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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES

Sumário
AULA Nº 01 – CONCEITOS BÁSICOS EMPREGADOS NA ELETRICIDADE E
TELECOMUNICAÇÕES ............................................................................................. 3
1. NOÇÕES DE TERMOS BÁSICOS UTILIZADOS NA ELETRICIDADE E
TELECOMUNICAÇÕES NO EXERCÍCIO DAS ATIVIDADES DE SEGURANÇA
PÚBLICA. ................................................................................................................ 3
ESPECTRO DE RADIOFREQUÊNCIA ............................................................... 5
2. ELEMENTOS DE PROTEÇÃO DOS CIRCUITOS, ISOLANTES, CHOQUE
ELÉTRICO (CAUSAS E EFEITOS) ......................................................................... 6
3. AS COMUNICAÇÕES NA PMERJ E SEU HISTÓRICO.................................. 8
4. DIVISÃO DA REDE DE TELECOMUNICAÇÕES: INFORMÁTICA,
RADIOFONIA E TELEFONIA. ............................................................................... 9
ACONTECEU... .................................................................................................. 11
SAIBA MAIS... ................................................................................................... 11
AULA Nº 02 – SISTEMAS E REDES ........................................................................ 12
1. SISTEMA DE RÁDIO – TIPOS DE REDES, FUNCIONAMENTO E
OPERAÇÃO. .......................................................................................................... 12
2. SALA DE OPERAÇÕES E DE COMUNICAÇÕES ........................................ 14
3. DE POSICIONAMENTO GLOBAL (GPS)- CONCEITO, FUNCIONAMENTO
E EQUIPAMENTOS............................................................................................... 15
4. A TELEFONIA NA PMERJ E NA SEGURANÇA PÚBLICA ......................... 16
ACONTECEU... .................................................................................................. 20
AULA Nº 03 – EQUIPAMENTOS ............................................................................. 21
1. TIPOS DE EQUIPAMENTOS, ESTAÇÃO FIXA, MÓVEL, PORTÁTIL,
ESTAÇÕES RADIO BASE E REPETIDORES....................................................... 21
2. COMPOSIÇÃO DO EQUIPAMENTO RADIO COM SUAS
ESPECIFICIDADES ............................................................................................... 24
ACONTECEU... .................................................................................................. 33
SAIBA MAIS... ................................................................................................... 33
AULA Nº 04 – REGULAMENTAÇÃO ...................................................................... 34
1. Normas e Diretrizes de Comunicações existentes; ............................................ 34
2. Normas de disciplina na rede de rádio – deveres do operador em relação a
comunicação-radio e em relação ao equipamento-radio e utilização dos prefixos. .... 36
3. TERMOS, SIGLAS E ABREVIATURAS: ....................................................... 41

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4. Procedimentos administrativos para acautelamento (terminais portáteis),
instalação e reparo de terminais de telecomunicações na PMERJ ............................. 46
4.1. INSTALAÇÃO E REPARO DE TERMINAIS DE TELECOMUNICAÇÕES
NA PMERJ: ............................................................................................................ 46
ACONTECEU... .................................................................................................. 47
SAIBA MAIS... ................................................................................................... 47
AULA Nº 05 – CONCEITOS BÁSICOS EMPREGADOS NA ELETRICIDADE E
TELECOMUNICAÇÕES ........................................................................................... 48
1. CENTRO INTEGRADO DE COMANDO E CONTROLE; ............................. 48
2. CAE – CENTRAL DE ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA – 190, O
MONITORAMENTO COM CÂMERAS FIXAS (URBANAS) E EMBARCADAS
EM VIATURAS. ..................................................................................................... 49
3. SISTEMAS INSTITUCIONAIS (SISTEMA INTEGRADO DE RÁDIO
COMUNICAÇÃO CRITICA ESTADUAL - SIRCE) .............................................. 53
ACONTECEU... .................................................................................................. 54
SAIBA MAIS... ................................................................................................... 54
AULA Nº 06 – PRÁTICA........................................................................................... 55
1. MANUSEIO E PROGRAMAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE
RADIOCOMUNICAÇÃO E OPERAÇÃO COM LINGUAGEM APROPRIADA AS
RADIOCOMUNICAÇÕES. .................................................................................... 55
2. SIMULAÇÃO COM A UTILIZAÇÃO DO EQUIPAMENTO DE
RADIOCOMUNICAÇÃO COM A SALA DE OPERAÇÕES E OUTROS POSTOS
DE SERVIÇOS EM OCORRÊNCIAS POLICIAIS ................................................. 58
SAIBA MAIS... ................................................................................................... 59

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES

AULA Nº 01 – CONCEITOS BÁSICOS EMPREGADOS NA


ELETRICIDADE E TELECOMUNICAÇÕES

1. NOÇÕES DE TERMOS BÁSICOS


UTILIZADOS NA ELETRICIDADE E A Polícia Militar como órgão
TELECOMUNICAÇÕES NO público estadual depende
significativamente da
EXERCÍCIO DAS ATIVIDADES DE comunicação para que seus
SEGURANÇA PÚBLICA. objetivos sejam cumpridos,
como a preservação da ordem
1.1- Tensão Elétrica (E) - Volt (símbolo: V) é a pública e o bom andamento do
policiamento preventivo e
Unidade SI de tensão elétrica (diferença de potencial
ostensivo, transmitindo
elétrico), a qual denomina o potencial de transmissão segurança e confiança à
de energia, em Joules, por carga elétrica, em sociedade. Na verdade não só
a polícia militar, mas sim todas
Coulombs, entre dois pontos distintos no espaço. Foi as pessoas necessitam cada dia
batizada em honra ao físico italiano Alessandro Volta mais da comunicação, que
com seus avanços tecnológicos
(1745-1827). são de grande valia para o
progresso não só da segurança
pública, mas sim de toda a
1.2 - Resistência Elétrica (R) - Ohms (símbolo: Ω) é a
civilização.
Unidade SI referente a oposição aos elétrons em
movimento pelo interior do condutor. A resistência http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/a
-Influencia-Da-Comunicacao-Na-
elétrica pode ser calculada se a tensão aplicada (E) e a Profissao/305749.html. Acesso em
intensidade da corrente (I) forem conhecidas, sendo 14/01/2015)

calculada por: R=E/I ou E =R.I ou ainda I = E/R .Esta

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expressão é conhecida por 1a Lei de OHM, na qual E é especificado em Volts (V), I em
Amperes (A) e a resistência R será dada em OHMS (Ω).

1.3- Intensidade de Corrente Elétrica (I) – Ampere (símbolo:A) é a unidade SI referente a


movimentação de elétrons. O ampere é uma unidade de medida usada para medir a
intensidade de uma corrente elétrica cujo nome foi uma homenagem a André-Marie
Ampère (1775-1836). A intensidade de corrente elétrica é definida pela fórmula I=Q/t,
sendo que Q (carga elétrica) e t(tempo). O ampere é uma unidade básica e simboliza
"C/s" (coulomb por segundo)

1.4- Potência Elétrica (P) – Watt (símbolo: W) é a grandeza que determina a quantidade
de energia concedida por uma fonte a cada unidade de tempo. Em outros termos,
potência é a rapidez com a qual uma certa quantidade de energia é transformada ou é a
rapidez com que o trabalho é realizado. Em sistemas elétricos, a potência instantânea
desenvolvida por um dispositivo de dois terminais é o produto da diferença de potencial
entre os terminais e a corrente que passa através do dispositivo. Isto é, onde I é o valor
instantâneo da corrente e V é o valor instantâneo da tensão. Se I está em ampères e V em
volts, P estará em watts, logo P= V. I (W).Potência elétrica pode ser definida também
como o trabalho realizado pela corrente elétrica em um determinado intervalo de tempo.

1.5- Corrente contínua (CC ou, em inglês, DC - direct current)- É o fluxo constante e
ordenado de elétrons sempre numa direção. Esse tipo de corrente é gerado por baterias
de automóveis ou de motos (6, 12 ou 24V), pequenas baterias (geralmente de 9V),
pilhas (1,2V e 1,5V), dínamos, células solares e fontes de alimentação de várias
tecnologias, que retificam a corrente alternada para produzir corrente contínua.
Normalmente é utilizada para alimentar aparelhos eletrônicos (entre 1,2V e 24V) e os
circuitos digitais de equipamento de informática (computadores, modems, hubs,
etc.).Este tipo de circuito possui um polo negativo e outro positivo (é polarizado), cuja
intensidade é mantida. Mais corretamente, a intensidade
Conhecimento da
cresce no início até um ponto máximo, mantendo-se importância das
contínua, ou seja, sem se alterar. Quando desligada, telecomunicações, em
diminui até zero e extingue-se. apoio às atividades
operacionais e
administrativas.
1.6- Corrente Alternada (CA ou em inglês AC -

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alternating current). É uma corrente elétrica cuja magnitude e direção da corrente varia
ciclicamente no tempo, ao contrário da corrente contínua cuja direção permanece
constante no tempo e que possui pólos positivo e negativo definidos. A forma de onda
usual em um circuito de potência CA é senoidal por ser a forma de transmissão de
energia mais eficiente. Entretanto, em certas aplicações, diferentes formas de ondas são
utilizadas tais como triangular ou ondas quadradas. A Corrente Alternada é a forma
mais eficaz de se transmitir uma corrente elétrica por longas distâncias. Nela os elétrons
invertem o seu sentido várias vezes por segundo.

1.7- Frequência – (F)- Hertz (símbolo: Hz) é uma grandeza física ondulatória que indica
o número de ocorrências de um evento (ciclos, voltas, oscilações, etc.) em um
determinado intervalo de tempo. Alternativamente, podemos medir o tempo decorrido
para uma oscilação. Este tempo em particular recebe o nome de período (T). Desse
modo, a frequência é o inverso do período, logo F = 1/T (Hz). Unidades de medida mais
usadas: Hertz (Hz)- Corresponde ao número de oscilações por segundo. Nome dado em
honra ao físico Alemão Heinrich Rudolf Hertz. Rotações por minuto (rpm)-
Corresponde ao número de oscilações por minuto.

ESPECTRO DE RADIOFREQUÊNCIA

DESCRIÇÃO DA BANDA COBERTURA DA FREQUÊNCIA


Extremely Low Frequency (ELF) 0 até 3 Khz
Very Low Frequency (VLF) 3 até 30 Khz
Low Frequency (LF) 30 até 300 Khz
Medium Frequency (MF) 300 até 3000 Khz
High Frequency (HF) 3 até 30 Mhz
Very High Frequency (VHF) 30 até 300 Mhz
Ultra-High Frequency (UHF) 300 até 3000 Mhz
Superhigh Frequencies (SHF) (Microwave) 3 até 30 Ghz
Extremely High Frequencies (EHF)
30.0 até 300 Ghz
(Millimeter Wave Signals)
Infrared Radiation 300 Ghz até 430 Thz
Visible Light 430 Thz até 750 Thz
Ultraviolet Radiation 1.62 Phz até 30 Phz

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X-Rays 30 Phz até 30 Ehz
Gamma Rays 30 Ehz até 3000 Ehz
Tabela 1. Unidades na base 10

Sendo:
Hz = Hertz = 1 Hz = 1
kHz = Kilohertz = 1.000 Hz = 10^3
MHz = Megahertz = 1.000.000 Hz = 10^6
GHz = Gigahertz = 1.000.000.000 Hz = 10^9
THz = Terahertz = 1.000.000.000.000 Hz = 10^12
PHz = Petahertz = 1.000.000.000.000.000 Hz = 10^15
EHz = Exahertz = 1.000.000.000.000.000.000 Hz = 10^18
ZHz = Zettahertz = 1.000.000.000.000.000.000.000 Hz = 10^21
YHz = Yottahertz = 1.000.000.000.000.000.000.000.000 Hz = 10^24

1.8- Comprimento de onda - lambda (símbolo:λ) é a distância entre valores repetidos


num padrão de onda. Numa onda senoidal, o comprimento de onda é a distância entre
picos (ou máximos). O comprimento de onda λ tem uma relação inversa com a
frequência f, a velocidade de repetição de qualquer fenômeno periódico. O comprimento
de onda é igual à velocidade da onda dividida pela frequência da onda. Quando se lida
com radiação eletromagnética no vácuo, essa velocidade é igual à velocidade da luz,
para sinais (ondas) no ar, essa velocidade é a velocidade a que a onda viaja. Essa relação
é dada por: λ = v/f ou λ = v. Tem que: λ = comprimento de onda de uma onda sonora ou
onda eletromagnética; v = velocidade da luz no vácuo = 299.792,458 km/s ~ 300.000
km/s = 300.000.000 m/s ; f = frequência da onda 1/s = Hz. T= o período da onda 1/f =
segundos (s).

2. ELEMENTOS DE PROTEÇÃO DOS CIRCUITOS, ISOLANTES,


CHOQUE ELÉTRICO (CAUSAS E EFEITOS)

2.1- Disjuntor - é um dispositivo eletromecânico que permite proteger uma determinada


instalação eléctrica com sobre-intensidades (curto-circuitos ou sobrecargas). Sua
principal característica é a capacidade de se rearmar (manual ou eletricamente), quando
estes tipos de defeitos ocorrem, diferindo do fusível que têm a mesma função, mas que
fica inutilizado depois de proteger a instalação. Assim, o disjuntor interrompe a corrente
em uma instalação elétrica antes que os efeitos térmicos e mecânicos desta corrente
possam se tornar perigosos às próprias instalações. Por esse motivo, ele serve tanto
como dispositivo de manobra como de proteção de circuitos elétricos. As características
de disparo do disjuntor são fornecidas pelos fabricantes através de duas informações

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principais: corrente nominal e curva de disparo. Outras características são importantes
para o dimensionamento, tais como: tensão nominal, corrente máxima de interrupção do
disjuntor e número de polos (unipolar, bipolar ou tripolar).

2.2- Isolante Elétrico - são aqueles materiais que tem poucos elétrons livres e que
resistem ao fluxo dos mesmos. Alguns materiais desta categoria são: Plástico (resinas),
Silicone, Borracha, Vidro (cerâmicas), e etc... A resistência desses materiais ao fluxo de
cargas é boa, e por isso usada para encapar fios elétricos de cobre, seja em uma torre de
alta tensão ou cabo de uma secadora. São os materiais que possuem altos valores de
resistência elétrica e por isso não permitem a livre circulação de cargas eléctricas, por
exemplo borracha, silicone, vidro, cerâmica. O que torna um material bom condutor
elétrico é a grande quantidade de elétrons livres que ele apresenta à temperatura
ambiente, com o material isolante acontece o contrário, ele apresenta poucos elétrons
livres à temperatura ambiente. Os isolantes elétricos são separados de acordo com a
tensão que se quer fazer o isolamento. Um pedaço de madeira, por exemplo, só pode ser
considerado isolante até uma determinada classe de tensão, se elevarmos essa tensão a
determinados níveis, ele pode se tornar um condutor de eletricidade.

