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LOGÍSTICA REVERSA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA UNIVERSIDADE

ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE

SAMPAIO, Elza Amaral de Carvalho Cardoso1

ASSAD, Ricardo2

RESUMO

O tema da pesquisa e sua proposta foi trazer como é processado a reciclagem de


resíduos sólidos dentro do contexto da Logística Reversa no campus da Universidade Estadual do
Norte Fluminense (UENF) em Campos dos Goytacazes, cidade localizada no norte fluminense do
estado do Rio de Janeiro. O presente trabalho iniciou-se no ano de 2017 no Norte Fluminense do
Estado do Rio de Janeiro, dentro da Universidade Estadual do Norte Fluminense, a fim de
desenvolver dentro dos limites físicos da mesma, uma maior conscientização dos discentes que
somam hoje aproximadamente 5300 estudantes, e com o incentivo do corpo docente, a destinação
dos resíduos sólidos por ela produzidos e as práticas de logística reversa, implementados e propostos
pela instituição.
A metodologia utilizada para a realização deste projeto foi estritamente qualitativa, utilizando-
se de revisão de literatura em obras pertinentes ao assunto abordado Para responder a este
problema de pesquisa delineou-se a seguinte hipótese: a reciclagem contribui duplamente para o
desenvolvimento sustentável, pois diminui o acúmulo de resíduos sólidos em lixões e, por sua
significação econômica, atenua a extração de recursos naturais, mesmo que o ambiente seja micro,
pois se trata de um campus universitário. O objetivo geral foi analisar as práticas de logística reversa
inerente as atividades desenvolvidas pelas de reciclagens de resíduos sólidos dentro da Universidade
Estadual do Norte Fluminense. E sua contribuição para o meio-ambiente local. Conforme esclarece
Boccato (2006, p. 266), a pesquisa bibliográfica busca a resolução de um problema (hipótese) por
meio de referenciais teóricos publicados, analisando e discutindo as várias contribuições científicas.

Palavra chave: Logística Reversa; Reciclagem; Resíduos

1
Elza Amaral de Carvalho Cardoso Sampaio, FAEL Faculdade Educacional da Lapa. Curso Pós Graduação em
Educação Universidade Federal Fluminense ,Campos dos Goytacazes Rio de Janeiro. Atua como administrador
público. . E-mail: elza331@yahoo.com
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Professor Me Ricardo Assad, Graduado em Administração pela Universidade Estadual de Ponta Grossa –
UEPG. Mestre em Engenharia da Produção (conceito CAPES 5) pela Universidade Federal de Santa Catarina -
UFSC. Atua como docente em diversas Universidades: http://lattes.cnpq.br/6529576547411156 Professor Titular
da Fael - Faculdade Educacional da Lapa, como orientador e avaliador. E-mail: mbaprofessor@yahoo.com.br
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INTRODUÇÃO

O objetivo desse presente trabalho foi analisar as práticas de logística reversa


inerente às atividades desenvolvidas pela reciclagem de resíduos sólidos dentro da
Universidade Estadual do Norte Fluminense. Assim como a sua contribuição para o
meio-ambiente local. Neste contexto procuramos identificar elementos essenciais
para essa pesquisa, tais como:

 Identificar os diferentes tipos de lixo;

 Reconhecer e descrever as diferentes formas de tratar o lixo;


 Relacionar problemas ambientais como enchentes, poluição da água e do
solo com a produção de lixo dentro da universidade e seu entorno.

O lixo é sem dúvida, um dos mais sérios problemas sanitários e ambientais do


mundo moderno(DEL RIO,1999). A história do lixo pertence à própria história do
homem, visto que este é o único ser vivo que não consegue ter seus dejetos
inteiramente reciclados pela natureza, provocando impactos extremamente
prejudiciais ao meio ambiente. Segundo dados da Pesquisa Nacional de
Saneamento Básico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil
produz 228.413 toneladas de lixo em média por dia, não havendo local adequado
para cerca de 50,8% desse total (IBGE, 2014), descartados no solo sem nenhum
tipo de impermeabilização ou controle, para minimizar seus impactos do descarte de
resíduos e evitar a poluição.

