JURISPRUDÊNCIA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA PROPRIETÁRIO E CONDUTOR VEÍCULO

Tribunal Acórdão Comarca: Órgão Relator: Data Dados Ramo Decisão: :

de 0377830-3 Julg.: Juiz Publ.: de

Alçada Apelação (Cv)

de Cível

Minas Ano: Câmara de Não Cível

Gerais 2002 Uberaba/Siscon Cível Brito 05/02/2003 publicado Unânime

Terceira Vieira Julg.: Dir.:

E M E N T A INDENIZAÇÃO - ACIDENTE DE TRÂNSITO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA PROPRIETÁRIA DO VEÍCULO - MOTORISTA INABILITADO - IRRELEVÂNCIA - CONVERSÃO À ESQUERDA - MANOBRA PERIGOSA INTERCEPTAÇÃO DA TRAJETÓRIA DE OUTRO VEÍCULO - CONDUTA CULPOSA - DEVER DE RESSARCIR. Incide responsabilidade civil da proprietária da unidade motora, perante o terceiro prejudicado, independentemente de quem esteja em sua direção no momento em que ocorreu o abalroamento e o conseqüente prejuízo. A ausência de habilitação legal para dirigir veículo motorizado, por si só, é insuficiente para, de forma isolada, comprovar a culpa do motorista , sendo certo que a simples ausência de tal documento não atua como indicativo de inexistência de prática para a direção de veículo motorizado. A manobra de conversão à esquerda exige do motorista o dever de verificar se a pista que objetiva transpor está livre para seu cruzamento e se a corrente de tráfego no mesmo sentido lhe permite proceder a manobra, de modo a que não intercepte a frente do veículo que transita na faixa que pretende atravessar ou ingressar, nem estreite, em demasia, o espaço entre os veículos que por ali transitam. Conforme explicita o artigo 159 do Código Civil são pressupostos da obrigação de indenizar a existência de ação ou omissão imputável ao agente, a sua culpabilidade, o dano provocado à vítima, bem como o nexo de causalidade entre este e o comportamento ilícito do ofensor. Assuntos: INDENIZAÇÃO, ACIDENTE DE TRÂNSITO APELAÇÃO CÍVEL Nº 377.830-3 - UBERABA - 05.02.2003 INDENIZAÇÃO - ACIDENTE DE TRÂNSITO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA PROPRIETÁRIA DO VEÍCULO - MOTORISTA INABILITADO - IRRELEVÂNCIA - CONVERSÃO À ESQUERDA - MANOBRA PERIGOSA INTERCEPTAÇÃO DA TRAJETÓRIA DE OUTRO VEÍCULO - CONDUTA CULPOSA - DEVER DE RESSARCIR. Incide responsabilidade civil da proprietária da unidade motora, perante o terceiro prejudicado, independentemente de quem esteja em sua direção no momento em que ocorreu o abalroamento e o conseqüente prejuízo. A ausência de habilitação legal para dirigir veículo motorizado, por si só, é insuficiente para, de forma isolada, comprovar a culpa do motorista , sendo certo que a simples ausência de tal documento não atua como indicativo de inexistência de prática para a direção de veículo motorizado. A manobra de conversão à esquerda exige do motorista o dever de verificar se a pista que objetiva transpor está livre para seu cruzamento e se a corrente de tráfego no mesmo sentido lhe permite proceder a manobra, de modo a que não intercepte a frente do veículo que transita na faixa que pretende atravessar ou ingressar, nem estreite, em demasia, o espaço entre os veículos que por ali transitam. Conforme explicita o artigo 159 do Código Civil são pressupostos da obrigação de indenizar a existência de ação ou omissão imputável ao agente, a sua culpabilidade, o dano provocado à vítima, bem como o nexo de causalidade entre este e o comportamento ilícito do ofensor. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação Cível nº 377.830-3, da Comarca de UBERABA, sendo Apelante (s): SANCHO AUGUSTO DE PÁDUA MONTANDON e OUTRO e Apelado (a) (os) (as): KLÉBIO ALGOSTINHO TEODORO e OUTRO, ACORDA, em Turma, a Terceira Câmara Civil do Tribunal de Alçada do Estado de Minas Gerais, NEGAR PROVIMENTO AOS AGRAVOS RETIDOS, REJEITAR AS PRELIMINARES E NEGAR PROVIMENTO. Presidiu o julgamento o Juiz EDILSON FERNANDES e dele participaram os Juízes VIEIRA DE BRITO (Relator), MAURÍCIO BARROS (Revisor) e MAURO SOARES DE FREITAS (Vogal). O voto proferido pelo Juiz Relator foi acompanhado na íntegra pelos demais componentes da Turma Julgadora. Belo Horizonte, 05 de fevereiro de 2003. JUIZ VIEIRA DE BRITO Relator V O T O O SR. JUIZ VIEIRA DE BRITO: Trata-se de recurso de apelação interposto por Sancho Augusto de Pádua Montandon e Maria Cremilda Sucupira Montandon, nos autos da "Ação Ordinária de Reparatória de Danos Advindos de Delito" que lhes ajuizara Klébio Algostinho Teodoro e Clebert Fernandes, contra a r. sentença de fl. 271/273, em que o MM. Juiz monocrático julgou procedente, em parte, o pedido inicial, sob o fundamento de que "os autores transitavam em sua mão direcional, em via preferencial, devidamente sinalizada..., quando o primeiro requerido, de forma imprudente, desrespeitou a sinalização e avançou a pista de rolamento, interceptando, bruscamente, a trajetória do veículo dos autores" (fl. 272), condenando-os, solidariamente, "a

indenizar os autores nas despesas já despendidas no tratamento, arcando com aquelas necessárias até o fim da convalescença, a ser apurado em liqüidação, cuja soma será duplicada, nos termos do § 1º, do artigo 1.538 do Código Civil", R$5.000,00 (cinco mil reais) a título de danos morais e R$3.000,00 (três mil reais) por danos estéticos para cada vítima, além de 50% das custas processuais e honorários advocatícios de 20% sobre o valor da condenação, cabendo aos requerentes 50% das custas e 10% de honorários, isentos, por litigarem sob o pálio da assistência judiciária gratuita (fl. 273). Requerem, preliminarmente, seja apreciado o agravo retido de fl. 210/213, em que pugna pela produção de prova pericial, aduzindo, ainda, que Klébio Algostinho Teodoro não regularizou sua representação processual, devendo ser excluído da lide, e que a proprietária do veículo , Maria Cremilda, não merece ser condenada solidariamente, por não ter confiado o automóvel a pessoa irresponsável e imprudente. Sustentam que a imprudência causadora do evento danoso deverá ser imputada aos apelados, "ambos menores inabilitados para a condução de um veículo perigoso como a motocicleta" (fl. 278), não agindo com culpa o motorista Sancho Augusto, impugnando, ainda, os depoimentos testemunhais, por os considerar "MENTIROSOS, CONTRADITÓRIOS E GRATUITOS" (fl. 281). Insurgem-se, ao final, quanto as verbas indenizatórias que lhes foram impostas, ao argumento de que não há provas nos autos para alicerçar ressarcimento por danos morais e estéticos, motivo por que se mostra "excessiva sob todos os aspectos" (fl. 282) a referida condenação, devendo ser reformada a r. sentença de primeiro grau. Contra-razões recursais às fl. 290/303, em que requerem, preliminarmente, apreciação do agravo retido de fl. 98/100, e, no mérito, seja mantida "in totum" a r. decisão monocrática. Analisar-se-á, prima facie, os agravos retidos interpostos pelas partes, iniciando pelo de fl. 98/100, dos apelados, e em seguida o de fl. 210/213, dos apelantes. Insurgem-se os autores (fl. 98/100) contra a decisão que deferiu aos réus o prazo em dobro para prática dos atos processuais, por litigarem em litisconsórcio passivo, argumentando os apelados que "apesar de existirem 02 (dois) procuradores, na verdade se tratar de um só" (fl. 98), uma vez que os patronos dos apelantes possuem o mesmo endereço comercial, pertencendo, portanto, ao mesmo escritório, tratando-se, ainda, de mãe e filho. Esclarece o artigo 191 do Código de Processo Civil que "quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores, ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar, para recorrer e, de modo geral, para falar nos autos". Verifica-se que a referida regra processual, ao conceder prazo em dobro aos litisconsortes que possuírem procuradores diferentes, não determina que possuam escritórios diferentes ou que não sejam parentes, motivo por que não há que se acolher a pretensão dos autores, ora agravantes, no que concerne à decisão de fl. 49 proferida pelo Juízo monocrático. A propósito, ensinam Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery (Código de Processo Civil Comentado e Legislação Processual Civil Extravagante em Vigor, 6ª ed., Revista dos Tribunais, 2002, p. 543): "Caso os litisconsortes tenham advogados diferentes, fazem jus ao benefício de prazo. A regra incide mesmo que os advogados sejam companheiros ou sócios do mesmo escritório de advocacia ou peticionem em conjunto, pois o requisito legal para ter lugar o benefício é que os litisconsortes tenham advogados diferentes". No mesmo sentido já decidiram os tribunais do País: "Se os litisconsortes tiverem procuradores diferentes, mesmo que sejam advogados sócios ou companheiros do mesmo escritório de advocacia, têm direito ao benefício de prazo do CPC 191" (RT 565/86). Mediante tais considerações, nega-se provimento ao agravo retido de fl. 98/100. Já os réus, às fl. 210/213, agravam da decisão que indeferiu a prova pericial que requereram, alegando cerceamento de defesa, o que ocasionaria a nulidade da sentença, sob o argumento de que não está o magistrado observando os princípios da ampla defesa e do contraditório, por ser imprescindível ao deslinde da quaestio a realização de perícia técnica, apta a comprovar que os fatos não ocorreram como descritos na inicial. Anota-se que constitui princípio constitucional (artigo 5º, LV, da Constituição Federal) que, às partes litigantes, deve-se assegurar o direito do contraditório e a ampla defesa, proporcionando-lhes os meios adequados para tanto, devendo a prudência estar sempre presente nas decisões judiciais, no sentido de se acatar o pedido de produção de provas, se se vislumbrar a sua necessidade e utilidade prática, devendo-se afastar somente as que se mostrarem efetivamente supérfluas e inúteis. Segundo o artigo 130 do CPC, "Caberá ao Juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias à instrução do processo...", defluindo, daí, que nenhuma ofensa haverá à lei federal observar-se todos os princípios do "due process of law" e, desde que pertinentes as provas pretendidas, especialmente testemunhal e pericial, válido é o seu deferimento, já que o referido preceito legal permite indeferir apenas "as diligências inúteis ou meramente protelatórias". Assim, competindo ao Juiz decidir quanto à necessidade ou não da coleta das provas requeridas, não se mostra equivocada a decisão monocrática ora combatida, vez que, in casu, não é a prova pericial imprescindível à solução do litígio, estando o processo acompanhado de perícia detalhada e idônea acerca dos fatos e do local do evento danoso, apta a formar o convencimento do magistrado. Nesse sentido têm sido as decisões nos tribunais do País: "Ao Juiz processante cabe decidir da utilidade e admissibilidade da prova requerida, dizendo, melhor que ninguém, a necessidade da prova à cabal cognição. Na formação desse juízo de conveniência e utilidade, é preferível ao julgador usar de liberalidade que de avareza, inclusive para afastar qualquer ressaibo de cerceamento de defesa" (Agravo de Instrumento nº 45.363-MS, 5ª Turma do TRF, Rel. Ministro Pedro Acioli, RTFR 120/27). "É amplo o poder do juiz no sentido de complementar as provas, em busca da verdade real" (Agravo de Instrumento nº 586.060.683 - 1ª Câmara do TJRS, Rel. Des. Athos Gusmão Carneiro, j. em 05.05.87, RJTJRS 113/321). O Juiz, com efeito, é livre na investigação da verdade real, finalidade última do processo, cabendo-lhe, na prossecução desse desiderato, acatar ou determinar as provas que entender úteis, porquanto a prova é dirigida ao Juiz, a quem somente incumbe a sua direção em busca do esclarecimento da controvérsia, não se podendo, destarte, imputar, em face dos aspectos da cognição postos em juízo, que tal ou qual prova sejam acoimadas de necessária ou não.

No processo civil, deve prevalecer o princípio da verdade real sobre a meramente formal, podendo o magistrado, no uso do poder que lhe confere o Código de Processo Civil, determinar ou não a produção de provas que entender necessárias ao seu convencimento acerca dos fatos que lhe foram expostos pelos demandantes. Posto isso, nega-se provimento ao agravo retido de fl. 210/213. Ultrapassadas as questões incidentais suscitadas nos agravos retidos, conhece-se do apelo, uma vez que presentes os pressupostos necessários à admissibilidade recursal. Analisar-se-á a preliminar de irregularidade de representação suscitada pelos réus, ora apelantes, em relação a Klébio Algostinho Teodoro, por se tratar de matéria prejudicial ao exame do mérito em relação a este litigante. Sustentam que, na falta dos pais, o menor deveria ser assistido por tutor regularmente nomeado e não simplesmente por sua avó, como no caso dos autos, o que implica em sua exclusão da lide. Entretanto, verifica-se que não assiste razão aos apelantes pois tal irregularidade encontra-se atualmente sanada, por ter o autor, Klébio Algostinho Teodoro adquirido a maioridade, não havendo necessidade de que litigue assistido por sua avó. O documento de fl. 20 comprova a data de nascimento do apelado, 10.08.1979, contando, atualmente, com 23 anos de idade, não havendo que se falar em defeito de representação, posto que desnecessária na atualidade. Mediante tais considerações, rejeita-se essa preliminar. Ainda preliminarmente alegam os réus que a proprietária do automóvel, Maria Cremilda Sucupira Montandon, não deverá ser condenada a indenizar os autores, por não haver confiado o veículo a pessoa irresponsável, imprudente ou inexperiente, não concorrendo, de qualquer forma, para ocorrência do evento danoso, motivo por que merece ser excluída do pólo passivo da presente demanda. A propósito, releva anotar que legitimado a responder pelos danos causados a outrem são todos que tenham agido culposamente para ocorrência do evento danoso, decorrendo a responsabilidade do agente da prática do ato ilícito. Verifica-se que no caso dos autos exsurge clara a solidariedade da ré, ante sua condição de proprietária do veículo , embora conduzido por terceira pessoa no momento do acidente , em virtude de haver permitido que outrem pusesse em circulação máquina motorizada que, por sua natureza, aliada ao intenso tráfego reinante em todas as vias do País representa sempre um grande perigo ao patrimônio alheio, estando, pois, apta a demandar no pólo passivo da presente ação. Certo é que a simples alegação do motorista do automóvel da ré de que é pessoa responsável, prudente e habilitada não exclui a responsabilidade solidária a proprietária caso se entenda que a conduta do condutor do veículo deu ensejo ao evento danoso, por ser certo que, caso seja comprovada sua culpa, proprietário do automóvel responderá solidariamente pelos danos que tiver causado , motivo por que não assiste razão aos apelantes no que concerne à exclusão de responsabilidade solidária da ré de responder pelo evento danoso. Nesse sentido têm decidido os tribunais do País: "Responsabilidade civil - Colisão de veículos - Culpa in eligendo do proprietário de um deles - Solidariedade com o motorista culpado - Legitimidade passiva ad causam reconhecida - Responsabilidade civil. Acidente de trânsito. Solidariedade do proprietário do veículo , decorrente do critério de escolha da pessoa a quem confiou seu uso. Inexistência de negativa da regra do artigo 1.521, III, do Código Civil. Recurso provido para o fim de se reconhecer a legitimidade ad causam passiva da ré apelante, julgando-se o mérito da ação de reparação civil no Juízo de primeiro grau, com inversão do ônus da sucumbência" (Apelação Cível - TAPR, Rel. Juiz Franco de Carvalho, j. em 24.02.82, RT 574/240). Rejeita-se essa preliminar. Em sede meritória, alegam os apelantes que foram os autores os responsáveis pela ocorrência do evento danoso por serem "ambos menores inabilitados para a condução de um veículo perigoso como a motocicleta" (fl. 278), não tendo agido com culpa o motorista Sancho Augusto, insurgindo-se, ao final, quanto as verbas indenizatórias que lhes foram impostas, ao argumento de que não há provas nos autos para alicerçar ressarcimento por danos morais e estéticos. Assinala-se, a fim de solver a lide, que o direito privado, ao estabelecer regra sobre a responsabilidade civil, impôs o dever de indenizar prejuízos que se cause a outrem, desde que haja violação à ordem jurídica, conforme expressa o artigo 159 do Código Civil, que apresenta como pressupostos da obrigação de ressarcir a existência de ação ou omissão imputável ao agente; a sua culpabilidade; o dano provocado à vítima; bem como o nexo de causalidade entre este e o comportamento ilícito. Denota-se, assim, a imprescindibilidade de se apurar se o condutor do veículo que se chocou com a unidade motora dos apelados agiu com culpa, já que não subsiste qualquer laivo de dúvida com relação à ocorrência do acidente , bem como quanto ao nexo etiológico entre o mesmo e os danos causados às partes. Releva anotar que, embora a carteira de habilitação seja o documento que comprova a capacidade do motorista para conduzir veículo automotor, tem-se entendido que o fato isolado de o piloto não possuir habilitação nem sempre indica que o inabilitado seja o causador do dano, para efeito de responsabilidade civil. Nesse sentido é o magistério de Humberto Theodoro Júnior: "Se na dinâmica do evento danoso a falta de habilitação não assume posição de causa, não é ela suficiente para gerar a responsabilidade do motorista pelo resultado" (Responsabilidade Civil, p. 27). Induvidoso é que imprescindível se torna que haja a comprovação de que o inabilitado omitiu-se em agir de maneira, atenta, cautelosa e prudente, a fim de que se possa culpá-lo pelo sinistro, devendo-se analisar, portanto, de forma conjunta, o descumprimento da disposição regulamentar e a inobservância das regras de direito comum, calcadas na culpa ou no dolo da conduta do agente. Nessa linha de raciocínio, tem-se que, in casu, não se pode imputar a responsabilidade do acidente aos autores, ora recorridos, pelo simples fato de não possuírem habilitação para conduzirem motocicleta, sendo então ônus dos réus, ora apelantes, evidenciar que não causaram a colisão em tela, por recair sobre os mesmos o ônus de exibir tal prova, a fim de ilidir a presunção que milita em seu desfavor. Verifica-se que os autores transitavam, de motocicleta, pela Avenida Nené Sabino, que possui canteiro central, no sentido aeroporto/cemitério, quando, ao se aproximarem do cruzamento com a Rua Paraíba, tiveram sua trajetória interrompida pelo veículo Fiat Pálio, de propriedade da ré e conduzido pelo réu, que, tentando proceder a

o condutor deverá: I . a conversão à esquerda e a operação de retorno deverão ser feitas nos locais apropriados e onde estes não existirem. mas respeitada. abalroou o veículo dos apelados. sendo certo que deveria aguardar que a via pública estivesse completamente livre para atravessá-la e.ao sair da via pelo lado direito.. causando-lhes danos materiais e morais que ensejam reparação. sendo que era ainda noite. tratando-se de uma pista de um só sentido. no artigo 215. ao tentar efetuar manobra de conversão à esquerda. 29/30). encontra-se a narrativa do Laudo nº 1115/99. de forma que possa deter seu veículo com segurança para dar passagem a pedestre e a veículos que tenham o direito de preferência". sujeita a multa. caso se trate de uma pista com circulação nos dois sentidos. Julex Livros. deflui dos elementos probatórios ínsitos nos autos que o réu conduzia seu automóvel. Do exame acurado dos elementos probatórios aqui expressos. faltou com a prudência especial. Assim. Havendo sentido único. quem cruza via preferencial sem observar as devidas cautelas e é abalroado por outro veículo .travessia da avenida e adentrar na Rua Paraíba. Do croqui de fl. a fim de atravessá-la. transpondo canteiro central e invadindo a outra pista da avenida. pela qual não transitava. o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas. em uma ou em ambas as vias. para cruzar a pista com segurança". 02 volumes. Dispõe. ao tentar fazer a manobra a fim de adentrar na via desejada. embora habilitado e transitando em velocidade compatível com o local. ou o sinal dado com a mão. não observando a preferência de passagem dos motociclistas que já percorriam a via preferencial no lado da pista que dava acesso à Rua Paraíba. 279). sendo possível. quando houver. tendo adentrado inopinadamente pela Avenida Nené Sabino. o condutor deverá aguardar no acostamento à direita. o simples uso da seta. causando-lhe danos. sem perigo de cortar a corrente de tráfego. Destarte. p. Parágrafo único. respeitadas as normas de preferência de passagem". pois ele deverá sempre aguardar o momento propício para. uma vez que não há continuidade do canteiro central neste trecho. com a avenida em que transitavam os apelados e que pretendia o apelante atravessar. é manobra que exige do condutor do veículo extremo cuidado e atenção. transitando em velocidade moderada. Com efeito. ao proceder retorno. em outra via ou em lotes lindeiros. A propósito. embora seja permitida pela legislação de trânsito. principalmente de automóvel que está a pretender atravessar via . colhendo-os de forma abrupta e causando-lhes danos de ordem material. O parecer técnico apresentado pelos próprios réus esclarece que o condutor do veículo 1. "Artigo 38.. infringiu o artigo 44 do Código Brasileiro de Trânsito uma vez que. Entretanto. em via pública. a preferência de passagem do veículo que vem em sentido contrário" (Código Nacional de Trânsito. Assim. a fim de que os outros motoristas tenham conhecimento antecipado da manobra que vai ser realizada. cruzando-a irresponsavelmente causou o acidente em exame. conforme procedeu o apelante. entretanto. estabelecendo a prioridade de passagem dos que transitam por vias preferenciais. qualquer conversão à esquerda. A despeito de estar o condutor do automóvel realizando manobra de conversão à esquerda. Desse modo. aproximar-se o máximo possível do bordo direito da pista e executar sua manobra no menor espaço possível. ou do bordo esquerdo. 59/60). o que demonstra claramente a falta de atenção do condutor do veículo Pálio. sobre este procedimento preconiza o já citado Diploma Legal: "Artigo 37. elaborado pelos peritos da Secretaria de Estado da Segurança Pública: ". Antes de entrar à direita ou à esquerda. Acrescentando que: "Foi cogitado que o veículo Moto transitava com o farol apagado. Durante a manobra de mudança de direção. 1967. aproximar-se o máximo possível do seu eixo ou da linha divisória da pista. aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da via da qual vai sair. sequer percebeu que os motociclistas já trafegavam por esta pista. Esclarece o referido artigo que: "Ao aproximar-se de qualquer tipo de cruzamento. poderia perturbar a marcha e até surpreender o motorista que viesse pela mesma esquerda. registra Geraldo de Faria Lemos Pinheiro: "Se o veículo não atingisse primeiro a zona central do cruzamento para convergir à esquerda. ser infração grave. que o conduzia de forma desatenta. uma vez que. exsurge clara. adentrando em via preferencial sem observar o fluxo de automóveis que já circulava pela avenida. quando. a desatenção e imperícia do condutor do Fiat Pálio.ao sair da via pelo lado esquerdo. 1993. chocou-se com a motocicleta dos autores apelados. ainda. é considerado responsável pelo pagamento da indenização. o condutor do veículo deve demonstrar prudência especial. o referido dispositivo legal. pois o farol fora destruído com o impacto do acidente " (fl. completar a manobra" (Responsabilidade Civil e Criminal nos acidentes automobilísticos. Ora. Nas vias providas de acostamento. II . que se efetue retorno no local. mesmo estando em velocidade moderada não atentou em dar passagem ao veículo que transitava em via preferencial. motivando a interceptação de sua unidade na preferencial trajetória desenvolvida pela unidade 02 (Moto Yamaha)". 180/184 denota-se que a Avenida Nené Sabino é uma via preferencial. No mesmo sentido é o entendimento de Wladimir Valler: "A conversão à esquerda deve ser precedida do sinal correspondente de mão e seta. no caso em tela deu causa ao acidente o condutor do veículo 01 (Pálio). 2ª ed. verifica-se que o Código de Trânsito Brasileiro regulamenta a circulação de veículos nos pontos de possível cruzamento. na sua mão de direção. moral e estética. ao efetuar uma conversão a esquerda a fim de passar a transitar em uma outra via. Fiat Pálio. sob pena de multa. atravessando uma via preferencial a fim de adentrar na rua que era seu destino. não basta para eximir o motorista da culpa. é obvio que a manobra poderá ser feita sem essa cautela.. destino do réu. a despeito de pretender realizar manobra perigosa de conversão à esquerda. Não puderam os peritos contatar referido detalhe. devendo ser realizada somente após a certeza do motorista sobre a possibilidade de realizar a conversão sem interferir na corrente de tráfego que já existe no local em que se pretende adentrar. sendo que no cruzamento com a Rua Paraíba não há placa de sinalização. em qualquer caso. Certo é que a conversão à esquerda. certo é que subtrai-se do contexto probatório que o abalroamento em questão só aconteceu em virtude da imprudência do motorista do automóvel Fiat Pálio. deixar de dar preferência de passagem nas interseções com sinalização de regulamentação. p. uma vez que sempre oferece perigo. Saraiva. 143 e fotografias de fl.