2.3- Choque elétrico (causas e efeitos) – É quando a vítima tem contato imediato com a
corrente elétrica. Deste modo deve-se realizar os seguintes passos: Desligar o
interruptor ou chave elétrica; Afastar o fio ou condutor elétrico com um material não
condutor bem seco, pedaço de pau, cabo de vassoura, pano grosso; Puxar a vítima pelo
pé ou pela mão, sem lhe a tocar a pele, usando material não condutor. Obs.: Pise no
chão seco, se não estiver com botas de borracha.
Aplique os procedimentos de Suporte Básico de Vida. Inicie a respiração de socorro, no
caso de parada respiratória e o mesmo para o coração. Após certificar-se da
normalização da respiração e dos batimentos cardíacos mantenha-se alerta, para
reiniciar o socorro, se a vítima continuar inconsciente. Imobilize os locais da fratura se
houver. Proteja as áreas de queimadura. Controle o estado de choque. Transporte a
vítima para o hospital, o quanto antes, mantendo a respiração e massagem cardíaca se
necessário.
Ao atender uma vítima de choque elétrico é necessário cuidar para não ficar na mesma
situação: deve-se desligar a energia elétrica antes, ou usar alguma forma de isolamento
elétrico, como algo feito de borracha, por exemplo. Estando a vítima fora de uma área

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eletrificada, observa-se se existe algum objeto obstruindo a passagem do ar pela boca ou
nariz (próteses dentárias, alimentos, etc.) que devem imediatamente ser retirados.
Verifique se a vítima está respirando e procure ajuda médica o mais rápido possível.
As queimaduras elétricas geralmente são mais graves do que aparentam, mesmo aquelas
em que o paciente procura ajuda especializada pessoalmente. O corpo, no choque
elétrico, serve como condutor da energia e ao mesmo tempo de resistência elétrica,
causando os danos ao organismo.

3. AS COMUNICAÇÕES NA PMERJ E SEU HISTÓRICO

O Serviço de Telecomunicações (ST), criado pelo Decreto “N”, nº. 494, de 22 Nov. 65,
publicado em Aditamento ao Bol. do QG de nº. 234, de 09 Dez 65, com sede no Quartel
General da PMERJ e subordinado diretamente ao Comando Geral. Por meio do Bol.
QG, de 15 Set 1972, passou a Condição Administrativa Autônoma e, com a fusão do
Estado da Guanabara com o Rio de Janeiro, a Diretoria de Comunicações da Polícia
Militar do Antigo Estado do Rio de Janeiro foi incorporada à Unidade Administrativa
Autônoma, a qual o registro se deu através da publicação em Bol da PM nº. 020, de 18
Abr 1975.
Constantes desenvolvimentos e modernizações foram implementados no campo das
Comunicações e, através da nota publicada em Bol. da PM nº. 137, de 19 Jul 1976, o
serviço que era desenvolvido pela Unidade Administrativa Autônoma foi desativado e
criado o Centro de Comunicações e Operações da PMERJ (CECOPOM) como Órgão
de Direção Geral, conforme DECRETO-LEI nº. 92, de 06 de Mai 1975, ratificado pelo
Decreto nº. 913, de 30 Set 1976.
Com a Portaria nº. 027 – EMG, de 16 de JUN 1977, a competência operacional do
CECOPOM foi transferida para o Comando de Policiamento da Capital (CPC), ficando
o CECOPOM responsável pelas Comunicações. Com a Portaria da SEPM, nº. 0136, de
10 JUN 1992, o CECOPOM passou a denominar-se Centro de Comunicações da
PMERJ. Finalmente, com a Res. dá SESP nº. 304, de 30 Dez 1999, cuja implantação se
deu na data 02 Mai 2000 e, com sua efetivação em 05 Mai 2000, ocorreu então a fusão
do Centro de Comunicações da PMERJ (CECOPOM) com o Centro de Processamento
de Dados do Estado Maior da PMERJ (CPD/EMG), dando origem ao atual CENTRO
DE COMUNICAÇÕES E INFORMÁTICA DA PMERJ.
Através da resolução SESEG n° 706 de 15 de julho de 2013 foi criada a Coordenadoria
Especializada de Tecnologia da Informação e Comunicação (CETIC) da Polícia Militar

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
do Estado do Rio de Janeiro. A CETIC é considerada para todos os fins Unidade
Especializada e integra o Comando Geral como Órgão de Direção Geral, incumbindo-se
basicamente de coordenar, planejar, formular, normatizar, orientar, integrar, fiscalizar,
controlar e manter os sistemas e atividades das áreas de Tecnologia da Informação e
Comunicação na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Figura 1 . CENTRO DE COMUNICAÇÕES E INFORMÁTICA DA PMERJ.

4. DIVISÃO DA REDE DE TELECOMUNICAÇÕES:


INFORMÁTICA, RADIOFONIA E TELEFONIA.

4.1- Radiofonia - As Comunicações da PMERJ em Radiofonia utilizam equipamentos


de rádio nas estações fixas, móveis e portáteis, na faixa de frequência (380 a 400 MHz)
UHF, digital via ERB (Estações Rádio Base), podendo operar em DMO. Possui ainda
equipamentos analógicos também na faixa de UHF (380 a 400 MHz), atualmente em
uso no interior do Estado do Rio de Janeiro.
Na região metropolitana o sistema de rádio é o TETRA e neste caso não utilizamos
denominação CANAL e sim GRUPO, pois a modulação usada no TETRA é a TDMA
(acesso múltiplo por divisão de tempo), esta tecnologia permite 4 conversações
simultâneas no mesmo par de frequência (CANAL).
Os equipamentos possuem recursos técnicos para utilização em diversas formas de
operações e para usufruirmos precisamos consultar o manual de operação.

4.2- Telefonia- A central telefônica está sempre conectada com uma prestadora de
serviço privado de telecomunicações através de várias linhas denominadas “Troncos

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Telefônicos” e identificadas normalmente por um único número-chave. As demais
linhas são acessadas sequencialmente e automaticamente. O equipamento telefônico que
a Secretaria de Segurança Pública utiliza atualmente tem uma central denominada
“VOICNET” que oferece aos usuários das instituições, praticidade, economicidade,
possibilitando através do sistema DDR (discagem direta ramal). A conexão de todos os
órgãos e seções da SSP, através da discagem dos 5 (cinco) últimos algarismos.

Figura 2. Equipamento - Voicnet DG - Voicnet

4.3- Informática- É um termo usado para descrever o conjunto das ciências relacionadas
ao armazenamento, transmissão e processamento de informações em meios digitais,
estando incluídas neste grupo: a ciência da computação, a teoria da informação, o
processo de cálculo, a análise numérica e os métodos teóricos da representação dos
conhecimentos e da modelagem dos problemas. Mas também a informática pode ser
entendida como ciência que estuda o conjunto de informações e conhecimentos por
meios digitais.
O termo informática, no Brasil é habitualmente usado para rever especificamente o
processo de tratamento da informação por meio de máquinas eletrônicas definidas como
computadores.
O estudo da informação começou na matemática quando nomes como Alan Turing,
Kurt Gödel e Alonzo Church, começaram a estudar que tipos de problemas poderiam
ser resolvidos, ou computados, por elementos humanos que seguissem uma série de
instruções simples, independente do tempo requerido para isso. A motivação por trás
destas pesquisas era o avanço durante a revolução industrial e da promessa que
máquinas poderiam futuramente conseguir resolver os mesmos problemas de forma
mais rápida e mais eficaz.

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Do mesmo jeito que as indústrias manuseiam matéria-prima para transformá-la em um
produto final, os algoritmos foram desenhados para que um dia uma máquina pudesse
tratar informações.
A Coordenadoria Especializada de Tecnologia da Informação e Comunicação (CETIC)
da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro tem como objetivos:
- estabelecer normas para as atividades da Seção de Telemática e seus auxiliares;
- estabelecer normas para utilização da Internet e Intranet, pelos integrantes da PMERJ;
-estabelecer normas sobre gerenciamento de sites na Internet e Intranet, elaboração,
aprovação, publicação, controle, disponibilização e atualização de páginas eletrônicas;
- estabelecer normas para padronização e utilização de e-mail na corporação;
-estabelecer normas para atendimento e suporte de Tecnologia da Informação para a
PMERJ; e
- estabelecer normas para radiocomunicações e telefonia.

ACONTECEU...

Segurança pública – informática contra o crime.


www.viaseg.com.br

SAIBA MAIS...

Choque elétrico (parte 1) e (parte 2) – curso NR10 Engehall


http://www.cursonr10bh.com/choque ou youtube.com

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
AULA Nº 02 – SISTEMAS E REDES

1. SISTEMA DE RÁDIO – TIPOS DE REDES, FUNCIONAMENTO


E OPERAÇÃO.

O Sistema Integrado de Radiocomunicação funciona regularmente através de


repetidores ou ERB (Estação Rádio Base) se tratando de Digital, formando redes ponto-
multipontos; ou seja, quando alguma estação transmite uma mensagem as demais de
rede a recebem, simultaneamente. Se tratando de sistema analógico para cada canal
existe uma estação repetidora localizada em um ponto elevado da área de cobertura do
canal. Particularmente, em relação à operação com estações móveis e portáteis é
importante que se conheça a localização da repetidora do canal sintonizado; mormente
porque, como regra, todo sinal transmitido ou recebido por qualquer estação operante de
um canal sempre passa pelo repetidor, mesmo que as estações em comunicação estejam
lado-a-lado, exceto quando operando em ponto a ponto ou DMO.
Quando se trata de Sistema Digital troncalizado todas as ERBs (Estação rádio
base) se encontram interligadas, formando uma só rede, possibilitando com isto que
todos os rádios que estejam dentro da cobertura, desde que estejam no mesmo grupo,
falem entre si. No caso dos operadores de estações portáteis a atenção deve ser maior,
na medida em que a potência de transmissão do equipamento é bem menor do que a das
estações fixas e móveis, fato esse que reduz sua capacidade de transmitir.
A técnica recomendada aos operadores de estações móveis e portáteis analógicos
que acusem dificuldade de comunicação é a de procurar melhor localização, sempre em
relação a repetidora do seu canal; e não em relação à estação com a qual deseja falar.
Deve-se levar em conta que qualquer ponto elevado do terreno é melhor do que os mais
baixos.

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Canal ponto-a-ponto ou DMO (Modo de Operação Direta)– Essa é uma
expressão tradicionalmente utilizada para designar os canais ou grupos se tratando de
digital, que não usam repetidor. Neles o sinal transmitido por uma estação chega,
diretamente, a algumas estações mais próximas, sem auxílio do repetidor ou ERB
(estação rádio base).
Os transceptores do Sistema Integrado possuem alguns canais e grupos se tratando de
digital programados como ponto-a-ponto.
As Comunicações da PMERJ em Radiofonia utilizam equipamentos de rádio nas
estações fixas, móveis e portáteis na faixa de frequência UHF, digital via ERB
(Estações Rádio Base), podendo operar em DMO. Possui várias marcas de
equipamentos na faixa de UHF, sendo alguns analógicos via repetidor operando nas
UOP do Interior. Os equipamentos possuem recursos técnicos para utilização em
diversas formas de operações e para usufruirmos precisamos consultar o manual de
operação.
O sistema de rádio está dividido em: Rede Operacional – I, Rede Operacional –
II, Rede ADM, Rede Especializada, Rede Integração, Rede de Eventos e Rede de DMO

Figura 3. Centro de monitoramento Figura 4. Antenas da rede de monitoramento

O transceptor é o engenho eletrônico capaz de transmitir (Tx) e receber (Rx) sinais de


radiofrequência sendo que para seu regular funcionamento e transformação em voz
audível necessita de acessórios que são definidos como antena, o microfone, a fonte de
alimentação e o alto-falante.
A antena irradia ou recebe os sinais de radiofrequência;
O microfone capta os sons ambientes e de voz que são enviados ao transmissor para sua
irradiação a outras estações;
A fonte de alimentação fornece energia elétrica para o funcionamento das estações; e

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Os alto-falantes transformam os impulsos elétricos em sinais sonoros audíveis,
permitindo ao operador ouvir as mensagens.
Os equipamentos-rádio em uso na PMERJ podem ser classificados em função do
emprego como fixo, móvel e portátil.
FIXO: Equipamento destinado a ser utilizado em imóvel ou local com fonte de
alimentação própria e que não demande movimentação; Ex: Salas de Operações, DPO,
CIA destacada;

MÓVEL: Equipamento destinado a instalação em viaturas, motocicletas, embarcações,


aeronaves e congêneres; e

PORTÁTIL: Equipamento de tamanho e peso reduzido, de porte individual, alimentado por


bateria recarregável, dotado de grande mobilidade, para que o operador possa se deslocar
mesmo que à pé durante seu serviço.

2. SALA DE OPERAÇÕES E DE COMUNICAÇÕES

SALA DE OPERAÇÕES: São Salas das UOP que despacham viaturas para ocorrências.
Possuem recursos como: microcomputadores ligados ao CAE (CENTRO DE
ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA -190), e GPS para rastreamento das viaturas e o
monitoramento dos principais logradouros (Bancos, Ruas, Avenidas).

Figura 5. Sala de Operações do BPM

Figura 6.Processo de Atendimento ao Solicitante

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
3. DE POSICIONAMENTO GLOBAL (GPS)- CONCEITO,
FUNCIONAMENTO E EQUIPAMENTOS

GPS: É a sigla para Global Positioning System – em português, Sistema de Posicionamento


Global. Esse sistema foi desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos
para fornecer dados sobre localização, velocidade e tempo, 24 horas por dia, sob quaisquer
condições atmosféricas e em qualquer ponto do globo terrestre, para situações de guerra. O
GPS começou a ser desenvolvido na década de 1960 com o nome de “Projeto NAVSTAR”,
mas só foi declarado totalmente operacional em 1995. Devido à suas inúmeras vantagens,
acabou se disseminando entre os civis (assim como a Internet, que também tem origem
militar).
O receptor GPS consegue nos fornecer informações na forma de coordenadas geográficas
e/ou UTM da posição do receptor com precisão. O segmento espacial do sistema americano
é constituído por 24 satélites que orbitam a Terra em um período de 11 horas e 58 minutos a
aproximadamente 20.200 Km de altura. Existem seis planos orbitais, igualmente espaçados
de 60 graus, cada plano orbital é ocupado por 4 satélites, permitindo, teoricamente, uma
visibilidade entre 5 e 8 satélites em qualquer parte do globo terrestre. Cada um dos satélites
em órbita transmite a hora certa juntamente com sua posição exata e outras informações. O
receptor, por possuir a hora sincronizada com o que é difundido pelo satélite, computa o
tempo percorrido entre a transmissão e recepção do sinal e o converte em distância, a
chamada "pseudo-range". A posição do receptor (latitude, longitude e altitude), tomando o
centro da Terra como origem, é calculada quando quatro satélites estiverem visíveis.

