Você está na página 1de 26

“A quantos, porém, a acolheram, deu-lhes poder de se tornarem

filhos de Deus”. (Jo1,12)


31 março 2011

Este Deus desconhecido

Quando o barquinho da vida faz água e a tempestade o ameaça,


pronunciamos um nome que aflora aos lábios de quem sofre, até mesmo no derradeiro suspiro:
mãe.
Não denota sempre a mãe terrena; aliás, para a pessoa um pouco familiarizada com as coisas
eternas, significa Maria.
Isto é tão real que, freqüentemente, “mãe” é o grito dos corações de Deus nos momentos da
provação. “Mãe!”
Eis aqui o segundo milagre de amor, depois da redenção: um Deus encanado e uma Mãe para
todos.
Nela, toda a esperança para o cristão.
Muitas vezes ocorre-nos perguntar: como fez Maria para viver na terra, sem perder, nas longas
agonias do seu coração traspassado, chamar uma, a Mãe? E o enxerto direto de seu espírito
com Deus mostra o esplendor único, a grandeza, a singularidade daquela que é “elevada mais
do que criatura”. Deus – sem dúvida – como para nós, e bem mais, foi o consolo do seu coração.
É possível que ela amasse alguém que lhe configurasse com mais propriedade – como para nós
ela mesma, Maria – a identificação com o amor? Imagino que algo parecido e mais, infinitamente
mais, do que encontramos em Maria, tenha ela – em sua labuta terrena a serviço do Pai,
ocupando-se do filho -, encontrado repouso e refrigério, força e audácia, capacidade de viver,
quando outras mortes a teriam esmagado, n’Aquela que sustentou a Igreja em sua época e em
todas as épocas: o Espírito Santo.
O Espírito Santo, ente Deus desconhecido, que, em nossa prestação de contas final,
perceberemos, com infinito pesar, não termos talvez suficientemente amado, e venerado, e
agradecido.
Ele, a alma do corpo místico de Cristo, a firmeza dos mártires de todos os tempos, a fluência das
águas vivas de todo sábio, a luz dos enviados de Deus, a certeza dos papas, o mestre dos
bispos, o amigo dos ministros, o perfume das virgens.
Ele conviveu com a imaculada encontrando as suas delícias em plasmar, escondido, a flor das
flores, e Maria, n’Ele e por Ele, elevou o anseio traduzido pelo coração humano com o doce
termo “Mãe” à altura mesma de Deus.

Chiara
Postado por VOLUNTARIOS às 13:00 Nenhum comentário: 
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no
FacebookCompartilhar no Orkut
Marcadores: Meditação

30 março 2011
CONTIGO

Rocca di Papa, 03 de Fevereiro 1983.

Caros amigos,

“Quem não progride, regride". Este é o pensamento de São Bernardo e de diversos "Padres da
Igreja" no que diz respeito à vida interior, ao caminho que leva à santidade ou, como
costumamos dizer, ao nosso progredir na Santa Viagem.
"Quem não progride", isto é, quem não melhora não fica parado, retrocede.
É por isso que temos realmente necessidade de permanecer todos unidos, como os alpinistas,
unidos à mesma corda, para nos ajudarmos e estimularmo-nos a caminhar, a dar sempre alguns
passos e assim não corrermos o risco de retroceder.
Nesse sentido a Palavra de Vida nos dá grande ajuda, pois, como sabemos, ela é a "lâmpada
para os nossos passos”.
Neste mês, ela nos diz: "Por causa de tua palavra lançarei as redes" (Lc 5,5). Esta é a resposta
de Pedro a Jesus, que o convidava a pescar. Não era aquele o momento adequado, pelo
contrário! Não existia, portanto, nenhum motivo humano para aceitar o convite de Jesus. Mas, já
que o discípulo acolheu com fé a proposta do Mestre, eis que acontece a pesca milagrosa.
Também nós somos chamados a uma pesca extraordinária, e a sermos pescadores, não de
peixes, mas de homens, de muitos homens: somos chamados a realizar o Testamento de Jesus:
"Que todos sejam um”
E de que maneira podemos realizar esta pesca? São Pedro responde: “Por causa de tua
palavra...". O meio, a causa, o segredo da pesca milagrosa é acreditar naquilo que Jesus diz,
acreditar na sua Palavra. E dar-lhe a nossa adesão.
A Palavra, portanto, é “luz para o nosso caminho"; a Palavra, que nos dá a certeza de não
retrocedermos, mas de progredirmos sempre, e é ela também a causa da pesca milagrosa.
Devemos nos apoiar na palavra, fixar-nos nela, permanecer em sua companhia.
Mas em qual Palavra de Jesus devemos nos apoiar, a qual delas aderir? Sem dúvida a cada
uma das Palavras de Jesus, e é isto que procuraremos fazer todo mês. E neste mês, em que
nos é oferecida a possibilidade de escolher, apontaremos o próprio Jesus como Palavra de
Deus, ou melhor, Jesus crucificado e abandonado, no qual sempre contemplamos a Palavra
plenamente revelada.
Nesses quinze dias, portanto, vamos aderir a Ele, permanecendo com Ele durante o dia inteiro;
ou melhor, digamos a Ele no momento Presente: “Contigo...”
Agindo assim, Ele nos sugerirá os atos de virtude que devemos praticar, os "cortes" que
devemos fazer, as mortificações a serem praticadas para morrermos a nós mesmos em cada
momento e ressuscitarmos à sua vontade. E já que o irmão é o nosso caminho para chegarmos
a Deus, Ele será a luz que nos orientará especialmente sobre o modo de sermos nada diante
dos nossos próximos para nos fazermos um com eles, dando assim a Jesus a possibilidade de
conquistá-los para o seu coração.
Será Ele que nos ensinará perfeitamente aquilo que nós chamamos de "técnica da Unidade",
que é o nosso modo de contribuir para a realização do Testamento de Jesus, e, de algum modo,
veremos repetir-se à nossa volta a pesca milagrosa.
Portanto, “com Ele”, abandonado, no momento presente, o nosso empenho nesses próximos
dias. Contigo, Jesus crucificado e abandonado, a fim de progredirmos na caminhada, pois
"Quem não progride, regride".

Chiara Lubich
Postado por VOLUNTARIOS às 13:00 Um comentário: 
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no
FacebookCompartilhar no Orkut
Marcadores: Chiara Lubich

29 março 2011

100 %

Todos sabemos que o nosso ideal pode ser definido com uma só palavra: amor.
O amor é toda a nossa vida, O amor é a alma da nossa oração, do nosso apostolado, de todas
as expressões da nossa existência.
O amor é também a saúde de nossa vida espiritual individual, assim como o amor recíproco é a
nossa saúde enquanto comunidade, enquanto Corpo místico de Cristo. Quando amamos, nada
nos falta, nos encontramos “inteiros”, diante de Deus, quer gozemos de boa saúde, quer
estejamos doentes.
Mas, amar quando gozamos de saúde é fácil. E fácil amar a Deus e aos irmãos. Amar quando
estamos doentes é mais difícil.
Porém, nunca na vida, como nestes dias, eu vi realizado este nosso “dever-ser”: amar na
doença. Poucas vezes vi alguém realmente doente, do qual no entanto se pudesse dizer: “Como
esta pessoa é sadia!”
Como vocês devem imaginar, tenho ido visitar Marilen[1], no Centro Mariápolis, onde está
passando estes dias “especiais” da sua doença. E minha impressão é de que ela é uma pessoa
realmente sadia, completamente sadia. Certamente que não é mais sadia no físico, mas é sadia
na alma.
Isto porque, quando nos consagramos a Jesus Abandonado, podemos aderir com o coração e
com a vontade, às suas visitas numa medida mais ou menos completa que pode ir de 20%, 50%,
70% a 100%.
Marilen adere 100%! A sua vida é um continuo “por Ti, Jesus!”, o que significa que oferece tudo
a Ele por nós, por esta Obra de Deus.
Quero lhes comunicar este maravilhoso exemplo de Marilen, a fim de poder fazer a mim mesma
e a vocês a seguinte pergunta: E justo que uma pessoa, mesmo encontrando-se em momentos
tão difíceis de sua vida terrena, viva com tanto empenho o matrimônio de sua alma com Jesus
Abandonado, enquanto nós, com mais saúde física, vivemos com mediocridade a nossa “tensão
à santidade”? Será que devemos esperar que Deus nos mande provações especiais, daquelas
que nos fazem chegar ao limite de nossas forças, para nos decidirmos a amá-Lo de modo total?
Não. Iniciou-se o sexto ano da nossa Santa Viagem, e devemos vivê-lo com todo o entusiasmo.
Alguém me disse que considerará este ano como se fosse o primeiro. Eu o aconselharia a
considerá-lo como se fosse o último, isto é, como o ano em que nos decidimos definitivamente,
diante de Deus, se seremos santos ou não.
Mas, se quisermos considerá-lo assim — e quem pode garantir-nos que não será mesmo o
último? -, não podemos perder mais tempo! Todos nós temos o Espírito Santo no coração e
conhecemos suas exigências e indicações. E Ele que nos diz: Agora é preciso amar Jesus
Abandonado, nesta dor, neste cansaço. Nesta outra situação devemos preferi-Lo vivendo uma
virtude, como o amor fraterno, por exemplo. Nesta outra, ainda, devemos escolhê-Lo num
aspecto da Obra, da Igreja ou da humanidade. Devemos cumprir o propósito de amá-Lo dia após
dia, sempre, até os 100%, como a Marilen. E, como ela, antes de cada ação, devemos repetir:
“Por Ti, Jesus!”
Se uma vida assim tão comprometida nos causa medo — o demônio é capaz de fazer tudo para
nos desencorajar —, recordemo-nos, como Marilen, da frase de Jesus: “A cada dia basta o seu
afã” (Mt 6,34). Amemos, portanto, aquele aspecto de Jesus Abandonado que encontramos hoje,
a cada momento. Para o amanhã teremos outras graças.
Deste modo poderemos acumular dias totalmente plenos, consagrados a Ele e com os quais
construiremos a nossa santidade.
Se, porém, fracassarmos, se O trairmos, se nos bloquearmos, saibamos que também por trás de
todas estas circunstâncias existe o seu vulto.
Que no fim de cada dia possamos responder a nós mesmos, ou melhor, a Jesus, que nos
interroga no fundo do coração sobre o andamento do dia: “Hoje foi bom, foi 100 % !”
Desse modo, vivemos também a Palavra de Vida do mês: “Sereis minhas testemunhas...
Abraçando 100% Jesus Abandonado, o Ressuscitado resplandece em nós e entre nós e dá
testemunho.
Estamos de acordo? Façamos como Marilen! Que nesses 350 dias que faltam para terminar este
ano, ao fim do dia, possamos sempre dizer:
“Hoje também foi 100%!”.