Responsabilidade civil Automóvel não conduzido pelo proprietário . do proprietário do veículo . etc. "A conversão à esquerda é manobra que envolve riscos que exigem cautelas especiais para a sua realização. mesmo quando permitidas. Não se exige a culpa in vigilando ou in eligendo. ficando sobre a inteira responsabilidade do motorista que as empreende observar as cautelas especiais previstas na lei. 62). É dever de todo condutor de veículo dirigir com atenção e os cuidados indispensáveis à segurança do trânsito" (JUTACrim. mesmo quando permitidas. Colisão de veículos. o seu mau uso cria a responsabilidade pelos danos causados a terceiros. os tribunais do País têm decidido que: "Indenização . a responsabilidade pela reparação dos danos é. É indiscutível.. A propósito. tem-se caracterizada a responsabilidade do condutor do veículo pelo evento danoso. ou não. . "As conversões à esquerda ou à direita são manobras perturbadoras do fluxo de trânsito. Wilson Mello da Silva entende que. que as conversões à esquerda ou à direita são manobras que perturbam e afetam o fluxo do trânsito já existente no local. ao adentrar abruptamente em via preferencial..Conversão à esquerda . ao deixar de observar o fluxo do trânsito antes de proceder a conversão à esquerda. Provada a responsabilidade do condutor. responder pelos prejuízos advindos dessa conduta culposa. Nesse sentido está o posicionamento dos pretórios nacionais: "Acidente de trânsito . 45/122). uma vez que sendo o automóvel um veículo perigoso. independente do mais.Verificação de sua possibilidade. quando outro veículo lhe passava à frente por esse mesmo lado" (RJTJSP. sendo certo que a simples conversão deve ser feita somente em condições favoráveis. mesmo porque o causador do acidente pode não ser subordinado ao proprietário do veículo . por parte do agente" (Da Responsabilidade Civil Automobilística. sem a imprevisão. completar a manobra" (Responsabilidade Civil e sua Interpretação Jurisprudencial. sendo certo que se afigura como responsável pelos prejuízos causados em acidente em que sua unidade motora deu causa. já que. independentemente de qualquer outro dispositivo legal. Entretanto. em especial com os que se aproximam na faixa da contramão de direção" (JUTACrim. Assim sendo. como criador do risco para os seus semelhantes. o cônjuge. Assim. 623). ou o sinal dado com a mão. em face do desrespeito das normas de trânsito mencionadas "in retro". a manobra de conversão à esquerda exige toda atenção e cautela do motorista que deverá verificar se a pista que ultrapassará está livre para seu cruzamento e se há corrente de tráfego no sentido contrário. quer sob o ângulo da teoria subjetiva. Na hipótese em tela. sendo inconcebível imputar aos apelados a responsabilidade pelo evento danoso. assim. agiu com imprudência. é manobra que exige extremo cuidado e atenção porque sempre encerra perito. não se vinculando ao danos ocorridos somente quando restar evidenciado que o referido veículo foi posto em circulação contra a sua vontade. p. mesmo que conduzido por outrem.Presunção juris tantum de ocorrência de empréstimo não elidida Culpa reconhecida Indenização devida. quer sob o prisma da teoria da culpa contra a legalidade. 38/147). A responsabilidade do proprietário do veículo não resulta de culpa alguma. pois ele deverá sempre aguardar o momento propício para.Acidente de trânsito . salvo as hipótese excludentes. p. O proprietário do veículo é responsável pelos danos a que este der causa. no momento da realização da manobra. independentemente de ter. o filho maior. de per si. . como. nem qualquer relação de subordinação. tendo em vista a imprudência com que agiu ao adentrar em via urbana sem a devida cautela. não basta para eximir o motorista da culpa. conforme se explicitou in retro. devendo. em conseqüência. uma verdadeira culpa. nos termos do artigo 159 do Código Civil. que é presumida. deve ser precedida de cautela e paciência. portanto. Se optar pelo ajuizamento da ação contra o proprietário do veículo não necessitará provar sua culpa. que a súbita interceptação da pista na qual se locomoviam os autores é que deu azo ao acidente . de modo a que não se intercepte a frente do veículo que transita pela avenida que se pretende ingressar. A conversão à esquerda deve ser precedida do sinal correspondente de mão e seta. Certo é. Induvidosamente. pouco importando que o motorista não seja seu empregado. exsurge clara a culpa do condutor do veículo no acidente em exame. Neste sentido. é induvidosa a responsabilidade da proprietária do veículo pelos danos causados ao terceiro. Nesse contexto. observando o condutor o tráfego da preferencial para que o veículo que pretende convergir não obstrua a passagem de outros que já seguem a referida trajetória. destarte. já estudadas".. evitando interrompê-la. indispensáveis à segurança do trânsito. imprudência. o depositário etc. o simples uso da seta. somente de se admitir a efetivação da manobra quando inexista perito de colisão com outros veículos. Fica quase à inteira responsabilidade do motorista que as empreende a observância das cautelas especiais previstas na lei.Responsabilização deste em face da não comprovação de ter sido posto em circulação sem seu consentimento . direta ou indireta. por exemplo. em regra. segundo a qual "o fato do desrespeito ou da violação de uma determinação regulamentar implicaria. Rui Stoco assevera que: "Como preleciona Wladimir Valler.. antecedida de sinal regulamentar. o amigo.preferencial a fim de alcançar seu destino. evidente que a culpa pelo evento danoso deu-se por culpa exclusiva do apelante.. vez que também não resta comprovado que trafegavam de farol apagado ou que a visibilidade do motorista do Fiat Pálio tenha sido prejudicada por árvores do canteiro central da avenida. Observa Rui Stoco que: "a conversão à esquerda. qualquer relação com o motorista causador do sinistro. embora a ausência de habilitação legal para dirigir veículo dos apelados. sem perigo de cortar a corrente de tráfego. na atualidade. interferindo no fluxo de trânsito existente no local. para tanto não bastando simples sinal luminoso. 52/388). Destarte. Culpa do motorista que fez conversão à esquerda. ainda que conduzido por outrem. somente podendo ser realizada após verificação da corrente de tráfego no mesmo sentido e em sentido contrário. embora permitida.Responsabilidade civil . a fim de que os outros motoristas tenham conhecimento antecipado da manobra que vai ser realizada. numa avenida. o proprietário do veículo fica necessária e solidariamente responsável pela reparação do dano. parada e espera de via desobstruída. a responsabilidade civil automobilística se funda na teoria da culpa contra a legalidade. nº 19. de maneira que a travessia seja feita com segurança.

conclui-se ser indenizável qualquer ação que importe em lesão íntima a outrem. In casu. satisfazer a dor da vítima e dissuadir. conclui-se pela obrigatoriedade de ambos os réus ressarcirem os prejuízos causados. cumpre fixar que tal instituto refere-se ao prejuízo decorrente da dor imputada ao ser humano. sendo inquestionável que a ora recorrente figura como legítima proprietária do Fiat Pálio envolvido no acidente em tese. mágoa ou atribulações na esfera interna pertinente à sensibilidade de seu ego. inclusive. Rel. com a quantia. RT 691/117). correta a sentença que impôs aos réus do dever de ressarcir. não configurando tal verba uma premiação. sendo essa a orientação unânime dos tribunais do País: "Para a fixação do dano moral o julgador pode usar de certo arbítrio. entende-se ser apta para fins indenizatórios a quantia correspondente a R$5. Juiz José Brandão. Assim sendo.se não restar comprovado ter sido o automóvel posto em circulação contra a sua vontade" (RT 691/119). mesmo que conduzido por outrem. fato que traduz inquestionável desestabilidade psíquica e que justifica.000. à integridade física e à saúde refere-se não só à vida exterior do indivíduo. p. estabeleceu-se uma presunção de responsabilidade em desfavor do proprietário do veículo . pelo Boletim de Ocorrência de fl. "O proprietário do veículo é responsável pelos danos a que este der causa. máxime em se tratando de ameaça a valores protegidos enquanto aspectos basilares da personalidade humana. mantendo in totum a decisão de primeiro grau. levando em conta ainda a intensidade da culpa e a capacidade econômica dos ofensores" (COAD. indevidamente. as condições da vítima e do ofensor. porém. motivo por que mantém-se a referida obrigação.. às relações sociais e públicas. levar em conta as condições pessoais do ofendido e do ofensor" (RJTJRS. dentre outros aspectos. entendendo também estar correto o valor de R$3. tristeza ou vexame sofrido e penalizar o causador do dano. tem-se que o arbitramento do montante indenizatório deve ter por parâmetro. entende-se que correto é o posicionamento adotado pelo MM. devendo. o que implica na necessidade de se proceder ao arbitramento.05. que não está a merecer qualquer reparo. segundo o prudente arbítrio do órgão julgador.784-1. ante as fraturas expostas que sofreram. "Responsabiliza-se civilmente pela prática de ato ilícito o proprietário de veículo dirigido por terceiro que tenha ocasionado o evento danoso. nº 66. aparentemente. Custas recursais pelos apelantes.. no mínimo autorizado pela mesma. de igual e novo atentado. o autor da ofensa" (Revista dos Tribunais.1ª TACivSP. Rel. 706/67). Indiscutível é que a avaliação do dano moral para o efeito de indenização é das tarefas mais difíceis impostas ao magistrado. evidenciadas a responsabilidade civil. bem como os prejuízos morais sofridos pela vítima.2003 -27APELAÇÃO CÍVEL Nº . arbitrada pelo magistrado. cobertos de cicatrizes. nem mesmo uma importância insuficiente para promover a pretendida reparação civil. estabelece-se uma presunção de responsabilidade da titular desse bem que deve. ou seja.830-3 . encontrando-se seu condutor. nega-se provimento ao recurso. na ocasião do embate. Mediante tais considerações e em se verificando a culpa do motorista do Fiat Pálio. Quanto aos danos morais. Quanto aos danos materiais. À luz de tais ponderações. O prejuízo estético também merece reparo. No caso dos autos. sob pena de vir a responder. RJTAMG 44/184). a saber. mediante estimativa prudencial que leve em conta a necessidade de. APELAÇÃO CÍVEL Nº 377. passando-se a analisar o inconformismo dos apelantes no que concerne às verbas indenizatórias arbitradas na sentença objurgada. Assim. tendo em vista que em momento algum se subtrai dos autos que o mencionado veículo fora posto em circulação sem o seu consentimento. exsurge claro que as vítimas encontram-se. 490. por ser ele o guardião da coisa. o grau de dolo ou culpa presente na espécie. cabe ao dono arcar com a obrigação de guardar o bem que é proprietário . provocando-lhe tristeza.. valor este que será arbitrado em liquidação. a pessoa consigo mesma e perante a família e amigos íntimos. em razão de atos que.291). mas também ao interior. portanto. Posto isso. Os pretórios nacionais têm entendido que a indenização haverá de ser "suficientemente expressiva para compensar a vítima pelo sofrimento. de modo arriscado e perigoso. em situação econômica inferior em relação aos agentes. Com efeito.2003 -26 Tribunal de Justiça de Santa Catarina . Juiz Ferraz Nogueira.00 (três mil reais) para cada apelado. em virtude de um acidente de trânsito em cuja ocorrência não teve a menor responsabilidade . sendo certo que a tristeza resultante de ofensa à vida. em não comprovando estar o veículo em circulação contra sua vontade. responder solidariamente pelos prejuízos causados ao autor. Na verdade. devendo responder se um terceiro imprudente teve acesso para colocá-la em circulação. o que significa um poder de comando e uma obrigação de impedir que a coisa escape ao controle ao ponto de causar danos ao patrimônio de outrem.02. Juiz monocrático no que tange ao dever de ressarcir as despesas efetuadas pelos autores relativamente aos tratamentos a que foram submetidos. se não restar comprovado ter sido o automóvel posto em circulação contra a sua vontade" (Apelação Cível . sendo manifesta a tristeza e dor naturais a qualquer ser humano que se vê deformado e parcialmente incapacitado para o trabalho. uma vez que as fotografias de fl.000. com base na culpa presumida. 25. o direito ao ressarcimento por dano moral. Tendo em vista todos os aspectos apontados in retro. fixado pelo Juiz a quo. Bol. 127/411). pelos prejuízos imputados a terceiros. 38 e 44 demonstram a situação em que se encontram os autores. bem como o nexo causal entre tais elementos." (Apelação Cível nº 102. 31/94.05. advinda da conduta imprudente do condutor do veículo e a existência do dano. por si só.UBERABA . ofendem seus sentimentos.02. "A indenização por dano moral é arbitrável.00 (cinco mil reais) para cada autor. JUIZ VIEIRA DE BRITO LJC. uma vez que inexistem parâmetros e limites certos fixados na legislação em vigor. confirmadas.

Solidariedade entre o segurado e o condutor do veículo . 39/42). a ser fixada com base na média das últimas remunerações por este percebidas. A esposa e os filhos têm direito ao pagamento de pensão mensal em face da morte do pai arrimo de família. sobretudo por se destinar à recomposição da situação patrimonial da família. Morte do marido e pai de família. na medida em que este jamais poderá exigi-lo diretamente daquela. negando ademais sua responsabilidade pelo ocorrido. relatados e discutidos estes autos de apelação cível n. sua ilegitimidade passiva ad causam. Ausente contraprova à declaração de rendimentos do falecido. Denunciou à lide a empresa Vera Cruz Seguradora S/A e. que inopinadamente invadiu a via preferencial. desde que demonstrado de forma cabal seu efetivo pagamento. 62/66). tanto mais se inexistente qualquer elemento probatório acerca de sua expressa exclusão. causando trágico acidente . preservando-se-lhe a existência digna. 159 do CC/1916. 277 do CPC (fls. Colisão em cruzamento. Abatimento condicionado à certeza de seu pagamento. tornando-se fonte de enriquecimento ilícito. na época. argüindo. ressalvando-se porém o abatimento do seguro obrigatório. pois.004736-0. o que foi deferido (fl. consubstanciados nas despesas com funeral e perda total da motocicleta. Requereram outrossim o benefício da assistência judiciária. ou exagerada. Paulo Roberto Gross e Cezar Augusto Gross ajuizaram ação de reparação de danos em face de Sérgio Sessi e Roberto Carlos Nardi. Compreende-se na cobertura dos prejuízos pessoais ou corporais os danos morais. Na ausência de critérios objetivos para mensuração do valor econômico da compensação pelos danos morais. 48/51). Fator preponderante. citados os réus. Exclusão da responsabilidade sujeita à inequívoca comprovação da venda do automóvel. 2003. por volta das 18:50 horas. Ingresso em via preferencial sem os cuidados necessários. a ser fixada com base em sua última remuneração. a ponto de menosprezar a dor sofrida pela vítima. atestando o valor de seus rendimentos (fls. Ganhos reais satisfatoriamente comprovados. de Chapecó. Estando a vítima desempregada há pouco tempo. Garantia para o credor na lide principal. Preliminar de ilegitimidade passiva ad causam. interceptando a trajetória de motociclista vindo pela preferencial. . Impugnou por fim a declaração fornecida pela empregadora do falecido. O proprietário é co-responsável junto ao condutor pelos danos causados a terceiros na ausência de manifesta comprovação da alienação do veículo . Afirmou equivocada a pretensão ao pagamento de indenização alimentar em parcela única. Média das últimas remunerações percebidas pela vítima. preliminarmente. inexistindo acordo.004736-0. A solvabilidade da seguradora denunciada não garante o crédito do autor. Danos morais. por votação unânime. Disse ainda que prestou socorro à vítima e questionou os prejuízos reclamados (fls. os autores se manifestaram sobre as respostas (fls. dos danos emergentes. Exclusão do 13º salário. argumentando que. Seguradora. Sérgio Sessi e Vera Cruz Seguradora S/A para rejeitar a preliminar de ilegitimidade e dar provimento parcial ao primeiro. 59). refutando também sua cumulação com o benefício previdenciário. nos termos do art. em Primeira Câmara de Direito Civil. persistindo assim a necessidade da constituição de capital pelo réu denunciante. Roberto Carlos Nardi e Vera Cruz Seguradora S/A. deve o julgador valer-se das regras de experiência comum e bom senso. sendo tãosomente apelada Terezinha Salete Gross e outros. denunciando à lide a seguradora Vera Cruz. postulando a final indenização dos danos morais. Responsabilização integral da litisdenunciada. Razoabilidade do julgador. Redução de 2/3 correspondentes aos seus presumíveis gastos pessoais. Constituição de capital. Presunção. Referiram-se às disposições do art. Responsabilidade civil subjetiva . estimando-os em 800 salários mínimos. Em seguida. do qual aquele veio a falecer. devem ser indenizadas as despesas com funeral. porque transitava em excesso de velocidade e sem capacete. bem como o pagamento de pensão alimentar até março de 2024. O segundo réu igualmente se defendeu. Denunciação da lide. Essa particularidade todavia não lhes aproveita no que tange à inclusão do décimo terceiro salário no quantum indenizatório. conhecer dos recursos interpostos por Roberto Carlos Nardi. fixando essa verba de tal forma que não seja irrisória. imprudentemente. Acidente de trânsito. alegou culpa exclusiva da vítima. negando provimento aos demais. decorrendo daí sua legitimidade para a causa. obrigada também está a seguradora litisdenunciada pelo ressarcimento integral do valor despendido. I RELATÓRIO: Terezinha Salete Gross. Designada a audiência preliminar. o veículo não mais lhe pertencia. comarca de Chapecó (2ª Vara Cível). apesar de ainda estar registrado em seu nome. Imprudência. Respondendo o segurado pela totalidade da condenação. no mérito. Relatora: Juiz Sônia Maria Schmitz. seu marido e genitor Heinze Cláudio Gross trafegava de moto pela Avenida Getúlio Vargas quando fora surpreendido pelo automóvel de propriedade do primeiro réu. Proprietário de veículo sinistrado. afigura-se justo calcular o pensionamento ainda com base nas últimas remunerações auferidas. Vistos. compareceu o primeiro e apresentou contestação. em que são apelantes e apelados Sérgio Sessi. eis que atrelada à vigência de contrato de trabalho ou de vínculo institucional. É preponderante a culpa do condutor de veículo que ingressa em via pública. em 19 de setembro de 2000. Despesas com funeral. data em que o falecido completaria 65 anos. À luz do princípio da reparação integral. Ausência de critérios objetivos para sua quantificação. Custas na forma da lei. Prestação alimentar mensal. 2003. há se a ter por verdadeira para efeito de fixação da verba alimentar.Apelação cível n. as partes requereram a transmudação do procedimento para possibilitar maior amplitude probatória e a inclusão de terceiro. Danos morais. Seguro obrigatório. Na audiência conciliatória. Presumíveis são os danos morais da família ante a morte trágica de ente querido. Desemprego recente. mas conduzido pelo segundo. porque devedor solidário ao lado do co-réu. Cobertura. 31). menos 1/3 correspondente aos gastos pessoais que presumidamente teria a vítima em vida. ACORDAM.

no mérito. 02 do TJSC). Sérgio Sessi interpôs recurso de apelação. rel.06. suposto adquirente. garantida a percepção do 13º salário na mesma proporção. O representante do Ministério Público opinou pelo saneamento do feito (fls. Insurgiu-se outrossim contra a quantificação dos danos morais. no dia e hora determinados. 220/229). inclusive nos encargos de sucumbência. via de conseqüência. ao contrário do afirmado pelo réu Sérgio Sessi. 602. tendo o Ministério Público deixado de intervir no feito (fls. pugnando pela redução dessa verba a 30% do que percebia o falecido. Condenou-a a arcar com as custas e honorários advocatícios (fls." (TJSC. AC n. 266/267). Do mesmo modo. assim como seja constituído capital cuja renda assegure o cabal cumprimento da indenização (CPC." (AC n. corrigidas desde o desembolso.A litisdenunciada. que lhe permite apreciar e valorar a prova. atenta-se para o princípio do livre convencimento do julgador. como enfatizado. Ponderou inexistir substrato probatório para determinação da prestação alimentar. 24. Determinou também que todos os valores sejam corrigidos monetariamente e acrescidos de juros legais (0. "Não produzida essa prova. condenando-a a ressarci-los. com razão. que o de cujus estava desempregado naquela época. de Dionísio Cerqueira. 34. fixados em 15% sobre a soma das parcelas vencidas com o capital necessário a produzir a renda equivalente às prestações vincendas. Des. ofereceu contestação. j. consagrado no art. art.5% mês) desde o evento danoso (STJ. 169/218). desde que fundamentada a decisão. 149/150.1997). ponderou inexistir prova incontroversa da culpa do condutor do automóvel. negou manter vínculos negociais com o réu Roberto Carlos Nardi. excluída a parcela referente ao 13º salário. 119). 158/167).709." (TJSC. razão pela qual deveria a pensão mensal ser fixada com base no salário mínimo. VOTO: Há de ser afastada a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam. Quanto ao depoimento pessoal do réu Roberto Carlos Nardi.797. a manutenção daquele que consta como proprietário do veículo causador do evento no pólo passivo da ação de reparação. 253/255 e 256/264). divididos de modo igualitário entre os autores. até o limite de sua garantia. de modo induvidoso. 29. 100/101). sustentando. entenda não ser o proprietário do veículo responsável pelos danos causados a terceiros por seu adquirente. 96.1997). 69/86). Orli Rodrigues. acolhendo a pretensão para. já decidiu este Tribunal: "Só a prova incontroversa da alienação do veículo pode afastar a responsabilidade daquele em cujo nome está o mesmo registrado no DETRAN. prevalece a responsabilidade civil de quem figura na repartição de trânsito como proprietário do automotor causador do acidente .10. discorrendo sobre a formação dos contratos securitários. prevendo a cobertura de danos materiais e corporais até R$ 30. Des. 54). tendo sido emitida. é imposição legal. 02. por sua vez. Contra-arrazoados os recursos (fls. §§). de Brusque. mais o montante da compensação dos danos morais. reafirmando que os danos morais não se encontram cobertos. da Capital. novamente invocando culpa exclusiva da vítima.000. E ainda: 5) declarar o direito dos réus de deduzirem do quantum debeatur as importâncias que os autores já perceberam ou tiverem direito a perceber relativos ao seguro obrigatório. motivo pelo qual só deverá responder por metade da condenação imposta. j. porque embora a jurisprudência. entendendo-a elevada e contra a constituição de capital. j.006332-3.10. a transferência do veículo a outrem. acaso comprove ele. porque o débito já está garantido pela seguradora (fls. os autos ascenderam a esta Corte. 151/154. na data da audiência . e data desta. Aprazada a audiência de instrução e julgamento. 96. esclarecendo estarem os últimos cobertos pela apólice do seguro (fls. Aduziu também ser indevida a cumulação dos danos materiais com os morais. a qual resulta única e exclusivamente da declaração de seu condutor. e 4) de custas processuais e honorários de advogado. Roberto Carlos Nardi também apelou. realizou-se a solenidade. seu segurado (fls. Finalmente. Trindade dos Santos. Do acórdão relatado pelo saudoso Desembargador Eder Graf. a contar da data do acidente . mesmo sem a transferência junto ao órgão de trânsito (Súmula n. assegurando-se aos beneficiários remanescentes o direito de acrescer.Nas ações indenizatórias fundamentadas em acidente de circulação. AC n. Julgando apelação semelhante. 3) de R$ 45. não incluídos aí os prejuízos morais. Asseverou também que as despesas com funeral foram cobertas pelo seguro obrigatório e que os danos morais revelam-se excessivos. 241/248). As partes apresentaram suas derradeiras alegações sob a forma de memoriais (fls. Inconformado. É o relatório. consoante seu prudente arbítrio. além do valor atualizado da moto sinistrada.00 a título de danos morais.32). apurado em procedimento de liquidação.00. estendendo-se em relação à esposa até quando o falecido completaria 65 anos de idade e com relação aos filhos menores até a data em que completarem 25 anos. anteriormente ao evento lesivo. nos termos do parecer (fls. extrai-se: "Veja-se que nenhuma prova testemunhal foi produzida para corroborar a anterior alienação da moto. cujo valor arbitrado ultrapassa seus ganhos mensais.000. a partir da efetiva tradição. julgou procedente o pedido da lide secundária para declarar a responsabilidade da empresa Vera Cruz Seguradora S/A em relação aos réus. mister a inequívoca comprovação do negócio entabulado. Ou ainda: ". Sobreveio daí a r. inexiste prova documental ou testemunhal que demonstre a mencionada compra e venda do automóvel. tendo os autores desistido da produção da prova testemunhal (fl. rel. ocasião em que foi tomado o depoimento pessoal de Roberto Carlos Nardi. II. Na hipótese. precedentemente ao sinistro.00 pelas despesas com funeral. sentença.009219-6. 146/148. 2) de R$ 3. Do contrário.1990). Na questão de fundo. 132 do STJ e Súmula n. Súmula n. somente estará afastada a responsabilidade civil daquele que tem registrado o veículo abalroante em seu nome. esgrimindo outros argumentos (fls. confirmando o contrato de seguro pactuado com o primeiro réu. apelou a litisdenunciada. insistindo na preliminar de ilegitimidade passiva. 131 do CPC. e 155/157) e o representante do Parquet opinou pela procedência do pedido. correspondente à parte do réu Sérgio Sessi. não possui valor absoluto que sobrepuje os demais elementos contidos nos autos. condenar os réus Sérgio Sessi e Roberto Carlos Nardi ao pagamento: 1) de pensão mensal correspondente a 2/3 do salário líquido percebido pela vítima (R$ 503. De acrescentar que esse meio probatório. 232/239). Nesse sentido: "Havendo dúvida quanto à efetiva venda do veículo .