Cada um destes satélites movidos a luz solar e pesando de 3 a 4 mil libras


(aproximadamente 1.360 a 1.814 kg) circunda o globo terrestre a aproximadamente
19.300 quilômetros, completando duas rotações completas a cada dia. As órbitas são
dispostas de modo que a qualquer hora do dia, em qualquer lugar na Terra, haja pelo
menos quatro satélites "visíveis" no céu.

15 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
O Sistema de Posicionamento Global (GPS), sua operacionalidade se dá via satélite
tendo como um dos seus objetivos principais o rastreamento das viaturas, facilitando,
assim, o controle das mesmas, e também, o pronto envio de mensagens através do
mesmo equipamento através do computador existente em cada Mesa de Rede Rádio,
utilizado pelo Operador das Salas de Operações e de mesma forma o Policial pode
realizar o envio de mensagens direcionadas ao operador da Central por meio de um
Teclado (altamente resistente), com um pequeno visor de cristal líquido. Compõe o
equipamento do GPS na viatura: Uma antena eletromecânica (teto da Vtr), um Deck (na
mala) e um Teclado (no painel lado direito da Vtr).

Todavia, estes equipamentos só estão disponíveis na área da Capital Interligado com o


CAE – Central de Atendimento de Emergência – 190, mantendo contato direto 24 (vinte
quatro) horas.

O Sistema é capaz de verificar a localização da viatura com pequena margem de erro, e


também, informar se a viatura está liga ou desligada, em movimento ou parada, e se em
movimento, a que velocidade. Todas as ocorrências e informações são gravadas e
armazenadas por um programa específico com características exclusivas para o uso da
Corporação.

4. A TELEFONIA NA PMERJ E NA SEGURANÇA PÚBLICA

A rede telefônica fixa é o sistema básico de telecomunicações que correspondente aos


aparelhos utilizados pelos usuários do sistema e de um vasto conjunto de acessórios,
tudo isto com o objetivo de prover a interligação dos usuários do sistema de telefonia
(assinantes) à central telefônica e as várias centrais entre si.

Outro termo utilizado é sistema telefônico, que pode ser conceituado como o sistema
que permite a comunicação de dois assinantes, através do telefone. Esse sistema divide-
se em subsistemas que interagem operacionalmente para formar a rede de telefonia
como conhecemos: Rede de Comutação, Rede de Acesso, Rede de Transmissão e Infra-
estrutura para Sistemas de Telecomunicações.

Centrais telefônicas:

a) Uma central telefônica se liga com a operadora através de várias linhas denominadas
troncos telefônicos e identificados normalmente por um único número-chave. As
demais linhas são acessadas sequencial e automaticamente.

b) As linhas-tronco podem ser do tipo bidirecional (recebe e transmite); unidirecional de


entrada (só recebe) ou unidirecional de saída (só transmite).

c) A quantidade mínima de linhas-tronco está relacionada com a quantidade de ramais e


com o regime de utilização da central, parâmetro que é determinado pelo estudo de
tráfego da central.

16 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
d) As centrais modernas, opcionalmente, e dependente das centrais da operadora,
permitem a facilidade de discagem direta a ramal (DDR).

e) Os ramais podem se comunicar entre si, normalmente. No entanto, para acesso a rede
pública, os ramais têm categorias de acesso diferentes, seja em razão da limitação da
capacidade da central, seja em relação a condição do usuário. A classificação depende
do tipo de central, mas as categorias básicas são:

(1) irrestrito: Os ramais possuem total liberdade de acesso à rede pública, podendo
receber e efetuar ligações externas. A capacidade de ligação só estará limitada pelas
restrições que existirem para as linhas-tronco.
(2) privilegiado: Os ramais tem acesso à rede pública, podendo receber e efetuar
ligações externas, exceto as DDI. Neste caso, há ainda, subcategorias em razão da
possibilidade de efetuar ligações DDD ou apenas locais e regionais.
(3) semi-restrito: Os ramais podem apenas receber ligações externas.
(4) restrito: Os ramais não tem acesso à rede pública, exceto pelo recurso opcional de
discagem abreviada irrestrita.

Telefone celular ou telemóvel: do termo original em inglês cell phone (CELLular


telePHONE ou mobile) é um terminal móvel que funciona através de um sistema de
comunicação sem fio. As redes de telefonia celular tiveram início com a implantação da 1a.
geração. O sistema analógico (AMPS) nos EUA, (TACS) na Inglaterra e (NMT) na
Finlândia entre outros. Esse sistema possuía uma baixa capacidade, uma vez que só permitia
tráfego de voz, e era bastante vulnerável à clonagem. A partir da 2a. geração, a
comunicação é digital, permitindo voz e dados. Os sistemas mais conhecidos são:

AMPS - analógico, 1G (1º geração) ; TDMA - digital, 2G (2º geração) ; CDMA - digital,
2G

GSM - digital, 2G; GPRS - digital, 2,5G ; EDGE - digital, 2,75G (há controvérsias sobre
esta tecnologia ser 2 ou 3G em alguns países como Espanha) ; UMTS - digital, 3G (3a.
geração)

HSDPA- digital, 3G.

Estação rádio-base (ERB): é um sistema rádio e antena de comunicação, que permite a


cobertura de uma área específica, chamada de célula.

Central de comutação celular (CCC): é uma central telefônica digital com funções
específicas para o sistema móvel celular.

Primeira Geração : AMPS (Advanced Mobile Phone Service): Tecnologia analógica da


primeira geração, desenvolvida pelos Laboratórios Bell da AT&T no início dos anos 80,
que só permite transmissão de voz. Desativada em 2008.

Segunda Geração 2G : Da necessidade de sistemas digitais com maior capacidade, surgiram


as tecnologias de segunda geração, que trazem as seguintes vantagens sobre os analógicos:
codificação digital de voz mais poderosas, maior eficiência espectral, melhor qualidade de
voz, facilidade a comunicação de dados e a criptografia. Ainda na rede 2G, foi possível

17 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
navegar na internet com baixa velocidade (20kbits a 50kbits). As redes 2G utilizam
frequências de operação de 900Mhz, 1800Mhz e 1900Mhz. A mais difundida hoje é o
GSM,

que utiliza tecnologia TDMA e CDMA. Ambas oferecem segurança, boa qualidade de voz a
um baixo custo e suporte um grande números de serviços, entre eles: SMS, MMS, GPRS
entre outros.

TDMA (Time Division Multiple Access): Essa tecnologia de sistema de celular digital
divide os canais de freqüência em até 6 intervalos de tempo diferentes e cada usuário usa
um espaço específico, para impedir problemas de interferências. Opera em 850 MHz.

CDMA (Code Division Multiple Access): Sistema digital que permite o acesso de muitos
usuários simultaneamente em um único canal de estação rádio-base aumentando assim a
capacidade da rede. Essa tecnologia compete diretamente com a GSM. A grande
desvantagem é que os celulares que operam em CDMA são mais suscetíveis a clonagem.
CDMA Opera nas frequências de 850 e 1900 MHz.

GSM (Global System for Mobile Communication): Desenvolvida na Europa e adotada em


boa parte do mundo. Diferencia-se das outras tecnologias pelo uso de cartões de memória
("chips" ou SIM Cards) nos aparelhos, que possibilitam levar as características do assinante
para outro aparelho ou rede GSM. O GSM opera nas faixas de 400, 450, 850, 900, 1800 e
1900 MHz.

Entre Segunda e Terceira Geração - 2,5G : GPRS (General Packet Radio Service): O Padrão
de Transmissão de Rádio por Pacote (GPRS) é a evolução da tecnologia GSM em 2,5G.Os
dados são divididos em pacotes para transmissão, o que favorece os usuários pois provê
uma conexão permanente de dados e assim os usuários não precisam entrar no sistema cada
vez que desejarem ter acesso a serviços de dados. Outra vantagem é que os usuários só
pagam pelos dados e não pagam pelo tempo de permanência no ar em que se faz a conexão
e nem pelo tempo de carregamento. É o GPRS que permite a conexão da maior parte dos
smartphones e celulares à internet. Atualmente, o GPRS é o padrão que oferece a maior
cobertura móvel para aparelhos de mão com acesso à internet.

EDGE (Enhanced Data Rates for Global Evolution): A classificação da EDGE como uma
tecnologia 2,5 ou 3G é bastante controversa. A EDGE é uma tecnologia de transmissão de
dados e acesso à Internet de alta velocidade que transmite dados em velocidade de até 384
kbps na prática e taxa média entre 110 e 120 kbps.

CDMA-2000 1x ou 1xRTT (1xRadio Transmission Technology): É a evolução do


cdmaOne, muitos o consideram como tecnologia de 2.75G ou 3G segundo o padrão da ITU-
T por possuir taxas de transmissão superiores a 144Kbps.

Terceira Geração - 3G : A partir de 1991 entraram em operação as redes 3G (terceira


geração) com tecnologia UMTS baseada no sistema Europeu, e com frequência de operação
na faixa de 2.1GHz. Passamos a ter velocidades entre 384kbits a 2Mbits, o que evidenciava

18 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
cada vez mais a ênfase no tráfego de dados. Além do aumento da velocidade, mantivemos
ainda total compatibilidade com as redes 2G.

UMTS (Universal Mobile Telecommunications Service): É a evolução do GSM mas que


ainda se baseia nessa tecnologia, embora o seu acesso por rádio seja diferente. Essa
tecnologia usa uma técnica CDMA chamada Direct Sequence Wideband (DS-WCDMA),
por isso é comum o uso intercalado de UMTS e WCDMA. embora a sigla UMTS se refira
ao sistema inteiro. Opera principalmente em 2100MHZ mas em algumas regiões opera em
850 MHz ou 1900MHZ e mais recentemente em 1700MHz.

CDMA 1xEV-DO (Evolution, Data-Optimized): O CDMA 1xEV-DO é a tecnologia 3G do


CDMA, que possui alta performance para transmissão de dados com picos de até 2,4 Mbps.
Portadoras distintas são necessárias para dados e voz neste sistema.Opera em 800 e 1900
MHz.

CDMA 1xEV-DV (Evolution, Data and Voice): É a segunda etapa na evolução do CDMA
1xEV onde uma mesma portadora pode ser utilizada para voz e dados.

HSDPA (High Speed Downlink Packet Access) / HSUPA (High Speed Uplink Packet
Access): O HSDPA/HSUPA permite que as pessoas enviem e recebam e-mails com grandes
anexos, joguem interativamente em tempo real, recebam e enviem imagens e vídeos de alta
resolução, façam download de conteúdos de vídeo e de música ou permaneçam conectados
sem fio a seus PCs no escritório – tudo usando o mesmo dispositivo móvel. HSDPA refere-
se à velocidade com a qual as pessoas podem receber arquivos de dados, o "downlink".
HSUPA refere-se à velocidade com qual as pessoas podem enviar arquivos de dados, o
"uplink." Resumindo: o HSDPA seria um "EDGE" do UMTS. E a NTT Docomo está
desenvolvendo o "Super 3G"(HSOPA) com velocidades de até 250mbps. Esta é uma
tecnologia "3.5G".

Quarta Geração – 4G : Essa tecnologia já se encontra em operação na Europa, Ásia e


Américas, utilizando-se as tecnologias LTE (Long Term Evolution) e Mobile-WiMAX. No
Brasil, iniciou-se a operação comercial das redes 4G LTE em 2012, na faixa de 2.5GHz.

O foco das redes 4G é integralmente para o tráfego de dados (pacotes), ao contrário dos
sistemas anteriores, híbridos, que alternavam entre redes de pacotes ou de circuitos a
depender da demanda, respectivamente, de dados ou voz. O LTE, especificamente, mantém
compatibilidade com siste sistemas ligados. No entanto, enquanto as redes 3.5G e 3G, em

19 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
uso, atingem tipicamente velocidades máximas de 14 Megabits por segundo (Mbps), são
esperados, em condições ideais, picos de até 120 Mbps nas redes LTE.

Uma rede só poderia ser caracterizada como "4G" se fosse capaz de prover 100 Mbps a
usuários em movimento e 1 Gbps para usuários parados. A expressão "True 4G"
exclusivamente para diferenciar as novas tecnologias que atinjam os requisitos necessários à
especificação IMT-Advanced. Dessa forma, somente redes LTE Advanced e WiMAX-
Advanced, sucessoras das tecnologias atualmente em uso, serão enquadradas como "True
4G".

ACONTECEU...

Como funciona la telefonia movil e como funciona uma central telefônica


https://www.youtube.com/watch?v=VU_wXCUb3nk

20 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
AULA Nº 03 – EQUIPAMENTOS

1. TIPOS DE EQUIPAMENTOS, ESTAÇÃO FIXA, MÓVEL,


PORTÁTIL, ESTAÇÕES RADIO BASE E REPETIDORES.

Os equipamentos-rádio em uso nos diversos órgãos estaduais são de marcas e modelos


diferentes; mas, de uma forma geral, em função do emprego, eles podem ser
distinguidos basicamente em três tipos:
O policial militar tem que conhecer fixo, móvel e portátil.
todos os meios auxiliares de
comunicações para poder exercer com Estação fixa: É o equipamento destinado
eficiência sua atividade na segurança a ser usado em imóvel, ligado à fonte de
pública. alimentação própria.

Figura 7. Estação Fixa

21 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES

Figura 8. Estação Fixa Cabine

Estação móvel: É o equipamento destinado a ser usado em veículo automotor, alimentado


pelo sistema elétrico do próprio veículo em que for instalado; normalmente, automóvel,
motocicleta, aeronave, embarcação e congêneres.

Figura 9. Estação Móvel VTR – Blazer – G A T VTR – Gol – R P

Acessórios das estações fixas e móveis:

Figura 10. Acessório áudio

Estação portátil: É equipamento, de tamanho e peso reduzido, de porte individual,


alimentado por fonte própria de energia, normalmente através de bateria recarregável.

22 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES

É estação dotada de grande mobilidade, transportada individualmente pelo próprio


operador durante o serviço, para qualquer lugar onde desse equipamento possa
necessitar (possuem canais via repetidora e canais ponto-a-ponto, neste caso, devem ser
observados as limitações de ordem técnica ao seu uso). Para recarregar a bateria é
utilizado carregador próprio, ligado à energia elétrica de 110/220 VAC.

Considerações relevantes para a operação de estações móveis e portáteis: O Sistema


Integrado de Radiocomunicação funciona regularmente através de repetidores, formando
redes pontos-multipontos; ou seja, quando alguma estação transmite uma mensagem as
demais de rede a recebem, simultaneamente.

