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Capítulo 1

Entendendo e
configurando o TCP/IP
Como qualquer sistema de comunicação, as redes de computadores têm um conjunto
de padrões que permite ao comunicador enviar, receber e interpretar mensagens. Para a
Internet, as redes Windows e praticamente todas as outras redes de computadores, esse
conjunto subjacente de padrões é o conjunto de protocolos conhecido coletivamente
como Transmission Control Protocol/Internet Protocol (TCP/IP), cujo núcleo é o IP.
Neste capítulo, você aprenderá os fundamentos do TCP/IP e como configurar o Windows
Server 2008 e o Windows Server 2008 R2 para se conectar a redes de TCP/IP.

Objetivos de exame neste capítulo:


■ Configurar o endereçamento de IPv4 e IPv6.

Lições neste capítulo:


■ Lição 1: Introduzindo a rede do Windows 2
■ Lição 2: Entendendo o endereçamento IPv4 40
■ Lição 3: Entendendo o endereçamento IPv6 86

Antes de começar
Para concluir as lições deste capítulo, você deve possuir o seguinte:
■ Duas máquinas virtuais ou computadores físicos, chamados Dcsrv1 e Boston, que
estão adicionados à mesma rede isolada na qual o Windows Server 2008 R2 está
instalado. Nenhum dos dois computadores deve ter qualquer função de servidor
adicional.
■ Conhecimento básico sobre administração do Windows.

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Mundo real
J. C. Mackin
É muito útil memorizar um endereço de IP para a resolução de problemas de rede. Eu uso o
198.41.0.4, que é o endereço do nome da Internet do servidor raiz a.root-servers.net. Esse
servidor está sempre em funcionamento. Ao executar o comando tracert 198.41.0.4 em
um prompt de comando, consigo descobrir imediatamente se e onde há uma quebra na
conectividade TCP/IP entre o computador local e a Internet.

Lição 1: Introduzindo a rede do Windows


Esta lição introduz os conceitos básicos por trás das redes do Windows. Ela começa pela
introdução do conceito de redes em camadas, passando então a descrever o TCP/IP, o
conjunto de protocolos multicamadas sobre o qual as redes do Windows são baseadas.
Em seguida, a lição descreve como configurar propriedades básicas de rede no Windows
Server 2008 e no Windows Server 2008 R2. Por fim, a lição é concluída com a explica-
ção de como solucionar problemas básicos de rede com utilitários TCP/IP.

Depois de ler esta lição, você será capaz de:


■ Entender as quatro camadas do conjunto de protocolos TCP/IP.
■ Exibir e definir a configuração de IP de uma conexão de rede local.
■ Entender o conceito de uma difusão (broadcast) de rede.
■ Solucionar problemas de conectividade de rede com utilitários de TCP/IP.
Tempo estimado da lição: 100 minutos

O que são as camadas de rede?


As camadas de rede são passos funcionais na comunicação, realizadas por programas
chamados protocolos. Como analogia, considere uma linha de montagem. Se uma fá-
brica utiliza uma linha de montagem para criar um produto que é montado, embalado,
empacotado, encaixotado e etiquetado, por exemplo, você poderia encarar essas cinco
funções sequenciais como camadas verticalmente empilhadas no processo de produção,
conforme mostrado na Figura 1-1. Seguindo essa analogia, os protocolos na linha de
montagem são as máquinas específicas (as montadoras, embaladoras, empacotadoras,
e assim por diante) empregadas para executar a função de cada camada. Embora cada
protocolo seja projetado para aceitar uma entrada específica e gerar uma saída especí-
fica, você pode substituir qualquer máquina no sistema contanto que ela permaneça
compatível com as máquinas vizinhas na linha de montagem.

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Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 3

Matérias-primas

Montagem

Embalagem

Empacotamento

Encaixotamento (para entrega)

Aplicação das etiquetas de endereço

Remessa
Figura 1-1 Visão em camadas da produção de uma linha de montagem.

De certa forma, a comunicação de rede lembra a criação de produtos empacotados em


uma linha de montagem, porque os computadores se comunicam entre si criando e
enviando dados encapsulados (empacotados) chamados pacotes. Mas, diferentemente
da produção de linha de montagem, a comunicação entre computadores é bidirecional.
Isso significa que as camadas de rede como um todo descrevem um caminho, tanto para
construir quanto para desconstruir os pacotes. Cada camada, e cada protocolo especí-
fico, deve ser capaz de realizar sua função em ambas as direções. No exemplo da linha
de montagem, um modelo bidirecional como esse pode ser ilustrado conforme mostrado
na Figura 1-2.

Matérias-primas

Montagem/Desmontagem

Embalagem/Desembalagem

Empacotamento/Desempacotamento

Encaixotamento/Desencaixotamento

Etiquetagem/Remoção da etiqueta

Remessa
Figura 1-2 Camadas em uma linha de “montagem-desmontagem” bidirecional.

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Nas redes de computadores, o modelo em camadas tradicionalmente utilizado para des-


crever a comunicação é o Open Systems Interconnect (OSI) de sete camadas, mostrado
na Figura 1-3. Você pode ver pelos seus nomes que cada uma destas sete camadas foi
originalmente projetada para realizar uma etapa na comunicação, como apresentar ou
transportar informações.

Computador local
(processamento interno)

Camada 7 Aplicação

Camada 6 Apresentação

Camada 5 Sessão

Camada 4 Transporte

Camada 3 Rede

Camada 2 Enlace de dados

Camada 1 Físico

De/para computador remoto


(por meio do cabo de rede)
Figura 1-3 O modelo OSI de comunicações de rede.

Embora os protocolos específicos que originalmente caracterizavam o modelo OSI nunca


tenham sido aceitos na prática, os nomes, e especialmente os números, das camadas do
modelo sobrevivem até hoje. Como resultado, embora o TCP/IP seja baseado em seu próprio
modelo, e não no modelo OSI, as quatro camadas de rede TCP/IP são frequentemente defi-
nidas em termos do seu relacionamento com o modelo OSI, como mostrado na Figura 1-4.

Modelo OSl Modelo TCP/IP


(Camada)
Aplicação
5-7 Aplicação
Apresentação

Sessão Transporte
4
Transporte
3 Internet
Rede

Enlace de dados 1-2 Interface de rede


Físico

Figura 1-4 As camadas em redes TCP/IP são mapeadas para o modelo OSI.

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Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 5

Explorando as camadas do modelo de rede TCP/IP


A ideia de um modelo em camadas em um sistema de rede permite que protocolos in-
dividuais sejam substituídos, contanto que ainda funcionem de modo compatível com
os protocolos vizinhos. De fato, tal modificação de protocolo aconteceu recentemente
com o TCP/IP em redes do Windows. Começando com o Windows Server 2008 e o Win-
dows Vista, e continuando com o Windows Server 2008 R2 e o Windows 7, a Microsoft
introduziu uma nova implementação da pilha de protocolos TCP/IP, conhecida como a
pilha Next Generation TCP/IP. Essa versão da pilha TCP/IP apresenta um novo desenho
na camada da Internet, mas os protocolos nas camadas vizinhas permanecem essen-
cialmente inalterados.
A pilha Next Generation TCP/IP é mostrada na Figura 1-5.

Conjunto de protocolos Next Generation TCP/IP


Camadas do Camadas do
modelo OSI modelo TCP/IP

Camada de aplicação
Camada de aplicação HTTP FTP SMTP DNS RIP SNMP
Camada de apresentação

Camada de sessão

Camada de transporte TCP UDP


Camada de transporte

IGMP ICMP ND MLD


Camada de rede Camada da Internet ICMPv6
ARP IP (IPv4) IPv6

Camada de enlace
de dados 802.11
Camada de interface Frame
Ethernet sem fio ATM
de rede Relay
Camada física LAN

Figura 1-5 A pilha Next Generation TCP/IP.

