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Fontes elétricas ideais e reais

Placa de som
PC
Característica de fonte de laboratório

Potência da fonte: P = Imax . Umax


Uma fonte com esta característica pode manter uma voltagem entre U=0 e U=U max constante enquanto isso
exige uma corrente não maior do que Imax.
O aparelho pode ser confeccionado também para trabalhar como fonte de corrente. Neste caso a fonte
mantém uma corrente entre I=0 e I=Imax constante enquanto isso não exige uma voltagem maior do que U max.
Propriedade importante da fonte: Impedância
O que é impedância?

Aplicar: uma voltagem periódica (por exemplo um sinal senoidal)


Medir: a corrente que esta voltagem produz neste sistema.
A relação entre o sinal aplicado (U) e o sinal resposta (I) pode ser descrita através de dois parâmetros:
- A relação entre as amplitudes do sinal aplicado (Uo) e da resposta (Io).
- O ângulo  (phase shift, em rad) entre os dois sinais (este ângulo e, portanto, a impedância depende geralmente da
frequência do sinal)
Este ângulo (phase shift) aparece quando o circuito contém
componentes capacitivos ou indutivos.
A resistência ôhmica é um caso especial da impedância com ângulo
 = 0. A impedância é igual à resistência ôhmica quando há apenas
componentes ôhmicos (apenas resistores ideais) ou quando a
frequência é zero ( = voltagem e corrente contínua).
Pilha ou bateria como fonte:
A geração de energia elétrica é baseada em processos eletroquímicos
 a resistência interna não é necessariamente do tipo ôhmico.
 as curvas i vs. U, que simbolizam a corrente que passa pelos eletrodos da bateria
(ânodo e cátodo) não são retas.
Quando uma pilha fornece uma corrente, os
seus eletrodos (cátodo e ânodo) são
polarizados, isto é, os potenciais elétricos se
aproximam, portanto a diferença de potencial
U entre os polos (=eletrodos) da pilha diminui.
Análise de circuito
Em seguida vamos analisar um circuito elétrico com uma fonte de voltagem (E),
um consumidor (R), um amperímetro e um voltímetro, levando em consideração
as propriedades reais (resistências internas) destes dispositivos.

E = voltagem da fonte
r = resistência interna da fonte (impedância da saída)
R = resistência de um dispositivo ligado a fonte (lâmpada,
motor, etc.)
V = voltímetro
I = amperímetro
a) Situação de circuito aberto (R = )

rv = resistência interna do voltímetro


Uv = voltagem, que o voltímetro mede

Uv = E para r = 0 (fonte ideal)


ou para rv =  (voltímetro ideal)

 Uma fonte de voltagem ideal tem uma impedância de saída ideal r = 0


 Um voltímetro ideal tem uma impedância de entrada ideal rv = 
b) Fonte com carga ( 0 < R <  )

Uv = voltagem que o voltímetro ideal mede.


c) Influencia do amperímetro

O voltímetro (ideal) mede: Amperímetro ideal: rA = 0  Uv = UR


Amperímetro real: consome parte da voltagem Uv ,
portanto, diminui a voltagem disponível para o
dispositivo R.
Medida de resistências ôhmicas pelos método de
dois fios e de quatro fios

Método de dois fios:


A medida da resistência ocorre através da medida da queda ôhmica (=voltagem) que a passagem de uma definida
corrente pela resistência produz. O multímetro digital (DMM), usado para a medida da resistência ôhmica fornece
uma corrente constante I0 através de uma fonte interna (current source). Esta corrente I 0 passa pela resistência que
nos pretendemos medir e causa uma queda ôhmica UR = I0.R.
Porém, a corrente passa também pelos fios que ligam a resistência ao multímetro, causando uma queda ôhmica
nestes fios: Portanto, a voltagem que o multímetro mede é: Um = R.I0 + 2.Rfio.I0
Valores típicos para a resistência dos fios: 1m ... 100m. Desta forma, o erro cometido pelo método de dois fios fica
considerável para R <  10.
Método de quatro fios:
No método de quatro fios, fios separados são usados para a aplicação da corrente constante I0
na resistência e para a medida da queda ôhmica, respectivamente. Como neste caso não passa
corrente pelos fios usados para a medição, não há queda ôhmica nos fios, e o multímetro
mede apenas a queda ôhmica causada pela resistência R. Como discutido acima o método de
quatro fios deve ser usado para a medida de pequenas resistências.
Considerações sobre segurança em experimentos com
aparelhos elétricos

Aterramento
Símbolo parecido com
símbolo de capacitor mostra
função da terra:
Alta capacidade de
armazenar cargas elétricas.
Aplicações:

Pára-raio:
Tira-se proveito desta propriedade da terra para proteger casas contra
descargas elétricas. No caso do pára-raio é oferecido um caminho
controlado para conduzir estas cargas elétricas para a terra.
Aterramento da carcaça metálica de aparelhos elétricos
Pelo mesmo motivo se faz aterramento da carcaça metálica de aparelhos elétricos. Em caso
de um defeito a carcaça pode ficar com carga elétrica e representar um perigo quando
tocada por uma pessoa. O aterramento oferece um caminho de baixa resistividade e conduz
esta carga elétrica para a terra, protegendo o pesquisador.

A carcaça do aparelho poderia ser também de material plástico, diminuindo o perigo de choque
elétrico. Porém, a carcaça metálica tem ainda a função de proteger o aparelho contra ruído elétrico
do ambiente.
Experiências com aterramento (ou falta do mesmo) no dia a dia:

a) rabo quente

b) chuveiro

(fio de aterramento para coleta de corrente de fuga)


Parte experimental:
Determinar tempo de perfuração por corrosão de pite de uma folha de alumínio:
Método de detecção: medida de resistência

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