c) que tenham sido produzidos danos. 96. Carlos Prudêncio. rel.. caso contrário. ou ainda um fato da natureza) que seja antijurídico (isto é. rel. Des. cortando a trajetória do motociclista que ali trafegava.09." (AC n. deve ser responsabilizado pelo evento. O V2 ao avançar no cruzamento obstruiu a trajetória do V1. Des. E nem se argumente culpa exclusiva da vítima. eis que autor e réus não divergem a respeito do acidente envolvendo o veículo conduzido por Roberto Carlos Nardi e a moto pilotada por Heinze Cláudio Gross.1998). "o sinistro ocorreu no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas. ingressa em via preferencial e corta a trajetória de veículo que por ela trafega. de Gaspar. AC n.008248-7. O veículo 01 (Motocicleta) trafegava pela Av. Assim. o evento danoso é fato incontroverso. 2004. esta devidamente sinalizada no cruzamento com a placa 'PARE'. Trindade dos Santos.05." (TJSC. deve o suposto alienante ser mantido no polo passivo da presente demanda indenizatória. j. 99. condiciona aquele que provém de via secundária à certeza de que não haverá interrupção do fluxo de tráfego. com a Rua Benjamim Galotti. rel.2004). afirmações. precede todos eles): e) é preciso que o dano esteja contido no âmbito da função de proteção assinada à norma violada. nexo de causalidade e nexo de imputação". ingressa em via pública. por ser documento elaborado por funcionário público no exercício de suas funções. mas independente da vontade. 14. 03. deve-se acrescentar uma condição suplementar (e que. de São José. de Caçador. d) que tais danos possam ser juridicamente considerados como causados pelo ato ou fato praticado. se o contrato não foi transcrito no Registro de Títulos e Documentos. sob os fundamentos de que trafegava em excesso de velocidade e com os faróis apagados. ainda assim é de mencionar-se o primado da súmula 489 do STF. 21). rel. São Paulo: Saraiva. A estes quatro pressupostos da responsabilidade civil. j.. restaria inócua a atividade de tais funcionários públicos (RT 713/134). Esse fato. Des. goza de presunção de veracidade. b) que esse fato possa ser imputado a alguém. porque." E mudando o que deve ser mudado." (TJSC. cabimento no âmbito de proteção de uma norma. de Chapecó. Salienta-se por relevante que "O Boletim de Ocorrência ou equivalente. rel." (TJSC. sem a necessária cautela. cortando a corrente de tráfego. Ou ainda: "O ingresso em via preferencial. 96. vol. j. ou um fato humano. Vai daí que. transpõe rodovia federal. etc. Sérgio Roberto Baasch Luz. de Chapecó. conforme preconizado pela jurisprudência." (TJSC.04.1994). rel. interceptando total ou parcialmente a passagem de outro veículo que por ela passava. Wilson Guarany. dando causa a abalroamento. j. 1. De acordo com o Boletim de Ocorrência.816. por seu turno. são precedentes desta Casa: "Age com imprudência o motorista que. aliás. descrições. que não seja permitido pelo direito. seja por simplesmente ter acontecido no decurso de uma atividade realizada no interesse dela.04. frágil a prova acerca da venda do veículo sinistrado. é preponderante a atitude do condutor de veículo que. Getúlio Vargas. vinha pela preferencial. para que surja a obrigação de indenizar: a) que haja um fato (uma ação ou omissão humana. 07. No mérito. Assim. com a invasão da preferência informando culpa autônoma e decisiva e que. anota-se: "Na ação de reparação de danos causados em acidente de veículo . AC n. causando o acidente . de São José do Cedro. 22. em rigor. mesmo excedendo a velocidade permitida. está em debate a responsabilidade imputada aos réus por danos materiais e morais advindos do acidente de trânsito que vitimou Heinze Cláudio Gross. sem as cautelas necessárias. O veículo 02 (Palio) trafegava pela Rua Benjamim Galotti. j.]" (fl. Isso porque. como tal. egresso de via secundária. pode e deve ser imputado a imprudência do condutor do automóvel que inadvertidamente ingressou em via preferencial.2001). aquele que desavisadamente adentra-a.003109-0. Dionízio Jenczak. E prossegue: "Podemos ordenar os pressupostos da responsabilidade civil de forma mais didática dizendo ser necessário. é sempre oportuno lembrar as lições do professor Fernando Noronha que elenca os cinco pressupostos da obrigação de indenizar. . marido e genitor dos autores. verbis: "A compra e venda de automóvel não prevalece contra terceiros.001163-3. 05. exige-se que o dano verificado seja resultado da violação de um bem protegido" (Direito das Obrigações. O V1 colidiu com a parte dianteira na parte dianteira do lado esquerdo do V2 [. AC n. constitui manobra que exige do motorista redobrada cautela. Sobre o tema. Nesse norte: "O ingresso em artéria indicada como preferencial.2004).06. No caso. sobre os quais estão de acordo praticamente todos os juristas. j. fato gerador. José Volpato de Souza. prepondera sobre eventual excesso de velocidade sedizentemente praticado pelo guiante do veículo que trafega na via assinalada como principal. age com culpa. esta de 'VIA PREFERENCIAL'. 468-469). assim manifestada. a transferência do automóvel do demandado a terceiro deve ser inequívoca para que se possa reconhecer sua ilegitimidade passiva ad causam. AC n. sob pena de restar caracterizada a sua culpa. sentido Leste/Oeste. 44." (AC n. cabendo à parte contrária destruir tais conclusões. a saber: "dano. prepondera sobre eventual excesso de velocidade. em si mesmo ou nas suas conseqüências). 15. Des.1997). de boa-fé. sem propriamente ter sido causado por esta. não se dá validade absoluta às afirmações nele constantes. "Isto é muito pouco para significar a induvidosa transferência do veículo de que trata a súmula 02 do TJ e para justificar a ilegitimidade passiva do eventual alienante.005424-1. p. a teor do que dispõe o artigo 159 do Código Civil. Des. sentido Sul/Norte. A propósito de acidentes como o que se está a tratar. "Embora não se refira expressamente à responsabilidade civil por danos em acidente de veículos. embora em casos excepcionais seja suficiente que o dano constitua risco próprio da atividade do responsável. seja por se dever à atuação culposa da pessoa.002920-6. Sua conduta. E mais: "É incontroverso que o condutor de um automóvel que. não valendo a prova exclusivamente testemunhal para rebater documento comprovador da propriedade.de julgamento. mas aceita-se em princípio como verdadeiro o que lá está contido.03. 01. 2003. cruzando a trajetória daquele que. na modalidade de imprudência. Des. Isto é.

No que concerne à inclusão da parcela relativa ao 13º salário na prestação alimentar. consoante se depreende da Relação dos Salários de Contribuição acostada (fls.01. como bem acentuou o ilustre Juiz sentenciante. exclusivo responsável pelo sustento da esposa e dos dois filhos menores. 682). o que seria impossível caso fosse utilizado o salário mínimo como referência.970/SP. Min. com isso. em que laborou apenas 08 dias. 118). cabe frisar. deve ser prontamente rechaçada pelo julgador. até ser rescindido seu contrato com Vigilância Pedroso Ltda. Min. É que. rel. à relação entre devedor e credor da lide principal." E complementa o Togado: "Sobre o fato. entende-se indevida. sob pena de se transferir ao Judiciário ônus legalmente imposto aos litigantes. terceiro pressuposto da responsabilidade civil. até mesmo porque após a colisão até o próprio réu Nardi reconheceu em Juízo que a 'moto teve quebrada as lanternas e o farol dianteiro' (fl. j. Insuficiente para desconstituir essa prova é a impugnação genérica feita pelo apelante Sérgio Sessi à veracidade do aludido documento. 2003. Sérgio Paladino. por presunção. A condição financeira e a dignidade de seus familiares. do CC/1916. inexistentes na hipótese. porque o falecido. desassistindo inteiramente razão ao apelante Roberto Carlos Nardi no que tange à sua integral cobertura pelo seguro obrigatório. j. Regra aplicável. "Havendo denunciação da lide e julgadas procedentes a ação principal e a denunciação.32. sem a mínima preocupação em comprovar as razões com que se a impugna. impõe-se a fixação da pensão devida aos seus dependentes em dois terços (2/3) daquele montante. 12. Por isso é que a decisão merece ser reformada nesse particular. Sobre as despesas com funeral. Sálvio de Figueiredo Teixeira. realmente atestou que a moto da vítima estava com 'os faróis apagados' (fl. 98. 333. Min.04. 296)" (Theotonio Negrão. II). Afinal. 185/186). se essa reparação tem por fim recompor a situação patrimonial da família do falecido. eis que. 16. j.1999). não o estava efetivamente percebendo." (STJ. p. de Xanxerê. revela-se justo o cálculo efetuado pelo d. De sua vez. j. Logo. se o inverso ocorreu.2000). tem-se como razoável o desconto do percentual de 1/3. até porque. devem ser indenizadas.u. "Como não viu a moto antes da colisão. não restou provado (CPC. Sr. São Paulo: Saraiva. pois a fatalidade ocorreu no mês seguinte à rescisão do contrato de trabalho. Agnaldo Miguel Teixeira. 141). No tocante aos danos reclamados. seus ganhos mensais giravam em torno de R$ 503. não vejo como dar seriedade devida ao jovem testigo que depôs apenas na fase policial e estranhamente viu detalhes que mais ninguém viu (fivelas soltas. 140). pois. há de se ter por verdadeiro o teor das informações ali contidas. tratando-se de pai de família. 299. ausente contraprova à declaração de rendimentos do falecido ? já que nenhum documento nesse sentido foi juntado pelo apelante e tão pouco arrolada testemunha para esse desiderato ?.9. pelo contrário.. despenderia com seu próprio sustento" (STJ. o objetivo de constituir-se um capital é o de dar à parte lesada a segurança de que não será frustrada quanto ao efetivo recebimemento das prestações futuras a que faz jus. sob alegação de que o pensionamento já está garantido pela seguradora. 13.01. até mesmo deixou estampada a desnecessidade de o farol da moto estar ligado uma vez que sequer estava ligada a iluminação pública e tinha visibilidade de todos os veículos e pedestres que transitavam no local. A única testemunha que sempre viu tudo com detalhes. versão essa corroborada por sua irmã Simone Flores que também disse que 'não recorda se a moto estava com os faróis apagados' (fl. Ag 274. p. diante das características do acidente .016902-0.03. não há sequer início de prova atinente ao pagamento desse . privada agora de sua única fonte de renda. tem-se por devida a inclusão da gratificação natalina na indenização. posto estar o direito à gratificação natalina indiscutivelmente atrelado à vigência de contrato de trabalho ou de vínculo institucional. a testemunha Rosane Flores de maneira elogiavelmente honesta informou na Polícia que 'não sabe informar se a moto estava com os faróis ligados' (fl. a testemunha Valdir Fachin anota 'que o depoente informa em sua percepção a moto estava com os faróis apagados' (fl.106-AgRg-EDcl. porquanto "o réu jamais afirmou isso.2001). 137). sem explicitação alguma. o capital deverá ser constituído pelo réu-denunciante. à época do acidente ." (TJSC. dado o curto período em que permaneceu desempregado. o denunciante há que comprovar o anterior pagamento à parte lesada' (STJ-3ª Turma. rel.690/RJ." "Assim: 'Nas ações indenizatórias. Não se há cogitar finalmente da desnecessidade de constituição de capital. conforme a regra estatuída no art. 35.ed. o curto período de desemprego não aproveita aos autores. todas as evidências e presunções levam à responsabilização culposa do condutor do automóvel..05. visto que desacompanhada de qualquer elemento em contrário. sem o crivo do contraditório de um depoimento tomado em Juízo. Honestamente. excluído o mês de agosto de 2000. rel. 09. 139). I. tomando-se como base as últimas remunerações da vítima. correspondente aos presumíveis gastos pessoais que teria a vítima em vida. como viu se a moto estava ou não com os faróis apagados? Só por adivinhação. 27). REsp n. E nada justifica sua redução em 70%. Castro Filho. Ou então: "Havendo nos autos prova do valor auferido pela vítima a título de renda mensal à época do acidente . dês que. faltam adminículos probatórios a sustentar essa versão. diferentemente do explanado acima. AC n. Des. Diga-se aliás que tal prática cada vez mais constante ? e de certa forma cômoda ? de opor-se à lisura da prova documental anexada por uma das partes. o fato de a vítima estar desempregada na data do acidente não obsta o direito de seus dependentes ao percebimento dessa verba no valor ainda de suas últimas remunerações.8. Para que o denunciado seja obrigado à indenização. Sálvio de Figueiredo Teixeira. Detalhe: Se como acima visto a referida testemunha olhou para o acidente após escutar um 'estrondo'. 160. DJU 24. como dito. A contrario sensu: "No caso de ser a vítima trabalhador com vínculo empregatício. restou preservada. num verdadeiro exercício de adivinhação. Magistrado. REsp. Código de Processo Civil e legislação processual em vigor. deduzindo um terço (1/3) correspondente ao que essa. faróis apagados e daí para fora). Enfim.Quanto aos faróis apagados.537. Nessa situação. v. correto está o arbitramento da prestação alimentar em 2/3 do valor da média das últimas remunerações percebidas pelo falecido. rel. art. na esteira da majoritária jurisprudência pátria: "Afigura-se razoável e justo fixar a indenização em 2/3 (dois terços) da renda da vítima. considerando-se que o terço restante destinar-se-ia aos seus gastos pessoais. 1. simplesmente porque. n. acolheram os embargos." (fls.

de São Miguel do Oeste. nestas situações. tenha de ser sempre objeto de reparação. 99. ligados a sentimentos essencialmente subjetivos. por exemplo um acidente de trânsito. 1543 também se refere.11. deve o magistrado valer-se sobretudo das regras da experiência comum e do bom senso que. talvez pudesse ser a de dano objetual. Ruy Rosado de Aguiar). 1543) e moral (o chamado valor de afeição da mesma coisa. fazer algumas definições e distinções de forma a se verificar a classificação dos danos morais. pois. e danos a coisas e a pessoas. Um dano patrimonial pode ser a coisas (exemplo: destruição de coisa) ou pessoal ( por exemplo. o abalo psíquico. haja vista que a conduta dos réus subsume-se de forma imediata ao preceito estatuído no art. eles quase sempre surjam a par de danos extrapatrimoniais. nos aspectos físico. em si mesmos. ou danos materiais. psíquico ou moral. "'Por seu turno. um preço ou valor de mercado. devido a ser comumente usada como sinônima de 'dano patrimonial'. rel. Nesse caso. Eder Graf. mas podem não ter. 1547) e patrimonial (diminuição de clientela. restando apenas discutir a responsabilização da litisdenunciada. dentre muitos precedentes. incapacitação para o trabalho). Senão houver prejuízo econômico. A par disso. é curial observar que a empresa Vera Cruz Seguradora S/A em nenhum momento negou seu vínculo contratual com o réu Sérgio Sessi.000. art. Prosseguindo-se na análise dos pressupostos da responsabilidade civil.cf. por um lado.109. Com muita freqüência os danos à pessoa traduzir-se-ão em danos patrimoniais. o que se pode dizer é que os danos a coisas são em regra de natureza patrimonial. a tristeza. "'Neste aspecto.). mesmo quando não seja caracterizável um direito de personalidade.06. quando haja ofensa à pessoa.00) ? tarefa das mais tormentosas do julgador ?. j. como a dor. Des.010888-2. "'Nesta matéria. a tese da seguradora de que o contrato de seguro realizado com os réus não dá cobertura à indenização a estes danos eis que não integram os danos pessoais. encontrando-se farta jurisprudência no sentido de que o contrato de seguro por danos pessoais ou corporais compreende o dano moral (vide STJ. totalmente irrelevante mostra-se esse reclamo." (AC n. 96. podem ou não refletir-se em perdas patrimoniais. em outras palavras. afetando exclusivamente o patrimônio ideal dos atingidos pela perda. Nesse contexto. se houver. todavia. Juiz determinou sejam excluídos do total da indenização os valores eventualmente percebidos pelos apelados a título de seguro obrigatório. A propósito. a obrigação solidária dos réus de indenizar os prejuízos sofridos pelos autores está mais do que evidenciada. não são passíveis de comprovação no plano fático. 18. REsp 106326/PR. A expressão dano material é. colhe-se da jurisprudência desta Corte: "É lícito à esposa. cumpre-se assentar que os prejuízos morais. Uma designação alternativa. as classificações de danos patrimoniais e extrapatrimoniais. são independentes.015728-8. como no próprio dispositivo da r. Des. Essa controvérsia a rigor já está superada. revela-se adequado. Um dano pessoal pode ser extrapatrimonial (exemplo: sofrimento resultante de calúnia . teremos os dois tipos de danos. Min. em conseqüência da mesma calúnia). e para tal nada melhor do que as lições do Professor Fernando de Noronha. a mágoa. dada a ausência de repercussão patrimonial. 159 do CC/1916. "'Como se vê. art. uma vez que os danos materiais e morais reivindicados pelos autores inegavelmente decorreram do evento lesivo focalizado. sendo implicações inarredáveis da natureza e das conseqüências advindas do fato. "Cabe aqui para elucidar a questão levantada.1997). embora se intercruzem. No Tribunal catarinense. na sua individualidade. pleitear indenização por danos morais decorrentes da morte do cônjuge varão em acidente do trabalho. j. hipótese em que teremos ao mesmo tempo um dano patrimonial e outro moral (sem que isso necessariamente signifique que o segundo. equívoca. vale destacar o bem lançado voto proferido pelo eminente Desembargador Alcides dos Santos Aguiar. teremos somente danos extrapatrimoniais.000. em virtude da dor provocada pela perda do ente querido. presumem-se da relação de parentesco. E para encerrar o exame do item "danos". pois ao mesmo tempo em que não pode ser considerado irrisório. podem resultar danos materiais (destruição do veículo ) e pessoais (lesões em pessoas transportadas). sentença o Dr. juntamente com os filhos. 52. todavia.." (AC n. na falta de critérios objetivos que permitam quantificar economicamente a lesão à honra subjetiva do cidadão. Fala-se em dano a coisas. não merece prosperar. de Ponte Serrada: "Referente aos danos morais. morais e patrimoniais. Inconteste por fim é o cabimento no escopo da norma. os objetos tenham também um valor espiritual ou afetivo. sem que. quando são afetados valores ligados à própria pessoa do lesado. também não dá margem ao seu enriquecimento ilícito. da intensidade da ofensa havida. a que o art..cf. Trindade dos Santos. rel. é evidente o interesse econômico do lesado e teremos dano patrimonial. da Capital. autoridade em responsabilidade civil. quando se atingem objetos do mundo externo (objetos materiais ou coisas incorpóreas). desponta dos autos o nexo de causalidade. 04. autorizam o julgamento por equidade. a tal ponto de menosprezar a dor sofrida pelos autores. consubstanciados na dor e no abalo psíquico a que foram os autores submetidos em decorrência da morte trágica de seu marido e pai. Dessa forma. Referentemente ao quantum dessa compensação (R$ 45.00 per capita). a diferença entre danos a coisas e à pessoa pode ser expressa dizendo-se que se os primeiros . fundamento legal da responsabilidade civil subjetiva. e que os danos à pessoa andam normalmente associados a danos extrapatrimoniais. máxime quando dividido proporcionalmente entre os três integrantes do polo ativo desta demanda (R$ 15. tão-somente. no julgamento da AC n.benefício. pode ser que. por outro. mesmo porque não podem ser provados. E também: "Os danos morais resultantes da morte de ente querido e. rel. "'De um mesmo fato. Assim: "'Fala-se em dano pessoal. os danos que afetam as pessoas. mesmo que. Decorrem eles. Se tiverem. "'Os objetos atingidos por danos a coisas podem ter. Mesmo um dano a coisas pode ser patrimonial (exemplo: preço ordinário da coisa usurpada . Mas sustentou que na apólice não estão cobertos os danos morais. se possa dizer que eles têm necessariamente natureza moral. além do valor pecuniário. Ademais. ou à pessoa.1996).