OBSERVAÇÃO NÚMEROS DE CAMADA TCP/IP


Embora às vezes você veja as camadas do modelo TCP/IP receberem seus próprios números
independentemente do modelo OSI, a terminologia deste livro reflete o uso do número de
camada que é muito mais atual.

A seção a seguir descreve em mais detalhes as quatro camadas do TCP/IP ilustradas na


Figura 1-5.

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Camada de interface de rede


A camada de interface de rede, também chamada muitas vezes de camada 2 ou camada
de enlace de dados, descreve um método padrão de comunicação entre dispositivos loca-
lizados em um mesmo segmento de rede. (Um segmento de rede consiste em interfaces
de rede separadas apenas por cabos, switches, hubs ou pontos de acesso sem fio.) As in-
terfaces de rede utilizam protocolos nessa camada para se comunicarem com outras in-
terfaces próximas identificadas por um endereço fixo de hardware (tal como endereços
MAC). A camada de interface de rede também especifica os requisitos físicos para sinais,
interfaces, cabos, hubs, switches e pontos de acesso; esse subconjunto de especificações
puramente físicas pode ser denominado às vezes de camada física ou camada 1. Exem-
plos de padrões definidos na camada de interface de rede incluem Ethernet, Token Ring,
Point-to-Point Protocol (PPP) e Fiber Distributed Data Interface (FDDI).

OBSERVAÇÃO UM SWITCH OPERA NA CAMADA 2


Como um switch lê os endereços de hardware na rede local e restringe a propagação de
tráfego de rede apenas para aqueles endereços necessários, ele é considerado um dispositivo
de camada 2.

Examinando o protocolo Ethernet


Pacotes de Ethernet são conhecidos mais especificamente como frames. A seção a seguir
inclui um frame Ethernet que foi capturado pelo Network Monitor (Monitor de Rede), um
analisador de protocolo disponível para download no site da Microsoft.

OBSERVAÇÃO DETALHES DE PROTOCOLOS NÃO SÃO


ABORDADOS EM EXAMES DA MICROSOFT
Você não precisa conhecer os conteúdos dos frames de nenhum tipo de protocolo para
passar no exame 70-642. No entanto, esse tipo de conhecimento aprofundado pode
ajudá-lo a compreender e visualizar melhor os protocolos.
A primeira linha, começando com a palavra “Frame”, precede o frame capturado e é acres-
centada pelo Network Monitor a fim de fornecer informações gerais sobre o frame subse-
quente. A seguir vêm os dados exclusivos da Ethernet (denominados de cabeçalho); eles
foram expandidos e destacados.
Abaixo do cabeçalho Ethernet, se você olhar para o lado esquerdo dos conteúdos do frame,
poderá ver que o frame também inclui cabeçalhos para IPv4, TCP e HTTP.
A última seção do pacote é o cabeçalho HTTP, que indica um “HTTP GET Request” des-
tinado para um servidor Web remoto. O propósito final de todo este frame Ethernet é,
portanto, solicitar os conteúdos de uma página Web remota.
Frame: Number = 16, Captured Frame Length = 664, MediaType = ETHERNET

- Ethernet: Etype = Internet IP (IPv4),DestinationAddress:[00-1E-2A-47-


C2-78],SourceAddress:[00-15-5D-02-03-00]
+ DestinationAddress: 001E2A 47C278 [00-1E-2A-47-C2-78]
+ SourceAddress: Microsoft Corporation 020300 [00-15-5D-02-03-00]
EthernetType: Internet IP (IPv4), 2048(0x800)

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Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 7

+ Ipv4: Src = 192.168.2.201, Dest = 216.156.213.67, Next Protocol = TCP,


Packet ID = 1134, Total IP Length = 650

+ Tcp: Flags=...AP..., SrcPort=49197, DstPort=HTTP(80), PayloadLen=610,


Seq=776410322 - 776410932, Ack=829641496, Win=32850 (scale factor 0x2) =
131400

+ Http: Request, GET /

Dentro do cabeçalho Ethernet expandido, você pode ver um valor DestinationAddress e


um valor SourceAddress. Esses valores representam endereços MAC, ou endereços fixos de
hardware, designados para interfaces de rede. O valor SourceAddress é rotulado como “Mi-
crosoft Corporation” pelo Network Monitor, pois a primeira metade desse endereço MAC
(00-15-5D) designa a Microsoft como a fabricante da interface de rede. (O computador
local é, na verdade, uma máquina virtual rodando dentro da plataforma de virtualização
Hyper-V da Microsoft; por isso, a interface de rede nesse caso é, de fato, um software.) A
segunda metade do endereço MAC é exclusiva dessa interface específica.
O “DestinationAddress”, nesse caso, refere-se ao gateway padrão na rede local, e não ao
servidor Web remoto ao qual os conteúdos do pacote são posteriormente destinados. Pro-
tocolos como a Ethernet que operam na camada 2 não enxergam além da rede local.
O campo EthernetType designa o protocolo da camada superior seguinte contido dentro
do frame. Quando um sistema operacional recebe o frame, o valor nesse campo determina
qual protocolo receberá os dados após o cabeçalho Ethernet. Nesse caso, o payload de
dados dentro do frame Ethernet será repassado para o protocolo IPv4 para processamento
subsequente.
Conforme o pacote é transferido da rede local pela Internet rumo ao seu destino final no
servidor Web remoto, esse cabeçalho da camada 2 será reescrito muitas vezes para dar
conta dos novos endereços de origem e de destino dentro de cada conexão de rede. Ele
também poderá ser repetidamente revisado a fim de se adaptar a outras tecnologias de
rede na camada de interface que não a Ethernet, como FDDI ou Token Ring, através das
quais o pacote poderá passar.

Camada de Internet
A camada de Internet, também chamada muitas vezes de camada 3 ou camada de rede,
descreve um esquema de endereçamento de software global e configurável que permite
que os dispositivos se comuniquem quando residem em segmentos de rede remotos. O
principal protocolo que opera na camada 3 é o IP, e o dispositivo de rede que lê os dados
nessa camada é um roteador. Os roteadores leem o endereço de destino escrito em um
pacote e então passam o pacote adiante para o seu destino, ao longo de um caminho
de rede apropriado. Caso, nessa camada, o endereço de destino em um pacote especifi-
que um endereço de rede local ou uma difusão local, o roteador simplesmente descarta
o pacote por padrão. Por esse motivo, costuma-se dizer que os roteadores bloqueiam
difusões.
Conforme mencionado anteriormente, a camada 3 é onde apareceram as principais mu-
danças na mais recente implementação de TCP/IP da Microsoft. Tradicionalmente, o IPv4
era o único protocolo que aparece na camada 3. Apenas um conjunto de protocolos nas
camadas vizinhas se comunicam tanto com IPv4 quanto com IPv6.

