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UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

JANAÍNA ARAÚJO DOS SANTOS


JULIANA DE LOURDES QUIRINO MARTINS
LUANA VIRGINIA DE ANDRADE
POTIRA GUIMARÃES CABRAL
RODRIGO BRUNO DE ALENCAR

Um experimento no ensino de Álgebra nos anos finais do ensino


fundamental

Apresentação do Projeto Integrador - vídeo:

https://youtu.be/DglCAJMQ1z0

São Paulo - SP
2019
UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

Vídeo aula explicativa sobre Funções: Representações numérica,


algébrica e gráfica

Relatório Técnico - Científico apresentado na


disciplina de Projeto Integrador para o curso de
Licenciatura em Matemática da Fundação
Universidade Virtual do Estado de São Paulo
(UNIVESP).

Tutor: Washington Martins dos Santos

São Paulo - SP
2019
SANTOS, Janaína; Araújo dos; MARTINS, Juliana; de Lourdes; Quirino; ANDRADE,
Luana; Virgínia de; CABRAL, Potira; Guimarães; ALENCAR, Rodrigo; Bruno de.
Funções: Representações numérica, algébrica e gráfica. 18f. Relatório Técnico-
Científico (Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática) – Universidade Virtual
do Estado de São Paulo. Tutor: Washington Martins dos Santos. Polo Parelheiros,
2019.

RESUMO

Atualmente a tecnologia vem tomando espaço e se tornando cada vez mais essencial,
tanto na vida pessoal quanto na profissional. Não há dúvida de que a tecnologia faz
parte do dia a dia de crianças, adolescentes e adultos. Assim sendo, os recursos
digitais permitem que as aulas possam se tornar mais atraentes e inovadoras para os
alunos. Muitas dificuldades são encontradas no processo de ensino aprendizagem da
Matemática, especialmente no conteúdo da Álgebra e, em particular, na resolução de
problemas que envolvem uma tradução da linguagem escrita para a linguagem
algébrica. Partindo dessa perspectiva, analisamos o problema que os alunos
encontram em tal matéria e vimos a necessidade de uma adaptação para essa nova
realidade, já que com as novas tecnologias é possível uma interação maior entre
professores e alunos, facilitando a comunicação e por fim melhorando o ensino
aprendizagem. As vídeo aulas permitem que sejam usados inúmeros recursos
multimídia, o que atrai a atenção do aluno, principalmente os que não sentem prazer
algum com a matemática. Com este auxílio, que é uma ótima estratégia educativa, é
possível explicar o assunto com abordagens atrativas, envolvendo o aluno com
entusiasmo, diferente da forma tradicional que conhecemos. A elaboração do
presente trabalho foi desenvolvida com pesquisas e entrevistas com professores do
ensino fundamental II e com a ajuda desses professores pudemos entender a
dificuldade dos discentes em relação a Álgebra e assim elaborar uma maneira de
auxiliá-los nesta etapa. Este projeto tem como intuito apresentar os benefícios da
vídeo aula como ferramenta de ensino, que é certamente uma das maiores novidades
nesse novo mundo digital.

PALAVRAS-CHAVE: tecnologia; vídeo aula; álgebra; função;


SANTOS, Janaína; Araújo dos; MARTINS, Juliana; de Lourdes; Quirino; ANDRADE,
Luana; Virgínia de; CABRAL, Potira; Guimarães; ALENCAR, Rodrigo; Bruno de.
Funções: Representações numérica, algébrica e gráfica. 18f. Relatório Técnico-
Científico (Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática) – Universidade Virtual
do Estado de São Paulo. Tutor: Washington Martins dos Santos. Polo Parelheiros,
2019.

ABSTRACT

Today technology is taking up space and becoming increasingly essential in both


personal and professional life. There is no doubt that technology is part of the daily
lives of children, adolescents and adults. As such, digital resources allow classes to
become more attractive and innovative for students. Many difficulties are encountered
in the teaching-learning process of mathematics, especially in the content of algebra,
and in particular in solving problems involving a translation of written language into
algebraic language. From this perspective, we analyze the problem that students
encounter in this subject and we saw the need for an adaptation to this new reality,
since with new technologies it is possible a greater interaction between teachers and
students, facilitating communication and finally improving I teach learning. Video
lessons allow the use of numerous multimedia resources, which attracts the student's
attention, especially those who do not enjoy mathematics at all. With this aid, which is
a great educational strategy, it is possible to explain the subject with attractive
approaches, engaging the student with enthusiasm, unlike the traditional way we know
it. The elaboration of this work was developed with research and interviews with
teachers of elementary school II and with the help of these teachers we could
understand the difficulty of the students in relation to Algebra and thus elaborate a way
to help them in this stage. This project aims to present the benefits of video class as a
teaching tool, which is certainly one of the biggest news in this new digital world.

