo para definir o relacionamento entre o pensamento e
o ser. Essa solução, entretanto, poderá ser examinada (1) por dois ângulos entre si opostos, isto é, o monoteísta e o
panteísta, e também (2) por dois sentidos diversos – o dualista e o teísta.
2. OS GRAUS DE CONHECIMENTO
O ato de conhecer é simples: tomado um determinado objeto natural ou cultural (ideal), cumpre distingui-
lo de todos os outros que dele são distintos; mas, ao mesmo tempo, relacioná-lo com aqueles outros que sejam se-
melhantes a ele.
Mas esse conhecimento não se opera pela mesma maneira entre todos os homens: há uma gradação nesse
processo, através do qual fica-se inteirado de que o conhecimento humano se escalona entre o vulgar, científico e
filosófico.
O primeiro – também chamado “popular” – é aquele conhecimento revelado pela vivência dos fatos do
dia-a-dia. Pode daí advir um conhecimento “certo” ou “errado”, dependendo de como tais fatos são vistos e enfo-
cados. Exemplo: o conhecimento derivado da observação de que o calor aumenta o volume dos corpos.
Por isso todo conhecimento vulgar ou popular será sempre casuísta e casual, isolado, fracionário.
O segundo é mais rigoroso e apurado do que o primeiro porque envolve um conhecimento sistemático
dos fatos e dos fenômenos que cercam o sujeito cognoscente, de tal forma que se torna possível um relacionamento
com outros para que seja possível a descoberta do que de uniforme entre eles existe e quais são as leis às quais es-
tão subordinados. É, então, o conhecimento de tais fatos e fenômenos pelas causas imediatas que os determinam,
ou ainda – aristotelicamente dizendo: é saber que a causa produtora de uns e outros foi ela e somente ela e nem
poderia ser outra.
Essa forma de conhecimento pode ser reduzida a um silogismo lógico-formal, que é constante e ao mes-
mo tempo reveladora da relação generalizada entre a causa e o efeito do fenômeno: Constatando-se A, constata-se
B. Logo, se A é, B também é.
Logo, todo conhecimento científico é sempre um conhecimento causal.
O terceiro é um conhecimento ainda mais generalizado do que o científico porque tem a propriedade de
unificar todo o conjunto das relações, fenômenos e leis em uma lei suprema.
De fato, o conhecimento vulgar, casual como é, não está sujeito a leis de regência, o que acontece com o
conhecimento científico, eminentemente causal porque sistematiza, relaciona para uniformizar e determina a lei de
causa e efeito dos fatos e fenômenos conhecidos e relacionados. O conhecimento filosófico generaliza ainda mais
porque unifica todas as leis, relações e fenômenos do conhecimento científico para reduzi-los a uma só “lei” – a
chamada “lei suprema”.
Em síntese: o conhecimento científico está sempre parcialmente unificado, enquanto que o conhecimen-
to filosófico é totalmente unificado, como diz HENRY SPENCER.
3. OS CAMPOS OU ÁREAS DO CONHECIMENTO
O ser humano - já se percebeu nas linhas antecedentes - toma conhecimento de si e de tudo que o cerca
no Universo através de formas e de critérios heterogêneos, quer quanto às primeiras, quer quanto aos segundos.
Ao conjunto desse conhecimento totalizado dá-se o nome de GNOSE.

São cinco os campos através dos quais o homem globaliza a Gnose: RELIGIÃO, FILOSOFIA, CIÊNCIA,
ARTE e POLÍTICA.

Cada um desses campos do saber é didaticamente classificado, não em função da maior ou menor
importância que possam eles ter entre si, mas sim de acordo com os critérios de generalidade e complexidade – a
primeira, em ordem decrescente, e a segunda, em ordem crescente.

Quer-se assim dizer que, quanto mais geral for um daqueles campos, tanto menos complexo será ele. Inver-
samente, quanto mais complexo for, tanto menos geral será.