as condições gerais da relação securitária estão contidas no anexo a que expressamente faz remissão aquele instrumento." E: "Art. Há solidariedade quando na mesma obrigação concorre mais de um credor. "Parágrafo único. 337/338). III DECISÃO: Nos termos do voto da Relatora. ou obrigado à dívida toda. caput.518. embora raramente. A RESPONSABILIDADE E SOLIDARIA ENTRE AMBOS. vota-se pela rejeição da preliminar. conclui-se que o contrato de seguro por danos pessoais compreende o dano moral. se tiver mais de um autor a ofensa.) como em valores extrapatrimoniais (sofrimentos. Daí logo se vê que a tese da litisdenunciada não merece prosperar. pela diminuição da clientela." No mais. 19 de outubro de 2004. 93/94 não comprovam a versão da litisdenunciada.pode. resulta da lei ou da vontade das partes. como apropriadamente consignou o Magistrado da causa. 1. "Assim. CONSIDERADO. DECISÃO: NEGADO PROVIMENTO. do CC/1916. etc. por unanimidade. Participou do julgamento a eminente Senhora Desembargadora Salete Silva Sommariva. Diante de tais argumentos. VALOR DOS DANOS: A FALTA DE PROVA DO VALOR DO CONSERTO NAO E ELEMENTO IMPRESCINDIVEL A CAUSA. caso acionado por escolha dos credores. O credor tem direito de exigir e receber de um ou alguns devedores. e 1. tanto o proprietário (segurado) quanto o condutor do veículo sinistrado são responsáveis pela dívida toda. todos responderão solidariamente pela reparação. Dano e Nexo de causalidade. E SE." "Art. UNANIME. já os danos pessoais com freqüência traduzir-se-ão tanto em prejuízos patrimoniais (pela redução da capacidade de trabalho. 904. Ora. cada um com direito. e pelo desprovimento dos apelos de Sérgio Sessi e Vera Cruz Seguradora S/A. A solidariedade não se presume. num segundo momento. terá direito de. não há a menor prova nos autos de que o segurado tivesse conhecimento da exclusão dos danos morais. textual: "Art.16/09/2002 . o qual todavia não foi juntado. e. Derradeiramente. Tal particularidade está prevista nos arts. pois seu segurado. Orli Rodrigues PRESIDENTE COM VOTO Sônia Maria Schmitz RELATORA 2 147428 - 16/09/2002 - 09:43 147428 . a Primeira Câmara de Direito Civil. correspondente à parcela na condenação de seu segurado Sérgio Sessi. tão-somente para excluir da condenação a parcela referente ao décimo terceiro salário. físicos ou psíquicos e outras perturbações anímicas)' (in apostila Capítulo 8. obrigado pela totalidade da dívida na condição de devedor solidário. 45) cláusula a respeito. CULPADO PELO ACIDENTE. Florianópolis. é certo que a empresa denunciada não possui vínculos jurídicos com o réu Roberto Carlos Nardi. Acrescente-se ainda que os documentos apócrifos colacionados às fls. em se tratando de obrigação solidária.LEGITIMIDADE E SOLIDARIEDADE PASSIVAS: O PROPRIETARIO DO VEICULO . Sérgio Sessi e Vera Cruz Seguradora S/A para rejeitar a preliminar de ilegitimidade e dar provimento parcial ao primeiro. À toda evidência. pág. conheceu dos apelos interpostos por Roberto Carlos Nardi. traduzir-se em sofrimento psíquico (é exemplo o 'valor de afeição' ligado à destruição de coisas e animais). pelo que impossível saber se se referem à relação negocial entre as partes ora litigantes. 896. ou totalmente. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado . caput e parágrafo único. pelo provimento em parte do recurso interposto por Roberto Carlos Nardi. nega-se a pretensão da seguradora de arcar com apenas a metade da indenização. ESTE." (Grifouse). E PARTE PASSIVA LEGITIMA NA ACAO RESSARCITORIA. caput. mais de um devedor. a dívida comum. reaver integralmente o montante despendido com o pagamento da indenização.09:43 Tribunal RECURSO: NÚMERO: DATA: ORGÃO: RELATOR: ORIGEM: de Alçada do Rio APC 190012203 15/03/1990 CAMARA DE Grande do Sul SEGUNDA WALDEMAR LUIZ PORTO FREITAS ALEGRE CIVEL FILHO E M E N T A ACIDENTE DE TRANSITO . 904. JUNTO COM O CONDUTOR . 896. negando provimento aos demais. parcial. ENVOLVIDO NO ACIDENTE.518. já que inexistente na apólice anexada (fl. . não é menos certo porém que.

com exceção dos danos morais.ALEGAÇÃO INCOMPROVADA . no entanto. Sendo a causa complexa e demonstrando o patrono do vencedor zelo profissional.RECURSO DA LITISDENUNCIADA . em que o agente tenha atuado mediante culpa. bem como o óbito de sua esposa. cujo auxílio na formação de um pecúlio comum é presumido. ao argumento de que.DANOS EMERGENTES INCOMPROVAÇÃO . denunciação da lide à empresa Novo Hamburgo Cia.AUSÊNCIA .MERA ALEGAÇÃO . também individuados no caderno processual. Não são aplicados juros compostos em indenização decorrente de acidente de trânsito. Relator: Des. Para fins de cobertura securitária. Prosseguiu asseverando que o ilícito lhe ensejou diversos danos. à grave culpa do agente e às múltiplas repercussões da ofensa. placas RS 4467. cessando com a morte do pensionado.RECURSO DO AUTOR . na Rodovia SC 413. postulando a reparação das seguintes verbas: despesas médico-hospitalares dos envolvidos. relatados e discutidos estes autos de apelação cível n. a título de danos emergentes.AUSÊNCIA .SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA . daí decorrendo ferimentos graves no demandante e em seu filho. 03. I RELATÓRIO: Valdemar Hahn.MORTE DA ESPOSA . os danos morais são englobados pelos danos pessoais. de Rio do Sul. foi abalroado em sua mão de direção pelo veículo de propriedade do primeiro demandado e conduzido pelo segundo.003281-9. pelas despesas e honorários. Adriano Pazi Alberti e Novo Hamburgo Companhia de Seguros Gerais S/A: ACORDAM. que não houve . A constituição de capital.RECURSO DOS RÉUS RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ENTRE O CONDUTOR DO VEÍCULO E O PROPRIETÁRIO AUTOMOTOR SEGURADO PELO MOTORISTA . funeral e remoção do veículo sinistrado. de Seguros Gerais S/A. Em caso de incapacidade laborativa permanente e total. por votação unânime: 1) conhecer dos recursos. LG. quanto o proprietário do automotor.ARBITRAMENTO NO MÁXIMO LEGAL .FIXAÇÃO EXCESSIVA .RF. a pensão deve ser vitalícia e corresponder à totalidade dos proventos auferidos pela vítima ao tempo do acidente. cujo proprietário e condutor era o requerente. 2) desprover o reclamo dos demandados. pleiteando. A quantificação dos danos morais está subordinada à posição econômica do pagador e de quem irá receber o valor indenizatório. por seu advogado.PENSÃO POR INCAPACITAÇÃO LABORATIVA .HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS .PENSÃO ALIMENTÍCIA EM FAVOR DO MARIDO . É devida pensão alimentícia em favor do marido. qualificado nos autos.IRRESPONSABILIDADE AFASTADA . da data do sinistro até o momento em que a vítima completaria 65 anos de idade. Se um litigante decair de parte mínima do pedido. em Rio do Sul. Custas na forma da lei. importando o estipêndio em 2/3 do salário mínimo vigente à época do evento. a título de lucros cessantes.DESCABIMENTO .CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL DESNECESSIDADE . prevista no art. sua responsabilidade se transmuda para solidária . por óbito da mulher.RECLAMO DESPROVIDO . em se cogitando de ato ilícito. é regra de ordem pública que objetiva a exeqüibilidade das sentenças condenatórias.DANOS MORAIS . 03. que devem ser atualizados a partir do arbitramento.DANOS MORAIS . não devendo. Quanto ao mérito. afiançaram que a pensão é desnecessária e que o seu valor é excessivo. danos morais. propôs Ação de Reparação de Danos Materiais e Morais em face de Lineu Fernando Alberti e Adriano Pazi Alberti. os demandados ofertaram peça de resistência. Fernando Alberti. correm da data do evento danoso (Súmulas 43 e 54 do STJ). 3) desprover o da seguradora.CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE MORA FLUÊNCIA JUROS COMPOSTOS INAPLICABILIDADE RECLAMO PARCIALMENTE PROVIDO. INDENIZAÇÃO .IMPROVIMENTO .RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA COM OS RÉUS . 602 do CPC.ACIDENTE DE CIRCULAÇÃO . preliminarmente.PROCEDÊNCIA NA ORIGEM .003281-9. por inteiro. os danos emergentes devem ser indenizados.ZELO PROFISSIONAL DO ADVOGADO . excluídas as hipóteses de assistência judiciária gratuita. Vistos. Em indenização por acidente de trânsito possuem legitimidade passiva ad causam tanto o motorista que segurou o veículo . 4) prover em parte o do autor.IMPROVIMENTO . no dia 21/10/1989.COBERTURA INCLUÍDA NOS DANOS PESSOAIS . o automóvel marca WV. Admitida a seguradora no pólo passivo da demanda indenizatória. Monteiro Rocha. pensão por incapacidade laborativa. só podendo ser arredada se houver manifesta solvabilidade do devedor.CABIMENTO DA VERBA .SOLIDARIEDADE PATENTEADA . o outro responderá. a indenização desfigurar a essência moral do direito e tampouco aviltar a importância do bem juridicamente tutelado.: CC-159 Tribunal de Justiça de Santa Catarina Apelação cível n. em Segunda Câmara de Direito Civil. justifica-se verba honorária de 20% sobre o importe condenatório. A correção monetária e os juros de mora.CAUSA COMPLEXA . modelo Fusca. Citados. luto e funeral da esposa. por volta das 10h45min.AUSÊNCIA DE COBERTURA .SEGURADORA . da Comarca de Rio do Sul (2ª Vara Cível). transporte do veículo sinistrado e contratação de uma empregada doméstica. em que são apelantes e apelados Valdemar Hahn. Efetivadas despesas médicas e hospitalares com luto.RECLAMO DESPROVIDO .

ficando ao arbítrio do acidentado a escolha" (Ap. Mais especialmente sobre a incapacidade permanente e a pensão vitalícia acrescenta o renomado escritor (Op.. direta ou indireta. a condenação dos demandados ao pagamento de pensão referente à morte da esposa. Des. Houve réplica. como também o é a contratação de uma empregada doméstica. como de resto resulta elementar. os prejuízos efetivos a serem liquidados se encontram documentados às fls. que os honorários advocatícios são excessivos e que houve sucumbência recíproca. que o autor não pode cobrar as despesas do funeral. sendo certo que a jurisprudência. a indenização terá como paradigmas os mesmos salários ou proventos. sentença no tocante aos danos emergentes. sobrevindo prestação jurisdicional monocrática. proventos ou ganhos da vítima. que não houve despesas médicas. há uma responsabilidade indireta ou complexa. mas em momento algum admitiu que não efetivou aqueles gastos. que os danos morais são descabidos. Em decorrência da responsabilidade pelo fato da coisa. 1999. eis que não despendeu aqueles valores. A responsabilidade do proprietário do veículo não resulta de culpa alguma. f) honorários advocatícios. o filho maior (Responsabilidade Civil e sua Interpretação Jurisprudencial. Assim. pois os atendimentos foram gratuitos. Em nada aproveita a alegação de que as despesas funerárias foram realizadas pela filha da vítima falecida. O autor asseverou. c) Pensão por incapacidade laborativa: O art. como preleciona RUI STOCO: Em certos casos. eis que não despendeu aqueles valores. 175/186). Igualmente irresignada. que a pensão é desnecessária e que o seu valor é excessivo. Também inconformados. RT. Sérgio Roberto Baasch Luz). a majoração dos danos morais e a incidência de correção monetária e de juros de mora do ilícito. foram suportados ao final pelo pai. firmou-se o entendimento de que o dono do veículo responde sempre pelos atos culposos de terceiro a quem o entregou. a pensão deverá corresponder à importância do trabalho para o qual se inabilitou. em seu Responsabilidade Civil e sua Interpretação Jurisprudencial. Há. decorre do fato da coisa. porém. ademais. não havendo qualquer lastro de prova de que os gastos tenham sido custeados pelo SUS. Revista dos Tribunais. incluirá uma pensão correspondente à importância do trabalho para o qual se inabilitou ou a depreciação que ele sofreu". p. Sobre o tema já decidiu esta e. a ação indenizatória poderá ser interposta contra o condutor . subsiste a solidariedade entre pai e filho.. cujo fundamento jurídico reside na guarda da coisa. e ) constituição de capital. Assim. p. ed. tem preconizado a solidariedade entre o condutor e o proprietário do veículo . consistem nas despesas médico-hospitalares com todos os envolvidos no acidente.. b) Danos emergentes: Os danos emergentes. 713): "Se a vítima sobrevive. 1. Assim. p. sim.010647-0.537. c) pensão por incapacidade laborativa. Os prejuízos.despesas médicas. em que o indivíduo responde não pelo fato próprio. 4. diversa daquela para a qual ficou incapacitada. Neste caso. item 8:00: "Se a incapacidade for permanente e total. então vigente e nas despesas com a remoção do veículo acidentado. nas despesas com luto e funeral da vítima fatal (esposa do autor). Na espécie. irretocável a r. que eles foram excessivamente quantificados e que a incapacidade laborativa foi parcial. quer dizer. além das despesas do tratamento e lucros cessantes até o fim da convalescença. No mais. A seguradora foi citada e quedou inerte. 4. ou se lhe diminua o valor do trabalho. n. 1. deve receber pensão vitalícia. estabelece que se "da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão. Sobre a temática do pensionamento por incapacidade laborativa ensina RUI STOCO. mas em percentual correspondente à sua incapacidade. consoante se extrai do art. em dado momento. que ela providenciou as solenidades fúnebres. proprietário ou mesmo contra ambos. em casos desse jaez.539 do Código Civil de 1916. . que julgou procedentes os pedidos formulados (fls. A solidariedade. 26/30. mas de propriedade do pai.5 para 5. asseverando que não responde solidariamente com os demandados e apenas deve cobertura nos limites da apólice. solidariedade esta facultativa. Cív. nem qualquer relação de subordinação. de Ituporanga. ed. 985 grifei). que o autor não pode cobrar as despesas do funeral. preconizou que o contrato não cobre danos morais. É o relatório. Corte: "A responsabilidade entre o condutor e o proprietário do veículo causador do sinistro é do tipo solidária . São Paulo. a seguradora interpôs apelo. prova no sentido de que foram suportados pelo autor. 99. pois os atendimentos foram gratuitos. ao valor dos salários. Inconformado. como por exemplo o cônjuge. o autor apelou e postulou a majoração da pensão alimentícia de 3. que a constituição de capital é inviável. Cit. na hipótese. estes de forma composta. Não se exige a culpa in vigilando ou in eligendo. a) Responsabilidade solidária : A responsabilidade solidária entre os agentes causadores dos danos decorre da circunstância de que o veículo era conduzido pelo filho. I. d) danos morais. a indenização. ora autor/apelado.5 salários mínimos mensais. do Código Civil de 1916. os demandados apelaram. mas fica total ou parcialmente incapacitada para o trabalho. II VOTO: 1 Recurso dos demandados: O reclamo dos demandados se prende ao seguinte: a) responsabilidade solidária . então vigente. rel. 797. será devida a pensão ainda que a vítima tenha condições de exercer outra atividade. que os danos morais são descabidos. seja seu preposto ou não. b) danos emergentes. pontificando que o primeiro demandado não pode ser condenado solidariamente com o segundo. "Se a incapacidade for permanente e parcial. mas pelo fato de outrem ou pelo fato da coisa. O feito foi saneado e instruído. mesmo porque o causador do acidente pode não ser subordinado ao proprietário do veículo .

mas parcial. f) Honorários advocatícios: . em decorrência do acidente. O que importa. deve ser fixado conforme a gravidade decorrente do ilícito. de outra banda. A culpa foi de grau elevado e rendeu condenação criminal. Daí emerge que se a incapacidade laborativa for permanente e total. mas corresponderá ao percentual de incapacidade sobrevinda.001213-3. 129/130). pelo regime aberto. a grave culpa do agente e as múltiplas repercussões da ofensa na vida do autor. passa a necessitar da generosidade alheia. em que pese tratamento ortopédico por três anos. ou pelo critério da simples compensação. por exemplo. comenta SÍLVIO RODRIGUES: 'desse modo. em hipótese alguma. Corte: "A constituição de capital é medida prevista no art. e) Constituição de capital: Os recorrentes pretendem seja arredada a verba do art. mas a seguradora confere solvabilidade ao pólo passivo da actio. 129/130. p. a pensão deve ser vitalícia e corresponder à totalidade dos proventos auferidos. sendo de evidente intelecção a grande dor produzida pelo inesperado e antecipado óbito da esposa do requerente. Não merece provimento o recurso dos réus no tocante à caução referida no art. revela-se excessiva. além da baixa em sua autoestima. que resta mantida. em seu Do Dano Moral e sua Reparação. em seu Responsabilidade Civil. passou a ter ausência de locomoção. Cit. de Jaraguá do Sul. a indenização. mas também deficiência auditiva direita e incapacidade permanente total para o exercício de quaisquer funções. da mera satisfação. 2003. Se. Os danos psicológicos. incluindo cirurgias e fisioterapia (fls. rel. o autor. a incapacidade laboral for permanente. de natureza ideal. cív. ed. que em decorrência do mesmo acidente. A ficção não pode sobrepor-se à realidade". não só pelas fraturas múltiplas nas pernas e nos braços. será devida pelo tempo que perdurar a incapacidade. de conformidade com o laudo pericial de fls. imobilidade de um dos braços. 602 do CPC. nada justifica estabelecer tempo provável de vida àquele que necessitará para o resto de sua sobrevivência de amparo mensal. Sobre a matéria comenta CARLOS ROBERTO GONÇALVES. Foi até mesmo fixada abaixo do que deveria. Assim. Se não houve danos morais. A constituição de capital só pode ser arredada se houver manifesta solvabilidade do credor. a fim de assegurar seu devido cumprimento" (Ap. neles se incluindo". se a incapacidade for temporária. daí emergindo a censurabilidade da conduta praticada. Relevante sublinhar que a incapacidade laboral focalizada pela lei civil não consiste necessariamente em inabilitação para todo e qualquer ofício.. Des. muito menos as terá quando estiver com idade mais avançada. Nesse contexto. "Se hoje não tem condições de exercer uma atividade produtiva e remunerada. o que é mister. é a reparação. Assim. não devendo a indenização desfigurar a essência moral do direito. ed. 8. o recurso nesse particular é desprovido. a título de danos morais. Forense. inabilitação para o trabalho. Saraiva. independentemente das demais verbas. em virtude de acidente. bem como quando alcançar os 65 anos de idade.. de um violinista que. E sobre a incapacidade temporária prossegue aquele mesmo autor (Op. surdez no ouvido direito. deve ser operada através de livre arbítrio judicial. p. a pensão continua sendo vitalícia. no outro". houve inabilitação absoluta para o exercício de seu ofício e não mera diminuição de sua capacidade laborativa'". como o queiram. pelo critério da equivalência econômica. como se verá adiante. o demandante se encontra total e permanentemente incapacitado para as atividades braçais que antes desempenhava. A verba. "E a razão é simples: se é ele incapaz hoje em razão do infortúnio. tendo como parâmetros a posição econômica e social das partes. 2. 602 do CPC. O valor indenizatório em favor do requerente. porém. 602. o autor perdeu a companheira do resto da vida. a pensão subsistirá até a integral convalescença do sinistrado. pp. Sem razão. n. o será aos 25 anos. 424 e 427 "Na ocorrência da lesão manda o direito ou a eqüidade que se não deixe o lesado ao desamparo de sua própria sorte. mantém-se a sentença apelada porque o valor indenizatório equivalente a 300 salários mínimos à época do acidente não desnatura a essência moral do direito em tela e tampouco avilta a importância do bem protegido juridicamente. na espécie. não reclamam prova robusta e são perfeitamente perceptíveis das circunstâncias do caso concreto.. Em decorrência do ilícito culposo provocado pelos requeridos.sem qualquer limitação temporal. não houve apenas para os requeridos. se de curta duração. Dionízio Jenczak). A propósito. desmerece guarida o reclamo nesse tópico. Não há maiores elementos de convicção sobre as condições econômicas dos demandados. sentindo profundos danos morais em sua própria pessoa. Sobre a temática já decidiu esta e. Enfim. A quantificação dos danos morais. mas. 797): "Se a incapacidade for temporária (não permanente). 694: "A inabilitação refere-se à profissão exercida pela vítima e não a qualquer atividade remunerada. do Codex Instrumentallis e deve ser fixada sempre que a indenização por ato ilícito incluir prestação de alimentos. d) Danos morais: Sobre a temática dos danos morais ensina WILSON MELO DA SILVA. o demandante é pessoa simples. mas sim para o trabalho que antes era desempenhado. 2003. E tanto faz que tal lesão tenha ocorrido no campo se seus bens materiais ou na esfera daqueles outros bens seus. Inapto para quaisquer atividades que pudessem lhe garantir o pão de cada dia. A ofensa ensejou o óbito da esposa do requerente. num caso. do que não se cogita na espécie. Logo. se se trata. Na hipótese dos autos. o que é muito difícil de ser conseguida. a pensão será vitalícia e corresponderá à integralidade do salário ou provento auferido. poderá converter-se em meros lucros cessantes. pelo que deve subsistir. perdeu um braço. Na espécie. "Ora.

de Blumenau). 98. o imperativo maior da concretização do direito material fosse embaraçado pelo injustificado apego ao fetiche da forma. DJU 12.017806-9. Rel. os danos morais enquadram-se na responsabilidade de ressarcimento da seguradora. mesmo que especificamente para os seguros obrigatórios. Todavia. Quando chamado a resolver problema idêntico ao do caso sub judice. a indenização por sinistro poderá ser paga pelo segurador diretamente ao terceiro prejudicado'" (TJSC . cuja apólice foi juntada aos autos. a) Responsabilidade solidária : Em princípio.redução da pensão alimentícia . de conformidade com o laudo pericial de fls. 70. d) Pensão por incapacidade laborativa: Sem fundamentar. b) cobertura da apólice por danos morais. "Enfim. "Da mesmo sorte.não foi de grande monta. tem-se admitido o ajuizamento direto da demanda em face da seguradora e dos causadores do evento. "Ademais. A responsabilidade da seguradora.017781-7. Min. Sem razão. o que obviamente revela o acerto da tese preconizada na r. ressarcidos por conta da apólice que rege as relações estabelecidas entre a responsável direta pela reparação advinda do cometimento de ilícito e a companhia de seguros denunciada à lide" (Apelação Cível n. c) quantificação dos danos morais. Ruy Rosado de Aguiar. nesse ponto. estabelecendo ainda o art. sentença. de Biguaçú.813. "Afinal. resulta elementar que a responsabilidade . colhe-se desta e. Sem razão. com a evolução da matéria na doutrina e nos pretórios pátrios. c) majoração dos danos morais. voto pelo desprovimento do recurso da seguradora. 03.5 salários mínimos vigentes ao tempo do ilícito (fls. . estribado em entendimento do STJ. em seu art. pelo que o presente recurso. Ante o exposto. devendo alcançar a totalidade dos mesmos. que detém indubitável solvabilidade. todavia. nos limites da apólice. do CPC. justifica-se a fixação do estipêndio honorário no máximo legal." (Apelação cível n. ao final. a seguradora apelante pretende o reconhecimento de incapacidade laborativa parcial do requerente. o Código Civil de 2002 parece ter abraçado a tese da ação direta. b) Cobertura da apólice por danos morais: Relativamente à cobertura pelos danos morais. que 'no seguro de responsabilidade civil. de minha relatoria. 129/130. recurso conhecido e provido em parte" (REsp 106326/PR. Corte: "A responsabilidade da seguradora/denunciada não está embasada na culpa deste ou daquele pelo infortúnio. seria mesmo vertida à seguradora. Sobre o tema traz-se a lume excerto desta colenda Segunda Câmara de Direito Civil. d) pensão por incapacidade laborativa. Assim. subsiste. 20/24 e 150). conforme se extrai claramente do art. Des.015971-7. descabendo o recurso nesse tópico. assim. pelo que reputo aplicável a norma contida no parágrafo único do art. mas no contrato de seguro que celebrou com a empresa de transportes/denunciante. subsiste viável a detonação de demanda autônoma contra a seguradora. de Concórdia. ao dispor. impondo-se. Rel. tecnicamente.. 788. 3 Recurso do autor Valdemar Hahn: O reclamo se prende ao seguinte: a) majoração da pensão.. a responsabilidade da seguradora subsiste solidária . a pensão deve ser vitalícia e corresponder à totalidade dos proventos auferidos". os danos morais subsumem-se na classificação de danos pessoais. conforme o decidido na r. 787. 2 Recurso da seguradora litisdenunciada: O reclamo da seguradora se prende ao seguinte: a) responsabilidade solidária . militam em favor desse mesmo entendimento os princípios da instrumentalidade. b) pensão pela morte da esposa. sentença. vem proclamando o Superior Tribunal de Justiça: "O contrato de seguro por danos pessoais compreende o dano moral. que 'nos seguros de responsabilidade legalmente obrigatórios. mas adstrita aos limites da apólice. o segurador garante o pagamento de perdas e danos devidos pelo segurado a terceiro'. da solvabilidade. voto pelo desprovimento do recurso dos demandados. não há razão para que a verba seja fixada em 1/3 dos proventos auferidos.Apelação cível n. Não há como excluir a seguradora da responsabilidade civil solidária no ressarcimento da indenização. 02. Des. RSTJ 99/281). Prevista no contrato de seguro cobertura para os danos pessoais. consoante o que já ficou decidido acima. em que matéria foi exaustivamente debatida: "Daí emerge que resultando facultativa a denunciação no caso de contrato de seguro de responsabilidade civil. 18. havendo decaimento de parte mínima dos pleitos formulados.1997 p. Em arremate. a) Majoração da pensão: Conforme se registrou acima. não merece provimento.O reclamo pretende a redução do estipêndio honorário e o reconhecimento da sucumbência recíproca. desmerece amparo a súplica recursal nesse tópico. pois. Assim. c) Quantificação dos danos morais: Os danos morais foram apreciados e mantidos por ocasião do reclamo dos demandados (supra). Trindade dos Santos). que condenou solidariamente a litisdenunciada. A parcela excluída . que importam em 5. não seria de se admitir que. a responsabilidade solidária . Logo. o que arredaria. 21 do CPC. sendo o processo um instrumento de composição de litígios e de realização da Justiça. III. se a incapacitação foi total. a responsabilidade da seguradora decorre de direito regressivo. d) fluência da correção monetária e dos juros de mora. Assim. o demandante se encontra total e permanentemente incapacitado para as atividades braçais que antes desempenhava. Sendo a causa complexa e demonstrando o patrono do autor zelo profissional. Wilson Augusto do Nascimento). da economia e da celeridade. Ante o exposto. o Tribunal de Justiça de Santa Catarina vem adotando o seguinte entendimento: "Inquestionavelmente. pelo que a propositura da ação diretamente contra ela também condiz com os princípios da economia e da celeridade. "na hipótese dos autos.5.