KEYWORDS: technology; video lessons; algebra; function;


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

FIGURA 1 – Plano de Ação semana 2.................................................................. 12

FIGURA 2 – Plano de Ação semana 3 e 4.............................................................13

FIGURA 3 – Plano de Ação semana 5 e 6.............................................................14

FIGURA 4 – Design Thinking.................................................................................15


SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 6

1.1 Justificativa ............................................................................................................ 7

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .............................................................................. 8

3. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA ......................................................................... 10

3.1 Hipótese .............................................................................................................. 11

3.2 Objetivos ............................................................................................................. 11

4. MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................... 12

4.1 Plano de Ação ..................................................................................................... 12

4.2 Design Thinking ................................................................................................... 14

4.3 Entrevistas........................................................................................................... 15

5. APRESENTAÇÃO DO PROTÓTIPO PRELIMINAR ............................................ 17

5.1 Protótipo Inicial .................................................................................................... 18

5.2 Protótipo Final ..................................................................................................... 18

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 20


6

1. INTRODUÇÃO

Entende-se a Álgebra como parte da matemática elementar que generaliza


a aritmética, introduzindo variáveis que representam os números, por meio de
fórmulas, problemas nos quais as grandezas são representadas por símbolos.

Para Lins (1997, p.137) “A álgebra consiste em um conjunto de afirmações


para as quais é possível produzir significado em termos de números e
operações aritméticas, possivelmente envolvendo igualdade e
desigualdade”.

Este trabalho apresenta um estudo sobre as dificuldades apresentadas


pelos alunos no estudo dos conceitos e procedimentos algébricos.
Fazer com que os conteúdos ensinados sejam o mais significativo possível,
reduzindo o desagrado dos alunos pela disciplina, é a maior preocupação de todos
os professores de Matemática.
Os conceitos algébricos iniciais dão a base para a formação de diversos
conceitos algébricos futuros, e quando não trabalhados o suficiente, é provável
que o baixo rendimento no ensino da Álgebra se prolongue, constituindo um fator
importante na dificuldade de aprendizagem de outros conceitos da Matemática.
Nos estudos de álgebra, letras são utilizadas para representar números.
Essas letras tanto podem representar números desconhecidos quanto um número
qualquer pertencente a um conjunto numérico. Se x é um número par, por
exemplo, então x pode ser 2, 4, 6, 8, 10. Dessa maneira, x é um número qualquer
pertencente ao conjunto dos números pares e fica evidente o tipo de número que
x é: um múltiplo de 2.
O uso do conceito de variável e de incógnita - recurso de determinado
produto notável, requerem o uso de habilidades e noções algébricas, exigindo
grande compreensão em cada uma das situações.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs (BRASIL, 1998),
um dos principais problemas encontrados na aprendizagem de Álgebra é a noção
de variável. Nesse sentido, segundo Silva, Pereira e Resende:

De modo geral, os estudantes entendem que a letra usada em uma sentença


algébrica serve apenas para indicar um valor desconhecido, ou seja, para
eles a letra sempre significa uma incógnita. Não é um conceito errado, mas
representa apenas uma das concepções da Álgebra. Esse conceito é
7

fundamental e imprescindível ao estudo algébrico. O documento propõe que


o professor trabalhe na sala de aula com as diferentes concepções da
Álgebra, para tentar desmistificar esse conceito, além de estimular a
utilização da geometria como recurso para compreensão desses fatos, que
pode ajudar na generalização de padrões (SILVA, PEREIRA E RESENDE,
2013, p. 03).