Para cada canal existe uma estação repetidora localizada em um ponto elevado da área de
cobertura do canal. Particularmente, em relação à operação com estações móveis e portáteis
é importante que se conheça a localização da repetidora do canal sintonizado; mormente
porque, como regra, todo sinal transmitido ou recebido por qualquer estação operante de um
canal sempre passa pelo repetidor, mesmo que as estações em comunicação estejam lado-a-
lado.

No caso dos operadores de estações portáteis a atenção deve ser maior, na medida em
que a potência de transmissão do equipamento é bem menor do que a das estações fixas
e móveis, fato esse que reduz sua capacidade de transmitir.

A técnica recomendada aos operadores de estações móveis e portáteis que acusem


dificuldade de comunicação é a de procurar melhor localização, sempre em relação à
repetidora do seu canal; e não em relação à estação com a qual deseja falar.

Deve-se levar em conta que qualquer ponto elevado do terreno é melhor do que os mais
baixos.

Canal ponto-a-ponto: (DMO) Essa é uma expressão tradicionalmente utilizada para


designar os canais que não usam repetidor. Neles o sinal transmitido por uma estação
chega, diretamente, a algumas estações mais próximas, sem auxílio do repetidor.

Os transceptores do Sistema Integrado possuem alguns canais programados como


ponto-a-ponto.

Nos casos em que a operação deva se dar através dos chamados desses canais, a
preocupação deve ater-se para a direção a qual se encontra a estação com a qual se
desejar falar.

23 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
O Equipamento-rádio: Na verdade, a expressão “equipamento-rádio” é genérica e
comportam não tão somente os meios normais, regularmente visíveis e manuseados
pelos operadores em geral, como também aqueles aos quais, apenas eventualmente, eles
têm contato, como por exemplo: os repetidores e suas antenas espalhadas pelo território
do Estado, etc...

2. COMPOSIÇÃO DO EQUIPAMENTO RADIO COM SUAS


ESPECIFICIDADES
O equipamento-rádio compõe-se, basicamente, do transceptor e seus acessórios: a)
antena; b) microfone; c) fonte de alimentação (equipamento fixo); d) alto-falante.

O transceptor: É o engenho eletrônico capaz de transmitir e receber sinais de


radiofreqüência necessários às comunicações-rádio, para a transmissão de mensagens
por voz. É o equipamento transmissor-receptor (TxRx), aquilo que no linguajar
cotidiano acostumou-se chamar de “rádio”, propriamente dito.

Os transceptores mais modernos, para os casos de necessidade, já possuem dispositivo


que permite sua identificação instantânea, mediante a emissão de uma sinalização
eletrônica, por ocasião do acionamento do “PTT” (PUSH TO TALK) = (APERTE
PARA FALAR) para a transmissão de uma mensagem.

Para o seu regular funcionamento, o transceptor necessita de alguns acessórios, que são:
a antena, o microfone, a fonte de alimentação e o alto-falante.

Figura 11.Portátil Móvel Fixo Fixo Uop interior

Meios Auxiliares para transmissão e Recepção de mensagens, Alfabeto fonético,


Palavras de Expressões Convencionais, Código “Q”, Algarismos fonéticos,
Transmissão em teste, Modalidades de Chamada
3.1- Meios auxiliares: Dentre os vocabulários utilizados nas comunicações, destacam-se: a)
o alfabeto fonético internacional; b) - as palavras e expressões convencionais; c) o “Código
Q”; e, d) os algarismos fonéticos.
3.2-Alfabeto fonético internacional: o alfabeto fonético, como meio auxiliar da
transmissão, tem aplicação quando há necessidade de soletrar palavras ou outro conjunto de
letras, na dificuldade de sua compreensão, como ocorre no caso de mensagens transmitidas
em meio a péssimas condições de comunicação; ou, mesmo na transmissão de palavras
incomuns ou estrangeiras; ou de grafia diferente da normal. O seu uso, como padrão, evita a

24 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
criação e a citação indiscriminada de palavras diversas pelos operadores, para indicar uma
mesma letra; como, poderia indevidamente ocorrer em relação à “cavalo” para representá-lo
o “c”; “dado” para o “d” e outros ...Mas o seu principal papel está no auxílio da correta
compreensão da mensagem, de modo a que não fique nenhuma dúvida quanto ao seu
conteúdo e a grafia das palavras que a compõem. Este é o alfabeto fonético internacional,
padrão para dirimir dúvidas a cerca do conteúdo da mensagem, pelo soletrar das palavras:

LETRA PALAVRA PRONÚNCIA


A ALFA AL FA
B BRAVO BRA VO
C CHARLIE CHAR LI
D DELTA DEL TA
E ECHO E CO
F FOXTROT FOX TROT
G GOLF GOLF
H HOTEL O TEL
I INDIA IN DIA
J JULIETT DJU LIET
K KILO KI LO
L LIMA LI MA
M MIKE MAIK
N NOVEMBER NO VEM BER
O OSCAR OS CAR
P PAPA PA PA
Q QUEBEC QUE BEC
R ROMEU RO MEO
S SIERRA SI E RRA
T TANGO TAN GO
U UNIFORM IU NI FORM
V VICTOR VIC TOR
W WHISKEY UIS QUI
X X-RAY EKS REI
Y YANKEE IAN QUI
Z ZULU ZU LU

O Alfabeto Fonético Internacional não deve ser utilizado para a formação de prefixos;
para esse fim cada órgão usuário do Sistema Integrado de Radiocomunicação possui um
“Grupamento Fonético Exclusivo”. Excetuam-se desta proibição aqueles pré-existentes
e devidamente autorizados.

Para iniciar o Alfabeto Fonético Internacional basta enunciar a palavra


“SOLETRANDO”, antes da palavra ou seqüência a ser transmitida.

Se for realizar a enunciação de várias palavras deve-se pronunciar a palavra


convencional “SEPARA”, para indicar o seu término e o início de outra palavra; ou,
“TERMINADO”, para indicar o término da transmissão.

25 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Em alguns casos, como na transmissão de placas de veículos, são dispensáveis as
palavras “soletrando”, “separa” e “terminado”; uma vez que faz parte da rotina a
enunciação das letras das placas (a alfa) com o alfabeto fonético.

Exercite-se com a seguinte mensagem: "COMUNICO QUE FOI APREENDIDA UMA


PISTOLA CALIBRE 38 MARCA COLTS PT. F.A.MEG. CO. HARTFORD. CONN.
U.S.A.".

Neste caso, utilizando-se o alfabeto fonético, a mensagem seria transmitida da seguinte


maneira:

"Comunico que foi apreendida uma pistola calibre três oito marca ‘SOLETRANDO’
charlie oscar lima tango sierra ‘SEPARA’ papa tango ponto fox-trot ponto alfa ponto
‘SEPARA’ mike eco golf ponto ‘SEPARA’ charlie oscar ponto ‘SEPARA’ hotel alfa
romeo tango fox-trot oscar romeo delta ponto ‘SEPARA’ charlie oscar november
november ponto ‘SEPARA’ uniform ponto sierra ponto alfa ponto ‘TERMINADO,
CÂMBIO’.

Verifica-se que, assim procedido, toda mensagem seria transmitida sem que nenhuma
letra fosse omitida. Observe-se que somente a parte da mensagem cujas palavras
poderiam trazer dificuldades na recepção, foi transmitida usando-se o alfabeto fonético.

Por outro lado, a despeito de todo esse cuidado, pode-se verificar pelo número de
palavras resultantes, que o tempo para transmitir a mensagem com a utilização do
alfabeto fonético resultaria maior do que aquele gasto para transmiti-la de maneira
direta na sua forma original.

Por isso mesmo, deve-se evitar utilizá-lo indiscriminadamente, pois tal fato só serviria
para congestionar a rede de comunicação, por sua ocupação com tempo excessivo e
desnecessário.

É importante frisar que, para o êxito da transmissão, é necessário que tanto quem
transmita, como quem receba, tenha pleno conhecimento desse alfabeto.

É ERRADO usar o alfabeto fonético para soletrar siglas, abreviaturas ou palavras que
sejam plenamente conhecidas, como nas transmissões de abreviaturas de postos ou
graduações dos militares, cargos ou funções; ou, ainda, palavras em que não haja
possibilidade de que sejam confundidas por sua pronúncia ou correta grafia.

A única exceção é com relação à transmissão de placa de veículo, cuja “alfa” deve ser
sempre soletrada utilizando-se o alfabeto fonético; mesmo que as letras, por sua
sonoridade, façam supor que não haverá qualquer dificuldade de compreensão para
quem irá receber a mensagem.

3.3- Palavras e expressões convencionais: São palavras-chaves, com significado


particularmente atribuído; que, a exemplo de qualquer outra codificação utilizada
oficialmente, devem ser de pleno conhecimento dos operadores, como meio facilitador

26 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
da comunicação. Por outro lado, seu emprego visa, ainda, padronizar as conversações.
A introdução de novas palavras ou expressões no vocabulário aprovado, somente deve
dar-se mediante acordo com os diversos segmentos-operadores do sistema de
comunicação; com observância, principalmente, das práticas operacionais
institucionalizadas.

Segue-se um extrato daquelas recomendadas aos operadores de radiofonia:

ACUSE “diga-me se entendeu ou recebeu esta mensagem”.

AGUARDE “espere, mantenha-se na escuta”. CÂMBIO “terminei” (convite à


resposta).

CIENTE “recebi sua mensagem”. CORREÇÃO “houve erro nesta transmissão”.

CONFIRME “repita a mensagem transmitida” (solicitado por quem está recebendo a


msg).

CONSIGNE “registre”, “anote para controle”.

COTEJE “repita a mensagem (ou o trecho) como recebida”(solicita quem está TX a


msg).

NEGATIVO “não”, “não está correto”, “não está autorizado”.

POSITIVO “sim”, “autorizado”, “afirmativo”. CORRETO “está certo”.

PRIORIDADE “emergência” “preciso transmitir com urgência”.

PROCEDA “autorizo”, “pode prosseguir”. PROSSIGA “adiante com sua mensagem”.

REPETINDO “vou repetir toda a mensagem”.

SEPARA “dê espaço” (quando da utilização do AF para receber o que for TX logo
após).

SOLETRANDO “vou soletrar a palavra seguinte com o Alfabeto Fonético”.

TERMINADO “acabado”, “fim” (para indicar o término de soletrando pelo AF).

VERIFIQUE “sua mensagem não está clara; verifique se está correta”.

3.4- O “CÓDIGO Q”: Outro meio convencional, auxiliar na transmissão da


mensagem, empregado para economicidade de seu texto, bem como para imprimir
maior celeridade às comunicações via rádio, é o denominado “Código Q”. Cada código
é obtido através combinação de três letras, sendo que a primeira delas é sempre um “Q”,
formando um significado específico.

No exemplo sobre a transmissão verbal de horas, o “QTR” foi citado, o qual na forma
afirmativa significa “a hora certa é ...". Seu uso, na situação criada, visaria economizar
tempo na transmissão da mensagem, pela simplificação de seu conteúdo. A relação
27 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
apresentada a seguir é o resultado de uma seleção dos códigos que mais se aplicam ao
interesse da segurança pública, com ligeiras adaptações, sem perder de vista os significados
originais.

CÓDIGO FORMA INTERROGATIVA FORMA AFIRMATIVA


QAP Está na escuta ? Estou na escuta.
QRA Qual o prefixo da sua estação? O prefixo da minha estação é... ou,
Ou, Quem está operando? Meu nome é...

QRE Qual à hora de chegada em...? A hora de chegada em... é


QRK Qual a clareza e intensidade dos sinais A clareza e intensidade dos sinais
recebidos? recebidos são...

QRL Está ocupado? Estou ocupado


QRM Está sofrendo interferência? Estou sofrendo interferência.
QRU Alguma mensagem para mim? Tenho mensagem para...
QRV Preparado p/ receber mensagem? Estou preparado p/ receber
mensagem.
QSJ Qual é o valor em dinheiro? Qual é a O valor em dinheiro é... O valor da
taxa? taxa é...
QSL Ciente da mensagem? Ciente, entendido
QSO Posso comunicar-me diretamente com Comunique-se diretamente
(prefixo)? com....(prefixo)
QSP Posso retransmitir sua mensagem? Retransmita minha mensagem Faça
Posso fazer ponte com.......(prefixo)..? ponte com ......(prefixo)....
QTA Devo anular mensagem? Anule mensagem...
QTH Qual a sua localização? Minha localização é...
QTI Qual o seu itinerário ou roteiro? Meu itinerário ou roteiro é...
QTR Qual à hora certa? A hora certa é...

3.5- Algarismos fonéticos: em relação aos algarismos, que combinados formam os


números, deverá ser empregada à fonética básica abaixo apresentada:

Os números serão sempre pronunciados algarismo por algarismo; e formados pelos


conjuntos desses.

Dessa forma, o número 12 (doze) deverá ser enunciado “uno, dois”; o 50 (cinquenta),
como “cinco, zero”; o 36 (trinta e seis), como “três, meia”, etc.

Os sinais gráficos, tais como ponto ou vírgula, deverão ser enunciados de acordo com
seus próprios nomes, como por exemplo, no número: 410.286 = “quatro uno zero
PONTO dois oito meia”; ou, ainda, o número 9,31= ”nove VÍRGULA três uno”.

Na sequência de algarismos idênticos em um mesmo número, temos como norma a


pronuncia das palavras “DUPLO” ou “TRIPLO”, ou seja, duplo para dois algarismos e
triplo para o caso de três algarismos sequenciais.

28 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Se o número de algarismos repetidos em sequência for superior a três, deverá ser
empregada a combinação dessas palavras entre si (duplo-triplo, triplo-triplo); ou, do
nome do próprio algarismo seguido da palavra “TRIPLO”.

Abaixo alguns exemplos de aplicação:

I) Sequência de dois e de três algarismos iguais (emprego das palavras “duplo” e


“triplo”)

100 - Uno DUPLO zero 2001 - Dois DUPLO zero uno 166 - Uno DUPLO meia.

33348 - TRIPLO três quatro oito 22.777- DUPLO dois PONTO TRIPLO sete.

II) Sequência de quatro ou mais algarismos iguais:

a) Para quatro algarismos iguais sucessivos, deverá ser enunciado o nome do próprio
algarismo, seguido da palavra “triplo”, mais o nome desse mesmo algarismo.
b) Para cinco algarismos, deverá ser usada a combinação das palavras “duplo” e
“triplo”.
2222 - Dois TRIPLO dois 5555 - Cinco TRIPLO cinco 66666 - Duplo meia TRIPLO meia
Para os demais casos de repetição de algarismos em sequência, deverá ser obedecido o
mesmo raciocínio. A padronização referente aos algarismos e números aplica-se
também na pronunciação de prefixos. Deverá ser evitado o emprego de palavras em
desacordo com o anteriormente indicado, mormente expressões como "tudo", "trinca",
"duque" e outras fora destas orientações e não expressamente autorizadas.

