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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

PASTA TÉCNICA DE LOJAS

PASTA TÉCNICA CATARATAS JL SHOPPING

Prezado lojista:

Temos o prazer de encaminhar a V. Sª a “ Pasta Técnica” contendo os elementos


necessários para execução dos projetos para reformas e obras, para instalação de sua loja no
Cataratas JL Shopping.

A elaboração da “Pasta Técnica” tem por objetivo oferecer subsídios e informações


para os lojistas e profissionais que irão trabalhar na instalação das lojas do Cataratas JL
Shopping.

Lindenor Cavalheiro Adauto Lopes

Superintendente Gerente Operacional

Edição: 2020.

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SUMÁRIO
1 | CONDIÇÕES GERAIS .........................................................................................................6

1.1 Relação dos projetos a serem apresentados pelo lojista .......................................................6

1.2 Procedimentos para apresentação dos projetos ....................................................................6

1.3 Responsabilidade pelos projetos ............................................................................................8

1.4 Prazos para apresentação de projetos ...................................................................................8

1.5 Planta técnica .........................................................................................................................8

2 | ARQUITETURA .................................................................................................................9

2.1 Itens do projeto de arquitetura ............................................................................................10

2.2 Piso .......................................................................................................................................10

2.3 Mezanino ..............................................................................................................................12

2.3.1 Itens do projeto de estrutura do mezanino ..........................................................12

2.3.2 Orientações gerais ................................................................................................13

2.3.3 Sobrecarga para dimensionamento do mezanino ................................................13

2.4 Comunicação visual / letreiros .............................................................................................15

2.5 Fachadas ...............................................................................................................................16

2.6 Paredes .................................................................................................................................19

2.7 Forros ...................................................................................................................................21

2.8 Acessibilidade .......................................................................................................................22

2.9 Tapumes ...............................................................................................................................22

2.10 Informações complementares ............................................................................................23

3 | INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ................................................................................................26

3.1 Elétrica e telefone .................................................................................................................26

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3.2 Projeto de instalações elétricas ............................................................................................26

3.3 Recomendações para o projeto de instalações elétricas .....................................................27

4 | INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS E GÁS .......................................................................28

4.1 Água, esgoto e gás ................................................................................................................28

4.2 Projeto de instalações de água, esgoto e gás .......................................................................31

4.3 Recomendações para o projeto de instalações água, esgoto e gás .....................................31

5 | PREVENÇÃO DE INCÊNDIO .............................................................................................33

5.1 Sistema de combate à incêndio ............................................................................................33

6 | INSTALAÇÕES DE AR CONDICIONADO E EXAUSTÃO MECÂNICA ......................................34

6.1 Projetos de instalações de ar condicionado e exaustão mecânica .......................................34

6.2 Recomendações para o projeto de ar condicionado ............................................................35

6.3 Exaustão mecânica ..............................................................................................................37

6.3.1 Exaustão mecânica para coifas e sanitários .........................................................37

6.3.2 Recomendações exaustão mecânica ...................................................................37

7 | DEMAIS PROJETOS .........................................................................................................40

7.1 Sonorização ..........................................................................................................................40

7.2 Sistema especial de alarme contra roubo ............................................................................40

7.3 TV à cabo e lógica .................................................................................................................41

7.4 Telefone externo...................................................................................................................41

8 | ANÁLISE E LIBERAÇÃO DOS PROJETOS ............................................................................41

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9 | PROCEDIMENTOS PARA EXECUÇÃO DE OBRAS ...............................................................42

9.1 Condições para início das obras ...........................................................................................42

9.2 Entrada e trânsito de materiais ............................................................................................43

9.3 Entrada e permanência de pessoal ......................................................................................44

9.4 Execução de serviços ............................................................................................................44

9.5 Horário de trabalho ..............................................................................................................45

9.6 Fornecimento dos pontos: água fria, esgoto, elétrica, gás, renovação e exaustão,
refrigeração e spk .......................................................................................................................45

9.7 Alojamento, locais para refeição e sanitário ........................................................................46

9.8 Segurança do trabalho ..........................................................................................................46

9.9 Comportamento no canteiro de obras .................................................................................47

9.10 Fiscalização .........................................................................................................................48

9.11 Liberação da loja para inauguração ....................................................................................49

9.12 Demais atividades ...............................................................................................................49

ANEXO 01 ............................................................................................................................50

RELATÓRIO DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA DO AR CONDICIONADO ..............................52

PROCEDIMENTO PARA LIBERAÇÃO DE OBRA ....................................................................53

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1. CONDIÇÕES GERAIS

Esta pasta técnica foi elaborada com o objetivo de orientar os lojistas, seus projetistas
e responsáveis pelas obras, quanto às normas e procedimentos a serem observados na
elaboração dos projetos e execução de obras das LOJAS.

O não cumprimento das instruções aqui dispostas poderá acarretar o embargo das
obras das lojas ou o impedimento do início das mesmas, até que cesse a irregularidade
observada.

As instruções aqui contidas poderão a qualquer tempo, vir a ser editadas,


complementadas ou modificadas, pela organização do shopping.

1.1 | RELAÇÃO DE PROJETOS A SEREM APRESENTADOS PELO LOJISTA

Plantas, cortes, fachadas, detalhes e perspectivas:

• Arquitetura
• Estrutura metálica
• Elétrica, telefonia e lógica
• Instalações hidrossanitárias
• Gás
• Combate, detecção e alarme de Incêndio
• Ar condicionado, exaustão e ventilação
• Seguro de Obras

1.2 | PROCEDIMENTOS PARA APRESENTAÇÃO DOS PROJETOS

a. A primeira etapa na devolução do “C.T. DOC 03-Termo de Recebimento de Pasta


Técnica”, que se encontra anexo a este documento. Junto ao termo entregar os
projetos arquitetônicos. Os demais projetos técnicos deverão ser entregues após
análise e liberação dos projetos arquitetônicos.

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b. Os projetos deverão ser enviados em formato dwg para aprovação do Shopping


através dos e-mails engenharia@cataratasjlshopping.com.br e
operacional1@cataratasjlshopping.com.br . Após a aprovação dos projetos, deverá ser
entregue 2 (duas) vias impressas em papel sulfite A1, dobradas em formato A4. CD ou
DVD contendo o projeto em arquivo eletrônico (DWG + PDF), uma via ficará em posse
do shopping e outra receberá o carimbo de aprovado de shopping e retornará ao
lojista para que seja utilizada na obra.
c. Memorial Descritivo com especificações de materiais, memórias de cálculo, quadros
de carga e demanda e detalhes executivos específicos que se façam necessários.
d. Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) do CAU e anotações de Responsabilidade
Técnica (ARTs) do CREA de projeto e execução, acompanhadas dos seus comprovantes
de pagamento e assinatura;
e. Cronograma físico da obra.
f. No carimbo dos projetos que serão apresentados deve constar as seguintes
informações:
o A numeração da loja e respectivo pavimento deverá constar obrigatoriamente
em destaque em todas as plantas e projetos apresentados, sendo o principal
elemento de identificação de cada loja.
o O nome fantasia do ocupante, apenas complementa a identificação. É
indispensável que as plantas tenham numeração sequencial e quantitativa, de
modo a se saber em quantas pranchas o projeto é apresentado. É
indispensável conter o nome e telefone do arquiteto e/ou engenheiro.
g. Em paralelo à entrega dos projetos, o lojista deverá providenciar o tapume para
isolamento de sua loja, atendendo às exigências do item 2.9.
h. Após aprovação de todos os projetos, e atendimento do item do tapume, os lojistas
estarão aptos a solicitar permissão para dar início às obras de instalação de suas lojas.
Quaisquer atividades somente poderão ter início após liberação através da solicitação.
i. As solicitações de liberação deveram ser realizadas do “Sistema de gerenciamento de
conteúdo” do shopping, sendo que, o login de acesso, a senha e manual de utilização,
serão repassadas aos proprietários da loja no momento da assinatura do contrato.
j. Os lojistas devem apresentar à Comissão Técnica um profissional responsável que irá
assumir a coordenação de todos os serviços. O lojista, ou este profissional também
estará solicitando liberação para as atividades com antecedência mínima de 48 horas

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(fornecendo a descrição da atividade a ser executada, o nome, RG e função dos


funcionários envolvidos) através do Sistema de gerenciamento de conteúdo.

1.3 | RESPONSABILIDADE PELOS PROJETOS

Os profissionais contratados pelos lojistas devem:

a. Ser tecnicamente capazes, idôneos e especializados em projetos de instalações


comerciais e estarem legalmente habilitados, especialmente junto ao Conselho
Regional de Engenharia e Agronomia/Conselho de Arquitetura e Urbanismo
(CREA/CAU);
b. Fornecer cópias das Anotações de Responsabilidade Técnica (ART’s) e do Registro de
Responsabilidade Técnica (RRT) referentes aos projetos e serviços executados e
observar as normas vigentes, constantes deste caderno Técnico; da ABNT; dos termos
contratuais; das normas e legislações de segurança do trabalho; da legislação em vigor
(órgãos públicos municipais, estaduais, federais e concessionárias); e das exigências
para aprovação dos projetos por órgãos públicos, quando necessário.

1.4 | PRAZOS PARA APRESENTAÇÃO DE PROJETOS

a. O Comitê Técnico terá 5 (cinco) dias uteis para a análise dos projetos, podendo ainda
solicitar as informações e os detalhes complementares que julgar necessários. Este
prazo poderá ser prolongado por igual período, a critério do Comitê Técnico.
b. Caso haja exigência de informações ou detalhes complementares ou ainda
necessidade de retificação dos projetos já apresentados, os lojistas terão 5 (cinco) dias
uteis para cumpri-la.
c. A entrega dos projetos só será considerada completa quando realizada em sua
totalidade.
d. Só serão analisados os projetos que atendam integralmente ao prescrito nos itens 1.2
deste Caderno Técnico. Não serão analisados projetos entregues de forma parcial. O
início das obras está condicionado à liberação de todos os projetos pelo Shopping.