Chiara Lubich
[1] Maria Helena Holzhauser, uma das primeiras companheiras de Chiara, que naquela ocasião se
encontrava gravemente enferma.
Postado por Voluntários de SP às 13:00 Nenhum comentário: 
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no
FacebookCompartilhar no Orkut
Marcadores: Chiara Lubich; meditação

28 março 2011

O único momento para amar

Nas diversas espiritualidades que têm embelezado a Igreja através dos séculos,
muitos foram os modos sugeridos pelo Espírito Santo para ensinar os cristãos a se
anular: existem aqueles que se empenham constantemente em renegar a si
mesmos, em fazer mortificações até mesmo grandes; existem outros que tendem ao
assim chamado "nada", o nada de todos os apetites (ou seja, os desejos) e assim
por diante.
Nós, mesmo considerando o dever da renúncia, devemos seguir um caminho
particular: encontrar o nada de nós mesmos, pensando em Deus e na sua Vontade, e
no próximo, vivendo em nós as suas aflições, os seus sofrimentos, os seus
problemas, as suas alegrias.
Sim, amando.
Se somos sempre amor, no presente, nós, sem que nos apercebamos, somos um
nada para nós mesmos.
E porque vivemos o nosso nada, afirmamos com a vida a superioridade de Deus, o
fato de Ele ser Tudo.
Ao mesmo tempo, porém, porque somos nada no presente por sermos amor, Deus
nos faz imediatamente partícipes de sua vida, e então, por nós mesmos somos
"nada" e por causa d’Ele, "tudo".
E, portanto, assumimos sempre como nossa a Vontade de Deus: aquela que
conhecemos e programamos, e a imprevista, que se manifesta dia após dia, hora
após hora.
Fazendo assim, não será somente a nossa oração a lhe dizer: "Tu és tudo, eu sou
nada", mas será a nossa própria vida a proclamá-lo.

* * *
Para alcançar a união com Deus "sentida", ao menos com os sentidos da alma, é
necessário aprender a fazer bem a Divina Vontade no momento presente.
Se somos generosos com Deus, a sua luz entra, pouco a pouco, em nossa mente; o
seu amor, em nosso coração; e nós conseguimos "sentir" a sua presença suave,
pacífica e plena, até chegar ao ponto de percebê-la quase constantemente em nós.
Devemos empenhar-nos bem neste ponto: ser sempre a Vontade de Deus viva no
momento presente.

* * *

O que fazer para que, no encontro final com Jesus, sejamos aquilo que Ele espera? O
melhor seria mergulhar no momento presente, viver o presente intensamente com
aquela solenidade que significa fazer as coisas sem pressa, com perfeição . Fazer
tudo por Jesus, e dizer-lhe "Por Ti", oferecendo-lhe sempre aquela ação, aquela dor,
aquela alegria de viver bem, momento por momento.
Na minha opinião, seria esta a receita para nos prepararmos para o encontro final
com Ele.

* * *

Este é o critério para viver bem a Vontade de Deus: ela deve ser vivida no momento
presente da vida. É no presente que devemos permanecer no raio de sol daquela
Vontade, que é diferente para cada pessoa.
No início, durante os primeiros meses e primeiros anos, será fácil sair do raio de sol
e retornar para a escuridão da nossa vontade.
Mas não é o caso de se surpreender.
É sabedoria não perder mais tempo com o desalento e com a contemplação das
fraquezas pessoais, e retornar sempre, imediatamente, ao raio de sol.
Isso é uma ascese e requer treinamento.
A Vontade de Deus será sempre variada. Às vezes será manifestada pelos deveres
do próprio estado, ou pelas circunstâncias alegres, indiferentes ou dolorosas da
nossa vida ou da vida dos irmãos; em outras ocasiões, ainda, por um mandamento
ou conselho evangélico; outras vezes, pelo ensinamento da Igreja; em outros
momentos, pelas coisas simples que devemos fazer a cada dia para nos sustentar,
nos vestir, cuidar bem da nossa casa ou escritório e assim por diante.
Outras vezes será manifestada também pelas inspirações.
Esforçando-nos em viver sempre a Vontade de Deus no presente, a voz de Deus, que
cada coração guarda, se fará ouvir cada vez mais forte e será mais fácil percebê-la e
saber, portanto, aquilo que devemos fazer.
***

Se em algum momento estivermos em dúvida sobre qual é a Vontade de Deus para


nós, entre duas ações indiferentes (as más ações, Deus não as quer jamais)
devemos sem demora escolher uma, dizendo ao Senhor no fundo do coração: "Se eu
estiver enganado, recoloca-me no caminho justo". E Ele, que é amor, nos conduzirá
pela estrada certa.
Assim caminharemos por anos a fio, por tantos anos, meses ou dias quantos Deus
nos conceder, sustentados pela graça santificante e pela graça atual que nos auxilia
justamente na ação do momento presente.
Cristo viverá em cada um de nós por períodos cada vez mais longos, até que cobrirá
todo o nosso dia com a sua vida.
Então poderemos chegar a dizer: não sou mais eu que vivo, é Cristo que vive em
mim.
E esta é a santidade.
Quantas vezes muitos desejam se tornar santos, mas não sabem como acertar o
caminho.
Eis, então, um caminho para chegar à santidade, bom para todos.
A Vontade de Deus no presente.

Chiara Lubich[1]

[1] Alguns  Pensamentos de Chiara Lubich sobre o momento presente Publicado nos últimos anos.
Postado por Voluntários de SP às 13:00 Nenhum comentário: 
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no
FacebookCompartilhar no Orkut
Marcadores: Chiara Lubich