Em relação a esses cinco campos da Gnose, o seguinte quadro procura resumir o que acabou de ser dito e, ao
mesmo tempo, fixar esses critérios hierarquizados.
CONHECIMENTO
MAIS COM-
MENOS GE- PLEXO
RAL
MENOS
MAIS COMPLEXO

GERAL

POLÍTICA POLÍTICA

ARTE ARTE

ARTE ARTE

CIÊNCIA CIÊNCIA

CIÊNCIA CIÊNCIA

FILOSOFIA FILOSOFIA

FILOSOFIA FILOSOFIA

RELIGIÃO RELIGIÃO

Obs.: Leia-se assim: “A Política em relação à Arte é menos geral e mais complexa, ou, inversamente, a Arte em rela-
ção à Política é mais geral e menos complexa”. E assim para os demais campos da Gnose.

A Religião é o campo de conhecimento mais geral e o menos complexo de todos os outros porque, na busca
da ligação entre o homem e a Divindade, mais não é preciso do que a Fé – um fato consumado que se constata em
todas as correntes religiosas, desde o panteísmo primitivo, passando pelo politeísmo intermédio e terminando no mo-
noteísmo atual.
Em suma, a Religião é o campo de domínio da Fé e da Verdade Revelada, que nada tem que ver com a razão
ou verdade pesquisada ou intuída.

Já a Filosofia é menos geral e mais complexa do que a Religião, porém mais geral e menos complexa do que
a Ciência, como se percebe no Quadro.

Isto se deve ao fato de que o filósofo trabalha com a chamada “razão pura”, ou seja, com o raciocínio espe-
culativo em que as suas afirmações são apriorísticas 10. Vale dizer, afirmações que não dependem de qualquer obser-
vação e nem de experiência nos moldes científicos, isto é, advinda de conhecimentos certos, gerais e metódicos, havi-
dos como verdades válidas para todos os casos que estejam entre si ligados por suas causas e princípios imediatos.

Socorrendo-se a Filosofia da razão e da intuição, o filósofo formula a indagação teorética e parte para a sis-
tematização geral na busca das causas primeiras dos fenômenos e nos seus efeitos últimos. É a esta forma de saber que
toca o papel de indagar da natureza profunda de todas as coisas e o conhecimento das suas essências, estabelecendo-
lhes os valores e os fins a que estão destinadas. Precisamente por esse papel objetivo formal é que a sua Metodologia a
converte na mais elevada expressão do conhecimento humano, a ponto de ser chamada carinhosamente como a “rai-
nha do saber”.

A Ciência, como se vê no Quadro, é menos geral e mais complexa do que a Filosofia, ao mesmo tempo em
que é mais geral e menos complexa do que a Arte.

Isto porque o cientista trabalha com a denominada “razão prática”, levando a que suas afirmações sejam
sempre aposteriorizadas 11, isto é, subordinadas a uma anterior observação e experiência sensível dos fatos.
Assim, toca à Ciência descobrir como é que os fenômenos se encadeiam, como se ligam entre si as causas
imediatas e efeitos desses fenômenos, e daí partir para a formulação das leis gerais, ou particulares, que os regem.
A grande e marcante diferença entre a Ciência e a Filosofia reside nas suas respectivas Metodologias, através das
quais se toma conhecimento de que a verdade científica é sempre experimental e singular, ao passo que a ver-
dade filosófica, ao contrário, é sempre racional ou intuitiva e universal. De conseguinte e só por isso é que não é
possível o estudo filosófico da Ciência e nem o científico da Filosofia. Como já visto, o campo de domínio da Ciência
é o da aposterioridade; o da Filosofia, o da aprioridade.

A Arte é a forma de conhecimento cujo reino é o dos sentimentos, das emoções, e nesse campo ela se apre-
senta sobre os mais diversificados modos e formas.

É menos geral e mais complexa do que a Ciência, sendo ao mesmo tempo mais geral e menos complexa do
que a Política.

O instrumento de trabalho do artista é a imaginação para criar a obra de arte, seja ela musical, pictórica 12,
escultural, literária, etc.