Essa dificuldade pode ser minimizada com a ajuda de recursos


tecnológicos, como por exemplo as vídeo aulas. Ao invés de utilizar sempre as
mesmas metodologias de ensino, deve-se mudar as formas de se aplicar os
conteúdos. As tecnologias nos permitem tornar as aulas mais atrativas, promovendo
concentração, interesse e motivação. É uma ferramenta fundamental para irmos a
fundo nos problemas de ensino e encontrar novas maneiras de conceber a
aprendizagem.
Aulas atrativas e interativas são importantes para ambos os lados. O
professor consegue despertar a aprendizagem, foco e atenção da maioria dos alunos,
e sente confiança, motivação e obtém resultados com o processo de aprendizagem.
O aluno, também ganha, com maior envolvimento, interação, compreensão e
aproveitamento.
As vídeo aulas permitem ao professor explorar novos recursos de
aprendizagem, as aulas tendem a ficar ainda mais motivadoras e inspiradoras –
especialmente para os estudantes, que precisam dessa motivação a mais.
Outro benefício da vídeo aula está justamente na consequência direta que
este recurso traz para o aluno: uma melhora significativa no desempenho escolar.
Pensando em todos esses pontos, esse projeto tem a finalidade de
encontrar uma forma de aplicar o conteúdo da Álgebra de maneira mais simples e
dinâmica, mostrando como a vídeo aula pode se tornar uma aliada nos estudos
fazendo com que o aluno se motive e se interesse pelo conteúdo.

1.1 Justificativa

A disciplina de matemática apesar de fazer parte da vida de todas as


pessoas, sempre foi vista por diversas vezes desagradável e desafiadora tanto
para os alunos como para os professores por ser tão complexa, no entanto, a
matemática faz parte do cotidiano de todos para resolver inúmeras situações.
8

Neste contexto, segundo BRASIL (2001), a aprendizagem da matemática é


necessária para propiciar ao aluno oportunidades para desenvolver os
seguintes quesitos como a criatividade, interpretação, senso crítico,
capacidade de fazer uma análise, produção de estratégias, resolução de
problemas e raciocínio rápido.

As dificuldades de aprendizagem são uma preocupação constante para


professores, equipe gestora e toda a comunidade escolar e muitos
questionamentos são elencados sobre como lidar com cada dificuldade
apresentada pelos alunos em sala de aula.
Observa-se que uma das grandes dificuldades de aprendizagem dos
alunos apresenta-se na disciplina da matemática, na qual, essa área de
aprendizagem para muitos é considerada como um tormento e pode contribuir
para o fracasso escolar.
O conhecimento e as habilidades matemáticas fazem parte da nossa vida
cotidiana. A matemática desempenha um papel decisivo na formação do cidadão,
pois um bom desenvolvimento da habilidade de raciocínio lógico dedutivo interfere
na capacitação intelectual e estrutural do pensamento.
A Matemática está no nosso dia a dia, desde verificar as horas no relógio
até receber o troco no mercado. Pessoas que não lidam bem com números
apresentam auto estima baixa, principalmente no ambiente escolar onde evitam
responder por medo de errar, e serem zombados pelos colegas.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

No instante em que a álgebra é introduzida no ensino fundamental, o aluno


percebe de imediato a grande complexidade que ele vai enfrentar para apropriar-se
desse conteúdo.
Para muitos alunos a Álgebra é um campo da Matemática de extrema
dificuldade pois nem sempre expressam os valores numéricos de forma clara, sendo
assim não apresenta significado para eles, causando um baixo rendimento escolar e
a queda da aprendizagem.
9

De acordo com Ponte (2005), há duzentos anos poderíamos dizer que o


objetivo fundamental da Álgebra seria o conhecimento sobre as equações,
mas hoje esta resposta já não satisfaz. A melhor forma de indicar os grandes
objetivos da Álgebra, ao nível escolar, é dizer então que almeja ao
desenvolvimento do pensamento algébrico, pensamento este, que contribui
para a formação humana integral dos alunos.