26 março 2011

MISSÃO DA MULHER: REALIZAR O AMOR

Maria, a mulher realizada

Quando a mulher é outra Maria, o que significa virgem, mãe, esposa… mas,
sobretudo, "portadora de Deus", ela pode fazer muito por todos os homens, porque a
mulher – se é plenamente mulher – é o coração da humanidade.
Nos tempos atuais, saturados de ateísmo, de ódio, em que o espírito é
freqüentemente sufocado e desvalorizado, a mulher, com sua natural inclinação para
o divino, com sua perene tendência ao amor e sua capacidade de penetração na
realidade cotidiana, tem uma tarefa de primeira ordem na sociedade, para renová-la
e curá-la.
E pode fazê-lo.
Homens e mulheres, ainda crianças, são criados em seus braços.
Por tudo isso espera-se, hoje, muito da mulher para a renovação da sociedade.
Conscientes da própria identidade, as mulheres pretendem hoje – ao contrário do
passado – dar a sua contribuição máxima, original e insubstituível, solidárias entre
elas, mas também com os homens, a fim de tecer toda uma rede de relações entre
os indivíduos e entre os povos, que deverá compor o futuro do mundo.
Mas, mesmo quando as mulheres tiverem obtido todas as reivindicações legítimas,
elas se sentirão plenamente realizadas? Não.
Necessitam de algo mais profundo!
As mulheres atingirão a plenitude do próprio ser somente naquele Jesus que
demonstrou um imenso amor por elas, restituindo-lhes a própria dignidade. (...) Elas
deverão fazer a experiência de um encontro profundo com Jesus; devem deparar
novamente com ele.
Só Cristo as realiza plenamente, como foi Cristo o único que as realizou no passado.
Quem pode negar que Catarina de Sena, Rita de Cássia, Rosa de Lima, Clara de
Assis, Joana d’Arc foram mulheres no mais perfeito sentido da palavra, plenamente
realizadas? Encontrar-se com Jesus!... Significa deixar-se iluminar, penetrar,
inflamar, transformar pela Sua mensagem.
Jesus, Filho de Deus-Amor, veio à terra para viver e morrer por amor, para restaurar
toda coisa e criatura com o amor, pois este é o ponto central de sua doutrina para
chamar cada ser ao amor: vocação, que atrai a mulher em particular.
(...) A caridade é fundamentalmente sacrifício, é viver pelos outros no esquecimento
de si mesmo.
E a mulher, afirma João Paulo II na encíclica Mulieris dignitatem , "com freqüência
sabe resistir ao sofrimento mais do que o homem" (MD 19). Portanto, há uma
especial predisposição da mulher ao amor, à caridade. Àquela caridade que é o maior
carisma (cf. 1Cor 13,13). Carisma que a Igreja e a humanidade hoje parecem ser
particularmente chamadas a viver, se quisermos reafirmar na Igreja, como fez o
Vaticano II, que é preciso imitar a Igreja primitiva, quando os cristãos eram um só
coração e uma só alma pelo amor; se quisermos falar e nos encaminhar rumo à
civilização do amor.
Encontrando uma Obra da Igreja, estas mulheres encontram-se com Jesus, com
Jesus vivo.
E, tal como no tempo em que ele estava fisicamente presente, elas sentem que seu
amor, sua mensagem lhes dá o que existe de mais importante. (...) A mulher
compreende que a história da humanidade é uma lenta e difícil descoberta da
fraternidade universal em Cristo e trabalha para que esta se concretize em todos os
níveis.
O amor que vive no seu coração é universal, ama a todos, não faz distinção nem
acepção de pessoas.
E, por viverem o amor ao próximo e o amor recíproco, gerando assim
espiritualmente Cristo entre os homens, as mulheres sentem-se particularmente
próximas de Maria, que deu Jesus fisicamente ao mundo.
Maria é o modelo que elas imitam em tudo, porque é o tipo da virgem, da noiva, da
esposa, da mãe, da viúva e, ao mesmo tempo, é aberta e se interessa pelos grandes
problemas da humanidade, como revela oMagnificat. Aliás, talvez seja Maria mesma
que, sentindo-se também hoje interpelada por Deus na tarefa de restituir a
dignidade à mulher, como clamam os tempos, plasma estas mulheres na sua própria
forma e lhes ensina, em primeiro lugar, qual é o principal segredo do verdadeiro
amor cristão: a cruz, o sacrifício.
Foi desta forma, de um modo particular, que Jesus demonstrou o seu amor ao
mundo.
Com esse amor, Maria, na participação da paixão do Filho, tornou-se mãe de todos
os homens.
Estas mulheres, ao seguirem Maria, devem percorrer a mesma estrada dela a fim de
serem também elas, de alguma forma, mães de muitos.
E de fato o são.
Que Maria lembre às mulheres que (…) o amor e a dor são fontes de inesgotável
alegria, ambas condições para as mulheres se tornarem artífices de unidade e paz.
Chiara Lubich[1]

[1] Escritos espirituais editados na Revista Cidade Nova no dia internacional da mulher.  Chiara


Lubich   Apresenta alguns pensamentos em relação a esse tema.
Postado por Voluntários de SP às 13:00 Um comentário: 
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no
FacebookCompartilhar no Orkut
Marcadores: Chiara Lubich

25 março 2011

O silêncio de Deus

É um assunto difícil, o mais difícil de enfrentar diante de pessoas pertencentes a um


povo que, mais do que qualquer outro, experimentou neste século de sofrimento a
dor indescritível da Shoah [1] , a terrível tragédia que levou um de seus grandes
pensadores a cunhar a metáfora do "Eclipse de Deus", pois Auschwitz [2] colocou em
discussão a própria fé.
(…) Não foram os duros tempos de guerra que nos levaram a refletir sobre a dor.
Pelo contrário, devemos afirmar que a fé no amor de Deus era tão luminosa e
gratificante, que fazia desaparecer para nós os horrores da guerra, embora
vivêssemos no meio de todos, compartilhando as tragédias de quem estava ao nosso
lado.
Um dia a nossa atenção foi atraída por aquele grito em aramaico de Jesus na cruz:
“Eli, Eli, lemá sabactáni?”, “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”, que é
o início do Salmo 22. Alguém nos dissera que tinha sido a expressão da maior dor de
Jesus, pois, abandonado por todos, sentiu-se abandonado também pelo Pai.
Este fato nos fez refletir.
Como o Pai permitiu que Jesus experimentasse uma dor tão grande? Ele não amava
infinitamente seu Filho? Então entendemos: ele permitiu isso porque havia um
desígnio de amor particular sobre Jesus.
Ele devia sofrer por todos os homens e depois ressuscitar.
E os homens que acreditassem nele ressurgiriam com ele.
Jesus, elevado ao céu, gozaria por toda a eternidade também por aquilo que fizera
na terra.
Assim, para nós, a dolorosa história humana de cada um foi iluminada pela história
de Jesus.
Nós também somos filhos de Deus.
Também para nós existe um esplêndido desígnio.
Vale a pena sofrer para realizá-lo.
Penso que a tradição e a história do povo judeu não sejam alheias à meditação sobre
a dor que Jesus experimentou.
Impressionou-me um trecho do Talmude [3] : ´Quem não experimenta o "ocultar-se"
de Deus, não faz parte do povo judeu (Tb, Hagigah 5b). Toda a história hebraica,
desde Abraão, é pontilhada por momentos e situações que parecem marcados pelo
"ocultar-se da face de Deus". Não é sem motivo que os Salmos, muitas vezes,
exprimem a angústia pela experiência feita quando "Deus escondeu a sua face".
Mas, o "ocultar-se" de Deus não significa ausência de Deus.
Talvez nesta terra permanecerá sempre um mistério o motivo pelo qual Deus
permitiu essa escuridão.
Mas o eclipse passa.
A Shoah, esse trauma que marcou a história da humanidade, e não só do povo
judeu, não foi a vitória definitiva do mal.
Então, é possível o surgimento de uma nova vida? É possível que a face de Deus
apareça novamente depois de um eclipse tão terrível? Com esta esperança, "a
memória", que é tão importante, pode servir para dar um novo rumo à história e
para construir um mundo novo.
A minha oração e os meus votos são: que se recorde a Shoah cada vez mais como
uma passagem, como o fim de uma época e o início de outra, nova, justamente
porque Deus nunca revogou a aliança com seu povo.
E nós estaremos todos os dias ao lado de vocês, neste caminho que também é
nosso.
Chiara Lubich[4]

[1] Shoah: tentativa, por parte do regime nazista, de exterminar o povo judeu durante a Segunda
Guerra Mundial, também conhecido como Holocausto .
[2] Auschwitz: campo de extermínio na Polônia, protótipo dos campos de concentração nazistas.
[3] Talmude: doutrina e jurisprudência da lei mosaica.
[4] Chiara Lubich responde a uma pergunta feita por judeus participantes do Movimento dos
Focolares sobre o significado da dor.
Postado por Voluntários de SP às 13:00 Nenhum comentário: 
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no
FacebookCompartilhar no Orkut
Marcadores: Chiara Lubich

