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REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA

GOVERNO REGIONAL
SECRETARIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
CONSERVATÓRIO – ESCOLA PROFISSIONAL DAS ARTES DA MADEIRA, ENG.º LUIZ PETER CLODE

ÁREA DE INTEGRAÇÃO - M6_T3_FICHA FORMATIVA

ANA LUÍSA RAMOS PEREIRA

Nº. 178 CPAE-I

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1) 1.1. Uma experiência estética é relativa a uma pessoa ou objeto. Nestas, os gostos são
condicionados pelo contexto em ocorrem. Portanto, numa experiência estética, o
indivíduo reconhece o objeto como belo, independentemente da sua utilidade e desejo.

1.2. Referidos no texto estão as seguintes experiências estéticas: paisagem, pintura,


música e escrita.

2) As obras de arte refletem os contextos sociais, económico, políticos e históricos em que


o artista se insere. No entanto, mesmo com estas condicionantes, entendemos o caráter
do artista pela forma como transforma, a partir da sua criatividade e capacidades, o seu
trabalho numa obra de arte.

3) A definição de arte mantém-se em aberto, contudo foram-se fazendo várias concessões


sobre ela, nomeadamente: a arte como imitação (o objetivo da arte é reproduzir a
realidade); a arte como expressão (a arte expressa uma emoção do criador); arte como
forma significante (a obra de arte é identificada pela emoção particular que provoca no
espectador) e a teoria institucional da arte (enfatiza a importância da comunidade de
conhecedores de arte na definição do que pode ser considerado arte). Conclui-se assim
que o conceito de arte é indefinível.

5) 5.1. Walter Benjamin defendia que a reprodução de arte propiciava à população uma
nova interação com a obra de arte. No entanto, se considerarmos o conceito de obra de arte
como a criação de algo novo, resultante de um processo de criação em que o artista
transforma a realidade, podemos ir ao encontro do que nos é afirmado por Adorno, que diz
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que “toda a reprodução contribui para a perda de identidade e originalidade da obra de arte.
Como referido anteriormente, o conceito de arte é efémero uma vez que o seu significado é
debatido e criticado ao longo do tempo. Por isso, ambas as reflexões defendidas pelos
autores são válidas.

6) Os avanços tecnológicos ocorridos a partir do século XIX e XX, trouxeram a ideia de que a
arte pode ser preservada. Para além disso, surgiram outros tipos de arte, como é exemplo obras
de cinema, que podiam ser copiadas e reproduzidas, ganhando também valor económico. Foram
nestes séculos que o conceito de sociedade de consumo começou a emergir na sociedade
massificada, assim, com a as obras únicas foram sendo substituídas pelas obras em série. É
neste contexto que se deu uma banalização estética e degradação da arte já que esta passaria a
ser um objeto puramente comercial. Contudo, foi graças à reprodução de obras que assistimos
ao surgimento de novos estilos, como é exemplo a Pop Art.

O crescente progresso tecnológico moldou uma nova estética artística contemporânea e deram
espaço para o desenvolvimento da Web Art, do Body Art, do graffiti, etc. Para além disso, uma
das consequências desse progresso – a globalização – produziu novas referências do discurso
artístico, nomeadamente: o multiculturismo, o desenvolvimento científico e tecnológico, a
estetização do real e o surgimento de antiarte e arte comprometida.

7) A arte, não só desempenha um papel fundamental na educação estética dos indivíduos, como
também fornece informações sobre a sociedade e ainda é capaz de contribuir para o
desenvolvimento pessoal dos indivíduos. Esta desde sempre permitiu que o ser humano
desenvolvesse as suas potencialidades de conhecimento. No entanto, é regular observar a
desvalorização e banalização da arte, por isso é necessária a formação de sensibilidade estética
na sociedade atual, para que esta seja devidamente valorizada e identificada.