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Panorama e Raízes

da Cultura da Morte
Aula 01: Introdução
Aurélio M. Luiz
25/03/2021
Fundação Rockefeller

 1913
 Frederick Gates
 Saúde , educação e cultura
 Época pré-penicilina
 Mortalidade elevada
 I Guerra mundial (1914-1918)
 1919 - Raymond Fosdick - Subsecretário da liga das
Nações “O estado nacional é um dos fatores que levam
a guerra”
Fundação Rockefeller

 John D. Rockefeller III


 Crescimento populacional
 1946 – Tentativa de mudar o estatuto da fundação
 “Construir um mundo onde a paz possa crescer”
 Proposta recusada pelos diretores
Fundação Ford

 1947 – A fundação Ford torna-se a maior fundação


filantrópica do mundo
 Consultoria de John Rockefeller III
 1949 - Rowan Gaither é incumbido de reestruturar a
fundação
Conselho Populacional

 Mentalidade Malthusiana
 Crescimento populacional aliado a recursos naturais
finitos seria uma bomba relógio para a explosão de uma
nova guerra
 Controlar o crescimento populacional era um caminho
para a paz
 1952 - John D. Rockefeller III, o demógrafo Kingsley
Davis e outros 25 demógrafos criam o conselho – grande
grupo de estudos
 Fundação Ford era parceira no empreendimento
Primeira Etapa

 Incentivar os estudos demográficos


 Formação de recursos humanos
 “Na década de 50, a percepção de que uma explosão
demográfica global estava por ocorrer, devido aos níveis de
crescimento dos países pobres, gerou um súbito interesse
público pelos temas populacionais.”1
 Na verdade o interesse não foi súbito, mas forjado pelo
Conselho Populacional
 Juntamente com Nigéria, China, Índia, Argélia, Colômbia o
Brasil era um país subdesenvolvido com alto potencial de
crescimento populacional
 As fundações Ford e Rockefeller financiaram a criação de
centros de estudos demográficos no Brasil

1. Martine,George. “O papel dos organismos internacionais na evolução dos estudos populacionais no Brasil: notas
preliminares”. Rev. bras. estud. popul. vol.22 no.2 São Paulo July/Dec. 2005
Primeira Etapa

 Recursos vultosos para convencer o público e os políticos


que o crescimento populacional era um problema urgente.
 Formação de recursos humanos na área da demografia,
análise de dados e assuntos correlatos
 “Também foram inventados e apresentados, ad nauseam,
vários modelinhos destinados a demonstrar ao mundo
inteiro a desgraça que ocorreria se os países pobres não
conseguissem reduzir rapidamente seu crescimento.”1
 “O que tem tudo isso a ver com o desenvolvimento dos
estudos populacionais no Brasil? Muito! Tudo! De alguma
maneira, a maioria de nós que trabalhamos na área de
população somos produto e beneficiários da preocupação
(quase paranóia) nascida em torno à explosão
demográfica.”1

1. Martine,George. “O papel dos organismos internacionais na evolução dos estudos populacionais no Brasil: notas
preliminares”. Rev. bras. estud. popul. vol.22 no.2 São Paulo July/Dec. 2005
Primeira Etapa

 Cebrap - “uma doação da Fundação Ford permitiu a criação do Centro


Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) em 1969, no qual se
abrigou parte do núcleo original do Cedip. A partir dessa migração, o
Cebrap passou a ser um dos principais esteios dos estudos populacionais
no Brasil.”
 Cedeplar - “Entre 1970 e 1979, a Fundação Ford apoiou a vinda ao
Cedeplar de professores visitantes para dar maior consistência e caráter
internacional ao ensino da demografia. O Cedeplar inaugurou seu
programa de mestrado em demografia em 1976 e seu doutorado em
1985. Para tanto, recebeu contribuições importantes tanto da Fundação
Rockefeller como da Fundação Hewlett.”
 Nepo/Unicamp - “na realização dos seus trabalhos de pesquisa e de
cursos especializados, o Nepo recebeu apoios significativos da Fundação
Ford, do FNUAP e de outros (...) Vale mencionar, especialmente, o apoio
da Ford para o Programa de Saúde Reprodutiva e Sexualidade (1990-
2004) e para o Programa Interinstitucional de Treinamento em
Metodologia de Pesquisa em Gênero, Sexualidade e Saúde Reprodutiva
(1994-2004), assim como o apoio do FNUAP para o Programa
Interinstitucional de Avaliação e Acompanhamento das Migrações
Internacionais no Brasil.”