1.5 | PLANTA TÉCNICA

Será disponibilizado a planta técnica da loja contendo as seguintes informações:

a. Área e medidas de projeto “no osso”;


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b. Carga elétrica prevista, em kVA – caso seja necessário acréscimo de carga, além da
fornecida pelo empreendimento, todas as despesas geradas serão de responsabilidade
do LOCATÁRIO. Deverá ser feito pedido formal e estes serão analisados, antes da
aprovação do projeto. A bitola do alimentador a ser instalado pelo lojista deverá ser a
mesma do fornecida pelo alimentador do shopping;
c. Localização do shaft de subida da tubulação de refrigeração do ar condicionado,
tomada de ar exterior e dreno para condensação;
d. Localização dos pontos de entrada de instalações, tais como energia, telefone,
sprinkler;
e. Detecção e alarme de incêndio e, quando for o caso, hidrante; posição referencial da
loja em relação aos eixos do Shopping;
f. Posicionamento do shaft ou saída para exaustão de coifas (somente para as lojas de
alimentação);
g. Localização dos pontos de água, esgoto e gás (somente para lojas de alimentação e
para operações que tiveram essa demanda previamente aprovada).

As indicações da Planta Técnica são orientativas, podendo variar de acordo com os


projetos executivos em andamento e com as normas municipais, prevalecendo o executado na
obra. Sendo assim, cabe à equipe do lojista verificar o que foi efetivamente executado e
adequar seus projetos a essa realidade.

Recomendamos aos lojistas e a seus projetistas que verifiquem no local (na obra
propriamente dita) as medidas, os níveis, o posicionamento dos pontos de entrega de
instalações indicados na planta técnica e as eventuais instalações do Shopping que possam
existir na área interna da loja.

Tais instalações serão executadas preferencialmente nas áreas comuns podendo, a


critério do Shopping, ser instaladas no interior das lojas, preferencialmente junto aos tetos,
pilares ou sob o piso.

2. ARQUITETURA
Os materiais e revestimentos a serem escolhidos e aplicados nos acabamentos das
lojas deverão estar em sintonia com o padrão de acabamento do Shopping, cabendo ao

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Comitê Técnico a não aceitação de quaisquer especificações que porventura venham a


denegrir ou depreciar sua imagem.
2.1 | ITENS DO PROJETO DE ARQUITETURA

O projeto de arquitetura deverá mostrar as soluções previstas para piso, parede, teto,
fachada, mobiliário, contendo:

a. Plantas baixas na escala de 1:25, indicando os eixos referenciais do Shopping: planta


de alvenaria, layout, paginação de piso, teto, iluminação, tomadas/pontos elétricos,
pontos hidráulicos, detalhamento de marcenaria/bancadas).
b. Planta do mezanino na escala 1:25, com todas as cotas necessárias à conferência dessa
área.
c. Cortes, sendo no mínimo um transversal e um longitudinal na escala 1:25.
d. Fachadas com indicação dos acabamentos.
e. Elevações das paredes internas.
f. Detalhe em escala 1:5 do arremate da fachada proposta com o perfil divisor dos
espaços comerciais, conforme detalhe fornecido pelo Shopping. Indicar nos detalhes o
acabamento da fachada proposta levando o revestimento até o perfil divisor de lojas,
para um bom acabamento.
g. Planta, elevação e corte do letreiro, em escala 1:10, com indicação de materiais, cores,
iluminação, se houver, e forma de fixação na fachada.
h. Perspectivas internas e externas da loja e foto colorida (obrigatório).
i. Memorial: Descritivo dos materiais utilizados, em folha separada, contendo todos os
detalhes, cores, padrões, mobiliário etc. Informar quais normas serão seguidas.
Atender às normas do Corpo de Bombeiros sobre inflamabilidade dos materiais.
j. RRT (Registro de Responsabilidade Técnica - CAU) do autor do projeto.
k. Lojas com metragem superior a 100m², poderão apresentar projetos na escala 1:50.

2.2 | PISO
a. O piso acabado da loja deve estar no mesmo nível do piso da área de circulação do
público. Caso haja elevação do piso, será necessário prever recuo mínimo de 2m do
alinhamento da loja com o mall, contemplando o acesso de pessoas portadoras de
necessidades especiais. Apresentar cotas de nível. Quaisquer desníveis constituem

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sérios obstáculos inibidores de acesso do cliente e PNE’s, além de elementos


causadores de acidentes, conforme especifica a NBR 9050/2015:

“Desníveis de qualquer natureza devem ser evitados em rotas acessíveis.


Eventuais desníveis do piso de até 5mm dispensam tratamento especial.
Desníveis superiores a 5mm até 20mm devem possuir inclinação máxima de
1:2 (50%), conforme Figura 1. Desníveis superiores a 20mm, quando
inevitáveis, devem ser considerados como degraus”.

b. Deve também ser evitado sempre que possível, o uso de capacho na entrada da loja,
ainda que embutido no piso. Os materiais de acabamento dos pisos não devem
ultrapassar carga de 70 kg/m². Todo e qualquer desnível deverá ser executado com
piso falso. É proibido o enchimento com qualquer material que causa sobrecargas à
laje. Lembramos da execução das juntas de dilatação, a fim de evitar problemas
futuros.
c. Com exceção das lojas localizadas na Praça de Alimentação, as quais possuem detalhes
específicos, sempre que o fechamento da loja for recuado em relação ao seu
alinhamento, recomenda-se estender o piso do “Mall” para o interior do espaço
locado. Na Praça de Alimentação, o piso do “Mall” pode também ser repetido no
interior da loja, respeitadas eventuais tabeiras de material e/ou cor diferente.
d. Deve-se prever soleira sob a porta de entrada, em mármore ou granito em cores
neutras, de modo que o piso do interior da loja não seja visível do mall quando a porta
estiver fechada. Não poderá haver desnível entre o piso da loja e o mal, sendo
proibida a utilização de soleira com desnível;
e. Deverão ser especificados pisos de alta resistência para área de atendimento, não
sendo permitida a utilização de Paviflex nesta área da loja. Da mesma forma, não é
permitida a utilização de carpetes e tapetes na área de atendimento, exceto por
aqueles que apresentem o teste de não propagação de chamas.

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f. As juntas de dilatação estrutural da edificação devem ser respeitadas, cabendo aos


lojistas o tratamento das mesmas. Os acabamentos (pisos, paredes e tetos), assim
como os demais elementos construtivos, precisam ser projetados e executados de
modo a manter sua funcionalidade.
g. Qualquer trilho ou ferrolho para fechamento de porta deve ser embutido no
contrapiso interno da loja, com a sua face superior coincidindo com o nível do piso
acabado, da loja e da área de circulação de público, sem ressalto. No caso de portas de
correr, o trilho deve ficar na parte superior da porta, sem guias aparentes no piso.
h. Não podem ser efetuadas aberturas nas lajes de piso e teto da loja.
i. Caso haja rebaixo na laje de piso ou caso seja executado piso elevado para embutir as
instalações hidráulicas, deverá ser previsto enchimento total dos vazios com material
de baixa densidade, como EPS (isopor) ou vermiculita.
j. Todas as lojas que possuam área molhada (áreas de cozinha, sanitários, áreas
molhadas) e de passagem de tubulações de esgoto devem ser impermeabilizadas.
Deverá ser realizado teste por 72 horas, com acompanhamento da equipe do
shopping;
k. Toda loja que possuir ponto de água, deverá obrigatoriamente possuir caixa de
gordura, com cesta de limpeza padrão Tigre ou similar, cuja capacidade seja
compatível com a geração de detritos. A caixa deverá ser instalada de modo a atender
toda demanda da rede de esgoto e deverá ser limpa periodicamente pelo lojista e ao
menos uma vez ao mês por empresa especializada;
l. A escada e guarda-corpo deverão atender as normas do corpo de bombeiros. O piso da
escada deverá ser de material antiderrapante e incombustível.

2.3 | MEZANINO

2.3.1 | Itens do projeto de estrutura do mezanino

• Planta baixa do mezanino, com indicação da locação de pilares e bases e da estrutura


do Shopping, sendo assinalados os eixos numéricos e alfabéticos.
• Projeto de fachada autoportante com solução de contraventamento.
• Cortes e detalhes.
• Memorial de Cálculo, especificando a sobrecarga total nos apoios.
• Detalhes de fixação.

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• ART (Anotação de responsabilidade técnica – CREA) / RRT (Registro de


Responsabilidade Técnica – CAU) do autor do projeto.

2.3.2 | Orientações gerais

Para lojas que irão prever mezanino, deve ser entregue o projeto estrutural contendo:
sobrecarga, com indicação das mesmas sobre o mezanino, tipo de fixação da estrutura às vigas
e pilares, detalhes da estrutura com cortes e ART.

Para lojas onde já existem mezanino, deve ser entregue novo projeto com sobrecargas,
e indicação das mesmas sobre o mezanino, juntamente com a ART do projetista estrutural.

A estrutura do mezanino deverá ser apoiada apenas nas vigas e pilares do Shopping
respeitando o limite estabelecido para a sobrecarga útil ou acidental.

A área máxima de mezanino permitida é de 50% da área da loja, não sendo aprovado,
em hipótese alguma, projetos com áreas superiores à esta. A esta área se incluem as áreas da
escada e áreas técnicas.

O mezanino deverá ser executado exclusivamente em estrutura metálica com piso em


chapa tipo WALL (incombustível). Quando o piso for cortado, ele deve receber tratamento
para manter-se incombustível.

2.3.3 | Sobrecarga para dimensionamento do mezanino

Sobrecargas permanentes e acidentais de mezanino (incluindo peso próprio da


estrutura) = 200Kgf/m².

Não será permitido furar a laje estrutural do Shopping com chumbadores de qualquer
tipo. As bases metálicas deverão ser fixadas na estrutura utilizando adesivos químicos (Nito
Bond EPPL da ANCHORTEC/Similar) ou cimento de alta resistência (Grout).

Os projetos e a execução dos mezaninos devem observar criteriosamente, e com


particular atenção, o cumprimento da legislação municipal pertinente aos seguintes itens:

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• A altura mínima entre o piso e o forro, sendo 2,80m para área de permanência
prolongada e 2,30m para área de permanência transitória sobre o mezanino;
respeitando o código de edificações local.
• Caso não haja mezanino em área de atendimento, o pé direito da loja deve ser de no
máximo 4,21 metros e de no mínimo de 3,00 metros e neste caso, o forro deve estar a
2,00 metros de distância da vitrine.