A Política é a forma menos geral e a mais complexa de todas as outras componentes do conjunto gnosiológi-
co porque é ela que ordena o convívio humano, seja individual, seja coletivamente encarado.

ARISTÓTELES já havia afirmado que a Política “é a ciência e a arte de organizar a „polis‟”. Realmente, a
função e objetivo primaciais são de organizar o Estado (moderno) através de uma Metodologia só a ela aplicável e
completamente diferente das de que se valem as outras formas de saber.

Com efeito, a Política por si mesma nada faz, mas sim por intermédio de outras Ciências que orbitam ao seu
redor: a História, a Sociologia, a Economia e a Ética – esta última desdobrada em Moral e Direito.

A História e a Sociologia dizem à Política como se organiza a sociedade atual, partindo das antigas e até das
extintas instituições que vigeram num passado longínquo.
A Economia aponta à Política quais os meios capazes de atender as necessidades materiais humanas, isto é,
os meios de produção e consumo, distribuição e circulação das riquezas A Ética mostra à Política como deve ser a
conduta humana, notadamente em face da sociedade organizada. É que o ser humano precisa, em relação a si mesmo,
conduzir-se de acordo com a sua consciência – matéria de foro íntimo -, mas de acordo com um elenco de regras esta-
belecidas pela Moral; e em relação aos seus semelhantes com quem convive, igualmente deverá comportar-se confor-
me outras regras de convivência comunitária, que são estabelecidas pelo Direito.

Toda a doutrinação e filosofia maçônicas deitam suas raízes nessas cinco formas do saber ou Gnose.
Este fascículo isolado das Instruções, mas indiretamente ligado aos seus Complementos I e II, dedica-se
especificamente à “iniciação” no estudo da Filosofia, cujos objetivos – aqui na Ordem Maçônica – o Irmão irá grada-
tivamente compreendendo e assimilando.
4. CRITÉRIOS CONCEPTUAIS DE FILOSOFIA

Ele, o conceito básico, preliminar, já está praticamente exposto nas linhas antecedentes, mas está dicionari-
zado 13 com admissível correção que o conceito geral de Filosofia está no “estudo que se caracteriza pela intenção de
ampliar incessantemente a compreensão da realidade, no sentido de apreendê-la na sua totalidade, quer pela busca
da realidade capaz de abranger todas as outras, o Ser (ora 'realidade suprema', ora 'causa primeira', ora 'fim último',
ora 'absoluto', 'espírito', 'matéria', etc., etc.), quer pela definição do instrumento capaz de apreender a realidade, o
pensamento (as respostas às perguntas: que é a razão? o conhecimento? a consciência? a reflexão? que é explicar?
provar? que é uma causa? um fundamento? uma lei? um princípio? etc., etc.), tornando-se o homem tema inevitável
de consideração”.

Num sentido mais particularizado, Filosofia é o “conjunto de estudos ou de considerações que tendem a
reunir uma ordem determinada de conhecimentos (que expressamente limita seu campo de pesquisa, p. ex., à nature-
za, ou à sociedade, de, ou à história, ou a relações numéricas, etc.) em um número reduzido de princípios que lhe
servem de fundamento e lhe restringem o alcance”.

Na verdade, o conceito de “filosofia” não é tão pacífico como pode parecer; antes, ao longo da História
da Cultura humana tem sido ele muito variado, particularmente em função do prisma pelo qual é vista pelos filóso-
fos e dos critérios individuais por eles adotados, que ainda não chegaram a uma união e consenso terminativo.
Esse problema com todo o seu séquito de dificuldades gera-se na “definição14 de filosofia”, partindo do prin-
cípio de que “toda definição é perigosa”, a começar pelo significado, tanto etimológico15 quanto semântico16 da pala-
vra, nascido na própria Grécia Antiga, quando PITÁGORAS refutou o nome de „sófos‟ (= „sábio‟) que lhe atribuíam,
preferindo que o chamassem de „filósofo‟ (= „amigo do saber‟). Essa é a palavra que, se no princípio foi unanimemen-
te acolhida, converteu-se, no evoluir dos tempos, em motivo das mais sérias divergências, a ponto de não se encontrar
para ela um mesmo entendimento e definição entre os pensadores. Aliás, sobre essa divergência já dizia DESCARTES
que “se os filósofos estivessem de acordo a respeito do sentido das palavras que empregam, quase todas as suas con-
trovérsias desapareceriam”.