5 salários mínimos vigentes ao tempo do ilícito. Cív. de modo a não poder pleiteá-los o marido que perde a mulher em acidente ou em razão de homicídio.027112-0. são simples e não compostos. cumprindo-se o disposto no art.008112-4. devem fluir a partir da data do evento (Súmulas 43 e 54 do STJ)" (TJSC. em seu Responsabilidade Civil e sua Interpretação Jurisprudencial. "Ora. paralelamente à manutenção e criação dos filhos. ainda que ela não exercesse atividade laborativa remunerada. na manutenção e subsistência da família" (Ap. Corte: . conforme fundamentação anterior. eis que ajudava no sustento e na manutenção da família" (1º TACSP . "Não há como negar que a ausência da esposa (como a do marido). 00. Cív. "Essa atividade interna da mulher tem um significado preponderante e . companheiro e aos filhos. porque sua função de auxiliar do marido. a argüição merece parcial acolhida. voto pelo parcial provimento do reclamo do autor para. ainda que não exercesse ela profissão fora do lar. Portanto.. c) Majoração dos danos morais: O estipêndio não reclama majoração. cessando com a morte do pensionado. desorganiza e altera a estrutura da família."Cabível a indenização pela morte da mãe ou esposa. j. chegando-se mesmo a entender que a perda dos trabalhos domésticos. n. evoluiu-se no sentido de que as verbas mencionadas no art. na hipótese de óbito da mulher. n. Des. Colhe-se da jurisprudência pátria: "O marido tem legitimidade ativa para pleitear indenização por morte da esposa em acidente de trânsito. havia a orientação tradicional: ao marido não cabia direito à indenização. a atividade doméstica que a mulher exerce junto da família é imprescindível. O capital deve ser acrescido de correção monetária e juros legais de mora a partir do ilícito (Súmulas 43 e 54 do STJ).001765-5. da Capital. rel. 2000.537 do CC de 1916 [danos emergentes e lucros cessantes] são apenas exemplificativas. o marido não terá condições mínimas para exercer o seu mister e sustentar sua prole. "Portanto. n. da Capital. rel.625/SP. presumindo-se sua contribuição na formação de um pecúlio comum. mesmo porque a sentença apelada foi mantida. rel. Ap. via de regra. Assim. rel. Assim. Solon d'Eça Neves). pp.Destarte. a retroação à data do ajuizamento da demanda implicaria corrigir o que já está atualizado" (EDREsp 194. para 5. Marcus Tulio Sartorato grifei). seria compensada pelas despesas que o marido deixaria de ter'. em favor do marido e dos filhos.. Os juros de mora. Corte: . tem um valor econômico aferível. importando o estipêndio em 2/3 de um salário mínimo (vigente na época do evento). e ordenar que a . 01."A correção monetária da indenização do dano moral inicia a partir da data do respectivo arbitramento. Des. 711-712: "Conforme anotou CARLOS ROBERTO GONÇALVES. em se cogitando de ato ilícito. Nesse vértice já decidiu esta e. por sua inabilitação laboral. Cív. é efetivamente devida. mas este os deve a ela. 602 do CPC. correm da data do evento danoso (Súmulas 43 e 54 do STJ).5 salários mínimos vigentes ao tempo do ilícito. Ari Pargendler. d) Fluência da correção monetária e dos juros de mora em relação à pensão e aos danos morais: A correção monetária e os juros de mora. que devem ser atualizados a partir do arbitramento (data da sentença). do CC de 1916. é uma espécie de poupança que merece ressarcimento na sua falta. de Canoinhas (o grifo é meu). da data do sinistro até o momento em que a vítima completaria 65 anos de idade. 1999.6ª C. da data do sinistro até o momento em que a vítima completaria 65 anos de idade. nos termos do art. 2ª Câmara de Direito Civil. E desta e. b) Pensão pela morte da esposa: Ao contrário do que concluiu o digno julgador singular. provejo o recurso para que a pensão incida sobre 5. provejo o recurso nesse ponto para condenar os réus ao pagamento de uma pensão em favor do autor de 2/3 de um salário mínimo vigente à época dos fatos. 1. de Concórdia. devendo ser indenizados todos os prejuízos que o cônjuge . a inclusão de juros compostos na satisfação dos danos justifica-se quando há prática de crime doloso" (JC 48/126 in Ap. nesse caso. pela tranquilidade que propicia ao marido. Ante o exposto. Cív. é devida a pensão em favor do marido. exigindo maior esforço econômico e impondo maior despesa na mantença da casa. Sobre o tema já decidimos: "A correção monetária e os juros de mora incidentes na pensão decorrente de responsabilidade civil delitual. com exceção dos danos morais. eis que houve condenação criminal por crime culposo: "Segundo o entendimento reiterado desta Corte de Justiça. Juiz Carlos Roberto Gonçalves. 'com relação à morte da mulher que não trabalha. ficam a cargo da dona de casa. condenar os réus ao pagamento de uma pensão em favor do autor de 2/3 de um salário mínimo vigente à época dos fatos. além de obrigar todos a uma sobrecarga de tarefas para suprir a sua ausência na realização dos afazeres de rotina que. Sem ela. mesmo que não exerça atividade remunerada. "O entendimento até então prevalecente era de que a mulher não deve alimentos ao marido. Cív. elevar a pensão alimentícia. "A pensão é cabível independentemente de a mulher (ou o menor) exercer ou não atividade externa. assume caráter assistencial e objetiva ressarcir a subtração da poupança doméstica que a consorte possibilitava. O estipêndio. in RT 641/181). traduz-se num ressarcimento de natureza material em razão da efetiva perda de uma contribuição fundamental da mulher" (grifei). n. "Atualmente.seja o homem ou a mulher comprovar ter sofrido. total e permanente. rel. 233. Luiz Carlos Freyesleben). em conseqüência. como vem sendo reconhecido por doutrinadores de escola e pelos tribunais. na hipótese. Min. a pensão pela morte da esposa.025110-8. Ap. por certo. Nesse vértice a lição de RUI STOCO. que eram feitos pela mulher. Des. 4. mesmo não exercendo atividade profissional fora do lar. 2003. ainda que ela não exercesse atividade laborativa remunerada e apenas se dedicasse às lides domésticas. ed. 24/06/2002 in Ap. RT. da data do sinistro até o momento em que a vítima completaria 65 anos de idade. IV.

corrigidos a partir da emissão de cada nota fiscal. 4) prover em parte o do autor.00 (sete mil reais). alegando que.022699-0.A. Desembargador Luiz Carlos Freyesleben. Sr. relatados e discutidos estes autos de apelação cível n.00 (sete mil reais) a título de lucros cessantes. com exceção dos danos morais. o Magistrado a quo julgou procedente o pedido. LUCROS CESSANTES. . SENTENÇA MANTIDA. negar provimento ao recurso. após perder o controle do automóvel. em que é apelante Nacional Indústria Química Ltda. DESCONSIDERAÇÃO. condenou a ré ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios. POSSIBILIDADE. com a oitiva de três testemunhas. esta Segunda Câmara de Direito Civil decide: 1) conhecer dos recursos. AUSÊNCIA DE PROVA HÁBIL A ILIDIR O ORÇAMENTO APRESENTADO. colidiu com o caminhão de propriedade do autor. e apelado Antônio Jair Pereira: ACORDAM. sustentou sua ilegitimidade passiva ao argumento de que a responsabilidade civil é do condutor do veículo Sr. condenando a ré ao pagamento de R$ 9. duzentos e oitenta e três reais e cinqüenta e oito centavos) pelos danos patrimoniais. no dia 23 de dezembro de 1999.283. (JC 43/74). postulou a condenação da empresa ré ao pagamento dos danos patrimoniais causados no veículo . 2) desprover o reclamo dos demandados. o pedido de concessão do benefício assistência judiciária Além disso. IMPUGNAÇÃO DAS NOTAS FISCAIS. Finalmente. Custas na forma de lei. a minoração da indenização por danos materiais e . Juntou documentos (fls. Noraldino. Participou do julgamento o Exmo. Valorou a causa em R$ 10. Havendo solidariedade entre o proprietário do veículo e o motorista causador do dano.correção monetária e os juros de mora corram da data do evento danoso (Súmulas 43 e 54 do STJ). e ainda. Relator: Des. Monteiro Rocha 273588 .00 (dezessete mil e noventa e oito reais) e juntou documentos (fls. Noraldino Felix Gonçalves conduzindo o veículo da ré (de propriedade do Banestado Leasing S. ou. contra ambos. a ação pode ser indistintamente ajuizada contra um ou outro. da comarca de Araranguá (1ª Vara Cível). foram apresentadas as alegações finais em forma de memorial. à unanimidade. I RELATÓRIO: Antônio Jair Pereira intentou ação de indenização pelo rito sumário contra Nacional Indústria Química Ltda. acarretando-lhe vários prejuízos. bem como ao pagamento de R$ 7. Jorge Schaefer Martins.R$ 10.R$ 7. 59/66). FUNDAMENTAÇÃO EMBASADA NO ASPECTO DE NÃO TEREM SIDO APRESENTADOS OUTROS ORÇAMENTOS. salvo prova de sua circulação contra a vontade do proprietário .003281-9 273588 26/11/2004 16:09Des. No mérito. FALTA DE PROVAS EM SENTIDO CONTRÁRIO NO QUE PERTINE AO VALOR APRESENTADO E DE IMPUGNAÇÃO EM RELAÇÃO AO TEMPO QUE O CAMINHÃO FICOU INATIVO NA CONTESTAÇÃO. 03.. AÇÃO ENDEREÇADA CONTRA A PROPRIETÁRIA. Houve réplica (fls. a ré apelou.098.000. 8/30) Inexitosa a conciliação. PRELIMINAR AFASTADA.58 (nove mil.) invadiu a pista contrária e . DESCONSIDERAÇÃO. 3) desprover o da seguradora. preliminarmente. ACIDENTE DE TRÂNSITO. III DECISÃO: Nos termos do voto do relator. estes fixados em 10% sobre o valor da condenação. em Primeira Câmara de Direito Civil. 67/72). pleiteando sua exclusão do polo passivo da ação. a ré apresentou contestação. MAZONI FERREIRA Presidente com voto MONTEIRO ROCHA Relator 2 Apelação cível n. Omissis.098. CONTRARIEDADE CONTRA O VALOR APRESENTADO COMO RENDIMENTO MENSAL EM RAZÃO DA AUSÊNCIA DE PROVAS DO TEMPO QUE O CAMINHÃO FICOU PARADO. 2003. de Araranguá. VEÍCULO DE PROPRIEDADE DE PESSOA JURÍDICA CONDUZIDO POR SÓCIO. Inconformada.022699-0. que devem ser atualizados a partir do arbitramento (data da sentença). por unanimidade. impugnando. Outrosssim. 2003. 25 de novembro de 2004. o afastamento da condenação referente aos lucros cessantes.16:09 Tribunal de Justiça de Santa Catarina Apelação cível n. por derradeiro.00 (dez mil e noventa e oito reais) -. NOTAS NÃO IMPUGNADAS NA CONTESTAÇÃO.26/11/2004 . rebateu as verbas pleiteadas pelo autor.000. ILEGITIMIDADE PASSIVA. REPARAÇÃO DE DANOS. Sentenciando. sócio da empresa que faleceu em razão do acidente. Vistos. Instruído o feito. além dos lucros cessantes . Florianópolis. acrescido de correção monetária a contar da propositura da ação.

ou contra ambos.. atitude esta que indica seu total desinteresse quanto à pesquisa de preços para o conserto do veículo ".Ação dirigida apenas contra o causador direto do dano . 55). o apelante não produziu prova hábil a ilidir o orçamento apresentado.Possibilidade .) é de R$ 9. 22... Relator: Des. apesar da afirmação de "que o autor juntou apenas 1 (uma) Nota Fiscal como comprovante de cada um de seus gastos..Responsabilidade dos sócios pelos danos. ascenderam os autos a esta Corte. pois enormes são as dificuldades na apuração do fato. (JC 43/74).931. Inocorre na obrigação solidária o litisconsórcio necessário. atualizada e ampl. firmou-se o entendimento de que o dono do veículo responde sempre pelos atos culposos de terceiro a quem o entregou.58 (nove mil. sequer tendo procedido a juntada de outro que pudesse rebater o valor cobrado ou comprovar sua abusividade. atual.1990.Sentença mantida (1º TACSP. há que se afastar a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam. independente do condutor do veículo ser seu preposto ou não. afirmando que "o valor correto da soma das notas fiscais (. ocasiona ilegalmente um prejuízo a alguém. Ap. São Paulo: Revista dos Tribunais. até o limite de suas cotas .) Em certos casos. contra ambos. condutor do veículo . pois a ação poderia ser proposta tanto contra o proprietário do veículo como o motorista causador do dano.283. 8ª Câm.. 985) [sem grifo no original] Acerca das razões que impõem a responsabilidade do proprietário . j. era sócio da empresa Nacional Indústria Química Ltda. 2. Orli Rodrigues). há uma responsabilidade indireto ou complexa. (Apelação cível n. a jurisprudência já se manifestou: Omissis. seja seu preposto ou não. A solidariedade entre o proprietário do veículo e o motorista causador do dano autoriza o ingresso da ação indistintamente contra um ou outro. Na verdade. este fato alicerça ainda mais a legitimidade passiva ad causam da apelante. porém. Arnaldo Rizzardo assim discorre: Razões de ordem objetiva fizeram prevalecer a responsabilidade do proprietário do veículo causador do dano. embora estivesse em nome da empresa ré. o filho maior.Irrelevância . Em relação aos danos materiais. valor este que deverá ser o cobrado a título de danos materiais" (fl. Havendo solidariedade entre o proprietário do veículo e o motorista causador do dano.. A responsabilidade do proprietário do veículo não resulta de culpa alguma. a jurisprudência já se manifestou: Acidente de circulação . a ação pode ser indistintamente ajuizada contra um ou outro.Ocorrência do evento quando ainda existente a firma .. de Joaçaba. A respeito. ou seja. 2001. 439. como quando não há nenhuma relação jurídica com o autor material. SEM AS CAUTELAS DEVIDAS. rev. NÃO PROPRIETÁRIA DO VEÍCULO . E ainda: Omissis. pode-se constatar que o Sr. serviçal ou preposto. salvo prova de sua circulação contra a vontade do proprietário . tir. era de uso exclusivo do Sr. Noraldino era sócio da empresa e não empregado. passo à análise do mérito. FUNDAMENTAÇÃO EMBASADA NO ASPECTO DE SER ÚNICO. 9.. (Responsabilidade civil e sua interpretação jurisprudencial. Rel. Toledo Silva) De mais a mais.7.IMPOSSIBILIDADE DE ACOLHIMENTO RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DESTE E DA CONDUTORA (. IMPUGNAÇÃO AO ORÇAMENTO. 76) [sem grifo no original] Afastada a preliminar. em decorrência da responsabilidade pelo fato da coisa entende-se que.PLEITO DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO PROPRIETÁRIO . 2000.MOTORISTA. mesmo porque o causador do acidente pode não ser subordinado ao proprietário do veículo . e ainda. Do mesmo modo é descabida a alegação de que o Sr.. Relator: Des. Jundiaí. (A reparação nos acidentes de trânsito. cujo fundamento jurídico reside na guarda da coisa.Ajuizamento contra pessoa jurídica . Com efeito.) Em decorrência da responsabilidade pelo fato da coisa. toda vez que o terceiro. do contrato social juntado nas fls.Com as contra-razões. ed. Além disso.ACIDENTE DE TRÂNSITO . Por fim: RESPONSABILIDADE CIVIL . na direção de um veículo . p. OPOSIÇÃO .Acidente de trânsito .) Omissis.. 65/66. Assim. 1999. Noraldino. Neste sentido doutrina Rui Stoco que: (. A vítima fica bastante insegura ao acontecer o evento diante do anonimato da culpa. (Apelação cível n. Contudo. portanto. problema cada vez mais acentuado. p. sendo defeso em grau de recurso impugnar os demais valores ao argumento de que apresentado apenas um orçamento. que o automóvel. ed. II VOTO: De início. (. Noraldino Felix Gonçalves.Alegação de dissolução da sociedade . São Paulo: Revista dos Tribunais. mas pelo fato de outrem ou pelo fato da coisa. extrai-se o seguinte julgado: Ilegitimidade "ad causam" . nem qualquer relação de subordinação. rev. Alcides Aguiar). a ameaça do não ressarcimento dos prejuízos sofridos e o freqüente estado de insolvência do autor material do ato lesivo somam-se entre os argumentos a favor da responsabilidade civil do proprietário . O responsável pode ser estranho ao ato danoso. Não se exige a culpa in vigilando ou in eligendo. duzentos e oitenta e três reais e cinqüenta e oito centavos). Noraldino Felix Gonçalves. concordou com o valor remanescente.Recurso provido. sabe-se que é facultado ao autor da demanda promover a ação reparatória decorrente de acidente de trânsito contra o condutor do veículo causador do sinistro ou seu proprietário . 4... QUE. 39. Acerca do assunto. como no caso concreto. A propósito. a apelante sustenta que o único responsável pelo acidente seria o Sr.. não se pode falar em ilegitimidade passiva. de São José. direta ou indireta. como por exemplo o cônjuge. 4. CONVERGE À ESQUERDA E COLIDE COM MOTOCICLETA QUE TRAFEGAVA NO MESMO SENTIDO . a tentativa de afastar as fraudes. e que no momento do acidente este não estava a serviço da empresa. a impugnação limitou-se à nota juntada na fl. o dono do veículo responde sempre pelos atos culposos causados por terceiro a quem entregou o veículo . e ampl. A garantia da segurança do patrimônio próprio.609/90.011648-3. em que o indivíduo responde não pelo fato próprio.

Transferência do caminhão não restou provada. EQUIVALENTE AO DOS REPAROS. a qual diga-se de passagem não está em contradição com o conjunto probatório. O pensionamento tem vigência para os filhos até a data em que os mesmos completarem 21 anos e à viúva até a data em que o falecido completaria 70 anos. (RSTJ 111/246). mantém-se hígida a declaração juntada pelo apelado. 1999. VALOR APURADO TIDO POR JUSTO.021825-2. Efetivamente. III DECISÃO: Ante o exposto. ORLI RODRIGUES. consoante o inciso II do artigo 333 do CPC. apesar de impugnado o valor. JORGE SCHAEFER MARTINS. por falta de provas em sentido contrário. RESPONSABILIDADE CIVIL. não se pode olvidar do fato de que apenas agora.ABRANGENTE E GENÉRICA. DESCONSIDERAÇÃO. Na contestação. com voto vencedor. DANO MORAL. Eduardo Ribeiro. Mais ainda quando. na fl. a apelante não trouxe provas que derribasse a informação. Florianópolis. fazendo com que a empresa apelante respondesse solidariamente com o motorista. Min. vota-se pelo não provimento do recurso.500. (Apelação cível n. com voto. Relator: Jorge Schaefer Martins). bem como em razão da ausência de provas acerca do período em que o caminhão ficou parado. negou-se provimento ao recurso.00 (três mil e quinhentos reais). TRANSFERÊNCIA DO VEÍCULO NÃO PROVADA. RECURSO DESPROVIDO. Em relação ao tempo em que o caminhão ficou parado. Contrariedade. em verdade.9. pelo acórdão.363/RS.1991) Ou ainda: A presunção de serem verdadeiros os fatos não impugnados só poderá prevalecer quando não provoque contradição com a defesa em seu conjunto. foram admitidos. PENSIONAMENTO. ônus que competia à ré. Danos morais mantidos. 15 de outubro de 2004. Participou do julgamento. apesar de indicar o rendimento mensal bruto. 30. tampouco de qual seria o lucro líquido que o autor percebia mensalmente. ao artigo 302 do código de processo civil. não presta para quantificar o lucro que o apelado deixou de auferir. Apelos não providos. 17. 2003. 8 ACV n. à consideração de que a declaração acostada na fl. ACIDENTE DE TRÂNSITO. de Blumenau. impondo-se como verdadeira a alegação aduzida na inicial. j. Neste sentido. Por derradeiro a apelante postula a exclusão da condenação pertinente aos lucros cessantes. Relator. (REsp 11. 30 o autor juntou declaração da empresa na qual prestava serviço informando que seu faturamento médio mensal bruto seria de R$ 3. APELAÇÃO DÉCIMA Nº SANTO SPAGOLLA APELANTE/APELADO MARIA APELANTE/APELADO ANTONIO APELADO ACÓRDÃO MATERIAIS DE BERTHO PARA JESUS PAULO CONSTRUCAO SEGUNDA CÂMARA CÍVEL CÍVEL 70005321880 ÂNGELO LTDA TABORDA JUNIOR . Neste contexto. Presidente. Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados pelo réu. a ré se insurge a respeito. Portanto. já se posicionou o Superior Tribunal de Justiça: Processual civil Contestação Fatos não impugnados. em grau de recurso. o Excelentíssimo Desembargador Dionizio Jenczak.022699-0 Jorge RELATOR Jorge RELATOR Schaefer Schaefer Martins Martins Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul APELAÇÃO CÍVEL.