• As alturas dos espelhos e largura dos pisos dos degraus deverão atender as normas,
respeitando a fórmula de blondel (2H+P= 62 a 64);
• Uso de corrimão em todas as escadas, que deverá ser contínuo e deverá atender a
norma NBR 9050:2015 e as exigências do Corpo de Bombeiros Paraná NPT 011 –
Saídas de emergência:

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2.4 | COMUNICAÇÃO VISUAL / LETREIROS

a. Só é permitido 1 (um) letreiro por alinhamento de fachada.


b. O letreiro poderá avançar até 10 cm em balanço para fora do limite da loja, sobre a
área comum e a base do letreiro deverá estar no mínimo a h = 2,50 m do piso. Não
está liberado o avanço de toda a testeira, somente do letreiro.
c. Não serão permitidos letreiros do tipo bandeira.
d. Não serão permitidos letreiros com adesivo, lona, plásticos e pré-moldados
(translúcidos ou opacos).
e. O letreiro deverá ser limitado a 50% do comprimento da fachada.
f. Não é permitido colocar na fachada qualquer outra inscrição além do letreiro (nome
fantasia da loja). Qualquer troca de denominação em relação ao contrato deverá ter
assentimento prévio e por escrito da organização do shopping.
g. Os letreiros das lojas localizadas na praça de alimentação deverão ser executados com
detalhes específicos de acordo com as características, dimensões e posicionamento à
serem determinados pela organização do shopping.
h. Os adesivos a serem aplicados no lado interno do vidro da loja só serão permitidos
após a aprovação da arte pelas áreas de Marketing e Arquitetura do Shopping.

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i. A instalação de monitores ou TV na fachada da loja só será permitida com afastamento


mínimo de 1 m a partir da vitrine/limite da loja. Só poderá haver veiculação de
conteúdo institucional e deverá ser previamente aprovada pelo marketing.
j. Os letreiros poderão ser retroiluminados (não é permitida a instalação de iluminação
intermitente, spots e luminárias tipo front-light, neon ou lâmpadas expostas). Toda a
instalação elétrica deverá ser embutida de modo que não fique aparente na fachada
da loja.
k. Vitrines, letreiros e outros arranjos no interior das lojas deverão permanecer
iluminados durante os períodos determinados pelo Shopping.
l. Em hipótese alguma será permitido aplicar, fixar ou pendurar o letreiro ou luminoso
no rodateto.
m. A aprovação dos letreiros junto aos Órgãos Públicos, quando necessária, é de
responsabilidade do lojista.

2.5 | FACHADAS

a. Todas as fachadas devem respeitar os limites verticais (perfil divisor de lojas) e


horizontais (rodateto e piso da área de circulação de público). Os arremates de
acabamento da fachada devem ser feitos contra estes perfis do Shopping que recebem
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pintura e revestimentos de acabamento cujo reparo será por conta do lojista caso
danificados durante a instalação da fachada.
b. Vitrines, portas e estruturas não podem estender-se além do limite da loja.

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c. As vitrines não podem ter qualquer tipo de acesso externo.


d. Os vidros das portas de entrada e das vitrines devem ser temperados inteiriços na
altura do piso ao rodateto, lisos, transparentes e com espessura mínima de 10mm.
e. Sempre que possível, deve-se criar um elemento do tipo sóculo ou rodapé com altura
mínima de 10 cm, para proteção dos vidros voltados para as fachadas e que estejam
em contato com o piso, executado em material incombustível, resistente a impactos
(ex: enceradeira) e imune a água e/ou produtos abrasivos empregados na limpeza do
piso das áreas comuns.

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f. O circuito de iluminação das vitrines deverá ser dotado de um timer o qual será
programado conforme horários determinados pela administração do shopping. É
obrigatório instalar na fachada das lojas o LED para controle e acompanhamento de
funcionamento do condicionador de ar (fan-coil) e sistema de exaustão. Serão:
• Sistema de ar condicionado LED na COR VERDE.
• Sistema de exaustão LED na COR VEMELHA
g. O vão de abertura da porta deverá ser de no mínimo 1,20 x 2,10 m e deverá abrir
somente para o interior da LOJA, sem nenhum avanço na área de mall.
h. Não é permitido o uso na fachada: revestimentos em vinil ou papel de parede, além de
revestimentos, cores e texturas que causem interferência visual no mall.
i. O mezanino deverá estar afastado, no mínimo, 1 metro dos vidros da fachada da loja,
os quais não poderão receber películas.
j. Os balcões das lojas de alimentação, incluindo sua projeção, terão como afastamento
mínimo 40cm para balcão de atendimento e para balcão caixa.
k. As portas de enrolar devem ser obrigatoriamente microperfuradas, modelo
Transvision, para permitir a visão do interior da loja, e prever controle manual interno
e externo (prever portinhola – dimensões mínimas 60cm x 60cm). As portas devem ser
fixadas independentemente da estrutura do Shopping.
l. O fechamento das lojas de alimentação deverá ser em lona com faixa de transparência
em todo o comprimento na altura de 1 metro do piso e altura de 1 metro da faixa.
Indicar caixa de fechamento com apenas uma abertura para o rolo, estruturação
autoportante. Indicar em planta o alinhamento de fechamento da porta rolo sobre a
soleira. A cor deve ser bege ou cinza.
m. A fachada da loja deve apresentar transparência mínima de 70%.
n. O acabamento frente a fachada da loja (no mall) é de responsabilidade e cuidado do
lojista.

2.6 | PAREDES

a. As paredes internas divisórias entre lojas, ou entre lojas e áreas comuns, são
executadas em drywall, no sistema perfil/placa/perfil ou em alvenaria de tijolos
cerâmicos, bem cozidos de 6 (seis) furos, sem aplicação de chapisco, emboço, reboco e
pintura, devendo cada lojista obrigatoriamente colocar uma segunda placa de gesso
acartonado, em toda altura, para fechamento e aplicar o revestimento.

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b. As paredes que limitam a loja não podem sofrer rasgos, furos, perfurações etc. Estas
paredes cumprem função exclusiva de vedação, não podendo ser utilizadas para
suporte de quaisquer elementos das instalações, tais como mezaninos, prateleiras,
mostruários, forros, vitrines etc. podendo tão somente receber materiais de
acabamento; e ainda assim desde que os mesmos dispensem fixação de tacos
chumbados para sua instalação. Admite-se, apenas, o uso de buchas de nylon S-8, no
máximo. As instalações elétricas, hidrossanitárias, de ar condicionado, de exaustão
mecânica, ou qualquer outra, terão de respeitar a incolumidade das paredes, isto é,
não poderão ser embutidas nas paredes, sendo permitida, somente a fixação de
braçadeiras através de buchas de nylon.
c. O shopping se responsabiliza pela entrega das divisórias das lojas. Internamente, o
lojista deverá executar as paredes para embutir tubulações, fixações e demais
necessidades;
d. Será permitida somente a construção de divisórias internas em paredes tipo gesso
acartonado ou bloco celular, não sendo permitida a execução de paredes em bloco de
concreto ou tijolo cerâmico;
e. No rodateto, que limita a fachada da loja, não deverá conter nenhum tipo de fixação.

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1. Parede limítrofe – entregue pelo Shopping;

2. Laje de piso – entregue pelo Shopping;

3. Uma fiada de bloco de concreto – a ser realizada pelo lojista;

4. Parede de Drywall a ser executada pelo lojista para ocultar as instalações.

2.7 | FORROS

Deverão ser respeitadas as condições impostas pelas posturas municipais e pelas


normas de segurança estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros. Os forros, quando atirantados
às lajes, não poderão transmitir esforços superiores à 30 Kg/m² e, mesmo assim, somente
serão permitidos à exclusivo critério da fiscalização das obras. Quando houver instalação de
equipamentos técnicos acima dos forros falsos, é indispensável prever-se acesso fácil e seguro
para eventual remoção e manutenção.

a. A fixação das instalações na laje deverá ser realizada através de parabolt.


b. Devem-se prever alçapões ao lado das entradas das instalações, com medida mínima
de 60cm x 60cm, para consertos e/ou manutenção dos equipamentos e instalações
acima do forro.

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c. Não são admitidos materiais combustíveis no forro e acima deste.


d. Não é permitida a utilização de forro de PVC.
e. O projeto luminotécnico deve priorizar o desempenho e conforto visual
proporcionados pelas luminárias, evitando ofuscamento e desconforto, seja pela
reverberação direta da fonte de luz, seja por reflexo.

2.8 | ACESSIBILIDADE

Em atendimento à NBR 9050: 2015, referente à acessibilidade, deverá ser previsto na


loja pelo menos 1 (um provador com características físicas (largura da porta: 0,80m e espaço
livre: 1,20m x 0,90m) para atender aos portadores de deficiência. Quando houver porta de
eixo vertical, esta deverá abrir para fora. Observar ainda a NBR 9050 em relação aos balcões
de atendimento para portadores de necessidades especiais, especialmente as lojas de
alimentação.

2.9 | TAPUMES

O tapume deverá vedar totalmente a fachada da loja, estendendo-se do rodateto ao


piso do mall, bem como abrangendo totalmente suas laterais.

Deverá ser confeccionado em painel Eucatex na cor branca com perfis de cor branca. A
porta de acesso do tapume deverá seguir o mesmo layout da loja, contemplando um porta
cadeado externo. Toda e qualquer instalação ou remoção do tapume será por conta do lojista.
O lojista deverá entregar junto a solicitação de liberação de obras a cópia da chave da porta do
tapume da obra.

22
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

No tapume deverá conter placa em A4 constando as seguintes informações básicas:

• Número da loja;
• Nome fantasia da loja;
• Razão social;
• Nome do responsável técnico;
• Autorização para o início da obra, emitida pela organização do shopping.

O lojista deverá providenciar adesivo que revista todo o tapume, conforme orientação “C.T.
DOC 02- PADRÃO DE ADESIVO” que segue em anexo.