De um modo geral, a conceituação de “filosofia” obedece a certos critérios, sendo os mais conhecidos o
nominal, o global, o causal, o dos postulados e o axiológico 17.

Pelo critério nominal a Filosofia é definida, em função da etimologia da palavra, como sendo a “preocupa-
ção com o saber” ou “a problematização do saber”.
De acordo com o critério global, a Filosofia é uma cosmovisão 18 , isto é, ela é a visão ou a concepção total
do Cosmos, pois não estão na sua linha de preocupação os fenômenos particulares, determinados e isolados, mas sim a
explicação globalizada deles.

Segundo o critério causal, que é de cunho aristotélico-tomista19, a Filosofia é definida como sendo “o conhe-
cimento das coisas pelos primeiros princípios, pelas causas mais remotas”. De acordo com o próprio SANTO TO-
MÁS DE AQUINO, é ela “a ciência das coisas pelas causas profundíssimas”, o que acabou levando RENÉ DES-
CARTES20 a sustentar que “a filosofia é o conhecimento da verdade pelas causas primeiras”, e portanto, toda a sua
preocupação, primeira e maior, deverá estar voltada para o objetivo constante de encontrar „o porque dos por quês‟.

O critério dos postulados define a Filosofia como sendo “a crítica dos postulados das ciências particula-
res”, ao entendimento inicial de que o ponto de chegada das Ciências é, na verdade, o ponto de partida da Filosofia. É
que, dizem os defensores dessa definição, as diversas Ciências chegam a resultados que são sumariados em proposi-
ções básicas, mas indemonstráveis porque chegam a um certo ponto em que elas se apresentam como insolúveis, sem
que, por isso, deixem de ser fundamentais. São, então, elevadas à condição de „postulados‟ 21, diante dos quais o cien-
tista para a fim de repassá-los ao filósofo que, ao procurar o fundamento das coisas, chega a um grau de generalização
e abstração próprio da Filosofia.

Conforme o critério axiológico, a definição da Filosofia resume-se em ser ela “o estudo crítico-valorativo da
vida”, eis que, segundo os filósofos adeptos desse critério, “valorar, é a missão da Filosofia”.

5. OBJETO DA FILOSOFIA

É descobrir as causas mais universais e supremas, isto é, os primeiros princípios e a natureza profunda de
todas as coisas, de seus valores, de seus fins últimos, de suas essências.

6. NOÇÃO DE OBJETO

Com o máximo de simplismo, objeto é algo que se põe diante do sujeito e que deve ser por este conheci-
do.
Definindo: (1) Objeto é qualquer coisa que possa ser motivo de uma predicação através de um juízo. (2)
Objeto é tudo aquilo que pode ser o sujeito lógico de um juízo. (3) Juízo é o ato mental por meio do qual afirma-se ou
nega-se algo a respeito de algo. (4) Oração é o enunciado verbal de um juízo.

Como os objetos que nos cercam são em número ilimitado, para o seu estudo são eles agrupados em função
de caracteres gerais que os identificam entre si, e por isso são classificados em naturais, ideais, culturais e metafísi-
cos ou transcendentais. Os objetos naturais são subdivididos em físicos e psíquicos.

Objeto natural físico são os chamados “objetos materiais” ou “objetos reais” porque podem ser percebi-
dos por qualquer dos cinco sentidos humanos. São permanentes e espaciais, isto é, existem por tempo indefinido e
ocupam lugar no espaço.
Objeto natural psíquico são aqueles percebidos pelas emoções, sensações, instinto, hábito, atenção. São du-
ráveis enquanto durar a emoção, etc. mas são anespaciais, isto é, não se lhes aplica a ideia de “espaço”. Exemplo: a
saudade.
Objeto ideal é aquele despido de realidade, não está no espaço e nem no tempo, sendo eles peculiares à Ma-
temática e à Lógica. Por isso, todos os objetos ideais são subclassificados como “atemporais” e “anespaciais”, ou seja,
não se lhes aplicam as ideias de tempo e espaço. Exemplo: o .