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■ IPv4 O IPv4, ou simplesmente IP, é responsável por endereçar e rotear pacotes en-
tre hosts que poderiam estar em dezenas de segmentos de rede. O IPv4 conta com
endereços de 32 bits e, devido a esse espaço de endereços relativamente pequeno,
os endereços estão se esgotando rapidamente em redes IPv4.
■ IPv6 O IPv6 utiliza endereços de 128 bits em vez dos endereços de 32 bits em-
pregados com o IPv4, e, como consequência, pode definir muito mais endereços.
Como poucos roteadores de Internet são compatíveis com IPv6, ele é usado hoje
na Internet com a ajuda de protocolos de encapsulamento. Entretanto, o IPv6 é
suportado originalmente em Windows Vista, Windows 7, Windows Server 2008 e
Windows Server 2008 R2.
Tanto o IPv4 quanto o IPv6 estão habilitados por padrão. Como consequência dessa
arquitetura de IP de camada dual, os computadores podem utilizar o IPv6 para se co-
municar se o cliente, o servidor e a infraestrutura de rede o suportarem. E, ainda, os
computadores podem se comunicar por IPv4 com outros computadores ou serviços de
rede caso o IPv6 não receba suporte.

Examinando o protocolo IP
O frame de Ethernet a seguir é o mesmo do quadro “Examinando o protocolo Ethernet”,
mostrado anteriormente neste capítulo. No entanto, a saída que segue expande e destaca
o cabeçalho de IPv4 neste frame:

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Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 9

Assim como no caso do cabeçalho Ethernet, os dados mais importantes no cabeçalho IPv4
são SourceAddress e DestinationAddress, os quais aparecem ao final da seção em destaque.
Observe, porém, que neste caso os endereços especificados são endereços de IP, e o endere-
ço de destino especificado representa o destino final (o servidor Web remoto).
Além dos endereços de origem e de destino, o cabeçalho de IP também contém informações
usadas para várias outras funções do protocolo. A seção DifferentiatedServicesField é dividida
em dois campos, DSCP e ECN. O campo DSCP, que só é lido por alguns roteadores especiais,
permite que o tráfego específico de IP seja designado como requerendo um tratamento prio-
ritário. O campo ECN sinaliza congestionamento em um roteador para os roteadores subse-
quentes.
TotalLength é o comprimento em bytes do pacote de IP (também chamado de “datagra-
ma”). Esse comprimento inclui todos os dados das camadas 3, 4 e superiores, incluindo
qualquer dado de payload além dos cabeçalhos. No caso em questão, o datagrama de
IP tem 650 bytes de comprimento. O campo Identification é um número atribuído a um
pacote para que, caso ele seja fragmentado, possa ser rearranjado. (Os pacotes são frag-
mentados quando o seu comprimento excede o tamanho de Maximum Transmission Unit
[MTU] especificado por computadores, roteadores e outros dispositivos). A seção Fragmen-
tFlags fornece informações que ajudam a designar e rearranjar os datagramas de IP fragmen-
tados. O valor TimeToLive é ajustado em 128 por padrão no Windows e então é subtraído
por 1 por cada roteador que lida com o datagrama de IP. Se o valor alguma vez chegar a 0,
o datagrama é descartado. O propósito dessa função é evitar uma circulação infinita dos
dados em uma rede. NextProtocol especifica o protocolo da camada superior (camada 4)
que deve lidar com os conteúdos do datagrama de IP. No caso em questão, o TCP é especi-
ficado. O campo Checksum contém o resultado de uma função matemática cujo propósito
é verificar a integridade do cabeçalho de IP. O valor 0 para checksum aqui indica que o valor
de checksum está sendo definido e verificado fora da pilha do TCP/IP.
Os datagramas de IP podem ocorrer em uma dentre duas variedades: IPv4 e IPv6. A IPv6 é
uma versão alternativa mais nova de IP usada em algumas transmissões de rede. O frame
Ethernet a seguir contém um cabeçalho de IPv6 que foi expandido e destacado:
Frame: Number = 43, Captured Frame Length = 86, MediaType = ETHERNET

+ Ethernet: Etype = IPv6,DestinationAddress:[33-33-00-01-00-


03],SourceAddress:[00-15-5D-02-03-05]

- Ipv6: Next Protocol = UDP, Payload Length = 32


+ Versions: IPv6, Internet Protocol, DSCP 0
PayloadLength: 32 (0x20)
NextProtocol: UDP, 17(0x11)
HopLimit: 1 (0x1)
SourceAddress: FE80:0:0:0:D9C6:6B0E:BA3F:1FC9
DestinationAddress: FF02:0:0:0:0:0:1:3

+ Udp: SrcPort = 53047, DstPort = Linklocal Multicast Name


Resolution(5355), Length = 32

+ Llmnr: QueryId = 0x862D, Standard, Query for boston of type Host Addr
on class Internet

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No cabeçalho de IPv6, PayloadLength indica o comprimento em bytes dos dados transmi-


tidos no datagrama de IPv6. NextProtocol indica o protocolo da camada 4 para o qual o
pacote de IPv6 deve ser repassado. O valor HopLimit é o mesmo que o valor TimeToLive em
IPv4. O valor de 1 indica aqui que o pacote é destinado apenas para a rede local. Os valores
SourceAddress e DestinationAddress especificados aqui são endereços de IPv6 de 16 bytes.
O endereço de destino neste caso específico é um endereço múltiplo que pode ser possuído
por mais de um computador na rede local.

Camada de transporte
A camada de transporte, do modelo TCP/IP, também chamada de camada 4, define um
método de envio e de recepção de dados entre dispositivos. A camada 4 também serve
para marcar dados como destinados a uma aplicação específica, como, por exemplo,
email ou Web.
TCP e UDP são os dois protocolos da camada de transporte dentro do conjunto TCP/IP.
■ TCP O TCP recebe dados de uma aplicação e os processa como um fluxo de bytes.
Esses bytes são agrupados em segmentos que o TCP então numera e sequencia para
entrega a um servidor. A comunicação TCP se dá nos dois sentidos e é confiável. O
destinatário confirma quando cada segmento de dados enviado é recebido, e, caso o
remetente não receba alguma confirmação, ele envia novamente o segmento.
Quando o TCP recebe um fluxo de dados de um host de rede, ele envia os dados à
aplicação designada pelo número de porta TCP. As portas TCP permitem que dife-
rentes aplicações e programas utilizem serviços de TCP em um único host, como
mostrado na Figura 1-6. Todo programa que usa uma porta TCP tem um número
de porta associado, que identifica a transmissão destinada a ele. Portanto, os
dados enviados a uma porta TCP específica são recebidos pela aplicação que “es-
cuta” essa porta.

Servidor Servidor Servidor


FTP Telnet Web

Portas TCP Porta TCP 23 Porta TCP 80


20, 21

TCP

Figura 1-6 Portas TCP.

■ UDP Muitos serviços de rede (como o DNS) contam com o UDP em vez do TCP
como protocolo de transporte. O UDP permite rápido transporte de datagramas, eli-
minando recursos de confiabilidade de TCP, como confirmações, garantias de entre-
ga e verificação de sequência. Ao contrário do TCP, o UDP é um serviço sem conexão
baseado no modelo de entrega do “melhor esforço possível” (best effort delivery)
para os servidores da rede, isto é, não há garantia de entrega. Um host de origem

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Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 11

que precisa de comunicação confiável deve utilizar TCP ou um programa que forne-
ça seus próprios serviços de sequenciação e confirmação.

Examinando os protocolos TCP e UDP


TCP e UDP são ambos protocolos da camada de transporte, mas apenas o TCP é um proto-
colo voltado para conexão. A comunicação voltada para a conexão ocorre dentro de uma
sessão de duas direções (bidirecional); sempre que um computador envia dados para outro
através de TCP, o destinatário envia confirmações sobre os dados recebidos de volta para o
remetente.
Uma sessão TCP entre dois computadores é estabelecida primeiramente por meio de um
“aperto de mãos” (handshake) de três estágios. No primeiro estágio, o primeiro computador
envia uma mensagem de “sincronia”, ou SYN. Em seguida, o segundo computador responde
com um pacote TCP (chamado de segmento), que inclui tanto uma confirmação (ACK – ack-
nowledgment) quanto um SYN. Por fim, o primeiro computador responde ao segundo com-
putador enviando-lhe um segmento ACK.
Esse handshake em três estágios é mostrado na captura do Network Monitor na Figura
1-7. Nela, perceba os três segmentos de TCP em sequência. Os três segmentos são trocados
entre um primeiro computador no endereço 192.168.2.201 e um segundo computador no
endereço 192.168.2.103.