Relata que analisando as provas contidas nos autos chega-se a conclusão de que quando o acidente ocorreu. contrariando as provas dos autos. seja reduzido o dinheiro com que o obituado gasta com si próprio ou seja 1/3. até a idade de 65 anos. A pensão deve ser devida aos filhos menores até os 21 anos de idade. Quanto à primeira apelação: Importante se faz mencionar o parecer do MP. é algo inusitado. Em relação aos juros de mora e correção monetária. e Des. foi transferido para ele. Relator. André Guidi Colossi. da data da citação. Presidente. ou em última hipótese. a respeito da controvérsia acerca da vinculação da empresa ora apelante. 20 de março de 2003. porque deverá ser dividida entre todos os autores. a empresa aceitou receber como compensação um . Aduz que não há como fazer prevalecer que a pessoa jurídica em cujo nome esteja registrado o veículo . e que o apelante não era mais empregado da empresa. DR. Carlos Eduardo Zietlow Duro. ou alternativamente 200 salários mínimos para cada autor. devem incidir a partir da data da publicação da sentença. que comprovam que Antonio era o real proprietário do caminhão antes do acidente. para evitar a condenação em tela. recibos. VOTO DR. de propriedade da empresa demandada. e dos documentos juntados. "Por primeiro. pede que dos R$ 500.que foi trazido inúmeras notas fiscais. à unanimidade. dá a entender através de suposições. Mais inusitado ainda. Quanto ao pensionamento.Vistos. quando há começo de prova por escrito. RELATÓRIO MARCELO CEZAR MÜLLER. relatados e discutidos os autos. placas AAG-5223. no que tange aos danos morais. Pede que a verba dos danos morais seja majorada para a quantia de 1000 salários mínimos. Houve manifestação do Ministério Público pela procedência dos pedidos. quando. reduzindo-os para 100 salários mínimos. Orlando Heemann Júnior. que também foi adotado na sentença pelo juiz de direito Dr. Salienta ainda. que tal negociação não foi comprovada apenas por depoimento de testemunhas. dado a Antonio Bertho de Paulo Júnior a título de pagamento de verbas trabalhistas. Aduz que o veículo Mercedes Benz. o voto é no sentido de manter a sentença hostilizada. o que confirma os depoimentos das testemunhas. em negar provimento aos recursos de apelação. MARCELO CEZAR MÜLLER (RELATOR) Spagolla Materiais de Construção Ltda e Maria de Jesus Taborda. placas NP5300. Afirma também. não considerou a dimensão do evento. visto que ficou comprovada a transferência do caminhão bem antes do acidente. que move o segundo contra o primeiro. admitindo-se a prova testemunhal. a título de pagamento de rescisão trabalhista. Entende que a indenização arbitrada é muito pequena. ou até seus casamentos. com Antônio Bertho. seja responsável pelos danos causados. conforme os depoimentos das testemunhas. É o relatório. Primeira apelação: Relata o apelante que o magistrado deixou de analisar as provas contidas nos autos e decidiu os pontos controvertidos com base em impressões pessoais e suposições. que a empresa teve o intuito de arquitetar os fatos comprovados nos autos. além do signatário. os eminentes Senhores. na ação de de reparação de danos materiais e morais. MARCELO CEZAR MÜLLER (RELATOR) -Eminentes colegas. foi abalroada pelo caminhão Mercedes Benz. A sentença deve ser reformada também. Des. valor esse suficiente para compensar a dor sofrida. Segunda apelação: Afirma a apelante que o magistrado ao fixar a quantia a ser adimplida pelos requeridos a título de dano moral. seja qual for o valor do contrato. e não 70 anos como na sentença. DR. interpuseram recurso de apelação da sentença que julgou parcialmente procedente a referida ação. Trata-se de acidente de trânsito ocorrido no dia 27 de outubro de 1996 quando a camionete Ford F1000. Custas na forma da lei. o caminhão não pertencia mais a empresa.00 a que foram condenados a título de indenização. Afirma que o magistrado.desembargadores. Acordam os Desembargadores integrantes da Décima Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado. de dizer que a entrega de um Mercedes Benz para um empregado. Participaram do julgamento. mas também através de uma farta documentação juntada. Porto Alegre. tendo em vista que o valor do Mercedes Benz era superior aos dos direitos trabalhistas do segundo requerido.

surpreendentemente a empresa requerida tem em seu poder diversas notas fiscais e borderôs referentes ao caminhão Mercedes Benz supostamente alienado ao demandado Antônio. A determinação da expectativa de vida da vítima em 70 anos também tem amparo jurisprudencial: RJTJRS 198/309." "De regra. e também o art..00. OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. devendo esta responder solidariamente. CAPUT. poderão promover-lhe a execução. 1521. desapareceu. ACIDENTE DE TRÂNSITO. Cabe ressaltar que as testemunhas. No que tange a alegação de que a negociação feita entre a empresa apelante e Antônio Bertho não foi provada somente com prova testemunhal."( FILHO. são ligadas ao requerente pelo vínculo empregatício. . este fica prejudicado visto que a sentença já considerou o pedido. a capacidade econômica do causador do dano. 5.por tempo superior. seu representante legal ou seus herdeiros. o equivalente a 350 salários mínimos a título de dano moral segue parâmetros de sensatez. ao valorar o dano moral. inobstante a alegada tradição". Assim: "Importa dizer que o juiz." Quanto ao valor do pensionamento. CULPA CONCORRENTE CARACTERIZADA PELO AGIR CULPOSO DO MOTORISTA DO MICRO-ÔNIBUS. caput e parágrafo único do Código Civil. Em momento algum. à fl. comum é . pois neste caso. 2.(fl. 2001. No que tange a data de vigência do pensionamento deve esta ser mantida como na sentença. uma vida . Ademais. de acordo com seu prudente arbítrio. e admissível mencionar que antes da tradição o direito real não se traspassa.. 63 do CPP: "Transitada em julgado a sentença condenatória. sinaliza pela inexistência da alegada negociação entre os requeridos. a sentir do parquet. se houvesse mesmo sido transferido o caminhão para Antônio. QUE AO PRETENDER INFLETIR A ESQUERDA. por isto a prova exclusivamente testemunhal não seria suficiente.) (APELAÇÃO CÍVEL Nº 598353720. Programa de Responsabilidade Civil. EM HAVENDO SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. pelo indenização dos danos causados aos autores. Oportuno salientar que o réu Antônio Bertho Paulo Júnior foi condenado no processo crime. após a rescisão do contrato de trabalho em 1992.21. deve arbitrar uma quantia que. não é esta passível de acolhimento. sendo esta questão definida na esfera criminal. 255. inobstante o representante legal da primeira requerida diga. pois somente elucidou fatos presentes no processo . COLIDIU COM MOTOCICLETA. VOLTAIRE DE LIMA MORAES. fazendo ainda prova em sentido contrário. Sérgio Cavalieri. até outubro de 1996. para efeito da reparação do dano. sendo a quantia arbitrada na sentença a mais correta. as condições sociais do ofendido. Assim restou demonstrado que não houve tradição do veículo Mercedes Benz. tendo recebido o caminhão Mercedes Benz em 1992. trazidas aos autos pela apelante.sendo impossível a sua localização. André Guidi Colossi: "Em que pese se encontre jurisprudência que considere os 65 anos de idade da vítima como termo "ad quem".. o juiz a quo contrariou as provas trazidas aos autos. ou seja. o ofendido. "No mesmo diapasão. Conforme decisão desta Corte: "AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL. O TERMO FINAL DO PENSIONAMENTO DEVE LEVAR EM CONTA A DATA EM QUE A VÍTIMA COMPLETARIA 70 ANOS DE IDADE. SÃO COMPENSÁVEIS (ART. examinar o art. A responsabilidade solidária é nítida neste caso. (7FLS. em nenhum momento ficou comprovada a tradição do caminhão. 3ºed. data do evento. a empresa requerida tinha perfeita ciência das graves conseqüências que poderiam advir do fato de ter um caminhão em nome da firma rodando pelo Brasil. 1518. seja compatível com a reprovabilidade da conduta ilícita. 4. até a data em que o falecido completaria 70 anos. RELATOR: DES. DO CPC). "De outra parte. Ademais. 1. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS.. devida aos filhos menores até a data em que completarem 21 anos e à viúva. do mesmo texto legal . notadamente neste Estado.. a intensidade e duração do sofrimento experimentado pela vítima. 401 do CPC. causa estranheza que o requerido Antônio Bertho. não providenciou na transferência do veículo . tais documentos são entregues diretamente á pessoa interessada. QUE A CONDUZIA EM VELOCIDADE IMODERADA E SEM CAPACETE. o caminhão cuja questão versava valia no ano de 2000 R$ 18.. . Ed Malheiros.000. Cabível então." Em relação aos danos morais não merece guarida o pedido do apelante. situação que. PILOTADA DA VÍTIMA. Assim aplica-se a hipótese do art. seguindo o art. 331 e 332) Chega-se à conclusão de que. que o demandado Antônio. APELACOES PARCIALMENTE PROVIDAS. nem muito menos fez uso de suposições para basear o julgamento. e outras circunstâncias mais que se fizerem presentes. págs 97 e 98) . VALORES A TITULO DE DANOS MATERIAIS E PENSIONAMENTO BEM DOSADOS.modesto terreno contendo uma casa de ínfimo valor". e que quem continuava gerenciando o veículo e o demandado Antônio era a empresa Spagolla. no juízo cível." Desta maneira bem colaciona a sentença prolatada pelo juiz de direito Dr. 3. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. JULGADO EM 31/05/00). VALOR DA CONDENACAO A TITULO DE DANOS MORAIS MAJORADO. inciso III. jamais deixariam transcorrer quatro anos sem ser efetuada a transferência. SEM TOMAR AS CAUTELAS NORMAIS.inclusive economicamente ativa . Portanto. guardando uma certa proporcionalidade. considerando que a documentação apresentada pela empresa ré não provou em momento algum a tradição do caminhão.

que pode ser físico ou psíquico. AMBOS DO CPC. Não comprovados os rendimentos da autora como advogada. I.Contrato de Arrendamento Mercantil. JUROS LEGAIS A CONTAR DO EVENTO DANOSO. observado o limite da apólice de seguro. 1. 2. Julgador MCM Nº 2002/CÍVEL ORLANDO CARLOS de HEEMANN EDUARDO 1º JÚNIOR ZIETLOW Grau: (PRESIDENTE): DURO: Andre De De Guidi acordo.(FILHO. JULGADO EM 25/09/02)" Quanto à segunda apelação: No que tange ao pedido de majoração dos danos morais.2002. Neste sentido: "RESPONSABILIDADE CIVIL POR ACIDENTE DE TRÂNSITO. SÚMULA 54 DO STJ.Responsabilidade solidária da arrendatária do veículo . analisa-se a situação econômica do autor e do réu. A obrigação da seguradora é exclusiva com o segurado. NAELE OCHOA PIAZZETA. Ação de Indenização por Danos Materiais e Morais. COLISÃO POR TRÁS.que os meios escolhidos sejam compatíveis com os fins visados. este é descabido. Não comprovada a culpa grave do condutor do veículo segurado. correta a sentença que determinou a apuração dos rendimentos através de liquidação de sentença. E 343. Para a fixação dos danos morais é necessário que haja uma certa proporcionalidade. APELAÇÃO DESPROVIDA. VII . EXEGESE DOS ARTS.Pensão. RECURSO ADESIVO.Manutenção da indenização por danos morais aos autores. mantém-se a quantificação dos danos morais assim como os fixados na sentença. a gravidade do fato e o grau de culpa de réu. Previsto o reembolso do dano pessoal.Descabida a indenização postulada pela mãe por cuidar da filha acidentada. descabendo o reembolso de terceiros. § 2º. IX . Ilegitimidade da arrendadora para responder solidariamente pelos danos causados com o veículo objeto do contrato a terceiros. O dano moral é espécie do dano pessoal. APELAÇÃO DÉCIMA Nº PORTO PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL CÍVEL 70004146452 ALEGRE . Neste sentido: "Para que a decisão seja razoável. PROVA QUE APONTA O AGIR CULPOSO DO CONDUTOR DA MOTOCICLETA. Sérgio Cavalieri. 3ª ed. Malheiros.Os índices de correção monetária e os juros de mora devem incidir a partir da data do evento observadas as súmulas 43 e 54 do STJ. (APELAÇÃO E REEXAME NECESSÁRIO Nº 70004477972. Recurso Especial pendente quanto à questão da ilegitimidade não tem efeito suspensivo. IV . Ante o exposto.Majoração dos honorários dos procuradores dos autores. Apelações dos autores e da denunciada à lide providas em parte. I . "Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso. Assim. 542. À conclusão. III . VI . Acidente de trânsito. cabível o ressarcimento do dano moral. DES. págs. V . APELAÇÃO. Mantida a sentença. Ed. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS.97 e 98). VIII .Contrato de seguro e dano moral. Programa de Responsabilidade Civil. respectivamente elencadas abaixo : "Incide correção monetária sobre dívida por ato ilícito a partir da data do efetivo prejuízo". CONFISSÃO FICTA RESULTANTE DA REVELIA. nos termos do art. PRESUNÇÃO DE CULPA NÃO ELIDIDA NO CONTEXTO PROBATÓRIO. Colossi. acordo. em caso de responsabilidade extracontratual". AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS. por entender ser razoável a quantia arbitrada. RELATOR: DES. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS. que a sanção seja proporcional ao dano". §§ 1º E 2º. Para isso. 70005321880 Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul Responsabilidade civil.Danos emergentes do autor varão não evidenciados. o voto é no sentido de negar provimento aos recursos de apelação. II . é necessário que a conclusão nela estabelecida seja adequada aos motivos que a determinaram. guardiã do bem. e do condutor pelos danos causados aos autores. DES. do CPC. RECURSO ADESIVO PROVIDO.Denunciação à lide. 340.

JORGE ANDRÉ PEREIRA GAILHARD.A. VALDIR ALBINO DIAS BONOTTO. enfim. Bayard Ney de Freitas Barcellos. a ser arbitrada em liquidação de sentença. condenou o requerido Roger e a denunciada no pagamento de 70% das despesas processuais e dos . nos limites da apólice. JORGE ANDRÉ PEREIRA GAILHARD (RELATOR): Cuida-se de recursos de apelação interpostos por ISABEL CRISTINA SILVEIRA BONOTTO. bem como de profissional da área de enfermagem. nos autos da AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS ajuizada pelos primeiros apelantes contra ROGER ANTÔNIO PERUZZO. além do signatário. Relator. ARRENDAMENTO S. condenando a denunciada a ressarcir os valores desembolsados pelo denunciante. Voltaire de Lima Moraes. MERCANTIL ANTÔNIO DISTRIBUIDORA DE VEÍCULOS E AUTOPEÇAS PERUZZO LTDA. os eminentes Senhores Des. a serem especificados em liquidação de sentença.DISTRIBUIDORA DE VEÍCULOS E AUTOPEÇAS LTDA e NORCHEN LEASING S. ANDRÉ SILVEIRA BONOTTO. as despesas com hospital. e Des. Ainda. DR. com fisioterapia. Presidente. contra a sentença de fls. ROGER APELADO. julgou procedente o pedido. RELATÓRIO DR. incluídos os honorários médicos. à unanimidade.EM ISABEL 1ª BRADESCO 2º NORCHEN APELADA.A. Porto Alegre. a serem apurados em liquidação de sentença. Além disso. IEDA FURASTÉ DA SILVEIRA e por BRADESCO SEGUROS S. 828/834 que. DIVAP APELADA. Também condenou o requerido Roger no pagamento de pensão mensal em favor da autora Isabel. com medicação e com acompanhamento técnico. 19 de março de 2003.A. de todos os pagamentos que os autores fizeram e vieram e efetuar a esse título. SEGUROS LEASING S. em prover em parte as apelações dos autores e da denunciada à lide. APELANTE/APELADO. Quanto aos danos morais. PRISCILA SILVEIRA BONOTTO. julgou procedente em parte o pedido. Acordam os integrantes da Décima Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado. julgou improcedente o pedido em relação à requerida DIVAP e extinta ação em relação a Norchen Leasing S.A. relatados e discutidos os autos. ACÓRDÃO REGIME CRISTINA DE SILVEIRA EXCEÇÃO BONOTTO APELANTE/APELADA. acolheu o pedido do autor Valdir de ressarcimento de lucros cessantes. Quanto à denunciação à lide. Vistos. PAULA SILVEIRA BONOTTO. condenando o requerido Roger no ressarcimento das despesas efetuadas pela autora Isabel com o tratamento. ARRENDAMENTO MERCANTIL. Por fim. Custas na forma da lei.A. condenou o requerido Roger no pagamento de indenização equivalente a 400 salários mínimos para a autora Isabel. PATRÍCIA SILVEIRA BONOTTO. Participaram do julgamento. a 100 salários mínimos para o autor Valdir e a 50 salários mínimos para a autora Ieda. DIVAP .

ou.A. Inicialmente. Pede A O apelação segundo o foi apelo recebida. Quanto à indenização por serviços prestados pela autora Ieda. na condição de devedora solidária da empresa. é inviável em razão do trânsito em julgado da sentença condenatória. pois sua responsabilidade deverá ser determinada por esta Corte. fixados em 10 salários mínimos para cada um. somente a empresa segurada. Por sua vez. o qual causou o acidente. os autores foram condenados no pagamento do restante das custas.. apresentado Bradesco De início. conclui que a requerida deve ser responsabilizada. entende não haver razão para o arbitramento de honorários em favor do procurador da requerida Nolchen Leasing S.A. argumenta que houve equívoco do juízo a quo. Além do mais. vez que pende recurso especial no STJ. Acrescenta. Além do mais. fls. Isso porque. responde objetivamente pelos danos causados. Dessa forma.Distribuidora de Veículos e Autopeças Ltda. a requerida DIVAP. bem como dos honorários dos procuradores da DIVAP e da Norchen Leasing S. arrendatária do veículo . Em relação aos danos materiais.A. arbitrados em 10% sobre o valor da condenação. que deve ser ressalvado no acórdão o direito dos autores de buscarem a indenização. Priscila Silveira Bonotto. observa que o conjunto probatório dá inteiro suporte à tese dos ora apelante. no mínimo. refere que a responsabilidade do arrendador é objetiva. sustenta que não foi ressalvado pela sentença a responsabilidade da requerida Nolchen Leasing S. esclarece que o contrato de seguro que motivou a inclusão da apelante como denunciada à lide foi firmado exclusivamente com a pessoa jurídica DIVAP . O primeiro recurso foi apresentado por Isabel Cristina Silveira Bonotto. giza que não há que se dizer que o contrato firmado entre a ora apelante e a empresa DIVAP aproveita o demandado Roger. caso seja provido o recurso especial. bem como a obrigação de indenização regressiva da arrendatária. cuja exigibilidade restou suspensa face ao deferimento do benefício da justiça gratuita. no mínimo deveria ter sido arbitrada pensão mensal em valor equivalente ao salário mínimo profissional do advogado. (fls. pois excluída do feito. Valdir Albino Dias Bonotto. Também entende descabida a fixação de honorários ao patrono da requerida DIVAP. pleiteia a sua majoração.. Por outro lado. 947/962). Nesse sentido. Ademais. 843/852). aduz que houve equivoco do juízo de primeiro grau ao remeter a fixação da pensão mensal para a fase de liquidação de sentença. inerente ao proprietário da coisa frente aos danos causados a terceiros pelo eventual uso indevido. a lide secundária restou automaticamente prejudicada. tem legitimidade para acionar a seguradora. de S.. Relativamente à indenização por danos morais. mas reflexo da sentença condenatória do requerido Roger. No que diz com os danos emergentes. que na mesma cláusula a arrendadora obriga a arrendatária a comunicar quaisquer intimações e citações referentes a danos sofridos por terceiros. Por fim. pois por força de contrato e de lei. com ênfase para os laudos médico e psicológico. face à insuficiência de elementos. impondo-se a improcedência da denunciação. sua responsabilidade também pode ser verificada na condição de pessoa jurídica pelo ato de seu sócio. . Portanto. afirma que devem ser apurados em sede de liquidação de sentença. Patrícia Silveira Bonotto. ainda. na medida em que a ação principal foi julgada improcedente em relação à empresa DIVAP. pois não há coisa julgada. requer que a arbitrada em favor do patrono dos ora apelantes seja majorada. 854/855. enquanto contratante. por sua vez. cumprindo-lhe demonstrar a ausência de culpa de seu sócio. foi provimento nos termos por do da decisão Seguros recurso. o que. no que tange à verba honorária. Paula Silveira Bonotto e Ieda Furasté Da Silveira (fls. segundo o Sindicato dos Advogados. Em relação à requerida DIVAP. dados o enorme sofrimento dos autores. tem que a prova está no fato de a mesma ter saído de sua casa para residir com a filha e com os netos a fim de melhor os atender. o que evidencia sua pretensão de garantir a posição de assistente litisconsorcial. Por outro lado. lembra que a Cláusula VI do contrato de leasing prevê a hipótese de responsabilidade civil por danos a terceiros eventualmente não cobertos por seguro.honorários ao patrono dos autores. Dessa feita.A. André Silveira Bonotto.

1. RITO SUMÁRIO. Corte.A. No que se refere à pensão mensal. JULGADO EM 03/04/02). recebida. RELATOR: DES. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70003382397.435. RELATOR: DES. 968/992). 492 DO STF. os quais se caracterizam por decorrerem de injúria ou de lesões físicas. PRECEDENTE: EI 196076319 . A ilegitimidade Do passiva da recurso arrendadora. CULPA. 965. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTES DE ACIDENTE DE TRÂNSITO. do STF. Leasing S. por entender ser totalmente desmedido. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM DA ARRENDADORA FACE AOS DANOS CAUSADOS PELO ARRENDATÁRIO. do CC. entende que não são abrangidos pelos danos pessoais. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. caracterizando-se por ofensa à intimidade.454 e 1. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. afirma que a decisão de primeiro grau negou vigência ao disposto nos arts. "leasing". É VOTO vieram conclusos. Aliás.. relatório. apelação apelada Norchem Subiram Ouvido o Ministério os Público. exceção. Contrato dos de autores. dirigida na época pelo requerido Roger Antônio Peruzzo. É PARTE ILEGÍTIMA PARA FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DE DEMANDA INDENIZATÓRIA DECORRENTE DE ACIDENTE DE TRÂNSITO A EMPRESA ARRENDADORA MERCANTIL DO VEÍCULO ENVOLVIDO NO SINISTRO. 461/464. regime DR. de ordem psíquica e emocional. LEGITIMIDADE PASSIVA. 159. ARRENDAMENTO MERCANTIL.QUARTO GRUPO CÍVEL DO EXTINTO TRIBUNAL DE ALÇADA. ARRENDADORA MERCANTIL. fl. de natureza corpórea. caso seja mantida a procedência da denunciação à lide. conforme o contrato de fls. 963/964. Dessa maneira. a jurisprudência deste egrégio Tribunal é pacífica em não admitir a responsabilidade solidária . diz que cumpria aos autores a prova relacionada aos seus rendimentos mensais. Redistribuídos. sendo inaplicável a Súmula 492. Pede A A o provimento foi do recurso. conclui que os danos morais são uma modalidade à parte de dano.460. JULGADO EM 26/09/02). INEXISTÊNCIA. arbitrada em 950 salários mínimos. I. AGRAVO DE INSTRUMENTO IMPROVIDO. JORGE ANDRÉ PEREIRA GAILHARD (RELATOR): I 1. SENDO IRRELEVANTE A VELOCIDADE TER SIDO OU NÃO .432. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL DA ARRENDANTE. Por fim. sustenta a isenção da seguradora para responder por qualquer prejuízo decorrente do ato ilícito cometido pelo motorista do veículo segurado. Assim. ACIDENTE DE TRÂNSITO. autos o opinou Acompanharam consoante apresentou as a pelo improvimento em os documentos decisão contra-razões esta de ambos de os de (fls. Arrendamento Mercantil e Divap . NÃO SE APLICA A SUMULA N. DÉCIMA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL. PRELIMINAR. do CPC. POR NÃO HAVER EQUIPARAÇÃO DO ARRENDAMENTO MERCANTIL A LOCAÇÃO PARA OS EFEITOS DE RESPONSABILIDADE CIVIL DECORRENTE DE ACIDENTE DE TRÂNSITO. 1. em relação aos danos morais. recursos.Distribuidora de Veículos e Autopeças Ltda. ACIDENTE DE TRÂNSITO. ILEGITIMIDADE PASSIVA. consoante as seguintes decisões: ARRENDAMENTO MERCANTIL. de fls. INDENIZAÇÃO. autos nesta os Instância. Aliás. EXCESSO DE VELOCIDADE. O contrato de arrendamento mercantil não se confunde com o de locação. na medida em que condenou a seguradora no ressarcimento dos danos morais. BAYARD NEY DE FREITAS BARCELLOS. 1. ORLANDO HEEMANN JÚNIOR. pois o mesmo agiu com culpa grave.Alternativamente. era objeto de contrato de arrendamento mercantil entre Norchem Leasing S. AFASTADA A CULPA CONCORRENTE DA VÍTIMA MENOR DE 5 ANOS. A camioneta envolvida no acidente. ou seja. à honra. Tenho o entendimento de que o arrendador não é solidariamente responsável pelos danos causados a terceiros pelo arrendatário no uso do bem. motivo pelo qual deve ser reduzido. (AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 70003542750. nos termos dos arts. à subjetividade da pessoa humana. APELO DA AUTORA IMPROVIDO.A. do CC. insurge-se quanto ao total da indenização por danos morais. e 333.