24 março 2011

O JEITO DE SER DA OBRA DE MARIA É 0 AMOR

Ultimamente vimos como os Céus alegram-se e rejubilam-se


com as conversões e por isso nos comprometemos em trabalhar com perfeição na nossa Obra
que produz tais frutos. Nestes últimos quinze dias procuramos sobre tudo aperfeiçoar o nosso
relacionamento com Aquela que é a condutora e a primeira fundadora do nosso Movimento:
Maria.Hoje queremos refletir sobre qual deve ser o nosso "estilo", o nosso modo de agir na Obra.
Está se iniciando um novo ano Ideal, e para cumprir os nossos deveres com eficiência
necessitamos de um grande patrimônio de virtudes. Na Palavra de Vida deste mês, também São
Paulo nos convida a não sermos tímidos no servir a Deus, mas a sermos fortes, cheios de amor
e de sabedoria*. 0 que fazer, então, para adquirir e aprimorar essas e todas as outras virtudes
que nos são necessárias?É simples e o nosso Ideal tem a sua resposta: deixar que Jesus viva
em nós, em lugar do nosso eu.Mas de que maneira podemos deixar que Jesus viva em nós?
Sendo o amor, como Deus é amor (Cf. Jo 4,16). Saindo de nós mesmos para amar os
outros.Nós falamos sempre de amor e poderia parecer supérfluo evidenciá-lo também dessa
vez. Mas não é assim... 0 homem velho (Cf. Ef 4,22) - o "não-amor" está sempre pronto para nos
dominar, acobertado, talvez, por mil desculpas.0 novo ano que iniciamos deve ver o "Homem
Novo" (Cf. Ef 4,24) resplandecer decididamente em nós. Com isso, atuaremos bem onde
estivermos, levaremos tudo para frente e construiremos a Obra, e assim, também, a Igreja.
Vamos retomar ao início, àquilo que é o "alfa" da nossa espiritualidade: o amor. É este o nosso
carisma. E é o amor o elemento de que o mundo mais precisa hoje. Olhemos à nossa volta.
Onde encontramos o amor que Jesus trouxe à terra? Pelas ruas, no comércio, nos bares, nos
escritórios, por toda parte os homens passam um ao lado do outro com indiferença. Vejamos os
jornais: as crônicas focalizam quase sempre episódios tristes, de violência. Existe o amor
humano que une ainda muitas famílias e amigos, mas é difícil encontrar o amor cristão.
Podemos descobri-lo em algum "oásis" espiritual, entre pessoas consagradas ou comunidades
de cristãos engajados, mas geralmente não o encontramos no mundo.Nós fomos criados e
escolhidos por Deus para, junto com outros, difundir este amor. É este o grande dom que
podemos oferecer à humanidade.Somos muitos, é verdade, mas ao mesmo tempo somos
poucos demais em relação à população do mundo. Além disso, Deus nos difundiu por toda parte
e é por isso que também nós raramente podemos dar um testemunho em larga escala daquilo
que é verdadeiramente a natureza do cristão: "ser amor". Contudo, não percamos a coragem!Se
Deus, através de nós, estendeu-nos como uma larga rede sobre a terra, chegará o tempo em
que ela se tomará mais fina e o mundo poderá mais facilmente constatar, também através de
nós, o fogo que Jesus trouxe à terra.Mas este fogo será uma realidade amanhã se hoje formos
aqueles que devemos ser. Nós devemos "ser amor", exatamente aquilo que o mundo não é.É o
amor o "estilo" da Obra de Maria.Vamos sair de nós mesmos para amar os outros! E
permaneçamos nessa tensão.Vamos partir decididos! Engrenemos a marcha da Obra,
reacendamos o amor no nosso coração! Para que o mundo conheça logo, por toda parte, o amor
verdadeiro, lancemo-nos ao amor!
ChiaraRocca di Papa, 9/10/1986.
*"Pois Deus não nos deu um espírito de medo, mas um espírito de força, de amor e de sabedoria"
(2Tm 1,7).
Postado por VOLUNTARIOS às 13:00 Nenhum comentário: 
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no
FacebookCompartilhar no Orkut
Marcadores: Chiara Lubich

23 março 2011

Arte e espetáculo

As dimensões da beleza e da arte sempre tiveram a ver com o Movimento dos Focolares. Desde
os primeiros tempos, nos anos quarenta, um fato era evidente: o carisma da unidade, em todas
as suas ramificações e expressões, teria convidado homens e mulheres, de todos os tempos, a
manifestar não apenas a bondade e a verdade de Deus, mas também a Sua beleza.
Em um discurso na Mariápolis de 1964, Chiara mesma afirmou: “Sendo que o mundo que nos
circunda é distante de Deus e, muitas vezes, propenso a opor-se à Igreja (…), e como nós
desejamos viver um cristianismo genuíno, é conveniente mostrar – sempre pela caridade – não
só a bondade e a verdade da Igreja, mas também a beleza, com o modo de decorar e de vestir”.
A harmonia que se estabelece entre as pessoas, e que se exprime em todas as dimensões
externas da vida, como efeito da unidade, é característica de um “povo” que vive segundo o
mandamento do amor evangélico. Esta vocação à harmonia caracterizou a vida do Movimento
em todas as fases de seu desenvolvimento. Com o passar do tempo ela não se limitou ao
vestuário e à habitação, mas envolveu inclusive o âmbito artístico, ambiente naturalmente
privilegiado para a transmissão da beleza.
“Sacia esta sede de beleza que o mundo sente, manda grandes artistas, mas plasma com eles
grande almas, que com o seu esplendor encaminhem os homens ao mais belo dentre os filhos
dos homens, Jesus!”.
Assim Chiara escreveu, em maio de 1961, no manifesto programático dedicado ao Centro Ave,
que nascia naquele período, com o primeiro grupo internacional de artistas: Ave Cerquetti,
Marika Tassi e Tecla Rantucci. Propuseram-se o trabalho de equipe como expressão da vida de
unidade na arte; nele os valores espirituais e expressivos individuais poderiam fundir-se na
doação recíproca, para tornar-se patrimônio comum.
Loppiano, 23 de dezembro de 1966: na Mariápolis permanente, recém-inaugurada, reuniam-se
milhares de pessoas, e a música se fazia necessária, com cantos e danças que evidenciassem o
espírito de acolhida e respeito recíprocos. Chiara Lubich presenteou aos jovens, que haviam
formado grupos musicais, uma guitarra e uma bateria. A dos rapazes era vermelha, a das moças
era verde. As cores dos instrumentos deram nome aos dois grupos, atualmente conhecidos no
mundo inteiro como Gen Rosso (vermelho, em italiano) e Gen Verde. Nesses nomes uniram a
cor e a palavra Gen, e assim os dois grupos ligaram a própria atividade às novas gerações dos
Focolares, que nasciam naqueles anos. Jovens de todo o mundo comprometiam-se com a
realização de um projeto de fraternidade universal, inclusive no âmbito artístico, tão amado e
particularmente próximo dos jovens. Em seguida vários grupos, de diferentes tendências e
gêneros musicais, seriam compostos por eles.
Atualmente são numerosos os artistas, com diferentes linguagens artísticas e de várias partes do
mundo, que trabalham e vivem assim: colocando em primeiro lugar a “mútua e contínua
caridade” entre eles e o próximo, procurando doar ao mundo a beleza de Deus através do
talento artístico. E o fazem nos laboratórios de pintura, nos palcos, nos estúdios, e assim por
diante. Artes figurativas, música, teatro e espetáculo, poesia e literatura. A arte, vivida segundo o
modelo evangélico, pode revelar as suas características peculiares para cada uma destas
expressões.
Após os primeiros encontros para artistas aderentes ao Movimento dos Focolares, realizados
nos anos setenta, deu-se a reviravolta. No mês de abril de 1999, durante um congresso
internacional, lançaram-se as bases de uma “rede” de artistas comprometidos em iniciativas de
toda espécie e consistência, sozinhos ou em grupo, nas mais diversas nações do planeta.
“A beleza salvará o mundo”, dizia Fëdor Dostoevskij. É o que cada artista experimenta quando
procura “doar” ao outro as próprias intuições, as próprias descobertas, num intercâmbio profundo
de ideias e experiências, que demonstram a harmonia entre arte e vida.
É assim que se imprime na obra de arte aquela dimensão de eternidade, que dá credibilidade à
sofrida e extraordinária inspiração de cada artista.

Extraído: http://www.focolare.org/pt/all-opera/arte-e-spettacolo/

Postado por Voluntários de SP às 13:00 Nenhum comentário: 


Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no
FacebookCompartilhar no Orkut
Marcadores: Noticias