Figura 1-7 Um handshake do TCP.

No primeiro segmento de TCP do handshake, que é iniciado pelo primeiro computador,


um SYN é visto no Network Monitor sob a descrição "TCP:Flags=......S.". O segundo
computador responde então com um segmento SYN-ACK, representado pela descrição
"TCP:Flags=...A..S.". Por fim, o primeiro computador responde ao segundo com um seg-
mento ACK, mostrado pela descrição "TCP: Flags=...A....".

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12 Kit de Treinamento MCTS (Exame 70-642): Configuração do Windows Server 2008 ...

Depois que a sessão é estabelecida, o TCP pode ser usado para transportar dados de um
computador para o outro. O cabeçalho de um segmento TCP utilizado dentro de uma sessão
como essa pode ser visto na sessão que se segue. O frame Ethernet a seguir é o mesmo que
foi mostrado no quadro “Examinando o protocolo Ethernet” anteriormente neste capítulo.
No entanto, a saída a seguir expande e destaca o cabeçalho de TCP dentro deste frame:
Frame: Number = 16, Captured Frame Length = 664, MediaType = ETHERNET

+ Ethernet: Etype = Internet IP (IPv4),DestinationAddress:[00-1E-2A-47-


C2-78],SourceAddress:[00-15-5D-02-03-00]

+ Ipv4: Src = 192.168.2.201, Dest = 216.156.213.67, Next Protocol = TCP,


Packet ID = 1134, Total IP Length = 650

- Tcp: Flags=...AP..., SrcPort=49197, DstPort=HTTP(80), PayloadLen=610,


Seq=776410322 - 776410932, Ack=829641496, Win=32850 (scale factor 0x2) =
131400
SrcPort: 49197
DstPort: HTTP(80)
SequenceNumber: 776410322 (0x2E4714D2)
AcknowledgementNumber: 829641496 (0x31735318)
+ DataOffset: 80 (0x50)
+ Flags: ...AP...
Window: 32850 (scale factor 0x2) = 131400
Checksum: 0x73CE, Disregarded
UrgentPointer: 0 (0x0)
TCPPayload: SourcePort = 49197, DestinationPort = 80

+ Http: Request, GET /

Em TCP, as portas são usadas para diferenciar os fluxos de dados enviados de e para várias
aplicações. Os dados enviados por esse segmento TCP em particular é um HTTP GET Request
do computador local para um servidor Web remoto. Por isso, embora a SrcPort (porta de ori-
gem) 49197 dessa solicitação seja escolhida aleatoriamente, a porta de destino, ou DstPort,
deve ser a 80, já que esse é o número reservado para tráfego em HTTP. O valor do Sequence-
Number tem relação com a ordem dos dados de saída dentro de um fluxo maior de dados
enviados por vários segmentos. Esse número permite que os dados recebidos fora de ordem
sejam rearranjados pelo host de destino. O valor de AcknowledgementNumber tem relação
com os dados de entrada: ele essencialmente informa ao emissário de um fluxo de dados em
TCP quais bytes de dados já foram recebidos. O valor DataOffset indica onde o cabeçalho de
TCP acaba e onde o payload de dados começa.
Os Flags são séries de 8 bits. Cada bit específico carrega um significado especial quando é
estabelecido (como 1, e não como 0). Um ACK, por exemplo, é indicado pelo estabelecimento
do quarto bit, e um SYN é indicado pelo estabelecimento do sétimo bit. Nesse segmento, os
flags que estão estabelecidos indicam um ACK e um PSH (push). Um push essencialmente
envia os dados imediatamente para o protocolo mais acima (HTTP, neste caso) antes que
todo o buffer de TCP esteja cheio. Outras mensagens importantes de flag incluem RST
(abortar a sessão TCP), FIN (encerrar a sessão TCP) e URG (dados urgentes incluídos).

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Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 13

O valor de Window tem relação com o controle do fluxo de dados. Esse valor é enviado
pelo destinatário de um fluxo de bytes a fim de notificar o remetente sobre quantos bytes
de dados o destinatário pode receber no momento. Como esse window varia de segmento
para segmento, afirma-se que o TCP possui sliding windows (janelas deslizantes). O valor de
Checksum representa uma verificação da integridade dos dados e opera do mesmo modo
que o cabeçalho de verificação de soma para IP. O valor UrgentPointer indica onde os dados
urgentes estão localizados quando um flag de URG é estabelecido.
Compare agora a riqueza de funções e a orientação para conexão de um TCP com o seu
equivalente sem conexão, o UDP. O frame Ethernet a seguir expande e destaca o cabeçalho
de UDP:
Frame: Number = 11, Captured Frame Length = 72, MediaType = ETHERNET

+ Ethernet: Etype = Internet IP (IPv4),DestinationAddress:[00-1F-C6-72-


80-C2],SourceAddress:[00-15-5D-02-03-00]

+ Ipv4: Src = 192.168.2.201, Dest = 192.168.2.2, Next Protocol = UDP,


Packet ID = 1131, Total IP Length = 58

- Udp: SrcPort = 65265, DstPort = DNS(53), Length = 38


SrcPort: 65265
DstPort: DNS(53)
TotalLength: 38 (0x26)
Checksum: 31269 (0x7A25)
UDPPayload: SourcePort = 65265, DestinationPort = 53

+ Dns: QueryId = 0xDF04, QUERY (Standard query), Query for www.bing.com


of type Host Addr on class Internet

O que mais chama a atenção no cabeçalho de UDP é a sua simplicidade, em comparação


com o TCP. O motivo para ele ser tão simples é que o UDP fornece pouquíssimas funções.
Não há qualquer sequência de informações, nenhuma confirmação, nenhum controle de
fluxo e nenhum flag de mensagem. O UDP tampouco inclui processos de aperto de mãos
(handshakes) e sessões bidirecionais que se iniciam e se encerram. Os dados transportados
por UDP são simplesmente enviados para um endereço e uma porta de destino, e, caso o
destinatário não receba o fluxo de bytes, os dados são perdidos.

Camada de aplicação
A camada de aplicação, às vezes chamada de camada 7, é o estágio no qual os servi-
ços de rede são padronizados. Os protocolos da camada de aplicação são programas
como os de email que fornecem algum serviço para um usuário ou aplicação. Além dos
protocolos relacionados a email, tais como POP3, SMTP e IMAP4, alguns exemplos de
protocolos da camada de aplicação nativos do TCP/IP são HTTP, Telnet, FTP, Trivial File
Transfer Protocol (TFTP), Simple Network Management Protocol (SNMP), DNS e Ne-
twork News Transfer Protocol (NNTP).

_Northrup_2ed_Livro.indb 13 20/07/12 11:36


14 Kit de Treinamento MCTS (Exame 70-642): Configuração do Windows Server 2008 ...

Encapsulamento de TCP/IP
Ao encapsular os dados com cada uma das quatro camadas descritas anteriormente
neste capítulo, o TCP/IP cria um pacote, conforme mostrado no exemplo simplificado na
Figura 1-8. Na figura, uma mensagem de email com a palavra “Hello” é encapsulada
com o protocolo de email POP3 (camada 7), TCP (camada 4), IP (camada 3) e cabeçalhos
Ethernet (camada 2).