Dessa maneira é possível o descarte correto desses dejetos e seu


reaproveitamento na natureza através de uma logística reversa consciente dentro do
limite de um micro ambiente como o de um campus universitário? Qual a melhor
maneira para propiciar a conservação do meio ambiente, principalmente dentro de
um campus universitário, local ligado a atividades de ensino, pesquisa e extensão –
em diferentes áreas do saber visando à melhoria das condições de vida do ser
humano.
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1-DESENVOLVIMENTO

1.1-Crescimento Social

Em virtude do crescimento desenfreado e da falta de manejo adequado para


os dejetos descartados pela sociedade, até que ponto a reciclagem pode contribuir
com o desenvolvimento sustentável? Para responder a este problema de pesquisa
delineou-se a seguinte hipótese: a reciclagem contribui duplamente para o
desenvolvimento sustentável, pois diminui o acúmulo de resíduos sólidos em lixões
e, por sua significação econômica (BARBOSA, 2008), atenua a extração de recursos
naturais, mesmo que o ambiente seja micro, por se tratar de um campus
universitário.

O presente trabalho se justifica a medida que promove um maior


conhecimento de como é tratado a questão do descarte de materiais de pós-
consumo no campus universitário da Universidade Estadual do Norte- Fluminense; a
estruturação dos canais reverso; seus agentes; de que forma o trabalho realizado
pelos usuários da universidade e como estes contribuem na promoção de um meio
ambiente mais limpo. Mostrando a comunidade local que a reciclagem contribui para
todos, seja meio-ambiente ou para a economia.

1.2-Crescimento Populacional

O crescimento populacional, assim como o aumento do consumo de bens


industrializados, tem agravado de maneira exponencial a problemática do controle e
disposição de resíduos, um dos principais problemas enfrentados pelo poder público
e pela sociedade contemporânea (Rodrigues, 2007).
O sistema capitalista em que vivemos, estimula o consumo demasiado e a
produção de bens em larga escala, ocorrendo assim à geração cada vez maior de
subprodutos ou rejeitos a serem gerenciados. O consumo acentuado, característica
predominante deste sistema, desencadeia uma série de danos ambientais, não
somente durante o processo produtivo, mas também na extração da matéria-prima e
até mesmo após o ciclo de vida dos produtos. A composição dos resíduos também é
modificada pelo crescimento econômico, com a elevação de resíduos ligados ao
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processo de industrialização, e pelo progresso tecnológico, ao inserir novos


materiais no processo produtivo (Moratelli, 2013).
A NBR 10.004:2004 (ABNT, 2004) define resíduo sólido como: resíduos nos
estados sólido e semi-sólido, que resultam de atividades de origem industrial,
doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos
nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles
gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como
determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na
rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnicas e
economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível possível, ou seja,
resíduos sólidos são gerados por quase todas as atividades humanas,
compreendendo uma grande diversidade de materiais. Além disso, os resíduos
gerados mudam ao longo do tempo, tanto em quantidade como em qualidade, por
acompanharem as mudanças tecnológicas, culturais e comportamentais das
sociedades humanas (Souto e Povinelli, 2013).

2-Tratamento e Disposição Final de Resíduos Sólidos

A PNRS define que a destinação final ambientalmente adequada dos


resíduos deve incluir a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e
o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos
competentes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), do Sistema
Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) e do Sistema Único de Atenção à Sanidade
Agropecuária (Suasa), entre elas a disposição final, observando normas
operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à
segurança, e a minimizar os impactos ambientais adversos.
De acordo com Souto e Povinelli (2013), o tratamento de resíduos sólidos
apresenta técnicas que possibilitam a estabilização e redução de volume dos
resíduos para aumentar a vida útil dos aterros sanitários. Algumas permitem o
aproveitamento dos resíduos para gerar energia. Há também inúmeras técnicas que
objetivam o reaproveitamento dos resíduos em alguns processos produtivos, as
quais são consideradas parte das cadeias de reciclagem. Uma universidade conta
com uma estrutura constituída geralmente por um campus universitário, inserido
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numa área urbana ou no seu entorno, ocorrendo sinergias entre a universidade e a


comunidade vizinha. Portanto, o gerenciamento do lixo gerado dentro do campus
universitário como resultado de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão
requerem procedimentos e técnicas para lidar com os diferentes tipos de resíduos:
doméstico, eletrônico, de laboratórios, entulho, etc.
Assim, a logística reversa, que tem como objetivo a recuperação de valor ou o
destino ecologicamente correto dos resíduos, pode ser aplicada para contribuir com
o desenvolvimento sustentável.