A esse respeito, tem-se observado a tendência dos operadores de criar uma fonética
diversificada da apresentada no quadro anterior, empregando a designação ordinal de
cada algarismo para indicá-los como “primeiro”, “segundo”, “terceiro”, “quarto”,
“quinto”, “sexto”, “sétimo”, “oitavo”, “nono”; para os algarismos de “1” a “9”; e, a
palavra “negativo”, para o algarismo zero, ficando em desacordo com as normas
previstas para a Corporação.

Na transmissão verbal de horas (o QTR, do Código “Q”), os algarismos deverão ser


enunciados, um-a-um (algarismo por algarismo), separando-se a hora cheia dos minutos
pelo pronunciamento da palavra “PONTO”.

Necessariamente, a composição da hora terá sempre quatro algarismos, sendo-lhe os


dois primeiros indicadores da hora e os dois últimos indicadores dos minutos.

Assim, exemplificado:

04.23 - zero quatro PONTO dois três; 19.56 - uno nove PONTO cinco meia.

Se a Rádio-Patrulha de prefixo 111, desejasse informar uma determinada hora certa, sua
mensagem deveria revestir-se do seguinte formato e fonética:

“RP triplo uno, ou triplo uno no local". QTR “zero quatro PONTO dois três”

29 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
3.6-Transmissão em teste: Trata-se de uma chamada simples com o objetivo de saber
se o equipamento está realmente funcionando bem. Realiza-se mediante o seguinte
padrão:

Chamada: “(prefixo a chamar)... (prefixo que chama) EM TESTE (ou QRK)”;

Resposta: “(nº. da clareza) BARRA (nº. da intensidade), PARA (prefixo que foi
chamado)”.

Observe-se, pois, que a resposta deverá ser dada indicando, primeiro à clareza; depois a
intensidade, esclarecido que:

A clareza dos sinais é a inteligibilidade da mensagem através do sinal recebido; e é


representada pela enunciação dos seguintes índices e representações: 1 - “má”; 2 -
“escassa”; 3 - “passável”; 4 - “boa”; 5 - “excelente”.

A intensidade dos sinais é o volume, ou melhor, o nível do sinal recebido; e é


representada pela enunciação dos seguintes índices e representações: 1 - “apenas
perceptível”; 2 - “fraca”; 3 - “satisfatória”; 4 - “boa”; 5 - “ótima”.

3.7- Chamadas: Denomina-se “chamada” ao contato entre duas ou mais estações,


através de seus prefixos, visando iniciar a transmissão de uma mensagem.

A chamada, de uma forma geral, resume-se em um apelo a estação, com a qual se deseja
falar; com a espera da consequente resposta do operador do prefixo chamado.

Em função da quantidade de estações envolvidas, as chamadas poderão ser de quatro


tipos, a saber: chamada simples, chamada múltipla, chamada geral; e, chamada em
broadcasting.

A primeira delas é de uso geral; e, as demais de uso próprio dos Centros de Operações
ou equivalentes.

3.7.1- Chamada simples: como o próprio nome sugere a chamada simples é aquela em
que apenas duas estações estão envolvidas. é a chamada mais comum, ordinariamente
realizada por operadores de todas as estações.

Exemplo clássico desse tipo de chamada é o contato entre uma estação qualquer com o
seu centro de operações; e, vice-versa. Para esse tipo, deve-se utilizar o seguinte padrão
de chamada e resposta:

chamada: “(prefixo a chamar) ... (prefixo que chama)”; resposta: “(prefixo chamado),
QAP”.

Ao responder-se a uma chamada em teste, não é necessário que sejam ditas as palavras
“clareza ou intensidade”, apenas deve-se mencionar o número correspondente a cada
uma de suas condições, acima indicadas, separadas pela palavra barra, obedecendo-se a
ordem da enunciação: clareza / intensidade.

30 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
3.7.2- Chamada múltipla: - é aquela na qual uma estação busca estabelecer contato
simultâneo com duas ou mais estações. É o tipo de chamada adotada a partir de um
centro de operações para os seus controlados.

Nesse tipo, para evitar conflito na comunicação, é importante que os prefixos procurem
responder a chamada na mesma ordem sequencial enunciada pelo centro de operações.

Para sua realização, deve-se utilizar o seguinte padrão:

Chamada: “ATENÇÃO (prefixos a chamar) (prefixo que chama)”;

Resposta: “(primeiro prefixo chamado), QAP”; “(segundo prefixo chamado), QAP”; e


assim, sucessivamente; sempre na ordem sequencial da chamada.

Para as situações em que a quantidade de prefixos a serem chamados for grande e/ou
nos casos de urgência, quando a preparação dos prefixos envolvidos prejudicarem
providências imediatas, deve-se adotar o seguinte padrão:

Chamada: “ATENÇÃO (prefixos a chamar)...(prefixo que chama); (palavra de ordem)


(mensagem)”

Resposta: “(primeiro prefixo chamado), QSL”; “(segundo prefixo chamado), QSL”; e


assim, sucessivamente, sempre na mesma ordem sequencial da chamada.

Nesta última situação, o operador enunciará os prefixos (um-a-um ou por grupo) e, em


seguida, sem que qualquer deles precise enunciar o “QAP”, transmitirá a “palavra de
ordem” e a “mensagem”. Só depois do término de toda a mensagem é que, então, os
prefixos chamados acusarão o “QSL” (ciente).

3.7.3- Chamada geral: é a denominação dada ao contato simultâneo de uma estação


com todas as outras de um mesmo canal ou rede, para a transmissão de mensagem de
interesse de todos.

A chamada geral, a exemplo da chamada múltipla, é sempre originada pelo Centro de


Operações da rede. Nesse caso, não é necessário que as estações sejam chamadas, uma a
uma, através de seus prefixos; bastando que o operador do Centro informe o padrão
"geral". Também, não é necessária a resposta inicial por parte das estações.

Para esse tipo, deve-se utilizar o padrão de chamada seguinte, que deverá ser repetida,
seguidamente, por pelo menos duas vezes:

Chamada: “ATENÇÃO, TODOS OS PREFIXOS, (prefixo que chama), EM


CHAMADA GERAL, (palavra de ordem) (mensagem); REPETINDO”. Neste padrão a
palavra de ordem, normalmente, é “anotem” (3ª pessoa do plural do verbo anotar).

Quando o conhecimento da mensagem transmitida for fundamental para os


procedimentos de cada estação, caberá ao Centro cobrar “ciência” daqueles envolvidos
mais diretamente, sem o que a missão poderá fracassar vez que sempre haverá a
possibilidade de falhas técnicas ou de falta de atenção dos operadores; e, o silêncio na
31 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
resposta nem sempre indicará que todas as estações entenderam ou ouviram a
mensagem.

Exemplificando a chamada geral, tem-se o seguinte padrão:

- Chamada: “Atenção todos os prefixos, maré zero, EM CHAMADA"

GERAL, anotem: foi assaltada a joalheria “Brinco de Ouro”, ficha de cerco nº. zero três,
assaltantes em fuga, em número de quatro, pela Rua Uruguaiana, num Alfa Romeo
branco, armados com revólveres calibre 45”; REPETINDO ...foi assaltada ... “.

- Resposta: “RP duplo uno zero QSL e em posição”; “VTR triplo dois QSL". “em
posição”.

3.7.4- Chamada em broadcasting: Este tipo de chamada assemelha-se à chamada


geral em termos e padrão, com a diferença de ser feita em mais de uma rede
simultaneamente. Essa chamada depende de equipamento especial existente somente no
novo sistema de telecomunicações, sob controle de um supervisor; que, havendo
necessidade, busca para si a transmissão de mensagem (MSN) que deva(m) ser
ouvida(s) por quantas redes julgue necessárias. Nesse caso, os operadores das
respectivas redes são afastados da transmissão regular, devendo manter-se atentos tanto
a transmissão, quanto às providências imediatas que dela(s) advierem; visto que,
cessada a necessidade da chamada em broadcasting, retornarão as atividades a sua
forma normal.

A chamada em broadcasting é um recurso importante no novo sistema de


telecomunicações, por dispor de muitas redes, quando da ocorrência de distúrbios civis
e calamidades públicas, diante da necessidade de dar conhecimento rápido e/ou
simultâneo de uma mensagem urgente a algumas ou a todas as estações que operem em
redes diferentes.

O operador do novo sistema de telecomunicações deverá informar o padrão


"broadcasting". A chamada em broadcasting, devido a sua peculiaridade de normal
urgência, não leva em consideração a disciplina operacional que recomenda "aguardar a
outra estação terminar de transmitir uma mensagem, antes de iniciar a sua transmissão",
pois a premência de sua comunicação, não pode depender do preparo de todas as
estações de todas as redes para que aguardem na escuta. Assim, pode acontecer que ao
se iniciar a transmissão, existam algumas estações de algumas redes em operação; as
quais terão suas transmissões interrompidas por essa chamada.

No entanto, ocorrerá que as estações que nesse dado momento estiver transmitindo, só
irão perceber a chamada em broadcasting quando liberarem suas teclas de transmissão.
Devido a esse fato, recomenda-se a repetição da mensagem, por pelo menos duas vezes;
sob o seguinte formato:

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Chamada: “ATENÇÃO, TODOS OS PREFIXOS, (prefixo que chama), EM
BROADCASTING, (palavra de ordem) (mensagem); REPETINDO...”. Neste padrão a
palavra de ordem, normalmente, é “anotem” (3ª pessoa do plural do verbo anotar)

Quanto ao QSL (entendido) também caberá aos operadores de setor que farão o controle
de suas respectivas estações e cobrarão, se for o caso, o ciente (QSL) de cada um.
Não havendo urgência na transmissão, deverá ser respeitada a disciplina operacional.
Quando todos os canais envolvidos tiverem recebido o alerta em QAP/QRV, o operador
iniciará a chamada e a transmissão da mensagem em broadcasting.

ACONTECEU...
SP agora – policial militar morre pedindo socorro ao COPOM via rádio)
https://www.youtube.com/watch?v=Qrh3GSjwKGw

A necessidade imperiosa das comunicações na segurança pública

SAIBA MAIS...

Canal piloto 44 – Alfabeto fonético na prática


https://www.youtube.com/watch?v=tQfsh460Fwk

Através deste link pode-se escutar a pronuncia correta de todo o alfabeto fonético
internacional

***

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_Internacional_Q

Através deste link do wikipedia pode-se verificar o código Q completo, pois na


apostila estão apenas os mais usados na PMERJ.

33 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
AULA Nº 04 – REGULAMENTAÇÃO

1. Normas e Diretrizes de Comunicações existentes;


A Seção de Telemática é obrigatória em todas as unidades operacionais e
administrativas, bem como em órgãos de direção, chefiada por Oficial Subalterno ou
Intermediário, denominado Chefe de Telemática e subordinada diretamente ao
Subcomandante da unidade, tem a finalidade de gerir os recursos de telecomunicações
(Radiocomunicação e Telefonia) e Informática, e outros ligados a área de Tecnologia da
Informação utilizados nas OPM.

A Seção de Telemática deverá possuir os seguintes documentos em geral:

- Diretrizes, manuais e resoluções referentes as Telecomunicações e Tecnologia da


Informação da PMERJ;

- Relação atualizada de computadores, impressoras, scanners, telefones, rádios e outros


equipamentos de Telecomunicações e Tecnologia da Informação, bem como sua
localização na OPM e subunidades;

- Manter arquivo com cautelas de equipamentos e guias de serviço;

- Manter telefones úteis de suporte e garantia dos equipamentos da unidade em local


visível e de fácil acesso.

Na área de Informática:

- Distribuição e controle de equipamentos de informática na OPM;

- Fiscalização da correta utilização dos equipamentos e serviços;

- Realizar contatos com empresas privadas de prestação de serviço em caso de defeitos


em quaisquer equipamentos e serviços contratados;

- Fiscalização e controle do uso da rede interna da unidade;

- Informar ao CETIC, em no máximo 24 horas sobre defeitos e problemas nos


equipamentos e serviços; e
34 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
- Controlar e fiscalizar as cautelas dos equipamentos distribuídos à unidade. Ex: Modem
3G, Notebook e outros.

Na área de Radiocomunicações:

- assessorar o comando na instrução e no emprego das tecnologias de


radiocomunicações em uso;

- verificar a aptidão do pessoal para as atividades de radiocomunicações a fim de


facilitar o emprego dos policiais militares nas salas de Comunicações e ou Centros de
Operações da OPM; assim como, a indicação dos homens que serão matriculados nos
cursos pertinentes;

- fiscalizar os procedimentos de assistência técnica de 1º escalão, quando autorizado


pelo CETIC, a todo o material de radiocomunicação (fixo, móvel e portátil) da unidade,
providenciando para que este se mantenha em perfeitas condições de funcionamento;

- cooperar com o P/3 nas atividades ligadas ao planejamento do emprego de


radiocomunicações no âmbito de sua OPM;

- responsabilizar-se pelo planejamento de comunicações da unidade;

- zelar pelo bom funcionamento dos terminais de radiocomunicações em operação na


unidade, fazendo cumprir as normas em vigor; e informar ao CETIC, todas as alterações
observadas nos terminais (fixos, móveis e portáteis) na OPM.Como: a)dano no
equipamento, informar no máximo, até 24 horas após conhecimento do fato; b) extravio,
furto ou roubo, informar imediatamente após conhecimento do fato;

- atentar para as normas de segurança das comunicações, ministrando, periodicamente,


instruções objetivando o adestramento nesta área;

- fiscalizar o fiel cumprimento das normas existentes (Resolução GM Nº 012 de 30 de


novembro 1994 - normas reguladoras da formação de prefixos para uso do sistema
integrado de radiocomunicação (BOL. PM Nº 236 de 21 de dezembro de 1998).

Na área de Telefonia:

- Manter lista telefônica atualizada nas seções;

- Fiscalizar e controlar o uso de telefonia celular e fixa na OPM; Conscientização da


necessidade da
- Solicitar reparo em linhas telefônicas ao CETIC ou correta utilização
diretamente profissional das
tecnologias de
a fornecedora de serviços;
telecomunicações
- Controlar cautelas de dispositivos de telefonia. e informática.

35 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES

2. Normas de disciplina na rede de rádio – deveres do operador em


relação a comunicação-radio e em relação ao equipamento-radio e
utilização dos prefixos.