Rede de destino

Pacote TCP/IP

Camada 2:
Camada 7: Camada 4: Camada 3:
Dados Enlace de
Aplicação Transporte Rede
(“Hello”) dados
POP3 TCP IP
Ethernet

Encapsulamento

Figura 1-8 Exemplo de pacote TCP/IP.

OBSERVAÇÃO O NÚMERO DE PROTOCOLOS EM CADA PACOTE VARIA


O pacote mostrado na Figura 1-8 é simplificado, porque nem todo pacote inclui realmente
dados encapsulados por exatamente quatro protocolos. Por exemplo, muitos pacotes são
projetados apenas para fornecer a comunicação entre uma extremidade e outra para as
camadas inferiores, como a de TCP, e por isso incluem menos protocolos. Outros pacotes
podem ter mais de quatro protocolos se incluírem mais de um protocolo em uma dada ca-
mada, ou seja, muitos protocolos e serviços de aplicação de alto nível podem ser utilizados
em conjunto na camada 4 dentro de um único pacote.

Teste rápido
1. Em que camada de rede se encontra a Ethernet?
2. O que os roteadores fazem com as transmissões de difusão de rede por padrão?
Respostas
1. Camada 2.
2. Por padrão, os roteadores bloqueiam as transmissões de difusão.

Configurando propriedades de rede em Windows Server 2008 R2


A interface do Windows Server 2008 R2 inclui duas áreas principais para configurar as
propriedades de rede do cliente: Network and Sharing Center (Central de Rede e Com-
partilhamento) e Network Connections (Conexões de Rede). A próxima seção descreve
essas áreas dentro da interface no Windows Server 2008 R2 e as configurações que você
pode definir nelas.

_Northrup_2ed_Livro.indb 14 20/07/12 11:36


Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 15

Network and Sharing Center (Central de Rede e Compartilhamento)


O Network and Sharing Center (Central de Rede e Compartilhamento) é o principal painel
de controle para configuração de rede no Windows Server 2008 R2. Para abri-lo a partir do
menu Iniciar, clique com o botão direito do mouse em Network (Rede) e, então, selecione
Properties (Propriedades). Alternativamente, na área de notificação, clique com o botão
direito do mouse no ícone de rede e selecione Open Network and Sharing Center (Abrir a
Central de Rede e Compartilhamento) no menu de atalho. Como uma terceira opção, você
também pode localizar o Network and Sharing Center navegando pelo Control Panel\Ne-
twork and Internet\Network and Sharing Center.
O Network and Sharing Center é mostrado na Figura 1-9.

Figura 1-9 Network and Sharing Center.

Você pode utilizar o Network and Sharing Center para revisar a configuração básica de
rede e verificar o acesso à Internet. Você também pode seguir links para executar um
assistente de resolução de problemas de rede, abrir a página de status de sua Local
Area Connection (Conexão Local) (ou outra conexão ativa), criar uma nova conexão e
realizar muitas outras tarefas.
A maioria dessas opções visíveis no Network and Sharing Center são autoexplicati-
vas. No entanto, duas delas podem exigir esclarecimentos: Change Advanced Sharing
Settings (Alterar as Configurações de Compartilhamento Avançadas) e See Full Map
(Visualizar Mapa Completo).
Change Advanced Sharing Settings no Network and Sharing Center diz respeito aos padrões
por definição no computador local para para perfis de rede, tais como Home (Doméstica),
Work (Corporativa) ou Public (Pública). Para cada um desses perfis de rede, você pode confi-
gurar o computador local para que ele habilite ou desabilite Network Discovery (Descoberta
de um protocolo que permite a navegação), File and Printer Sharing (Compartilhamento de
Arquivo e Impressora), Public Folder Sharing (Compartilhamento de Pasta Pública) e Media

_Northrup_2ed_Livro.indb 15 20/07/12 11:36


16 Kit de Treinamento MCTS (Exame 70-642): Configuração do Windows Server 2008 ...

Streaming (Compartilhamento de Mídia). Contudo, essas configurações são mais importan-


tes no caso de um ambiente de grupo de trabalho e não são abordadas no exame 70-642.
Em um ambiente de domínio, os servidores serão automaticamente configurados para o
perfil de rede do domínio, e as funções habilitadas por padrão no perfil de rede do domínio
devem ser configuradas para todo o domínio na Group Policy (Diretiva de Grupo).
A opção See Full Map no Network and Sharing Center permite que você veja os dispo-
sitivos na sua rede local e o modo como esses dispositivos estão conectados uns com
os outros e com a Internet. Essa função é desabilitada por padrão no perfil de rede de
domínio, mas pode ser habilitada na Group Policy. Um exemplo de saída de Mapa de
Rede é mostrado na Figura 1-10.

Switch Gateway
Internet
servidor1

AP001601A1DF04

Ponte

servidor2

servidor3
Figura 1-10 Mapa de Rede.

O Mapa de Rede conta com dois componentes:


■ O componente Link Layer Topology Discovery (LLTD) Mapper (Mapeador de Des-
coberta de Tipologia da Camada de Rede) consulta a rede sobre os dispositivos a
serem incluídos no mapeamento.
■ O componente LLTD Responder (Respondente de LLTD) responde às consultas do
Mapper I/O (Mapeador E/S).
Embora esses componentes estejam incluídos somente no Windows Vista, no Windows
7, no Windows Server 2008 e no Windows Server 2008 R2, você pode instalar um com-

_Northrup_2ed_Livro.indb 16 20/07/12 11:36


Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 17

ponente LLTD Responder em computadores que executam o Windows XP para que eles
apareçam em um Mapa de Rede em outros computadores.

Dica de exame Lembre-se de que, para fazer um computador que executa o Windows XP apa-
recer no Mapa de Rede, é necessário instalar o LLTD Responder nesse computador.

Visualizando as conexões de rede


O Windows Server 2008 R2 detecta e configura automaticamente as conexões asso-
ciadas a adaptadores de rede instalados no computador local. Essas conexões então
são exibidas em Network Connections (Conexões de Rede), junto com qualquer outra
conexão, como as conexões discadas, que você adicionou manualmente clicando na
opção Set Up A New Connection Or Network (Configurar uma Nova Conexão ou Rede)
no Network and Sharing Center (Central de Rede e Compartilhamento).
Você pode abrir o Network Connections de várias maneiras. Primeiro, você pode selecio-
nar o nó Server Manager (Gerenciador de Servidores) no Server Manager e então clicar
em View Network Connections (Exibir Conexão de Rede). Além disso, na janela Initial
Configuration Tasks (Tarefas de Configuração Iniciais), você pode clicar em Configure
Networking (Configurar Rede). Já no Network And Sharing Center, você pode clicar em
Change Adapter Settings (Alterar as Configurações do Adaptador). Por fim, na linha de
comando, na caixa de diálogo Start Search (Pesquisar Programas e Arquivos) ou na cai-
xa de diálogo Run (Executar), você pode digitar o comando ncpa.cpl.

EXIBINDO COMPONENTES PADRÃO DE CONEXÕES DE REDE


As conexões por si só não permitem que os hosts de rede se comuniquem. Em vez disso,
os clientes de rede, serviços e protocolos ligados a uma conexão são os elementos que
fornecem a conectividade por meio dessa conexão. Se você abrir as propriedades de uma
conexão específica em Network Connections, a aba Network (Rede) da caixa de diálogo
Properties (Propriedades) mostra os clientes, serviços e protocolos ligados a essa conexão.
A Figura 1-11 mostra os componentes padrão instalados em uma conexão de rede local
do Windows Server 2008. A caixa de seleção ao lado de cada componente indica que o
componente está habilitado na conexão.