O estudo algébrico envolve uma interpretação exigindo a tradução da


linguagem escrita para a linguagem matemática, e muitas vezes as dificuldades
apresentadas pelos alunos na tradução de situação da linguagem corrente para a
linguagem formal residem na interpretação. Não sendo capaz de interpretar, o aluno
não conseguirá representar formalmente a situação. Para Lochhesd e mestre (1995)
muitos alunos possuem dificuldades na resolução de problemas algébricos bastante
simples, principalmente quando estes necessitam da tradução da linguagem corrente
para a linguagem formal. Segundo estes mesmos autores, “ sem a capacidade de
interpretar expressões, os alunos não dispõem de mecanismos para verificar se um
dado procedimento é correto”. (Lochhesd e Mestre, 1995, p.148).
Santos (1995) analisa algumas concepções, dentro desse contexto, como
o que chama de “concepção baldista”, parte-se da ideia que, ao entrar em contato
com um novo objeto de conhecimento matemático, a cabeça do aluno se apresenta
como um balde vazio, e que esse novo objeto de conhecimento será despejado em
sua cabeça, da mesma forma como enchemos um balde. Então, cabe ao professor
ter uma boa metodologia para que esse aluno se interesse pelo conteúdo abordado
para que assim, ele procure novas informações sobre o mesmo. Já as concepções
que ele chama de ”escadinha” apoiando-se em (Machado, 1995), o processo estaria
centrado na figura do professor, onde o aluno é o centro da aprendizagem, ao
professor cabe o papel de favorecer a ação do aluno. Nessa concepção o professor
tem que trazer mais e mais informações se possível exemplo do dia a dia para que o
aluno tenha uma melhor compreensão do assunto trabalhado. Na construção sócia
construtiva, ele destaca que o aluno investe em seus conhecimentos anteriores, toma
conhecimento da insuficiência desse conhecimento e constrói novos conhecimentos.
E nesse sentido podemos entender que para a melhor absorção do
conteúdo da álgebra, é preciso inicia-la de forma clara e precisa, com exemplos mais
simples, uma aula mais dinâmica e descontraída, sem toda aquela complexidade.
Sendo assim, o aluno se interessa pelo assunto e absorve o conhecimento, ficando
fácil para ele a apropriação do conteúdo completo.
10

Atualmente um tema muito discutido entre os educadores está relacionado


ao uso de tecnologias dentro da sala de aula. Observa-se que a utilização das mídias
para o aprendizado, tem chamado cada vez mais a atenção do aluno. A Matemática
é uma disciplina que causa certo espanto aos alunos, devido à quantidade de
assuntos que envolvem os números, assim é muito importante à utilização de aulas
diferenciadas que propiciem uma melhor compreensão do conteúdo por parte dos
alunos.
O mundo se desenvolve em rumo às tecnologias, assim é fundamental que
se utilize métodos variados na escola aprimorando o aprendizado por parte dos
alunos. Nesse contexto, os professores devem procurar utilizar mais os recursos
disponíveis, visto que a tecnologia se tornou algo necessário ao dia a dia das pessoas.
A inserção de novas tecnologias na sala de aula promove a abertura de um
novo mundo ao educando. O uso de recursos importantes como a vídeo aula, fará
com que aumente o raio de oportunidades de se obter conhecimento sobre os mais
variados assuntos. Nesse sentido, Abreu (2013) destaca,

A matemática é uma linguagem expressa através de símbolos.


Assim sendo, cabe abordar aqui as dificuldades dos alunos que não
conseguem compreender instruções e enunciados matemáticos, bem como
as operações aritméticas, pois é necessário que eles superem as dificuldades
de leitura e escrita antes de poderem resolver as questões que lhes são
propostas (ABREU, 2013, p. 55).

Portanto, as ferramentas tecnológicas podem ser utilizadas de acordo com


os conteúdos curriculares, aprimorando o conhecimento do aluno, para que tenha
menores dificuldades para aprender a matemática.

3. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

Fomos até o Colégio Oliveira Guimarães e conversamos com dois


professores de Matemática sobre a dificuldade dos alunos em aprender Álgebra, em
especial as funções. Diante dos relatos dos professores pudemos perceber duas
11

dificuldades que se destacam, uma delas é compreender que a letra (incógnita ou


variável) representa um valor numérico, e a outra é montar o gráfico da função.
De acordo com os docentes, as causas para essas dificuldades estão
relacionadas à falta de interpretação de texto e também, na maioria das vezes, por
não ter se apropriado inteiramente do conteúdo nos anos anteriores. Para esses
professores está cada vez mais difícil prender a atenção dos alunos para essa
matéria.
Com a evolução da tecnologia nas escolas e baseado nessas informações
fornecidas por esses professores, nosso projeto criará uma vídeo aula com o intuito
de ajudar esses alunos a compreender tal matéria.