Martine,George. “O papel dos organismos internacionais na evolução dos estudos populacionais no Brasil: notas
preliminares”. Rev. bras. estud. popul. vol.22 no.2 São Paulo July/Dec. 2005
Primeira Etapa

 Abep – “Um pequeno comitê, apoiado na sua logística


pela Ford, foi criado para redigir os estatutos da nova
associação, cuja situação foi institucionalizada
legalmente em fevereiro de 1978. O primeiro Encontro
da Abep, para o qual o apoio da Ford foi novamente
fundamental, foi realizado em Campos do Jordão (SP),
durante o mês de outubro de 1978. Posteriormente, a
Ford continuou financiando várias reuniões técnicas
menores da Abep.”1
 Um campo de estudos que já nasce ligado a uma causa
pode ser neutro e livre de pressões?

1. Martine,George. “O papel dos organismos internacionais na evolução dos estudos populacionais no Brasil: notas
preliminares”. Rev. bras. estud. popul. vol.22 no.2 São Paulo July/Dec. 2005
Segunda Etapa

 Estratégia para conter o crescimento populacional


 DIU, contraceptivos hormonais, esterilização e aborto
 Lobby junto aos congressistas americanos
 Aprovação do título 10 do Foreign Assistance act
 Dinheiro do governo americano para o controle
populacional no mundo
 Foco na ação médica
 Abertura de clínicas de aborto
 Treinamento de médicos em esterilização e aborto
 Escândalo das esterilizações compulsórias
 Índia e Brasil
Segunda Etapa

 Criação do escritório para populações da USAID


 Ajuda humanitária – contraceptivos, esterilização e aborto
 Diretor, médico epidemiologista Reimert Ravenholt
 Orçamento inicial era pequeno, mas com o título 10 passou a ser
milionário
 “Eu tinha um grande interesse em desenvolver vários meios de
controle de fertilidade, especialmente os DIUs, que estavam longe
de ser perfeitos. Portanto, assim que conseguimos o dinheiro,
começamos um certo número de projetos de pesquisa.”1
 Fábricas de DIU na Índia, Indonésia, Coreia do Sul e Nigéria, não
foram instaladas onde a igreja católica era muito evidente.
 1967/1968 – Espera para a divulgação da nova encíclica do papa
Paulo VI sobre os contraceptivos. (Hamanae Vitae-1968)

1. "Population and Reproductive Health Oral History Project". Sophia Smith Collection, Smith College Northampton,
MA July 18–20, 2002. Seattle, Washington
Segunda Etapa

 “Criamos coisas inteiramente novas na Universidade


Johns Hopkins. Criamos ali o JHPIEGO, Johns Hopkins
Program for International Education in Gynecology and
Obstetrics, concebido especialmente para desenvolver e
implementar o programa de laqueaduras tubárias por
meio da laparoscopia.”
 “Enquanto estávamos em Calcutá os jornais noticiavam
que o legislativo indiano, o Lok Sabha, pretendia
liberalizar as leis do aborto. Ao visitar em seguida as
áreas rurais de Uttar Pradesh, aquilo subitamente
causou-me um impacto, por causa da falta de
eletricidade nas áreas rurais. Entendi que precisávamos
desenvolver um equipamento de sucção uterina [para
fazer abortos] que não utilizasse eletricidade”

"Population and Reproductive Health Oral History Project". Sophia Smith Collection, Smith College Northampton,
MA July 18–20, 2002. Seattle, Washington
Segunda Etapa

 “Através da Administração de Serviços Gerais do


governo dos Estados Unidos compramos mil kits de
regulação menstrual. Rapidamente fornecemos algumas
centenas destes aparelhos para obstetras, ginecologistas
e pesquisadores colaboradores escolhidos de muitos
países dentro do Programa Internacional de Pesquisa em
Fertilidade. Dentro de algumas semanas o retorno
deixou claro que os kits de regulação menstrual [para
aborto] estavam trabalhando muito bem. Encomendei
mais dez mil kits. Cada kit podia ser usado muitas
vezes. Tenho uma amiga, obstetra e ginecologista na
Malásia, que usando um só kit, com algumas
reposições de canaletas, conseguiu realizar 6.800
interrupções de gravidez.”