O operador é o policial militar que por sua voz, empresta expressão e significância às
chamadas e à transmissão das mensagens. Por isso mesmo, sobre ele debruça-se a
responsabilidade de sua correta condução e a estrita obediência aos seus princípios
básicos, esta responsabilidade encontra-se bipartida em relação a comunicação-rádio e
em relação ao equipamento-rádio.

2.1. OS DEVERES EM RELAÇÃO À COMUNICAÇÃO-RÁDIO SÃO:

1- certificar-se de que a estação está sintonizada no canal adequado ou grupo se tratando


de rádio digital;

2- pensar no que vai falar ou efetuar a leitura prévia da mensagem a ser ditada, antes de
iniciar a comunicação-rádio;

3- usar linguagem limpa e clara, sempre em tom moderado e cadenciado; especialmente,


quando houver necessidade de registro escrito por parte de quem irá receber a
mensagem; mormente, no caso de operadores de estações móveis;

4- manter-se no local onde se encontrar o equipamento-rádio, atento às chamadas e aos


acontecimentos na rede;

5- atender, prontamente, às chamadas dirigidas ao prefixo da estação que estiver


operando

6- evitar o desperdício de tempo na transmissão de mensagens, especialmente com


aquelas demasiada e desnecessariamente longas

7- zelar pela ética:

7.1 - não transmitindo a pessoas estranhas ao serviço informações que obtiver em


decorrência da função de operador;

7.2 - não utilizar-se do meio para outro fim não autorizado, como o extravasamento de
insatisfações de quaisquer natureza, jocosidades, obscenidades, incitamentos, etc... ;

7.3- buscar constantemente aperfeiçoar seus conhecimentos gerais em relação a


operação do equipamento;

7.4- empregar corretamente os meios auxiliares da transmissão de mensagens;

7.5- não utilizar o equipamento-rádio para transmitir mensagens de caráter particular.

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
8- observar as técnicas operacionais de:

8.1- aguardar que a rede esteja livre, para iniciar uma transmissão; salvo nos casos de
imperiosa necessidade, em que haja, principalmente, perigo atual ou iminente à
segurança de pessoas; devendo, nesse caso, haver um pedido de “prioridade”;

8.2- no caso de mensagens, necessariamente longas, transmiti-las em trechos,


intercalados por um “QSL”, do Código “Q” ( “entendido ?”);

8.3-falar ao microfone do equipamento, a uma distância aproximada entre 05 e 10


centímetros, durante a comunicação-rádio;

8.4- realizar teste de funcionamento do equipamento com a estação principal da rede,


sempre que assumir o seu controle e quando observar que a rede emudeceu-se por
períodos demasiadamente longos e/ou anormais;

8.5-manter a estação sintonizada no canal de operação próprio ou grupo se tratando de


rádio digital; e

8.6-enunciar a palavra “câmbio”, sempre que terminar uma locução e desejar ceder a
vez da fala ao seu interlocutor; ou, simplesmente, terminar a transmissão de uma
mensagem.

2.2. DOS DEVERES EM RELAÇÃO AO EQUIPAMENTO-RÁDIO:

1- zelar por sua integridade, protegendo-o contra os elementos que possam lhe causar
dano, como umidade, calor e poeira excessiva, queda; e, ainda, das tentativas não
autorizadas de repará-lo;

2- conhecer e aprimorar seus conhecimentos em relação ao correto manuseio de seus


controles; bem como ao seu emprego adequado e pleno;

3- comunicar, imediatamente, a quem de direito, a cerca das panes que detectar no


equipamento-rádio e/ou no sistema e, ainda, sobre as interferências percebidas.

4- Não utilizar outro meio para falar com os seus prefixos, que não seja o equipamento
rádio da rede SIRCE, salvo determinação do chefe do centro ou oficial responsável pela
SOp em caso de inoperância da rede, fato este, caso ocorra, deve ser registrado em
documentação própria.

5- Não efetuar qualquer tipo de reparo no equipamento rádio, salvo com autorização do
CETIC.

OBS.: O não cumprimento dos deveres por parte do Operador será considerado
transgressão de disciplina GRAVE.

A mensagem na radiocomunicação compreende basicamente em conhecimento através


de comunicação por voz, para que este seja eficiente há necessidade de atendimento de

37 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
três princípios básicos, Clareza ou da Transparência, Precisão ou da Objetividade,
Concisão ou da Economicidade.

a) Clareza ou da Transparência: por este princípio entende-se que o texto da mensagem


deve ser de fácil entendimento para aquele que a irá receber, sendo dispensáveis as
demonstrações de eruditismo, de conhecimento da língua falada ou da matéria
tratada, demonstrados pelo emprego de palavras ou expressões pouco usuais ou
complicadas;
b) Precisão ou da Objetividade: por este princípio o assunto deve ser abordado de
maneira direta, sem rodeios ou desnecessárias introduções ou prefácios; e
c) Concisão ou economicidade: por este princípio entende-se que a mensagem deva ser
mais curta possível sem o comprometimento de sua Clareza, qualquer palavra
mesmo que padronizada que não acrescente conteúdo a mensagem deve ser abolida,
bem como vícios de repetição, tais como: “positivo, positivo...”, “ em
colaboração...”, “nobre companheiro...” e ainda palavras de agradecimento, de
despedida, felicitações etc.

A fim de atender aos princípios básicos da transmissão de mensagens o operador


dispões de Meios Auxiliares para a língua falada usualmente otimizando desta forma as
mensagens: Palavras e Expressões Convencionais; O Alfabeto Fonético Internacional;
Os Algarismos Fonéticos; e O Código “Q”.

IMPORTANTE: Nos casos de baixa da viatura com rádio ou, transporte,


remanejamento e manutenção de equipamentos em empresas privadas, deve-se
observar as normas e publicações expedidas pelo CETIC e/ou orientações do
oficial de comunicações da UOP.

O extravio do equipamento de comunicações deverá ser apurado através de Inquérito


Policial Militar, pois, trata-se de Material Bélico. E, danos causados ao equipamento de
Comunicações, deverão ser abertos Inquérito Técnico.

2.3. PREFIXOS

2.3.1 – Classificação dos prefixos; Para os fins de norma e efeitos meramente didáticos,
é que os prefixos são classificados como adiante.

a) Quanto a sua titularidade, em: institucionais e funcionais.


b) Quanto ao caráter de sua duração, em: permanentes e temporários.

Na verdade, tanto os prefixos institucionais, quanto os funcionais, poderão configurar-se


como permanentes ou como temporários. Assim é que, a segunda classificação insere-
se, obrigatoriamente, dentro dos pressupostos válidos para a primeira.

Desse modo, os prefixos institucionais e os prefixos funcionais serão sempre


permanentes ou temporários, conforme sejam os propósitos relativos a sua
temporalidade.

38 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
2.3.2 – Prefixos institucionais : São assim denominados aqueles prefixos formados para
facilitar a identificação de entes envolvidos com a destinação institucional do órgão
considerado; e não classificados como “funcionais”.Como exposto, poderão eles ter
caráter permanente ou temporário.

Exemplos típicos de prefixos institucionais-permanentes são aqueles atribuídos aos


Centros de Operações, às Delegacias Policiais, aos Batalhões, aos Grupamentos, às
viaturas operacionais, etc ...

Em relação aos institucionais-temporários, podem ser citados aqueles prefixos criados


para indicar estações que executem serviços de natureza eventual e transitória; como os
que ocorrem por ocasião dos festejos carnavalescos, da “passagem de ano” e outros.

2.3.3 – Prefixos funcionais : São deste modo classificados aqueles prefixos formados
para identificar os dirigentes de diversos níveis de órgãos-usuários do Sistema Integrado
de Radiocomunicação em função, exclusivamente, dos cargos ou funções exercidas. Por
essa razão, independentemente da estação utilizada por esses Titulares, tais prefixos
devem ser-lhes de enunciação privativa.

Os prefixos funcionais, assim como os institucionais, também, poderão constituir-se


como permanentes ou temporários.

Exemplos desse tipo são os prefixos que podem ser atribuídos aos Comandantes, Chefes
ou Diretores de Organizações Militares e demais Titulares de repartições.

2.3.4 – Princípios básicos: A formação de prefixos, sejam eles temporários ou


permanentes, deve calcar-se nos seguintes princípios básicos: unicidade, concisão,
sonoridade, adequabilidade e impessoalidade.

Prefixos permanentes: Na Polícia Militar encontravam-se em uso nas suas redes e/ou a
ela reservadas as estruturas básicas de prefixos adiante indicadas; as quais, doravante
passarão a ser-lhe exclusivas, independentemente do fato de que elas possam estar
incluídas em quaisquer dos “Universos Próprios de Palavras” de cada órgão.

São as seguintes: “Maré” (Centros e Salas de Operações), “Posto” (posto de


policiamento rodoviário), ambas referentes a estações fixas; e, “RP” (rádio-patrulha),
“APTran” (auto-patrulha de trânsito), “MPTran” (moto-patrulha de trânsito),
“PATAMO” (patrulhamento tático motorizado), “PAMESP” (patrulhamento móvel
especial), “Autochoque” (viatura de condução de tropa de choque), “PR” (patrulha
rodoviária), “VTR” (demais viaturas não operacionais)”, referentes a estações móveis.

Outras podem ser-lhe reservadas, como: “Cia”, “DPO”, “Pel”, “Cabina”, “PPC”; e, mais
ainda, como “marfim” e “mike”; estas duas últimas, que poderiam assim atender-lhe:

39 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES

REDE MARFIM

Usuário
Estrutura
Classificação Complemento Segmento
Básica Cargo/Função
Administrativo
Zero Comandante
Comando Geral,
Uno Geral
Chefia do Estado-
Dois Chefe do EM
Funcional Marfim Maior, Comandos,
Diretor
Coordenadorias e
Três Coordenador
Diretorias
Chefe
OBSERVAÇÃO:
- Os prefixos dos cargos ou funções subordinadas, aproveitariam a estrutura básica e o
complemento dos respectivos superiores hierárquicos, acrescentando-lhes um “suplemento”
numérico.

REDE MIKE

Usuário
Classificação do Estrutura
Complemento Segmento
Prefixo Básica Cargo/Função
Administrativo
Uno Comando das Cmt do 1º BPM
Cmt do -- BPM MIKE Dois Unidades Cmt do 2º BPM
Três Operacionais Cmt do 3º BPM
OBSERVAÇÕES:
- A estrutura básica MIKE utiliza-se de complementos numéricos, conforme relação
confeccionada pelo CETIC.
- Os cargos e funções subordinadas, aproveitariam a nomenclatura básica e o complemento
dos respectivos superiores hierárquicos, acrescentando-lhes um “suplemento” alfanumérico
correspondente a combinação da letra “P” com um algarismo; Ex: o Cmt do 5º BPM e seus
subordinados imediatos.

Segmento Prefixo do comandante Subordinados


administrativo Estrutura básica Complemento Suplemento Cargo/função
P-Zero SubCmt 5º BPM
P-Uno Chefe da P/1
P-Dois Chefe da P/2
Cmt 5º BPM MIKE CINCO
P-Três Chefe da P/3
P-Quatro Chefe da P/4
P-Cinco Chefe da P/5
OBSERVAÇÃO:
- A enunciação dos prefixos dos subordinados far-se-ía pronuciando-se o “mike cinco” mais
o nome da letra “p” (pê) seguido do algarismo correspondente, assim: “mike cinco pê zero”,
para o SCmt do 1º BPM; “mike cinco pê uno”, para o Chefe da P/1 do 1º BPM; ”mike cinco
pê dois”, para o Chefe da P/2 do 1º BPM; “mike cinco pê três”, para o Chefe da P/3 do 1º
BPM; “mike quatro pê quatro”, para o Chefe da P/4 do 1º BPM.

40 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Em relação aos prefixos “Cia” (Companhia), “DPO” (Destacamento de Policiamento
Ostensivo), “Pel” (Pelotão), “Cabina” e “PPC” (posto de policiamento); poderiam ser
acrescidos de complementos e/ou suplementos indicativos de seus próprios números,
seguidos daquele correspondente a Unidade a que pertencessem; como, por exemplo:

- “Cia 1-27”, para significar 1ª Companhia do 27º Batalhão de Polícia Militar. A


enunciação desse prefixo far-se-ía destacando-se os dois conjuntos numéricos, de forma
independente, assim: “Cia uno, vinte e sete”, sem a necessidade de pronunciar-se o traço
que os separa.

O procedimento seria o mesmo em relação aos demais.

3. TERMOS, SIGLAS E ABREVIATURAS:


3.1- SIGLAS, ABREVIATURAS E SIGNIFICADOS:

PTT - “push to talk” (aperte para falar) Rpt -“repetidor”

ERB –“estação rádio base” Rx -“receptor”; “recepção”

Tx -“transmissor”; “transmissão” VAC - Voltagem de corrente alternada

VDC - Voltagem de corrente contínua

3.2 - TERMOS E CONCEITUAÇÕES DE RADIOCOMUNICAÇÃO:

Administração de Material - é o conjunto de atividades desenvolvidas de forma


coordenada e integrada objetivam proporcionar a adequada gestão dos bens
materiais colocados à

Canal - é a identificação simplificada de uma faixa de radiofrequência em


utilização na rede.

Canal de Comando - é o canal utilizado para a tramitação de documentos e


informações obedecendo a escala hierárquica previamente estabelecida entre os
elementos envolvidos;

Canal Técnico - é o canal utilizado para a veiculação de informações técnicas e


corporativas, independente do canal de comando;

Cautela - é o documento que acompanha o(s) radio(s) portátil quando o mesmo é


destinado a OPM destinatária do serviço e do equipamento;

Centro de Operações - é o Segmento centralizador das comunicações-rádio, com


a peculiar incumbência de despachar as ocorrências e coordenar lhes o
desenvolvimento, sob a designação de um mesmo prefixo para diversas estações
controladoras de redes. Os Centros, normalmente, abrigam mais de uma rede.

Conjunto/Equipamento - é a reunião de diversos artigos formando um todo, com


finalidade e características de emprego e utilização bem definidas;

41 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Estação - é o conjunto de equipamentos, incluindo as instalações acessórias,
necessário a assegurar serviços de radiocomunicação.

Estação repetidora - é a estação com a destinação específica de receber e


retransmitir, automaticamente, os sinais de radiofrequência emitidos pelas
demais estações de um determinado canal, aumentando o alcance das
comunicações via-rádio.

Frequência - é o número de ciclos que a onda ou sinal de rádio (senoidal)


completa por segundo. Mede-se através de ciclos por segundo, em hertz (hz):
Khz, Mhz, ...

Interferência - é qualquer emissão, irradiação ou indução que obstrua, total ou


parcialmente, ou interrompa repetidamente o serviço de radiocomunicação.

Guia de Remessa - é o documento que acompanha o material quando o mesmo


circula entre o CCI e a OPM destinatária do serviço e do equipamento.