3.1 Hipótese

Hoje em dia é bastante comum pesquisarmos vídeos no Youtube ou no


Google quando temos alguma dúvida. Não ficamos mais esperando que alguém nos
ensine algo, com a internet nós mesmos vamos atrás de respostas. Por possuir um
conteúdo mais atrativo e dinâmico, a vídeo aula ganha espaço e transforma a
educação. Com a vídeo aula os alunos têm um aprendizado facilitado e conseguem
uma maior compreensão do conteúdo.

3.2 Objetivos

• Passar o vídeo para os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental II


• Utilizar os vídeos como recurso pedagógico e complementação de conteúdo.
• Utilizar o vídeo como recurso ilustrativo das aulas e teorias explicadas aos
alunos.
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4. MATERIAIS E MÉTODOS

4.1 Plano de Ação

Utilizamos o plano de ação, que nos ajudou a definir regras, distribuir as


tarefas que cada um deveria fazer e a estipular os prazos. Serviu de controle para
estabelecermos metas e não perdermos os prazos para cada etapa das semanas do
Projeto. Ele permite o acompanhamento da execução das atividades mais importantes
que precisávamos para atingir determinados objetivos.

Figura 1
13

Figura 2
14

Figura 3

4.2 Design Thinking

Também utilizamos o Design thinking que é uma abordagem prática-


criativa que nos auxiliou no início das pesquisas do projeto. Formamos um conjunto
de ideias, cada um deu sua opinião para abordar os problemas relacionados com
nosso tema proposto e assim analisar algumas soluções.
15

4.3 Entrevistas

Nosso projeto foi desenvolvido baseado em pesquisas de tipo exploratória,


qualitativa e analítica, além de conversas com profissionais da área da Educação,
observando a prática escolar. As entrevistas foram breves e com elas pudemos iniciar
nossa pesquisa. As perguntas a seguir foram feitas para dois Professores de
Matemática do Colégio Oliveira Guimarães.
16

O primeiro a responder o questionário foi o Professor e Coordenador Yago


de Souza, suas respostas contém o número 1. A segunda a responder foi a Professora
Josielle Maria Cunha, suas respostas contém o número 2.

• ENTREVISTAS COM OS PROFESSORES DE MATEMÁTICA.

1) NO ESTUDO DA ÁLGEBRA, QUAIS AS MAIORES DIFICULDADES


PERCEBIDAS?

Resp. 1: A compreensão de que a letra (incógnita ou variável) representa um


valor numérico, muitas vezes de forma geral e tem a questão da dificuldade de
abstração nesse processo, talvez devido à idade que se inicia o trabalho com
álgebra os alunos ainda não tem maturidade cerebral para certos
aprofundamentos. Outras dificuldades se referem as operações com
polinômios.

Resp. 2: Faze-los entender que a letra inserida em uma sentença representa o


termo desconhecido

2) NA SUA OPINIÃO, QUAL OU QUAIS AS CAUSAS PARA ESTAS


DIFICULDADES?

Resp. 1: A leitura e interpretação de enunciados é o mais relevante fator para


a dificuldade exposta, além de que isso tem relação direta com o fato de usar
a álgebra em situações problemas.

Resp. 2: A não compreensão de que a letra é um símbolo, portanto, se aplica


a incógnita todas as propriedades estudadas nos conjuntos numéricos.

3) O QUE PODERIA SER FEITO PARA QUE O APRENDIZADO DA ÁLGEBRA


SE TORNE MAIS FÁCIL?

Resp. 1: Inicialmente com uma problemática simples e contextualizada,


necessário também que se desprenda do X, Y e Z, você deve sempre propor
as iniciais da grandeza contextualizada e assim contribuirá imensamente para
17

a compreensão do estudante e a real ideia de representatividade numérica por


letras ou símbolos. E o estudante visualizará que em verdade, tanto as
propriedades quanto os símbolos apenas são artifícios para nos auxiliar.

Resp. 2: Ao introduzir esse conteúdo em aula, é importante fazer uma boa


relação de objetos do cotidiano, fazendo com que o conceito saia da teoria e
se torne prática. Podemos citar como a álgebra está presente na nossa vida e
em várias situações.