2.10 | INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

a. A área locada será entregue “em osso”, ou seja, paredes de alvenaria, teto em laje
mista sem aplicação de chapisco, emboço, reboco e pintura; O piso será deixado na
maneira que foi concretada as lajes, (não será executado a regularização dos pisos das
lojas nem aplicação de revestimento).
b. Muito embora tenham sido estudadas diversas soluções, eventualmente, o espaço
aéreo de algumas lojas, poderá ser solicitado para passagem de dutos e tubulações,
bem como por descidas de prumadas junto aos pilares; informamos que na medida do
possível tentaremos contornas estas situações, porém são atividades indispensáveis
para o funcionamento do empreendimento. Assim como não ser possível atender a
qualquer pedido para desvios ou remoção dessas tubulações

23
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

c. As mesas e cadeiras, quando localizadas em áreas de comodato externas às lojas,


deverão ser dispostas sobre tablado, fornecido e instalado pelo lojista, que deverá
estar somente apoiado sobre o piso do mall com base em EVA na cor branca e
espessura de no mínimo 10 mm para não oferecer risco de danos. Deverão ser
previstas também jardineiras como limitadoras da área de uso de mesas e cadeiras.
Tanto a localização, área de ocupação e especificações de modelo e acabamentos
deverão ser aprovadas em conjunto com o projeto de arquitetura, devendo
obrigatoriamente ser apresentada perspectiva ou maquete eletrônica para análise.
d. Prever isolamento acústico nas operações que gerem muitos ruídos como: academia,
escola de dança, recreação infantil, cinema, entre outros, que o comitê técnico
considerar geradores de ruídos.
e. Proibido o uso de carvão, lenha ou similar para churrascarias, restaurantes e
lanchonetes. O sistema de aquecimento só poderá ser feito através de gás canalizado
ou energia elétrica, não é permitido o uso de botijões de gás no interior da loja. Não é
permitido o acesso ao shopping com botijões ou cilindros de gás.
f. Todas as lojas que tenham previsão de utilizar água quente deverão utilizar tubulação
para tal da marca Tigre ou Amanco, seguindo os procedimentos e normas vigentes;
g. O quadro de energia deverá ser instalado no pavimento térreo e em local de fácil
acesso com a devida identificação;
h. Somente após a entrega de toda documentação e aprovação de todos os projetos é
que poderão ser iniciadas as atividades. A aprovação dos projetos não exime a
responsabilidade do lojista sobre os mesmos;
i. Todas as atividades como: acesso de prestadores de serviço, entrada/saída de
mercadorias, entre outros, deverão ser solicitadas através do Sistema de
Gerenciamento de Conteúdo, com login e senha do lojista;
j. Toda e qualquer alteração no projeto de arquitetura implicará na correção e
compatibilização dos projetos complementares já entregues e deverão ser enviados
para nova análise;
k. Os projetos aprovados deverão ser fixados internamente à obra para que todos os
prestadores de serviço tenham acesso;
l. O tapume das lojas deverá seguir o padrão estabelecido pelo shopping: tapume naval
adesivado. A arte do adesivo deverá ser encaminhada para análise e aprovação do
shopping;
m. A vistoria de inauguração de loja deverá ser solicitada com 24 horas de antecedência;

24
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

n. A infraestrutura da loja não poderá ser apoiada na infraestrutura do shopping, exceto


vigas e pilares. Não poderá ser embutido, apoiado ou fixado nenhum elemento (como
prateleiras, forros, tubulações, balcões, entre outros) nas paredes, pisos e laje do
shopping;
o. O projeto encaminhado ao lojista refere-se ao projeto padrão do Cataratas JL
Shopping, não sendo de responsabilidade do shopping o levantamento e conferencia
das medidas in loco;
p. A compatibilização de projetos da loja, ou interferências da infraestrutura do shopping
com os projetos da loja, não são de responsabilidade do Cataratas JL Shopping;
q. O atendimento às normas vigentes e procedimentos para elaboração dos projetos são
totalmente de responsabilidade dos projetistas. As análises do shopping referem-se a
procedimentos internos, não necessariamente relacionados à normalização;
r. A tensão elétrica fornecida à loja é 220/127V, 3 fases + Neutro + Terra;
s. É proibida a utilização de transformadores, rabichos, benjamins e tês no interior do
shopping;
t. A estrutura foi projetada para uma sobrecarga acidental de 300 kg/m² sobre as lajes de
piso, em toda área locável e “Malls”. Não é permitido aplicar uma carga pontual.
Deverá ser previsto um elemento para suporte e distribuição das mesmas.
u. É proibida a instalação de qualquer tipo de aparelhos de aquecimento e/ou
resfriamento de alimentos, bem como geladeiras, freezer ou frigobar em lojas que
não sejam de alimentação;
v. Deverá ser realizada manutenção mensal periódica das máquinas de ar condicionado.
O lojista deverá entregar uma cópia do relatório de manutenção assinada por
profissional habilitado na administração do shopping;
w. Todo serviço realizado no interior do shopping deverá contar com os equipamentos de
proteção individual e coletiva. Não serão autorizadas atividades sem que este item
seja atendido.
x. É obrigatório que o lojista mantenha a loja em perfeito estado de funcionamento e
conservação de suas instalações. É de suma importância os cuidados com a limpeza
do ambiente e do shopping, sendo que a qualquer momento, quando esta condição
não for atendida, a atividade poderá ser suspensa pelo shopping.

25
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

3. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

3.1 | ELÉTRICA E TELEFONE

O projeto deverá atender aos padrões de qualidade e segurança das partes comuns.
Deverão ser apresentados: diagrama unifilar, tabela de distribuição de cargas, planta baixa
contendo posicionamento de tomadas, interruptores, luminárias e outros, inclusive para o
condicionador de ar (fan-coil) e ventiladores de exaustão mecânica quando for o caso. O
projeto de tubulação seca para telefones pode ser introduzido na mesma prancha do projeto
de elétrica, desde que haja conveniência. Planta indicando todas as tubulações, com os pontos
de elétrica telefonia; Memorial Descritivo com as especificações técnicas dos componentes e
materiais; ART (Anotação de Responsabilidade Técnica - CREA) do autor do projeto.

3.2 | PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

a. Parâmetros: os parâmetros adotados para o cálculo de demanda máxima provável de


cada loja tiveram por base a demanda de estabelecimentos comerciais similares
localizados em outros Shopping Centers, bem como as normas da ABNT e as normas
internacionais afins. Os projetos devem atender as normas e posturas estabelecidas
pela Copel, devendo ser encaminhados com a devida antecedência para serem
aprovados por este órgão.
b. Fornecimento de Energia: o fornecimento de energia das lojas, será em baixa tensão
127/220. Fornecimento será direto pela Copel – Cia de Eletricidade do Paraná e a
medição individual realizada nos centros de medição do Shopping.
c. Elementos de Projeto: Plantas com diagramas unifilares com distribuição dos circuitos,
quadro de carga, demanda e especificação dos materiais a serem utilizados,
constituem os elementos mínimos do projeto de instalação elétrica. No projeto deve
ser previsto a instalação de pelo menos dois aparelhos de iluminação de emergência,
de preferência um aparelho junto ao caixa.
d. Alimentadores: as disponibilidades dos alimentadores encontram-se na ficha técnica e
no anexo 2 “Recomendações para o projeto de elétrica” que estabelece as premissas a
serem atendidas.
e. Telefonia: em cada unidade de comercio será instalada uma mangueira de pvc ligando
a eletrocalha até uma caixa de 10x10x4cm sem tampa e sem fiação, daí partindo toda
a ramificação da loja, obedecidas as normas da ABNT e a regulamentação da Telepar.

26
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

O projeto de telefonia poderá ser inserido no projeto de instalações elétricas, ou feito


separadamente dependendo da sua complexidade.
f. Iluminação de Vitrines e Letreiros: vitrines, letreiros e outros arranjos no interior da
loja deverão possuir o “timer” e permanecer iluminados durante o período de
funcionamento do shopping.
g. Materiais Utilizados: todos os materiais utilizados na execução das instalações elétricas
obedecerão rigorosamente as especificações da ABNT – (NBR 5.410 - 2008) e as
premissas contidas no item 3.3. Deverão ser novos e de primeira qualidade.

3.3 | RECOMENDAÇÕES PARA O PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Objetivo: Preservar o empreendimento e manter, nas lojas o mesmo padrão de


segurança. Os lojistas e seus prepostos instaladores deverão obedecer com todo o rigor e no
mínimo, as premissas que seguem:

a. Condutores anti chama em cobre eletrolítico, sistema metrificado, bitola mínima de


2,5 mm2. Haverá fio terra percorrendo toda a tubulação. Serão observadas as
seguintes cores para os condutores: - Circuito trifásico: verde (terra); azul claro
(neutro); preto (fase A); vermelho (fase B); branco (fase C); - Circuito monofásico:
verde (terra); azul claro (neutro); preto (fase); amarelo (retorno).
b. Eletrodutos: será admitido o uso de PVC, tipo pesado, roscável, com diâmetro mínimo
de 20mm (1/2”), para ligação das luminárias será admitido Eletroduto flexível de PVC.
c. Disjuntores: apropriados para faixa de tensão dimensionadas na entrada de serviço.
Cada circuito deverá conter seu disjuntor próprio conforme projeto. Não serão aceitos
disjuntores bipolares e tripolares para divisão de circuitos.
d. Não é permitido o acoplamento de disjuntores termo-magnéticos monopolares para
substituir disjuntores bipolares ou tripolares.
e. Reatores: para luminárias fluorescentes devem ser duplos de alto fator de potência,
partida rápida com terminal parafusado, para tensão de 127V ou 220V, 60 Hz. Os
reatores quando singelos terão seu fator de potência corrigidos individualmente.
f. Caixas de passagem são sempre metálicas em chapa de aço galvanizado.
g. Alimentadores chegam a loja, vindos dos centros de medição do shopping, não haverá
medição no interior da loja; serão respeitados os limites de potência máxima previsto
no projeto elétrico da loja.

27
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

h. Alimentação para fan-coil deve ser prevista no projeto de elétrica, com circuito
exclusivo como também para ventiladores de Exaustão Mecânica, quando for o caso;
verificar projeto de ar condicionado.
i. É obrigatório o circuito de comando da iluminação de vitrine e fachadas, bem como o
comando de desligamento dos fan-coils e exaustores, na face externa da loja, devem
ser indicados no projeto.
j. Identificar no projeto os condutores de cada circuito, em cada trecho, a fim de facilitar
a execução do projeto.
k. Condutores de até 6mm2 receberão solda 50/50 para emendas e terminações; e
conectores de pressão para bitolas superiores, com uso de ferramenta apropriada.
l. Luminárias de qualquer tipo serão sempre metálicas e aterradas.
m. Aterramento de todas as peças metálicas, através de conecção ao condutor de
proteção (terra) assegurando a continuidade elétrica do sistema; aferida com
“MEGGER” de 1000V pela fiscalização.
n. Telefonia quando estiver incluído na mesma prancha do projeto de elétrica, deverá
constar o título da mesma.
o. A NBR 5410:2008 será observada na execução do projeto, sendo cumprida na íntegra.
p. Paredes limítrofes da loja, são elementos de vedação; e serão mantidas incólumes,
sendo proibido furar, cortar, embutir instalações e tacos para fixação, bem como
qualquer outra operação que venha a lhes causar danos. Será admitido o uso de
buchas de nylon, S 8 no máximo, para fixação de braçadeiras.

4. INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS E GÁS

4.1 | ÁGUA, ESGOTO E GÁS

Os projetos de instalações hidrossanitárias e gás, devem conter informações


referentes ao tipo de utilização das tubulações, dimensionamento, planta baixa, elevações e
caso haja necessidade, corte longitudinal e transversal.

Todas as áreas úmidas e ambientes que haja passagem de tubulação no piso, devem
contemplar impermeabilização e teste de 72horas do mesmo, com acompanhamento da
Comissão Técnica. Para tubulação de esgoto que possam vir a receber despejo de água quente,

28
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

é necessária tubulação reforçada, assim como todas as tubulações de esgoto sanitário de


gordura. Caso contrário pode ser utilizada a série comum. Todas as tubulações aparentes
devem prever fixação com abraçadeiras. As abraçadeiras tipo “d” devem ser atirantadas e as
tipo “u” fixadas nas lajes, vigas ou pilares. Para tubulação vertical a fixação deverá ser de
2,00m à 2,00m, para tubulação horizontal o espaçamento entre as abraçadeiras será 10 vezes
o diâmetro da tubulação, visto que todos os acessórios devem conter fixação antes e depois
dos mesmos.

Fonte: Catálogo Técnico TIGRE.

Para tubulação de água fria aparente, a fixação deve ser realizada com abraçadeiras.
As abraçadeiras tipo “d” devem ser atirantadas e as tipo “u” fixadas nas lajes, vigas ou pilares.
Para tubulação vertical a fixação devem ser de 2,00m à 2,00m, para tubulação horizontal deve

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

seguir a tabela abaixo, visto que todas os acessórios devem conter fixação antes e depois dos
mesmos.

Fonte: Catálogo Técnico TIGRE.

A tubulação de gás (G.L.P) deverá ser executada aparente, apresentando


dimensionamentos, localização do medidor de gás externo à loja para que seja possível
visualização da equipe do operacional do shopping. Para todos, deverão ser atendidas as
recomendações contidas no anexo 03.

4.2 | PROJETO DE INSTALAÇÕES DE ÁGUA, ESGOTO E GÁS

a. Projeto de Instalação Hidrossanitárias e Gás: as lojas localizadas na Praça de


Alimentação, deverão ter previsão de pontos de água, esgoto e ventilação. Em relação
aos esgotos, os projetos devem atender as normas e posturas estabelecidas pela
30
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

Sanepar, devendo ser encaminhados com a devida antecedência para serem


aprovados por este órgão.
b. Análise de Projeto: além da aprovação da concessionária, os projetos de instalação
hidrossanitárias e de gás deverão ser apresentados à comissão técnica que os liberará
para execução.
c. Elementos de Projeto: Os projetos deverão atender a NB –19, NB –92, NB –107, que
tratam, respectivamente, de instalações prediais, de esgoto, água fria e gás. O item 4.3
contém as informações necessárias para a execução dos projetos.
d. Fiscalização: a fiscalização das obras do shopping cuidará de fiscalizar a execução do
projeto aprovado pela comissão técnica, além de exigir as premissas desta pasta.
e. Gás: é expressamente proibida a existência de botijões de gás no interior das
dependências do shopping. Todo o consumo de gás terá como fonte única e
autorizada a Central de gás. Cada unidade deverá ter o seu medidor de baixa ou alta
pressão, o qual será por conta do lojista. A pressão máxima de consumo será de 1,5 kg.
f. Materiais Utilizados: todos os materiais deverão ser novos, comprovadamente de 1ª
qualidade, obedecidas as especificações das normas da ABNT e deverão manter fiel
atendimento as recomendações e instruções emitidas pela organização do shopping.

4.3 | RECOMENDAÇÕES PARA OS PROJETOS DE ÁGUA, ESGOTO E GÁS

OBJETIVO: Preservar o empreendimento e manter nas lojas o mesmo nível de conforto,


higiene e segurança.

1. Água Fria Potável:

1.1 - A alimentação de água fria potável será executada com tubos e conexões em PVC
rígido soldável marrom, fabricados de acordo com a EB892/1977 (NBR 5648) – resistência
mínima de 7,5kg/cm² (75 mca ) a 20° C.

1.2 - As juntas soldadas serão executadas com adesivo/ solda adequados e conforme
as especificações do fabricante dos tubos e conexões.

2. Esgoto Primário, Secundário e Colunas de Ventilação:

31
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

2.1 - As redes de Esgoto Sanitário, serão executadas com tubos e conexões em PVC
rígido com ponta/bolsa/virola para esgoto sanitário, fabricados de acordo com a especificação
brasileira EB-608 ( NBR 5688 ).

2.2 - Para o diâmetro de 40mm a junta será soldável e para os diâmetros de 50mm,
75mm e 100mm a junta poderá ser soldável ou elástica ( com anel de borracha).

2.3 - Os tubos de queda e tubulações verticais serão executados com junta elástica –
anel de borracha.

2.4 - As juntas e uniões necessárias serão executadas conforme as especificações do


fabricante dos tubos e conexões.

2.5 - As canalizações enterradas, serão assentadas em terreno resistente ou sobre base


apropriada (areia grossa), livre de detritos ou materiais pontiagudos. O recobrimento mínimo
deverá ser de 30cm.

2.6 - As tubulações enterradas sujeitas à cargas externas no piso, deverão possuir


proteção adequada que impeça a ação desses esforços.

2.7 - As tubulações aéreas e expostas serão fixadas por abraçadeiras com espaçamento
de 10 vezes o diâmetro da tubulação.

2.8 - A tubulações não deverão receber despejos com temperatura superior a 50°C.

3. Gorduras

3.1 - As redes de Esgoto Sanitário de Gordura, serão executadas com tubos e conexões
em PVC rígido com ponta/bolsa/virola para esgoto sanitário, fabricados de acordo com a
especificação brasileira EB-608 ( NBR 5688 )

3.2 - Para o diâmetro de 40mm a junta será soldável e para os diâmetros de 50mm,
75mm e 100mm a junta poderá ser soldável ou elástica ( com anel de borracha).

3.3 - Os tubos de queda e tubulações verticais serão executados com junta elástica –
anel de borracha.

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

3.4 - As juntas e uniões necessárias serão executadas conforme as especificações do


fabricante dos tubos e conexões.

3.5 - As tubulações enterradas sujeitas à cargas externas no piso, deverão ser de série
reforçada e possuir proteção adequada que impeça a ação desses esforços.

3.6 - A tubulações não deverão receber despejos com temperatura superior a 50°C.

3.7 - O Projeto prevê uma caixa de gordura coletiva.

4. Exaustão Mecânica para Gorduras e Sanitários

Atender as normas e recomendações da ABNT, as posturas da Com. Estadual de água e


esgotos e as disponibilidades da ficha técnica.

5. Gás

As lojas das praças de alimentação, serão providas de gás, liquefeito de petróleo


(G.L.P), de fonte única, que será a central de gás. As lojas serão dotadas de medidor de baixa
ou alta pressão, o qual, será por conta do proprietário. A pressão máxima de consumo será de
1,5 Kg.

5. PREVENÇÃO DE INCÊNDIO

Os projetos devem atender as normas, procedimentos e regulamentações do Corpo de


Bombeiro do Estado do Paraná. Devem ser dimensionados os sprinklers, a sinalização de
emergência, placas indicativas, iluminação de emergência, extintores e demais itens que
possam intervir no processo de prevenção de incêndio.

5.1 | SISTEMA DE COMBATE À INCÊNDIO

O sistema de combate à incêndio será constituído de:

a. Hidrante estrategicamente localizados nas áreas comuns e lojas âncoras, como consta
do projeto aprovado pelo Corpo de Bombeiros;

33
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

b. Extintores de incêndio, especificados, dimensionados e localizados segundo normas do


Corpo de Bombeiros, em todas dependências do Shopping, inclusive lojas;
c. Rede de Sprinklers, em todas dependências do Shopping, inclusive lojas dimensionados
e localizados segundo normas do Corpo de Bombeiros. A execução da rede de
sprinklers dentro das lojas será responsabilidade do lojista.
d. A Rede de Sprinkler das lojas deverá possuir um dreno para possíveis manutenções;
e. Após a rede de sprinkler do interior da loja executada, a administração do shopping
deverá ser comunicada para que realize a despressurização da rede e só então emitirá
o “Termo de aceite” da rede.

6. INSTALAÇÕES DE AR CONDICIONADO

Os projetos deverão conter o dimensionamento, localização e especificação de todos


os componentes do sistema: Fan-coil, tubulação de entrada de água, filtro “y” na entrada de
água, dos dois registros de válvula globo na entrada e um na saída de água, um registro na
entrada para ponto de drenagem da entrada de água para condensador, termômetro e
manômetro localizados na entrada e saída de água e válvula controladora.

Caso haja derivações no duto principal, os dutos secundários deverão conter


captadores de ar para melhor aerodinâmica do mesmo.

Mensalmente deverá ser entregue na administração do shopping o “Relatório de


manutenção preventiva do ar condicionado”, em anexo. Neste relatório deverão ser descritas
as atividades mensais executadas no sistema de ar condicionado e assinadas por pessoa
jurídica (CNPJ).

6.1 | PROJETOS DE INSTALAÇÕES DE AR CONDICIONADO E EXAUSTÃO MECÂNICA

a. Parâmetros: o projeto bem como a execução das instalações de ar condicionado do


CATARATAS JL SHOPPING obedecem aos parâmetros de demanda máxima referidos
nas normas da ABNT, ajustados as condições locais. O sistema central de água gelada
instalado no shopping alimentará todos os condicionadores de à água gelada (fan-coil)
das lojas e das demais dependências comuns do CATARATAS JL SHOPPING.

