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PROPRIEDADE MECÂNICA – FACA, ESPADA

FABRICAÇÃO MANUAL

Aqueça o aço em um forno ou fornalha. Você deve aquecer o material a temperaturas que se
aproximam de 870 ºC para torná-lo maleável para forjar e remover as impurezas. Durante o
processo de aquecimento, substâncias como o enxofre e a sílica vão oxidar e separar do ferro,
criando escória. A remoção de escória fortalece muito o aço.

Puxe o material aquecido da fornalha quando ele assumir uma tonalidade amarelo-alaranjada
e coloque-o sobre uma bigorna.

Forje o aço.

Golpeie o metal com um martelo, virando-o ao forjar. Você provavelmente vai precisar
reaquecê-lo durante o processo de forjamento para mantê-lo maleável.

Dobre e cinzele o material sobre a bigorna para criar a forma da lâmina. Direcione seus golpes
de martelo para ajudar a moldar a lâmina.

Forje a ponta quando você estiver satisfeito com a forma básica da lâmina e, em seguida,
trabalhe na curvatura e chanfros.

Afine a lâmina na extremidade que vai se juntar ao punho.

Dê forma à lâmina. Use lixadeiras e limas para criar a forma final da lâmina.

Trate a lâmina com uma mistura de argila especial. Você pode adicionar uma mistura de argila
e outras substâncias, como grama e penas, para a lâmina alcançar os resultados desejados.
Revista a espinha da lâmina com a mistura, deixando a borda em grande parte não tratada.
Isso ajudará a tornar a espinha flexível e a borda afiada. Reaqueça a lâmina para forjar.

Esfrie o aço bruscamente. Esse processo esfria e endurece o material. Você pode usar água ou
óleo para esfriar.

Técnicas de arrefecimento são importantes, pois quanto mais rápido você esfria a lâmina, mais
dura ela fica.

Tempere a lâmina. Reaqueça a lâmina até cerca de 205 °C após esfriá-la bruscamente e, em
seguida, deixe-a esfriar à temperatura ambiente. Esse processo ajuda a equilibrar a
flexibilidade e dureza da lâmina.

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Retire a mistura de argila da lâmina e lixe sua extremidade até que esteja afiada.

Você deve polir a lâmina. Use pedras de água para afiar a lâmina. Quando o polimento estiver
completo, as porções endurecidas e não endurecidas da lâmina se tornarão aparentes.

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Fixe a lâmina ao cabo.

Dicas

Ambos os arrefecimentos com água ou óleo têm vantagens. O arrefecimento em água


produz uma borda mais dura, mas lâminas resfriadas em óleo têm uma flexibilidade superior.

Características básicas dos processos de Conformação

• Alteram a geometria inicial (força x ferramenta);

• Trabalham a frio ou a quente (encruamento, recristalização, ductilidade, outros);

• Alteram as propriedade mecânicas;

• Agrega valor ( matéria prima em produto acabado);

• Possibilidade de utilização em outros processos de fabricação para obtenção da forma final


do componente (Usinagem, soldagem, outros);

• Fatores limitadores: ductilidade do material a ser conformado, custos relacionados,


tamanho, quantidade, tolerância, outros.

Trabalho a Frio

Ocorre abaixo da temperatura de recristalização (próximo da temperatura ambiente);

Ocorre o fenômeno do ENCRUAMENTO, (“strain hardening”)

Os grãos alongam-se na direção do esforço mecânico aplicado (menos intensamente na


laminação a frio e mais intensamente quando severamente estirado – trefilação).

Efeitos do encruamento nas características mecânicas de metais

Brinell

Aço doce (1010) normal - 120

Aço doce(1010) Trabalhado a frio - 265

Aço inoxidável normal - 165

Aço inoxidável Laminado a frio - 380

História

A fabricação de ferro teve início na Anatólia, cerca de 2000 a.C. tendo sido a Idade do
Ferro plenamente estabelecida por volta de 1000 a.C.. Neste período a tecnologia da
fabricação do ferro espalhou-se pelo mundo. Em, aproximadamente, 500 a.C., chegou às
fronteiras orientais da Europa e por volta de 400 a.C. chegou à China. Os minérios de ferro
eram encontrados em abundância na natureza, assim como o carvão. Atualmente a maior
quantidade de matéria prima para produção de aço é a sucata proveniente dos resíduos de
fabricação industrial.

A forma de produção era em pequenos fornos na forma de torrões ou pedaços sólidos,


denominados tarugos. Estes, em seguida, eram forjados a quente na forma de barras de ferro
trabalhando, possuindo maleabilidade, contendo, entretanto pedaços de escória e carvão. O
teor de carbono dos primeiros aços fabricados variava de 0,07% até 0,8% sendo este último
considerado um aço de verdade. Os egípcios por volta de 900 a.C. já dominavam processos
relativos a tratamentos térmicos nos aços para fabricação de espadas e facas. Como quando o
teor de carbono supera 0,3% o material torna-se muito duro e frágil caso seja temperado
(resfriado bruscamente em água) de uma temperatura acima de 850 °C a 900 °C, eles
utilizavam o tratamento denominado revenido que consiste em diminuir a fragilidade
minimizando-a por reaquecimento do aço a uma temperatura entre 350 °C e 500 °C.

Já os chineses produziam aços tratados termicamente por volta de 200 a.C. e os


japoneses aprenderam a arte da produção de artefatos em metal dos chineses, embora
tenham ajudado a espalhar o conhecimento da tecnologia da fabricação de aços, aumentando
muito a produção de ferro trabalhado no mundo romano.

Com o declínio do Império Romano, a produção de aço ou ferro trabalhado se


estabilizou na Europa até que, no começo do século XV, começou-se a utilizar quedas d'água
para insuflar ar nos fornos de fusão. Em consequência a temperatura no interior dos fornos
passou a ser maior de 1200 °C. Desta forma, ao invés de produzirem-se os torrões, passou-se a
produzir um líquido rico em carbono: o ferro fundido. Para se obter o ferro trabalhado e
reduzir o teor de carbono deste ferro fundido, o mesmo era solidificado e em seguida fundido
em atmosfera oxidante.

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