Objeto cultural é aquele objeto natural ao qual o homem acrescentou alguma coisa. Assim, por exemplo,
a pedra em seu estado puro é um objeto natural, que, desbastada e trabalhada, poderá converter-se numa escultura,
passando esta a ser um “objeto cultural”. Em tal situação e semelhantes, ao objeto natural atribui-se o nome de
“dado”, e ao cultural o de “construído”.
Objeto metafísico ou transcendente é aquele que existe mas não é e nem pode ser passível de experiência, de
que é exemplo “DEUS”: existe, é pensado como realíssimo, concebido como onipresente, onipotente, onisciente, mas
não está no mundo da experiência, pois a Ele não se chega por qualquer dos sentidos humanos.

7. O MÉTODO EM GERAL E O DA FILOSOFIA

“Método” é um caminho escolhido para seguir na descoberta de algo, que é o seu objeto. Ou ainda: “Mé-
todo” é o conjunto de processos que se emprega para chegar à demonstração da verdade (objeto universal de todo
método).

Como os objetos não são iguais, também os métodos diferenciam-se entre si, isto é, para cada objeto a ser
buscado e alcançado, há uma metodologia própria – aquele conjunto de processos –, particularizada a ele. Daí porque
as Ciências, que são variadas, têm os seus métodos peculiares, ou seja, cada qual com o seu Método típico. Assim, as
Ciências Sociais têm uma metodologia que não se aplica às Ciências Exatas e Experimentais, e vice-versa.
Os Métodos são geralmente classificados em discursivos e intuitivos. O discursivo desdobra-se em induti-
vo e dedutivo.
Discursivo é o método de inferência 22 indireta, consistente numa sequência de esforços desenvolvidos sobre
o objeto a fim de extrair o seu conceito.

Intuitivo é o método de inferência direta, consistente numa operação mental única e totalizada projetada so-
bre o objeto, dominando-o e abrangendo-o numa só visão e sem interposição de algo qualquer entre o sujeito cognos-
cente e o objeto cognoscendo. No conhecimento vulgar é havida a intuição como sendo uma espécie de “sexto senti-
do”, de “adivinhação”, mas, tanto científica quanto filosoficamente, esse entendimento não é correto.

Em sentido amplo, “intuição” é a visão direta e imediata que o sujeito cognoscente tem do objeto posto à sua
apreensão e conhecimento. É, por assim dizer, um verdadeiro relacionamento entre o sujeito e a coisa, sem que outro
algo qualquer se interponha entre os dois.

Como o ser humano é composto fundamentalmente de “corpo” e “mente” ou “inteligência”, a intuição pode
ser sensível quando o objeto é apreendido e conhecido intimamente através de um dos cinco sentidos humanos; e inte-
lectual, quando a mente, a inteligência se projeta de imediato sobre o objeto para prontamente, sem demonstração
alguma e sem auxílio dos sentidos, chegar a uma evidência. Por exemplo, quando uma coisa qualquer imediatamente
nos leva à evidência de que ela não pode ser e não ser ao mesmo tempo porque estaria contrariando um princípio an-
teriormente constituído, isto é, o “princípio da contradição”.

A intuição intelectual, em suma e por outras palavras, não passa de uma operação da inteligência que capta,
de uma só vez (e não “por partes” ou “pouco a pouco”), o que o objeto é, a sua essência.

Há, ainda, a intuição emocional e a volitiva.

A emocional é aquela em que o objeto é conhecido através do sentimento, de que é exemplo clássico a visão
da essência da Divindade por SANTO AGOSTINHO através da via mística de permeio com a emoção. É aquela intui-
ção referida por PASCAL, quando disse: “o coração tem razões que a razão desconhece”, como também BARUCH
SPINOZA na sua “Ética”, ao dizer que “sentimos e experimentamos que somos eternos”.