"Population and Reproductive Health Oral History Project". Sophia Smith Collection, Smith College Northampton,
MA July 18–20, 2002. Seattle, Washington
Segunda Etapa

 Os países perceberam que a “ajuda humanitária” dos EUA era para


matar bebês e esterilizar mulheres.
 Lavagem do dinheiro americano por meio de organismos
multilaterais.
 “Nós criamos muitas organizações. Estive envolvido na criação do
Fundo das Nações Unidas para Atividades Populacionais em 1968 e
1969, quando conseguimos o dinheiro. Então, particularmente
devido à liderança do General William Draper e de Phil Claxton do
Departamento de Estado, criamos o FNUAP.”
 “Assim, em 1968 e 1969, era importante que se encaminhasse uma
ação multilateral, porque se fossem apenas os Estados Unidos que
empurrassem o controle da natalidade, sem dúvida teria havido
uma reação política. O General Draper e Phil Claxton assumiram a
liderança no sentido de criarem o Fundo das Nações Unidas para
Atividades Populacionais, mas fui eu que banquei o dinheiro. E,
com certeza, eles precisavam de dinheiro. Deste modo, no primeiro
ano, em 1969, nós fornecemos 85 por cento dos fundos necessários
para o FNUAP.”

"Population and Reproductive Health Oral History Project". Sophia Smith Collection, Smith College Northampton,
MA July 18–20, 2002. Seattle, Washington
Terceira Etapa

 O orçamento destinado ao controle populacional só foi


menor que o do Plano Marshall
 “Emenda Helms, introduzida pelo Senador Jesse Helms e
aprovada pelo Congresso. Entrou em vigor em dezembro de
1973. Depois disso já não podíamos fornecer assistência
para interrupções de gravidez.”
 “Foi com este meio milhão de dólares que criamos, em
Chapel Hill, na Carolina do Norte, o IPAS, o International
Pregnancy Advisory Service, Serviço Internacional de
Aconselhamento para a Gravidez. O IPAS assumiu a tarefa
de produzir e distribuir os kits de regulação menstrual.”
 IPAS prestava apoio e financiava a abertura de clínica de
aborto em países onde ele era ilegal.

"Population and Reproductive Health Oral History Project". Sophia Smith Collection, Smith College Northampton,
MA July 18–20, 2002. Seattle, Washington
Terceira Etapa

 Paz não será alcançada sem o controle do crescimento populacional


 1. Treinar e capacitar pessoas em estudos demográficos financiados
por fundações internacionais
 2. Ação médica - Lobby junto ao governo americano para que o
crescimento populacional seja considerado um problema de
segurança interna. Dinheiro americano para aborto e esterilização
em massa nos países subdesenvolvidos
 3. Emenda Helms barra o uso de dinheiro americano para
financiamento de aborto no exterior. Criação do Ipas, organismo
privado que vai manter o mesmo trabalho da USAID nos países
subdesenvolvidos
 A estratégia então muda, do foco médico para a sociologia. É
necessário mudar a motivação das mulheres em terem filhos
Kingsley Davis

 “Mudanças suficientemente básicas para afetar a


motivação de ter filhos seriam mudanças na estrutura
da família, no papel das mulheres e nas normas
sexuais.”

 “Um método estreitamente relacionado para se retirar


a ênfase dada à família seria a modificação da
complementaridade dos papéis do homem e da mulher.”