34
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

b. Elementos de Projeto: previsão para espaço adequado para a instalação dos


condicionadores de ar, de preferência atirantados à laje de forro. Por imposição do
projeto de drenagem das águas de condensação, essa condição será obrigatória a
todas as lojas, a fim de possibilitar a conexão do dreno de captação das águas. Abaixo
do fan-coil o mesmo deverá ter um alçapão de no mínimo 0,70 x 0,70 para a
manutenção e limpeza dos filtros. O projeto deve obrigatoriamente incluir:
• Posicionamento adequado para os condicionadores de ar, com acesso fácil
para manutenção e eventual remoção;
• Caminhamento e dimensionamento da rede de dutos, especificação dos
insufladores, detalhes e especificação do isolamento de dutos;
• Rede hidráulica de água gelada, com especificações e detalhes de isolamento
térmico, barreira de vapor, proteção mecânica e fixação;
• Deságue dos drenos do “fan-coil” na tubulação própria, prevista no projeto de
instalação do shopping.
• Localização dos painéis de força, tensão 220v, para a alimentação dos
equipamentos, bem como diagramas unifilar e de comando;
• Detalhe de ligação dos dutos aos pontos de tomada de ar exterior;
• Exaustão mecânica para o ar saturado de gorduras, quando a atividade exigir;
• Posicionamento e dimensionamento dos retornos;
• Memória de cálculo das seleções e dimensionamento;
• Comando externo para desligamento do condicionado de ar;
• Sistema de ventilação para o caso de vitrines totalmente fechadas e
iluminação;
• Ramais de dutos dotados de “Spliters” ou “Dumpers” para regulagem de vazão
e curvas com veios defletores;
• Instalação de “Dumper” corta-fogo.
• Colocar Bico de CO2 e dumper corta fogo na coifa
• Material de isolamento de dutos e hidráulica auto extinguível, conforme item
6.3.

6.2 | RECOMENDAÇÕES PARA O PROJETO DE AR CONDICIONADO

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

Objetivo: Preservar o empreendimento e manter nas lojas o mesmo nível de conforto e


segurança. Os lojistas e seus prepostos instaladores deverão obedecer com todo o rigor, e no
mínimo, as premissas que seguem:

1. A planta baixa e a ficha técnica da loja contém as informações técnicas básicas, para
o desenvolvimento dos projetos técnicos em geral;

2. Hidráulica: registros, tubos e conexões especificados para trabalho sob pressão 150
S.P.I.

3. Controle de vazão: válvula de duas vias de controle modulado, especificada na ficha


técnica;

4. Preparo e isolamento da tubulação hidráulica: I) Teste de vedação; II) Limpeza com


escova de aço; III) Pintura com primer epoxi, 1 demão; IV) Calha de poliuretano expandido,
auto-extinguível; V) Véu de vidro; VI) ”Calocote” da colorisol; VII) Alumínio corrugado para
proteção mecânica; VIII) Cinta de alumínio, mínimo a cada metro;

5. Água Gelada: o registro marcado com tinta verde é entrada de água gelada, o outro
é retorno;

6. Dutos: os dutos não aparentes terão isolamento com manta de lã de vidro com 1”
de espessura, com filme externo de alumínio, fornecido já aderido à manta;

7. Elétrica: o ponto de alimentação do condicionador de ar, “fan-coil”, e outros


equipamentos de exaustão mecânica, quando houver, serão na tensão de 220V, trifásico +
neutro + terra e devem ser informados ao projetista de elétrica, para que seja feita a previsão
dos circuitos;

8. Proteção: o condicionador de ar “fan-coil”, será protegido através de demarrador


com fusíveis adequados;

9. Filtros: é indispensável o uso de filtros removíveis no circuito de água gelada. No


início da operação é recomendável frequentes limpezas, até a remoção total das impurezas
presentes na rede;

36
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

10. Dreno: tubulação de desague dos drenos, dos condicionadores de ar, fan-coils, está
posicionada em nível superior ao rodateto no fundo da loja. Dessa forma, todos os
condicionadores deverão ser do tipo horizontal, e fixados através de tirantes rente a laje de
teto, de modo a permitir o desague por gravidade;

11. Comando de desligamento dos fan-coils, na face externa da loja. Controle visual
através de “LED” e computador para desligamento pela equipe de vigilância da administração
do shopping, para caso de deixado ligado;

12. A manutenção do sistema de ar condicionado deverá ser feita mensalmente de


modo a atender o relatório contido no Anexo 04, sendo entregue mensalmente a cópia à
administração do shopping.

6.3 | EXAUSTÃO MECÂNICA

6.3.1 | EXAUSTÃO MECÂNICA PARA COIFAS E SANITÁRIOS

Os projetos deverão conter o dimensionamento, localização e especificação de todos


os componentes do sistema: coifa, grelhas, filtro eletrostático, exaustor, controlador de vazão
e damper corta fogo. Deverá ser dimensionada renovação de ar obrigatoriamente em frente à
coifa.

6.3.2 | RECOMENDAÇÕES EXAUSTÃO MECÂNICA

O sistema de exaustão mecânica das coifas das cozinhas tem como objetivo promover
a remoção e tratamento dos vapores e gases decorrentes do processo de cocção/fritura dos
alimentos, mantendo o ambiente livre de fumaça e odores, bem como proporcionar uma
renovação de ar constante mantendo a temperatura interna dentro dos limites desejáveis sem
influencias no conforto dos clientes na praça de alimentação.

Um projeto de ventilação para cozinhas é composto de um Sistema de Exaustão que


irá captar, tratar, conduzir os vapores e gases de cozinha para a atmosfera, e um Sistema de
Insuflamento de Ar Externo que fará a reposição do ar exaurido pelo Sistema de Exaustão. Os
sistemas deverão ser projetados e executados contendo, no mínimo, os seguintes
componentes:

37
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

• CAPTOR OU COIFA: As coifas deverão ser executadas em aço inoxidável com no


mínimo 0,94mm de espessura contendo os acessórios como: filtros para remoção e
tratamento dos gases e gorduras, calhas periféricas com drenos para retenção e
limpeza dos óleos e condensados acumulados em eu interior e luminárias.
o FILTRO do tipo INERCIAL dotado de chicanas que proporcionem ação similar à
representada na figura, instalado com ângulo de 45° a 60° com a horizontal, e
que garanta o escoamento da gordura para calha coletora, assegurando a
ausência de substância combustível acumulada.

• REDE DE DUTOS: utilizada como condutor dos gases e vapores, os dutos podem ser
confeccionados em chapas de aço carbono (chapa preta) ou aço galvanizado #16.
Soldadas e unidas por flanges, com juntas incombustíveis e estanque à líquidos. Os
dutos contemplando tampas de inspeção com vedação estanque;
• DAMPER DE REGULAGEM DE VAZÃO: utilizado para equalização e ajustes de vazão.
• SISTEMA DE REPOSIÇÃO DE AR com Ventilação de Ar Externo Forçada ou Natural.
• ELEMENTOS DE PROTEÇÃO ATIVA E PASSIVA CONTRA INCÊNDIO:
o Como elemento de detecção pode ser instalado, entre outros, termostato tipo
sonda blindada ou lâmina bimetálica, porém com limite superior de atuação
de 144°C, no trecho junto à conexão do captor com a rede de dutos. Junto ao
bocal de instalação do termostato deve-se dispor de porta de inspeção e
limpeza, quando não houver acesso pelo captor.

38
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

o O elemento de detecção primário deve acionar o alarme sonoro e DAMPERS


CORTA-FOGO com acionamento eletromecânico. Desligar o exaustor e a
alimentação elétrica e de gás combustível dos equipamentos de cocção
através de relés e válvulas de bloqueio. Também pode acionar os agentes de
extinção de incêndio, quando requeridos.
o DAMPERS CORTA-FOGO com acionamento eletromecânico devem ser
instalados no duto de exaustão, na seção onde este atravessa uma parede,
piso ou teto que limite o ambiente da cozinha, isto é, na travessia de duto por
elemento construtivo incombustível que caracterize à descompartimentação
do ambiente da cozinha.
o DISPOSITIVOS ATIVOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS, quando utilizados, devem
ser aplicados na proteção de captores de fluxos com gordura e no interior da
rede de dutos de exaustão, inclusive extratores de gordura e despoluidores
atmosféricos. Na ausência destes, aplicar em todo sistema. Devem ter
acionamento automático e manual, sendo que o acionamento manual deve
ser instalado na rota de fuga.
o São indicados como agentes de extinção aspersão de água por CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS, INJEÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA SATURADO, INJEÇÃO DE ÁGUA
NEBULIZADA e INJEÇÃO DE AGENTE QUÍMICO SAPONIFICANTE ÚMIDO. O uso
de SISTEMA DE EXTINÇÃO COM DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) deve adotar o
conceito de inundação total conforme a NBR 12232, sendo vedado nos
captores e aceito nos demais elementos do sistema de exaustão, desde que
seja garantido que o dióxido de carbono (CO2) permaneça em trecho
confinado. Este sistema deve observar também as recomendações da NFPA
12.
o A PROTEÇÃO PASSIVA CONTRA FOGO deve ser obtida através do uso de
AFASTAMENTOS e ENCLAUSURAMENTOS ESPECÍFICOS ou REVESTIMENTO
COM ISOLANTE TÉRMICO. Aplica-se nos encaminhamentos horizontais e
verticais. Para melhor entendimento consultar a NBR 14.518

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

• LAVADORES DE GÁS OU FILTRO ELETROSTÁTICO deve ser dimensionado e instalado


quando a Coifa não for do tipo Lavadora;
• EXAUSTOR: centrífugo de simples aspiração de pás curvadas para trás, montado com
amortecedores de vibração e conectados à rede de duto de admissão com descarga
com flanges flexíveis de material incombustível; Contendo porta de inspeção e dreno
de limpeza. A conexão dos ventiladores aos dutos deverá ser realizada através de lona
flexível;
• ELÉTRICA: toda instalação elétrica deverá atender a NBR 5410 e prever localização
acessível do quadro elétrico;
• SISTEMA DE CONTROLE DE ACIONAMENTO: O circuito de acionamento da exaustão e
do ar-condicionado (fan-coil) deverá ser dotado de LED instalado no roda teto da
fachada da loja, de modo a promover o controle de funcionamento dos sistemas:
o Sistema de ar condicionado LED na COR VERDE.
o Sistema de exaustão LED na COR AMARELA.

7. DEMAIS PROJETOS

7.1 | SONORIZAÇÃO

Cada lojista deverá providenciar a sua própria fonte de sonorização ambiental.

7.2 | SISTEMA ESPECIAL DE ALARME CONTRA ROUBO

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

Este sistema, quando julgado conveniente pelo lojista, deverá ser contratado
diretamente por ele com as firmas especializadas.