Volitiva é a intuição em que a vontade assume papel preponderante como órgão cognoscente para captação
da realidade e da existência das coisas.

Em HENRI BERGSON, como a Natureza é um movimento perpétuo, é ela decomposta, dividida, esquema-
tizada pelo intelecto, que, no entanto, não pode apreendê-la em toda a sua totalidade, cabendo à intuição meramente
apreender o aspecto dinâmico, profundo e real das coisas que nela, Natureza, existem.
Em HUSSERL a intuição volitiva consiste em que o intelecto vá selecionando em cada coisa, isoladamente
considerada, algo que nela possa ser reconhecido como geral, e daí partir para atingir a ideia dessa coisa, isto é, até
captá-la em toda a sua pureza e sem interferência de qualquer emoção, de maneira totalmente neutra.

DILTHEY, negando que o intelecto ou inteligência possa assumir o papel de “órgão cognoscente” para
apreender a realidade e a existência das coisas, sustenta a tese de que as investigações humanas só serão possíveis à
custa da intuição volitiva, isto porque o ser humano, como pode querer e desejar, pode voluntariamente aprofundar
suas investigações que esbarram em dificuldades, as quais e justamente por elas, dão ao homem a informação sobre a
existência das coisas.

Método indutivo é aquele em que a busca da verdade (relativa) parte dos fatos para as leis gerais. Exemplo:
Todos os cavalos que foram examinados tinham coração (fatos), o que leva a induzir que os cavalos em geral têm
coração (lei geral).

Método dedutivo é aquele em que a busca da verdade (relativa) parte das leis gerais para os fatos. Exemplo:
Todo mamífero tem um coração (lei geral). Como todos os cavalos são mamíferos, deduz-se que todos os cavalos têm
coração (fato).

A natureza das coisas é conhecida por intermédio de suas propriedades, e para isso o ponto de partida está na
experiência sensível, que as encontra. A Filosofia, no entanto, busca o que está além da experiência, e para tanto
socorre-se apenas da razão natural, já que os seus fins são essencialmente metafísicos, isto é, pretende chegar às cau-
sas primeiras e efeitos últimos que só por uma faculdade superior aos sentidos humanos pode a elas chegar. Essa fa-
culdade traduz-se pelo raciocínio, levando a que o método por si empregado nesse processo de conhecer seja estrita-
mente racional.

Empregou-se acima a expressão “razão natural” para distingui-la da razão teológica, segundo a qual as cau-
sas ou princípios primeiros e efeitos últimos estão nas Verdades Reveladas, calcadas todas elas na autoridade de Deus
Revelador.

8. DIVISÃO DA FILOSOFIA

Pela maneira mais simples, clara, resumida e objetiva: A Filosofia divide-se em três partes – a LÓGICA,
que se sub- divide em formal e material; a ESPECULATIVA, subdividida em Cosmologia, Psicologia, Crítica do
Conhecimento, Ontologia e Teodicéia; e PRÁTICA, subdividida em Filosofia da Arte e Moral.

A Lógica Formal preocupa-se com as leis do raciocínio e a Material com a verdade da argumentação.

A Cosmologia está relacionada ao mundo material, como tal. A Psicologia, com o ser do homem, isto é com
os seus fenômenos psíquicos e seu comportamento. A Crítica do Conhecimento envolve-se com o valor da razão.

A Ontologia, com o ser em geral, isto é, com o ser, com o ente, enquanto ser ou ente.

A Teodicéia, com a demonstração racional da existência e da natureza de Deus.