Figura 1-11 Componentes padrão de uma conexão.

_Northrup_2ed_Livro.indb 17 20/07/12 11:36


18 Kit de Treinamento MCTS (Exame 70-642): Configuração do Windows Server 2008 ...

A lista a seguir descreve os três tipos de componentes de rede que podem estar ligados
a uma conexão:
■ Network Clients (Clientes de Rede) No Windows, os clientes de rede são compo-
nentes de software, como o Client For Microsoft Networks (Cliente para Redes Mi-
crosoft), que permitem ao computador local se conectar com um sistema operacio-
nal de rede específico. Por padrão, o Client For Microsoft Networks é o único cliente
de rede ligado a todas as conexões de rede local. O Client For Microsoft Networks
permite aos computadores clientes do Windows conectar-se a recursos compartilha-
dos em outros computadores do Windows.
■ Network Services (Serviços de Rede) Os serviços de rede são componentes de
software que fornecem recursos adicionais para conexões de rede. File And Printer
Sharing For Microsoft Networks (Compartilhamento de Arquivos/Impressoras para
Redes Microsoft) e QoS Packet Scheduler (Agendador de Pacote de Serviço) são os
dois serviços de rede conectados a todas as conexões de rede local por padrão. O
File And Printer Sharing For Microsoft Networks permite ao computador local com-
partilhar pastas para acesso à rede. O QoS Packet Scheduler fornece controle de
tráfego de rede, incluindo serviços de taxa de fluxo e priorização.
■ Network Protocols (Protocolos de Rede) Os computadores só podem se comunicar
por meio de uma conexão utilizando protocolos de rede associados a essa conexão.
Por padrão, quatro protocolos de rede são instalados e habilitados a cada conexão de
rede: o IPv4, o IPv6, o Link-Layer Topology Discovery (LLTD) Mapper (Descoberta de
Topologia de Camada de Rede) e o LLTD Responder (Respondente de LLTD).

Criando pontes entre conexões de rede


Em alguns casos, talvez você queira combinar várias conexões de rede em um dado
computador para que o Windows trate essas conexões como se elas estivessem na mes-
ma rede (em um domínio de difusão). Por exemplo, você poderia querer compartilhar
um único ponto de acesso sem fio (WAP)* com múltiplas e variadas topologias de cone-
xão, como mostrado na Figura 1-12.
Nesse exemplo, uma conexão com a Internet é adicionada a um único WAP. O WAP
então se comunica com a placa de rede sem fio no servidor. Além disso, o servidor tem
uma conexão Ethernet e uma conexão Token Ring anexadas a outras redes.
Quando você ativa a ponte de rede nessa conexão, todos os pontos que entram no servi-
dor (conexões sem fio, Token Ring e Ethernet) aparecem na mesma rede. Por essa razão,
eles podem compartilhar inteiramente a conexão sem fio e sair para a Internet.
Para fazer uma ponte com as redes, pressione Ctrl ao selecionar múltiplas conexões de
rede no servidor. Então, clique com o botão direito do mouse em Bridge Networks (Cone-
xões de Ponte) e selecione-o, como mostrado na Figura 1-13.

* N. de R.T.: WAP – Wireless Access Point.

_Northrup_2ed_Livro.indb 18 20/07/12 11:36


Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 19

Internet

WAP

Conexão
Modem a cabo sem fio

Unidade de acesso
multiestação
(MAU) Hub
Token Ring Ethernet

Figura 1-12 Exemplo de rede que pode se beneficiar com a criação de pontes de rede.

Figura 1-13 Estabelecendo pontes de rede.

_Northrup_2ed_Livro.indb 19 20/07/12 11:36


20 Kit de Treinamento MCTS (Exame 70-642): Configuração do Windows Server 2008 ...

Ao configurar a ponte de rede, você permite ao tráfego proveniente de placas de rede


sem fio, Ethernet e Token Ring compartilhar o mesmo espaço de rede. Portanto, uma
única placa de rede sem fio pode ser o gateway de saída para diferentes redes.

Exibindo uma configuração de endereço


A configuração de IP de uma conexão consiste, no mínimo, em um endereço IPv4 e más-
cara de sub-rede ou um endereço IPv6 e prefixo de sub-rede. Além dessas configurações
mínimas, uma configuração de IP também pode incluir informações como um gateway
padrão, endereços de servidor DNS, um sufixo de nome DNS e endereços de servidor
WINS.
Para ver a configuração de endereço IP de uma dada conexão, você pode utilizar o co-
mando Ipconfig ou a caixa de diálogo Network Connection Details (Detalhes da Conexão
de Rede).
Por meio do Ipconfig, digite ipconfig em um prompt de comando. Você verá uma saída
semelhante à mostrada na Figura 1-14.

Figura 1-14 Exibindo um endereço IP.

Para abrir a caixa de diálogo Network Connection Details, primeiro clique com o botão
direito do mouse na conexão da janela Network and Sharing Center a fim de abrir a
caixa de diálogo Status.
Então, na caixa de diálogo Status, clique no botão Details (Detalhes), como mostrado
na Figura 1-15.

_Northrup_2ed_Livro.indb 20 20/07/12 11:36


Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 21

Figura 1-15 Caixa de diálogo Local Area Connection Status (Status da Conexão Local).

Esse último passo abre a caixa de diálogo Network Connection Details (Detalhes da Co-
nexão de Rede), mostrada na Figura 1-16.

Figura 1-16 Caixa de diálogo Network Connection Details.

_Northrup_2ed_Livro.indb 21 20/07/12 11:36


22 Kit de Treinamento MCTS (Exame 70-642): Configuração do Windows Server 2008 ...

Atribuindo uma configuração de IP manualmente


É possível atribuir manual ou automaticamente uma configuração de IP a uma conexão
de rede. Esta próxima seção explica como atribuir uma configuração IPv4 e IPv6 ma-
nualmente.

ATRIBUINDO UMA CONFIGURAÇÃO DE IPV4 MANUALMENTE


Um endereço configurado manualmente é conhecido como endereço estático, porque
permanece constante mesmo depois que o computador reinicializa. Esses endereços es-
táticos são apropriados para servidores de infraestrutura críticos, como controladores
de domínio, servidores DNS, servidores DHCP, servidores WINS e roteadores.
Você pode atribuir manualmente um endereço estático e outros parâmetros de confi-
guração de IPv4 a uma conexão de rede utilizando a caixa de diálogo Internet Protocol
Version 4 (TCP/IP) Properties. Para acessar essa caixa de diálogo, abra as propriedades
da conexão de rede à qual você quer atribuir uma configuração de IPv4. (Para isso,
você pode clicar com o botão direito em uma conexão de rede específica no Network
and Sharing Center e então clicar em Properties na janela Status.) Na caixa de diálogo
de propriedades da conexão, clique duas vezes em Protocol TCP/IP Versão 4 na lista de
componentes.
A caixa de diálogo Internet Protocol Version 4 (TCP/IPv4) Properties (Propriedades de
Protocolo TCP/IP Versão 4 [TCP/IPv4]) é mostrada na Figura 1-17.

Figura 1-17 Atribuindo uma configuração de IPv4 manualmente a uma conexão de rede.