5. APRESENTAÇÃO DO PROTÓTIPO PRELIMINAR

A partir do Ensino Fundamental II (6° ao 9° ano), as matérias tornam-se


mais complexas, e ajudar os filhos com os deveres fica um pouco mais difícil. Essa
situação pode ficar ainda mais crítica, caso o aluno apresente dificuldade de
aprendizado e precise de aulas de reforço. É aí que entram os benefícios das vídeo
aulas.

Nessa modalidade de ensino, o aluno pode ter acesso a essas aulas em


qualquer lugar e a qualquer hora do dia ou da noite, além de utilizar plataformas
gratuitas como o Youtube, o estudante pode assistir o conteúdo no conforto da sua
própria casa, economizando também com traslados e alimentação externa. Sem falar
na variedade de dispositivos que podem ser usados para assisti-las: computador,
notebook, tablet, celular etc. Isso atrai o interesse do estudante e é muito positivo,
principalmente para aqueles que não sentem muito prazer com os estudos. Nessas
vídeo aulas é possível explicar um assunto com abordagens diferentes das
tradicionais.

Dessa forma, a vídeo aula proporciona uma melhor interação com o aluno,
fazendo com que ele tenha mais interesse pela aula, facilitando, desse modo, seu
aprendizado. Via de regra, os materiais que são somente auditivos ou escritos não
são muito atrativos, pois não há como interagir, tornando-os cansativos e entediantes.
Além do mais, pesquisas apontam que a maioria das pessoas aprendem
melhor através de métodos audiovisuais como a vídeo aula, comprovando a eficácia
desse recurso.
18

Portanto, para a vídeo aula se tornar interessante, iremos utilizar:


• Animações;
• Gráficos;
• Áudios;
• Slides.
Assim a aula ficará muito mais atrativa e ainda ajudará os alunos a
assimilarem melhor o conteúdo.

5.1 Protótipo Inicial

A vídeo aula foi preparada pelo grupo de uma forma simples, tentamos
mostrar o conteúdo mais resumido, com animações e slides simplificados. Para a
preparação do vídeo, nosso grupo pesquisou e estudou maneiras mais práticas para
tentar passar aos alunos os conceitos básicos das funções. Pesquisamos em livros
didáticos, páginas e vídeos de diversos professores da internet. Coletamos todos os
conteúdos relevantes e por fim criamos nossa vídeo aula, contendo os seguintes
assuntos:
• Definição de função, domínio e imagem: explicamos em breves slides, a definição,
o domínio e a imagem, com alguns exemplos no dia a dia.
• Resolução de Problemas: fizemos um exercício simples utilizando funções.
• Gráficos de Funções: explicamos como as funções podem ser representadas por
gráficos no plano cartesiano.
• Representação de funções: mostramos as representações gráficas de função
ímpar; função par; função afim; função linear; função crescente; função
decrescente; função quadrática; função modular; função exponencial; função
logarítmica; função trigonométrica e função raiz.

5.2 Protótipo Final

Após a finalização da vídeo aula, voltamos até o Colégio Oliveira


Guimarães e mostramos o vídeo para os dois professores de matemática do Colégio,
19

Professor e Coordenador Pedagógico do Ensino Fundamental II e Ensino Médio Yago


de Souza e a Professora do Ensino Fundamental II Josielle Maria Cunha.

Depois de assistirem o vídeo, eles decidiram apresentar para a turma do 9º


ano do período da manhã, porém não obtivemos permissão para participar da
apresentação.

Voltamos no dia seguinte para conversar com os professores sobre a


opinião deles em relação ao vídeo em sala de aula. Segundo o Professor e
coordenador Yago de Souza, essas alternativas trazem variações imediatas no
sistema de aprendizado do conteúdo, facilitando a vida dos alunos e também dos
professores, porém, essa já é uma realidade do Colégio, pois eles utilizam muitos
vídeos em aulas variadas, visto que o Colégio possui equipamentos de data show. Na
opinião dele, o educador não precisa mais se basear apenas em livros ou métodos
tradicionais antigos, a tecnologia inserida no contexto escolar propicia o
desenvolvimento cognitivo, e deveriam estar presentes em todas as escolas, sem
exceção.