Davis, Kingsley. “POLÍTICA POPULACIONAL: OS PROGRAMAS ATUAIS TERÃO SUCESSO?”, 10 novembro 1967
Adrienne Germain

 Colega de classe de Hillary Clinton na famosa turma de


1969 do Wellesley College
 Melhor aluna de Kingsley Davis
 Encontro com John D. Rockefeller III em 1973 muda os
rumos do controle populacional
 Trabalho na Fundação Ford
 Fundamental para a mudança da abordagem médica
para a sociológica na política internacional de controle
populacional

http://www.smith.edu/libraries/libs/ssc/prh/transcripts/germain-trans.pdf
SAÚDE REPRODUTIVA: UMA
ESTRATÉGIA PARA OS ANOS 90

 Relatório de 1990 elaborado por Dr. José Barzelato e Margaret


Hempel
 Conceituar a saúde reprodutiva em uma perspectiva holística em
que tanto os fatores sociais e biomédicos sejam reconhecidos;
 Desenvolver a pesquisa multidisciplinar em ciência social e centros
de treinamento capazes de trabalhar em parceria com profissionais
da medicina no campo da saúde reprodutiva;
 Mudar a atmosfera em que a saúde reprodutiva e as questões
populacionais são discutidas e em que são tomadas as decisões
políticas;
 Obter um efeito positivo no status das mulheres, nos indicadores
de saúde da saúde reprodutiva e nos índices demográficos.
Conferências da ONU

 Tema a ser debatido


 Reverberação na sociedade em escala global
 Mulher, desenvolvimento, população, meio ambiente
etc.
 Ex. Rio 92 – Conferência sobre o meio ambiente
 Recursos naturais finitos
 Redução da população intentada de forma velada
 Protagonismo das ONGs nas conferências seguintes
Conferência do Cairo - 1994

 Conferência sobre a População


 As principais ONGs credenciadas era fartamente financiadas
 Fundações como Rockefeller, Ford, Macarthur, Hewlett, Open Society, Gates, Packard
 Sede ou escritório em Nova Iorque
 WEDO - Women's Environment & Development Organization
 ONG que congrega outras ONGs
 Cérebro das ONGs
 IPPF - International Planned Parenthood Federation
 Multinacional do aborto
 Venda de partes de bebês abortados - https://www.youtube.com/watch?v=Sn2N9HEU0iY
Conferência do Cairo - 1994

 ONGs Pró-Família sem dinheiro


 Coalizão de emergência ad hoc
 Liderança da delegação da Santa Sé, grupo de estudiosos
 Países muçulmanos
 Mulheres atenderam ao chamado do Papa João Paulo II
 Objetivos da IPPF
 Remover a diretriz de que o aborto não seria utilizado como meio de controle de
natalidade
 Inserir o conceito de direitos sexuais e reprodutivos e" a educação sexual no
documento final da conferência
 Implantar no mundo a “planificação familiar”
Conferência do Cairo - 1994

 A coalizão consegue barrar aos objetivos da IPPF e da WIDO,


mas o gênero consegue entrar
 Não havia familiaridade com a linguagem de gênero
 Presidente da WEDO Bella Abzug
 Membro do partido democrata e excongressista americana
 Resistência liderada pela delegada Hondurenha Martha
Lorena Casco
Conferência do Cairo - 1994

 Como o termo gênero entrou na declaração do Cairo


 Barrados
 Direitos Reprodutivos – Aborto
 Direito a autonomia – Pedofilia
 Livro “Problemas Gênero” de Judith Butler publicado em 1990 e
linguagem de gênero ainda restrita aos círculos feministas
 Plataforma do Cairo capítulo IV “Igualdade de Gênero, equidade
e Potencialização do papel da mulher”
 Gênero usado como “sinônimo” de sexo
A importância do Consenso

 Legitimidade
 Maior que a força da maioria
 São nas pré-conferências que realmente ocorrem as discussões e
debates
 A conferência propriamente dita é quase que apenas protocolar
 Reuniões preparatórias para a conferência de Pequim
promovidas por grupos feminista desde 1993
 Encontros promovidos pela WEDO em Viena, Mar del Plata,
Amman, Dakar, Jakarta.
Encontro preliminar WEDO –
Conferência regional de Viena
 “Uma perspectiva de gênero envolve uma política ativa
e visível de incorporação em todas as áreas políticas,
econômicas e sociais relevantes nos níveis centrais,
regionais e locais.”
PRECON Pequim – Nova Iorque