22 março 2011

O projeto de uma nova humanidade


Há ainda uma verdade, uma verdade evangélica para a qual desde o início do Movimento o
Espírito despertou a nossa atenção especial e que somos chamados a atuar com o máximo
empenho. É a verdade pela qual, onde estivermos unidos em nome de Cristo, Ele estará
presente (cf. Mt 18,20).
Ele é uma realidade que não passou pelo mundo unicamente 20 séculos atrás, mas que, como
Ressuscitado, torna-se presente entre nós todas as vezes que nos amamos como ele quer, ou
seja, compartilhando entre nós esperanças, aspirações, necessidades, penas, lutas, conquistas,
conforme a sua impressionante promessa: "Estarei convosco todos os dias até o fim do mundo" (
Mt 28,20).
Nós, que somos chamados a edificar a cidade terrena, devemos de certo modo continuar a obra
do Criador.
Ora, para quem se dirigiu o Pai quando fez a criação? O Evangelho diz: "No princípio era o
Verbo… Tudo começou a existir por meio d’Ele…" ( Jo 1,1-3). Tudo começou a existir por meio
d’Ele, do Verbo.
Portanto, o Verbo teve uma função na criação.
Nele estava o projeto do homem e da criação.
No Verbo o Pai admirou o homem quando criou.
Nós, que desejamos colaborar para a renovação do mundo, para quem devemos olhar a fim de
edificar a cidade terrena em harmonia com a criação e como prosseguimento da obra do
Criador?
Olharemos para o Verbo encarnado.
Isto será mais fácil se Ele estiver presente entre nós.
Ninguém melhor do que Ele poderá sugerir-nos o que devemos fazer; ou estimular-nos naquilo
que já iniciamos; corrigir-nos ou dar-nos coragem para recomeçarmos tudo de novo.
A presença de Jesus entre nós é importante também por um outro motivo.
Sabemos que o homem traz consigo, como uma ferida incurável, a nostalgia do sobrenatural; o
divino atormenta-o, o infinito persegue-o e o eterno o atrai.
Sabemos também que, mesmo conseguindo renovar toda a humanidade, construindo realmente
um mundo novo, ele (o homem) não teria alcançado ainda aquilo que mais deseja.
E por quê? Porque ele foi criado para uma vida que não morre.
Daí a necessidade de evidenciar também neste caso uma verdade: o homem, ao construir a
cidade terrestre, pode desde agora edificar algo que não passa, porque pode contribuir com seu
esforço, com o seu trabalho para os "novos céus" e a "nova terra" ( 2Pd 3,13) que o esperam.
De fato, ao redimir o cosmo, Cristo redimiu também a atividade humana, ou melhor, redimiu
também as obras do homem.
O universo não será anulado, mas transfigurado.
Não haverá ruptura entre esta e a outra vida, mas continuidade.
Também os bons frutos da nossa natureza e da nossa operosidade (aquilo que construímos dia
após dia) não só não desaparecerão, mas os encontraremos de novo purificados, iluminados e
transfigurados (cf. Gaudium et Spes 39). É uma verdade exaltante; é uma visão consoladora e
sublime da vocação do homem chamado a transformar a terra com o seu próprio trabalho.
Mas há uma condição para que tudo isso se realize.
As obras do homem permanecerão se tiverem sido edificadas no mundo conforme o
Mandamento Novo (cf. GS 38). Ora, quem poderá garantir-nos que o nosso esforço é feito desta
maneira? Quem poderá dizer-nos que estamos construindo realmente “sobre a rocha do amor”,
assegurando-nos assim que o que fazemos não morrerá?
Será Jesus em nosso meio.
Jesus entre nós — que sublima a pequena e a grande sociedade, que faz com que ela seja ao
mesmo tempo célula da cidade terrestre e célula da cidade celeste — será a nossa garantia.
Com efeito, Ele está plenamente presente ali onde vive o amor.
Ele é, ao mesmo tempo, dom de Deus e efeito daquela caridade recíproca que devemos
estabelecer como base de toda a nossa atividade.
Jesus entre nós! Portanto, nele está o projeto de uma humanidade nova! Nele a garantia de que
nossas obras permanecerão.
Como não considerar fascinante o caminho que empreendemos e o que se abre diante de nós?
E como não é possível pensar e sonhar com uma nova humanidade, quando está conosco
Aquele cujo Espírito pôde dizer: “Eis que faço novas todas as coisas” ( Ap 21,5)? 
Chiara Lubich[1]

[1] CH Pensamento Espiritual de Chiara Lubich ano 2000


Postado por Voluntários de SP às 13:00 Nenhum comentário: 
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no
FacebookCompartilhar no Orkut
Marcadores: Chiara Lubich

21 março 2011

Uma graça a mais

Somos filhos e filhas do nosso tempo.


Se por um lado admiramos, extasiados, suas conquistas técnicas e científicas, por outro, notamos
alguns exageros em certas exigências que, se não forem bem ponderadas, podem nos desgastar
inutilmente.
Então, torna-se útil fazer uma pequena avaliação para analisar o que em nós está certo e o que
não está.
De fato, somos filhos do nosso tempo, um tempo que ama — e quase adora — o ativismo louco,
que valoriza quase exclusivamente a eficiência das pessoas, que dá valor a algumas profissões e
menospreza outras, quando não as despreza; que encobre no silêncio certos momentos da vida,
por medo, na ilusão de eliminá-los...
Esse modo de pensar pode chegar a influenciar aqueles de nós que, ofuscados por tais
tendências, desperdiçam inutilmente as próprias energias, criando assim, na sua vida, um
desequilíbrio perigoso.
Não podemos generalizar, mas também temos de admitir que, inclusive entre os cristãos mais
atuantes, pode existir o perigo de considerar, por exemplo, a própria atividade tão importante,
tão original, a ponto de pensar que se torne necessário empregar quase todo o tempo disponível
para preparar programas, cartas, encontros, artigos, entrevistas, para fazer palestras, e assim
por diante.
Esse pensamento pode prevalecer de tal forma que se chega a conceber como inúteis até mesmo
os dias dedicados ao descanso, ou considerar as doenças, que Deus permite em vista de um
objetivo de amor preciso, como um empecilho para a própria vida.
Acontece, então, que na hora dedicada diretamente a Deus se reza apressada ou distraidamente,
devido aos contínuos pensamentos que voltam e insistem sempre na atividade.
Ou ainda, acontece que não se sabe parar para comunicar as próprias experiências espirituais
aos irmãos ou às irmãs e se prefere odiar, acabando depois, na prática, por negligenciar esta
importante ajuda mútua.
Estas e muitas outras atitudes, infelizmente, são erros em que podemos cair.
Mas, quando a situação é essa, estamos bem longe de tender àquela perfeição à qual somos
chamados, bem longe de atingir a meta que nos propusemos nos momentos de luz da nossa
vida!
Sim, porque todos nós somos chamados realmente à santificação e a nos tornarmos santos
segundo o Coração de Deus.
Aquele Deus que nos ama um a um com um amor imenso e que sonhou e projetou para nós um
caminho específico a seguir e uma meta precisa a ser atingida.
Então, é preciso recolocar-se na vida espiritual, pois o remédio para esses males existe: é
chamado de sanatotum  (aquilo que cura tudo), e é tão essencial que, só em pronunciá-lo, os
santos entram em êxtase.
Ele é: fazer o que Deus quer, a sua vontade, ou seja, obedecer a Deus, pois afinal é este o modo
de amá-lo; este ato de obedecer é tão importante que leva santa Maria Madalena de Pazzi a
dizer: "Uma gota de simples obediência vale um milhão de vezes mais que um vaso inteiro da
mais fina contemplação"[1]. E leva São Nicolau de Flüe a afirmar que a obediência é a mais alta
virtude.
Devemos ser conscientes — e este é um grande dom — de que, para cada ação que realizamos
desse modo existe uma graça especial que acompanha a "graça santificante" [2] , a assim
chamada "graça atual". É uma ajuda para cada momento presente, que "consiste concretamente
em iluminações da inteligência e inclinação para o bem, tanto no campo da vontade como no da
sensibilidade"[3]. É uma coisa muito grande, sobre a qual talvez pouco refletimos.
Procuremos aproveitar essa graça ao máximo; que ela não se perca, porque a cada momento em
que nós vivemos a vontade de Deus, recebemos esta graça.
Assim, nos encontraremos com muitos dons de luz e de força a mais na alma, seremos mais
plenos de Deus.
Lembremo-nos: é o sanatotum  .
Chiara Lubich

[1] W. Mühs, Per amore del regno , Cinisello Balsamo, 1999, p. 103;


[2] A graça é uma "participação na vida divina"; introduz-nos na intimidade da vida trinitária. Trata-se da
"graça santificante" ou "deificante", recebida no Batismo. Em nós ela é a fonte da obra santificadora. A graça
santificante é um dom habitual, uma disposição estável e sobrenatural para aperfeiçoar a própria alma e torná-
la capaz de viver com Deus, agir por seu amor. As "graças atuais" designam as intervenções divinas, quer na
origem da conversão, quer no decorrer da obra de santificação (Catecismo da Igreja Católica n. 1997-
1999-2000);
[3] A. De Sutter, in Dizionario di spiritualità , vol. 1, Roma 1975, p. 912.