Link - é a ligação via rádio, exclusiva entre uma central de comunicações e sua
estação repetidora; ou, entre estações repetidoras.

Manutenção - é a atividade logística que compreende as ações executadas para


manter em condições de uso o material ou revertê-lo a essa situação;

Manutenção Corretiva - é a destinada à correção de falhas no equipamento ou do


seu desempenho menor que o esperado;

Manutenção Corretiva não Planejada - é aquela que realiza a correção da falha de


maneira aleatória, ou seja, a correção da falha ou desempenho menor que o
esperado, após a ocorrência do fato (não previsível);

Manutenção Corretiva Planejada - é a correção que se faz em função de um


acompanhamento preditivo, ou até pela decisão gerencial de se operar até a falha

Manutenção Preventiva - é a atuação realizada para reduzir ou evitar falhas ou


queda de desempenho, obedecendo a um planejamento baseado em intervalos
definidos de tempo;

Manutenção Preditiva - é um conjunto de atividades de acompanhamento das


variáveis ou parâmetros que indicam a performance ou desempenho dos
equipamentos, de modo sistemático, visando definir a necessidade ou não de
intervenção

Prefixo - é o conjunto de caracteres atribuídos à estação e/ou ao cargo da estrutura


organizacional ou função, para sua identificação nas comunicações-rádio.

Radiocomunicação - é a telecomunicação realizada por meio de onda radioelétrica.

Rede - é o conjunto de estações reunidas dentro do Sistema de Radiocomunicação,


visando estabelecer uma via de comunicação; através de um ou mais canais.

42 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Reparação - é a colocação do material em condições de uso, mediante substituição
ou outra ação necessária, incluindo soldagem, substituição de componentes e outras,
utilizando ferramentas, equipamentos e pessoal habilitado;

Recuperação - é a recolocação do material julgado inservível, em um padrão tão


próximo quanto possível do estado de novo, na aparência, no funcionamento e na
expectativa de vida, após o que, em princípio, o material retorna à cadeia de
suprimento;

Repetidor - é o mesmo que estação repetidora.

Repetidor Cruzado - é o tipo de estação repetidora que tem como característica a


retransmissão dos sinais recebidos de/para todas as estações que operem em um
determinado canal. Em caso de pane da repetidora, toda a rede ficará fora do ar,
mesmo estando às estações próximas umas das outras.

Repetidor Paralelo - é o tipo de estação repetidora que tem como característica a


retransmissão, automática, dos sinais recebidos da central para as demais estações
do canal e vice-versa. Em outras palavras, só haverá retransmissão em relação a
central; e, entre as demais estações, a comunicação será do tipo ponto-a-ponto.

Sistema de Radiocomunicação - é o conjunto das redes e seus equipamentos dentro


de uma organização.

Sistema Integrado de Radiocomunicação - é o conjunto das redes de


radiocomunicações, integrado por compatibilidade.

Transceptor é o engenho eletrônico composto de um transmissor e um receptor de


ondas de radiofreqüência (TxRx).

3.3 - TERMOS E CONCEITUAÇÕES DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO:

Aplicativos - são programas desenvolvidos para atender a necessidades e


requisitos específicos do usuário.

Browser (visualizador): é um aplicativo que possibilita o acesso a qualquer serviço


ou recurso disponível na Internet.

Chat: forma de comunicação através de rede de computadores (geralmente a


Internet) similar a uma conversação, na qual se trocam, em tempo real, mensagens
escritas, bate papo on line, bate papo virtual.

Criptografia: conjunto de técnicas que permitem criptografar informações (como


mensagens escritas, dados armazenados ou transmitidos por computador, etc.).

Download: O processo de se transferir uma cópia de um arquivo em um computador


remoto para outro computador através da rede; o arquivo recebido é gravado em
disco no computador local. O computador de onde os dados são copiados é
subentendido como "maior" ou "superior" segundo algum critério hierárquico,

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
enquanto o computador para o qual os dados são copiados é subentendido "menor"
ou "inferior" na hierarquia. O sentido literal é, portanto "puxar para baixo".

Domínio: seu nome corresponde à localização (um endereço) de uma entidade na


Internet. Por exemplo, o nome de domínio www.pmerj.rj.gov.br localiza o endereço
Internet da entidade Polícia Militar; a parte "rj" representa que é do Estado do Rio
de Janeiro a parte "gov" do nome do domínio reflete o propósito (governamental) da
entidade e a parte "br" o país em que se situa a mesma.

E-mail: correio eletrônico.

Frame: também conhecidas como molduras, os frames (ou quadros) permitem a


divisão da área de visualização dos navegadores em diversas partes diferentes. Em
cada uma dessas áreas será possível exibir uma página em linguagem de
programação diferente.

Freeware: programa disponível publicamente, segundo condições estabelecidas


pelos autores, sem custo de licenciamento para uso. Em geral, o software é utilizável
sem custos para fins estritamente educacionais, e não tem garantia de manutenção
ou atualização. Um dos grandes trunfos da Internet é a quantidade praticamente
inesgotável de domínio público, com excelente qualidade, que circula pela rede
gratuita.

Firewall: é uma solução de hardware e software destinada a proteger redes e


equipamentos conectados à Internet, por meio do controle de tráfego de pacotes que
chegam e deixam essas redes.

Hardware: unidades físicas: circuitos integrados, discos e mecanismos que


compõem um computador e seus periféricos

Hacker: indivíduo hábil em enganar os mecanismos de segurança de sistemas de


computação e conseguir acesso não autorizado aos recursos destes, geralmente a
partir de uma conexão remota em uma rede de computadores; violador de um
sistema de computação de redes

Homepage: Página inicial de um site da Web. Referenciado por um endereço


eletrônico ou hiperlinks. É a página de apresentação da empresa ou Instituição.
Escrita em HTML, pode conter textos, imagens, sons, ponteiros ou links para outras
páginas ou outros servidores da Internet, etc.

Hospedagem: refere-se ao servidor Web que hospeda pagina inicial.

Intranet: é uma rede de computadores interna de uma organização, que provê


serviços e recursos da Internet.

Layout: plano ou desenho global de um documento. Na programação, a ordem e a


sequência da entrada e da saída. No projeto de computadores, a disposição de
circuitos e outros componentes do sistema.

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Link ou Hiperlinks: conexão, ou seja, elementos físicos e lógicos que interligam os
computadores da rede. São ponteiros ou palavras chaves destacadas em um texto,
que quando "clicadas" nos levam para o assunto desejado, mesmo que esteja em
outro arquivo ou servidor.

News group: Grupo de Notícias. Como se dividem os grupos de discussão, segundo


sua área de interesse.

Protocolo: conjunto de regras que regula a interação entre dois ou mais participantes
de uma comunicação.

Servidor: é uma estação que provê facilidades para outras estações de dados, tais
como, servidor de arquivos, servidor de impressão, servidor de correio eletrônico,
servidor Web, etc.

Servidor Web: é um tipo de servidor que provê facilidades para hospedagem e


acesso às páginas eletrônicas.

Sistema Operacional: programa que permite controlar o acesso aos recursos de um


sistema computacional, buscando assegurar aos usuários a realização de todas as
funções básicas e essenciais daquele sistema.

Site: coleção de arquivos interrelacionados que inclui um arquivo inicial chamado


homepage (página eletrônica); uma organização ou indivíduo informa a respeito de
como acessar seu site fornecendo o endereço de sua homepage.

Software: qualquer programa ou grupo de rotinas que instruem o hardware sobre a


maneira como ele deve executar uma tarefa, inclui-se nesta definição, sistemas
operacionais, processadores de texto, programas de aplicativos etc.

Subdomínio: é uma subdivisão de um domínio, também conhecida como domínio


de segundo nível; podem existir também níveis de subdomínios; um nome de
subdomínio é mapeado em um endereço eletrônico, do qual constitui, assim, uma
versão legível.

Web: recurso ou serviço oferecido na Internet (Rede Mundial de Computadores) e


que consiste em um sistema distribuído de acesso a informações, as quais são
apresentadas na forma de hipertexto, com elos entre documentos e outros objetos
(menus, índices), localizados em pontos diversos da rede.

Webmaster: Profissional que administra um website. São suas atribuições a criação


e atualização das páginas, supervisão dos programas e equipamentos, respostas às
mensagens de correio eletrônico dos usuários, etc.

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
4. Procedimentos administrativos para acautelamento (terminais
portáteis), instalação e reparo de terminais de telecomunicações na
PMERJ
4.1. INSTALAÇÃO E REPARO DE TERMINAIS DE
TELECOMUNICAÇÕES NA PMERJ:

4.1.1. Manutenção de 1º escalão - Compreende as ações realizadas pelos auxiliares


do oficial de telemática da OPM e/ou pelo CETIC, com os meios orgânicos
disponíveis, visando a manter o material em condições de apresentação e
funcionamento. Engloba tarefas mais simples das atividades de manutenção
preventiva e corretiva, com ênfase nas ações de conservação do
equipamento, podendo realizar reparações de falhas de baixa complexidade.

Exemplo: limpeza e conservação do equipamento e seus acessórios,


instalação e substituição do equipamento defeituoso, substituição de fusível
(por outro de mesmo valor), substituição e/ou reparo de acessórios
(microfone, caixas acústicas, conectores e antenas).

4.1.2. Manutenção de 2º escalão - Compreende as ações realizadas pelas técnicas


Avançadas do CETIC, ultrapassando a capacidade dos meios orgânicos da
OPM responsável pelo material. Engloba tarefas das atividades de
manutenção preventiva e corretiva, com ênfase na reparação dos terminais
(móveis e fixos) que apresentem ou estejam por apresentar falhas de média
complexidade.
4.1.3. Manutenção de 3º escalão - Compreende as ações realizadas pelo Corpo
Técnico do CETIC, operando em instalações fixas, próprias ou
mobilizadas. Englobam algumas das tarefas da atividade de manutenção
corretiva, com ênfase na reparação da infraestrutura e terminais (móveis,
fixos e portáteis) utilizados pela PMERJ, que apresentem ou estejam por
apresentar falhas de alta complexidade.
4.1.4. Manutenção de 4º escalão - Compreende as ações realizadas pelo Corpo
técnico especializado do CETIC e/ou por empresas contratadas
especializadas. Engloba as tarefas da atividade de manutenção
modificadora, com ênfase na recuperação do terminal ou da
infraestrutura do sistema. Envolve projetos específicos de engenharia e
aplicação de recursos financeiros.

Qualquer escalão de manutenção deve ser capaz de executar as operações de


manutenção atribuídas ao escalão anterior.

A Técnica I - setor de manutenção de radiocomunicações do CETIC encarregada da


manutenção de 1º, 2º escalão e 3º e 4º escalão quando e se houver pessoal e recursos
técnico disponível para atendimento dos terminais, salas de comunicações, salas de

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
operação, centros de operação e infraestrutura de repetição, de todos os CPAs da
PMERJ;

Técnicas avançadas- são as unidades do CETIC encarregada, no âmbito de um CPA, da


manutenção de 1º e 2º escalão dos terminais de radiocomunicações e seus acessórios;

A cadeia de Manutenção de radiocomunicações na PMERJ é composta pela OPM


solicitante, CETIC, técnicas do CETIC, empresa contratada, se houver e/ou a SESEG;

A cadeia de suprimento de peças, componentes e ferramental para manutenção das


demandas de radiocomunicações é composta pela OPM Apoiada, Técnica Avançada
e/ou Técnica I e Subseção de Apoio Administrativo (SsAA).

4.2. PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS PARA


ACAUTELAMENTO (TERMINAIS PORTÁTEIS):

O acautelamento de terminais portáteis são realizados pelas unidades policiais militares


através de ofício ao CETIC ou email, informando a quantidade desejada, a finalidade e
duração pretendida; tendo que ser feita com antecedência para o CETIC poder planejar
com eficiência e eficácia e poder suprir toda a demanda das UOPs e equipar os PMs em
todos os eventos e operações em segurança, principalmente com carregadores e baterias
operantes. Tendo que seguir as orientações atualizadas do CETIC sobre acautelamento
de terminais portáteis.

ACONTECEU...
Policial realizando teste no radiocomunicador

https://www.youtube.com/watch?v=vk-I450vsvg Youtube:)

SAIBA MAIS...
Policia Militar do estado de São Paulo – ROTA

–HD/ operação de risco 29/03/13 completo

http://youtub.one/watch/8FPN95zWhA0/hd-operao-de-risco-290313-completo.html

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
AULA Nº 05 – CONCEITOS BÁSICOS EMPREGADOS NA
ELETRICIDADE E TELECOMUNICAÇÕES

1. CENTRO INTEGRADO DE COMANDO E CONTROLE;


Inspirado em modelos integrados de segurança adotados em Londres, Nova Iorque,
México e Madri, o CICC abriga diferentes órgãos do estado, município e governo
federal, como Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal,
Guarda Municipal, Defesa Civil e Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (Cet-
Rio).

O CICC possui alta tecnologia e funcionalidade e possui papel central na segurança


pública em grandes eventos. No prédio, representantes das forças policiais podem
acompanhar o que acontece no estado por um telão de cinco metros de altura por 17 de
comprimento, com 98 monitores LED. A sala de acompanhamento de grandes eventos
também pode ser utilizada para gerenciamento de crises.

O prédio de quatro pavimentos abriga os serviços de teleatendimentos da Polícia


Militar, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Corpo de
Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), como também serviços à população
24 horas por dia.

O governo do Estado do
RJ reconhece a
importância do papel da
tecnologia da comunicação
para apoio às atividades
dos profissionais da área
de Segurança Pública.
Sendo construído o Centro
Integrado de Comando e
Controle

48 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
O decreto nº 44.687 de 26 de março de 2014 alterou o decreto nº 43.621, de 29/05/2012,
da Secretaria de Estado de Segurança - SESEG:

Art. 4º - Ficam definidas as competências da Secretaria de Estado de Segurança, na


seguinte forma:

XXX - Compete à Superintendência de Comando e Controle:

a) planejar, implementar, supervisionar e coordenar os protocolos operacionais adotados


pelos órgãos que atuam no Centro Integrado de Comando e Controle - CICC, e otimizar
os processos gerenciais que envolvam atividades operacionais desenvolvidas no CICC;

b) fomentar a integração entre os órgãos da administração pública direta e/ou indireta


que desenvolvam atividades nas instalações do Centro Integrado de Comando e
Controle - CICC, bem como dos serviços de atendimento de emergências dos órgãos de
segurança pública e defesa social nas esferas federal, estadual e municipal;

c) gerenciar e fiscalizar as atividades relacionadas aos sistemas de videomonitoramento


urbano e despacho das ocorrências provenientes dos serviços de atendimento de
emergências dos órgãos de segurança pública e defesa social instalados no CICC;

d) implementar, otimizar, gerenciar, coordenar, fiscalizar e controlar as atividades


relacionadas ao sistema de sensores da Secretaria de Estado de Segurança;

e) desempenhar outras atividades que lhe forem delegadas.