É FIXADO EM 300 SALARIOS MINIMOS PARA CADA UM DOS AUTORES. RELATOR: DES. Como a arrendatária não dispensou os cuidados necessários ao uso do veículo . Poderia estar ganhando mais do que o salário mínimo profissional. CULPA DE MOTORISTA QUE. até a data do sinistro. CAPUT. A arrendadora. não foram comprovados os rendimentos mensais da autora Isabel. INDEPENDENTEMENTE DA EXISTÊNCIA OU NÃO DE PEDIDO RECONVENCIONAL. 265. tenho que a requerida Divap . NECESSÁRIA A MAJORAÇÃO DA RESPECTIVA INDENIZAÇÃO (DANO MORAL). PRELIMINAR DE EXCLUSÃO DE PARTE ACOLHIDA.11 do contrato de arrendamento mercantil celebrado entre a Norchem Leasing S. 469). Era obrigação do juízo singular impulsionar o feito. concluiu-se que Roger agiu culposamente. Por sua vez. APELOS DOS REUS PREJUDICADOS. 542. a sentença considerou a arrendadora excluída do processo. POSSIBILIDADE DA APURAÇÃO DE VALORES NA FASE DE LIQUIDAÇÃO DE .A. QUANTO AO DANO MORAL. tendo em vista o disposto no art. não podendo exercer diretamente o controle e vigilância sobre a coisa. este processo não poderia ficar eternamente aguardando a decisão do Recurso Especial. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTES DE ACIDENTE DE TRÂNSITO. não cobertos pelo seguro (fl. Consoante a sentença e o acórdão prolatados na ação em que o autor Valdir Bonotto postulou o ressarcimento dos danos do veículo . Ademais. Por isso. DANO MORAL. PEDIDO DE DEDUÇÃO DE VALORES PAGOS A TÍTULO DE SEGURO OBRIGATÓRIO. JULGADO EM 31/10/02). 2. CONSIDERADA A EXTENSÃO DO DANO ESTÉTICO SOFRIDO PELO AUTOR E POR SER ELE PESSOA JOVEM. ILEGITIMIDADE ATIVA DO APELANTE PARA POSTULAR DANOS MATERIAIS OCORRIDOS EM BEM QUE NÃO É DE SUA PROPRIEDADE. Então. a cláusula VI. INOCORRÊNCIA. apesar de proprietária. ESTANDO DE ACORDO COM A CAPACIDADE DAS PARTES. sendo guardiã do bem. ADENTRA A CONTRAMÃO. 470). deve ser responsabilizada solidariamente pelos danos causados aos autores. PROVA DA PERDA DE RENDIMENTOS AUFERIDOS MEDIANTE GORJETAS. mantenho a sentença de extinção do processo com relação à arrendadora. à arrendatária incumbia a guarda do veículo . 614/618) foi desconstituída na Segunda Instância (fls. JULGADO EM 24/09/98). respondendo por eventuais omissões no dever de guarda (fl. era dever da arrendatária zelar pelo bom uso do veículo . APELO DOS AUTORES PROVIDO. CONCORRÊNCIA DE CULPAS POR ALEGAÇÃO DE NÃO ESTAR O AUTOR FAZENDO USO DE CAPACETE. do CPC.EXCESSIVA. MARCELO CEZAR MULLER. pelos fundamentos acima. É o arrendatário quem explora o bem. responde solidariamente pelos danos causados aos autores. do CPC. Logo. NOS TERMOS DO ART. A culpa do motorista da camioneta. Portanto. não seria correto imputar-lhe a responsabilidade pelos danos causados a terceiros. como arrendatária da camioneta dirigida por Roger. quem com ele tem renda e lucro.17 prevê a responsabilidade da arrendatária pelos danos causados a terceiros. A decisão de extinção do feito em relação à arrendadora (fls. não tem a posse do veículo . NÃO COMPROVANDO A OCORRÊNCIA DE MAL SÚBITO. PRESENTE A SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. 555/560). LUCROS CESSANTES. DANO MORAL. APELO PARCIALMENTE PROVIDO. NÃO EXISTINDO ELEMENTOS NOS AUTOS PARA AFERIR A MÉDIA DOS RENDIMENTOS AUFERIDOS PELO AUTOR. § 2º. julgou novamente extinto o processo em relação à arrendadora. descabe fixar a pensão de acordo com o salário mínimo profissional do advogado. DANO MATERIAL. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70005052394. DÉCIMA TERCEIRA CÂMARA CÍVEL. DO CPC. fiscalizando o seu uso. No presente feito. DPVAT. a teor do art. Apesar de ser advogada. OBSTRUINDO A TRAJETÓRIA DE MOTOCICLETA E CAUSANDO A QUEDA DE SEU CONDUTOR . Essa a orientação da jurisprudência: RESPONSABILIDADE CIVIL EM ACIDENTE DE TRÂNSITO. NECESSÁRIA A REALIZAÇÃO DE LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA PARA APURAÇÃO DOS VALORES DEVIDOS A TÍTULO DE LUCROS CESSANTES. A pensão destinada à autora Isabel Cristina Bonotto. 118/120 e 143/145). já que desconhecida a intensidade do trabalho da autora. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. 21. pois o seu sócio acabou se envolvendo no acidente objeto deste processo. acertada a sentença ao determinar a apuração dos rendimentos da autora. o que não ocorreu. DÉCIMA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL. LUCROS CESSANTES.. através de liquidação de sentença. ou poderia estar ganhando menos. 3. Mesmo assim. § 5º. Outrossim. já que o Recurso Especial não tem efeito suspensivo. CABIMENTO. não analisando a sua responsabilidade quanto à indenização postulada pelos autores. No que tange ao requerido Roger Antônio Peruzzo. A responsabilidade da arrendatária do veículo . O arrendatário tem a guarda do bem e por este deve zelar. e a Divap. sendo o responsável pelo evento danoso (fls. NECESSÁRIA A DISTRIBUIÇÃO PROPORCIONAL DOS ÔNUS SUCUMBENCIAIS. SILVESTRE JASSON AYRES TORRES. 700/705). RELATOR: DR.Distribuidora de Veículos e Autopeças Ltda. a questão da culpa já transitou em julgado. Logo. face à pendência de Recurso Especial interposto contra outra decisão colegiada que reconheceu a ilegitimidade (fls. Segundo a cláusula IV. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 197281496.

Não deve ser desconsiderado. APELAÇÃO E RECURSO ADESIVO PARCIALMENTE PROVIDOS. tornando-se uma pessoa praticamente improdutiva. restando com seqüelas para o resto da vida. e como ficou depois do fato. LUIZ FERNANDO KOCH. totalizando setecentos e cinqüenta (750) salários mínimos. gastos extras de sua parte. há seis anos. A PENSÃO DE UM SALÁRIO MÍNIMO. cem (100) salários mínimos para o autor Valdir. SENTENÇA ILÍQUIDA. PEDIDO CERTO. As fotografias de fls. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. considerando o extremo sofrimento da autora.459. morais. assim como os filhos. É INCOMPATIVEL COM A SITUAÇÃO ECONÔMICA QUE O ACIDENTADO APRESENTAVA. COMO FIXADA. TRIBUNAL DE ALÇADA DO RS. principalmente. presenciando o sofrimento da esposa. BAYARD NEY DE FREITAS BARCELLOS. QUEO ANTECEDEU NA TRAVESSIA DA PONTE. indenização. 184/190. Inclusive. que a pretensão dos autores está sendo acolhida parcialmente e que o valor da indenização é de vulto. EM FACE DA GRAVIDADE DAS LESÕES SOFRIDAS. 7. Os A autores a indenização pretendem a sentença. De outro lado. JULGADO EM 12/09/84). A mãe. Assim. EMBORA TENHA HAVIDO PEDIDO EM QUANTIA CERTA. tenho que a indenização foi prudentemente arbitrada na sentença. Silveira. 5. MAJORACAO DE 20 PARA 40 SALÁRIOS MÍNIMOS. 290/299 mostram como era a autora Isabel antes do acidente. não ocorreu com a autora. Ademais. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. DANOS MORAIS. Também. TERCEIRA CÂMARA CÍVEL. JULGADO EM 13/10/99). não há qualquer indício de que tais vendas aconteceram por valor inferior ao preço de mercado da época das transações. Nesse sentido. tem o dever de auxiliar e em assim agindo. Todavia. As vendas do apartamento e das cotas sociais do autor estão comprovadas pelos documentos de fls. ACIDENTE COM VEÍCULO RESPONSABILIDADE . Os danos emergentes postulados pelo autor Valdir Bonatto. PARÁGRAFO ÚNICO. LOCALIZADA EM ESTRADA MUNICIPAL E QUE OCASIONOU A MORTE DO MARIDO DA DEMANDANTE. tenho que devem ser redimensionados os honorários dos procuradores dos autores para 13% sobre o valor da condenação. Assim. bem como o abalo emocional sentido pelos demais autores. RELATOR: DES. A deve indenização ser por serviços mantida prestados a pela sentença. autora Ieda neste Furasté da aspecto. no entanto. O MUNICÍPIO É RESPONSÁVEL POR DANOS DECORRENTES DE DESMORONAMENTO DE PONTE. PENSÃO. e . nesta Instância. demandando maior trabalho aos procuradores dos autores. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 599267556. Deve ser considerado que a ação está sendo julgada parcialmente procedente com relação à requerida Divap tornando-se responsável solidária pelo pagamento da indenização postulada pelos autores. o que. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 184041671. NÃO COMPROVADOS OS RENDIMENTOS DA VÍTIMA. o processo está tramitando desde outubro de 1996. não há qualquer prova demonstrando que estas vendas aconteceram para custear o tratamento da autora Isabel. PENSÃO PREVIDENCIÁRIA. QUE POR AQUELA TRANSITAVA DE AUTOMÓVEL. mãe e filha. inclusive sobre a indenização por danos morais e os valores a serem apurados em liquidação de . DO CPC. POSSIBILIDADE. por si só. agravos de instrumento. Da mesma forma. a indenização fixada para a autora Isabel aproxima-se do valor concedido por esta colenda Câmara em casos de falecimento. O DIREITO DA POSTULANTE NÃO PODE SER SACRIFICADO PORQUE NÃO FEZ PROVA DO "QUANTUM DEBEATUR". A sentença arbitrou a indenização em quatrocentos (400) salários mínimos para a autora Isabel. não implica no reconhecimento de uma indenização. Os honorários advocatícios. tanto físico como psíquico. PARA DETERMINAR A APURAÇÃO DA PENSÃO EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. NÃO PODE SER COMPENSADA COM A IMPOSTA PELA CONDENAÇÃO. A PENSÃO HÁ QUE SER APURADA EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. felizmente. descabendo majoração. O fato de Ieda ter ido morar com a filha não comprova. Mantém-se 6.SENTENÇA. REALÇANDO-SE QUE O PRINCÍPIO DO ART. o fato de a mãe deixar sua casa e ir morar na casa da filha. RELATOR: DES. É ERIGIDO A FAVOR E NAO CONTRA O AUTOR. em decorrência do acidente. como bem ressaltado pelo digno Procurador de Justiça. com vários incidentes processuais. em cinqüenta (50) salários mínimos para cada um dos quatro filhos e à autora Ieda. AUSÊNCIA DE CULPA DO MOTORISTA FALECIDO OU DO DENUNCIADO À LIDE. não pode pretender ver este auxílio se transformar em indenização. não há prova de que a autora Ieda tenha tido alguma despesa em razão do tratamento e recuperação da filha Isabel. portanto. APELO DA AUTORA PROVIDO EM PARTE. por majoração neste danos da ponto. 4.

a culpa grave do motorista também não restou demonstrada. EM SE TRATANDO DE PESSOA DE PARCA IDADE. os danos morais são espécie dos danos pessoais. as seguintes decisões: AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTES DE ACIDENTE DE TRÂNSITO. Acontece que o contrato de seguro foi celebrado apenas entre a Divap e a Bradesco Seguros S. DANOS MORAIS. Por fim. . APELO PARCIALMENTE PROVIDO. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. AINDA QUE A APÓLICE NÃO FAÇA PREVISÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CONSIDERANDO A EXTENSÃO DO DANO ESTÉTICO DO AUTOR É NECESSÁRIA A REDUÇÃO DA RESPECTIVA INDENIZAÇÃO. nos termos acima. JULGADO EM 07/03/01). com quem aquela mantinha contrato de seguro. A CONTRATANTE. DES. Ante o exposto. JULGADO EM 14/03/01). 143/145.sentença. até o limite da apólice. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. VOLTAIRE DE LIMA MORAES (PRESIDENTE E REVISOR): De acordo. ônus da apelante. Nesse sentido. E DE FÁCIL CONSTATAÇÃO A DOR. A não previsão da cobertura dos danos morais não pode ser considerada como exclusão contratual expressa. RELATOR: DES. O SENTIMENTO DE DESGOSTO E O CONSTRANGIMENTO PELA PERDA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. É evidente que a responsabilidade da seguradora vai até o limite atualizado da apólice de seguro. e mais uma anuidade das prestações vincendas da pensão destinada à autora Isabel. lide. SOB ESTA EXPRESSA DENOMINAÇÃO. APELO IMPROVIDO. O CONTRATO DE SEGURO COM COBERTURA POR DANOS PESSOAIS INCLUI OS RECLAMADOS DANOS MORAIS. JULGADO EM 12/12/02).Distribuidora de Veículos e Autopeças Ltda. autores. AINDA. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. MUTATIS MUTANDIS. em relação ao requerido Roger Peruzzo não existe nenhuma obrigação da denunciada à lide. A PAR DAS PRIVAÇÕES INERENTES A LESÃO QUE IRÃO TRANSPOR TODA SUA VIDA. DÉCIMA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL. CONTRAI COM O SEGURADO RESPONSABILIDADE PELO DESEMBOLSO.. POSSIBILIDADE. A SEGURADORA. OS DANOS MORAIS. não há infração ao art. DESCONTO DO SEGURO OBRIGATÓRIO. Mantêm-se Enfim. evitando repetição.E A TAL NÃO SE PRESTA O RELATIVO ÀS CONDIÇÕES GERAIS DO SEGURO . dou provimento parcial às apelações dos autores e da denunciada à lide. II é as custas provido Do impostas em recurso aos parte da autores. RELATOR: DES. RESPONSABILIDADE CIVIL EM ACIDENTE DE TRÂNSITO. estes abrangem os danos físicos e psíquicos. E .A. O VALOR DO SEGURO OBRIGATÓRIO DEVE SER DEDUZIDO DA INDENIZAÇÃO JUDICIALMENTE FIXADA PERTINENTE AS DESPESAS MÉDICO-HOSPITALARES. TORNANDO-SE COM ELE SOLIDÁRIA . em razão da condenação imposta no feito a Divap . ABRE CAMINHO PARA O RESSARCIMENTO NO SENTIDO LATO. 1.. COBERTURA DO CONTRATO DE SEGURO. AO ABARCAR INDENIZAÇÃO A TÍTULO DE DANOS PESSOAIS. MAJORAÇÃO. uma vez que excluída expressamente do feito na sentença. DE MODO QUE FAZ JUS A APELANTE A ELEVAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO A TÍTULO DE DANOS MORAIS.INCLUEM-SE NOS DANOS PESSOAIS. o face à recurso denunciada sucumbência dos à parcial. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70005158993. ROQUE MIGUEL FANK.A. CONTRATO DE SEGURO. do Código Civil de 1916. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. RELATOR: DR. vai provido em parte à indenização por danos morais. 118/120 e nem no acórdão de fls. ESTABELECIDA NO CONTRATO DE SEGURO A CLÁUSULA DE RESPONDER PELO DANO QUE O SEGURADO CAUSA A TERCEIRO. o recurso da denunciada. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70000076539. DANO MORAL. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70001509801. CONDENAÇÃO SOLIDÁRIA . SE SUBSUMEM NAQUELES. Efetivamente. tal não foi reconhecida expressamente na sentença de fls. 509. em reembolsar a quantia que a segurada deve ressarcir aos autores. quanto à pensão destinada à autora Isabel e fundamentação expendida no recurso Destarte. Como o contrato de seguro prevê a cobertura para os danos pessoais. ACIDENTE DE TRÂNSITO. pelo menos quanto à indenização a que foi condenado a pagar na presente ação..454. Durante a instrução do presente feito. COBERTURA PELA APÓLICE. LESÕES ESTÉTICAS NA FACE. Logo. RESPONSABILIDADE DA SEGURADORA POR DANOS PESSOAIS.A. MARCELO CEZAR MULLER. Descabe a condenação dos autores no pagamento dos honorários do procurador da Divap. Há de ser mantida a obrigação da Bradesco Seguros S. Outrossim. NÃO HAVENDO PROVA EXPRESSA DE SUA EXCLUSÃO ATRAVÉS DE DOCUMENTO HÁBIL A TANTO . já que a requerida ficou vencida na lide. AÍ COMPREENDIDA A INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS QUE. reporto-me à dos autores. A PERDA DA ACUIDADE VISUAL EM CARÁTER INOPERÁVEL E IRREVERSÍVEL EM UM DOS OLHOS. APELAÇÕES PARCIALMENTE PROVIDAS. conforme o documento de fl. BAYARD NEY DE FREITAS BARCELLOS. DANO MORAL. Mantenho a sucumbência dos autores com relação à requerida Norchem Leasing S. No pertinente à culpa grave do motorista que dirigia o veículo segurado.

JAPG Nº 2002/CÍVEL BAYARD de NEY 1º DE Grau: FREITAS BARCELLOS: Rosaura De Marques acordo. Manutenção do quantum fixado pela decisão de primeiro grau. Caracterizada a culpa do condutor do veículo que. Súmula 54. I . O dever de indenizar do proprietário do automóvel que entrega as chaves a terceiro decorre da culpa "in eligendo". Os juros de mora incidem desde a data do evento danoso. pois bem apreciado o grau de culpa do causador do acidente e a gravidade das lesões causadas aos autores. do STJ). à unanimidade. VIII .Responde a seguradora pelos danos morais estabelecidos em favor do ofendido. já que espécie dos danos pessoais. Custas na forma da lei. 70004146452 Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul Responsabilidade civil. IV Indenização por danos morais. Acordam os integrantes da Décima Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado. V . do STJ.DPVAT. Manoel Velocino Pereira Dutra. Recurso da seguradora improvido. Sucumbência recíproca. APELAÇÃO DÉCIMA EM Nº PORTO JANE APELANTE. desde que comprovadamente pago. IX . Borba.DES. Participaram do julgamento. III . 26 de fevereiro de 2003. A base para o cálculo da verba honorária deve ser constituída pelas parcelas vencidas.Culpa. BRADESCO APELANTE.Correção monetária. ACÓRDÃO MARLI SEGUROS ALEX VIEIRA PEREIRA PRIMEIRA REGIME CÂMARA DE CÍVEL CÍVEL EXCEÇÃO 70001988559 ALEGRE BILYCZ SA BALTEZAN Vistos. relatados e discutidos os autos. Distribuição do ônus sucumbencial.Honorários advocatícios. Acidente de trânsito.Pensão mensal fixada em conformidade com os documentos juntados nos autos. além do signatário. Presidente. VI . O reajuste do valor da pensão mensal com base na variação anual do salário mínimo é critério compatível com a atividade laborativa exercida pelas vítimas. inclusive a indenização por danos morais. os eminentes Senhores Des. Recurso da primeira apelante provido parcialmente.Juros moratórios. VII . e de uma anuidade das parcelas vincendas. desgovernado. Voltaire de Lima Moraes. Verba adequada ao trabalho desenvolvido pelo procurador dos autores. invade a pista contrária à sua mão de direção e colide frontalmente com outro veículo . SANDRO APELADO. O seguro obrigatório pode ser descontado do montante da indenização (Súmula 246. em dar parcial provimento ao recurso da primeira apelante e em negar provimento ao recurso da seguradora. Julgadora ªBNG. Desconto de um terço dos rendimentos mensais da vítima relativo às despesas pessoais. Porto Alegre. além de estar de acordo com os parâmetros adotados por esta Câmara. e Des. II Responsabilidade solidária . . bem como à complexidade da causa.

pela variação do salário mínimo.12. em alta velocidade.97.. cerca de 17h. frontalmente. salientou terem morrido ambos os condutores e alegou não haver prova de culpa do motorista do Gol. a partir da data do fato.DR. o autor Roberto Almeida Tavares restou gravemente ferido. do CPC. assistidos e representado. Resultou sentença assim dispondo: "(. as partes apresentaram memoriais e o Ministério Público se manifestou pela procedência. . com licenciamento vencido. Também impugnou as parcelas postuladas.)" (fl. A seguradora apelou. 445) Os autores apresentaram embargos declaratórios. Dr. ocorreu acidente de trânsito de que vieram a falecer Carmem Lúcia Vieira Baltezan e Fernando Vieira da Silva. que foi colhido. com documentos. e Tereza de Fátima Medeiros Almeida Tavares e os filhos desta. devidos desde a data do óbito até a maioridade daqueles ou até a conclusão do curso universitário. sendo os honorários do procurador dos autores fixados em 15% da condenação. invocou os limites do seguro. por ele. Jane Marli Pereira Bilycz suscitou defeito de representação e ilegitimidade ativa de Sandro Alex Vieira. 540/544. RELATÓRIO JORGE ANDRÉ PEREIRA GAILHARD. impúbere. Em razão da mínima sucumbência dos autores. segundo as diretrizes do art. e ainda para CONDENAR a BRADESCO SEGUROS S/A e Jane Marli Pereira Bilyes ao pagamento de indenização por danos morais aos autores Sandro Alex Vieira Baltezan. Os embargos foram acolhidos para estabelecer que a correção monetária será anual. os réus contestaram. Roberto Almeida Tavares e Rogério Medeiros Almeida Tavares.. que o Ministério Público. Acrescento. improvendo-se o segundo. por ela. ressaltando que a responsabilidade da seguradora se limita ao valor segurado. da lavra do eminente Procurador de Justiça. por inexistir vínculo seu com os demandantes. marido e pai dos demais. Luciana Vieira da Silva.67. desde a data do fato (Súmula 54 do STJ). Katiuschia Almeida Tavares. No mérito. representada. em incidente autuado em apartado e acolhido judicialmente.34. Disse não ter culpa pelo evento e impugnou as parcelas pretendidas. DR. ainda. Bradesco Seguros S/A suscitou ilegitimidade passiva. guarda (fl. Pediu fossem deduzidos os valores recebidos a título de seguro obrigatório. em 13. Segundo a inicial. Sidnei. Após réplica e outras manifestações das partes e do Ministério Público. Após emenda à inicial. e recurso especial. A seguradora interpôs agravo de instrumento. sobre as parcelas alimentícias vencidas por ocasião do pagamento. valores que deverão ser descontados em folha de pagamento. fotografias e prova oral. vieram os autos. arcando a co-ré com o saldo. bem como ao pagamento de alimentos à Luciana Vieira da Silva. nesta Instância. neste caso. fl. (. 274). acrescidos de juros legais de mora. bem como o valor dado à causa. e Sidnei da Silva Tavares. foram rejeitadas as preliminares (fl.. Katiuschia Almeida Tavares. Ainda. Reginaldo Maciel Franco. púberes. aforaram ação de indenização por danos materiais e morais contra Jane Marli Pereira Bilycz e contra Bradesco Seguros S/A. Luciana Vieira da Silva. por automóvel do Gol da primeira demandada. 282 a 287). No mérito. que transcrevo a seguir: Sandro Alex Vieira Baltezan e sua irmã. Roberto Almeida Tavares e Rogério Medeiros Almeida Tavares. conduzido por Renato Amorin de Oliveira. Relator. Tais vítimas fatais estavam no veículo Chevette dirigido pela última. Instruído o feito. respectivamente. A 1ª demandada complementou sua apelação em face da decisão proferida nos embargos declaratórios. no valor correspondente a cem salários mínimos para cada um. 20. recebido na forma retida (apenso. JORGE ANDRÉ PEREIRA GAILHARD (RELATOR): Adoto na íntegra o relatório de fls. impúbere. § 3º.) PELO EXPOSTO. opinou pelo provimento parcial do primeiro apelo. Na ocasião. Oportunizada intervenção ministerial e colhidas as contra-razões. enquanto que o do Chevette trafegava em veículo em precárias condições. fls.. JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE a presente ação para CONDENAR Jane Marli Pereira Bilyes ao pagamento de alimentos à Katiuschia Almeida Tavares. no valor de R$ 246. tendo se desgovernado e invadido a contramão. improvido por essa Colenda Câmara (apenso. que ainda gozam do benefício da AJG. que não se estendem aos danos morais. mãe e irmão dos dois primeiros autores. nas indenizações por danos morais. que se deslocava em sentido oposto. Roberto Almeida Tavares. no valor correspondente a R$ 313. os quais deverão ser convertidos em moeda corrente por ocasião do trânsito em julgado da sentença e corrigidos monetariamente até o pagamento. arcarão as rés com a integralidade da sucumbência. 326). A 1ª demandada apelou. e Rogério Medeiros Almeida Tavares. 26). após sinalar descaber antecipação de tutela. desde maio de 1998. requereu a determinação relativa às quotas dos incapazes. com juros de mora legais.