Postado por Voluntários de SP às 13:00 Nenhum comentário: 


Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no
FacebookCompartilhar no Orkut
Marcadores: Chiara Lubich

20 março 2011

Diretamente do Japão
16 Março 2011
Carta de uma amiga da cidade de Tocigi (300 km de Tóquio), com a narrativa de
quem viveu em primeira pessoa o dia 11 de março. Na situação dramática emergem
sinais de esperança, a partir da solidariedade entre todos.
Tocigi, 15 de março de 2011
Caríssimos, obrigado, com todo o coração, pelo amor de vocês e pelas saudações!
Digo-lhes logo que eu, minha família e os parentes, estamos todos vivos! Moramos
em Tocigi, 300 km ao norte de Tóquio.
No dia 11 de março estava fazendo compras, com um amigo, quando de repente o
terremoto começou, cada vez mais forte: um tremor de sete graus na escala sísmica
japonesa. No supermercado quase tudo caiu das prateleiras e depois a luz se
apagou! As lâmpadas de neon se despedaçaram.
Saímos, esperamos um pouco e depois fomos pegar o carro no estacionamento.
Todos os pilares estavam rachados. A rua já estava cheia de carros e de gente. Os
semáforos não funcionavam. Estávamos tomados pelo pânico. No carro
continuávamos a sentir os tremores.
Depois de quase uma hora chegamos em casa. O teto estava quase quebrado e
havia muitas rachaduras nas paredes. No cemitério todos os túmulos se romperam.
Meu pai e meu irmão, que trabalham na prefeitura, não conseguiam voltar para
casa. Ficaram ajudando as pessoas, procurando escutá-las, indo de casa em casa
para ajudar e visitando os anciãos que moram sozinhos… ontem à noite, finalmente,
conseguiram voltar para casa, mas esta manhã já saíram novamente.
Um amigo meu trabalha numa empresa, mas em casos de emergência faz parte dos
bombeiros. Ontem ele e os outros amontoaram sacos de terra, para controlar o
constante risco de avalanches. São heróis!
Os nossos vizinhos foram se refugiar numa escola primária, perto da nossa casa. As
lojas estão fechadas e também os postos de gasolina: “Terminou tudo!”.
Por quatro dias vivemos sem água e eletricidade, somente às três da manhã a luz
voltou. Mas nós temos comida, cama e casa!
Quando aconteceu o terremoto lembrei-me da experiência de Chiara Lubich na
guerra. Tudo desmorona, resta somente Deus. Se tenho Deus, tenho tudo! Fiz uma
experiência realmente muito profunda.
A família do focolare está bem! Os parentes de uma focolarina moram numa cidade
muito danificada e ela não conseguia contatá-los, mas hoje soube que todos estão
bem. Agradeçamos a Deus!
Nas zonas do epicentro moram alguns de meus amigos. Uma delas se salvou,
mas não sabemos onde está a sua família… Lá perto estão as centrais nucleares. Já
houve uma explosão de grande risco pela radioatividade. As notícias dizem que as
vítimas aumentarão. Houve também a explosão do hidrogênio.
A partir de hoje começa o racionamento de corrente elétrica, que vai continuar até o
final de abril.
Até este momento os mortos são mais de 7200, e os desaparecidos mais de 5 mil.
Uma cidade praticamente desapareceu com a passagem do tsunami. Uma quadra de
esportes, perto do epicentro, tornou-se uma câmara mortuária.
Nesta situação dramática está nascendo um forte vínculo entre todos e nos
ajudamos reciprocamente. Trocamos comida, velas e outras coisas com os vizinhos.
Hoje minha mãe ofereceu-se como voluntária para as necessidades na cidade.
Obrigada, mais uma vez, pelas orações e a proximidade de vocês!
Hiromi Onuki (Redi)

(Retirado do site do Movimento dos Focolares)


Postado por Voluntários de SP às 12:59 Nenhum comentário: 
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no
FacebookCompartilhar no Orkut
Marcadores: Noticias

19 março 2011

O dom maior

"Pois a quem tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas a quem não
tem será tirado até o pouco que tem." ( Mt13,12)

Estas palavras de Jesus são tão importantes que o Evangelho de Mateus as


menciona duas vezes. Elas mostram claramente que a economia de Deus não é igual
à nossa.
Os seus cálculos são sempre diferentes dos nossos, como, por exemplo, quando dá
ao "operário da última hora" a mesma diária paga àquele que trabalhou desde a
primeira hora.
Jesus pronunciou estas palavras para responder aos discípulos que lhe perguntavam
por qual motivo falava a eles abertamente, enquanto que aos outros se dirigia em
parábolas, de maneira velada.
Jesus doava aos seus discípulos a plenitude da verdade, a luz, justamente porque
eles o seguiam, porque para eles Jesus era tudo.
A eles, que tinham aberto o próprio coração a Cristo, que estavam plenamente
dispostos a acolhê-lo, que já tinham Jesus ("a quem tem…"), ele se dá em
plenitude ("…será dado ainda mais, e terá em abundância").
Para compreender este modo de agir do Mestre, pode ser útil lembrar outra frase
semelhante, citada pelo Evangelho de Lucas: "Dai e vos será dado”.
Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será colocada no vosso regaço".
Nas duas frases, de acordo com a lógica de Jesus, ter("a quem tem será dado")
equivale a dar  ("a quem dá será dado").
Tenho a certeza de que também você já experimentou esta verdade do Evangelho.
Quando você socorreu uma pessoa doente, quando consolou alguém que estava
triste, quando confortou com sua presença alguém que se sentia só, você não
experimentou uma alegria e uma paz que não se sabe de onde vêm? É a lógica do
amor.
Quanto mais alguém se doa, tanto mais se sente enriquecido.
Então poderíamos traduzir da seguinte maneira a Palavra de Vida deste mês: a quem
tem amor, a quem vive no amor, Deus dá a capacidade de amar ainda mais, dá a
plenitude do amor até o ponto de fazê-lo ser como ele que é o Amor.
Sim, é o amor que nos faz ser.
Nós existimos porque amamos.
Se não amamos — e cada vez que não amamos — não somos, não existimos
("será tirado até o pouco que tem").
Então nada nos resta senão amar, sem reservas.
Só assim Deus poderá se entregar a nós.
E com ele virá a plenitude dos seus dons.
Vamos doar concretamente a quem está perto de nós, na certeza de que, fazendo
assim, estamos doando a Deus.
Doemos sempre: um sorriso, a nossa compreensão, o perdão, a escuta; podemos
doar a nossa inteligência, a nossa disponibilidade; doar o nosso tempo, os nossos
talentos, as nossas idéias, a nossa atividade; doar as experiências, as capacidades,
os bens, partilhando-os com os outros, de modo que nada se acumule e tudo circule.
O nosso doar abre as mãos de Deus que, na sua providência, nos plenifica de
maneira superabundante para que possamos continuar doando — doando sempre
mais — e continuar recebendo; assim poderemos responder às imensas
necessidades de muitos.
O maior dom que Jesus quer nos fazer é a sua própria presença: ele deseja estar
sempre em nosso meio.
Esta é a plenitude de vida, a abundância com a qual ele nos quer preencher.
Jesus se entrega aos seus discípulos quando estes o seguem unidos.
Esta Palavra de Vida, portanto, nos lembra também a dimensão comunitária da
nossa espiritualidade.
Podemos fazer desta Palavra a seguinte leitura: todos aqueles que tiverem o amor
recíproco, todos os que viverem a unidade, terão a presença do próprio Jesus entre
eles.
E receberemos ainda mais.
Aquele que tem — quem tiver vivido no amor e, portanto, tiver recebido o cêntuplo
nesta vida —, receberá ainda por cima o prêmio: o Paraíso.
E terá em abundância.
Aquele que não tem — quem não tiver recebido o cêntuplo, por não ter vivido no
amor — nem sequer poderá desfrutar futuramente do bem e dos bens (parentes,
propriedades) que tiver tido na terra, porque, no inferno, outra coisa não haverá a
não ser sofrimento.
Portanto, amemos.
Amemos a todos.
Amemos a tal ponto que também o outro, por sua vez, se ponha a amar e o amor se
torne recíproco.
Então teremos a plenitude da vida.

Chiara Lubich
Postado por Voluntários de SP às 13:00 Nenhum comentário: 
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no
FacebookCompartilhar no Orkut
Marcadores: Chiara Lubich