2.1 A educação ambiental na gestão de resíduos sólidos

Segundo Munhoz (2004), uma das formas de levar educação ambiental à 


comunidade  é pela ação direta do professor na sala de aula e em atividades
extracurriculares. Para Montibeller Filho (2008), a reciclagem, apesar de não ser a
solução para a problemática ambiental em sua totalidade e encontrar algumas
limitações, não pode ser descartada no cenário atual, uma vez que se verifica uma
crescente escassez de matérias-primas e restrições para a disposição dos resíduos.
Através de atividades como leitura, projetos escolares, pesquisas e  debates, os
alunos poderão entender os problemas que afetam a comunidade onde vivem;
levados a refletir e criticar as ações de  desrespeito à natureza, a essa riqueza que é
patrimônio do planeta, e, de todos os que nele se encontram.

“Os professores são a peça fundamental no processo de conscientização da


sociedade dos problemas ambientais, pois buscarão desenvolver em seus
discentes hábitos e atitudes sadias de conservação ambiental e respeito
à natureza transformando-os em cidadãos conscientes e comprometidos
com o futuro do país. (MUNHOZ, 2004, p. 81).”

Mayer (1998, p. 226) destaca que um dos objetivos mais importantes da


Educação Ambiental, em sua opinião, é justamente educar para enfrentar valores,
analisando diferentes pontos de vista, em relação ao problema concreto. Se os
estudantes sabem valorizar a complexidade dos temas ambientais, e se têm
adquirido um método de análise das posições no campo, possa realmente ser livres
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e capazes de obter uma posição própria, compreender e revelar razões de ordem


política, econômica e social que estão posteriores a conquista de atitudes por parte
de diferentes sujeitos que se enfrenta com o problema. Em 1987, a ONU, através da
Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, publicou o relatório Our
Commom Future, “Nosso futuro Comum”, também chamado de Relatório Brundtland
em homenagem a sua coordenadora, a então primeira-ministra da Noruega, Gro
Harlem Brundtland. O referido relatório, pioneiramente, definiu desenvolvimento
sustentável como: “a forma como as atuais gerações satisfazem as suas
necessidades sem, no entanto, comprometer a capacidade de gerações futuras
satisfazerem as suas necessidades”.

Neste contexto, a universidade deve se transformar orientando-se para a


investigação e reflexão da temática ambiental, desenvolvendo o senso crítico e as
habilidades necessárias para resolver problemas, construindo conhecimentos,
associado às atividades práticas e as experiências pessoais, reconhecendo o
conhecimento.

A metodologia utilizada para a realização deste projeto foi estritamente


qualitativa, utilizando-se de revisão de literatura em obras pertinentes ao assunto
abordado (VARGAS E RIBEIRO, 2001. P.27). Optou-se por este método, pois uma
boa investigação científica requer um arcabouço teórico que só pode ser obtido em
uma bibliografia composta de obras de referência e trabalhos recentes sobre a
matéria. Utilizamo-nos de diversas fontes bibliográficas, além de pesquisas em
revistas e internet, sobre assuntos que abordassem o tema em desenvolvimento
sobre o meio ambiente e a reciclagem. Como esse trabalho será uma pesquisa
bibliográfica faz-se necessário entender no que se baseia e compreender de forma
clara e concisa a proposta.
Entende-se por pesquisa bibliográfica a revisão da literatura sobre as
principais teorias que norteiam o trabalho científico. Essa revisão é o que chamamos
de levantamento bibliográfico ou revisão bibliográfica, a qual pode ser realizada em
livros, periódicos, artigo de jornais, sites da Internet entre outras fontes.
Conforme esclarece Boccato (2006, p. 266), a pesquisa bibliográfica busca a
resolução de um problema (hipótese) por meio de referenciais teóricos publicados,
analisando e discutindo as várias contribuições científicas. Esse tipo de pesquisa
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trará subsídios para o conhecimento sobre o que foi pesquisado, como e sob que
enfoque e/ou perspectivas foi tratado o assunto apresentado na literatura científica.
Para tanto, é de suma importância que o pesquisador realize um planejamento
sistemático do processo de pesquisa, compreendendo desde a definição temática,
passando pela construção lógica do trabalho até a decisão da sua forma de
comunicação e divulgação. Portanto essa pesquisa foi baseado nos dados
fornecidos pelo projeto piloto de coleta seletiva “Gestão Compartilhada do Lixo do
Campus da UENF” aprovado pela Pró-Reitoria de Extensão (PRO-EX) em setembro
de 2004. Os dados permitiram levantar informação e elaborar um diagnóstico da
situação atual dos tipos e quantidades de lixo e determinar algumas formas de
aproveitamento e recuperação de valor e/ou descarte ecologicamente correto dos
resíduos. A Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) foi criada em 27 de
fevereiro de 1991. Em julho de 1993, foram instituídos os seguintes centros de
pesquisa:
• Centro de Ciência e Tecnologia (CCT);
• Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB);
• Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA) e;
• Centro de Ciências Humanas (CCH).
O campus da UENF tem uma estrutura composta por 07 prédios de três
andares cada um (03 dos quais contam, ademais, com um anexo que corresponde a
um andar ao lado do térreo), 01 prédio de dois andares, 09 barracões, 02 quadras
de esportes e 01 piscina. Em cada prédio localizam-se salas de aula, escritórios e
laboratórios de um ou vários centros. A nominação de cada prédio deve-se às
atividades desenvolvidas desde sua inauguração; assim temos os prédios da
REITORIA, CCTA, CCT, CBB, CCH e, nos prédios das OFICINAS, P5 e
P4,construídas com posterioridade, desenvolvem-se atividades dos centros CCT,
CCTA e CBB ou compartilhadas.
Desde o início das atividades letivas em 1993, as atividades de ensino,
pesquisa e extensão foram se intensificando e, por conseguinte, a dinâmica dos
resíduos que acompanham estes processos diversificou os tipos e quantidades de
lixo produzido dentro do campus.