_Northrup_2ed_Livro.indb 22 20/07/12 11:36


Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 23

Por padrão, as conexões de rede são configuradas para obter um endereço IP e o ende-
reço de servidor DNS automaticamente. Para modificar esse padrão e configurar um
endereço IP estático, você tem de selecionar a opção Use The Following IP Address (Usar
o seguinte endereço IP) e, então, especificar um endereço IP, uma máscara de sub-rede
e (opcionalmente) um gateway padrão. Para atribuir um servidor DNS estático a uma
conexão, selecione a opção Use The Following DNS Server Addresses (Usar os seguintes
endereços de servidor DNS) e especifique o endereço de um servidor DNS preferencial e
(opcionalmente) um alternativo.

ATRIBUINDO UMA CONFIGURAÇÃO IPV6 MANUALMENTE


Na maioria dos casos, você não precisa configurar um endereço IPv6 manualmente porque,
em geral, os endereços IPv6 estáticos só são atribuídos a roteadores e não a hosts. Em geral,
uma configuração IPv6 é atribuída a um host por meio de uma configuração automática.
Entretanto, você pode configurar um endereço IPv6 manualmente utilizando a caixa
de diálogo Internet Protocol Version 6 (TCP/IPv6) Properties. Para abrir essa caixa de
diálogo, nas propriedades de conexão de rede, clique duas vezes em Internet Protocol
Version 6 (TCP/ IPv6). A caixa de diálogo Internet Protocol Version 6 (TCP/IPv6) Proper-
ties é mostrada na Figura 1-18.

Figura 1-18 Configurando os ajustes de IPv6.

Como acontece com o IPv4, as conexões de rede são configuradas para obter um endereço
IPv6 e um endereço de servidor DNS automaticamente. Para configurar um endereço IPv6
estático, selecione a opção Use The Following IPv6 Address (Usar o seguinte endereço
IPv6) e especifique um endereço IPv6, um tamanho para o prefixo de sub-rede (em geral
64) e (opcionalmente) um gateway padrão. Note que, se configurar um endereço IPv6
estático, você também deve especificar um endereço de servidor DNS de IPv6 estático.

_Northrup_2ed_Livro.indb 23 20/07/12 11:36


24 Kit de Treinamento MCTS (Exame 70-642): Configuração do Windows Server 2008 ...

DEFININDO CONFIGURAÇÕES IPV4 E IPV6 MANUALMENTE NO PROMPT DE COMANDO


Você pode usar o utilitário Netsh para atribuir uma configuração de IP a uma conexão a
partir do prompt de comando. Para atribuir um endereço IPv4 estático e uma máscara de
sub-rede a uma conexão do prompt de comando, digite o seguinte, em que Nome_Da_
Conexão é o nome da conexão (como Local Area Connection), Endereço é o endereço IPv4
e Máscara_De_Sub-rede é a máscara de sub-rede.
netsh interface ipv4 set address "Nome_Da_Conexão" static Endereço Máscara_
De_Sub-rede

Por exemplo, para configurar o endereço IPv4 da Local Area Connection (Conexão Local)
como 192.168.33.5 com uma máscara de sub-rede de 255.255.255.0, você digitaria o
seguinte:
netsh interface ipv4 set address "local area connection" static 192.168.33.5
255.255.255.0

Se também quiser definir um gateway padrão junto com a configuração de IPv4, você
pode adicionar essas informações no final do comando. Por exemplo, para configu-
rar o mesmo endereço IPv4 para a local area connection com um gateway padrão de
192.168.33.1, digite o seguinte:
netsh interface ipv4 set address "local area connection" static 192.168.33.5
255.255.255.0 192.168.33.1

OBSERVAÇÃO A SINTAXE ALTERNATIVA DO NETSH


Há muitas variações aceitáveis para a sintaxe Netsh. Por exemplo, você pode digitar netsh
interface ip em vez de netsh interface ipv4. Para mais informações, utilize a ajuda do Netsh.

Para atribuir um endereço IPv6 estático a uma conexão a partir do prompt de comando,
digite o seguinte, em que Nome_Da_Conexão é o nome da conexão e Endereço é o ende-
reço IPv6.
netsh interface ipv6 set address "Nome_Da_Conexão" Endereço

Por exemplo, para atribuir um endereço de 2001:db8:290c:1291::1 à Local Area Connec-


tion (deixando o prefixo de sub-rede padrão de 64), digite o seguinte:
netsh interface ipv6 set address "Local Area Connection"
2001:db8:290c:1291::1

O utilitário Netsh inclui muitas outras opções para configurar tanto o IPv4 quanto o
IPv6. Utilize a ajuda do Netsh para obter mais informações sobre as opções e a sintaxe.

Configurando uma conexão IPv4 para receber


um endereço automaticamente
Por padrão, todas as conexões são configuradas para receber um endereço IPv4 auto-
maticamente. Quando configurado desse modo, um computador que tem esse tipo de
conexão é conhecido como cliente DHCP.
Como resultado dessa configuração, todas as conexões de rede receberão um endere-
ço IPv4 de um servidor DHCP, se houver algum disponível. Se nenhum servidor DHCP

_Northrup_2ed_Livro.indb 24 20/07/12 11:36


Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 25

estiver disponível, uma conexão assumirá automaticamente qualquer configuração al-


ternativa que você tenha definido para ela. Se você não tiver definido configuração al-
ternativa alguma, a conexão receberá automaticamente um endereço APIPA (Automatic
Private IP Addressing) para IPv4.
A fim de configurar uma conexão para obter um endereço IPv4 automaticamente, se-
lecione a opção apropriada na caixa de diálogo Internet Protocol Version 4 (TCP/IPv4)
Properties, como mostrado na Figura 1-19.

Figura 1-19 Conexão configurada para obter um endereço IPv4 automaticamente (a


configuração padrão).

Você também pode empregar o utilitário Netsh a fim de configurar um cliente para obter
um endereço IPv4 automaticamente. Para tanto, no prompt de comando digite o seguin-
te, em que Nome_Da_Conexão é o nome da conexão de rede:
netsh interface ipv4 set address "Nome_Da_Conexão" dhcp

Por exemplo, para configurar a Local Area Connection a fim de obter um endereço auto-
maticamente, digite o seguinte:
netsh interface ipv4 set address "Local Area Connection" dhcp

ENTENDENDO ENDEREÇOS ATRIBUÍDOS PELO DHCP


Os endereços atribuídos pelo DHCP sempre têm prioridade sobre outros métodos de con-
figuração de IPv4 automáticos. Um host em uma rede IP pode receber um endereço IP
de um servidor DHCP quando um servidor DHCP (ou DHCP Relay Agent) for localizado
dentro do intervalo de difusão (broadcast).
Uma difusão de rede é uma transmissão dirigida a todos os endereços locais. Essa di-
fusão se propaga por todos os dispositivos das camadas 1 e 2 (como cabos, repetidores,
hubs, pontes e switches), mas é bloqueado pelos dispositivos da camada 3 (roteadores).

_Northrup_2ed_Livro.indb 25 20/07/12 11:36


26 Kit de Treinamento MCTS (Exame 70-642): Configuração do Windows Server 2008 ...

Dizemos que os computadores que podem comunicar-se entre si por meio de difusões
encontram-se no mesmo domínio de difusão.
Uma difusão de rede é ilustrado na Figura 1-20.

ClienteA

Outras
redes
DHCP
Discover

Hub (Dispositivo
da camada 1)
Intervalo de
difusões
de rede

Switch (Dispositivo
da camada 2)
Roteador
(Dispositivo da
camada 3)

Servidor
DHCP

Outras
redes

Figura 1-20 O ClienteA pode obter um endereço IP do servidor DHCP porque os dois
computadores residem dentro do mesmo domínio de difusão. Note que o intervalo de
difusão se estende somente até o roteador.