Figura 12. Centro Integrado de Comando e Controle

2. CAE – CENTRAL DE ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA –


190, O MONITORAMENTO COM CÂMERAS FIXAS
(URBANAS) E EMBARCADAS EM VIATURAS.
O Call Center -190, localizado no CICC, recebe chamadas de solicitantes e direciona de
acordo com sua natureza para PMERJ, CBERJ e SAMU.

O Call Center -190 possui agilidade no atendimento e encaminhamento das ligações.


Possui 80 PAs (Posto de Atendimento), e são 21 mil ligações atendidas por dia. A
SESEG também agregou o 190 Liga pra você, uma forma de coletar a opinião do
usuário.

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES

Figura 13. Call Center 190

Figura 14. Processo de Atendimento ao Solicitante

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Os atendedores (despachadores) de chamadas de emergência 190 têm uma atividade de
alta intensidade psicológica. São profissionais selecionados e treinados para esta
missão. Os atendedores/despachadores representam a primeira linha de atendimento de
socorro para o cidadão, eles são visto pelos solicitantes (cidadãos) como sendo a
primeira resposta do Estado para a solução de sua emergência. O atendedor/despachador
atua nos primeiros momentos da emergência, estágio em que pode representar o limiar
da vida ou da morte, do solicitante ou de outra pessoa. Os atendedores de chamadas de
emergência trabalham com a polícia, bombeiros ou serviços de despacho de
ambulância. Suas atividades diárias podem variar muito de um dia para outro
dependendo de que tipos de chamadas recebidas.

Os procedimentos que envolvem o relacionamento Estado/cidadão em situações de


emergência, exige que a pessoa investida da responsabilidade de receber a solicitação
do cidadão que telefona para o 190 clamando pelo socorro emergencial do Estado,
procedimento, que a cada dia, está mais complexo, em decorrência do avanço
(modernização) das tecnologias de “Comunicações Críticas” mas a necessidade do trato
humano, com competência, ainda é primordial para diminuir que a carga emocional que
normalmente envolve estas situações. Portanto, e acima de tudo, o atendedor deve ter
uma postura responsável ao atender uma solicitação de efetiva de emergência em todos
os níveis. A atenção a coleta de dados é primordial, pois, embora a maioria dos serviços
de emergência tenha computadores que registram automaticamente o endereço do
solicitante, é importante que o atendente/despachador confirme o endereço pois a
chamada pode ser originada de um telefone celular. A principal função do
atendente/despachador do 190 é manter a calma diante de qualquer solicitante que pode
estar angustiados e/ou disperso, visando obter o máximo de informação sobre a
ocorrência (do que se trata, qual o evento, se existem vítimas; etc ) para determinar, de
forma rápida, qual o tipo de emergência será enfrentada pelos agentes de segurança
pública ou emergências os respondedores. O processo de atendimento de solicitações de
emergências é uma tarefa muito crítica pois, enquanto o despachador entrevista o
solicitante (reunindo todas as informações), paralelamente, ele deve rapidamente, digitar
os dados que serão imediatamente passados para os respondedores (policia, bombeiros;
etc.), para tanto, deve saber todos os códigos de polícia, práticas e métodos, bem como
o layout geográfico para a área de trabalho. Mantendo-se calmo e centrado nos fatos
informados, enfim, não é uma tarefa muito fácil.

2.1. Monitoramento com câmeras fixas (urbanas) e embarcadas em viaturas

As câmeras captam imagens em alta definição. Os equipamentos registram as ações dos


policiais durante 24 horas por dia. A previsão é que as viaturas de todos os batalhões do
Estado recebam os kits de videomonitoramento.

As duas câmeras instaladas em cada viatura gravam até imagens noturnas, além de
registrar a rota e localização das equipes da corporação. O Comandante do Batalhão ou
o Comando da Polícia Militar podem assistir às movimentações em tempo real, via 3G.

51 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Todo material capturado também é transmitido via wi-fi para um sistema de
armazenamento da corporação, onde fica arquivado por 60 dias.

Está tentando identificar quais são as melhores antenas de recepção. Para obter melhor
resultado na taxa de transferência de dados, além de testar toda a estrutura de
equipamentos que ficam no batalhão.

As câmeras trazem transparência e servem também de segurança para o PM. É


registrada toda a atuação dos PMs e utilizar as imagens para replicar experiências, tanto
boas como ruins, colaborando para as instruções.

Figura 15. Sistema de Câmeras em Viaturas

Figura 16.Sistema de Câmeras em

Viaturas

Figura 17. Sistema de Câmeras em Viaturas

52 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
3. SISTEMAS INSTITUCIONAIS (SISTEMA INTEGRADO DE
RÁDIO COMUNICAÇÃO CRITICA ESTADUAL - SIRCE)
No ano de 1992 foi implantação do SIRCE/RJ – Analógico - Sistema Integrado de
Radiocomunicação Crítica do Estado – SIRCE / RJ em UHF, integrado com às Policias
Civil e Militar. O SIRCE / RJ é um sistema de radiocomunicação convencional,
analógico e avançado. Mesmo ano que a Telefonia Móvel Celular chega ao Brasil.

No ano de 2007 é implantado o SIRCE/RJ Digital - Sistema Integrado de


Radiocomunicação Crítica Digital

No ano de 2013 a Subsecretaria de Tecnologia, da Secretaria de Estado de Segurança –


SESEG/SSTEC foi autorizada a implantar sítios de retransmissão de sinais de
telecomunicações e instalar equipamentos do Sistema Integrado de Radiocomunicação
Crítica, do Governo do Estado do Rio de Janeiro – SIRCE/RJ, nas unidades da Polícia
Militar e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro – PMERJ e PCERJ cujas
localizações sejam consideradas estratégicas à implantação e otimização desse sistema.

O decreto nº 44.687 de 26 de março de 2014 alterou o decreto nº 43.621, de 29/05/2012,


da Secretaria de Estado de Segurança - SESEG:

Art. 4º - Ficam definidas as competências da Secretaria de Estado de Segurança, na


seguinte forma:

XXXII - Compete à Superintendência de Comunicações Críticas:

a) assessorar o Subsecretário nos assuntos pertinentes ao Sistema Integrado de


Radiocomunicação Crítica Estadual - SIRCE, no âmbito do Governo do Estado do Rio
de Janeiro;
b) planejar, supervisionar, implementar, propor regulamentação e coordenar as
atividades relacionadas ao Sistema Integrado de Radiocomunicação Crítica Estadual –
SIRCE;
c) elaborar estudos, pesquisas e projetos para promover melhorias na gestão e
operacionalização da infraestrutura do Sistema de Radiocomunicação Crítica Estadual -
SIRCE;
d) gerenciar e administrar as bases de dados, bem como a utilização de sítios de
repetição de sinais do Estado, vinculados ao SIRCE, no âmbito da Secretaria de Estado
de Segurança;
e) desempenhar outras atividades que lhe forem delegadas.

Figura 18. Telefonia

53 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES

ACONTECEU...
Funcionamento do Centro de Operações da Polícia de São Paulo

E190 – 26 - bloco 3

https://www.youtube.com/watch?v=a9cBjtFYL-E

SAIBA MAIS...
Funcionamento do 190 no COPOM de SP

COPOM São Paulo Oficial 2010

https://www.youtube.com/watch?v=o7tpEsMh_JQ

54 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
AULA Nº 06 – PRÁTICA

1. MANUSEIO E PROGRAMAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE


RADIOCOMUNICAÇÃO E OPERAÇÃO COM LINGUAGEM
APROPRIADA AS RADIOCOMUNICAÇÕES.

1.1. MODO BÁSICO DE OPERAÇÃO DOS RÁDIOS FIXOS (BASE) E


MÓVEIS (VIATURAS)

Ligue o radio pressionado o botão MODE até acender o display;

Verifique o sinal da antena, o nível do volume, se o led SVC está verde, e se aparece a
palavra DISPONIVEL (Figura 19)

Figura 19

Para acessar o MENU grupos, pressione o botão abaixo da palavra pasta (Figura 20);

Figura 20

E selecione o grupo desejado através do cursor (Figura 21).

55 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES

Figura 21

Neste caso grupo POLICIAL 20 e em seguida pressione o botão abaixo da palavra


ACEITAR.(Figura 22)

Figura 22

Em seguida, usando novamente o cursor, selecione o seu canal de origem exemplo. (Figura
23)

Figura 23

Figura 24.

56 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES

1.2. MODO BÁSICO DE OPERAÇÃO DO RÁDIO PORTÁTIL – MODELO


MONTOROLA MTP 850s.

Figura 25. Montorola MTP 850s

Ligue o radio pressionado o botão MODE até acender o display;

Carga de bateria: Verifique sempre o nível da carga no lado inferior esquerdo do


display;

Nível de sinal: Verifique sempre no lado inferior direito do display a informação de


nível de recepção, pois é muito importante para se obter uma boa comunicação;

Seleção de grupo de operação: Pressione o botão MODE, logo em seguida, através das
teclas seta para cima e seta para baixo, selecione a pasta em que está inserido o grupo
desejado. Uma vez localizada a pasta, selecione o grupo através do botão volume. Para
confirmar aperte brevemente a tecla PTT ou espere alguns instantes para confirmação.

Volume de áudio: Gire o botão localizado na parte superior esquerda respectivamente


nos sentidos horário e anti-horário para aumentar e abaixar o volume;

Para desligar: Mantenha pressionado o botão MODE até aparecer a mensagem


apagando, no display.
57 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Chamada de Emergência: Pressione a tecla laranja localizada na parte superior do
rádio por dois segundos aproximadamente para estabelecer a chamada. Uma vez
iniciado o processo, o rádio emitirá uma sinalização sonora de confirmação e entrará
automaticamente em modo de transmissão, independente do pressionamento da tecla
“PTT”, por um período de 10 segundos, quando o operador informará o motivo da
emergência. Findados os 10 segundos iniciais, o transceptor entrará automaticamente no
modo “recepção” por um período de 05 segundos para que o interlocutor responda a
solicitação. Findados os 05 segundos, um novo ciclo de transmissão (10 segundos) e
recepção (05 segundos) será estabelecido para conclusão da chamada.

Observação: Esta modalidade de chamada é dirigida ao grupo de operação e tem


prioridade máxima, prevalecendo sobre qualquer outra que esteja em andamento.
Assim, se no momento do acionamento da tecla “emergência” existir alguma
conversação em andamento, esta será automaticamente interrompida e todos
passarão a ouvir a emergência. Para finalizar a chamada de emergência a
qualquer momento, pressione novamente a tecla emergência por
aproximadamente dois segundos.

Aumento de fonte do display: Pressione por um segundo a tecla “8” para voltar ao
normal repita o procedimento;

Inversão de posição do display: Pressione por um segundo a tecla “5”, para voltar ao
normal repita o procedimento;

Travando o teclado: Pressione por um segundo a tecla (*), somente permanece


funcionando o PTT e a tecla de Emergência para voltar ao normal repita o
procedimento;

Habilitação de tons: Acione seta para baixas duas vezes. Aparecerá no display a
inscrição “tons habilitados”. Acione tecla verde para habilitar e vermelha para
desabilitar. Para retornar à tela principal pressione a tecla seta pra cima duas vezes.

Iluminação do display: Acione seta para baixas duas vezes e em seguida seta para
direita. Aparecerá a inscrição “iluminação on”. Acione verde para habilitar e vermelha
para desabilitar. Para retornar à tela principal pressione a tecla seta pra cima duas vezes.

Salvando as configurações: Toda alteração que for feita no equipamento pode ser
salva pressionando por um segundo a tecla ¨6¨.

2. SIMULAÇÃO COM A UTILIZAÇÃO DO EQUIPAMENTO DE


RADIOCOMUNICAÇÃO COM A SALA DE OPERAÇÕES E
OUTROS POSTOS DE SERVIÇOS EM OCORRÊNCIAS
POLICIAIS

58 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES

Figura 25. Radio

Utilização dos meios auxiliares: Dentre os vocabulários utilizados nas comunicações,


destacam-se: a) o alfabeto fonético internacional; b) - as palavras e expressões
convencionais; c) o “Código Q”; e, d) os algarismos fonéticos.

Verificar todo o equipamento-rádio, isto é, o transceptor e seus acessórios:

a) antena;

b) microfone;

c) fonte de alimentação (equipamento fixo);

d) alto-falante.

Realização de transmissão em teste: Trata-se de uma chamada simples com o objetivo


de saber se o equipamento está realmente funcionando bem. Realiza-se mediante o
seguinte padrão:

Chamada: “(prefixo a chamar)...(prefixo que chama) EM TESTE (ou QRK)”;

Resposta: “(nº. da clareza) BARRA (nº. da intensidade), PARA (prefixo que foi
chamado)”.

59 | P á g i n a
NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
Simulação de ocorrências policiais determinando: local, hora, delito, características
dos envolvidos, características dos veículos, possível rota de fuga, quantidade de
envolvidos, características das armas, procedimentos básicos, feridos e etc...

SAIBA MAIS...

Ocorrência policial em SP - Roubo a banco Guarulhos - áudio do COPOM parte 1

https://www.youtube.com/watch?v=v8LYNuqwLRY

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NOÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

• Gussow Milton, Eletricidade Básica, 2ª edição, Coleção Schuaum;


• GM/DETEL. Manual do Operador de Radiocomunicação. Resolução
nº113 de 30 nov 1998;

• GM/DETEL. Normas reguladoras da formação de prefixos para uso no


sistema integrado de radiocomunicação. Resolução nº112 de 30 nov
1998;

• PMERJ. Manual de comunicações – M-10. Aditamento ao Bol PM nº


198 de 21 out 1994;
• SESEG. Criação do CETIC. Resolução nº 706 de 15 jul 2013;
• PEREIRA, Maria Cecilia; SANTOS, Antonio Claret; BRITO, Mozar
Jose. Tecnologia da Informação, cultura e poder na policia Militar: uma
analise interpretativa. Cadernos EBAPE. BR. Vol. IV nº 1, mar 2006.
• CETIC - Guia Rápido de Operações com rádio portáteis;
• CETIC – Guia Rápido de uso do Rádio Montorola MTP 850s;

• Relação de prefixos para uso no sistema integrado de


radiocomunicação da PMERJ;

• Manual básico de operação de sistemas de transmissão de dados


embarcados em viaturas;

• Procedimentos de acesso à endereços eletrônicos de uso administrativo


da PMERJ (PROEIS, BOL.PM, etc.)

• www.manualmerck.net
• www.rjgov.br/web/imprensa/exibeconteudo?article-id=1608500
• www.ebape.fgv.br/cadernos

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