A opinião da Professora Josielle Maria Cunha não foi diferente. Os vídeos


como auxilio nas aulas despertam a atenção dos alunos. Este conteúdo é um pouco
complexo, mas com a ajuda desse recurso torna a aula descontraída e os alunos
absorvem o assunto com mais facilidade. Quando se trata de matérias mais
complicadas, a professora costuma preparar um vídeo animado e apresenta para os
alunos, e enquanto o vídeo é passado, ela tira as dúvidas que vão surgindo no
decorrer da apresentação. De acordo com sua experiência como docente, a
tecnologia veio para ajudar a melhorar o ensino e desenvolvimento dos alunos, ela
obtém resultados satisfatórios em suas aulas auxiliadas com vídeos, diferente da
escola pública em que trabalha nos dias diferenciados. Conforme nos foi relatado pela
professora, essa escola não possui nenhum tipo de recurso tecnológico, as aulas são
tradicionais, com lousa e giz, e a dificuldade dos alunos é bastante presente. Uma
realidade triste, porém, comum em inúmeras escolas.

Ambos os professores nos relataram que a aprendizagem dos alunos é


significante e satisfatória quando utilizado o recurso de vídeo aula. Não ficou nenhuma
dúvida de que a tecnologia se mostra cada vez mais essencial e indispensável no
âmbito escolar.
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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esse momento do projeto surge a partir de uma caminhada de pesquisas


e conversas com especialistas, não aponta para um encerramento, mas sim para a
possibilidade de novos questionamentos, assim apresentamos a seguir algumas
considerações.

O educador deve ter em mente a importância de assegurar ao aluno um


ambiente que priorize e estimule o desenvolvimento cognitivo. É inegável a
necessidade de integrar diferentes linguagens nas aulas em todos os níveis de ensino.
Nesse contexto, os vídeos são recursos que mais facilmente são incorporados à rotina
escolar. Sendo assim, tendo em vista as novas tecnologias presentes na era em que
vivemos podemos dizer que o uso de video aulas se fazem necessários nos dias de
hoje.

O professor não necessita se prender em aulas tradicionais, os recursos


tecnológicos inseridos no contexto escolar propiciam ao corpo discente uma melhor
aprendizagem, as novas tecnologias devem estar presentes, elas auxiliam no
processo de ensino-aprendizagem como uma ferramenta de colaboração que pode
facilitar a explicação dos conteúdos, tornando-se uma aliada nesse processo.

O uso da tecnologia na educação amplia e promove novas formas de ensinar


e aprender. Podemos perceber que o uso desse material de vídeo proporciona
inúmeros benefícios para o processo de ensino aprendizagem, como por exemplo a
facilidade de absorção de conteúdos e conceitos, e acaba se tornando uma atividade
lúdica que faz com que o aluno se concentre e preste mais atenção.

Desta forma, compreendemos a contribuição da video aula como metodologia


de ensino para a transformação das circunstâncias atuais, em que o ensino da
Matemática ainda é motivo de antipatia por parte dos alunos.
21

REFERÊNCIAS

SANTOS, Marcelo, Câmara dos. Algumas concepções sobre o Ensino


aprendizagem de matemática. Disponível em: http://pibid-mat-
ufgd.weebly.com/uploads/4/2/3/5/42357821/concep%C3%A7%C3%B5es.pdf.
Acesso em 10/10/2019

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http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=7960
1-anexo-texto-bncc-reexportado-pdf-2&category_slug=dezembro-2017-
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LINS, Rômulo Campos; GIMENEZ, Joaquim. Perspectivas em aritmética a álgebra


para o século XXI. Disponível em:
https://books.google.com.br/books?id=qZaTczUh6m0C&pg=PA4&lpg=PA4&dq=LINS
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A9tica+a+%C3%A1lgebra+para+o+s%C3%A9culo+XXI.+Campinas:+Papirus,+1997.
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as%20em%20aritm%C3%A9tica%20a%20%C3%A1lgebra%20para%20o%20s%C3
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http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro03.pdf

ABREU, Marlene Aparecida Viana. Dificuldades da Aprendizagem de Matemática:


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22

VELOSO, Debora Silva; FERREIRA, Ana Cristina. Uma reflexão sobre as


dificuldades dos alunos que se iniciam no estudo da álgebra. Disponível em:
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