A Filosofia da Arte ocupa-se com o Belo e as Artes em geral, enquanto que a Moral regula a ação humana,
isto é, o comportamento do homem, quer individualmente, quer em coletividade.
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NOTAS:

1
Ontologia - [De ont(o)- + -log(o)] Parte da filosofia que trata do ser enquanto ser, i. e., do ser concebido como
tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres.
2
Filósofo alemão nascido em 1724, em Königsberg, Prússia, e falecido em 1804.
3
Sistema devido a Nicolau Copérnico, segundo o qual o Sol, e não a Terra, ocupava o centro do Universo.
4
Sistema devido a Ptolomeu em sua obra “Almagesto”, de inspiração aristotélica, segundo o qual a Terra era o
centro do Universo (“Cosmos”).
5
Cognoscível - Que se pode conhecer; conhecível.
6
Prescindir - 1. Separar mentalmente; não fazer caso; não levar em conta; abstrair. 2. Pôr de lado; renunciar;
abrir mão de; dispensar.
7
Abstrair - 1. Considerar isoladamente um ou mais elementos de um todo; separar, apartar. 2. Considerar
isoladamente (coisas que se acham unidas). 3. Separar, afastar, apartar; alhear. 4. Em Filosofia: Separar men-
talmente para tomar em consideração (uma propriedade que não pode ter existência fora do todo concreto ou
intuitivo em que aparece). 5. Não levar em conta ou consideração; não considerar; pôr de parte; prescindir. 6.
Separar (-se), afastar(-se), apartar(-se); alhear(-se). Ainda em Filosofia: Abster-se de considerar uma ou mais
propriedades separadas mentalmente de um todo concreto ou intuitivo.
8
Eclético - Formado de elementos colhidos em diferentes gêneros ou opiniões.
9
Vide Terceira Instrução, Complemento II, “A Verdade”.
10
Apriorismo - Em Filosofia: Aceitação, na ordem do conhecimento, de fatores independentes da experiência.
11
A posteriori – Em Filosofia: 1. Diz-se de conhecimento, afirmação, verdade, etc., provenientes da experiência,
ou que dela dependem. 2. Diz-se de argumento, prova, raciocínio ou demonstração que passe de fatos a conclu-
sões gerais, como os que vão do condicionado ao condicionante.
12
Pictórico - [Do lat. pictore, 'pintor'] Referente à, ou próprio da pintura; pictorial, pitoresco, pictural.
13
Dic. Aurélio
14
Toda definição para ser entendida como tal, deverá necessariamente subordinar-se a estes princípios: ser
breve; mais clara que o objeto definido; ser conversível ao definido; e na definição não deve entrar o definido.
Daí que, pode a definição tanto estar no intelecto quanto nas palavras. No primeiro, a definição é a noção com-
pleta do objeto definido, e, nas segundas, a definição está na oração que explica o sentido de uma palavra ou a
essência de uma coisa.
15
Etimologia - 1. Origem de uma palavra. 2. Parte da gramática que trata da origem das palavras.
16
Semântico [Do gr. semantikós, 'que assinala, que indica'.] Relativo à significação; significativo.
17
Axiologia - ( o „x‟ soa como „cs‟) [Do gr. axiólogos, 'digno de ser dito'] Em Filosofia: 1. Estudo ou teoria de
alguma espécie de valor, particularmente dos valores morais. 2. Teoria crítica dos conceitos de valor.
18
Na Filosofia Alemã com o nome de ‘Weltanschauung’ ( „Welt‟ = mundo, e „Anschauung’ = visão, concepção).
19
Tomismo - Em Filosofia: Doutrina escolástica de S. Tomás de Aquino, teólogo italiano (1225-1274), adotada
oficialmente pela Igreja Católica, e que se caracteriza sobretudo pela tentativa de conciliar o aristotelismo com
o cristianismo.
20
“Meditações”.
21
Postulado - Em Filosofia: Proposição não evidente nem demonstrável, que se admite como princípio de um
sistema dedutível, de uma operação lógica ou de um sistema de normas práticas.
22
Inferência - 1. Ato ou efeito de inferir; indução, conclusão. 2. Em Lógica: Admissão da verdade de uma pro-
posição, que não é conhecida diretamente, em virtude da ligação dela com outras proposições já admitidas co-
mo verdadeiras. [São casos especiais de inferência o raciocínio, a dedução, a indução.]

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