3-Análise dos resultados


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Diante dos diversos dados observados e coletados com esse estudo foi
constatado que uma gestão colaborativa onde os agentes envolvidos em prol de
algo comum trazem resultados palpáveis e facilmente observados. Quando toda a
universidade se engajou na promoção da coleta seletiva através de uma logística
reversa dentro do campus universitário, tornou-se possível um projeto que já havia
sido sonhado, mas nunca antes executado. Todos os Centros Universitários como a
gestão em um compartilhamento até com alguns recicladores de lixo corroboraram,
o que tornou possível esse acontecimento. Entretanto, a falta de recursos
financeiros e o não comprometimento do poder governamental comprometem a
continuidade e eficiência desses projetos.

4-CONSIDERAÇÕES

Somos dependentes uns dos outros, e para que um projeto obtenha sucesso
faz-se necessário a colaboração de diversos agentes em prol de um objetivo
comum, que nesse caso e uma coleta seletiva adequada e seu respectivo manejo a
fim de, alguma forma contribuir para o meio ambiente e para a vida em nosso
planeta (SLATER 2002, p. 17).
A hipótese se baseia na razão pela qual , quando ocorre um crescimento
desenfreado e juntamente a falta de manejo adequado para os dejetos descartados
pela sociedade, até que ponto a reciclagem pode contribuir com o desenvolvimento
sustentável? Para responder a este problema de pesquisa delineou-se a seguinte
hipótese: a reciclagem contribui duplamente para o desenvolvimento sustentável,
pois diminui o acúmulo de resíduos sólidos em lixões e, por sua significação
econômica, atenua a extração de recursos naturais, mesmo que o ambiente seja
micro, pois se trata de um campus universitário. Foi notado que participação e
engajamento de todos que fazem parte do campus universitário nesse projeto
colaborou de forma efetiva para o manejo adequado dos resíduos de uma forma
geral.
O objetivo geral foi de uma forma surpreendente alcançado, apesar das várias
limitações como mão de obra reduzida, escassez de recursos financeiros, dentre
outros. A Direção Geral de Administração (DGA), colaborou visto que possui dentre
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suas responsabilidades, os serviços de limpeza do campus. Estes serviços são