acidente. nem conclusivo. 375/376). especificamente. de propriedade da apelante. em decorrência da chuva. pode-se concluir que a culpa pela ocorrência do evento danoso foi do motorista do veículo Gol. A prova testemunhal é uníssona nesse sentido. II Da responsabilidade da requerida e da seguradora. do fato de a mesma ter entregado as chaves do automóvel a terceiro causador do acidente em que se envolveram as partes. pois conforme relatado pela mesma. ouvidas no Inquérito Policial. sustentou que a velocidade imprimida pelo condutor do Gol era superior à desenvolvida pela testemunha. As demais testemunhas. provocando "aquaplanagem" (fls. quanto à os e apelantes. 341/343). sustentou que o acidente ocorreu na mão de direção do Chevette. tenho que a responsabilidade do veículo encontra-se configurada diante do nexo de causalidade e dos danos sofridos pelas vítimas. pois ao chegar no local do sinistro. não foi comprovado que o campo de visão do depoente não permitia que o mesmo visualizasse o acidente. Incensurável A partir da análise dos autos. Nesse ponto. o veículo Gol invadiu a pista em que trafegava o Chevette. ou seja. superior a 120 Km//h. a os serão recursos analisados Da sentença da os culpa eminente pontos são levantados pela Juíza tempestivos por ambas ocorrência singular. colidindo frontalmente com o último. O acidente de trânsito ocorreu por culpa do condutor do veículo Gol CL 1. Pelo contrário. referem que chovia muito no dia em que ocorreu o acidente. também mencionou que o motorista do Chevette não tinha ingerido qualquer bebida alcoólica antes do acidente e que se encontrava em plenas condições para dirigir. ou seja. JORGE ANDRÉ PEREIRA GAILHARD (RELATOR): Ambos Na I seqüência. Ainda. Por outro lado. Flávio Gomes Martins. enquanto o Chevette estava em sua mão de direção. Ademais. com a traseira quase no acostamento da estrada. referiu que o veículo de propriedade da apelante trafegava em alta velocidade. resta apurar a responsabilidade da proprietária do automóvel. Caracterizada a culpa do motorista do Gol. saliento que o fato de o Chevette estar com o licenciamento vencido é mera irregularidade administrativa. É VOTO vieram os autos o conclusos. Da mesma forma. colidindo frontalmente com o Chevette. que trafegava desgovernado pela pista de rolamento. Por sua vez. afirmou que visualizou a colisão entre os veículos pelo espelho retrovisor de seu automóvel. a pista de rolamento estava molhada no dia do acidente. da culpa. pois sua culpabilidade advém da culpa in eligendo. 33 e 78. saliento que de acordo com o apurado no Boletim de Ocorrência de fls. Por fim. o veículo Gol estava atravessado no meio da pista. Afora isso. não podendo ser considerado como causa concorrente do acidente. tenho que restou cristalina a culpabilidade do condutor do automóvel Gol na ocorrência do sinistro. do análise preparados. Afora isso. em regime de exceção. a testemunha presencial Luís Darlei Eidelwein (fls. 326/327. entendo que se mostra previsível a reação da testemunha de olhar pelo retrovisor. a apelante Jane deve responder pelos danos causados às vítimas. que invadiu a pista de rolamento contrária à sua mão de direção e colidiu com o automóvel Chevette. Nesse diapasão. teve de levar seu automóvel para o acostamento a fim de conseguir desviar do Gol. Portanto. placas IGE 6157. sustentando que o Gol derrapou e ingressou adentrou na pista contrária a sua mão de direção. . em seu depoimento (fls. 308/313). apesar de não terem presenciado o fato. não merece acolhida a argumentação de que o depoimento de Luís Darlei Eidelwein não é elucidativo. fazendo com que se acumulasse água sob a pista. 80Km/h. DR. Diante desse quadro. com se depreende do documento de fls.Redistribuídos.6. recordou que. relatório.

Portanto. 283/287 do Agravo de Instrumento em apenso). por sua vez. O contrato de seguro. A empresa seguradora foi condenada solidariamente no pagamento da indenização por danos morais aos autores. sejam eles físicos ou em sua estrutura psíquica. CULPA EXCLUSIVA DO RÉU. O DEVER DE INDENIZAR DO PROPRIETÁRIO DO AUTOMÓVEL QUE ENTREGA AS CHAVES A TERCEIRO DECORRE DA CULPA "IN ELIGENDO". deve ser mantido o valor arbitrado pela digna julgadora de primeiro grau. 314/315). pois em conformidade com a prova documental apresentada nos autos. CABÍVEL A DEDUÇÃO PELO VALOR DO DPVAT. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. AFASTADA A CULPA EXCLUSIVA OU CONCORRENTE DA VÍTIMA DE ACIDENTE DE TRÂNSITO E PROVADO O AGIR IMPRUDENTE DO CONDUTOR DO VEÍCULO QUE ABALROOU A MOTOCICLETA. RELATOR: DES. face à diversa natureza dos direitos envolvidos. É o que orientam as seguintes decisões: RESPONSABILIDADE CIVIL. a seguradora deve responder solidariamente pelos danos causados às vítimas (fls. SOLIDARIEDADE DO PROPRIETÁRIO DO BEM COM O CONDUTOR DO VEÍCULO . para o qual a vítima contribuía e outro reparatório. Além do mais. não foi objeto de impugnação pela parte contrária. marido. ressalto que os rendimentos mensais de Sidney da Silva Tavares foram comprovados pelos documentos de fls. No que tange ao quantum fixado a título de indenização por danos morais (cem salários mínimos para cada autor. É PARTE LEGÍTIMA PARA RESPONDER A DEMANDA. RESPONSABILIDADE DECORRENTE DA CULPA "IN ELIGENDO". RESPONDE A SEGURADORA PELOS DANOS MORAIS ESTABELECIDOS EM FAVOR DO OFENDIDO. com exceção da autora Tereza). pai. a qual. EM PARTE. a gravidade das lesões causadas aos autores (morte de familiares próximos: mãe. PENSÃO MENSAL. 132/140). EFETIVAMENTE. E . APELO IMPROVIDO. JULGADO EM 28/10/1999). tenho que o montante da indenização por dano moral. PRELIMINARES REJEITADAS. ATROPELAMENTO POR MORTE. RESPONSABILIDADE DA SEGURADORA. ACIDENTE DE TRÂNSITO. até porque sua argumentação restringiu-se ao fato de ser a mesma funcionária pública estadual. DÉCIMA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL. III Da pensão mensal. em caso de reconhecimento da responsabilidade . que conforme a decisão proferida no julgamento do Agravo de Instrumento nº 700001711967. até o limite da apólice (fls. a apelante Jane não demonstrou sua incapacidade em suportar o pagamento da indenização. DANOS MATERIAIS E PESSOAIS. filho e irmão) e em conformidade com os parâmetros adotados por esta Câmara. APELO IMPROVIDO (APC Nº 598584779. Ressalto. VALOR DOS DANOS MORAIS. como mencionado pelo ilustre representante do Ministério Público. FAZENDO PARTE DOS DANOS PESSOAIS. RELATOR: DES. Nesse diapasão. FALTA DE PROVA DA DIMINUIÇÃO DA CAPACIDADE LABORATIVA. eventual pensionamento pelo INSS não elidiria o dever de prestar alimentos do responsável pelo ato ilícito. PROVADO. ANA MARIA NEDEL SCALZILLI. RECURSOS DOS AUTORES E RÉUS PROVIDOS. um previdenciário. DÉCIMA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL. Não há razão para alterar a pensão mensal arbitrada na sentença de primeiro grau. 232/235. JULGADO EM 04/11/99). ANA MARIA NEDEL SCALZILLI. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 598567790. abrange tanto os danos materiais como os danos pessoais causados a terceiros. É pacífico o entendimento desta Câmara de que o dano moral é espécie do dano pessoal. Dessa feita. as seguintes decisões: RESPONSABILIDADE CIVIL. não se mostra excessiva. razão pela qual deve ser mantida. IMPUNHA-SE A ROCEDÊNCIA DA AÇÃO. suportados. DPVAT. ACIDENTE DE TRÂNSITO. determinando que as quotas dos autores menores de idade sejam depositadas em caderneta de poupança. a sugestão do Ministério Público. 236/238. DANOS MORAIS PRESENTES. RESPONSABILIDADE CIVIL. enquanto que a renda mensal de Carmem Lúcia Vieira Baltezan foi demonstrada pelos documentos de fls. Acolho. foi corretamente descontado um terço dos ganhos das vítimas relativo às despesas pessoais. SUFICIENTEMENTE. ainda. QUE EFETUOU ULTRAPASSAGEM E CHOCOU-SE CONTRA O VEÍCULO DOS AUTORES. SOMENTE DEVE OCORRER A CONDENAÇÃO AO RESSARCIMENTO DOS PREJUÍZOS. além de bem apreciado o grau de culpa do causador do acidente. ainda. a indenização deve abranger a totalidade dos danos. Além disso. ULTRAPASSAGEM EM RODOVIA.Nesses termos. COMO CO-RÉ. ERA CASO DE PROCEDÊNCIA DA AÇÃO. AQUELA EM CUJO NOME ESTÁ REGISTRADO O VEÍCULO . O FATO-MORTE DECORRENTE DO ATROPELAMENTO POR CULPA EXCLUSIVA DO CONDUTOR DO VEÍCULO . IV Do quantum da indenização por danos morais. equivalente a cem (100) salários mínimos para cada autor. TJRS. é evidente. à disposição do juízo. EM FACE DAS LESÕES CORPORAIS SOFRIDAS PELA VÍTIMA. Ademais. pendente de Recurso Especial. bem como pelo depoimento de Fernando Faria Guaspari (fls. COMPROVADOS NOS AUTOS. V Da condenação da seguradora no pagamento dos danos morais. DEVENDO SER MAJORADOS. ACIDENTE DE TRÂNSITO. principalmente se considerado que em prol da viúva e dos filhos das vítimas. aliás.

pois as requeridas não lograram êxito em demonstrar o recebimento das importâncias pelos autores. POIS NÃO DEMONSTRADO O SEU RECEBIMENTO OU MESMO O VALOR A QUE TERIAM DIREITO OS AUTORES. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70001828763. pois. § 3º. MANOEL VELOCINO PEREIRA DUTRA. PELOS DANOS SOFRIDOS PELO AUTOR. DANOS MORAIS E CONTRATO DE SEGURO. JULGADO EM 03/03/99). NÃO VINGANDO OS ARGUMENTOS EXPRESSOS NA CONTESTAÇÃO. VOLTAIRE DE LIMA MORAES. a circunstância de os reajustes dos ganhos da primeira requerida. 602. ao neste seguro ponto. DO CDC). VII Da correção monetária e dos juros moratórios. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. ATROPELAMENTO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. CONFORME PRECEDENTES DA CÂMARA E DO STJ. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. RECURSO DE APELACAO NÃO PROVIDO. CHOQUE FRONTAL. Esse o entendimento desta Câmara: RESPONSABILIDADE CIVIL. DO CONTEXTO PROBATÓRIO. desde que comprovadamente pago. conforme referido pelo culto representante do Ministério Público. A SEGURADORA TEM RESPONSABILIDADE PELO RESSARCIMENTO DOS DANOS MORAIS. E . RELATOR: DR. Quanto ao seguro obrigatório. Ademais. Da mesma forma. cabível o reembolso à denunciante. em conformidade com o disposto no art. EM PARTE. Portanto. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 599172855. JULGADO EM 04/04/01). XV. AÇÃO DE REPARAÇÃO POR ATO ILÍCITO. PROPRIETÁRIO -CONDUTOR DO AUTOMÓVEL. MARCELO CEZAR MULLER. A CULPA EXCLUSIVA É DO MOTORISTA QUE INVADE A PISTA CONTRÁRIA. ACIDENTE DE TRÂNSITO. APELAÇÃO DO RÉU DESPROVIDA. CESSANDO NO CASO DA CONVOLAÇÃO PELA VIÚVA DE NOVAS NÚPCIAS OU QUANDO OS FILHOS COMPLETAREM 25 ANOS OU CONVOLEM NÚPCIAS. 51. pois o reajuste do valor da pensão mensal com base na variação anual do salário mínimo é critério compatível com a atividade laborativa exercida pelas vítimas. do CPC. VERIFICA-SE DEMONSTRADA A RESPONSABILIDADE DO REQUERIDO. APELAÇÃO CÍVEL. RELATOR: DR. não seguirem. PENSÃO MENSAL FIXADA EM VALOR CORRESPONDENTE A 2/3 DOS GANHOS DA VÍTIMA. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO. PRELIMINAR DE NULIDADE AFASTADA. No entanto. DESDE QUE COMPROVADO O PAGAMENTO. PARA SEREM EXCLUÍDOS. (ART. COMPENSAÇÃO DO SEGURO OBRIGATÓRIO INCABÍVEL. Assim. incidem desde a data do evento danoso. do STJ. NECESSIDADE DA OCORRÊNCIA DE TODAS AS HIPÓTESES PARA A CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO. 2. necessariamente. § 2º). NÃO FAZ JUS A PENSIONAMENTO A VÍTIMA QUE NÃO TEVE COMPROMETIDA SUA CAPACIDADE LABORATIVA. CULPA CONFIGURADA. É ADMISSIVEL A COMPENSAÇÃO DO VALOR DO SEGURO OBRIGATÓRIO. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. RELATOR: DES. JULGADO EM 12/12/01). POIS ACOLHIDA A PRETENSÃO EM QUASE SUA INTEGRALIDADE. CLÁUSULA NESSE SENTIDO DEVE SER REDIGIDA COM DESTAQUE. HÁ DE SER CONSIDERADA NULA DE PLENO DIREITO (ART. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. RECURSO PROVIDO. APELAÇÕES DA SEGURADORA PROVIDA. DEVENDO SER CONDENADO AO RESSARCIMENTO. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70002618437. AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL FIXADO COM COERÊNCIA. REJEITADA A PRELIMINAR. os mesmos percentuais e datas dos reajustes do salário mínimo. JULGADO EM 20/06/01). 54. APELAÇÃO PROVIDA E RECURSO ADESIVO IMPROVIDO.NÃO PROVIDO O DA DENUNCIADA À LIDE. RESPONSABILIDADE CIVIL. Portanto. VI improcede Das parcelas o relativas recurso. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. RELATOR: DES. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70000439661. proprietária do veículo . AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO EM PARECER FINAL ANTES DA SENTENÇA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. obrigatório. OS DANOS MORAIS INTEGRAM OS DANOS PESSOAIS E AQUELES. pode ser descontado do montante da indenização. MARCELO CEZAR MULLER. No que se refere à correção monetária. NOS QUAIS O SEGURADO FOI CONDENADO. LIMITAÇÃO TEMPORAL DO PENSIONAMENTO ATÉ A DATA EM QUE A VÍTIMA COMPLETASSE 65 ANOS. . não é esse o caso dos autos. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 598096030. pouco importa se no contrato de seguro não está previsto o ressarcimento dos danos morais. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. 3. entendo que não merece reforma a sentença a quo. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. QUANDO ISSO NÃO OCORRE. EM PARTE. E SUBMETIDO ÀS NORMAS DO CÓDIGO DE DEFESA CONSUMIDOR (ART. O DANO MORAL FAZ PARTE DA PREVISÃO INDENIZATÓRIA PARA DANO PESSOAL. ESPÉCIE DE DANOS PESSOAIS. o que não pode ser entendido como exclusão contratual expressa. CAPUT. 3º. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS DA AÇÃO PRINCIPAL BEM DOSADOS DEVEM SER MANTIDOS. BAYARD NEY DE FREITAS BARCELLOS. 1. ACIDENTE DE TRÂNSITO. deve ser mantida a sentença quanto à determinação de incidência dos juros moratórios de 06% ao ano. nos termos da Súmula 54. RESULTANDO DEMONSTRADO. DO CDC). DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. EM SE TRATANDO DE CONTRATO DE ADESÃO O DE SEGURO. tal poderá ser objeto de consideração na fase executiva. RESPEITADO O VALOR TOTAL DA APÓLICE. E ESTÁ DENTRO DOS PARÂMETROS ESTABELECIDOS PELA CÂMARA. RELATOR: DES. JULGADO EM 28/11/01). 4. INADMISSÍVEL INOVAÇÃO DO PEDIDO EM FASE RECURSAL.

tenho que o percentual mostra-se adequado ao trabalho desenvolvido pelo patrono dos autores. INAPLICAÇÃO. Todavia. I . na fixação da indenização a esse titulo. MORTE. MANOEL VELOCINO PEREIRA DE DUTRA LIMA (PRESIDENTE E REVISOR): De De acordo. com razoabilidade.Nos termos da orientação adotada pela Turma. 1518. VALOR. OBSERVÂNCIA. E M E N T A CIVIL. CONTROLE PELA INSTÂNCIA ESPECIAL. OBJETIVO. INDENIZAÇÃO.Não demonstrado pelo proprietário do veículo que seu filho inabilitado o utilizou ao arrepio das suas proibições. inclusive a indenização por danos morais. POSSIBILIDADE. do CPC. CARRO. GARANTIA. PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. CULPA "IN VIGILANDO". 70001988559 Tribunal RESP RECURSO unanimidade. CULPA IN VIGILANDO. DECISÃO: QUARTA 29/10/1998 TURMA INDEXAÇÃO: RECONHECIMENTO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. SEM. Os autores. PAGAMENTO. E . PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. ADIAMENTO. Assim. PRESUNÇÃO "JURIS TANTUM". orientando-se o juiz pelos critérios sugeridos pela doutrina e pela jurisprudência. Em outras palavras. DANO MORAL. bem como à complexidade da causa. ao nível sócio-econômico dos autores e . REPARAÇÃO DE DANOS. dou provimento em parte ao recurso da primeira apelante e nego provimento ao recurso da seguradora. responde o pai solidariamente pelos danos causados pelo ato culposo do filho. acrescidas de uma anuidade das parcelas vincendas. PROPRIETÁRIO . DES. CULPA PRESUMIDA. STJ. Quanto à verba honorária. DANO MORAL. "QUANTUM". recomendações e cautelas. Por outro lado. em razão disso. HABILITAÇÃO PARA DIRIGIR VEÍCULO . RESPONSABILIDADE CIVIL. CC. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA . a responsabilidade do dono da coisa é presumida. PARÁGRAFO ÚNICO. sendo certo que. E . FIXAÇÃO. por sua vez. ao porte econômico dos réus. PROPORCIONALIDADE.O valor da indenização por dano moral sujeita-se ao controle do Superior Tribunal de Justiça. Mantém-se o benefício da justiça gratuita aos autores. AFASTAMENTO. alguns autores (Sandra. ainda. CRITÉRIO. atento à realidade da vida e às peculiaridades de cada caso. DA JULGADOR: conhecer do 145358/MG recurso de ESPECIAL e dar-lhe Justiça (199700597431) provimento. nos termos dos arts. Ante o exposto. fixados em 20% do valor a ser encontrado em favor da procuradora dos autores. e uma anuidade das parcelas vincendas. ENTRE . CARACTERIZAÇÃO. LEGITIMIDADE PASSIVA "AD CAUSAM". Tereza e Luciana) sucumbiram em parcelas do pedido. III . CONDUTOR . JAPG Nº 2000/CÍVEL Superior ACÓRDÃO: 249172 DECISÃO: DATA ORGÃO Por de 1º Grau: Cristina Pereira Gonzales. PRECEDENTES. INTELIGÊNCIA DO ART. SÚMULA/STF. FILHO MAIOR. ainda que maior. POSSIBILIDADE. . VOLTAIRE MORAES: Julgadora /BNG. condeno as requeridas no pagamento de 80% das custas processuais e dos honorários da procuradora dos autores. invertendo-se. NECESSIDADE. RECURSO PROVIDO. o ônus da prova. PRECEDENTES. VÍTIMA. ENUNCIADO Nº 284. arbitrados em 15% sobre o valor das parcelas vencidas. entendo a base para o cálculo deve ser constituída pelas parcelas vencidas. recomendável que o arbitramento seja feito com moderação. inclusive a indenização por danos morais. 20. DES. DECORRÊNCIA. proporcionalmente ao grau de culpa. EXISTÊNCIA. PROPRIETÁRIO DO VEÍCULO . havendo sucumbência recíproca. acordo.VIII - Do ônus sucumbencial. PAI. II . NEGLIGÊNCIA. nos termos acima. SOLIDARIEDADE. pelo que o ônus sucumbencial deve ser melhor repartido entre as partes. valendo-se de sua experiência e do bom senso. POR. deverão arcar com o pagamento de 20% das custas e dos honorários dos procuradores das requeridas. § 3º e 21. mediante compensação. o proprietário do veículo responde solidariamente com o condutor do veículo .

Depreendendo-se das razões recursais qual a questão jurídica colocada.: 00040 PG: 00077 VEJA: (RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ) STJ . RELATOR: MINISTRO SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA SUCESSIVOS: REsp 216301 RJ 1999/0045936-9 DECISÃO: 17/08/1999 DJ DATA: 13/09/1999 PG: 00072 RT VOL. 220 AUTOR: CAIO MARIO DA SILVA PEREIRA OBRA: DA RESPONSABILIDADE CIVIL. P.: 00003 PG: 00258 RDTJRJ VOL. LEXSTJ 104/220). 441/445 AUTOR: AGUIAR DIAS OBRA: DA RESPONSABILIDADE CIVIL. não incidindo o enunciado 284 do Supremo Tribunal Federal.RESP 53321-RJ (RSTJ 105/230. 2. P..: 00772 PG: 00203 REsp 249394 MG 2000/0017705-9 DECISÃO: 18/05/2000 DJ DATA: 07/08/2000 PG: 00116 FONTE: DJ DATA: 01/03/1999 PG: 00325 JSTJ VOL. 4ª ED. 170. 1993. V. que supõe a impossibilidade de exata compreensão da controvérsia. RESP 135202-SP (RSTJ 112/216) DOUTRINA: OBRA: RESPONSABILIDADE CIVIL. 29 AUTOR: AGUIAR DIAS REFERÊNCIAS LEGISLATIVAS: LEG: FED LEI: 003071 ANO: 1916 ***** CC-16 CODIGO CIVIL ART: 01521 INC: 00003 ART: 01527 ART: 01529 ART: 01518 PAR: UNICO LEG: FED CFD: ****** ANO: 1988 ***** CF-88 CONSTITUIÇÃO FEDERAL ART: 00005 INC: 00005 INC: 00010 LEG: FED SUM: 000341 (STF) . desnecessária a particularização dos dispositivos eventualmente violados. V. P. RDR 10/247.RESP 116828-RJ (RDR 10/299.IV . 2. LEXSTJ 105/129). N. RESP 29280RJ (DANO MORAL) STJ .

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