7.3 | TV À CABO E LÓGICA

O CATARATAS JL SHOPPING é dotado de uma tubulação seca para instalação de TV à


cabo e lógica caso seja do desejo do lojista, ficando as custas dessas instalações por conta do
mesmo.

7.4 | TELEFONE EXTERNO

Cada lojista deve providenciar junto a operadora de sua preferência as suas


necessidades de comunicação externa.

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

8. ANÁLISE E LIBERAÇÃO DOS PROJETOS

O exame dos projeto pela comissão técnica toma por base dois aspectos essenciais, o
comercial e o técnico; serão analisados a qualidade técnica, os padrões mínimos quanto ao
aspecto estético e, principalmente, o layout da loja, avaliado quanto aos conceitos básicos de
comercialização, de modo a beneficiar não somente o lojista como também o
empreendimento como um todo, com esse objetivo, apenas a título de lembrete enumeramos
alguns tópicos que devem ser considerados na elaboração do layout das lojas:

a. Objetividade técnico- comercial;


b. Funcionalidade;
c. Versatilidade;
d. Criatividade e propriedade na escolha dos materiais;
e. Criatividade e propriedade na técnica de iluminação;
f. Criatividade na arte de apresentar a mercadoria;
g. Equilíbrio na conjugação do tripé – instalação/ mercadoria/ público;
h. Harmonia na conjugação “layout”/ material/ execução, sem ofuscar o brilho a ser
dispensado à mercadoria;
i. Transparência da loja em relação ao “Mall”;
j. Letreiros e luminosos: a legibilidade, a propriedade do material, o equilíbrio do
destaque;

Os projetos serão analisados por especialistas em cada setor, tendo por princípio o
atendimento às premissas mínimas estabelecidas nos diversos anexos. Será dado ênfase ao
aspecto técnico, quanto à segurança do patrimônio e a funcionalidade do sistema como um
todo.

Os empreendedores se eximem de qualquer responsabilidade pelo não cumprimento


de posturas municipais pelos lojistas ou seus prepostos como pelo não pagamento de taxas e
emolumentos atribuídos ao lojista, ou a seus prepostos.

9. PROCEDIMENTOS PARA EXECUÇÃO DE OBRAS

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

9.1 | CONDIÇÕES PARA INÍCIO DAS OBRAS

São condições indispensáveis para o início das obras da loja:

a. Estar o lojista absolutamente adimplente em relação a todas as suas obrigações


decorrentes nesta pasta técnica, no contrato de locação e seus anexos, assinados com
a organização do shopping;
b. Ter o lojista todos os seus projetos com ART’s aprovados pela comissão técnica do
shopping, pelos órgãos competentes e pelas concessionárias;
c. Haver o lojista informado a organização do shopping, nome, endereço e telefone de
seu responsável técnico pelas obras, e de seu preposto no canteiro de obras, que
manterá em nome dele, lojista, o relacionamento com a organização e comissão
técnica do shopping;
d. Ter o lojista executado o tapume padronizado de acordo com o respectivo item
contido nessa pasta técnica;
e. Ter o lojista apresentado as apólices de seguro de responsabilidade civil e contra
incêndio, de acordo com os valores e cláusulas que lhe forem informados pela
organização do shopping;
f. Ter o lojista colocado no interior da loja o(s) extintor(es) de incêndio e placas de
sinalização;
g. Ter sido emitida pela organização do shopping, a autorização para início de obra, que
deverá ser fixada em local de fácil visualização e identificação pela fiscalização;
h. Não haver nenhuma restrição às condições de recebimento de sua loja. Tais restrições,
caso existam, deverão ser levadas ao conhecimento da organização do shopping,
através de correspondência específica, no prazo máximo de 3(três) dias da entrega da
loja para início das obras;

9.2 | ENTRADA E TRÂNSITO DE MATERIAIS

a. A descarga e entrada de qualquer mercadoria ou material do lojista, deverá ser


realizada em locais específicos a ser solicitado à organização do shopping; Essas
mercadorias deveram conter:
1. Identificação do destinatário – razão social;
2. Endereço do destinatário (comprador);
3. Nome fantasia com que a loja se estabelecerá no CATARATAS JL SHOPPING;

43
PASTA TÉCNICA DE LOJAS

4. Pavimento e número da loja;


b. Quaisquer mercadorias destinadas aos lojistas deverão ser recebidas pelo mesmo, não
cabendo ao shopping qualquer tipo de responsabilidade pelo recebimento ou
armazenamento do mesmo. Caso o lojista não esteja presente o material ou
mercadoria será devolvida;
c. Não será permitida a entrega de qualquer material, destinado ao lojista, cuja nota
fiscal tenha sido emitida em nome do CATARATAS JL SHOPPING ou Jota Ele
Construções Civis Ltda;
d. Os veículos encarregados da entrega de material ou mercadorias deverão permanecer
no local de carga e descarga, apenas durante o período necessário para a realização do
serviço a que se destinam;
e. O transporte de material ou mercadoria através do Shopping Center somente será
realizada nos horários e percursos devidamente autorizados pela organização do
shopping;
f. Os materiais, máquinas e equipamentos que não possam ser transportados
manualmente deverão ser conduzidos em veículos apropriados, com rodas de
borracha, não se admitindo em hipótese alguma, carrinhos com rodas metálicas, nem
o arrasto sobre o piso das áreas comuns;
g. O lojista deverá alertar os condutores dos carrinhos para os riscos de prejuízos que
poderão ser causados ao shopping ou a terceiros durante o percurso da carga,
prejuízos estes de responsabilidade exclusivamente do lojista;
h. O local para deposição das caçambas deverá ser solicitado com antecedência. A
manutenção das caçambas é de inteira responsabilidade do lojista, devendo este
deixa-las sempre apresentáveis, com seus arredores limpo e organizado, e ao término
das obras providenciar sua retirada.

9.3 | ENTRADA E PERMANÊNCIA DE PESSOAL

a. O ingresso no canteiro de obras somente será admitido mediante identificação e


qualificação dos prepostos, empreiteiros e operários dos lojistas;
b. Não será permitido o ingresso no shopping para qualquer pessoa que não tenha sido
cadastrada;
c. O cadastramento de pessoas e solicitações de serviços devem ser previamente
aprovados de acordo com o item 5.a.

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

d. A organização do shopping e/ou construtora poderá proceder à revista de qualquer


pessoa entrando ou saindo das obras do shopping, podendo a seu critério, abrir malas,
pastas, caixas e embrulhos;
e. A guarda de ferramentas e máquinas é de exclusiva responsabilidade dos empreiteiros
e/ou prepostos.

9.4 | EXECUÇÃO DE SERVIÇOS

a. O canteiro de obras de cada loja é o seu próprio espaço físico, limitado pelo tapume,
sendo absolutamente vedada a utilização de qualquer área comum do Shopping
Center para este fim;
b. O tapume deverá ser executado pelo lojista segundo item 2.9.
c. Qualquer dano provocado pelas obras de loja ao piso e/ou forro do “Mall”, será
reparado pela organização do shopping a custo do respectivo lojista;
d. Ferramentas, equipamentos e quaisquer materiais utilizados por cada lojista, deverão
ser mantidos dentro do próprio local da loja, sendo a respectiva guarda de sua
exclusiva responsabilidade;
e. Qualquer material encontrado nas partes comuns será considerado abandonado e
sujeito à remoção;
f. Sempre que, à critério exclusivo da organização do shopping, for julgado indispensável
manipular algum material fora do espaço da loja, a organização do shopping designará
local e horário para o serviço fora da loja;
g. Todo o entulho, e lixo produzidos no interior de cada loja, deverá ser retirado
ensacado, não se admitindo, em hipótese alguma, o transporte à granel;
h. Os sacos fechados serão descartados nas caçambas em frente à doca, locada pelo
próprio lojista, sendo de sua responsabilidade a manutenção dessas caçambas.

9.5 | HORÁRIO DE TRABALHO

a. Todas as atividades deverão ser solicitadas no “Sistema de Gerenciamento de


Conteúdo” com antecedência com antecedência mínima de 48 horas à organização do
shopping, que estudará, a seu critério, a aprovação do pedido. Deverá ser informando
na solicitação: Nome, RG e função dos envolvidos, atividade a ser executada, dia e
horário que será desenvolvida. A Comissão Técnica estudará, a seu critério, a
aprovação do pedido.

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

b. O horário de trabalho permitido nas obras é de 2ª à domingo das 23:30 às 9:30 horas.
c. Qualquer atividade a ser executada em horário de funcionamento do shopping (10:00
às 23:30), deverá ter autorização expressa da Administração do shopping, e caso essa
atividade implique em ruído ou propagação de odores, deverá ser imediatamente
paralisada.
d. Havendo comunicação aos lojistas de possível interrupção no fornecimento de energia
elétrica, não será permitida a presença de qualquer pessoa no canteiro de obras, no
horário previsto.

9.6 | FORNECIMENTO DOS PONTOS: ÁGUA FRIA, ESGOTO, ELÉTRICA, GÁS, RENOVAÇÃO E
EXAUSTÃO, REFRIGERAÇÃO E SPK

a. De acordo com os projetos aprovados, a organização do shopping fornecerá até a


entrada da loja, quando necessário, os pontos: água fria, esgoto, elétrica, gás,
renovação e exaustão, refrigeração e spk.
b. O lojista deverá solicitar ao shopping o número da rota e o número do quadro medidor
da Copel para que o lojista possa solicitar energização junto por ocasião do início das
obras de instalação do lojista;
c. Como condição para energização da loja, o lojista deverá instalar no seu interior uma
caixa com disjuntor termo magnético trifásico.

9.7 | ALOJAMENTO, LOCAIS PARA REFEIÇÃO E SANITÁRIO

a. É terminantemente proibido a instalação de qualquer tipo de alojamento no interior


do canteiro de obras ou em qualquer outra área do shopping;
b. É terminantemente proibida a utilização das obras como vestiário ou cozinha.
c. Por motivos de segurança é terminantemente proibido o acendimento de
“espiriteiras”, ou qualquer outro tipo de fogareiro no interior das lojas;
d. É expressamente proibido fumar nas dependências do shopping.