terceirizados através da cooperativa de limpeza “COOPER-Campos”. Esta
cooperativa presta os serviços com 100 funcionários distribuídos nos 08 prédios e
áreas de recreio (quadras e piscina). Os funcionários desempenham os trabalhos de
varrição e limpeza das quadras, corredores, banheiros, oficinas, salas, escritórios,
laboratórios e finalmente o acondicionamento do lixo para posterior coleta municipal.
Os serviços de poda de jardins e áreas verdes também são terceirizados,
responsabilizando-se também pelo acondicionamento e disposição final do lixo
gerado.
Para o acondicionamento do lixo, a UENF conta com 13 lixeiras (de cor
laranja) de 240 litros para o lixo doméstico, e 04 lixeiras (de cor branca) de 240 litros.
para o lixo perigoso (resíduos químicos e biológicos). Todas as lixeiras laranjas
estão localizadas num estacionamento do campus. Os funcionários de limpeza
transportam o lixo gerado desde os prédios até este local de centralização. As
lixeiras brancas encontram-se localizadas no prédio gerador do lixo perigoso, como
o CBB, CCTA e nos Barracões. Dessa forma, os funcionários da cooperativa não
lidam com o lixo perigoso, sendo ele responsabilidade do centro gerador. Assim , a
empresa foi facilitadora de todo o projeto e sem a sua colaboração tornar ia-se
inviável o manejo adequado dos resíduos dentro do campus.
Já os objetivos específicos listados abaixo como; Identificar os diferentes tipos
de lixo; reconhecer e descrever as diferentes formas de tratar o lixo; relacionar
problemas ambientais como enchentes, poluição da água e do solo com a produção
de lixo dentro da universidade e seu entorno não foi possível ser alcançado de forma
efetiva, visto a dependência do poder público, que não fez seu papel de forma
efetiva e a comunidade local que é altamente carente o que gera uma favelização ao
entorno da universidade, muitas vezes até invadindo a mesma para jogar lixo dentro
do campus(REITORIA UENF,2018)
O problema não é algo simples e fácil de realizar, visto que há resistência
social e falta de comprometimento governamental. E possível observar que a coleta
geral dos resíduos é efetuada três vezes por semana, por caminhões da empresa
Vital Engenharia Ambiental, responsável pela coleta de lixo na cidade de Campos.
Os resíduos perigosos são coletados por outro caminhão especial destinado para a
coleta de resíduo hospitalar. Ambos, os dois tipos de resíduos, são destinados ao
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aterro controlado da cidade, mas não ocorre conforme acordado contratualmente, o


que acarreta a falta de local para armazenar todo esse lixo no campus universitário.
O tratamento de resíduos, tema multi e interdisciplinar, é fonte de pesquisas
em nível de graduação e pós-graduação em diferentes áreas. Os desenhos dos
canais reversos dependem desses conhecimentos e tecnologias para o
aproveitamento e recuperação de valor dos resíduos. Esta conjunção de saberes em
torno do lixo propicia a gestão compartilhada dos resíduos entre a comunidade
acadêmica.
Os benefícios da implementação da coleta seletiva nas IES não possuem fins
econômicos, não pretendem obter ganhos financeiros, os benefícios esperados são:
a proteção ambiental da área do campus e a qualidade de vida, oferecendo
segurança no ambiente de trabalho e estudo. E é a partir destes benefícios que se
obtêm outros, como a imagem institucional, participação política ao tratar temas
sobre a problemática ambiental da região etc.
Os custos relacionados à coleta seletiva implementada nas IES são
subsidiados pela infraestrutura do campus, a participação de estudantes, pelas
bolsas de extensão e pelo conjunto de usuários localizados num âmbito fechado. Os
custos operacionais da coleta (coletores, manutenção, tiragem, divulgação,
comunicação etc), podem ser financiados pela receita produzida da mesma coleta,
além das parcerias com outras instituições que permitem a troca de materiais por
implementos para a coleta. O que é um grande obstáculo, pois nem sempre pode-se
contar com esses subsídios, e a universidade depende de outros e essa
interdependência o que algo comum causa incerteza e acarreta uma falta de
continuidade nos projetos como um todo, principalmente em se tratando de recursos
e governo para corroborar com o sistema de tratamento dos resíduos sólidos.
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REFERÊNCIAS

GONÇALVEZ, D “Desenvolvimento sustentável: o desafio da presente


geração”: http://www.espacoacademico.com.br/051/51goncalves.htm.Lacerda,2005.

IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional de


Saneamento Básico. Rio de Janeiro, 2014. Disponível em:
<http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 20 de abril de 2020.

MONTIBELLER FILHO, Gilberto. O mito do desenvolvimento sustentável: meio


ambiente e custos sociais no moderno sistema produtor de mercadorias. 3. ed. rev.
e atual. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2008.

MUNHOZ, Tânia. Desenvolvimento sustentável e educação ambiental. São


Paulo:Contexto,2004 Disponível em :www.avm.edu.br/docpdf/monografias-
_publicadas/posdistancia/47855.pdf

SCHARF, Regina. Manual de negócios sustentáveis. São Paulo: Amigos da Terra;


FGV; GVces, 2004. 176 p.
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-
40141995000100006&lng=en&nrm=iso>.
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