18 março 2011

OLHAR TODAS AS FLORES


Os cristãos, que almejam à perfeição, geralmente, buscam a união com Deus
presente em seus corações.
Encontram-se como em um grande jardim florido, onde olham e admiram só uma
flor. Olham-na com amor, nos detalhes e no todo, mas não prestam tanta atenção às
demais flores.
Deus — graças à espiritualidade coletiva que nos deu — pede que olhemos todas as
flores, pois em todas ele está. Assim, observando-as todas, é a ele que amamos,
mais do que a cada uma das flores. Deus, que em mim reside, que a minha alma
plasmou, que, sendo Trindade, nela repousa, também reside no coração dos irmãos.
Portanto, não basta que eu o ame só em mim. Se é assim que faço, meu amor ainda
mantém um quê de pessoal e está inclinado ao egoísmo perante a espiritualidade
que sou chamado a viver. Amo Deus em mim e não Deus em Deus, porquanto a
perfeição é: Deus em Deus.
Por conseguinte, a minha cela — como dizem as almas íntimas de Deus — o meu
céu — como dizemos nós — está em mim e, do mesmo modo que está em mim,
está na alma dos irmãos. E, como o amo em mim, ao recolher-me nesse meu céu
quando estou só, amo-o no irmão quando ele está junto de mim.
Então, não amo somente o silêncio, amo também a palavra, isto é, a comunicação
de Deus em mim com Deus no irmão. Se os dois céus se encontram, existe aí uma
única Trindade, em que os dois estão como o Pai e o Filho e, entre eles, o Espírito
Santo.
É necessário, sim, recolher-se sempre, inclusive na presença do irmão sem,
contudo, esquivar-me da criatura, mas recolhendo-a no meu próprio céu e
recolhendo-me no céu dela.
Dado que esta Trindade reside nos corpos humanos, aí reside Jesus, o Homem-
Deus.
E entre nós dois realiza-se a unidade, na qual somos um, sem, no entanto, estarmos
sós. E aqui está o milagre trinitário e a beleza de Deus que não está só porque é
Amor.
Quando, então, a alma, o dia inteiro, de bom grado perdeu Deus em si, a fim de se
transferir para Deus no irmão (porque um equivale ao outro, como duas flores
daquele jardim são obra do mesmo Criador), e assim tiver feito por amor a Jesus
crucificado e abandonado, que perde Deus por Deus (e justamente Deus em si por
Deus presente ou nascituro no irmão...), ao voltar-se a alma a si mesma, ou melhor,
para Deus em si (porque estando só, recolhida na oração ou na meditação),
reencontrará a carícia do Espírito Santo que — sendo Amor — é Amor verdadeiro,
pois Deus não pode faltar à sua palavra e dá a quem deu; dá amor a quem amou.
Desse modo, desaparecem as trevas e a infelicidade junto com a aridez e todas as
coisas amargas, perdurando apenas o gáudio pleno prometido a quem tiver vivido a
Unidade.
O ciclo está completo.
Devemos dar vida continuamente a estas células vivas do Corpo Místico de Cristo,
que são os irmãos unidos em seu nome, para reavivar todo o Corpo.
            Olhar todas as flores é ter a visão de Jesus, de Jesus que, além de ser a
Cabeça do Corpo Místico, é o tudo: toda a Luz, a Palavra, enquanto desse Corpo
somos apenas palavras. Todavia, se cada um de nós se “perde” no irmão e forma
com ele uma célula (célula do Corpo Místico), que se torna Cristo total, Palavra,
Verbo. É por isso que Jesus diz: “...Eu lhes dei a glória que Tu me
deste...” (Jo 17,22).
Mas é preciso saber perder Deus em si mesmo por Deus nos irmãos. Faz isto quem
conhece e ama Jesus crucificado e abandonado.
E quando a árvore estiver toda coberta de flores —quando o Corpo Místico estiver
completamente reavivado —  refletirá a semente da qual nasceu. Será una, porque
todas as flores serão unas entre si, da mesma forma que cada um é uno em si
mesmo. Cristo é a semente. O Corpo Místico é a copa.
Cristo é o Pai da árvore. Jamais foi tão Pai como no abandono em que nos gerou
filhos seus; é no abandono que ele se anula, mas permanece:Deus.
O Pai é raiz para o Filho. O Filho é semente para os irmãos.
E foi também Maria, a Desolada, no consentimento tácito que a faz Mãe de outros
filhos, co-redentora, quem lançou esta semente no céu; e a árvore floriu e floresce
de contínuo na terra.

(Abba — Revista de Cultura — Volume 1- número 2, 1998)


Postado por Voluntários de SP às 13:00 Nenhum comentário: 
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no
FacebookCompartilhar no Orkut
Marcadores: Meditação

Postagens mais recentesPostagens mais antigasInício

Assinar: Postagens (Atom)

O SETOR E SEUS MEMBROS

O setor dos voluntários é uma ramificação daObra de Maria (Movimento dos


Focolares), da qual faz própria a natureza, o espirito e os fins. 
É regido pelos estatutos gerais da Obra e pelo seu regulamento. 
Os voluntários são leigos que vivem de modo totalitário a espiritualidade evangélica
da unidade. 
Através desta, que é um caminho ao mesmo tempo individual e comunitário para ir
até Deus, visam imitar, em nosso século, a vida dos primeiros cristãos... 

A PREMISSA DE QUALQUER OUTRA REGRA

"A mútua e contínua caridade,que torna possível a unidade  e  faz com que Jesus
esteja presente na coletividade é, para todas as pessoas que compõem a Obra de
Maria, a base de suas vidas 
em cada um  de seus aspectos: é a norma das normas, a premissa de qualquer outra
regra".
Gadgets powered by Google

Compartilhe esse Blog

Receba em seu E-mail

Enter your email address:

Subscribe

Delivered by FeedBurner

ACESSOS

MARCADORES

 Centro da Obra (3)
 Chiara Lubich (238)
 Chiara Lubich; (23)
 Chiara Lubich; meditação (102)
 Cidade Nova (17)
 Colaboradores (1)
 Collegamento (8)
 Congressos (2)
 Convites (3)
 Documentos (1)
 Doriana Zamboni (3)
 Dorival (2)
 EDC (2)
 Entrevista (1)
 Experiências (13)
 Famílias Novas (1)
 Fotos (3)
 Frases (3)
 Igino Giordani (8)
 Imagens (1)
 João Paulo II (2)
 Klaus Hemmerle (1)
 Maria Voce (2)
 Meditação (318)
 Meditação; Chiara (3)
 Meditação; Chiara Lubich (16)
 Meditações (1)
 Mensagem (22)
 Movimento (1)
 MPPU (1)
 Noticias (8)
 Notícias (67)
 Notícias; (17)
 Notícias; Convite (1)
 Oração (1)
 Palavra de Vida (90)
 Papa (1)
 Pasquale Foresi (1)
 Pe. Foresi (6)
 Peppuccio (2)
 Projeto Amazônia (1)
 Pérolas (3)
 Revista Cidade Nova (22)
 Sobre o blog (2)
 Temas (12)
 Tommaso Sorgi (1)
 Trabalho (1)
 Videos (10)
 Zenit (1)

PUBLICADOS

 ►  2012 (208)
 ▼  2011 (333)
o ►  Dez (28)
o ►  Nov (29)
o ►  Out (30)
o ►  Set (27)
o ►  Ago (29)
o ►  Jul (29)
o ►  Jun (30)
o ►  Mai (27)
o ►  Abr (25)
o ▼  Mar (28)
 Este Deus desconhecido
 CONTIGO
 100 %
 O único momento para amar
 MISSÃO DA MULHER: REALIZAR O AMOR
 O silêncio de Deus
 O JEITO DE SER DA OBRA DE MARIA É 0 AMOR
 Arte e espetáculo
 O projeto de uma nova humanidade
 Uma graça a mais
 Diretamente do Japão
 O dom maior
 OLHAR TODAS AS FLORES
 Aprender com as crianças
 Como num sonho
 REZAR COMO ANJOS
 Mensagem de Maria Voce no 3° aniversário do faleci...
 A PALAVRA GERA CRISTO
 A vela acesa
 NOTA DE SOLENIDADE
 Mensagem do Papa por ocasião da campanha da Frater...
 A DOR FAZ VER
 SUPERA A NATUREZA
 SABE TUDO
 VIVE SEMPRE
 A vida de Maria explica a vocação política
 O Sexo e a realização no amor
 Palavra de Vida de Março de 2011
o ►  Fev (23)
o ►  Jan (28)
 ►  2010 (254)
 ►  2009 (72)
 ►  2008 (107)

LINKS PARA VOCÊ

 AGÊNCIA FIDES DE NOTÍCIAS


 ANPEC EDC
 CENTRO CHIARA LUBICH
 CIDADE NOVA - RELEASES
 COMPRE LIVROS AQUI
 EDC
 EDITORA CIDADE NOVA
 ENCONTRO COM A ELI FOLONARI
 ESPRI
 ESTRELA VIAGENS
 FOTOS DOS VOLUNTÁRIOS
 HUMANIDADE NOVA
 MARIÁPOLIS GINETTA
 MOVIMENTO DOS FOCOLARES
 NOITES DE UM SONHO
 POLO SPARTACO (FOTOS)
 PREÇO DE REMÉDIOS
 PROJETO AMAZÔNIA
 VATICANO
 ZENIT (O MUNDO VISTO DE ROMA)

PAÍSES VISITANTES

  

Para assistir os vídeos, desligue o som do MP3 acima

tecnologia
NOTÍCIAS NA INTERNET
Congresso Nacional homenageia Movimento dos Focolares
Agência Senado
O Movimento dos Focolares – o nome, em italiano, quer dizer “lareira” – foi fundado
há exatos 69 anos por Chiara Lubich, na cidade de Trento, no norte da Itália. Então
com 23 anos, ela e outras jovens se organizaram para levar o evangelho à sociedade
e ...
Corrida de rua reúne 3 mil pessoas no "Bote Fé na Vida"
Portal Canção Nova
Quem estava muito animado, também, foi um grupo de 30 pessoas, a maioria
jovens, doMovimento dos Focolares, que caminharam os 2,5 km. Para eles vai ser
“muito emocionante” estar ano que vem no Rio de Janeiro. Os jovens comentam
que ...
Psicóloga lança o livro “Cura dos Sentimentos – Em mim e no Mundo”
Agência de Pautas INCorporativa (liberação de imprensa)
É membro da EDC – Economia de Comunhão – movimento internacional que
promove uma nova cultura empresarial. Participa também como voluntária
no movimento dos Focolares, que existe em 182 países, atuando em diversas esferas
da comunidade.
Aberto II Encontro Internacional em preparação à JMJ Rio2013
Portal Canção Nova
A beata italiana faleceu jovem e desde os nove anos ingressou no Movimento dos
Focolares. Ao longo de sua vida, ofereceu a Jesus as suas dificuldades e sofrimentos.
Na mensagem direcionada à Dom Orani, os pais de Chiara, Maria Teresa e
Ruggero ...
tecnologia