_Northrup_2ed_Livro.indb 26 20/07/12 11:36


Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 27

DEFININDO UMA CONFIGURAÇÃO ALTERNATIVA


Se nenhum servidor DHCP estiver disponível dentro do intervalo de difusão de um clien-
te, um cliente que tiver sido configurado para obter um endereço automaticamente as-
sumirá uma configuração alternativa padrão, se você tiver definido uma.
Você pode atribuir uma configuração alternativa a uma conexão selecionando a guia
Alternate Configuration (Configuração Alternativa) na caixa de diálogo Internet Proto-
col Version 4 (TCP/IPv4) Properties. Essa guia é mostrada na Figura 1-21. Note que a
configuração alternativa permite especificar um endereço IP, a máscara de sub-rede, o
gateway padrão, o servidor DNS e o servidor WINS.

Figura 1-21 Definindo uma configuração de IPv4 alternativa.

Como uma configuração alternativa permite que um computador obtenha uma configu-
ração de IP específica e detalhada quando nenhum servidor DHCP pode ser encontrado,
definir uma configuração alternativa é útil para computadores portáteis que se movem
entre redes com e sem servidores DHCP.

Dica de exame Você precisa entender a vantagem das configurações alternativas para o exame
70-642.

ENTENDENDO O AUTOMATIC PRIVATE IP ADDRESSING


(ENDEREÇAMENTO AUTOMÁTICO DE IP PRIVATIVO)
O Automatic Private IP Addressing (APIPA, Endereçamento Automático de IP Privativo)
é um recurso de endereçamento automático útil para algumas redes ad hoc ou tem-
porárias. Sempre que um computador Windows tiver sido configurado para obter um
endereço IP automaticamente e quando nenhum servidor DHCP ou configuração alter-
nativa estiver disponível, o computador utiliza o APIPA para atribuir um endereço IP

_Northrup_2ed_Livro.indb 27 20/07/12 11:36


28 Kit de Treinamento MCTS (Exame 70-642): Configuração do Windows Server 2008 ...

privado no intervalo de 169.254.0.1 a 169.254.255.254 e uma máscara de sub-rede de


255.255.0.0.
Por padrão, todas as conexões de rede são definidas com o padrão APIPA quando não
é possível alcançar um servidor DHCP. Essa configuração é mostrada na Figura 1-22.

Figura 1-22 Por padrão, as conexões de rede adotam um endereço APIPA na ausência
de um servidor DHCP.

O recurso APIPA é muito útil porque permite que dois ou mais computadores com Win-
dows localizados no mesmo domínio de difusão se comuniquem entre si sem exigir um
servidor DHCP ou qualquer configuração de usuário. Também permite que clientes DHCP
se comuniquem no caso de uma falha de DHCP. Se o servidor DHCP tornar-se disponível
mais tarde, o endereço APIPA é substituído por um obtido a partir do servidor DHCP.

Dica de exame Quando dois computadores clientes puderem ver um ao outro, mas não pude-
rem se conectar a mais nada na rede (ou à Internet), suspeite do APIPA. Ou há um problema com
o servidor DHCP da sua rede, ou há uma falha de conexão com o servidor DHCP.

Embora um endereço APIPA permita alguma comunicação de rede local, as limitações


impostas ao recebê-lo são significativas. Conexões que recebem endereços APIPA só
podem se comunicar com outros computadores utilizando endereços APIPA dentro do
intervalo de difusão na rede; tais computadores não podem acessar a Internet. Note
também que pelo APIPA você não pode configurar um computador com um endereço de
servidor DNS, um endereço de gateway padrão ou um endereço de servidor WINS.
Uma configuração de endereço APIPA é mostrada na Figura 1-23.

_Northrup_2ed_Livro.indb 28 20/07/12 11:36


Capítulo 1 ■ Entendendo e configurando o TCP/IP 29

Figura 1-23 Um endereço APIPA é um sinal de problema de rede.

CORRIGINDO UMA CONEXÃO DE REDE COM IPCONFIG /


RENEW E O RECURSO DIAGNOSE
Se uma conexão tiver recebido um endereço APIPA, em geral isso é sinal de que a cone-
xão não obteve um endereço IP adequadamente de um servidor DHCP. Como as conexões
que receberam endereços APIPA só podem se comunicar com computadores próximos
que também receberam endereços APIPA, normalmente esses endereços são indesejá-
veis. Você deve esperar conectividade limitada ou falta de conectividade para uma cone-
xão à qual foi atribuído esse endereço APIPA.
Se um endereço APIPA tiver sido atribuído a uma conexão e nenhum servidor DHCP esti-
ver disponível na rede, você pode instalar um servidor DHCP ou atribuir à conexão uma
configuração de IP estática ou alternativa.
Se um endereço APIPA tiver sido atribuído à conexão em uma rede na qual um servidor
DHCP já está funcionando, você deve tentar primeiro renovar a configuração de IP ou
utilizar o recurso Diagnose na conexão. Para renovar a configuração de IP, digite ip-
config /renew em um prompt de comando. Utilizando o recurso Diagnose, na janela
Network Connections, clique com o botão direito do mouse na conexão à qual um en-
dereço APIPA foi atribuído e selecione Diagnose no menu de atalho. (Como alternativa,
você pode clicar em Troubleshoot Problems em Network and Sharing Center.) Você, en-
tão, terá uma possibilidade de corrigir a conexão.
Se essa estratégia falhar em obter um novo endereço IP para o host, você deve verifi-
car se o servidor DHCP está funcionando adequadamente. Se o servidor DHCP estiver
funcionando, continue a investigação de problemas de hardware, como cabos, hubs e
switches defeituosos ou desconectados, que poderiam estar ocorrendo entre o servidor
DHCP e o cliente.

OBSERVAÇÃO RENOVANDO UMA CONFIGURAÇÃO IPV6


Para renovar uma configuração IPv6, digite ipconfig /renew6.

_Northrup_2ed_Livro.indb 29 20/07/12 11:36


30 Kit de Treinamento MCTS (Exame 70-642): Configuração do Windows Server 2008 ...

SOLUCIONANDO PROBLEMAS DE CONECTIVIDADE DE


REDE COM PING, TRACERT, PATHPING E ARP
Se nem o recurso Diagnose, nem o comando Ipconfig /renew resolver o problema de
rede, você deve usar utilitários como Ping, Tracert, PathPing e Arp para solucionar pro-
blemas de conexão. Esses quatro utilitários são descritos ao longo do restante desta
seção.
■ Ping Ping é a ferramenta-chave utilizada para testar a conectividade de rede. Para
usar o utilitário Ping em um prompt de comando, digite ping host_remoto, em que
host_remoto é o nome ou o endereço IP de um computador remoto, servidor ou rote-
ador do qual você quer verificar a conectividade. Se o computador remoto responder
ao ping, você sabe que a conectividade com o host remoto foi verificada.
A Figura 1-24 mostra um ping bem-sucedido de um computador no endereço
192.168.2.2.

Figura 1-24 Ping bem-sucedido demonstrando que o computador local pode se


comunicar com um computador no endereço 192.168.2.2.

Na Figura 1-24, um endereço IPv4 recebeu um ping, e as respostas foram recebidas a


partir do mesmo endereço IPv4. Em certos casos, porém, uma tentativa de ping ocor-
re em um IPv6, tal como quando você envia um ping a um computador por nome em
um ambiente de trabalho em grupo. Essa saída é mostrada na Figura 1-25.

Figura 1-25 Um ping às vezes utiliza IPv6 para se comunicar com um


computador remoto.

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