 Expectativa pelas armadilhas conhecidas


 Direitos sexuais e reprodutivos
 Direito a autonomia
 Chamou atenção o termo “gênero” citado no texto mais de
100 vezes
 Foi solicitada uma definição para “gênero”
 Resposta: “O Gênero se refere as relações entre mulheres e
homens que se baseiam em papeis definidos socialmente e
são atribuídos a um sexo ou ao outro.”
 Delegado de Malta aponta a insegurança jurídica desta
definição.
 Chaveamento de todas a menções a “gênero”
PRECON Pequim – Nova Iorque

 Reação de Bella Abzug “Ninguém nos irá obrigar a voltar


ao conceito que a biologia é um destino que busca
definir, confinar e reduzir a mulher a suas
características sexuais.”

 PRECON termina sem acordo sobre o “Gênero”


Conferência de Pequim - 1995

 Conferência sobre a Mulher

 Governo Bill Clinton nos EUA

 Vários funcionários da IPPF foram credenciados como


delegados americanos

 IPPF é uma grande financiadora das campanhas


eleitorais do partido democrata
Conferência de Pequim - 1995

 Delegados africanos e sul-americanos tendiam a ser


contrários a introdução do “gênero”
 Entretanto, havia a expectativa de que da conferência
surgissem verbas dos países desenvolvidos para as nações
mais pobres
 Existia o medo de perder financiamento para seus países
 Por isso foram feitas reservas a pontos específicos do texto.
 Nos reservamos o direito de não acolher este ponto
específico porque a nosso constituição, legislação é
contrária
 Documento com o maior número de se reservas da história
da ONU
Princípio de Yogyakarta - 2006

 Desenvolvimento do que realmente é o “Gênero”


 Não é uma conferência da ONU, não possui caráter
vinculante
 Reunião de ativistas “especialistas” em “Direitos humanos”
 Mídia envolvida na propagação da declaração
 “Compreendemos identidade de gênero a profundamente
sentida experiência interna e individual do gênero de cada
pessoa, que pode ou não corresponder ao sexo atribuído no
nascimento, incluindo o senso pessoal do corpo (que pode
envolver, por livre escolha, modificação da aparência ou
função corporal por meios médicos, cirúrgicos ou outros) e
outras expressões de gênero, inclusive vestimenta, modo
de falar e maneirismos.”
Princípio de Yogyakarta - 2006

A juíza, para dar a decisão judicial, buscou ainda orientação


em um dos Princípios de Yogyakarta, um documento de
indicação jurídica internacional de referência em orientação
sexual e identidade de gênero”.

https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/trt-garante-que-transexual-use-banheiro-
feminino-no-trabalho,1ed6d40e45fd6410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html
Princípio de Yogyakarta - 2006

 Princípio 18. PROTEÇÃO CONTRA ABUSOS MÉDICOS


 Tomar todas as medidas legislativas, administrativas e
outras medidas necessárias para assegurar que nenhuma
criança tenha seu corpo alterado de forma irreversível
por procedimentos médicos, numa tentativa de impor
uma identidade de gênero, sem o pleno e livre
consentimento da criança que esteja baseado em
informações confiáveis, de acordo com a idade e
maturidade da criança e guiado pelo princípio de que
em todas as ações relacionadas a crianças, tem
primazia o melhor interesse da criança;
Princípio de Yogyakarta - 2006

 Princípio 28. DIREITO A RECURSOS JURÍDICOS E MEDIDAS


CORRETIVAS EFICAZES
 Os Estados deverão: Assegurar programas de
treinamento e conscientização, incluindo medidas
voltadas para professores/as e estudantes em todos os
níveis do ensino público, organismos profissionais, e
violadores/as potenciais de direitos humanos, para
promover o respeito e adesão aos padrões
internacionais de direitos humanos de acordo com
estes Princípios, assim como para combater atitudes
discriminatórias por motivo de orientação sexual ou
identidade de gênero.
OBRIGADO!

Aurélio M. Luiz
aurelioufrj@yahoo.com.br

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