Câmara aprova medida provisória que reduz tarifas da conta de luz


Globo.com
A Câmara aprovou nesta quarta-feira (12) o texto-base da medida provisória que
reduz o preço da energia elétrica no país. Após a votação, os deputados ainda
analisaram emendas (alterações pontuais) na MP; cinco foram rejeitadas e outras
duas ficaram ...
Artigos relacionados »
TIM continua líder em reclamações de clientes, diz Anatel
Globo.com
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou nesta quarta-feira (12)
números que apontam que a TIM continua líder em número de reclamações de
clientes, mesmo após a medida cautelar que suspendeu a venda de chips da
empresa, além ...
Artigos relacionados »
BC dos EUA amplia estímulos com novo foco para apoiar crescimento
Globo.com
O Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, ampliou suas medidas de
estímulo à economia nesta quarta-feira (12), expressando decepção com o ritmo da
recuperação no emprego enquanto controversas negociações orçamentárias nos...
Artigos relacionados »
Dilma diz na França que pretende criar 800 aeroportos regionais
Globo.com
Para ler mais notícias do G1 Economia, clique em g1.globo.com/economia. Siga
também o G1 Economia no Twitter e por RSS. tópicos: Dilma Rousseff. veja
também. Dilma diz na França que Brasil já foi 'objeto de olhares arrogantes'. Wed
Dec 12 2012 ...
Artigos relacionados »
tecnologia

Especialistas veem recuo do governo em destinar 10% do PIB para  ...


Ram
Para Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação,
o texto proposto por Pimentel para as 20 metas do PNE (veja lista abaixo) é um
"retrocesso" em relação ao projeto aprovado na Câmara dos Deputados, porque
retira a ...
Artigos relacionados »
Comissão de Educação aprova projeto do Ato Médico
Agência Senado
O substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 268/02, que
regulamenta o exercício da medicina e estabelece quais são as atividades privativas
dos médicos, obteve nesta quarta-feira (12) parecer favorável da Comissão
de Educação, Cultura ...
Artigos relacionados »
Fraude em vestibulares de medicina custava até R$ 80 mil
Ram
Os grupos criminosos que fraudavam vestibulares para o curso de medicina em todo
o país cobravam valores de até R$ 80 mil para realizarem o golpe. A Polícia Federal
iniciou hoje operação para cumprir 70 mandados de prisão de suspeitos envolvidos
no ...
Sesacre promove educação em saúde com os municípios
Agência de Notícias do Acre
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), por meio do Departamento
de Educação em Saúde, realiza nos dias 11 e 12 de dezembro, no Hotel Loureiro, em
Rio Branco, o III Seminário Estadual de Educação em Saúde e Mobilização Social,
destinado aos ...
tecnologia

Ecumenismo: Papa apela à unidade entre católicos e ortodoxos  ...


Agência Ecclesia
Cidade do Vaticano, 30 nov 2012 (Ecclesia) - Bento XVI enviou hoje uma mensagem
ao Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, na qual convida a Igreja
Ortodoxa a aprofundar a “proximidade fraterna” com os católicos para responder
às...
Papa pede que o Ano da Fé ajude no progresso do ecumenismo
Portal Canção Nova
Bento XVI espera que "o Ano da Fé ajude no progresso do ecumenismo". "Um
autêntico caminho ecumênico não pode ser alcançado ignorando a crise de fé que
está atravessando vastas regiões do Planeta, incluindo aquelas que acolheram por
primeiro o ...
Artigos relacionados »
Divisão entre cristãos é obstáculo para evangelização, diz Cardeal
Portal Canção Nova
Teve início nesta segunda-feira, 12, na sede do Pontifício Conselho para a Promoção
da Unidade dos Cristãos, a plenária deste dicastério vaticano que busca refletir sobre
“A importância do ecumenismo na nova evangelização”, tema em sintonia com a
XIII...
Come tante ville mono-familiari. La sfida ecumenica raccontata dal  ...
korazym.org
Kurt Koch pone come modello dell'ecumenismo la preghiera sacerdotale di Gesù. Una
preghiera che già includeva le differenze nella Chiesa, e che già precludeva ad una
rinnovata unità dei cristiani. Una unità che la Chiesa deve continuare a perseguire, ...
Artigos relacionados »
tecnologia
SEGUIDORES DO BLOG

Pessoas Desaparecidas

DESAPARECIDOS:
Coloque no seu Blog!
DivulgandoDesaparecidos.org

Movimento dos Focolares no Brasil


BAURU (SP)
Masc.: (14) 3223.0205 • focmbauru@focolares.org.br
Fem: (14) 3204-5950 • attimopresente@gmail.com
BELÉM (PA)
Masc: (91) 3228.0454 • focmbelem@focolares.org.br
Fem: (91) 3222.7937 • focfbelem@focolares.org.br
Mariápolis Glória: (91) 3724.1358
mariapolisgloria@focolares.org.br
C. Mariápolis - Benevides: (91) 3724.1016
cmgloria@focolares.org.br
BELO HORIZONTE (MG)
Masc: (31) 3261.4938 • focmbelohorizonte@focolares.org.br
Fem: (31) 3487.0775 • unovolto@terra.com.br
BRASÍLIA (DF)
Masc: (61) 3322.9371 • focmbrasilia@focolares.org.br
Fem: (61) 3347.8514 • f0cfbrasilia@focolares.org.br
CURITIBA (PR)
Masc: (41) 3077.2623 • focmcuritiba@focolares.org.br
Fem: 041 3076-0749 • focfcuritiba@focolares.org.br
FLORIANÓPOLIS (SC)
Masc: (48) 3244.0970 • focmflorianopolis@focolares.org.br
Fem: (48) 3244.4190 • focfflorianopolis@focolares.org.br
FORTALEZA (CE)
Masc: (85) 3231.0275 • focmfortaleza@focolares.org.br
Fem: (85) 3487.1011 • focffortaleza@focolares.org.br
JOÃO PESSOA (PB)
(83) 3224.4772 • focfjoaopessoa@focolares.org.br
LONDRINA (PR)
Fem: (43) 3304.1213 • focflondrina@focolares.org.br
MACEIÓ (AL)
Fem: (82) 3223.5827 • focfmaceio@focolares.org.br
MANAUS (AM)
Masc: (92) 3236.2359 • focmmanaus@focolares.org.br
Fem: (92) 3633.3432 • focfmanaus@focolares.org.br
C. Mariápolis: (92) 3245.1175
cmmariadeloreto@focolares.org.br
PORTO ALEGRE (RS)
Masc: (51) 3334.2579 • focmportoalegre@focolares.org.br
Fem: (51) 3332.3498 • focfportoalegre@gmail.com
C. Mariápolis - São Leopoldo: (51) 3592.7011
cmarnold@focolares.org.br
RECIFE (PE)
Masc: (81) 3074.1373 • focmrecife@focolares.org.br
Fem: (81) 3241.3898 • focfrecife@focolares.org.br
Mariápolis Santa Maria: (81) 3543.0316
mariapolissantamaria@focolares.org.br
C. Mariápolis - Igarassu: (81) 3543.0315
c.mariapolis.ne@focolares.org.br
RIO DE JANEIRO (RJ)
Masc: (21) 2553.2446 • focmriodejaneiro@focolares.org.br
Fem: (21) 3235-6624 • focfriodejaneiro@gmail.com
SALVADOR (BA)
Masc: (71) 3481.2057 • focmsalvador@focolares.org.br
Fem: (71) 3354.6044 • focfsalvador@focolares.org.br
SÃO PAULO (SP)
Masc: (11) 3884.1221 • focolare.m.sp@gmail.com
Masc: (11) 2060-0854 •
Fem: (11) 5055.0607 • ricamiluce@terra.com.br
Fem: (11) 3864.8603 • focfsp2@gmail.com
CZF: (11) 5055.0073 • czfsp@terra.com.br
Mariápolis Ginetta: (11) 4158.1215
focmginetta.adsum@focolares.org.br
(11) 4158.3305 • focfginetta.fiat@focolares.org.br
C. Mariápolis: (11) 4158.3583 e 4158.1330
cmginetta@focolares.org.br
TERESINA (PI)
Masc: (86) 3222.5123 • focmteresina@focolares.org.br
Fem: (86) 3221-0213 • focfteresina@focolares.org.br
VITÓRIA (ES)
Fem: (27) 3324.5716 • focfes@terra.com.br