9.8 | SEGURANÇA DO TRABALHO

a. Cada lojista deverá cumprir e fazer cumprir, por parte de seus prepostos, empreiteiros
e operários, todas as normas, leis, portarias e regulamentos relativos à segurança de
trabalho e proteção coletiva, independentemente do preceituado nas presentes
instruções;

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

b. É obrigação do lojista o fornecimento de todos os equipamentos de proteção


individual a seus prepostos, empreiteiros, operários e visitantes que trabalhem ou
circulem em sua obra, cabendo-lhe a responsabilidade pelo funcionamento e
imposição de uso desses equipamentos, conforme disposto na CLT.
c. Será obrigatória a manutenção dos extintores de incêndio em locais de fácil acesso,
nos tipos e quantidades exigidos na Autorização para início da obra. A quantidade
mínima de extintores é de um para cada 200m² de loja, ou fração, para cada loja, ou a
critério da equipe de segurança da organização do shopping;
d. As recomendações dos Inspetores de Segurança da organização do shopping e/ou
construtora deverão ser imediatamente acatadas pelos lojistas, sob pena de interdição
da obra, não eximindo o lojista, neste caso, de suas obrigações contratuais quanto a
prazos, multas, etc;
e. Qualquer acidente deverá ser imediatamente informado à organização do shopping
e/ou construtora, sem que isso implique, em qualquer hipótese, em partilhar a
responsabilidade, que é única e exclusiva do lojista, cujo preposto deverá tomar as
medidas que o caso exigir;
f. Chama-se especial atenção para o grande risco de incêndios, na fase de instalação de
lojas, sempre causado por negligências, como curto-circuito em instalações elétricas,
lâmpadas superaquecidas sobre materiais combustíveis, vapores de colas, maçaricos,
etc. O lojista deverá exercer a mais rigorosa observação de todos os aspectos citados,
fiscalizando com atenção o cumprimento de todas as normas de segurança, posto que
será o único responsável pelos sinistros decorrentes da negligência ou inépcia, sua e
de seus prepostos;
g. É terminantemente proibido o emprego de estufas, espiriteiras ou fogareiros no
interior das lojas;
h. É obrigatório o uso de calçado adequado no interior do shopping não sendo admitidos
chinelos, sandálias, tamancos ou pé descalço;
i. A organização do shopping fiscalizará rigorosamente a observância às regras de
comportamento no interior do CATARATAS JL SHOPPING, principalmente no que tange
às medidas de segurança e higiene do trabalho;
j. Sempre que necessário, a organização do shopping determinará normas de segurança
mais extensivas, que deverão ser imediatamente acatadas pelos lojistas.

9.9 | COMPORTAMENTO NO CANTEIRO DE OBRAS

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

Caberá ao lojista, ou seu preposto:

a. Cumprir todas as regulamentações, instruções, circulares, avisos e demais disposições


endereçadas pela organização do shopping ao lojista, as quais devem ser prontamente
divulgadas pelo lojista, no que couber, de sorte a nortear o comportamento de seus
prepostos, empreiteiros, operários, etc;
b. Contribuir para que no local de trabalho e em toda obra seja mantido o máximo de
respeito, higiene e segurança;
c. Exigir de seus operários e empreiteiros que se apresentem no local de trabalho
devidamente uniformizados, com sapato de segurança, EPI’s, e em boas condições de
higiene;
d. Não retirar do seu local próprio, sem a devida autorização, qualquer objeto ou
material da organização do shopping;
e. Não permitir o consumo de bebidas alcoólicas no interior do prédio, sendo certo que
será sumariamente afastado do canteiro de obras todo aquele que estiver portando
ou fazendo uso de bebidas alcoólicas, ou em estado de embriaguez;
f. Não permitir o porte de armas brancas ou de fogo;
g. Não entrar nas dependências da obra fora do horário de trabalho, sem autorização da
organização do shopping;
h. Afastar qualquer funcionário cuja presença seja julgada inconveniente pela
organização do shopping;
i. Proibir terminantemente o aliciamento de mão de obra que esteja em atividade na
obra, seja da Construtora, seja de empreiteiros de outras lojas;
j. Não se utilizar de mão de obra de qualquer espécie, seja da Construtora, seja de seus
empreiteiros, sem a expressa anuência prévia da organização do shopping;
k. Não permitir os seus operários de realizar refeições no interior das obras;
l. Ao se retirar do local das obras: fechar devidamente o tapume; limpar os calçados
pano fornecido pelo lojista, que deverá ser deixado constantemente limpo e úmido, na
porta do tapume.
m. Responsabilizar-se por todos os atos e omissões de seus funcionários que acarretem
danos ou prejuízos à organização do shopping, ao edifício ou a terceiros;
n. A remoção de entulhos será feita por conta do lojista, no horário de acordo com o item
10.5;

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

o. O lojista deverá assumir integral responsabilidade pela guarda dos materiais e


ferramentas utilizados na sua obra, bem como pelas ações ou omissões de seus
prepostos e contratados, que acarretem danos ou prejuízos à organização do shopping
ou a terceiros, procedendo, por sua exclusiva conta e risco, os seguros necessários.

9.10 | FISCALIZAÇÃO

a. A organização do shopping, por si fará o controle das obras e fiscalizará a fiel execução
dos projetos aprovados;
b. A Comissão Técnica do shopping terá livre acesso a qualquer loja em obras, a qualquer
tempo, para verificar o andamento e a qualidade dos serviços, a qualidade dos
materiais empregados, etc., e exigir, quando for o caso, o refazimento de qualquer
serviço que se encontre em desacordo com os projetos aprovados, normas e
procedimentos do shopping, projetista e fabricante.
c. A loja que não cumprir as exigências da Fiscalização no prazo estipulado por esta, terá
sua obra embargada;
d. É facultado à fiscalização exigir a substituição de preposto, empreiteiro ou empregado
do lojista, sem que essa substituição implique em qualquer responsabilidade da
organização do shopping no que diz respeito a custo e prazo de execução das obras,
nem desobriga ou ameniza o lojista dos compromissos contratuais;
e. Sempre que obras das lojas estejam sendo feitas simultaneamente com as obras a
cargo da organização do shopping, a fiscalização estabelecerá a precedência destas em
relação àquelas, de modo a assegurar a manutenção da data de inauguração da loja.
f. A ação da Fiscalização não exime o lojista de sua responsabilidade pela perfeita
execução de sua obra de acordo com o projeto aprovado, normas e procedimentos do
fabricante e projetista, podendo a qualquer momento ser obrigado a corrigir
irregularidades, mesmo depois da inauguração.

9.11 | LIBERAÇÃO DA LOJA PARA INAUGURAÇÃO

a. Cada lojista tem por sua obrigação solicitar por escrito à Comissão Técnica a vistoria
para inauguração de sua loja no shopping.
b. Caso fique comprovada a impossibilidade de inauguração da loja, a organização do
shopping informará ao lojista em até 5 dias as irregularidades e providências finais
necessárias para inauguração da loja.

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

9.12 | DEMAIS ATIVIDADES

a. Para quais atividades que possam a ser solicitadas, se tratando de instalações de


materiais, equipamentos ou outros, de quaisquer tipos; Bem como remoções,
pequenas reformas, concertos ou outros tipos de trabalho, todos,
imprescindivelmente deverão:
• Ser solicitadas com antecedência de 72 horas e aguardar liberação da
Comissão Técnica;
• Ser acompanhadas pela Comissão Técnica do shopping;
• Atender as normas e procedimentos dos fabricantes e ABNT.
• Atender todas as normas, procedimentos e recomendações do Corpo de
Bombeiros e Segurança do Trabalho;

ANEXO 01

Normas Técnicas e Administrativas para a Execução de Obras de Instalação de Lojas


no CATARATAS JL SHOPPING

Estas normas têm por base o disposto nos diversos documentos e anexos firmados
entre a organização do shopping e os lojistas, e objetivam criar normas de comportamento
bem como regras para o relacionamento entre a organização do shopping, os lojistas, seus
prepostos e empreiteiros, devendo o lojista zelar para que as presentes normas, bem como as
instruções complementares sejam rigorosamente cumpridas por todos seus prepostos,
empreiteiros, etc.

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PASTA TÉCNICA DE LOJAS

1. Responsabilidades:
1.1. A instalação da loja deverá ser rigorosamente de acordo com os projetos liberados
pela comissão técnica e aprovados nos órgãos competentes, obedecendo aos prazos
estabelecidos pela organização do shopping. Em caso de desobediência aos projetos
aprovados, as obras serão embargadas, até a reaprovação dos projetos;
1.2. A execução de todas as obras no interior da loja necessárias para a sua instalação tais,
como exemplificativamente, mezaninos, elementos de vedação, instalações elétricas,
hidráulicas, ar condicionado, de exaustão, letreiros, decoração, etc., são de inteira
responsabilidade do lojista;
1.3. É responsabilidade única do lojista o pagamento de todos os impostos, taxas, multas,
emolumentos relativos à sua obra e taxas de ligação das concessionárias;
1.4. É responsabilidade do lojista recolher os encargos sociais e trabalhistas de mão de
obra que vier a contratar, bem como enviar mensalmente à organização do shopping
cópia autenticada das Guias de Recolhimento devidamente quitadas; a não
apresentação da totalidade das Guias quitadas até 30 dias após a inauguração do
shopping, implicará no embargo do funcionamento da loja;
1.5. O lojista é responsável por seus prepostos e empregados, devendo retirar qualquer
indivíduo considerado inconveniente pela organização do shopping, no prazo de 24
horas após receber a notificação;
1.6. Todos os materiais aplicados nas instalações das lojas deverão estar absolutamente de
acordo com as especificações aprovadas pela organização do shopping. Qualquer
material rejeitado pela fiscalização deverá ser retirado do canteiro de obras em 24
horas após o recebimento da notificação por escrito, sob pena de embargo da
respectiva obra;
1.7. O lojista é responsável pelo custo do fornecimento de água, energia elétrica,
segurança e administração, durante a execução da obra, bem como por qualquer
fornecimento e/ou serviços feitos pela organização do shopping, previstos ou não na
Pasta Técnica. Nos 30 (trinta) dias seguintes à inauguração do shopping, a organização
apresentará a cada lojista o rateio dessas despesas corrigidas monetariamente, para
pagamento em 15 (quinze) dias após o envio do rateio;
1.8. Caberá ao lojista a obtenção do Alvará de localização de sua loja, bem como anterior
aprovação do projeto na prefeitura e “habite-se” individual da loja;
1.9. O lojista é o único responsável pelos danos causados ao shopping e a terceiros, por
qualquer de seus prepostos e empreiteiros. Esta responsabilidade inclui danos às

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paredes de vedação da loja, piso do “Mall” e instalações do shopping que por ventura
atravessem o espaço aéreo das lojas.

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